You are on page 1of 93

Universidade Estadual do Maranhão – UEMA

Centro de Ciências Tecnológicas – CCT


Departamento de Hidráulica e Saneamento
Curso: Engenharia Civil

Estática dos Fluidos

Profº Fernando Lima

Uema
Estática dos Fluidos

 Equação Geral da Estática dos Fluidos;


 Medidores de Pressão
 Determinação de Forças em Superfícies Submersas;
 Forças de Flutuação (Empuxo)
Equação Geral da Estática dos Fluidos

É o estudo em que os fluidos estão na ausência de


movimentos relativos, o que implica na ausência de
tensões de cisalhamentos.
Portanto, os fluidos tanto em movimento quanto em
repouso são capazes de suportar apenas tensões normais.

Aplicação da estática:

 Calcular forças sobre objetos submersos;


 Desenvolver instrumentos para medição de pressão;
 Deduzir propriedades da atmosfera e dos oceanos;
 Desenvolver as forças desenvolvidas pelos sistemas hidráulicos em
aplicações como prensas industriais ou freios de automóveis.
Equação Geral da Estática dos Fluidos

Princípios fundamentais da Estática dos Fluidos muito são aplicados na


Engenharia Naval.

A seguir links de vídeos que mostram o resumo do desenvolvimento do


projeto e da construção de grandes obras engenhosas nesta área do saber.

 Plataformas

Vídeo de plataforma: http://www.youtube.com/watch?v=ierscRhp9j8

 Navios
 Vídeo de Navios: http://www.youtube.com/watch?v=PFbA28tc_p0
 Submarinos, etc.
 Vídeo de SUBMARINO: http://www.youtube.com/watch?v=v7QJExReNSg
Estática dos Fluidos

1. O Estudo da Estática dos Fluidos se baseia nos seguintes fundamentos:

1.1 Teorema de Stevin;


1.2 Lei de Pascal;
1.3 Princípio de Arquimedes
Estática dos Fluidos

1. TEOREMA DE STEVIN

A diferença de pressão entre dois pontos de um fluido incompressível em


repouso é igual ao produto do peso específico do fluido pela diferença de
elevação entre os pontos.

P2  P1   (Z 2  Z 1)
Estática dos Fluidos

1. DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA ESTÁTICA DOS FLUIDOS


TEOREMA DE STEVIN

A) Segunda (2ª) Lei de Newton - Volume infinitesimal

B) Forças sobre um Sólido geométrico


Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

Tipos de forças a serem consideradas:

 Forças de campo: gravidade dFB


 Forças de superfícies: pressão - dFS
Estática dos Fluidos
1. Equação Básica da Estática dos Fluidos
Tipos de forças a serem consideradas:
 Forças de campo: gravidade dFB
 Forças de superfícies: pressão - dFS
1. DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA ESTÁTICA DOS FLUIDOS
TEOREMA DE STEVIN

A) Volume infinitesimal – 2ª Lei de Newton


Forças de campo: gravidade d F B  gdm  gd
Aplicando a 2ª Lei de Newton a umelemento
FB  dxdydz
fluido diferencial de massa d ddxdydz
de lados dxdydz.

 

dFB  g dm  gdV
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

 
Força de superfície: Pressão dFs  g dm  gdv

dFB  dxdydz
 Num fluido estático, nenhuma tensão cisalhante pode estar
presente.

 A força líquida de pressão num fluido estático faz-se somando as


forças em todas as faces do elemento fluido.

 Seja a pressão p a pressão no ponto O, do elemento da Figura 1. Através


da série de Taylor serão apresentados as pressões em torno do ponto 0:
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

As força resultante de pressão que atuam na superfície na face Y do


elemento diferencial, é dado:

Direção y:

  p 
dFs  Pdxdz   P  dy dxdz
 x 
  p 
dFs  Pdxdz   P  dy dxdz
 x 

 p
dFs   dxdydz
x
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

 De modo análogo nas faces x:


  p 
dFs  Pdydz   P  dx dydz
 y 

 p
dFs   dxdydz
y
 De modo análogo nas faces Z:

  p 
dFs  Pdxdy   P  dz dxdy
 z 

 p
dFs   dxdydz
z
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

Agrupando e simplificando os termos em um campo vetorial, temos que:

  p ˆ p ˆ p ˆ 
 dFs   x i  y j  z k dxdydz
 

Onde os termos entre parênteses é um operador gradiente, podendo


ser representado da seguinte forma:

 p ˆ p ˆ p ˆ 
p =  i  j k 
 x y z 
Então:


dFs  pdxdydz , podendo ser escrita: dFs  pd
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

Combinando as formulações desenvolvidas para as forças de campo +


forças de superfícies obteremos a força total que atua num elemento fluido.
  
dF  dFB  dFs  gdxdydz  pdxdydz
Rearrumando:
  
dF  dFB  dFs  (p  g )dxdydz
Podendo ser escrita:
  
dF  dFB  dFs  (p  g )d

dF
Por unidade de volume:  (p  g )
d
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

Para uma partícula fluida, a segunda lei de Newton fornece que:


  
dF  adm  ad

 dF 
 a  0
Para um fluido estático,
a0 Então:
d

Fazendo as devidas substituições, podemos finalmente obter:

(p  g )  0
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

(p  g )  0
Esta equação significa que as forças de pressão resultantes por unidade de volume em um
ponto + as forças de campo (gravidade) por unidade de volume em um ponto é igual a zero.

A equação pode ser ainda ser escrita em função de seus componentes


escalares, logo:
p
Direção x   gx  0
x
p
Direção y   gy  0
y
p
Direção z   gz  0
z
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

Para simplificar iremos escolher um sistema de coordenada em que


o vetor gravidade esteja alinhado com um de seus eixos. Neste caso:



p
0 gx  0
x

p 
 0 gy  0
y
 
p gz   g ()
  g
z
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Equação Básica da Estática dos Fluidos

Com as simplificações a equação finalmente se reduz a:

Podendo ser escrita na seguinte forma:

dp
  g  
dz
Esta é a equação que relaciona pressão e altura da estática dos fluidos.

Quando:
1. Fluidos estático;
2. A gravidade for a única força de campo;
3. O eixo z é vertical e para cima.
Equação Geral da Estática dos Fluidos

1. Variação de Pressão com Fluido Incompressível

A variação da massa específica normalmente pode ser desprezível, neste


caso podemos integrar a equação da estática dos fluidos entre duas elevações
diferentes. Logo:

p2
P2  P1   (Z 2  Z 1)
Z2

 dp    dz
P1 Z1

Podendo ser reescrita da forma:

P 2  P1  h ou P1  P 2  h
1. DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA ESTÁTICA DOS FLUIDOS
TEOREMA DE STEVIN
B) Sólido geométrico
Seja um recipiente que contém um fluido e dois pontos genéricos M e N.
Orienta-se o eixo MN de N para M, e seja o ângulo formado com a horizontal.
1. DETERMINAÇÃO DA EQUAÇÃO DA ESTÁTICA DOS FLUIDOS
TEOREMA DE STEVIN
CONSIDERAÇÕES
Teorema de Stevin

1. Variação de Pressão com Fluido Incompressível

P1  P 2  h
Onde h é igual a dista Z2 – Z1
(profundidade medida a partir de P2

Se considerarmos a pressão de superfície livre como a pressão de referência


P0 (esta pressão usualmente é a pressão atmosférica). Se considerarmos P2 = P0
a equação anterior ficará.

P1  P0  h
Onde a pressão em qualquer profundidade h abaixo da superfície livre
pode ser escrita como:

P  P0  h
CONSIDERAÇÕES
Teorema de Stevin

1. Variação de Pressão com Fluido Incompressível

P  P0  h
A equação informa que a distribuição de pressão num fluido homogêneo,
incompressível e em repouso é função apenas da profundidade do fluido (em
relação a um plano de referência) e é independente da forma do recipiente.

Figura 3 Equilíbrio de um fluido em recipiente arbitrário


Medidores de Pressão
2. Lei de Pascal

 “A pressão num ponto de um fluido em repouso é a mesma em todas as


direções”.
Medidores de Pressão
2. Lei de Pascal

 O acréscimo de pressão aplicada a um ponto de um fluido incompressível em


repouso, transmite-se integralmente a todos os demais pontos do fluido.
Medidores de Pressão
 Aplicação da Lei de Pascal:
 Prensa Hidráulica
Medidores de Pressão
 Prensa Hidráulica
Medidores de Pressão
Medidores de Pressão

 Sistema de frenagem
EX 1) Considere o conjunto cilindro-pistão, de área 0,01 m2 está conectado a outro conjunto
de área 0,05 m². O volume específico do fluido hidráulico é 0,0011119 m³/kg. A superfície
inferior do pistão com diâmetro grande está a 6 m acima do eixo do pistão com diâmetro
pequeno. Admitindo a pressão atmosférica de 101,3 kPa e que a força líquida, que atua no
pistão, com diâmetro pequeno é 25 kN, determine o módulo da força que atua no pistão
com diâmetro grande. R = ~122 kN
Estática dos Fluidos

 Equação Geral da Estática dos Fluidos;

 Medidores de Pressão

 Determinação de Forças em Superfícies Submersas;


 Empuxo
Aparelhos Medidores de Pressão

a) Piezômetros
É o mais simples dos manômetros. Consiste em um tubo transparente que é
utilizado como para medir a carga hidráulica. O tubo transparente (plástico ou vidro)
é inserido no ponto onde se quer medir a pressão. A altura da água no tubo
corresponde à pressão, e o líquido indicador é o próprio fluído da tubulação onde
está sendo medida a pressão. Quando o fluído é a água só pode ser utilizado para
medir pressões baixas (a limitação é a altura do piezômetro).
Aparelhos Medidores de Pressão

a) Piezômetros

Exemplo:
Qual é a pressão máxima que pode ser medida com um manômetro de 2 m de altura instalado numa tubulação
conduzindo: a) Água ; b) Óleo (ρ=850kg/m³).
Respostas: a) 19.620 Pa = 2 mca; b) 16.667 Pa = 1,7 mca
Aparelhos Medidores de Pressão

b) Tubos em U

Para poder determinar altas pressões através da carga hidráulica utiliza-se o Tubo em
U. Neste manômetro utiliza-se um líquido de grande massa específica, normalmente
mercúrio, que deve ser imiscível com o fluído da tubulação onde será medida a pressão. A
pressão na tubulação provoca um deslocamento do fluído indicador. Esta diferença de
altura é utilizada para a determinação da Pressão. Um lado do manômetro fica conectado
no ponto onde se deseja medir a pressão e o outro lado fica em contato com a pressão
atmosférica. Para calcular a pressão utilizando a carga hidráulica utiliza-se a expressão da
Lei de Stevin.
Aparelhos Medidores de Pressão

b) Tubos em U

Exemplo:
O manômetro de Tubo em U, esquematizado a seguir, está sendo utilizado para medir a pressão em uma tubulação conduzindo água.
O líquido indicador do manômetro é o mercúrio (ρ = 13.600kg/m3). Determine a pressão no ponto 1 sabendo que h1 = 0,5 m e h2 = 0,9 m.
Resposta: 115.169,4 Pa = 11,74 mca
Aparelhos Medidores de Pressão

 Tubos em U (Manômetros Diferenciais)

O manômetro do tipo Tubo em U pode ser utilizado para medir a diferença de pressão entre
dois pontos, neste caso o mesmo passa a ser chamado de manômetro diferencial. Neste tipo
de medidor também é utilizado um líquido de grande massa específica, normalmente
mercúrio, que deve ser imiscível com o fluído da tubulação onde será medida a diferença de
pressão. Os dois lados do manômetro estão conectados com os pontos onde se deseja medir a
diferença de pressão. Para calcular a pressão utilizando a carga hidráulica utiliza-se a
expressão da Lei de Stevin:

Diferença de pressão entre 1 e 2:

= ρ2.g.h2 + ρ1.g.h3- ρ1.g.h1


Aparelhos Medidores de Pressão

 Tubos em U (Manômetros Diferenciais)

Obs: Quando o manômetro diferencial é utilizado para medir a diferença de


pressão entre dois pontos que estão no mesmo nível:
Aparelhos Medidores de Pressão

 Tubos em U (Manômetros Diferenciais)

Exemplo:
Qual é a diferença de pressão entre os pontos 1 e 2? O fluído nas duas tubulações é
água e o líquido indicador é mercúrio. Resposta: ~15.303,6 Pa
Aparelhos Medidores de Pressão

 Manômetros com tubos Inclinados

É um tipo de manômetro diferencial utilizado para medição de pequenas diferenças de


pressão. É formado por um reservatório ligado a um tubo transparente, parcialmente
cheio com um líquido manométrico de massa específica conhecida, conforme ilustrado
na figura seguinte. Aplica-se a pressão maior na tomada de pressão conectada ao
reservatório e a pressão menor na extremidade do tubo transparente. O desnível da
coluna de líquido manométrico necessária para equilibrar a diferença de pressão é
medida diretamente em uma escala construída adequadamente.
Aparelhos Medidores de Pressão

 Manômetros com tubos Inclinados


Aparelhos Medidores de Pressão

 Manômetro metálico tipo Bourdon

O manômetro analógico tipo Bourdon é um dos mais utilizados. Serve para medir
pressões manométricas positivas e negativas, quando são denominados vacuômetros. Os
manômetros normalmente são instalados diretamente no ponto onde se quer medir a
pressão. Ocasionalmente, para facilitar as leituras, o manômetro pode ser instalado a alguma
distância, acima ou abaixo, do ponto cuja pressão se quer conhecer. Se o manômetro for
instalado abaixo do ponto, ele medirá uma pressão maior do que aquela ali vigente; se for
instalado acima ele medirá uma pressão menor.
Aparelhos Medidores de Pressão

 Manômetro Digital

O manômetro digital possibilita uma leitura precisa, porém de custo elevado.


As mesmas considerações sobre o manômetro metálico, com relação ao
ponto de medição, servem para os digitais.
Exercícios
Ex1) A Figura 1 abaixo mostra um dispositivo para medição de pressão manométrica.
a) Formule a equação que relacione a pressão do Ar, o peso específico dos fluidos
e as alturas;
b) As pressões efetivas e absolutas do Ar;
c) As pressões efetivas e absolutas no ponto M.
Considere: h1 = 95 cm; h2 = 30 cm; h3 = 0,70 m; h4 = 80 cm; h5 = 30 cm; γÓleo = 8500 N/m³
Exercícios
Ex2) Na figura o sistema está em equilíbrio, onde: h1 = 180 cm e h2 = 250 cm. A
pressão do manômetro (2) indica uma pressão de 115000 Pa para o Gás B.
Determine: a) A pressão do Gás A; b) A indicação do manômetro (1).
Exercícios

Ex3) Na figura o tubo A contém óleo com massa especifica


relativa igual a 0,80 e o tubo B, água. Determine:
a) Expressão que define Pa – Pb em função dos pesos
específicos e das alturas; b) Pressão em A e B.
Dados: h = 0,3m; L = 0,6m; Z = 80 cm; e X = 0,7 m.
Estática dos Fluidos

 Equação Geral da Estática dos Fluidos;


 Medidores de Pressão
 Determinação de Forças em Superfícies Submersas;
 Empuxo
Determinação de Forças em Superfícies Submersas

É possível detectar a presença de forças na superfícies dos corpos que


estão submersos nos fluidos. A determinação destas forças são importantes no
projeto de tanques de armazenamento de fluidos, navios, barragens e outras
estruturas hidráulicas.
Sabe-se que a força com que os fluidos atua nas superfícies precisa ser
perpendicular a ela quando o fluido está em repouso( pois Ĩ são nulas).
A força de pressão que atua sobre um elemento dA de uma superfície
plana é dada por:

Fr  pA
Onde p é a pressão na superfície inferior e A é a área desta
superfície.
Para uma superfície plana não inclinada a pressão relativa que
atua na superfície será:

p  h  Fr  hA
3.1 Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

Para uma superfície inclinada, precisaremos somar as forças diferenciais


que atuam sobre a superfície qualquer de área dA.
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

As forças diferenciais que atuam sobre a superfície qualquer de área dA


podem ser representadas por:

dF  hdA  Fr   hdA
Somando todas as forças que agem sobre a área e considerando que

h  ysen

Teremos que

Fr   hdA  Fr   hdA    ( ysen )dA


Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

Considerando que  e  são constantes.

Fr  sen  ydA

A integral da equação anterior é o momento de primeira ordem em relação


a x. Deste modo podemos escrever:

Onde yc é a coordenada do centróide medido

 ydA  y A c a partir do eixo x que passa através de  .


Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas
Logo a determinação da força resultante pode ser escrita:

Fr  Ayc sen
Considerando a altura h como hcg  ycsen teremos que:

Fr  hcgA
Esta equação indica que o módulo da força resultante é igual a pressão no
centróide multiplicada pela área total da superfície submersa.
Neste caso a força depende
somente do peso específico, da área total e da profundidade do centróide da área
da superfície.
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

3.1.1 Determinação da Localização da Força Resultante FR

Para localizar esta força F, procedemos como na mecânica estática considerando


os momentos.
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

 Para superfícies planas a partir da equação Fr = pA pode-se deduzir que Fr


atravessa o centróide.

 No entanto, no caso mais geral, para superfícies inclinadas, a superfície


submersa forma um ângulo Θ com a superfície do fluido, onde a pressão é
linearmente variável. A resultante dessa pressão não passa obrigatoriedade,
pelo seu centro de gravidade.

 Na figura, o centróide de plano inclinado está deslocado da posição do


centróide (CG) do plano horizontal devido a variação da pressão com a
profundidade. Assim, o ponto de aplicação da força resultante será o seu
centro de pressão (CP).
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

 Determinação da Localização da Força Resultante FR

Considerações:
 A força resultante F não atua no centroide, mas abaixo dele, na parte de maiores
pressões.

 Sua linha de ação passa através do centro de pressão CP da placa.

 Determinação do centro de pressão (linha de ação), Xcp e Ycp.

Momento da força resultante em relação a um eixo = Momento das forças


distribuídas em relação a um mesmo eixo.

Fr y   ydF
R

Agora precisa-se determinar a localização da força em relação aos dois


eixos, ou seja: XR e YR
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

 Determinação da Localização da Força Resultante FR em relação a Y

Pode ser expressa da seguinte forma:

Ixc
Yr   yc
ycA

O valor de Ixc é o momento de segunda ordem em relação ao eixo que passa


no centróide e é paralelo ao eixo x.

OBS.:Esta equação mostra que Fr não passa pelo centróide, mas sempre atua

abaixo dele (Ixc / ycA > 0). Ou ainda: YR – YC > 0, pois yc é sempre positivo.
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

 Determinação da Localização da Força Resultante FR em relação a X

Ixyc
XR   xc
ycA
O valor de Ixyc é o produto de inércia em relação ao sistema de coordenadas
ortogonal que passa no centróide e é paralelo ao eixo x.

OBS. De acordo com estas equações um aumento de yc provoca uma


aproximação do centro de pressão para o centróide da área. Também temos
que yc = hc/sen0 aumentará, ou se para uma dada profundidade a área for
rotacionada de modo que o ângulo θ diminua.
Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

 Área e Momento de Inércia de Figuras Diversas


Determinação de Forças em Superfícies Submersas
Planas Inclinadas

 Área e Momento de Inércia de Figuras Diversas


Estática dos Fluidos
Ex1) A figura abaixo mostra o esboço de uma comporta circular localizado num
grande reservatório de água. A altura hc da superfície livre até o eixo da
comporta é 13,5 m. Determine: a) o módulo da força F, e b) o ponto de
aplicação da força, YR;
Exercícios
Ex 2)
A Figura mostra a ação da água no sistema (A) que é retangular de base 1,5m. Em
seguida no sistema (B)) é mostrado a ação da água num corpo triangular de altura L
e base b. Determine:
a) Valor da força F que o sistema AB está submetido e a localização da força; R = 205,8 kN
b) Determine o valor de F e localização (Yr) no sistema triangular
Dados: L = 4 m, b = 2,5 m e Z = 150 cm; α = 50º R = 205,8 kN; 3,8809 m; 173,558 N; 4,8 m
Estática dos Fluidos

 Equação Geral da Estática dos Fluidos;


 Medidores de Pressão
 Determinação de Forças em Superfícies Submersas;

 Forças de Flutuação (Empuxo)


Forças de Flutuação (Empuxo)

Nesta seção será desenvolvida a força que os fluidos exercem

sobre corpos (podem ser de dimensões e formas variados)

 Conceitos e determinação de forças de empuxo;

 Conceitos e considerações sobre flutuação;

 Estabilidade de corpo submersos ou parcialmente submerso.


Forças de Flutuação (Empuxo)

 Determinação das Forças de Empuxo

A força vertical sobre um corpo, devida à pressão hidrostática, pode ser


encontrada mais facilmente considerando elemento de volume cilíndricos
similares, mostrado na figura abaixo.
Forças de Flutuação (Empuxo)

 Determinação das Forças de Empuxo

A variação da massa específica normalmente pode ser desprezível, neste


caso podemos integrar a equação da estática dos fluidos entre duas
elevações diferentes.
Logo, integrando a equação anterior, ficará:
p2
P2  P1   (Z 2  Z 1)
Z2

 dp    dz
P1 Z1

Se considerarmos a pressão de superfície livre como a pressão de


referência P0 (esta pressão usualmente é a pressão atmosférica). Se
considerarmos P2 = P0 e Z2 – Z1= h, a equação anterior ficará.

P1  P0  h
Onde a pressão relativa em qualquer profundidade h abaixo da
superfície livre pode ser escrita como:
P  h
Forças de Flutuação (Empuxo)
 Determinação das Forças de Empuxo
O empuxo vertical sobre o elemento será:

dFB   dFB   hdA

Temos que: Fr  pA  Fr  hA

dFB   (h2dA  h1dA)  dF    (h2  h1)dA


B
Forças de Flutuação (Empuxo)

 Determinação das Forças de Empuxo

Tomando (h2  h1)dA  d como a altura relativa entre a superfície


superior e inferior do corpo imerso.

Então pode finalmente expressar que:

dFB   d  FB  
Onde  é o volume do objeto e  peso específico do fluido
Forças de Flutuação (Empuxo)

 Determinação das Forças de Empuxo

Definição da Equação:

FB    c
L

A equação define que a força líquida vertical devida à pressão, ou empuxo,


sobre o objeto, igual a força da gravidade atuante sobre o líquido deslocado
pelo objeto.
Forças de Flutuação (Empuxo)

Princípio de Arquimedes:
Se um corpo estiver flutuando ou estiver total ou parcialmente imerso
num fluido, sobre este age uma força vertical de baixo para cima,
cuja intensidade é igual ao peso do volume de fluido deslocado.
Forças de Flutuação (Empuxo)

Princípio de Arquimedes:
Se um corpo estiver flutuando ou estiver total ou parcialmente imerso
num fluido, sobre este age uma força vertical de baixo para cima, cuja
intensidade é igual ao peso do volume de fluido deslocado.

A força resultante gerada pelo fluido e que atua nos corpos é


denominada força de flutuação ou empuxo.

Esta força líquida vertical, com sentido para cima, é o resultado do


gradiente de pressão (a pressão aumenta com a profundidade) e esta
força é determinada de modo similar às equações da estática dos fluidos.
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.1 Flutuação de corpos submersos

Analisaremos aqui o comportamento de um corpo associado a sua


estabilidade quando está submerso e parcialmente submerso (flutuando).

Normalmente quando um corpo é abandonado em um meio líquido,


ocorre três diferentes situações de comportamento do corpo.

1. Se o peso do corpo é maior que o empuxo;

2. Se o peso e o empuxo são iguais;

3. Se o peso do corpo for menor que o empuxo.


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.1Flutuação de corpos submersos

1. Se peso do corpo (W) for maior que o empuxo.

O corpo afunda até encontrar um obstáculo.

FB < W
<

Então o corpo afundará se <


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.1Flutuação de corpos submersos

2. Se o peso e o empuxo são iguais, o corpo fica em equilíbrio qualquer que seja
a profundidade em que se encontra.

FB 
= W

Então o corpo ficará em =


equilíbrio
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.1Flutuação de corpos submersos

3. Se o peso do corpo for menor que o empuxo,


o corpo é impelido até a superfície, da qual emerge, ficando mergulhada
numa porção V do seu volume deslocado (volume de carena), tal que
multiplicado pelo peso especifico do liquido é igual ao peso do corpo.

FB 
> W

>

>
Forças de Flutuação (Empuxo)

 Força resultante, Fr de corpos submersos

A força resultante é igual ao peso do corpo menos o peso do líquido

deslocado (empuxo).

F R
 Pc
 FB
F     
R C c L c
Forças de Flutuação (Empuxo)
1º Exemplo:

Um corpo com volume de 40 L é imerso num tanque de água. Se o


corpo possui um peso de 490 N, determine: a) o valor do empuxo; b) Peso
específico do corpo, e c) força resultante.

2º Exemplo:
Um urso polar com 300 kg encontra-se sobre um bloco de gelo (ρ = 0,917
g/cm³) com 50 cm de espessura. Qual deve ser a área da seção transversal do
bloco para que o mesmo flutue em equilíbrio. Dado: ρag = 1,018 g/cm³.
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.2 Estabilidade de corpos submersos

As considerações sobre o equilíbrio são importantes na análise dos


submersos e flutuantes porque os centro de empuxo e de gravidade
necessariamente não são coincidentes. Assim uma pequena rotação pode
resultar num momento de restituição ou de emborcamento.

Existem três possíveis estados de equilíbrio:

1. Equilíbrio Estável

2. Equilíbrio Instável

3. Equilíbrio Neutro ou Indiferente


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.2 Estabilidade de corpos submersos


1. Equilíbrio Estável
Um corpo está numa posição de equilíbrio estável se, quando perturbado,
retorna a posição de equilíbrio original.
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.2 Estabilidade de corpos submersos


1. Equilíbrio Instável
De modo inverso, o corpo está numa posição de equilíbrio instável se ele se
move para uma nova posição de equilíbrio após ser perturbado (mesmo que a
perturbação seja bastante pequena).
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.2 Estabilidade de corpos submersos


1. Equilíbrio Neutro

Equilíbrio neutro ou indiferente – quando sujeito a um deslocamento e


depois abandonado, permanece na nova posição (não regressa à posição
original e nem se afasta).
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes

Para corpos flutuantes se torna sensível, pois, a localização do centro


de empuxo (que coincide com o centróide do volume de carena) pode
mudar quando o corpo rotaciona.
Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes


Forças de Flutuação (Empuxo)

3.3 Estabilidade de corpos Flutuantes


Forças de Flutuação (Empuxo)

Cálculo da Altura Metacêntrica: MG


Forças de Flutuação (Empuxo)

 Conclusões

O estudo sobre as forças de flutuação e estados de equilíbrio são


importantes em várias áreas da engenharia. Em especial na Engenharia
Naval.

Esse estudo pode ser aplicados para projetos de:


 Navios,
 embarcações,
 submarinos, etc.
Exercícios
3) Na figura o sistema inicial está com o recipiente esférico vazio.
Posteriormente coloca-se óleo pelo funil até preencher totalmente o recipiente.
Neste momento o valor de Y passa a valer y’ = 1m. Dados: ɣóleo = 8000 N/m³.

a) Determine o valor de y na situação inicial; R = 0,4m


b) Qual o diâmetro da esfera? (“Após enchimento”) R = 0,45 m
c) Volume de óleo introduzido para estabelecer a situação final? R = 0,047
Exercícios
4)
Um óleo com viscosidade cinemática 3,92.10-6 m²/s passa pelo conduto que tem na
sua seção de maior área diâmetro 0,03 m (Figura 3). Um manômetro com fluido de
densidade relativa de 13,5 é ligado ao conduto e tem a deflexão indicada. A
pressão efetiva em M é de 152 cmHg. Determine: a) Uma expressão que define o
valor de h em função da pressão e dos pesos específicos; b) Obtenha o valor da
altura h; c) calcule o valor da pressão no ponto A.
Considere viscosidade dinâmica do óleo igual a 0,00345 N.s/m².
Referências

1. FOX; MCDONALD, A.T., Introdução à Mecânica dos Fluidos. LTC Editora, 5ª


Edição.

2. SONTAG, R; VAN WYLEN. Fundamentos da Termodinâmica, Edgard Bluxher,


2009;

3. White, F.M., Mecânica dos Fluidos, McGraw-Hill;

4. Cengel, Y.A., & Cimbala, J.M., Mecânica dos Fluidos: Fundamentos e Aplicações,
McGraw-Hill;

5. Munson, B., Young, D. & Okiishi, T., Fundamentals of Fluid Mechanics, Wiley.

6. STREETER, Vitor L. , Wylie, E. Benjamin – Mecânica dos Fluidos. São Paulo.


McGraw-Hill do Brasil, Ltda. 1982. 7edição.

7. Ranald. V. Giles, Jack B Evett, Cheng Liu. Mecânica de Fluidos e Hidráulica.


2ªEdição. Editora ABDR, 1996.

8. Arquivos bibliográficos eletrônicos (internet)