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Ciência com Consciência - Aula 6 P.

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Edgar Morin, 2010  Conceber ordem e desordem conjuntamente
P. 196
Prefácio  Evolução biológica, história humana: erros, desvios, desperdícios, perdas
 Confrontação da ordem e da desordem
P.07
P. 197
 Ideias sobre ciência e complexidade
 Desenvolvimento das ciências naturais, século passado: destruição do
 Ordem, desordem e organização - inseparáveis determinismo
P. 08
 Pensamento conjunto: pensar a complexidade física, biológica e humana
 Termo complexidade:
 Noção de ordem:
não é perseguido na consciência científica: desafio
1- lei autônoma, impessoal, suprema
 Ciência clássica dissolvia-a: revelar leis universais 2- ideia de determinação, estabilidade, repetição, estrutura
 Reconhecer os traços constitutivos do complexo: diversidade,  A ordem se complexificou: várias formas de ordem
desordem, aleatoriedade, mas ordem e organização também.
P. 198
 Ciência é complexa: inseparável de seu contexto histórico e social  3- ordem como antinômica da singularidade, interação
P. 9
 Noção de estrutura x organização
 Séculos 16 e 17: ciência técnica
 Organização não pode ser reduzida a ordem, mas a comporta e a
 A realidade científica é multidimensional: efeitos da ciência são produz
ambivalentes
 Organização constitui e mantém um conjunto ou um todo não
 Necessidade de considerar a complexidade do real, se afastar dos redutível as partes
modelos clássicos do pensamento: ciência clássica se afastou da filosofia P. 199
 Ciências avançadas reacenderam as questões filosóficas fundamentais  Ideia enriquecida de ordem recorre à: interação e organização, que não
P. 10
expulsa a desordem
 Conceito de ciência: Bronowski nem absoluto, nem eterno
 Desordem:
 Transformação vem com a reforma do pensamento. O pensamento tem  Mais rica que a ideia de acaso, pólo objetivo (agitações, irregularidades,
que se tornar complexo. instabilidades, erros) e pólo subjetivo (espírito incerteza)
 Ciência com consciência:  P. 200 - Sempre conta com a aleatoriedade, em tudo existe desordem,
Rabelais: "Ciência sem consciência é apenas ruína da alma" inseparável da evolução do universo
livra-se de julgamento de valor, ética, consciência moral
 A desordem coopera na geração da ordem organizacional: processo de
P.11 - Aptidão auto reflexiva, intelectual
desorganização transformado em processo permanente de
P.11 - Reatar com a consciência política e ética.
reorganização
P. 202
Ordem, desordem, complexidade - Cap. 2
 Universo apenas ordem: não evolui; universo só desordem: não  A desordem preocupa: mente torna-se impotente
conserva a novidade  Recusa da desordem: conquista do desenvolvimento intelectual em
 Determinismo: pobre, isola objeto do meio, realidade ambiente detrimento da racionalização
P. 203  Pré-ciência: força da lógica; lei simples; complexidade, confusão é só
 Associação ordem e desordem é menos absurda do que a que tudo está aparência
entregue ao caos P. 212
 Desordem e ordem podem ser duas faces do mesmo fenômeno  recusa da desordem tem caráter metafísico, acaba com a ideia do
P. 204 movimento perpetuo
 A ordem é tão misteriosa como a desordem P. 213
P. 205-206
 Início do século: teoria big bang, física quântica -> aparecimento da
 Objeto do conhecimento: comunidade mundo-nós, pois fazemos parte desordem
e criamos uma visão de mundo P. 214
 Não é descobrir o segredo do mundo: "Trabalhe com a incerteza",
 Aleatoriedade: acidente - previsão estatística x previsão de quem vai
dialogar com o mundo
morrer = ordem + desordem
 Trabalho com a incerteza é incitação à racionalidade, incita o P. 215
pensamento complexo
 Combinações ordem e desordem, constitui a própria complexidade
 Complexus=aquilo que é tecido junto
A inseparabilidade da ordem e da desordem - Cap. 3
 Complexidade é atingir a binocularidade mental
P. 217
P.207
 Ordem, desordem, interações, organização: conceber o mundo dos
 Definição de ordem, 3 níveis: 1-forma de constância; 2- determinação,
fenômenos
coação; 3 - coerência, lógica
P. 218
P. 208
 Unidade + diversidade = multiplicidade
 3º nível: racionalidade
P. 219
 Pentágono da racionalidade: ordem, determinismo, objetividade,
 Organizações vivas: toleram uma certa desordem + regeneração;
causalidade, controle
adaptar-se à complexidade existente
 Favorável para a ordem física
P. 220
P. 209
 Noção de estratégia: aperfeiçoamento, finalidade específica
 Definição de desordem, 3 níveis: 1-irregularidades, instabilidades,
 Estratégia pode modificar o roteiro de ações previstas, em função das
desvios
novas informações que chegam a caminho que ela pode inventar.
P.210 - 2- eventualidade, o acaso; 3- o acaso nos priva da lei e do
P. 221
princípio para conceber um fenômeno: incerteza
 Ação só é possível com ordem, desordem e organização
P. 211
P. 222 vão comandar-controlar todos os pensamentos, todos os discursos,
 Indispensáveis para entender o mundo dos fenômenos, de onde todas as teorias
nascem.  Noção de sistema foi sempre noção apoio, como todo o conjunto de
P. 223 relações entre constituintes formando um todo
 Conhecimento é subjetivo/objetivo P. 259
 Nosso mundo faz parte de nossa visão de mundo, a qual faz parte de  O todo não é uma capa
nosso mundo.  Holismo, visão parcial, simplificadora do todo
P. 227  Circularidade construtiva da explicação do todo pelas partes e das
 Todas as vidas são tecidas com o fio do acaso misturado a um fio da partes pelo todo
necessidade Todo -> Partes->todo -> partes (...)
P. 228 Circuito ativo que constitui a descrição e a explicação
P. 260
 Uma sociedade composta de pura desordem é tão impossível quanto
 Complexidade: sistema não só como unidade global -> unitas multiplex
um universo de pura desordem.
P. 229  O todo é efetivamente uma macrounidade, mas as partes não estão
fundidas nele. Tem identidade própria
 A verdadeira racionalidade dialoga com o irracionalizável. Em vez de
 Não é só uma constituição de unidade a partir da diversidade, mas
anulá-los.
também uma constituição de diversidade a partir da unidade
P. 230
Uno -> diverso -> uno (...)
 Racionalidade se alimenta de incertezas e certezas
P. 261
P. 232
 é preciso integrá-los num circuito ativo onde se possa conceber que
 A aventura do conhecimento nos conduz ao limite do concebível, do
a diversidade organiza a unidade que organiza a (...)
dizível.
 relações todo/partes, uno/diverso: caráter complexo dessas relações
 O todo é mais do que a soma das partes
O sistema: paradigma ou/e teoria? - Cap. 5
Não só uma macrounidade, mas também emergências que são
P. 257
qualidades novas
 O domínio do conceito de sistema
 O todo é menos que a soma das partes
 Holismo: explicitação no nível da totalidade e se opõe ao paradigma
Fruto de coações, perdas de qualidades
reducionista
 O todo é mais do que o todo
 Critica, diz que é simplificador, reducionista
Mais que uma realidade global, dinamismo organizacional
P. 258
P. 262
 Teoria dos sistemas não elucidou o conceito de sistema
 Interações e organização entre partes e todo
 Sistema não só como um termo geral, mas gerador
 As partes são ao mesmo tempo menos e mais do que as partes
 Paradigma: conjunto de relações fundamentais de associação e/ou de emergências individuais e no todo
oposição entre um número restrito de noções-chave, relações essas que
 As partes são eventualmente mais do que o todo P. 268
liberdades e independências individuais  Novo conhecimento da organização é criar uma nova organização do
 O todo é menos do que o todo pensamento
zonas de sombra, ignorâncias, falhas P. 269
P. 263  Caráter psicofísico do paradigma sistêmico
 O todo é insuficiente, decorre de tudo quanto precede  O sistema é um conceito com duas entradas: physis e psyché: físico
 O todo é incerto pelos pés, psíquico pela cabeça
Politotalidades  Físico: componente físico
 O todo é conflituoso  Psíquico: condições de distinção ou de isolamento
desorganização permanente P. 270
P. 264  Caráter psicofísico indissociável da relação sujeito observador/objeto
 Apoiar a ideia de um sistema num conceito não totalitário e não observado
hierárquico do todo  Dissociação ciência da physis e ciência do espírito: mutilação prévia
Conceito complexo da unitas multiplex, aberto às politotalidades P. 271
 Macroconceito  Todo conhecimento científico entra em um componente ideológico
Relações todo-partes mediadas pelo termo interações P. 272
 Sistema não constituída de partes, mas de ações em unidades  O paradigma da complexidade
complexas, constituídas de interações  A complexidade não está na espuma fenomenal do real
P. 265  É insimplificável. É o que decorre do paradigma-sistema
 Sistema - interação - organização: termos indissolúveis, macroconceito P. 273
Sistema: unidade complexa, complexo das relações entre todo e  Teorias sistematizadas
partes, etc  O sistema é conceito mais genérico do que geral
Interação: ações Teoria geral dos sistemas: insuficiente
Organização: caráter constitutivo das interações P. 274
 Estrutura é um conceito atrofiado, organização é ativa  Conclusões
P. 266 O sistema não é uma palavra-chave para a totalidade, é uma palavra-
 Organização: raiz para a complexidade
reorganização permanente de um sistema que tende a se desorganizar Erguer o conceito de sistema do nível teórico para o paradigmático
reorganização permanente de si P. 275
toda organização é pelo menos auto(geno-feno)-eco-reorganização  Deixar-se entrever: nova racionalidade
P. 267  Organização deve substituir ordenar
 Organização é um conceito de caráter paradigmático superior  Organização como atividade regeneradora e geradora permanente
Cria ordem, mas também desordem