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Curso de BPMN

BPMN
Business Process Modeling Notation

Por: Márcio Balduino Leitão


marcio@gnofi.com.br
mbalduinol@gmail.com

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Sumário

1. Tipos de Diagramas de Processo de Negócio 5

1.1. Privative (internal) business process 5

1.2. Abstrat (Public) Process 5

1.3. Colaboration (Global) Process 6

1.4. Elementos de um BPD 7

1.5. Elementos essenciais 7

2. Modelando Eventos de Negócio 12

2.1. Notação básica de tipo de eventos 12

2.2. Eventos mais complexos 12

3. Processo de Negócio, Subprocessos e Tarefas 15

3.1. Decompondo seu processo dentro de hierarquias 15

4. Token 20

5. Ciclo de Vida da Atividade 22

6. Modulando Pontos de Decisões com Gateways 22

7. Pools e Lanes – Quem faz o quê? 39

7.1. Um POOL pode representar muitas coisas 40

Aprendendo BPMN por meio de um Exemplo 41

Referências 50

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Objetivo
O objetivo deste curso é apresentar os elementos da notação de modelagem de processos de
negócio BPMN 1.1 (Business Process Modeling Notation) mostrando-os por meio de exemplos
práticos.

O que é processo
Processo é qualquer atividade ou conjunto de atividades que toma uma entrada, adicionando a
esta um valor, e fornece uma saída gerando um produto valorado. Então, em um processo são
conhecidos os passos a serem seguidos, as sequências em que eles acontecerão, as pessoas (ou
perfil) envolvidas em todas as atividades e o produto final a ser produzido.

"Os processos utilizam os recursos da organização para oferecer resultados objetivos aos seus
clientes" (Harrington, 1991).

"Um processo é um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de
produzir um bem ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes" (Hammer e
Champy, 1994).

Business Process Modeling Notation


A especificação da notação de modelagem de processos de negócio (BPMN) fornece uma notação
gráfica para expressar os processos de negócio em forma de diagrama de processo de negócio
(BPD). O objetivo do BPMN é dar suporte ao gerenciamento de processo de negócio, tanto para os
usuários técnicos quanto para os usuários de negócio, fornecendo uma notação intuitiva para os
usuários, tornando-os capazes de representarem semânticas de processos complexos.

Business Process Modeling Notation (BPMN) é uma notação gráfica que descreve a lógica dos
passos de um processo de negócio. Essa notação tem sido especialmente desenhada para
coordenar a sequência dos processos e as mensagens que fluem entre os participantes das
diferentes atividades.

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Por que é importante Modelar com BPMN?
• BPMN é um padrão internacional de modelador de processos aceito pela comunidade.

• BPMN é independente de qualquer metodologia de modelador de processos.

• BPMN cria uma ponte padronizada para diminuir a lacuna entre os processos de negócio e sua
implementação.

• BPMN permite modelar o processo de uma maneira unificada e padronizada.

1. Tipos de diagramas de processo de negócio (BPD)


A modelagem de processo de negócio é usada para comunicar uma ampla variedade de
informações para uma ampla variedade de público. O BPMN está projetado para cobrir muitos
tipos de modelagens e permite a criação de um processo de negócios de ponta a ponta. Os
elementos estruturais do BPMN permitirão ao observador ser capaz de facilmente identificar as
seções de um diagrama de BPMN.

Existem três tipos básicos de diagrama de processo de negócio (BPD):

1.1 - Private (internal) business process –– ou diagramas de processo de


negócios privados. Nós o utilizamos quando não é do nosso interesse a interação desse
processo com outros com os quais ele possa interagir. Estamos preocupados com o teor deste
fluxo em si.
1.1.

1.2 - Abstract (Public) Process – ou processos abstratos, representam uma interação


entre um processo de negócio privativo e outro processo ou participante. Não estamos
preocupados com o conteúdo do fluxo em si, mas sim como ele colabora com os outros fluxos
dentro de um sistema

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1.3 - Colaboration (Global) Process – O processo colaborativo descreve a interação


entre dois ou mais entidades do negócio. Estas interações são definidas como uma sequência
de atividades que representa o padrão de trocas de mensagens entre as atividades envolvidas.

O processo colaborativo pode ser entendido como sendo dois ou mais processos abstratos
comunicando entre si. E no processo abstrato, as atividades que são as participantes na
colaboração podem ser consideradas como sendo os pontos de contato entre os participantes.

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1.4 - Elementos de um BPD
O principal objetivo para o desenvolvimento do BPMN é que fosse uma notação simples e
adaptável para os analistas de negócio. Para ajudar a entender como o BPMN pode gerenciar
as necessidades da organização, a lista de elementos gráficos do BPMN é apresentada em dois
grupos.

Primeiro, existe a lista de elementos essenciais (CORE ELEMENTS) que irá suportar os
requerimentos necessários para uma notação simples. Estes são os elementos que definem o
layout básico do BPMN. Muitos processos de negócios poderão ser modelados
adequadamente com estes elementos. Segundo, existe uma lista completa de elementos, os
quais ajudarão a suportar requerimentos de uma poderosa notação para gerenciar situações
de modelagem mais avançadas.

1.5 - Elementos essenciais


Enfatizando, novamente, que o objetivo do desenvolvimento do BPMN foi o de permitir por
meio de um mecanismo simples a criação de modelos de processos de negócio, enquanto que
ao mesmo tempo seja capaz de manipular a complexidade inerente de um processo de
negócio. A abordagem empregada para manipular estes dois requerimentos conflitantes foi
organizar as figuras gráficas para anotação dentro de categorias específicas. O BPMN fornece
um pequeno conjunto de categorias para que o usuário (leitor) possa facilmente identificar os
tipos básicos dos elementos e entender o diagrama. Dentro dessas categorias básicas de
elementos, informações e modificações adicionais podem ser adicionadas para apoiar as
necessidades da complexidade sem alterar drasticamente a aparência do diagrama. As quatros
categorias dos elementos são:

• Objetos de Fluxo (Flow Objects)


• Objetos de Conexão (Connecting Objects)
• Raia de piscina (Swimlanes)
• Artefatos (Artifacts)

1.5.1 - Objetos de Fluxos (Flow Objects)

Os objetos de fluxos são os principais elementos gráficos para definir o


comportamento do processo de negócio. Existem três tipos de objetos de fluxos:

• Eventos (events)
• Atividades (Activities)
• Decisões (Gateways)

1.5.2 - Objetos de Conexão (Connecting Objects)

A conexão dos objetos de fluxos com outra informação é realizada por meio de
três objetos:

• Fluxo de sequência (sequence Flow)


• Fluxo de mensagem (Message Fluxo)

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• Associação (Association)

1.5.3 - Raia de piscina (Swimlanes):

Existem duas maneiras de agrupar os elementos de modelagem básica por meio


dos Swimlanes:

• Pool (piscina)
• Lane (raia)

1.5.4 - Artefatos (Artifacts)

Os artefatos são usados para fornecer informações adicionais sobre o processo.


Existem quatro artefatos padronizados, mas os fabricantes de software de
modelagem estão livres para adicionar outros artefatos. O conjunto corrente de
artefatos inclui:

• Objeto de Dados (Data Object)


• Grupos (Group)
• Anotação (Annotation)

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Lista dos elementos essenciais de modelagem que são descritas na notação:

Elemento Descrição Notação


Um evento é “alguma coisa” que
acontece durante o curso de um
processo de negócio. Esses
eventos afetam o fluxo do
processo e usualmente tem uma
causa (Gatilho) ou um impacto
(resultado). Eventos são
Eventos
representados por círculos
(events)
vazados para permitir sinalização
que identificarão os Gatilhos ou
resultados. Existem três tipos
eventos:
• Inicio
• Intermediário
Objetos de Fluxos (Flow Objects)

• Final
Atividade é um termo genérico
para o trabalho que a empresa
realiza. Uma atividade pode ser
atômica ou não atômica
(composta). Os tipos de atividades
que fazem parte de um processo
Atividades de negócio são: Processos,
(Activities) Subprocessos e Tarefas. Tarefas e
Sub-Processos são representados
por um retângulo arredondado.
Os processos podem ser
representados ou por um
retângulo arredondado ou
incluído dentro de um POOL.
Uma Decisão é usada para
controlar as ramificações e os
encontros dos Fluxos de
sequência (sequence Flow). Desta
Decisões forma, ele irá determinar as
(Gateways) ramificações, consolidações e
união dos caminhos. A sinalização
gráfica interna ao desenho irá
indicar o tipo de comportamento
da decisão.

Fluxo de O Fluxo de seqüência é usado para


Conexão
Objetos

sequência mostrar a ordem em que as


de

(sequence atividades serão processadas.


Flow)

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Um Fluxo de mensagem é usado
para mostrar o fluxo de uma
Fluxo de mensagem entre dois
mensagem participantes que estão
(Message Fluxo) preparados para mandar ou
recebê-las. No BPMN, dois Pools
(piscinas) no diagrama
representam os dois participantes.
Uma Associação é usada para
relacionar informações com os
Associação objetos de fluxo. Textos e gráficos
(Association) que não fazem parte do fluxo
podem ser associados com os
objetos de fluxo.
Um Pool (piscina) representa um
participante dentro do processo.
Raia de piscina (Swimlanes)

Ele também atua como uma


Pool (piscina) “Swimlane” e um recipiente
gráfico para separar um conjunto
de atividades de outro Pool,
geralmente em um contexto de
situação de B2B.
Uma Lane (raia) é uma
subpartição dentro de um Pool
(piscina) e irá ampliar o tamanho
Lane (raia) de um Pool (piscina)
horizontalmente ou
verticalmente. Lane (raia) são
usadas para organizar e
categorizar as atividades.
Objetos de Dados (Data Object)
são considerados artefatos porque
eles não têm nenhum efeito
Objeto de direto sobre o fluxo de sequência
Dados (Data ou fluxo de mensagem do
processo, mais eles podem
Artefatos (Artifacts)

Object)
fornecer informações sobre o que
a atividade necessita para ser
executada ou/e o que elas
produzem.
É um agrupamento de atividades
que não afeta a sequência do
Grupo (Group) fluxo. O agrupamento pode ser
– Uma caixa que usado para o propósito de
circunda um grupo documentação ou análise. Os
de objetos para
propósito de Grupos (Group) podem também
documentação ser usados para identificar as
atividades de uma transação
distribuída através de várias Pools.

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Uma Anotação (Annotation) de
Anotação
texto é um mecanismo para que o
(Annotation) modelador forneça informações
Ligada com uma
associação adicionais para facilitar a leitura
do diagrama por parte do usuário.

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2. Modelando Eventos de negócio


Durante a modelagem de negócio, você modela eventos que acontecem no seu negócio e mostra
como eles interferem no fluxo do processo. Um evento pode ser o ponta-pé inicial de um processo,
pode acontecer durante o fluxo do processo e finalizar o processo. O BPMN fornece uma notação
diferente para cada um desses tipos de eventos como mostrado na tabela abaixo:

2.1 Notação básica de tipos de eventos


Evento de Início Evento Intermediário Evento de Fim
(Start Events) (Intermedate Events) (End Events)
Acontece
Finaliza o
Inicia um durante o
fluxo do
processo curso de um
processo
processo

2.2 Eventos mais complexos


Quando você modela fluxos de processos mais complexos, você necessita modelar eventos de
processos mais complexos também, tais como mensagens, cronômetros ou temporizadores, regras
de negócios e condições de erro. O BPMN permite que você especifique o tipo de Gatilho (start) do
evento e o simbolize com um ícone representativo, como especificado na tabela abaixo.

Especificar um tipo de gatilho para um evento coloca certas restrições no fluxo de processo que
você está modelando, conforme especificado na tabela. Por exemplo, um temporizador não pode
ser usado para finalizar um fluxo do processo.

Evento de Evento
Evento de Fim Descrição
Início Intermediário
Mensagem Mensagem Mensagem de Uma mensagem de início chega de um
de início fim participante ou gatilho de início do
processo, ou continua o processo, neste
caso um evento intermediário. Uma
mensagem de fim denota a mensagem que
será gerada ao fim do processo.
Temporizador Temporizador O Um tempo específico ou ciclo (por exemplo,
de início temporizador a cada segunda-feira às 9:00AM) pode ser
não pode ser ajustado para realizar o início de um
um evento de processo, ou a continuação do processo, no
fim caso de evento intermediário.
Regra de Regra A regra não O evento é iniciado quando a condição da
início pode ser um regra for verdadeira, tal como “faça novo
evento de fim pedido quando a quantidade do estoque for
menor de 10%”.

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A Ligação não Ligação É usado para conectar atividade de um
A Ligação não
pode ser um mesmo processo com a finalidade de deixar
pode ser um
evento de o diagrama mais limpo.
evento de fim
Início
Para um evento de múltiplo início, existem
múltiplas maneiras de desencadear o
Múltiplo processo, ou de continuar o processo, no
Múltiplo Múltiplo Fim caso do evento intermediário. Somente
Início
uma delas é necessária. O atributo do
evento define qual gatilho é acionado. Para
Múltiplo Fim, existe múltiplas
consequências na finalização do processo,
todos os quais irão ocorrer, como por
exemplos, múltiplas mensagens enviadas.
Um evento de exceção no fim informa ao
mecanismo do processo que um erro
A exceção Exceção Exceção no deverá ser criado. Este erro deverá ser um
não pode ser fim evento e exceção intermediária. No evento
um evento de de exceção intermediária ele só poderá ser
Início usado conectado na borda de uma
atividade.

Um evento de compensação de fim informa


Compensação ao mecanismo do processo que uma
Uma Compensação
no fim compensação é necessária. Assim o
Compensação
identificador da compensação é usado pelo
não pode ser
evento intermediário quando o processo
um evento de
está sofrendo um roll back.
Início

Um Cancelamento Cancelar no O evento de fim significa que o usuário


cancelamento fim decidiu cancelar o processo. O processo é
não pode ser finalizado com um tratamento de evento
um evento de normal.
Início
Este tipo de fim indica que todas as
Terminar atividades dentro do processo deverão ser
Não se aplica Não se aplica imediatamente finalizadas. Isto inclui todas
as instâncias das múltiplas instâncias. O
processo é finalizado sem compensação ou
tratamento de evento.
Sinal de Inicio Sinal Sinal no fim Um sinal é usado para gerar comunicação
dentro ou por meio de níveis de processos,
Pools e entre diagramas de processos.

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3. Processo de Negócio, Subprocessos e Tarefas


Um dos pontos-chave da modelagem de processos de negócios é o próprio processo. Existem três
tipos de processos – O processo, o Sub-Processo e a Tarefa. Todas elas são desenhadas
graficamente pelo mesmo símbolo retangular de bordas arredondadas; o uso de diferentes nomes
simplesmente reflete a hierarquia do relacionamento entre eles

3.1. Decompondo seu processo dentro de hierarquias


Um processo é uma rede de “ações acontecendo”. No BPMN você o desenha com um retângulo
arredondado como sendo seu nível mais alto no diagrama de processo de negócio. Você pode
especificar os detalhes internos do processo criando ou ligando-o a outro diagrama de processo de
negócio. Um processo que tem um diagrama filho recebe um sinal de ‘+’ no seu desenho.
Graficamente mostramos os detalhes de um processo como outro diagrama de processo de
negócio que é considerado como ‘decomposição’ do processo. Você pode continuar a decompor
processo sem nenhuma restrição. Processos que você desenha como sendo diagrama ‘filho’ são
considerados Subprocessos. O menor nível do processo, o qual não pode ser mais decomposto, é
considerado como sendo uma tarefa.

Uma atividade representa o trabalho realizado dentro de um processo. Uma atividade


normalmente levará algum tempo para ser realizada, envolverá pessoas e recursos (sistema de
informática - Aplicação) e normalmente irá produzir algum tipo de saída.

Atividades – Tarefa

Genérico ou Indefinido, Frequentemente


usado durante o estágio inicial do
desenvolvimento do processo.

Manual, é uma Tarefa não-automática


realizada por humano fora do controle do
WorkFlow ou da solução BPM.

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Receber Mensagem, espera uma
mensagem chegar de um participante
externo (relacionado com o processo de
negócio). Uma vez recebida a tarefa é
completada. Seu comportamento é similar
ao evento de chegada de mensagem.

Script, realiza um Script.

Envia Mensagem, dispara uma mensagem


a um participante externo. Uma vez
enviada a mensagem a tarefa é
completada. Seu comportamento é similar
ao evento de envio de mensagem.

Serviço, ligado a algum serviço, o qual


pode ser um web service ou uma aplicação
automática.

Usuário, típica tarefa realizada por um


humano com auxílio de uma aplicação.

Atividades – Subprocesso

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Estado Contraído Estado Expandido

LOOP PADRÃO

Uma atividade de loop padrão terá uma expressão booleana que é avaliada para cada ciclo do
loop. Se a expressão for VERDADEIRA, então o loop irá continuar. Existem duas variações do loop,
as quais refletem no construtor de programação WHILE(enquanto) e UNTIL(até). O loop WHILE
avalia a expressão antes que a atividade seja realizada, isto significa que a atividade talvez não seja
realizada.
O loop UNTIL irá avaliar a expressão após a realização da atividade, isto significa que atividade vai
ser realizada pelo menos uma vez.

O exemplo a seguir mostra uma situação típica de loop em processo,

Aplicando uma atividade de loop (neste caso um subprocesso) o fluxo ficaria:

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A expressão booleana seria “O produto não passou no teste?” se a resposta for “verdade” então a
atividade será realizada novamente e se for “Falsa” o processo seguirá seu fluxo.

Loop Multi-Instance

Loop Multi-Instance reflete o construtor de programação de cada uma. A expressão de avaliação


para um loop Multi-Instance é uma expressão numérica avaliada somente antes que a atividade
seja realizada. O resultado da avaliação da expressão será um número inteiro que especificará o
número de vezes que a atividade se repetirá. Existem também duas variações para o loop Multi-
Instance onde a estância será realizada sequencialmente ou paralelamente.

• Graficamente é representado por três linhas verticais


• A quantidade de vezes que a atividade vai ser realizada é conhecida antes de ativá-la.
• Cada atividade realizada é distinta das outras.
• É usado quando desejamos realizar uma atividade várias vezes com um conjunto de dados
diferentes.
• As Instâncias podem ocorrer sequencialmente ou em paralelo. Atributos devem definir
estas características.
• Exemplo: Quando uma matriz de uma empresa está verificando os resultados financeiros
de todas suas filiais. A condição de loop seria a quantidade de filiais que serão analisadas.

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AD HOC

Uma atividade Ad HOC é identificada por um ‘~’. Mas atividades (tarefas) em seu interior são
soltas, ou seja, elas não são conectadas, isto significa que estas atividades podem ocorrer em
qualquer ordem e várias vezes e não existe a obrigatoriedade de executar todas as tarefas.
Geralmente este tipo de atividade está relacionado com atividades humanas, onde a ordem, a
quantidade de vezes e quais atividades serão realizadas, são decididas por quem as realiza.
No próximo exemplo temos um subprocesso que é realizado por um estagiário de um escrito de
advocacia, ele terá que montar uma pasta com todos os documentos pertinentes ao processo que
o referido escritório irá trabalhar. Para realizar este trabalho ele precisará tirar fotocópias dos
documentos originais, tem que levá-los para reconhecimento de firma em cartórios, pode passar
fax, etc e não existe uma sequência definida. Cada tarefa pode ser realizada quantas vezes forem
necessárias, para o cumprimento da atividade “Montagem de Processos Jurídicos”.

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4. Token
Para ajudar-nos na compreensão do comportamento fundamental do modelo do BPMN usaremos
o conceito de TOKEN. Token pode ser concebido como o objeto “Teórico” que nós usamos para
criar um comportamento descritivo do comportamento “simulação” dos elementos de fluxo da
notação BPMN. Utilizando este artifício podemos descrever como este teórico componente viaja
por meio do fluxo de sequência e dos objetos de fluxos.
O Token atravessa do início até o fim do fluxo de sequência (Flecha), instantaneamente; não existe
um tempo associado com o Token enquanto percorre o fluxo de sequência.
Podemos pensar no Token como um pulso elétrico que percorre os elementos de fluxo do BPMN.

Token

Token

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Sendo assim podemos imaginar como seria uma possível trajetória do token no seguinte fluxo de
processo se os documentos estiverem Ok.

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Tokenn
5. Ciclo de Vida da atividade
Quando se inicia uma atividade, isto é, quando o Token
chega a esta Atividade, ela muda o Status para "Pronta"
isso não significa que a atividade começou imediatamente.
Outros fatores podem também afetar a realização desta
atividade.

Neste exemplo a atividade (tarefa) Rever Projeto tem duas


entradas separadas (Projeto lógico e Projeto Físico) se essas
entradas não estão disponíveis quando o Token chega à
atividade, então essa atividade não pode começar.

Para o tipo de tarefa (Usuário) é necessário o uso de uma aplicação e de um operador, se ambos
não tiverem disponíveis a atividade também não pode começar.

Quando todas as restrições estiverem resolvidas então a atividade pode ser iniciada. Neste
momento ela muda o status para "Em execução” e quando a atividade é finalizada ela muda o
Status para "Completada".

Enquanto a atividade está no Status "Em Execução" ela pode mudar para o status de "Pausada",
"Reiniciada" e "Interrompida", modelando pontos de decisões com Gateways ou Comporta de
decisão.

6. Modelando pontos de decisões com Gateways (Comporta de


decisão)
Gateways são elementos de modelagem que controlam como os fluxos de processo divergem
(Split) ou convergem (merge) representando pontos de controle para os caminhos dentro do
processo.

Se um processo não requer controle, então não há necessidade do uso do elemento Gateway.

Decisões, uniões, bifurcação e as combinações no fluxo do processo são modeladas com o símbolo
de gateway. Podemos pensar no gateway como sendo as questões que são feitas em um ponto do
fluxo do processo. A questão tem definido um conjunto de respostas alternativas, o qual afeta uma
das portas do Gateway (ou Comporta). Os símbolos representando os tipos de Gateways estão
descritos na tabela abaixo:

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Gateways ou Comportas
Exclusive Gateway Decision

No Gateway Exclusive Baseado em Dados, as condições para as alternativas devem ser avaliadas na
ordem especificada. A primeira das alternativas que for avaliada como VERDADEIRA irá determinar o
fluxo que será seguido. Visto que o comportamento do Gateway é exclusivo, qualquer outra
condição que realmente possa ser VERDADEIRA irá ser ignorada. Somente um caminho pode ser
escolhido. Um dos caminhos deve ser o padrão (DEFAULT) e é o ultimo caminho a ser considerado.
Isto significa que se nenhum dos outros caminhos for escolhido, então o caminho padrão irá ser o
escolhido.
Supondo que na execução deste fluxo a resposta do Gateway seja “Sim” então o Token teria o
seguinte comportamento.

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Exclusive Gateway Merge (XOR)

Exclusive Gateway também pode ser usado como convergentes de Fluxos (Merge). Isto é, ele pode
ter múltiplas entradas de fluxo de sequência. Entretanto, quando um Token chega a um Exclusive
Gateway, não há validação de condição. Nem há necessidade de sincronização de TOKENS que
possam vir de qualquer dos outros fluxos de sequência. O Token, quando chega ao Exclusive
Gateway, imediatamente move-se para o fluxo de saída. Geralmente se utiliza este Gateway quando
a atividade que vem após este Gateway Exclusive é comum a todas as ramificações que o
antecedem. No exemplo abaixo a Atividade “Preparar Compras do Cliente” será realizada
independente da forma de pagamento. Então, supondo que o pagamento tenha sido realizado em
dinheiro o fluxo do Token Seria:

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Event-Based
Exclusive Gateway Decision

O Exclusive Gateway Baseados em eventos representa uma alternativa de pontos de ramificações


onde a decisão é baseada sobre dois ou mais eventos que possam ocorrer. Ele tem o mesmo
comportamento do Exclusive Gateway Baseado em dados, isto é, somente uma das ramificações
será escolhida. Processos que envolvem comunicação com parceiro de negócio ou alguma entidade
externa necessita deste comportamento. No exemplo acima a atividade “Enviar Proposta de Crédito”
é usada para enviar uma proposta a um cliente (entidade Externa), seguindo o Fluxo temos um
Exclusive Gateway Baseados em eventos, neste ponto o processo fica esperando que um dos três
possíveis eventos aconteça: ou chega até ele uma mensagem “SIM”, uma mensagem “NÃO” ou o
“Temporizador de 5 dias” finaliza a contagem. O comportamento é que quando o Token chega neste
Gateway ele é replicado para cada um dos eventos.

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Assim o primeiro evento que venha ocorrer disparará seu Token e eliminará os demais. Partindo do
exemplo acima, suponhamos que o cliente enviou a mensagem “SIM”, neste caso o Token que está
no Evento que receberá a mensagem “SIM” irá seguir o seu caminho e os demais serão eliminados.

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Parallel Gateway Decision

Um Gateway paralelo é também chamado de AND. Não há processo de decisão, todos os caminhos são
seguidos. Quando um token chega a um Parallel Gateway não existe avaliação de condição sobre o fluxo de
sequência (Diferentemente do Exclusive Gateway), por definição este gateway irá criar caminhos paralelos,
isto significa que o Gateway irá criar o número de Tokens iguais ao número de fluxo de sequência de saídas.
No exemplo acima após a Atividade “Preparar Documentos para Assinatura”, tanto a Atividade “Preparar
Contrato” quanto “Preparar Procuração” serão executadas.

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Parallel Gateway Merge

Utilize o Gateway Parallel Gateway Merge quando os caminhos paralelos necessitam ser sincronizados
antes de o processo continuar. Para sincronizar o fluxo, o Parallel Gateway irá esperar que todos os Tokens
cheguem de cada Fluxo de sequência de entrada. No exemplo acima, suponhamos que a atividade
“Preparar Contrato” termine primeiro do que a atividade “Preparar Procuração” o Token “T1” desta
atividade chegará primeiro no Parallel Gateway.

Este então esperará que o Token “T2” da atividade “Preparar Procuração” chegue para sincronizar ambos
os toquens e dar continuidade ao fluxo do processo.

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Inclusive Gateway Decision

Tal como o Exclusive Gateway (decision) , um Inclusive Gateway (decision) tem várias
sequências de saída, cria vários caminhos (ramificações) alternativos baseados sobre as condições
destes fluxos de sequência. A diferença é que o Inclusive Gateway pode ativar uma ou mais
ramificações, isto significa que, uma ou mais das saídas do fluxo de sequência pode ser seguida.

Cada condição que for avaliada como verdadeira irá resultar em um Token movendo sobre este
fluxo de sequência. Não pode acontecer de não ter saída. Caso nenhuma condição seja satisfeita
você deve especificar uma saída padrão (default). No exemplo acima o fluxo “Cartão de Débito?”
é a saída padrão, identificada com um corte transversal (“/”) no seu fluxo de sequência.

Partindo do exemplo acima, suponhamos que na atividade “Definir Serviço” foram escolhidos os
seguintes serviços:
1. Cheque Especial
2. Cartão de Crédito Internacional
3. Cartão de Débito

O comportamento do Token seria,

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Caso na atividade “Definir Serviços” não fosse escolhida nenhum serviço, o caminho padrão seria
então ativado, assegurando que o processo não fique emperrado.

Inclusive Gateway Merge

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O Inclusive Gateway Merge irá sincronizar cada um dos Tokens que estejam nos fluxos de
sequência, isto que disser que enquanto tiver um Token em qualquer um dos fluxos de sequência
que cheguem ao inclusive Gateway o processo não tem andamento.
Partindo do exemplo acima, suponha que a atividade “confeccionar cheque Especial” termine
primeiro que as atividades “Confeccionar Cartão Internacional” e “Confeccionar Cartão de
Débito” então o Token “T1” desta atividade chega ao Inclusive Gateway. Este percebe que tem
mais dois Token “T2” e “T3” que faltam chegar.

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Agora a atividade “Confeccionar Cartão de Débito” é completada, então o Token “T3” sai desta
atividade e chega ao Inclusive Gateway, que fica esperando pelo o ultimo Token “T2”.

Por último a Atividade “Confeccionar Cartão Internacional” é completada, neste momento o


Token “T2” sai desta atividade e chega ao Inclusive Gateway. Agora todos os Tokens serão
sincronizados e deste Gateway sairá um único Token dando continuidade ao fluxo do Processo.

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Token
Sicronizado

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Complex Gateway Decision

A expressão foi colocada em um


elemento de notação, para uma
melhor clareza

Quando o Gateway é usado como uma decisão, então a expressão determina a saída que o fluxo de
sequência irá escolher para continuar o processo. A expressão talvez se refira ao dado do processo e ao
status para fluxo de sequência de saída. Por exemplo, uma expressão talvez avalie o dado do processo e
então selecione um conjunto de saída do fluxo de sequência, baseados sobre os resultados da avaliação.
Porém, a expressão deverá ser projetada para que ao menos uma das saídas do fluxo de sequência seja
escolhida.
No Exemplo acima a expressão avalia se o pagamento foi realizado a vista ou Cartão de Débito, no caso de
acontecer uma destas atividades então a atividade “Entregar Brinde” ocorrerá também.

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Complex Gateway Merge

Quando o Gateway é usado como merge, então nele deverá ter uma expressão que determinará qual das
expressões do fluxo de seqüência irá ser obrigatória para o processo continuar. A expressão talvez se refira
ao dado do processo. Por exemplo, uma expressão pode especificar que qualquer uma dos 2, dentre os 3
fluxos de seqüência de entrada, irá continuar o processo. Outro exemplo poderia ser uma expressão que
especifique que o Token da atividade “Realizar Teste A” é requerido para fluxo de sequência e que um
Token da sequência de fluxo “Realizar Teste B” ou “Realizar Teste C” é aceitável. Porém, a expressão deve
ser projetada de tal forma que processo não crie um impasse.

No exemplo acima estamos especificando que o teste A é obrigatório e que qualquer uma das outras duas
atividades é opcional. Isto é, o Token da atividade A deve ser sincronizado com um ou os dois outros
Tokens .

Suponha que o Token “T1” da atividade “Realizar Teste A” chegue ao Complex Gateway Merge este irá
esperar por mais um Token para dar sequência ao Fluxo do processo.

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Agora a atividade “Realizar Teste C” finaliza. Neste momento o seu Token “T3” chega ao Complex
Gateway Merge e este é sincronizado com o Token “T1” e o fluxo do processo tem continuidade.

TOKEN
Sincronizado

7. Pools e Lanes – Quem faz o quê?


À medida que você progride na modelagem de fluxo de processo, você pega os processos, eventos
e gateways do diagrama de processo de negócio e os colocam dentro de Pools ou Lanes. Um
Pool é um desenho com uma região retangular desenhada horizontalmente através do diagrama.
Uma Lane é uma subpartição dentro do Pool e estende-se por todo comprimento do Pool.
Tipicamente, um Pool representa uma organização e a Lane representa os departamentos dentro
desta organização. Pegando os processos e colocando-os dentro de um Pool ou Lanes, você está

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especificando QUEM faz O QUÊ, especificando, para eventos, ONDE eles ocorrem e para os
gateways ONDE AS DECISÕES são tomadas, ou QUEM as toma.

Poderíamos fazer uma analogia entre estas representações e uma piscina, é bem interessante.
Você pode imaginar um processo como sendo uma piscina com raias dentro dela, e a troca de raias
como a necessidade de realizar uma atividade dentro dela. Então um Pool pode ser considerado
como uma piscina de recursos. Existe ocasião em que o processo necessita saltar para outro Pool,
porque este tem diferentes recursos necessários para completar a atividade.

7.1.Um POOL pode representar muitas coisas


Um Pool pode representar outras coisas além de uma organização, tais como uma Função (Algo
que a organização realiza, tal como Vendas, Treinamentos ou Compras), uma Aplicação (ou programa de
computador), uma Localização (Uma localização física na companhia), uma Classe (Um módulo de um
software em um programa orientado a objeto), ou uma entidade (representação lógica de uma
tabela de um banco de dados). Ele pode somente representar uma coisa. Mais esta coisa pode ser
de diferentes tipos.

Concluindo, BPMN está destinado a ser o novo padrão de modelagem de processos de negócio e
Web Services. Ele é projetado para lhe permitir facilmente modelar típicos processos de negócios,
e oferecem a capacidade de modelar processos de negócios complexos, incluindo a passagem de
mensagens via Web Services.

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Aprendendo BPMN por meio de um


exemplo
Business Process Modeling Notation BPMN proporciona uma linguagem comum para que as partes
envolvidas possam comunicar os processos de forma clara, completa e eficiente. Desta forma BPMN define a
notação e semântica de um diagrama de Processos de Negócio (Business Process Diagram, BPD).

BPD é um Diagrama desenhado para representar graficamente a sequência de todas as atividades que
ocorrem durante um processo baseado na técnica de “Flow Chart”, incluindo todas as informações
necessárias para análises.

BPD é um diagrama desenhado para ser usado pelos analistas de processos os quais desenham, controlam e
fazem gestão dos processos. Dentro de um Diagrama de Processo de Negócio BPD se utilizam um conjunto
de elementos gráficos, que se encontram agrupados em categorias.

Para introduzir o tema de BPMN, no decorrer deste documento o leitor se encontrará com uma série de
exemplos desenvolvidos em torno de um processo de Solicitação de crédito de Consumo

Um processo de crédito consta basicamente de um registro de solicitação, em que o cliente irá manifestar seu
interesse de adquirir um crédito. Nesta etapa se inclui a apresentação da solicitação e documentação
requerida pela entidade de Crédito, na sequência se realiza uma verificação das informações, posteriormente
segue a etapa de análise da solicitação de crédito e por ultimo encontramos as atividades referentes à
realização efetiva do crédito ou comunicação da recusa ao cliente.

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Como pode observar no exemplo acima, dentro de um diagrama de processos de negócio existe um conjunto
de elementos gráficos que nos permitem representar um processo de negócio.
No exemplo anterior se pode visualizar diferentes tipos de elementos que descrevem o comportamento do
processo, dentre estes elementos encontramos as ATIVIDADES que representam o trabalho realizado, os
EVENTOS de início e de fim do processo que indicam o início e o fim do processo e os elementos de decisão
conhecidos em BPMN como Gateways (comportas) que indicam uma divisão no caminho. Estes elementos se
encontram conectados por linhas de sequência que mostram como flui o processo. O princípio do processo de
solicitação de crédito está evidenciado na figura “Evento de início” indicando o começo do processo. Os
processos podem iniciar de diferentes formas, BPMN fornece diferentes tipos de eventos de início (Simples,
mensagem, sinal entre outras).

O Gateway ou Comporta utilizada dentro do exemplo anterior é a comporta EXCLUSIVE, esta comporta como
elemento de decisão se comporta como um “XOR”, que dizer, das varias alternativas apresentadas só uma
delas pode ser tomada. Dentro do processo de solicitação de crédito podemos observar dois exemplos do uso
da comporta EXCLUSIVA, no primeiro dependendo do resultado da verificação da informação do solicitante o
fluxo tomaria um caminho; o outro, se o resultado for “Recusado” o processo terminaria e se o solicitante for
aceito o processo continua. Na segunda comporta a decisão será tomada com base no resultado do estudo do
pedido do crédito, uma vez que se a solicitação for recusada o cliente é informado e se for aprovada se
procede com a realização do desembolso.

Se analisarmos o processo de solicitação de crédito, podemos ver que existem atividades que podem ser
analisadas com mais detalhes, uma destas atividades é a “Verificação da Informação “ fornecida pelo
solicitante, uma vez que normalmente as entidades que concedem créditos realizam várias análises do
solicitante , por exemplo se verifica se o solicitante já é um cliente da entidade, se é um cliente que o banco
tem interesse, ou por outro lado, se este se encontra em uma lista de clientes negativados e posteriormente,
consulta sua situação financeira.

As atividades podem ser compostas ou Atômica, dentro do BPMN as atividades compostas são conhecidas
como Sub-Processos e as atividades atômicas como tarefas.

Tarefas (task): Uma tarefa é utilizada quando o trabalho no


processo não é mais decomposta em mais detalhes. É executada
por uma pessoa e/ou uma aplicação.

Subprocesso: É uma atividade composta que é incluída dentro


de um processo. Esta atividade por sua vez é composta de um
conjunto de atividades e uma sequência lógica (processo) que
indica que a referida atividade pode ser analisada em mais
detalhes, visualmente pode aparecer em modo contraído ou
expandido.

O diagrama de fluxo do processo de solicitação de Crédito


ficaria da seguinte maneira ao transformar a atividade de “Verificar Informação do Solicitante” como um
subprocesso.

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O Subprocesso ‘”Verificar Informação do Solicitante” pode ser:

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Também é possível visualizar o processo de solicitação de crédito com o subprocesso “Verificar Informação
do Solicitante” expandido:

Adicionalmente, dentro do Subprocesso “Verificar Informação do Solicitante” encontramos as atividades


“Verificar a Existência do Cliente”, “Verificar Lista de Negativados” e “Verificar Perfil de Crédito” que são
tarefas automáticas, em que a realização ocorre por meio de um sistema sem a intervenção humana, podendo
ser uma aplicação automática ou um serviço WEB. Para diagramar este tipo de atividades BPMN propõe um
tipo de tarefa chamada Tarefa Automática (Service).

O Subprocesso “Verificar Informação do Solicitante” teria agora o seguinte aspecto:

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Outra das atividades do processo de Solicitação de Crédito que pode ser mais detalhada é a atividade é a
“Desembolsar Crédito”.

Se visualizarmos o Subprocesso “Desembolsar Crédito” representado no diagrama abaixo, podemos observar


que existem várias formas de desembolsar um crédito; Desembolsar em Conta, abono em outro crédito ou
Cheques. Estas formas não necessariamente têm que ser excludentes, quer dizer, um crédito pode ser
desembolsado usando só uma das formas disponíveis, ou usando diferentes combinações, por exemplo, uma
parte com abono em uma conta e outra parte em cheque. Para diagramar esta situação de negócio se utiliza o
Gateway (Comporta) INCLUSIVE como elemento de decisão, esta comporta permitirá ativar um ou vários
caminhos dependendo dos dados do processo.

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Uma vez desembolsado o crédito deve-se informar ao cliente o resultado, mas é necessário que todas as
ramificações que foram ativadas sejam finalizadas para realizar a atividade de “Informar Resultado ao Cliente”,
para isto se utiliza a Comporta (Gateway) “Inclusive” como elemento de convergência (Sincronizador) o que
significa que esta esperará por todas as ramificações ativadas antes de continuar o fluxo.

No exemplo anterior visualizamos uma ANOTAÇÔES dentro do diagrama do processo, BPMN provêem
diferentes artefatos que permitem incluir informações adicionais sobre o diagrama e desta forma fornece ao
leitor maiores detalhes do processo.

No BPMN também é possível detalhar quais atividades são automáticas (Tarefas Automáticas) ,quais são
realizadas com ajuda de um sistema (Tarefa de Usuário), quais são realizadas manualmente (Tarefas
Manuais), dentre outras.

Dentro do Subprocesso “Desembolsar Crédito”, as tarefas de “Desembolsar com abono em Conta”,


“Desembolsar em Cheque” e “Desembolsar com abono a Outro Crédito” são Tarefas Automáticas, quer
dizer, são realizadas por sistemas sem a intervenção humana, adicionalmente poderíamos especificar que a
atividade “Entregar Cheque” é uma tarefa completamente Manual e que a atividade “Completar Informações
Desembolso” é realizada com ajuda de uma aplicação, indicada como uma Tarefa de Usuário.

Suponhamos que uma vez aprovado o crédito é necessário coordenar uma data de desembolso com o cliente,
para tanto o desembolso efetivo só deveria ser feito unicamente no dia acordado com o cliente. Para isto, é
necessário realizar uma espera antes das tarefas de desembolso. O BPMN oferece o Evento Intermediário
Temporizador, o qual é um tipo de evento intermediário que representa uma espera dentro do Fluxo.

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Retornando ao processo de Solicitação de Crédito, é possível que em um determinado momento da


solicitação, o cliente não apresente todos os documentos requeridos, mas não é possível continuar com o
processo até que toda a documentação esteja completa. Por isso faz-se necessário incluir uma atividade de
recepção de documentação de documentos, mas o cumprimento desta atividade depende do cliente e não do
funcionário da entidade. Para esta situação é possível utilizar um Evento Intermediário Simples.

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No caso anterior o evento Intermediário Simples “Receber Docs” representa algo que pode ocorrer dentro do
fluxo do processo e não depende do usuário e sim de um cliente externo .

Temos mais um detalhe que devemos prestar atenção. A entrega de documentos é algo que pode ou não
ocorrer dentro do processo, isto é, o cliente pode não apresentar os documentos ou levar muito tempo para
fazê-lo, por isso é necessário controlar o tempo que é dado ao cliente para a entrega dos documentos e desta
forma poder cobrá-lo caso não o faça ou demore muito tempo para fazê-lo. Para isto é necessário diagrama
dentro do processo de Solicitação de Crédito as seguintes situações: o cliente tem um tempo para entregar os
documentos, se isto não ocorre dentro deste tempo, se desabilita o evento simples de “Receber Docs” e se
procede à atividade de “Contactar o Cliente” para que este traga os documentos. Porém se os documentos
são entregues pelo cliente dentro do tempo esperado, se revisão os documentos e o tempo que controla a
entrega dos documentos deve deixar de correr, isto é, se desabilita o “Evento intermediário Temporizador”.
Para diagramar esta situação vamos utilizar a Comporta (Gateway) Exclusiva Baseada em Eventos, esta
comporta permite habilitar vários caminhos alternativos e somente um deles será executado, “O primeiro
Ganha” já que este ganhador desabilita todos os outros caminhos.

O processo se visualizaria da seguinte forma:

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Por ultimo, os diagramas de processos de negócio normalmente utilizam separadores visuais indicando papeis
ou diferentes responsabilidades das atividades de um processo BPMN permite diagramar as diferentes áreas
ou participantes que interagem dentro do processo, para isto vamos utilizar Lanes e o processo ficaria da
seguinte forma.

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Referencias:

1. Business Process Modeling Notation, V1.1 OMG Available Specification OMG


Document Number: formal/2008-01-17 Standard document URL:
http://www.omg.org/spec/BPMN/1.1/PDF

2. BPMN and Business Process Management ,Introduction to the New Business


Process Modeling Standard By Martin Owen and Jog Raj, Popkin Software

3. BPMN Modeling and Reference Guide, Stephen A. White, Derek Miers.

4. Business Process Model and Notation (BPMN) 2.0 Request For Proposal OMG
Document: BMI/2007-06-05

5. Introduction to BPMN Stephen A. White, BPM Architect, IBM

6. Modelagem de Processos de negócios com BPMN, Gluco S. Reis. Editora


PortalBMP, www.portalbpm.com.br.

7. Documentação Bizagi, www.bizagi.com

8. The MicroGuide Process Modeling in BPMN, Tom Debevoise , Rick Geneva.

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