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Apresentação

Em diálogo com as discussões sobre raça (DAVIS, 2016; HALL, 2013;


MBEMBE, 2017) e sexualidade (FOUCAULT, 2011; LAQUEUER, 2001), os estudos
de gênero (BUTLER, 2003; SCOTT, 1990; PEDRO; SOIHET, 2009) buscam
problematizar os discursos, as tecnologias e as práticas histórico-sociais fundantes da
inteligibilidade dos corpos e das subjetividades, assim como os processos de exclusão-
inclusão dos sujeitos na sociedade.

Tais possibilidades epistemológicas, interdisciplinares e interseccionais são


efeitos e indícios de uma série de transformações político-sociais (movimentos
feministas, negros, gays, lésbicos e trans) e teórico-metodológicas (marxismo, nova
história, estudos pós-estruturalistas, estudos pós-coloniais, queer.), que se traduz em
novas possibilidades de produzir ciência.

O II COLÓQUIO DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES SOBRE GÊNERO,


RAÇA E SEXUALIDADE: CORPOS EM ALIANÇA, organizado pelo Grupo de
Estudos e Pesquisas em História, Gênero e Sexualidade (GEPHGS), da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), parte desses referenciais e se insere nesse contexto de
transformações.

O evento, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento


Científico e Tecnológico (CNPq) e acontece no mês em que se comemora o Dia
Nacional de Combate ao Racismo (13) e o Dia Internacional de Luta Contra a
LGBTfobia (17), pretende ser um espaço de reflexão e diálogo acerca da construção
histórico-social dos marcadores sociais da diferença (gênero, sexo e raça) e seus efeitos
de violência/resistência na contemporaneidade. Além das palestras, o evento contará
ainda com intervenções artísticas e lançamento de livros. Nesta segunda edição,
pretendemos ampliar os diálogos e parcerias iniciados no I Diálogos Interdisciplinares..,
que ocorreu nesta universidade/cidade no dia 17 de maio de 2018.

Diante do atual cenário brasileiro, marcado pela crescente precariedade, que afeta,
particularmente, trabalhadores/as, negros/as, mulheres e LGBTs; pelo aumento de casos
de violências contra mulheres e sujeitos LGBT; pela persistência de preconceitos de
gênero (atravessados por preconceitos de classe e de raça), é preciso pensar,
historicamente, as relações de gênero, de modo que a Universidade, não seja ela
também, reprodutora de desigualdades, invisibilidades e exclusões.

Sejam todas e todos muito bem-vindos/as!


Juntem-se a nós, na construção dessa política dos corpos em aliança.

Elias Ferreira Veras


Professor do Departamento de História (UFAL)
Coordenador do GEPHGS e do II Colóquio...
Maceió, 13 de maio de 2019.