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Arquitetura Sustentável julho de 2013

Arquitetura sustentável
Lis Viana Pereira Lima - lisvpl@hotmail.com
Máster em Arquitetura
Instituto de Pós –Graduação e Graduação- IPOG
Belém/Setembro/2012

Resumo

Este artigo tem como objetivo demonstrar soluções, alternativas, ideias e modelos de aplicação do
processo de sustentabilidade na arquitetura e na construção civil, mostrando que pode unir
tecnologia com a natureza e o ecologicamente correto com a beleza, minimizando assim os
impactos ambientais. A pesquisa realizada, ira frisar a importância do planejamento e da
especificação de materiais ecologicamente corretos no projeto arquitetônico, ressaltando a
importância da sustentabilidade e da consciência ecológica no consumidor, no profissional e nos
fornecedores. Para essa pesquisa foi adotado a modalidade bibliográfica. O resultado, firma que
projetar e construir sem agredir o meio ambiente é viável, oferece retorno financeiro e
principalmente é uma forma de contribuir para a proteção ao planeta e ao bem estar social.
Palavras-chave: Sustentabilidade, alternativas, construção civil e natureza.

1. Introdução

O ser humano vem explorando e devastando os territórios há anos sem se preocupar com o meio
ambiente e com o impacto ambiental que tais intervenções ocasionaram.
O crescimento das cidades e o aumento populacional são os responsáveis pelo consumo de
materiais e recursos não renováveis como água e energia, ocasionado grande impacto negativo ao
meio ambiente. No atual contexto parte desses impactos ocorre devido à construção civil, que
consome de 15% a 50% dos recursos naturais se tornando uma das atividades menos sustentável do
mundo (SJÖSTRÖM, 1992). Por isso, engenheiros e arquitetos necessitam de novas diretrizes e
quebra de paradigmas para projetar de forma sustentável e desenvolver na construção civil soluções
para reduzir os problemas ambientais, sem abdicar de bons projetos, de matérias ecologicamente de
boa qualidade, tecnologia, da necessidade de seus usuários e que seja economicamente viável.
Assim, poderá ter uma redução considerável aos impactos no meio ambiente e a preservação da
qualidade de vida no nosso planeta.
A previsão é de que o efeito desses impactos possam ser sentidos daqui a trinta ou quarenta anos,
com maior intensidade do que já é observado nos dias atuais. Por isso, a conscientização de cada
um é importante, para que seja possível minimizar os problemas ligados ao meio ambiente e
realmente trabalhar para atingir a sustentabilidade. Para que isso se torne possível, deve-se incluir
no cotidiano de todos, métodos que contribuam para essa melhora, métodos esses ligados a
sustentabilidade que tem como objetivo satisfazer as necessidades do ser humano, mas sem
prejudicar o meio em que este vive, segundo KLINTOWITZ (2006).
A arquitetura sustentável esteve presente desde os anos 70, no entanto, atualmente tem mais
importância devido o esgotamento de recursos naturais por isso, à consciência ambiental é de
extrema importância e esta sendo debatida em todo o mundo, através de conferências, com o intuito
de resguardar o impacto ao meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.

ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - 5ª Edição nº 005 Vol.01/2013 – julho/2013
Arquitetura Sustentável julho de 2013

2. Sustentabilidade
De acordo com a Wikipédia (2012), sustentabilidade é definida como a capacidade do ser humano
interagir com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das
gerações futuras. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de
variáveis interdependentes, mas se podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as questões
sociais, energéticas, econômicas e ambientais.
• Questão Social: É preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do
ponto de vista do ser humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente.
• Questão Energética: Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se
desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.
• Questão Ambiental: Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida;
a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.
O primeiro conceito de desenvolvimento sustentável ganhou reconhecimento através do relatório
Brundtland Report em 1987 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da
ONU, que define sustentabilidade como:
“o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a
capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar
que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e
econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos
recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais" (BRUNDTLAND, 1987).
A consciência ecológica atualmente é uma preocupação frequente no mundo, pois a degradação que
o meio ambiente vem sofrendo ao longo dos anos, esta gerando impacto diretamente na qualidade
de vida da população e no futuro do planeta.
A sustentabilidade é uma busca por ações que vão além do que a legislação obriga, sempre com foco
no aproveitamento total dos recursos, na eficiência energética, na conservação da água, na
conservação da biodiversidade e dos recursos naturais e, principalmente, no bem estar social
(NOVAES, 2008).
Por isso, conferências mundiais foram realizadas e protocolos internacionais foram firmados.
Começou a ser traçado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (United
Nations Conference on the Human Environment - UNCHE), realizada em Estocolmo em
junho de 1972, sendo a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas
em relação ao meio ambiente; em seguida a ECO-92 - oficialmente, Conferência sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento -, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, consolidou o conceito de
desenvolvimento sustentável; outra importante conquista da Conferência foi a Agenda 21, um
amplo e abrangente programa de ação, visando à sustentabilidade global no século XXI; e em 2002,
a cúpula da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo, reafirmou os compromissos
da Agenda 21, propondo a maior integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável
(econômica, social e ambiental) através de programas e políticas centrados nas questões sociais e,
particularmente, nos sistemas de proteção social.
“... não poderíamos esperar nada da Conferência, uma vez que os interesses estratégicos nacionais
de cada país são muito divergentes.... No entanto, esse fato por si só evidencia uma enorme
contradição quanto à expectativas dos participantes da Conferência: o consenso entre os povos, o
espírito de parceria, cooperação e boa fé não passam de retórica, pois caso contrário, os princípios
adotados poderiam ser muito mais coerentes e menos genéricos. ” (LAYARGUES,1994,p.158)

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Sustentabilidade é a capacidade do ser humano interagir com o mundo,


minimizando os efeitos nocivos ao meio ambiente, integrando as questões
sociais, energéticas, econômicas e ambientais.

3. A diferença entre a arquitetura tradicional e a sustentável?

O material construtivo utilizado desde o período pré-histórico é a terra,


disponível na maior parte da superfície terrestre e empregada em todo
continente. Ainda hoje, em diversas regiões do globo terrestre, a terra crua é
utilizada na construção de unidades habitacionais, traduzindo a identidade, a
história, a cultura e a forma de vida de várias populações (MOREIRA, 2008).

Segundo Alexandria e Lopes:


“Originalmente, os materiais utilizados pelos primeiros homens para a construção dos seus abrigos,
foram os materiais naturais, abundantes e acessíveis, como a madeira, as folhas, as ramas e a palha.
De vida nômade, sempre mudando, não havia a preocupação com uma construção mais durável, eram
apenas abrigos temporários, mas à medida em que os hábitos se modificavam e o homem evoluía para
um modo de vida sedentário, passou a adotar outros materiais, também disponíveis na natureza, mas
que possibilitavam um caráter mais permanente e duradouro às suas construções: a terra e a pedra”
(ALEXANDRIA; LOPES, 2008, p.03).

Devido essa utilização desenfreada dos recursos naturais ao longo dos anos, observou-se
modificações significativas no clima e no território do planeta. Com o intuito de preservar o meio
ambiente ainda existente, é necessário fazer algumas alterações no sistema construtivo na
construção civil e uma delas é adaptar a construção tradicional para a construção sustentável.
De acordo com a Wikipédia (2012), arquitetura tradicional é conceituada como a arte ou técnica de
projetar e edificar os ambientes habitados. E a arquitetura sustentável, é um processo em
permanente evolução que enfoca estratégias inovadoras e tecnologias para melhorar a qualidade de
vida cotidiana, sua abordagem envolve principalmente: diretrizes projetuais formais e espaciais;
eficiência energética na construção e sua manutenção; aproveitamento de estruturas pré-existentes;
uso de materiais ecologicamente corretos; e planejamento territorial envolvendo a proteção de
contornos naturais.
Na área civil, toda obra bem planejada e executada é eficiente e habitável, sendo a mesma uma obra
tradicional ou sustentável, o que difere uma da outra é o beneficio que a execução da obra pode
proporcionar.
Na arquitetura tradicional o profissional nem sempre se preocupa com a utilização, conservação e o
impacto que a construção pode ocasionar, como: observar o entorno e o local onde vai ser realizada
a obra, posicionamento de portas e janelas para utilizar de ventilação e iluminação natural, o tipo de
material utilizado que não é renovável, desperdício de material, acumulo de entulho, entre outros.
Entretanto, a construção sustentável é uma extensão da tradicional, porém ela introduz novas
técnicas, tecnologia e matérias, com intuito de transformar uma construção ambientalmente
responsável, lucrativa e em um lugar saudável para viver e trabalhar.
Para Novaes (2008), a sociedade somente atingirá o desenvolvimento sustentável quando a
construção civil passar por profundas transformações. Afirma que uma construção sustentável se dá
com a diminuição dos resíduos gerados (através da escolha de materiais apropriados), uso de
produtos recicláveis e a utilização do menor número de recursos naturais possíveis.

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“Todas as atividades humanas deverão ser realizadas, nos próximos anos, do ponto de vista de seu
impacto ambiental e sua sustentabilidade. A arquitetura não é exceção, devendo mudar os atuais
padrões de projeto e construção de maneira a contribuir para a garantia de suporte e conservação da
qualidade ambiental. Um duplo esforço deve ser feito em nosso país para garantir concomitantemente
a sustentabilidade e qualidade ambiental e a integração das classes menos favorecidas da população.”
(DEL CARLO, 1999).

Esta reestruturação na Arquitetura, porém, só será efetiva caso haja mudanças de hábitos de toda a
população, onde os profissionais passam a ser o primeiro elemento do elo de uma corrente para
implantação desta profunda revolução que deverá ocorrer inevitavelmente, por uma liberdade de
escolha ou até por uma questão de sobrevivência. (COOK, 2001, p.41).

4. Arquitetura sustentável

O projeto sustentável se compromete a difundir maneiras de construir com menor impacto


ambiental e maiores ganhos sociais, sem ser inviável economicamente. Esse projeto pode ser
efetuado em construções novas e antigas promovendo a busca pela igualdade social, a valorização
cultural, eficiência econômica.

“É extremamente importante que o profissional tenha em mente que todas as soluções encontradas não
são perfeitas, sendo apenas uma tentativa de busca em direção a uma arquitetura mais sustentável.
Com o avanço das tecnologias sempre surgirão novas soluções mais eficiente.” (YEANG, 1999).

É um sistema construtivo que põe em pratica mudanças no entorno, com o objetivo de atender as
necessidades da edificação e uso do homem moderno, resguardando o meio ambiente, os recursos
naturais e garantindo qualidade de vida.
Miguel Aloysio Sattler (2003) classifica os impactos determinados pela indústria da construção civil
em dois tipos: impactos durante a fase de produção da construção (extração, processamento e
distribuição de produtos), considerados de maior interferência no ambiente; e impactos durante a
fase de utilização da construção (aplicações no local, desenvolvimento da vida no local e disposição
dos produtos correspondentes). Na tentativa de equacionar tais impactos, surge em 2003, o conceito
de Construção Sustentável, definido como: “conjunto de estratégias de utilização do solo, projeto
arquitetônico e construção em si que reduzem o impacto ambiental e visam a um menor consumo de
energia, à proteção dos ecossistemas e mais saúde para os ocupantes” (ADAM, 2001).
A arquitetura sustentável é um processo em evolução que foca aspectos diferentes em relação à
sustentabilidade, entre elas: diretrizes projetuais, eficiência energética, de água, reaproveitamento
de materiais, materiais certificados e renováveis, aproveitamento das condições natural do local e
planejamento territorial envolvendo a proteção de contornos naturais, entre outros.
Um projeto de arquitetura sustentável contesta a ideia do edifício como obra de arte e o compreende
como parte do habitat vivo, extremamente ligado ao local, a sociedade, ao clima, a região e ao
planeta. Compromete-se a divulgar maneiras de construir com menor impacto ambiental e maior
ganho social, sem ser inviável economicamente.
Na busca por uma maior sustentabilidade deve considerar também, o ciclo de vida da edificação,
incluindo seu uso, manutenção e sua reciclagem ou demolição. Uma particularidade deste tipo de
construção é referente ao valor, não existe um aumento de preço, muito pelo contrário, os custos de
uma obra sustentável podem ser menores. A economia poderá ser encontrada na utilização de certos
recursos e na realocação de materiais, uma vez que, “Como legitimar o custo ambiental de
determinada escolha? Atualmente, o ciclo de vida de uma edificação só é analisado no ponto de

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vista econômico. Decisões econômicas não refletem um bom senso nas decisões ambientais.”
(YEANG, 1999, p.163).

5. Características de uma arquitetura sustentável

Uma arquitetura sustentável é um sistema construtivo no qual promove intervenções no meio


ambiente, adaptando-o para suas necessidades de uso, produção e consumo humano, sem esgotar os
recursos naturais, preservando-os para as gerações futuras.
Para identificar uma edificação sustentável é necessário que se certifique na obra diretrizes
projetuais básicas, como: analise do entorno e a implantação, a orientação do solar, utilização
mínima do terreno para integra ao ambiente natural, utilização da eficiência enérgica como fonte
alternativa, consumir menor quantidade de energia e água na implantação da obra e ao longo de sua
vida útil, a forma arquitetônica deve se adeque aos condicionantes climáticas da região, redução da
produção de resíduos, preocupação com a qualidade ambiental interna ( qualidade do ar e conforto
termo acústico), aproveitamento da ventilação natural, uso adequado da vegetação, sistema para uso
racional de agua e reuso, preferência pela escolha de materiais de baixo impacto ambiental (
atóxicos, recicláveis, reutilizáveis e de fonte de energia local) e proporcional saúde e bem estar aos
usuários.
Esse tipo de interação, o uso de materiais com baixo impacto ambiental e bom aproveitamento das
construções gera o que podemos chamar de uma construção sustentável, mesmo quando emprega
produtos ou processos artesanais, transforma numa construção conscientemente, buscando o
sucesso ambiental integral da obra.
A sustentabilidade de uma obra capaz de atender os desafios ambientais da sociedade, sendo um
modelo de solução. Deve utilizar: recursos naturais passivos e de design para promover conforto e
integração na habitação; materiais que não comprometam o meio ambiente e a saúde de seus
ocupantes e que contribuam para tornar seu estilo de vida cotidiano mais sustentável; resolver ou
atenuar os problemas e necessidades gerados pela sua implantação (consumo de água e energia);
prover saúde e bem-estar aos seus ocupantes e moradores e preservar ou melhorar o meio ambiente.
O importante não é apenas construir sustentavelmente, mas também comprovar que a obra de fato
segue tais pressupostos. Trata-se de uma garantia para o cliente, para o mercado e uma maneira de
se propagar com credibilidade e critérios o conceito de Construção Sustentável.
De acordo com IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, existe um
sistema de classificação de construções sustentáveis em todo o mundo. Após avaliação da obra, e
caso a mesma promova benefícios ambientais consistentes, tais sistemas certificam a construção,
como:
 Planejamento Sustentável: é o momento em que serão decididas todas as intervenções que
poderão integrar a obra ao meio ambiente ou resultar em danos em curto, médio e longo prazo.
 Aproveitamento passivo dos recursos naturais: aproveitar os recursos naturais que atuam
diretamente sobre a obra, como: sol, vento, vegetação.
 Eficiência energética: conservação e economia de energia; geração da própria energia
consumida por fontes renováveis.
 Gestão e economia da água: reduzir e controlar o consumo de água fornecido pela
concessionária ou obtido junto a fontes naturais (poços, poços artesianos, nascentes, outros);
aproveitar as fontes disponíveis; tratar águas cinzas e negras e reaproveitá-las na edificação;
aproveitar parte da água pluvial disponível.

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 Gestão dos resíduos na edificação: criar área para disposição dos resíduos gerados pelos
próprios moradores/usuários; reduzir geração de resíduos.
 Qualidade do ar e do ambiente interior: criar um ambiente interior e exterior à obra saudável a
todos os seres vivos.
 Conforto termo-acústico: promover sensação de bem-estar físico e psíquico quanto à
temperatura e sonoridade.
 Uso Racional de Materiais: racionalizar o uso de materiais de construção tradicionais e prevenir
o uso de produtos cuja fabricação e uso acarretem problemas ao meio ambiente ou que são
suspeitos de afetar a saúde humana
 Uso de Produtos e Tecnologias ambientalmente amigáveis: prever na obra uso máximo de
produtos e tecnologias amigas do meio ambiente que atendam os seguintes pontos: ecologia,
economia, saúde e responsabilidade social.
Para a compreensão do conceito de construção sustentável e necessário algumas definições
pertinentes em relação aos matérias e tecnologias utilizadas na edificação, como:
 Produto ecológico: Refere-se a todo artigo de origem artesanal ou industrializada, de uso
pessoal, alimentar, residencial, comercial, agrícola e industrial, que seja não-poluente, não-
tóxico, benéfico ao meio ambiente e à saúde dos seres vivos, contribuindo para o
desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável.
 Tecnologias sustentáveis – Sistemas ou equipamentos que permitem o controle, economia e
geração de energia e gestão e reuso da água na edificação.
 Tecnologias eco-inteligentes – dispositivos utilizados para gestão e redução no consumo de
energia elétrica e água.
 Energeticamente eficiente - produto ou sistema cujo uso resulte em economia de energia em
sua fabricação e uso.
Com relação às características da sustentabilidade, Silva (2000 apud 2007) também, apresenta um
quadro síntese (Tabela 1), onde são definidos os significados de cada caráter relativo a ela:

Caráter progressivo
Caráter de Tendência: a sustentabilidade se apresenta como uma condição a ser introjetada em um processo onde se
pretenda atingir determinadas metas devendo ser continuamente construída e permanentemente reavaliada.
Caráter Dinâmico: Não se trata de algo tangível que se adquira definitiva e completamente, mas uma condição que
deve interagir com o dinamismo da realidade em que se insere, adequando-se a fatores conjunturais, estruturais ou
imprevisíveis.
Caráter holístico
Caráter Plural: A sustentabilidade é pluridimensional e envolve aspectos básicos tais como: ambientais, econômicos,
sociais e políticos. Novas dimensões podem ser acrescentadas se o problema em questão assim o exigir.
Caráter de Indissociabilidade: Além do caráter plural que pressupõe o envolvimento de vários aspectos, existe um
vínculo indissociável entre eles exigindo a sua plena consideração para que se garanta uma condição sustentável.
Caráter Interdisciplinar: Devido à amplitude de interações que são contempladas em suas considerações, demanda a
confluência de diferentes áreas do conhecimento, tanto para a construção de suas compreensões teóricas como de suas
ações práticas.
Caráter histórico
Caráter Espacial: Embora a noção de sustentabilidade tenha um forte perfil de origem que valoriza as condições
endógenas, ela não pode prescindir da inserção e interação dos contextos locais com os mais amplos, contemplando
também as causas e consequências das "pegadas ecológicas".
Caráter Temporal: A relação de tempo adquire uma importância fundamental no equacionamento das ações praticadas
no passado, no presente e as que serão exercidas no futuro. Quando se trata do meio urbano, geralmente se adota o

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tempo social do universo antrópico.
Caráter Participativo: A preservação de uma condição sustentável tem uma forte interdependência com o aspecto da
diversidade participativa dos agentes sociais, na medida em que a presença ou não deste fator pode tanto contribuir,
como comprometer as metas pretendidas.
Figura 1 – características da sustentabilidade
Fonte: Silva (2000, p.97 apud SILVA 2007, p.19).

6. Tipo de construção sustentável

O arquiteto, pelo caráter global de sua formação, tem condições de se capacitar para a condução
deste processo de projeto dentro da “nova” realidade, nesta “nova” Arquitetura. Segundo Richard
Rogers, esta é a chance de fazer reviver a profissão do arquiteto, que vinha se descaracterizando ao
longo dos tempos (1997, p.69).
Existem dois tipos de construção sustentáveis: a construções coordenadas por profissionais da área
e com o uso de eco materiais e tecnologias sustentáveis modernos, fabricados em escala, dentro das
normas e padrões vigentes para o mercado. E o sistemas de autoconstrução (que incluem diversas
linhas e diretrizes), que podem ou não ser coordenados por profissionais (e por isso são chamados
de autoconstrução).
Existem soluções ecológicas que são utilizadas de acordo com a vontade do proprietário e a
criatividade do responsável pela obra, como:
 Edificações construídas com materiais sustentáveis industriais, ecoprodutos fabricados
industrialmente, e mais viável em áreas urbanas, pois se insere no modelo socioeconômico
vigente e porque o consumidor/cliente tem garantias claras, desde o início, do tipo de obra que
estará recebendo;
 Edificações construídas com resíduos não-reprocessados (Earthship), reuso de materiais de
origem urbana, tais como garrafas PET, latas, cones de papel acartonado, entre outros, são
comum em áreas urbanas ou em locais com despejo descontrolado de resíduos sólidos, é
também um modelo criativo de autoconstrução, que ocorre muito nas periferias dos centros
urbanos;
 Edificações construídas com materiais de reuso (demolição ou segunda mão), esse tipo de
construção incorpora produtos convencionais e prolonga sua vida útil, requer pesquisa de locais
para compra de materiais, o que reduz seu alcance e reprodutibilidade, É um híbrido entre os
métodos de autoconstrução e a construção com materiais fabricados em escala, sendo que estes
não são sustentáveis em sua produção;
 Construção alternativa, que utiliza materiais convencionais, encontrados no mercado,
conferindo-lhes funções diferentes das originais, é um dos modelos principais no seio das
comunidades carentes, é um sistema de autoconstrução que se assemelha muito ao Earthship;
 Construções naturais que faz uso de materiais naturais disponíveis no local da obra ou
adjacências (terra, madeira, bambu, etc.), utilizando tecnologias sustentáveis de baixo custo e
desperdício energético método construtivo adequado principalmente para áreas rurais, é um
sistema que se insere nos princípios da autoconstrução.

7. Exemplo de construção sustentável

O restaurante McDonald's de Bertioga, litoral de São Paulo, é o primeiro da América Latina a obter
a certificação LEED(Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green

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Building Council por ser um empreendimento que atende a critérios de sustentabilidade no projeto
arquitetônico e na construção. (figura 01).

Figura 1 – MC Donalds sustentável


Fonte: http://www.lepri.com.br (2012)

É o tipo de edificação construída com materiais sustentáveis industrializados, ecoprodutos e


fabricados industrialmente.
A construção utiliza tecnologias de baixo impacto ao meio ambiente, destacando a prevenção de
poluição, o reaproveitamento de resíduos, o uso de água da chuva e de energia limpa e a utilização
de materiais naturais, renováveis, reciclados e de produção regionalizada.
Entre as ações adotadas pelo restaurante está o sistema de captura de água pluvial, para utilização
na lavagem de pisos e descargas em toaletes, o que permitiu a redução do consumo de água potável
em 50% e em 100% no caso da irrigação dos jardins; o gás das câmaras de refrigeração foi
substituído por um modelo que não afeta a camada de ozônio; as peças de madeira utilizam
produtos provenientes de áreas de manejo florestal e são certificadas pelo FSC (sigla em inglês para
Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português).
O McDonald's de Bertioga também não utiliza CFC no seu sistema de ar condicionado e é munido
de um dispositivo que monitora as temperaturas interna e externa do restaurante. Quando
necessário, o sistema desliga os aparelhos e abre as janelas automaticamente. Com isso, a carga
térmica necessária para a refrigeração é 25% menor.
Ainda como parte do gerenciamento inteligente de energia, o aquecimento de água das torneiras da
cozinha e vestiários é feito por meio de energia solar. A grande quantidade de paredes de vidro
destaca o uso da luz natural e as luminárias instaladas perto das janelas só acendem quando
realmente necessário. Em todo o edifício, é priorizado o uso de lâmpadas LED. Todas essas
iniciativas promoveram uma economia de 14% no consumo de energia do empreendimento.
Há também, a coleta seletiva do lixo (os clientes, devemos separar o lixo das suas bandeijas).Os
pisos são compostos de concreto, borracha e até vidros de lâmpadas fluorescentes. A tinta é de base
mineral e dispensa o uso de massa corrida, os tijolos são de demolição e toda a madeira usada é
certificada. E no paisagismo, foram plantadas mudas nativas, que não precisam ser regadas
constantemente. (figura 02)

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Figura 2 – MC Donalds sustentável_ Tijolo de Demoliçã e Placa Fotovoltaica para Iluminação externa.
Fonte: http://crismcdonaldriviera.blogspot.com.br/ (2012)

Outro tipo de construção surpreendente é a do Marcio Kogan é o autor do projeto da nova loja
DECAMERON no Brasil, uma construção low tech, ou seja, de baixa tecnologia, instalada na mais
famosa alameda de decoração, a Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo e revelam a criatividade,
inovação, beleza, respeito ao meio ambiente e os novos rumos da arquitetura mundial. (figura 03)

Figura 3 – loja DECAMERON


Fonte: http://www.decamerondesign.com.br (2012)

Esta é uma construção no qual utiliza materiais de reuso, é um tipo de sistemas de autoconstrução.
O arquiteto Kogan teve a idéia de projetá a loja com contêineres, a primeira loja do Brasil a assumir
tais características que já são usadas na Europa, Ásia e em outras partes do mundo. Além disso, os
contêineres me permitiram aproveitar um objeto pré-fabricado reciclável para uma construção
simples, rápida, limpa e barata. Esses objetos seriam descartados caso não tivessem esse novo fim.
Um desperdício, pois é uma estrutura potente, com visual low tech e um espaço interno linear de
proporções interessantíssimas. Sem contar, é claro, que demoraria séculos para serem
biodegradados”, analisa Kogan.
Os contêineres foram soldados um ao outro para que eles se interligassem, formando um grande
túnel com a porta de entrada original do container. Por eles, os clientes poderão o ambiente. “O
container pode ser aberto em suas duas extremidades, forçando uma ventilação cruzada, o que torna
o ambiente com temperatura muito agradável”, explica Kogan. Revestidos internamente em MDF
branco para que os principais destaques sejam os móveis e acessórios, este espaço possui uma
abertura que o liga a um grande galpão onde enormes portas de policarbonato alveolar translúcido
permitem farta entrada de luz natural. (figura 04)

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Figura 4 – loja DECAMERON


Fonte: http://www.decamerondesign.com.br (2012)

Sua estrutura metálica possui cobertura de painel wall impermeabilizado por manta asfáltica que
atua como isolante térmico. “Essa é mais uma das soluções sustentáveis que existem no projeto. Se
for necessário, há a possibilidade de se desmontar a estrutura metálica e retirar os containeres para
levá-los a uma próxima destinação”, analisa Kogan. No fundo, há ainda o escritório e um imenso e
convidativo jardim.

8. Escolhas de materiais

Os trabalhadores da construção civil estão mais conscientes em relação aos impactos ambientais
que são ocasionados pelos seus projetos, além disso, a sociedade esta mais exigente e almeja que
suas edificações obedeçam aos critérios de preservação, recuperação, responsabilidade ambiental e
que seja economicamente viável.

“A redução dos impactos advindos da construção, utilização e demolição (reutilização) de uma


edificação, é apenas parte de todo o impacto que pode ser reduzido. Uma redução total, passa pela
mudança nos padrões de consumo da sociedade e no estilo de vida.” (YEANG, 1999, p.153).

Atualmente, as matérias utilizadas proporcionam impacto ambiental devido à fase de extração,


processamento, transporte, uso e eliminação.
A escolha correta dos materiais construtivos é de extrema importância na garantia de aspectos
ambientalmente corretos em uma edificação segundo (LAWSON, 1996).
É importante analisar se o material e a tecnologia e menos ou mais prejudicial ao meio ambiente,
como: consumo de energia e de água incorporados no processo construtivo; se o sistema é poluente
(água, ar, terra e som); o método gera resíduo; se possui potencial de reuso e reciclagem e obtenção
de algum tipo de certificação ambiental.
Serão analisados três grupos de materiais construtivos: materiais orgânicos, materiais cerâmicos e
materiais metálicos. Esses materiais foram selecionados de acordo com o aspecto ambiental
analisado: disponibilidade de matéria prima, impacto ambiental na sua extração, energia embutida,
durabilidade, manutenção, potencial de reutilização e de reciclabilidade de acordo com (KIM &
RIGDON, 1999).
Os materiais orgânicos são aqueles com base em carbono. Nesta, estão classificados as madeiras,
pois tem uma alta eficiência energética embutida, mas também captura CO2 existente na, essas são
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proveniente de reflorestamento, demolição e redescobrimento (madeira oriunda de arvores caídas);
e os plásticos, que são materiais versáteis e utilizados em grande quantidade, no entanto é criticado
pela seu aspectos tóxicos durante a produção, na construção é aplicado: nas instalações elétricas,
hidráulicas, elementos de isolação, portas, janelas, luminárias, etc..
Os materiais cerâmicos, são inorgânicos e não metálicos, em sua composição primária tem
concreto, produtos para alvenaria e vidro. Esses são utilizados: tijolo de barro, pedras (pisos,
fachadas), revestimento cerâmico (pisos, fachadas), cimento (todos os subprodutos) e o vidro.
E os materiais metálicos, normalmente, os materiais ferrosos são utilizados em peças estruturais e
os não ferrosos como elemento de fechamento e ligação entre outros materiais construtivos. No
entanto em relação aos impactos ambientais o aço, alumínio, cobre, zinco e chumbo, fazem parte de
um processo de mudança na maneira de projetar, construir, utilizar e demolir as edificações.
Alguns materiais que podem ser aplicados na arquitetura de interiores com o intuito de deixar o
ambiente mais agradável e econômico: o tipo de madeira na produção de móveis e revestimento de
superfície, tipos de piso e revestimento (PVC reciclado, drenante, ecopiso e pastilha ecologica), tipo
de iluminação (LED, incandescente, fibra ótica, sensores de presença e automação), tecido (100%
de fibras naturais, tecido reciclado, fio PET em tear manual, e fibra de bambu), caixa acoplada com
fluxo duplo, torneiras com temporizadores, eletrodomésticos com menor consumo de energia,
compoteira (reciclagem do lixo orgânico).
Há também o terraço jardim, que é a substituição dos telhados tradicionais, transformando as
coberturas em terraços habitáveis e com vegetação, para melhor aproveitamento da área construída.
Esta nova proposta de cobertura, de jardins suspensos, são verdadeira contribuição para a natureza,
podendo gerar ótimo conforto térmico nas edificações. Os benefícios ocasionados pela utilização
desse sistema são:
 Melhora das condições termo- acústicas. Isolante de frio e de calor.
 Purificação da atmosfera em torno da edificação;
 Mantém a umidade relativa do ar constante;
 Ajuda no combate ao efeito estufa;
 Melhoria da qualidade do ar na cidade devido à capacidade das plantas e árvores para absorver
as emissões de CO2.
 Contribui com a absorção das chuvas, devido ao aumento das áreas permeáveis.

9. Certificações de uma construção sustentável

Com a preocupação com o meio ambiente e a necessidade de garantir qualidade de produto com
baixo impacto ambiental, leva-se em consideração que a construção civil é responsável por
impactos significativos causados ao meio ambiente, surgindo assim, as certificações verdes.
Estas certificações avaliam por meio de emissão de pareceres se a edificação esta adequada aos
critério de pré-requisitos proposto pela certificação, podendo assim, ser intitulado como redutora
dos impactos ambientais.
O sistema de certificação é aplicado em diversos países e têm por objetivo avaliar o projeto, a obra
e a manutenção dos edifícios; no entanto como relata SILVA (2004), todos estes sistemas
concentram-se exclusivamente na dimensão ambiental da sustentabilidade.
Um edifício com o objetivo de obter o qualificativo de sustentável deve-se considerar a sua
interação, como proposta arquitetônica e urbanística, com o meio ambiente; aspectos sociais e
econômicos envolvidos na produção do espaço arquitetônico deveria também, fazer parte do
universo da avaliação da sustentabilidade (SILVA & AGOPYAN, 2004).

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Para identificar e garantir que a obra é sustentável, recomenda-se a certificação da obra agregado a
algum organismo certificador reconhecido pelo mercado nacional e internacional e de entidades
normalizadora.
Atualmente os Estados Unidos, Canadá, Japão, Hong Kong, Austrália e praticamente todos os
países da Europa, possuem um sistema de avaliação de conduta ambiental do edifícios. No Brasil, a
certificação ambiental e social mais difundida é a certificação LEED, do Conselho Norte
Americano de Prédios Verdes. Mas em 2008 teve o lançamento da certificação AQUA, que foi
adaptada para atender as características ambientais do nosso país. No entanto, estes sistemas de
certificação não certificam materiais e produtos, apenas edifícios.
Em relação à sustentabilidade, a certificação LEED, uma avaliação pautada em critérios
classificatórios, concede pontuação ao empreendimento dependendo do atendimento a critérios
previamente estabelecidos. Dependendo da pontuação atingida, o empreendimento pode ser
certificado.
O LEED é uma certificação estrangeira e razoavelmente nova no Brasil, no entanto é a certificação
ambiental e social mais divulgado e vem ganhando força e notoriedade, tornando-se referência para
quem quer comprovar uma legítima preocupação com o meio ambiente durante e após a construção.
O LEED (Leadership in Energy and Evironmental Design), concedida pelo Conselho de
Greenbuilding ("Construção Verde") dos Estados Unidos, que tem como critério a racionalização de
recursos atendidos por um edifício, como: energia, agua, materiais e entre outros.
O processo de certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental) que se baseia nos desempenhos de
construção ecológica, gestão ecológica e conforto das construções, visando obter a qualidade
ambiental da construção como: relação do edifício com seu entorno, escolha integrada de produtos,
sistemas e processos construtivos, canteiro de obras com baixo impacto ambiental, gestão da
energia, da água e dos resíduos de uso, manutenção e permanência do desempenho ambiental,
conforto térmico, acústico, visual e oftativo e qualidade sanitária.
Enquanto não há selos mais completos para avaliar materiais de construção no Brasil, a CBCS
(Conselho Brasileiro de Construção Sustentável) apresenta seis passos para escolha de insumos e
fornecedores:
1. Verificação da formalidade da empresa fornecedora (CNPJ);
2. Verificação da licença ambiental da unidade fabril;
3. Respeito às normas técnicas que garantem a qualidade do produto;
4. Consultar o perfil de responsabilidade sócio-ambiental da empresa;
5. Identificar a existência de “maquiagem verde” (greenwash), ou seja, selos levianos ou fictícios;
6. Análise da durabilidade do produto.

10. Conclusão

Através desta, acredita-se que a principal missão dos profissionais da construção neste momento,
onde a ação do homem na natureza tornou-se insustentável, consiste não só nos aspectos funcionais,
bioclimáticos e operacionais das edificações, mas também, no desafio de implantar um novo modo
de vida.
Cabem aos profissionais, contribuir não só nos aspectos ambientais, mas principalmente nos sociais,
criando novos paradigmas, direcionando ações que favoreça a natureza ocasionando a proteção do
ecossistema, enfoca estratégias inovadoras e tecnologia para melhorar a qualidade de vida cotidiana
e oferecendo ao consumidor um valor emocional de saber que sua própria moradia tem um papel de
coadjuvante a favor do planeta e de uma sociedade melhor.

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