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QUADRO LEGAL DE COMBATE À CORRUPÇÃO

1. Código Penal, aprovado pelo Decreto de 16 de Setembro de


1886;

 Capítulo XIII: dos crimes dos empregados públicos no


exercício de suas funções;

 Secção VI: Peculato e concussão:

- Peculato – artigo 313


- Concussão/extorsão – artigo 314
- Imposição arbitrária de contribuições – artigo 315
- Percebimento ilegal de emolumentos - artigo 316
- Aceitação de interesse particular por empregado público –
artigo 31

 Secção VII: Peita, suborno e corrupção

- Peita, suborno e corrupção de empregado público – artigo


318
- Corrupção de juízes – artigo 319.
- Corrupção activa – artigo 321.
- Aceitação de oferecimento ou promessa por empregado
público – artigo 322

* Perda a favor do Estado das coisas recebidas – artigo 323.

2. Lei nº 1/79, de 11 de Janeiro, regulamenta as penas de


prisão e de multa a aplicar aos funcionários do Estado, das
Organizações Democráticas de Massas, das empresas
estatais e intervencionadas pelo Estado e das cooperativas,
que desviarem bens ou fundos postos à sua guarda;

* Confisco dos bens – artigo 1, nº 2.


3. Lei nº 9/87, de 19 de Setembro, aprova Nova Lei da
Defesa da Economia;

 Capítulo IV: Abuso e Corrupção

- Abuso de cargo ou Função – artigo 16


- Fraude – artigo 17
- Pagamento de remunerações indevidas – artigo 18
- Utilização abusiva de bens ou serviços – artigo19
- Alienação abusiva – artigo 20
- Atestação falsa de qualidade – artigo 21.

* Apreensão de bens necessários para ressarcimento do


Estado;

* Denunciante receberá 10% do valor da venda das coisas


apreendidas e terá prioridade na sua aquisição, beneficiando de
quantidades iguais às dos demais adquirentes.

4. Lei nº 3/96, de 4 de Janeiro – estabelece o quadro


normativo básico do comércio de câmbios;

 Corrupção activa - remete ao artigo 321 do CP


- Apreensão de valores e sua reversão a favor do Estado

5. Lei nº 6/2004, de 17 de Junho, reforça o quadro legal do


combate à corrupção;

 Objecto: reforço do quadro legal vigente para o


combate aos crimes de corrupção e participação
económica ilícita;

 Âmbito de aplicação: dirigentes, funcionários ou


empregados do Estado ou das autarquias locais, das
empresas públicas, das empresas privadas
participadas pelo Estado ou das empresas
concessionárias de serviços públicos;

 Princípios gerais: legalidade, igualdade,


imparcialidade, não discriminação, ética, publicidade e
justiça;
- Indemnização pelos danos causados;
- Perda a favor do Estado dos bens ou valores
ilicitamente ao património dos prevaricadores;
- Expulsão da profissão;
- Inibição de contratar com o Estado ou com empresas
públicas ou de receber benefícios ou incentivos fiscais
ou creditícios.

 Declaração de bens: condição para a tomada de posse


e o exercício de funções com competências decisórias
no aparelho de Estado,…

 Fundamentação dos actos administrativos

 Cláusula contratual anti-corrupção, sob pena de


nulidade;

 Obrigações das auditorias, públicas ou privadas: dever


de comunicação imediata, por escrito, da existência
de indícios de crimes de corrupção e conexos ao GCCC

 Crimes:
- Corrupção passiva para acto ilícito
- Corrupção passiva para acto lícito
- Corrupção activa
- Participação económica em negócio

 Denúncia e denunciantes:
- A denúncia deve ser escrita ou reduzida a termo e
assinada
- A denúncia pode ser anónima
- A denúncia deve ser fundamentada e de boa fé
- O denunciante ou queixoso tem direito à protecção –
não sujeição a medida disciplinar ou ao prejuízo na
carreira profissional

 Cria o GCCC.

6. Decreto nº 22/2005, de 22 de Junho, aprova o


regulamento da Lei nº 6/2004, de 17 de Junho, lei que
introduz mecanismos complementares de combate à
corrupção;

 Atribui, transitoriamente, aos gabinetes de Nampula,


Sofala e ao GCCC competências regionais.

7. Resolução nº 33/2004, de 9 de Julho – ratifica o Protocolo


da SADC contra a Corrupção, assinado em Blantyre
(Malawi), aos 14 de Agosto de 2001;

8. Estratégia Global da Reforma do Sector Público, de 11 de


Abril de 2006, que integra a estratégia anti-corrupção;

9. Resolução nº 30/2006, de 2 de Agosto – ratifica a


Convenção da União Africana sobre a Prevenção e Combate
à Corrupção;

10. Resolução nº 31/2006, de 26 de Dezembro – ratifica


a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção;
CORRUPÇÃO

Df. Corrupção é o abuso de autoridade ou de função confiada a


alguém para benefício pessoal ou de terceiras pessoas.

CAUSAS QUE FACILITAM A CORRUPÇÃO

1. Falta de aplicação das leis e regulamentos;


2. Lacunas nos sistemas de gestão;
3. Falta de prestação de contas pelas instituições;
4. Fraqueza dos mecanismos de controlo e supervisão;
5. Fraqueza do cometimento dos gestores da administração
pública no combate à corrupção;
6. Prática de nepotismo, favoritismo e clientelismo;
7. Degradação dos valores morais e éticos;
8. Fraqueza da participação da sociedade civil no combate à
corrupção;
9. Falta de uma forte comunicação social independente.

FASES NO PROCESSO DE COMBATEÀ CORRUPÇÃO

1. Prevenção;
2. Acção administrativa;
3. Acção judiciária.

CONSEQUÊNCIAS/EFEITOS DA CORRUPÇÃO

1. Periga a estabilidade e a segurança das sociedades;


2. Mina os valores da democracia e da moralidade;
3. Afecta negativamente o desenvolvimento social, económico
e político;
4. Mina o comércio livre e a credibilidade dos governos;
5. Contribui para a promoção do crime organizado;
6. Encarece os custos sociais, económicos, políticos e
humanos;
7. Reduz a capacidade de investimento público e privado;
8. Afecta negativamente as finanças públicas e os planos de
desenvolvimento nacionais ou regionais;
9. Contribui para a má governação por retirar legitimidade e
estabilidade de liderança política;
10. Desacredita as instituições públicas por desgastar a
institucionalização da democracia;
11. Enfraquece a cobertura dos serviços sociais, criando um
maior fosso de pobreza