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Este próximo tópico, que analisa a questão do welfare state, é subdivido em algumas correntes

de pensamento/autores por Arretche. A primeira apresentada pela autora é defendida por


T.H. Marshall, publicado em 1950. Este autor tem como foco a análise de que “através da
política social, a crescente igualdade política modifica as desigualdades econômicas.
Compreendendo as noções de cidadania que é designada por três direitos básicos (direitos
civis, os direitos políticos e os direitos sociais). A partir da fala de Marshall, autores como
Rosanvallon pôde aprimorar as noções do Estado-previdenciário e o prolongamento do
Estado-nação protetor moderno (visto em Locke e Hobbes) em um Estado de Bem-Estar.

O próximo autor que condensa e trabalha as questões propostas pelos autores citados é
François Ewald. Ewald trabalhará o conceito de contrato de solidariedade, “em que a vida civil
tornou-se objeto do Estado “. Com o desenvolvimento da industrialização e as mudanças na
vida individual, possibilitou-se a responsabilização das variadas consequências que se
apresentava-se na vida coletiva da sociedade. Ao considerar esses compartilhamentos não
somente da carga para a classe trabalhadora, mas também as vantagens e riquezas
produzidas, entende-se uma transformação que garanta um Bem-Estar social. Este conceito
cria uma mudança epistemológica no pensamento de racionalidade liberal, entendendo a
necessidade de uma racionalidade da vida social e política, no qual o cidadão está inserido.

Para Gough, o Estado é centralizado e, dentro de uma perspectiva capitalista, age na defesa
dos interesses da classe dominadora. De toda forma, a pressão da classe trabalhadora é
essencial no cenário conflitivo, pois garante certa influência que assegure uma prestação de
serviços e de direitos que contemplem os cidadãos e que reproduza o sistema capitalista sem
maiores atritos. A pressão dos movimentos sociais, dessa forma, implica uma reformulação do
Estado, explicando assim a emergência de um Estado social, que inclui a presença da classe
trabalhadora como agente de mudanças no sistema.

Esping-Andersen trará ao debate uma aproximação com o discurso de Gough a questão da


pressão da classe trabalhadora na defesa de seus objetivos históricos e as características
institucionais do welfare state; sua contribuição se dá no viés da identificação dos resultados
distributivos e das características institucionais dos programas sociais. Esping-Andersen
apontará que os resultados distributivos têm certa distinção entre países, mesmo que a
pressão da classe trabalhadora seja similar, por ser necessário avaliar também o contexto
política-institucional, derivando em três possíveis regimes no qual o welfare state pode se
pronunciar e como se estabelecerá (sendo em um regime socialdemocrata, em um regime
conservador ou em um regime liberal).

Indo além do conceito de Esping-Andersen e das correntes de pensamento anteriores, a


análise neo-institucionalista, de forma sintetizada, “está associada à natureza, capacidades e
estrutura das instituições do Estado. Seguindo a tradição weberiana, o pressuposto da análise
é de que o Estado é autônomo em relação à sociedade civil, o que permite analisar a lógica de
ação das burocracias públicas, sejam elas indicadas ou eleitas, como uma variável
independente. [...] Os atores vinculados ao Estado e mais especificamente, as burocracias
podem formular e perseguir objetivos