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MATERIAL DE APOIO

Disciplina: Direito Administrativo


Professor: Roberto Baldacci
Aulas: 01 e 02 | Data: 02∕08∕2016

ANOTAÇÃO DE AULA

SUMÁRIO

FUNÇÃO ADMINISTRATIVA
1. Evolução dos Modelos de Administração

Comentários Iniciais: As questões administrativas nas provas de Magistratura do Trabalho e Ministério Público do
Trabalho são bastantes acessíveis.

Bibliografia:
FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 30ª Ed. Editora Atlas, 2016.
SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo - Série Concursos Públicos. 14ª Ed. Elsevier/Método, 2013.

“Vade mecum”: de 2017 ou 2016, desde que este seja atualizado como Segundo Semestre.

Obs.: Não use livros e leis desatualizadas.

FUNÇÃO ADMINISTRATIVA

Quando se fala em função administrativa necessário verificar o seguinte estudo:

1. Evolução dos Modelos de Administração

A função administrativa da estrutura de poder do Estado evoluiu historicamente atravessando 3 (três) fases
principais: a) fase patrimonialista; b) fase burocrática e c) fase gerencialista (atual).

a) Fase do Modelo Patrimonialista: Até o final da Europa Medieval vigorava o modelo patrimonialista, ou seja, o
Estado não possuía personalidade própria, pois era personificado no próprio soberano.

O público e o privado do soberano se confundiam – era a essência do patrimonialismo. O interesse público e a


coisa pública eram um patrimônio do soberano – tanto que o período é conhecido pela frase “O Estado sou eu”.

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CARREIRAS JURÍDICAS
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*O Estado era confessional e, portanto, a religião era a lei (nessa época não existia o Princípio da Legalidade) e o
soberano era o chefe da Igreja – logo, a lei era a vontade do soberano.

Obs.: A Defensoria Pública é prevista desde 1998, com mesmo status do Ministério Público, por exemplo. Não
caberia, portanto, no modelo em tela.

*No modelo patrimonialista a função administrativa é exercida exclusivamente para satisfazer pessoalmente o
soberano.

i) Características Principais: são 4 (quatro) as principais características que identificam o modelo patrimonialista.

1) Nepotismo: cargos e funções não eram acessíveis a qualquer um – eram reservados a parentes e familiares do
soberano sem plano de carreira nem meritocracia.

Dica: Ler Súmula Vinculante n. 13, do STF.


Súmula Vinculante n. 13. A nomeação de cônjuge, companheiro ou
parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau,
inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa
jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento,
para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de
função gratificada na administração pública direta e indireta em
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações
recíprocas, viola a Constituição Federal.

Posição do STF: A Súmula em tela não incide em cargos políticos. Exemplo: Prefeito pode nomear esposa como
secretária.

Dica: Nepotismo Cruzado é o ajustamento entre 2 (dois) agentes efetivos para que 1 (um) nomeie parente do
outro, o que acaba por viola a súmula em comento.

2) Fisiologismo (questão oral): Como o Estado pertencia ao soberano, as contratações e compras para o Estado
recaíam sobre aquele que oferecia a melhor vantagem pessoal ao soberano.

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Conceito Atual: Atualmente fisiologismo é sinônimo de “desvio de finalidade”, exercendo cargo ou função para
enriquecimento pessoal ou ganho de prestígio pessoal (é o tráfico de influência, no Código Penal).

3) Gerontocracia: O poder não decorria nem da lei, nem de mandato – o poder era patrimônio pessoal do
soberano que se perpetuava no cargo, transferindo aos seus herdeiros (criação das Dinastias).

4) Clientelismo: As compras e contratações do Estado não eram submetidas a qualquer disputa – eram oferecidas
sempre aos mesmos amigos e parentes do soberano.

Questão Atual: Somente existem 5 (cinco) empreiteiras importantes no país (clientelismo atual). Caso haja a
punição, com a Operação Lava Jato, o Brasil está sujeito a parar todas as suas obras.

No Brasil foi da seguinte maneira:

Para a corrente dominante não houve período propriamente patrimonialista no Brasil – em nenhuma fase são
reunidas todas as características desse modelo.

Para uma corrente minoritária, o período da República Velha encabeçada por Marechal Deodoro, teve
características patrimonialistas – o poder pertencia a 2 (duas) oligarquias (São Paulo/Minas Gerais). Conforme a
Política do Café com Leite, somente representantes desses 2 (dois) grupos ocupavam os cargos e funções de
poder e a política era voltada para garantir os lucros dessas oligarquias.

Obs.: Nessa época, o Governo fez o maior endividamento externo mundial.

b) Fase do Modelo Burocrático:

i) No mundo: No mundo, o modelo burocrático foi instituído a partir do Iluminismo Francês que transferiu todo o
Poder para o Estado.

Ao contrário do patrimonialismo que pregava o poder ilimitado, o modelo burocrático dividiu o poder em 3 (três)
funções típicas coexistindo de forma independente e harmônica – é a Teoria Tripartite de Montesquieu, que

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divide o Estado nos 3 (três) poderes, com separação garantida pelo “Sistema de Freios e Contrapesos – Checks and
Balances”.

*O interesse público e a coisa pública passam a pertencer ao Estado e a função administrativa é exercida para
atender o próprio Estado (no modelo burocrático a Administração não tem compromisso com o povo, nem com
qualidade ou eficiência).

A religião deixa de ser a lei (Estado Laico). Instituindo a Primazia da Lei Escrita – é a instituição do Princípio da
Estrita Legalidade (tudo decorre de lei).

Esse modelo veio a combater o patrimonialismo:

Obs1.: Cargos e funções públicas são acessíveis a qualquer um, pois a lei passa a exigir concurso. Exceto para
cargos isolados, todos os demais cargos, empregos e funções públicas são obrigatoriamente submetidos a plano
de carreira;

Obs2.: Compras e contratações passam a ser sujeitas à moralidade e probidade – o administrador é impessoal
(conforme na Constituição até hoje) e o exercício do cargo não pode mais autopromover o administrador nem
implicar em sua vantagem pessoal.

Obs3.: O poder é exercido através de mandato sujeito a prévia eleição, combatendo assim a perpetuação no
poder.

Obs4.: A lei passa a exigir licitação para compras e contratações, combatendo assim, o clientelismo.

ii) No Brasil:

*O modelo burocrático foi introduzido oficialmente através de Decreto, no primeiro governo de Getúlio Vargas,
iniciando o período da centralização e concentração do poder.

c) Fase Atual do Modelo Gerencial/Gerencialismo/Nova Gestão (primeira fase do TRT e fase oral do MP/RJ): Esse
modelo não veio combater a burocracia, mas apenas aprimorá-la.

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i) “New Public Management”: Em 1978, no governo britânico de Margareth Thatcher foi introduzida a nova
filosofia do serviço público: o usuário passa a ser o cliente do Estado e, portanto, o serviço público é destinado
exclusivamente a satisfaze-lo.

*A coisa pública e o interesse público passam a pertencer ao povo e o Estado é o mero gestor. Logo, a função
administrativa é exercida para atender interesses e necessidades do povo com qualidade e eficiência.

ii) Brasil:

*Em 1995 o Programa de Desburocratização e Reforma do Estado (PDRAE) levou a elaboração da Emenda
Constitucional n. 19, aprovada em 1998, que introduziu oficialmente o gerencialismo no Brasil.

Com isso, as regras da Administração Privada foram trazidas para a Administração Pública objetivando a maior
eficiência.

Obs.: A Emenda Constitucional n. 19/1998 trouxe o Princípio da Eficiência expresso e dirigente na Constituição
Federal nos 3 (três) Poderes do Estado. Antes era somente implícito e não havia esse compromisso.

Próxima Aula: Continuação da Função Administrativa.

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