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El método generativo e n la

didáctica de la lengua

Por Lu i s Alberto H E R NANDO CUAD RADO

O. INTROD UCCJON

El m étod o generativo s e erige en teoría l i ng ü ística con N. Chomsky y


los l i n g ü i stas d e l M assachusetts l nstitute of Technology, entre 1 960 y 1 96 5 .
Criticando los m o d e l o s -d i stri b u c i o n a l y d e los constituyentes i n m ed i a­
tos- d e l a l i ng ü ística estructu ral , q u e describen s o l amente las oraciones
ya em itidas y no exp l i can n u m erosos fenómenos l i ng ü ísti cos ( a m b i g üedad ,
constituyentes d i scontín uos . . . ) , N . Chomsky e l abora una teoría que ponga
d e m a n i f i esto l a creatividad del h a b l ante , s u capac idad para em iti r e i n­
terpretar oraciones i néditas . Para e l l o form u l a h i pótes i s sobre l a natu ra l e­
za y e l fu n c i onam i e nto d e l l e n g u aj e h u m a n o , basado en l a existencia d e
estructu ras u n i versa l es i n natas q u e pos i b i l itan e l apren d i zaj e , p o r parte
d e l n i ñ o , de los s i stemas parti c u l ares q u e son las l e nguas . Así, la gramática
cons i ste en un mecan i s m o f i n i to que perm ite genera r el conj u nto i n f i n ito
d e l as orac i o n es g ramati c a l es d e una l e n g u a , y s ó l o e l l as . Formada por
reg las que defi n e n l as sucesi ones d e pal ab ras o d e s o n i dos , constituye e l
saber l i n g ü ístico d e los q u e h a b l a n u n a l en g u a , e s dec i r , s u competenc i a ;
e l u s o parti c u l a r q u e cada habl ante hace d e l a l engua en u n a s ituac i ó n
parti c u l a r d e com u n i cación es l a actuación.
En e l presente trabajo pretendemos exponer l os p r i n c i p i os bási cos d e
este método , p resenta ndo sus d i fere ntes etapas (pri mera form u l ación , teo­
ría estándar, teoría estándar amp l i ada , h i pótes i s l exi ca l i sta y semántica
g e n e rativa) y a p l i c ándolo -s i e m p re q u e ello res u lte pos i b l e- a nuestra
l e n g u a españo l a .

1. FUNDA MENTOS Y PRESUPUESTOS TEORJCOS DE LA


GRAMA TICA GENERA TIVA

1 .1 . LA FACU LTAD D E L LEN G UAJ E


R es u l ta u n hecho patente l a capac i dad d e l hom bre para uti l i zar e l len­
g u aj e . C i e rtos a n i m a l e s , como las abej a s , pueden com u n i carse medi ante
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u n a s e r i e de s i g no s , s e r i e muy red ucida y con d i fere n c i as bás i cas con res­


p ecto a la com u n i cación humana : m i entras en la com u n i cación a n i m a l los
s i gnos no son d iv i s i b l e s , en l a humana cada u n i dad de l a l engua portadora
de sentido (en l íneas genera l e s , la pal abra) se puede descomponer en
otras más pequeñas ( l os s o n i dos) y com b i nar en u n i dades más g randes
para formar e n u n c i ados .
El l e n g uaj e h u m a n o s i rve de soporte al pensam i e nto , es un med i o d e
expres i ó n afectiva, puede tomar una fu nción l ú d i ca o estética, pero sobre
todo « en s u uti l izac i ó n norm a l , no está someti do a l contro l de estímu los
externos o estados i nternos i dentifi cab l es de manera i ndependi ente • (1 ) .
D i cho d e otro modo, e l l enguaj e humano n o es u n s i m p l e reflej o , i nsti ntivo
o con d i c i o nado, ni está l i m i tado a la ú n i ca fu n c i ó n práctica de l a comu n i ­
cac i ó n : es una facu l tad i n herente a l a natu ral eza h u m a n a . C o m o afi rma
N. Chomsky, « e l hombre posee una facultad prop i a de s u espec i e , u n tipo
d e organ ización i nte l ectu a l ú n i ca , que no puede s e r atr i b u i d a a ó rganos
perifé r i cos , ni l i gada a l a i nte l igencia genera l . . . El l enguaj e humano es
apto para serv i r c:!e i nstrum ento a una expres i ó n y un pensam i ento l i­
b res » (2) .

1 .2 . COM PETE N C I A Y ACTUACI O N

S e g ú n Chomsky, todo ser h u m a n o posee u n s i stema i n n ato (3) ap l i ca­


b l e a la g ramática de cual q u i e r lengua (4) , que se constituye probab l emen­
te a parti r d e la pos i b i l i dad d e establ ecer en el cerebro un c i erto número
d e re l aciones . Cuando u n i n d ividuo ha logrado as i m i l a r u n a lengua, puede
constru i r u n n ú m ero i nfi n ito de frases en e l l a . Chomsky l l ama a esta po­
s i b i l idad i l i m itada competencia y la define como « e l conoc i m i ento que e l
e m i so r-receptor tiene d e s u l e n g u a » (5) . Al gunos l i ngü i stas , sobre todo los
behavi ori stas , han pensado d u rante mucho tiempo q u e ésta tenía s u ori­
gen en u n c i e rto n ú m ero d e háb itos g ramati ca l es : u n i n d ividuo l l egaría a
reprod u c i r l as frases o ídas escuchando contínuam ente l as m i s m as (6) ; pe­
ro res u l ta que la mayor parte de las frases que nosotros e m p l eamos u o í-

( 1 ) N . Chomsky ( 1 967) . -�he formal Nature of Languag e » ; Eric H . Lenneberg , Blolo­


gical Foundations of Language, with appendices by N. Ohomsky and Otto Marx, pági­
nas 398-442, citado por Ch. N iq u e ( 1 975) , Introducción metódica a la gramática generativa,
Madri d , Cáte d ra , pág . 1 8 .
(2) lbid.
(3) Cfr. N. Chomsky ( 1 965) , Aspects of the Theory of Syntax, Cambridge, Mass, pá·
g i nas 47-5 1 .
(4) Chomsky emplea el térmi n o gramática, tanto en su acepción de sistema de re­
g l as adquirido como en la de descripción de ese s istema por los l i ngüistas . Cfr. N . Choms­
ky y M. H a l l e ( 1 968). The Sound Pattem of English, N u eva York, H arper and Row, pági­
n a 4. Aqu í e l término se emplea en su primera acepc i ó n .
( 5 ) Chomsky, 1 965, citado por N i q u e , 1 975, pág . 2 1 .
(6) Cfr. sobre este punto R . Lamerand ( 1 971 ) , Teor[as de la enseñanza programada
y laboratorios de idiomas, Madrid, Fragua.
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mos son de hecho o ri g i na l es (7) . En este senti do Chomsky concl uye que
l a com pete n c i a debe ser una rea l i dad creadora d e l espíritu .
En l a p rácti ca, l a competencia se ref l ej a , no s i n defo rmarse u n poco ,
e n l a actuación, defi n i d a como « l a uti l i zac ión rea l en s ituac iones concre­
tas » (8) . Comprende las m a n i festac iones l i ng ü ísticas d e l s uj eto habl ante ;
e n g ran parte está d eterm i n ada por l a com petenci a , pero no está menos
i nf l u e n c i ad a por c i e rtos factores extra l i ngüísti cos , como l a l i m i tac i ó n de
l a memori a , l a d i stracc i ó n , l a neg l igenc i a , etc . (9) .
Com pete n c i a y actuación se h a l l a n en constante i nteracc ión : l a pri me­
ra d eterm i n a en g ran parte la segunda, y esta ú lt i m a i nf l u e n c i a constante­
mente aqu é l l a . Del m i s m o modo , los m étodos de i nvesti gación pro p i os d e
c a d a u n o d e estos dos dom i n ios s e encuentran en re l a c i ó n d i a l écti ca e l
u n o con e l otro : p a r a e l estu d i o de l a actuación e l m étodo d e b e ser empí­
rico y debe ser adel antado de fo rma i n d u ctiva , m i entras que l a i nvestiga­
c i ó n en e l terreno d e l a com petencia se serv i rá de métodos l óg i cos , ma­
temáti cos , y , por tanto , deductivos , puesto que l a com petencia consi ste
en un conju nto de reg l as b i en de l i m itado en u n a s itu ación de locuto r-audi­
tor i d ea l .
La d i st i n c i ó n entre com petencia y actuac i ó n esta b l e c i d a por Chomsky
puede l l evar a pensar en l a d i stinción entre lengua y habla estab l e c i d a por
F . de Saussure. Pero , para este ú lt i m o , l a lengua estaba constitu i d a por
un conj u nto de s i g nos l i n g ü ísti cos , con sus característi cas g ramati cales,
es dec i r , era u n a magn itud abstracta perteneci ente a l d om i n i o soci a l , y
q u e no exi stía , prop iamente hablando, en el cerebro de los que l a uti l iza­
ban . El aspecto estático de esta concepc i ó n debía cond u c i r a Saussur� a
l a con c l u s i ó n de que l a construcción de frases p roven ía exc l u s ivamente

(7) Cfr. Chomsky, 1 967, citado por J. Nivette ( 1 973) , Principios de gramática genera­
tiva, Madri d , Fragu a , pág. 88 : • La idea de que una persona tiene un repertorio verbal
-un fondo de enunciados que e l l a produce por costumbre cuando se presenta la oca·
s ión- es un m i to s i n relación alguna con la uti l ización del lenguaje tal como se puede
observar. Tampoco s e pod ría aceptar seriamente la concepción que sostiene que el lo­
cutor tend ría u n fondo d e patrones ( patterns) en los cuales injertaría las pal abras o los
morfemas . Tales puntos d e vi sta son apl icables tal vez a los saludos, a c i e rtas frases
hechas, etc . , pero dan una i magen completamente falseada de la util ización normal del
l enguaj e , como e l lector podrá fác i l mente convencerse d e los hechos s i n n i ngún pre·
juicio • .
(8) Chomsky, 1 965, citado p o r N ique, 1 975 , pág . 2 1 .
(9) G . M i l l e r ( 1 956) . c The M ag i cal Number Seven , Plus or M i nus Two : Sorne Lim its
on our Capacity for Process i n g l nformati ons • , en Psichological Review, tomo 63, núme·
ro 2 , pág s . 8 1 -97, ha mostrado que la memoria humana inmediata no es capaz d e retener
s i m u ltán eamente más de s i ete o nueve elementos o datos. V. Vngve ( 1 961 ) , «The Depth
Hypothes i s • , en Structure of Language and its Mathematical Aspects, págs . 1 30-1 38, se
basa en esta l i mitación para el aborar una hipótesis de profundidad. C i e rtas construccio­
nes de frases , aparentemente muy com p l i cadas , no tienen otro fi n , según este autor, que
d i s m i n u i r la p rofu n d i dad gramatical d e l a frase, es decir, d e hacer más fác i l el trabajo
d e l a memoria cuando reti ene los segmentos ya d i chos u oídos . Si esta h ipótesis fuera
exacta , constitui ría un ej emplo excelente de la i nteracción entre la competencia y la actua·
ción.
40 Luis Alberto Hernando Cuadrado

de l a l i bre creac i ó n , y no de l a observancia de reg l as estri ctas , de manera


que pertenecía a l dom i n i o d e l habla y no al de l a lengua. Para Chomsky ,
por e l contra r i o , l a compete n c i a es u n fenómeno dinámico; que abarca
compl etam ente e l aspecto creador de la lengua, m i entras que 1a actuación
no es más que l a refl exi ó n , pertu rbada -c l a ro está- por otros facto res .

1 .3 . TEO R I A G E N E RAL Y G RAMATI CAS PARTI CU LARES

Todas l as l e n g u as poseen e n común determ i nados caracte res -los


u n ivers a l es del l enguaj e- q u e la l i n g ü ística debe poner de manifi esto e l a­
borando u n a teoría general q u e precise su natu ra l eza e i nd i q u e cómo y
por q u é las l enguas d i fi e ren entre s í , y que i mponga con d i c i ones sobre l a
fo rma que debe tener l a g ra m ática d e cada l engua. Por reg l a genera l , s e
reserva e l térm i no de gramática para e l estu d i o de l as l enguas parti c u l a­
res , y e l de teoría general para e l de los un ivers a l e s d e l l e n g u aj e .
E l cometido de l a teoría general es e l de mostrar los p r i n c i p i os por l o s
que han d e reg i rse las g ramáti cas parti c u l ares , y e l l o se p u e d e l o g rar d e
tres formas d i fe rentes :
a) Por un procedimiento de descubrimiento, que proporc ione un me­
can i s m o que perm ita al l i n g ü i sta constru i r l a mejor g ramática de s u l en­
gua a parti r de u n corpus dado ( 1 0) .
b ) Por un procedimiento de decisión, q u e , dados u n corpus y u n a gra­
máti c a , perm ita d i l u c i d a r s i ésta es o no adecuad a .
c) Por u n procedimiento d e evaluación d e las gramáticas, q u e , ante
dos ( o más) g ramáticas y u n corpus , pueda manifestar cuál es la más
adecu ada.
Estas tres concepciones pueden representarse de l a manera s i g u i en­
te ( 1 1 ) :

Dato Corpus
1 Teoría
1 Respuesta : g ramáti ca �

G ramáti ca � Respuesta : la g ramática es


Teoría -
Dato
Corpus o no es adecuada

G ramáti ca �
Respuesta : la mejor
Dato G ramáti ca 2 � Teoría
g ramática es ...
Corpus

( 1 0) V i d. Chomsky ( 1 957) , Syntactic Structures, The Hagu e : Mouto n .


(1 1) Los esquemas están tomados -con l igeras modificaciones- d e Chomsky, 1 957.
El método generativo en la didáctica de la lengua 41

Estas tres maneras de conceb i r la teoría general no presentan el m i s­


m o g rado de exi genci a . La p r i mera res u l ta ser la más exi g e nte : p i d e a la
teoría que i n d i qu e la fo rma que ha d e p resentar la g ramática d e cada l en­
g u a . Tal tipo d e pregu nta no puede o btener fác i l s o l u c i ó n , no sólo e n l i n­
g ü ísti ca, s i no en l a mayor parte de l as c i e n c i as . Como observa Chomsky,
« parece d u doso que este o bj etivo pueda ser a l canzado d e u n modo i ntere­
sante , y temo que toda tentativa de este orden no conduce más que a un
l a b e r i nto de proced i m i entos ana l íti cos cada vez más com p l ejos y refi nados ,
q u e dejarán s i n sol ucionar muchos problemas concern i entes a l a natu rale-­
za de l a estructura l i n g ü ísti ca » ( 1 2 ) .
La segunda concepc i ó n n o e s más adecuada que l a p r i m era , por l o que
toda una parte de l a i nvesti gación l i n g ü ística está dedi cada a l a compara­
c i ó n de las d i ferentes g ra m áti cas pos i b l es para una m i s m a l eng u a : « C reo
-d ice Choms ky- que l i m itándonos al fi n más modesto ( l a e l aborac i ó n
d e u n proced i m i ento d e eva l u a c i ó n de las g ramáticas ) . podemos concen­
trar n u estra ate n c i ó n m ás c l aramente sobre los prob lemas fundamenta l es
de l a estructura l i ng ü ísti ca, y q u e podemos desem bocar en s o l uciones más
satisfactorias " ( 1 3 ) .
E n resumen , podemos afi rmar que n o exi ste u n proced i m i ento a priori
de descu b r i m i ento d e l a g ramática de u n a l e n g u a . Poco i m porta saber có­
mo el l i ngü i sta l l ega a e l aborarl a ; lo p r i n c i p a l es determ i n ar si es cohe­
rente y adecuad a .

1 .4 . G RAMAT I CALI DAD E I NTERP R ETAB I LI DAD

El l i ng ü i sta , dado que debe form u l a r una teoría de l a i nfi n i dad d e ora­
c i ones g ramati cales pos i b l e s y q u e no posee n i ngún proced i m i ento para
descu b r i r l a g ramática adecuada a s u l e n g u a , ha de ape l ar constantemen­
te a s u i ntu i c i ó n , sobre tod o para d eterm i n ar p r i m e ramente s i las orac i o­
nes prod u c i das por l a g ramática q u e ha e l aborado son g ramati cales .
De todos los conceptos i ntro d u c i dos por Chomsky es , q u i z á , e l de l a
gramaticalidad e l q u e m á s s e ha d i scuti do y e l que mayor n ú m e ro de mal­
ente n d i dos ha suscitado ( 1 4) . En l íneas genera l e s , para conseg u i r u n a vi­
sión más c l ara d e l o q u e es l a gramatica/idad, es preciso oponerl a a l a
interpretabilidad partiendo d e u n a s e r i e de casos concretos . Fijémonos
en los s i g u i entes ej e m p l os :

a) u Yo estu d i o los sábados en l a b i b l ioteca » .

( 1 2)N ique, op. cit., pág . 28.


( 1 3)Chomsky , 1 975, citado por N iq ue, pág . 29 .
( 1 4)Cfr. Jakobson ( 1 959) , « Boas ' view of grammatical mean i ng • , American anthro­
pologist, LXI , pág s . 1 39-1 45, traducido al francés ( 1 963 ) , Essais de linguistique générale,
París , Eds. d e M in u it, pág s . 204-206 ; B o l i n g e r ( 1 960) , • Linguistic science and l ingu istic
engineeri ng • , Word, XVI , pág s . 3 74-39 1 .
42 Luis Alberto Hernando Cuadrado

b) · El cuad ro d e l p i ntor que es c u ñ a d o d e l novio de l a prima d e l . nov i o


d e l a hermana d e t u a m i g o q u e trabaja en e l hote l está m u y b i en » .
c) • J uan M ad r i d v i aj a mañana » .
d) « M onte corre c o n J uan ad i ós l a canta río • .

Constituyen cuatro ti pos d e oraci o n es q u e , e n térm i nos teóricos , pode­


mos c l a s i ficar de l a s i g u i ente man era :

a) g ramati cal e i nterpreta b l e ,


b) g ramati cal e i n i nterpretab l e ,
c) agramati cal e i nterpretabl e ,
d) agramatical e i n i nterpreta b l e .

Ahora y a podremos concretar c o n m ayo r prec i s i ó n en q u é consi sten es­


tos térm i nos . Por gramatica/idad entendemos la propiedad que tienen c i er­
tas o rac i o n es de estar b i en constru i d as s i ntácti camente . De esta form a ,
s i e m pre q u e s i gan l as reg l as d e l a g ramática h a n de produ c i rse o rac iones
g ramati cales ; y como una g ramáti ca , a s u vez , es l a descri pción de l a com­
pete n c i a , la g ramatica l i dad s e conv i e rte , en defi n itiva, en una caracte rís­
tica d e ésta . Tod o habl ante q u e , por defi n i c i ó n , posee la g ramática d e s u
l en g u a , puede rea l izar j u i c i os d e g ramatica l i d ad sobre l o s enunciados e m i ­
tidos . Puede d ec i r s i u n a orac i ó n formada con pal abras d e su lengua está
b i e n constru i d a , con re lación a l as reg l as d e la g ramática que tiene en co­
mún con todos los h a b l antes de esta l e n g u a ; ta l aptitu d , como se ha i n d i ­
cad o , pertenece a l a com pete n c i a d e éstos , no depende de l a cu ltura n i
d e l g rupo soc i a l d e l l ocutor. L a g ramatica l i dad n o s e basa e n e l e m p l eo d e
u n a palabra o d e u n a construcci ó n , s i no en u n j u i c i o , e l c u a l emana d e u n
s i stema d e reg las i ntariori zadas en e l transcurso d e l apre n d izaje d e l a l en­
g u a . As í , los j u i c i os d e g ramati ca l i dad son los que perm i ten establ ecer l as
reg l as de u n a g ramáti ca , y l as ag ramati cal i dades observadas perm iten de­
fi n i r l as restr i cc i o nes q u e se ejercen sobre l as reg l as genera l e s .
En este senti d o , l a teoría d e l a com petencia aparece u n poco como
normativa . Pero no l o res u lta d e l m i smo modo que l o eran l as g ramáticas
trad i c i o n a l e s , ya que toma e l l e n g uaje ta l como es , d i ferente según los
i n d i v i d uos , l as c l ases soc i a l e s , l as s ituac i ones , y trata sólo de dar cuenta
de s u func i o n a m i ento . S i n embargo, n o d i cta n i n guna reg l a del tipo « N o
hay q u e dec i r . . . s i no q u e hay q u e deci r » ( 1 5) . Constata l o que se d i ce , l o
q u e no s e d i ce , o q u e no s e d i c e y a ta l o cual o ración . L e basta i n d i car cuá­
l e s son l as orac i ones g ramati cales y cuáles l as agramati cales, para d a r
cue nta d e l as p r i m e ras y exc l u i r l as segundas .
La noción de interpretabilidad -u na orac i ó n es i nterpretab l e cuando e l
l ocutor nativo puede d a r l e u n senti d o , según l as reg l as sem ánticas d e l a
l e n g u a cons i d e rada- pertenece , por e l contrari o , a l a actuaci ó n . Depend e ,

( 1 5) N iqu e, op. cit., pág . 33.


El método generativo en la didáctica de la lengua 43

por tanto , no s ó l o de l a adecuación a l as reg l as g ramati cales (toda o raci ó n


n o g ramati cal es i n acepta b l e ) , s i no tam b i é n de l as reg l as i mpuestas por
e l contexto o por las propi edades ps i co l ó g i cas del s uj eto .
Para descu b r i r l a fa l ta d e i nterpretab i l i dad de una o rac i ó n son sufi c i en­
tes unas s i m p l es pruebas , pero lo re l ativo a l a g ramatica l i d ad , concepto
mucho más i m portante -y , por supuesto , más abstracto-, es tarea com­
p l i cada que concierne, como hemos v i sto , a l a competenc i a . Una orac i ó n
presentará u n g r a d o m áx i m o d e g ramat i ca l i dad s i está formada de acuer­
do con las reg las d e l s i stem a . Las o raci o n es anti g ramaticales se d i stinguén
sin g ran d i fi c u ltad en los casos extremos . Los pro b l emas com i enzan a l a
hora d e g raduar l as s ituac iones ant i g ramat i ca l es y se acentúan a l acer­
carse a los l ím ites de l a g ramatica l i dad , en los que s u e l e n produ c i rse ca­
sos de d u d a . La g ramatica l i d ad y su graduación son pro b l e mas debatidos
y, en rea l i d a d , n o res u e l tos ( 1 7) .

1 .5 . LA N O C I O N DE G RAMAT I CA G E N E R ATIVA

De acuerdo con l o expuesto anteriorm e nte , se puede consi derar l a


g ramática como u n a teoría q u e da cuenta d e l as o raciones gramati cales ,
y s ó l o d e l as g ra mati cales . « U na g ramática -d i ce N i que- es un modelo
d e l a competen c i a , es dec i r , que debe hacer exp l íc i ta l a g ramáti ca i m p l íc i ta
q u e poseen l os suj etos habl antes » ( 1 8) . La g ramática, de algún modo , es
una máqu i n a , que se podría presenta r , bajo l a forma de u n esquema, con
una entrada ( o i m put) . a la que se d arían i n strucc iones , con d iversas eta­
pas para la constitu c i ó n de o raciones , y con una sa l i d a (o output) que d a­
ría las o rac i o n es rea l i zadas a part i r de las i nstrucc i ones y de l as d iversas
etapas supu estas precedentemente . En s íntes i s , toda g ramática generativa
presenta la forma s i g u i ente :

l m put Output (oracio­


( i nstrucci ones) Constitu c i ó n nes rea l i zadas)
de
orac i ones

E l esquema m uestra en qué sentido la g ramática ha pod ido ser cal ifi­
cada de generativa: perm ite generar a l conju nto i nf i n ito de l as o rac iones
d e l a lengua. La g ramática es una teoría d e l a estructu ra -y del fu nciona­
m i ento- d e l cód i g o l i n g ü ístico , y no d a cuenta del mecan i s m o fís i co-psi­
co l ó g i co q u e permite hablar y comprender; es solamente l a exp l i citaci ó n

( 1 7) Cfr. Chomsky ( 1 96 1 ) , · Sorne methodological remarks on generative g ramma r • ,


XVI I , p á g s . 36-45 ; y ( 1 964 ) , • Preface t o P a u l Robert's ·Eng l i sh Syntax• , A Programmed
Introduction to Transformational Grammar, N u eva York, pág s . 1 - 1 5 .
( 1 8) N i q u e , op. cit., p á g . 33.
44 Luis Alberto Hernando Cuadrado

d e l s i stema de reg l as q u e s u byace a la compete n c i a , la cual es común a l


h a b l ante y a l oyente . S e d i st i n g u e d e l as restantes g ramáti cas no s ó l o por
e l pu nto d e vi sta e l e g i d o , s i no sobre tod o por e l fin que se ha i m pu esto .
M i entras l as g ramáti cas trad i c ionales y estructu ra l es e ran mod e l os taxo­
nóm i cos de la l e n g u a , ésta pretende ser un m o d e l o exp l i cativo . Asp i ra no
sólo a fo rmar u n i nventario d e l os e l e mentos l i n g ü ísti cos , s i no tam b i é n a
exp l i car su fu n c i o n a m i ento , l a reg u l aridad de cada l e n g u a , los u n iversales
d e l l e nguaj e , y a dar cue nta del fenómeno d e l a creativi d ad . En este sen­
t i d o , l as g ramáti cas taxonóm i cas son a l a vez anteri ores y necesarias para
la g ramática generativa : l as p r i meras descri ben los hechos l i ng ü ísti cos
que la segunda exp l i c a .
De l a m i s m a manera que existen d i ferentes g ramáti cas taxonóm icas ,
s e pueden conce b i r a s i m i s m o d i ferentes g ramáti cas generativas . E l mo­
d e l o d e los estados f i n itos que prese nta Chomsky en Estructuras sintác­
ticas sería u n a de e l l a s , pero exi g i ría una formu l a c i ó n com p l ej a para ser
i nteresante . Otros estu d i os más rec i e ntes (la semántica generativa , por
ej e m p l o ) presentan una a lternativa seria a las i nvest i g ac i ones d e este l i n­
g ü i sta , pero aún no están estu d i adas con l a sufici ente profu n d i dad como
para ser aceptadas como ta l e s .
E n l as pág i n as q u e s i guen expond remos las l íneas genera l es de u n a
g ramática generativa -la g ramática generativa transformacional- ema­
nada de los trabajos d e Chomsky, en primer l ugar, y presentare mos a con­
tinuación los desarro l los reci entes que pro l ongan esta teo ría , o que se
oponen a e l l a .

2. LA GRAMA TICA C/ENTIFICA

« Los métodos de la g ramática trad i c i o n a l , al ser i n adecua­


dos , p l a ntean e l p rob l e m a de ree m p l azarlos . En efecto , los i n­
tentos de arreg l o no han contri b u i d o en absol uto a mejorar es­
tos m étodos . A menudo , al contrari o , han puesto e l acento so­
bre d i fi c u ltades s u p l ementarias » .
( M au r i ce G ross)

2.1 . LOS TRES N IVELES DEL ANALI SIS G RAMATICAL

Ya hemos i n d i cado que l a g ramática debe ser u n a teoría d e l as oraci o­


nes g ramati cal es y q u e debe excl u i r las agramati ca l e s . Pero , ¿ q u é enten­
demos por oración ? En una pri mera etapa l a defi n i remos con N i que como
« U na u n i d ad autónoma del d i scu rso , formada por e l e m entos reu n i dos s e­
g ú n c i e rtos pri n c i p i os , real izada materi a l mente por c i e rta cadena de soni­
dos , y q u e representa c i e rto s i g n i fi cado » (20) . D e esta defi n i c i ó n se des-

(20) N iq u e , op. cit., pág . 46.


El método generativo en la didáctica de la lengua 45

prende q u e la descripción g ramatical se rea l i za en tres n ive l es d i sti ntos


y com p l ementarios :
a) Nivel sintáctico, q u e es e l estu d i o formal de las re l ac i ones q u e se
dan entre las d i fe rentes partes d e l as o rac iones . Chomsky defi ne l a s i nta­
x i s -d e u n a m a n e ra muy gen eral- como « e l estu d i o de los p r i n c i p i os y
p rocesos , en v i rtud de l os cua l es se con struyen oraciones en las l e n g u as
parti c u l ares » ( 2 1 ) .
b ) Nivel fonológico, q u e consi ste e n e l estu d i o d e las re l ac i ones fun­
c i onales y d e l as combi naciones que exi sten entre los soni dos d e l as ora­
c i ones de u n a l e n g u a parti c u l ar . La fo nética, por su pa rte , debe determ i n ar
los soni dos q u e son pron u n c i a b l es y caracterizarl o s , y se h a l l a muy próxi ­
ma a l a fís i ca y a l a f i s i o l ogía. P o r e l contra r i o , l a fonología -reca l camos­
se i nteresa por l as com b i naciones de son i dos en la lengua sobre la q u e s e
trabaj a .
c) Nivel s emántico, cuyo cometi do es e l estu d i o del s i g n ificado d e
las orac i o n e s , en ínt i m a conexión c o n l a s i ntaxis .

Vo lviendo a l a d i st i n c i ó n entre teoría general y g ramáticas parti c u l ares ,


podemos afi rmar q u e s i estas ú l t i mas constan de tres n i ve l e s , y s i l a teo­
ría general estu d i a los u n i vers a l es del l enguaj e , neces itamos d i sti n g u i r
tam b i é n , en l a teo ría genera l , tres n ive l es : l a sintaxis universa/, l a fonética
universa/ y la semántica universal. La noción de fo nética u n iversal está
b i e n estab l e c i d a en los l i n g ü i stas , y n u m e rosos trabajos -entre e l l os , l os
de J a kobson , H a l l e y Chomsky- han i ntentado aportar una contr i b u c i ó n
i nteresante a l estu d i o de esta c i e n c i a . La s i ntaxis u n iversal , noción menos
fam i l i a r aunque i m portante , debe dar cuenta as i m i smo de c i e rtos u n ive rsa­
l es d e l l e n g u aj e . E l aspecto más d i fíc i l d e resolver es el de la semánti ca
u n iversa l , ya q u e no se encu entra ni un trabajo que haya pu esto al d ía aún
l eyes sem ánticas q u e sean vá l i das para todas las l e nguas , s a l vo en a l g u nos
do m i n ios muy part i c u l ares . « Los escasos estu d i os semánticos serios exis­
tentes hasta hoy s e han hecho todos sobre do m i n i os o campos semánti cos
privi l e g i ados q u e se prestan ya a u n a descri pción en los té r m i nos d e u n a
teoría genera l , i n dependi ente d e l as l enguas parti cul ares " , d i ce R uwet (22) .
Tal es e l caso de l as i nvesti gaciones de Sap i r sobre los cuantifi cadores
(23) , d e Benve n i ste sobre las personas (24) . o de estu d i os más reci e ntes
d e an á l i s i s compon e n c i a l sobre el pare ntesco , los colores , l as enfermeda-

( 2 1 ) Chomsky, 1 957, edición española ( 1 975) , S i g l o XXI , pág . 26.


(22) N . Ruwet ( 1 978 ) . Introducción a la gramática generativa, M a d ri d , Gredas, pági·
nas 35-3 6 .
( 2 3 ) E . Sapir ( 1 930) . « Tota l i ty , Linguistic Soci ety of Ameri ca • , en Language Mono­
graphs, n ú m . 6, y ( 1 944) , « G rad i n g : a study in s emantics • , en Philosophy of Science, X I ,
pág i nas 93-1 1 6 .
(24) E. Benveni ste ( 1 966) , Problemes de linguistique générale, París , Gal l i mard , 5 .ª
parte .
46 Luis Alberto Hernando Cuadrado

des , etc . (25) . Por tanto , admiti mos dos cosas con Chomsky (26) . En p r i m e r
l ugar, l a estructu ra d e u n a orac i ó n cua l q u i era, e n u n a l e n g u a , d e b e poder
descri b i rs e , por u n a parte , en térm i nos d e u n a teoría fonética un iversa l ,
q u e representará , e n defi n itiva , s u aspecto sonoro , y, por otra , en los tér­
m i nos d e una teoría s e m ántica u n iversa l , que representará s u senti d o . Pe­
ro , por otro l ad o , esta teoría semántica u n iversal no exi ste todavía prácti­
cam ente ( o más b i e n , n o existen aún más que fragmentos apl i ca b l es a
a l g u nos sectores semánticos muy privi l eg i ados) y, por otro , es evi d e nte
que la correspondencia entre estas dos representac i o n es , fonéti ca y se­
mántica, res u lta muy compl i cada e i n d i recta ; para descri b i r l a correcta­
mente será prec iso recurri r a un aparato teó r i co más fi rme y más e l abo ra­
do de lo que son los modelos ese n c i a l mente c l as i f i catorios forjados por
los estructura l i stas .

Estas con s i d e rac i o nes exp l i can , en parte , la i m portancia central de l a


s i ntax i s e n l a g ramática generativa y de q u e sea obj eto d e u n estu d i o pu­
ram ente form a l (27) . Resu lta i m pos i b l e descri b i r i n med i atamente las ora­
c i ones de u n a l e n g u a en térm i nos semánti cos u n ivers a l e s , pero desde ha­
ce a l g ú n tiempo conocemos ya un g ran nú m ero de con d i c i ones form a l e s
q u e d e b e cumpl i r u n a orac i ó n p a r a ser suscepti b l e de rec i b i r una i nterpre­
tac i ó n semántica. Por eso , una g ramática (generativa) debe asociar a cada
o rac i ó n de una l e n g u a una descripción estructural, que cons i ste en u n con­
ju nto de re l ac i ones abstractas que desempeñan u n papel med i ador entre
la representac i ó n fon ética y la representac i ó n sem ántica de esta orac i ó n
(quedando todavía , en g ran pa rte , i n determ i n ada esta ú ltima) . L a s i ntax i s
es l a q u e s u m i n i stra l o esen c i a l de l a descr i p c i ó n estru ctu ral , de t a l ma­
n e ra que determ i n a d e fo rma u n ívoca, por u n a parte , l a descri pción foné­
tica y , por otra , la descri pción semántica de l as orac i o n es . Con esta pe rs­
pectiva , la g ramática de u n a l e ng u a abarca , pues , tres partes : un compo­
nente centra l , l a s i ntax i s , que asoc i a a cada orac i ó n de l a l engua -conce­
b i d a como u n a cadena de e l ementos s i ntácti cos míni mos esl abonados ( l o s
morfemas)- u n a descri pción estru ctu ral , s i endo ésta una espec i e d e ob­
j eto abstracto , i ntermed i o entre e l son i do y e l senti d o ; i n m ed i atamente
tenemos dos componentes interpretativos, que traducen este objeto abs­
tracto en fo rma más concreta : la fon o l o g ía , que l o traduce en una secuen­
cia de señales sonoras ; y l a semánti ca, que da u n a i nterp retación -va l g a

(25) Cfr. H . C . Conkl i n ( 1 962) . • Lexicograph ical treatment o f fol k taxono m i es • , e n


International Journal o f American linguistics, XXVI I I , 2 , parte I V , págs . 1 1 9- 1 4 1 .
(26) Ghomsky ( 1 964) , Current lssues in Linguistic Theory, La H aya, M outo n ; y ( 1 966 ) ,
Cu rrent Trends i n Linguistics , vo l . 1 1 , L a Haya, M outo n .
( 2 7 ) Se l l ama formal a l a descri pción d e una l e n g u a , s i describe las relaciones entre
los símbolos perteneci entes a esta lengua, pres c i n d i endo d e su i nterpretaci ó n . Sobre esta
noción, vid., especialmente Carnap ( 1 939 ) . · Foundations of Log i c and mathematics • , en
lnternational Encyclopedia of Unified Science, 1, pág s . 1 43-1 71 ( recogido en Fodor, J. A. y
J . J . Katz, eds. ( 1 964 ) . The Structure of Language. Readings in the Philosophy of Language,
Englewood Cl i ffs , N ew J e rsey ; Prentice-H a l l .
El método generativo en la didáctica de la lengua 47

l a red undanc i a- sem ánti ca. La s i ntax i s , con s i d e rada como estu d i o pu ra­
m ente form a l , constitu i rá el obj eto pri n c i pa l de n u estro enfoq u e .

2.2. EL M O D ELO FO R MAL

2 .2 . 1 . El método distribucional

Según Harri s , la descr i p c i ó n de l as l enguas ap l i cando los m i smos mé­


todos tiene l a ventaj a de m ostrar que l as d ifere n c i as son i n herentes a l as
estructu ras de aqu é l l as y n o de método. A l g u n as consecuencias de l a ap l i­
cación de métodos exp l íc i tos serán l a contr i b u c i ó n a l desenvolvi m i ento de
l a tipo l og ía l i n g ü ística, así como de los estu d i os h i stó ri cos y d i a l ectua­
l es (28) .
Las reg u l a ri dades de u n a lengua rel evantes para descri b i r su estru ctu·
ra pueden hal l arse al exam i nar l as re l ac i ones d i stri b u c i o n a l es de los ras·
gas d e l hab l a . Por tanto , el método fundam enta l es la distribución ( = « l i­
bertad de ocurrencia de porc i ones de una e m i s i ó n en re l ac i ó n con cada
una de l as otras » ) ( 29 ) . Los restantes métodos propu estos son parti c u l a­
res , es dec i r , proced i m i entos por los cuales se ap l i ca e l anál i s i s d i stribu­
cional a c i e rtos dato s .
L a n o c i ó n de distribución, a u n q u e i ndudab l e m ente tenga apl i caciones
pos i b l es en otros n i ve l es , s e e m p l ea sobre todo en e l an á l i s i s del n ivel
s i ntáctico . E l que una g ramática h i c i era l a l i sta de todas las combinacio­
nes de pal abras que se pueden dar dentro de su l engua res u ltaría vano e
i m p os i b l e , dada l a i nfi n i dad de oraciones que una g ramática puede gene­
rar; por e l l o , se apl i ca el m étodo de la d i stri b u c i ó n de l as pal abras y se
c l a s i f i can por g rupos : esto ya se había efectuado en la g ramática trad i c i o·
nal , pero a m b i g u a m ente y m ezc l ando n ive l e s .
Para proceder a una d i stri bución de los e l e m entos de l a oraci ó n en e l
n ivel s i ntáctico , podemos part i r de l o s s i g u i entes ejem p l o s :

1) a EI pájaro vu e l a » .
2) « El pájaro canta » .
3) " La paloma come tri go » .
4) « El gorrión canta por l a mañana » .
5) « El l o ro m i ra a l n i ño » .

Ahora nos encontramos e n cond i c i ones d e estab l ecer u n a serie d e con­


j u ntos , por u n l ad o , y una s e r i e de combi naciones pos i b l es de los e l emen·
tos de esos conju ntos , por otro :

(28) z. S. H a rris ( 1 95 1 ) , Methods in Structural Linguistics, C h i cago, The University


of Chicago Press .
(29) Harri s , op. cit., párr. 2 . 1 .
48 Luis Alberto Hernando Cuadrado

pájaro, N:
paloma, Conju nto de palabras que ti enen la m i sma d i stri b u c i ó n que
etc. pájaro. Son « nom bres » (símbo l o : N) .

Art:
el, un,
la, etc. Conju nto de palabras que tienen la m i s m a d i stri bución que
el. Son « a rtícu los » (símbo l o : Art) .

canta, V
come, Conju nto d e p a l a b ras que tienen l a m i s m a d i str i bu c i ó n que
etc. canta. Son « verbos » (símbo l o : V) .

Prep:
a, por,
etc. Conj u nto de p a l a b ras que tienen la m i s m a d i stri b u c i ó n que
a. Son « p repos i c iones » (símbo l o : Prep) .

H emos a ñ a d i d o etc. a cada conj u nto para i n d i car que los e l e m entos
conte n i dos en ta l es conj u ntos no son los ún i cos . E l l o nos perm ite i ntrodu­
cir l as orac i ones de n uestro corpus bajo l a forma de cadenas d e catego­
rías , y así dar cuenta del an á l i s i s d i stri bucional de u n mayor n ú m ero de
o rac i o n es que l as que ten íamos de parti d a :

1) Art + N + V (orac i o n es 1 y 2) .
2) Art + N + V + N (oraci ó n 3) .
3) Art + N + V + P r e p + Art + N (orac iones 4 y 5) .

En esta agrupac i ó n , como se puede observar , se presci nde de los pro­


b l emas d e la concord a n c i a y del senti d o . M e d i ante ta l p roced i m i ento s e
l o g ra u n g rado de genera l i zac i ó n i m portante y u n método que puede per­
m iti rnos d i scern i r mejor entre l as noci ones de nombre, verbo, artículo, etc .
(30 ) . De este modo, nos acercamos a l a descripción d e u n a de las reg u l a­
r i d ades d e l a l engua que mencion ábamos más arri ba. Con todo , es prec i s o
s e ñ a l a r que esta i l u stra c i ó n está hecha a parti r de u n conj u nto l i m itado
d e hechos , y que u n estu d i o más vasto nos conduci ría a con c l u s i ones más
serias .

2 .2 . 2 . Paradigmática y sintagmática

El modo en q u e hemos presentado el método d i stri bucional res u l ta c i e r-

(30) N i q u e , op. cit., pág . 52 .


El método generativo en la didáctica de la lengua 49

tamente m uy esquemáti co, por lo que sería oportuno preci sar ahora lo que
s e entiende por paradigmática y sintagmática.
La conmutación y com b i nación son los dos pri n c i p ios que rigen el aná­
l i s i s d i stri buciona l ; los hemos uti l izado s i n d efi n i rlos cuando hemos bus­
cado l a d i stri b u c i ó n d e la pal abra pájaro en n u estro corpus de parti d a , y
después l as d i ferentes categorías , nombre, verbo, etc . S i hemos ag rupado
pájaro y paloma en el m i smo conj u nto , es porq u e pueden conmutars e , es
d e c i r , ocupar el m i smo l u g a r , entran en l as m i s m as com b i naci ones ( d e l an­
te de u n verbo , u n i das a un artícu l o , etc . ) . De este modo :

Art +
l pájaro
paloma
¡ + V + Art + N
etc .

¡ páj a ro J
Art + N + V + Art + paloma �
etc . 1

Ya consi deramos l a s i ntaxis como un estu d i o puramente fo rma l , y que


pájaro y paloma fu ncionan d e l m i smo modo , por l o que podemos cons i de­
rar estos térm i nos , en c i e rto senti d o , como equ ival entes : deci mos que son
paradigmas y que pueden conm utars e .
P o r otro l a d o , l as pal ab ras y g rupos d e palabras se combi nan entre s í
l i n eal mente para forma r orac i ones , en u n ej e horizontal l l amado eje sin­
tagmático, en opos i c i ó n al ej e vertical q u e fo rman los parad i g mas y que
l l eva e l n o m b re d e eje paradigmático. E l eje s i ntag m ático es e l de l a coe­
x i sten c i a de los e l e me ntos l i n g ü ísti cos , y el eje parad i g m ático es el ej e
d e l as equiva l e n c i as (y por tanto de l as exc l u s i ones) ( 3 1 ) . Ej empl o :

eje s i ntag mático

o E l gorrión vu e l a
(..)
:¡::::; pájaro
'C\l
E l o ro
Cl
"'C paloma
(\l
,_
(\l etc .
a.
<ll
"(i)
i

Apurando m u c h o , puede l l egarse a esta b l ecer c l ases parad i g m áti cas


para todos los e l ementos l i ng ü ísti cos . En rea l i dad , esta manera de consi-

(31 ) N ique, ibid., pág . 53 .


50 Luis Alberto Hernando Cuadrado

derar l o s hechos s i ntácti cos ha perm itido progresar mucho en l a descrip­


c i ó n d e las lenguas , y s e uti l iza -como más adel ante veremos-, baj o
a pa r i e n c i as l i geramente d i ferentes , en los trabajos d e los generativista s .
L a s n o c i o n e s de e j e parad i g m ático y s i ntag m ático están u n p o c o dejadas
de l a d o , pero el p r i n c i p i o s i g u e s i endo vá l i d o : los e l e mentos se agrupan
en c l ases (parad i g máticas ) . y cada uno de los e l ementos de estas c l ases
s e com b i n a con los otros para formar l a orac i ó n .

2 .3 . EL M O D E LO S I NTA G M AT I CO

2 .3 . 1 . El análisis en constituyentes inmediatos

El aná l i s i s en constituyentes i n m e d i atos , esquematizado en el Language


de B l oo m fi e l d , ha s i do e l a bo rado en l os ú lti mos cua renta años por d i versos
l i n g ü i stas americanos (33) . La o r i g i n a l i dad de este aná l i s i s cons i ste , ante
tod o , en haber s i stem atizado las fo rm u l aci ones trad i c i o n a l es . La estructu­
ra de cada orac i ó n , por com p l ej a que sea , se encuentra a l l í representada
baj o la forma de una construcción jerárqu i ca de e l e m e ntos i n c rustados
unos en otro s , en forma de una espec i e d e p i rá m i d e ; la desco m pos i c i ó n
d e l a o rac ión es l l evada hasta los ú lti mos e l ementos , los morfemas ( m ien­
tras que los anál i s i s s i ntácticos trad i c i o n a l es se d etenían en las pal abras
y la descompos i c i ó n d e las pal abras en morfemas adoptaba otras formas
y se trataba en una rama especi al , la morfología) .
Los proced i m i entos uti l izados se red u cen s i empre, e n conj u nto a una
combi nación de operac iones d e segmentac ión y de sustitución ; dado un
enunciado, s e l e divide, en u n pu nto dado , y, a los segmentos así obteni­
dos , s e i ntenta sustitu i rlos por otros , para ver s i los n u evos enunciados
son g ramati cales . F i n a l mente , s e e l i g en l as divi s i ones q u e perm itan una
separac i ó n en segmentos « i ndepend i e ntes al máxi m o » ( 34) .
Es pos i b l e representa r g ráficamente l a estructu ra de u n a orac i ó n cual­
q u i e r a , a parti r d e l momento en que se l a concibe en esta fo rma jerarq u i ­
z a d a y cualesq u i e ra que sean , p o r otra parte , las dec i s i o nes particul ares
que s e to men (ya d ivi damos , por ej emp l o , l a orac i ó n en dos constituyentes
o b i en en tres ) . Han s i d o propu estas varias representaciones gráfi cas (35) .

(33) Las form u l aciones teóricas más clásicas se encuentran en Wells ( 1 947) , « l m·
m e d i ate constituents • , en Language, XXI I I , pág s . 8 1 -1 1 7 : y en H a rri s , 1 95 1 , cap . XVI . En­
tre las a p l icaciones al estud i o de las l enguas concretas hay que señalar, sobre todo, e l
tratado d e Bl och sobre e l japonés ( 1 946) , u Stud i es i n colloquial Japanese : 1 1 , Syntax• , en
Language, XXI I , pág s . 200-248 ; y e l d e N i d a sobre el inglés ( 1 943) , A Synopsis of English
Syntax, Ann Arbor, m i meografiado, rei mpreso, 1 960, Norman , Oklahoma; así como dive r­
sas descripciones de lenguas ameri n d i a s , publ i cadas en el lntemational Journal of Ame­
rican Linguistics.
(34) W e l l s , op. cit., pág . 1 90 .
(35) Vid. B . G ru n i g ( 1 965) , « Les théories transtormationn e l l e s . Exposé critiq u e • , e n
L a linguistique, 2 , pág s . 1 -24.
El método generativo en la didáctica de la lengua 51

q u e p o n e n en evi d e n c i a l a estructu ra abstracta d e l e n u n c i ado y l as re l a­


c iones q u e d ef i n e entre los e l ementos .
U n aná l i s i s l i ne a l d aría l a secuenci a de morfemas s i g u i entes :

- (El + s i ng u l a r) (policía + s i n g u l ar) (pone + presente + 3 .ª perso­


na) ( una + s i ng u l ar) (multa + s i ng u l ar) .

Pero , s i se observa más de cerca este ej em p l o , nos damos cuenta d e


q u e ta l perspectiva nos i nforma de pocas cosas acerca d e l a o ración . E n
rea l idad , es m u cho más i nteresante con s i derar que esta está formada p o r
d i versos constituyentes y representarla por u n e s q u e m a que representa
u n a caj a , seg ú n Hockett, con varias entradas :

1 1
1
e el po l i cía pone una m u lta
d el po l i cía pone una m u lta
c el po l i cía pone una m u lta
h el po l i cía pone una m u lta
a el po l i cía pone una m u lta

Esta caja s e lee d e abajo arriba y, en cada caj a , se i ntroduce s ó l o u n a


nueva separac i ó n que m a rca u n a etapa d e l an á l i s i s . De esta manera :
- La l ínea a representa l a orac i ó n .
- La l ínea b m u estra los constituyentes i n m e d i atos d e l a o rac i ó n .
- L a l ínea c m u estra los constituyentes i n m ed i atos d e l s i ntag ma el
policía.
- Etcéte ra.

Los dos a ná l i s i s precedentes res u l tan por s í s o l os i nsufici entes , por


l o que debemos l l evar a cabo uno que conju nte l os dos anteri ores , que es­
quematizaríamos m e d i ante l a s i g u i ente caj a :

1 u n a l m u lta
1
1
s i ng u l a r el po l i cía 3 .ª pers . s i n g . pres . pon- sing.
h s i ng u l a r Art N 3 .ª pers . s i n g . pres . V sing. Art 1 N

\
g singular Art / N 3 .ª pers . s i n g . pres . V sing. GN
f s i ng u l a r Art N 3 .ª pers . s i n g . pres . V SN
e s i ng u l a r Art N 3 .ª pers . s i n g . pres . GV
d s i ng u l a r Art N sv
c s i ng u l a r GN sv
b SN sv
a o
52 Luis Alberto Hernando Cuadrada

Comentando l a caj a , hemos de dec i r que cada l ínea aporta u n a i n d i ca­


c i ó n n u eva (y s ó l o una) en re l a c i ó n con l as l íneas precedentes :

- La l ínea a representa l a orac i ó n .


- La l ínea b i nd i ca los constituyentes i n med i atos de l a oraci ó n ( S N
y SV) .
- La l ínea c i nd ica los constituyentes i n med i atos del SN ( s i n g u l a r
y GN).
L a l ínea d i n d i ca l o s constituye ntes i n med i atos d e l G N (Art y N ) .
L a l ínea e i n d ica l o s constituyentes i n m e d i atos d e l SV ( 3 .ª pers .
s i n g . pres . y GV) .
La l ínea f i n d i ca los constituyentes i n m e d i atos d e l GV (V y S N ) .
L a l ínea g i n d i ca l os constituyentes i n m e d i atos
' d e l S N soste n i d o
en e l S V ( s i n g u l a r y G N ) .
La l ínea h i nd i ca l os constituyentes i n m e d i atos d e l G N (Art y N ) .
L a l ínea i representa l a secuenci a de l o s morfemas ve rdaderos por
l os c u a l es está fo rmada l a orac i ó n .

E l conju nto de l a caj a representa l a verdadera estructu ra de l a oraci ó n .


S i n embarg o , esta fo rma d e presentar l a caja no e s l a ú n i ca pos i b l e , y a que
hay otras que son tota l m ente equival entes ; pero esto s ó l o constituye u n
p ro b l e m a de presentac i ó n , cuya i m portancia está red u c i d a en cu anto s e
p i ensa que t a l m o d o de v e r no es sufici ente para desembocar en u n a g ra­
m át i ca generativa .

2 .3 . 2 . L a gramática sintagmática como modelo generativo

Este an á l i s i s que hemos con s i d e rado, desarro l l ado por constituyentes


i n m e d i atos , no es más que u n a extensión -y un mejora m i e nto- del que
cons i d e ra l a orac i ó n desde e l pu nto de vi sta del eje s i ntag máti co. Por eso,
co m b i n á n d o l o con u n m o d e l o d e g ramática formal , Chomsky l e ha dado e l
nom bre de gramática sintagmática, que puede l l egar a ser u n modelo, e s
dec i r , u n meca n i s m o que perm ite generar oraci ones .
Para l o g rar este cometi d o , l a g ramática debe poseer u n conju nto d e
i n strucc i o n e s , que s e presentan bajo l a forma de reg l as que permiten res­
cri b i r un símbo l o en una secu e n c i a de s ímbo los . Por tanto , si qu eremos
generar una O (y s i , por s u p u esto , deseamos asignarle una descri pción
estru ctu ral correcta) deberemos sentar -a l menos provi s i on a l m e nte- la
s e r i e d e reg l as d e res critu ra s i g u i e ntes :

(1) O -7 S N + SV
(2) S N -7 N o + G N
(3) G N -7 A r t + N
El método generativo en la didáctica de la lengua 53

(4) SV --7 Tps + GV


(5) GV--7 V + SN

(6) N o --7 � �:�� t


(7) Tps --7 3 .ª pers . s i n g . presente . . .

Ap l i cando s u ces ivamente estas d i ferentes reg l a s , podemos obtener l o


que se l la m a u n a derivación, que, en n uestro cas o , presentaría l a forma
s i gu i ente :

A) O --7 S N + SV
B) O --7 No + GN + SV
C) O --7 No + Art + N + SV
D) O --7 N o + Art + T p s + G V
E) O --7 N o + Art + N + T p s + V + S N
F) O --7 N o + Art + N + Tps + V + N o + GN
G) O --7 N o + Art + N + Tps + V + No + Art + N
H) O --7 S i n g + Art + N + Tps + V + N o + Art + N
1) O --7 S i n g + Art + N + 3 .ª pers s i n g presente + V + N o + Art + N
J) O --7 S i n g + Art + N + 3 .ª pers s i n g presente + V + s i ng + Art + N
K) O --7 S i n g + el + N + 3 .ª pers s i n g presente + V + s i ng + Art + N
L) O --7 S i n g + el + policía + 3 .ª pers s i ng p rese nte + V + s i n g +
+ Art + N
M) O --7 S i n g + e l + policía + 3 .ª pers s i ng presente + pon- + s i n g +
+ Art + N
N) O --7 S i n g + el + policía + 3 .ª pers s i ng presente + pon- + s i n g +
+ una + N
O) O --7 Sing + el + policía + 3 .ª pers s i ng presente + pon- + s i ng +
+ una + multa.

Cada l ínea de la derivac i ó n rem ite a la ap l i cación de u n a nueva reg l a de


rescritura (o de otra nueva reg l a l éxica) y se denom i n a secuencia o cadena;
l a ú lti m a l ínea es l a secuencia terminal o cadena terminal.
Pero la deriva c i ó n es muy com p l i cada para manej a r l a , por lo que Choms­
ky ha propu esto s u sustitu c i ó n por una representación g ráfi c a de l a estruc­
tu ra de l a orac i ó n , que l l eva e l nom b re d e indicador sintagmático (o más
comúnmente árbol), y se representa bajo la forma d e u n d i ag rama que se
l e e de arriba abajo d e l modo s i g u i e nte :
54 Luis Alberto Hernando Cuadrado

Sing po l i e! a �· pera
!íing pre s

La d efi n i ción de a l g u nos térm i nos i m portantes rel ativos a l i n d i cador


s i ntag m áti co es l a que a conti nuación estab l ecemos :

El pu nto de partida d e l árbol es el s ím bo l o categor i a l O. Se l e l l am a


a l g u n a v e z s u raíz.
Cada símbo l o categorial se encuentra s ituado en un nudo d e l árbo l ,
porque d a nac i m i e nto a u n c i e rto número d e ramas.
- Las ramas que parten d e un nudo acaban en los constituyentes i n­
m e d i atamente de este n u d o . Así e l nudo O está constitu ido por S N
y SV , S N d e N o y G N . . .
- La ú lt i m a l ínea d e l árbol representa l a secu e n c i a term i na l de l a de­
rivac ión y tam b i é n h ay que ap l i carle l as reg l as morfo l ó g i cas s e ñ a l a­
das arri ba.

Por ú lt i m o , existe otro modo d e representar l a estructu ra de l a oración


cons i stente en uti l i zar paréntes i s eti quetados para encuadrar cada consti­
tuyente . La parentizac i ó n equ iva l e exactamente a l árbo l : posee l as m i smas
c ua l i dades y los m i smos d efecto s . Además , es muy d ifíc i l l eer, por l o q u e
n o s e e m p l e a con m u c h a frecu e n c i a . L a orac ión estaría representada a s í :

)\ )l _))
(No (!rt + N) \ �ps (v (No (Art ... N )
SN� GN )
GN SN S '\\_ GV \ SN \ GN GN SN GV SV

Todos estos métodos de aná l i s i s soste n i dos por unas reg l as de rescri­
tu ra deben ser com p l em e ntados por reg las l éxi cas más deta l l adas , d e for­
m a q u e , por ej e m p l o , O -7 S N + SV pueda ser sustitu i d o medi ante d i chas
reg las por u n conte n i d o s e mánti co : O -7 « E l n i ño corre » .
Para i l u strar esta teoría , veamos e l desarro l l o pos i b l e e n e l SV : s e dan
e n caste l l ano u n a serie d e frases que escapan a l a s reg l as d e rescritu ra
h asta ahora conte m p l adas d e ntro d e l SV, tal es com o :

E l po l i cía ponía u n a m u lta-pond rá-pond ría-ha p uesto-había p uesto-ha­


brá pu esto-habría pu esto-puede poner-podrá poner-podía poner-po­
d ría poner-ha pod i d o poner-debe poner-debía poner-deberá poner-de-
El método generátivo en la didáctica de la lengua 55

bería poner-ha d e b i d o poner-había d e b i d o poner- p uede haber puesto­


podía haber puesto-podrá haber puesto-pod ría haber puesto-h a pod i ­
do haber puesto-había pod ido h a b e r puesto-habrá pod ido h a b e r pues­
to-habría podido haber puesto-debe haber pu esto-d ebía haber pues­
to-deberá haber puesto-debería haber puesto-ha debido haber pues­
to-había d e b i d o haber pu esto-habrá debido haber puesto-habría de­
b i d o haber pu esto .

Para com p l etar l o expu esto , nos resta ahora prec isar l a rescritura del
A ux:

- En todos l os casos deberemos i ntrod u c i r e l constituyente Tps , ya


que l a persona y e l tiempo están s i empre presentes : Tps--- T + ps .
- Los tiempos más usuales son e l presente , i m perfecto , futuro y con­
d i ci o na l . Un aná l i s i s d i stri bucional mu estra que e l futu ro no es otra
cosa que el i n f i n itivo al que se le añade el p resente del verbo haber,
y el cond i c i o n a l el i nf i n itivo más el i mperfecto . Por e l l o , podemos
rescri b i r el morfem a de tiempo (T) de la s i g u i e nte manera :

. 1 pres t
T -7 ( mf) + ( i m pf )

- Por otra parte , enco ntramos a l g u nas vece s , además d e l tiempo, e l


e l e m ento haber que i mpone e l parti c i p i o pasado a l a raíz del verbo
(ha pedido, había pedido . . . ). Ambos e l e mentos (símbo l o : pp) forman
u n solo con stituyente que denomi namos haber + participio .
...:... Por ú lt i m o , encontramos a l g u nas veces l o q u e se l l aman modales
(poder, deber . . . ): éstos son opc i o n a l e s , y pueden segu i r a haber y/o
preced e r l o .

Este m o d o d e anal izar e l auxi l i ar sobrepasa , c o n m u c h o , e l anál i s i s en


constituyentes i n m e d i atos y representa ya u n a exte n s i ó n d e l mod e l o s i n­
tag m áti co. Pero , para generar todas l as o raciones que deseemos , debemos
sentar l as reg l as de rescritura s i g u i entes (que se añaden a l as anterior­
m ente anotadas) :

7) Aux -7 Tps + (haber + pp) + (M) + (haber + pp)


8) Tps -7 T + ps

9) T -7 ( i nf) +
� ¡��f t
1 0) ps -7
l 1.ª lpers
2 .ª pers +
l .;�� �
s
3 .ª pers P

d) M -7 de b e r, poder.
56 Luis Alberto Hernando Cuadrado

Y así, por ej e m p l o , e l e g i mos :

- Tps , haber + p p , M y haber + pp como rescritura de Aux,


- pres como rescritu ra d e T ,
- 3 .ª pers s i ng c o m o rescritura d e ps ,
- deber como moda l ,

de acuerdo con e l l o , obte n d remos e l auxi l i ar s i g u iente :

N o resu ltaría d ifíc i l recoger todas las pos i b i l i dades de rescritura d e l


a ux i l i a r perm iti das p o r l a s reg l as 7- 1 0 . Al aumentar las reg l as l éxi cas , au­
m e ntaríamos e l número d e oraciones generab les de una manera cons idera­
b l e . S i n embarg o , esta v i s i ó n sobrepasa el modelo s i ntag m áti c o .
Como se ha pod ido comprobar, e l mod e l o s i ntag mático es u n a exten­
s i ó n d e l as g ramáti cas estructu ral es . Chomsky ha demostrado que todas
podían red u c i rs e a este mode l o , reve l ando así s u i nadecuac i ó n , y ha pro­
p uesto extender este m o d e l o en otro más adecuado g ra c i as a la noción d e
transformación, abriendo, d e este modo , e l cam i n o hacia l a g ramática g e­
n e rativa transfo rmaci o n a l .

3. LA GRA MA T/CA TRANSFORMA CIONA L

S i l a g ramática s i ntagmática está i nteg rada tan s ó l o por l as reg l as d e


l a estructura de l a frase , l a transformacional se compone de éstas y d e
reg l as transformac i o n a l e s . M e d i ante l a i ntroducción d e estas ú lt i m as , l a
g ramática chomskiana rec i b e e l cal ifi cativo d e « g ramática transformac i o­
n a l generativa » -o gene rativo-transformacional- o s i m p l emente « g ramá­
tica transformac i o n a l " · Esta n a c i ó de l a d i f i cu ltad de l a g ramática s i ntag­
m ática para exp l i car d i fe rentes casos o rac i o n a l es (36) .
Las reg las de rescritu ra son operac i ones que res u l ta n úti l es por per-

(36) Cfr. Lyons ( 1 969) , Introducción en la lingüística teórica, Barcelona, Teide, pá­
g inas 258-282.
El método generativo en la didáctica de la lengua 57

m i t i r desarro l l a r un símbo l o catego r i a l en u n a secuenc i a de símbolos ( ej em­


p l o : O -7 SN + SV; Sn -7 No + G N ) . En este senti d o , éstas no pueden l l e­
var más de u n s ó l o e l emento a l a izq u i erda de l a flecha, y han de l l evar a l
m enos u n o a l a derech a . P o r e l contra r i o , l as transformaciones s o n opera­
c i ones que c a m b i a n u n a secuencia term i n a l -y no un símbo l o- en otra
secue n c i a term i n a l .
S i l a s reg l as d e rescritura son cons i d e radas como operac i ones de ex­
pans ión , l as transformaciones se consi deran operac iones de desp l azam i en­
to (de A f e n la transformación afij a ! ) . de permutación (SN 1 se permuta en
SN2 en transformación pas iva) . de cop i a ( e l morfema p l u ra l d e l suj eto es­
tá copiado en el e l emento Tps del s i ntag m a verbal por m e d i o de la trans­
formación de concordancia sujeto/verbo), de s u p resión (vid. más adel ante
la re l ativi zac i ón ) , y los ú n i cos constituyentes cuya i ntroducción se autoriza
en l as transformaciones están l i m itadas a a l g unos morfemas (por ej em­
p l o , ser + pp y por en la transformación pasiva) :

- T afij a ! : Af + V
2
1 -2 =+- 2-1

- T de concord a n c i a en el SN : N o + Art + N
1 -2-3-+- 2-1 -3-1

- T de concordancia sujeto/verbo : No + GN + Tps + Y


1 2 3 4
1 -2-3-4 +- 1 -2-3 + 1 --4
=

- T pas iva : S N 1 + Aux + V + SN2


1 2 3 4
1 -2-3-4 � 4-2-ser + pp-3-por- 1
=

X + SN + Y
1 2 3
- T de re l ativizac i ó n : 1)
SN + SV
4 5
1 -2-3 = +- 1 -2-que-5-3
4-5 (Cond i c i ó n 2 = 4)

X + SN + Y
1 2 3
2)
Z + V + SN
4 5 6
1 -2-3 -+.- 1 -2-a/ que--4-5-3
4-5-6 (Cond i c i ó n 2 = 6)
58 Luis Alberto Hernando Cuadrado

En l a pri mera formu l a c i ó n de l a teoría , l a d i sti n c i ón entre transforma­


c i o n es o b l i g atori as y opc i o n a l es es fu ndamenta l . S i n embarg o , posterior­
mente, g racias a l as m ej o ras aportadas por Chomsky , esta d i st i n c i ó n p i er­
de cada vez más s u i nterés , y p rácti camente será abandonada en l a segun­
d a fo rm u l a c i ó n , donde s e tiende a reform u l a r todas l as transformaciones
o p c i o n a l es en transformaciones o b l i g atorias i ntroduciendo desde l a base
constituyentes como pasivo o negación en l a rescritura d e l as o rac iones ,
q u e i m pondrán l as transformaci ones correspond i e ntes en l as cadenas en que
aparecen .
U n a concepc ión de l a g ra m ática como ésta sol amente puede lograr po­
ner al d ía pro b l emas que l as g ramáticas trad i c i on a l es ( l ógi co-semánti cas
y estructu ra l es } n o podían resolver. Por otro l ado, res u l ta una g ramática
i ndepe n d i ente d e l contexto , e n l a q u e los dos g randes ausentes de tal for­
m u lación son e l l éxico y l a semánti ca. Para resolver todos estos probl emas ,
Chomsky ha aportado n u m e rosas mejoras a l a prim era vers i ó n de l a g ra­
m ática generativa , y es en A spectos de la teoría de la sintaxis ( 1 965} , don­
d e ha expuesto con d eta l l e l o que a l g u nas veces se l l ama l a « teoría c l á­
s i ca » , y más c o m ú n m e nte " l a teoría estándar » .

4. LA TEORIA ESTANDAR

4.1 . EL P R O B LEMA DE LA S U B CATEGOR IZAC I O N

L a s reg l as d e rescritu ra n o son sufici entes para resolver pro b l emas a l


e nfrentarnos con oraciones d e l t i p o « l a ca l l e pasa p o r e l cam i ó n » . U n a d e
l as s o l u c i ones propuestas p a r a tratar este t i p o de frases cons i ste en afi r­
mar que no es agramati cal , s i no que se d i sti ngue de « e l cam ión pasa por l a
cal l e » p o r u n porcentaj e n u l o d e aparición en e l d i s c u rso depe n d i ente d e
l a esti l ísti ca. Pero u n a s o l u c i ó n m á s sati sfacto ria con s i st i rá e n d a r u n a
s e r i e d e reg l as q u e i m p i d a n l a constru cción de frases s i m i l ares ; por tanto ,
l a s reg l as de rescritu ra son i nsufici entes y han de ser com p l etadas con
otras que tengan e n cuenta c i e rtas características de las p i ezas l éxi cas
( a n i mado, humano . . . }. Este n u evo s i stema d e reg las l l eva e l nom bre de
componente de base d e la g ra m áti c a .
C a d a p i eza l éxica se representa e n e l l éx i co con u n a matriz de rasgos
d i sti ntivos fonéticos y s i ntácti cos . Aquí nos i nteresan los ú ltimos : una p i e­
za I que posea los rasgos x e y, pero no el z, será representada en e l l éxico:

( 1 , ( + X , + y, -z ] )
As í, l as palabras que proponemos a conti nuación poseen los s i g u i entes
rasgos :
(Pedro, + N , - com ú n , + h u mano}
(Italia, + N, - com ú n , - humano)
(niño, + N, + comú n , + humano)
(lápiz, + N, + com ú n , - humano)
El método generativo en la didáctica de la lengua 59

Los i n d i cadores que hemos uti l i zado hasta ahora no nos s i rven para i n­
tro d u c i r las p i ezas bajo forma de m atriz de rasgos , por l o que nos vemos
o b l i gados a desarro l l a r l a catego ría N en u n símbo l o c o m p l ej o (abrevi atura
se) formado por u n c i e rto n ú m e ro de rasgos. Para e l l o , debemos postu lar
l as reg l as d e rescritu ra 1 , 2 y 3 , y las reg l a s de s u b categorización 4 , 5 , 6 ,
7, 8 y 9 :

1 - O --7 S N + SV
2 - SN + No + G N
3 - G N --7 Det + N
4 - N --7 se
5 - se --7 [ + N, ± com ú n ]
6 - + común --7 [ ± a n i mado]
7 - - co m ú n --7 [ ± a n i mado]
8 - + a n i mado --7 [ ± humano]
9 - - humano --7 [ ± conta b l e ]

A parti r de estas reg l a s , es pos i b l e constru i r i n d i cadores s i ntag máticos


(y derivac iones) que operen con la su bcategorizac ión . El s ímbo l o N o r i g i ­
n a rá e l símbo l o s e , que o r i g i nará u n a serie de rasgos obte n i dos por l as
reg l as d e s u b categorización 5-9 ; fa ltará efectuar u n a operac i ó n q u e va a
perm iti r i n s ertar u n a p i eza l éxica que posea los m i s mos rasgos · que u n se
en l ugar de este se. Ej em p l o :
Italia es u n nombre q u e está representado en e l l éx i co d e l a s i g u i ente
manera (Italia, [ + N, - com ú n , - h u m ano ] ) , y, por otra parte , ap l i camos
l as reg l as d e rescritura 1 , 2 y 3 y l as reg l as d e subcatego rización 4, 5, 6 , 7
y 8 , con l o que obtenemos :

H asta aq u í hemos esta b l e c i d o reg l as que desarro l l an u n símbo l o com­


p l ej o en una s e r i e d e rasgos i n herentes , es decir, n o contextua l e s . Los ras­
gos + a n i mado , o + h u m a n o son i n he rentes a l nombre, y n o tienen nada
que ver con l as restantes partes d e la oraci ó n . Pero si queremos dar cuan-
60 Luis Alberto Hernando Cuadrado

ta d e l hecho de q u e c i e rtos verbos , como comer, no adm iten c u a l q u i e r nom­


bre como s uj eto , habrá que p ropon e r para e l los u n a serie d e rasgos que
d eterm i nen sus relaciones con los restantes e l e mentos de las construccio­
nes e n q u e se i nserte n .
E l verbo comer tendrá q u e ser especifi cado en e l l éxico como poseedor
del rasgo [ + s uj eto viviente ] . y sólo pod rá entrar en construcc iones e n
q u e e l nom bre q u e l e preceda p o s e a el rasgo [ + vivi ente ] . As í , l a o rac i ó n
« e l perro come pan » p u e d e ser g e nerada p o r l a g ramática por presentar
los rasgos necesarios req ueridos por ésta ; pero no podrá serlo « e l pan
come al perro » . H ay que añad i r tod avía que comer tiene e l rasgo [ + objeto
com i b l e ] , lo que le i m p i d e preceder a un nombre que no contenga ta l rasg o .
S i a n a l izamos e l verbo mirar, podemos encontra r :

1. « J uan m i ra a l m ar . »
2. a E I casti l l o m i ra a l mar. »

A s i m p l e v i sta , parece ría q u e m irar puede ten er sujeto , ya con e l rasg o


[ + a n i mado ] , y a [ + concreto y - a n i mado] . Pero , en real idad , se trata de
algo más com p l ej o , pues e n co ntramos 3, pero no 4 :

3. « J uan m i ra . »
4. « E l casti l l o m i ra . »

Las oraciones 3 y 4 i n d i can q u e no hay u n ú n i co verbo mirar, s i no dos .


Semánticamente los dos verbos no tienen el m i s mo senti d o , pu esto que e l
p r i m ero i n d i ca actividad rea l y e l segundo actividad pas iva . Por otro l a d o ,
a m b o s no encaj an en l as m i s m as construcc i ones : mirar1 s e r á especifi cado
como preced i d o o b l i gato r i a m ente de u n nombre, y seguido facu ltativamen­
te d e é l ; y mirar2, como preced i d o y seguido por u n nombre o b l i g atoria­
mente :

mirar1 : + V , [ + N -] . [ + - ( N )] . . .

mirar2 : + V , [ + N -] , [ + - N] . . .

E l rasgo + V es i n h erente a l as p i ezas propuestas , y los rasgos [ + N ] ,


[ + - N] y [ + ( N ) ] son contextua/es que las subcategorizan en base a
-

u n contexto categorial , l l am á n dos e l es « rasgos de subcategorizac i ó n es­


tri cta (37) .
Por opos i c i ó n , se l l a m a " rasgos de s ubcategorizac i ó n sel ecc i o n a ! ,, (38)
a a q u é l l o s que subcatego r i zan una p i eza en base a los rasgos s i ntácti cos d e
s u contexto . D e este modo , los dos verbos mirar están especifi cados desde
el pu nto de vi sta de sus rasgos s e l ecc i onados así:

( 3 7) N i q u e , op. cit., pág . 1 32 .


(38) N ique, ibid.
El método generativo en la didáctica de la lengua 61

mirar1 , [ + a n i m ado -] , [ + - (vi s i b l e)] . . .


mirar2, [ + conc reto y - a n i mado - ], [+ - v i s i b l e] . . .

Por l o ante r i orm ente expu esto s e adv i e rte que los ras gos de subcatego­
rizac i ó n estri cta y l os s e l eccionados s e com p l ementan y q u e , por otro l ado ,
perm i ten dar cue nta d e una manera económ i ca de las características s i n­
tácti cas particu l ares d e l as p i ezas l éxi cas .
El adjetivo , a l i g u a l que el verbo , está su bcategorizado en base a su
contexto (su bcategorizac i ó n estri cta y s e l ecciona l ) . Tomando como m uestra
el adjetivo leal, éste debe ir preced ido d e u n nombre que presente los ras­
gos + viviente o + abstracto y + contro l a b l e . La entrada leal vend rá re­
p resentada en el l éxico como poseedora de los s i g u i entes rasgos :

[ + humano]
Leal: + Adj , [ + N -) , [- com p l e m ento]
[ + a b stracto y + contro la-
b l e -]

S i deseamos tener reg l as que perm itan i nsertar leal en el lugar d e u n


símbo l o com p l ej o que contenga los m i s mos rasgos , deberemos e l aborar l as
reg las d e s u bcategorizac i ó n (estri cta : 2 , y s e l ecciona ! : 3) que se añad i rá n
a l a reg l a de rescritura 1 :

1 - Adj -7 L.
2 - L. -7 SC/ [ + N ] - [- co m p l e m ento]
[ + humano] -
-
L. -7 se¡
[ + abstracto y + contro l ab l e ] -

De l o anteriormente tratado s e deduce que l a noción de su bcategori za­


c i ó n ha mod i f i cado p rofu ndam ente la concepción d e l componente de base
de l a g ramática g e n erativa , porque l as estructuras p rofu ndas no están ge ne­
radas solamente por reg las de rescritu ra , s i no por l as de categorizac i ó n ,
q u e i ntroducen símbolos co m p l ejos , y por las transformaciones de sustitu­
ción l éx i c a .
E l compon e nte de b a s e está constitu i d o , pues , por d o s su bcompon entes :
el categ o r i a l , que i ntroduce reg l as de rescritura y que perm ite l l egar a los
símbolos posti zos L. q u e representan l as categorías s i ntácti cas ; y e l l éxico ,
que opera por u n lado con reg l as de s u bcategorizac i ó n , con e l f i n d e des­
arro l l a r e l símbolo postizo L. en uno com p l ejo formado por una serie de ras­
gos i n h e rentes y co ntextu a l e s , por otra con el vocabu l a r i o , concebido como
l i sta no ordenada de entradas l éxi cas . s i endo cada una matri z de rasgos (fo­
n o l óg i cos , s i ntácti cos y s e m ánticos ) , y f i n a l m e nte con transformac iones de
sustitu c i ó n l éxica de acuerdo con e l teorema propuesto por Chomsky en
1 965 :

" Dada u n a entrada l éx i c a (D, C), en q u e D es u n a matriz de ras-


62 Luis Alberto Hernando Cuadrado

gas fon o l ó g i cos , y C u n s ímbo l o comp l ej o ; l a reg l a l éxica perm ite l a


sustitu c i ó n d e D e n todo símbo l o com p l ej o K n o d i sti nto d e e ,. (39 ) .

En res u m e n , s e pueden d i stingu i r tres c l ases de reg las de l a base, l a


p r i m era depe n d i e nte d e l s u bcomponente categ o ri a l , y l as otras d o s del s u b­
componente l éxico :

1) R eg l as d e rescritura ( O -7 SN + SV . . . N -7 .6. ) .
2) R e g l as d e s u bcategorización (.6. -7 S C , SC -7 . . . ) :

a) N o contextua l es (SC -7 [ + N ] , [ h umano] , . . . ) .


b) Contextu a l e s :

a ') estri ctas (SC --7 [ + N] - . . .)


b 'J s e l eccionadas (SC -7 [ + a n i mado ] - . . . ).

3) Reg l as transformacionales de sustitu c i ó n l éxica ( cfr. e l teorema d e


Chomsky) .

4.2. M OD I F I CAC I O N ES EN EL CONCEPTO DE u TRANSFO R M AC I O N »

La noción de transformación generalizada p l antea u n problema a l a g ra­


m ática generativa : si las estructuras profun d as deben contener todos los
e l ementos necesarios para l a i nterpretac ión semántica de l as oraciones ,
l as transform aciones no han de aportar n i ng ú n e l e m ento que pueda modifi·
car e l sentido d e aqu é l l a s , en l a medida en q u e toman dos estructu ras pro­
fundas d i sti ntas para reu n i rl a s .
Para dar cuenta de l a recurs ividad , Chomsky h a p ropuesto que se per­
m ita a l as reg l as de rescritura de l a base i ntrodu c i r e l símbolo O a l a dere­
cha de las fl echas , con lo que debe rían e l aborarse reg l as d e rescritura que
perm itan estas o rac iones :

O -7 O + y + O (para l as coord i n adas)


0 -7 S N + SV l (para l as com p l etivas
. )
SV -7 V + Q ue 0 �

De manera s e m ej ante a como se h a observado que las transformacio­


nes genera l i zadas c a m b i a n el s i g n ifi cado de l as estructu ras profu ndas se
h a notado, as i m i s m o , que existen otras transformaciones que p l antean al­
gunos pro b l emas ta l como estaban presentadas e n l a pri mera form u l ac i ó n :
se trata de l as transformaciones que perm iten pasar de u n tipo de o ración
a otra , las transformaci ones pas iva , negativa, i nterrogativa , etc .

(39) Citado por N i qu e , pág. 1 42 .


El método generativo en la didáctica de la lengua 63

U n a frase activa porta i d é nti ca s i g n ificación q u e su correspon d i e nte


pas iva , i nterrogativa , i m pe rativa , etc . Ta les d i ferencias s u rgen porque no
t i e n e n los m i s mos constituyentes o rac i o n a l es . Para que éstos se encuen­
tren en l a estructura profu n d a , deben estar i ntrod u c i dos por l as reg las d e
l a base , y esto es l o que c o n d u c e a l a s i g u i ente refo rm u l ac i ó n d e las reg l as
d e rescritura .
Llamando � a l a oración, Const a l constituyente orac i o na l , y O a l nú­
cleo; las reg las de rescritura necesarias serán :

� -7 Const + O
0 -7 SN + SV,

l o que perm ite constru i r todo tipo d e frases , s i endo l a reg l a general d e
rescritu ra d e l constituyente o rac ional -propu esta por Dubois- l a s i­
g u i e nte :

Const -7
l Asert
l nterr + (Neg) + ( Enf) + ( Pasivo)
l mp

4.3. R ECAPITU LAC I O N

En resu m e n , los pu ntos e n que se apoya l a g ra m áti ca generativa para


exp l i car los hechos d e l e n g u a d e manera más adecuada y completa que las
g ra m áti cas trad i c i on a l e s y estructu ra les son los s i g u i entes :
a) Reglas de rescritura, que perm iten genera r secuencias categor i a l e s ,
a c a d a u n a d e l as cuales s u byace u n i n d i cador s i ntag m áti co.
b ) Reglas d e subcategorización, que desarro l l an l as c ategorías d e las
secue n c i as generadas por l as reg las de rescritura en símbolos comp l ejos
formados por una serie d e rasgos i n h erentes y contextu a l e s . Las reg l as d e
s u b categori zac i ó n son contextu a l e s o no contextu a l es . S i son contextua l e s ,
p u e d e n serlo de s u bcatego rización estri cta o d e s e l e cc i ó n .
c) Reglas transformacionales d e sustitución léxica, que permite n , a
part i r d e u n l éxico conce b i d o como una l i sta no ordenada de entradas l éxi­
cas (D CJ, s i endo D u n a m atriz d e rasgos fon o l óg i cos , y C de rasgos s i n­
tácti cos , ree m p l azar todo símbolo com p l ejo generado por l as reg l as a y b
de antes por D s i es equiva l e nte a C. La secuenc i a obte n i d a por l a apl i­
cac i ó n d e l as reg l as a, b y c se conoce con e l nombre de estructura pro­
fu n d a , q u e conti ene todos los e l e mentos necesarios para e l s i g n ifi cado d e
l a o rac i ó n .
d ) Transformaciones, q u e convierten l as estructu ras p rofu ndas en es­
tructuras de superficie, q u e reci ben una i nterpretación fon o l ó g i c a . Sus
64 Luis Alberto Hernando Cuadrado.

transformac i o n es son proced i m i e ntos pu ramente form a l e s , y no deben cam­


b i a r e l s i g n ifi cado de l as estructuras p rofundas .
e i Reglas de interpretación semántica, que s e apl i can sobre l as es­
tructuras profu ndas para exp l icar s u s i g n ifi cado .
f) Reglas fonológicas, q u e se apl i can sobre l as estructuras de super­
f i c i e para desarro l l ar su i nterpretación fono l ó g i c a .
En pocas pal abras , l a g ramática está constitu ida por tres compon entes :
s i ntax i s , semántica y fonología. La semántica y l a fonol ogía son i nterpre­
tativas . La s i ntax i s genera l as estructuras sobre l as que los dos componen­
tes precede ntes se apl i can , e i nd i ca de qué modo están coord i n ados . Por
e l l o , está fo rmada por u n componente de base (subcom ponente catego­
r i a l + s u bcompon ente l éxico) y por un componente transformac i o n a l .
Todo e l l o l o podemos representar med i ante el s i g u i ente esquema :

Reglas de
r e s cri t ur a
Reglas d e
subcat egori -
o
o zaci ón
.....
.p Reglas l é xi cas
o
..,
Component e s emánt i co


.....
w Est ructura profunda
Int e rpre t a c i dn
., ..... ""F===�
.p al
� �
s emánt i ca
., o
� .....
o ., o
p. .p al
e
o § � Trans forma-
o � o
o ....
p. w ci one s
e �
o ro
o s..
+' ...______--4

Est ructura de
supe rfi ci e
Reglas de
Int e rpretaci dn
i nt e rpret aci dn
fono ldgi ca
fono ldgi ca

c omponent e fono lógi co

U n a g ramática d e ta l es ca racte rísti cas , por la m i s m a estructu ra de las


reg l as q u e uti l i za, cumple con e l f i n que se propone : es u n mecan i s m o fi­
n ito , capaz d e generar u n n ú m e ro i nf i n ito de orac i o n es en u n a lengua, y
El método generativo en la didáctica de la lengua 65

ú n i camente l a s que son g ramatica l e s . Supera , por tanto , l a concepc ión des­
c r i ptiva, c l as i f i cato ri a , taxonóm i c a , de l as g ramáticas trad i ci o n a l es y estruc­
tura l es , y se presenta como u n mode l o d e l a com pete n c i a .

5. A VANCES POSTERIORES

5.1 . H I POTES IS LEX I CALISTA

Para a n a l izar dos oraciones d e l tipo « X y z ,, y « X z y » , con los funda­


m entos hasta ahora conte m p l ados , nos h a l l amos a nte dos ti pos d e s o l u­
c i ones :

1) La sintagmática, m e d i ante reg l as de rescritura :

R1 : 0 --7 X y z
R2 : o --7 X z y

2) La transformacional, med i ante u n a transformac i ó n :

X y z : 1 -2-3
Ti : 1 -2-3 =� 1 -3-2

E l eg i r la p r i m e ra s o l u c i ó n perm ite s i m p l ificar el componente transfo r­


macion a l , pues en este caso no se tiene neces i d ad de l a transformación
Ti; pero entonces se vue lve más co m p l ejo e l compon ente d e base (que po­
see s o l a m ente Ri ) , vo lviendo más com p l ejo el componente transformacio­
n a l añad i e n d o Ti a los demás q u e conti e n e .
C o m o s e observa , l a g ramática generativa permite a l m e n o s estos dos
trata m i e ntos para abordar l os fen ómenos l i ng ü ísticos . Pero exi ste una te r­
cera s o l u c i ó n , nunca aprovechada antes de Chomsky : la hipótesis lexica­
lista. De este modo, cuando se da u n a s i m i l itud de s i g n ificado entre dos
estru ctu ras , es conve n i e nte suponerles la m i s m a en profu n d i dad y -en
consecu e n c i a- d e r ivar una d e la otra por una transform ac i ó n . Así l as dos
cadenas :

1. " Los ob reros se han marchado " ,


2. « La m archa d e los o b reros " ,

son con s i d eradas habitua l m ente como q u e tienen 1 ' y 2 ' por estructu ra
profu n d a (nom s i g n ifica m a rca de nom i n a l izac i ó n , s i endo n o m i n a l ización
la transformación d e u n a oración en s i ntag m a n o m i n al ) :

1 ' - D et + N + V
2 ' - n o m + Det + N + V.
66 Luis Alberto Remando Cuadrado

La m arca nom p i d e u n a transformación de nom i n a l ización que opera


aprox i madamente d e esta form a :

nom + Det + N + V
1 2 3 4
1 -2-3-4 = /a-4-de-2-3 ,

y que perm ite obte n e r l a orac i ó n 2 precedente . Esto representa l o que he­
mos l l amado s o l u c i ó n transformacional del prob l e m a . La s i ntag mática había
c o n s i stido en generar l a o rac i ó n 2 d i rectam ente m e d i ante u n a reg l a de res­
critu ra , pero no h u b i era dado cuenta de la re l a c i ó n semántica que exi ste
e ntre 1 y 2. De hech o , s abemos que ambos decursos tienen cas i el m i smo
s i g n i ficado, res i d i e n d o l a ú n i ca d i ferenc i a e n las p i ezas l éxi cas rechazo y
rechazar. U na tercera s o l u c i ó n consisti ría en p roponer, por tanto , u n a for­
m u l ac i ó n que traduzca s i m u l táneamente las d i ferencias y semej anzas d e
estas p i ezas , y , p o r tanto , l as d e ambas secue n c i as .
Dada l a com p l ej i d ad d e u n a n á l i s i s transformacional , Chomsky propon e
s i m p l ificar e l componente transformatorio rescri b i endo derivadas d e s d e l a
bas e , tratando d e form u l ar l as reg las de b a s e necesarias para dar cuenta ,
a s e r pos i b l e , de l a d erivada y de l a oración que l e corresponde .
En l a m e d i d a en q u e l as derivadas deben ser g e neradas desde l a bas e ,
y e n que contienen u n compon ente i déntico a los com p l e m e ntos verba l e s ,
convend ría u n a reg l a d e rescritura del tipo :

SN --7 Det + N + C o m p
(donde Comp s i g n ifica com p l emento) :

_______-o - SN

De� � �omp
1 1 '
La marcha de l o s obrero s • • •

P e ro t ení amo s la ot ra po s i bi l i dad :

SN
------- º ------- SV
.1 1
L o s obreros se han marchado

La ventaj a de esta h i póte s i s I exica l i sta sería exp l i citar la rel ac i ó n en­
tre l os dos tipos de estructu ras , reso lviendo a la vez l as d ificu ltades que
El método generativo en la didáctica de la lengua 67

p l antea un a n á l i s i s transformaci o n a l . U n a de sus consecuencias más pro­


m etedoras se h a l l a en el hecho de cons i derar que c i e rto n ú m e ro de p i ezas
l éxicas n o s erían ya s u b categorizadas en [ + N ] , [ + V] , o [ + Adj] , s i n o
que cons i sti rían s o l a mente e n una m atriz de rasgos d i sti ntivo s , desprovis­
ta d e estos rasgos categori a l e s , y a l a vez había que añad i r l e [ + N ] ,
[ + V ] , o [ + Adj ] , según l a natu ral eza del símbo l o catego r i a l que los do­
m i na ( N , V o Adj ) . Chomsky ha ca l i fi cado de l ex i ca l i sta s u h i póte s i s en
l a m ed i d a e n q u e s e opone a l aná l i s i s transformacional y conduce a recon­
s i dera r el componente d e bas e , en parti c u l a r s u s u bcomponente l éxico ,
adel antando q u e las p i ezas l éx i cas son , en c i e rto modo, p i ezas abstractas
pol ifacéti cas . La h i pótes i s l ex i ca l i sta i m pone a l g u nas modificaciones de
l a teoría estándar (en esenc i a modificaciones del s u bcomponente l éx i co) ,
pero s i n oponers e a e l l a como l a sem ántica generativa .

5.2. TEO R I A ESTAN DAR A M P LIADA

En l a teoría estándar l a estructu ra profunda, con e l l éxico i nsertado,


d eterm i naba tota l m e nte l a i nterp retación semántica d e l as oraciones. Pero
posteriormente se h a observado experi menta l m ente que a l g u nas propi eda­
des s e mánticas d e l as oraciones n o son dete r m i nadas por l a estructura
profun d a , s i no por otras estru ctu ras y, p r i n c i p a l mente, por la superfi­
c i a l (40 ) . Por e l l o , vu e l ve Chomsky a reform u l a r b revemente una teoría ge­
nerativo-transformacional que tenga en cuenta los l o g ros anteriores y abra
un nuevo cam i n o de i nvesti g ac i ó n . El hecho empírico que d eterm i n a esta
teoría es q u e nociones como foco y presuposición, tópico y comentario,
correferencia, dominio propio de los elementos lógicos -y , q u i z á , otros
aspectos- son d eterm i nados , al menos en parte , por estructuras de K
que no son l a estructu ra p rofu n d a , s i no otras , y en parti c u l a r l a superfi c i a l .
En este sentido s e corri g e l a teoría estándar ( 1 965) de acuerdo con l a s i ­
g u i ente form u l ac i ó n :

1) La b as e : ( P1 . . . , P1) ( P1 es l a de rivac i ó n K i n i c i a l ; P1 es l a estructu­


ra profu nda pos l exical de la estructu ra s i ntáctica q u e es un m i em­
bro de KJ;
2) La transformac i ó n : ( P i . . . . , Pn) ( Pn es la estructu ra s uperfi cia l ) ;
(P1 , . . . , Pn) eK;
3) Fono l o g ía : Pn -7 representación fonética;
4) Semánti c a : ( P1 . Pn) -7 representac ión semánti ca ( l as rel ac iones g ra­
m ati ca l es necesarias son l as d e l i n d i cador Pi . que son las m i s mas
d e Pi ) .

(40) V . Báez San José ( 1 975 ) , Introducción crítica a la gramática generativa, Barcelo­
na, Planeta, párr. 82.
68 Luis Alberto Hernando Cuadrada

De esta form u l ac i ó n se i nfiere, en primer l ugar, que e l compon ente d e


b a s e d e l a g ramática g e n e ra u n i n d i cador s i ntagmático, P1 , q u e , c o m o en e l
m o d e l o chom s k i a n o d e 1 965, da cuenta exp l ícitamente d e l a s categorías
y las asociaciones d e éstas (nombre, verbo , s i ntag ma n o m i na l , s i ntag ma
verba l , etc .) e , i m p l ícita m ente , de las fu nciones o re l ac i ones g ramati cales
exi stentes entre las catego rías (sujeto , pred icado, etc.) . A este i n d i cador
s i ntag m ático -o i n d i cadores , s i l a orac ión es compu esta- s e l e a ñ a d e ,
m e d i ante unas reg l as d e i n serción l éxica, u n conj unto d e entradas l éx i cas
prove n i entes d e un l ex i có n , o bte n i éndose de este modo el i n d i cador s i n­
tag m ático P1 .
El componente transfo rmac i o n a l mod ifica fo rma l m ente e l i n d i cador s i n­
tag mático P1 por m e d i o d e u n conju nto de reg las transformac i o n a l es y l o
conv i e rte en u n a estructura superfi c i a l , P n , q u e , a través d e u n conju nto
de reg l as fon o l ó g i c a s , l l ega a ser la represe ntac ión fonética de la orac i ó n .
La i nterpretac i ó n s e m á ntica se l o g ra ahora no só l o a part i r d e l i n d i cador
s i ntag mático profu ndo P1 (como en e l mode l o estándar d e 1 965) , s i no tam­
b i é n te n i endo en cue nta l a representac ión fonética d e l a orac i ó n , conse­
g u i d a por e l compon ente fono l ó g i co apl i cado a l i n d i cador s i ntag mático su­
perfi c i a l ( 4 1 ) , ya que ésta d eterm i n a e l foco , l a presupos i c i ó n , tóp i co y co­
me ntari o , dom i n i o p ro p i o d e l os e l eme ntos l ó g i cos y otros aspectos se­
mánti cos d e l a orac i ó n .

5.3. SEMANTI CA G E N E RATIVA

H a c i a e l año 1 968 u n grupo de a l u mnos y col aborado res de Chomsky


co m i enzan a poner progres ivamente en te l a de j u i c i o su concepc i ó n g ra­
m ati cal y s u concepto de bas e , la estru ctu ra profu n d a . E l centro d e i nterés
d e l as n u evas concepc i o n es lo constituye la i nvesti gación del conte n i do y
l a exte n s i ó n real d e ese concepto . Se acepta su existe n c i a respecto a l as
m a n i festaciones l i n g ü ísticas , pero se d i s cute tanto su forma como su con­
ten i d o . Estas d i s cusiones atañen , sobre tod o , al pro b l � m a d e la neces idad
d e l compon ente i nterp retativo sem ántico de J. J. Katz y J. A . Fodo r .
De l a s dos n u evas concepciones q u e h a n aparecido respecto a este
p ro b l e m a , la gramática de los casos y la semántica generativa, es ésta ú l ­
t i m a l a q u e n o s i nteresa destacar y en l a q u e vamos a centrar n u estro i n­
teré s .
L a semántica generativa cuenta , entre sus representantes m ás cual ifi ca­
dos , con l as va l i osas aportac i ones de E. Bach , G. Lakoff , J . D. M cCawley,

(41 ) Ghomsky ( 1 972) , · Deep Structure, Surface Structure and Semantic l nterpreta­
tion » , Studies on Semantics in Generative Grammar, The Hague, pág . 1 1 4 , manifiesta q u e
en l a form u lación d e s u teoría no es estrictamente P , sino l a estructura i nterpretada
n
fonológicamente de Pn la que rec i b e una i nterpretación semántic a : • Notice, incidentally,
that it i s , strictly, not P n that i s s u bj ect to semantic interpretation but rathe r the struc­
ture d eterm ined by phonological i nterpretation of P n with i ntonation center assi g n ed • .
El método generativo en la didáctica de la lengua 69

P. M . Posta l , etc . (42 ) , q u i enes sosti enen la neces i dad de la estru ctu ra p ro­
funda para la descri p c i ó n d e la l e n g u a . Ahora b i e n , para éstos y otros mu­
chos autores , ésta tiene u n g ran parec i d o con l as estructuras sem ánti cas o ,
mejor, e s l a m i s m a estructu ra semántica de l a orac i ó n . D e esta fo rma, cada
l engua tiene u n solo s i stem a d e procesos que convi erte l a fo rm u l ac i ó n se­
mántica d e cada oración en s u correspondi ente representación s i ntácti ca
s u perfi c i a l , l o c u a l s i g n i fica q u e no exi ste n i n guna fase i ntermed i a entre
l a fo rm u l ac i ó n semántica y la estru ctu ra s i ntáctica de l a o rac ión y , por otra
parte , q u e la representación semántica y s i ntáctica son obj etos formales
d e l a m i s m a índo l e .
Los pu ntos p r i n c i pa l es en q u e s u s d i versos representantes están d e
acuerdo s o n l os s i g u i entes :

1 ) La estructu ra p rofu nda chomskiana no expresa l a estructu ra l óg i ca


de l a orac i ó n n i los contextos donde ésta puede ser uti l i zada correctamente ;
tampoco expresa s u conte n i do n i l as uti l i zaci ones d e l m i s m o en los d i ver­
sos textos .
2 ) La estructura p rofu nda chomskiana no puede dar l a i nterp retac i ó n
sem ánti c a , puesto q u e :

a) cada morfe ma l éxico de la estructura superfi c i a l debe aparecer ya


en la profu n d a ;
b) l a estructu ra p rofu nda es l a ú n i ca i nstancia para l as reg las d e trans·
formac i ó n ;
e) cuantores l i gados a var i ab l es l ó g i cas no aparecen en l a estructura
p rofu n d a , ya que los nombres superfi c i a l es deben aparecer en ésta
como nombres l éxi cos .

3 ) Chomsky i ntroduce l as u n i dades l éxi cas de las l enguas parti c u l a res


e n las estructuras p rofundas . D e este modo , u n an ál i s i s del s i g n ifi cado s ó l o
p u e d e s e r vá l i do a n ivel d e u n a s o l a l e n g u a . P o r e l contra r i o , las estru ctu­
ras l ó g i cas de la s e m ántica generativa son d i sti ntas a las de la estructu ra
profu nda chom s k i a n a , en cuanto q u e en e l las no entran los morfemas l éxi­
cos d e u n a l e n g u a parti c u l a r , s i no estructuras p r i m itivas , como pred i cados
l ó g i cos , vari a b l e s l ó g i cas , con ectores , etc . , y no catego rías gramati ca l es ,
q u e s u e l e n s e r p rop ias de u n a l en g u a determ i n ad a , s i no categorías l ó g i cas .
4) Los ti pos de reg l as s i ntácti cas en l a g ramática de Chomsky eran l as
d e l componente d e base y l as de transformac i ó n . La semántica generativa ,
por s u parte , usa reg l as loca l es para l a descri pción de l a correspondencia

(42) Pueden con s i d e rarse como l o s estudios i n iciales sobre semántica generativa los
de: J. D. McCawley ( 1 968) , ·The R o l e of Semantics i n a G rammar » , en U niversals i n Lin­
guistic Theory, N u eva York, E. Bach y R. T. Harms ( e d s ) , págs. 1 24-1 69 ; P . M . Postal ( 1 970) ,
aThe S u rface Verb remind • , Linguistic lnquiry, 1, pág s . 37-1 20 ; E . Bach ( 1 968) , « N ou n s and
Noun Phrases • , E . Bach y R. T. H a rms (eds . ) , op. cit., págs . 90-1 2 2 ; y R . l. B i n n i c k ( 1 969) ,
Studies in the Derivation of Predi cative Structures, Phi l . D . D i s s . , U n iversity of C h i cago.
70 Luis Alberto Hernando Cuadrado

entre frases de d i ag ramas ram i f i cados , y reg l as g l obales para el estableci­


m i ento de c l ases derivac i on a l es . Además , l a semántica generativa s e pre­
ocupa de establ ecer cond i c i o n es de buena form u l ac i ó n para la estructu ra l ó­
g i ca , l a estructu ra profu nda no l óg i ca y l a estructura superfi c i a l .
La g ramática es con s i derada por los generativi stas semánti cos como u n
conju nto d e reg l as o cond i c i ones d e b u e n a form u l ac i ó n q u e genera, no o ra­
c i o n e s , s i no partes de derivac i o n es con c l ases perm i s i b l es de contex­
tos (43 ) . Las derivaciones son consi deradas como u n a correspondencia en­
tre l a forma l ó g i ca y la estructura superfi c i a l , y l a g ramática es u n meca­
n i s m o d e generac i ó n d e t i pos ( L , S, G ) . i nterpretando L como estructu ra
·

l ó g i c a , S como estructu ra superfi c i a l y C c l ase d e contextos en los que


puede usarse S para expresar L. Estas c l ases contextua l es corresponden ,
en este cas o , a u n conju nto f i n i to d e estructu ras l óg i cas , es dec i r , a todos
los contextos e n los que la estructura l óg i ca tiene e l predi cado verdadero.
Por tanto , C puede con s i derarse como conju nto f i n ito de L• .
L a s d e r ivac i ones son una s e c u e n c i a de confi g u raci ones de árbo l e s ,
s i endo c a d a confi g u ración u n i n d i cador s i ntag mático de esta derivac i ó n .
U n ej e m p l o del m o d o en que e l mecan i s m o de generac ión actúa v i e n e
representado por l a s i g u i ente fórm u l a :

s i endo e l s i g n i fi cado de l o s símbolos : a) - = « Corresponde » ; b) . . . =


otros i n d i cadores s i ntag máticos de esta derivac i ó n ; e) Ci = c l ase de con­
texto s ; d) P1 1 = forma l ó g i ca correspo n d i e nte ; e) Pt1 = forma superfi c i a l
correspon d i ente ; g) P11 , , Pni = una derivac i ó n .
• • •

E l objetivo de estas reg l as con s i ste en d ete rm i nar:

a) l a d e rivac ión , desde la forma l óg i ca s u byacente a l a forma super­


ficial ;
b) d etermi nación. de los contextos donde aparece u n a oración ;
e) d i sti n c i ó n entre o rac i ones b i e n y m a l formadas .

La estructura p rofu n d a , para l os semanti stas generativos (44) . es una


representaci ó n semánt i c a , d e donde se deduce :

a) e l componente bás i co d e l a g ramática genera i n mediatamente re­


p resentaciones s e mánti cas ;
b) no exi sten reg l as de p royec c i ó n ;

(43) W. Abraham ( 1 97 1 ) , · El eitung • , en G. Lakoff, Linguistik und natürllche Loglk ,


Fran kfu rt am M a i n , págs. V I I -XX.
(44) P . M. Postal ( 1 970 ) , pág s . 37 y s s . ; E . Bach ( 1 968) ; J. Gruber ( 1 967) , • Look and
See • Language, 43, pág s . 937-947; J. D. McCawley ( 1 968) ; G. Lakoff y J . R. Ross ( 1 967) ,
Is D�p Structure Necessary?, M . l . T. I nterna! Memorandum ( m imeografiado) .
El método generativo en la didáctica de la lengua 71

e) los conte n i dos semánti cos o rac i o n a l es se representan m e d i ante


d i agramas ram ifi cados y n o por u n conjunto de marcas semánti cas
compos i c i o n a l e s ;
d) deben existi r transformaciones que operen sobre estructu ras p re­
l éxi cas .

El rasg o esen c i a l de l a s e mántica generativa es que considera l as es­


tru ctu ras s i ntácti cas y s e m á nticas como homogéneas y que l a representa­
c i ó n de u n a sobre la otra debe hacerse por m e d i o de un s o l o tipo de reg l as
transfo rmac i o n a l e s .
E l concepto d e transformación es rad i c a l m ente d i sti nto a l d e Chomsky :
para los semánti cos generativos s ó l o exi ste u n ú n i co s i stema de procesos
que convi erte l a representación s e m ántica de l a oración en s u representa­
c i ó n s i ntáctica s u perfi c i a l , s i n q u e exista un estad i o i ntermed i o en el paso
d e la representaci ó n semántica d e la o rac i ó n a s u correspon d i e nte repre­
sentac i ó n s i ntáctica superf i c i a l (45) .
Las representaciones s e m ánti cas y s i ntácti cas son de l a m i s m a natu­
ral eza forma l ; por eso , existe en cada l engua un s i stema de transformación
q u e pasa l as representaciones sem ánticas de l a o rac ión a su estructura
superfi c i a l . Este conju nto d e transformaciones abarca también l as l l amadas
transformaciones l éx i cas , q u e s ustituyen u n a parte d e l i n d i cador s i ntag má­
tico sem ántico por una u n i dad l éxica concreta . De este modo , l as trans­
formaciones en la semántica generativa son una forma de hacer var i a r ex­
tern amente las estructuras semánticas profu ndas hasta adaptarlas a una
representac i ó n s i ntáctica s uperfi c i a l .
Cas i todos los generativ i stas sem ánticos coinciden en que l as estruc­
tu ras de las u n i dades l éxi cas son representab l es medi ante l a l óg i ca d e p re­
d i cados . C i e rtam ente que estas u n i dades pueden ser traduci das a u n a len­
g u a abstracta , pero parece u n a i n consecu e n c i a l ó g i ca deci r que ta l es es­
tructu ras constru idas a priori sean rea l mente l as de l as l enguas n atura l e s .
Respecto a l as i nformaciones que d e b e n estar conte n i das en l as u n i da­
des l éxi cas y l a estructura de l as m i smas , G . Lakoff (46) postu l a q u e cada
conju nto d e m arcas semánti cas que constituye e l s i g n i fi cado de la u n i dad
l éxica puede conce b i rse como dos partes m utu amente exc l uyentes : la base
l éxica y la exte n s i ó n l éx i c a .
La b a s e l éxica d e u n a u n i d ad constituye e l conju nto de marcas q u e de­
term i n a n en qué estructu ras profu ndas puede i ntroduc i rse esta u n i dad s i n
v i o l a r e l n ivel d e l a m i s m a . L a exte n s i ó n d e u n a u n i dad l éxica l a forman
todas l as demás i nformaciones l i gadas a l a s i g n i f i cación de ta l u n i dad .

(45) J . D . M cCawley ( 1 967) . · M eaning and the Description ot Languages • , Kotova no


Uchu, 2, Tokyo , Nr. 9, 1 0-1 8 , N r. 1 0, 38-48, N r. 1 1 , 5 1 -57.
(46) G. Lakoft ( 1 965) , On the N ature of Syntactic lrregularity, Harvard U n iversity,
Computation Laboratory, pág . V l l l / 6 .
72 Luis Alberto Hernando Cuadrado

Con re l ac i ó n a l os arg u m entos de los pred i cados q u e forman l as u n i d a­


des bási cas para los sem ánticos gene rativos se perfi l a n dos corri entes :
unos , como Chomsky y S e u ren , uti l i zan l as re l ac i o nes trad i c i on a l es (suje­
to , o bj eto , obj eto i n d i recto , obj eto prepos i c i o n a l ) , y muy pocos uti l izan ca­
tegorías a bstractas cas u a l e s , al modo de Fi l l more . En todo caso, la deter­
m i nación abstracta de estos argumentos está por h acer (47) .
En cuanto a las i nform aciones que d i ri g e n l a i nserción l éxica, resu lta
s u m a m e nte úti l con s i d e rar la p ropos i c i ó n de Postal (48) , q u e , s i g u i endo
e n parte l a teoría chom s k i a n a , d ivide e l componente bás ico de una g ramá­
tica en dos conj u ntos separados por reg las : 1 ) de rescritu ra i ndependi ente
d e l contexto , y 2) reg las de s u b categori zac i ó n .
Cuando aparece u n a categoría l éxica (verbo , nombre, adjetivo) , dom i n a
u n p a r d e matrices de m a rcas . L a matriz d e l a izqu i erda comprende todas
l as m a rcas s i ntácti cas i ntrod u c i d as por l as reg las de s u bcategorización de
l a base y constituye e l e l e m ento g ramati cal de cada u n i dad l éxi ca. La ma­
triz de la derecha es un e l e m ento 0 después de l as operaciones de l as re­
g l as de base y será re l l enado más tarde por un e l e m ento l éxico.
Todos los i ntentos de los sem ánticos generativos s e d i rigen a i nvestigar
los p red i cados e l em enta l e s q u e con stituyen l as u n i dades semánti cas de
l as l en g u as natu rales , para pasar después a l a constru cción de u n apa rato
l ó g i co q u e represente l a estru ctura profu nda s i g n ifi cativa del lenguaje. E l l o
parece acertado, s i e m p re q u e s e haga constar q u e esta estructu ra profu nda
semántica q u e se q u i ere con stru i r no es cosa d i sti nta que l a exp res ión l ó­
g i ca de l a oraci ó n va l edera u n iversa l m ente como m e d i o de trad ucción en­
tre l en g u as , pero que n o exp resa la estructura i nte rior de l a oraci ón . S i n
embargo , i dentificar l as estructu ras p rofu ndas conseg u i das a p r i o r i con e l
c o noc i m i ento s u byacente a l habl ante parti c u l a r , c o m o h acía Chomsky y
otros generativi stas , resu l ta poco acertado .

6. CONSIDERA CIONES FINA LES

1 ) La g ramática generativa representa u n a aportac i ó n i nteresante en


l a m e d i d a en que, s u m i n i strando u n i n stru mento d e descri pción s i ntáctica
y favoreciendo su perfec c i o n a m i ento , h a avivado e l i nterés por probl emas
s i ntácti cos con cretos de l as l enguas n atu ra l e s .
2 ) Más i m portante todavía , q u i z á , res u l te e l h a b e r atraído l a atención
sobre u n a serie de pu ntos teóri cos esenc i a l es : l a com petencia l i ng ü ísti ca,
l a sem ánti ca, l o s rasgos l i ng ü ísti cos que cal i f i ca d e « estru ctu ra profunda » .
3) S e pueden p l antear muchas objecciones a a l g u nos d e sus presu-

(47) Desde e l punto de vista d e l a g ramática generativa clásica puede consultarse


sobre este tema el a rtícu l o d e M. B i erwisch ( 1 969) , •Ün certaln Problems of Semantlc
Features • , Foundations of Language, 5, 2 , pág s . 1 53-1 84.
(48) P. M. Postal ( 1 970) , pág s . 0-1 0 .
El método generativo en la didáctica de la lengua 73

puestos bás i co s , objecc i o n es q u e los m i smos generativitas han i d o y van


h a c i e n d o , ya que se trata de una c i e n c i a en constante renovación y aun en
contrad i c c i ó n .
4) N a c i ó l a g ramática generativa como u n a reacc i ó n fre nte a l estruc­
tura l i s m o americano, que descri bía las l en g u as i nd ígenas de América m e­
d i ante pregu ntas a i nfo rmantes , con ayu da de l as c u a l es se trataba de es­
tab l ecer las g ramáti cas y vocabu l a r i o s correspo n d i e r1tes . Se pregu ntaba
s o l a m ente , dando dos frases o pal abras : « ¿ i g u a l o d i ferente ? » . Con e l l o
se p retendía obj etiv i d ad y se seguía u n crite r i o formal , ren u n c i ándose a
todo res u l tado sem ánti co. Esto estaba en e l a m b i ente de l a época : años
tre i nta , cuarenta , c i ncuenta , dom i nados por l as corrientes de l a ps i c o l og ía
behaviorista , fuertemente anti menta l i sta . Por esos m i s mos años , l a escue­
l a de Copen hague p ropugnaba una desc r i p c i ó n de u n i dades l i ng ü ísticas ba­
sada en sus rasgos d i sti ntivos u opos itivos , pero s i n entrar a defi n i r el
conte n i d o d e esas opos i c iones . Esta tend e n c i a i m itaba e l método d e la
fon o l o g ía (que se ocupaba de u n i dades s i n conte n i d o , l os fonemas ) , pero
además reacc i o n aba contra l as defi n i c i ones apresu radas , u n itarias , d e l
conte n i do de l as catego rías g ramaticales de l a trad i c i ó n g reco l ati n a , y con­
tra l a l a rga trad i c i ó n que abusivamente trataba de i mponer modelos l i n­
g ü ísticos ya conoc idos , e l d e l l atín y otros , a l a descri pción de l as l e nguas .
5) Pero es evi d e nte q u e no h ay s i g n o s i n conte n i d o n i teoría l i n g ü ís­
tica s i n semánti ca : a la l arga era espera b l e una reacc i ó n , que s u rg i ó con
l a apl i cación del estructu ra l i s m o a l estu d i o de las u n i dades s i g n i fi cativas
en l íneas de i nvesti gación europeas d i sti ntas de l as de Copenhague ( M a r­
ti net, Coseri u , Ku ry l owicz, etc.) . Pero esto apenas fue conocido en Amér i c a ,
d o n d e por estructuralismo se conocía prácticam ente s ó l o e l descriptivis­
mo sal i do de B l oomfi e l d , cal i fi cado despectivamente de pura taxonomía o
s i ste ma de c l as i f i caci ones .
6) En estas c i rcunsta n c i as s u rg e e l m a n i f i esto de l a nueva escu e l a ,
las Syntactic Structures de Chomsky , cuyas raíces y causas de s u éxito
res iden en :

a) l a gramática de los constituyentes inmediatos, en defi n i tiva u n a


g ramática trad i c i o n a l g recol ati n a q u e operaba c o n conceptos b i e n
conocidos a través de l a enseñanza e l e m enta l de l a escue l a ;
b) e l simbolismo, q u e , aunque enraizado en l a trad i c i ó n g ramati cal ,
era tomado ahora más b i e n de l a l o g ística y l a matemática, y q u e
res u ltaba u n i nstru mento c i entífico q u e , aparte de sus i n negab l es
ventaj as , estaba y está muy en e l a m b i ente i nte l ectua l de l a época ;
c) e l método deductivo, opuesto a l i nd u ctivo de l a g ramática trad i c i o­
n a l : e l p royecto de defi n i r todas l as oraciones de una l e n g u a a
part i r de u n corpus red u c i d o de e l l as por medio de u n a serie l i m i ­
tada d e reg l as .

7 ) E n l a p r i m e ra etapa s e aceptaba l a existenc i a d e oraciones n u c l ea­


res cuyas cadenas d e símbo l os eran u n a estructura p rofu nda de otras ca-
74 Luis Alberto Hernando Cuadrado

d e n as derivadas de e l l as , generándose i n c l uso l as o rac i o n es compuestas


a part i r d e l acop l a m i e nto de s i m p l e s . Posteriorm e nte se admitieron estruc­
tu ras profu ndas pro p i a m ente d i chas , que son cadenas de símbolos tam­
b i é n , pero que s u byacen cada una a una cadena d e superfi c i e . La i mpor­
tan c i a de este n u evo p l a nteam i e nto se h a l l a , sobre todo , en que e l acento
s e pone ahora más e n e l aborar una teoría d e la com petenc i a l i ng ü ística
que e n descri b i r efectivamente l as construcciones d e una l e n g u a , y en
que se hace por p r i m era vez u n anál i s i s semánti co, mostrando cómo se
i ntroduce e l l éx i co d entro del componente s i ntáct i c o , y se ati ende a pro­
b l emas como l os de los l ím ites d e la gramati cal i d a d . Por lo demás , s i g u e
h a b i endo u n a seri e de pu ntos d e vi sta fundamenta l es que son comunes :
e l comenzar e l an á l i s i s por l as u n i dades superi o res , el apoyarse en l as
c l ases de p a l abras y categorías trad i c i o n a l es ( atr i b u i das a l a estructu ra
p rofu nda) . el des i nteresarse por l as u n i dades i ntermed i a s , etc .
8) La evo l u c i ó n posterior d e l generativismo es com p l etamente l óg i ca
y los pro b l emas que s e han presentado son fundamenta l mente tres :

a) frente a l a subord i n a c i ó n de l a semántica a l a s i ntax i s , cada vez


más se ha con s i derado que tan c i e rto es esto como que la s i ntaxis
depende de l a sem ánti ca : hoy s e t i e n d e a col ocar s i ntax i s y se­
mántica ( M cCawl ey, F i l l more . . . ) a i g u a l n ive l de profu n d i dad (y aun
a una mayo r la segunda) o b i e n se coloca d i versos e l ementos se­
mánti cos a d i fe rentes n ive l es de profu n d i dad (trabajos recientes
de Chomsky, Jackendorf, etc .) ;
b) l a i d e a de l o g ra r e l máxi mo de u n iversal i s mo p a r a l as d i sti ntas ca·
denas de la estructura profunda hace que h aya cada vez más ten­
d e n c i a a e l i m i n a r de e l l a l as cl ases de pal ab ras , categorías y fun­
c i ones de la g ramática trad i c ional ;
c) para l e l amente , s u rge e l anál i s i s de los e l ementos semánti cos más
profundos como u n conju nto de datos u n iversales que en cada l e n­
gua se com b i nan de d i sti nta manera : nociones como i d e ntidad ,
t i e m p o , espac i o , cuerpo , movi m i ento , etc . Por otra parte , l a com­
b i n a c i ó n de estos e l ementos u n ivers a l e s para fo rmar l as pal abras
de cada l en g u a tend ría l u g a r tam b i é n m e d i ante rasgos s i ntácticos
u n ivers a l e s .

Con t o d o esto , s i n embarg o , se está abandonando e l terreno pu ramen­


te l i ng ü ístico para esta b l ecer una teoría , o var i as , sobre l a u n iversal i dad
d e l os ú lt i m os e l e m e ntos exp resados por el l e n g u aj e y la manera como se
organ i zan a d iversos n ive l es cada vez más part i cu l ares , de escaso i nterés
para la l i ng ü ísti c a , dado que lo ú n i co que hacen es h i postas i a r anál i s i s sub­
j etivos o d e convive n c i a .
9 ) N o obstante , h a y a l g u nos pu ntos e n que los esfuerzos de los ge­
n e rativi stas desembocan en aportaci o n es que pueden res u ltar úti l es para
el estu d i o de l as l en g u as y d e la l i ng ü ísti ca en g�nera l :
El método generativo en la didáctica de la lengua 75

a) las notac iones s i m b ó l i cas son frecu e ntem ente s u m a mente efi caces
para p resentar s i nópt i camente una rea l i dad comp l ej a ; como por
defi n i c i ó n han d e s e r exp l ícitas y exhaustivas , l as d if i cu ltades que
s e encue ntran e n agotar los hechos de una l e n g u a , form u l ándolos
s i m bó l i camente , son u n excelente recurso para rea l izar u n estu d i o
de construcciones m á s o menos a n ó m a l as ;
b) l o s esfuerzos por d eterm i nar las con d i c i ones según l as cuales tie­
n e lugar l a entrada del componente l exical d e u n a l engua dentro
de esquemas s i ntácti cos han procu rado un g ran desarro l l o a la
semántica gen erativa , q u e , por l o d e m ás , l l eg a a res u l tados más o
menos próx i mos a aná l i s i s estru ctu rales ;
c) s e h a creado, i g u a l mente , u n a fon o l o g ía g e ne rativa , que especifica,
por m e d i o d e reg l a s , cómo e n dete rm i n ad as d i stri b u c i ones son ge­
nerados los son i dos concretos de la cadena hablada en fu n c i ó n
unos de otros ;
d) e l estu d i o d e l o s l ím ites de l a g ramati cal i dad , e s dec i r , de a l l í don­
d e l as cadenas d e símbolos s i ntácti cos es d udoso en qué m e d i d a
p u e d e n s e r l l enadas med i a nte determ i nadas s u bcategorizaci o n es ,
se ha uti l i zado para estud ios esti l ísti cos .

Así podríamos seg u i r s e ñ a l ando suces ivamente otros muchos aspec­


tos . . . , pero , para concl u i r , d estaquemos ú n i camente lo q u e , en defi n itiva,
busca la g ramática g e nerativa : reproduc i r el s i stema fundamental d e toda
l e n g u a n atu ral , o, d i cho d e otro modo , encontrar y form a l izar ese mecan is­
mo que i n consci ente o i m p l ícitam ente l l eva cada habl ante en e l cerebro
desde q u e aprend i ó s u l e n g u a ; l a meta ú lt i m a sería, u n a vez conocidos
todos los s i stemas d e las d i sti ntas lenguas , e l evarse h asta los u n iversa­
l es del l e n g u aj e .