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Como citar este material:

]ZURRON, Ana Claudia Bensuaski P. Patologia: Mecanismos Intracelulares que


Desencadeiam Degeneração e Morte Celular. Caderno de Atividades. Valinhos:
Anhanguera Educacional, 2015.

Neste tema deste caderno de leitura e atividades será verificada a importância


do estudo dos mecanismos de ação no desencadear da morte celular. Assim,
qual a importância do estudo de diferentes alvos celulares para a identificação
do mecanismo de ação de determinados patógenos causadores de lesões
celulares? Você estudará o envolvimento de mensageiros secundários na
formação de lesões celulares, considerando o fluxo de cálcio intra e extracelular,
o substrato de produção de energia como a glicose, assim como a
disponibilidade de oxigênio para células e tecidos, visando a funcionalidade
adequada do organismo. Abordaremos, também, a perda da funcionalidade de
células e tecidos, por causa de alterações degenerativas envolvidas no processo
de envelhecimento. Desta forma, oscilações na concentração interna de íons e
moléculas desencadeiam diferentes respostas celulares, alterando processos
metabólicos, como modificações de atividade cardíaca, na coagulação do
sangue, na importância da adesão de moléculas celulares, da transmissão de
sinais às células nervosas, contração muscular e regulação das referidas
funções musculares e nervosas. O envolvimento de íons e moléculas alterados
possibilita respostas alteradas de proteínas sinalizadoras, neurotransmissores e

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hormônios que favorecem o aparecimento de doenças nos diferentes
organismos, incluindo as pessoas idosas.

A leitura deste tema irá favorecer ainda mais a compreensão de seus estudos
da disciplina de Patologia. Com o apoio do Livro-Texto, das sugestões de leitura,
imagens e exercícios, você estará preparado(a) para avançar nos estudos e se
aprofundar nos conhecimentos desta disciplina com maior facilidade.

Adaptação e Modificação Celular das Lesões Celulares e o Envolvimento


de Íons e Moléculas na Resposta Celular

A célula apresenta respostas celulares com base em diversos mecanismos de


ação. Os mecanismos de íons e moléculas dentro do ambiente celular favorecem
o estudo de diferentes alvos moleculares que abrem perspectivas de pesquisa
na cura de doenças e no tratamento farmacológico dessas doenças.

Os íons que se movimentam para dentro do ambiente celular podem, sim, trazer
um equilíbrio na funcionalidade de diferentes órgãos e sistemas; no entanto, em
excesso, podem desencadear processos de necrose e apoptose, culminando em
morte celular.

Um evento muito importante que sela a morte celular é a difusão do íon cálcio
(Ca++), que está ligado às membranas de organelas citoplasmáticas, e também
o influxo de cálcio que vem do ambiente extracelular para o interior da célula
(FRANCO et al., 2010, p. 95).

O cálcio (Ca++) desempenha importantes funções envolvendo a membrana


plasmática e várias estruturas celulares que atuam na fosforilação oxidativa,
na funcionalidade de estruturas funcionais dos músculos esquelético e cardíaco
(sarcômeros) e, por fim, na ativação das proteínas actina e miosina. O cálcio
regula diferentes eventos, entre eles, o desencadear do potencial de ação até a
contração muscular. É válido ressaltar que, quando uma célula não consegue

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captar o cálcio do ambiente citoplasmático para o interior da célula após a
contração muscular, eventos de lesão celular podem aparecer. Isso indica que
existe determinada concentração de Ca2+ que mantém a homeostasia celular.
Assim, um equilíbrio na concentração deste íon é de grande importância nos
mecanismos lesivos celulares.

A estrutura do retículo sarcoplasmático e sua função são alteradas quando o


tecido muscular é submetido a uma prática exaustiva de exercícios, favorecendo
uma alteração nos canais regulatórios de liberação e na recapturação de Ca2+
pelo retículo sarcoplasmático.

Assim, alterações no equilíbrio homeostático do Ca2+ no ambiente celular podem


gerar efeitos autocatalíticos. Sabe-se que altas concentrações do íon
Ca2+ favorecem a ativação da enzima Fosfolipase A2. A ação da
Fosfolipase A2 pode acarretar diversos eventos degenerativos em membranas.
O Ca2+ pode ativar, também, outras enzimas (proteases) que degradam
estruturas proteicas, bem como pode afetar o processo de respiração
mitocondrial.

A grande maioria das funções celulares depende do cálcio, mas em


concentrações adequadas, pois, quando a célula apresenta elevadas
concentrações citosólicas deste íon, alterações nas vias sinalizadoras são
desencadeadas, provocando efeitos deletérios no ambiente celular, como a
rápida morte celular por necrose ou a indução da morte celular programada
(apoptose).

O aumento da concentração dos íons cálcio pode ocasionar contração muscular


sustentada, manifestando-se em rigidez e espasmos musculares, resultando em
um significativo aumento no metabolismo celular. Esta condição é conhecida
como acidose metabólica e respiratória e ocorre com considerável aumento do
consumo de O2 e da produção de CO2, com produção de calor. Os mecanismos
compensatórios usados para balancear as condições de hipertermia, hipóxia,
acidose e instabilidade hemodinâmica relacionam outros mecanismos de perda

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de calor por sudação e vasodilatação cutânea, além de hiperventilação e
aumento de adrenalina circulante.

Todas essas modificações têm como objetivo o aumento da vasoconstrição


(para favorecer o retorno venoso ao coração) e a manutenção do débito cardíaco
(aumento da contractilidade miocárdica e da frequência cardíaca).
Um indivíduo com hipertermia apresentará, portanto, além de rigidez muscular,
aumento de temperatura corporal, sinais de cianose e, ainda, modificações no
sistema cardiovascular: taquicardia, arritmias ventriculares e hipertensão
arterial.

Saiba Mais!
O texto, indicado a seguir, refere-se à dosagem rotineira de cálcio sérico em
indivíduos sem quadro clínico que indique a necessidade da realização desse exame-
dosagem assintomática: importância clínica.

COSTA, M. B.; LANNA, C. M. M.; BRAGA, M. H.; MAGALHÃES, S. Avaliação da


hipercalcemia assintomática em pacientes ambulatoriais. J Bras Patol Med Lab, v. 44,
n. 5, p. 329-335, out. 2008. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v44n5/05.pdf. Acesso em: 2 nov. 2014. Se preferir,
clique aqui.

Alterações intracelulares relacionadas ao ambiente das células responsáveis


pela liberação de glicose para os diversos tecidos do organismo ocasionam
alteração no funcionamento dessas células, gerando ou bloqueando a energia
necessária para o trabalho celular de toda a organização celular do organismo.

No caso da hipoglicemia, a glicose é o principal substrato para a produção de


energia na maioria dos tecidos, sendo a glicose a mais importante fonte
energética para as células do cérebro. A falta de glicose nas células por
deficiência nos níveis circulantes de glicose (conhecida como hipoglicemia)
resulta em produção deficiente de adenosina trifosfato (ATP), que é mais

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significativa no cérebro. Neste caso, também pode ocorrer morte (FRANCO et
al., 2010, p. 94).

Saiba Mais!
O texto indicado relata o diagnóstico, a classificação e a avaliação do controle
glicêmico em paciente com Diabetes mellitus. O diagnóstico precoce e as
mudanças no estilo de vida do paciente retardam o aparecimento do diabetes
ou de suas complicações.

GROSS, J. L.; SILVEIRO, S. P.; JOÍZA, L. C.; REICHELT, A. J.; AZEVEDO,


M. J. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle
Glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 46, n. 1, fev. 2002. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/abem/v46n1/a04v46n1.pdf. Acesso em: 2 out. 2014. Se
preferir, clique aqui.

Sabemos que a glicose é a principal fonte de energia para todos os tipos


celulares de mamíferos, nos quais é a responsável pelo fornecimento de ATP
tanto em condições aeróbicas (na presença de oxigênio) como anaeróbicas
(ausência de oxigênio). A glicose é uma molécula insolúvel na membrana
plasmática, e seu transporte é realizado por meio de difusão facilitada, a favor
de seu gradiente de concentração, porém na presença de proteínas
transportadoras (GLUTs) na superfície de todas as células.

Considerando-se que a glicose, como substrato energético, está constantemente


sendo consumida nas células, as forças de gradiente garantem um influxo do
substrato na maioria dos tipos celulares, por meio de diferentes proteínas
transportadoras (GLUTs).

Algumas repercussões fisiopatológicas de defeitos na expressão de


transportadores de glicose podem facilitar o aparecimento de problemas no
organismo. Uma vez que exista uma alteração na expressão de transportadores
como os GLUTs, de alguma forma as células ficarão privadas de receber
energia, e, para que a célula funcione, ela precisa deste combustível.

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A falta de energia para a demanda celular é refletida, por exemplo, em uma
redução no conteúdo de GLUT presente em eritrócitos ou hemácias (glóbulos
vermelhos), a qual se reflete em diminuição da capacidade dessas células de
transportar glicose. Se esse tipo de problema for transportado para a expressão
de transportadores de glicose na barreira hematoencefálica para o SNC em
crianças, pode haver, neste caso, o aparecimento de quadro convulsivo intenso
que não responde à terapêutica anticonvulsivante convencional. Propõe-se,
neste caso, que o quadro convulsivo seja decorrente da falta de substrato
energético proveniente da metabolização da glicose no SNC, sendo interessante
observar se os pacientes diagnosticados interromperam o quadro convulsivo
com a introdução de uma dieta cetogênica. De qualquer maneira, os danos
decorrentes do período que antecede o tratamento com a dieta cetogênica
podem ser irreparáveis, com atraso de desenvolvimento, aparecendo hipotonia
leve. Desta forma, ressalta-se a importância do diagnóstico precoce, com a
introdução imediata da dieta cetogênica para melhorar o prognóstico desses
pacientes (BRAUN; ANDERSON, 2009, p. 494).

Assim, evidencia-se que a caracterização molecular das proteínas


transportadoras de glicose abriu um imenso universo na investigação dos fluxos
de glicose, o que representa um fenômeno celular vital para o equilíbrio das
funções do organismo, abrindo perspectivas que poderão gerar abordagens
preventivas ou terapêuticas importantes. Em outras patologias, a detecção de
alterações nos transportadores de glicose tem sido importante para firmar
diagnóstico, subsidiar medidas terapêuticas e, principalmente, para esclarecer
mecanismos fisiopatológicos.

Outro mecanismo de trabalho na regulação interna da disponibilidade de


substratos para o correto funcionamento das células é o transporte e a
disponibilidade de oxigênio para o ambiente celular.

A situação de hipóxia, em que há falta de oxigênio para as células, é um


mecanismo básico na diminuição da energia celular, podendo, por falta de

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oxigenação, causar morte celular nos diversos tecidos. O bloqueio em veias e
artérias dificulta a circulação sanguínea e prejudica a oxigenação de células e
tecidos, podendo causar a falência do órgão (FRANCO et al., 2010, p. 94).

Figura 5.1 Necrose do intestino delgado na condição de Isquemia Mesentérica. A artéria está
bloqueada (aterosclerose), causando a morte do intestino delgado.

Fonte: Scientific & Medical Art (Smart) Imagebase. Nucleus Medical Media. Isquemia mesentérica Medical
Ilustration. April 9 2010. Disponível em: http://ebsco.smartimagebase.com/isquemia-
mesent%C3%A9rica/view-item?ItemID=28492. Acesso em: nov. 2014

A hipóxia é uma das causas mais frequentes de agressão e necrose tecidual. Os


fatores que provocam isquemia ocorrem quando a corrente sanguínea é
interrompida, como na aterosclerose obstrutiva ou nas tromboses, ou, ainda, nas
tromboembolias (causas mais comuns de hipóxia). Outro envolvimento da falta
de oxigênio nos tecidos ou hipóxia é a oxigenação inadequada de sangue em
virtude de insuficiência cardíaca ou respiratória.

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Saiba Mais!

O texto, a seguir, aborda a investigação da trombose venosa na gravidez, que


é considerada um fator determinante no aumento da morbidade e da
mortalidade materno-fetal.

KALIL, J. A.; JOVINO, M. A. C; DE LIMA, M. A.; KALIL, R.; MAGLIARI, M. E.


R; DI SANTO, M. R. Investigação da trombose venosa na gravidez. J Vasc
Bras, v. 7, n. 1, 2008. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/jvb/v7n1/v7n1a06.pdf. Acesso em: 3 nov. 2014. Se
preferir, clique aqui.

Ainda, outra consequência da perda da funcionalidade de células e tecidos


estaria ligada às alterações degenerativas envolvidas no processo de
envelhecimento, fornecendo a base de adaptações que podem promover a
melhora das funções em idosos. O envelhecimento é definido como a
deterioração gradual de um organismo maduro, resultando em alterações
irreversíveis à estrutura corporal, dependendo do tempo. A capacidade funcional
no idoso torna-se reduzida, pois o corpo, com o metabolismo diminuído, falha e
não consegue produzir o número de células suficientes para reposição, em
especial, as que não são capazes de se dividir por mitose.

Sabe-se que a identificação de mecanismos celulares associados às alterações


degenerativas do envelhecimento é necessária para o diagnóstico e o tratamento
de patologias associadas ao processo de envelhecimento.

O mecanismo de envelhecimento celular em idosos envolve fatores genéticos e


aqueles relacionados às próprias lesões. Os danos celulares podem ocorrer por
causa do acúmulo de eventos extrínsecos (do ambiente), que causam essas
lesões celulares, ou de fatores intrínsecos, que regulam a morte celular
determinada por fatores genéticos. O dano celular resultante de lesões
mecânicas ou químicas, causadas pelo acúmulo de metabólitos, bem como

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danos ao DNA resultados de radiação ultravioleta estão entre as causas que
contribuem para o envelhecimento. A morte celular programada (apoptose) ou a
que ocorre por lesão (necrose) contribui para as manifestações clínicas da
condição (BRAUN; ANDERSON, 2009, p. 461).

As mudanças degenerativas associadas ao processo de envelhecimento


envolvem alterações celulares que afetam diversos sistemas corporais. Os
mecanismos que controlam os danos, o reparo e a morte das células fornecerão
o alicerce para a compreensão das bases degenerativas do envelhecimento.

Assim, fatores modificadores, como dieta inadequada, redução de mobilidade e


doenças crônicas, influenciam alterações relacionadas à funcionalidade das
células, acelerando as manifestações do envelhecimento. Neste caso, existem
mesmo alterações na composição bioquímica dos tecidos, na fisiologia dos
órgãos e tecidos e na capacidade de respostas adaptativas aos estímulos
ambientais. Todas essas modificações funcionais são alterações celulares
características do envelhecimento, envolvendo hipertrofia e diminuição de
habilidade por mitose. A perda de massa por atrofia (redução muscular e
acúmulo de gordura) é um efeito comum associado ao envelhecimento dos
órgãos.

Ainda são muito comuns alterações no sistema imunológico de idosos


associando a proteção contra infecção, características essas envolvidas no
envelhecimento. A chamada senescência imune, disfunção progressiva do
sistema imune associada ao envelhecimento, é caracterizada pela diminuição da
resposta imunológica. A resposta frente a antígenos diminui progressivamente
ao envelhecimento, por causa da redução da produção de células T. Ainda as
respostas autoimunes aumentam com o avanço da idade, favorecendo o
aparecimento de doenças crônicas degenerativas envolvidas com a imunidade.
As respostas à alergia também são prejudicadas, pois há diminuição da
produção de Ig E (imunoglobulinas E), relacionadas à proteção imunológica
frente a diferentes compostos alérgicos (BRAUN; ANDERSON, 2009, p. 464).

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Também é comum notar perda óssea após a menopausa em idade avançada e
perda óssea na senescência em mulheres e homens. A perda óssea ligada à
menopausa relaciona-se com a ação de uma citocina, a IL-6, que retarda a
apoptose de osteoclastos (que aumentam a reabsorção óssea) e aumenta a
apoptose em osteoblastos (favorecem a renovação de matriz óssea), resultando
em perda óssea. Se a IL-6 aumenta a apoptose, morte celular, justamente nas
células que renovam a estrutura óssea, inevitavelmente haverá perda óssea na
menopausa (BRAUN; ANDERSON, 2009, p. 465). Já a perda óssea na
senescência ocorre pela diminuição no remodelamento e na formação dos
ossos. A perda óssea pode causar dor, diminuição de rigidez, perda de altura e
o desenvolvimento de cifose (curvatura côncava na coluna vertebral).

Figura 5.2 A osteoporose aparece na idade adulta quando há o decaimento hormonal por
causa da menopausa. À esquerda, uma matriz óssea de característica normal; à direita,
osteoporose.

Fonte: Scientific & Medical Art (Smart) Imagebase. Nucleus Medical Media. Osteoporosi Medical
Ilustration. April 9 2010. Disponível em: http://ebsco.smartimagebase.com/osteoporosi/view-
item?ItemID=38001. Acesso em: 3 nov. 2014

As alterações da função neurológica também estão relacionadas à idade,


havendo notória alteração na cognição, sensação, dor e respostas motoras.
Essas manifestações são resultado de mudanças tanto da estrutura e função da
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célula quanto em tecidos relacionados às respostas fisiológicas. São
consideradas alterações decorrentes do envelhecimento: diminuição da massa
cerebral, diminuição do número de neurônios, processos dendríticos e sinapses,
diminuição de mielina e alterações na produção de neurotransmissores. Todas
essas modificações podem resultar em doenças neurodegenerativas
relacionadas ao decaimento das funções neurológicas que aparecem com o
aumento da idade. A lentidão na condução nervosa, a baixa eficiência da
resposta dos axônios, os danos, reparos são alterações típicas do
envelhecimento, por causa principalmente da redução de neurotransmissores,
ausência de bainha de mielina, redução do número de neurônios. Sabe-se que
o acúmulo de proteína beta amiloide, por exemplo, pode desencadear esclerose
múltipla no sistema nervoso central.

Figura 5.3 A imagem mostra as áreas de placa da proteína Beta amiloide que se acumula na
medula espinhal e nas células do tecido nervoso, neurônios, desencadeando a morte celular.

Fonte: Scientific & Medical Art (Smart) Imagebase. Nucleus Medical Media. Multiple Sclerosis Medical
Ilustration. April 9 2010. Disponível em: http://ebsco.smartimagebase.com/multiple-sclerosis/view-
item?ItemID=7145. Acesso em: 3 nov. 2014

As doenças envolvidas com o envelhecimento naturalmente também estão


associadas à degeneração e à morte celular. Muitas células que antes se
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renovavam agora apresentam certa dificuldade para se renovar ou simplesmente
não se renovam, e o tecido morre. Esse caso é comum nas doenças
degenerativas, que aos poucos vão minando e perdendo sua função.

A doença de Parkinson, que aparece em pessoas idosas, é caracterizada como


uma doença progressiva de perda do movimento, em razão da disfunção dos
neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base cerebral que controlam
e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral
para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos
estão envolvidos nesta patologia, mas outras estruturas produtoras de
serotonina, noradrenalina e acetilcolina. Na doença de Parkinson, há a
degeneração e morte celular dos neurônios produtores de dopamina, sendo,
portanto, uma doença degenerativa do sistema nervoso central, com início
geralmente após os 50 anos de idade.

O Parkinson também está ligado à degeneração e morte celular que acontece


por causa da diminuição da atividade bioquímica e fisiológica da célula,
relacionando a diminuição na liberação de neurotransmissores envolvidos nas
diferentes sinapses neurológicas. Este fato acarreta acúmulo de inclusões
proteicas ao longo da vida e morte dos neurônios que expressam essas
proteínas durante a velhice (os dopaminérgicos). O parkinsonismo caracteriza-
se, portanto, pela disfunção ou morte dos neurônios produtores da dopamina no
sistema nervoso central. O local primordial de degeneração celular no
parkinsonismo é a substância negra, presente na base do mesencéfalo (BRAUN;
ANDERSON, 2009, p. 473).

Entender os mecanismos ligados às disfunções que ocorrem no interior de


células, dificultando a comunicação celular e, consequentemente, modificando a
resposta adequada a determinada função celular, envolve íons que favorecem o
transporte iônico, moléculas de energia como a glicose e o oxigênio,
componentes vitais à célula, contribuindo para o entendimento dos fatores que
desencadeiam diversas patologias.

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O conteúdo deste tema esclarece, ainda, que alterações decorrentes da idade
trazem modificações celulares no sistema nervoso central, na liberação de
neurotransmissores para o organismo da pessoa idosa, que passa a conviver
com um funcionamento mais lento do organismo, interferindo, assim, na
magnitude da resposta imunológica e celular. Diferentes doenças metabólicas,
autoimunes e decorrentes de mutação celular podem aparecer com o aumento
da idade, por causa do decaimento das funções imunológicas e alterações do
metabolismo.

Barreira hematoencefálica: é uma estrutura composta por membranas que


atua principalmente para proteger o Sistema Nervoso Central (SNC) de
substâncias químicas presentes no sangue, permitindo, ao mesmo tempo, a
função metabólica normal do cérebro. É composta de células endoteliais que são
agrupadas nos capilares cerebrais. Com a densidade aumentada, restringe
muito a passagem de substâncias a partir da corrente sanguínea, muito mais do
que as células endoteliais presentes em qualquer lugar do corpo. Protege o
cérebro contra substâncias, hormônios e neurotransmissores que estariam
circulando pelo corpo e que não podem chegar ao SNC.

Dieta cetogênica: dieta com baixo teor de carboidratos que causa


uma mudança no metabolismo, provocando uma condição chamada de cetose,
que acontece porque o corpo passa a queimar a gordura e a usá-la como fonte
de energia em vez do açúcar. Essa troca de mecanismo metabólico acontece
quando há pouca ou nenhuma ingestão de alimentos com açúcar ou carboidrato,
e sim gorduras e proteína.

Fosforilação oxidativa: é uma via metabólica que utiliza energia libertada pela
oxidação de nutrientes, de forma a produzir trifosfato de adenosina (ATP). O
processo refere-se à fosforilação do ADP em ATP, utilizando, para isso, a
energia libertada nas reações de oxidação-redução. A cadeia de transporte de

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elétrons na mitocôndria é o local onde ocorre a fosforilação oxidativa em
eucariontes.

Sarcômeros: componentes básicos do músculo estriado que permite a


contração muscular. Os sarcômeros são constituídos por um complexo de
proteínas, entre as quais, actina e miosina, e, alinhados em série, formam uma
estrutura cilíndrica designada miofibrila, no interior das células musculares. É a
unidade muscular dos movimentos de braços, pernas, cabeça, pescoço. As
proteínas dos sarcômeros organizam-se em bandas com características
particulares que, ao microscópio, dão um aspecto estriado ao músculo
esquelético e ao músculo cardíaco. O músculo liso organiza-se de forma
diferente e não possui sarcômeros, aparece em vísceras e órgãos ocos.

Senescência imune: conhecimento sobre o conjunto de alterações observadas


no sistema imune em decorrência do envelhecimento. As alterações
imunológicas relacionadas ao envelhecimento resultam da involução do timo e
da modulação de leucócitos, provavelmente como consequência de resposta
imune alterada contra patógenos. A imunossenescência produz seus efeitos
mais nítidos no campo das doenças infecciosas, aumentando a susceptibilidade
dos indivíduos a elas e, ainda, acentuando a morbidade e mortalidade nesta faixa
etária.

Instruções

Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará
algumas questões de múltipla escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os
enunciados e atente-se para o que está sendo pedido.

Questão 1

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Um evento muito importante que sela a morte celular é a difusão do íon cálcio
(Ca++), que está ligado ________________ de organelas citoplasmáticas, e
também o _____________ de cálcio que vem do ambiente extracelular para o
interior da célula.

O cálcio (Ca++) desempenha papel determinante em muitas das atividades


desenvolvidas pela membrana e em outras estruturas da célula: atua na ativação
da fosforilação oxidativa, no auxílio à manutenção da integridade da unidade
muscular funcional (______________) e, principalmente, na ativação das
______________________.

Assinale a alternativa correta:

a) às membranas, influxo, sarcômeros, proteínas contráteis.

b) ao núcleo, efluxo, ribossomos, proteínas contráteis.

c) às membranas, efluxo, hormônios, proteínas estruturais.

d) ao núcleo, influxo, sarcômeros, proteínas estruturais.

e) todas as afirmativas são incorretas.

Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito.

Questão 2

A glicose é o principal substrato para a produção de energia na maioria dos


tecidos, sendo esta a mais importante fonte energética para as células do
cérebro. Assim:

1- A falta de glicose nas células por deficiência nos níveis circulantes de


glicose (conhecida como hipoglicemia) resulta em produção deficiente de
adenosina trifosfato (ATP).
2- Considerando-se que a glicose, como substrato energético, está
constantemente sendo consumida nas células, as forças de gradiente

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garantem um influxo do substrato na maioria dos tipos celulares, por meio
de diferentes proteínas transportadoras (GLUTs).
3- Em diversas patologias, a detecção de alterações nos transportadores de
glicose tem sido importante para firmar diagnóstico, subsidiar medidas
terapêuticas e, principalmente, para esclarecer mecanismos
fisiopatológicos.

De acordo com as afirmativas, estão corretas:

a) 2 e 3.

b) 1 e 2.

c) 1 e 3.

d) 1, 2 e 3.

e) todas estão erradas.

Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito.

Questão 3
Na situação de hipóxia, há _____________________ para as células, podendo
causar ____________ nos diversos tecidos. O bloqueio em veias e artérias
dificulta a circulação sanguínea e prejudica a ________________ de células e
tecidos, podendo causar a ________________. A hipóxia é considerada uma
das causas mais frequentes de agressão e _____________.

Assinale a alternativa correta:

a) excesso de oxigênio, necrose tecidual, vasodilatação, apoptose, falência


tecidual.

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b) falta de nitrogênio, necrose tecidual, vascularização, apoptose, recidiva
celular.

c) falta de oxigênio, morte celular, oxigenação, falência do órgão, necrose


tecidual.

d) falta de oxigênio, morte celular, absorção, necrose tecidual, recidiva.

e) todas as afirmativas são incorretas.

Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito.

Questão 4

No organismo de pessoas idosas, diferentes alterações fisiológicas acontecem,


favorecendo o aparecimento de doenças infecciosas e doenças
neurodegenerativas. Esta correta esta afirmação? Explique.
Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito.

Questão 5
Como e por que acontece a osteoporose em mulheres após os 50 anos?
Explique.

Verifique a resposta correta no final deste material na seção Gabarito.

Neste tema, você pôde compreender que, quando os fenômenos que ocorrem
no interior das células estão alterados ou em desequilíbrio, diferentes patologias
podem acontecer. As oscilações no ambiente celular em relação à concentração
interna de íons e moléculas desencadeiam diferentes respostas celulares que
alteram os processos metabólicos, fornecendo condições para que lesões
celulares severas apareçam, comprometendo a funcionalidade dos órgãos.
Assim, determinada modificação na codificação de proteínas e uma alteração na
concentração iônica maior ou menor do que aquela determinada para o ambiente

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celular causam alterações na fisiologia da célula. Essas alterações, sinalizadas
aos diferentes órgãos, fornecerão uma resposta efetora modificada, que será
diferente da resposta celular habitual, aparecendo as doenças.

Ainda com o avanço da idade, a função imunológica em idosos é prejudicada,


favorecendo o aparecimento de infecções e de outras doenças transmissíveis.
As alterações da função neurológica também estão relacionadas à idade;
havendo alterações na cognição, memória, na dor e nas respostas motoras.
Assim, a identificação de componentes iônicos, proteínas sinalizadoras,
moléculas envolvidas em mecanismos alvos é de grande valia no diagnóstico
clínico, na prática farmacológica, como também na pesquisa da cura de doenças.
A partir destes ensinamentos, exercícios e leituras, você poderá prosseguir com
seus estudos nos demais temas da disciplina de Patologia. Bons estudos

BRAUN, C. A.; ANDERSON, C. M. Fisiopatologia - alterações funcionais na


saúde humana. Porto Alegre: Artmed, 2009.

COSTA, M. B.; LANNA, C. M. M.; BRAGA, M. H.; MAGALHÃES, S. Avaliação da


hipercalcemia assintomática em pacientes ambulatoriais. Bras Patol Med Lab, v.
44, n. 5, p. 329-335, 2008.

FRANCO, M.; MONTENEGRO, M. R.; BRITO, T.; BACCHI, C. E.; ALMEIDA, P.


C. Patologia ‒ Processos Gerais. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2010.

GROSS, J. L.; SILVEIRO, S. P.; JOÍZA, L. C.; REICHELT, A. J.; DE AZEVEDO,


M. J. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle
Glicêmico. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 46, n. 1, p. 16-26, 2002.

KALIL, J. A.; JOVINO, M. A. C; DE LIMA, M. A.; KALIL, R.; MAGLIARI, M. E. R;


DI SANTO, M. R. Investigação da trombose venosa na gravidez. J Vasc Bras, v.
7, n. 1, p. 28-37, 2008.

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Questão 1

Resposta: Alternativa A.
Membranas, influxo, sarcômeros, proteínas contrateis.

Questão 2
Resposta: Alternativa D.
1, 2 e 3.

Questão 3

Resposta: Alternativa C.
Falta de oxigênio, morte celular, oxigenação, falência do órgão, necrose tecidual.

Questão 4

Resposta: Sim. O envelhecimento é definido como a deterioração gradual de


um organismo maduro, resultando em alterações irreversíveis da estrutura
corporal. A capacidade funcional no idoso torna-se reduzida, pois o corpo, com
o metabolismo diminuído, não consegue produzir o número de células
suficientes para a reposição. Ainda são comuns alterações no sistema
imunológico de idosos associando a proteção contra infecção, características
essas envolvidas no envelhecimento (senescência imune), caracterizado pela
diminuição da resposta imunológica.

As mudanças degenerativas associadas ao processo de envelhecimento


envolvem alterações celulares que afetam diversos sistemas corporais. Células
nervosas ou neurônios, quando apresentam modificação em sua estrutura e
função, também desencadeiam doenças de ordem neurológica, debilitando
esses pacientes. Ainda uma dieta inadequada, redução de mobilidade e doenças
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crônicas influenciam alterações relacionadas à funcionalidade das células,
acelerando as manifestações do envelhecimento. Assim, diferentes doenças
metabólicas, autoimunes e decorrentes de mutação celular podem aparecer com
o aumento da idade, por causa do decaimento das funções imunológicas e das
alterações do metabolismo.

Questão 5

Resposta: No envelhecimento, é comum notar a perda óssea após a


menopausa. Este fato relaciona-se à ação de uma citocina, a IL-6, que retarda a
apoptose de osteoclastos (que aumentam a reabsorção óssea) e aumenta a
apoptose em osteoblastos (que favorecem a renovação de matriz óssea),
resultando em perda óssea. Se a IL-6 aumenta a apoptose, morte celular,
justamente nas células que renovam a estrutura óssea, inevitavelmente haverá
perda óssea na menopausa. A perda óssea pode causar dor, diminuição de
rigidez, perda de altura e o desenvolvimento de cifose (curvatura côncava na
coluna vertebral).

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