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PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-01 PLANO DE CURSO Disciplina:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-01
PLANO DE CURSO
Disciplina: PEC1301-Tópicos Especiais em Estruturas-
ESTRUTURAS METÁLICAS
Número de Créditos: 3 créditos - 45 horas aula
Professor: Dr. Francisco Adriano de Araújo
Turma 01 – Sala de Aula do Laboratório de Solos:
horário 6M234 – 07:50hs às 10:35hs
Objetivo: Revisar e ampliar os conhecimentos
adquiridos na graduação sobre o cálculo de estruturas
metálicas em aço.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-02 Ementa: - Materiais utilizados
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-02
Ementa:
- Materiais utilizados nas estruturas metálicas e suas
propriedades;
- Método dos estados limites pela NBR 8800-2008;
- Combinações de ações nos estados limites últimos e
de serviços;
- Limites de deslocamentos;
- Classificação das estruturas quanto a deslocabilidade;
- Análise estrutural de primeira ordem;
- Cálculo das cargas nas estruturas metálicas;
- Forças do vento em galpões;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-03 Ementa (continuação): -Verifica ão
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-03
Ementa (continuação):
-Verifica ão de esfor os resistentes em
laminados, soldados e dobrados;
Verificação à tração;
Verificação à compressão;
Verificação à flexão simples;
Verificação à flexão composta;
ç
ç
p
erfis
- Sistemas de contraventamentos;
- Placa de base e chumbador;
- Ligações com parafusos;
- Ligações com soldas;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-04 Metodologia de Ensino: As
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-04
Metodologia de Ensino:
As aulas serão teóricas expositivas-dialogadas com
apresentação em data show, aplicando as teorias
estudadas ao cálculo estrutural de um galpão totalmente
metálico e sem ponte rolante, a título de exemplos.
Cada aula terá no máximo 88 slides sendo recomen-
dado aos pós-graduandos imprimir e trazê-los para o
acompanhamento das aulas.
Recomenda-se imprimir 4 slides por página, frente
e verso.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-05 Procedimentos de Avaliação da
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-05
Procedimentos de Avaliação da Aprendizagem:
Serão aplicados três Trabalhos individuais e uma
Prova individual com consulta as normas e catálogos.
OBS.1: Não serão aceitos trabalhos incompletos.
OBS.2: O material de consulta não pode ter anotações;
Sendo aplicada a seguinte pontuação final:
A – Excelente;
B – Bom;
C – Suficiente;
D – Fraco;
E – Insuficiente ou reprovado por faltas.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-06 Datas das entregas dos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-06
Datas das entregas dos trabalhos:
Os mestrandos deverão entregar seus trabalhos no
horário de aula nas seguintes datas:
Trabalho 01: 18 / setembro / 2015;
Trabalho 02: 23 / outubro / 2015;
Trabalho 03: 05 / dezembro / 2015 (sábado).
Data da aplicação da prova:
Prova : 05 / dezembro / 2015 (sábado);
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-07 BIBLIOGRAFIA BÁSICA: 1. NBR
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-07
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
1. NBR 8800-2008: Projeto de estruturas de aço e de
estruturas mistas de aço e concreto;*
2. NBR 6123-1988: Forças devidas ao vento em
edificações;*
3. NBR 6120-1980: Cargas para o cálculo de estruturas
de edificações;
4. NBR 14762-2010: Dimensionamento de estruturas
de aço constituídas por perfis formados a frio;*
5. NBR 6355-2003: Perfis estruturais de aço formados
a frio - Padronização;*
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-08 Capítulo 01 - Introdução
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-08
Capítulo 01 - Introdução
1.1 – Definição
O aço é uma liga de ferro (aproximadamente 98%)
e carbono (de 0,008% até 2,11%) com elementos
residuais do processo de fabricação (silício, manganês,
fósforo e enxofre) e elementos adicionados com o
intuito de melhorar as características físicas e
mecânicas do material, os quais são denominados
elementos de liga (alumínio, cobre, cromo,
molibidênio, níquel, vanádio, e etc) sendo que a adição
ou não de um ou mais destes elementos varia de
acordo com a finalidade de utilização deste aço.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 09 1.2 – Vantagens
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 09
1.2 – Vantagens da Utilização das Estruturas
Metálicas
• Alívio das fundações;
• Aumento da área útil;
• Redução do tempo de obra;
• Antecipação dos rendimentos;
• Reciclagem;
• Precisão construtiva;
• Compatibilidade com o concreto armado.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-10 1.3 – Desvantagens da
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-10
1.3 – Desvantagens da Utilização das Estr. Metálicas
• A obra pode custar mais cara do que uma similar em
concreto armado;
• A mão-de-obra necessária é mais especializada;
• Necessidade de proteção contra incêndio;
• Falta de tradição na utilização do aço em muitas
regiões do Brasil;
• Em algumas regiões pode ser difícil conseguir
determinados tipos de aços e perfis metálicos;
• Viabilidade somente em elementos lineares;
• Pouco enfoque nos cursos de graduação no Brasil.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-11 1.4 – Histórico O
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-11
1.4 – Histórico
O primeiro material siderúrgico empregado na
construção foi o ferro fundido. A primeira grande obra
em ferro fundido foi a ponte de Coalbrookdale sobre o
rio Severn na Inglaterra construída em 1779 com vão
em arco de 30metros. Existe até hoje.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-12 Como obras de destaque
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-12
Como obras de destaque em aço pode-se citar,
entre outras:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-13 Obras de destaque em
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A01-13
Obras de destaque em aço
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-14 Obras de destaque em
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-14
Obras de destaque em aço
N. World Trade Center
Inaugurado 03/11/2014
104 andares e
541m de altura
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-15 Obras de destaque aço
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-15
Obras de destaque aço
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-16 Primeiras obras em aço
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A01-16
Primeiras obras em aço no Brasil
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-17 Primeiras obras em aço
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-17
Primeiras obras em aço no Brasil
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-18 Primeiro edifício em estruturas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-18
Primeiro edifício em estruturas mistas de
aço e concreto de Natal-RN (janeiro 2013).
Ampliação do Natal Shopping
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-19 Ampliação do Natal Shopping
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-19
Ampliação do Natal Shopping
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-20 Segundo edifício metálico de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-20
Segundo edifício metálico de Natal-RN (fev. 2013)
Prédio da Hyundai em Neópolis
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-21 Prédio da Hyundai em
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-21
Prédio da Hyundai em Neópolis (maio 2013)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-22 1.5 – Projeto Estrutural
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-22
1.5 – Projeto Estrutural
Objetivos de um projeto estrutural, PFEIL (2009):
• Garantir a segurança estrutural evitando-se o
colapso da estrutura;
• Garantir o bom desempenho da estrutura evitando-se
a ocorrência de grandes deslocamentos, vibrações
excessivas e danos locais (amassamento e fissuração)
As etapas de um projeto estrutural podem ser reunidas
em três fases:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-23 a) Anteprojeto, ou projeto
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-23
a) Anteprojeto, ou projeto básico, fase na qual são
definidos o sistema estrutural, os materiais e o
sistema construtivo. Ex.: estruturas aporticadas ou
contraventadas, aços de alta ou baixa resistência,
terças contínuas ou bi-apoiadas e etc.;
b) Dimensionamento, ou cálculo estrutural, fase na
qual são determinadas as dimensões das seções dos
elementos da estrutura e suas ligações. Ex.:
dimensionamento das terças, tesouras, vigas, pilares,
contraventos, placas de base, chumbadores,
conexões parafusadas, conexões soldadas e etc.;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-24 c) Detalhamento, fase na
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-24
c) Detalhamento, fase na qual são elaborados os
desenhos executivos da estrutura contendo as
especificações de todos os seus componentes. Ex.:
Desenhos para a fabricação, desenhos para a
montagem, croquis e etc. São usados softwares como
o AutoCAD, SDS, Tecnometal, Tekla e etc.
1.6 – Materiais
De acordo com o processo de fabricação existem
três grandes grupos de perfis metálicos:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-25 a) Perfis laminados, obtidos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-25
a) Perfis laminados, obtidos pela operação de
laminação a quente em indústrias siderúrgicas. Ex.:
cantoneiras, perfil I, perfil H, ferro redondo, barra
chata e etc. Dois grandes fabricantes nacionais de
perfis laminados são a Gerdau Açominas e a
ArcelorMittal (Antiga Belgo Mineira).
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-26 b) Perfis soldados, obtidos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-26
b) Perfis soldados, obtidos pela soldagem de tiras de
chapas. Ex.: perfis VS, CS, CVS, PS e etc. A norma
brasileira NBR 5884-1980 padronizou três séries de
perfis soldados: perfil VS, perfil CS e perfil CVS .
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-27 c) Perfis dobrados, obtidos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-27
c) Perfis dobrados, obtidos pela dobragem de chapas
finas em máquinas dobradeiras ou perfiladeiras: Ex.:
cantoneiras, perfil cartola, perfil U, perfil Z, perfil U
enrijecido e etc. A norma brasileira NBR 6355-2012
padronizou as seções de alguns perfis dobrados tais
como os mostrados na figura abaixo.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-28 A Norma brasileira NBR
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-28
A Norma brasileira NBR 8800-2008 trata do
dimensionamento de estruturas metálicas constituídas
por perfis laminados e soldados, e em seu anexo A
constam os principais aços estruturais para estes tipos
de perfis e suas propriedades de resistência.
Os aços considerados para a aplicação desta norma
devem possuir como resistência máxima ao escoamento
e relação entre resistência à ruptura e a
resistência ao escoamento
.
A norma brasileira que trata do dimensionamento
de perfis formados a frio (perfis de chapa dobrada) é
a NBR 14762-2010.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-29 Na tabela abaixo têm-se
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-29
Na tabela abaixo têm-se alguns dos principais aços
utilizados em chapas, perfis laminados, perfis soldados
e perfis dobrados.
OBS.: Na notação americana o grau do aço é a sua
tensão de escoamento em 1KSI = 1000 lbf/in 2 .
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-30 Para efeito de cálculo
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-30
Para efeito de cálculo devem ser adotados os
seguintes valores de constantes físicas para os aços
estruturais, NBR 8800-2008, item 4.5.2.9 pág.13:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-31 1.7 – Estrutura Metálica
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-31
1.7 – Estrutura Metálica Foco deste Curso
No mercado brasileiro da construção em aço, há
uma predominância de estruturas de um único
pavimento, destinadas ao uso comercial e industrial.
Dentro desse importante segmento os galpões
lideram as construções com soluções econômicas e
versáteis para uma larga faixa de vãos e uma infinidade
de aplicações na construção e na indústria, tais como:
pequenas fábricas, depósitos, lojas, academias,
ginásios cobertos, garagens, supermercados e etc.
Portanto, os galpões serão o foco deste curso.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-32 Exemplos de galpões metálicos:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-32
Exemplos de galpões metálicos:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-33 Exemplos de galpões metálicos:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-33
Exemplos de galpões metálicos:
As pontes rolantes são equipamentos usados para
içar cargas, elas se deslocam ao longo do galpão através
de vigas metálicas chamadas vigas de rolamento.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-34 Estrutura a ser calculada
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-34
Estrutura a ser calculada neste curso
Depósito - modulação de 8m x 24m
Local: Natal-RN
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-35 Esqueleto metálico do galpão
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-35
Esqueleto metálico do galpão deste curso.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-36 Nomenclatura e exemplos de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-36
Nomenclatura e exemplos de perfis e chapas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-37 Nomenclatura e exemplos de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-37
Nomenclatura e exemplos de perfis e chapas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-38 Nomenclatura e exemplos de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-38
Nomenclatura e exemplos de perfis e chapas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-39 1.8 – Estados Limites:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-39
1.8 – Estados Limites: NBR 8800-2008,
item 4.6.2 pág.14
Estados limites são situações em que a estrutura
deixa de atender as finalidades para a qual ela foi
projetada, seja no aspecto estrutural e/ou no aspecto
funcional.
Para a utilização da NBR 8800-2008 devem ser
considerados os estados-limites últimos (ELU) e os
estados-limites de serviço (ELS).
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-40 Os ELU estão relacionados
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-40
Os ELU estão relacionados com a segurança das
estruturas em relação à ruína (colapso) quando sujeita
às combinações mais desfavoráveis de ações previstas
em toda sua vida útil, durante a construção ou quando
atuar uma ação excepcional.
Para as verificações dos ELU são utilizados
coeficientes de majoração das ações e de minoração da
resistência dos materiais, estes coeficientes refletem a
variabilidade dos valores dos carregamentos e das
propriedades mecânicas dos materiais, alem de outros
fatores como as discrepâncias entre o modelo estrutural
e a estrutura real.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-41 A ruína da estrutura
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-41
A ruína da estrutura metálica pode ocorrer devido a:
a) Perda de equilíbrio como corpo rígido;
b) Plastificação total de um elemento ou de uma seção;
c) Ruptura de uma ligação ou seção;
d) Flambagem;
e) Ruptura por fadiga.
Os ELS estão relacionados com o desempenho
funcional da estrutura quando submetida a condições
normais de carregamento, ou seja, sem majoração
(cargas de serviços) e incluem:
a) Deformações excessivas;
b) Vibrações excessivas.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-42 1.9 – Ações ou
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-42
1.9 – Ações ou Carregamentos:
NBR 8800-2008, item 4.7 pág.15
1.9.1 – Introdução e classificação:
As ações são as causas que provocam esforços
internos e deformações numa estrutura, tais como
forças e deformações impostas.
No meio técnico é bastante comum se referir as
ações simplesmente como carregamentos.
As ações a serem consideradas em um projeto
estrutural são classificadas pela NBR 8681-2004
quanto a sua variação no tempo em:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-43 Classificação das ações quanto
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-43
Classificação das ações quanto a variação no tempo
a) Ações Permanentes: são ações que ocorrem com
valores praticamente constantes durante toda a vida
útil da construção. Ex.: peso próprio da estrutura
metálica, peso das telhas de cobertura e fechamento,
forro, isolamento térmico, peso de alvenarias e
revestimentos, e etc.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-44 Classificação das ações quanto
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-44
Classificação das ações quanto a variação no tempo
b) Ações Variáveis: são ações que podem ocorrer com
valores que apresentam variações significativas
durante a vida útil da construção, entretanto as
normas fixam valores a serem considerados para
estas ações para se simular o carregamento das
estruturas. São causadas principalmente pelo uso e
ocupação da edificação. Ex.: sobrecargas de pisos e
coberturas (sobrecarga acidental), cargas de
equipamentos e instalações (sobrecarga de
utilidades), vento, abalos sísmicos, variações de
temperatura e etc.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-45 Classificação das ações quanto
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-45
Classificação das ações quanto a variação no tempo
c) Ações Excepcionais: são ações que em geral têm
duração extremamente curta e probabilidade muito
baixa de ocorrência durante a vida útil da construção
mas que devem ser consideradas no projeto de
determinadas estruturas. Ex.: explosões, choques de
veículos, incêndios, sismos excepcionais e etc.
1.9.2 – Valores das Ações
As ações atuantes nas estruturas são quantificadas
por seus valores representativos
que podem ser:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-46 a) Valores característicos :
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-46
a) Valores característicos
: são valores adotados
por normas e que têm uma determinada
probabilidade, geralmente 5%, de serem
ultrapassados ao longo da vida útil da estrutura.
b) Valores convencionais excepcionais: são valores
arbitrados para as ações excepcionais;
c) Valores reduzidos
: são
reduções dos valores característicos das ações variá-
veis quando estas são consideradas agindo simulta-
neamente com outras cargas da estrutura;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-47 Para a realização do
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-47
Para a realização do cálculo estrutural se trabalha
com valores de cálculo das ações combinadas:
sendo:
- é a parcela de
das ações;
- é a parcela de
, que considera a variabilidade
, que considera a simultaneidade
de atuação das ações;
- é a parcela de
, que considera os possíveis
erros de avaliação dos efeitos das ações, seja por
problemas construtivos (tolerâncias de execução),
seja por deficiência do método de cálculo
(modelos aproximados e estimativas conservadoras).
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-48 1.9.3 - Coeficientes de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-48
1.9.3 - Coeficientes de ponderação das ações:
pág.18
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-49
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-49
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-50 pág.19
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-50
pág.19
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-51 1.9.4 – Combinações de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-51
1.9.4 – Combinações de Ações ou Carregamento
Para o cálculo das solicitações de projeto as ações
que podem atuar numa estrutura são consideradas
agindo simultaneamente de forma a produzirem os
efeitos mais desfavoráveis à segurança desta estrutura.
Desde que estas solicitações tenham probabilidade não
desprezível de atuarem simultaneamente durante o
período de vida útil da estrutura que para efeito de
cálculo é de 50 anos.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-52 Dá-se o nome de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-52
Dá-se o nome de combinações de carregamento a
forma como as ações (carregamentos) são consideradas
agindo simultaneamente na estrutura.
Para o cálculo estrutural de um galpão metálico
simples, sem ponte rolante, são considerados apenas
quatro tipos de carregamentos básicos:
- é o peso próprio da estrutura metálica no instante
em que esta estrutura está sendo calculada, ex.
terças, correntes, contraventos, tesouras, pilares e
etc, estimados no pré-dimensionamento e
confirmados no dimensionamento;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01-53 - é a carga
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01-53
- é a carga permanente, ex: peso de telhas,
isolamento térmico, forros e etc (obtidos em
catálogos), estrutura secundária e contraventos
descarregando em outras estruturas;
- é a sobrecarga acidental mínima de
0,25kN/m 2 na cobertura somada com a sobrecarga
das utilidades, tais como bandejamento elétrico,
esprinkler, ventiladores e etc, caso estas sejam
superiores a 0,05kN/m 2 , NBR 8800-2008 item B.5.1
pág.112;
- é a força do vento, calculada c/ a NBR 6123-1988;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 54 De acordo com
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 54
De acordo com a NBR 8800-2008 item B.3 pág.111
a sobrecarga deve ser considerada aplicada a apenas
uma parte da estrutura se o efeito produzido for mais
desfavorável que aquele resultante da aplicação da
ação sobre toda a estrutura.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 55 De acordo com
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 55
De acordo com o item 2.2.1.4 da NBR 6120-1980
as terças devem ser projetadas para suportar na posição
mais desfavorável uma sobrecarga concentrada de
1,0kN alem da carga permanente.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 56 De acordo com
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 56
De acordo com a NBR 8800-2008, item 4.7.7
pág.19, as combinações ultimas de carregamento
podem ser classificadas em:
a) Combinações últimas normais - decorrem do uso
previsto para a edificação;
b) Combinações últimas especiais - consideram a
atuação de ações variáveis de natureza ou
intensidade especial;
c) Combinações últimas de construção - consideram
a possibilidade de ocorrência de ELU na fase de
construção (comum em estruturas mistas de aço e
concreto antes do concreto endurecer);
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 57 d) Combinações últimas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 57
d) Combinações últimas excepcionais – consideram
a atuação de ações excepcionais que podem
provocar efeitos catastróficos;
Neste curso serão consideradas apenas as
combinações últimas normais, pois para o cálculo de
galpões metálicos raramente são necessários os outros
tipos de combinações últimas.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 58 Em cada combinação
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 58
Em cada combinação devem estar incluídas as
ações permanentes e a ação variável principal, com
seus valores característicos ponderados e as demais
ações variáveis, consideradas secundárias, com seus
valores reduzidos de combinação devidamente
ponderados.
Para cada combinação última normal aplica-se a
expressão geral:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 59 onde: - é
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 59
onde:
- é a ação total combinada para o dimensionamento
da estrutura;
- é o número total de ações permanentes;
- é o coeficiente de ponderação da i-ésima ação
permanente, obtido da tabela 1 da NBR8800-2008;
- é o valor característico da i-ésima ação
permanente;
- é o coeficiente de ponderação da ação variável
principal, obtido da tabela 1 da NBR8800-2008;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 60 onde: - é
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 60
onde:
- é o valor característico da ação variável
principal;
- é o número total de ações variáveis;
- é o coeficiente de ponderação da j-ésima ação
variável secundária, obtido da tabela 1;
- é o fator de combinação da j-ésima ação variável
secundária, obtido da tabela 2;
- é o valor característico da j-ésima ação variável
secundária;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 61 No caso de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 61
No caso de galpões metálicos sem ponte rolante se
consideram as seguintes combinações últimas normais:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 62 Combinações para os
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 62
Combinações para os ELS: NBR 8800-2008
item 4.7.7.3 pág.21
As combinações de serviço são classificadas de
acordo com sua frequência de atuação na estrutura em:
Quase permanentes – avaliam as deformações para
efeitos de longa duração;
Frequentes – avaliam as deformações reversíveis na
estrutura;
Raras – avaliam as deformações irreversíveis na
estrutura;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 63 Expressão geral das
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 63
Expressão geral das combinações quase permanentes
- é o fator de redução que estima os valores quase
permanentes das ações variáveis;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 64 No caso de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 64
No caso de galpões metálicos a combinação quase
permanente
é utilizada para a verificação do
deslocamento resultante máximo em vigas e tesouras
de coberturas em geral, exceto para o caso de
cobertura com inclinação inferior a 5% e no caso da
existência de forros frágeis:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 65 Expressão geral das
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 65
Expressão geral das combinações freqüentes de serv.
- é o fator de redução que estima o valor freqüente
da ação variável principal;
- é o fator de redução que estima os valores quase
permanentes das ações variáveis secundárias;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 66 No caso de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 66
No caso de galpões metálicos a combinação
frequente
é utilizada para a verificação do
deslocamento resultante em vigas e em tesouras de
cobertura para telhados com inclinação inferior a 5%.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 67 Expressão geral das
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 67
Expressão geral das combinações raras de serviço
- é o fator de redução que estima o valor frequente
da j-ésima ação variável secundária;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 68 Para galpões metálicos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 68
Para galpões metálicos a combinação rara de
serviço
é utilizada para a verificação do
deslocamento resultante máximo tanto em terças de
cobertura quanto em vigas ou tesouras de cobertura
com forros frágeis:
A combinação rara de serviço
é utilizada
para a verificação do deslocamento resultante máximo
em vigas ou tesouras de cobertura com forros frágeis:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 69 A combinação rara
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 69
A combinação rara de serviço
é utilizada para
a verificação do deslocamento vertical máximo entre
os tirantes da travessa de fechamento:
A combinação rara de serviço
é utilizada para
a verificação do deslocamento horizontal máximo das
travessas de fechamento, das colunas de vento e pilares
do galpão, assim como o deslocamento máximo das
terças na direção perpendicular a cobertura:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 70 1.10 - Limites
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 70
1.10 - Limites de Deslocamento: NBR 8800-2008,
anexo C pag.117
Para vigas bi-apoiadas L é o vão teórico entre apoios e
para vigas em balanço L é o dobro do vão teórico.
Sendo H a altura total do pilar ou da coluna de vento.
OBS.: A norma permite contraflecha
.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 71 1.11 – Resistências:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 71
1.11 – Resistências: NBR 8800-2008, item 4.8 pág.22
As resistências dos materiais são representadas
pelos valores característicos,
, definidos como
aqueles que, em um lote de material, têm apenas 5%
de probabilidade de não serem atingidos.
Para as estruturas metálicas
, a depender do
estado limite último em análise, ou será a tensão limite
de escoamento,
, ou a tensão de ruptura do aço,
.
-ELU de escoamento ou instabilidade ou flambagem;
-ELU de ruptura;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 72 A resistência de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 72
A resistência de cálculo da estrutura é definida
como:
onde:
- é o coef. de ponderação da resist.;
- é a parcela de
que considera a variabilidade
da resistência dos materiais envolvidos ;
- é a parcela de
que considera a diferença
entre a resistência do material no corpo-de-prova
e na estrutura;
- é a parcela de
que considera os desvios
gerados na construção e as aproximações feitas
em projeto para as resistências;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 73 Os valores dos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 73
Os valores dos
do aço estrutural,
, do concreto
, e do aço das armaduras,, são apresentados na
tabela 3 pág.23 da NBR 8800-2008 para o ELU.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 74 1.12 – ANÁLISE
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 74
1.12 – ANÁLISE ESTRUTURAL
NBR 8800-2008 Item 4.9 pág.24
1.12.1 - Generalidades
O objetivo da análise estrutural é determinar os
efeitos das ações na estrutura, visando efetuar
verificações de estados-limites últimos e de serviço e
assim comprovar a segurança da estrutura e seu
funcionamento adequado.
Antigamente – cálculos manuais;
Hoje – cálculos automatizados: STRAP, SAP,
Metálica 3D e etc;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 75 1.12.2 – Tipos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 75
1.12.2 – Tipos de Análise Estrutural
Tipos de análise estrutural quanto ao
comportamento mecânico do material:
a) Análise estrutural elástica - diagrama tensão-
deformação linear. É sempre permitida!
X
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 76 b) Análise estrutural
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 76
b) Análise estrutural plástica - o diagrama tensão-
deformação pode ser rígido-plástico, ou
elastoplástico perfeito, ou elastoplástico não-linear.
Quando o material de um determinado elemento
estrutural entra em regime plástico passa a ocorrer a
re-distribuição de esforços para os demais elementos
estruturais da vizinhança ainda não plastificados.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 77 Tipos de análise
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 77
Tipos de análise estrutural quanto aos efeitos dos
deslocamentos sobre os esforços internos:
a) Análise estrutural linear geométrica, ou análise
de primeira ordem - é quando os esforços internos
são obtidos com base na geometria indeformada
da estrutura;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 78 b) Análise estrutural
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 78
b) Análise estrutural não-linear geométrica, ou
análise de segunda ordem - é quando os esforços
internos são obtidos com base na geometria
deformada da estrutura.
Considerando-se os efeitos
e
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 79 Na prática, o
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 79
Na prática, o efeito global de segunda ordem
é responsável pela amplificação dos esforços que
ocorre devido à consideração do equilíbrio da estrutura
em sua configuração deslocada.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 80 Enquanto o efeito
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 80
Enquanto o efeito local
é responsável pela amplifi-
cação dos esforços que ocorre devido às imperfeições
geométricas iniciais, que são resultado das tolerâncias
de desalinhamento das estruturas na fabricação e na
montagem.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 81 A análise de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 81
A análise de segunda ordem deve ser usada sempre
que os deslocamentos afetarem de forma significativa
os esforços internos.
A NBR 8800-2008 estabelece os critérios que
tornam obrigatória ou facultativa a realização da
análise de segunda ordem tomando por base o grau de
deslocabilidade da estrutura (assunto da próxima aula).
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 82 1.12.3 - Classificação
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 82
1.12.3 - Classificação das Estruturas Quanto ao
Sistema de Contraventamento
Quanto ao sistema de contraventamento as
estruturas podem ser classificadas em subestruturas
de contraventamento e elementos contraventados.
As subestruturas de contraventamento são
estruturas que possuem grande rigidez para resistir a
ações horizontais e são responsáveis pela estabilidade
lateral da edificação.
Sendo os elementos contraventados aqueles que
não participam dos sistemas resistentes as ações
horizontais.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 83 Exemplos de subestruturas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 83
Exemplos de subestruturas de contraventamento:
a) pórticos rígidos em forma de treliças em edifícios de
múltiplos andares em aço.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 84 subestruturas de contraventamento
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 84
subestruturas de contraventamento
b) as paredes de cisalhamento dos núcleos rígidos em
concreto das caixas de escada e elevadores em
edifícios de múltiplos andares em aço.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 85 subestruturas de contraventamento
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 85
subestruturas de contraventamento
c) pórticos nos quais a estabilidade é assegurada pela
rigidez à flexão
das barras e pela
capacidade de
transmissão de
momentos nas
ligações.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 86 No caso de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 86
No caso de um galpão metálico simples pode-se ter:
Na direção transversal - pilares engastados na
fundação e aporticados com a tesoura;
Na direção longitudinal - pilares rotulados na
fundação e contraventos verticais em forma de
pórticos rígidos treliçados.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A01- 87 Trabalho 01: Aula
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A01- 87
Trabalho 01:
Aula 01: questão 01
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 01 1.12.4 - Imperfeições
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 01
1.12.4 - Imperfeições geométricas iniciais e
imperfeições dos materiais
NBR 8800-2008 Item 4.9.3 pág.25
Na fase de análise estrutural as imperfeições
geométricas iniciais da estrutura, falta de retilineidade
do eixo das barras devido as tolerâncias de fabricação e
montagem, podem ser consideradas pela aplicação em
cada pavimento de uma força horizontal fictícia
denominada de força nocional.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 02 As forças nocionais
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 02
As forças nocionais em cada pavimento são
calculadas como sendo 0,30% da resultante
gravitacional máxima do pavimento, ou seja, 0,30%
do somatório das reações de apoio no pavimento para a
combinação de carregamento última.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 03 Na figura abaixo
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 03
Na figura abaixo tem-se uma ilustração da obtenção
das forças nocionais para o caso de um pórtico de
galpão sem ponte rolante, estas forças ficam no mesmo
sentido pois seu objetivo é tirar a estrutura do prumo.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 04 As imperfeições iniciais
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 04
As imperfeições iniciais de material, tais como
tensões residuais, podem ser levadas em conta na
análise estrutural reduzindo-se a rigidez a flexão e a
rigidez axial das barras para 80% dos valores íntegros.
e
Quando a norma exige este tipo de consideração,
na prática o que se faz é trabalhar com o módulo de
elasticidade do aço reduzido, ou seja,
E* = 0,8E = 0,8x200.000 = 160.000MPa.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 05 As tensões residuais
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 05
As tensões residuais são tensões auto-equilibradas
que permanecem nos perfis após o seu processo de
fabricação quer seja por laminação, dobra ou soldagem.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 06 1.12.5 - O
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 06
1.12.5 - O coeficiente de Flambagem K pela
NBR 8800-2008 Item 4.9.6 pág.27
A teoria clássica de flambagem elástica por flexão
foi originalmente introduzida por Leonhard Euler em
1744. Dá-se o nome de flambagem ao fenômeno pelo
qual uma barra reta axialmente comprimida submetida
a um determinado nível de carga, a chamada carga
crítica de flambagem, abandona a configuração inicial
de equilíbrio com eixo reto e busca outra configuração
estável de equilíbrio com o eixo curvo. Como regra
geral a flambagem é um fenômeno que tende a ocorrer
preferencialmente em torno do eixo de menor inércia.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 07 Duas hipóteses básicas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 07
Duas hipóteses básicas da teoria de flambagem
elástica clássica são:
a) A barra é constituída de um material com resposta
perfeitamente elástica linear;
b) A carga de compressão é aplicada perfeitamente
centrada, ou seja, não existe excentricidade de
carregamento e, portanto, não existe momento
externo aplicado.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 08 A expressão para
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 08
A expressão para a carga crítica de flambagem
elástica de Euler resulta como consequência do
problema da determinação da linha elástica da barra
ao se considerar o seu equilíbrio numa configuração
com o eixo não mais reto, e sim deslocado.
onde
é o chamado comprimento efetivo de
flambagem, definido como a distância entre os pontos
de inflexão da elástica, real ou imaginária, equivalente
a uma coluna bi-rotulada.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 09 O coeficiente de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 09
O coeficiente de flambagem
relação entre o comprimento de flambagem e o
comprimento real da barra.
é a
No caso de elementos isolados submetidos a
compressão uniaxial centrada, os coeficientes de
flambagem elástica por flexão em relação aos eixos x
ou y, ou respectivamente, são apresentados na
tabela E.1 pág.125 da NBR 8800-2008.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 10 SOMENTE para compressão
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 10
SOMENTE para compressão axial centrada de elementos isolados
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 11 Entretanto os métodos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 11
Entretanto os métodos de análise estrutural previs-
tos pela NBR 8800-2008 permitem para as barras
prismáticas das subestruturas de contraventamento e
dos elementos contraventados, trabalhando a flexo-
compressão, o uso do comprimento de flambagem
igual ao comprimento destravado destas barras, ou
seja, SEMPRE! Item4.9.6.2pág.27
independentemente das condições de contorno das
vinculações das barras, ou seja, neste caso sempre se
usa K=1,0. Entretanto, para que isso seja possível são
necessários o atendimento a algumas condições
especificadas na norma.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 12 No caso de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 12
No caso de estruturas submetidas a flexo-
compressão antigamente as normas usavam o
tradicional método dos comprimentos efetivos,
introduzido pelo AISC em 1963, para determinar o
coeficiente de flambagem das colunas, que para
estruturas aporticadas podia assumir valores como
os quais eram obtidos através de ábacos.
Entretanto este método, o qual consta na
NBR 8800-1986, se baseia em uma série de hipóteses
que dificilmente de verificam na prática, o que tornava
necessário uma série de correções as quais geralmente
não eram feitas pelos engenheiros calculistas.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 13 Alem disso, quando
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 13
Alem disso, quando os valores de K resultavam
muito grandes os engenheiros calculistas adotavam,
arbitrariamente e sem nenhum critério, valores
menores.
Assim, devido a suas limitações e problemas de
aplicação prática o Tradicional Método dos
Comprimentos Efetivos foi abolido desde o AISC-
2005 (já está em vigor o AISC-2010) e também pela
NBR 8800-2008.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 14 OBSOLETO Nesta figura
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 14
OBSOLETO
Nesta figura tem-se um ábaco
d e a
li
n amento que era usa o
h
d
no Tradicional Método dos
Comprimentos Efetivos.
Hoje em dia esta ferramenta é
totalmente obsoleta, pois as
normas modernas propõem
métodos mais eficientes de
análise estrutural.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 15 Atualmente na NBR
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 15
Atualmente na NBR 8800-2008 o uso de valores de
K superiores a 1,0 para estruturas submetidas a flexo-
compressão é substituído pela consideração das
imperfeições geométricas iniciais, levadas em conta
pela utilização das forças nocionais, e também pela
consideração das imperfeições iniciais do material,
levadas em conta pela consideração da redução das
rigidezes axial e a flexão. De acordo com o AISC
estas novas considerações fornecem melhores
resultados na comparação com ensaios de laboratórios,
mostrando que os novos métodos são mais realistas
que o Tradicional Método dos Comprimentos Efetivos.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 16 1.12.6 – Classificação
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 16
1.12.6 – Classificação Quanto a Deslocabilidade
Para identificar se é necessário ou não se fazer uma
análise de segunda ordem, as estruturas metálicas são
classificadas quanto a sua sensibilidade a
deslocamentos horizontais como, Estruturas de:
a) Pequenas deslocabilidade;
b) Média deslocabilidade;
c) Grande deslocabilidade;
e
teoria de primeira e segunda ordem respectivamente.
sendo
os deslocamentos horizontais em
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 17 Para a classificação
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 17
Para a classificação das estruturas quanto a sua des-
locabilidade se considera apenas a combinação última
que fornecer a maior resultante gravitacional, além das
forças horizontais as quais se somam as forças
nocionais, porém não é necessária a redução da rigidez
que simula as imperfeições iniciais dos materiais.
A relação entre o deslocamento de segunda ordem
e o de primeira ordem pode ser calculada com a
utilização de um software que faça análise não-linear
geométrica como o AcadFrame, o Mastan2,
o STRAP ou o SAP e etc.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 18 A relação também
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 18
A relação
também pode ser aproximada de
forma satisfatória pelo coeficiente
calculado no
método da amplificação dos esforços solicitantes
que consta no Anexo D da NBR 8800-2008 pág.118.
Na direção x:
Na direção y:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 19 onde: - é
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 19
onde:
- é um coeficiente de ajuste, igual a 0,85 nas
estruturas onde o sistema resistente as ações
horizontais é constituído apenas por subestruturas
de contraventamento formadas por pórticos nos
quais a estabilidade lateral é assegurada pela
rigidez à flexão das barras e pela capacidade de
transmissão de momentos das ligações, e igual a
1,0 para todas as outras estruturas;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 20 - é o
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 20
- é o deslocamento horizontal relativo entre os
níveis superior e inferior (deslocamentos
interpavimento) do andar considerado, obtido da
análise de primeira ordem da estrutura original.
Se
possuir valores diferentes em um mesmo
andar, deve ser tomado um valor ponderado para
esse deslocamento, em função da proporção das
cargas gravitacionais atuantes ou, de modo
conservador, o maior valor (consideração adotada
neste curso);
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 21 - é a
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 21
- é a altura do andar (distância entre eixos das vigas
de dois andares consecutivos ou entre eixos de vigas
e base, no caso do primeiro andar);
-é a carga gravitacional total que atua no andar
considerado, englobando as cargas atuantes nas
subestruturas de contraventamento e nos
elementos contraventados;
- é a força cortante total no andar, produzida pelas
forças horizontais de cálculo atuantes, usadas para
determinar .
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 22 1.12.7 - Análise
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 22
1.12.7 - Análise de Primeira Ordem para Estruturas
de Pequena Deslocabilidade: NBR 8800-2008
Item 4.9.7.1.4 pág.28
Apenas nas estruturas de pequena deslocabilidade,
, se permite a utilização de análise de
primeira ordem, desde que sejam atendidas as
seguintes exigências:
a) Os efeitos das imperfeições geométricas iniciais,
ou seja, as forças nocionais, sejam adicionadas a
todas as combinações últimas previstas, estes efeitos
devem ser considerados independentemente em duas
direções ortogonais em planta da estrutura;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 23 b) As forças
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 23
b) As forças axiais de compressão solicitantes de
cálculo,
, de todas as barras cuja rigidez à
flexão contribuam para a estabilidade lateral da
estrutura, em cada uma das combinações últimas de
ações, não sejam superiores a 50% da força axial
correspondente ao escoamento da seção transversal
dessas barras;
onde:
- é a área bruta da seção transversal da barra;
- é a tensão limite de escoamento do aço;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 24 c) Os efeitos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 24
c) Os efeitos locais de segunda ordem devem ser
considerados, no caso de estruturas trabalhando a
flexo-compressão, amplificando-se os momentos
fletores solicitantes de cálculo pelos coeficientes
e , calculados de acordo com o Anexo D
da NBR 8800-2008, mas com as grandezas que
influem nos seus valores obtidas da estrutura
original sem redução de rigidez.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 25 onde: - para
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 25
onde:
- para cada barra em análise é o esforço normal
de compressão solicitante de cálculo para a
combinação de dimensionamento em análise;
- é a carga crítica de flambagem elástica por flexão
da barra em torno do eixo x calculada tomando-se
;
, ou seja ,
- idem
eixo y
;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 26 - se houver
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 26
- se houver forças transversais entre as
extremidades da barra no plano de flexão
(conservador, usado neste curso);
se não houver forças
transversais entre as extremidades da barra no plano
de flexão,
e
são respectivamente os valores
absolutos do menor e do maior momento fletor nas
extremidades da barra, o sinal (+) positivo é usado
quando estes momentos provocarem curvatura reversa
na barra e o sinal (-) negativo é usado quando os
momentos provocam curvatura simples na barra.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 27 1.12.8 - Combinações
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 27
1.12.8 - Combinações Últimas com Forças Nocionais
Um fato extremamente importante que merece ser
chamado a atenção é que os três principais métodos de
análise estrutural para a verificação da estabilidade das
estruturas, o Método da Análise de Primeira Ordem,
o Método da Amplificação dos Esforços Solicitantes
(Anexo D da NBR8800-2008) e o Método da Análise
Direta (Apêndice 7 do AISC-2005), requerem a utiliza-
ção de forças nocionais. Portanto, atualmente as pres-
crições normativas mais modernas tornam indispensá-
vel a aplicação das forças nocionais na fase de
análise estrutural.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 28 Portanto, sendo FN
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 28
Portanto, sendo FN as forças nocionais, para as
estruturas responsáveis pela estabilidade lateral do
galpão se consideram as seguintes combinações
últimas normais neste curso:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 29 1.12.9 - Análise
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 29
1.12.9 - Análise Estrutural para os Estados Limites
de Serviço NBR 8800-2008 Item 4.9.8 pág.29
Os ELS devem ser verificados para as combinações
que constam no item 1.9.4 (deste curso), não sendo
necessário considerar as imperfeições geométricas
iniciais (forças nocionais) nem as imperfeições de
materiais (0,8E). Quanto ao tipo de análise para a
verificação dos deslocamentos, tem-se:
a) Para estruturas de pequena e média deslocabilidade,
pode ser feita análise elástica de primeira ordem;
b) Para estruturas de grande deslocabilidade deve ser
feita análise de segunda ordem.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 30 Exemplo 1.1 -
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 30
Exemplo 1.1 - Para o galpão deste curso com
modulação de 8,0m x 24m submetido a sobrecarga de
norma e de utilidades de 0,15kN/m 2 , pede-se:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 31 a) Montar os
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 31
a) Montar os modelos de carregamentos característicos
das terças, espaçadas de 1,50m em projeção
horizontal, para peso próprio de 0,05kN/m 2 , carga
permanente de telhas de 0,07kN/m 2 e correntes de
0,01kN/m 2 . Adotar três linhas de correntes.
b) Sabendo-se que a força do vento age perpendicular-
mente à superfície da cobertura e sendo consideradas
duas hipóteses de cálculo: Hipótese 01 - vento com
intensidade de 0,274kN/m 2 no sentido de sucção
(puxando a cobertura para cima),
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 32 Hipótese 02 -
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 32
Hipótese 02 - vento com intensidade de 0,034kN/m 2
no sentido de sobrepressão (empurrando a cobertura
para baixo). Montar os carregamentos combinados
para uma terça com as combinações C1 d , C2 d , C3 d ,
C4 d e C5 d , para cada combinação ANALISAR a
hipótese de vento crítica que deve ser considerada
e calcular a combinação APENAS com esta hipótese
c) Montar os modelos de carregamentos característicos
das travessas laterais de fechamento, espaçadas de
1,70m, para peso próprio de 0,05kN/m 2 , carga
permanente
d e te
lh
as
d
e
0 07kN/
,
m e correntes de
2
0,01kN/m 2 . Adotar três linhas de correntes.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 33 d) Montar os
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 33
d) Montar os modelos de carregamento característicos
do pórtico típico para carga permanente de telhas de
0,07kN/m 2 , correntes (cobertura e fechamento) de
0,01kN/m 2 e travamentos globais da cobertura com
0,01kN/m 2 , terças e travessas de 0,05kN/m 2 , tesoura
de banzos paralelos com 0,05kN/m 2 e os pilares de
alma cheia com 0,063kN/m 2 ;
e) Montar o modelo do pórtico típico submetido ao
carregamento combinado C1 d ;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 34 f) Calcular as
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 34
f) Calcular as forças nocionais e esquematizar a sua
aplicação no plano do pórtico típico.
OBS1.: As taxas de elementos de cobertura são por
área de cobertura e as de elementos de fechamento são
por área de fechamento.
OBS2.: Considerar que o software de cálculo gera
automaticamente o carregamento nodal de uma estru-
tura treliçada.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 35 SOLUÇÃO a) Modelo
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 35
SOLUÇÃO
a) Modelo de carregamento das terças:
A distância entre terças em projeção horizontal é
1,50m, sendo a inclinação da cobertura
a distância real entre terças é:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 36 Os carregamentos gravitacionais
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 36
Os carregamentos gravitacionais nas terças são:
PP = 0 05kN/m 2
;
CP = 0,07+0,01 = 0,08kN/m 2 ; (telhas+correntes)
SC = 0,25+0,15 = 0,40kN/m ; (acidental+utilidades)
Estes carregamentos são todos gravitacionais e portanto
atuam verticalmente, e como as terças estão inclinadas
,
2
eles necessitam ser decompostos na direção x paralela
as mesas e na direção y paralela a alma do perfil. Além
disso para carregar o modelo de viga multiplicamos o
carregamento distribuído pela largura de influência
de 1,51m. OBS: Os efeitos desta SC superam os efeitos
da Força de 1,0kN (NBR 6120-1980 item 2.2.1.4)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 37
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 37
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 38 Tem-se os modelos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 38
Tem-se os modelos das terças para os carregamentos
característicos na direção da maior e da menor inércia:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 39 b) Terça submetida
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 39
b) Terça submetida às combinações de arregamento
no ELU para cada combinação ANALISAR a
hipótese de vento crítica a ser considerada
Hipótese 01:
Hipótese 02:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 40
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 40
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 41 (vento para baixo)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 41
(vento para baixo)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 42 (vento para cima)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 42
(vento para cima)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 43 (vento para baixo)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 43
(vento para baixo)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 44 (vento para baixo)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 44
(vento para baixo)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 45 c) Modelos de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 45
c) Modelos de carregamentos característicos das
travessas de fechamento lateral:
Os carregamentos característicos atuantes nas
travessas, sem considerar o vento, são:
PP = 0,05kN/m 2 ;
CP = 0,07+0,01 = 0,08kN/m 2 ;
(telha+correntes)
Estes carregamentos são
todos grav tac ona s e
portanto atuam na vertical
com uma largura de
influência de 1,70m.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 46
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 46
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 47 d) Modelo de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 47
d) Modelo de carregamento do pórtico típico:
Os carregamentos característicos atuantes nos
pórticos, sem considerar o vento e as FN, são:
PP tesoura =0,05kN/m ;
PP pilar =0,063kN/m 2
CP cobertura = 0,070+0,01+0,01+0,05 = 0,14kN/m 2 ;
(telha+correntes+contraventos+terças)
CP fechamento = 0,070+0,01+0,05 = 0,13kN/m 2 ;
(telha+correntes+travessas)
SC = 0,25+0,15 = 0,40kN/m 2 ; (norma+utilidades)
Estes carregamentos são todos gravitacionais e atuam
verticalmente com uma largura de influência de 8,0m.
2
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 48 Área de influência
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 48
Área de influência do
pórtico típico
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 49 Obs: Na prática
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 49
Obs: Na prática este carregamento é gerado automatica-
mente pelo software de análise estrutural utilizado
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 50
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 50
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 51
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 51
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 52 e) Modelo do
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 52
e) Modelo do pórtico típico submetido a C1 d ;
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 53 f) Cálculo das
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 53
f) Cálculo das forças nocionais:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 54 Exemplo 1.2 -
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 54
Exemplo 1.2 - Nas figuras abaixo têm-se o modelo
unifilar com as reações de apoio e os deslocamentos
horizontais do pórtico típico do galpão deste curso
para a combinação de cálculo C4 d , a qual tem a maior
resultante gravitacional além das forças horizontais do
vento e FN.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 55 Pede-se: a) Classificar
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 55
Pede-se:
a) Classificar a estrutura quanto a sua deslocabilidade
através do coeficiente B ;
b) Calcular o coeficiente B 1x para os pilares com a
b
2
combinação C4
d sa en o-se que para o p ano
flexão I x = 4.114,0cm 4 ;
d
l
d
e
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 56 Solução: NBR 8800-2008
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 56
Solução: NBR 8800-2008
a) Classificação da estrutura quanto a deslocabilidade:
Item D.2.3 pág. 119
Portanto, de acordo com o item 4.9.4.2 pág. 26 o
galpão deste curso se trata de uma estrutura de pequena
deslocabilidade a qual pode ser dimensionada pela
análise de primeira ordem com K x = 1,0.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 57 b) Coeficiente B
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 57
b) Coeficiente B 1 no plano de flexão, para C4d:
Item D.2.2
pág. 118
Para o pilar esquerdo:
Para o pilar direito:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 58 1.13 – FORÇAS
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 58
1.13 – FORÇAS DEVIDAS AO VENTO
1.13.1 - Sinistros Causados Pelas Forças do Vento
Guarulhos-SP, 08-01-2015. Chuva com forte vendaval
derruba cobertura metálica em alumínio do hargar sobre
aviões no aeroporto de Congonhas.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 59 Sinistros causados pelas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 59
Sinistros causados pelas forças do vento
Pongaí-SP, 12-01-2015. Vendaval derruba cobertura
metálica de quadra poliesportiva.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 60 Sinistros causados pelas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 60
Sinistros causados pelas forças do vento
Fco Beltão-PR, 13-07-2015. Vendaval com ventos de
até 115km/h (32m/s) derruba cobertura de estádio de
futebol.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 61 As considerações para
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 61
As considerações para a avaliação das forças
devidas ao vento, para efeito de cálculo em edificações,
são determinadas pela ABNT NBR 6123-1988
“Forças devidas ao vento em edificações”.
No presente curso serão apresentados apenas os
procedimentos de cálculo necessários para se
determinar as forças estáticas do vento em galpões
com cobertura de uma ou duas águas.
Entretanto, na norma existem muitas outras consi-
derações de cálculo para diversos tipos de estruturas e
inclusive os procedimentos necessários para a verifica-
ção da ação dinâmica do vento sobre as estruturas.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 62 Pode-se definir de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 62
Pode-se definir de maneira simplificada o vento
como o movimento das massas de ar decorrente das
diferenças de pressões da atmosfera.
Apesar de o vento estar associado com movimento,
na grande maioria dos casos, os seus efeitos sobre as
estruturas é modelada como uma ação estática.
Nas edificações com período fundamental T i ual
g
1
ou inferior a 1,0s a influência da resposta dinâmica é
pequena sendo seus efeitos já considerados na
determinação do coeficiente S 2 que será apresentado
a seguir.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 63 As forças devidas
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 63
As forças devidas ao vento sobre uma edificação
devem ser calculadas separadamente para:
a) Elementos de vedação e suas fixações (telhas,
vidros, esquadrias, painéis de vedação, etc.);
b) Partes da estrutura (telhados, paredes, etc.);
c) A estrutura como um todo (edifícios de múltiplos
andares, torres reticuladas, etc.).
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 64 Como regra geral,
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 64
Como regra geral, é admitido que o vento pode
soprar de qualquer direção horizontal, produzindo
sobre a edificação forças de sobrepressão e/ou sucção,
que são perpendiculares a superfície de incidência, e
também, em alguns casos, forças de atrito que são
paralelas a superfície onde incidem.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 65 OBS.: Apesar de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 65
OBS.: Apesar de se considerar o vento soprando apenas
na direção horizontal, ele tanto causa forças horizontais
quanto forças verticais na estrutura.
As forças estáticas devidas ao vento são calculadas
a partir da determinação dos seguintes parâmetros:
i) Velocidade básica do vento;
Velocidade característica do vento;
Pressão dinâmica (de obstrução) do vento;
iv) Coeficientes de pressão interna;
v) Coeficientes de pressão externa;
vi) Coeficiente de atrito.
ii)
iii)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 66 NBR 6123-1988 1.13.2
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 66
NBR 6123-1988
1.13.2 – Velocidade Básica do Vento, V 0
Item 5.1 pág. 5 (Primeiro Parâmetro)
é definida como a
velocidade de uma rajada
de 3,0s de duração, excedi-
da em média uma vez a ca-
da 50 anos, medida a 10m
acima do nível do terreno
em campo aberto e plano.
V
0
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 67 1.13.3 – Velocidade
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 67
1.13.3 – Velocidade Característica do Vento V k
Item 4.2 (b) pág. 4 (Segundo Parâmetro)
A velocidade básica do vento é definida sob
condições bem específicas para servir como padrão de
referência: rajada de 3,0s, a 10m acima do terreno, em
campo aberto e plano.
A partir deste valor se realizam as correções neces-
sárias para se determinar a velocidade do vento a ser
considerada para a obtenção das forças do vento na
edificação, ou seja, a velocidade característica V k .
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 68 A velocidade característica
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 68
A velocidade característica é dada por:
onde:
- é o fator topográfico;
- é o fator de rugosidade e dimensões da edificação;
- é o fator estatístico.
Fator topográfico, S 1 : Item 5.2 pág. 5
S 1 leva em conta as variações de relevo do terreno:
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 69 Fator de rugosidade
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 69
Fator de rugosidade e dimensões, S 2 :
Item 5.3 pág. 8
S 2 considera os efeitos combinados da rugosidade
do terreno e das dimensões da edificação ou partes da
edificação em questão e também a variação da
velocidade do vento acima do nível do terreno,
conforme apresentado a seguir.
Para o cálculo das forças do vento a rugosidade do
terreno é entendida como sendo função da quantidade
e das dimensões dos obstáculos que circundam a
edificação em estudo, pois estes obstáculos protegem a
edificação das forças do vento.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 70 A norma define
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 70
A norma define cinco categorias de rugosidade:
Item 5.3.1 pág. 08
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 71 categorias de rugosidade
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 71
categorias de rugosidade (continuação):
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 72 A norma de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 72
A norma de vento define três classes para designar
as dimensões tanto da edificação quanto de partes da
edificação e seus elementos.
Estas classes correspondem aos intervalos de tempo
de 3s, 5s e 10s como sendo a duração de tempo neces-
sária para que as respectivas rajadas de vento envolvam
totalmente as dimensões dos obstáculos sobre os quais
incide perpendicularmente.
Quanto maior for a edificação maior será o tempo
necessário para que a rajada de vento a envolva
totalmente (3s, 5s, 10s, ou mais).
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 73 Classes de edificações
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 73
Classes de edificações ou partes de edificações
quanto às dimensões a serem envolvidas pela rajada
de vento: Item 5.3.2 pág. 8 e 9
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 74 Um aspecto interessante
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 74
Um aspecto interessante a se observar é que a
definição das classes A, B e C estão relacionadas com a
superfície frontal na qual o vento incide. Sendo assim
uma edificação de planta retangular pode ter cada uma
das suas dimensões em planta enquadradas em uma
classe diferente, a depender dos valores destas
dimensões.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 75 A influência da
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 75
A influência da altura z acima do nível do terreno
pode ser observada na equação: Item 5.3.3 pág. 9
onde:
- são parâmetros meteorológicos apresentados na
tabela 1 da norma, eles permitem levam em conta a
influência da rugosidade do terreno e das dimensões
da edificação no cálculo do coeficiente S ;
- é o fator de rajada o qual corresponde sempre a
rugosidade categoria II, tabela 1 da norma, também
permite levar em conta a influência das dimensões da
edificação;
- é o valor da altura acima do nível do terreno, em m.
2
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 76 Tabela 1-Parâmetros meteorológicos,
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 76
Tabela 1-Parâmetros meteorológicos, pág. 9
≤20m 20m< ≤50m
>50m
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 77 Para o dimensionamento
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 77
Para o dimensionamento dos elementos de vedação
e sua fixação (telhas, painéis e parafusos de fixação) é
recomendado, norma item 5.3.3 pág.09, usar o fator S 2
correspondente ao topo da edificação.
Tabela 2 – Fator S 2 , pág. 10
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 78 , considera o
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 78
,
considera o grau de segurança requerido e a vida útil da
edificação. De acordo com a definição dada no item
1.13.2 a velocidade básica é a velocidade do vento que
apresenta um período de recorrência de 50 anos. A pro-
babilidade de que V 0 seja igualada ao excedida neste
período é de 63%. O nível de probabilidade (0,63) e a
vida útil (50anos) adotados são considerados adequados
para edificações normais destinadas a moradias, hotéis,
Fator estatístico, S 3 : Item 5.4 pág.10
O fator S é baseado em conceitos estatísticos e
3
.
de edificações o S 3 pode assumir diferentes valores.
escritórios, etc, os quais tem S =1 0 P
,
ara ou ros
t
ti
pos
3
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 79 Para a determinação
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 79
Para a determinação do fator S 3 a norma define
cinco grupos de edificações, ver tabela 3.
Tabela 3 – Valores mínimos do fator S 3 , pág. 10
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 80 1.13.4 – Pressão
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 80
1.13.4 – Pressão Dinâmica (pressão de obstrução)
Item 4.2 (c) pág. 4 (Terceiro Parâmetro)
A pressão do vento que incide sobre uma obstrução
é chamada de pressão dinâmica e é calculada pela
expressão abaixo, a unidade de q é Pascal (N/m 2 ) e de
é m/s.
V k
Ao incidir sobre uma edificação o vento provoca
sobrepressão ou sucção que atuam de forma
diferenciada nas diversas partes desta edificação
(paredes e cobertura). Também podendo causar atrito.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 81 Para um determinado
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 81
Para um determinado valor da pressão dinâmica q
os valores das sobrepressões ou sucções que o vento
provoca nas partes da edificação dependem de fatores
tais como:
a) permeabilidade da edificação;
b) relação entre dimensões da edificação;
c) tipo de cobertura (telhado em uma água, duas águas,
shed, coberturas múltipas, coberturas isoladas,
águas invertidas, etc);
d) inclinação da cobertura;
e) ângulo de incidência do vento sobre a edificação e
etc.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 82 Para levar em
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 82
Para levar em conta estes parâmetros que
diferenciam a sobrepressão ou sucção do vento sobre
cada superfície da edificação a norma de vento utiliza
o conceito de coeficientes de pressão. Estes são
coeficientes adimensionais que multiplicados pela
pressão dinâmica do vento, q, resultam na sobrepressão
ou sucção atuante na superfície em análise.
Como a força do vento depende da diferença de
pressão entre o lado externo e o lado interno da
superfície em análise na edificação, os coeficientes de
pressão são dados para as superfícies externas e
internas desta edificação.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 83 A norma de
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 83
A norma de vento define a pressão efetiva em um
ponto da superfície da edificação como sendo a
diferença entre a pressão efetiva externa e a pressão
efetiva interna: Item 4.2.1 pág. 4
onde:
- é a pressão efetiva total;
- é a pressão efetiva externa;
- é a pressão efetiva interna;
- é o coeficiente de pressão externa;
- é o coeficiente de pressão interna.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 84 Valores positivos dos
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 84
Valores positivos dos coeficientes de pressão
externa ou interna correspondem a sobrepressões, e
valores negativos correspondem a sucções, esta é a
convenção da norma de vento.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 85 Curiosamente a norma
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 85
Curiosamente a norma de vento define os
chamados coeficientes de forma para o cálculo das
forças do vento sobre as superfícies da edificação.
Entretanto, este tipo de nomenclatura parece pouco
didática, motivo pelo qual não será utilizada neste curso
o qual irá se referir sempre a coeficiente de pressão
externa sendo o coeficiente de forma da norma.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 86 A intensidade da
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 86
A intensidade da força resultante do vento sobre
uma superfície de área A é dada pela equação:
onde:
- é o coeficiente de pressão total.
Na prática esta fórmula não é utilizada desta
maneira, pois todos os modelos estruturais são
carregados considerando-se que a força do vento é
distribuída ao longo da estrutura, ou seja:
onde:
- é a largura de influência da peça estrutural.
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 87 (kN) (kN/m 2
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 87
(kN)
(kN/m 2 )
(kN/m)
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A02- 88 Trabalho 01: Aula
PEC – Estruturas Metálicas: Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A02- 88
Trabalho 01:
Aula 01: questão 01
Aula 02: questões 02 a 04
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-01 1.13.5 - Coeficiente de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-01
1.13.5 - Coeficiente de Pressão Interna
Item 6.2 pág. 12 (Quarto Parâmetro)
O coeficiente de pressão interna é considerado
uniformemente distribuído no interior da edificação.
Ele depende da permeabilidade das paredes e da
cobertura, a qual é causada pelas seguintes aberturas:
a) juntas e frestas entre painéis de vedação e telhas;
b) frestas das portas e janelas;
c) ventilações em telhas e telhados;
d) vãos abertos das portas e janelas;
e) chaminés;
f) lanternins e etc.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-02 Desta forma são considerados
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-02
Desta forma são considerados impermeáveis os
seguintes elementos construtivos e vedações:
a) lajes e cortinas de concreto armado ou protendido
sem aberturas;
b) paredes de alvenaria, de pedra, de tijolos, de blocos
de concreto e afins sem portas e janelas ou qualquer
outras aberturas;
Todos os demais elementos construtivos e vedações
são considerados permeáveis. Na prática para o cálculo
das forças do vento as fachadas de um edifício de
múltiplos andares, a cobertura e o fechamento lateral
de um galpão são considerados permeáveis ao vento.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-03 Na determinação dos coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-03
Na determinação dos coeficientes de pressão
interna são utilizadas algumas definições tais como:
Barlavento: é a região de onde sopra o vento em
relação à edificação;
Sotavento: região oposta àquela de onde sopra o
vento em relação à edificação;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-04 Abertura dominante: é uma
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-04
Abertura dominante: é uma abertura cuja área é
igual ou superior a área total das outras aberturas que
constituem a permeabilidade considerada sobre toda
a superfície externa da edificação, incluindo a
cobertura.
Deve-se tomar muito cuidado ao se utilizar o
conceito de abertura dominante, pois a sua
consideração eleva muito o coeficiente de pressão
interna, o que pode inviabilizar economicamente a
obra. Entretanto, caso as aberturas dominantes existam
de fato e não sejam consideradas na análise estrutural,
isso pode levar a estrutura ao colapso.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-05 Uma abertura permanente sem
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-05
Uma abertura permanente sem portão não gera
dúvidas, é com certeza dominante se a sua área for
igual ou superior a soma das áreas das demais
aberturas.
Uma abertura que possui portão que
permanecerá fechado a maior parte do tempo e será
aberto por poucos instantes, por exemplo para
operações de carregamento e descarregamento,
necessita de uma análise mais cuidadosa. Até porque
todo galpão tem portão de entrada e na prática nem
sempre eles são considerados aberturas dominantes.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-06 A norma define cinco
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-06
A norma define cinco casos para a determinação do
a) Edificação com duas faces igualmente permeáveis
e as outras duas impermeáveis:
Item 6.2.5 (a) pág. 12
a.1) Vento perpendicular a uma face permeável,
a.2) Vento perpendicular a uma face impermeável,
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-07 b) Edificação com as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-07
b) Edificação com as quatro faces igualmente
permeáveis: Item 6.2.5 (b) pág.13
Adotar duas hipóteses,
e
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-08 c) Edificação com aberturas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-08
c) Edificação com aberturas dominantes em uma
face e as outras igualmente permeáveis:
Item 6.2.5 (c) pág. 13
c.1) Aberturas dominantes na face de barlavento:
- área da abertura a barlavento;
- área total das aberturas em sucção;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-09 c.2) Abertura dominante na
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-09
c.2) Abertura dominante na face de sotavento:
Adotar o valor do coeficiente de pressão externa ,
correspondente a face de sotavento, ver
tabela 4 da norma. (próximos slides)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-10 c.3) Abertura dominante em
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-10
c.3) Abertura dominante em uma face paralela ao
vento:
Se a abertura dominante está fora da zona de alto
valor de
adota-se para o coeficiente de pressão
interna o valor do
desta região de acordo com a
tabela 4 na norma de vento,
.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-11 Se a abertura dominante
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-11
Se a abertura dominante está na zona de alto valor
de
os valores do
dependem da relação entre a
área da abertura dominante,
, e a área total de todas
as outras aberturas em todas as faces (paredes e
coberturas) submetidas a sucções externas,
.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-12 d) Edificações efetivamente estanques
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-12
d) Edificações efetivamente estanques
Item 6.2.6 pág. 13
Edificações estanques com janelas fixas que
tenham uma probabilidade desprezível de serem
rompidas por acidente para ventos fortes, considerar o
mais nocivo dos seguintes valores:
ou
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-13 e) Edificações sem determinação
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-13
e) Edificações sem determinação exata de A d /A s
Item 6.2.7 pág. 13
relação A /A
valor do
Quando não for considerado necessário ou quando
não for possível determinar com exatidão razoável a
d
d
eve ser a
d
o a
t
o para o
o mesmo
d
s ,
para a zona em que se situa a abertura
dominante, tanto em paredes como em coberturas,
ver tabelas 4, 5 e 6 da NBR 6123-1988.
Na prática raramente esta consideração é utilizada
por resultar em valores extremamente altos de
e inviabilizar economicamente a obra.(opinião pessoal)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-14 1.13.6-Valores dos Coeficientes de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-14
1.13.6-Valores dos Coeficientes de Pressão Externa
Item 6.1 pág. 12 ( Quinto Parâmetro)
Os valores dos coeficientes de pressão externa
foram obtidos experimentalmente em ensaios com
túnel de vento, seus valores variam ponto a ponto ao
longo da estrutura apresentando valores extremamente
altos nas proximidades das arestas de paredes e
cobertura. Entretanto a norma adota valores médios
dos coeficientes de pressão para as superfícies e os
chama de coeficientes de forma. Os valores dos
coeficientes de pressão externa são dados nas tabelas 4,
5 e 6 da norma de vento, as quais serão vistas a seguir.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-15 Zonas com altas sucções
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-15
Zonas com altas sucções aparecem junto às arestas de
paredes e telhados, a norma se refere a estes valores
como (
médio). De acordo com a norma, item
6.1.2, estes coeficientes devem ser usados somente
para o cálculo das forças do vento nas respectivas
zonas, aplicando-se ao dimensionamento, verificação e
ancoragem de elementos de vedação (telhas e painéis)
e da estrutura secundária (terças e travessas).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-16 A norma recomenda, item
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-16
A norma recomenda, item 6.1.3, que para o cálculo
de elementos de vedação (telhas e painéis) e de suas
fixações nas peças estruturais, deve ser usado o fator
S 2 correspondente à classe A, com o valor de ou
médio aplicável a zona em que se situa o
respectivo elemento.
Para o cálculo das peças estruturais principais
(tesouras, pilares, colunas de vento, etc.) deve ser
usado o fator correspondente a classe A, B ou C, com
o valor de aplicável a zona em que se situa a
respectiva peça estrutural, ou seja, para estas estruturas
não se considera o
médio.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-16 Tabela 4 – Coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-16
Tabela 4 – Coeficientes de pressão externa (nas paredes) para edifi-
cações de planta retangular, pág. 14
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-17 Notas da tabela 4:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-17
Notas da tabela 4:
a) Para a/b entre 3/2 e 2, interpolar linearmente os coeficientes;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-18 Notas da tabela 4
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-18
Notas da tabela 4 (continuação):
b) Para vento a 0 o , nas partes A e B
o
tem os seguintes
3 ,
3
valores:
- para a/b = 1, usa-se o mesmo valor das partes A e B ;
2
2
- para a/b ≥ 2, usa-se c pe = -0,20;
- para 1 < a/b < 2 interpolar linearmente.
Estas considerações valem para as outras relações h/b!
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-19 Notas da tabela 4
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-19
Notas da tabela 4 (continuação):
c) Para cada uma das duas incidências do vento (0 o ou 90 o ), o
médio é aplicado a parte de barlavento das paredes
paralelas ao vento, em uma distância igual a 0,2b ou h,
considerando-se o menor valor;
Estas considerações valem para as outras relações h/b!
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-21 OBS.: O vento também
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-21
OBS.: O vento também deverá ser calculado para os ângulos de
180 o e -90 º .
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-22 Tabela 5 – Coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-22
Tabela 5 – Coeficientes de pressão externa para telhados com
duas águas simétricos em edificações de planta retangular, pág. 15
Planta da
cobertura
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-23 Notas da tabela 5:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-23
Notas da tabela 5:
a) na face inferior do beiral é igual ao da parede
correspondente;
O
b) Nas zonas em torno de partes de edificações salientes ao
telhado (chaminés, reservatórios, torres, etc.) deve ser
considerado
até uma distância igual à metade da
diagonal da saliência vista em planta;
c) Na cobertura de lanternins
;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-24 Notas da tabela 5
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-24
Notas da tabela 5 (continuação):
d) Para vento a zero graus, nas partes I e J o coeficiente de
pressão externa tem os seguintes valores:
- para a/b = 1, usa-se o mesmo valor das partes F e H;
- para a/b ≥ 2, usa-se c pe = -0,2;
- para 1 < a/b < 2, interpola-se linearmente.
Estas considerações valem para as outras relações h/b!
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-25 Tabela 6 – Coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-25
Tabela 6 – Coeficientes de pressão externa para telhados com uma
água em edificações de planta retangular, pág. 16
OBS.: Neste caso h é a altura da parede mais baixa.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-26 Notas da tabela 6:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-26
Notas da tabela 6:
(a)
(b)
(c)
Coeficientes válidos até a profundidade igual a b/2;
Coeficientes válidos da profundidade b/2 até a
profundidade a/2;
Considerar valores simétricos do
outro lado do eixo de
simetria paralelo ao vento;
Tabela 06
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-27 Notas da tabela 6
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-27
Notas da tabela 6 (adaptação do caso de duas águas para uma):
(d) Para o vento a 0 nas partes I e J o coeficiente de pressão
externa tem dos seguintes valores:
o
- para a/b = 1 utiliza-se os mesmos valores das partes H e L;
- para a/b = 2 utiliza-se c pe = -0,2;
- para 1 < a/b < 2 deve-se interpolar
linearmente.
Tabela 06
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-28 1.13.7 - Coeficiente de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-28
1.13.7 - Coeficiente de Atrito:
Item 6.4 pág. 20 (Sexto Parâmetro)
Em alguns tipos de edificações alem das forças de
sobrepressão e sucção causadas pelo vento também
devem ser consideradas forças de atrito (força na
direção e sentido do vento originada por rugosidade e
nervuras das telhas ou painéis de fechamento lateral
e cobertura).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-29 Para edificações correntes de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-29
Para edificações correntes de planta retangular a
força de atrito deve ser considerada somente quando
uma das seguintes relações se verificar:
ou
.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-30 A força de atrito
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-30
A força de atrito é dada pela expressão:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-31 onde: - é o
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-31
onde:
- é o coeficiente de atrito;
- é a pressão dinâmica do vento, pode ser um valor
usado para a cobertura e outro para o fechamento;
- é a dimensão em planta perpendicular a direção
do vento;
- é a dimensão em planta paralela a direção do
vento;
- é a altura da parede da edificação.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-32 Os valores dos coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-32
Os valores dos coeficientes de atrito são :
a) para superfícies sem nervuras transversais
à direção do vento;
b) para superfícies com nervuras
arredondadas (onduladas) transversais a direção do
vento;
c) para superfícies com nervuras retangulares
transversais a direção do vento.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-33 RESUMO para o cálculo
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-33
RESUMO para o cálculo das forças do vento:
1) Obtém-se a velocidade básica do vento V ;
2) Calcula-se a velocidade característica para cada
superfície frontal de incidência do vento nas alturas
0
necessárias,
;
3) Calcula-se as pressões dinâmicas,
4) Determinam-se os c pi ;
5) Determinam-se os c pe e c pe médio para paredes e
cobertura;
;
6) Calculam-se as forças de sobrepressão e/ou sucção
;
7) Caso necessário calcula-se as forças de atrito.
do vento sobre cada superfície,
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-34 Exemplo 1.3 Dados os
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-34
Exemplo 1.3
Dados os coeficientes de pressão externa e interna
das paredes laterais e cobertura de um galpão em duas
águas, calcular os respectivos coeficientes de pressão
total e os representar graficamente.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-35 Solução
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-35
Solução
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-36
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-36
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-37 Exemplo 1.4 O galpão
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-37
Exemplo 1.4
O galpão da figura abaixo está localizado na cidade
de Natal-RN e se destina a um depósito em uma zona
industrial parcialmente desenvolvida em um terreno
aproximadamente plano.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-38 Nesta figura tem-se o
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-38
Nesta figura tem-se o esqueleto metálico do galpão
Modulação de 8m x 24m
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-39 Seus portões (um em
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-39
Seus portões (um em cada oitão) são abertos
esporadicamente apenas para operações de carga e
descarga. Pede-se:
a) Fazer o estudo do vento para o galpão.
b) Montar os modelos de carregamentos característicos
das terças para as forças do vento, sendo estas terças
espaçadas de 1,50m em projeção horizontal. Adotar
três linhas de correntes.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-40 c) Montar os modelos
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-40
c) Montar os modelos de carregamentos característicos
das travessas laterais de fechamento para as forças
do vento, sendo estas travessas espaçadas de 1,70m.
Adotar três linhas de correntes.
d) Montar os modelos de carregamentos característicos
do pórtico típico para as forças do vento sendo os
pórticos espaçados a cada 8,0m.
e) Montar o modelo de carregamento característico
para o cálculo do contravento global devido as
forças do vento no oitão (adotar para a alvenaria o
mesmo
da telha).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-41 Solução: NBR 6123-1988 a)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-41
Solução: NBR 6123-1988
a) Estudo do Vento para o galpão:
a.1) Obtenção da velocidade básica, (figura 1, pág.6):
Natal-RN: V 0 = 30m/s;
a.2) Determinação do fator topográfico, (item 5.2(a)
pág. 5): Terreno aproximadamente plano: S 1 = 1,0;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-42 a.3) Obtenção do fator
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-42
a.3) Obtenção do fator estatístico, (tabela 3, pág. 10):
Estrutura do depósito: S3 = 0,95;
Telhas do depósito: S3 = 0,88;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-43 a.4) Obtenção do fator
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-43
a.4) Obtenção do fator de rugosidade e dimensões:
Rugosidade do terreno, (item 5.3.1 pág. 8):
Área industrial parcialmente desenvolvida é
Categoria IV.
Dimensões da edificação, (item 5.3.2 pág. 8 e 9):
Elementos de vedação (telhas): Classe A;
Vento a 0 0 /180 0 : b = 24m : Classe B,
pois 20m < b = 24m ≤50m;
Vento a +90 0 /-90 0 : a = 56m: Classe C,
pois a = 56m > 50m;
Altura sobre o terreno, (item 5.3.3 pág. 9):
Telhas:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-44 Parâmetros meteorológicos t Vento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-44
Parâmetros meteorológicos
t
Vento 0 0 /180 0
Telhas
V
en o
+90 0 / 90 0
-
Pá g.9
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-45 Cálculos: Telhas: classe A
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-45
Cálculos:
Telhas: classe A
Vento 0 0 /180 0 : classe B
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-46 Cálculos: Vento +90 0
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-46
Cálculos:
Vento +90 0 /-90 0 : classe C
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-47 a.5) Determinação da Item
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-47
a.5) Determinação da
Item 4.2(b) pág. 4
Telhas: classe A
Vento 0 0 /180 0 : classe B ; b=24m
Vento +90 0 /-90 0 : classe C ; a=56m
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-48 a.6) Determinação de Item
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-48
a.6) Determinação de
Item 4.2(c) pág. 4
Telhas: classe A
Vento 0 0 /180 0 : classe B ; b=24m
Vento +90 0 /-90 0 : classe C ; a=56m
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-49 a.7) Determinação do coeficiente
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-49
a.7) Determinação do coeficiente de pressão interna:
Item 6.2.5(c) pág. 13
Como os portões serão abertos esporadicamente
não é necessário considerá-los como aberturas
dominantes, assim considera-se que o galpão tem
as quatro faces igualmente permeáveis:
Adota-se duas hipóteses:
e
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-50 a.8) Determinação dos coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-50
a.8) Determinação dos coeficientes de pressão externa
para as paredes:
Tabela 4 pág. 14
Sendo
Tem-se
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-51 Pág.14
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-51
Pág.14
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-52 c pe para as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-52
c pe para as estruturas principais (pórticos e colunas de vento)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-53 c pe para as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-53
c pe para as estruturas principais (pórticos e colunas de vento)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-54 c pe médio para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-54
c pe médio para elementos de vedação e estruturas secundárias
(telhas e travessas)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-55 a.9) Determinação dos coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-55
a.9) Determinação dos coeficientes de pressão externa
para a cobertura: Tabela 5 pág. 15
c pe para as estruturas principais (pórticos), θ = 5,71 0
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-56 c pe para as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-56
c pe para as estruturas principais (pórticos), θ = 5,71 0
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-57 c pe para as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-57
c pe para as estruturas principais (pórticos), θ = 5,71 0
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-58 c pe médio para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-58
c pe médio para os elementos de vedação e as estruturas
secundárias (telhas e terças) θ = 5,71 0
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-59 a.10) Determinação dos coeficientes
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-59
a.10) Determinação dos coeficientes de pressão total:
Hipótese 01:
Observar que esta hipótese é crítica para os altos
valores de sucções junto as arestas de paredes e
coberturas representados por
e portanto
c pe médio
governa as forças de sucção do vento para telhas
de cobertura e fechamento, terças e travessas de
fechamento. Entretanto, deve-se lembrar que estes
valores extremamente altos de sucção não são
considerados para o cálculo dos pórticos e das
colunas de vento (estruturas principais).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-60 Hipótese 01:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-60
Hipótese 01:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-61 Hipótese 01:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-61
Hipótese 01:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-62 Hipótese 02: (não é
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-62
Hipótese 02:
(não é crítico para as
regiões de altas sucções)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-63 Hipótese 02:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-63
Hipótese 02:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-64 b) Modelo de carregamento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-64
b) Modelo de carregamento para as terças devido
as forças do vento
A força do vento age perpendicularmente a
superfície de incidência
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-65 É conveniente dimensionar uma
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-65
É conveniente dimensionar uma terça para a região
de alta sucção próximo as arestas do telhado e uma
terça para a região de sucção normal.
Ambas as terças também devem ter capacidade de
resistir a sobrepressão do vento a 0 o com c
= -0 3.
,
pi
As pressões dinâmicas (pressões de obstrução) são:
e
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-66 Para a região de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-66
Para a região de alta sucção tem-se:
Na terça crítica
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-67 Para a região de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-67
Para a região de sucção normal tem-se:
O vento a 0 0 e o vento a 90 0
têm tanto coeficiente de
pressão total máximo como
pressão dinâmica diferentes,
é necessário testar estas duas
opções:
Vento a 0 0 :
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-68 Vento a 90 :
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-68
Vento a 90 :
0
É crítico!
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-69 Tanto a terça para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-69
Tanto a terça para as regiões de
altas sucções quanto a terça
para as regiões de sucção
normal devem ter capacidade
de resistirem a sobrepressão do
vento a 0 0 /180 0 com c pi = -0,3.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-70 c) Modelo de carregamento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-70
c) Modelo de carregamento para as travessas de
fechamento laterais devido as forças do vento
Como o vento age perpendicular a
superfície de incidência, para as
travessas de fechamento ele
aplica forças horizontais, e como
as forças gravitacionais são
verticais trabalha-se então com um modelo espacial.
Os ventos a 0 0 e a 90 0 têm tanto coeficiente de pressão
total máximo como pressão dinâmica diferentes, é
necessário testar estas duas opções: vento a 0 0 a 90 0 :
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-71 Para o vento a
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-71
Para o vento a 0 0
VE-0
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-72 Para o vento a
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-72
Para o vento a 90 0
VE-90
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-73 d) Modelo de carregamento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-73
d) Modelo de carregamento para o pórtico típico
devido as forças do vento
Será considerado um único modelo de pórtico para
os ventos críticos.
Área de
influência do
pórtico típico
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-74 d.1) Para o vento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-74
d.1) Para o vento a 0 0 /180 0 :
Hipótese 01 - Sejam os coeficiente de pressão total:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-75 Hipótese 02 - Sejam
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-75
Hipótese 02 - Sejam os coeficientes de pressão total:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-76 d.2) Para o vento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-76
d.2) Para o vento a +90 0 /-90 0 :
Hipótese 01 - Sejam os coeficiente de pressão total:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-77 Hipótese 02 - Sejam
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-77
Hipótese 02 - Sejam os coeficiente de pressão total:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-78 e) Modelo característico para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-78
e) Modelo característico para o contravento global
O contravento global dá rigidez espacial ao galpão e
resiste a tendência de tombamento causada pela força
de atrito e pelo vento de oitão.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-79 e.1) Análise das forças
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-79
e.1) Análise das forças de atrito lateral,
Item 6.4 pág. 20
Para o vento a 0 0 :
Sendo:
cobertura:
parede:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-80 A força de atrito
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-80
A força de atrito da cobertura é
distribuída em 4 áreas
de influência
OBS. Neste caso não há atrito para o vento a 90 0 !
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-81 O vento crítico de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-81
O vento crítico de oitão ocorre para, ver A03-62
Hipótese 02:
As colunas de vento estão espa-
çadas a cada 6,0m e a mais alta
tem 8,80m de altura.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-82
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-82
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-83 Colunas de vento Pilares
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-83
Colunas de vento
Pilares de extremidade
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-84 Tem-se o vento de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-84
Tem-se o vento de atrito com o vento de oitão
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-85 Modelo de carregamento característico
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-85
Modelo de carregamento característico para o cálculo
do contravento global devido as forças do vento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A03-86 Trabalho 01: Aula 01:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A03-86
Trabalho 01:
Aula 01: questão 01
Aula 02: questões 02 a 04
Aula 03: questões 05 a 07
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-01 CAPÍTULO 2 - DIMENSIONAMENTO
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-01
CAPÍTULO 2 - DIMENSIONAMENTO A
TRAÇÃO. NBR 8800-2008, Item 5.2
(pág. 37)
2.1 – Generalidades
As peças tracionadas são empregadas em:
Banzos, d agona s e montantes de tre ças;
i
i
li
Correntes flexíveis e frechais de terças e travessas;
Tirantes do contravento global de galpões e etc.
Suas ligações de extremidade podem ser por:
Solda;
Parafusos ou pinos;
Rosca e porca (no caso de ferro redondo).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-02 2.2 – Estados Limites
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-02
2.2 – Estados Limites Últimos
Para peças tracionadas são verificados dois estados
limites últimos:
a) Escoamento da seção bruta - provoca deformações
exageradas na peça;
b) Ruptura da seção líquida - ruptura da peça na
região dos furos.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-03 OBS.: O escoamento da
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-03
OBS.: O escoamento da seção com furos (seção líqui-
da) conduz a um pequeno alongamento na peça e não
constitui um estado limite último. Ou seja, no cálculo
a região com furo pode atingir a tensão de escoamento,
só não pode superar a tensão de ruptura minorada pelo
coeficiente de segurança
.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-04 No dimensionamento de barras
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-04
No dimensionamento de barras submetidas a tração
deve ser atendido o seguinte critério de resistência:
onde:
-é o máximo esforço normal de tração solicitante
de cálculo obtido com as combinações últimas
aplicáveis, C1 d , C2 d , C3 d , C4 d , C5 d ;
- é o esforço normal de tração resistente de
cálculo. É o menor valor entre os dois ELU
verificados, escoamento da seção bruta e
ruptura da seção líquida.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-05 2.3 -Esforço Normal de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-05
2.3 -Esforço Normal de Tração Resistente de
Cálculo Item 5.2.2(a) pág. 37
Para o ELU de escoamento da seção bruta:
onde:
- é a área bruta da seção transversal do perfil;
- é a tensão limite de escoamento do aço do perfil;
- coef. de ponderação da resistência do aço
do perfil, ver NBR 8800-2008 tabela 3
(neste curso se trabalha apenas com
combinações últimas normais).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-06 Para o ELU de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-06
Para o ELU de ruptura da seção líquida:
Item 5.2.2(b) pág. 37
onde:
- é a área líquida efetiva da seção transversal do
perfil;
- é a tenção limite última do aço do perfil;
- coef. de ponderação da resistência do aço
do perfil, ver NBR 8800-2008 tabela 3.
(neste curso se trabalha apenas com
combinações últimas normais)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-07 2.4 – Área Líquida
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-07
2.4 – Área Líquida Efetiva Item 5.2.3 pág. 38
Para perfis em geral:
Para ferro redondo rosqueado com
diâmetro ≥12,7mm:
onde:
- é o coeficiente de redução da área líquida devido a
distribuição não uniforme de tensão de tração entre
os elementos da seção transversal;
- é a área líquida nominal do perfil, é a área bruta
menos a área diametral dos furos na seção;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-08 2.4.1 - Área Líquida
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-08
2.4.1 - Área Líquida Nominal Item 5.2.4.1 pág. 38
Em regiões com furos
de uma barra é a soma
dos produtos da espessura pela largura líquida de cada
elemento, calculada como segue:
a) Em ligações parafusadas o diâmetro do furo padrão
é igual ao diâmetro do parafuso acrescido de 1,5mm ,
para o cálculo de
o diâmetro de cada furo deve ser
acrescido de 2,0mm para levar em conta a fragilização
que ocorre nesta região devido ao processo de furação
por puncionamento. Entretanto, caso se garanta que os
furos serão feitos com broca não é necessário este
acréscimo;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-09 b) No caso de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-09
b) No caso de furação em ziguezague deve-se
pesquisar todas as possibilidades de furos em linha de
ruptura que produza a menor área líquida, devendo-se
i
a
di
c onar a quan
tid d
a e s /4g para cada linha diagonal
2
entre dois furos;
Para cada linha de ruptura:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-10 c) Para cantoneiras com
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-10
c) Para cantoneiras com furação em ziguezague, nas
abas opostas, o gabarito total g é a soma dos
gabaritos das abas subtraído da espessura;
Para cada linha de ruptura:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-11 d) Na determinação da
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-11
d) Na determinação da área líquida de seção que
compreenda solda de tampão ou solda de filete em
furos, a área do metal da solda deve ser desprezada.
e) Em regiões onde não existam furos, a área líquida
nominal,
seção transversal,
, deve ser tomada igual a área bruta da
.
2.4.2 – Coeficiente de Redução da Área Líquida
Item 5.2.5 pág. 39
tem os seguintes valores:
a) Quando o esforço de tração for transmitido
diretamente para todos os elementos da seção
transversal da barra, por solda ou parafuso;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-12 b) Quando o esforço
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-12
b) Quando o esforço de tração for transmitido somente
por soldas transversais a apenas alguns elementos
da seção;
onde
é a área da seção transversal do elemento
conectado;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-13 c) Nas barras de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-13
c) Nas barras de seção transversal aberta quando o
esforço de tração for transmitido somente por
parafusos ou soldas em apenas alguns elementos da
seção transversal (não todos);
*
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-14 onde: - é a
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-14
onde:
- é a excentricidade da ligação, distância entre o
plano de corte e o CG do perfil ou de parte do
perfil;
- é o comprimento da ligação, comprimento da
solda na direção da solicitação ou a distância
entre o primeiro e o último parafuso na linha de
furação com maior número de parafusos na
direção da solicitação.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-15 d) Nas chapas planas,
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-15
d) Nas chapas planas, quando o esforço de tração for
transmitido somente por soldas longitudinais em
ambas as bordas;
para
para
(l w não pode ser
inferior a b!)
para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-16 2.5 – Limitação do
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-16
2.5 – Limitação do Índice de Esbeltez na Tração
Item 5.2.8.1 pág. 43
Recomenda-se para barras simples, exceto para
tirantes de ferro redondo pré-tensionados ou outras
barras que tenham sido montadas com pré-tensão :
Esta recomendação tem o objetivo de se evitar o
uso de peças extremamente esbeltas que seriam muito
susceptíveis a vibrações excessivas, ELS.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-17 Recomenda-se para barras compostas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-17
Recomenda-se para barras compostas separadas por
presilhas (chapas espaçadoras) que
para cada
um dos perfis simples entre as presilhas.
Item 5.2.8.2 pág. 43
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-18 Exemplo 2.1 Obter as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-18
Exemplo 2.1
Obter as relações A e /A g para os aços ASTM A36 e
ASTM A572 Gr50 que faz com que o N t,Rd seja o
mesmo tanto para o escoamento da seção bruta quanto
para a ruptura da seção líquida efetiva.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-19 Solução: NBR 8800-2008 Itens
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-19
Solução: NBR 8800-2008
Itens 5.2.2(a) e (b) pág. 37
Para o ASTM A36:
Portanto, para o ASTM A36 se
a
ruptura da seção líquida governa o dimensionamento,
caso contrário será o escoamento da seção bruta quem
governará.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-20 Para o ASTM A572Gr
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-20
Para o ASTM A572Gr 50:
Portanto, para o ASTM A572 Gr50 se
ruptura da seção líquida governa o dimensionamento,
caso contrário será o escoamento da seção bruta quem
governará.
a
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-21 Exemplo 2.2 - Na
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-21
Exemplo 2.2 - Na figura abaixo tem-se os esforços
normais solicitantes envoltórios de cálculo (valor
máximo de dimensionamento para cada barra
considerando todas as combinações últimas com
forças nocionais), e os perfis em dupla cantoneira
costa a costa com aço A36 que foram dimensionados
para a tesoura do pórtico típico do galpão deste curso.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-22 Nesta figura tem-se o
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-22
Nesta figura tem-se o detalhamento do nó 26,
pede-se para seus perfis tracionados.
a) Determinar as taxas de trabalho;
b) Verificar a esbeltez das peças tracionadas
considerando todos os nós travados e uma
presilha para as diagonais e os montantes.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-23 Dados: 2L38x3 e 2L76x5
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-23
Dados: 2L38x3 e 2L76x5
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-24 Solução: NBR 8800-2008 a)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-24
Solução: NBR 8800-2008
a) Obten ão das taxas de trabalho
ç
Estados limites últimos de barras tracionada:
Escoamento da seção bruta: Item 5.2.2(a) pág. 37
Ruptura da seção líquida: Item 5.2.2(b) pág. 37
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-25 Para o perfil 2L76x5
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-25
Para o perfil 2L76x5 (e = 9,5mm); Banzo inferior:
= 270kN
N t,Sd
Escoamento da seção bruta:
Ruptura da seção líquida:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-26 Portanto, quem governa é
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-26
Portanto, quem governa é a ruptura da seção líquida e:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-27 Para o perfil 2L38x3
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-27
Para o perfil 2L38x3 (e = 9,5mm); Montante:
N = 50kN
t,Sd
Escoamento da seção bruta:
Ruptura da seção líquida:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-28 Portanto, quem governa é
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-28
Portanto, quem governa é a ruptura da seção líquida e:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-29 b) Verificação da esbeltez
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-29
b) Verificação da esbeltez Item 5.2.8.1 pág. 43
Para o perfil 2L76x5 (e = 9,5mm):Banzo inferior
Como nos banzos não há presilhas o comprimento
destravado de cada perfil simples é igual ao do perfil
composto, L=151cm, logo só é necessário verificar a
esbeltez do perfil simples pois ela é crítica:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-30 Para o perfil 2L38x3
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-30
Para o perfil 2L38x3 (e = 9,5mm): Montante
Como os montantes têm uma presilha deve ser
verificada a esbeltez para o perfil composto,
L= 130cm, e para os perfis simples,
= 65cm.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-31 Para a cantoneira simples:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-31
Para a cantoneira simples: Item 5.2.8.2 pág. 43
Para o perfil composto:
Quem é o menor momento de
inércia, ou ?
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-32 Cálculos desnecessários! OBS.:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-32
Cálculos
desnecessários!
OBS.:
Tabelado!
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-33 Exemplo 2.3 - Verificar
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-33
Exemplo 2.3 - Verificar a corrente flexível e o frechal
críticos, ambos FR 12,7mm em ASTM A36 com
f y =250MPa e f u =400MPa, para carga permanente de
telhas de 0,07kN/m , correntes de 0,01kN/m e terças
de 0,05kN/m 2 , sobrecarga acidental de norma e
sobrecarga de utilidade de 0,15kN/m 2 sendo a
inclinação da cobertura de 5,71 0 .
2
2
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-34 Solução: NBR 8800-2008
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-34
Solução: NBR 8800-2008
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-35 Todas as cargas envolvidas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-35
Todas as cargas envolvidas são gravitacionais, assim
necessitam ser decompostas na direção dos tirantes.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-36 Na figura abaixo tem-se
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-36
Na figura abaixo tem-se o modelo estrutural das
correntes flexíveis solicitado pelo carregamento de
cálculo e o respectivo diagrama de esforço normal.
Portanto:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-37 Para o escoamento da
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-37
Para o escoamento da área bruta:Item 5.2.2(a) pág. 37
Para a ruptura da área líquida: Item 5.2.2(b) pág. 37
;
Portanto, quem governa é a ruptura da seção líquida e:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-38 Para os frechais pode-se
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-38
Para os frechais pode-se trabalhar com um modelo de
treliça:
Carregamento de cálculo do banzo inferior:
Carregamento de cálculo do banzo superior:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-39 Na figura tem-se a
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-39
Na figura tem-se a treliça e seus esforços normais:
Os frechais também são em FR12,7mm em ASTM A36
Portanto, quem governa é a ruptura da seção líquida e:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-40 CAPÍTULO 3 - DIMENSIONAMENTO
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-40
CAPÍTULO 3 - DIMENSIONAMENTO A
COMPRESSÃO:
NBR 8800-2008, Item 5.3 (pág. 43)
3.1 - Generalidades
As peças comprimidas são empregadas em
estruturas tais como:
Banzos, diagonais e montantes de treliças;
Corrente rígida de terças e travessas;
Escora do contravento global de galpões;
Terças do contravento global (flexo-compressão);
Pilares (flexo-compressão) e etc.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-41 O critério de resistência
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-41
O critério de resistência para o dimensionamento
de barras submetidas a compressão centrada é:
Item 5.3.1 pág. 43
onde:
- o máximo esforço normal de compressão so-
licitante de cálculo obtido com as combinações
últimas aplicáveis C1 d , C2 d , C3 d , C4 d , C5 d ;
- é o esforço normal de compressão resistente
de cálculo. Menor valor entre todos o ELU
aplicáveis a compressão.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-42 Os estados limites últimos
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-42
Os estados limites últimos associados a estruturas
metálicas trabalhando a compressão centrada são:
Flambagem por flexão - flamb. elástica clássica de
Euler - encurvamento lateral do eixo longitudinal da
barra em torno do eixo de maior esbeltez;
Flambagem por torção - o eixo longitudinal da peça
permanece reto e a seção rotaciona em torno deste eixo
Flambagem por flexo-torção - o eixo longitudinal
da peça se encurva lateralmente e a seção rotaciona em
torno deste eixo longitudinal;
Flambagem local - empenamento das chapas na
forma de ondulações devido a elevadas relações b/t;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-43 Ilustrações dos possíveis fenômenos
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-43
Ilustrações dos possíveis fenômenos de flambagem
em barras de seção transversal aberta
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-44 As seções de peças
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-44
As seções de peças trabalhando a compressão são
classificadas quanto a possibilidade de ocorrência de
flambagem local em:
Seções Não Esbeltas a Compressão - não ocorre
flambagem local em nenhum dos seus elementos
constituintes (abas, mesa, alma, parede lateral);
Seções Esbeltas a Compressão - ocorre flambagem
local de um ou mais de seus elementos constituintes.
A esbeltez dos elementos componentes das seções
é avaliada a partir da análise da relação b/t (largura/
espessura) sendo os valores limites desta relação dados
na tabela F.1 da NBR 8800-2008 (pág. 128), assim:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-45 Se , para todos
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-45
Se
, para todos os elementos (mesa,
alma, parede lateral, ou aba), a seção é não esbelta a
compressão e portanto não é susceptível a flambagem
local;
Se
, para qualquer elemento (mesa,
alma, parede lateral, ou aba), a seção é esbelta a
compressão e portanto é susceptível a flambagem
local.
Para efeito de avaliação da flambagem local, os
elementos componentes das seções transversais usuais,
exceto as seções tubulares circulares, são classificados
quanto a vinculação de suas bordas em:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-46 Item F.1.1 pág. 126
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-46
Item F.1.1 pág. 126
Elementos AA - quando possuem duas bordas
longitudinais vinculadas (Apoiada - Apoiada), ex.:
Elementos AL – quando possui uma borda longitu-
dinal vinculada e a outra livre (Apoiada-Livre), ex.:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-47 A largura b de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-47
A largura b de alguns dos elementos AA é:
a) Para alma de perfis I, H ou U laminado,
é a distância livre entre mesas menos os
dois raios de concordância entre as
mesas e a alma;
b) Para almas de seções I e H soldadas, é a
distância livre entre mesas;
c) Para mesas de seções caixão soldadas,
é a distância livre entre as faces
internas das almas;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-48 d) Para almas e
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-48
d) Para almas e mesas de seções
tubulares retangulares, é o comprimento
da parte plana (pode ser tomado como a
largura total medida externamente
menos três vezes a espessura);
e) Para chapas, é a distância entre linhas
de parafusos ou soldas.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-49 A largura b de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-49
A largura b de alguns dos elementos AL é:
a) Para mesas de seções I, H e T, é a metade da largura
total da mesa;
b) Para abas de cantoneira e mesas de seções U, é a
largura total do elemento;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-50 c) Para chapas é
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-50
c) Para chapas é a distância da borda livre à primeira
linha de parafusos ou de solda;
d) Para almas de seções T é a altura total da seção
transversal (altura da alma mais a espessura da
mesa).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-51 NBR 8800-2008 3 2
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-51
NBR 8800-2008
3 2 - Esforço Normal de Compressão Resistente de
Cálculo: Item 5.3.2 (pág. 44)
Para os estados-limites últimos de flambagem por
flexão, torção, flexo-torção e flambagem local N c,Rd é
dado por:
.
onde:
- é o fator de redução associado a flambagem
global, quer seja por flexão, torção ou
flexo-torção;
- é o fator de redução associado a flambagem
local;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-52 - é a área
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-52
- é a área bruta da seção transversal da barra;
- é a tensão limite de escoamento do aço da barra;
- coef. de ponderação da resistência do aço
do perfil, ver NBR 8800-2008 tabela 3
(neste curso se trabalha apenas com
combinações últimas normais).
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-53 3.3 - Flambagem Local
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-53
3.3 - Flambagem Local de Barras Axialmente
Comprimidas: Anexo F (pág.126)
As barras submetidas à esforço axial de compressão
nas quais todos os elementos componentes da seção
transversal (tanto os AA quanto os AL) possuem rela-
ção
, dados na tabela F.1 (elementos não
esbeltos a compressão), tem como fator de reduução
,
ou seja, para seções não esbeltas a compressão não há
redução de resistência devida a flambagem local, pois
ela não ocorre.
total associado a flambagem local o valor:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-54 Pág.128
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-54
Pág.128
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-55 Pág.128
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-55
Pág.128
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-56 , dados na tabela
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-56
,
dados na tabela F.1 (elementos esbeltos a compressão),
tem fator de redução total:
As barras nas quais algum elemento componente
da seção transversal possua relação
onde:
- é a parcela do fator de redução da flambagem
local para os elementos AL da seção;
- é a parcela do fator de redução da flambagem
local para os elementos AA da seção;
Se a seção possuir apenas elementos AL:
Se a seção possuir apenas elementos AA:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-57 Item F.2 pág.126 Os
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-57
Item F.2 pág.126
Os valores de Q s para os elementos AL com
são:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-58 O fator de redução
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-58
O fator de redução Q a para elementos AA com
dados na tabela F1 é definido como:
Item F.3 pág.129
onde:
- é a área bruta da seção do perfil;
-é a área efetiva comprimida;
- são respectivamente a largura e a espessura de
cada elemento comprimido AA sobre a seção;
- é a largura efetiva de
cada elemento AA;
- para mesas ou almas de seções tubulares
retangulares;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-59 - para todos os
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-59
- para todos os outros elementos;
sendo
calculado com
conservadoramente
ou
(neste curso)
Interpretação física
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-60 3.4 - Flambagem Global
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-60
3.4 - Flambagem Global de Barras Axialmente
Comprimidas: Item 5.3.3 (pág. 44)
Para a análise da flambagem global de peças
axialmente comprimidas trabalha-se com o índice de
esbeltez reduzido,
sendo
:
a força axial de flambagem
elástica, obtida conforme o anexo E da
NBR 8800-2008.
O fator de redução associado a flambagem global,
, é dado por:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-61
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-61
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-62 3.5 - Força Axial
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-62
3.5 - Força Axial de Flambagem Elástica:
3.5.1 - Seções com dupla simetria ou simetria em
relação a um ponto, N e é o menor valor entre:
Item E.1.1 pág. 121
a) Flambagem por flexão em relação aos eixos centrais
de inércia x e y:
b) Flambagem por torção em relação ao eixo
longitudinal z:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-63 onde: e - são
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-63
onde:
e
- são os comprimentos de flambagem por
flexão em relação aos eixos x e y, respectivamente;
e
- são os momentos de inércia da seção em
relação aos eixos centrais x e y;
- é o comprimento de flambagem por torção;
;
- é a constante de empenamento da seção
transversal, vem da teoria geral de torção e
significa a resistência ao empenamento;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-64 - é o momento
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-64
- é o momento torcional de inércia;
- é o raio de giração polar da
seção bruta em relação ao centro de torção;
- são os raios de giração da seção em relação
aos eixos x e y (tabelados);
- são as coordenadas do centro de torção em
relação ao CG;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-65 Propriedades dos perfis para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-65
Propriedades dos perfis para torção
a) Cantoneira sim les de abas i uais
p
g
OBS.: Antes de
calcular qualquer
propriedade geo-
métrica, verificar
se ela não está
disponível no
CATÁLOGO.
b) Dupla cantoneira de abas iguais em T (costa a costa)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-66 c) Perfil U OBS.:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-66
c) Perfil U
OBS.: Antes de calcular qualquer propriedade geomé-
trica, verificar se ela não está disponível no
CATÁLOGO.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-67 d) Perfil I com
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-67
d) Perfil I com dupla simetria
OBS.: Antes de calcular qualquer propriedade geomé-
trica, verificar se ela não está disponível no
CATÁLOGO.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-68 e) Perfil I monossimétrico
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-68
e) Perfil I monossimétrico
(Salmon & Johnson)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-69 3.5.2 - Seções monossimétricas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-69
3.5.2 - Seções monossimétricas em relação ao eixo y,
exceto cantoneira simples conectada
por uma aba , N e é o menor valor entre:
Item E.1.2 pág. 122
a) Flambagem por flexão em relação ao
eixo central
de inércia x:
b) Flambagem por flexo-torção em
relação aos eixos y e z:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-70 Caso o eixo de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-70
Caso o eixo de simetria seja o x e não o
y , basta analisar o ELU de flambagem por
flexão em torno de y e o ELU de flamba-
gem por flexo-torção em torno de
x e z substituindo y 0 por x 0 .
3.5.3 - Seções assimétricas, exceto cantoneira
simples conectadas por uma aba
Item E.1.3 pág. 122
N
e para flexo-torção é a menor raiz da equação
cúbica:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-71 3.5.4 - Cantoneira simples
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-71
3.5.4 - Cantoneira simples conectada por uma única
aba Item E.1.4 pág. 123
Os efeitos da excentricidade da força de compressão
atuante em uma cantoneira simples conectada por
uma única aba podem ser considerados por meio de
um comprimento de flambagem equivalente:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-72 Entretanto, para se desprezar
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-72
Entretanto, para se desprezar estas excentricidades
é necessário que esta cantoneira:
a) Seja carregada nas extremidades através da mesma
aba;
b) Seja conectada por solda ou por pelo menos dois
parafusos da direção da solicitação;
c) Não esteja solicitada por ações transversais
intermediárias.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-73 Neste caso a força
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-73
Neste caso a força axial de flambagem elástica por
flexão é:
onde:
- é o momento de inércia da seção transversal em
relação ao eixo que passa pelo seu CG e é paralelo
a aba conectada;
- é o comprimento de flambagem equivalente
em relação ao eixo que passa pelo CG da seção
e é paralelo a aba conectada, definido a seguir.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-74 Para cantoneiras de abas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-74
Para cantoneiras de abas iguais que são barras
individuais, ou diagonais ou montantes, de treliças
planas:
onde:
- é o comprimento teórico da cantoneira entre os
nós dos banzos inferior e superior;
- é o raio de giração da seção em relação ao eixo
que passa pelo CG e é paralelo a aba conectada;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-75 Para cantoneiras de abas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-75
Para cantoneiras de abas iguais que são barras
individuais, ou diagonais ou montantes, de
treliças espaciais:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-76 OBS.1.: A cantoneira conectada
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-76
OBS.1.: A cantoneira conectada por uma única aba
será considerada uma barra individual em dois casos:
No caso da seção transversal da barra ser constituída
por uma cantoneira
simples;
No caso da seção transversal da barra ser constituída
por dupla cantoneira sem presilhas intermediárias,
neste caso existem
chapas espaçadouras
apenas nas extremidades;
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-77 OBS.2.: Caso a cantoneira
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-77
OBS.2.: Caso a cantoneira simples esteja recebendo a
carga em ambas as abas ela será considerada um perfil
monossimétrico devendo ser verificada à flambagem
por flexão em torno do eixo nn (X 0 ) e a flambagem
por flexo-torção em tordo dos eixos mm (Y 0 ) e z.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-78 3.6 - Coeficiente de
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-78
3.6 - Coeficiente de Flambagem Para Compressão
Axial Centrada: NBR 8800-2008, Anexo E
(pág. 125)
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-79 Uma vez que todos
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-79
Uma vez que todos os nós sejam travados fora do
plano da treliça:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-80 Coeficiente de flambagem por
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-80
Coeficiente de flambagem por torção:
Item E.2.2 pág. 125
Devem ser adotados os valores:
a) K z = 1,0 - quando ambas as extremidades da barra
possuírem rotação em torno do eixo
longitudinal impedida e empenamento
livre ;
b) K z = 2,0 - quando uma das extremidades da barra
possuir rotação em torno do eixo
longitudinal e empenamento livres, e a
outra extremidade possuir rotação e
empenamento impedidos.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-81 3.7 - Limitação do
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-81
3.7 - Limitação do Índice de Esbeltez das Barras
Comprimidas
A norma recomenda:
Item 5.3. 4
pág. 46
sendo L o comprimento destravado, ou seja, o
comprimento entre os nós travados.
Barras compostas, formadas por dois ou mais
perfis trabalhando em conjunto, em contato ou com
afastamento igual a espessura de chapas espaçadoras,
devem possuir ligações entre esses perfis a intervalos
tais que o índice de esbeltez de qualquer perfil simples
atenda a:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-82 Adicionalmente, pelo menos duas
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-82
Adicionalmente, pelo menos duas chapas
espaçadoras devem ser colocadas ao longo do
comprimento entre os nós travados, espaçadas de
maneira uniforme.
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A04-83 Trabalho 01: Aula 01:
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A04-83
Trabalho 01:
Aula 01: questão 01
Aula 02: questões 02 a 04
Aula 03: questões 05 a 07
Aula 04: questões 08 a 12
Aula 05: questões 13 a 23
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-01
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-01

Exemplo 3.1 - Na figura abaixo tem-se os esforços normais solicitantes envoltórios de cálculo (valor máximo de dimensionamento para cada perfil considerando todas as combinações últimas com forças nocionais), e os perfis em dupla cantoneira costa a costa com aço A36 que foram dimensionados para a tesoura do pórtico típico do galpão deste curso.

costa a costa com aço A 36 que foram di mens ionad os para a tesoura
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-02
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-02

Nesta figura tem-se o detalhamento do nó 08, pede-se para suas barras comprimidas. a) Determinar as taxas de trabalho; b) Verificar a esbeltez das peças comprimidas considerando todos os nós travados e três presilhas para as diagonais, montantes e banzos.

compr i m id as considerando todos os nós travados e três presilhas p ara as
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-03
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-03

Dados: 2L76x6 e 2L38x3

PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-03 Dados: 2L76x6 e 2L38x3
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-03 Dados: 2L76x6 e 2L38x3
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-04 S o uç l
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-04
S
o uç
l
ã
o:
NBR 8800 2008
-

a) Obtenção das taxas de trabalho a.1) Perfil 2L76x6 (e = 9,5mm); Banzo superior:

N c,Sd = 292kN

( e = 9,5mm) ; B anzo super ior: N c , S d = 292kN

Fator de redu ão da blamba em local Q:

ç

g

, Pela tabela F.1 pág.128 a dupla cantoneira é um ele- mento AL pertencente ao grupo 3 para o qual:

F.1 pág.128 a dupla cantoneira é um ele- mento AL pertencente ao g rupo 3 para

Para o ASTM A36 tem-se:

F.1 pág.128 a dupla cantoneira é um ele- mento AL pertencente ao g rupo 3 para
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-05
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-05

Sendo

Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-05 Sendo a seção é não esbelta a compressão e

a seção

é não esbelta a compressão e portanto:

Sendo a seção é não esbelta a compressão e portanto: Esfor ç o normal de flamba

Esforço normal de flambagem elástica do perfil, N :

e

ç o normal de flamba g em elástica do p erfil , N : e A

A dupla cantoneira se trata de um perfil monossimé- trico em relão ao eixo y, e de acordo com o Anexo E item E.1.2 pág. 122 é susceptível a flambagem por flexão em torno de x e por flexo-torção em torno dos eixos y e z.

PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-06
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-06

Para flambagem por flexão em torno do eixo x:

Como os nós da treliça eso travados

de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
de Araújo A05-06 Para flambagem por flexão em torno do eixo x: C omo os n
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo A05-07
PEC – Estruturas Metálicas. Prof. Dr. Francisco Adriano de Araújo
A05-07

Para instabilidade por flexo-torção em torno dos eixos y e z: