Вы находитесь на странице: 1из 3

Ficha de inscrição para proposição de oficina/ minicurso/simpósio temático

(Preencher com letra de forma caso for entregar o documento impresso)

Nome completo: Francisco Natanael Lopes Ribeiro


CPF: 041.296.993-93
Telefone fixo: (88) 9 9781-9577 Telefone celular: (88) 9 9781-9577
E-mail (principal): fnlribeiro@gmail.com

Endereço: Sobral– CE.


Instituição: Faculdade de Quixeramobim - UNIQ
Vínculo institucional:
Professor ( ), servidor ( ), funcionário (a) ( ), aluno (a) (x), outro* ( x). *especificar: Aluno da Especialização em
Saúde Mental e Dependência Química.

Formação: Graduando (a) (x) Graduado (a) (x ) Mestrando (a) ( ) Mestre ( ) Doutorando (a) ( ) Doutorado (a) ( )
Pós-doutor ( ).

Cultura popular e as relações étnico-raciais no Brasil


Paulo Ênio de Sousa Melo1
Francisco Natanael Lopes Ribeiro2

Introdução:

O presente Simpósio Temático – ST buscara reunir pesquisas que abordem as Relações étnico-raciais no
Brasil e a sua ampla rede de complexidades (fenômenos e desdobramentos sociais), que possam ser
apreendidas a partir das categorias: gênero, raça, preconceito, cultura, identidade, religião e etnia. Propomos
que essas reflexões estejam consonantes com as questões das populações indígenas e afro-brasileiras,
utilizando-se, dentre outras fontes, as narrativas individuais e coletivas em suas pesquisas, sejam estas
localizadas nas áreas da educação, das ciências humanas, sociais e aplicadas. Portanto, receberemos
pesquisas realizadas com grupos de mulheres, lideranças religiosas, elites políticas locais e suas disputas,
as organizações ligadas ao mundo do trabalho, as comunidades rurais e urbanas, suas práticas e vivências,
as festas, dentre outras manifestações sociais, históricas e culturais e educacionais.
Objetivo:

1
Graduado em História Licenciatura e graduando do Curso de Ciências Socias – Bacharelado pela Universidade
Estadual Vale do Acaraú- UVA. Atualmente é Membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas
(NEABI) – Campus Sobral/CE e professor na Escola Vida de Hidrolândia/CE.
2
Bacharel em Serviço Social pelo UNINTA - Centro Universitário INTA. Aluno da Especialização em Saúde
Mental e Dependência Química pela Faculdade de Quixeramobim- UNIQ. Membro do Núcleo de Estudos Afro-
Brasileiros e Indígenas (NEABI) – Campus Sobral/CE.
Será objetivo do ST reunir pesquisadores que estejam trabalhando com fontes orais, as leis 11.645/2008 e
10.639 de 2003 e suas interdisciplinares a fim de buscar discutir os alcances e limites das pesquisas desse
campo do conhecimento em seus espaços de estudos temáticos, tendo em vista a necessidade de maior
integração e divulgação das pesquisas produzidas por historiadores, antropólogos, sociólogos, cientistas
políticos e educadores sobre a cultura popular e as relações étnicos raciais no Brasil. Além disso, fortalecer os
vínculos dos proponentes, enquanto membros, visibilidade ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas
(NEABI) do Instituto Federal do Ceará (IFCE - Campus Sobral.) junto aos alunos da Universidade Estadual
Vale do Acaraú – (UVA) e demais Instituições.

Justificativa:

As dinâmicas das relações étnico-raciais no Brasil hoje possuem sua gênese na dispersão compulsória de
africanos (as) para as Américas, através do regime escravagista. Dentro desse contexto, ressaltamos que o
Brasil foi o país que mais recebeu homens e mulheres escravizados, cerca de 46% de todo o contingente
populacional de traficados do continente Africano. Desse modo, ao longo da história do Brasil é possível
compreender que o racismo vem se reconfigurando e estruturando as relações sociais, econômicas e políticas
da população brasileira. Temos que as práticas de discriminação contra a populações negras e indígenas têm
causado impactos negativos nas vidas dessas pessoas. Os jovens negros são os que mais morrem, segundo
dados oficiais da ONU, ou seja, a cada 23 minutos um jovem negro é morto. Pesquisas como as realizadas
pelo Comitê Cearense de Prevenção ao Homicídio na Adolescência apontam que a cor da pele, juntamente
com outros marcadores sociais determina quem vive ou morre nas periferias cearenses. Dentre essas e
outras questões pensamos que este Simpósio Temático trará contribuições significativas para a reflexão do
campo da cultura popular e das relações étnico-raciais no Brasil. Através dos debates que serão realizados,
por meio das apresentações orais das pesquisas científicas, buscaremos encontrar resposta para os
discursos que tem prevalecido e retroalimentam uma postura de esvaziamento dos debates e reflexões sobre
a conjuntura social e política a qual estamos inseridos.
Resultados esperados:

Espera-se com este Simpósio que as redes de trabalhos que serão apresentados nesta modalidade
apresentada robusteçam as resistências, às associações culturais e reelaborações culturais das populações
afro-brasileiros e indígenas. Também buscaremos mostrar a relevância do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros
e Indígenas (NEABI) em Sobral, e até mesmo sua contribuição no Ceará para a educação das relações étnico-
raciais e seus contextos sociais em uma perspectiva descolonizadora da imagem da cultura afro-brasileira e
indígena.
Referências:

ALMEIDA, Maria Regina Selestino de. Os índios na história do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV,
2010.168 p.(FGV de bolso. Série História).

ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais
do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2003.

BARTH, Fredrick. Os grupos étnicos e suas fronteiras. In: LASK, Tomke (org). O guru, o iniciador e outras
variações antropológicas. Rio de Janeiro: contracapa,2000.p.25-67.

BRASIL. Lei n.º 11.645, de 10 março de 2008. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder
Executivo, Brasília, DF, 11 mar. 2008.

BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 23 dez. 1996, v. 134, n. 248,
Seção I, p. 27.834-27.841.

BARROS, Paulo Sérgio. Confrontos invisíveis: Colonialismo e Resistência Indígena no Ceará. São Paulo:
Annablume; Fortaleza: Secult, 2002.

NOBRE, Felipe Nunes. A lei 11.645/2008 e o lugar destino aos indígenas em livros didáticos de
História. Revista Historiar, vol.9, nº.17, p. 29 – 48, 2017.

OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios: “pacificação”, regime tutelar e
formação de alteridades / João Pacheco de Oliveira. – Rio de Janeiro : Contra Capa, 2016.384 p. : il. color.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na sociabilidade
brasileira. 1ª- ed. — São Paulo: Claro Enigma, 2012.

SILVA, Giovani José da; COSTA, Anna Maria Ribeiro F. M. da. Histórias e culturas indígenas na Educação
Básica.1.ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2018. (Coleção Práticas Docentes)

SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flávio dos Santos (orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade:50
textos críticos. 1º ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

WEBER, Max. Relações comunitárias étnicas. In: Economia e Sociedade: fundamentos da sociologia
compreensiva, Brasília, DF : Editora Universidade de Brasília: São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São
Paulo, 1999. 586 p.

WALSH, Catharine; OLIVEIRA, Luiz Fernandes de; CANDAU, Vera Maria. Colonialidade e Pedagogia
Decolonial: Para Pensar uma Educação Outra. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas Vol. 26, No. 83,
p. 1-16, 2018.