HISTÓRIA
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Ao longo de sua história, a relação do homem com os aromas foi se tornando cada vez mais
sofisticada. Na medida em que as primeiras civilizações se desenvolviam, as práticas de
manipulação dos recursos naturais também se aperfeiçoavam, de modo a se ajustarem aos
sentidos da percepção. A prática da composição de perfumes está para o olfato assim como a
arte da culinária está para o paladar, ou a arte da música, para os ouvidos. A história do
perfume, tal como a história da culinária ou da música, pode dar testemunho de todo um
quadro cultural e civilizacional.
Os primeiros usos de perfumes estavam associados a ritos religiosos, que acrescentavam o uso
de vegetais cujas propriedades naturais continham essências e fragrâncias especiais. O uso no
cotidiano, para fins de apreciação não ritualística do aroma, remete aos egípcios. Vários
escritos egípcios documentam o uso de perfumes pelos membros mais destacados da
sociedade. Além disso, os perfumes também eram usados no processo de embalsamamento
das múmias, que demandava uma grande quantidade de óleos aromáticos.
Mas foi entre os antigos gregos que a perfumaria recebeu um tratamento sistemático, tanto
na prática quanto na teoria. Teofastro é considerado um dos primeiros (senão o primeiro)
autores a escrever sobre a arte da perfumaria. Esse autor publicou um tratado sobre o
perfume em 323 a.C., e seu interesse pelas fragrâncias proveio de sua grande destreza no
estudo da botânica (conhecimento dos vegetais).
“Não só precisava saber destilar, também se precisava ao mesmo tempo ser um produtor de
pomadas e um manipulador de drogas, um alquimista e artesão, comerciante, humanista e
hortelão. Era preciso saber distinguir entre sebo de rins de carneiro e sebo de bezerro, e entre
uma violeta Vitória e uma violeta de Parma. Era preciso dominar o latim. Era preciso saber
quando o heliotrópio deve ser colhido e quando o gerânio floresce e saber que a flor do
jasmim pedre o seu perfume com o sol nascente.” [1]
Para finalizar, resta assinalar que o termo perfume provém do latim “per fumum”, cujo
significado é “por meio da fumaça”. Essa analogia com a fumaça explicita o caráter ritualístico
(vide o exemplo do incenso) do uso dos aromas que mencionamos acima.
NOTAS
[1] SÜSKIND, Patrick. O Perfume. [trad. Flávio R. Kothe] São Paulo: Record, 2010. p. 57.
Por Me. Cláudio Fernandes
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