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Netter

FLASH CARDS DE ANATOMIA


John T. Hansen 3a EÓÍÇÕO
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SAUNDERS Elsevier
© 2011 Elsevier Editora Ltda.
Tradução autorizada do idioma inglês da edição publicada por Saunders um selo editorial Elsevier Inc.
-

Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19fO2l199B-


Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os
meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros_
Autorizações para as figuras de Arte de Netter podem ser solicitadas diretamente à Elseviefs Health Science Licensing Department, na
Filadélña, PA, EUA: fone 1-800-523-1649, ramal 3276 ou (215) 239-3276; ou por e-mail H.Licensing@elsevier_com_
ISBN: 978-85-352-6230-8

Copyright © 2011, 200?, 2002 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc


This edition of Netter's Anatomy Flash Cards, 3rd edition by John T. Hansen is published by arrangement with Elsevier Inc.
ISBN: 978-1-4377-1675-7

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Editoração Eletrônica
Futura

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O conhecimento médico está em permanente mudança. Os cuidados normais de segurança devem ser seguidos, mas, como as
novas pesquisas experiência clínica ampliam nosso conhecimento, alterações no tratamento e terapia à base de fánnacos podem
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ser necessárias ou apropriadas- Os leitores são aconselhados a checar infonnações mais atuais dos produtos, fornecidas pelos
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por eventual dano ou perda a pessoas ou a propriedade originada por esta publicação_
O Editor

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE


SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS RJ

H222n
3-ed-
Hansen, John T.
Netter, Flash Cards de Anatomia f John T. Hansen ; [tradutores Tais Almeida
REVISÃO CIENTÍFICA
Cristiane Regina Ruiz (Seções 1, 2, 3 e 7)
Professora de Anatomia Humana e Anatomia em Imagens do Centro Universitário São
Camilo, SP
Doutora em Ciências (Morfologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM)
Mestre em Ciências (Morfologia) pela Unifesp/EPM

Lisley Alves de Oliveira (Seções 4, 5 e 6)


Fisioterapeuta
Mestre em Ciências (Morfologia) pela Unifesp/EPM
Docente da Disciplina de Anatomia Humana do Centro Universitário São Camilo, SP

TRADUÇÃO
Adriana Paulino do Nascimento (Seções 6 e 7)
Doutora em Biologia Humana e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ)
Mestre em Morfologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Claudia Coana (Seções 1 e 2)


Bacharel em Letras/Traduçãopelo Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO) SP. -

Fernanda Gurgel Zogaib (Seção 4)


Formada em Educação Física e Desportos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(IEFD/UERJ)
Mestre em Biologia Humana e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (BHEx/UERJ)
Doutoranda em Ciências Médicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Tais Fontoura de Almeida (Seções 3 e 5)


Bacharel em Biologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Mestre e Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da
Bahia (UFBA)
Pesquisadora pós-doutora em Morfologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ)
MATEQIAL coMgLEMENTAn no sm¡
REVISAO CIENTIFICA E TRADUÇAO
Adilson Dias Salles
Professor do Programa de Graduação em Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Doutor em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Mestre em Anatomia Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Apresentação

Você acaba de adquirir o mais consagrado e didático conjunto de fiash cards de anatomia disponivel, Netter Fiash
Cards de Anatomia, que oferece uma fonte de aprendizado exclusiva para complementar seu livro-texto de
anatomia, atlas ou material de dlssecação utilizado na disciplina de anatomia humana nos cursos de graduação
em medicina, odontologia, enfermagem e saúde pública. Os flash cards desta edição são baseados nas ilustrações
médicas atemporais de Frank H. Netter, MD, e incluem não só o sistema de musculatura esquelética, mas também
uma revisão dos nervos, vasos e estruturas viscerais importantes que raramente é encontrada nos flash cards
tradicionais.
Cada card de 10x15 cm, totalmente colorido, detalha a anatomia humana da forma que só o Netter
consegue. O conjunto e organizado em seções de acordo com o tão conhecido NetterAtias de Anatomia Humana,
E edição (p.ex. Cabeça e Pescoço; Dorso e Medula Espinal; Tórax; Abdome; Pelve e Perineo; Membro Superior;
Membro Inferior). Dentro de cada seção, os cards estão organizados sequencialmente da seguinte maneira: Ossos
e Articulações; Músculos; Nervos; Vasos e Órgãos. Além disso, a imagem em cada prancha faz referência à
prancha original no Netter Arias de Anatomia Humana, 5° edição. Já que os cards de inicio de cada seção são
um pouco maiores, você pode facilmente puxar um seção inteira de cards para seu estudo. Alem disso, o canto
de cada card é perfurado de fonna que você pode insert-lo no anel de metal incluso para manter uma seção inteira
na ordem correta.
Cada card inclui uma seção de Comentário, que fornece informações relevantes sobre als) estmtura(s)
retratada(s) na frente do card, incluindo informações detalhadas sobre as origens, inserções, ações e inervação do
músculo. A maioria dos cards tambem contem uma seção de Correlação Clínica que destaca a relevância clínica
da anatomia retratada na frente do card. Conteúdo extra on-Iine está disponível em wwwstudentconsuit. com usando
o código de acesso presente na raspadinha no primeiro card. O conteúdo on-Iine inclui mais de 300 perguntas e
respostas para avaliar a sua fixação do conteúdo. Mais de 20 tiash cards extras de outros conjuntos de cards
dentro da familia Netter de tiash cards também estão disponiveis no Student Consult. Estes cards oferecem uma
fonte confiavel e ao alcance com informação anatômica em um formato portátil e fácil de usar.
O consenso sobre detalhes anatômicas especificos de tópicos tais como ligações musculares ou a amplitude
do movimento das articulações pode variar consideravelmente entre os livros-textode anatomia. De fato, a variação
anatômica humana e comum e normal. Consequentemente, os detalhes anatõmioos fornecidos nestes cards
representam a informação mais amplamente aceita sempre que possível.
Estou em dívida com as seguintes importantes fontes e seus autores ou editores e gostaria de dar-lhes os
créditos:
Grey's Anatomia para Estudantes, 25 ed. Drake R, Vogi W, Mitchell A, Rio de Janeiro, Elsevier, 2010.
Grey's Anatomia, 405 ed. Standring S, Rio de Janeiro, Elsevier, 2010.
Netter's Ciinical Anatomy, 2M' ed. Hansen JT. Philadelphia, Elsevier, 2010.
Clinicaiiy Oriented Anatomy 6"' ed. Moore KL, Dalley DR, Agur AMR. Philadelphia, Lippincott Williams &
Wilkins, 2010.
Granfs Atias of Anatomy, 12th ed. Philadelphia, Lippincott Williams 8: Wilkins, 2009.
Holiinsheads Textbook of Anatomy, 5"" ed. Rosse C, Gaddum-Rosse P. Philadelphia, Lippincott Williams 8.
Wilkins, 1997.
Meu desejo é que o Netter Fiash Cards de Anatomia torne o aprendizado mais prazeroso e produtivo, e que
o estudo da anatomia inspire você com um senso de admiração e respeito pela forma humana.

John T. Hansen, PhD

Professor and Associate Dean


Department of Neurobiology and Anatomy
University of Rochester Medical Center
Rochester, New York
Sumário

Netter Flash cards de Anatomia, 3' edição


Página deixada intencionalmente em branco
Ossos e Articulações
1-1 Crânio: Vista Anterior
1-2 Crânio: Vista Lateral
1-3 Crânio: Corte Sagital Mediano
1-4 Parede Lateral da Cavidade Nasal
1-5 Base do Crânio: Vista Inferior
1-6 Forames da Base do Crânio: Vista Superior
Mandíbula: Vista Anterolateral Superior
1-8 Mandíbula: Vista Posterior Esquerda
1-9 Articulação Temporomandibular
1-10 Dentes
1-11 Dente
1-12 vértebras Cervicais: Atlas e Áxis
1-13 Ligamentos Craniocervicais Externos
1-14 Ligamentos Craniocervicais Internos
1-15 Cartilagens da Laringe
1-16 Ossículos da Audição

Músculos
1-17 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1-18 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1-19 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1-20 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1-21 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1-22 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1-23 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral

Netter - Flash cards Anatomia


Cabeça e Pescoço
Fichas 1-1 a 1-84

1 -24 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral


1-25 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral
1 -26 Músculos Extrínsecos do Olho
1 -27 Músculos Extrínsecos do Bulbo do Olho
1 -28 Músculos da Mastigação
1 -29 Músculos da Mastigação
1 -30 Músculos da Mastigação
1 -31 Músculos da Mastigação
1 -32 Assoalho da Cavidade Oral
1 -33 Assoalho da Cavidade Oral
1 -34 Língua
1 -35 Língua
1 -36 Língua
1 -37 Teto da Cavidade Oral
1 -38 Teto da Cavidade Oral
1 -39 Teto da Cavidade Oral
1 -40 Músculos da Faringe
1 -41 Músculos da Faringe
1 -42 Músculos da Faringe
1 -43 Músculos da Faringe
1 -44 Músculos do Pescoço: Vista Anterior
1 -45 Músculos Infra-hióideos e Supra-hióideos
1 -46 Músculos Infra-hióideos e Supra-hióideos
1 -47 Músculos Infra-hióideos e Supra-hióideos
1 -48 Músculos Infra-hióideos e Supra-hióideos
1 -49 Músculos Intrínsecos da Laringe

Cabeça e Pescoço Sumário


1 -50 Músculos Supra-hióideos
1 -51 Músculos Supra-hióideos
1 -52 Músculos da Laringe
1 -53 Músculos lntrínseoos da Laringe
1 -54 Músculos da Laringe
1 -55 Músculos Pré-vertebrais
1 -56 Músculos Pré-vertebrais

Nervos
1 -57 Nervos Cutãneos da Cabeça e do Pescoço
1 -58 Ramos do Nervo Facial
1 -59 Nervos Oculomotor, Troclear e Abducente: Esquema
'l -60 Nervos da Órbita
1 -61 Nervo Mandibular (NC V3)
1 -62 Nervos da Cavidade Nasal
1 -63 Nervos Autônomos da Cabeça
1 -64 Nervo Vestibulococlear: Esquema
1 -65 Nervo Glossofaríngeo
1 -66 Plexo Cervical ln Situ

Vasos
1 -67 Veias e Artérias superficiais do Pescoço
1 -68 Artéria Subclávia
1 -69 Artérias Carótidas
1 -70 Artéria Maxilar
1 -71 Artérias das Regiões Oral e Faríngea

Netter - Flash cards Anatomla


1 -72 Veias das Regiões Oral e Faríngea
'I -73 Artérias do Encéfalo: Vista Inferior
1 -74 Seios Venosos da Dura-máter
1 -75 Desenho Esquemático das Meninges

Vísceras
1 -76 Região Superficial da Face e Glândula Parótida
1 -77 Aparelho Lacrimal
1 -78 Bulbo do Olho: Corte Horizontal
1 -79 Câmaras Anterior e Posterior do Olho
1 -80 Orelha: Corte Frontal
1 -81 Parede Lateral da Cavidade Nasal
1 -82 Glândulas Salivares
1 -83 Glândulas Paratireoides e Glândula Tireoide: Vista Posterior
1 -84 Faringe: Vista Posterior Aberta

cabeça e Pescoço Sumário


crânio: Vista Anterior

cabeça e Pescoço 1 -1
Crânio: Vista Anterior

1 .
Osso frontal
2. Incisura (forame) supraorbital
3. Osso nasal
4. Osso lacrimal
5. Osso zigomático
6. Forame infraorbital
7. Maxila
8. Forame mentual
9. Mandíbula
1 O. Osso temporal
Comentário: Os ossos do crânio estão fundidos entre si formando articulações
tibrosas imóveis, como, por exemplo, as suturas.
O crânio é composto por 2 categorias gerais de ossos: os ossos do crânio (8 ossos), que
contêm o encéfalo, e os ossos da face (14 ossos). Os 8 ossos do crânio são os ossos
frontal, occipital, etmoide e esfenoide, 1 par de ossos temporais e 1 par de ossos
parietais.
Os ossos associados do crânio incluem os ossiculos da audição (3 na cavidade da orelha
média de cada lado) e o osso hioide, único. O crânio e os ossos associados constituem
29 ossos diferentes (os 32 dentes do adulto são parte da maxila e da mandíbula e não
são contados separadamente).

Correlação clínica: Fraturas da porção média da face segundo a classificação


de Le Fort:
o Le Fort l: fratura horizontal que separa a maxila ao longo do assoalho da
cavidade nasal
o Le Fort II: fratura piramidal que engloba as maxilas, os ossos nasais, as margens
infraorbitais e os assoalhos da órbita de ambos os lados
o Le Fort III: engloba a fratura Le Fort Il e os ossos zigomáticos de ambos os
lados

cabeça e PESCOÇO Prancha 4 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -2
Crânio: Vista Lateral

1. Osso parietal
2. Sutura coronal
3. Osso esfenoide
4. Osso Iacrimal
5. Maxila (Processo frontal; Processo alveolar)
6. Osso zigomático
7. Osso occipital (Protuberância occipital externa)
8. Sutura Iambdóidea
9. Osso temporal (Parte escamosa; Processo zigomático; Meato Acústico Externo;
Processo Mastoide)

Comentário: Esta vista lateral mostra muitos ossos do crânio e algumas suturas. A
sutura coronal está entre o osso frontal e os ossos parietais. A sutura Iambdóidea está
entre os ossos parietais e o osso occipital.
Ptério é o local onde os ossos frontal, parietal, esfenoide e temporal se unem. É perigoso
levar um golpe ou mesmo sofrer uma fratura de crânio nessa região porque o osso dessa
área é fino, e a artéria meníngea média, que supre a dura-máter que reveste o encéfalo,
está exatamente embaixo desse local.

correlação clínica: As fraturas de crânio podem ser classificadas em:


o Linear: apresenta uma linha de fratura nítida
o Cominutiva: há vários fragmentos ósseos (é chamada de deprimida quando está
voltada para dentro, o que pode romper a dura-máter)
o Diástase: fratura que ocorre ao longo de uma linha de sutura
o Basilar: fratura da base do crânio

cabeça e PESCOÇO Prancha 6 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -3
Crânio: Corte Sagital Mediana

1. Osso esfenoide (Asa maior; Asa Menor; Sela turca; Seio esfenoidal)
2. Osso frontal (Seio frontal)
3. Osso etmoide (Lâmina perpendicular)
4. Maxila (Canal incisivo; Processo palatino)
5. Vômer
6. Osso palatino
7. Osso occipital
8. Osso temporal (Parte escamosa; Parte petrosa)
9. Osso parietal

Comentário: Observe o interior do crânio e o septo nasal. Os 8 ossos do crânio que


contêm o encéfalo incluem os ossos frontal, occipital, etmoide e esfenoide, o par de ossos
temporais e o par de ossos parietais. Os 14 ossos da face compreendem os ossos
Iacrimal, nasal, palatino, concha nasal inferior (não mostrada), maxilar e zigomático (não
mostrado) de ambos os lados, além do võmer e da mandíbula (não mostrada).
O septo nasal é formado pela lâmina perpendicular do osso etmoide, pelo võmer, pelos
ossos palatinos e pelas cartilagens do septo.

A parte petrosa do osso temporal contém as cavidades da orelha média e interna e o


sistema vestibular.

Correlação clínica: Uma fratura causada por um golpe no crânio pode romper
a camada periosteal subjacente da dura-máter, o que pode provocar um hematoma
epidural (extradural) e/ou o vazamento de líquido cerebrospinal.
É comum haver um leve desvio do septo nasal. Contudo, se o desvio for grande ou
resultar de traumatismo, poderá ser corrigido cirurgicamente para que não interfira na
respiração.

cabeça e PESCOÇO Prancha 8 do Atlas


cabeça e Pescoço
Parede Lateral da cavidade Nasal

1.
Osso frontal (seio)
2. Osso nasal
3. Cartilagem alar maior
4. Maxila (Processo frontal; Canal incisivo; Processo palatino; Processo alveolar)
5. Concha nasal inferior
6. Osso palatino (Lâmina perpendicular; Lâmina horizontal)
7. Osso esfenoide (Seio esfenoidal; Lâminas medial e lateral do processo pterigoide;
Hâmulo pterigóideo)
8. Osso etmoide (Concha nasal média; Lâmina cribriforme; Concha nasal superior)
9. Osso Iacrimal
Comentário: A parede lateral da cavidade nasal exibe de modo mais evidente as
conchas superior e média do osso etmoide e também a concha inferior. Partes de outros
ossos, que incluem os ossos nasal, Iacrimal, palatino e esfenoide, além da maxila,
contribuem para formar a parede lateral.

Os processospalatinos das maxilas e as lâminas horizontais dos ossos palatinos


compõem o palato duro.

correlação clínica: A hipótise está na fossa hipofisial, uma depressão vista


logo acima do seio esfenoidal do osso esfenoide. Essa glândula pode ser abordada
cirurgicamente pela cavidade nasal, passando-se através do seio esfenoidal e
seguindo diretamente até a fossa hipotisial (ressecção transesfenoidal).

cabeça e PESCOÇO Prancha 37 do Atlas


Ver também Prancha 8
Base do crânio: Vista Inferior

cabeça e Pescoço 1 -5
Base do crânio: Vista Inferior

Maxila (Fossa incisiva; Processo palatino; Processo zigomàtico)


Osso zigomático
Osso esfenoide (Lâmina medial; Lâmina lateral; Asa maior)
Osso temporal (Processo zigomático; Fossa mandibular; Processo estiloide; Meato
acústico externo; Processo mastoide)
Osso parietal
Osso occipital (CôndiIo occipital; Parte basilar; Forame magno; Protuberância
occipital externa)
7. Vômer
8. Osso palatino (Lâmina horizontal)
Comentário: Os ossos do crânio e da face contribuem para a formação da base do
crânio. Os principais processos e forames associados a esses ossos podem ser
ob servados nesta vista inferior.
O maior forame do crânio é o forame magno, o local onde o tronco encefálicoforma uma
continuidade com a medula espinal.

Correlação clínica: As fraturas basilares (fraturas da base do crânio) podem


danificar estruturas neurovasculares importantes que entram no crânio ou saem dele
através dos forames (aberturas). A artéria carótida interna pode ser rompida, os
nervos cranianos podem ser lesados e a dura-máter pode ser rasgada, o que
provoca vazamento de liquido cerebrospinal.

cabeça e Pescoço Prancha 10 do Atlas


cabeça e Pescoço
Forames da Base do Crânio:
Vista Superior
1. Forames da lâmina cribriforme (Feixes do nervo olfatório)
Canal óptico (Nervo óptico [NC II]; Artéria oftálmica)
Fissura orbital superior (Nervo oculomotor [NC III]; Nervo troclear [NC IV]; Nervos
Iacrimal, frontal e nasociliardo nervo oftálmico [NC V1]; Nervo abducente [NC Vl];
Veia oftálmica superior)
Forame redondo (Nervo maxilar [NC V2])
Forame oval (Nervo mandibular [NC V3]; Artéria meníngea acessória; Nervo
petroso [ocasionalmente])
menor
Forame espinhoso (Artéria e veia meníngeas médias; Ramo meníngeo do nervo
mandibular)
Forame Iacerado
Canal carótico (Artéria carótida interna; Plexo do nervo carótico interno)
Meato acústico interno (Nervo facial [NC VII]; Nervo vestibulococlear [NC VIII];
Artéria do labirinto)
10. Forame jugular (Seio petroso inferior; Nervo glossofaringeo [NC lX]; Nervo vago
[NC X]; Nervo acessório [NC XI]; Seio sigmóideo; Artéria meníngea posterior)
11. Canal do nervo hipoglosso (Nervo hipoglosso [NC XII])
12. Forame magno (Bulbo; Meninges; Artérias vertebrais; Ramos meningeos das
artérias vertebrais; Raizes espinais dos nervos acessórios)
Comentário: As principais estruturas que passam através de cada forame estão
indicadas entre parênteses.

Correlação clínica: Fraturas ou traumatismosque envolvem qualquer um


desses forames podem provocar sinais e sintomas clínicos associados aos elementos
neurovasculares que passam pelo forame. Por essa razão, é importante conhecer
essas estruturas e suas relações com a base do crânio.

cabeça e Pescoço Prancha 13 do Arias


cabeça e Pescoço 1 -7
mandíbula: Vista Superolateral

1.
Processo condilar (cabeça e pescoço)
2. Processo coronoide
3. Fóvea submandibular
4. Linha miIo-hióidea
5. Forame mentual
6. Protuberância mentual
7. Corpo
8. Ramo
Comentário: A mandíbula contém os dentes mandibulares e o forame da mandíbula.
O feixe neurovascular alveolar inferior passa através do forame da mandíbula; ele inerva
os dentes inferiores e os supre com sangue. O nervo termina como um ramo cutâneo que
sai pelo forame mentual (nervo mentual).
O processo condilarda mandíbula articula-se com o osso temporal, formando assim a
articulação temporomandibular.
Por causa de sua localização vulnerável, a mandíbula é o segundo osso da face mais
fraturado (o primeiro é o osso nasal). Os locais de fratura mais comuns são a área do
dente canino e a do terceiro molar.

correlação clínica: As fraturas da mandíbula são bastante comuns. A forma


em U desse osso torna-o suscetível a fraturas múltiplas, o que ocorre em mais de
50% dos casos. Os locais mais comuns de fratura são a área da cúspide (dente
canino) e a área imediatamente anterior ao dente molar (dente do siso). Quando
fraturada, o sangue que vaza da mandíbula pode se acumular nos tecidos frouxos do
assoalho da cavidade oral, sobre o músculo miIo-hióideo.

cabeça e PESCOÇO Prancha 17 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -8
mandíbula: Vista Posterior Esquerda

1.
Processo condilar
2. Língula
3. Forame da mandíbula
4. Sulco milo-hióideo
5. Fóvea submandibular
6. Fóvea sublingual
7. Espinhas genianas
Comentário: O feixe neurovascular alveolar inferior entra pelo forame da mandíbula e
passa através do osso para suprir os dentes e a gengiva inferiores.
As depressões, ou fóveas, situadas na região medial da mandíbula marcam os locais das
glândulas salivares submandibulares e sublinguais.

Correlação clínica: Dos ossos da face, a mandíbula é o maior e o mais forte,


e seus pontos de referência são utilizados na aplicação de injeções intraorais de
anestésicos odontológicos. Quando realizada corretamente, a infiltração de um
agente anestésico no espaço pterigomandibular, próximo do forame da mandíbula,
anestesia o nervo alveolar inferior e o nervo Iingual ipsilateralmente (do mesmo lado
da injeção). O procedimento anestesiará os dentes mandibulares (nervo alveolar
inferior), o epitélio dos dois terços anteriores da língua (nervo Iingual), a mucosa e a
gengiva linguais (nervo lingual), a mucosa e a gengiva bucais desde os pré-molares
até a linha média (nervo mentuaI/ramo terminal do nervo alveolar inferior) e a pele do
lábio inferior (também via nervo mentual) ipsilateralmente.

cabeça e PESCOÇO Prancha 17 do Atlas


Vista lateral
Articulação Temporomandibular

1. Cápsula articular
2. Ligamento lateral
3. Ligamento esfenomandibular (por transparência)
4. Ligamento estilomandibular
5. Fossa mandibular
6. Disco articular
7. Tubérculo articular
8. Cápsula articular
Comentário: A articulação temporomandibular é a articulação sinovial entre a fossa
mandibular e o tubérculo articular do osso temporal e a cabeça da mandíbula. As 2
cavidades sinoviais da articulação estão separadas por um disco articular.
Esta articulação singular combina uma articulação superior, do tipo uniaxial e deslizante,
que permite movimentos de deslizamento para a frente (protrusão) e para trás (retração) e
ligeiro movimento Iaterolateral com uma articulação em dobradiça, inferior, do tipo uniaxial,
situada embaixo do disco articular, que permite o fechamento (elevação) e a abertura
(depressão) da mandíbula.
A articulação temporomandibular contém uma cápsula articular e é reforçada pelos
ligamentos lateral e esfenomandibular.

Correlação clínica: A articulação temporomandibular (ATM) tem dupla ação: de


dobradiça e deslizamento. Os distúrbios da ATM afetam cerca de 25% da população
e podem resultar de traumatismo,artrite, infecção, apartamento dentário (bruxismo),
oude deslocamento do disco articular. Os distúrbios da ATM são mais comuns em
mulheres que em homens.

cabeça e PESCOÇO Prancha 18 do Atlas


Dentes permanentes superiores

Dentes permanentes inferiores

cabeça e Pescoço 1-10


Dentes

1.
Fossa incisiva
2. Processo pa|atino da maxila
3. Lâmina horizontal do osso pa|atino
4. Forames palatinos maior e menor
5. Incisivo central
6. Incisivo lateral
7. Canino
8. 19 pré-molar
9. 29 pré-molar
1 0. 19 molar
11 .
2° molar
1 2. 39 molar
Comentário: Os humanos têm 2 conjuntos de dentes: os dentes decíduos, que
totalizam 20, e os dentes permanentes (mostrados nesta ilustração), que totalizam 32
(16 dentes maxilares e 16 dentes mandibulares).
Os dentes permanentes de cada quadrante da boca (maxila e mandíbula) incluem 2
incisivos, 1 canino, 2 pré-molares e 3 molares. Os terceiros molares são com frequência
chamados de dentes de siso.
Os dentes maxilares são inervados pelos ramos alveolares superiores do nervo maxilar.
Os dentes mandibulares são inervados pelo ramo alveolar inferior do nervo mandibular.

Correlação clínica: Por causa de sua localização vulnerável, a mandíbula é o


segundo osso da faoe mais fraturado (o primeiro é o osso nasal). Os locais mais
comuns de fratura são a área do dente incisivo e a região logo à frente da área do
terceiro molar.

cabeça e PBSCOÇO Prancha 56 do Arias


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1.
Coroa
2. Colo
3. Raiz
4. Esmalte (substantia adamantina)
5. Dentina e túbulos dentinários (substantia ebumea)
6. Polpa do dente com vasos e nervos
7. Epitélio (estratiñcado) da gengiva
8. Periodonto (periósteo alveolar)
9. Cemento (cementum)
1 O. Canais das raizes do dente contendo vasos e nervos
11 . Forames apicais
Comentário: Cada dente é composto por uma coroa coberta de esmalte, pela dentina
e pela polpa. A polpa preenche a cavidade central e e contínua com o canal da raiz.
Vasos sanguíneos, nervos e Iinfãticos entram na polpa através do forame apical.

A coroa projeta-se acima da gengiva, ouda superfície gengival. A porção estreita entre a
coroa e a raiz é denominada colo. A raiz está incrustada no osso alveolar da maxila ou da
mandíbula e é coberta pelo cemento, que está unido ao osso alveolar pelo ligamento
periodontal.

Correlação clínica: A cárie dental é causada pelas bactérias da boca que


convertem o alimento em ácidos que então fonnam a placa dentária (urna
combinação de bactérias, partículas de alimento e saliva). Os alimentos ricos em
açúcares e amido podem aumentar o risco de formação da placa. Se não for
removida pela escovação, a placa poderá se mineralizar e fonnar o tártaro. O ácido
da placa dentária pode erodir o esmalte do dente e criar uma cavidade. Essa lesão
pode ocorrer apesar de o esmalte (um tecido aoelular mineralizado) ser o maten'aI
mais duro do corpo humano e consistir em 96%-98% de hidroxiapatita de cálcio.

cabeça e PESCOÇO Prancha 57 do Atlas


Atlas (C1): Áxis (C2):
vista superior vista anterior

Atlas (C1):
Áxis (C2):
vista inferior vista posterossuperior

zw**
cabeça e Pescoço 1 -12
Vértebras cervicais: Atlas e Áxis

1.
Tubérculo anterior
2. Processo transverso
3. Face articular superior da massa lateral para o côndilo occipital
4. Sulco da artéria vertebral
5. Forame transversário
6. Arco anterior
7. Processo espinhoso
8. Dente do áxis
9. Face articular superior para o atlas
1 O. Pedículo

Comentário: O atlas é a 19 vértebra cervical. Seu nome é uma homenagem ao deus


grego Atlas, que é representado com frequência com o globo terrestre sobre os ombros. O
atlas não tem corpo nem processo espinhoso; é constituído dos arcos anterior e posterior.
Os processos transversos têm um forame que conduz os vasos vertebrais.
O áxis é a 2a vértebra cervical. Sua principal característica é o dente do áxis, que se
articula com o arco anterior do atlas e age como um pivô sobre o qual o atlas e a cabeça
podem girar.

Correlação clínica: Um golpe no alto da cabeça pode provocar uma fratura no


atlas. Na maioria das vezes, essa fratura atravessa os arcos anterior e posterior da
vértebra e, quando isso ocorre, é denominada fratura de Jefferson. As fraturas do áxis
envolvem com frequência o dente ou atravessam o arco neural situado entre as faces
articulares superior e inferior. Esta última fratura é chamada de fratura do “enforcado”.

cabeça e PESCOÇO Prancha 19 do Atlas


Ver também Pranchas 15, 150
Vista posterior

cabeça e Pescoço 1 -13


Ligamentos Craniocervicais Externos

1 .
Membrana atlantoccipital posterior
2. Cápsula da articulação atlantoccipital
3. Processo transverso do atlas (C1)
4. Cápsula da articulação atlantoaxial lateral
5. Ligamentos amarelos
6. Cápsula da articulação atlantoccipital
7. Membrana atlantoccipital posterior
8. Ligamentos amarelos
9. Ligamento nucal
1 O. Ligamento longitudinal anterior
11 .
Artéria vertebral
Comentário: A articulação atlantoccipital, de cada lado, está coberta com urna cápsula
articular e é reforçada posteriormente pela membrana atlantoccipital posterior.
O ligamento nucal consiste em um forte septo tibroso mediano. É um prolongamento dos
ligamentos supraespinais espessados que têm origem no processo espinhoso de C7 e se
estendem até a protuberãncia occipital externa.

cabeça e PBSCOÇO Prancha 22 do Arias


Llgamontos cranlocervlcals Internos

Parte superior do
canal vertebral.
Os processos espínhosos
e parte dos arcos
vertebrais foram
removidos para expor
os ligamentos que estão
sobre a região posterior dos
corpos vertebrais posteriores:
A parte principal da membrana Vista Postem”
tectória foi removida para expor E
os ligamentos mais profundos:
vista posterior
Ligamentos Craniocervicais Internos

1. Cápsula da articulação atlantoccipital


2. Cápsula da articulação atlantoaxial lateral
3. Cápsula da articulação dos processos articulares (C2-C3)
4. Ligamento do atlas (Fascículo longitudinal superior; Ligamento transverso do atlas;
Fascículo longitudinal inferior)
5. Ligamentos alares
6. Ligamento longitudinal posterior
7. Membrana tectória
Comentário: A articulação atlantoccipital é uma articulação sinovial condilarbiaxial
entre o atlas e os côndilos occipitais. Ela permite a flexão e a extensão, como ocorre
quando se faz um sinal afirmativo com a cabeça, e alguma inclinação lateral.
As articulações atlantoaxiais são articulações sinoviais uniaxiais. Consistem em
articulações planas associadas às faces articulares e a uma articulação do tipo pivõ
mediana entre o dente do áxis e o arco anterior do atlas. A articulação atlantoaxial permite
que o atlas e a cabeça sejam girados como uma só unidade, como ocorre quando a
cabeça é virada de um lado para o outro.
Essas articulações são reforçadas por ligamentos, principalmente pelos ligamentos alares
e do atlas. Os ligamentos alares limitam a rotação.

Correlação clínica: A osteoartrite é a forma mais comum de artrite e implica


com frequência na erosão da cartilagem articular das articulações que suportam
maior peso, entre elas as articulações da região cervical da coluna vertebral. O
adelgaçamento extenso dos discos intervertebrais e da cartilagem que reveste as
articulações facetárias pode causar hiperextensão da região cervical, estreitamento
do forame intervertebral e possivelmente comprometer os nervos espinais que saem
pelo forame intervertebral.

cabeça e PESCOÇO Prancha 23 do Atlas


Vista anterior Vista posterior

cabeça e Pescoço 1 -15


cartilagens da Laringe

1. Epiglote
2. Osso hioide
3. Membrana tireo-hióidea
4. Cartilagem aritenóidea
5. Lâmina da cartilagem tireóidea
6. Ligamento vocal
7. Ligamento cricotireóideo mediano
8. Cartilagem cricóidea
9. Traqueia
Comentário: As cartilagens da laringe incluem a cartilagem tireóidea, a cartilagem
cricóidea, a epiglote e as cartilagens aritenóideas (1 par), corniculadas (1 par) e
cuneiformes (1 par).
As cartilagens cuneiformes não aparecem nas ilustrações. Essas cartilagens elásticas
(1 par) estão no interior das pregas ariepiglóticas e não se articulam corn outras
cartilagens ou ossos.
Na parte anterior da cartilagem tireóidea está a proeminência Iaríngea.
A membrana tireo-hióidea tem uma abertura através da qual o ramo interno do nervo
Iaringeo superior entra na laringe e fornece inervação sensitiva para a região acima das
pregas vocais.

Correlação clínica: Um traumatismo pode provocar a fratura das cartilagens


da laringe. Como consequência, a mucosa e a submucosa Iaríngeas subjacentes
podem sofrer hemorragia, o que causa edema significativo e talvez obstrução das
vias aéreas. Por fim, uma lesão assim pode causar rouquidão porque as pregas
vocais incham e/ou são afetadas pela lesão (dano muscular ou neural), o que torna a
fala difícil ou mesmo impossível.

cabeça e PESCOÇO Prancha 77 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -1 6
Ossículos da Audição

1.
Martelo (cabeça)
2. Cabo do martelo
3. Estribo
4. Base do estribo
5. Processo Ienticular da bigorna
6. Bigoma
Comentário: Os 3 ossículos da audição estão situados na orelha média, ou cavidade
timpãnica. Eles ampliticam as vibrações sonoras provenientes da membrana timpãnica e
transmitem-nas para a orelha interna.
Os 3 ossículos da audição são o martelo, a bigorna e o estribo. O cabo do martelo está
fundido na face medial da membrana timpânica; a cabeça articula-se com a bigorna. A
bigorna articula-se com o estribo, cuja base está presa à janela do vestíbulo (janela oval).

cabeça e PBSGOÇO Prancha 93 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -1 7
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral
1 .
Ventre frontal (frontalis) do músculo occipitofrontal
Origem: Esse músculo não tem origem óssea; suas fibras têm origem em 2 outros
músculos anteriores da face com os quais são continuas: o músculo prócero e o músculo
corrugador do supercílio.
Inserção: As fibras dirigem-se para cima e unem-se à aponeurose epicrãnica que é
anterior à sutura coronal.

Ação: Eleva as sobrancelhas e enruga a testa, como ocorre quando uma pessoa parece
surpresa.
lnervação: Ramos do nervo facial.

Comentário: O músculo occipitofrontal é formado em grande parte pelos ventres


frontal e occipital e por uma aponeurose epicrãnica interposta.
Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no interior das
camadas da fáscia superficial. Esses músculos variam de pessoa para pessoa e com
frequência mescIam-se uns com os outros.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faríngeo (branquial) e são inervados pelos
ramos terminais do nervo facial (NC VII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do ventre frontal do músculo occipitofrontal resulta
na incapacidade para elevar as sobrancelhas e enrugar a pele da testa.

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -18
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral
1 . (occipitalis) do músculo occipitofrontal
Ventre occipital

Origem: Tem origem nos dois terços laterais da linha nucal superior do osso occipital e
no processo mastoide do osso temporal.
Inserção: Insere-se na aponeurose epicrãnica (galea aponeurotica).
Ação: Os ventres occipital e frontal do músculo occipitofrontal atuam juntos para retrair o
couro cabeludo. Essa ação eleva as sobrancelhas e enruga a testa.

lnervação: Ramos terminais do nervo facial.


Comentário: A extensa aponeurose denominada aponeurose epicrânica conecta o
ventre frontal com o ventre occipital do músculo occipitofrontal.
Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no interior das
camadas da fáscia superficial. Esses músculos variam de pessoa para pessoa e com
frequência mescIam-se uns com os outros.

correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faríngeo (branquial) e são inervados pelos
ramos tenninais do nervo facial (NC VII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do ventre occipital do músculo occipitofrontal resulta
na incapacidade para elevar as sobrancelhas ou enrugar a pele da testa.

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


cabeça e Pescoço 1-19
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

1 .
Orbicular do olho

Origem: Tem origem na parte nasal do osso frontal, no processo frontal da maxila, no
osso Iacrimal e no ligamento palpebral medial.

Inserção: Fixa-se na pele das pálpebras, circunda a órbita e insere-se nos tarsos
superior e inferior das pálpebras em posição medial aos pontos Iacrimais.
Ação: Trata-se de um esfincter que fecha as pálpebras. A parte palpebral fecha as
pálpebras gentilmente, como no piscamento, e a parte orbital fecha as pálpebras com
mais força.

lnervação: Ramos terminais do nervo facial.


Comentário: O músculo orbicular do olho tem 3 partes: a parte orbital, que é mais
espessa e circunda a margem orbital; a parte palpebral, que é fina e está localizada nas
pálpebras; e a parte profunda.
Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no interior das
camadas da fáscia superficial.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faríngeo (branquial) e são inervados pelos ramos
terminais do nervo facial (NC VII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa mais
comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de Bell.
Nesse distúrbio, a paralisia do músculo orbicular do olho resulta na incapacidade para
piscar ou fechar a pálpebra do mesmo lado da lesão e em uma possível lesão de
córnea, uma vez que o filme lacrimal deixa de ser distribuido de modo uniforme pela
superficie da córnea.

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -20
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral
1. Zigomático menor
2. Zigomático maior
Origem: Os zigomáticos maior e menor têm origem no osso zigomático.
Inserção: O zigomático maior insere-se no ângulo da boca, onde suas fibras se
mesclam com aquelas dos músculos Ievantador e abaixador do ângulo da boca e com o
músculo orbicular da boca. 0 zigomático menor insere-se no lábio superior.

Ação: O zigomático maior puxa o ângulo da boca para cima e para trás, como no riso.
O zigomático menor forma parte do sulco nasolabial; ele aprofunda esse sulco durante a
expressão de desdém.
lnervação: Ramos terminais do nervo facial.

Comentário: Como músculos da expressão facial, esses músculos cutâneos estão no


interior das camadas da fáscia superficial. Esses músculos variam de pessoa para pessoa
e com frequência mesclam-se uns com os outros.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faríngeo (branquial) e são inervados pelos
ramos terminais do nervo facial (NC VII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia dos músculos zigomáticos maior e menor resulta na
incapacidade para sorrir no mesmo lado da lesão e, quando a face está em repouso,
o sulco nasolabial ipsilateral mostra-se menos proeminente (aplanado).

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


cabeça e Pescoço 1-21
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

1. Orbicular da boca

Origem: As fibras têm origem perto do plano mediano da maxila acima e na mandíbula
abaixo.

Inserção: As fibras inserem-se na pele dos lábios e na membrana mucosa abaixo do


lábio.

Ação: Esse músculo age principalmente no fechamento dos lábios. Suas fibras
profundas e oblíquas trazem os lábios para perto dos dentes e arcos alveolares. Quando
todas as fibras atuam juntas, podem protrair os lábios.

lnervação: Ramos terminais do nervo facial.


Comentário: Grande parte desse músculo deriva do músculo bucinador e mescla-se
corn outros músculos faciais ao redor da cavidade oral. Ele é especialmente importante
para a fala porque altera a forma da boca.
Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no interior das
camadas da fáscia superficial.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faríngeo (branquial) e são inervados pelos
ramos tenninais do nervo facial (NC Vll). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do músculo orbicular da boca resulta na
incapacidade para protrair os lábios, como ocorre quando se beija alguém, no
mesmo lado da lesão.

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


É_
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

1 .
Abaixador do ângulo da boca
Origem: Tem origem na linha oblíqua da mandíbula.

Inserção: insere-se no ângulo da boca.


Ação: Abaixa o ângulo da boca e é antagonista dos músculos Ievantador do ângulo da
boca e zigomático maior.

lnervação: Ramos terminais do nervo facial.


Comentário: Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no
interior das camadas da fáscia superficial. Esses músculos variam de pessoa para pessoa
e com frequência mescIam-se uns com os outros.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faringeo (branquial) e são inervados pelos
ramos tenninais do nervo facial (NC VII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do músculo abaixador do ângulo da boca resulta na
incapacidade para puxar os cantos da boca para baixo no mesmo lado da lesão.

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

cabeça e Pescoço 1-23


Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

1 .
Bucinador

Origem: Tem origem na mandíbula, na rafe pterigomandibular e nos processos


alveolares da maxila e da mandíbula.

Inserção: Fixa-se no ângulo da boca.


Ação: A contração desse músculo pressiona a bochecha contra os dentes molares e
auxilia na mastigação. O bucinador também é capaz de expelir o ar da boca, como ocorre
quando um músico toca um instrumento de sopro feito de madeira ou metal.
lnervação: Ramos terminais do nervo facial.
Comentário: Ao pressionar a bochecha contra os dentes, o bucinador mantém os
alimentos entre os molares. Quando o músculo se contrai com força excessiva durante a
mastigação, os dentes mordem a bochecha.
O termo latino buccinator significa "tocador de trompete”. Esse músculo pode estar bem
desenvolvido em um tocador de trompete. O bucinador também é um músculo da
expressão facial.
As ñbras desse músculo mescIam-se com as fibras de outros músculos na região ao redor
da boca.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faringeo (branquial) e são inervados pelos
ramos tenninais do nervo facial (NC VII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do músculo bucinador resulta na incapacidade para
sugar a bochecha para dentro da boca no mesmo lado da lesão.

cabeça e PESCOÇO Prancha 54 do Atlas


Ver também Prancha 25
cabeça e Pescoço 1 -24
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

1 .
Platisma

Origem: Tem origem na fáscia superficial que cobre as porções superiores dos
músculos peitoral maior e deltoide.

Inserção: Ascende sobre a clavícula e dirige-se medialmente até inserir-se na


mandíbula abaixo da linha obliqua. Outras partes do músculo inserem-se na pele e no
tecido subcutâneoda parte inferior da face.

Ação: Puxa o lábio inferior e o canto da boca para baixo


para o lado e abre
e
parcialmente a boca, como ocorre durante uma expressão de surpresa. Quando todas as
libras atuam juntas, a pele sobre a clavicula e o pescoço inferior é enrugada e tracionada
para cima ern direção à mandíbula.
lnervação: Ramos terminais do nervo facial.
Comentário: Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no
interior das camadas da fáscia superficial.

Correlação clínica: Todos os músculos da expressão facial derivam


embriologicamente do segundo arco faringeo (branquial) e são inervados pelos
ramos terminais do nervo facial (NC Vll). A paralisia facial unilateral aguda é a causa
mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de
Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do músculo platisma resulta na incapacidade para
puxar o canto do lábio para baixo e estirar a pele do pescoço entre a clavícula e a
mandíbula no mesmo lado da lesão.

cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -25
Músculos da Expressão Facial:
Vista Lateral

1.
Auricular superior
2. Auricular anterior
3. Aponeurose epicrânica (galea aponeurotica)
4. Corrugador do supercílio (parte do orbicular do olho e parte do ventre occipitofrontal
foram retiradas)
5. Prócero
6. Nasal (Parte transversa; Parte alar)
7. Mentual
8. Abaixador do lábio inferior
9. Risório
Comentário: Essa vista lateral mostra outros músculos da expressão facial. Os
músculos ao redor dos olhos, orelhas, nariz e boca mescIam-se com os músculos dos
lábios, queixo e bochecha. Todos são inervados por ramos terminais do nervo facial.
Como músculos da expressão facial, esses músculos cutâneos estão no interior das
camadas da fáscia superficial. Eles variam de pessoa para pessoa e com frequência
mesclam-se UFIS COlTl OS OUÍFOS.
Todos os músculos daexpressão facial derivam embriologicamente do segundo arco
faríngeo (branquial) e são inervados pelo nervo facial (NC VII).

cabeça e PBSGOÇO Prancha 25 do Arias


Vista lateral direita

cabeça e Pescoço 1 -26


Músculos Extrínsecos do Olho

1. Levantador da pálpebra superior


Origem: Tem origem na asa menor do osso esfenoide, em posição anterior e superior
ao canal óptico.

Inserção: Fixa-se na pele e no tarso da pálpebra superior.


Ação: Eleva a pálpebra superior.
lnervação: Nervo oculomotor (NC lll). Na extremidade distal desse músculo, perto de
sua inserção no tarso, há uma pequena porção de músculo liso chamada de músculo
tarsal superior. As fibras do músculo tarsal superior são inervadas por fibras simpáticas
pós-ganglionares do sistema nervoso autônomo.
Comentário: Por causa da natureza dupla desse músculo (trata-se de um músculo
esquelético com uma pequena porção de músculo liso), a queda da pálpebra superior
pode resultar de uma lesão neural que afeta o nervo oculomotor ou as ñbras simpáticas.
Essa queda é denominada ptose.

Correlação clínica: A ptose pode resultar de lesão neural em 2 locais


diferentes. Uma lesão do nervo oculomotor (NC lll) pode causar paralisia do músculo
levantador da pálpebra superior e ptose significativa. Uma lesão em qualquer local da
via simpática desde a emergência simpática torácica superior até a cabeça, no tronco
simpático cervical ou no gãnglio cervical superior e até além pode resultar na
denervação do pequeno músculo tarsal (músculo liso) que é encontrado na margem
distal livre do músculo levantador da pálpebra superior. Essa lesão provoca ptose
leve: a pálpebra superior ipsilateral cai, mas apenas um pouco.

cabeça e PESCOÇO Prancha 84 do Atlas


Vista lateral direita

Vista superior

cabeça e Pescoço 1 -27


Músculos Extrínsecos do Bulbo do Olho

1.
Reto superior
2. Reto medial
3. Reto inferior
4. Oblíquo superior
5. Reto inferior
6. Reto lateral
7. Oblíquo inferior
Origem: Os 4 músculos retos e o oblíquo superior têm origem em um anel tendíneo
comum (anel de Zinn) no corpo do osso esfenoide. O oblíquo inferior tem origem no
assoalho da órbita.

Inserção: Os 4 músculos retos inserem-se na esclera, em posição imediatamente


posterior à córnea. O músculo oblíquo superior segue para a frente, e seu tendão passa
através de um anel tibroso (tróclea) e insere-se na esclera, embaixo do músculo reto
superior. O oblíquo inferior insere-se na esclera, embaixo do músculo reto lateral.
Ações: No exame clinico, quando o olho é abduzido, o reto superior levanta o bulbo do
olho e o reto inferior abaixa-o. Quando o olho é aduzido, o oblíquo superior abaixa o bulbo
do olho e o oblíquo inferior eleva-o. 0 reto medial é um adutor puro, enquanto o reto
lateral é um abdutor puro. As ações anatômicas diferem das ações testadas na avaliação
clinica dos músculos.

lnervação: O reto lateral é inervado pelo nervo abducente (NC Vl); o oblíquo superior
é inervado pelo nervo troclear (NC IV). Todos os outros músculos retos e o oblíquo inferior
são inervados pelo nervo oculomotor (NC Ill).

cabeça e PBSGOÇO Prancha 84 do Atlas


Músculos da mastigação

cabeça e Pescoço 1-28


Músculos da Mastigação

1 . Temporal
Origem: O assoalho da fossa temporal e a superficie profunda da fáscia temporal.
Inserção: Fixa-se na extremidade e na face medial do processo coronoide e na
margem anterior do ramo da mandíbula.

Ação: Esse músculo eleva a mandíbula e fecha a boca. Suas fibras posteriores retraem
a mandíbula (retrusão).

lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo.


Comentário: O temporal é 1 dos 4 músculos da mastigação. É um músculo largo e
radial cujas contrações podem ser vistas durante a mastigação. Os músculos da
mastigação derivam embriologicamente do 19 arco faringeo (branquial) e são inervados
pelo ramo mandibular do nervo trigêmeo (NC V3).

cabeça e PBSCOÇO Prancha 54 do Atlas


Ver também Prancha 25
M. W MM

cabeça e Pescoço 1 -29


Músculos da Mastigação

1. Masseter

Origem: Tem origem na margem inferior e na face medial do arco zigomàtico.


Inserção: Fixa-se na face lateral da mandíbula e na face lateral do processo coronoide.
Ação: Fecha a boca ao elevar a mandíbula.
lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo.
Comentário: O músculo masseter é 1 dos 4 músculos da mastigação. Algumas de
suas fibras também podem protrair a mandíbula, e suas fibras profundas retraem a
mandíbula.

Correlação clínica: Os músculos da mastigação derivam embriologicamente


do 19- arco faríngeo (branquial) e são inervados pelo ramo mandibular do nervo
trigêmeo (NC V3). O esporo Clostridium tetam' é encontrado normalmente no solo, na
poeira e nas fezes e pode entrar no corpo através de feridas, bolhas, queimaduras,
úlceras de pele, picadas de insetos e procedimentos cirúrgicos. Se um indivíduo for
infectado e não tiver sido vacinado, a toxina bacteriana poderá destruir os neurônios
inibidores do tronco encefálico e medula espinal e causar rigidez da nuca, trismo
(espasmo do músculo masseter), disfagia, Iaringoespasmo e espasmos musculares
agudos que podem levar à morte.

cabeça e PESCOÇO Prancha 54 do Atlas


Ver também Prancha 25
Músculos da Mastlgação

Vista posterior

cabeça e Pescoço 1-30


Músculos da Mastigação

1 .Pterigóideo medial
Origem: Esse músculo tem 2 cabeças. A cabeça profunda tem origem na face medial
da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide e no processo piramidal do
osso palatino. A cabeça superñcial tem origem no túber da maxila.

lnserção: As fibras musculares mesclam-se para se fixar na face medial do ramo da


mandíbula, abaixo do forame da mandíbula.
Ação: Ao elevar a mandíbula, esse músculo ajuda a fechar a boca. Juntamente corn os
pterigóideos laterais, os 2 pterigóideos mediais protraem a mandíbula. Quando 1
pterigóideo medial e 1 pterigóideo lateral do mesmo lado da cabeça atuam juntos, a
mandíbula é projetada para a frente e para o lado oposto. A alternância desses
movimentos move a mandíbula de um lado para outro, provocando o ranger dos dentes.

lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo.


Comentário: O pterigóideo medial é 1 dos 4 músculos da mastigação. Age juntamente
com os músculos temporal e masseter para fechar a boca. Os músculos pterigóideo
medial e masseter exercem papel importante na mordida, mas os 3 músculos são
necessários para morder e mastigar com os molares.
Os músculos da mastigação derivam embriologicamente do 19 arco faríngeo (branquial) e
são inervados pelo ramo mandibular do nervo trígêmeo (NC V3).

cabeça e Pescoço Prancha 55 do Atfas


cabeça e Pescoço 1-31
Músculos da Mastigação

1 . Pterigóideo lateral
Origem: Esse músculo espesso e curto tem 2 cabeças. A cabeça superior tem origem
na face infratemporal e na crista infratemporal da asa maior do osso esfenoide. A cabeça
inferior tem origem na face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide do osso
esfenoide.

Inserção: Suas fibras convergem para se inserir no colo da mandíbula, no disco


articular e na cápsula da articulação temporomandibular.

Ação: Abre a boca ao puxar o côndilo da mandíbula e o disco articular da articulação


temporomandibular para a frente. Juntamente com o pterigóideo medial do mesmo lado, o
pterigóideo lateral protraí a mandíbula. A mandíbula é girada para o lado oposto,
provocando o ranger dos dentes.
lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo.
Comentário: Os outros 3 músculos da mastigação ajudam a fechar a boca, enquanto
o pterigóideo lateral abre a boca. No início dessa ação, ele é auxiliado pelos músculos
milo-hióideo, digástríco e genio-hióideo.
Os músculos da mastigação derivam embriologicamente do 19 arco faríngeo (branquial) e
são ínervados pelo ramo mandibular do nervo trígêmeo (NC V3).

cabeça e PBSGOÇO Prancha 55 do Arias


Vista anteroinferíor

cabeça e Pescoço 1 -32


Assoalho da cavidade Oral

1 .
Milo-hióideo

Origem: Tem origem na linha milo-hióidea da mandíbula.

Inserção: Fixa-se na rafe fibrosa mediana e no corpo do osso hioide.


Ação: Levanta o osso hioide e eleva o assoalho da boca durante a deglutição,
empurrando a lingua para cima como ocorre na deglutição ou na protrusão da lingua.
lnervação: É feita pelo nervo miIo-hióideo, um ramo da divisão mandibular do nervo
trigêmeo.
Comentário: Os miIo-hióideos também podem ajudar a abaixar a mandíbula ou a abrir
a boca. Eles participam da mastigação, da deglutição, da sucção e do sopro.

cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas


Ver também Prancha 28
Vista posterossuperíor

cabeça e Pescoço 1 -33


Assoalho da cavidade Oral

1 .
Gênio-hióideo

Origem: Espinha geniana inferior da mandíbula.

Inserção: Fixa-se no corpo do osso hioide.


Ação: Eleva um pouco o osso hioide e puxa-o para a frente, encurtando o assoalho da
boca. Quando o osso hioide permanece fixo, esse músculo também ajuda a retrair e
abaixar a mandíbula.

lnervação: 1° nervo cervical (C1) via nervo hipoglosso (NC XII).


Comentário: Os músculos digástrico, estiIo-hióideo, milo-hióideo e genio-hióideo são
considerados músculos supra-hióideos porque estão acima do osso hioide.

cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas


Ver também Prancha 28
cabeça e Pescoço 1 -34
Língua

1 . Genioglosso
Origem: Tem origem na parte superior da espinha geniana da mandíbula.
Inserção: Dorso da língua e corpo do osso hioide.
Ação: Suas fibras centrais abaixam a língua. Suas tibras posteriores protraem a língua,
como ocorre quando se põe a língua para fora da boca.

lnervação: Nervo hipoglosso (NC XII).


Comentário: O genioglosso é 1 dos 3 músculos extrínsecos da língua. Os músculos
extrínsecos movem a língua, enquanto os músculos intrínsecos mudam a forma da língua.
Todos os músculos com “glosso" no nome são inervados pelo nervo hipoglosso, com
exceção do músculo palatoglosso, que não é um músculo da língua, e sim um músculo do
palato mole.

correlação clínica: Pode-se avaliar facilmenteo nervo hipoglosso (NC XII)


solicitando ao paciente que “ponha a língua para fora da boca". Se tiver ocorrido
lesão do nervo hipoglosso de um dos lados da cabeça, a língua do paciente desviará
para o lado da lesão, e a ponta da língua também se voltará para o lado do nervo
lesado. Isso ocorre por causa da grande força de tração exercida pelas ñbras
posteriores do músculo genioglosso oontralateral, que não sofrem oposição das fibras
ipsilaterais paralisadas. Isso faz oom que a língua se projete e em seguida desvie
para além da linha mediana na direção do lado que não sofre oposição (o lado da
lesão neural).

cabeça e PESCOÇO Prancha 59 do Atlas


Ver também Pranchas 33, 45, 53, 127
cabeça e Pescoço 1 -35
Língua

1 . Hioglosso
Origem: Tem origem no corpo e no como maior do osso hioide.

lnserção: Fixa-se nas faces lateral e dorsal da lingua.


Ação: Abaixa, ou puxa, a lingua na direção do assoalho da boca. Também retrai a
Hngua.
lnervação: Nervo hipoglosso (NC XII).
Comentário: O hioglosso é um dos músculos extrínsecos da lingua que alteram a
posição da lingua dentro da boca. Os músculos intrínsecos mudam a forma da lingua.
Todos os músculos com “glosso" no nome são inervados pelo nervo hipoglosso, com
exceção do músculo palatoglosso, que não é um músculo da língua, e sim um músculo do
palato mole.

cabeça e PBSGOÇO Prancha 59 do Atlas


Ver também Pranchas 33, 45, 53, 127
cabeça e Pescoço 1 -36
Língua

1 Estiloglosso
.

Origem: Tem origem no processo estiloide e no ligamento estilo-hióideo.


Inserção: Fixa-se na face lateral da língua. Algumas fibras interdigitam-se com fibras
do músculo hioglosso.

Ação: Retrai a língua e puxa-a para cima durante a deglutição.


lnervação: Nervo hipoglosso (NC XII).
Comentário: O estiloglosso é 1 dos 3 músculos extrínsecos da língua. Todos eles são
inervados pelo nervo hipoglosso.
Todos músculos com “glossd” no nome são inervados pelo nervo hipoglosso, com
os
exceção do músculo palatoglosso, que não é um músculo da língua, e sim um músculo do
palato mole.
Três músculos têm origem no processo estiloide: os músculos estiloglosso, estilo-hióideo e
estilofaringeo. Cada um deles é inervado por um nervo craniano diferente.

Correlação clínica: O estiloglosso tem um papel importante na deglutição,


porque empurra o bolo de alimento mastigado para cima contra o palato duro e para
trás para dentro da parte oral da faringe.

cabeça e PBSCOÇO Prancha 59 do Atlas


Ver também Pranchas 33, 45, 53, 127
Vista posterior

cabeça e Pescoço
Teto da Cavicade Oral

1. Levantador do véu palatino


Origem: Tem origem na cartilagem da tuba auditiva e na parte petrosa do osso
temporal.
Inserção: Fixa-se na aponeurose palatina do palato mole.
Ação: Eleva o palato mole durante a deglutição e o bocejo.
lnervação: Nervo vago (NC X).
Comentário: Após o palato mole ter sido tensionado pelo músculo tensor do véu
palatino (que passa em torno do hâmulo pterigóideo), o levantador do véu palatino eleva o
palato. Observe a disposição desses músculos na figura (vista posterior).

Correlação clínica: O levantador eleva o palato mole e pode ser avaliado


clinicamente, solicitando-se ao paciente que diga “ah". Nesse momento, observa-se o
palato mole elevando-se e pode-se verificar se a elevação é simétrica, o que indica que
o nervo vago (NC X) está funcionando de modo correto em ambos os lados. Se houver
lesão do nervo vago de um dos lados, o palato mole desviará coniralateralmente, isto
é, para o lado normal, afastando-se do lado anormal.

cabeça e PESCOÇO Prancha 52 do Atlas


Vista posterior

cabeça e Pescoço
Teto da cavidade Oral

1. Tensor do véu palatino


Origem: Tem origem na fossa escafóidea da lâmina medial do processo pterigoide, na
espinha do osso esfenoide e na cartilagem da tuba auditiva.
Inserção: Fixa-se na aponeurose palatina do palato mole.
Ação: Tensiona o palato mole e, ao se contrair, abre a tuba auditiva durante a deglutição
e o bocejo, e assim, iguala a pressão no interior da orelha média.

lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo.


Comentário: Esse músculo tensiona as fibras do palato mole de modo que o músculo
Ievantador do véu palatino possa agir sobre elas.

Correlação clínica: O tensor não apenas tensiona o palato mole enquanto ele
é elevado pelo Ievantador do véu palatino, mas também abre a tuba auditiva durante
a deglutição e o bocejo. Essa ação ajuda a igualar a pressão no interior da orelha
média e explica por que mascar chiclete, deglutir e bocejar podem aliviar a pressão e
a dor na orelha média quando o avião em que se está aterrissa.

cabeça e PESCOÇO Prancha 52 do Atlas


Vista anterior

cabeça e Pescoço 1 -39


Teto da cavidade Oral

1. Músculo da úvula
2. Palatofaríngeo
3. Palatoglosso
4. Constritor superior da faringe
5. Rafe pterigomandibular
6. Bucinador
Comentário: As fibras interdigitantes do músculo Ievantador do véu palatino compõem
a maior parte do palato mole, junto com o pequeno músculo da úvula.

Os palatoglosso e palatofaríngeo contêm pequenas digitações musculares (com os


arcos
mesmos nomes dos arcos) embaixo de sua superfície mucosa. Essas delgadas digitações
musculares são inervadas pelo nervo vago. A tonsila palatina está aninhada na fossa
tonsilar, entre essas 2 pregas.
O músculo bucinador está embaixo da mucosa oral da bochecha e ajuda a manter o
alimento entre os molares. Esse músculo da expressão facial é inervado pelo nervo facial
(NC VII).
Numerosas glândulas salivares menores povoam a mucosa que reveste o palato duro.

Correlação clínica: Se o nervo facial (NC VII) for lesado ou se tornar


disfuncional, como na paralisia de Bell, o músculo bucinador será paralisado, e o
paciente será incapaz de succionar as bochechas para dentro da boca. Se as fibras
parassimpáticas do nervo facial forem daniñcadas (elas seguem pelo nervo Iingual,
do ramo mandibular do NC V3), 2 das 3 glândulas salivares maiores serão
denervadas (as glândulas submandibular e a sublingual), bem como numerosas
glândulas salivares menores, também inervadas pelos nervos parassimpáticos
faciais. Como consequência, a mucosa oral parecerá mais seca que o normal.

cabeça e PESCOÇO Prancha 52 do Atlas


Músculos da Faringe

cabeça e Pescoço 1 -40


Músculos da Faringe

1 . faringe
Constritor superior da

Origem: Esse músculo largo tem origem no hâmulo pterigóideo, na rafe


pterigomandibular, na parte posterior da linha miIo-hióidea da mandíbula e na lateral da
Hngua.
Inserção: Os músculos de cada lado encontram-se e tixam-se na rafe mediana da
faringe e no tubérculo faríngeo do osso occipital.
Ação: Contra¡ a parede da porção superior da faringe durante a deglutição.
lnervação: Plexo faríngeo do nervo vago (NC X).
Comentário: Os 3 músculos constritores da faringe ajudam na descida do alimento
pela faringe até o interior do esôfago. Para realizar essa tarefa, esses músculos se
contraem de maneira seriada de cima para baixo a tim de mover o bolo de alimento desde
a parte oral da faringe e a parte Iaríngea da faringe até a parte proximal do esôfago.

O músculo constritor superior localiza-se em grande parte atrás da mandíbula.

Correlação clínica: Enquanto a inervação motora dos constritores da faringe é


feita pelo nervo vago (NC X), a inervação sensitiva de tudo (dos músculos
constritores e da mucosa que reveste o interior da faringe), com exceção da parte
mais superior da faringe, é feita pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Juntas, as fibras
do IX e do X nervos cranianos fonnam o plexo faríngeo e agem em conjunto durante
a deglutição.

cabeça e PESCOÇO Prancha 67 do Atlas


Ver também Prancha 229
Músculos da Faringe

cabeça e Pescoço 1-41


Músculos da Faringe

1 . faringe
Constritor médio da

Origem: Tem origem no ligamento estilo-hióideo e nos comos maior e menor do osso
hioide.

Inserção: Os músculos de ambos os lados envolvem a faringe e encontram-se na rafe


mediana onde se tixam.

Ação: Contra¡ a parede da faringe durante a deglutição.


lnervação: Plexo faríngeo do nervo vago (NC X).
Comentário: O constritor médio da faringe está em grande parte atrás do osso hioide.
As ñbras dos músculos constritores superior e médio da faringe estão com frequência
misturadas, mas o limite entre os músculos pode ser visto no local onde o músculo
estilofaringeo está interposto.

Correlação clínica: Enquanto a inervação motora dos constritores da faringe é


feita pelo nervo vago (NC X), a inervação sensitiva de tudo (dos músculos
constritores e da mucosa que reveste o interior da faringe), oom exceção da parte
mais superior da faringe, é feita pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Juntas, as fibras
do IX e do X nervos cranianos fonnam o plexo faríngeo e agem em conjunto durante
a deglutição.

cabeça e PESCOÇO Prancha 67 do Atlas


Ver também Prancha 229
Músculos da Faringe

cabeça e Pescoço 1 -42


Músculos da Faringe

1 .
Constritor inferior da faringe
Origem: Tem origem na linha oblíqua da cartilagem tireóidea e do lado da cartilagem
cricóidea.

Inserção: Os 2 músculos constritores inferiores da faringe envolvem posteriormente a


faringe e encontram-se na rafe mediana onde se tixam.
Ação: Contra¡ a parede da parte inferior da faringe durante a deglutição.
lnervação: Plexo faringeo do nervo vago (NC X).
Comentário: O músculo constritor inferior da faringe está em grande parte atrás das
cartilagens tireóidea e cricóidea. Sua extremidade inferior é denominada músculo
cricofaríngeo, cujas fibras são contínuas com as fibras do músculo do esôfago.
O local onde o músculo constritor inferior se fixa na cartilagem cricóidea corresponde à
parte mais estreita da faringe.

Correlação clínica: Enquanto a inervação motora dos constritores da faringe é


feita pelo nen/o vago (X NC), a inervação sensitiva de tudo (dos músculos
constritores e da mucosa que reveste o interior da faringe), com exceção da parte
mais superior da faringe, é feita pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Juntas, as fibras
do IX e do X nervos cranianos fonnam o plexo faríngeo e agem em oonjunto durante
a deglutição.

cabeça e PESCOÇO Prancha 67 do Atlas


Ver também Prancha 229
Músculos da Faringe

.
Músculos da Faringe

1 Estilofaríngeo
.

Origem: Tem origem no processo estiloide do osso temporal.


Inserção: Fixa-se nas margens posterior e superior da cartilagem tireóidea.
Ação: Eleva a faringe e a laringe durante a deglutição e a fala.
lnervação: Nervo glossofaringeo (NC IX).
Comentário: Esse músculo passa entre os constritores superior e médio da faringe.
Ele é 1 dos 3 músculos que têm origem no processo estiloide do osso temporal (os outros
2 são o estiloglosso e o estiIo-hióideo). Cada músculo é inervado por um nervo craniano
diferente e tem origem em um arco branquial embrionário diferente.
O músculo estilofaringeo origina-se embriologicamente do 39 arco faríngeo (branquial) e é
o único músculo inervado pelo nervo glossofaringeo.

cabeça e PBSGOÇO Prancha 67 do Arias


Ver também Prancha 229
Músculos do Pescoço: Vlsta Antorlor

cabeça e Pescoço 1-44


Músculos do Pescoço: Vista Anterior

1. Estemocleidomastóideo

Inserção proximal: Esse músculo tem 2 cabeças de origem. A cabeça esternal tem
origem na face anterior do manúbrio do estemo. A cabeça clavicular tem origem na face
superior do terço medial da clavícula.
Inserção distal: Fixa-se na face lateral do processo mastoide do osso temporal e na
metade lateral da linha nucal superior.
Ação: Inclina a cabeça para um dos lados, flexiona o pescoço e gira o pescoço de tal
maneira que a face se volta para o lado oposto e para cima. Quando os músculos de
ambos os lados agem em conjunto, eles flexionam o pescoço.

lnervação: Raiz espinal do nervo acessório (NC Xl, C2 e C3).


Comentário: Quando a cabeça está fixa, a ação conjunta dos 2 músculos pode ajudar
a elevar o tórax durante a inspiração forçada.

Correlação clínica: O estemocleidomastóideo é inervado pela raiz espinal do


nervo acessório (NC XI). Esse nervo é vulnerável a lesões quando atravessa o
trígono cervical posterior, entre o estemocleidomastóideo e o trapézio. Esses 2
músculos são inervados pelo NC Xl.
O torcicolo é a contração dos músculos cervicais que se manifesta como uma torção
do pescoço de tal forma que a cabeça se inclina na direção do lado lesionado
(ipsilateral) e a face se afasta do lado lesionado (contralateral). Normalmente, o
estemocleidomastóideo é afetado unilateralmente por esse tumor congênito de tecido
fibroso.

cabeça e PESCOÇO Prancha 27 do Atlas


Músculos lnfra-hióideos e Supra-hióideos

cabeça e Pescoço 1-45


Músculos lnfra-hnoldeos e _É_

Supra-hloldeos ZÉ_

1 .
Estemo-hióideo

Origem: No manúbrio do esterno e na parte medial da clavícula.


Inserção: No corpo do osso hioide.
Ação: Abaixa o osso hioide depois da deglutição.
lnervação: C1, C2 e C3 provenientes da alça cervical.
Comentário: O estemo-hióideo faz parte do grupo de músculos infra-hióideos. Eles
são com frequência chamados de músculos “em fita” porque são longos e estreitos.

Correlação clínica: Os músculos infra-hióideos ou em fita são circundados


pela fáscia cervical que une os músculos do pescoço no interior de uma bainha
fascial bem justa. Um inchaço no interior desse espaço confinado pode causar dor e
ser potencialmente Iesivo às estruturas adjacentes.

Imediatamente abaixo da fáscia de revestimento está o "espaço pré-traqueal", em


posição anterior à traqueia e à glândula tireoide e que pode atuar como um canal
vertical para a disseminação de infecções.

cabeça e PESCOÇO Prancha 28 do Atlas


Ver também Prancha 53
Músculos Infra-hióideos e Supra-hióideos

cabeça e Pescoço 1-46


Músculos lnfra-hnoldeos e _É_

Supra-hloldeosZÉ_

1 .
Estemotireóideo

Origem: Tem origem na face posterior do manúbrio do estemo.

Inserção: Fixa-se na linha oblíqua da cartilagem tireóidea.


Ação: Abaixa a laringe depois de este órgão ter sido elevado durante a deglutição.
lnervação: C2 e C3 provenientes da alça cervical.
Comentário: O estemotireóideo faz parte do grupo de músculos infra-hióideos. Por
serem músculos longos e estreitos, são chamados com frequência de músculos "em fita".

Correlação clínica: Os músculos infra-hióideos ou "em ñta" são circundados


pela fáscia cervical que une os músculos do pescoço no interior de uma bainha
fascial bem justa. Um inchaço no interior desse espaço confinado pode causar dor e
ser potencialmente Iesivo às estruturas adjacentes. Imediatamente abaixo da fáscia
de revestimento está o “espaço pré-traqueal”, em posição anterior à traqueia e à
glândula tireoide e que pode atuar como um canal vertical para a disseminação de
infecções.

cabeça e PESCOÇO Prancha 28 do Atlas


Ver também Prancha 53
Músculos lnfra-hióideos e Supra-hióideos

cabeça e Pescoço 1-47


Músculos lnfra-hnoldeos e _É_

Supra-hloldeos ZÉ_

1 .
Omo-hióideo

Origem: Esse músculo possui um ventre inferior e outro superior. O ventre inferior tem
origem na margem superior da escápula, perto da incisura da escápula.
Inserção: O músculo está preso à clavicula por uma expansão fibrosa e forma o ventre
superior, que se insere na margem inferior do osso hioide.
Ação: Abaixa o osso hioide depois de ele ter sido elevado. Também retrai e estabiliza o
osso hioide.

lnervação: C1, C2 e C3 por meio de um ramo da alça cervical.


Comentário: O omo-hióideo age em conjunto com os outros músculos infra-hióideos
para abaixar a laringe e o osso hioide depois de essas estruturas terem sido elevadas
durante a deglutição.
O músculo omo-hióideo é um músculo "em fita" incomum porque tem origem na escápula
na região do ombro.

Correlação clínica: Os músculos infra-hióideos ou "em lite” são circundados


pela fáscia cervical que une os músculos do pescoço no interior de uma bainha
fascial bem justa. Um inchaço no interior desse espaço confinado pode causar dor e
ser potencialmente Iesivo às estruturas adjacentes. Imediatamente abaixo da fáscia
de revestimento está o “espaço pré-traqueal”, em posição anterior à traqueia e à
glândula tireoide, e que pode atuar como um canal vertical para a disseminação de
infecções.

cabeça e PESCOÇO Prancha 28 do Atlas


Ver também Prancha 53
Músculos Infra-hióideos e Supra-hióideos

cabeça e Pescoço 1-48


Músculos lnfra-hnoldeos e _É_

Supra-hloldeos_É_

1 .
Tireo-hióideo

Origem: Tem origem na linha oblíqua da lâmina da cartilagem tireóidea.


Inserção: Fixa-se na margem inferior do corpo e do corno maior do osso hioide.
Ação: Abaixa o osso hioide e, se o osso hioide estiver preso, puxará a cartilagem
tireóidea para cima.

lnervação: C1 por meio do nervo hipoglosso (NC XII).


Comentário: O músculo tireo-hióideo é inervado por fibras do 19 nervo cervical que
por acaso seguem com o último nervo craniano, ou nervo hipoglosso (NC XII).
O músculo tireo-hióideo também é um dos músculos infra-hióideos, ou músculos "em fita".

cabeça e PESCOÇO Prancha 28 do Atlas


Ver também Prancha 53
cabeça e Pescoço 1 -49
Músculos intrínsecos da Laringe

1 .
Cricotireóideo

Origem: Tem origem na parte anterolateral da cartilagem cricóidea.


Inserção: Insere-se na face inferior e no corno inferior da cartilagem tireóidea.
Ação: Estica e tensiona as pregas vocais.
lnervação: Ramo externo do nervo laringeo superior, ramo do nervo vago.
Comentário: Este músculo é inervado pelo pequeno ramo externo do nervo laringeo
superior que é ramo do nervo vago. A maior parte do nervo laringeo superior tem
continuidade como ramo interno que perfura a membrana tireohióidea para prover a
inervação sensitiva das pregas vocais.
Esse músculo, como os outros músculos da laringe, deriva embriologicamente do 49 ao 69
arcos faríngeos (branquiais). Todos os músculos Iaríngeos são inervados pelo nervo vago.

Correlação clínica: A lesão do nervo laringeo superior, um ramo do nervo vago


(NC X), de um dos lados do corpo paralisa o músculo cricotireóideo ipsilateral. Como
consequência, a voz é afetada porque a prega vocal ipsilateral não pode ser esticada
e tensionada. Além disso, a mucosa laríngea ipsilateral situada acima do nível das
pregas vocais fica anestesiada, o que compromete um pouco o reflexo faríngeo
protetor que normalmente impede que objetos estranhos sejam aspirados para dentro
dalannge.

cabeça e PESCOÇO Prancha 78 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -50
Músculos Supra-hnoudeos
_ÉC

1 .
EstiIo-hióideo

Origem: Tem origem no processo estiloide do osso temporal.


Inserção: Fixa-se no corpo do osso hioide.
Ação: Eleva e retrai o osso hioide, e essa ação alonga o assoalho da boca.
lnervação: Nervo facial (NC VII).
Comentário: O músculo estilo-hióideo é perfurado perto de sua inserção pelo tendão
dos 2 ventres do músculo digástrico.
O estilo-hióideo é 1 dos 3 músculos que têm origem no processo estiloide; cada um deles
é inervado por um nervo craniano diferente.

cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas


Ver também Prancha 28
Vista lateral, ligeiramente inferior

cabeça e Pescoço 1 -51


Músculos Supra-hroudeos _ÉC

1 . Digástrico
Origem: O músculo digástrico possui 2 ventres. O ventre posterior é o mais longo e tem
origem na incisura mastóidea do osso temporal. O ventre anterior tem origem na fossa
digástrica da mandíbula.
Inserção: Os 2 ventres terminam em um tendão intermediário que perfura o músculo
estilo-hióideo e está ligado ao corpo e ao corno maior do osso hioide.

Ação: Eleva o osso hioide e, quando ambos os músculos agem em conjunto, auxiliam
os músculos pterigóideos laterais a abrir a boca abaixando a mandíbula.

lnervação: O ventre anterior é inervado pelo nervo milo-hióideo, um ramo da divisão


mandibular do nervo trigêmeo. 0 ventre posterior é inervado pelo nervo facial.
Comentário: Os 2 ventres do músculo digástrico são bastante singulares porque são
inervados por nervos cranianos diferentes.

Correlação clínica: Os músculos digástricos têm um papel importante na


abertura simétrica da boca e são auxiliadospelos músculos pterigóideos laterais.

cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas


Ver também Prancha 28
Vista posterior

cabeça e Pescoço 1 -52


Músculos da Laringe

1. Aritenóideos oblíquos
2. Aritenóideos transversos

Origem: Têm origem nas cartilagens aritenóideas.


Inserção: Fixam-se na cartilagem aritenóidea oposta.
Ação: Fecham a entrada da laringe aduzindo as cartilagens aritenóideas. Essa ação
estreita a rima da glote, que é o espaço entre as pregas vocais.

lnervação: Nervo laríngeo recorrente do vago.


Comentário: Algumas fibras musculares do músculo aritenóideo obliquo continuam
superiormente com a denominação de parte ariepiglótica do músculo aritenóideo obliquo.

Correlação clínica: As pregas vocais são controladas pelos músculos


laríngeos, que são inervados pelo nervo vago (NC X). Durante a respiração tranquila,
as pregas vocais são abduzidas gentilmente para abrir a rima da glote (espaço entre
as pregas). Na inspiração forçada (inspiração rápida e profunda), as pregas são
abduzidas ao máximo pelos músculos cricoaritenóideos posteriores, o que aumenta
mais ainda a rima da glote. Durante a fonação, as pregas são aduzidas e
tensionadas para criar um efeito semelhante ao de uma palheta (similar a um
instrumento que utiliza palheta), o que provoca vibrações na mucosa das pregas
vocais que produzem um som que é, em seguida, modificado pelas vias aereas
superiores (faringe, cavidade oral, nariz, seios paranasais). O fechamento da rima da
glote ocorre quando a respiração é suspensa ou quando se levanta algo pesado (a
manobra de Valsalva), e as pregas são completamente aduzidas.

cabeça e PESCOÇO Prancha 78 do Atlas


Vista posterior

cabeça e Pescoço 1 -53


Músculos lntrísecos da Laringe

1 .
Cricoaritenóideo posterior

Origem: Tem origem na face posterior da lâmina da cartilagem cricóidea.


Inserção: Fixa-se no processo muscular da cartilagem aritenóidea.
Ação: Abduz as pregas vocais e amplia a rima da glote, o espaço entre as pregas
vocais.

lnervação: Nervo laringeo recorrente (inferior), ramo do nervo vago.


Comentário: Os músculos cricoaritenóideos posteriores são extremamente
importantes porque são os únicos músculos que abduzem as pregas vocais.

Correlação clínica: A lesão do nervo laringeo recorrente durante uma cirurgia


no pescoço (p. ex., ressecção da glândula tireoide) pode provocar a adução das
pregas vocais, o que causa rouquidão ou fechamento da rima da glote, ou ambos.
Isso porque os músculos cricoaritenóideos posteriores são os únicos músculos
ocorre
laríngeos que abduzem as pregas vocais e mantêm a rima da glote aberta.

cabeça e PESCOÇO Prancha 78 do Atlas


Músculos da Larlngo

Dissecção lateral

Vista superior

Cabeça e Pescoço 1-54


Músculos da Laringe

1.
Parte ariepiglótica do músculo aritenóideo oblíquo
2. Músculo cricoaritenóideo posterior
3. Parte tireoepiglótica do músculo tireoaritenóideo
4. Músculo tireoaritenóideo
5. Músculo cricoaritenóideo lateral
6. Músculo vocal
7. Ligamento vocal
8. Cone elástico
Comentário: Os músculos da laringe são pequenos e agem sobre as cartilagens da
Iannge.
A parte superior do cone elástico é mais espessa e forma o ligamento vocal. As pregas
vocais contêm uma pequena quantidade de músculo denominada músculo vocal, que
deriva de algumas fibras do músculo tireoaritenóideo.
Corn exceção do músculo cricotireóideo, todos os músculos intrínsecos da laringe são
inervados pelo nervo Iaringeo recorrente, ramo do nervo vago. Todos esses músculos
derivam embriologicamente do 49 ao 69 arcos faringeos (branquiais).

Correlação clínica: Durante a respiração tranquila, as pregas vocais são


abduzidas gentilmente para abrir a rima da glote. Na inspiração forçada, as pregas
são abduzidas ao máximo pelos músculos cricoaritenóideos posteriores, o que
aumenta mais ainda a rima da glote. Durante a fonação, as pregas são aduzidas e
tensionadas para criar um efeito semelhante ao de urna palheta, o que provoca
vibrações na mucosa das pregas vocais que produzem um som que é, em seguida,
modificado pelas vias aéreas superiores (faringe, cavidade oral, língua, lábios, nariz,
seios paranasais). O fechamento da rima da glote ocorre quando a respiração é
suspensa ou quando se levanta algo pesado, e as pregas são completamente
aduzidas.

cabeça e PESCOÇO Prancha 78 do Atlas


Músculos Pré-vertebrals

cabeça e Pescoço 1-55


Músculos Pré-vertebrais

1 .
Músculos escalenos

Inserção proximal: O escaleno anterior tem origem nos tubérculos anteriores dos
processos transversos das vértebras C3-C 6. Os escalenos médio e posterior têm origem
nos tubérculos posteriores dos processos transversos de C2-C7 (médio) e C4-C6
(posterior).
Inserção distal: O escaleno anterior fixa-se no tubérculo escaleno da lê costela. O
escaleno médio fixa-se na face superior da lê costela. O escaleno posterior fixa-se na
margem externa da ZÉ costela.
Ação: Os escalenos anterior e médio elevam a 19 costela. Quando essa costela está
fixa, eles também flexionam o pescoço para a frente e para o lado e o giram para o lado
oposto. O escaleno posterior eleva a 2a costela e flexiona e gira levemente o pescoço.
lnervação: O escaleno anterior é inervado pelos ramos anteriores de C5-C7; o
escaleno médio, pelos ramos anteriores de C3-C8; e o escaleno posterior, pelos ramos
anteriores de C6-C8.
Comentário: Os músculos escalenos são com frequência denominados músculos
vertebrais laterais. Eles formam uma parte grande do assoalho do triângulo cervical
posterior.

Correlação clínica: Os músculos escalenos são músculos acessórios da


respiração e auxiliam a elevar as 2 primeiras costelas durante a respiração profunda
ou dificultosa. São atravessados pela raiz espinal do nervo acessório (NC Xl) quando
ele passa entre os músculos estemocleidomastóideo e trapézio. O nervo frênico
(C3-C5) é observado sobre a face anterior do músculo escaleno anterior; ele segue
inferiormente em direção ao m. diafragma, que ele inerva. Um traumatismo no
pescoço pode Iesar esses nervos.

cabeça e PESCOÇO Prancha 29 do Atlas


Músculos Pró-vertebrals

Cabeça e Pescoço 1-56


Músculos Pré-vertebrais

1. Longo da cabeça
2. Longo do pescoço
Origem: O longo da cabeça tem origem nos tubérculos anteriores dos
músculo
processos transversos das vértebras C3-C6. O músculo longo do pescoço tem origem nos
corpos das vértebras T1-T3, nos corpos das vértebras C4-C7 e nos processos transversos
das vértebras C3-C6.

Inserção: O músculo longo da cabeça fixa-se na parte basilar do osso occipital. O


músculo longo do pescoço fixa-se no tubérculo anterior do atlas (C1), nos corpos das
vértebras C2-C4 e nos processos transversos das vértebras C5-C6.
Ação: Ambos os músculos flexionam o pescoço, apesar de o músculo longo do pescoço
ser fraco. O longo do pescoço também gira levemente e inclina lateralmente o pescoço.

lnervação: O músculo longo da cabeça é inervado pelos ramos anteriores de C1-C3.


O músculo longo do pescoço é inervado pelos ramos anteriores de C2-C6.
Comentário: Os músculos longo da cabeça e longo do pescoço estão em frente às
vértebras cervicais e são corn frequência denominados músculos pré-vertebrais. Eles
auxiliamoutros músculos a flexionar a coluna vertebral cervical.

correlação clínica: Estes músculos e os músculos escalenos compõem um


grupo de músculos anteriores frequentemente denominados músculos "pré-
vertebrais”. Eles são envoltos por uma forte bainha fascial chamada de fáscia
pré-vertebral e não suportam inchaços por estarem no interior de um compartimento
apertado. Em posição imediatamente anterior à fáscia pré-vertebral, na área onde ela
cobre os corpos das vértebras cervicais, está o espaço retrofaríngeo (esse espaço
está entre a fáscia bucofaríngea que reveste a faringe posterior e o esôfago e a
fáscia pré-vertebral). As infecções que surgem nesse espaço vertical podem se
disseminar para cima até a base do crânio ou para baixo até o interior do mediastino
posterior, no tórax.

cabeça e PESCOÇO Prancha 29 do Atlas


Nervos cutâneos da cabeça e
do Pescoço

cabeça e Pescoço 1-57


Nervos cutâneos da cabeça e
do Pescoço
1. Nervo supraorbital
2. Nervo infraorbital
3. Nervo mentual
4. Nervo bucal
5. Nervo auriculotemporal
6. Nervos supraclaviculares (C3, C4)
7. Nervo auricular magno (C2, C3)
8. Nervo occipital maior (C2)
Comentário: A inervação cutânea da face é realizada pelas 3 divisões do nervo
trigêmeo (NC V). A divisão oftálmica é representada em grande parte pelos nervos
supraorbital e supratroclear. A divisão maxilar é representada pelos nervos infraorbital e
zigomaticotemporal. A divisão mandibular é representada em sua maioria pelos nervos
mentual, bucal e auriculotemporal.
A pele da parte de trás do couro cabeludo recebe inervação cutânea do nervo occipital
maior (ramo posterior de C2); a pele da parte de trás do pescoço recebe inervação dos
ramos posteriores dos nervos cervicais.

O 19 nervo cervical (C1) tem poucas fibras nervosas sensitivas provenientes da pele, se é
que tem alguma, por isso ele geralmente não é representado nos gráficos dos
dermátomos.

cabeça e PBSGOÇO Prancha 2 do Atlas


Ver também Pranchas 31, 35, 44, 45, 121
cabeça e Pescoço 1 -58
Ramos do Nervo Facial

1. Tronco principal do nervo facial que emerge do forame estilomastóideo


2. Ramo cervical
3. Ramo marginal da mandíbula
4. Ramos bucais
5. Ramos zigomãticos
6. Ramos temporais
Comentário: O tronco principal do nervo facial sai pelo forame estilomastóideo e,
depois de dar origem a vários ramos pequenos, segue através da substância da glândula
parótida. Termina como um plexo de 5 ramos terminais principais que inervam os
músculos da expressão facial.
Os cinco grupos de ramos terminais são os ramos temporal, zigomático, bucal, marginal
da mandíbula e cervical.

Correlação clínica: Uma infecção do nervo facial (NC Vll), geralmente


provocada pelo vírus Herpes simplex, pode causar paralisia unilateral aguda dos
músculos da expressão facial, uma condição denominada paralisia de Bell. A
expressão facial do lado afetado toma-se extremamente reduzida. Por exemplo, é
dificil sorrir ou mostrar os dentes, a boca é puxada para o lado não afetado
(contralateral), a pessoa não consegue piscar, fechar a pálpebra ou enrugar a testa
do lado afetado. Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem com o passar do
tempo, mas a regressão total pode levar semanas ou até meses.

cabeça e PESCOÇO Prancha 24 do Atlas


Ver também Prancha 122
Fibras eferentes
Fibras aferentes
' " " " '
Fibras simpáticas
Fibras parassimpáticas

cabeça e Pescoço 1 -59


Nervos Oculomotor, Troclear e
Abducente: Esquema
1. Gãnglio ciliar
2. Nervos ciliares curtos
3. Ramo inferior do nervo oculomotor
4. Gãnglio pterigopalatino
5. Nervo abducente (NC VI)
6. Nervo oftálmico (NC V1)
7. Nervo oculomotor (NC III)
8. Nervo troclear (NC IV)
Comentário: Esse esquema mostra a inervação motora dos músculos extrínsecos do
bulbo do olho (proveniente do NC III, NC IV e NC VI) e as fibras autônomas.As fibras
parassimpáticas têm origem no tronco encefãlico e seguem com o nervo oculomotor até o
gânglio ciliar. As fibras parassimpáticas pós-ganglionares inervam o músculo ciliar (que
realiza a acomodação da lente) e o músculo esfincter da pupila.
As fibras simpáticas que fazem sinapse no gânglio cervical superior enviam fibras
pós-ganglionares para o músculo dilatador da pupila.
A inervação sensitiva para a órbita tem origem na divisão oftálmica do nervo trigêmeo.

Correlação clínica: A lesão unilateral do nervo oculomotor (NC III) pode


paralisar os 4 músculos extrínsecos do bulbo do olho inervados por esse nervo (os
músculos retos superior, medial e inferior e o oblíquo inferior) e o músculo Ievantador
da pálpebra superior, o que causa oftalmoplegia e ptose (queda da pálpebra). Além
disso, as fibras parassimpáticas do NC III são afetadas, o que causa dilatação pupilar
(a inervação simpática do m. dilatadorda pupila não sofre oposição) e incapacidade
para acomodar a lente na visão para perto do lado afetado (ipsilateral).

cabeça e PESCOÇO Prancha 120 do Atfas


Ver também Pranchas 86, 131, 160, 161
u ó _m m

Vista superior

cabeça e Pescoço 1 -60


Nervos da órbita

1 .
Nervo troclear (IV)
2. Nervo oftálmico (V1)
3. Nervo óptico (ll)
4. Nervo oculomotor (III)
5. Nervo abducente (Vl)
6. Gânglio trigeminal
7. Nervo frontal
8. Nervo Iacrimal
9. Nervo supraorbital
Comentário: A inervação sensitiva da órbita tem origem na divisão oftálmica do nervo
trigêmeo. Os principais nervos dessa divisão incluem os nervos nasociliar, frontal e
Iacrimal. Os corpos celulares dos nervos sensitivos encontram-se no gãnglio trigeminal.
A inervação motora dos músculos extrinsecos do bulbo do olho provém dos nervos
oculomotor, troclear e abducente.
O nervo óptico deixa a órbita através do canal óptico. Os nervos cranianos III, IV, VI e V1
cruzam a fissura orbital superior.

Correlação clínica: A divisão oftálmica do nervo trigêmeo (NC V1) é a menor


divisão do NC V. Além de seu papel sensitive e, como ocorre com as outras 2
divisões do nervo trigêmeo, essa divisão leva libras autônomas para o bulbo do olho
por meio do nervo nasociliare das conexões para o gânglio ciliar (nervos ciliares
longos e curtos). E mais, ela leva fibras parassimpáticas provenientes do nervo facial
(NC VII) que se unem ao ramo Iacrimal e inervam as glândulas lacrimais, que
produzem lágrimas que umedecem a córnea do bulbo do olho. Traumatismosou
infecções oculares que atingem esse compartimento limitado podem afetar essas
importantes vias autonômicas.

cabeça e PESCOÇO Prancha 86 do Atlas


Ver também Pranchas 44, 120, 131
Nervo Mandlbular (NC V3)

Vista lateral

cabeça e Pescoço 1-61


Nervo Mandibular (NC V3)

1.
Nervo auriculotemporal
2. Corda do timpano
3. Nervo lingual
4. Nervo alveolar inferior (cortado)
5. Nervo milo-hióideo
6. Nervo mentual
7. Gânglio submandibular
8. Nervo bucal e músculo bucinador (cortados)
9. Nervo mandibular (V3) (divisões anterior e posterior)
Comentário: A divisão mandibular do nervo trigêmeo sai do crânio através do forame
oval e divide-se em componentes sensitivo e motor. Esse nervo fornece controle motor
para muitos dos músculos derivados do 19 arco branquial, mais especificamente para os
músculos da mastigação. Os componentes sensitivos são representados em grande parte
pelos nervos auriculotemporal, bucal, Iingual e alveolar inferior.
As fibras parassimpáticas pré-ganglionares que têm origem no nervo facial se unem ao
nervo Iingual via corda do timpano e fazem sinapse no gânglio submandibular. Essas
fibras parassimpâticas pós-ganglionares inervam as glândulas salivares sublinguais e
submandibulares e as glândulas salivares menores da submucosa mandibular.

Correlação clínica: A neuralgia do trigêmeo (tique doloroso) é uma condição


neurológica caracterizada por episódios de dor facial breve e intensa em 1 das 3
regiões de distribuição do NC V. A dor é tão intensa que o paciente com frequência
“contrai a face de dor”, o que produz um tique muscular facial. A etiologia é
desconhecida, mas pode resultar da compressão vascular do gânglio sensitivo do
NC V; geralmente é desencadeada pelo toque e por golpes de ar frio na face.

cabeça e PESCOÇO Prancha 45 do Atlas


Ver também Pranchas 71, 120
Parede lateral da
cavidade nasal

cabeça e Pescoço 1 -62


Nervos da cavidade Nasal

1.
Bulbo olfatório
2. Ramo nasal interno lateral do nervo etmoidal anterior (NC V1)
3. Nervos palatinos (NC V2) (Maior e Menores)
4. Nervo nasopalatino (NC V2)
5. Nervo do canal pterigóideo (nervo vidiano)
6. Nervo petroso profundo
7. Nervo petroso maior
8. Gânglio pterigopalatino
Comentário: Os vasos da cavidade nasal recebem inervação das divisões simpática e
parassimpática do sistema nervoso autônomo.
As contribuições simpáticas têm origem no nervo petroso profundo como fibras
pós-ganglionaresque têm em sua maioria função vasomotora.
As fibras parassimpáticas têm origem no nervo facial como fibras pré-ganglionares e
seguem pelos nervos petroso maior e pelo nervo do canal pterigóideo até o gânglio
pterigopalatino, onde fazem sinapse. As fibras pós-ganglionares seguem para a mucosa
nasal, os palatos duro e mole e a mucosa dos seios paranasais.

Correlação clínica: As fraturas da face podem englobar a fratura da lâmina


cribrifonne, que conduz os axônios dos neurônios bipolares olfatórios. Na qualidade
de trato enoefálico, o NC l é revestido pelas 3 camadas meníngeas e contém líquido
cerebrospinal no espaço subaracnóideo ao redor do bulbo olfatório. Uma ruptura das
meninges pode causar vazamento desse líquido para o interior da cavidade nasal e
fornecer uma rota de infecção do nariz para o cérebro.

cabeça e PESCOÇO Prancha 42 do Atlas


Ver também Prancha 1 18
Nervos Autônomos da cabeça

cabeça e Pescoço 1-63


Nervos Autônomos da Cabeça

1.
Nervo do canal pterigóideo
2. Nervo petroso profundo
3. Nervo petroso maior
4. Gânglio ótico
5. Corda do tímpano
6. Gânglio simpático cervical superior
7. Gânglio submandibular
8. Gânglio pterigopalatino
9. Gânglio ciliar
Comentário: Esse desenho esquemático mostra os 4 gânglios parassimpáticas da
cabeça. 0 gânglio ciliar recebe fibras parassimpáticas pré-ganglionares provenientes do
nervo oculomotor. O gânglio ótico recebe fibras parassimpáticas pré-ganglionares que têm
origem no nervo glossofaríngeo. Os gânglios pterigopalatino e submandibular recebem
fibras parassimpáticas pré-ganglionares que se originam no nervo facial.
As fibras simpáticas pré-ganglionares têm origem nos niveis superiores da região torácica
da medula espinal. Elas ascendem pelo tronco simpático para fazer sinapse nos neurônios
pós-ganglionares do gânglio cervical superior. As fibras simpáticas pós-ganglionares
viajam com os vasos sanguíneos ou nervos adjacentes até alcançar seus alvos. Essas
fibras simpáticas pós-ganglionares têm em sua maioria função vasomotora.

Correlação clínica: Uma lesão unilateral em qualquer local da via dos axônios
simpáticos pré-ganglionares desde os níveis superiores da região torácica da medula
espinal (T1-T4) até o gânglio cervical superior (onde eles fazem sinapse), ou além
desse gânglio (axônios pós-ganglionares),pode causar a sindrome de Horner
ipsilateral. Suas principais características ipsilaterais são miose (pupila contraída),
ptose leve (queda da pálpebra por causa da perda do músculo tarsal superior),
anidrose (perda da função das glândulas sudoríferas) e rubor facial (por causa da
vasodilatação sem oposição).

cabeça e PESCOÇO Prancha 130 do Atfas


Ver também Pranchas 43-45, 86, 120, 131-133
Fibras aferentes

cabeça e Pescoço 1 -64


Nervo Vestibulococlear: Esquema

1 .
Joelho do nervo facial (local do gânglio geniculado)
2. Nervo petroso maior
3. Gânglio coclear (espiral)
4. Nervo vestibulococlear (NC VIII)
5. Corda do tímpano
6. Canal do nervo facial e nervo facial
7. Gânglio vestibular
Comentário: Os nervos facial e vestibulococlear atravessam juntos o meato acústico
interno. O nervo facial faz uma curva acentuada ao nível do gânglio geniculado (sensitivo)
do nervo facial antes de descer e sair do crânio pelo forame estilomastóideo. Ele envia
fibras parassimpáticas pré-ganglionares para o gânglio pterigopalatino (por meio do nervo
petroso maior) e para o gânglio submandibular (por meio da corda do tímpano).
O vestibulococlear transporta fibras sensitivas especiais da cóclea via nervo coclear
nervo
(audição) e do aparelho vestibular via nervo vestibular (equilíbrio). Esses 2 ramos se
unem, saem da orelha interna pelo meato acústico interno e seguem para o encéfalo.

Correlação clínica: A vertigem é um sintoma que envolve o sistema vestibular


periférico ou suas conexões com o sistema nervoso central e é caracterizada pela falsa
impressão ou percepção de movimento. A perda auditiva pode ser neurossensorial, o
que sugere um distúrbio na orelha interna ou na divisão coclear do NC VIII. A perda da
audição de condução sugere um distúrbio da orelha externa ou média (membrana
timpãnica e/ou ossículos da orelha média).

cabeça e PESCOÇO Prancha 123 do Arias


Fibras eferentes
Fibras aferentes
----------------- Fibras parassimpáticas

cabeça e Pescoço 1 -65


Nervo Glossofaríngeo

1. Gânglio geniculado do nervo facial


2. Nervo petroso maior
3. Nervo petroso profundo
4. Nervo petroso menor
5. Gânglio ótico
6. Nervo auriculotemporal (NC V3)
7. Glândula parótida
8. Músculo estilofaríngeo e ramo do NC IX para o músculo estilofaríngeo
9. Plexo faríngeo
1 0. Ramo do NC IX para o seio carótico
11 . Gânglio cervical superior
1 2. Nervo vago
1 3. Forame jugular
1 4. Nervo glossofaringeo
15. Núcleo salivatório inferior
Comentário: O nervo glossofaringeo inerva apenas 1 músculo (estilofaríngeo), mas
recebe uma distribuição sensitiva geral significativa da faringe, do terço posterior da
língua, da orelha média e da tuba auditiva. 0 NC IX é o nervo do 39 arco faríngeo
(branquial) embrionário.
O sentido especial do paladar (terço posterior da língua) também é transmitido por esse
nervo. As fibras sensitivas cardiovasculares incluem aquelas associadas ao glomo carótico
(quimiorreceptor) e ao seio carótico (barorreceptor) adjacentes à bifurcação da artéria
carótida comum.

Correlação clínica: A colocação de um abaixador de língua sobre o terço


posterior da língua provoca o reflexo nauseoso, mediado pelas fibras sensitivas do
NC IX do terço posterior da língua, que, por sua vez, desencadeia uma reação de
ânsia e a elevação do palato mole, mediadas em grande parte pelo nervo vago
(NC X).

cabeça e PESCOÇO Prancha 124 do Arias


Ver também Pranchas 160, 161
cabeça e Pescoço 1 -66
Plexo Cervical ln Situ

1. Nervo hipoglosso (NC XII)


2. Alça cervical (Raiz superior; Raiz inferior)
3. Nervo vago (NC X)
4. Nervo frênico
5. Nervo acessório (NC XI)
6. Nervo occipital menor
7. Nervo auricular magno

Comentário: O plexo cervical tem origem nos ramos anteriores de C1-C4. Fornece
inervação motora para muitos dos músculos dos compartimentos anterior e lateral do
pescoço. Esse plexo também fornece inervação cutânea para a pele do pescoço.
A maioria das contribuições motoras que seguem para os músculos infra-hióideos tem
origem em uma alça neural denominada alça cervical (C1-C3).

O plexo cervical também dá origem às 2 primeiras das 3 raízes que contribuem para a
composição do nervo frênico (C3, C4 e C5). 0 nervo frênico inerva o m. diafragma.

Correlação clínica: Um traumatismo unilateral que afete o trígono cervical


posterior do pescoço poderá Iesar a parte espinal do nervo acessório (NC XI)
(inervação ipsilateral dos músculos estemocleidomastóideo e trapézio), o nervo
frênico (C3-C5) (que inerva o hemidiafragma ipsilateral) ou os troncos ou fascículos
do plexo braquial. A integridade de cada um desses nervos deve ser avaliada quando
houver um traumatismo evidente.

cabeça e PESCOÇO Prancha 31 do Atlas


Ver também Pranchas 126- 128, 187
cabeça e Pescoço 1 -67
Veias e Artérias superficiais do Pescoço

1. Artéria e veia faciais


2. Veia retromandibular
3. Veia jugular externa
4. Veia jugular anterior
5. Artéria carótida comum
6. Veia jugular interna
7. Artéria e veia tireóideas superiores
8. Artéria carótida externa
Comentário: As veias superficiais do pescoço incluem a veia jugular externa e suas
principais tributárias. A veia jugular externa comunica-se com frequência com a veia
jugular interna, que está situada profundamente no interior da bainha carótica.
As artérias mais importantes do pescoço incluem os ramos principais que têm origem na
artéria subclávia (troncos tireocervical e costocervical) e vários ramos que têm origem na
artéria carótida externa.

Correlação clínica: Os médicos usam a veia jugular interna do lado direito


para avaliar o pulso venoso jugular, que fornece uma indicação da pressão venosa
no átrio direito do coração. Caso o padrão da fonna da onda do pulso seja anormal,
poderá haver um processo patológica associado à insuficiência cardíaca congestiva
do lado direito, um problema na valva atrioventricular direita ou alguma outra
anonnalidade.

cabeça e PESCOÇO Prancha 30 do Atlas


Ver também Prancha 70
Vista esquemática lateral direita

cabeça e Pescoço 1 -68


Artéria Subclávia

1.
Artéria vertebral
2. Tronco costocervical
3. Artéria intercostal suprema
4. Artéria torácica intema
5. Artéria supraescapular
6. Tronco tireocervical
7. Artéria carótida comum
8. Artéria cervical transversa
9. Artéria tireóidea inferior
Comentário: A artéria subclávia é dividida em 3 partes em relação ao músculo
escaleno anterior. A 19 parte é medial ao músculo, a 2g parte é posterior e a 3g parte é
lateral. Os ramos da artéria subclávia incluem a artéria vertebral, a artéria torácica intema,
o tronco tireocervical, o tronco costocervical e a artéria dorsal da escápula.

A artéria vertebral ascende através dos forames transversários de C6 a C1 e entra pelo


forame magno. A artéria torácica interna desce paraesternalmente. O tronco tireocervical
irriga a glândula tireoide (artéria tireóidea inferior), a região inferior do pescoço (artéria
cervical transversa) e a parte dorsal da escápula (artéria supraescapular). O tronco
costocervical supre a porção profunda do pescoço (artéria cervical profunda) e vários
espaços intercostais (artéria intercostal suprema). O ramo dorsal da escápula é
inconstante, e pode ter origem na artéria cervical transversa.

Correlação clínica: Os ramos da artéria subclávia anastomosam-se com os


ramos da artéria axilar ao redor da articulação do ombro, com ramos da aorta
torácica (ramos intercostais) ao longo do gradil costal, na linha mediana do pescoço
e da face, e com as artérias carótidas internas e os ramos vertebrais (círculo arterial
do cérebro no tronco encefálico).

cabeça e Pescoço
Ramos da carótída externa: esquema

cabeça e Pescoço 1 -69


Artérias carótidas

1.
Artéria temporal superficial
2. Artéria occipital
3. Artéria carótida interna
4. Artéria carótida externa
5. Artéria carótida comum
6. Artéria tireóidea superior e artéria Iaríngea superior
7. Artéria faríngea ascendente
8. Artéria Iingual
9. Artéria facial
1 O. Artéria auricular posterior
11 .
Artéria maxilar
Comentário: A artéria carótida comum ascende pelo pescoço no interior da bainha
carótica. Aproximadamente ao nivel da margem superior da cartilagem tireóidea, ela se
divide em artéria carótida interna, que segue para o crânio, e em artéria carótida externa,
que irriga estruturas mais superficiais localizadas do lado de fora do crânio. A artéria
carótida externa dá origem a 8 ramos.
Esses 8 fornecem grande parte do sangue que segue para a cabeça por fora do
ramos
crânio, se bem que vários ramos também entram no final em regiões cranianas (ramos
meningeo e auricular da artéria maxilar, um dos ramos terminais da artéria carótida
externa).

Correlação clínica: Os ramos das artérias carótidas externas anastomosam-se


na linha mediana do pescoço (artérias tireóideas superiores) e da face para fornecer
circulação colateral caso uma artéria sofra oclusão ou seja lacerada em um
traumatismo.
A artériatemporal superficial irriga o couro cabeludo, que sangra profusamente
quando cortado porque as pequenas artérias são mantidas abertas pelo tecido
conjuntivo resistente que está logo abaixo da pele.

cabeça e PESCOÇO Prancha 33 do Atlas


Ver também Pranchas 135, 136
cabeça e Pescoço 1 -70
Artéria Maxilar

1. Artéria esfenopalatina
2. Artéria alveolar superior posterior
3. Artéria palatina descendente na fossa pterigopalatina
4. Artéria alveolar inferior
5. Artéria meníngea média
6. Artérias e nervos temporais profundos
Comentário: A artéria maxilaré 1 dos 2 ramos terminais da artéria carótida externa.
Passa superlicial ou profundamente ao músculo pterigóideo lateral e cursa medialmente
no interior da fossa infratemporal. Descritivamente, é dividida em 3 partes.

A 19 parte (retromandibular) dessa artéria dá origem a ramos que suprem a cavidade e a


membrana timpânicas, a dura-máter, os dentes e as gengivas inferiores, a orelha e o
queixo. A 2g parte (pterigóidea) irriga os músculos da mastigação e o bucinador. A 39 parte
(pterigopalatina) supre os dentes e as gengivas superiores, porções da face, a órbita, o
palato, a tuba auditiva, a faringe superior, os seios paranasais e a cavidade nasal.

Correlação clínica: Um sangramento nasal, ou epistaxe, é uma ocorrência


comum e com frequência envolve a região ricamente vascularizada do vestíbulo e a
face anteroinferior do septo nasal (área de Kiesselbach). Muitas dessas pequenas
artérias nasais são ramos das artérias maxilar e facial (ramos nasal lateral e septal).

cabeça e PESCOÇO Prancha 39 do Atlas


Ver também Prancha 33
Artérias das Regiões
Oral e Faríngea

cabeça e Pescoço 1-71


Artérias das Regiões Oral e Faríngea

1. Artéria meníngea média


2. Artéria bucal
3. Artéria carótida externa
4. Artéria tireóidea superior
5. Artéria carótida comum
6. Artéria carótida interna
7. Artéria facial
8. Artéria maxilar
9. Artéria temporal superficial
Comentário: As artérias das regiões oral e faríngea têm origem principalmente nos
ramos da artéria carótida externa. A artéria carótida externa dá origem a 8 ramos: a artéria
tireóidea superior, a artéria lingual, a artéria facial, a artéria faríngea ascendente, a artéria
occipital, a artéria auricular posterior, a artéria maxilar e a artéria temporal superficial.
A artéria maxilarenvia muitos ramos para a região infratemporal, as cavidades nasais e os
músculos da mastigação. Descritivamente, a artéria maxilaré dividida ern 3 partes (alguns
de seus ramos são mostrados nessa figura).
A 1g parte (retromandibular) dessa artéria dá origem a ramos que suprem a cavidade e a
membrana timpãnicas, a dura-mãter, os dentes e as gengivas inferiores, a orelha e o
queixo. A 2g parte (pterigóidea) irriga os músculos da mastigação e o bucinador. A 39 parte
(pterigopalatina) supre os dentes e as gengivas superiores, porções da face, a órbita, o
palato, a tuba auditiva, a parte superior da faringe, os seios paranasais e a cavidade
nasaL
As anastomoses entre os ramos das artérias facial e maxilarsão comuns.

cabeça e Pescoço Prancha 69 do Arias


Ver também Pranchas 33, 39
Veias das Regiões Oral e Faríngea

cabeça e Pescoço 1-72


Veias das Regiões Oral e Faríngea

1.
Plexo pterigóideo
2. Veia Iaringea superior
3. Veia tireóidea média
4. Veias tireóideas inferiores
5. Veia subclávia
6. Veia jugular interna
7. Tronco comum para as veias facial, retromandibular e lingual
8. Veia jugular externa (cortada)
9. Veia retromandibular
1 O. Veia e artéria temporais superñciais

Comentário: As veias das regiões facial, oral e faringea são em grande parte
tributárias que no final drenam para a veia jugular interna. Na região infratemporal, o plexo
pterigóideo de veias comunica-se com o seio cavernoso e com veias da órbita e da
cavidade oral. Muitas das veias dessa região têm o mesmo nome das artérias
correspondentes.
As principais veias são apresentadas a seguir: a veia retromandibular recebe tributárias
das regiões temporal e infratemporal (plexo pterigóideo), da cavidade nasal, da faringe e
da cavidade oral. A veia jugular interna drena o encéfalo, a face, a glândula tireoide e o
pescoço. A veia jugular externa drena a parte superficial e também a inferior do pescoço,
o ombro e a parte superior do dorso (comunica-se com frequência com a veia
retromandibular).

Correlação clínica: Essas veias não possuem valvas e fornecem vias para a
disseminação de infecções para toda a região da cabeça e pescoço. O plexo
pterigóideo de veias tem conexões com as veias oftálmicas (e com o seio cavernoso
através dessas veias) e também com as veias faciais e as veias temporais
superficiais e suas pequenas tributárias, que também passam através do crânio
como veias emissárias para drenar no interior dos seios venosos da dúra-mater.

cabeça e PESCOÇO Prancha 70 do Atlas


Ver também Pranchas 3, 30, 103
mm a a a Om m w m m.m..._

cabeça e Pescoço 1 -73


Artérias do Encéfalo: Vista Inferior

1 .
Artéria comunicante anterior
2. Artéria cerebral anterior
3. Artéria carótida interna
4. Artéria cerebral média
5. Artéria comunicante posterior
6. Artéria cerebral posterior
7. Artéria cerebelar superior
8. Artéria basilar
9. Artéria cerebelar inferior anterior
1 O. Artéria vertebral (cortada)
11 .
Artéria cerebelar inferior posterior
Comentário: Os ramos das artérias carótida interna e vertebral suprem o encéfalo.
Depois de entrar pelo forame magno, as 2 artérias vertebrais unem-se para formar a
artéria basilar. A última continua para a frente sobre a face anterior do tronco encefálico, e
seus ramos anastomosam-se com os ramos da artéria carótida interna para formar o
círculo arterial do cérebro (polígono de Willis) (linha tracejada).
A circulação anterior para encéfalo compreende as artérias cerebrais anterior e média. A
o
circulação posterior compreende o sistema vertebrobasilar e a artéria cerebral posterior.
Em geral, as artérias que suprem o encéfalo são artérias tenninais, com conexões
anastomóticas insuñcientes para compensar a oclusão de uma artéria.

Correlação clínica: A causa mais comum de hemorragia subaracnóidea


(sangramento para o interior do espaço subaracnóidea) é a ruptura de um aneurisma
sacular de uma das artérias da circulação cerebral e do tronco encefálico. Os
aneurismassaculares ocorrem normalmente nos ramos arteriais, e cerca de 85%
ocorre entre os ramos da cerebral anterior, da carótida interna e da cerebral média.

cabeça e PESCOÇO Prancha 137 do Arias


Selos Venosos da Dura-máter

Corte sagital E

cabeça e Pescoço 1-74


Seios venosos da Dura-máter

1. Seio sagital inferior


2. Seios intercavernosos anterior e posterior
3. Seio sigmóideo
4. Seio transverso
5. Seio occipital
6. confluênciados seios
7. Seio sagital superior
8. Seio reto
9. Veia cerebral magna (de Galeno)
Comentário: Os seios da dura-máter formam-se entre as camadas periosteal
venosos
(endosteal) e meningea da dura-matar. As regiões superficial e profunda do encéfalo são
drenadas pelos seios venosos sagitais superior e inferior. A maior parte do sangue venoso
do encéfalo drena para esses seios venosos da dura-máter e, em seguida, para as veias
jugulares internas.
As infecções podem alcançar os seios venosos da dura-máter e se disseminar para outras
regiões da cabeça.

Correlação clínica: A maior parte do sangue que retorna das áreas corticais do
encéfalo atravessa o espaço subaracnóideo vindo da superfície oortical, perfura a
aracnoide-máter e a camada meningea da dura-máter e drena para o seio venoso
sagital superior da dura-máter. Com o envelhecimento, o volume do encéfalo diminui
e a movimentação súbita deste encéfalo menor no interior da abóbada craniana,
normalmente como resultado da queda de um idoso acompanhada de golpe na
cabeça, pode causar a ruptura das veias-ponte. Quando isso acontece, pode ocorrer
um sangramento entre a aracnoide-máter e a camada meningea da dura-máter, o
que causa um hematoma subdural.

cabeça e PESCOÇO Prancha 102 do Atfas


Dissecção coronal

cabeça e Pescoço 1 -75


Desenho Esquemático das Meninges

1.
Veias diploicas
2. Seio sagital superior
3. Fovéola granular (reentrãncia no crânio formada pelas granulações aracnóideas)
4. Lacuna (venosa) lateral
5. Seio sagital inferior
6. Vasos meningeos médios
7. Pia-máter
8. Espaço subaracnóideo
9. Aracnoide-máter
10. Dura-máter (camadas periosteal e meníngea)
11 .
Veia cerebral que penetra no espaço subdural para entrar no seio
1 2. Granulação aracnóidea
Comentário: As meninges incluem a dura-máter (camadas periosteal e meníngea), a
aracnoide-mãter e a pia-máter. No espaço subaracnóideo, veias cerebrais que drenam o
córtex são banhadas no líquido cerebrospinal. No final, essas veias cerebrais drenam
sangue venoso para os seios venosos da dura-máter.
As granulações aracnóideas são tufos de vilos aracnóideos que se projetam para o interior
do seio sagital superior e permitem o retorno do líquido cerebrospinal circulante para o
sistema venoso. Cerca de 500-700 mL de líquido cerebrospinal são produzidos
diariamente pelo plexo corióideo.

correlação clínica: As veias do couro cabeludo comunicam-se com os seios


venosos da dura-máter através das veias emissárias. Pelo fato de essas veias não
terem valvas, as infecções do couro cabeludo podem alcançar a cavidade craniana.
Por essa razão, as feridas do couro cabeludo devem ser bem limpas para evitar
infecções. As veias diploicas (veias da díploe ou osso esponjoso do crânio) também
se comunicam com as veias emissárias e podem drenar para os seios venosos da
dura-máter.

cabeça e PESCOÇO Prancha 99 do Atlas


Ver também Prancha 3
cabeça e Pescoço 1 -76
Região Superficial da Face e Glândula Parótida

1. Glândula parótida
2. Tronco principal do nervo facial emergindo do forame estilomastóideo
3. Músculo esternocleidomastóideo
4. Veia jugular externa
5. Ramos temporais do nervo facial
6. Ducto parotídeo
7. Músculo masseter
8. Artéria e veia faciais
9. Ramo cervical do nervo facial
Comentário: A glândula salivar parótida é a maior das 3 glândulas salivares.
O ducto parotídeo sai da glândula, perfura o músculo bucinador e entra na cavidade oral
na frente do 29 dente molar maxilar.

O nervo facial (NC Vll) sai pelo forame estilomastóideo, passa através da glândula
parótida e envia seus 5 ramos tenninais sobre a face.

Correlação clínica: Os ramos motores tenninais do nervo facial (NC Vll)


correm o risco de serem lesados em uma cirurgia que envolva a glândula parótida
(ressecção de tumor). Se esses ramos forem lesados, poderá ocorrer paralisia ou
enfraquecimento dos músculos faciais.
O ducto parotídeo pode ser obstruído por um cálculo e, quando isso ocorre, o cálculo
precisa ser removido.
A glândula parótida é inervada pelo nervo glossofaríngeo via fibras parassimpáticas
pré-ganglionares que rumam para o gânglio ótico passando pelo nervo petroso
menor; essas libras fazem sinapse no gânglio e enviam fibras pós-ganglionares para
a glândula pelo ramo auriculotemporal do NC V3.

Cabeça e PESCOÇO Prancha 24 do Atlas


Ver também Prancha 122
mm m o Lac .n m m

cabeça e Pescoço 1-77


Aparelho Lacrimal

1. Parte orbital da glândula Iacrimal


2. Prega semilunar e Iago Iacrimal
3. Carúncula Iacrimal
4. Papila e ponto Iacrimais inferiores
5. Meato nasal inferior
6. Ducto Iacrimonasal
7. Saco Iacrimal
8. Canalículos Iacrimais
Comentário: O aparelho Iacrimal é constituído de glândulas Iacrimais, que secretam
lágrimas, e de um sistema de ductos coletores. Os ductos Iacrimais conduzem as lágrimas
das glândulas para o saco da conjuntiva, e os canalículos Iacrimais drenam as lágrimas
para o saco lacrimal. Em seguida, as lágrimas descem pelo ducto Iacrimonasal, que
desemboca no meato nasal inferior atrás da concha nasal inferior.
A produção de lágrimas está sob o controle autônomo parassimpâtico exercido por fibras
nen/osas que se originam do nervo facial (NC Vll) e alcançam as glândulas passando pelo
nervo Iacrimal, um ramo da divisão oftâlmica do nervo trigêmeo.

Correlação clínica: As lágrimas contêm albuminas, lactoferrina, Iisozima,


lipídios, metabólitos e eletrólitos e fornecem uma camada líquida protetora que ajuda
a manter a córnea úmida e protegida de infecções. O olho seco (produção
insuficiente de lágrimas) não é incomum e pode ser tratado topicamente com colírios
que umedecem e lubriticam os olhos ou, sistemicamente, corn medicamentos
prescritos por um médico.

cabeça e PESCOÇO Prancha 82 do Atlas


Ver também Pranchas 44, 132
Corte horizontal

ca bec.a e Pa c o c.o
Bulbo do Olho: Corte Horizontal

1.
Córnea
2. Lente
3. Íris
4. Corpo ciliar e músculo ciliar
5. Parte óptica (visual) da retina
6. Corioide
7. Esclera
8. Fóvea central da mácula
9. Nervo óptico (NC Il)
1 O. Corpo vítreo
11 . Câmara anterior
Comentário: O bulbo do olho tem 3 camadas: uma camada fibrosa externa composta
pela esclera e córnea; uma camada pigmentada vascular média que consiste na corioide,
no corpo ciliar e na íris; e urna camada neural interna, a retina.

A fóvea central, uma depressão no centro da mácula, é urna região avascular que contém
cones, mas não bastonetes. Essa área propicia a visão mais nítida.
A luz alcança a retina passando através dos meios refrativos do olho, que são a córnea, o
humor aquoso, a lente e o humor vítreo.

Correlação clínica: A opacidade da lente é denominada catarata. Seu


tratamento envolve com frequência a remoção cirúrgica da lente e o implante de uma
lente artificial e também a correção da visão com óculos.

cabeça e PESCOÇO Prancha 87 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -79
Câmaras Anterior e Posterior
do Olho
1. Córnea
2. Retículo trabecular
3. Seio venoso da esclera (canal de Schlemm)
4. Esclera
5. Corpo ciliar (e processo ciliar)
6. Músculo ciliar (fibras meridionais e circulares)
7. Fibras zonulares
8. Câmara posterior
9. Músculo dilatadorda pupila
1 O. Músculo esfíncter da pupila
11 .
Lente
1 2. Íris (pregas)
1 3. Câmara anterior
Comentário: A região do bulbo do olho localizada entre as fibras zonulares e a íris é
chamada de câmara posterior. Por meio de urna abertura na íris (a pupila), a câmara
posterior comunica-se com a câmara anterior que está entre a íris e a córnea. O humor
aquoso, produzido pelo processo ciliar, preenche as 2 câmaras e é captado pelo retículo
trabecular e pelo seio venoso da esclera.
Os músculos lisos dilatador e esfíncter da iris são responsáveis pela dilatação e contração
da abertura pupilar.
A contração do músculo ciliar (fibras circulares) tem ação estinctérica sobre o corpo ciliar
e, como consequência dessa ação, as fibras zonulares relaxam, e a lente elástica torna-se
mais redonda, o que leva à acomodação.

Correlação clínica: O aumento da pressão ocular acima do normal pode levar


ao glaucoma. Essa condição geralmente se deve a um aumento da resistência ao
fluxo de saída do humor aquoso através do seio venoso da esclera. Essa pressão
elevada pode Iesar o disco óptico, local onde axônios passam das células
ganglionares da retina para o nervo óptico.

cabeça e PESCOÇO Prancha 88 do Atlas


Nota: As setas indicam o trajeto das ondas sonoras

cabeça e Pescoço 1 -80


Orelha: Corte Frontal

1. Bigoma
2. Martelo (cabeça)
3. Membrana timpãnica
4. Janela da cóclea
5. Tuba auditiva
6. Cóclea
7. Nervo vestibulococlear (NC VIII)
8. Ductos semicirculares, ampola, utrículo e sáculo
9. Estribo na janela do vestíbulo
Comentário: A orelha externa é composta pela orelha e pelo meato acústico externo.

A orelha média é composta pela cavidade timpânica e seus 3 ossiculos. A parede lateral
da cavidade timpãnica é formada pela membrana timpãnica (tímpano). A parede medial
contém as janelas da cóclea e do vestíbulo. Os ossículos da audição compreendem o
martelo, a bigorna e o estribo. A orelha média comunica-se com a parte nasal da faringe
por meio da tuba auditiva. Pela tuba auditiva, o ar pode entrar na cavidade da orelha
média ou sair dela e igualar a pressão dessa parte da orelha corn a pressão atmosférica.
A orelha interna é composta pela cóclea e pelo aparelho vestibular. Os aparelhos auditivo
e vestibular são inervados pelo NC Vlll, o nervo vestibulococlear.

A orelha externa é inervada pelos ramos do NC V3, do NC VII e do NC X. A orelha média


é inervada pelo nervo glossofaríngeo (NC IX).

Correlação clínica: A otite externa aguda, mais bem conhecida como ouvido
de nadador, é a inflamação ou infecção da orelha externa. A otite média aguda (dor
de ouvido) é a inllamação da orelha média e é comum em crianças com menos de
15 anos de idade.

cabeça e PESCOÇO Prancha 92 do Arias


cabeça e Pescoço 1-81
Parede Lateral da cavidade Nasal

1. Seio frontal
2. Concha nasal média
3. Meato nasal médio
4. Concha nasal inferior
5. Abertura da tuba auditiva
6. Tonsila faríngea (adenoide, quando aumentada)
7. Seio esfenoidal
8. Hipótise na sela turca
Comentário: A parede nasal lateral é caracterizada por 3 conchas nasais ou cornetos.
O espaço localizado embaixo de cada concha é chamado de meato.
O ducto Iacrimonasal abre-se no meato nasal inferior. O seio frontal e o seio maxilar
abrem-se no meato nasal médio. Além disso, as células etmoidais anteriores e médias
abrem-se na bolha etmoidal, embaixo da concha nasal média. As células etmoidais
posteriores abrem-se no meato superior, e o seio esfenoidal abre-se no recesso
esfenoetmoidal.
O suprimento vascular dessa região provém de ramos da artéria esfenopalatina (que tem
origem na artéria maxilar), e a inervação provém do nervo maxilar ou do NC V2 (sensação
geral), do NC I (olfatório) e do NC Vll (fibras secretomotoras que seguem para as
glândulas mucosas passando pelo gãnglio pterigopalatino).

Correlação clínica: A rinossinusite é a inflamação dos seios paranasais,


sobretudo das células etmoidais e do seio maxilar, e da cavidade nasal. Essa
infecção geralmente resulta de um víms respiratório ou de uma infecção bacteriana
secundária. Congestão do nariz e dos seios, dor e pressão faciais, secreção, febre,
dor de cabeça, dentes maxilares doloridos e halitose são alguns dos sinais e
sintomas.

cabeça e PESCOÇO Prancha 36 do Atlas


cabeça e Pescoço 1 -82
Glândulas salivares

1. Ramos do nervo facial


2. Artéria facial transversa
3. Ducto parotídeo
4. Glândula sublingual
5. Ducto submandibular
6. Glândula submandibular
7. Glândula parótida
Comentário: A secreção da glândula parótida chega à cavidade oral passando pelo
ducto parotídeo. A glândula submandibular lança sua secreção no assoalho da cavidade
oral por meio do ducto submandibular, que está embaixo da mucosa oral e em relação
estreita com o nervo lingual. A glândula salivar sublingual lança sua secreção por meio de
vários ductos pequenos situados embaixo da língua.

A glândula parótida é uma glândula totalmente serosa, enquanto a glândula salivar


submandibularé predominantemente serosa e parcialmente mucosa. A glândula salivar
sublingual é quase totalmente mucosa.
Hâ glândulas salivares menores na mucosa do palato duro, das bochechas, da língua e
dos lábios.

cabeça e Pescoço Prancha 61 do Arias


Ver também Pranchas 24, 53, 132, 133, 160, 161
cabeça e Pescoço 1 -83
Glândulas Paratireoides e Glândula
Tireoide: Vista Posterior
1. Nervo Iaríngeo superior
2. Artéria tireóidea superior
3. Glândula paratireoide superior
4. Glândula paratireoide inferior
5. Tronco tireocervical
6. Nervo laringeo recorrente
7. Artéria tireóidea inferior
8. Lobo direito da glândula tireoide
Comentário: Por causa do seu desenvolvimento embrionário, as glândulas
paratireoides, sobretudo o par inferior, têm localização variável. Embora a maioria das
pessoas tenha 4 glândulas paratireoides, é comum haver mais de 4.
Durante uma cirurgiapescoço, é importante observar a localização dos nervos
no
Iaringeos recorrentes. Ambos os nervos recorrentes normalmente ascendem no interior do
sulco traqueoesofãgico e têm um vínculo estreito com os lobos direito e esquerdo da
glândula tireoide. O nervo Iaríngeo recorrente direito forma uma alça ao redor da artéria
subclãvia direita, ao passo que o nervo Iaríngeo recorrente esquerdo forma uma alça ao
redor do arco da aorta.

correlação clínica: A doença de Graves é o tipo mais comum de


hipertireoidismo em pacientes com menos de 40 anos de idade. A liberação
excessiva de honnônio tireoidiano provoca uma suprarregulação do metabolismo
tecidual e produz sintomas que indicam haver um aumento do metabolismo
(excitabilidade, rubor, pele quente, frequência cardíaca aumentada, falta de ar,
tremor, exoftalmia, mixedema, bócio).
0 hiperparatireoidismo primário leva a um aumento da secreção de hormônio
paratireóideo, o que eleva os níveis de cálcio no plasma à custa da deposição de
cálcio nos ossos (enfraquece os ossos).

Cabeça e PESCOÇO Prancha 76 do Atlas


Ver também Prancha 80
cabeça e Pescoço 1 -84
Faringe: Vista Posterior Aberta

1.
Cóanos
2. Parte nasal da faringe
3. Parte oral da faringe
4. Parte Iaríngea da faringe
5. Recesso pirifonne
6. Epiglote
7. Úvula
8. Palato palatina mole
Comentário: A faringe compreende a parte nasal, a parte oral e a parte Iaríngea. A
parte nasal da faringe está diretamente atrás das cavidades nasais, ou cóanos. A parte
oral da faringe está localizada entre o palato mole e a epiglote, diretamente atrás da
cavidade oral. A parte Iaríngea da faringe corresponde à parte inferior da faringe; está
entre a epiglote e o inicio do esôfago.

Durante a deglutição, o alimento move-se da cavidade oral para a parte oral da faringe,
estimulando o palato mole a se elevar e ocluir a parte nasal da faringe. A epiglote
curva-se para baixo, enquanto o aparelho Iaringeo move-se para cima, fechando a
entrada da laringe (ádito). 0 bolo alimentar desce em cascata ao redor da epiglote, passa
pelos recessos piriforrnes e, por tim, entra na parte superior do esôfago.

Correlação clínica: Ossos pequenos (espinhas de peixe) podem se alojar nos


recessos piriformes, causando muita dor e também uma sensação de sufocamento
ou engasgo. É preciso ter cautela durante a remoção do osso para não danificar a
mucosa subjacente, pois o ramo interno do nervo laringeo superior (sensitivo para a
parte Iaríngea da faringe e a laringe acima das pregas vocais) está logo abaixo da
mucosa.

cabeça e PESCOÇO Prancha 66 do Atlas


Ossos e Articulações
2- 1 Coluna Vertebral
2-2 vértebras Cervicais
2-3 vértebras Torácicas
2-4 vértebra Lombar
2-5 vértebras Lombares
2-6 Ligamentos Vertebrais: Região Lombar
2-7 Sacro e Cóccix

Músculos
2-8 Músculos do Dorso
2-9 Músculos do Dorso: Camada Média
2-10 Músculos do Dorso: Camada Média
2-11 Músculos do Dorso: Camada Média
2-12 Músculos do Dorso: Camada Profunda
2-13 Músculos do Dorso: Camada Superficial
2-14 Músculos do Dorso: Camada Média
2-15 Trígono Suboccipital
2-16 Trígono Suboccipital
2-17 Trígono Suboccipital

Netter - Flash cards Anatomla


Dorsa e Medula Espinal
Fichas 2-1 a 2-24

Nervos
2-18 Medula Espinal e Ramos Anteriores In Situ
2-1 9 Meninges e Raízes dos Nervos
2-20 Origem dos Nervos Espinais: Corte Transversal
2-21 Nervo Espinal Torácica e Conexões com o Tronco simpático
2-22 Trígono Suboccipital

Vasos
2-23 Artérias da Medula Espinal: Distribuição intrínseca
2-24 Veias do Plexo Venoso Vertebral e da Medula Espinal

Dorso e Medula Espinal sumário


Vista lateral esquerda Vista posterior

Dorsa e Medula Espinal 2-1


Coluna Vertebral

1. Atlas (C1)
2. T1
3. L1
4. Cóccix
5. Sacro (Sl-SS)
6. vértebras Iombares
7. vértebras torácicas
8. vértebras cervicais
9. Áxis (C2)
Comentário: Normalmente, a coluna vertebral é composta por 7 vértebras cervicais,
12 vértebras torácicas, 5 vértebras Iombares, 5 vértebras sacrais (fundidas) e 4 vértebras
coccígeas (as 3 últimas estão fundidas).
As curvaturas torácica e sacral correspondem às curvaturas primárias da coluna vertebral,
e as curvaturas cervical e lombar constituem as curvaturas secundárias. Estas últimas
desenvolvem-se durante a infância à medida que as crianças começam a suportar o peso
da cabeça, sentar, levantar e suportar o próprio peso.
As regiões cervical e lombar permitem uma movimentação maior que as outras regiões da
coluna vertebral.
Note partir da ilustração que os discos intervertebrais separam os corpos de vértebras
a
adjacentes(exceto entre as 2 primeiras vértebras cervicais, atlas e áxis, e também no
sacro e no cóccix fundidos).

Correlação clínica: A curvatura lateral ou rotacional acentuada da região


torácica ou lombar da coluna é denominada escoliose. A flexão acentuada da
região torácica da coluna é chamada de cifose (corcova), e a extensão acentuada
da região lombar da coluna é conhecida como lordose.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 150 do Arias


Ver também Pranchas 15, 19, 20, 151, 152, 154, 179, 241
Vista superior

:C

l.
\
.
_
vértebras cervicais

1. Corpo
2. Processo transverso
3. Forame transversário
4. Pediculo
5. Lâmina
6. Dente
7. Processos espinhosos
8. Articulações dos processos articulares
comentário: As 2 primeiras vértebras cervicais são o atlas e o áxis (consultar a
Seção 1, Cabeça e Pescoço para ver a descrição).
Aregião cervical da coluna vertebral permite uma movimentação considerável.
Uma vértebra cervical típica possui corpo, pedículo, lâmina e processo espinhoso.
No processo transverso das vértebras cervicais, está o forame transversário, que permite
a passagem dos vasos vertebrais.

A ilustração inferior mostra as vértebras cervicais articuladas desde C2 até C7 e a 1g


vértebra torácica. A 79 vértebra cervical é denominada vértebra proeminente por causa de
seu processo espinhoso longo. Os discos intervertebrais situados entre vértebras
adjacentes foram removidos.

Correlação clínica: A herniação dos discos cervicais (a herniação do núcleo


pulposo) geralmente ocorre na ausência de traumatismoe está frequentemente
relacionada à desidratação do núcleo pulposo. Poderá ocorrer perda motora e
sensitiva se a herniação comprimir uma raiz nervosa ou o nervo espinal. Os locais
mais comuns de herniação incluem os discos intervertebrais localizados entre C5-C6
e entre C6-C7.

DOÍSO e Medula Espinal Pranchas 15 e 20 do Atlas


Vista superior

Vista lateral
vértebras Torácicas

1 .
Forame vertebral
2. Lâmina
3. Pedículo
4. Corpo
5. Processo e face articulares inferiores
6. Processo espinhoso
7. lncisura vertebral inferior
8. Fóvea costal inferior
9. Fóvea costal do processo transverso
10. Fóvea costal superior

comentário: As vértebras torácicas típicas têm fóveas costais. A fóvea costal superior
articula-se com a cabeça da costela correspondente, a fóvea costal inferior articula-se com
a costela abaixo e a fóvea costal do processo transverso articula-se com o tubérculo da
costela correspondente.
O corpo, o pedículo e a lâmina cercam o forame vertebral, que abriga a medula espinal e
suas coberturas meningeas.

Os processos espinhosos das vértebras torácicas são longos e têm orientação posterior.
A região torácica da coluna vertebral permite certo movimento, mas a movimentação é
limitada pela articulação das costelas com as vértebras posteriormente e com o esterno
anteriormente.

correlação clínica: As vértebras torácicas articulam-se com as costelas e


formam uma “gaiola torácica" sólida que protege as vísceras torácicas. O movimento
da região torácica é limitado quando comparado com o movimento das regiões
cervical e lombar.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 151 do Atlas


Ver também Prancha 181
2-4
vértebra Lombar

1 . Corpo vertebral
2. Forame vertebral
3. Pedículo
4. Processo transverso
5. Lâmina
6. Processo espinhoso

Comentário: As vértebras Iombares típicas têm corpos grandes e processos


transversos maciços. Elas suportam o peso do tronco e fornecem locais para a fixação de
músculos do tronco e dorso.
A região lombar da coluna vertebral permite movimentos consideráveis (flexão, extensão,
inclinação lateral e rotação). Embora as vértebras Iombares tenham processos transversos
longos para a fixação de músculos, elas não se articulam com as costelas.

Correlação clínica: A região lombar da coluna vertebral está projetada para


atuar como suporte e também para realizar movimentos. A dor lombar é comum e
com frequência tem origem muscular (músculos extensores), Iigamentar ou discal e
muitas vezes afeta um nervo espinal.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 152 do Arias


vértebras Lombares

vértebras lombares, juntas:


vista lateral esquerda

Dorso e Medula Espinal 2-5


Vértebras Lombares

1 .
Anel ñbroso
2. Núcleo pulposo
3. Disco intervertebral
4. Processo articular inferior
5. Incisura vertebral inferior
6. Forame intervertebral
7. Incisura vertebral superior

Comentário: Os discos intervertebrais formam articulações cartilagíneas secundárias


(sínfises) entre os corpos de 2 vértebras adjacentes. Eles estão presentes desde o áxis
até o sacro, mas não há discos entre o atlas e o áxis (C1 e C2). Atuam como
amortecedores de choques. Um disco é constituído de um núcleo pulposo central
circundado por um anel tibrocartilagíneo fibroso.
As incisuras vertebrais inferiores e superiores adjacentes formam um forame intervertebral
que permite a saida de um nervo espinal.
As articulações dos arcos vertebrais consistem em articulações sinoviais planas
localizadas entre os processos articulares (face articular) superiores e inferiores; elas
permitem certo movimento de deslizamento ou escorregamento.

Correlação clínica: A Iordose lombar acentuada é uma extensão anormal da


coluna lombar e é comum em mulheres durante o terceiro trimestre da gravidez,
quando o peso do feto exerce tensão sobre a região lombar inferior.
A hemiação discal também é comum na região lombar, sobretudo nos discos
intervertebrais localizados entre L4-L5 e L5-S1.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 152 do Arias


Ligamentos Vertebrais: Região Lombar

Vista lateral esquerda (parcialmente


seccionada no plano mediano)

Segmentos vertebrais
posteriores: vista anterior A

Dorso e Medula Espinal 2-6


Ligamentos Vertebrais: Região Lombar

1. Ligamento longitudinal anterior


2. Disco intervertebral
3. Ligamento longitudinal posterior
4. Pedículo (superfície de corte)
5. Ligamento amarelo
6. Ligamento supraespinal
7. Ligamento interespinal
8. Ligamento amarelo
9. Cápsula da articulação dos processos articulares (parcialmente aberta)
comentário: Os discos intervertebrais formam articulações cartilagineas secundárias
(sintises) entre os corpos de vértebras adjacentes. Eles são sustentados pelos ligamentos
longitudinais anterior e posterior. Não há disco intervertebral entre o atlas e o áxis.
Os ligamentos da coluna vertebral incluem os ligamentos longitudinais anterior e posterior.
O primeiro segue ao longo da superfície anterior dos corpos vertebrais. O último segue ao
longo da superfície posterior. O ligamento amarelo conecta lâminas adjacentes e limita a
flexão. Os ligamentos supraespinais (limitam a flexão) e interespinais (ligamentos fracos)
seguem entre processos espinhosos adjacentes.
Os ligamentos longitudinais anteriores limitam a extensão da coluna vertebral, enquanto os
ligamentos longitudinais posteriores limitam a flexão. O ligamento longitudinal anterior é
mais forte que o posterior. Os ligamentos amarelos ajudam a manter a postura ereta.

DOFSO e Medula Espinal Prancha 156 do Atfas


Sacra e Cóccix

Vista anterior
Face pélvica


Sacra e cóccix

1 . Base (face articular Iombossacral)


2. Asa (parte lateral)
3. Cóccix
4. Processo articular superior
5. Promontório
6. Forames sacrais anteriores
7. Face auricular
8. Crista sacral mediana
9. Hiato sacral
1 O. Como sacral
11 .
Forames sacrais posteriores

Comentário: O sacro, que tem a forma de uma cunha, corresponde às cinco


vértebras sacrais fundidas. Pelo fato de formar a parte posterior da pelve, o sacro dá
estabilidade e solidez à arquitetura pélvica.

Os quatro pares de forames sacrais anteriores e posteriores fornecem uma saída para os
ramos anteriores e posteriores dos nervos espinais.

0 cóccix também é um osso com forma de cunha; o 19 segmento coccígeo não está
fundido, mas as três vértebras restantes estão.

Correlação clínica: Cair sobre o cóccix pode de fato provocar sua fratura. O
cóccix é um remanescente de nossa cauda embrionária, que está presente na fase
inicial do desenvolvimento, mas é em grande parte absorvido sem deixar indícios de
sua existência, exceto o pequeno cóccix subcutãneo. Se o remanescente embrionário
persistir, poderá ser corrigido esteticamente.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 154 do Arias


Ver também Pranchas 150, 155, 241, 334-336
Músculos do Dorsa

Dorsa e Medula Espinal


Músculos do Dorso

1. Romboide menor
2. Romboide maior

Origem: O romboide menor tem origem no ligamento nucal e nos processos


espinhosos das vértebras C7 e T1. O romboide maior tem origem nos processos
espinhosos das vértebras T2-T5.
Inserção: As tibras desses 2 músculos mescIam-se com frequência e fixam-se na
margem medial da escápula desde o nível da espinha aproximadamente até o ângulo
inferior.

Ação: Esses músculos retraem a escápula e giram-na para abaixar a cavidade


glenoidal. Eles também tixam a escápula na parede torácica.
Inervação: Nervo dorsal da escápula (C4 e C5).
Comentário: Os músculos romboide menor e romboide maior são músculos
superficiais do dorso. Os músculos mais superficiais do dorso têm fixações na escápula e
estão envolvidos na movimentação do membro superior.

Correlação clínica: A lesão do nervo dorsal da escápula pode enfraquecer os


músculos romboides e, como consequência, causar um desvio lateral ipsilateral da
escápula porque a tração dos outros músculos escapulares puxa o osso na direção
do ombro.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 171 do Arias


Ver também Pranchas 1 74, 185, 248, 252
Músculos do Dorsa:
Camada Média

Dorso e Medula Espinal


Músculos do Dorsa:
Camada Média
1 .
Serrátil posterior superior
2. Serrátil posterior inferior

Origem: O serrátil posterior superior prende-se no ligamento nucal e nos processos


espinhosos das vértebras C7-T3. O serrátil posterior inferior prende-se nos processos
espinhosos das vértebras T11-L2.
Inserção: Quatro digitações camosas prendem o serrátil posterior superior na 29, 3g, 49
e 53 costelas. O serrátil posterior inferior divide-se em 4 digitações planas que se inserem
nas margens inferiores das últimas 4 costelas.
Ação: O serrátil posterior superior eleva as costelas, ao passo que o serrátil posterior
inferior puxa as costelas para fora e para baixo, contrabalançando a tração interna do
diafragma.
lnervação: O serrátil posterior superior é inervado pelos ramos anteriores dos nervos
espinais de T1-T4, e o serrátil posterior inferior é inervado pelos ramos anteriores dos
nervos espinais de T9-T12.
Comentário: Esses 2 músculos têm tixações nas costelas, são considerados
músculos da parede torácica e agem sobre as costelas durante a respiração. São
frequentemente ñnos e podem estar fundidos à musculatura sobrejacente.

Correlação clínica: Esses 2 conjuntos de músculos são considerados


músculos acessórios da respiração e podem estar bem desenvolvidos em atletas.
Nos idosos, contudo, eles frequentemente são delgados e até mesmo difíceis de ser
reconhecidos.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 169 do Arias


Músculos do Dorsa:
Camada Média

a
Q..
m

m
Músculos do Dorso:
camada Média
1.
Reto posterior menor da cabeça
2. Oblíquo superior da cabeça
3. Reto posterior maior da cabeça
4. Oblíquo inferior da cabeça
5. Espinal do pescoço
6. Longuíssimo do pescoço
7. Parte torácica do músculo iliocostal do lombo
8. Longuíssimo do tórax
9. Iliocostal do lombo

comentário: Esta prancha traz uma seleção de músculos da região cervical (região
suboccipital) e do dorso. A tigura mostra as subdivisões dos vários músculos eretores da
espinha (iliocostal, longuíssimo e espinal).
Como músculos intrínsecos (ou próprios) do dorso, esses músculos são inervados pelos
ramos posteriores dos respectivos nervos espinais.

correlação clínica: A dor nas costas de origem miofascial é uma síndrome


porém muito pouco compreendida. Ocorre dor musculoesquelética localizada
comum,
(dor em queimação ou contínua profunda) associada a pontos-gatilhoespecíficos,
geralmente sobre os músculos eretores da espinha que mantêm a postura, sobretudo
no pescoço e na região inferior do dorso.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 169 do Atlas


Músculos do Dorsa:
Camada Média

Dorsa e Medula Espinal 2-11


Músculos do Dorso:
Camada Média
1 .
Eretores da espinha
Inserção proximal: Os eretores da espinha compreendem os músculos iliocostais,
longuíssimos e espinais. Têm origem em um tendão largo que provém da face posterior
da crista ilíaca, da face posterior do sacro, dos processos espinhosos Iombares inferiores
e sacrais e do ligamento supraespinal.

Inserção distal: Os músculos iliocostais fixam-se nos ângulos das costelas


inferiores e nos processos transversos cervicais.
Os músculos longuíssimos tixam-se nas costelas, entre os tubérculos e os ângulos, nos
processos transversos das regiões cervical e torácica da coluna vertebral e no processo
mastoide do osso temporal.

Os músculos espinais fixam-se nos processos espinhosos da região torácica superior e da


região mediocervical e no crânio.
Ação: Juntos, esses músculos estendem a coluna vertebral e a cabeça. Unilateralmente,
eles inclinam a coluna vertebral para o lado.

lnervação: Pelos ramos posteriores dos respectivos nervos espinais de cada região.
Comentário: Por causa de suas localizações, os músculos iliocostais são
classificados em Iombares, torácicos e cervicáisl; os músculos longuíssimos são divididos
em longuíssimos do tórax, do pescoço e da cabeça; e os músculos espinais são divididos
em espinais do tórax, do pescoço e da cabeça.

*Nota da Tradução: A atual terminologia anatômica divide os músculos iliocostais em dois grupos: iliocostais do
lombo subdivididos em partes lombar e torácica e iliocostais do pescoço.
- -

DOFSO e Medula Espinal Prancha 169 do Atfas


Músculos do Dorsa: camada Profunda

Dorsa e Medula Espinal 2-12


Músculos do Dorsa: Camada Profunda

1.
Rotadores do pescoço (Longos e Curtos)
2. Rotadores do tórax (Longos e Curtos)
3. Levantadores das costelas (Curtos e Longos)
4. Multítidos
5. Multitidos
6. Semiespinal do tórax
7. Semiespinal da cabeça
Comentário: Esta prancha mostra a camada mais profunda dos músculos do dorso,
que inclui os músculos transversoespinais, ou paravertebrais. Os músculos
transversoespinais englobam os músculos semiespinais, multiñdos e rotadores. A maioria
desses músculos tem origem nos processos transversos de vértebras adjacentes. Seguem
para cima e fixam-se nos processos espinhosos ou transversos de vértebras situadas em
niveis mais altos.

Os músculos transversoespinais desempenham um papel importante na estabilizaçãodas


vértebras durante os movimentos da coluna vertebral e podem auxiliarnos movimentos de
extensão e rotação das vértebras.

Correlação clínica: Com frequência, os médicos chamam os músculos


transversoespinais apenas de músculos paravertebrais porque eles formam uma
massa sólida de tecido muscular interposta entre os processos transversos e
espinhosos.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 169 do Atlas


Músculos do Dorso:
Camada Superficial

Dorso e Medula Espinal 2-13


Músculos do Dorso:
camada Superficial
1. Esplênio da cabeça
2. Esplênio do pescoço
Origem: Esses músculos se fundem e têm origem no ligamento nucal e nos processos
espinhosos das vértebras C7-T6.
lnserção: As fibras do esplênio da cabeça inserem-se no processo mastoide do osso
temporal e no terço lateral da linha nucal superior do osso occipital. As fibras do esplênio
do pescoço ascendem e fixam-se nos tubérculos posteriores dos processos transversos
das vértebras C1-C3.

Ação: Quando agem com os músculos correspondentes oontralaterais, o esplênio da


cabeça e o esplênio do pescoço estendem a cabeça e o pescoço. Quando agem
unilateralmente, inclinam a cabeça e o pescoço para o lado da contração.
lnervação: O esplênio da cabeça é inervado pelos ramos posteriores dos nervos
espinais cervicais médios. O esplênio do pescoço é inervado pelos ramos posteriores dos
nen/os espinais cervicais inferiores.

Comentário: O esplênio da cabeça e o esplênio do pescoço formam a camada


superficial dos músculos intrínsecos do dorso. Em geral, os músculos intrínsecos do dorso
são inervados pelos ramos posteriores dos nervos espinais.

Correlação clínica: Por serem músculos intrínsecos que estendem o pescoço,


esses músculos podem estar envolvidos na dor cervical. Essa dor pode resultar de
tensão muscular simples, pela manutenção do pescoço em uma posição fixa pouco
natural por longo período de tempo (durante a vigília ou o sono), ou de
hiperextensão.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 168 do Arias


M ú scu .ms d o D o aa
Camada Média

Dorsa e Medula Espinal 2-14


Músculos do Dorso:
Camada Média
1. Semiespinal da cabeça
Inserção proximal: Tem origem em urna série de tendões que partem dos
processos transversos das primeiras 6 ou 7 vértebras torácicas e da 79 vértebra cervical.
Inserção distal: Esse músculo largo se insere entre as linhas nucais superior e
inferior do osso occipital.
Ação: Estende a cabeça e gira-a de modo que a face se volta para o lado oposto.
lnervação: Ramos posteriores dos nervos espinais cervicais.
Comentário: Os músculos semiespinais estão divididos em 3 grupos. Os músculos
semiespinais da cabeça compõem 1 dos grupos. Os outros 2 grupos correspondem aos
músculos semiespinais do pescoço e aos semiespinais do tórax.
Os músculos semiespinais fazem parte do grupo dos músculos transversoespinais, situado
embaixo dos músculos eretores da espinha e que preenche a região côncava situada
entre os processos transversos e espinhosos das vértebras. Esse grupo de músculos é às
vezes chamado de músculos paravertebrais.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 169 do Atfas


.m.m m.m .m M

Dorsa e Medula Espinal 2-15


Trígono Suboccipital

1 . Oblíquo superior da cabeça


Origem: Tem origem no processo transverso do atlas.
Inserção: Fixa-se ao osso occipital, entre as linhas nucais superior e inferior.

Ação: Estende a cabeça e inclina-a lateralmente.


lnervação: Nervo suboccipital (ramo posterior de C1).
Comentário: Esse músculo participa da formação do trígono suboccipital. O trígono é
limitado pelos músculos reto posterior maior da cabeça, oblíquo superior da cabeça e
oblíquo inferior da cabeça e está situado embaixo do músculo semiespinal da cabeça.
No interior desse trígono suboccipital, a artéria vertebral (um ramo da artéria subclávia na
parte inferior do pescoço) passa através do forame transversário do atlas e faz uma curva
no sentido medial para em seguida entrar no forame magno do crânio e suprir o tronco
encefálico.
Nessa região, estão os 3 primeiros pares de nervos espinais cervicais (ramos posteriores).

Correlação clínica:Acredita-se que o nervo suboccipital (ramo posterior de


C1) não possua um componente sensitivo cutâneo; por essa razão, quando se
observa ummapa de dermátomos, nota-se que no topo da cabeça os dermátomos
começam com C2. Mas, na realidade, C1 possui ñbras sensitivas proprioceptivas,
além de fibras somáticas e ñbras eferentes simpáticas pós-ganglionares.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 172 do Arias


Trígono Suboccipltal

Dorsa e Medula Espinal 2-16


Trígono Suboccipital

1 . Obliquo inferior da cabeça


Origem: Tem origem no processo espinhoso do áxis.
Inserção: Fixa-se nas partes inferior e posterior do processo transverso do atlas.
Ação: Gira o atlas, virando a face para o mesmo lado.
lnervação: Nervo suboccipital (ramo posterior de C1).
Comentário: Esse músculo do grupo dos músculos suboccipitais forma a base do
trígono suboccipital. No interior do trígono, no sulco do arco posterior do atlas, pode-se
ver a artéria vertebral e o ramo posterior do 19 nervo cervical, ou suboccipital.

No interior do trígono suboccipital, a artéria vertebral (um ramo da artéria subclávia na


parte inferior do pescoço) passa através do forame transversário do atlas e faz urna curva
no sentido medial para em seguida entrar no forame magno do crânio e suprir o tronco
encefálico.
Nessa região, estão os 3 primeiros pares de nervos espinais cervicais (ramos posteriores).

DOFSO e Medula Espinal Prancha 172 do Atfas


.m.m m.m .m M

Dorsa e Medula Espinal 2-17


Trígono Suboccipital

1.
Reto posterior menor da cabeça
2. Reto posterior maior da cabeça
Origem: O reto posterior menor da cabeça tem origem no tubérculo do arco posterior
do atlas. O reto posterior maior da cabeça tem origem no processo espinhoso do áxis.

Inserção: O reto posterior menor da cabeça insere-se na parte medial da linha nucal
inferior do osso occipital. O reto posterior maior da cabeça insere-se na parte lateral da
linha nucal inferior do osso occipital.

Ação: O reto posterior menor da cabeça estende a cabeça, enquanto o reto posterior
maior da cabeça estende a cabeça e gira-a para o mesmo lado.

lnervação: Nervo suboccipital (ramo posterior do 19 nervo cervical).


Comentário: Esses 2 músculos fazem parte do grupo dos músculos suboccipitais. Há
4 músculos suboccipitais de cada lado da parte posterior do pescoço.

No interior do trígono suboccipital, a artéria vertebral (um ramo da artéria subclávia na


parte inferior do pescoço) passa através do forame transversário do atlas e faz urna curva
no sentido medial para em seguida entrar no forame magno do crânio e suprir o tronco
encefálico.
Nessa região, estão os 3 primeiros pares de nervos espinais cervicais (ramos posteriores).

DOFSO e Medula Espinal Prancha 172 do Atfas


Dorsa e Medula Espinal 2-18
Medula Espinal e Ramos
Anteriores ln Situ
1 .
Nervo espinal C1
2. Cone medular
3. Cauda equina
4. Filamentoterminal (parte pial)
5. Plexo sacral
6. Plexo lombar
7. Plexo braquial
8. Plexo cervical

Comentário: A medula espinal é o prolongamento inferior do tronco encefálico e


juntamente com o encéfalo constitui o sistema nervoso central. Trinta e um pares de
nervos espinais (8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo) saem da
medula espinal.
Como o encéfalo, a medula espinal é circundada por 3 camadas meníngeas. A camada
mais interna é a pia-máter, que está intimamente ligada à medula espinal. A camada
média é a aracnoide-máter. A camada meníngea fibrosa e resistente externa é a
dura-máter.
As raizes posterior e anterior dos nervos espinais Iombares e sacrais formam a cauda
equina.
O filamento terminal é um prolongamento da pia-máter da extremidade (cone medular) da
medula espinal. Funde-se à dura-máter no ápice do saco dural e fixa-se no dorso do
cóccix. Ajuda a ancorar a medula espinal distal.

Correlação clínica: Pode-se utilizar uma agulha para punção espinal para
colher amostras do líquido cerebrospinal no espaço subaracnóideo, e esse
procedimento é feito na parte inferior da região lombar onde a agulha não penetra na
medula espinal (a medula tennina no nível da 15 vértebra lombar). As raízes da cauda
equina, que são banhadas pelo líquido cerebrospinal e que nele flutuam, separam-se
e permitem que a agulha entre no espaço subaracnóideo sem perfurar uma raiz.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 157 do Arias


Menlnges o Raízes dos Nervos

Dorsa e Medula Espinal 2-19


Meninges e Raízes dos Nervos

1 .
Raizposterior do nervo espinal
2. Gânglio sensitivo do nervo espinal
3. Ramo anterior do nervo espinal
4. Dura-máter
5. Aracnoide-màter
6. Espaço subaracnóideo
7. Pia-máter que cobre a medula espinal
8. Ligamento denticulado
Comentário: As radiculas posteriores e anteriores unem-se no forame intervertebral
para formar as raízes posterior e anterior do nervo espinal. Imediatamente distal a esse
ponto está o gânglio sensitivo do nervo espinal. O gânglio sensitivo do nervo espinal
contém os corpos celulares dos nervos sensitivos. Cada nervo espinal divide-se em
2 ramos: um anterior muito grande e outro posterior muito menor.
Cerca de 20 pares de ligamentos denticulados ancoram a medula espinal à dura-máter.
Esses ligamentos são prolongamentos da pia-máter que passam lateralmente entre as
raizes anterior e posterior dos nervos espinais e se fixam na dura-máter.
A medula espinal é circundada por 3 camadas meníngeas: a dura-máter externa, fibrosa e
resistente, a aracnoide-máter média e a pia-máter de revestimento (mais interna). O
líquido cerebroespinal é encontrado no espaço situado entre a aracnoide-máter e a
pia-máter (espaço subaracnóideo).

Correlação clínica: O espaço subaracnóideo (encéfalo e medula espinal)


contém cerca de 150 mL de líquido oerebrospinal. A pressão desse líquido pode ser
medida ou amostras podem ser colhidas para análise laboratorial, a ñm de
detenninar se há infecção em algum lugar do sistema nervoso central.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 162 do Arias


Origem dos Nervos Esplnals:
corte
Origem dos Nervos Espinais:
Corte Transversal
1.
Gordura do espaço epidural
2. Gânglio simpático
3. Raiz anterior
4. Ramos comunicantes branco e cinzento
5. Nervo espinal
6. Ramo posterior
7. Gânglio sensitivo do nervo espinal
8. Espaço subaracnóideo
9. Dura-máter

Comentário: O ramo anterior conecta-se aos gânglios da cadeia simpática por meio
de ramos comunicantes. Os ramos comunicantes branco e cinzento são encontrados entre
os níveis de T1 e L2 da medula espinal, mas nos outros niveis encontra-se apenas um
ramo comunicante cinzento.

As raizes anterior e posterior unem-se para formar o nervo espinal no forame


intervertebral. O nervo espinal divide-se imediatamente em um ramo posterior pequeno,
que inerva a pele e os músculos intrínsecos do dorso, e em um ramo anterior muito maior.
O espaço epidural (entre a dura-máter e o canal ósseo vertebral) é preenchido com
gordura e com um rico plexo venoso vertebral. O espaço subaracnóideo (entre a
aracnoide-máter e a pia-máter) contém líquido cerebrospinal.

Correlação clínica: Qualquer processo patológica que estreita o tamanho do


forame intervertebral (crescimento excessivo do osso adjacente, um tumor, um
abscesso) pode afetar as raízes posterior e anterior ou o nervo espinal e causar
sintomas relacionados às ñbras nervosas conduzidas pelas raízes ou pelo nervo.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 163 do Atlas


Ver também Pranchas 162, 166
Nervo Espinal Toráoico e
conexões com o Tronco simpático

Fibras simpáticas Fibras parassímpáticas Fibras aferentes


í
Pré-ganglionares Pré-ganglionares Par? a medula
espmal
- _ _
Pó5_gang|i0nares - _ _
PÔS-gBHgHOHHTES

Dorso e Medula Espinal 2-21


Nervo Espinal Torácica e Conexões com o
Tronco simpático
1. Raiz posterior
2. Gânglio sensitivo do nervo espinal
3. Tronco simpático
4. Gânglio da cadeia simpática
5. Ramo anterior (o ramo posterior não é mostrado)
6. Ramo comunicante branco
7. Ramo comunicante cinzento
8. Raiz anterior
9. Nervo esplâncnico torácico
1 0. Gânglio celíaco
11 .
Nervo vago (NC X)
1 2. Coluna celular intermediolateral

Comentário: As fibras nervosas aferentes (sensitivas) (mostradas em preto) retornam


para a medula espinal por meio do nervo esplâncnico torácico (sensação de dor
proveniente das vísceras) e do nervo espinal. Os corpos celulares dessas ñbras nervosas
sensitivas encontram-se no gânglio sensitivo do nervo espinal.
As fibras nervosas eferentes (motoras) simpáticas pré-ganglionares (mostradas em
vermelho) originam-se de neurônios da coluna celular intermediolateral da parte torácica
da medula espinal, deixam a medula pela raiz anterior e entram na cadeia simpática por
meio de um ramo comunicante branco. Nesse ponto, o nervo pode (1) continuar por um
nervo esplâncnico torácico até o gânglio celíaco e fazer urna sinapse lá; (2) subir ou
descer a cadeia simpática e fazer sinapse em um gânglio da cadeia situado em um nível
mais alto ou mais baixo; ou (3) fazer sinapse no gânglio da cadeia simpática situado no
mesmo nível de sua saída da medula espinal.

Quando a fibra pré-ganglionar faz sinapse com o neurõnio pós-ganglionar(em um gânglio


da cadeia ou no gânglio celíaco), as fibras pós-ganglionares inervam vísceras, músculo
liso, glândulas ou músculos eretores dos pelos cutâneos (presos aos folículos pilosos).
As fibras eferentes parassimpáticas desta ilustração esquemática seguem para as
vísceras por meio do nervo vago, e as fibras aferentes provenientes das vísceras
retornam para o tronco encefálicotambém por meio do nervo vago.

DOFSO e Medula Espinal Prancha 304 do Atlas


Trígono Suboccipital

Dorsa e Medula Espinal


Trígono Suboccipital

1. Nervo occipital maior (ramo posterior do nervo espinal de C2)


2. Nervo auricular magno (plexo cervical de C2 e C3)
3. Nervo occipital menor (plexo cervical de C2 e C3)
4. Nervo occipital terceiro (ramo posterior do nervo espinal de C3)
5. Nervo occipital maior (ramo posterior do nervo espinal de C2)
6. Nervo suboccipital (ramo posterior do nervo espinal de C1)

Comentário: A região suboccipital contém os músculos da face posterior profunda do


pescoço, e esses músculos estão associados ao atlas e ao áxis (vértebras C1 e C2).
Esses músculos são em grande parte posturais, mas também participam da
movimentação da cabeça. Eles são inervados pelo ramo posterior de C1, o nervo
suboccipital.
Os 3 primeiros pares dos nervos espinais cervicais (ramos posteriores) são encontrados
nessa região. Em geral, o nervo suboccipital (ramo posterior de C1) não possui fibras
nervosas sensitivas cutâneas, por isso o mapa de dermátomos que mostra o dorso e o
topo da cabeça começa com C2, em vez de representar um dermátomo correspondente
a C1.

DOFSO e Medula Espinal Prancha 172 do Atfas


Corte através do
nível torácica:
vista anterossuperior

Dorsa e Medula Espinal 2-23


Artérias da Medula Espinal:
Distribuição intrínseca
1.
Artérias espinais posteriores
2. Artéria espinal anterior
3. Artéria radicular anterior
4. Ramo dorsal da artéria intercostal posterior
5. Artéria intercostal posterior
6. Parte descendente da aorta: parte torácica
7. Artéria medular segmentar anterior
8. Artéria espinal anterior
9. Plexo arterial piaI
1 0. Artéria espinal posterior direita

Comentário: As artérias que irrigam a medula espinal derivam de ramos das artérias
vertebral, cervical profunda, intercostal e lombar. Em geral, uma única artéria espinal
anterior longitudinal e 2 artérias espinais posteriores longitudinais percorrem toda a
medula espinal.
Artérias radiculares segmentares acompanham as raízes posterior e anterior dos nervos
espinais. Anastomoses entre as artérias espinais anterior e posterior e os ramos
medulares segmentares fonnam o plexo arterial piaI.

Correlação clínica: A artéria espinal anterior e as 2 artérias espinais posteriores


são as principais fontes de sangue para a medula espinal. Contudo, esse suprimento é
suplementado por artérias radiculares provenientes da aorta. Se o fluxo sanguíneo que
segue por essas artérias radiculares for comprometido, como durante uma cirurgia,
poderá ocorrer um infarto espinal.

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 165 do Arias


Velas do Plexo venoso
vertebral e da Medula Espinal

Dorsa e Medula Espinal 2-24


Veias do Plexo venoso vertebral e da
Medula Espinal
1 .
Veia basivertebral
2. Plexo venoso vertebral interno anterior (epidural)
3. Veia intervertebral
4. Plexo venoso vertebral interno posterior (epidural)
5. Plexo venoso vertebral externo posterior
6. Veia basivertebral
7. Veia medular/radicular segmentar anterior
8. Plexo venoso pial
9. Veia espinal posterior
10. Veia espinal anterior

Comentário: Normalmente, há 3 veias espinais anteriores e 3 posteriores. Elas se


comunicam livremente urnas com as outras e drenam para veias radiculares segmentares.
Veias da medula espinal e das vértebras formam um plexo venoso vertebral interno e se
comunicam com um plexo venoso vertebral externo que circunda as vértebras ósseas.
Este plexo venoso vertebral drena por tim para veias intervertebrais que, por sua vez,
drenam para veias vertebrais, veias Iombares ascendentes, sistema venoso ázigo e veia
cava inferior.

As veias do plexo venoso vertebral não possuem valvas, e como resultado da grande
região que drenam (toda a coluna vertebral), propiciam um canal para a disseminação de
células cancerosas (metástase) de urna região (p. ex., a região pélvica) para locais
distantes.

Correlação clínica: O plexo venoso vertebral (plexo de Batson) é uma rede


de veias não valvadas que seguem ao longo da coluna vertebral e propiciam uma via
para metástases venosas de células cancerosas provenientes de locais distantes (p.
ex., a pelve) para atingir a coluna vertebral e outros órgãos mais próximos (p. ex.,
pulmões, encéfalo).

DOÍSO e Medula Espinal Prancha 166 do Arias


Ossos e Articulações
3-1 Esqueleto do Tórax
3-2 Articulações Costovertebrais

Músculos
3-3 Parede Anterior do Tórax
3-4 Parede Anterior do Tórax: Vista Interna
3-5 Parede Anterior do Tórax: Vista Interna
3-6 Vistas Posterior e Lateral do Tórax
3-7 Músculos da Respiração
3-8 Musculatura do Esõfago

Nervos
3-9 Nervo Espinal Torácico Típico
3-10 Nervos do Coração
3-1 1 Nervos do Esõfago e da Parede Torácica Posterior

Vasos
3-1 2 Artérias lntercostais
3-1 3 Coração: Vista Anterior
3-14 Artérias Coronárias e Veias Cardíacas
3-15 Artérias da Parte Torácica da Aorta
3-1 6 Veias do Sistema Ázigo

Netter - Flash cards Anatomia


Tórax
Fichas 3-1 a 3-27

Órgãos
3-1 7 Glândula Mamária
3-1 8 Pulmões In Situ: Vista Anterior
3-1 9 Pulmões: Face Mediastinal
3-20 Coração In Situ
3-21 Pericárdio
3-22 Átrio Direito
3-23 Ventrículo Direito
3-24 Átrio e Esquerdos: Retalho Aberto na Parede
ventrículo
Posterolateral do ventrículo Esquerdo
3-25 Átrio e Ventrículo Esquerdos: Corte com a Valva
Atrioventricular Esquerda Removida
3-26 Valvas e Esqueleto Fibroso do Coração
3-27 Mediastino: Corte Transversal no Nível da vértebra T8

Tórax Sumário
Esqueleto do 'tórax

Vista anterior

Tórax 3-1
Esqueleto do Tórax

1. Escápula (Acrômio; Processo coracoide; Cavidade glenoidal)


2. Clavicula
3. Costelas verdadeiras (1-7)
4. Cartilagens costais
5. Costelas falsas (8-12)
6. Costelas flutuantes (11-12)
7. Estemo (lncisura jugular; Manúbrio; Ângulo; Corpo; Processo xifoide)
Comentário: A caixa torácica é parte do esqueleto axial, que também inclui o crânio
e a coluna vertebral. Os ossos do tórax incluem o esterno, os 12 pares de costelas e suas
respectivas articulações. A clavicula e a escápula são parte do cingulo do membro
superior, que está associado aos membros superiores.
Estas articulações do tórax incluem a articulação esternoclavicular (uma articulação
sinovial do tipo selar, com um disco articular), as articulações costesternais (que são
sincondroses) e as articulações costocondrais (principalmente cartilagineas).
A abertura na extremidade da caixa torácica é a abertura torácica superior e a abertura na
base da caixa torácica é a abertura torácica inferior, que é fechada pelo diafragma
abdominal.

Correlação clínica: As lesões da caixa torácica ocorrem por trauma e


frequentemente envolvem fraturas nas costelas. As costelas 1, 11 e 12 são as
costelas menos fraturadas. As fraturas de costela podem ocorrer em plano
transversal ou em plano oblíquo, ou podem ocorrer em múltiplos locais na mesma
costela, resultando em um fragmento livre (lesão de tórax em mangual). A dor é
intensa devido às contínuas expansão e retração da caixa torácica, que são
necessárias durante a respiração.

Tórax Prancha 179 do Arias


Ver também Prancha 241
Articulações costovertebrals

Vista lateral esquerda

Tórax 3-2
Articulações Costovertebrais

1. Ligamento longitudinal anterior


2. Fóvea costal inferior (para a cabeça da costela 1 número acima da vértebra)
3. Ligamento intrarticular da cabeça da costela
4. Fóvea costal superior (para a cabeça da costela de mesmo número)
5. Ligamento radiado da cabeça da costela
6. Ligamento oostotransversário superior
7. Ligamento intertransversário
8. Ligamento costotransversário lateral
9. Fóvea costal do processo transverso (para o tubérculo da costela de mesmo número
que a vértebra)
Comentário: As fóveas costais superior e inferior formam articulações sinoviais
planas (articulações da cabeça da costela e costotransversãrias). Cada articulação é
envolvida por uma tina cápsula. Os ligamentos acessórios unem as lâminas, os processos
transversos e os processos espinhosos. Estas articulações permitem alguns movimentos
de deslizamento entre as vértebras adjacentes durante flexão, extensão e inclinação
lateral limitada.
As articulações da cabeça da costela são articulações sinoviais planas entre a cabeça da
costela e as fóveas costais da vértebra. As articulações costotransversárias são sinoviais
planas (costelas 1-10) e ocorrem entre o tubérculo da costela e o processo transverso da
vértebra. Os movimentos de deslizamento ocorrem entre estas articulações.

Correlação clínica: A osteoartrite é o tipo mais comum de artrite e


frequentemente envolve o desgaste da cartilagem articular de articulações de suporte
de peso, inclusive as articulações da cabeça da costela e costotransversãrias.

Tórax Prancha 181 do Atlas


Ver também Prancha 151
¡Parbde Anterlor do
Parede Anterior do Tórax

1 .
intercostais externos

Inserção proximal: Originam-se da margem inferior de uma costela.


Inserção distal: Inserem-se na margem superior da costela abaixo.
Ação: É comumente aceito que os músculos intercostais externos estão ativos durante
a inspiração e que elevam as costelas.

Inervação: Estes músculos são inervados pelos nervos intercostais, que são
numerados sequencialmente de acordo com o espaço intercostal. O 49 nervo intercostal
inerva os músculos que ocupam o 49 espaço intercostal, entre a 49 e a Sê costelas.
Comentário: Urna vez que estes músculos preenchem os espaços intercostais,
existem 11 músculos intercostais externos em cada lado do tórax.
Todos músculos intercostais mantêm os espaços intercostais constantes, evitando sua
os
protrusão durante a expiração e sua deformidade durante a inspiração.

Correlação clínica: Enquanto o diafragma é o principal músculo da respiração


(usado quase que exclusivamente em recém-nascidos e durante a respiração calma),
os músculos intercostais o auxiliam e, em conjunto com outros músculos acessórios
da respiração (p. ex., músculos escalenos), podem se tornar hipertrofiados em caso
de ocorrência de processo patológica no aparelho respiratório (p. ex., doença
pulmonar obstrutiva crônica).

Tórax Prancha 183 do Atlas


Parede Anterlor do Tórax:
Vista Interna

Tórax
Parede Anterior do Tórax:
Vista Interna
1 .
Intercostais internos

Inserção proximal: Estes músculos se originam de uma crista na superficie interna


da porção inferior de cada costela e da cartilagem costal correspondente.

Inserção distal: Eles se inserem na margem superior da costela abaixo.


Ação: As porções superiores dos músculos intercostais internos 4 e 5, que estão
ligadas às cartilagens costais, elevam as costelas. As porções mais laterais e posteriores
dos músculos, onde as fibras são mais oblíquas, abaixam as costelas e são
movimentadas durante a expiração.

Inervação: Nervos intercostais.


Comentário: Em geral, as fibras dos intercostais internos são perpendiculares
àquelas dos músculos intercostais externos.

Todos músculos intercostais mantêm os espaços intercostais constantes, evitando sua


os
protrusão durante a expiração e sua deforrnidade durante a inspiração.

Correlação clínica: Os músculos intercostais auxiliam na respiração e podem


sofrer hipertrofia se ocorrer um processo patológica no aparelho respiratório (p. ex.,
doença pulmonar obstrutiva crônica, como asma ou enfisema).

Tórax Prancha 184 do Arias


Parede Anterlor do Tórax:
Vista Interna

Tórax 3-5
Parede Anterior do Tórax:
Vista Interna
1. intercostais íntimos
2. Transverso do tórax

Origem: Os intercostais íntimos se originam da margem inferior das costelas. O


transverso do tórax se origina da face superior da parte inferior do corpo do estemo e do
processo xifoide.
Inserção: Os intercostais íntimos se inserem na margem superior da costela adjacente.
O transverso do tórax se insere na face interna das cartilagens costais 2-6.

Ação: A ação dos músculos intercostais íntimos é controversa, mas presume-se que
estes músculos elevam as costelas. O músculo transverso do tórax abaixa as costelas.

lnervação: Nervos intercostais.


Comentário: Os músculos intercostais íntimos são normalmente pouco desenvolvidos
e podem se fundir aos músculos intercostais internos adjacentes.

O músculo transverso do tórax pode se inserir em diversas posições.


Todos osmúsculos intercostais mantêm os espaços intercostais fixos, evitando sua
protrusão durante a expiração e sua defonnidade durante a inspiração.

Tórax Prancha 184 do Atlas


Vistas Posterior o Lateral do Tórax

Tórax 3-6
Vistas Posterior e Lateral do Tórax

1. Serrátil anterior

Origem: Origina-se de digitações das faces externas e margens superiores das


primeiras 8 a 9 costelas.
Inserção: As tibras musculares passam para trás, aproximando-se da parede do tórax
e inserindo-se no aspecto anterior da margem medial da escápula.
Ação: Este músculo puxa anteriormente a margem medial da escápula em direção à
parede torácica, evitando a protrusão do osso (escápula alada). Suas fibras também
fazem a rotação da escápula para cima por rodar lateralmente o ângulo inferior. Essa
ação auxilia a abdução do braço no ombro. A abdução acima de 90° (acima da horizontal)
pode ser realizada somente pela rotação lateral do ângulo inferior da escápula.
lnervação: Nervo torácico longo (C5, C6 e C7).
Comentário: O serrátil anterior é particulannente importante para a abdução do braço
acima de 90°.

Correlação clínica: Uma lesão no nervo torácico longo pode levar à escápula
"alada", mais evidente quando o paciente empurra para frente com os membros
superiores contra algum tipo de resistência. Em particular, o ângulo interior da
escápula é elevado acima da parede torácica. Esse tipo de lesão do nervo pode
ocorrer em caso de trauma da parede torácica lateral ou a partir da flexão lateral do
pescoço para o lado oposto, causando uma lesão de estiramento do nervo.

Tórax
Músculos da Respiração

Músculos da Músculos da
inspiração expiração

Tórax 3-7
Músculos da Respiração

1.
Estemocleidomastóideo
2. Escalenos (Anterior; Médio; Posterior)
3. intercostais externos
4. Porção intercondral dos intercostais internos
5. Diafragma por transparência
6. intercostais internos, exceto a porção intercondral
7. Abdominais (Reto do abdome; Obliquo externo; Obliquo interno; Transverso do
abdome)
Comentário: Os principais músculos da inspiração são os intercostais externos, a
porção intercondral dos intercostais internos e o diafragma. Os músculos acessórios da
inspiração são o estemocleidomastóideo e os escalenos.
Durante uma respiração calma, a distensão elástica dos pulmões e da caixa torácica
contribui para a expiração. A expiração forçada envolve os músculos intercostais internos
e vários músculos do abdome.

Todos osmúsculos intercostais mantêm os espaços intercostais fixos, evitando sua


protrusão durante a expiração e sua defonnidade durante a inspiração.

Correlação clínica: A hipertroña dos músculos acessórios da respiração pode


ser signiñcante se um processo patológica do aparelho respiratório aumentar o
esforço necessário para respirar. Por exemplo, no entisema, a elasticidade normal do
pulmão está comprometida, o que toma dificil a expiração do ar. Sob essas
condições, o paciente irá recrutar os músculos acessórios da respiração para ajudar
a expelir o ar dos pulmões. Tais pacientes podem apresentar o tórax "em barril"
(aparência arredondada, com expansão da parede peitoral).

Tórax
Musculatura do Esôfago

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musculatura do Esôfago

1.
Músculo constritor inferior da faringe
2. Parte cricofaríngea do músculo constritor inferior da faringe
3. Camada circular da túnica muscular corn fibras longitudinais esparsas
4. Massa lateral da camada longitudinal da túnica muscular
5. Janela cortada na camada longitudinal da túnica muscular (revelando sua camada
circular)
Comentário: O esôfago é um canal muscular que se estende da faringe ao
estômago. Sua cobertura muscular é organizada em dois planos: um plano externo de
fibras longitudinais e um plano interno de fibras circulares. A musculatura esofágica se
altera de musculatura esquelética para musculatura lisa à medida que desce da faringe ao
estômago.

Correlação clínica: O esôfago possui quatro regiões de limite ao longo de


sua extensão, onde um objeto engolido pode se alojar ou romper a mucosa à medida
que passa por uma destas regiões. Estas regiões de constrição são:

o Onde a faringe se toma contínua corn a parte cervical do esôfago


o Onde o arco da aorta atravessa o esôfago
o Onde o esôfago é comprimido pelo brônquio principal esquerdo
o Onde o esôfago atravessa o diafragma (hiato esofágico)

Tórax Prancha 228 do Arias


Nervo Espinal Torácica Típico

E Nota: Na
inferior, o ramo lateral
região torácica
do ramo posterior é mais
comprido, motor e cutâneo;
o ramo medial é mais curto
e apenas motor.

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Nervo Espinal Torácica Típico

1.
Raiz anterior
2. Raiz posterior
3. Nervo espinal
4. Gãnglio simpático
5. Ramo anterior (nervo intercostal)
6. Ramo posterior
7. Ramo cutâneo lateral
8. Ramo cutâneo anterior

Comentário: Este nervo torácico é um exemplo tipico de um nervo espinal. As raizes


posterior e anterior se unem para formar o nervo espinal, que se divide em um pequeno
ramo posterior, que inerva os músculos intrínsecos do dorso, e um ramo anterior maior

(nervo intercostal), que inerva todos os músculos da parede do tórax. 0 ramo anterior se
divide em um ramo lateral cutâneo na linha média da axila; ern posição anterior e lateral
ao estemo, ele origina um ramo anterior cutâneo. Os nervos intercostais se localizam
entre os músculos intercostais internos e os intercostais íntimos.

Os primeiros 11 nervos torácicos originam o ramo anterior que constitui os nervos


intercostais (T12 é o nervo suboostal, que é inferior à 129 costela). As artérias e veias
intercostais acompanham o percurso dos nervos intercostais (não mostrado nesta
ilustração).

Correlação clínica: O ramo anterior do nervo torácico (nervo interoostal)


percorre seu trajeto no sulco costal da margem inferior de cada costela; os médicos
devem estar cientes deste posicionamento do nervo em procedimentos invasivos aos
espaços intercostais (como injeções ou colocação de dreno de tórax).

Tórax Prancha 174 do Auas


Nervos do coração

3-10
Nervos do Coração

1 . Gânglio cervical superior (simpático)


2. Nervo vago (NC X)
3. Nervo frênico
4. Ramos cardíacos torácicos (simpáticos)
5. Plexo cardíaco
6. Nervo laríngeo recorrente
7. Gânglio cervical médio (simpático)
8. Nervo vago (NC X)

Comentário: O músculo cardíaco é inervado pelo sistema nervoso autônomo. As


contribuições do sistema nervoso simpático ao plexo cardíaco advém de nervos cardíacos
que se originam das regiões cervicais do tronco simpático (apesar de suas ñbras
pré-ganglionares se originaram de neurônios localizados na medula espinal acima da 49
vértebra torácica), mas que também enviam ramos torácicos cardíacos na porção central
do coração.
As contribuições parassimpáticas advém do nervo vago (NC X). Juntos, os ramos
parassimpátioo e simpático formam um plexo cardíaco complexo ao redor dos grandes
vasos que se originam do coração e ao redor da bifurcação da traqueia.

A inervação simpática do coração acelera os batimentos cardíacos e a força de contração,


enquanto a inervação parassimpática diminui os batimentos cardíacos.

Correlação clínica: A sensação de dor da isquemia cardíaca, chamada angina


de peito, é transmitida para a altura da 4-4 vértebra torácica pela inervação simpática,
tornando compreensível a dor referida nas regiões de T1 -T4, principalmente no lado
esquerdo. Esta dor pode ser inicialmente interpretada pelo paciente como uma dor
somática (muscular), em vez de uma dor originada da isquemia cardíaca dos
músculos do coração.

Tórax Prancha 22o do Arias


Ver também Pranchas 129, 203
m..mum
Nervos do Esôfago e da
Parede Torácica Posterior
1.
39 nervo intercostal
2. 39gãnglio simpático torácico
3. Gânglio e plexo celiaco
4. Tronco vagal anterior
5. Nervo esplâncnico maior esquerdo
6. Plexo cardíaco
7. Nervo Iaríngeo recorrente esquerdo
8. Tronco simpático cervical
9. Nervo vago (NC X)

Comentário: Os nervos do esôfago e da parede posterior do tórax incluem nervos


somáticos (nervos torãcicos intercostais) e nervos autônomos. Os segmentos da região
torácica da medula espinal dão origem aos nervos intercostais, que estão ligados por
ramos comunicantes ao tronco simpático. No tórax, o último segmento origina os nervos

esplãncnicos maior, menor e imo, que seguem o diafragma até o abdome.


As contribuições parassimpáticas para esta região ocorrem através do nervo vago. À
medida que ele passa pelo diafragma, os nervos vagos esquerdo e direito formam um
plexo no esôfago. As fibras simpáticas e parassimpáticas contribuem para um plexo
cardíaco abundante.

Correlação clínica: Um tumor no mediastino posterior pode causar dor,


sintomas neurológicos ou dificuldade de engolir. Os tipos mais comuns de tumores
incluem os de nervos periféricos ou de suas células gliais (p. ex., schwannomas) ou
tumores ou diverticulos do esôfago.

Tórax Prancha 234 do Arias


Ver também Prancha 203
Artérlas lntercostals

Tórax 3-1 2
Artérias lntercostais

1.
Ramo dorsal da artéria intercostal posterior
2. Artéria intercostal posterior
3. Ramo cutâneo lateral da artéria intercostal posterior
4. Artérias intercostais anteriores
5. Artéria epigástrica superior
6. Artéria torácica interna
7. Parte descendente da aorta parte torácica
-

8. Artérias intercostais posteriores direitas (seccionadas)

Comentário: As artérias intercostais posteriores se originam da parte descendente da


aorta (parte torácica) bilateralmentee seguem ao longo da margem inferior de cada
costela entre os músculos intercostais íntimos e os intercostais internos. Na altura da linha
média da axila, esses vasos intercostais dão origem à artéria cutânea lateral. Na porção
anterior, os vasos intercostais anastomosam com as artérias intercostais anteriores
originadas da artéria torácica interna.
As veias e os nervos intercostais também cursam com as artérias intercostais (nessa
ilustração, as artérias são mostradas apenas de um lado e os nervos apenas do outro; as
veias intercostais não são mostradas).

Correlação clínica: Devido à localização do principal feixe neurovascular


intercostal (nervo, artéria e veia) logo abaixo de cada costela (sulco costal),
qualquer injeção ou tubos colocados no espaço intercostal devem ser feitos mais
perto do limite superior da margem da costela, a lim de evitar penetrar o feixe
neurovascular.

Tórax Prancha 185 do Atfas


Ver também Pranchas 174, 252
coração: Vista Anterior

3-13
Coração: Vista Anterior

1 .
Veia jugular interna direita
2. Veia braquiocefálica direita
3. Artéria e veia subclãvias
4. Veia cava superior
5. Artéria pulmonar esquerda
6. Tronco pulmonar
7. Veia jugular interna esquerda
8. Artéria carótida comum esquerda
9. Arco da aorta
10. Veia braquiocefálica esquerda
11 .
Tronco braquiocefálico

Comentário: A união das veias jugulares internas, que fazem a drenagem venosa da
região da cabeça e do pescoço, com as veias subclávias, que fazem a drenagem venosa
dos membros superiores, forma as veias braquiocefálicas direita e esquerda. As duas
veias braquiocefálicas se unem e originam a veia cava superior.
0 tronco pulmonar recebe o sangue do ventrículo direito e o distribui para as artérias
pulmonares direita e esquerda. A aorta recebe o sangue do ventrículo esquerdo e faz um
arco sobre o tronco pulmonar, continuando inferiormente como parte descendente da
aona.
0 pericárdio foi cortado na parte anterior para mostrar o coração disposto sobre o
diafragma. Da mesma maneira, a pleura foi cortada para permitir a visualização dos
pulmões.

Conelação clínica: O tamponamento cardíaco pode ocorrer devido ao


acúmulo de fluido ou sangramento no interior da cavidade pericárdica. O fluido
acumulado pode comprometer a capacidade efetiva de contração e relaxamento do
coração, promovendo, assim, a diminuição do retomo venoso e comprometendo a
vazão cardíaca.

Tórax Prancha 206 do Atlas


Artérias Coronárias e Veias cardíacas

Face diafragmática

Tórax 3-1 4
Artérias coronárias e Veias Cardíacas

1 .
Artéria coronária direita
2. Veia cardíaca parva
3. Ramo circunflexo da artéria coronária esquerda
4. Seio coronário
5. Veia cardíaca média (nterventricular posterior)
6. Ramo interventricular posterior da artéria coronária direita
7. Ramo interventricular anterior da artéria coronária esquerda
8. Veia cardíaca magna (interventricular anterior)
9. Ramo circunflexo da artéria coronária esquerda
10. Artéria coronária esquerda

Comentário: A artéria coronária direita se origina da parte ascendente da aorta e


geralmente irriga o átrio direito, a maior parte do ventrículo direito, a face diafragmática do
ventrículo esquerdo, parte do septo atrioventricular, o nó sinoatrial (em 60% dos casos) e
o nó atrioventricular (em 80% dos casos).

A artéria coronária esquerda também se origina da parte ascendente da aorta e seus


ramos normalmente irrigam o átrio esquerdo, a maior parte do ventrículo esquerdo, parte
do ventrículo direito, a maior parte do septo interventricular, o nó sinoatrial (em 40% dos
casos) e o nó atrioventricular (em 20% dos casos).
O seio coronário é a maior veia que realiza a drenagem venosa do coração. Ele recebe
sangue a partir das veias cardíacas magna, média e parva e drena para o átrio direito.

Correlação clínica: Em casos de oclusão de artéria coronária que promovam


isquemia cardíaca e o infarto do miocárdio, cerca de 40% a 50% dos casos ocorrem
na porção proximal do ramo interventricular anterior da artéria coronária esquerda.

Tórax Prancha 211 do Arias


Artérias da Parte Torácica da Aorta
Artérias da Parte Torácica da Aorta

1 .
Artéria subclávia
2. Artérias frênicas inferiores
3. Tronco celíaco
4. Ramo esofágico da artéria gástrica esquerda
5. Ramo esofágico da aorta
6. Parte torácica da aorta (descendente)
7. Artéria bronquial direita
8. Arco da aorta
9. Tronco braquiocefálico
1 O. Artéria subclávia
11 .
Tronco tireocervical

Comentário: A parte torácica da aorta é a continuação direta do arco da aorta. A


parte torácica da aorta origina as artérias bronquial, esofágica, pericárdica, mediastinal,
intercostal posterior, subcostal e frênica superior.
0 esôfago e a parte torácica da aorta estão situados no mediastino posterior,
profundamente ao coração, que se encontra no mediastino médio.

Correlação clínica: As pequenas artérias bronquiais (normalmente uma


direita e duas esquerdas) são as artérias nutridoras (nutrientes essenciais e oxigénio)
da pleura visceral pulmonar, dos brônquios, das glândulas brônquicas e das paredes
das artérias intrapulmonares maiores.

Tórax Prancha 231 do Atlas


Ver também Prancha 283
Veias do S¡ tema Ázigo

Tórax 3-16
Veias do Sistema Ázigo
1.
Veia braquiocefálica direita
2. Veia cava superior
3. Veia ázigo
4. Veia cava inferior (seccionadas)
5. Veia gástrica esquerda
6. Ramos esofágicos da veia gástrica esquerda
7. Veia mesentérica superior
8. Veia esplênica
9. Veia hemiázigo
1 0. Veia hemiázigo acessória
11 .
Veia braquiocefálicaesquerda

Comentário: As veias do sistema ázigo se localizam nos dois lados da coluna


vertebral e drenam estruturas profundas do dorso, da parede torácica e das paredes
abdominais. Apesar das variações anatômicas, a veia ázigo e sua principal afluente, a
veia hemiázigo, se originam da veia cava inferior ou veia lombar ascendente direita e
da veia lombar ascendente esquerda ou veia renal, respectivamente. Em última
instância, a maior parte do sangue do sistema ázigo é drenada para a veia cava
supenor

Correlação clínica: As veias do sistema ázigo formam uma importante


ligação entre as veias cavas inferior e superior. Essas veias não contêm válvulas,
assim o sangue pode fluir em direções diferentes, dependendo da maior pressão
sanguínea. Por sua conexão com a veia gástrica esquerda no abdome, o sistema
ázigo se toma um importante componente da anastomose porta-cava em condições
tais como a hipertensão portal.

Tórax Prancha 232 do Arias


Ver também Prancha 292
Glândula Mamárla

Dissecção
anterolateral
Glândula Mamária

1.
Músculo peitoral maior
2. Lobos da glândula mamária
3. Seio Iactífero
4. Ductos Iactíferos
5. Papila mamária
6. Aréola da mama
7. Glândulas areolares
8. Ligamentos suspensores da mama

Comentário: A glândula mamária é uma glândula sudorifera modificada, localizada na


fáscia superficial. Seus lobos de tecido glandular são separados por um septo libroso.
Cada lobo se abre em um ducto Iactífero que se dilata logo abaixo da papila mamária
para formar um seio Iactífero, ou reservatório, para o leite durante a amamentação.
Os ligamentos suspensores da mama são ñrmes feixes de tecido conjuntivo ñbroso que
passam pela derme da pele para a fáscia superñcial através da substância da mama.
Cerca de 75% da drenagem linfática do seio ocorre através dos Iinfonodos axilares. A Iinfa
também pode ser drenada para os Iinfonodos infraclaviculares, para os Iinfonodos
paraestemais na porção medial, ou para os Iinfáticos abdominais na porção inferior.

Correlação clínica: A mama é dividida em quatro quadrantes: superior


interno, superior externo, inferior interno e inferior externo. Aproximadamente 50%
dos cânceres se desenvolvem no quadrante superior externo. O câncer de mama é o
tumor maligno mais comum entre as mulheres e excede a incidência somada dos
dois próximos cânceres mais comuns na lista: o de pulmão e o colorretal. A maioria
dos cânceres de mama é um carcinoma ductal.

Tórax Prancha 176 do Atlas


Pulmões ln Situ: Vista Anterior

Tórax 3-18
Pulmões ln Situ: Vista Anterior

1.
Parte costal da pleura parietal (seccionada parcialmente)
2. Lobos superior, médio e inferior do pulmão direito
3. Fissura oblíqua
4. Parte diafragmática da pleura parietal
5. Língula do pulmão esquerdo
6. Fissura oblíqua
7. Lobos superior e inferior do pulmão esquerdo
8. Incisura cardíaca do pulmão esquerdo

comentário: Os pulmões estão localizados dentro das cavidades pleurais que contêm
as pleuras parietal e visceral. A pleura parietal reveste a superfície interna da parede
torácica, a porção superior do diafragma e o mediastino; a pleura visceral está
intimamente associada com a superfície pulmonar. A pleura visceral reflete-se no pulmão
para se tornar pleura parietal no hilo pulmonar, onde as estruturas entram e saem do
tecido pulmonar.

As fissuras oblíqua e horizontal dividem o pulmão direito em lobos superior, médio e


inferior. Uma fissura oblíqua divide o pulmão esquerdo em lobos superior e inferior. O
pulmão esquerdo também possui uma Iíngula, uma porção do lobo superior em forma de
língua. A Iíngula corresponde grosseiramente ao lobo médio do pulmão direito.
Cada pulmão contém 10 segmentos broncopulmonares, cada um nutrido por um
segmento brônquico e uma artéria.

Correlação clínica: O espaço potencial entre as pleuras parietal e visceral


contem apenas uma pequena quantidade de fluido seroso que Iubrifica a superfície e
reduz a fricção durante a respiração. Se outros fluidos ou o ar ganharem acesso a
esse espaço potencial, ele se toma um espaço real e a pressão pode comprimir
parcialmente os pulmões ou colapsá-los completamente.

Tórax Prancha 192 do Arias


Pulmão:: Face lledlastlnal

Lobo É,
superior
Pulmões: Face Mediastinal

1. Hilo do pulmão
2. Fissura obliqua
3. Artéria pulmonar esquerda
4. Brônquio principal esquerdo
5. Ligamento pulmonar
6. Ápice
7. Veia pulmonar direita inferior
8. Linfonodos broncopulmonares (hilares)
9. Brônquio lobar superior direito (eparterial)
comentário: O hilo de cada pulmão é o local onde as veias pulmonares, brônquios,
vasos Iinfáticos e nervos chegam ou saem. No hilo e ao longo do ligamento pulmonar, a

pleura visceral reflete-se da superfície pulmonar para se tornar a pleura parietal cobrindo o
mediastino e a parte interior da parede torácica.

Vistos do hilo de cada pulmão, os brônquios estão posicionados posteriormente, as


artérias pulmonares superiormente e as veias pulmonares anterior e inferiormente.
O pulmão direito possui lobos superior, médio e inferior delimitados pelas tissuras
horizontal e obliqua. O pulmão esquerdo possui lobos superior e inferior.
Cadapulmão contém 10 segmentos broncopulmonares, cada um nutrido por um
segmento brônquico e uma artéria.

Conelação clínica: O câncer de pulmão é o principal câncer que leva à


morte e está claramente associado ao hábito de fumar por periodos de 20 a 30 anos.
Os cânceres de pulmão são tumores altamente invasivos e rapidamente
metastátioos. O adenocarcinoma e o carcinoma de célula escamosa são os tipos
mais comuns de câncer de pulmão.

Tórax Prancha 193 do Atlas


coração ln Situ

_
Coração ln Situ

1.
Timo
2. Tronco braquiocefálico
3. Veia cava superior
4. Pericárdio
5. Nervo frênico e artéria e veia pericardicofrênicas
6. Nervo Iaríngeo recorrente
7. Arco da aorta
8. Veia braquiocefálicaesquerda

Comentário: O coração está localizado no mediastino médio, revestido por uma


membrana fibrosserosa chamada pericárdio. A camada externa do pericárdio é o
pericárdio fibroso, uma camada fibrosa, resistente, que se combina com as raízes dos
grandes vasos. O pericárdio seroso consiste em uma lâmina parietal subjacente que
reveste parte interna do pericárdio fibroso e
a uma Iãmina visceral que se reflete sobre o

coração, chamada epicárdio.


O timo, normalmente atrofiado e preenchido por gordura nos adultos, recobre os grandes
vasos e a porção superior do pericárdio. Geralmente, é diretamente posterior ao manúbrio
do estemo.
Essa figura também mostra as partes mediastinal, diafragmática e costal da pleura parietal.

Correlação clínica: A cavidade pericárdica é um espaço em potencial entre as


duas membranas serosas e contém um escasso filme de fluido seroso lubrificante
para reduzir o atrito do coração ao bater. Uma lesão do coração ou a ruptura de um
vaso pode ocasionar hemorragia na cavidade pericárdica, o que comprime o coração
e compromete a função cardíaca. Essa condição é chamada de tamponamento
cardíaco.

A pericardite é uma infecção do pericárdio normalmente causada por vírus, apesar de


bactérias e fungos também poderem ser agentes causadores dessa infecção.

Tórax Prancha 205 do Arias


Pericárdio

Perícárdio após remoção do coração:


vista anterior

Tórax 3-21
Pericárdio

1.
Veia cava superior
2. Seio transverso do pericárdio
3. Veias pulmonares direitas
4. Veia cava inferior
5. Seio oblíquo do pericárdio
6. Veias pulmonares esquerdas
7. Tronco pulmonar (bifurcação)
8. Parte ascendente da aorta

Comentário: A cavidade pericárdica é um espaço em potencial entre a lâmina parietal


do pericárdio seroso (epicárdio) e a lãmina visceral do pericárdio seroso, que delimita a
superfície interna do pericárdio tibroso. A lâmina visceral do pericárdio seroso se reflete do
coração ao redor desses grandes vasos e se toma a lâmina parietal do pericárdio seroso.
O coração (removido nessa ilustração) se localiza dentro do pericárdio.
O seiooblíquo do pericárdio, um fundo de saco pericárdico situado atrás do átrio
esquerdo do coração, é outra reflexão do pericárdio seroso envolvendo as veias
pulmonares.

colrelação clínica: O seio transverso do pericárdio é um espaço entre as


reflexões do pericárdio seroso, que é posterior à parte ascendente da aorta e ao
tronco pulmonar, e anterior à veia cava superior. Essa é uma região clinicamente
importante porque a obstrução desses vasos pode interromper completamente o
fluxo sanguíneo ventricular.

Tórax Prancha 209 do Atfas


Átrio Direito

Átrio direito aberto: vista lateral direita

Tórax 3-22
Átrio Direito

1.
Veia cava superior
2. Septo interatrial
3. Fossa oval
4. Veia cava inferior
5. Óstio do seio coronário
6. Músculos pectíneos
7. Válvula septal da valva atrioventricular direita
8. Crista terminal
9. Aurícula direita

comentário: A parte lisa do átrio direito é conhecida como sinus venarum porque ele
se desenvolveu a partir do seio venoso embrionário e recebe sangue das veias cava

superior e inferior e do seio coronário. Ele é separado da parte mais muscular


propriamente do átrio por uma linha, a crista terminal.
A fossa oval é o vestígio no adulto do forame oval embrionário.
Apesar de o átrio direito ser um pouco maior do que o átrio esquerdo, ele possui paredes
mais estreitas, uma vez que a pressão no lado direito do coração é naturalmente menor
do que no lado esquerdo.
A aurícula é um apêndice do átrio, em forma de bolsa, mas é funcionalmente idêntico ao
resto do átrio.

Correlação clínica: Defeitos nos septos atriais são responsáveis por 10% a
15% das anomalias cardíacas congênitas. Nesses casos, o sangue flui do átrio
esquerdo, de maior pressão, para um átrio direito, de menor pressão.

Tórax Prancha 214 do Atfas


ventrículo Direito

Ventrículo direito aberto: vista anterior

Tórax 3-23
Ventrículo Direito

1.
Valva atrioventricular direita (Válvulas Anterior, Septal, Posterior)
2. Cordas tendineas
3. Músculo papilar anterior
4. Trabéculas cárneas
5. Trabécula septomarginal (Borda do septo e Banda moderadora)
6. Septo interventricular (parte muscular)
7. Cone arterial
8. Valva do tronco pulmonar (Válvulas semilunares Anterior, Direita e Esquerda)
Comentário: As cordas tendíneas ligam os músculos papilares às válvulas da valva
ou valva atrioventricular direita. Durante a contração do ventrículo direito, as cordas
tendíneas impedem a aversão das válvulas da valva para o interior do átrio direito.
A trabécula septomarginal (banda moderadora) das trabéculas cárneas une o septo
interventricular à base do músculo papilar anterior. A contração desse feixe muscular evita
a distensão excessiva do ventrículo.

O septo interventricular é principalmente muscular, mas a sua porção superior possui uma
pequena parte membranácea, que é o local mais comum para defeitos septais
ventriculares.

Correlação clínica: O defeito de septo ventricular é a anomalia congênita


cardíaca mais comum. O local mais comum de ocorrência das anomalias é a região
perimembranáoea do septo, que está logo abaixo das valvas atrioventriculares direita
e esquerda. Esse defeito resulta em um desvio do sangue da esquerda para a direita
e pode acelerar a falência cardíaca congestiva.

Tórax Prancha 214 do Atfas


Átrio Ventrículo Esquerdos: Retalho
e
Aberto na Parede Posterolateral do
Ventrículo Esquerdo

Tórax 3-24
Átrio ventrículo Esquerdos: Retalho
e
Aberto na Parede Posterolateral do
ventrículo Esquerdo

1.
Auricula esquerda
2. Valva mitral (Válvulas Posterior e Anterior)
3. Músculo papilar anterior
4. Cordas tendíneas
5. Átrio esquerdo
6. Veias pulmonares esquerdas
7. Ligamento arterial
8. Arco da aorta

comentário: O ventrículo esquerdo é significativamente mais espesso do que o


direito. Ele contém dois músculos papilares com os quais as cordas tendineas se ligam às
cúspides da valva (atrioventricular esquerda mitral ou bicúspide). A valva atrioventricular
esquerda se assemelha a uma mitra usada por bispos.
Os sons cardíacos (S1-S2) ocorrem devido ao fechamento das valvas. O primeiro som
cardíaco e resultado do fechamento das atrioventriculares direita e esquerda, enquanto o
segundo é resultado do fechamento das valvas da aorta e do tronco pulmonar.

Correlação clínica: Devido à pressão a que ela precisa resistir, a valva


atrioventricular esquerda é a mais envolvida em doenças valvulares cardíacas. A
estenose da valva atrioventricular esquerda (estreitamento) pode impedir o fluxo
sanguíneo do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo, causando uma dilatação do
átrio esquerdo. A regurgitação da valva atrioventricular esquerda (insuficiência) é
frequentemente causada por anomalias nos folhetos das valvas, ruptura ou fibrose do
músculo papilar ou ruptura das cordas tendíneas.

Tórax Prancha 215 do Atlas


Átrio ventrículo Esquerdos: Corte com a
e
valva Atrioventricular Esquerda Removida
1 .
Auricula esquerda
2. Valva mitral (Válvulas semilunares Esquerda, Direita e Posterior)
3. Parte muscular do septo interventricular
4. Átrio esquerdo
5. Válvula do forâmen oval
6. Veias pulmonares esquerdas

Comentário: Normalmente o átrio esquerdo é menor do que o átrio direito, mas ele
possui paredes mais espessas. O sangue oxigenado vindo dos pulmões passa para o
interior do átrio esquerdo por quatro veias pulmonares.
A maior parte do septo interventricular é muscular, mas a extremidade superior é
membranosa e é um local comum para os defeitos de septos ventriculares.
A parte superior do ventrículo esquerdo, conhecida como o vestibulo da aorta, é a via de
escoamento para a parte descendente da aorta. A valva da aorta possui três válvulas
semilunares.

Correlação clínica:As doenças de válvulas cardíacas podem se originar de


um conjunto de condições (estenose, ruptura de músculos papilares ou cordas
tendíneas, má formação nos folhetos das valvas) e acometem com maior frequência
tanto a valva atrioventricular esquerda quanto a valva da aorta.
O maior suprimento sanguíneo para o septo interventricular é pelo ramo intenrentricular
anterior esquerdo da artéria coronária esquerda. A isquemia do septo interventricular
pode comprometer o complexo estimulante do coração, que inerva o septo e as
paredes ventriculares.

Tórax Prancha 215 do Arias


Valvas e Esqueleto Fibrose do coração

O coração em díástole ventricular:


vista da base após remoção dos átríos

Tórax 3-26
Valvas e Esqueleto Fibroso do Coração

1.
Valva do tronco pulmonar (Válvulas semilunares Anterior, Direita e Esquerda)
2. Valva da aorta (Válvulas semilunares Direita, Esquerda e Posterior)
3. Valva atrioventricular esquerda (Válvulas Anterior e Posterior)
4. Anel fibroso esquerdo (da valva mitral)
5. Trígono fibroso direito
6. Trígono fibroso esquerdo
7. Valva atrioventricular direita (Válvulas Anterior, Septal e Posterior)
8. Septo membranáceo (Partes interventricular e atrioventricular)
Comentário: O 19 som cardíaco (S1) é causado pelo fechamento das valvas
atrioventriculares direita e esquerda no início da sístole ventricular. O 2° som cardíaco (S2)
é causado pelo fechamento das valvas da aorta e do tronco pulmonar no início da diástole
ventricular.
A valva do tronco pulmonar é umaválvula semilunar com três cúspides. Com o
estetoscópio, essa valva é mais bem ouvida no 2° espaço intercostal esquerdo,
precisamente na lateral do esterno. A valva da aorta também é uma válvula semilunar com
três cúspides. O fechamento desta valva é mais bem ouvido no 29 espaço interoostal
direito, precisamente na lateral do esterno.
A valva (mitral ou bicúspide) possui duas cúspides. Seu fechamento no início da sístole
ventricular é mais bem ouvido no 59 espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular.
A valva atrioventricular direita (tricúspide) possui três cúspides. Seu som é mais bem
ouvido na parte mais inferior do corpo do esterno.
A parede do coração é composta principalmente por músculo cardíaco e por um esqueleto
fibroso que provê pontos de ligação para algumas das fibras musculares cardíacas e para
cada valva do coração.

Tórax Prancha 216 do Atfas


Mediastino: corte Transversal
no Nível da vértebra T8

Tórax 3-27
Mediastino: Corte Transversal no
Nível da vértebra T8
1 .
Ducto torácico
2. Veia ázigo
3. Esôfago e plexo esofágico
4. Ramos do brônquio principal direito
5. Átrio direito
6. Ventrículo direito
7. Ventrículo esquerdo
8. Átrio esquerdo
9. Veia pulmonar esquerda inferior
10. Parte torácica da aorta (descendente)

Comentário: O mediastino é a região entre as duas cavidades pleurais. Uma linha


horizontal entre o ângulo do estemo o divide em mediastinos superior e inferior. O
mediastino inferior é ainda dividido ern compartimentos anterior, médio e posterior. O
mediastino anterior se localiza logo atrás do corpo do estemo e contém remanescentes do
timo, Iinfonodos, gordura e um pouco de tecido conjuntivo. O mediastino médio contém o
pericardio, o coração, nervos e raízes de grandes vasos. O mediastino posterior é
posterior ao pericárdio e ao coração. Ele contém o esôfago, as veias do sistema ázigo, o
ducto torácico e nervos.

Tórax Prancha 21o do Atfas


Ver também Prancha 239
Ossos Articulações
e
4-1 Arcabouço Ósseo do Abdome

Músculos
4-2 Parede Anterior do Abdome: Dissecação Superficial
4-3 Parede Anterior do Abdome
4-4 Parede Anterior do Abdome
4-5 Parede Anterior do Abdome
4-6 Parede Anterior do Abdome: Dissecação Profunda
4-7 Parede Posterior do Abdome: Vista Interna
4-8 Parede Posterior do Abdome: Vista Interna

Nervos
4-9 Nervos e Gãnglios Autônomos do Abdome
4-1 0 Vias ReflexasAutónomas: Esquema
4-1 1 Nervos do Rim, dos Ureteres e da Bexiga Urinária

Vasos
4-1 2 Dor visceral Referida
4-1 3 Veias da Parede Anterior do Abdome
4-14 Canal Inguinal e Funículo Espermático
4-15 Artérias do Estômago, do Fígado e do Baço
4-1 6 Artérias do Intestino Grosso
4-1 7 Artérias da Parede Posterior do Abdome

Netter - Flash cards Anatomia


Abdome
Fichas 4-1 a 4-31

4-'I 8 Artéria e Veia Renais In Situ


4-1 9 Veias da Parede Posterior do Abdome
4-20 Veias Tributárias da Veia Porta do Fígado: Anastomoses
Portacavas

vísceras
4-2 'l Omento Maior e Vísceras Abdominais
4-22 Bolsa Omental: Estômago Rebatido
4-23 Bolsa Omental: Corte Transversal
4-24 Vesícula Biliar e Ductos Bilíferos Extra-Hepáticos
4-25 Faces e Leito do Fígado
4-26 Túnica Mucosa e Musculatura do Intestino Delgado
4-27 Túnica Mucosa e Musculatura do Intestino Grosso
4-28 Estrutura Macroscópica do Rim
4-29 Parede do Abdome e vísceras: Corte Sagital Paramediano
4-30 Corte Transversal do Abdome no Nível de TXII
4-3 1 Corte Transversal do Abdome no Nível de LII e LIIl

Abdome Sumário
Arcabouço ósseo do Abdome

Abdome 4-1
Arcabouço ósseo do Abdome

1
. Cartilagens costais
2. Crista ilíaca
3. Espinha ilíaca anterossuperior
4. Espinha ilíaca anteroinferior
5. Ramo superior do púbis
6. Arco púbico
7. Linha pectínea do púbis
8. Trocânter maior do fêmur
9. Espinha isquiática
1 0. Crista ilíaca
11 .
Processo xifoide
12. Corpo do esterno

Correlação clínica: Linhas imaginárias desenhadas mentalmente na superfície


da parede abdominal ajudam os médicos a localizar a dor e suas estruturas
anatômicas associadas. O plano subcostal é uma linha horizontal imaginária ao longo
da margem inferior das cartilagens costais; ela cruza a parte descendente do
duodeno. O plano transumbilicale uma linha horizontal que passa através do umbigo
e do disco intervertebral de LllI-LlV. O plano transtubercular passa através dos
tubérculos ilíacos, correspondendo ao corpo da Sê vértebra lombar.

Outra forma clinicamente útil de se localizar a dor visceral é dividir o abdome em


quadrantes. Isso pode ser feito visualizando-se um plano vertical imaginário
(mediano), que se estende do processo xifoide até a sínñse púbica, e um plano
horizontal (transumbilical).Os 4 quadrantes são: quadrante superior direito,
quadrante superior esquerdo, quadrante inferior direito e quadrante inferior
esquerdo.

Abdome Prancha 241 do Atfas


Abdome 4-2
Parede Anterior do Abdome:
Dissecação Superficial
1 .
Músculo oblíquo externo do abdome: ventre muscular (A) e aponeurose (B)
Inserção proximal: Surge através de digitações carnosas das faces externas e
bordas inferiores das 8 costelas inferiores.

Inserção distal: Este músculo se tixa à metade anterior da crista ilíaca, à espinha
ilíaca anterossuperior e à bainha do músculo reto do abdome (ao longo de urna linha que
vai da 9a cartilagem costal até a espinha ilíaca anterossuperior). A aponeurose se insere
na linha alba (linha mediana do abdome).

Ação: Comprime os conteúdos abdominais. A contração bilateral destes músculos


resulta na flexão da coluna vertebral ou tronco. Agindo isoladamente, o oblíquo externo do
abdome inclina a coluna vertebral lateralmente e promove a sua rotação contralateral
enquanto movimenta o ombro anteriormente para o mesmo lado da concentração.
lnervação: É feita pelos nervos intercostais T7-T11 e pelo nervo subcostal (T12).
Comentário: Este é o maior e o mais superficial dos 3 músculos abdominais
classificados como planos.

Correlação clínica: No lado esquerdo dessa dissecação (lado esquerdo do


paciente), pode-se observar a fáscia intennédia do revestimento (fáscia de Camper)
e o estrato membranáoeo da tela subcutânea do abdome (fáscia de Scarpa). Esses
planos de fáscias são importantes na propagação de infecção. Fluidos da região
perineal (p. ex., casos de ruptura de uretra) podem se espalhar por dentro da parede
abdominal, entre a fáscia de Scarpa e a fáscia profunda subjacente do músculo
oblíquo externo do abdome e sua aponeurose.

Abdome Prancha 243 do Atlas


Parede Anterior do Abdome
Parede Anterior do Abdome

1 .
Músculo oblíquo interno do abdome
Inserção proximal: Origina-se na metade lateral do ligamento inguinal, crista iliaca
e aponeurose toracolombar.
Inserção distal: Fixa-se nas bordas inferiores das cartilagens das últimas 3 ou 4
costelas, linha alba, crista púbica e linha pectínea.
Ação: Comprime os conteúdos abdominais. A contração bilateraldos músculos oblíquos
internos do abdome resulta na flexão da coluna vertebral. A contração de um só músculo
inclina a coluna vertebral lateralmente e promove a sua rotação ipsilateral, movimentando
o ombro do lado oposto anteriormente.

lnervação: É feita pelos nervos intercostais T7-T11, nervo subcostal (T12)e nervos
iIio-hipogástrico e ilioinguinal (L1).
Comentário: Na região inguinal, as aponeuroses do músculo oblíquo interno e do
músculo transverso do abdome se fundem para formar o tendão conjuntivo.

Correlação clínica: A fraqueza da parede anterior do abdome pode levar ao


aparecimento de hérnias, nas quais as vísceras e gorduras subjacentes podem sofrer
protrusão anteriormente, causando edema ou ruptura das camadas musculares
anteriores. Os tipos mais comuns de hérnias da parede abdominal são as hérnias
inguinais, as hérnias umbilicais,as hérnias da linha alba (normalmente ocorrem na
região epigástrica) e as hérnias incisionais.

Abdome Prancha 244 do Atlas


Parede Anterior do Abdome

Abdome 4-4
Parede Anterior do Abdome

1 .
Músculo reto do abdome

Inserção proximal: Origina-se inferiormente através de 2 tendões. O tendão lateral


está fixado na crista púbica; o tendão medial se entrelaça com o tendão do lado oposto,
emergindo na sinfise púbica.
lnserção distal: Fixa-se nas cartilagens das 59, 63 e 79 costelas e no processo
xifoide.

Ação: Flexiona a coluna vertebral ou tronco, exerce tensão sobre a parede anterior do
abdome e deprime as costelas.

lnervação: Nervos intercostais (T7-T11)e nervo subcostal (T12).


Comentário: O músculo reto do abdome está contido na bainha do músculo reto do
abdome e separado do reto do abdome do lado oposto por meio da linha alba.
Este músculo é cruzado por bandas ñbrosas, que são suas 3 intersecções tendíneas.

Correlação clínica: No caso de dor abdominal, especialmente se a estrutura


visceral (p. ex., intestino, apêndice verrniforme) afetada entrar em contato com a face
interna doperitônio parietal, o paciente pode apresentar reflexo de proteção. Neste
caso, o paciente irá contrair os músculos da parede do abdome durante a palpação
(sensibilidadede rebote) em virtude da dor abdominal, fazendo com que o abdome
fique rígido.

Abdome Prancha 244 do Atlas


Parede Anterior do Abdome

Abdome 4-5
Parede Anterior do Abdome

1 .
Músculo cremaster

Inserção proximal: Este músculo tino origina-se a partir do ponto médio do


ligamento inguinal, constituindo uma continuação do músculo oblíquo interno do abdome.
Inserção distal: Fixa-se ao tubérculo púbico e à crista púbica por meio de um
pequeno tendão.
Ação: Puxa os testículos para cima.
Inervação: Ramo genital do nervo genitofemoral (L1 e L2).
comentário: Depois de passarem pelo anel inguinal, as fibras do músculo cremaster
formam uma série de alças que ficam imersas na fáscia cremastérica (que circunda o
funículo espermático masculino).
0 funículo espermàtico encontra-se recoberto por 3 camadas de fáscias derivadas da
parede do abdome. A fáscia espermática externa deriva-se da aponeurose do músculo
oblíquo externo do abdome; a fãscia cremastérica (média) forma-se a partir do músculo
oblíquo interno do abdome; e a fáscia espennática interna desenvolve-se a partir da fáscia
transversal.

Correlação clínica: Pouco antes do nascimento, os testículos descendem


para dentro do escroto. Este fenômeno é necessário para que possa ocorrer a
divisão de células germinativas viáveis e a futura produção de espermatozoides. Os
testículos humanos não serão capazes de produzir espennatozoides se não
estiverem resfriados vários graus abaixo da temperatura corporal normal (37°C).

Abdome Prancha 244 do Atlas


mW W.m
Parede Anterior do Abdome:
Dissecação Profunda
1.
Vasos epigástricos superiores
2. Músculo reto do abdome
3. Músculo transverso do abdome
4. Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome
5. Vasos epigástricos inferiores
6. Ligamento inguinal (de Poupart)
7. Foice inguinal (tendão conjuntivo)
8. Músculo cremaster (fáscia cremastérica)
9. Ligamento lacunar (de Gimbernat)
10. Ligamento umbilicalmedial (parte oclusa da artéria umbilical)
1 'l
.
Linha arqueada
1 2. Fáscia transversal
13. Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome
14. Linha alba

comentário: Acima da linha arqueada, a lâmina anterior da bainha do músculo reto


do abdome compreende as aponeuroses fundidas dos músculos oblíquos interno e
externo do abdome, enquanto a lâmina posterior abrange a fusão das aponeuroses do
músculo obliquo interno e do músculo transverso do abdome. Abaixo da linha arqueada,
as aponeuroses dos 3 músculos se fundem para formar a camada anterior da bainha; o
músculo reto do abdome repousa somente sobre a delicada fáscia transversal.

Conelação clínica: Os vasos epigástrioos inferiores fonnam a prega umbilical


lateral e formam anastomoses com os vasos epigástrioos superiores, que são contínuos
com os vasos torácicos intemos (mamários). Essa anastomose vascular arterial é
importante para o suprimento sanguíneo da parede abdominal, porque essas artérias têm
conexões com as artérias interoostais (no tórax) e com alguns ramos dorsais das artérias
lombares ao longo de toda sua rota.

Abdome Prancha 245 do Arias


\\ *X X

\\\\\
Parede Posterior do Abdome: Vista Interna

1 .
Músculo quadrado do lombo

Inserção proximal: Surge a partir dos processos transversos de L3-L5, do


ligamento iliolombar e da crista ilíaca.
Inserção distal: Insere-se na borda inferior da última costela e nos processos
transversos das vértebras L1-L3.

Ação: Com pelve fixa, este músculo faz flexão lateral do segmento lombar da ooluna
a
vertebral (tronco). Ele também fixa a 12g costela durante a inspiração. Quando os 2
músculos quadrados Iombares se contraem simultaneamente, eles auxiliam na extensão
do segmento lombar da coluna lombar.

lnervação: Nervo subcostal (nervos T12 e L1-L4).


Comentário: Superiormente, o diafragma forma o ligamento arqueado lateral (arco
Iombocostal) no local onde esse passa sobre o quadrado do lombo.

Correlação clínica: O trígono Iombooostal (posicionado logo ao lado e acima


do ligamento arqueado lateral) é uma área não muscular entre as partes costal e
lombar do diafragma. Em caso de trauma ou pressão intra-abdominal aumentada,
essa porção do diafragma pode se tornar enfraquecida, promovendo a hemiação das
vísceras superiormente para dentro do tórax.

Abdome Prancha 256 do Arias


Ver também Prancha 189
\\ *X X

\\\\\
Parede Posterior do Abdome:
Vista Interna

1 . Diafragma
Inserção proximal: Este septo fibromuscular em forma de cúpula surge a partir da
circunferência da abertura inferior do tórax, com algumas fibras se originando da parte
estemal do diafragma (processo xifoide), da parte costal do diafragma (6 cartilagens
costais inferiores) e da parte lombar do diafragma (vértebras L1 -L3).

Inserção distal: O diafragma converge para um tendão central onde se insere.


Ação: Fixado nas costelas e nas vértebras Iombares, o músculo diafragma movimenta o
centro tendíneo para trás e para frente durante a inspiração. Isso aumenta o volume da
cavidade torácica e diminui o volume na cavidade abdominal.

lnervação: Nervo frênico (C3, C4 e C5).


Comentário: O diafragma apresenta 3 grandes aberturas: o forame da veia cava,
para a passagem da veia cava inferior (na altura da vértebra TVIII); o hiato esofágico (na
altura da vértebra TX) e o hiato aórtico (em frente à vértebra TXII).

No local onde o diafragma passa sobre a aorta, ele forma um arco denominado
ligamento arqueado mediano. Ao passar sobre o músculo psoas maior, o diafragma forma
o ligamento arqueado medial; ao passar pelo músculo quadrado do lombo, forma o
ligamento arqueado lateral.

Correlação clínica: Se uma víscera ¡nflamada (p. ex., vesícula biliar)tiver


contato com a parte inferior do diafragma, o peritônio parietal dessa área pode ficar
inflamado; quando isso acontece, a dor é transmitida ao longo dos axônios sensoriais
do nervo frênico (C3-C5) do lado direito, até os dermátomos correspondentes na
região baixa do pescoço e na região do ombro. Esse é um exemplo de dor referida
originada a partir do abdome para uma região somática do corpo.

Abdome Prancha 256 do Atlas


Ver também Prancha 189
Nervos e Gânglios Autônomos
do Abdome

Abdome 4-9
Nervos e Gânglios Autônomos do Abdome

1.
Nervos esplâncnicos (torácicos) maior e menor direitos
2. Tronco simpático direito
3. 29 e 39 nervos esplâncnicos Iombares
4. Nervos esplâncnicos pélvicos
5. Nervos hípogástricos direito e esquerdo para o plexo hipogástríco inferior (pélvico)
6. Plexo hipogástrico superior
7. Gânglio mesentéríoo inferior
8. Gânglio e plexo mesentéricos superiores
9. Gânglios celíacos
1 0. Troncos vagais: Anterior e Posterior

Comentário: Os nervos simpáticos e parassimpáticos inervam as vísceras da


cavidade abdominal. Nervos simpáticos que passam ao longo dos nervos esplâncnicos
torácicos (níveis T5-T12da medula espinal) e dos nervos esplâncnicos Iombares (níveis
Iombares superiores) fazem sinapses principalmente com 3 grupos de gânglios: celíacos,
mesentérico superior e mesentéríco inferior. O gânglio mesentérico inferior tem
continuidade com um plexo nervoso que dá origem ao plexo hípogástrico superior, que
provê a inervação simpática das vísceras pélvicas.
A inervação parassimpática dos dois terços superiores das vísceras abdominais (derivados
das porções anterior e média do intestino primitivo, intestino anterior e intestino posterior,
respectivamente) é proveniente do nervo vago. As porções restantes das vísceras
abdominais e pélvicas (intestino posterior embrionário) recebem inervação parassimpática
de S2, S3 e S4, via nervos esplâncnicos pélvicos.
A maioria dessas fibras autônomas alcança as vísceras traçando o mesmo caminho que
os vasos sanguíneos originados a partir do tronco celíaco e das artérias mesentéricas
superior e inferior.

ÀbCÍOITIG Prancha 297 do Atfas


tati**
"bras
simpáticas É Pré-ganglionares
Pós-ganglionares - - - -
nbr”
parassimpáticas
Prê-ganglínnares
Pós-ganglíonares - - - -
Fibras aferentes
(sensitivas)

Abdome 4- 1 O
Vias Reflexas Autônomas: Esquema

1. Gânglio sensitivo do nervo espinal


2. Ramo comunicante branco
3. Ramo comunicante cinzento
4. Gânglio visceral do tronco simpático
5. Gânglio mesentérico superior
6. Gânglio celíaco
7. Nervo vago (NC X)
8. Raiz anterior
9. Cornos laterais da substância cinzenta

comentário: Esse esquema ilustra o padrão geral das inervações simpática e


parassimpâtica das vísceras abdominais.
Fibras simpáticas pré-ganglionares podem fazer sinapse nos gânglios do tronco simpático,
cursar via nervos esplâncnicos para fazer sinapse com gânglios colaterais, como o gânglio
celíaco ou o gãnglio mesentérico superior (como neste exemplo), ou podem passar
diretamente para a medula da glândula suprarrenal (não ilustrado).
As fibras parassimpáticas para os dois terços superiores das vísceras abdominais são
conduzidas pelo nervo vago, que envia fibras nervosas pré-ganglionares diretamente para
as paredes dos órgãos inervados. Essas fibras terminam no gânglio parassimpático
localizado na parede visceral, o qual dá origem às curtas fibras nervosas pós-ganglionares.

Correlação clínica: A sensação de dor oriunda do intestino (principalmente


por distensão ou inflamação) é conduzida por neurônios aferentes cujos corpos
celulares residem nos gânglios sensitivos dos nervos espinais T5-L2. Sendo assim, a
dor visceral frequentemente é referida para regiões somáticas do corpo
correspondentes aos dermátomos supridos por aquele segmento da medula espinhal
que recebe o componente aferente visceral (sensorial). Esse fenômeno é conhecido
como dor referida.

Abdome Prancha 304 do Arias


Abdome 4-1 1
Nervos dos Rins, dos Ureteres e da
Bexiga Urinária
1.
Nervo esplâncnico (torácico) maior
2. Gãnglios e plexo celíacos
3. Gãnglio mesentérico superior
4. Gãnglio mesentérico inferior
5. Gãnglio e tronco simpáticos
6. Plexo hipogástrico superior
7. Nervos esplâncnicos pélvicos
8. Plexo hipogástrico inferior (pélvico) com alças periuretéricas e ramos para a parte
inferior do ureter

comentário: Um rico plexo de nervos simpáticos origina-se no gãnglio mesenterico


superior, dirigindo-se para os rins. A inervação simpática para as vísceras pélvicas surge
no plexo hipogástrico superior formado abaixo do gãnglio mesentérico inferior. Esses
nervos seguem por cada um dos lados das vísceras pélvicas em direção ao plexo
hipogástrico inferior.
Fibras parassímpátícas que inervam os rins originam-se no nervo vago. As vísceras
pélvicas e abdominais inferiores recebem sua inervação parassimpática a partir dos
nervos esplâncnicos pélvicos oriundos dos niveis S2, S3 e S4 da medula espinal.

Correlação clínica: A cólica renal causada por um cálculo que passa do rim
para dentro do ureter geralmente é sentida na região lombar (llanco), direcionando-se
para a região inguínal conforme a pedra vai se deslocando em direção à bexiga
urinária na pelve. A dor é transmitida por meio de aferências viscerais para o gãnglio
sensitivo do nervo espinal correspondente na medula espinal (T 11-L2); então, a dor
localiza-se nesses derrnãtomos.

Abdome Prancha 319 do Atlas


Abdome 4- 1 2
Dor visceral Referida

1 .
Duodeno e cabeça do pâncreas
2. Vesícula biliar
3. Fígado
4. Ceco e colo
5. Colo sigmoide
6. Rim
7. Intestino delgado
8. Baço
9. Estômago
10. Fígado, vesícula biliare duodeno (irritação do diafragma)
11 .
Vesícula biliar
12. Fígado
Comentário: Aferências de dor provenientes das vísceras abdominais passam
amplamente para a medula espinal ao acompanharem os nervos simpáticos esplâncnicos
torácicos e lombares (T5-L2).A dor visceral pode ser percebida como dor somática (pele e
músculo esquelético) ao longo de seus respectivos dennàtomos; a esse fenômeno dá-se o
nome de dor referida.

Os corpos de neurônios das ñbras aferentes provenientes das vísceras localizam-se nos
gânglios sensitivos dos nervos espinais dos respectivos níveis da medula espinal.

Correlação clínica: Frequentemente, a dor visceral está relacionada à


distensão ou à irritação por inflamação, ou ambas. Por esse motivo, o conhecimento
da dor referida na superfície do corpo é de extrema importância para o diagnóstico
clínico. Algumas dores visoerais referidas (p. ex., estômago, vesícula biliare baço)
podem se estender para as regiões anterior e posterior do corpo, conforme ilustrado
na imagem.

Abdome
4-13
Veias da Parede Anterior do Abdome

1.
Veia subclávia
2. Veia axilar
3. Veia torácica lateral
4. Veias intercostais anteriores
5. Veia torácica interna
6. Veias epigástricas inferiores
7. Veia epigástrica superficial
8. Veia epigástrica superficial
9. Veia toracoepigástrica
1 0. Veia torácica lateral
11 .
Veias jugulares (Extema; Interna; Anterior)

Comentário: As veias da parede do abdome anterior formam uma importante rede


superficial de anastomoses de veias que retornam sangue ao coração. Essas veias
incluem anastomoses entre as veias epigástricas superficiais, que drenam a região
inguinal, e as veias torácicas laterais que, por sua vez, drenam sangue para a veia axilar.
Em um plano mais profundo, as veias epigástricas inferiores fazem anastomose com as
veias epigástricas superficiais e com as veias torácicas internas.
Nesta ilustração, observa-se urna dissecação superficial das veias no paniculo adiposo da
tela subcutânea em um dos lados; do outro lado, observa-se uma dissecação em um
plano mais profundo, por dentro da musculatura abdominal anterior.

Correlação clínica: Assim como nos membros e nas regiões da cabeça e do


pescoço, regiões torácica e a abdominopélvica apresentam uma organização
as
venosa superficial e profunda, com numerosas interconexões entre essas veias. As
conexões (anastomoses) asseguram que o sangue venoso possa retornar ao
coração através de diversas rotas diferentes, caso seja necessário (no caso de uma
obstrução venosa).

Abdome Prancha 250 do Arias


canal lnguinal e Funículo Espermático

Abdome 4-14
Canal lnguinal e Funículo Espermático

1.
Vasos testiculares e ramo genital do nervo genitofemoral
2. Vasos epigàstricos inferiores
3. Ligamento umbilicalmedial (parte oclusa da artéria umbilical)
4. Músculo reto do abdome
5. Ligamento umbilicalmediano (úraco)
6. Anéis inguinais superficiais
7. Fibras intercrurais
8. Ligamento inguinal (de Poupart)
9. Músculo cremaster
1 0. Funículo espermático
1 'l
.
Fáscia espermática interna (a partir da fáscia transversal no anel inguinal profundo)
12. Músculo oblíquo externo do abdome
13. Músculo oblíquo interno do abdome
14. Músculo transverso do abdome
15. Fáscia transversal
16. Peritônio

Comentário: O canal inguinal estende-se do anel inguinal profundo até o anel


inguinal superficial. Nos homens, o funículo esperrnático atravessa esse canal.

Correlação clínica: Hérnias inguinais indiretas (75% das hémias inguinais)


ocorrem lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, passam através do anel
inguinal profundo e do canal inguinal e ficam contidas dentro da fáscia espermática
interna do funículo espermático.

As hémias inguinais diretas ocorrem medialmente aos vasos epigástricos inferiores


(trígono de Hesselbach), passam através da parede posterior do canal inguinal e se
separam do funículo esperrnático.

Abdome Prancha 254 do Atlas


Abdome 4- 1 5
Artérias do Estômago, do Fígado e do Baço

1.
Parte abdominal da aorta
2. Tronco celíaco
3. Ramo esquerdo da artéria hepática própria
4. Artéria cística
5. Artéria hepática própria
6. Artéria gástrica direita
7. Artéria gastroduodenal
8. Artéria gastromental (gastroepiploica) direita
9. Artéria hepática comum
10. Artéria gastromental (gastroepiploica) esquerda
11 .
Artérias gástricas curtas
1 2. Artéria esplênica
13. Artéria gástrica esquerda

Comentário: Os ramos do tronco celíaco são responsáveis pelo suprimento


sanguíneo de estruturas adultas derivadas embriologicamente do intestino anterior e
também do baço, um derivado mesodérmico. O tronco celíaco dá origem à artéria gástrica
esquerda, à artéria hepática comum e à artéria esplênica. Esses ramos primários
distribuem sangue arterial para o fígado, vesícula biliar, porções do pâncreas, baço,
estômago e porção proximal do duodeno.

Correlação clínica: A região epigástrica da cavidade abdominal é clinicamente


importante porque dores secundárias a processos fisiopatológicos são comuns nesta
área. Estruturas vitais (como o estômago, duodeno, baço, pâncreas, fígado e
vesícula biliar) residem nesta região geral ou promovem dor referida para esta região
e seus dermátomos relacionados (níveis T5-T9 ou T10 da medula espinal). Já que
muitas estruturas e vasos encontram-se na região epigástrica, os médicos devem
obter uma história clínica completa do paciente e devem fazer um exame físico
apurado, a tim de localizar as regiões da dor epigástrica.

Abdome Prancha 283 do Arias


Abdome 4- 1 6
Artérias do Intestino Grosso

1.
Artéria mesentérica superior
2. Antena cólica média
3. Artérias retas
4. Artéria marginal do colo
5. Artéria cólica direita
6. Artéria ileocólica (Ramo cólica; Ramo ileal)
7. Artéria apendicular
8. Artéria retal superior
9. Artérias sigmóideas
10. Artéria cólica esquerda
11 .
Artéria mesentérica inferior
1 2. Artérias jejunais e ileais

Comentário: A artéria mesentérica superior provê o suprimento sanguíneo do trato


gastrointestinal adulto, cujas estruturas derivam-se do intestino médio embrionário. Essa
irrigação sanguínea inclui uma porção do pâncreas, a porção distal do duodeno, todo o
intestino delgado, o apêndice vermifonne, o colo ascendente e a maior parte do colo
transverso.

A artéria mesentérica inferior é responsável pelo suprimento sanguíneo das estruturas


derivadas do intestino posterior embrionário: a porção distal do colo descendente, o colo
sigmoide e a porção superior do reto.

Correlação clínica: Há canais anastomóticos entre os ramos das artérias


mesentéricas superior e inferior. Se o fluxo sanguíneo de uma região do intestino
ñcar comprometido, geralmente o fluxo colateral proveniente dos ramos
anastomóticos pode auxiliarno suprimento sanguíneo da região prejudicada.

Abdome Prancha 288 do Arias


Ver também Prancha 378
Artérias da Parede Posterior do Abdome

4-17
Artérias da Parede Posterior do Abdome

Artérias frênicas inferiores


Tronco celíaco com as artérias hepática comum, gástrica esquerda e esplénica
Artéria suprarrenal média
Artéria renal direita
19 a 49 artérias Iombares direitas
Artérias ilíacascomuns
Artéria ilíacainterna
Artéria ilíaca externa
Artéria epigástrica inferior
10. Artéria mesentérica inferior
11. Parte abdominal da aorta
12. Artérias testiculares/ovarianas
13. Artéria mesentérica superior

Comentário: A parte abdominal da aorta entra no abdome por meio do hiato aórtico
(nivel da vértebra TXII) do diafragma e se divide nas artérias ilíacascomuns anteriormente
à vértebra LIV.
A parte abdominal da aorta é responsável pelo suprimento sanguíneo das vísceras
abdominais e pélvicas, bem como da parede posterior do abdome. Os 3 vasos que irrigam
o trato gastrointestinal são o tronco celíaco, a artéria mesentérica superior e a artéria
mesentérica inferior. Ramos pares para irrigação sanguínea de glândulas incluem as
artérias suprarrenais médias, renais e gonadais. Os ramos parietais para a parede
posterior do abdome incluem as artérias frênicas inferiores, 4 pares de artérias Iombares e
urna pequena artéria sacral mediana.

Correlação clínica: Os aneurismas de grandes artérias (edema da parede


arterial) podem ocorrer por uma variedade de razões. A parte abdominal da aorta,
inferiormente à origem das artérias renais e acima da bifurcação aórtica, é um local
comum para o surgimento de aneurismas aórticos. Frequentemente, as artérias
ilíacastambém estão envolvidas. O reparo cirúrgico geralmente é necessário,
especialmente se houver perigo de ruptura.

Abdome Prancha 257 do Arias


Abdome 4- 1 8
Artéria e Veia Renais ln Situ

1. Artéria suprarrenal média direita


2. Artéria e veia renais direitas
3. Parte abdominal da aorta
4. Artéria mesentérica superior (seccionada)
5. Artéria e veia testiculares/ováricas esquerdas
6. Esôfago
Comentário: A parte abdominal da aorta dá origem a três pares de artérias que
suprem as estruturas glandulares da cavidade abdominopélvica. As artérias pareadas são
as artérias suprarrenais médias, as artérias renais direita e esquerda e as artérias
gonadais direita e esquerda (ováricas ou testiculares).
Por serem glândulas endócrinas, as glândulas suprarrenais recebem um rico suprimento
arterial das artérias frênicas inferiores, diretamente a partir das artérias suprarrenais
médias, que emergem da aorta, e das artérias suprarrenais inferiores, que emergem das
artérias renais.
As glândulas suprarrenais e os rins são órgãos retroperitoneais. O rim direito posiciona-se
ligeiramente mais abaixo do que o rim esquerdo, devido à presença do fígado do lado
direito. A glândula suprarrenal direita geralmente é piramidal, e a glândula suprarrenal
esquerda geralmente é semilunar.

Correlação clínica: Em virtude do desenvolvimento segmentado dos rins e


sua aparência Iobulada, não é pouco incomum haver diversas artérias e/ou veias
renais associadas a eles. Sendo assim, cirurgiões que estejam operando nesta
região do abdome devem ficar atentos às variações anatômicas dos vasos
renais.

Abdome Prancha 310 do Arias


Abdome 4- 1 9
Veias da Parede Posterior do Abdome

1.
Veias frênicas inferiores
2. Veia cava inferior
3. Veia renal direita
4. 1a a 4a veias Iombares direitas
5. Veia ilíaca comum
6. Veia ilíaca externa
7. Veia ilíacainterna
8. Veia ilíaca comum
9. Veias lombares ascendentes
1 0. Veias ováricas/testiculares

Comentário: A veia cava inferior perfura o diafragma no nível da vértebra TVIII,


entrando no átrio direito do coração. Logo abaixo do diafragma, duas ou três veias
hepáticas drenam o sangue do fígado para a veia cava inferior.
As principais tributárias da veia cava inferior correspondem a vários ramos arteriais que
emergem da parte abdominal da aorta. Comumente, essas tributárias incluem as veias
iliacas comuns, pares de veias Iombares, veias gonadais (testiculares ou ováricas), veias
renais, veia ázigos, veias suprarrenais, veias frênicas inferiores e veias hepáticas. As
veias que drenam o trato gastrointestinal e o baço formam o sistema porta-hepático.

Correlação clínica: As veias variam muito em número e organização, além de


apresentarem numerosas conexões com veias de localização superficial ou profunda,
assim como com veias de sistemas especializados, como o sistema porta-hepático
que drena o trato gastrointestinal. Essas veias não têm valvas e seu fluxo sanguíneo
pode seguir em um sentido ou outro, dependendo do gradiente de pressão que
estiver propelindo o sangue.

Abdome Prancha 258 do Arias


Abdome 4-20
Veias Tributáriasda Veia Porta do Fígado:
Anastomoses Portacavais
1.
Veias paraumbilicais
2. Veia gástrica direita
3. Veia porta do fígado
4. Veia mesentérica superior
5. Veia cólica média
6. Veia cólica direita
7. Veia ileocólica
8. Veias retais inferiores
9. Veias retais médias
10. Ramos esquerdo e direito da veia retal superior
11 .
Veia cólica esquerda
12. Veia mesentérica inferior
13. Veia esplênica
14. Veia gástrica esquerda
15. Veias esofágicas

Comentário: A veia porta do fígado é formada pela união da veia esplênica com a
veia mesentérica superior.

Correlação clínica: Alguns sitios anastomóticos portacavas importantes


incluem regiões ao redor do esôfago, a região paraumbilical,o reto e os locais nos
quais porções do trato gastrointestinal encontram-se em posição retroperitoneal.
Se fluxo sanguíneo portal diminuir ou for impedido de fluir para o fígado, o sistema
o
venoso ainda pode atingir o coração através dessas importantes anastomoses
portacavais. Da mesma forma, se a veia cava inferior for parcialmente obstruída ou
comprimida, o sangue venoso pode fluir pelas anastomoses portacavais dentro do
sistema portal de veias.

Abdome Prancha 292 do Atlas


Abdome 4-21
Omento Maior e vísceras Abdominais

1.
Omento maior (tracionadopara cima)
2. Colo transverso (tracionadopara cima)
3. Flexura direita do colo (hepática)
4. Intestino delgado (jejuno e íleo)
5. Colo ascendente
6. Ceco
7. Bexiga urinária
Comentário: A cavidade abdominopélvica é um espaço latente. O peritônio parietal
reveste as faces internas das paredes do abdome, refletindo-se sobre as vísceras como
peritônio visceral.
Porções dos colos ascendente, transverso e descendente podem ser observadas
formando um arcabouço para o intestino delgado que correspondem ao jejuno e ileo nesta
ilustração. O omento maior, mais gorduroso, encontra-se tracionado para cima, mas ainda
permanece fixado na margem do intestino.

Correlação clínica: Se uma porção da cavidade peritoneal ou seus conteúdos


tornarem-se inflamados, o omento maior pode migrar para o local da inflamação e
formar uma adesão sobre a mesma, protegendo potencialmente o restante da
cavidade. Por causa de sua habilidade em isolar o local de infecção, às vezes o
omento maior é chamado de "policial" do abdome.

Além disso, o omento maior frequentemente é um local no qual as metástases de


câncer, oriundas de diversos sitios primários, se espalham.

Abdome Prancha 261 do Arias


Ver também Pranchas 267, 323, 330
Abdome 4-22
Bolsa Omental: Estômago Rebatido

1. Estômago (parede posterior)


2. Cateter no forame omental (epiploico)
3. Vesicula biliar
4. Parte descendente do duodeno (29 parte)
5. Cabeça do pâncreas (retroperitoneal)
6. Mesocolo transverso
7. Flexura esquerda do colo (esplênica)
8. Baço
9. Glândula suprarrenal esquerda (retroperitoneal)
Comentário: Nesta ilustração, o omento maior foi dividido e o estômago foi tracionado
a fim de mostrar a bolsa omental (saco menor) (o restante da cavidade abdominopélvica é
chamado de saco maior) localizada posteriormente ao estômago e anterionnente ao
pâncreas retroperitoneal.
Um cateter foi inserido na bolsa menor através do forame omental (epiploico) (de
Winslow). Anteriormente ao forame omental encontra-se o ligamento hepatoduodenal, que
é uma parte do omento menor (a outra parte é o ligamento hepatogástrico). A artéria
hepática própria, o ducto colédoco e a veia porta podem ser encontrados dentro do
ligamento hepatoduodenal.
Apenas uma porção da 2g parte do duodeno está visível nesta ilustração. De forma similar
ao pâncreas, o duodeno é secundariamente retroperitoneal.

correlação clínica: Urna úlcera gástrica perfurada na parede posterior do


estômago poderia despejar os conteúdos gástricos dentro da bolsa omental (saco
menor), provocando o contato dos sucos gástricos com o pâncreas. Do mesmo
modo, um câncer no pâncreas poderia invadir o duodeno, o estômago ou o baço em
virtude de sua grande proximidade com essas estruturas.

Abdome Prancha 264 do Arias


Abdome 4-23
Bolsa Omental: Corte Transversal

1 .
Veia cava inferior
2. Forame omental (epiploico) (de Winslow)
3. Pedículo do fígado (Ducto biliarcomum, Veia porta hepática; Artéria hepática
própria)
4. Bolsa omental (saco menor)
5. Pâncreas
6. Estômago
7. Baço
8. Rim esquerdo
9. Veia esplênica
1 0. Parte abdominal da aorta

comentário: A bolsa omental (saco menor) posiciona-se posteriormente ao estômago


e anteriormente ao pâncreas, que repousa retroperitonealmente. 0 acesso à bolsa
omental (saco menor) é através de um pequeno forame chamado forame omental (de
Winslow). O restante da cavidade abdominopélvica é denominado de bolsa maior.
O pediculo do fígado localiza-se dentro do ligamento hepatoduodenal, que é parte do
omento menor (a outra parte é o ligamento hepatogástrico). Logo atrás desse pediculo
pode-se ter acesso à veia cava inferior (esta e a aorta são retroperitoneais).

correlação clínica: Note a localização do pâncreas e sua grande proximidade


com uma enorme quantidade de estruturas epigástricas, incluindo o duodeno, o
estômago, o baço, o rim esquerdo e a glândula suprarrenal, bem como com a aorta e
a veia cava inferior. Traumadireto ou câncer no pâncreas pode trazer complicações
para qualquer uma dessas estruturas que mantêm relações anatômicas muito
próximas com esse importante órgão retroperitoneal.

Abdome Prancha 265 do Arias


Ver também Prancha 326
Abdome 4-24
Vesícula Biliar e Duetos Bilíferos
Extra-Hepáticos

NOÚP#
8.
Ducto hepático comum
Ducto cístico
Parte superior do duodeno (1ê parte)
Ductos hepáticos (Direito; Esquerdo)
Ducto cístico (Prega espiral; parte lisa)
Ducto colédoco
Ducto pancreático
Ampola hepatopancreática (de Vater)
Comentário: A biledeixa o fígado pelos ductos hepáticos direito e esquerdo, sendo
drenada para dentro do ducto hepático comum. Este leva a bile, via ducto cistico, para
dentro da vesícula biliar, onde é concentrada e estocada. A vesícula biliar se contrai ao
ser estimulada por nervos autônomos e pela colecistoquinina, enviando a bile para o
ducto cistico. Então, a bileflui através do ducto biliarcomum para a papila maior do
duodeno, que se esvazia na porção descendente deste órgão. Nesse local, o ducto biliar
comum se junta ao ducto pancreático principal para formar a ampola hepatopancreática
de Vater.

Correlação clínica: As pedras na vesícula ocorrem em 10"/o-20°/u dos adultos;


os fatores de risco para o seu aparecimento incluem idade avançada, obesidade e
gênero feminino. Cerca de 80% das pedras na vesícula biliarsão, na realidade,
pedras de colesterol, e cerca de 20% das pedras são fonnadas por sais de cálcio de
bilirrubina(pedras pigmentadas). Essas pedras podem bloquear o fluxo de bile da
vesícula biliarpara o duodeno causando inflamação (colecistite) ou podem bloquear
a ampola hepatopancreática e impedir a secreção exócrina do pâncreas. A dor da
colecistite aguda pode ser sentida no quadrante abdominal superior direito,
irradiando-se lateralmente logo abaixo do lado direito do tórax em direção às costas,
abaixo do ângulo inferior da escápula direita.

Abdome Prancha 280 do Atfas


Vista anterior

Vista visceral

Abdome 4-25
Faces e Leito do Fígado

1. Ligamento coronário
2. Fissura do ligamento venoso
3. Porta (hilo) do fígado
4. Vesícula biliar
5. Lobo quadrado
6. Área nua
7. Ligamento redondo do fígado (veia umbilicaloclusa) formando a margem livre do
ligamento falciforme do fígado
8. Ligamento falciforme do fígado
comentário: 0 peritônio visceral se reflete para fora do fígado ern forma de
ligamento falciforme e dos ligamentos coronários, que se refletem a partir dos lobos
hepáticos direito e esquerdo e no diafragma subjacente. A área nua do fígado marca a
sua porção que não é recoberta pelo peritõnio visceral porque está em contato direto
com o diafragma.
O ligamento redondo do fígado consiste na veia umbilical oclusa. É visível na margem
livre do ligamento falciforme. O ligamento redondo se junta ao ligamento venoso, que é o
ducto venoso ocluso do feto. Antes do nascimento, essa passagem permite que o sangue
umbilical proveniente da placenta passe pelo fígado e possa ser drenado diretamente para
a veia cava inferior, a fim de passar para o coração do feto.

O fígado é o maior órgão sólido do corpo (a pele é o maior órgão não sólido do corpo) e
funciona na produção e secreção da bile, estoque de nutrientes, produção de
combustíveis celulares, proteínas do sangue, fatores de coagulação, detoxiticação de
substâncias e fagocitose.

Correlação clínica: A cirrose é uma doença irreversível do fígado. As


principais causas incluem a doença alcoólica do fígado (60"/o-70% dos casos),
hepatite viral, doenças biliares, hemocromatose genética e cirrose criptogênica.

Abdome Prancha 277 do Atfas


Túnica Mucosa e Musculatura
do Intestino Delgado
1. Alça (arcada) anastomótica das artérias jejunais
2. Artérias retas
3. Pregas circulares (valvas de Kerckring)
4. Alças (arcadas) anastomóticas das artérias ileais
5. Túnica serosa (peritônio visceral)
6. Nódulos (folículos) Iinfáticos agregados (placas de Peyer)
Comentário: O intestino delgado inclui o duodeno (secundariamente retroperitoneal),
o jejuno (mesentérico) e o ileo (mesentérico). O jejuno forma os primeiros dois quintos
proximais e o ileo forma os três quintos distais do intestino delgado mesentérico.
Diversas características macroscópicas diferenciam o jejuno do ileo. O jejuno é maior em
diâmetro; além disso, as artérias retas derivadas de suas alças anastomóticas arteriais
são mais longas. O jejuno também tem menos gordura em seu mesentério e proeminentes
dobras circulares de mucosa (pregas circulares) em sua parede interna. A concentração
de nódulos Iinfáticos agregados (placas de Peyer) é maior na porção mais distal do
intestino delgado.

Correlação clínica: A doença de Crohn é uma doença inflamatória idiopática


do intestino, que pode afetar qualquer segmento do trato gastrointestinal, mas
geralmente envolve o intestino delgado e o colo. Os sintomas são dor abdominal
(região periumbilicalou quadrante inferior direito), diarreia, febre etc. A doença ocorre
com maior frequência nas idades entre 15 e 30 anos.

Abdome Prancha 272 do Arias


Abdome 4-27
Túnica Mucosa e Musculatura do
Intestino Grosso
1. Omento maior (removido)
2. Colo transverso
3. Apêndices omentais (epiploicos) do colo
4. Colo ascendente
5. Óstio ileal
6. Ceco
7. Apêndice vermiforme
8. Reto
9. Mesocolo sigmoide
1 0. Colo sigmoide
11 .
Tênia livre do colo
1 2. Colo descendente
13. Saculações (haustros) do colo
14. Pregas semilunaresdo colo
Comentário: O intestino grosso inclui o ceco (e o apêndice e vermifonne), o colo
ascendente, o colo transverso, o colo descendente, o colo sigmoide, o reto e o canal anal.
Os sacos de gordura (apêndices omentais), as faixas longitudinais de músculo liso (3
bandas denominadas tênias) e as saculações são traços característicos do colo.
Funcionalmente, o colo é responsável pela desidratação e compactação de materiais não
digeríveis para eliminação. A reabsorção de água e eletrólitos e mecanismos de defesa
também são funções importantes.
Os colos transverso e sigmoide são intraperitoneais e limitados por um mesentério.

Correlação clínica: O câncer oolorretal só perde para o câncer de pulmão em


mortalidade por local especíñco, contribuindo com quase 15% das mortes
relacionadas ao câncer nos Estados Unidos.

Abdome Prancha 276 do Arias


Ver também Pranchas 371-376
Rim direito cortado em
vários planos, expondo o
parênquima e a pelve renal

Abdome 4-28
Estrutura Macroscópica do Rim

1.
Córtex renal
2. Medula renal (com pirâmides renais)
3. Papila renal
4. Raios medulares
5. Ureter
6. Cálices renais menores
7. Pelve renal
8. Cálices renais maiores
9. Coluna renal

comentário: No nível macroscópico, o interior do rim humano divide-se em camada


cortical externa e camada medular interna.
Cada pirâmide medular tem uma papila renal em seu ápice, na qual os túbulos coletores
dos néfrons despejam urina para os cálices menor e maior. Vários Cálices maiores se
unem para formar a pelve renal, que deixa o rim pelo seu hilo para formar o ureter, que
conduz a urina para a bexiga urinária.

Correlação clínica: Algumas pedras podem se formar nos rins (nefrolitíase) e


entrar pelo sistema coletor de urina, onde podem causar cólica renal e obstrução do
fluxo de urina do rim para a bexiga urinária. Os 3 locais mais comuns de obstrução
são a junção ureteropélvica no hilo renal, onde o ureter cruza os vasos ilíacos
comuns, na margem pélvica e na junção ureterovesical, quando o ureter (parte
intramural) passa ao longo da parede do músculo detrusor da bexiga.

Abdome Prancha 311 do Atlas


Abdome 4-29
Parede do Abdome e Vísceras:
corte Sagital Paramediano
1. Fígado
2. Omento menor
3. Bolsa omental
4. Mesocolo transverso
5. Colo transverso
6. Intestino delgado (jejuno e íleo)
7. Bexiga urinária
8. Reto
9. Parte (inferior) horizontal do duodeno (39 parte)
1 O. Pâncreas

Comentário: Neste corte sagital paramediano, podem-se observar o peritônio visceral


e o peritônio parietal, juntamente com seus mesentérios interpostos. O estômago, o
intestino delgado (jejuno e íleo), o colo transverso e o colo sigmoide encontram-se
suspensos na cavidade peritoneal por meio dos mesentérios. As demais porções do trato
gastrointestinal são secundariamente retroperitoneais.

Correlação clínica: A cavidade abdominopélvica é um espaço latente que


normalmente só contém pequena quantidade de líquido seroso lubrificante, que
pennite que as vísceras deslizem com facilidade urnas sobre as outras durante os
movimentos peristálticos gastrointestinais. O acúmulo anormal de liquido dentro
dessa cavidade é chamado de ascite. A ascite pode ocorrer devido a urna série de
fatores. Na cirrose hepática, a hipertensão sinusoidal (hipertensão portal) pode
contribuir com mais de 10-20 Lídia de extravasamento de Iinfa hepática que pode se
acumular na cavidade peritoneal e distender o abdome.

Abdome Prancha 323 do Atlas


Abdome 4-30
Corte Transversal do Abdome no
Nível de TXII
1. Fígado
2. Ligamento falcifonne do fígado
3. Veia porta do fígado
4. Veia cava inferior
5. Bolsa omental
6. Rim direito
7. Parte abdominal da aorta
8. Glândula suprarrenal (adrenal) esquerda
9. Ligamento esplenorrenal com vasos esplênicos
1 0. Baço
11 . Ligamento gastroesplênico com vasos gástricos curtos
1 2. Estômago
13. Músculo reto do abdome (na bainha do músculo reto do abdome)
14. Omento menor

Comentário: Neste corte transversal do abdome, as vísceras intraperitoneais


encontram-se representadas pelo fígado, estômago e baço. As vísceras retroperitoneais
localizadas abaixo do perítônio parietal, na parede posterior do abdome, incluem os rins,
as glândulas suprarrenais (adrenais), a aorta e a veia cava inferior.

Dentro da porção hepatoduodenal do omento menor, podem-se observar a veia porta, o


ducto colédoco e a artéria hepática própria.

Correlação clínica: Note que os rins e as glândulas suprarrenais são órgãos


retroperitoneais que se localizam posterionnente ao perítônio parietal, que recobre a
parede posterior do abdome. Sendo assim, em alguns casos esses órgãos podem
ser acessados cirurgicamente sem que se precise entrar na cavidade peritoneal,
diminuindo o risco de infecção intra-abdominal.

Abdome Prancha 326 do Arias


Ver também Pranchas 328, 329
Abdome 4-31
Corte Transversal do Abdome no
Nível de Lll e Llll
1.
Intestino delgado (íleo)
2. Colo ascendente
3. Sulco paracólico direito
4. Músculo psoas maior
5. Veia cava inferior
6. Parte abdominal da aorta
7. Disco intervertebral (entre os corpos vertebrais de L2 e L3)
8. Colo descendente
9. Intestino delgado (jejuno)
10. Músculo oblíquo interno do abdome
11 .
Omento maior
12. Apêndices omentais do colo
13. Linha alba
1 4. Colo transverso

Comentário: Este corte transversal da cavidade abdominopélvica inferior mostra as


alças do intestino delgado suspensas por um mesentério. As partes do colo ascendente,
do colo transverso e do colo sigmoide também estão visíveis. Os colos ascendente e
descendente são secundariamente retroperitoneais, pois são tracionados contra a
parede abdominal posterior durante o desenvolvimento embriológico do trato
gastrointestinal.

Correlação clínica: Note as relações anatômicas entre as vísceras


abdominais e os músculos das paredes posterior, lateral e anterior do abdome. O
omento maior envolve os intestinos como uma capa de gordura, sendo capaz de
isolar sitios de inflamação dentro da cavidade peritoneal por meio da formação de
adesões que protegem as demais vísceras. Quando isso ocorre, normalmente
surgem as aderências (o peritõnio visceral inflamado cicatriza e fonna adesões de
tecido conjuntivo oon1 as faces peritoneais adjacentes). Essas aderências podem
tomar proporções significativas, limitando a motilidade intestinal, o que poderia levar
ao fluxo reduzido ou obstruido do conteúdo intestinal no segmento em questão.

Abdome Prancha 330 do Arias


Ossos e Ligamentos
Ossos e Ligamentos da Pelve

Músculos
Diafragma da Pelve Masculina
5-3 Diafragma da Pelve Masculina
5-4 Períneo Feminino
5-5 Períneo e "Períneo Profundo"
5-6 Períneo e "Períneo Profundo"
5-7 Períneo Masculino
5-8 Espaço do Períneo
5-9 Musculatura Anorretal

lnervações
5-10 Nervos das Vísceras Pélvicas Femininas
5-11 Nervos do Períneo e dos Órgãos Genitais Femininos
Externos
5-12 Nervos do Períneo Masculino

Vasos
5-13 Artérias da Pelve Feminina
5-14 Artérias e Veias do Períneo Feminino
5-15 Veias do Reto e do Canal Anal
5-16 Artérias e Veias da Pelve Masculina
5-17 Artérias e Veias do Períneo Masculino

Netter - Flash Cards Anatomia


Pelve e Períneo
Fichas 5-1 a 5-22

Órgãos
5-18 Conteúdo da Pelve Feminina: Vista Superior
5-1 9 Estruturas de Sustentação das Vísceras Pélvicas Femininas
5-20 Períneo Feminino
5-21 Conteúdo da Pelve Masculina: Vista Superior
5-22 Períneo Masculino e Pênis

Pelve e Períneo Sumário


Ossos e Ligamentos da Pelve

Vista posterior n

293” Vista anterior

Pelve e Períneo 5-1


Ossos e Ligamentos da Pelve

1 . Ligamento iliolombar
2. Ligamento supraespinal
3. Ligamentos sacroiliacosposteriores
4. Forame isquiático maior
5. Ligamento sacrotuberal
6. Ligamento longitudinal anterior
7. Ligamentos sacrococcígeos posteriores
8. Fossa ilíaca
9. Crista ilíaca
10. Ligamento sacroiliacoanterior
11 . Espinha ilíaca anterossuperior
12. Ligamento sacroespinal
13. Forame isquiático menor
14. Linha pectinea do púbis
15. Tubérculo púbico
1 6. Sínfise púbica

Comentário: A articulação sacroiliacaé urna articulação sinovial plana entre o sacro


e o íIio. Ela permite pequenos movimentos e transmite o peso do corpo para o osso do
quadril quando o individuo está de pe. A articulação sacroilíacaé reforçada pelos
ligamentos sacroiliacosanterior, posterior e interósseo.
A articulaçãosacrococcígea é uma articulação cartilaginosa entre o sacro e o cóccix. Ela
permite alguns movimentos e contém um disco intervertebral entre SV e Col.
A sinñse púbica é uma articulação cartilaginosa (ñbrocartilagem) entre os 2 ossos do
púbis.
0 ligamento sacroespinal separa o forame isquiático maior do forame isquiático menor.

Pelve e Períneo Prancha 335 do Atlas


Ver também Prancha 154
Diafragma da Pelve Masculina

Vista superior
(vísceras removidas)

Pelve e Períneo 5-2


Diafragma da Pelve Masculina

1 .
Músculo levantador do ânus (Puborretal; Pubococcigeo; lliococcígeo)
Inserção proximal: Originado do corpo do osso púbis, do arco tendíneo do
músculo levantador do ânus (na realidade, uma porção mais espessa da fáscia
obturatória) e da espinha isquiática.
lnserção distal: Se inserem no cóccix, no ligamento anococcigeo, no m. esfíncter
anal externo do ânus, nas paredes da próstata, no reto, no canal anal e no corpo do
peñneo.
Ação: Sustenta e eleva ligeiramente o assoalho da pelve.
Inervação: Ramos anteriores de S3 e S4 e nervo perineal do ramo nervo pudendo.
Comentário: O m.levantador do ânus possui 3 partes: os músculos puborretal,
pubococcígeo e iliococcigeo. Junto com o músculo isquiococcigeo, o levantador do ânus
forma o diafragma da pelve.
O forame isquiático maior se localiza em posição superior ao diafragma da pelve e
promove uma via de acesso para estruturas que saem da cavidade pélvica e entram na
região glútea. O forame isquiático menor se localiza em posição inferior ao diafragma da
pelve e promove uma via de acesso para estruturas neurovasculares que passam da
região glútea para o perineo (principalmente, o feixe neurovascular do pudendo).

Correlação clínica: O m. levantador do ânus, como parte do diafragma da


pelve, constitui uma importante estrutura de sustentação para as vísceras pélvicas e
especialmente para os órgãos do aparelho reprodutor feminino. Ele ajuda a manter a
integridade do útero e da vagina, assim como sustenta o reto e auxilia no ato de
defecar pelo estiramento da junção anorretal em ambos os sexos.

Pelve e Períneo Prancha 340 do Atlas


Ver também Pranchas 256, 350, 372
Diafragma da Pelve Masculina

Vista superior
(vísceras removidas)

Pelve e Períneo 5-3


Diafragma da Pelve Masculina

1 .
Músculo isquiococcígeo
Inserção proximal: Origina-se da crista do ísquio e do ligamento sacroespinal.
Inserção distal: insere-se no cóccix e na porção inferior do sacro.
Ação: Junto com o m. Ievantador do ânus, o músculo isquiococcígeo sustenta o
assoalho da pelve. Ele também traciona o cóccix anterionnente quando é empurrado,
como durante o parto (em mulheres) ou na defecação.

lnervação: Ramos anteriores de S4 e S5.


comentário: O diafragma da pelve comprime o músculo isquiococcígeo e o músculo
Ievantador do ânus. Juntos, esses músculos sustentam e elevam o assoalho da pelve.
O músculo isquiococcígeo é omúsculo usado pelos cães para colocar seus rabos entre
as patas traseiras; em humanos, ele é principalmente um misto de fibras de musculatura
estriada esquelética e de tecido conjuntivo fibrose.
O forame isquiático maior se localiza em posição superior ao diafragma da pelve e
promove uma via de acesso para estruturas que saem da cavidade pélvica e entram na
região glútea. O forame isquiático menor se localiza em posição inferior ao diafragma da
pelve e promove uma via de acesso para estruturas neurovasculares que passam da
região glútea para o perineo (principalmente, o feixe neurovascular do pudendo).

Correlação clínica: O músculo isquiococcígeo auxilia o músculo Ievantador


do ânus a tracionar o cóccix depois da defecação e a fonnar a parte posterior do
diafragma da pelve.

Pelve e Períneo Prancha 340 do Atlas


Ver também Pranchas 263, 366, 392
Pen-ineo Feminino

Pelve e Períneo
Períneo Feminino

1.
Músculo isquiocavemoso com a fàscia superlicial do períneo (de Gallaudet) removida
2. Músculo bulboesponjoso com a fáscia superficial do períneo (de Gallaudet) removida
3. Membrana do períneo
4. Músculo transverso superficial do períneo com a fáscia superficial do períneo (de
Gallaudet) removida
5. Corpo do períneo
6. Partes do músculo esfíncter externo do ânus (Profunda; Superficial; Subcutãnea)
7. Músculo Ievantador do ânus (Pubococcigeo; Puborretal; Iliococcígeo)
8. Músculo glúteo máximo

comentário: Os músculos do períneo são músculos esqueléticos. Eles são inervados


pelo nervo pudendo e seus ramos (ramos anteriores de S2-S4).

O corpo do períneo (centro do períneo) é uma massa de tecido fibromuscular encontrado


na linha média entre o ânus e a vagina. É um ponto de inserção para muitos músculos do
períneo e é importante para manter a integridade dessa região.

Correlação clínica: A episiotomia é uma incisão cirúrgica normalmente feita


posteriormente (incisão mediana) ou posterolateralmente na parede inferoposterior da
vagina para ampliar o canal de parto durante o nascimento. Esse procedimento é
feito somente se o parto normal oferecer risco de laceração do períneo ou do corpo
do períneo, o que poderia romper a integridade do períneo. A episiotomia é mais fácil
de suturar após o parto do que tentar reparar uma desagradável laceração do corpo
do períneo.

Pelve e Períneo Prancha 358 do Atlas


Períneo e "Períneo Profundo"

Feminino

3.19.2).

Pelve e Períneo
Períneo e "Períneo Profundo"

1.
Músculo compressor da uretra
2. Músculo esfíncter uretrovaginal

Comentário: A anatomia destes músculos é controversa. O “esfíncter uretral” deve


ser mais um tipo de “esfíncter urogenital", composto de um músculo compressor da uretra
e de um músculo de esfíncter uretrovaginal. A ação de esfíncter destes músculos é
discutível.
Eles músculos são inervados principalmente pelo nervo perineal do ramo pudendo
(S2-S4).
De um lado desta ilustração, os músculos isquiocavemoso e bulboesponjoso foram
removidos para mostrar os tecidos eréteis subjacentes ao bulbo do vestibulo e o ramo do
clitóris (ainda inserida na camada da fáscia). Em posição posterior ao bulbo do vestíbulo
se localiza a glândula vestibular maior (de Bartholin), que secreta o muco durante a
relação sexual que Iubrifica o canal vaginal.

Correlação clínica: Durante o parto, o complexo esfíncter urogenital pode ser


estirado, enfraquecendo suas ações tanto como esfíncter quanto como estruturas de
sustentação da parte inferior do períneo.
As infecções do trato urinário são mais comuns em mulheres, em parte por conta da
sua uretra mais curta e da proximidade dos patógenos que podem estar no vestíbulo
da vagina (a região deñnida pelos pequenos lábios).

Pelve e Períneo Prancha 358 do Atlas


Períneo e "Períneo Profundo"

Feminino

_M511

Pelve e Períneo
Períneo e "Períneo Profundo"

1 .
Músculo esfíncter externo da uretra feminina

Inserção proximal: Origina-se do ramo inferior do púbis.


Inserção distal: Insere-se na rafe do períneo e no corpo do períneo.
Ação: Os músculos de ambos os lados agem em conjunto para comprimir a uretra.

lnervação: Ramo perineal do nervo pudendo (S2-S4).


Comentário: Nas mulheres, este músculo se combina ao músculo compressor da
uretra e aos músculos do esfíncter uretrovaginal.

Apesar de alguns textos chamarem este músculo de esfíncter "externo" da uretra, as


mulheres não possuem um músculo de esfíncter interno (esfíncter de musculatura lisa no
colo da bexiga urinária), que é um músculo de esfíncter encontrado apenas em homens.

Correlação clínica: O estiramento durante o parto pode comprometer a


integridade do esfíncter urogenital (músculo esfíncter externo da uretra e músculo
compressor da uretra), assim como das estruturas de sustentação dos órgãos
reprodutores (diafragma da pelve, ligamentos pubovesical e pubocervical), levando à
incontinência por estresse, na qual há uma perda involuntária de urina depois de um
aumento da pressão intra-abdominal.

Pelve e Períneo Prancha 358 do Atlas


Pen-ineo Masculino

EI
E
E
EI
E

EI

Pelve e Períneo 5-7


Períneo Masculino

1 .
Músculo bulboesponjoso com a fáscia superficial do períneo (de Gallaudet) removida
2. Músculo isquiocavemoso com a fáscia superficial do períneo (de Gallaudet) removida
3. Membrana do períneo
4. Corpo do períneo
5. Músculo transverso superficial do períneo com a fáscia superficial do períneo (de
Gallaudet) removida
6. Partes do músculo esfíncter externo do ânus (Subctânea;Superficial; Profunda)
7. Músculo Ievantador do ânus (M. pubococcígeo; M. puborretal; M. iliococcígeo)
8. Músculo glúteo máximo

comentário: Os músculos do períneo masculino são de musculatura esquelética e


inervados pelo nervo pudendo e seus ramos. Muitos desses músculos têm inserções no
corpo do períneo (centro do períneo). O corpo do períneo é uma estrutura mediana
localizada anterior ao canal anal e posterior ao bulbo do pênis.
A ilustração mostra a subdivisão do períneo em forma de diamante em um trígono
urogenital (anterior) e um trígono anal (posterior). Uma linha imaginária horizontal ligando
os 2 túberes isquiáticos divide o períneo nesses 2 triângulos descritivos.

Os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso cobrem o ramo do pênis (corpo


cavernoso) e o bulbo do pênis (corpo esponjoso). Esses corpos são o tecido erétil do
pênis.

Correlação clínica: A contração do músculo bulboesponjoso ajuda a evacuar


qualquer urina remanescente na uretra masculina, parte esponjosa.

Pelve e Períneo Prancha 375 do Atfas


Espaço do Períneo

Masculino - Vista inferior

Pelve e Períneo 5-8


Espaço do Períneo

1 .
Músculo esfincter da uretra (masculino)
Inserção proximal: Origina-se do ramo isquiopúbico.
Inserção distal: Insere-se na rafe e no corpo do períneo e se estende
superoanteriomente ao longo da próstata para o colo da bexiga urinária.
Ação: Em ação conjunta, os músculos de ambos os lados formam um esfincter que
comprime a parte membranácea da uretra masculina.
lnervação: Nervos perineais, ramos do nervo pudendo (S2-S4).
comentário: Nos homens, apenas uma parte do músculo forma o verdadeiro
esfincter da uretra (esfincter externo da uretra). Assume-se que a outra parte do músculo
se estende verticalmente para a bexiga e envolve a parte prostática da uretra anterior e
lateralmente. Não se sabe como ou se esses músculos atuam na parte prostática da
uretra masculina.

No colo da bexiga urinária masculina existe um m. esfincter uretral interno da uretra


(músculo liso, inervação simpática a partir de L1-L2) que é importante durante a
ejaculação porque evita que o sêmen entre na bexiga urinária ou que a urina entre na
parte prostática da uretral.

Correlação clínica: A disfunção erétil é a incapacidade de atingir e/ou de


manter a ereção peniana por tempo suficiente para a relação sexual. Normalmente, o
estímulo sexual libera óxido nítrico das tenninações nervosas e nas células do
endotélio vascular, promovendo assim o relaxamento do tônus da musculatura lisa e
o aumento do fluxo sanguíneo, o qual comprime então as veias que drenam os
tecidos eréteis e permite o enrijecimento desses tecidos. Os fármacos que tratam da
disfunção erétil auxiliam no relaxamento da musculatura lisa.

Pelve e Períneo Prancha 363 do Atlas


musculatura Anorretal

Vista anterior

Pelve e Períneo
musculatura Anorretal

1. Músculo esfincter Externo do Ânus (Partes: Profunda; Superficial; Subcutânea)


Ligações: Localizado cerca de 2 cm ao final do canal anal e composto pelas partes
superficial, subcutânea e profunda. Algumas fibras se inserem anteriormente no corpo do
perineo e posteriormente ao ligamento anococcigeo. As fibras também se associam aos
músculos transverso superficial do perineo, Ievantador do ânus e bulboesponjoso. As
libras profundas se associam ao músculo puborretal.

Ação: Esta musculatura está em estado tônico de contração e não possui antagonista.
Ela mantém o canal anal fechado.

lnervação: Inervado pelos nervos anais (retais) inferiores (principalmente S4) dos
ramos do nervo pudendo (S2-S4).

Comentário: O m. esfincter interno do ânus está localizado na parte profunda do


esfincter externo do ânus. Esse esfincter de músculo liso é controlado involuntariamente.
As ñbras simpáticas mantêm sua contração, enquanto as fibras parassimpáticas relaxam o
tônus muscular e permitem a expansão do canal anal durante a defecação ou flatulência.
Essa ação também requer o relaxamento simultâneo do esfincter externo do ânus.

Correlação clínica: Uma lesão da lâmina muscular da mucosa do canal anal


(p. ex., por fezes ressecadas) pode levar a uma infecção anal que pode se
disseminar para os músculos esfincter adjacentes e, além disso, para as fossas
isquioanais e seu corpo adiposo no trígono anal.

Pelve e Períneo Prancha 374 do Atlas


Nervos das vísceras Pélvicas Femininas

Pelve e Períneo 5-10


Nervos das vísceras Pélvicas Femininas

1 .
Tronco simpático e 29 gânglio lombar
2. Nervos esplâncnicos Iombares
3. Nervos esplâncnicos sacrais (simpáticos)
4. Nervo pudendo
5. Nervos esplâncnicos pélvicos (parassimpáticos)
6. Plexo hipogástrico inferior (pélvico)
7. Plexo hipogástrico superior

Comentário: As vísceras pélvicas femininas são inervadas principalmente pela porção


inferior da parte parassimpática do sistema nervoso autônomo. Essas fibras
parassimpáticas pré-ganglionares se originam dos nervos esplâncnicos pélvicos nas raízes
de nervos S2, S3 e S4. Muitas dessas fibras parassimpáticas pré-ganglionares fazem
sinapse no plexo hipogástrico inferior (pélvico), adjacente ao reto, ao útero, ao ovário e às
tubas uferinas. As fibras parassimpáficas pós-ganglionaresdo plexo hipogástrico inferior
cursam para a respectiva víscera pélvica.

Correlação clínica: As fibras aferentes de dor que se originam dos ovários,


das tubas uterinas, do fundo ou do corpo do útero seguem pelas libras simpáticas
até a medula espinal (T11 ou T12 até o nível de L1-L2). As fibras de dor do colo do
útero e da vagina (estruturas subperitoneais) seguem para a medula espinal via
nervos esplâncnicos pélvioos (S2-S4). Os corpos celulares dessas fibras aferentes se
localizam no interior do gânglio sensitivo do nervo espinal na altura respectiva na
medula espinal. Assim, as dores das vísceras pélvicas e perineais são sentidas sobre
os dermátomos T11-L2 e S2-S4, e a maioria é confinada ao hipogástrio, à pelve e ao
perineo e ocasionalmente irradia para a parte superior do membro inferior.

Pelve e Períneo Prancha 392 do Atlas


Ver também Prancha 297
Nervos do Períneo e dos Órgãos
Genitais Femininos Externos

Pelve e Períneo 5-11


Nervos do Períneo e dos Órgãos
Genitais Femininos Externos
1 .
Nervo dorsal do clitóris
2. Nervos Iabiais posteriores
3. Ramos do nervo perineal (SuperficiaI; Profundo)
4. Nervo pudendo no canal do pudendo (de Alcock) (dissecado)
5. Nervo perineal
6. Nervos anais (retais) inferiores

Comentário: 0 nervo pudendo (nervo somático) inerva a pele, o músculo esquelético


do períneo feminino e a genitália externa. Ele se origina dos ramos anteriores nos níveis
S2, S3 e S4 da medula espinal. Depois de emergir do canal do pudendo (de Alcock), o
nervo pudendo se divide em nervos anais (retais) inferiores, nervos perineais e nervo
dorsal do clitóris.
As tibras parassimpáticas se originam de S2-S4, percorrem os nervos esplãncnicos
pélvicos até o plexo hipogástrico inferior e plexo uterovaginal e estimulam as secreções
vaginais, a ereção do clitóris e o intumescimento dos bulbos do vestíbulo (vasodilatação
de artérias que suprem os tecidos eréteis do clitóris e do bulbo do vestíbulo).

Correlação clínica: Em alguns casos, é necessário realizar anestesia local da


área perineal e o nervo pudendo pode ser bloqueado seletivamente por infiltração de
um anestésico local dentro da região do canal do pudendo, anestesiando assim a
região somática S2-S4 (pele e músculo esquelético) do períneo.

Pelve e Períneo Prancha 393 do Arias


Ver também Prancha 395
Nervos do Períneo Masculino

Pelve e Períneo 5-12


Nervos do Períneo Masculino

1. Nervo perineal (Ramos: Superficial; Profundo)


2. Nervos anais (retais) inferiores
3. Nervo pudendo
4. Nervo perineal
5. Ramos superficial e profundo do nervo perineal
6. Nervo dorsal do pênis (continuação do nervo pudendo suprindo os músculos na face
superior da membrana do períneo)
Comentário: O nervo pudendo e seus inervam a pele e os músculos
ramos

esqueléticos do períneo masculino. O nervo se origina do ramo anterior na altura dos


segmentos S2, S3 e S4 da medula espinal. Depois de emergir do canal do pudendo (de
Alcock), o nervo pudendo se divide em nervos anais (retais) inferiores, nervo perineal,
ramos superficial e profundo do nervo perineal (que também inerva o escroto) e nervo
dorsal do pênis.

As libras parassimpáticas se originam de S2-S4, percorrem os nervos esplâncnicos


pélvicos até o plexo hipogástrico inferior e o plexo prostàtico e estimulam a liberação de
óxido nítrico das terminações nervosas e das celulas endoteliais dos tecidos eréteis, que
relaxam o tônus da musculatura lisa e aumentam o fluxo sanguíneo para permitir a
ereção.

Correlação clínica: A disfunção erétil é a incapacidade de atingir ou manter a


ereção peniana por tempo suficiente para uma relação sexual. Nonnalmente, a
liberação de óxido nítrico pelas fibras nervosas parassimpáticas esplâncnicas
pélvicas e pelas células endoteliais, causa a dilatação das artérias que fornecem o
sangue para os tecidos eréteis. Quando esse mecanismo está comprometido, ocorre
a disfunção erétil. Os fármacos que são utilizados para tratar essa doença auxiliam o
relaxamento da musculatura lisa por aumentar a ação do óxido nítrico.

Pelve e Períneo Prancha 391 do Arias


Ver também Prancha 396
Artérias da Pelve Feminina

Corte sagital paramediano:


vista lateral direita

Pelve e Períneo
Artérias da Pelve Feminina

1.
Artéria glútea superior
2. Artéria obturatória
3. Artéria umbilical (parte patente)
4. Artéria pudenda interna
5. Artéria glútea inferior
6. Artéria uterina
7. Artéria retal inferior
8. Artérias vesicais superiores
9. Ligamento umbilicalmedial (parte oclusa da artéria umbilical)
1 O. Artéria ilíacainterna
11 .
Artéria ilíaca comum direita

Comentário: A artéria ilíacainterna é a fonte principal de suprimento sanguíneo para


as vísceras pélvicas e o períneo. Ela se divide em um tronco anterior (que abastece

principalmente as vísceras pélvicas e o períneo) e um tronco posterior. Os ramos do


tronco posterior geralmente suprem as paredes pélvicas ou atravessam pelo forame
isquiãtico maior para o interior da região glútea. O padrão de ramiñcação da artéria ilíaca
interna varia enormemente, então é aconselhável nomear as artérias de acordo com as
estruturas que elas suprem.
As veias que drenam as estruturas correspondentes são identificadas e nomeadas de
forma similar. Essas veias drenam para as veias ilíacasinterna e comum de cada lado.

Correlação clínica: As células cancerígenas originadas nas vísceras pélvicas


podem se disseminar (metastatizar) via sistema venoso e vão geralmente seguir a
drenagem venosa para a circulação central. Para a maioria das vísceras pélvicas,
isso significa que é via a veia cava inferior, apesar de ser comum também alguma
disseminação para as veias adjacentes da ooluna vertebral.

Pelve e Períneo Prancha 382 do Atlas


Artérias e Veias do Períneo Feminino

Pelve e Períneo 5-14


Artérias e Veias do Períneo Feminino

1. Artéria labial posterior


2. Artéria perineal
3. Artéria perineal
4. Artéria pudenda interna no canal do pudendo (de Alcock)
5. Artéria retal inferior
6. Artéria do bulbo do vestibulo
7. Artéria dorsal do clitóris

Comentário: A artéria pudenda interna é um ramo da divisão anterior da artéria ilíaca


interna. Ela segue para o perineo passando pelo forame isquiático menor e pelo canal do
pudendo (de Alcock).
No perineo, a artéria pudenda interna origina a artéria retal inferior e a artéria perineal. Os
ramos da artéria perineal suprem o bulbo do vestibulo e o clitóris.
Os vasostributários acompanham todos os ramos da artéria pudenda interna. Seus
nomes correspondem aos nomes dos ramos arteriais.

Correlação clínica: A rica rede linfática do perineo drena principalmente para


os linfonodos superñciais inguinais superticiais e então ao longo dos linfonodos
ilíacos para os linfonodos Iombares pré-aórticos (Iombares) no abdome. Os agentes
infeociosos e as células canoerígenas que se disseminam pelos vasos linfáticos
seguem esse mesmo percurso.

Pelve e Períneo Prancha 384 do Atlas


Veias do Reto e do canal Anal

Pelve e Períneo 5-15


Veias do Reto e do Canal Anal

1 .
Veias ilíacascomuns
2. Veia sacral mediana
3. Plexo venoso externo (para a veia retal)
4. Plexo venoso interno (para a veia retal)
5. Veia retal inferior
6. Veia pudenda interna no canal do pudendo (de Alcock)
7. Veia pudenda interna
8. Veia retal média
9. Veias vesical superior e uterina
10. Veia ilíacainterna
1 'l
.
Veia ilíaca externa
12. Veia retal superior (para a veia mesentérica inferior)

Comentário: Três conjuntos de veias drenam o sangue do reto e do canal anal: as


veias retais inferior e média para a veia pudenda interna (sistema caval) e a veia retal
superior para a veia mesentérica inferior (sistema porta). Essas veias avalvulares que
proporcionam uma importante anastomose portacava ao redor do reto poderiam impedir o
retorno venoso pelos sistemas porta ou caval. Observe a vasta rede de anastomoses
entre as veias tributárias nas paredes do canal anal e do reto. As artérias correspondentes
acompanham essas veias.

correlação clínica: As hemorroidas são dilafsções varicosas sintomáticas das


veias submucosas que se projetam para dentro do canal anal ou se estendem pelo
ânus e afetam 50°/o-80"/o dos indivíduos (mais comum após a gravidez).
Normalmente, elas são descritas como hemorroidas internas (dilatações de veias do
plexo venoso interno), hemorroidas externas (dilatações de veias do plexo venoso
externo) ou hemorroidas mistas (combinação de ambas).

Pelve e Períneo Prancha 379 do Atlas


Artérias e Veias da Pelve Masculina

Corte sagital paramediano:


vista lateral esquerda

Pelve e Períneo 5-16


Artérias e Veias da Pelve Masculina

1 .
Vasos obturatórios direitos
2. Artéria vesical superior
3. Artéria umbilical (parte oclusa)
4. Veia dorsal superñcial do pênis
5. Plexo pampiniforme (venoso)
6. Artéria retal inferior
7. Artéria pudenda interna
8. Artéria glútea inferior
9. Artéria glútea superior
10. Vasos iliacosinternos

Comentário: A artéria ilíacainterna supre as estruturas pélvicas, o perineo e os


órgãos genitais externos.
Dentro do funículo espermático, o plexo pampiniforme (venoso) circunda a artéria
testicular e drena sangue dos testículos para a luz da veia testicular. O plexo venoso
pampinifonne atua como um mecanismo de resfriamento contracorrente que resfria o
sangue arterial que está percorrendo a artéria testicular. A espermatogênese só ocorre se
a temperatura dos testículos for mais baixa do que a temperatura corporal; os testículos
localizam-se no escroto e possuem esse mecanismo de resfriamento contracorrente para
manter a temperatura ambiente adequada.

Correlação clínica: Um rico plexo venoso circunda a base da próstata. As


células canoerígenas originadas da próstata podem metastatizar via esses canais
venosos para veia cava inferior e pulmões, assim como podem se disseminar pelo
a
rico plexo venoso dos ossos pélvicos, do sacro e da coluna vertebral.

Pelve e Períneo Prancha 383 do Arias


Artérias e Veias do Períneo Masculino

Pelve e Períneo 5-17


Artérias e Veias do Períneo Masculino

1. Artéria retal inferior


2. Vasos pudendos internos e nervo pudendo (seccionado) no canal do pudendo (de
Alcock) (aberto)
3. Artéria pudenda interna passa acima da membrana do períneo
4. Artéria e veia perineais
5. Ramos escrotais posteriores

Comentário: A artéria pudenda interna é um ramo da divisão anterior da artéria iliaca


interna. Ela entra no períneo passando através da região glútea pelo forame isquiático
menor e percorrendo pelo canal do pudendo (de Alcock).

A artéria pudenda interna origina a artéria retal inferior e a artéria perineal. Os ramos da
artéria perineal suprem o bulbo do pênis, o pênis e o escroto.
Vários vasos tributários acompanham os ramos da artéria pudenda interna. Os nomes
dessas veias correspondem aos nomes dos ramos arteriais.

Correlação clínica: O extravasamento de urina a partir de ruptura da parte


esponjosa da uretra esponjosa pode se espalhar para o espaço superficial do
períneo do trígono urogenital, dentro do escroto, abaixo da túnica dartos, ao redor do
pênis, entre a túnica dartos e a fáscia profunda do pênis (de Buck) e dentro da
parede abdominal inferior, abaixo do estrato membranáceo (de Scarpa).

Pelve e Períneo Prancha 385 do Arias


conteúdo da Pelve Feminina:
Vista Superior

Pelve e Períneo 5-18


Conteúdo da Pelve Feminina:
Vista Superior
1 .
Útero (fundo)
2. Ovário
3. Tuba uterina
4. Ligamento redondo do útero
5. Ligamento largo do útero
6. Colo sigmoide
7. Ligamento suspensor do ovário (contém os vasos ováricos)
8. Reto
9. Escavação retouterina (fundo-de-saco de Douglas)
1 0. Bexiga urinária
Comentário: Na mulher, o peritônio atravessa da parede do abdome anterior sobre a
superfície superior da bexiga urinária. Ele então passa da bexiga para o útero, formando a
escavação vesicouterina entre essas duas estruturas. O peritônio continua sobre o fundo e
o corpo do útero, a parte posterior do fórnice da vagina e a parede da vagina; ele então
reflete nos lados anterior e lateral do reto. A escavação retouterina se localiza entre o reto
e o útero. Posterior e superiormente, o peritônio se torna o mesocolo sigmoide.

Dentro do ligamento suspensor do ovário estão as veias, os nervos e os vasos Iinfáticos


ovananos.
0 ligamento redondo do útero percorre anterior e lateralmente para o anel inguinal
profundo ou interno.

Correlação clínica: 0 ligamento largo do útero proporciona alguma


sustentação ao útero e, junto com o diafragma da pelve e vários ligamentos,
especialmente os ligamentos transverso do colo (cardinal) e retouterina (sacrouterino),
ajudam a evitar o prolapso do útero.

Pelve e Períneo Prancha 343 do Atlas


Estruturas de Sustentaçãodas vísceras
Pélvicas Femininas

Pelve e Períneo 5-19


Estruturas de Sustentação das vísceras
Pélvicas Femininas
1.
Artéria obturatória
2. Colo do útero e fáscia uterovaginal
3. Vasos uterinos
4. Ligamento transverso do colo (cardinal) (de Mackenrodt)
5. Ligamento retouterino (sacrouterino)
6. Vasos ilíacosexternos
7. Ureter
8. Escavação retouterina (fundo de saco de Douglas)
9. Bexiga urinária (fáscia vesical parcialmente removida)
comentário: Além do diafragma da pelve (músculos levantador do ânus e
iliococcigeo) e do ligamento largo do útero, muitos ligamentos subperitoneais importantes
ajudam a sustentar o útero, inclusive os ligamentos transverso do colo (cardinal) e
retouterino (sacrouterino). Os vasos uterinos percorrem dentro da margem superior do
ligamento transverso do colo (cardinal), passando sobre os ureteres (como mostrado por
um lado, mas cortado no outro lado para mostrar o ureter).

Correlação clínica: O prolapso uterino envolve a perda da sustentação dos


ligamentos transverso do colo (cardinal) e retouterino (sacrouterino) e do diafragma
pélvica (parte do músculo levantador do ânus). Quando essas importantes estruturas
de sustentação ficam enfraquecidas, o ligamento largo do útero sozinho não é
suficiente para suportar o útero ou evitar que ocorra o seu prolapso.
O útero pode descer um pouco (comum em mulheres paridas) ou pode chegar ao
orifício vaginal ou abaixo dele (colapso completo).

Pelve e Períneo Prancha 344 do Arias


Períneo Feminino

Pelve e Períneo 5-20


Períneo Feminino

1.
Clitóris
2. Músculo bulboesponjoso
3. Túber isquiático
4. Ligamento sacrotuberal
5. Fossa isquioanal
6. Corpo do períneo
7. Músculo transverso superficial do períneo
8. Glândula vestibular maior (de Bartholin)
9. Bulbo do vestibulo
1 0. Músculo isquiocavernoso

Comentário: O períneo é a região entre as porções proximais das coxas. Essa área
ern forma de diamante se estende anteriormente do monte do púbis para a superfície
medial das coxas, lateralmente, e para o cóccix, posteriormente.
Uma linha horizontal ligando os dois túberes isquiáticos divide o períneo em forma de
diamante em um trígono urogenital (anterior) e um trígono anal (posterior).

correlação clínica: O corpo do períneo é uma massa fibromuscular que


demarca o ponto de convergência do músculo bulboesponjoso, o músculo esfíncter
externo do ânus e omúsculo transverso superficial do períneo. Ele proporciona uma
importante sustentação para o períneo e para as vísceras pélvicas. Se o corpo do
períneo for rasgado (p. ex., durante o parto) e não for corretamente recuperado, sua
função de sustentação é comprometida e pode ocorrer o prolapso vaginal.

Pelve e Períneo Prancha 358 do Arias


Conteúdo da Pelve Masculina:
Vista Superior

Pelve e Períneo 5-21


Conteúdo da Pelve Masculina:
Vista Superior
1.
Ducto deferente (na prega peritoneal)
2. Anel inguinal profundo
3. Vasos testiculares (na prega peritoneal)
4. Colo descendente
5. Ureter
6. Ceco
7. Escavação retovesical
8. Bexiga urinária
9. Reto

comentário: O peritônio masculino passa da parede anterior do abdome sobre a


superfície superior da bexiga urinária e inferionnente na superfície posterior da bexiga.
Passa também sobre as terminações superiores das vesículas seminais e reveste
posteriormente a escavação retovesical, o espaço entre o reto e a bexiga urinária. Ele
então reflete na parte superior do reto. Posterior e superiormente, torna-se o mesocolo
sigmoide.
Os vasos testiculares e linfáticos localizam-se em posição retroperitoneal e percorrem a
partir de, e para o anel inguinal profundo. No anel, observe o caminho retroperitoneal do
ducto deferente em seu curso em direção à vesícula seminal.

Correlação clínica: Observe o curso retroperitoneal dos ureteres enquanto


atravessam a bexiga urinária. Eles percorrem abaixo dos vasos testiculares, porém
acima dos vasos ilíacos. Passam, então, profundamente ao ducto deferente, à
medida que se aproximam da bexiga. Os cirurgiões que operam a cavidade pélvica
devem tomar cuidado com o percurso retroperitoneal dos ureteres porque eles
facilmente podem ser lesados, levando ao extravasamento de urina dentro do espaço
retroperitoneal adjacente e da cavidade perftoneal.

Pelve e Períneo Prancha 347 do Arias


Períneo Masculino e Pênis

Pelve e Períneo 5-22


Períneo Masculino e Pênis

1.
Glande do pênis
2. Fáscia (profunda) do pênis (de Buck)
3. Músculo isquiocavernoso (removido)
4. Músculo transverso superficial do períneo
5. Corpo do períneo
6. Músculo esfincter externo do ânus
7. Músculo levantador do ânus e fáscia inferior do diafragma da pelve formando o
teto da fossa isquioanal
8. Músculo glúteo máximo
9. Ânus
Comentário: O períneo masculino inclui o canal anal, as partes membranácea e
esponjosa da uretra, a raiz do pênis e o escroto (não mostrado). A raiz, ou parte fixa do
pênis, consiste em 2 ramos e um bulbo, que se localizam na parte central, e os músculos
isquiocavernoso e bulboesponjoso, que recobrem esses corpos eréteis. Os ramos estão
ligados à superfície interna do ramo do isquio.
Após descer da bexiga e atravessar a próstata, a uretra penetra a porção proximal do
bulbo do pênis. Ela passa pelo corpo esponjoso como parte esponjosa da uretra.
O músculo levantador do ânus, a porção do diafragma da pelve, é visível no trigono anal.

Correlação clínica: A circuncisão masculina, realizada por razões religiosas el


ou de higiene, envolve a remoção do prepúcio, deixando a glande do pênis exposta.

Pelve e Períneo Prancha 362 do Atlas


Ossos e Articulações
Úmero e Escápula: Vista Anterior
Úmero e Escápula: Vista Posterior
Articulação do Ombro (Articulação Glenoumeral):
Vista Anterior
Articulação do Ombro (Articulação Glenoumeral):
Vista Lateral
6-5 Ossos do Cotovelo: Em Extensão
6-6 Ossos do Cotovelo: Em 90° de Flexão
6-7 Ligamentos do Cotovelo
6-8 Ossos do Antebraço
6-9 Ossos do Punho e da Mão
6-1 O Ligamentos do Punho: Vista Anterior (Palmar)
6-1 1 Ligamentos do Punho: \ñsta Posterior (Dorsal)
6-1 2 Ligamentos Metacarpofalângicos e lnterfalãngicos:
Vistas Mediais
6-13 Ligamentos Metacarpofalângicos e lnterfalãngicos:
Vista Anterior

Músculos
6-14 Músculos do Ombro
6-15 Músculos do Ombro
6-16 Músculos do Ombro
6-17 Músculos do Ombro

Netter - Flash Cards Anatomia


Membro Superior
Fichas 6-1 a 6-65

6-18 Músculos do Ombro


6-1 9 Músculos do Ombro
6-20 Dissecação da Região Escapuloumeral
6-21 Músculos do Ombro
6-22 Músculos do Braço: Vista Anterior
6-23 Músculos do Braço: Vista Anterior
6-24 Músculos do Braço: Vista Anterior
6-25 Músculos do Braço: Vista Posterior
6-26 Braço: Cortes Transversais Seriados
6-27 Músculos do Antebraço
6-28 Músculos Individuais do Antebraço
6-29 Músculos Individuais do Antebraço
6-30 Músculos Individuais do Antebraço
6-31 Músculos Individuais do Antebraço
6-32 Músculos Individuais do Antebraço
6-33 Músculos Individuais do Antebraço
6-34 Músculos do Antebraço
6-35 Músculos do Antebraço
6-36 Músculos do Antebraço
6-37 Músculos do Antebraço
6-38 Músculos do Antebraço
6-39 Músculos do Antebraço
6-40 Músculos do Antebraço
6-41 Músculos do Antebraço
6-42 Músculos do Antebraço

Membro Superior Sumário


6-43 Músculos do Antebraço
6-44 Músculos do Antebraço
6-45 Músculos do Antebraço em Cortes Transversais Seriados
6-46 Músculos lntrínsecos da Mão
6-47 Músculos lntrínsecos da Mão
6-48 Músculos lntrínsecos da Mão
6-49 Músculos lntrínsecos da Mão
6-50 Músculos da Mão
6-5 'l Músculos da Mão
6-52 Músculos lntrínsecos da Mão
6-53 Músculos da Mão
6-54 Músculos lntrínsecos da Mão
6-55 Músculos lntrínsecos da Mão
6-56 Corte Transversal da Palma da Mão

lnervação
6-57 Plexo Braquial: Esquema
Nervo Radial no Braço e Nervos da Região Posterior do
Ombro
6-59 Nervos do Membro Superior
6-60 Nervos da Mão

Netter - Flash Cards Anatomia


Vascularização
6-61 Nervos Cutâneos e Veias Superñciais do Ombro e do Braço
6-62 Nervos Cutâneos e Veias Superñciais do Antebraço
6-63 Artérias ao Redor da Escápula
6-64 Artéria Braquial e Anastomoses
6-65 Artérias da Mão: Vista Palmar

Membro Superior Sumário


Membro Superior 6-1
Úmero e Escápula: Vista Anterior

1 .
Acrômio
2. Tubérculo maior
3. Tubérculo menor
4. Sulco intertubercular
5. Côndilo do úmero (Partes: Medial; Lateral)
6. Capítulo do úmero
7. Fossa coronóidea
8. Cavidade glenoidal da escápula
9. Ângulo inferior
10. Fossa subescapular
11 .
Processo coracoide

Comentário: A clavícula e escápula formam o cíngulo do membro superior ou o


a
ombro, que conecta a extremidade superior ao tronco. A clavícula serve como um suporte,
mantendo o membro superior longe do tronco e livre para o movimento. Ela é vulnerável à
fratura.
A escápula articula corn a clavícula e a cabeça do úmero (articulação do ombro ou
se
glenoumeral). Dezessete músculos diferentes se ñxam à escápula. As fraturas da
escápula são incomuns.
O úmero é um osso longo. Sua extremidade proximal forma parte da articulação do ombro
e sua extremidade distal contribui para a articulação do cotovelo. O colo cirúrgico do
úmero (a região logo abaixo do tubérculo menor) é um local frequente de fratura. As
fraturas neste local podem Iesar o nervo axilar do plexo braquial.

Correlação clínica: As fraturas da clavícula são frequentes, sobretudo em


crianças. A fratura geralmente resulta de queda sobre uma mão estendida ou de
trauma direto e frequentemente ocorre no terço médio da clavícula.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 407 do Arias


Ver também Prancha 1 79
Membro Superior 6-2
Úmero e Escápula: Vista Posterior

1. Clavicula (cortada)
2. Incisura da escápula
3. Ângulo superior
4. Fossa supraespinal
5. Espinha da escápula
6. Fossa infraespinal
7. Epicôndilo medial
8. Tróclea do úmero
9. Fossa do olécrano
10. Tuberosidade para o músculo deltoide
11 . Cabeça do úmero
Comentário: Posteriormente, a escápula apresenta uma espinha proeminente que
separa as fossas supraespinal e infraespinal.
A clavícula é o primeiro osso a sofrer ossificação, mas o último osso a se fundir e é
formada por ossificação intramembranosa. E um dos ossos mais frequentemente
fraturados.
A parte média da diáfise do úmero é a tuberosidade para o músculo deltoide, o ponto de
inserção para o músculo deltoide.
Distalmente, a depressão acima da tróclea do úmero é chamada de fossa do olécrano, a
qual acomoda o olécrano da ulna quando o cotovelo está totalmente estendido.

Correlação clínica: As fraturas da escápula são relativamente incomuns. As


fraturas do colo cirúrgico do úmero são frequentes e podem lesar o nervo axilardo
plexo braquial. Uma fratura no eixo médio do úmero pode lesar o nervo radial.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 408 do Arias


Ver também Prancha 1 79
Vista anterior

Membro Superior 6-3


Articulação do Ombro (Articulação
Glenoumeral): Vista Anterior
1. Cápsula articular acromioclavicular (incorporando o ligamento acromioclavicular)
2. Ligamento coracoacromial
3. Tendão do músculo supraespinal (cortado)
4. Tendão do músculo subescapular (cortado)
5. Tendão do músculo bíceps braquial (cabeça longa)
6. Ligamentos capsulares
7. Ligamento transverso superior da escápula e incisura da escápula
8. Ligamento coracoclavicular (ligamento trapezoide; ligamento conoide)
Comentário: O ombro é uma articulação sinovial multiaxial tipo boIa-e-soquete
(articulação esferóidea). Os movimentos incluem abdução e adução, flexão e extensão, e
rotação (medial e lateral) e circundução. A rasa cavidade glenoidal da escápula permite
extenso movimento do ombro, mas também torna esta articulação vulnerável a luxação.
Os 4 tendões dos músculos do manguito rotador ajudam a estabilizara articulação.
Também é mostrada a articulação acromioclavicular, uma articulação sinovial plana entre o
acrômio e a clavícula. Esta articulação permite o movimento de deslizamento conforme o
braço é levantado e a escápula gira.

correlação clínica: Devido à ampla variedade de movimentos do ombro e de


sua rasa cavidade glenoidal, esta articulação é a articulação mais deslocada no
corpo. Esta articulação glenoumeral geralmente se desloca na direção anterior
(luxação subcoracoide) e pode colocar os nervos axilar e musculocutâneo do plexo
braquial em risco de lesão.

Membro Superior Prancha 410 do Atlas


Articulação aberta: vista lateral

Membro Superior 6-4


Articulação do Ombro (Articulação
Glenoumeral): Vista Lateral
1. Bolsa subdeltóidea
2. Cavidade glenoidal (cartilagem articular)
3. Ligamento glenoumeral inferior
4. Ligamento glenoumeral médio
5. Tendão do músculo bíceps braquial (cabeça longa)
6. Ligamento ooraooumeral
7. Ligamento coraooacromial
Comentário: A cavidade glenoidal é aprofundada pela presença do lábio glenoidal. A
articulação é estabilizada por uma cápsula, ligamentos e os 4 tendões dos músculos do
manguito rotador. Os 4 tendões dos músculos do manguito rotador reforçam a articulação
posteriormente, superionnente e medioanteriormente (tendão do músculo subescapular). A
maioria das Iuxações do ombro ocorre anteriormente, onde há menos sustentação.
O sangue é fornecido para o ombro pelos ramos das artérias supraescapular, circunllexas
do úmero e circunflexa da escápula.

Correlação clínica: As bolsas são almofadas fechadas preenchidas com


líquido e revestidas pela membrana sinovial que protegem os tendões e os
ligamentos de lesões relacionadas a movimentos de fricção sobre saliências ósseas
adjacentes ou outras superfícies ásperas.

Membro Superior Prancha 410 do Arias


Cotovelo direito

ÚITIETO

ÚIÍIETO

Em extensão: vista anterior a

;tú-WF
Ossos do Cotovelo: Em Extensão

1. Capítulo do úmero
2. Cabeça do rádio
3. Tuberosidadedo rádio
4. Tuberosidadeda ulna
5. Colo do rádio
6. Cabeça do rádio
7. Olécrano
8. Epicôndilo lateral
9. Fossa do olécrano

comentário: Os ossos do cotovelo incluem o úmero e os 2 ossos do antebraço: o


rádio e a ulna. A ulna encontra-se mais medialmente no antebraço e é o maior dos 2
ossos. O ponto do cotovelo que pode ser facilmente sentido é o olécrano, localizado
posteriormente e proximalmente na ulna.

Correlação clínica: As Iuxações da articulação do cotovelo são as 33 em


frequência após as Iuxações do ombro e do dedo e geralmente resultam de queda
sobre uma mão estendida. As Iuxações posteriores são o tipo mais frequente.

Membro Superior Prancha 424 do Atlas


Em 90° de flexão: vista lateral

É É”
ai???
Em 90° de flexão: vista medial

Membro Superior 6-6


Ossos do Cotovelo: Em 90° de Flexão

1. Ulna (Incisura radial; Processo coronoide; Incisura troclear, Olécrano)


2. Rádio
3. Incisura troclear
4. Tuberosidadedo rádio
5. Úmero
Comentário: Os ossos do cotovelo incluem o úmero e os 2 ossos do antebraço: o
rádio e a ulna. A ulna encontra-se mais medialmente no antebraço e é o maior dos 2
ossos. O ponto do cotovelo que pode ser facilmente sentido é o olécrano, localizado

posteriormente e proximalmente na ulna.

Correlação clínica: As Iuxações do cotovelo podem ser acompanhadas por


fraturas dos epicôndilos do úmero, do olécrano (ulna), da cabeça do rádio ou do
processo coronoide da ulna. Os nervos mediano ou ulnar do plexo braquial, ou
ambos, podem ser lesados nas luxações ou fraturas do cotovelo.
As fraturas proximais do rádio geralmente envolvem a cabeça ou o colo do rádio.

As fraturas da ulna frequentemente ocorrem a partir de pancada direta ou de


pronação forçada do antebraço e envolvem a diáfise.

Membro Superior Prancha 424 do Arias


Úmero

Em 90° de flexão: Em 90° de flexão:


vista lateral vista medial

Rádio

Articulação aberta: Articulação aberta:

af. gp”,
vista anterior vista posterior
.V
z*

Membro Superior 6-7


Ligamentos do Cotovelo

1. Cápsula articular
2. Ligamento colateral radial
3. Membrana sinovial
4. Cartilagem articular
5. Tendão do músculo bíceps braquial
6. Ligamento anular do rádio
7. Ligamento colateral ulnar
8. Tendão do músculo tríceps braquial

Comentário: A articulação do cotovelo forma uma articulação sinovial em dobradiça


uniaxial (ginglimo) que inclui a articulação umerorradial (entre o capitulo do úmero e a
cabeça do rádio) e a articulação umeroulnar (entre a tróclea do úmero e a incisura troclear
da ulna). A articulação também inclui uma articulação sinovial radiulnar proximal uniaxial
(pivô) que participa na supinação e na pronação (rotação). Os movimentos do cotovelo
incluem flexão e extensão.

A articulação é estabilizada pelo ligamento colateral radial localizado lateralmente e pelo


ligamento colateral ulnar triangular localizado medialmente. O ligamento anular do rádio
mantém a cabeça do rádio no lugar.
O sangue é fornecido para o cotovelo pelos ramos da artéria braquial e pelos ramos
colaterais recorrentes das artérias radial e ulnar.

Correlação clínica: Um forte puxão no antebraço, especialmente em


crianças, pode puxar a cabeça do rádio para fora do ligamento anular do rádio,
resultando em luxação da articulação radiulnar proximal.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 426 do Atlas


Rádio ulna direitos em
e Rádio ulna direitos em
e
supinação: vista anterior pronação: vista anterior

Membro Superior 6-8


Ossos do Antebraço

1 . Cabeça do rádio
2. Colo do rádio
3. Tuberosidadedo rádio
4. Membrana interóssea
5. Processo estiloide da uIna
6. Tuberosidade da uIna
7. Incisura troclear
8. Olécrano
9. Tubérculo dorsal
10. Processo estiloide

Comentário: Os ossos do antebraço incluem a uIna, localizada medialmente, o osso


maior e o radio, localizado lateralmente.
Ao longo do comprimento do antebraço, o rádio e a uIna estão conectados pela
membrana interóssea, que contribui para a articulação radioulnar, urna articulação fibrosa
(sindesmose). A membrana interóssea divide o antebraço nos compartimentos
(musculares) anterior e posterior do antebraço.
Distalmente, o rádio e a uIna apresentam processos estiloides.

Correlação clínica: A fratura de Colles é uma fratura da parte distal do rádio,


geralmente ocorre de queda sobre uma mão estendida. Em tal fratura, o fragmento
distal do rádio é forçado proximalmente e dorsalmente, resultando em defonnidade
"em garfo".

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 427 do Atlas


m Mão direita:
vista anterior
m (palmar)

Mão direita: vista


posterior (dorsal)

Membro Superior 6-9


Ossos do Punho e da Mão

1 .
Escafoide eTubérculo
2. Trapézio e Tubérculo
3. Trapezoide
4. Ossos metacarpais
5. Falanges proximais
6. Falanges médias
7. Falanges distais
8. Capitato
9. Semilunar
10. Hamato e Hâmulo
11 .
Pisiforme
12. Piramidal

Comentário: Os ossos do punho e da


mão incluem os 8 ossos carpais; os 5 ossos
metacarpais (1 para cada dedo); e para os dedos 2 a 5, as falanges proximais, médias e
distais. 0 19 dedo, ou polegar, possui somente uma falange proximal e urna falange distal.

O escafoide, osemilunar e o piramidal articulam com a parte distal do rádio para formar a
articulação radiocarpal do punho.

Correlação clínica: O escafoide é o osso carpal mais frequentemente


fraturado. O escafoide fica logo abaixo da "tabaqueira anatômica" (região dorsal na
base do polegar), por isso a dor e o edema estão geralmente sobre esta área. O 59
metacarpal é o osso metacarpal mais frequentemente fraturado, e a falange distal do
dedo médio é o dedo da mão mais frequentemente fraturado.

Membro Superior Prancha 444 do Arias


Membro Superior 6-10
Ligamentos do Punho: Vista Anterior (Palmar)

1. Ligamento radiossemilunarlongo
2. Ligamento radioescafocapitato
3. Ligamento radiossemilunarcurto
4. Semilunar
5. Ligamento escafocapitato
6. Trapézio
7. Ligamento ulnossemilunar
8. Ligamento ulnocapitato
9. Ligamento ulnopiramidal
10. Pisiforme
1 1 Ligamento piramidal-capitato
.

12. Capitato

Comentário: O punho, ou articulação radiocarpal, é uma articulação sinovial


elipsóidea biaxial formada pela extremidade distal do rádio (um disco articular) e os ossos
carpais escafoide, semilunar e piramidal. Esta articulação é reforçada pelos ligamentos
colaterais radial e ulnar e pelos ligamentos radiocarpais dorsal e palmar. A articulação
permite flexão, extensão, abdução, adução e circundução.
Os anatomistas muitas vezes simplesmente aglomeram estes ligamentos em um
ligamento radiocarpal palmar (ligamentos radiossemilunarlongo e curto e
radioescafocapitato: 1-3 na lista acima), um ligamento ulnocarpal palmar (ligamentos
ulnossemilunar, ulnocapitato e ulnopiramidal), e em vários ligamentos intercarpais e
metacarpais. Entretanto, os cirurgiões de mão classificam estes ligamentos mais
precisamente com base em suas ligações.
A articulação carpometacarpal do polegar é uma articulação selar (em sela) biaxial (com o
trapézio). Ela proporciona flexão e extensão, abdução e adução, e circundução. As outras
4 articulações carpometacarpais são articulações sinoviais planas que permitem os
movimentos de deslizamento.

Membro Superior Prancha 442 do Atlas


4777494
TMB.

Membro Superior 6-1 1


Ligamentos do Punho: Vista Posterior (Dorsal)

1. Ulna
2. Ligamento radioulnar dorsal
3. Piramidal
4. Hamato
5. Capitato
6. Trapezoide
7. Ligamento trapézio-trapezoidal
8. Trapézio
9. Escafoide
10. Ligamento escafossemilunar
11 . Ligamento radiocarpal dorsal
12. Rádio

Comentário: Proximal ao punho encontra-se a articulação radiulnar distal, que é urna


articulação sinovial trocóidea (em pivô uniaxial) entre a ulna e a incisura ulnar do rádio.
Ela pennite a pronação e a supinação (rotação).
0 punho, ou articulação radiocarpal, é uma articulação sinovial elipsóidea biaxial formada
pela extremidade distal do rádio (um disco articular) e os ossos carpais escafoide,
semilunar e piramidal. Os movimentos do punho incluem flexão, extensão, abdução,
adução e circundução.
Os anatomistas muitas simplificam esses ligamentos em um ligamento radiocarpal
vezes
dorsal, ligamentos carpometacarpais dorsais e ligamentos intercarpais. Entretanto, os
cirurgiões de mão os classificam mais precisamente com base em suas ligações.
Entre as fileiras proximal e distal dos carpais encontram-se as articulações
ossos
intercapais (mediocarpais), articulações sinoviais planas. Estas articulações permitem
algum deslizamento e movimentos de deslizamento.

Membro Superior Prancha 443 do Atfas


Em extensão:
vista medial

Em flexão:
vista medial

Membro Superior 6-12


Ligamentos Metacarpofalângicos e
lnterfalângicos: Vistas Mediais
1. Ligamento palmar (lâmina)
2. Ligamento colateral
3. Articulação interfalãngica distal
4. Articulação interfalãngica proximal
5. Articulação metacarpofalãngica
6. Cápsula articular
Comentário: As articulações metacarpofalângicassão articulações sinoviais
condilares biaxiais que participam na flexão e extensão, abdução e adução, e circundução.
A cápsula é suportada pelos ligamentos colateral e palmar. Os ligamentos colaterais são
esticados na flexão e relaxados na extensão.
As articulações interfalãngicas (interfalãngica proximal e interfalãngica distal) são
articulações sinoviais em dobradiça uniaxiais que participam na flexão e extensão.
Ligamentos semelhantes aos das articulações metacarpofalângicasreforçam estas
articulações. Os ligamentos palmares impedem a hiperextensão.

Correlação clínica: A luxação dorsal da articulação interfalãngica proximal é


bastante comum. As luxações palmares e rotacionais são incomuns, mas podem
ocorrer. As luxações ou as fraturas distais da articulação interfalãngica distal podem
ocorrer a partir de um golpe direto na ponta do dedo (dedo martelo), como de uma
bola de beisebol ou voleibol, resultando frequentemente em danos nos tendões
extensores.

Membro Superior Prancha 446 do Arias


Membro Superior 6-13
Ligamentos Metacarpofalângicos e
lnterfalângicos: Vista Anterior
1. Cápsula articular
2. Tendões do músculo flexor superficial dos dedos (cortados)
3. Tendões do músculo flexor profundo dos dedos
4. Ligamentos palmares (lâminas)
5. Ligamentos metacarpais transversos profundos
6. Ligamentos metacarpais palmares
7. Ligamentos carpometacarpais palmares
Comentário: As articulações metacarpofalângicassão articulações sinoviais
condilares biaxiais que participam na flexão e extensão, abdução e adução, e circundução.
Essas articulações são reforçadaspelos ligamentos palmares e pelos 2 ligamentos
colaterais em ambos os lados.
As articulações interfalângicas dos 29 ao 59 dedos (Il a V) incluem uma articulação
interfalângica proximal e uma articulação interfalângica distal. Essas articulações são
articulações sinoviais em dobradiça uniaxiais que são reforçadas pelos ligamentos
palmares e pelos 2 ligamentos colaterais. Elas pennitem flexão e extensão. Os ligamentos
palmares impedem a hiperextensão.

Correlação clínica:As fraturas dos metacarpais podem ocorrer de golpes


diretos (fraturas de boxe) e podem não somente romper os ossos e os ligamentos,
mas também afetar a força dos tendões dos músculos que se ligam aos metacarpais.
Essas fraturas precisam ser cuidadosamente definidas de modo que a função ideal
do dedo possa ser obtida após o tratamento da lesão e da ñsioterapia.

Membro Superior Prancha 446 do Atlas


Músculos do Ombro

Vista posterior

Membro Superior 6-14


Músculos do Ombro

1 .
Músculo trapézio
Inserção proximal: Protuberância occipital externa e terço médio da linha nucal
superior do osso occipital, ligamento nucal, processos espinhosos da 79 vértebra cervical e
de todas as 12 vértebras toràcicas.

Inserção distal: As fibras da parte descendente se inserem na margem posterior do


terço acromial da clavicula. As fibras da parte transversa se inserem na margem medial
do acrômio e na borda posterior da espinha da escápula. As fibras da parte ascendente
convergem para terminar em uma aponeurose inserida na espinha da escápula.
Ação: As partes descendente e ascendente atuam principalmente para rodar a escápula
para uma abdução total da extremidade superior. As fibras da parte descendente,
isoladamente, elevam o ombro e suportam o cingulo do membro superior quando um peso
está sendo transportado pelo ombro ou na mão. As fibras da parte transversa seguem
horizontalmente e retraem o ombro. As fibras da parte ascendente tracionam a escápula
para baixo. Quando ambos os músculos atuam juntos, a escápula pode ser aduzida e a
cabeça puxada diretamente para trás.
lnervação: 0 suprimento motor é da raiz espinal do nervo acessório (NC XI). As fibras
proprioceptivas são do 39 e do 49 nervos cervicais.
Comentário: O m. trapézio, em contraste com os outros músculos do ombro, não
recebe fibras nervosas do plexo braquial.

Correlação clínica: O m. trapézio pode ser testado quando um paciente eleva


o ombro contra uma resistência (a parte superior do músculo contraído pode ser
sentida). Isso testa a integridade da raiz espinal do nervo acessório espinal (NC Xl)
que inerva esse músculo.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 411 do Atlas


Ver também Pranchas 26, 168, 182, 183
Músculos do Ombro

Membro Superior 6-15


Músculos do Ombro

1 .
Músculo Iatíssimo do dorso

Inserção proximal: Origina-se de ampla aponeurose da lâmina posterior da


uma

aponeurose toracolombar, dos processos espinhosos das 6 vértebras torácicas inferiores e


de digitações carnosas das 3 ou 4 costelas mais inferiores. O músculo também pode se
lixar na crista iliaca.

Inserção distal: As fibras convergem conforme o músculo se curva em torno da


borda inferior do músculo redondo maior e dá voltas sobre s¡ mesmo. Ele termina como
um tendão que se insere na crista do tubérculo menor do úmero.

Ação: Extensão, adução e rotação medial do úmero (braço).


Inervação: Nervo toracodorsal (C6-C8).
Comentário: Corn extremidade superior fixada, o m. Iatíssimo do dorso eleva
a o
tronco quando os braços estão esticados acima da cabeça, como na escalada.
A origem do músculo a partir das vértebras torácicas e das costelas inferiores pode variar.
O fornecimento de sangue é pela artéria toracodorsal, um ramo da artéria subescapular
(que se origina a partir da artéria axilar).

Correlação clínica: O m. Iatíssimo do dorso é clinicamente testado quando o


paciente levanta o braço horizontalmente ao corpo com o cotovelo flexionado, como
se sinalizasse para alguém “parar”. Em seguida, o paciente é solicitado a realizar a
adução do braço contra a resistência para testar a força do músculo e a integridade
do nervo toraoodorsal. O músculo também pode ser sentido ao contrair sobre o dorso
do paciente quando este é solicitado a tossir.

Membro Superior Prancha 168 do Atlas


Músculos do Ombro

Vista posterior

Membro Superior 6-1 6


Músculos do Ombro

1 .
Músculo levantador da escápula
Inserção proximal: Origina-se a partir dos processos transversos das 4 primeiras
vértebras cervicais.

Inserção distal: Insere-se na parte superior da margem medial da escápula.


Ação: Eleva o ângulo superior da escápula e tende a puxá-Io medialmente. Também
gira a escápula de modo que a cavidade glenoidal se inclina inferiormente. Quando a
escápula está mantida em posição fixa, o levantador da escápula o pescoço lateralmente
e gira-o ligeiramente para o mesmo lado.

lnervação: Pelo 3° e 4° nervos cervicais do plexo cervical e por um ramo do nervo


dorsal da escápula (C5) para as fibras inferiores do músculo.
Comentário: A contração do m. levantador da escápula ajuda a encolher os ombros.
O fornecimento de sangue para o músculo vern em grande parte da artéria cervical
transversa do tronco tireocervical.

Membro Superior Prancha 411 do Atfas


Ver também Pranchas 26, 168, 182, 183
Músculos do Ombro

Vista posterior

Membro Superior 6-1 7


Músculos do Ombro

1 .
Músculo deltoide

Inserção proximal: Origina-se do terço acromial da clavícula, da superficie superior


do acrômio e da espinha da escàpula.
Inserção distal: As fibras convergem em um tendão espesso que é fixado à
tuberosidade para o músculo deltoide na face lateral da diátise do úmero.

Ação: A principal função é a abdução do braço em um movimento iniciado junto com o


músculo supraespinal. A parte clavicular do músculo rotaciona o braço medialmente e
ajuda o músculo peitoral maior a flexionar o braço. A parte espinal rotaciona o braço
lateralmente e ajuda o músculo Iatissimo do dorso a estender o braço no ombro.

lnervação: Nervo axilar (C5 e C6).


comentário: O deltoide é um músculo espesso e triangular com ñbras grossas.
m.
Ele cobre a articulação do ombro anteriormente, posteriormente e lateralmente. A parte
acromial multipenada do músculo é mais ativa na abdução.
O fornecimento de sangue é em grande parte através da artéria toracoacromial e também
das artérias circunflexas anterior e posterior do úmero, que têm origem na artéria axilar.

Correlação clínica: Para testar a força do músculo deltoide e a integridade do


nervo axilar, o paciente deve realizar a abdução do membro superior contra a
resistência (as libras médias do músculo devem ser vistas contraídas).As ñbras
posteriores podem ser vistas contraídas se o paciente tentar retrair o membro
superior em abdução contra a resistência.

Membro Superior Prancha 411 do Arias


Ver também Pranchas 26, 168, 182, 183
Músculos do Ombro

Vista posterior

Membro Superior 6-18


Músculos do Ombro

1.
Músculo supraespinal
2. Músculo infraespinal
Inserção proximal: O músculo supraespinal ocupa a fossa supraespinal,
proveniente dos dois terços mediais e decorrente da forte fáscia supraespinal. O músculo
infraespinal ocupa a maior parte da fossa infraespinal; ele se origina a partir dos dois
terços mediais e da fáscia infraespinal.
Inserção distal: As fibras do músculo supraespinal convergem para formar um
tendão que se insere na face superior do tubérculo maior do úmero. As fibras do músculo
infraespinal também convergem para formar um tendão, o qual se insere na face posterior
do tubérculo maior do úmero. Os tendões dos 2 músculos aderem um ao outro.

Ação: O músculo supraespinal fortalece a articulação do ombro por puxar o úmero na


direção da cavidade glenoidal da escápula. Com a ajuda do músculo deltoide, inicia a
abdução do ombro e faz uma rotação lateral do úmero (braço). O músculo infraespinal
fortalece a articulação do ombro por suportar a cabeça do úmero na cavidade glenoidal da
escápula. Ele também realiza uma rotação lateral do úmero.
lnervação: Ambos são inervados pelo nervo supraescapular (C5 e C6).

Correlação clínica: A abdução e a flexão repetidas do ombro (oomo no


movimento de lançamento) podem provocar desgaste e rompimento dos tendões
confonne eles encostam no acrõmio e no ligamento ooraooacromial. Esta ação pode
levar ao rompimento ou à ruptura dos músculos do manguito rotador. O tendão do
músculo supraespinal é mais vulnerável a lesões.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 411 do Atlas


Ver também Pranchas 26, 168, 182, 183
Músculos do Ombro

Vista posterior

Membro Superior 6-1 9


Músculos do Ombro

1 .
Músculo redondo menor
2. Músculo redondo maior

Inserção proximal: O músculo redondo menor tem origem na margem lateral da


escápula. O músculo redondo maior origina-se da superfície dorsal do ângulo inferior da
escápula.
Inserção distal: O músculo redondo menor se insere na face inferior do tubérculo
maior do úmero. O músculo redondo maior se insere medialmente à crista do tubérculo
menor do úmero.

Ação: O músculo redondo menor rotaciona o braço lateralmente e realiza uma adução
fraca do braço. Semelhante aos outros 3 músculos do manguito rotador, ele traciona o
úmero na direção da cavidade glenoidal da escápula, reforçando a articulação do ombro.
O músculo redondo maior ajuda a estender o braço a partir da posição de flexão e realiza
a adução e a rotação medial do braço.

lnervação: O músculo redondo menor é suprido pelo nervo axilar (C5 e C6), enquanto
o músculo redondo maior é inervado pelo nervo subescapular inferior (C6 e C7).

comentário: O músculo redondo menor é 1 dos 4 músculos do manguito rotador, e


ele ajuda a estabilizara articulação do ombro. Frequentemente, ele é inseparável do
músculo infraespinal.

Correlação clínica: O músculo redondo maior é clinicamente testado quando


o paciente realiza a adução do braço horizontalmente elevado contra a resistência,
enquanto visualiza a contração do músculo conforme ele passa da escápula para o
úmero. A integridade do nervo subescapular também é testada por meio desta ação.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 411 do Atlas


Ver também Pranchas 26, 168, 182, 183
Vista anterior

Membro Superior 6-20


Dissecação da Região Escapuloumeral

1 .
Músculo subescapular
Inserção proximal: Origina-se dos dois terços mediais da fossa subescapular e dos
dois terços inferiores da margem lateral da escápula.

Inserção distal: As tibras convergem em um tendão que está inserido no tubérculo


menor do úmero e na parte anterior da cápsula articular do ombro.

Ação: Como um músculo do manguito rotador, o subescapular ajuda a estabilizara


articulação do ombro e impede o deslocamento anterior do úmero. Ele também rotaciona
medialmente e realiza a adução do úmero (braço).

lnervação: Nervos subescapulares superior e inferior (C5 e C6).


Comentário: O tendão do músculo é separado do colo da escápula pela bolsa
subtendinea do músculo subescapular.
Juntamente com os músculos supraespinal, infraespinal e redondo menor, o subescapular
é o 49 músculo do grupo do manguito rotador. Nem todos esses músculos realmente
rotacionam a cabeça do úmero na articulação do ombro, mas todos eles ajudam a reforçar
a articulação.
Os músculos subescapular e serrátil anterior juntos fonnam uma articulação funcional
(tisiológica) do ombro chamada de articulação escapulotorácica. A articulação tica entre os
músculos, a escápula e o tecido conjuntivo frouxo preso entre estes 2 músculos, o que
permite um movimento de deslizamento da escápula na parede torácica. Os movimentos
escapulares desta articulação incluem elevação, depressão, protração, retração e rotação.
O suprimento sanguíneo para o músculo é realizado através da artéria subescapular, um
ramo da artéria axilar.

Membro Superior Prancha 414 do Atfas


Ver também Prancha 465
Vista anterior

Membro Superior 6-21


Músculos do Ombro

1. Músculo peitoral maior

Inserção proximal: Origina-se da metade esternal da clavícula, da metade superior


do estemo e da aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome.

Inserção distal: As fibras convergem em direção à parede anterior da axila. Todas


as 3 partes do músculo (clavicular, esternocostal e abdominal) tenninam como um tendão
achatado inserido na crista do tubérculo maior do úmero.

Ação: A ação primária é a adução do braço. 0 músculo peitoral maior também é um


rotador medial do úmero, e a sua parte clavicular ajuda a flexionar o braço e a realizar a
adução do úmero medialmente pela linha média. A parte esternocostal, juntamente com os
músculos Iatissimo do dorso e redondo maior, pode estender _ contra a resistência _
o
úmero flexionado para o lado do tronco.

lnervação: Nervos peitorais medial e lateral (C5-C8 e T1).


Comentário: As tibras desse músculo convergem em forma de leque para se
inserirem no úmero, formando a prega axilar anterior.
As artérias toracoacromial e torácica lateral suprem o músculo peitoral maior.

Conelação clínica: O músculo peitoral maior (parte esternocostal) é


clinicamente testado quando o paciente realiza a adução (movimento em direção ao
corpo) do braço a partir de uma posição de 45° lateral a parede do corpo com o
cotovelo flexionado. Pode-se colocar a mão no cotovelo e fornecer resistência contra
esta adução para testar a força do músculo e a integridade dos nervos peitorais.

Membro Superior Prancha 411 do Arias


Ver também Pranchas 26, 168, 182, 183
Camada superficial

Membro Superior 6-22


Músculos do Braço: Vista Anterior

1. Músculo bíceps braquial


Inserção proximal: A cabeça curta origina-se do ápice do processo coracoide da
escápula. A cabeça longa origina-se do tubérculo supraglenoidal da escápula.
Inserção distal: Ambos os ventres musculares se juntam para formar um tendão
achatado que está inserido na tuberosidade do rádio. Anterior ao cotovelo, o tendão
desprende ampla aponeurose a partir do seu lado medial. Esta aponeurose do músculo
bíceps braquial (bicipital) desce medialmente para se fundir com a fáscia do antebraço.
Ação: Comantebraço parcialmente flexionado, o músculo bíceps braquial é um
o
poderoso supinador do antebraço. Ele também é um flexor importante do antebraço
supinado. Ele auxilia outros músculos, embora fracamente, como um flexor do braço.
Inervação: Nervo musculocutâneo (C5 e C6).
Comentário: Como o seu nome indica, o bíceps é um músculo fusiforme que possui
2 cabeças. Sua inserção pela aponeurose bicipital permite que ele flexione o antebraço.
A artéria braquial fornece sangue para esse músculo.

Correlação clínica: Para testar os segmentos C5 e C6 da medula espinal,


percute-se o tendão do bíceps braquial para provocar o reflexo do tendão do bíceps.
0 m. bíceps é clinicamente testado quando o paciente flexiona o antebraço supinado
contra urna resistência e observa-se a contração distinta do bíceps braquial na região
anterior do braço. Esta ação também testa a integridade do nervo musculocutâneo.

Membro Superior Prancha 419 do Atlas


Ver também Prancha 462
Membro Superior
Músculos do Braço: Vista Anterior

1 .
Músculo coracobraquial
Inserção proximal: Origina-se do ápice do processo coracoide da escápula junto
com a cabeça curta do bíceps braquial.

Inserção distal: insere-se no terço médio da face anteromedial e da margem medial


do úmero.

Ação: Flexão e adução do braço.


Inervação: Nervo musculocutâneo (C6 e C7).
comentário: O músculo coracobraquial é o menor dos 3 músculos do compartimento
anterior do braço.
A artéria braquial supre o músculo coracobraquial com sangue.
Como musculocutâneo deixa
o nervo o plexo braquial, ele geralmente atravessa a parte
proximal do músculo coracobraquial.

Conwelação clínica: Já que o nervo musculocutâneo cursa através do músculo


coracobraquial, ele é vulnerável à compressão nervosa dentro do músculo, o que
pode levar à fraqueza da flexão do antebraço (perda de algumas funções dos
músculos braquial e bíceps braquial) e à hipoestesia da região lateral do antebraço.

Membro Superior Prancha 419 do Atlas


Ver também Prancha 462
Camada profunda

Membro Superior 6-24


Músculos do Braço: Vista Anterior

1. Músculo braquial
Inserção proximal: Origina-se da metade distal anterior do úmero anterior.
Inserção distal: Insere-se na tuberosidade da uIna e na superfície anterior do
processo coronoide da uIna.
Ação: O músculo braquial é um poderoso flexor do antebraço.
Inervação: Nervo musculocutâneo (C5 e C6). 0 nervo radial também envia um ramo
menor para o músculo braquial (C7).

comentário: Como o músculo braquial é superficialmente recoberto pelo bíceps


braquial, frequentemente ele não é avaliado como o mais importante e poderoso flexor do
antebraço. Embora o músculo possa participar na flexão rápida, sua contração isométrica
mantém a posição flexionada, especialmente quando um peso é aplicado no antebraço.
A artéria braquial supre o músculo braquial com sangue.

Correlação clínica: O dano ao nervo musculocutâneo proximal ao músculo


braquial (lesão por compressão conforme ele passa através do músculo
coracobraquial) pode levar à fraqueza nos músculos braquial e bíceps braquial, desta
forma afetando a flexão do antebraço.

Membro Superior Prancha 419 do Atlas


Ver também Prancha 462
Camada superfici

Membro Superior
Músculos do Braço: Vista Posterior

1. Músculo tríceps braquial


2. Músculo ancôneo

Inserção proximal: A cabeça longa do m. tríceps braquial origina-se do tubérculo


infraglenoidal da escápula. A cabeça lateral origina-se da face posterior do úmero. A
cabeça medial origina-se da face posterior do úmero, inferior ao sulco do nervo radial.
O ancôneo origina-se do epicôndilo lateral do úmero.

Inserção distal: Todas as 3 cabeças do tríceps braquial inserem-se por um tendão


comum na parte posterior proximal do olécrano da ulna. Uma banda de fibras continua
distalmente na lateral sobre o m. ancôneo para se combinarcom a fáscia do antebraço.
O m. ancôneo insere-se na região lateral do olécrano da ulna e na região superior da face
posterior do corpo da ulna.
Ação: O músculo ancôneo e todas as 3 cabeças do tríceps estendem o antebraço. O
ancôneo também realiza a abdução da ulna durante a pronação. A cabeça longa do m.
tríceps braquial, originando-se da escápula, também pode estender o braço.
Inervação: O músculo tríceps braquial e o ancôneo são supridos pelo nervo radial (C7
e C8).

Comentário: A cabeça medial do m. tríceps braquial é o equivalente funcional do


flexor principal do antebraço, o músculo braquial. A cabeça medial é erroneamente
chamada assim; ela se encontra profundamente, e não medialmente.
O m. tríceps braquial recebe o seu suprimento sanguíneo da artéria braquial profunda.

Correlação clínica: Para testar os segmentos C7 e C8 da medula espinal,


percute-se o tendão do m. tríceps braquial para provocar o reflexo do tríceps.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 420 do Atfas


Ver também Prancha 465
Membro Superior 6-26
Braço: Cortes Transversais Seriados

1. Músculo bíceps braquial (Cabeças Curta e Longa)


2. Músculo coracobraquial
3. Músculo deltoide
4. Músculo braquial
5. Nervo radial
6. Músculo tríceps braquial (Cabeças Medial, Lateral e Longa)
7. Músculo braquiorradial
8. Nervo musculocutâneo

Comentário: Funcionalmente, o braço é dividido em um compartimento anterior e um


compartimento posterior. simplificando, o compartimento anterior contém os flexores do
antebraço e o compartimento posterior contém os extensores do antebraço.
O nervo musculocutâneo inerva os músculos do compartimento anterior do braço, ou
flexores. O nervo radial inerva os músculos do compartimento posterior, do braço ou
extensores.

O compartimento anterior é amplamente suprido pela artéria braquial e seus ramos. O


compartimento posterior do braço é amplamente suprido pela artéria braquial profunda e
seus ramos.

Os nervos mediano e uInar passam através do braço em um compartimento de feixe


medial neurovascular conforme eles seguem para o antebraço. Esses 2 nervos não
inervam os músculos do braço.

Correlação clínica: O nervo radial passa em tomo da diáñse do úmero para


ter compartimento posterior do braço. As fraturas da diátise do úmero
acesso ao
podem colocar o nervo radial em perigo de ser estirado ou rompido, pois ele envolve
o úmero, afetando os extensores do punho e dos dedos.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 423 do Atlas


Antebraço direito: vista anterior
Supinação
A

'

Membro Superior 6-27


Músculos do Antebraço

1 .
Pronador redondo
2. Pronador quadrado

Inserção proximal: O músculo pronador redondo possui 2 cabeças. A cabeça


umeral origina-se logo acima do epicôndilo medial do úmero do tendão flexor comum, do
septo intermuscular e da fáscia do antebraço. A cabeça ulnar origina-se do lado medial do
processo coronoide da ulna.
O músculo pronador quadrado origina-se da região medial da superfície anterior do quarto
distal da ulna.

Inserção distal: O músculo pronador redondo insere-se no terço médio ao longo da


face lateral do rádio.
O músculo pronador quadrado insere-se no quarto distal da margem lateral e na face
anterior da epitise do rádio.
Ação: O músculo pronador redondo gira o rádio sobre a ulna (pronação) e ajuda a
flexionar o antebraço.
0 músculo pronador quadrado realiza a pronação da mão. Ele é auxiliadopelo músculo
pronador redondo quando uma força adicional é necessária.
Inervação: Ambos os músculos são inervados pelo nervo mediano (pronador redondo
_ C6 e C7; pronador quadrado C8 e T1).
_

comentário: O músculo pronador redondo é adequado para a pronação rápida e


vigorosa. 0 músculo pronador quadrado é o músculo mais profundo no antebraço e é
difícil mostra sua contração.

Correlação clínica: Um dos testes clínicos para o pronador redondo é segurar


tinnemente a mão do paciente com o antebraço estendido e pedir que ele realize a
pronação contra a resistência (virar a mão para baixo) enquanto observa o epicôndilo
medial do úmero para ver se o músculo contrai.

Membro Superior Prancha 428 do Atlas


Antebraço direito:
vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-28


Músculos Individuais do Antebraço

1 .
Músculo flexor radial do carpo

Inserção proximal: Origina-se do epicôndilo medial do úmero e da fáscia do


antebraço.
Inserção distal: Insere-se na base do II osso metacarpal e envia um feixe
deslizamento para a base do III osso metacarpal.
Ação: Flexiona a mão e auxilia na abdução da mão.

lnervação: Nervo mediano (C6 e C7).


comentário: Os músculos extensores radiais auxiliam o músculo flexor radial do
carpo na abdução da mão.
Distalmente ao punho, o pulso da artéria radial pode ser palpado logo na lateral do tendão
desse músculo.

Correlação clínica: Pode-se testar clinicamente o m. flexor radial do carpo


agarrando a mão do paciente e o paciente flexionando a mão contra uma resistência.
Conforme o paciente faz isso, olhe para o tendão do músculo para apertar no punho.

Membro Superior Prancha 430 do Atlas


Antebraço direito:
vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-29


Músculos Individuais do Antebraço

1 .
Músculo palmar longo
Inserção proximal: Origina-se do epicôndilo medial do úmero pelo tendão flexor
comum e pela fáscia do antebraço.

Inserção distal: Insere-se na região anterior distal do retináculo dos músculos


flexores e na aponeurose palmar.
Ação: Flexiona a mão e ternsiona a aponeurose palmar.
Inervação: Nervo mediano (C6 e C7).
comentário: O músculo palmar longo é vestigial em humanos e está ausente em
10"/o-15"/o da população. Em outras espécies, esse músculo retrai as garras. Em
humanos, ele atua principalmente no punho.

Correlação clínica: Peça ao paciente que faça um punho fechado para


determinar se o paciente possui o músculo palmar longo, conforme o seu tendão
aparece no meio do punho. O nervo mediano fica logo na lateral do tendão desse
músculo antes de entrar no túnel do carpo.

Membro Superior Prancha 430 do Arias


Antebraço direito:
vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-30


Músculos Individuais do Antebraço

1 .
Músculo flexor ulnar do carpo

Inserção proximal: Possui 2 cabeças. A cabeça umeral origina-se do epicôndilo


medial do úmero pelo tendão flexor comum dos músculos flexores. A cabeça ulnar
origina-se da margem medial do olécrano da ulna e da margem posterior da ulna.
inserção distal: Insere-se no osso pisiforrne, mas uma extensão de seus
ligamentos se tixa ao hãmulo do osso hamato e à base do V osso metacarpal. Várias de
suas fibras também se tixam ao retináculo dos músculos flexores.

Ação: Flexão e adução da mão.


lnervação: Nervo ulnar (C7 e C8).
comentário: As 2 cabeças desse músculo se juntam logo abaixo do epicôndilo
medial do úmero; o nervo ulnar cursa entre as cabeças confonne ele segue em direção ao
punho. O músculo extensor ulnar do carpo ajuda o m. flexor ulnar do carpo a realizar a
adução da mão.

Correlação clínica: Como o nervo ulnar passa entre as 2 cabeças do flexor


ulnar do carpo, o nervo pode ser comprimido, levando a uma síndrome do túnel
cubital. Essa síndrome é apenas a segunda sindrome do túnel do carpo entre as
neuropatias de compressão. A compressão pode ser especialmente aguda quando o
antebraço é flexionado porque estreita o espaço entre as 2 cabeças do músculo.

Membro Superior Prancha 430 do Atlas


Antebraço direito:
vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-31


Músculos Individuais do Antebraço

1 .
Músculo flexor superficial dos dedos

Inserção proximal: Este músculo origina-se por meio de 2 cabeças e se insere por
4 tendões. A cabeça umeroulnar origina-se do epicôndilo medial do úmero, do ligamento
colateral ulnar e do processo coronoide da ulna. A cabeça radial origina-se da metade
superior da face anterior do rádio.
Inserção distal: Os 4 tendões de inserção se fixam aos corpos das falanges médias
dos 4 dedos mediais (do dedo indicador ao dedo mínimo).

Ação: Esse músculo atua principalmente como flexor das articulações interfalângicas
proximais. Também contribui para a flexão de todas as articulações que atravessa,
incluindo as articulações do cotovelo, do punho e metacarpofalângica.

lnervação: Nervo mediano (C7, C8 e T1).


Comentário: Anteriormente bases das falanges, cada tendão se divide para permitir
que o tendão correspondente do músculo proximais, flexor profundo dos dedos alcance
cada dedo. Uma bainha sinovial comum do tendão ou bolsa envolve ambos os conjuntos
de tendões, facilitandoo deslizamento dos tendões um sobre o outro.

Correlação clínica: O teste desse músculo é feito ao pedir ao paciente que


flexione o dedo indicador ou médio enquanto um é mantido entre os dedos polegar e
indicador em posição flexionada na articulação interfalãngica proximal, fornecendo
resistência. Conforme o paciente tenta flexionara articulação e movimentar o dedo
em direção à palma da mão, a força do músculo pode ser avaliada.

Membro Superior Prancha 431 do Arias


Antebraço direito:
vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-32


Músculos Individuais do Antebraço

1 .
Músculo flexor profundo dos dedos

Inserção proximal: Origina-se dos três quartos proximais das faces medial e
anterior da ulna e da membrana interóssea.

Inserção distal: Os 4 tendões se ñxam nas bases das falanges distais dos 4 dedos
mediais (do dedo indicador ao dedo minimo).

Ação: A ação principal é a flexão das articulações interfalângicas distais. O músculo


também produz alguma flexão nas articulações interfalângicas proximais, nas articulações
metacarpofalângicase no punho porque os seus tendões cruzam essas articulações.
Inervação: Na região proximal ao punho, esse músculo se divide em 2 partes. A parte
medial é inervada pelo nervo ulnar (C8 e T1). A parte lateral do músculo é inervada pelo
nervo interósseo anterior do antebraço, ramo do nervo mediano (C8 e T1).

Comentário: Os tendões do flexor profundo dos dedos, semelhantes àqueles do m.


flexor superficial dos dedos, atravessam o túnel do carpo e a palma da mão. Os 4 tendões
passam através das fendas dos tendões superliciais antes de se fixarem nas falanges
distais.

Conelação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


flexiona a articulação interfalângica distal contra uma resistência, enquanto os dedos
polegar e indicador são colocados na articulação interfalângica proximal do dedo
testado para mantê-Io em extensão, e em seguida, segurando a ponta do dedo para
fornecer resistência à flexão da articulação interfalângica distal.

Membro Superior Prancha 431 do Arias


Antebraço direito:
vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-33


Músculos Individuais do Antebraço

1 .
Músculo flexor longo do polegar
Inserção proximal: Face anterior do rádio e membrana interóssea adjacente.
Inserção distal: Base da falange distal do dedo polegar.
Ação: A ação principal é a flexão da falange distal do dedo polegar. O músculo também
pode flexionar a falange proximal porque o seu tendão atravessa essa articulação.
lnervação: Nervo mediano (nervo interósseo anterior do antebraço) (C7, C8 e T1).
Comentário: O tendão desse ventre muscular unipenado atravessa o túnel do carpo
na parte lateral ou radial dos tendões llexores dos dedos e passa para a falange distal do
dedo polegar. O tendão possui sua própria bainha sinovial.

Correlação clínica: Este músculo é clinicamente testado ao pedir que o


paciente flexione a ponta do dedo polegar contra uma resistência, enquanto o
examinador mantém a falange proximal ñxada entre o polegar e os dedos. Essa ação
não somente testa a força da contração muscular, mas também testa a integridade
do nervo mediano, o qual inerva este músculo.

Membro Superior Prancha 431 do Atlas


Antebraço direito: vista anterior
Supinação

Membro Superior 6-34


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo supinador
Inserção proximal: Origina-se do epicôndilo lateral do úmero, do ligamento
colateral radial da articulação do cotovelo, do ligamento anular do rádio na articulação
radioulnar proximal, da fossa supinadora e da crista do músculo supinador na ulna.
lnserção distal: Insere-se nas superfícies lateral, posterior e anterior do terço
proximal do rádio.
Ação: O músculo supinador rotaciona o rádio para realizar a supinação do antebraço e
da mão. A supinação ocorre se o antebraço estiver flexionado ou estendido.

Inervação: Ramo profundo do nervo radial (C5 e C6).


Comentário: O supinador mais forte do antebraço é o m. bíceps braquial, o qual atua
principalmente quando o antebraço está flexionado. Ao contrário, o músculo supinador
pode realizar a supinação do antebraço que está flexionado ou estendido.
A artéria interósseaposterior passa através do músculo supinador, servindo como seu
principal suprimento sanguíneo.

Correlação clínica: O ramo profundo do nervo radial (o componente motor do


nervo radial) pode ser comprimido conforme ele passa através do músculo supinador,
levando à neuropatia no compartimento posterior do antebraço, resultando em
extensão enfraquecida da mão e dos dedos. O músculo supinador é clinicamente
testado quando o paciente realiza a supinação do antebraço estendido contra a
resistência.

Membro Superior Prancha 428 do Atlas


Membro Superior
Músculos do Antebraço

1. Músculo braquiorradial
Inserção proximal: Origina-se nos dois terços proximais da crista supraepicondilar
lateral do úmero e do septo intermuscular.

Inserção distal: Face lateral distal do rádio bem próximo ao processo estiloide do
rádio.

Ação: Acessório na flexão do antebraço.


lnervação: Nervo radial (C5 e C6), antes ele se divide em seus ramos superficial e
profundo.
comentário: O músculo braquiorradial é um músculo único, um músculo do
compartimento posterior do antebraço (inervado pelo nervo radial), mas não é um
extensor ou supinador. Ele é um flexor fraco do antebraço e mais eficiente como um flexor
quando o antebraço está em pronação média.

Correlação clínica: Em um dos testes de flexão do antebraço contra uma


resistência na posição de pronação média, o músculo braquiorradial é facilmente
observado como uma protuberãncia muscular sobre o epicõndilo lateral do úmero no
cotovelo. A dor sobre a região do epicõndilo lateral é frequentemente referida como
"cotovelo de tenista”, mas essa dor muscular, geralmente devido ao esforço
excessivo, pode ser causada por uma variedade de ações, incluindo jogar tênis ou
golfe, ou levantar objetos pesados (p. ex., uma mala) pelo punho.

Membro Superior Prancha 434 do Atlas


Ver também Pranchas 463, 464
@Emum"www.
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Membro Supe Nor 6-36


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor radial longo do carpo
Inserção proximal: Crista supracondilarlateral do úmero.
Inserção distal: Fixa-se na base do II osso metacarpal.
Ação: Extensão e abdução da mão na articulação do punho.
lnervação: Nervo radial (C6 e C7).
Comentário: Esse músculo origina-se na parte distal do músculo braquiorradial. Seu
ventre termina no terço proximal do antebraço. Seu tendão achatado continua distalmente
ao longo da face lateral do rádio, abaixo dos músculos abdutor longo do polegar e
extensor curto do polegar.

Esse músculo também atua sinergisticamente durante a flexão dos dedos pela extensão
da mão para dar força adicional quando a mão agarra um objeto. Essa ação é
fundamental para um aperto forte.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a extensão e a abdução da mão contra uma resistência. Isso exige que o
examinador segure o punho do paciente e aplique resistência na lateral do punho,
enquanto o paciente tenta llexionar a mão lateralmente (abdução ou movimento em
direção ao lado do polegar no punho) e estender a mão simultaneamente.

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


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. .àoe d.n.um ...um

Membro Superior 6-37


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor radial curto do carpo

Inserção proximal: Epicôndilo lateral do úmero.


Inserção distal: Base do III osso metacarpal.
Ação: Extensão e abdução da mão.
lnervação: Nervo radial (ramo profundo) (C7 e C8).
Comentário: Esse músculo é mais curto e espesso do que o extensor radial longo do
carpo, o qual o recobre parcialmente. ocasionalmente, ambos os músculos formam um
ventre único que dá origem a 2 tendões. Esse músculo é importante para um aperto forte
(um aperto forte necessita da extensão do punho).

Correlação clínica: Esse músculo atua junto com o extensor radial longo do
carpo e é clinicamente testado junto com esse músculo. 0 paciente é solicitado a
realizar extensão e abdução da mão contra uma resistência. Essa ação não somente
testa esses 2 músculos, mas também testa a integridade do nervo radial (seu ramo
profundo).

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Antebraço direito:
vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-38


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor dos dedos

Inserção proximal: Epicõndilo lateral do úmero.


Inserção distal: Expansões extensoras dos 4 dedos mediais (do dedo indicador ao
dedo mínimo).

Ação: Extensão das articulações metacarpofalângica e interfalãngica. Este músculo


também participa na extensão da mão quando os dedos estão estendidos.

lnervação: Nervo radial (ramo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).


comentário: Os tendões do músculo extensor dos dedos passam através do
retináculo dos músculos extensores e para as expansões extensoras dos 4 dedos mediais.
ocasionalmente, este músculo possui somente 3 tendões em vez de 4. Frequentemente, o
músculo extensor do dedo mínimo está fixado no m. extensor dos dedos.

Correlação clínica: Este músculo é clinicamente testado quando o paciente


estende os dedos contra a resistência. Isto é feito melhor quando a mão pronada do
paciente é apoiada com outra mão e fornece resistência para os dedos cruzarem as
articulações metacarpofalângicascom a outra mão. O ventre do músculo em
contração vai salientar na lateral do antebraço (a parte lateral do dedo mínimo na
posição de pronação).

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Antebraço direito
vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-39


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor do dedo minimo

Inserção proximal: Epicôndilo lateral do úmero.


Inserção distal: Expansões extensoras do V dedo.
Ação: Extensão do 9 dedo nas articulações metacarpofalângica e interfalãngica. Esse
músculo também participa na extensão da mão quando os dedos estão estendidos.

lnervação: Nervo radial (nervo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).


Comentário: Esse músculo delgado é frequentemente conectado a um músculo
maior, o m. extensor dos dedos.

Correlação clínica: Esse pequeno músculo atua com muitos dos outros
extensores dos dedos e do carpo e, em geral, não é clinicamente testado como
músculo individual, porque sua ação isolada é difícil de determinar.

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


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ciaoe d.nDIOmr ..um

Membro Superior 6-40


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor ulnar do carpo

Inserção proximal: Esse músculo possui 2 cabeças. Uma das cabeças origina-se
do epicôndilo lateral do úmero e a outra se origina da margem posterior da ulna.

Inserção distal: Fixa-se no lado medial da base do V osso metacarpal.


Ação: Extensão e adução da mão.
lnervação: Nervo radial (nervo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).
Comentário: Semelhante aos músculos extensor radial longo e curto do carpo, o m.
extensor ulnar do carpo atua como sinergista para a flexão dos dedos porque mantém a
mão estendida para dar força adicional quando a mão agarra um objeto. Essa ação é
fundamental para um aperto forte.

Correlação clínica: clinicamente, esse músculo é testado quando o paciente


realiza extensão e adução da mão contra uma resistência. 0 examinador pode conter
o punho do paciente em pronação e fornecer resistência contra extensão e adução
da mão (movimento em direção ao lado do dedo mínimo no punho). O ventre
muscular contraído saliente será evidente ao longo da região medial do antebraço e
do seu tendão no punho.

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Antebraço direito:
vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-41


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo abdutor longo do polegar
Inserção proximal: Face posterior da ulna, do rádio e da membrana interóssea.
Inserção distal: Fixa-se na base do primeiro osso metacarpal.
Ação: Abdução, extensão e rotação lateral do dedo polegar na articulação
carpometacarpal. Também pode contribuir para a abdução da mão.
Inervação: Nervo radial (nervo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).
comentário: Quando o dedo polegar é submetido à abdução, o tendão do abdutor
longo do polegar torna-se proeminente e forma a borda lateral da “tabaqueira
anatômica".

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a supinação da mão (palma da mão para cima) e estende o antebraço. Em
seguida, coloca um dedo na lateral do polegar estendido do paciente para a
resistência e pede para ele tentar movimentar o polegar em direção ao cotovelo
(abdução). Enquanto isso, olhe para o tendão do músculo seguindo para a base do I
osso metacarpal do polegar.

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Antebraço direito:
vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-42


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor curto do polegar
Inserção proximal: Origina-se da face posterior do rádio e da membrana
interóssea.

Inserção distal: Fixa-se na base da falange proximal do dedo polegar.


Ação: Extensão da falange proximal do dedo polegar na articulação metacarpofalângica.
Pela sua ação contínua, também pode estender o primeiro osso metacarpal na articulação
carpometacarpal.
Inervação: Nervo radial (nervo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).
Comentário: Esse curto extensor do dedo polegar passa junto com o músculo
abdutor longo do polegar. Os tendões dos 2 músculos formam parte da borda lateral da
"tabaqueira anatômica".

Correlação clínica: Pode-se testar clinicamente esse músculo quando o


paciente realiza a supinação da mão estendida e, em seguida, tenta estender o dedo
polegar (a posição de carona do polegar) contra uma resistência. Além de testar a
força do músculo, o tendão do músculo também deve estar visivel e palpável sobre a
superfície posterior da articulação metacarpofalângica do dedo polegar.

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Antebraço direito:
vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-43


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor longo do polegar
Inserção proximal: Face posterior do terço médio da face posterior da ulna e da
membrana interóssea.

Inserção distal: Fixa-se na base da falange distal do dedo polegar.


Ação: Extensão da falange distal do dedo polegar nas articulações metacarpofalângica
e interfalângica. Como o seu percurso possui fonna oblíqua, ele também contribui para a
abdução do dedo polegar.
lnervação: Nervo radial (nervo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).
comentário: O tendão do músculo extensor longo do polegar forma a borda medial
da "tabaqueira anatômica".

Correlação clínica: A artéria radial pode ser encontrada dentro da “tabaqueira


anatômica", e o pulso pode ser palpado nesse ponto. A "tabaqueira anatômica" é
seu
lateralmente delimitada pelos tendões dos músculos abdutor longo do polegar e
extensor curto do polegar, e medialmente pelo tendão do músculo extensor longo do
polegar. 0 osso carpal escafoide encontra-se no assoalho da tabaqueira; as fraturas
devido a queda sobre a mão estendida apresentarão dor e edema da "tabaqueira
anatômica" (o escafoide é o osso carpal mais frequentemente fraturado).

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Antebraço direito:
vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-44


Músculos do Antebraço

1 .
Músculo extensor do indicador

Inserção proximal: Superfície posterior da ulna e da membrana interóssea.


Inserção distal: Expansão extensora do 29 dedo.
Ação: Extensão de todas as articulações do dedo indicador. Pode ajudar outros
músculos extensores a estender a mão.

lnervação: Nervo radial (nervo interósseo posterior do antebraço) (C7 e C8).


Comentário: Esse músculo alongado e estreito encontra-se medialmente e
paralelamente ao músculo extensor longo do polegar. Ele permite a extensão do dedo
indicador independente dos outros dedos.

correlação clínica: Juntamente com o músculo extensor do polegar, esse


músculo proporciona a extensão independente do dedo indicador, tanto que os outros
dedos podem ser flexionados enquanto o dedo indicador ainda está se estendendo
(apontando para alguém). Essa manobra é mais difícil de fazer com qualquer um dos
outros dedos.

Membro Superior Prancha 429 do Atlas


Membro Superior
Músculos do Antebraço em Cortes
Transversais Seriados
1.
Músculo pronador redondo
2. Músculo supinador
3. Músculo flexor radial do carpo
4. Músculo flexor longo do polegar
5. Músculo extensor dos dedos
6. Músculo pronador quadrado
7. Músculo flexor profundo dos dedos
8. Músculo flexor ulnar do carpo
9. Músculo flexor superficial dos dedos

comentário: Os músculos do antebraço são divididos em compartimento anterior e


em compartimento posterior do antebraço. Os músculos no compartimento anterior do

antebraço são em grande parte flexores do carpo e dos dedos. Os músculos no


compartimento posterior do antebraço geralmente são extensores do carpo e dos dedos.

Os músculos do compartimento anterior, ou flexores, do antebraço são em grande parte


inervados pelo nervo mediano e seus ramos. Somente o músculo flexor ulnar do carpo e a
metade medial do músculo flexor profundo dos dedos são inervados pelo nervo ulnar e
seus ramos.

Os músculos do compartimento posterior do antebraço são inervados pelo nervo radial e


seus ramos.

Correlação clínica: Raramente os músculos atuam sozinhos, mas contraem e


funcionam atuando juntos com uma articulação. Portanto, é importante pensar neles
em compartimentos baseados em sua função (p. ex., extensores ou flexores) e
conhecer que nervo e vasos sanguíneos suprem o músculo de qual compartimento.

Membro Superior Prancha 437 do Atlas


Músculos intrínsecos da Mão

Vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-46


Músculos intrínsecos da Mão

1 .
Músculo abdutor curto do polegar
Inserção proximal: Origina-se do retináculo dos músculos flexores e dos tubérculos
dos ossos escafoide e trapézio.

Inserção distal: Insere-se na parte lateral da base da falange proximal do dedo


polegar.
Ação: Abdução do dedo polegar nas articulações carpometacarpal e
metacarpofalãngica.
lnervação: Ramo recorrente do nervo mediano (C8 e T1).
Comentário: Esse músculo é 1 dos 3 músculos que compõem os músculos da
eminência tenar na base do dedo polegar. Os músculos da eminência tenar são todos
inervados pelo ramo recorrente do nervo mediano.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a abdução do dedo polegar contra uma resistência. A abdução do dedo
polegar envolve o movimento em ângulo reto com a palma da mão em direção ao
cotovelo na posição de supinação. Observe a elevação do ventre muscular na
eminência tenar.

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Músculos intrínsecos da Mão

Vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-47


Músculos intrínsecos da Mão

1 .
Músculo flexor curto do polegar
Inserção proximal: Este músculo possui 2 cabeças.A cabeça superficial origina-se
do retináculo dos músculos flexores e do osso trapézio. A cabeça profunda origina-se do
assoalho do túnel do carpo, o qual recobre os ossos trapezoide e capitato.
lnserção distal: As 2 cabeças unem-se em um tendão comum que se insere na
região lateral do primeiro osso metacarpal e na base da falange proximal. O tendão de
inserção contém o osso sesamoide radial da articulação metacarpofalãngica.
Ação: Flexão da falange proximal do dedo polegar na articulação metacarpofalângica e
rotação indireta do osso metacarpal do dedo polegar medialmente na articulação
carpometacarpal.
Inervação: Ramo recorrente do nervo mediano (C8 e T1).
Comentário: Esse músculo é 1 dos 3 músculos que compõem os músculos da
eminência tenar na base do dedo polegar. Os músculos da eminência tenar são todos
inervados pelo ramo recorrente do nervo mediano.

Conelação clínica: O ramo recorrente do nervo mediano encontra-se um


tanto quanto superñcial na palma da mão antes de se encaminhar para o ventre do
músculo llexor curto do polegar. Lacerações através da palma da mão e da
eminência tenar podem romper esse importante ramo, visto que ele inerva 3 dos 4
músculos da eminência tenar. Além disso, é preciso testar cuidadosamente a
integridade desses músculos nas Iaoerações da mão.

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Músculos intrínsecos da Mão

Vista anterior (palmar)

Membro Superior
Músculos intrínsecos da Mão

1 .
Músculo oponente do polegar
Inserção proximal: Origina-se do retináculo dos músculos tlexores e do osso
trapézio.
Inserção distal: Fixa-se na região lateral do I osso metacarpal.
Ação: Puxa e rotaciona o l osso metacarpal medialmente através da palma da mão,
opondo o dedo polegar contra os outros dedos.
Inervação: Ramo recorrente do nervo mediano (C8 e T1).
comentário: Esse músculo é 1 dos 3 músculos que compõem os músculos da
eminência tenar na base do dedo polegar. Os músculos da eminência tenar são todos
inervados pelo ramo recorrente do nervo mediano.

correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando é pedido ao


paciente para tocar a base do dedo mínimo com o dedo polegar, enquanto a
resistência é fornecida para o lado palmar da base do dedo polegar.

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Músculos intrínsecos da Mão

Vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-49


Músculos intrínsecos da Mão

1 .
Músculo adutor do polegar
Inserção proximal: As libras proximais compõem a cabeça oblíqua e originam-se
das bases do Il e lIl ossos metacarpais e do osso capitato. A cabeça transversa origina-se
da face anterior do corpo do lII osso metacarpal.
lnserção distal: Ambas as cabeças desse músculo convergem para um osso
sesamoide na região medial ou ulnar da articulação metacarpofalângica. Ele se fixa na
base da falange proximal do dedo polegar.

Ação: Adução da falange proximal do dedo polegar em direção ao dedo médio.


Inervação: Ramo profundo do nervo ulnar (C8 e T1).
comentário: Esse músculo não é considerado um músculo tenar e, embora atue no
dedo polegar, ele é inervado pelo nervo ulnar.

correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando é pedido ao


paciente para realizar a adução do dedo polegar contra uma resistência. Isso é feito
confonne o paciente coloca o dedo polegar em uma posição de total abdução (em
ângulo reto com a palma da mão supinada e em seguida promove-se a resistência
confonne o paciente tenta movimentar o dedo polegar para trás em uma posição de
adução (plano na palma da mão apenas na lateral do dedo indicador).

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Músculos da Mão

Vista anterior

Membro Superior 6-50


Músculos da Mão

1 .
Músculo abdutor do dedo mínimo

Inserção proximal: Origina-se do osso pisifonne e do tendão do músculo flexor


ulnar do carpo.

Inserção distal: Fixa-se na região medial da base da falange proximal do 59 dedo.


Ação: Abdução do 59 dedo.
lnervação: Ramo profundo do nervo ulnar (C8 e T1).
Comentário: Esse músculo é 1 dos 3 músculos que compõem os músculos da
eminência hipotenar, os quais constituem os músculos intrínsecos do dedo minimo. Todos
são inervados pelos ramos profundos do nervo ulnar e supridos pelos ramos profundos da
artéria ulnar.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a abdução do dedo mínimo contra uma resistência. Corn a palma da mão
supinada e os dedos estendidos e juntos, solicite ao paciente que ele realize a
abdução do dedo mínimo (movê-lo medialmente para longe da palma da mão e dos
outros dedos) enquanto promove a resistência.

Membro Superior Prancha 449 do Atlas


Músculos da Mão

Vista anterior

Membro Superior 6-51


Músculos da Mão

1 .
Músculo flexor curto do dedo mínimo

Inserção proximal: Origina-se do hâmulo do osso hamato e do retináculo dos


músculos flexores.

Inserção distal: Insere-se na face medial da base da falange proximal do dedo


mínimo, como faz o músculo abdutor do dedo mínimo.

Ação: Flexão da falange proximal do 59 dedo na articulação metacarpofalângica.


lnervação: Ramo profundo do nervo ulnar (C8 e T1).
Comentário: Esse músculo é 1 dos 3 músculos que compõem os músculos da
eminência hipotenar, os quais constituem os músculos intrínsecos do dedo mínimo. Todos
são inervados pelos ramos profundos do nervo ulnar e supridos pelos ramos profundos da
artéria ulnar.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando é pedido ao


paciente para realizar a flexão do dedo mínimo na articulação metacarpofalãngica
contra uma resistência. Ele ajuda a manter os 3 dedos mediais em posição
estendida, enquanto o paciente tenta flexionaro 59 dedo, que deve ser estendido nas
articulações interfalãngicas.

Membro Superior Prancha 449 do Atlas


Músculos intrínsecos da Mão

Vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-52


Músculos intrínsecos da Mão

1 .
Músculo oponente do dedo minimo
Inserção proximal: Origina-se do hâmulo do osso hamato e do retináculo dos
músculos flexores.

Inserção distal: Insere-se na face palmar do corpo do 59 osso metacarpal.


Ação: Abdução, flexão e rotação lateral do 59 osso metacarpal, reforço da depressão
central da palma da mão, aumento da força de aperto e oposição do dedo mínimo ao
dedo polegar.

Inervação: Ramo profundo do nervo ulnar (C8 e T1).


Comentário: Esse músculo é 1 dos 3 músculos que compõem os músculos da
eminência hipotenar, os quais constituem os músculos intrínsecos do dedo minimo. Todos
esses músculos são inervados pelos ramos profundos do nervo ulnar e supridos pelos
ramos profundos da artéria ulnar.

correlação clínica: Para testar clinicamente a oposição, o paciente deve


tocar as pontas do dedo polegar e do dedo mínimo em conjunto e em seguida, com
um dedo nas eminências tenar e hipotenar do paciente, o examinador puxa os dedos
em oposição para separá-los e testar a força dos músculos oponentes.

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Membro Superior 6-53
Músculos da Mão

1. 19 e 29 músculos Iumbricais
2. 39 e 49 músculos Iumbricais

Inserção proximal: Os 19 e 29 músculos Iumbricais originam-se dos 2 tendões


laterais do músculo flexor profundo dos dedos. Os 39 e 49 músculos Iumbricais originam-se
dos 3 tendões mediais do músculo flexor profundo dos dedos.

Inserção distal: Fixam-se nas regiões laterais das expansões extensoras dos dedos
29 a 59 (ll a V) (do dedo indicador ao dedo minimo).

Ação: Flexão das articulações metacarpofalângicase extensão das articulações


interfalângicas.
lnervação: Os 19 e 29 músculos Iumbricais são inervados pelo nervo mediano (C8 e
T1). Os 39 e 49 músculos Iumbricais são inervados por um ramo profundo do nervo ulnar
(C8 e T1).
Comentário: Devido ao trajeto que o músculo lumbrical atravessa pela articulação
interfalângica proximal, ele impede que o músculo extensor dos dedos hiperestenda a
articulação.
Os músculos Iumbricais podem exibir considerável variação nas suas inserções.

Correlação clínica: Os músculos Iumbricais podem ser clinicamente testados


ao pedir que o paciente flexione as 4 articulações metacarpofalângicasmediais
contra uma resistência, enquanto mantém as articulações interfalãngicas estendidas.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 451 do Atlas


Vista posterior
(dorsal)

Membro Superior 6-54


Músculos intrínsecos da Mão

1 .
Músculos interósseos dorsais

Inserção proximal: Os 4 músculos interósseos dorsais são bipenados. Eles se


originam de 2 cabeças das regiões adjacentes dos ossos metacarpais.
Inserção distal: Cada músculo interósseo se insere na base da falange proximal e
na aponeurose que forma a expansão extensora dos dedos 2 a 4.
Ação: Abdução dos dedos a partir de uma linha longitudinal imaginária através do dedo
médio (setas). Os músculos interósseos dorsais também flexionam os dedos nas
articulações metacarpofalângicase ajudam na extensão das 2 falanges distais nas
articulações interfalângicas.
lnervação: Ramos profundos do nervo ulnar (C8 e T1).
comentário: O 19 músculo interósseo dorsal é o maior. Ele preenche o espaço entre
os ossos metacarpais dos dedos polegar e indicador e é algumas vezes chamado de
músculo da “pitada”. O 19 músculo interósseo dorsal também é usado com o músculo
adutor do polegar durante uma pegada de precisão.
Os músculos interósseos dorsais não estão associados com o dedo polegar ou com o
dedo mínimo; esses dedos possuem seus abdutores próprios.

Correlação clínica: Os músculos interósseos dorsais são clinicamente


testados ao segurar os dedos estendidos em adução juntos e pedir para o paciente
abrir os dedos contra essa resistência.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 453 do Atlas


Vista anterior
(palmar)

Membro Superior 3-55


Músculos intrínsecos da Mão

1. Músculos interósseos palmares


Inserção proximal: Os 3 músculos interósseos palmares originam-se da superficie
palmar dos ossos metacarpais dos dedos 2, 4 e 5.
Inserção distal: Os tendões dos músculos interósseos palmares se inserem nas
expansões extensoras dos dedos e nas bases das falanges proximais dos dedos 2, 4 e 5.
Ação: Os músculos interósseos palmares realizam a adução dos dedos na articulação
metacarpofalãngica, movendo-os em direção a uma linha imaginária através do eixo do
dedo médio (setas). Também auxiliam na flexão da falange proximal na articulação
metacarpofalãngica e ajudam na extensão das 2 falanges distais nas articulações
interfalângicas.
Inervação: Ramo profundo do nervo ulnar (C8 e T1).
Comentário: Os 3 músculos interósseos palmares unipenados são menores do que
os 4 músculos interósseos dorsais.

Correlação clínica: Os músculos interósseos palmares são clinicamente


testados ao colocar uma folha de papel entre 2 dedos adjacentes e, com o paciente
segurando o papel entre os dedos em adução, tentar puxar o papel para fora. Corn a
adução enfraquecida, o paciente terá diliculdade de manter a folha de papel entre os
dedos.

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Membro Superior 6-56
Corte Wansversal da Palma da Mão

1. Músculo Iumbrical em sua bainha fascial


2. Tendões dos músculos flexores para o 59 dedo (V) em uma bainha comum dos
tendões (bolsa ulnar)
3. Músculos da eminência hipotenar
4. Músculos interósseos dorsais
5. Músculos interósseos palmares
6. Músculo adutor do polegar
7. Tendões dos músculos flexores profundo e superficial para o 39 dedo (Ill)

comentário: Os músculos na base do dedo polegar compõem a eminência tenar.


Os músculos intrínsecos na base do 59 dedo (V) compõem a eminência hipotenar.
Os músculos interósseos palmares realizam a adução dos 3 dedos mediais, enquanto os
músculos interósseos dorsais realizam a abdução dos 3 dedos mediais. conjuntamente,
os músculos interósseos também flexionam a articulação metacarpofalângica e, por causa
de sua inserção na expansão extensora, estendem as articulações interfalângicas proximal
e distal.

Correlação clínica: Diversos espaços potenciais existem na palma da mão e


podem se tornar locais de infecção. O espaço tenar existe logo anterionnente ao
músculo adutor do polegar. O espaço mediopalmar existe posteriormente
(profundamente) ao compartimento central que contem os longos tendões dos
músculos flexor e Iumbrical.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 450 do Atlas


Membro Superior 6-57
Plexo Braquial: Esquema

1.
Nervo musculocutâneo (C5-C7)
2. Nervo axilar (C5-C6)
3. Nervo radial (C5-C8, T1)
4. Nervo mediano (C5-C8, T1)
5. Nervo ulnar (C7-C8, T1)
6. Nervo toracodorsal (subescapular médio) (C6-C8)
7. Nervo torácico longo (C5-C7)
8. Nervo dorsal da escápula (C5)

Comentário: O plexo braquial é formado pelo ramo anterior dos nervos espinais
C5-T1. Suas ramificações suprem os músculos do ombro, incluindo os músculos
superficiais na parede torácica posterior e anterior e todos os músculos da extremidade
supenor
As 5 raizes do plexo braquial dão origem a 3 troncos e a 3 divisões anteriores e 3
divisões posteriores, que coalescem nos 3 fascículos: os fascículos lateral, posterior e
medial (nomeados pelas suas relações com a artéria axilar). Os 3 fascículos dão origem
aos 5 ramos terminais.

O ramo anterior dos nervos espinais que contribui com fibras para cada um dos ramos
listados anteriormente pode variar de indivíduo para indivíduo, por isso é aconselhável ter
cuidado na atribuição dos componentes absolutos do nervo de cada ramo. Isso explica a
variabilidadeobservada nas descrições desses nervos nos livros-texto.

Correlação clínica: As lesões superiores no plexo superior (C5-C6) (paralisia


de Erb) afetam amplamente os músculos do ombro e do braço e se apresentam com
o antebraço estendido e a mão flexionada (punho caído), mas uma pegada normal.
As lesões inferiores no plexo inferior (C7-T1) (paralisia de Klumpke) afetam
principalmente os músculos do antebraço e da mão; o paciente apresenta uma
pegada fraca devido à perda da flexão.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 418 do Atlas


Membro Superior
Nervo Radial no Braço e Nervos da
Região Posterior do Ombro
1.
Nervo dorsal da escãpula (C5)
2. Nervo subescapular inferior (C5-C6)
3. Nervo cutâneo posterior do antebraço
4. Nervo radial (C5-C8, T1)
5. Nervo axilar (C5-C6)
6. Nervo supraescapular (C5-C6)
Comentário: Os ramos do plexo braquial inervam os músculos do ombro e do braço.
Proeminente entre esses ramos são o nervo dorsal da escápula, o nervo supraescapular,
o nervo subescapular inferior e 2 dos 5 ramos terminais do plexo braquial: o nervo axilar e
o nervo radial.

O nervo radial inerva o compartimento posterior (dos músculos extensores) do braço e


segue posteriormente a diátise do úmero, circulando com a artéria braquial profunda. No
braço, esse nervo inerva os músculos triceps braquial e ancôneo.

Correlação clínica: O nervo radial é vulnerável à distensão ou rompimento


fraturas da diátise do úmero e pode ser comprimido por tomiquetes que estão
nas
muito apertados ou pela compressão direta (paralisia do sábado à noite), levando ao
enfraquecimento da extensão e da supinação do antebraço, da mão e dos dedos. O
punho caido é um sinal clínico comum, caso os músculos extensores do antebraço
estejam afetados.

Membro Superior Prancha 465 do Atlas


Vista anterior

Membro Superior
Nervos do Membro Superior

1 .
Nervo musculocutâneo
2. Nervo radial (Ramo profundo; Ramo superficial)
3. Nervo mediano
4. Ramo recorrente (motor) do nervo mediano para os músculos da eminência tenar
5. Nervos digitais palmares comuns do nervo mediano
6. Ramo superficial do nervo ulnar
7. Nervo mediano
8. Nervo ulnar
9. Nervo radial

comentário: Os nervos do braço, antebraço e mão são derivados dos 5 ramos


terminais do plexo braquial. 0 nervo musculocutâneo inerva os músculos flexores do
antebraço, que estão contidos no compartimento anterior do braço. O nervo radial inerva
o compartimento posterior do braço, que contém os músculos que estendem o

antebraço.
No antebraço, o nervo radial também inerva os músculos extensores do carpo e dos
dedos e o nervo mediano inerva a maioria dos músculos flexores do carpo e dos dedos
(embora o nervo ulnar inerve 1% músculo).
Os nervos mediano e ulnar inervam os músculos intrínsecos da mão, embora o nervo
ulnar predomine (inerva os músculos da eminência hipotenar, 2 Iumbricais, o adutor do
polegar e todos os interósseos).

correlação clínica: A lesão do nervo mediano pode afetar a flexão do carpo e


dos dedos e em particular, a habilidade de utilizarefetivamente os dedos polegar,
indicador e médio. A lesão do nervo ulnar pode se apresentar como uma mão em
garra e uma incapacidade de utilizar efetivamente os dedos anular e mínimo, assim
como uma perda da abdução e adução do 29 ao 59 dedo (II a V).

Membro Superior Prancha 461 do Arias


Nervos da Mão

Vista anterior (palmar)

Membro Superior 6-60


Nervos da Mão

1 .
Ramos do nervo mediano para os músculos da eminência tenar e para o 19 e o 29
músculos Iumbricais
2. Ramos do ramo profundo do nervo ulnar para o 39 e o 49 músculos Iumbricais e para
todos os músculos interósseos
3. Ramo palmar profundo da artéria ulnar e ramo profundo do nervo ulnar
4. Nervo mediano (cortado)
5. Nervo ulnar

Comentário: Os nervos mediano e ulnar inervam os músculos intrínsecos na região


anterior (palmar) da mão. O nervo mediano inerva os músculos que atuam no dedo
polegar; esses músculos formam a eminência tenar e os Iumbricais dos 2° e 3° dedos
(II e III) Todos os outros músculos intrínsecos da região anterior da mão são inervados
pelos ramos do nervo ulnar.

Correlação clínica: A sensibilidadeda pele sobre a superfície da mão pode


variar dependendo das ramificações dos ramos sensitivos dos nervos radial,
mediano e ulnar. Os testes de sensibilidaderadial somente podem ser feitos com
segurança sobre o espaço dorsal entre os dedos polegar e indicador. A sensação
mediana é testada com segurança na face palmar (volar) da ponta do dedo
indicador. A sensação ulnar é testada com segurança na face palmar da ponta do
dedo minimo.

O rico suprimento sanguíneo para a mão, através dos arcos palmares, signilica que
as lacerações da palma da mão frequentemente sangram muito e podem ser difíceis
de controlar.

Membro Superior Prancha 453 do Atlas


Nervos cutâneos o Velas
superficiais do Ombro o do Braço

Vista anterior Ii' ã

a -.
'

1 _
u¡ .'. -- a-r:

Membro Superior 6-61


Nervos cutâneos e Veias superficiais do
Ombro e do Braço
1.
Nervos supraclaviculares (do plexo cervical) (Medial; Intermédio; Lateral)
2. Nervo cutâneo medial do braço
3. Nervo cutâneo lateral superior do braço (do nervo axilar)
4. Veia cefálica
5. Veia cefálica
6. Veia basílica
7. Veia intennédia do cotovelo
8. Nervo cutâneo lateral do antebraço (parte terminal do nervo musculocutâneo)
9. Veia basílica

comentário: Os nervos cutâneos do ombro se originam dos nervos supraclaviculares


do plexo cervical. Os nervos cutâneos do braço se originam do nervo axilar, do nervo
radial ou diretamente do plexo braquial.
As maiores veias superficiais do braço são a veia cefálica e a veia basílica. A veia cefálica
se junta à veia basílica através da veia intennédia do cotovelo, que passa cruzando
anteriormente a fossa cubital. Essa veia é frequentemente utilizada para a punção venosa.
Através das veias períurantes, as veias superficiais se comunicam com as veias profundas
acompanhando a artéria braquial e os seus ramos. As veias superficiais e profundas do
membro superior possuem válvulas para auxiliaro retorno sanguíneo para o coração.
A veia cefálica drena proximalmente para a veia axilar e a veia basílica drena
proximalmente para a veia axilar ou se toma contínua com ela.

Membro Superior Prancha 403 do Atfas


Vista anterior

Membro Superior
Nervos cutâneos e Veias
superficiais do Antebraço
1. Nervo cutâneo lateral do antebraço (do nervo musculocutãneo)
2. Veia cefálica (do antebraço)
3. Veia intermédia (mediana) do antebraço
4. Nervos digitais palmares próprios e veias digitais palmares
5. Veias perfurantes
6. Veia basílica (do antebraço)
7. Ramo anterior e ramo posterior do nervo cutâneo medial do antebraço
8. Veia basílica

Comentário: Os nervos cutâneos do antebraço se originam do nervo


musculocutãneo, do nervo radial, do nervo ulnar ou diretamente do plexo braquial.
As principais veias superficiais do antebraço são a veia cefálica e a veia basílica. Essas
veias se comunicam na fossa cubital por meio da veia intermédia do cotovelo.
As veias superficiais se comunicam com as veias profundas por meio das veias
perfurantes. As veias profundas acompanham as artérias radial e ulnar e os seus
principais ramos. As veias superficiais e profundas do membro superior possuem válvulas
para auxiliaro retorno sanguíneo para o coração.

Correlação clínica: As veias cefálica e basílica começam no dorso da mão;


como a mão é amplamente utilizada para pegar objetos, o sangue arterial dos arcos
palmares é espremido a partir da palma da mão e drenado na rede venosa dorsal e
daí para as veias cefálica e basílica. Se as veias estivessem na palma da mão, elas
seriam espremidas toda vez que nós pegássemos alguma coisa!

Membro Superior Prancha 404 do Arias


7%».

Membro Superior 6-63


Artérias ao Redor da Escápula

1 .
Artéria dorsal da escápula
2. Músculo supraespinal (cortado)
3. Ligamento transverso superior da escápula e incisura da escápula
4. Músculo infraespinal (cortado)
5. Artéria circunflexa da escápula
6. Artéria circunflexa posterior do úmero (no espaço quadrangular) e ramos ascendente
e descendente
7. Ramo infraespinal da artéria supraescapular
8. Ramo acromial da artéria toracoacromial
9. Artéria supraescapular

Comentário: Ao redor da articulação do ombro, uma rica anastomose vascular é


formada pelos ramos do tronco tireocervical, pela artéria toracoacromial, pela artéria
subescapular e pelas artérias circunflexas posterior e anterior do úmero. Essa anastomose
não somente supre os 17 músculos ligados à escápula e alguns dos músculos do ombro,
como também fornece a circulação colateral para o membro superior se a parte proximal
da artéria axilar se tornar ocluída.
As anastomoses da artéria dorsal da escápula (do tronco tireocervical) cruzam livremente
as fossas supraespinal e infraespinal com os ramos das artérias supraescapular,
circunflexa posterior do úmero e circunflexa da escápula ramo da artéria subescapular.

Correlação clínica:As articulações tendem a ter rica anastomose vascular ao


seu redor para suprir os músculos que trabalham nessas articulações e para suprir a
própria articulação. clinicamente, essas anastomoses podem ser importantes se uma
artéria proximal for Iacerada, porque as artérias adjacentes ainda podem suprir os
tecidos distais com sangue.

Membro Superior Prancha 415 do Atlas


Ver também Pranchas 32, 422
Membro Superior 6-64
Artéria Braquial e Anastomoses

1. Artéria toracoacromial
2. Artéria axilar
3. Artéria circunflexa posterior do úmero
4. Artéria braquial
5. Artéria braquial profunda
6. Artéria colateral radial
7. Artéria recorrente radial
8. Artéria radial
9. Artéria ulnar
10. Artéria interóssea comum
11 .
Artéria colateral ulnar superior
12. Artéria circunflexa da escápula
13. Artéria subescapular

Comentário: A artéria braquial é uma continuação da artéria axilar; ela começa na


margem inferior do músculo redondo maior. Fornece um ramo profundo para os músculos
do compartimento posterior do braço. Na fossa cubital, a artéria braquial se divide nas
artérias radial e ulnar.
A articulação do cotovelo é cercada por rica anastomose das artérias recorrente radial e
ulnar e colateral radial e ulnar.
O nervo radial segue a artéria braquial profunda (ramo da artéria braquial) no braço. 0
nervo ulnar segue com a artéria colateral ulnar superior. O nervo mediano segue com a
artéria braquial.

Correlação clínica: Como a articulação do ombro, a articulação do cotovelo


também possui uma rica anastomose vascular, fornecendo sangue para os músculos
que atuam na articulação do cotovelo e suprindo a própria articulação.

Membro SIIPGPÍOI' Prancha 422 do Atlas


Ver também Prancha 415
Artérias da Mão: Vista Palmar

Membro Superior
Artérias da Mão: Vista Palmar

1.
Artéria radial
2. Ramo palmar superficial da artéria radial
3. Nervos e artérias digitais palmares próprios
4. Nervos e artérias digitais palmares comuns
5. Arco palmar superficial (arterial)
6. Ramo palmar profundo da artéria ulnar e ramo profundo do nervo ulnar
7. Artéria e nervo ulnares

comentário: O arco palmar superficial é uma continuação da artéria ulnar. Ele sofre
anastomose com o ramo palmar superficial da artéria radial. A partir desse arco superficial
originam-se as artérias digitais palmares comuns, que se dividem nas artérias digitais
palmares próprias.
Um arcopalmar profundo existe mais profundamente dentro da palma da mão. Ele é a
parte temiinal da artéria radial, e sofre anastomose com o ramo palmar profundo da
artéria ulnar. Os ramos perfurantes unem os arcos palmares superficial e profundo.

correlação clínica: O teste de Allen é utilizado para testar a perfusão


vascular distal para o punho. Os polegares do examinador são colocados levemente
sobre artérias radial e ulnar do paciente, conforme o paciente fecha a mão para
as
"empalidecef a pele da palma da mão. Em seguida, comprimindo a artéria radial
com o dedo polegar, o examinador libera a pressão na artéria ulnar e pede ao
paciente para abrir a mão cerrada. Normalmente, a pele deve voltar a ficar
imediatamente rosada, indicando fluxo sanguíneo arterial ulnar nonnal através dos
arcos palmares anastomóticos. Em seguida, o teste é repetido com a oclusão da
artéria ulnar para avaliar o fluxo arterial radial.

Membro Superior Prancha 454 do Atlas


Ossos e Articulações
7-1 Osso do Quadril: Vista Lateral
7-2 Osso do Quadril: Vista Medial
7-3 Articulação do Quadril: Vista Lateral
7-4 Articulação do Quadril: Vistas Anterior e Posterior
7-5 Fêmur
7-6 Tíbia e Fíbula
7-7 Joelho: Ligamentos Cruzados e Colaterais
7-8 Joelho: Vista Interna (Vista Superior)
7-9 Joelho: Vista Interna (Vista Inferior)
7-1 O Ossos do Pé
7-1 1 Ligamentos e Tendões do Tornozelo: Vista Lateral
7-12 Ligamentos e Tendões do Tornozelo: Vista Medial
7-13 Ligamentos e Tendões do Pé: Vista Inferior (Plantar)

Músculos
7-14 Músculos do Membro Inferior
7-15 Músculos do Membro Inferior
7-1 6 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-1 7 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-18 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-19 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-20 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-21 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-22 Músculos da Coxa: Vista Anterior

Netter - Flash Cards Anatomia


Membro Inferior
Fichas 7-1 a 7-71

7-23 Músculos da Coxa: Vista Anterior


7-24 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-25 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-26 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-27 Músculos da Coxa: Vista Anterior
7-28 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Posterior
7-29 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Posterior
7-30 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Posterior
7-31 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Posterior
7-32 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-33 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-34 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-35 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-36 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-37 Músculos do Quadril e da Coxa: Vista Lateral
7-38 Músculos da Coxa
7-39 Músculos da Perna: Vista Lateral
7-40 Músculos da Perna: Vista Lateral
7-41 Músculos da Perna (Dissecação Superficial)
7-42 Músculos da Perna (Dissecação Superficial)
7-43 Músculos da Perna (Dissecação Superficial)
7-44 Músculos da Perna: Vista Posterior
7-45 Músculos da Perna: Vista Posterior
7-46 Músculos da Perna: Vista Posterior
7-47 Músculos da Perna: Vista Posterior

Membro Inferior Sumário


7-48 Músculos da Perna (Dissecação Profunda)
7-49 Músculos da Perna (Dissecação Profunda)
7-50 Músculos da Perna (Dissecação Profunda)
7-51 Perna: Corte Transversal
7-52 Músculos da Planta do Pé: Primeira Camada
7-53 Músculos da Planta do Pé: Primeira Camada
7-54 Músculos da Planta do Pé: Primeira Camada
7-55 Músculos da Planta do Pé: Segunda Camada
7-56 Músculos da Planta do Pé: Segunda Camada
7-57 Músculos da Planta do Pé: Segunda Camada
7-58 Músculos da Planta do Pé: Segunda Camada
7-59 Músculos da Planta do Pé: Terceira Camada
7-60 Músculos do Pé
7-61 Músculos do Pé

lnervação
7-62 Plexo Lombar
7-63 Nervos da Região Glútea e da Coxa: Vista Posterior
7-64 Nervo Fibular Comum
7-65 Nervo Tibial

Vascularização
7-66 Nervos e Veias Superliciais do Membro Inferior: Vista Anterior
7-67 Nervos e Veias Superliciais do Membro Inferior:
Vista Posterior

Netter - Flash Cards Anatomia


7-68 Artérias da Coxa e do Joelho: Esquema
7-69 Artérias da Perna: Vista Anterior
7-70 Artérias da Perna: Vista Posterior
7-71 Arte-rias da Planta do Pé

Membro Inferior Sumário


Membro Inferior 7-1
Osso do Quadril: Vista Lateral

1. Espinha ilíaca posterossuperior


2. Espinha ilíaca posteroinferior
3. Incisura isquiática maior
4. Corpo do ílio
5. Corpo do ísquio
6. Túber isquiático
7. Tubérculo púbico
8. Acetábulo
9. Crista ilíaca

comentário: O osso do quadril consiste de 3 ossos: o ílio, o ísquio e o púbis. Antes


da puberdade, esses ossos são unidos pela cartilagem, mas eles começam a se fundir até
meados da adolescência e estão completamente fundidos na maioridade. Todos os 3
ossos fundidos contribuem para o acetábulo, a cavidade em fonna de taça para a

articulação da cabeça do fêmur.


Os ossos do quadril fundidos articulam-se com o fêmur (osso da coxa) e com a coluna
vertebral. Especificamente, o ílio articula-se com o sacro em um plano da articulação
sinovial que permite pouco movimento, ao contrário da articulação do ombro, e promove
grande estabilidade. Esta estabilidadeé importante para que se possa ficar de pé, andar e
correr ern 2 pernas (bipedalismo).

Correlação clínica: As contusões ao longo da crista ilíaca,frequentemente


devido a uma lesão atlética ou trauma direto, são geralmente referidas como ponteiro
do quadril.

Membro Inferior Prancha 474 do Atlas


Ver também Pranchas 241, 335, 336
Osso do Ouadrll: Vista Medial

Ílío
- Ísquio
'
Públs

Membro Inferior
Osso do Quadril: Vista Medial

1.
Asa do íIio (fossa ilíaca)
2. Linha pectínea do púbis
3. Ramo do ísquio
4. Incisura isquiática menor
5. Espinha isquiática
6. Face auricular (para o sacro)
7. Tuberosidadeilíaca

Comentário: O osso quadril consiste de 3 ossos: o íIio, o ísquio e o púbis. Antes


do
da puberdade, esses ossos são unidos pela cartilagem, mas eles começam a se fundir até
meados da adolescência e estão completamente fundidos na maioridade.
Na região anterior, os 2 ossos púbicos articulam-se um corn o outro na sínñse púbica. Um
disco fibrocartilagineo separa os 2 ossos e essa articulação permite algum movimento.

correlação clínica: Os cientistas forenses podem diferenciar os ossos


pélvicos femininos dos ossos pélvicos masculinos, por meio de adaptações
estruturais observadas na pelve para o parto. A pelve feminina é geralmente menor,
mais leve e mais fina do que a masculina. Nas mulheres, a entrada da pelve é oval e
a saída é maior, a cavidade pélvica é mais ampla e rasa, e o arco púbico é maior. O
forame obturado é geralmente oval ou triangular nas mulheres e arredondado nos
homens.

Membro Inferior Prancha 474 do Atlas


Ver também Pranchas 241, 335, 336
Articulação aberta:
vista lateral

Membro Inferior 7-3


Articulação do Quadril: Vista Lateral

1 .
Face semilunar (articular) do acetábulo
2. Cartilagem articular
3. Cabeça do fêmur
4. Ligamento da cabeça do fêmur (cortado)
5. Membrana obturadora
6. Lábio do acetábulo (fibrocartilagíneo)

Comentário: A articulação do quadril é uma articulação sinovial triaxial tipo


boIa-e-soquete entre o acetábulo e a cabeça do fêmur. O lábio do acetábulo aprofunda a
cavidade acetabular ainda mais e a cápsula articular fibrosa é reforçada por 3 ligamentos.
Dentro do acetábulo, o ligamento da cabeça do fêmur tixa a cabeça do fêmur e provê uma
via de passagem para uma pequena artéria derivada da artéria obturatória.
O quadril participa na abdução e adução, flexão e extensão, e rotação e circundução.
O ligamento da cabeça do fêmur contém o ramo acetabular que se origina a partir da
artéria obturatória.
O sangue é fornecido para o quadril através dos ramos das artérias circunflexas medial e
lateral, das artérias glúteas e da artéria obturatória.

Correlação clínica: Aproximadamente 1,5 em 1.000 crianças nascem com


uma luxação congênita do quadril, que afeta mais meninas do que meninos.

Membro Inferior Prancha 475 do Arias


Vista anterior

Membro Inferior 7-4


Articulação do Quadril:
Vistas Anterior e Posterior
1 . Ligamento iliofemoral (ligamento em Y de Bigelow)
2. Ligamento pubofemoral
3. Ligamento iliofemoral
4. Ligamento isquiofemoral
comentário: A articulação do quadril é uma articulação sinovial triaxial tipo
boIa-e-soquete entre o acetábulo e a cabeça do fêmur. O lábio do acetábulo aprofunda a
cavidade acetabular ainda mais e a cápsula articular fibrosa é reforçada por 3 ligamentos.
O ligamento iliofemoral é o ligamento mais importante que reforça a articulação do quadril.
Esse ligamento forma um ligamento em Y invertido (de Bigelow) que limita a extensão
excessiva e a rotação lateral. 0 ligamento pubofemoral limita a extensão e a abdução,
enquanto o ligamento isquiofemoral limita a extensão e a rotação medial. Se você percebe
onde esses ligamentos se fixam, você pode entender como eles limitam o movimento em
uma determinada direção.

O quadril participa na abdução e adução, flexão e extensão, e na rotação e circundução.

Correlação clínica: O ligamento iliofemoral é o mais forte dos ligamentos do


quadril, e o ligamento isquiofemoral é o mais fraco dos 3 ligamentos.

Membro Inferior Prancha 475 do Atlas


Vista anterior Vista posterior

Linha de fixação da margem


da membrana sinovial
" """
Linha de reflexão da membrana
si_n vial
í
Lm a de fnxaçao da capsula frbrosa
_ __ p _

------'
Linha de reflexão da cápsula
fibrosa (não fixada)

Membro Inferior 7-5


Fêmur

1 .
Trocanter maior
2. Diãfise do fêmur
3. Epicôndilo lateral
4. Côndilo lateral
5. Côndilo medial
6. Epicôndilo medial
7. Tubérculo do adutor
8. Linha áspera (Lábio medial; Lábio lateral)
9. Trocanter menor
10. Crista intertrocantérica
11 .
Colo do fêmur
12. Cabeça do fêmur
Comentário: O fêmur, ou osso da coxa, é o maior osso do corpo. Quando uma
pessoa está de pé, o fêmur transmite o peso do corpo do quadril para a tíbia.
A cabeça do fêmur articula-se com o osso do quadril no acetábulo. O colo do fêmur é um
local comum de fratura. O trocanter maior é o ponto do quadril e um local de fixação para
vários dos músculos glúteos (abdutores da coxa no quadril). O trocanter menor é um local
de fixação para o tendão do músculo iliopsoas, um forte flexor da coxa no quadril.

Correlação clínica: As fraturas do colo do fêmur são comuns e


frequentemente ocorrem em jovens devido a traumas, e em idosos devido à
osteoporose e a uma queda associada. As complicações estão relacionadas à falha
de consolidação do osso e à necrose avascular da cabeça do fêmur.

Membro Inferior Prancha 477 do Atlas


Vista anterior Vista posterior

Membro Inferior 7-a


Tibia e Fíbula

1 .
Côndilo lateral
2. Ápice da cabeça, Cabeça e Colo da fibula
3. Fíbula
4. Maléolo lateral
5. Maléolo medial
6. Tibia
7. Tuberosidadeda tibia
8. Côndilo medial
9. Face articular superior (facetas medial e lateral)
10. Fossa do maléolo lateral

Comentário: A tibia articula-se com os côndilos do fêmur e é o osso que suporta o

peso da perna.
A fíbula, um osso menor, encontra-se posterolateral à tibia. Ela existe em grande parte
para a fixação dos músculos.
A tuberosidade da tibia é o local de inserção para o ligamento da patela (tendão de
fixação para o músculo quadriceps femoral, na região anterior da coxa que estende a
perna na articulação do joelho).
A articulação tibiofibular proximal é uma articulação sinovial plana que pennite o
movimento de deslizamento limitado. A articulação tibioñbular distal é uma articulação
fibrosa (sindesmose), que quase não permite movimento.

Correlação clínica: As fraturas da diáñse da tibia são as fraturas mais


frequentes de um osso longo. Como a tibia encontra-se logo abaixo da pele ao longo
da margem medial da perna, essas fraturas frequentemente são lesões abertas (pele
perfurada).

Membro Inferior Prancha 501 do Atlas


Joelho direito em flexão: vista anterior
n

a
a
n
Joelho: Ligamentos Cruzados e colaterais

1 . Ligamento cruzado anterior


2. Tendão do músculo poplíteo
3. Ligamento colateral ñbular
4. Menisco lateral
5. Ligamento transverso do joelho
6. Ligamento colateral tibial
7. Menisco lateral
8. Ligamento cruzado anterior
9. Ligamento cruzado posterior
10. Ligamento cruzado posterior
Comentário: O joelho é a maior e mais complexa articulação no corpo. Ele é uma
articulação sinovial condilarbiaxial entre os cõndilos do fêmur e da tíbia. Ele também
inclui uma articulação em sela entre o fêmur e a patela.
0 joelho participa na flexão e extensão. Quando flexionado, ele também participa em
algum movimento de deslizamento e rotação. Quando o joelho está totalmente estendido,
o fêmur gira ligeiramente e medialmente na tíbia, puxando cada um dos ligamentos
tensionados e estabilizandoo joelho.
Os meniscos, os ligamentos cruzados e o ligamento transverso são ligamentos
intracapsulares. O ligamento transverso prende e estabiliza os meniscos.
A maior parte do suprimento sanguíneo para o joelho é derivada dos ramos da artéria
poplitea.

Correlação clínica: O ligamento cruzado posterior é mais curto e mais forte


do que o ligamento cruzado anterior; consequentemente, ele quase não é rompido
tão frequentemente quanto o ligamento cruzado anterior.

Membro Inferior Prancha 497 do Atlas


Face anterior

Membro Inferior 7-8


Joelho: Vista Interna (Vista Superior)

1.
Menisco lateral
2. Trato iliotibialaderido à cápsula articular
3. Ligamento da patela
4. Ligamento cruzado anterior
5. Membrana sinovial
6. Menisco medial
7. Ligamento poplíteo oblíquo
Comentário: O joelho é cercado por uma tina cápsula tibrosa que é estabilizada
pelos músculos fixados na região circunjacente e pelos ligamentos intracapsulares e
extracapsulares. Os ligamentos intracapsulares incluem os ligamentos cruzados anterior e
posterior, os meniscos tibial e fibular, e o ligamento transverso do joelho. Os ligamentos
extracapsulares incluem os ligamentos colaterais medial e lateral, o ligamento da patela, e
os ligamentos poplíteos arqueado e oblíquo.
Dos 2 ligamentos cruzados, o anterior é mais fraco e é tensionado quando o joelho é
totalmente estendido, prevenindo a extensão excessiva. O ligamento cruzado posterior
comprime-se durante a flexão do joelho, prevenindo o deslocamento anterior excessivo do
fêmur na tibia ou o deslocamento posterior excessivo da tíbia no fêmur.
O ligamento colateral tibial limita a extensão e a abdução da perna e está fixado ao
menisco medial. O ligamento colateral fibular limita a extensão e a adução da perna.

Correlação clínica: O rompimento do ligamento colateral tibial, que é ñxado


ao menisco medial, também pode romper o menisco medial. O menisco medial
também é maior do que o menisco lateral.

Membro Inferior Prancha 496 do Atlas


Membro Inferior 7-9
Joelho: Vista Interna (Vista Inferior)

1.
Tendão do músculo poplíteo
2. Ligamento colateral tibular
3. Ligamento cruzado anterior
4. Ligamento poplíteo arqueado
5. Ligamento colateral tibial (partes superficial e profunda)
6. Bolsa sinovial suprapatelar
7. Ligamento da patela
Comentário: O joelho é cercado por uma tina cápsula fibrosa que é estabilizada
pelos músculos fixados na região circunjacente e pelos ligamentos intracapsulares e
extracapsulares. Os ligamentos intracapsulares incluem os ligamentos cruzados anterior e
posterior, os meniscos medial e lateral, e o ligamento transverso do joelho. Os ligamentos
extracapsulares incluem os ligamentos colaterais tibial e fibular, o ligamento da patela, e
os ligamentos poplíteos arqueado e obliquo.
Dos 2 ligamentos cruzados, o anterior é mais fraco e é tensionado quando o joelho é
totalmente estendido, prevenindo a extensão excessiva. O ligamento cruzado posterior
comprime-se durante a flexão do joelho, prevenindo o deslocamento anterior excessivo do
fêmur na tibia ou o deslocamento posterior excessivo da tibia no fêmur.

Correlação clínica: O rompimento do ligamento cruzado anterior é uma lesão


atlética frequente, em geral associada a um giro forte, quando o joelho é torcido
enquanto o pé está tinnado no chão. O teste da gaveta anterior avalia essa lesão.
Corn uma lesão no ligamento cruzado anterior, a tibia se movimenta anteriormente
mais do que 5 mm, indicando um resultado positivo. O ligamento cruzado anterior
nonnalmente limita a extensão excessiva do joelho.

Membro Inferior Prancha 496 do Atlas


Vista lateral

Vista medial

Membro Inferior 7-10


Ossos do Pé

1. Tálus (Cabeça;Tróclea)
2. Calcâneo (Corpo; Tuberosidade)
3. Cuboide
4. Navicular
5. Ossos cuneiformes
6. Osso sesamoide
7. Calcâneo (Tuberosidade; Sustentáculo do tálus)
8. Falanges
9. Ossos metatarsais
10. Navicular

Comentário: Os ossos do pé incluem os 7 ossos do tarso, dos quais somente o


tálus articula-se com os ossos da perna. Os 5 ossos metatarsais articulam-se
proximalmente com os ossos do tarso e distalmente com as falanges. Semelhante ao
dedo polegar, o 19 dedo do pé (hálux) tem somente 2 falanges. Os dedos de 2 ao 5
possuem uma falange proximal, média e distal.
A tróclea do tálus (osso do tornozelo) articula-se com a tíbia e a fibula, e a cabeça do
tálus articula-se com o osso navicular. O calcâneo (osso do calcanhar) articula-se com o
tálus superionnente e com o osso cuboide anteriormente.

Correlação clínica: O calcâneo é o osso do tarso mais frequentemente


fraturado. A maioria das fraturas do calcâneo ocorre a partir de uma aterrissagem
forçada sobre o calcanhar, na qual o tálus é conduzido para dentro do calcâneo. A
densidade óssea do calcâneo é menor do que a do tálus, o que também contribui
para que ele seja fraturado.

Membro Inferior Prancha 512 do Arias


Pé direito: vista lateral

Membro Inferior 7-1 1


Ligamentos e Tendões do Tornozelo:
Vista Lateral
1. Ligamentos tibiofibulares anterior e posterior
2. Retináculo superior dos músculos fibulares
3. Retináculo inferior dos músculos tibulares
4. Tendão do músculo tibular curto
5. Ligamento bifurcado (Ligamento calcaneonavicular; Ligamento calcaneocubóideo)
6. Componentes do ligamento colateral lateral do tornozelo (Ligamento talotibular
posterior; Ligamento calcaneotibular; Ligamento talotibular anterior)
Comentário: A articulação do tornozelo (talocrural) é urna articulação sinovial uniaxial
tipo gínglimc entre a tíbia/fibulae a tróclea do tálus. Essa articulação permite dorsiflexão
(extensão) e plantiflexão. Sua cápsula tina e fibrosa é reforçada pelo ligamento colateral
medial (deltóideo), que possui 4 partes, e pelo ligamento colateral lateral, que possui 3
partes.
Das articulações do tarso, a articulação talocalcânea (subtalar) é uma articulação sinovial
plana entre o tálus e o calcâneo. Ela permite inversão e eversão do pé.
A articulação talocalcaneonavicularé uma articulação sinovial tipo esferóidea parcial entre
a cabeça do tálus e os ossos calcãneo e navicular (juntamente com a articulação
calcaneocubóidea, ela forma a articulação transversa do tarso). Ela é sustentada pelo
ligamento mola (ligamento calcaneonavicular plantar) e é importante nos movimentos de
deslizamento e rotatórios do pé.

Correlação clínica: O ligamento colateral lateral é fraco e frequentemente é


torcido. Ele resiste à inversão do pé. Uma ou mais de suas partes podem se romper
na frequente lesão do tornozelo por inversão; quando isso acontece, o ligamento
geralmente se rompe da região anterior para a posterior com o ligamento talotibular
anterior sendo rompido primeiro.

Membro Inferior Prancha 515 do Atlas


Pé direito: vista medial

Membro Inferior 7-12


Ligamentos e Tendões do Tornozelo:
Vista Medial
1. Ligamento colateral medial (deltóideo) (Parte tibiotalar posterior; Parte tibiocalcânea;
Parte tibionavicular; Parte tibiotalar anterior)
2. Ligamento calcaneonavicularplantar (mola)
3. Ligamento plantar longo
4. Tendão do calcâneo (cortado)

Comentário: A articulação do tornozelo (talocrural) é uma articulação sinovial uniaxial


tipo gínglimo entre a tíbia/fíbulae a tróclea do tálus. Essa articulação permite flexão dorsal
(dorsiflexão) e flexão plantar. Sua cápsula fina e fibrosa é reforçada pelo ligamento
colateral medial (deltóideo), que possui 4 partes, e pelo ligamento colateral lateral, que
possui 3 partes.
O ligamento colateral medial (deltóideo) possui 4 partes e limita a eversão do pe. Esse
ligamento ajuda a manter a parte medial do arco longitudinal do pé, enquanto o ligamento
calcaneonavicular plantar (mola) fornece um forte suporte plantar para a cabeça do tálus
(que mantém o arco do pé).

Correlação clínica: A maioria das lesões do tornozelo é causada por torção,


de modo que o tálus gira em um plano frontal e colide com o maléolo lateral ou
medial. Esse movimento provoca fratura no maléolo e coloca tensão sobre os
ligamentos de sustentação do lado oposto.

Membro Inferior Prancha 515 do Arias


Membro Inferior 7-13
Ligamentos e Tendões do Pé:
Vista Inferior (Plantar)
1. Ligamentos metatarsais transversos profundos
2. Ligamentos plantares (lâminas)
3. Ligamentos metatarsais plantares
4. Tendão do músculo fibular longo
5. Ligamento plantar longo
6. Ligamento calcaneonavicularplantar (mola)
7. Ossos sesamoides
8. Articulação interfalângica
Comentário: As articulações tarsometatarsais são articulações sinoviais planas. Elas
consistem de cápsulas articulares e são reforçadaspelos ligamentos plantar, dorsal e
interósseo. Elas pennitem os movimentos de deslizamento.
As articulações metatarsofalãngicas são articulações sinoviais elipsóideas multiaxiais
revestidas por cápsulas articulares e reforçadas pelos ligamentos plantar e colateral. Elas
permitem flexão e extensão, alguma abdução e adução, e circundução. Os ligamentos
plantares (lâminas) fazem parte da superficie que suporta o peso do pé.
As articulações interfalãngicas são articulações sinoviais uniaxiais tipo ginglimo que
também são delimitadas por cápsulas e reforçadas pelos ligamentos plantar e colateral.
Elas pennitem flexão e extensão.

Correlação clínica: O trauma direto do pé pode resultar em fratura dos ossos


metatarsais e falanges. Elas são geralmente tratadas por meio de imobilização,
porque os ligamentos não são frequentemente deslocados devido às fixações do
ligamento extensivo que estabilizaessas articulações.

Membro Inferior Prancha 516 do Arias


M W

Membro Inferior 7-14


Músculos do Membro Inferior

1. Psoas maior

Inserção proximal: Origina-se dos processos transversos de todas as 5 vértebras


Iombares e das laterais das vértebras T12-L5 e dos discos intervertebrais entre elas.

Inserção distal: Delgado inferiormente, ele cruza na frente do sacro e da


articulação sacroilíacapara unir-se ao músculo ilíacoe inserir-se no trocanter menor do
fêmur.

Ação: Com o músculo ilíaco,o psoas maior flexiona a coxa no quadril e é um


importante flexor do tronco no quadril. Atuando sozinho, ele flexiona lateralmente o tronco
ipsilateral.
lnervação: Ramos anteriores dos nervos Iombares L1-L3.
comentário: Os músculos psoas maior e ilíaco são geralmente referidos como o
músculo iliopsoas porque eles atuam em uníssono. Sua ação é especialmente importante
na flexão do tronco contra a gravidade, como quando uma pessoa faz flexões com as
pernas retas (quadris estendidos).
Cerca da metade da população possui um músculo menor, o psoas menor, na superfície
anterior do psoas maior.

Correlação clínica: O psoas maior (complexo iliopsoas) é clinicamente


testado quando o paciente flexiona a coxa na articulação do quadril contra uma
resistência (com a perna também flexionada no joelho).

Membro Inferior Prancha 484 do Atlas


Ver também Prancha 256
Músculos do Membro ÍIlÍOHOI'

Membro Inferior 7-15


Músculos do Membro Inferior

1. Músculo ilíaco

Inserção proximal: O músculo ilíaco, em forma de leque, origina-se da superfície


interna da asa do ílio (fossa ilíaca).

Inserção distal: As fibras do músculo ilíacose misturam com as do psoas maior e


inserem-se no trocanter menor do fêmur.

Ação: O ilíacoatua em uníssono com o músculo psoas maior. Os 2 músculos são


geralmente chamados de músculo iliopsoas. O iliopsoas flexiona a coxa no quadril e é um
importante flexor do tronco.
Inervação: Nervo femoral (L2, L3 e L4).
Comentário: O ilíacoé inervado pelos ramos derivados do nervo femoral, conforme
este nervo grande desce para passar na coxa.

Correlação clínica: O músculo ilíaco(complexo iliopsoas) é clinicamente


testado quando o paciente flexiona a coxa na articulação do quadril contra uma
resistência (com a perna também flexionada no joelho).

Membro Inferior Prancha 484 do Atlas


Ver também Prancha 256
Membro Inferior 7-16
Músculos do Quadril e da coxa: Vista Lateral

1 .
Tensor da fáscia lata

Inserção proximal: Origina-se da espinha ilíaca anterossuperior e da parte anterior


da crista ilíaca.

Inserção distal: Como o seu nome sugere, esse músculo tixa-se no trato iliotibial.
Este forte trato tendineo insere-se no côndilo lateral da tíbia.

Ação: Este músculo realiza flexão, abdução e rotação medial da coxa no quadril. Corn o
auxiliodo músculo glúteo máximo, esse músculo estabiliza a articulação do quadril. O
tensor da fáscia lata também estabiliza o joelho estendido.

Inervação: Nervo glúteo superior (L4 e L5).


Comentário: A ação principal do tensor da fáscia lata é a flexão do quadril. Ele
também atua com o músculo glúteo máximo para controlar a inclinação anteroposterior da
pelve quando uma perna sustenta todo o peso do corpo. A estabilizaçãodo quadril ocorre
porque ele mantém a cabeça no fêmur no acetábulo. O tensor da fáscia lata também
estabiliza o joelho em extensão.

Correlação clínica: Esse músculo ajuda a flexionara coxa no quadril,


complexo iliopsoas e o músculo reto femoral. Se o complexo iliopsoas é
auxiliandoo
paralisado, o tensor da fáscia lata pode hipertrotiar para compensar.

Membro Inferior Prancha 482 do Atlas


Membro Inferior 7-17
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Sartório

Inserção proximal: Origina-se da espinha ilíaca anterossuperior.


Inserção distal: Fixa-se na parte superior da superficie medial do corpo da tíbia,
próximo às inserções dos músculos grácil e semitendíneo.
Ação: O músculo sartório cruza as articulações do quadril e do joelho.
consequentemente, ele é um flexor, abdutor e rotador lateral da coxa na articulação do
quadril. Ele também é um flexor da perna na articulação do joelho. Junto com os outros
músculos originários da pelve, ele também ajuda no equilibrio da pelve.

Inervação: Nervo femoral (L2 e L3).


comentário: Sartório em Latim significa “alfaiate”. Ao se sentar de pernas cruzadas
em uma posição de alfaiate, pode-se apreciar a função do músculo sartório.

Correlação clínica: O músculo sartório é o músculo mais longo no corpo


humano. Como ele cruza 2 articulações, ele atua sobre ambas (quadril e joelho).
Entretanto, apesar do seu comprimento, o sartório não é um músculo particularmente
forte.

Membro Inferior Prancha 480 do Arias


Membro Inferior 7-18
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Reto femoral

lnserção proximal: origina-se de 2 cabeças separadas: uma cabeça reta a partir da


espinha ilíacaanteroinferior e uma cabeça reflexa a partir do íIio logo acima do acetábulo.
Inserção distal: Os tendões de origem se combinam para formar um ventre
muscular fusiforme que se insere no tendão do músculo quadriceps. Esse tendão
insere-se na base da patela e, pela extensão do ligamento da patela, na tuberosidade da
tíbia.

Ação: Esse músculo atua no joelho por meio do ligamento da patela e é um extensor da
perna na articulação do joelho. Como ele também cruza a articulação do quadril, ele ajuda
o iliopsoas a flexionar a coxa no quadril.

Inervação: Nervo femoral (L2, L3 e L4).


comentário: O reto femoral e os 3 músculos vasto formam o complexo quadriceps
femoral. Esses músculos são poderosos extensores do joelho. Dos 4 músculos que
compõem o quadriceps femoral, somente o reto femoral cruza o quadril e a articulação do
joelho.

Conelação clínica: Esse músculo atua em conjunto com os outros 3


componentes do quadriceps femoral e é clinicamente testado quando o paciente
estende a perna, flexionada no joelho, contra uma resistência. Quando a coxa
também é tlexionada no quadril durante este teste, pode-se observar a contração do
músculo reto femoral. Esse músculo também pode ser lesionado em eventos
esportivos nos quais o movimento de chutar é necessário; ele é suscetível a lesão
nas suas inserções (especialmente a espinha ilíaca anteroinferior).

Membro Inferior Prancha 480 do Arias


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Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Vasto lateral

Inserção proximal: Origina-se da face posterior do fêmur, começando no


trocanter maior e continuando inferiormente ao longo do lábio lateral da linha aspera do
fêmur.

lnserção distal: A maior parte do músculo insere-se na lateral da patela e no tendão


do reto femoral para formar o tendão do quadríceps femoral. 0 ligamento da patela
insere-se na tuberosidade da tíbia.

Ação: Extensão da perna no joelho.


lnervação: Nervo femoral (L2, L3 e L4).
Comentário: O vasto lateral é 1 dos 4 músculos que compõem o quadríceps femoral,
que é um complexo extensor do joelho. Ele abrange essencialmente toda a parte lateral
da coxa.

Correlação clínica: Esse músculo atua em conjunto com os outros 3


componentes do quadríceps femoral e é clinicamente testado quando o paciente
estende a perna, flexionada no joelho, contra uma resistência. O vasto lateral é o
maior dos componentes do quadríceps femoral.

Membro Inferior Prancha 480 do Atlas


Membro Inferior 7-20
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1. Vasto intermédio

Inserção proximal: Origina-se das faces anterior e lateral do corpo do fêmur e do


septo intermuscular lateral.
Inserção distal: Fixa-se na superficie posterior da borda superior da patela e forma
parte do tendão do quadríceps femoral. O tendão da patela insere-se na tuberosidade da
tíbia.

Ação: Extensão da perna na articulação do joelho.


lnervação: Nervo femoral (L2, L3 e L4).
Comentário: O vasto intermédio é 1 dos 4 músculos do quadríceps femoral que
compõem o complexo extensor do joelho. Bater no tendão desse complexo extensor
provoca o reflexo patelar e testa os segmentos L3 e L4 da medula espinal.

Correlação clínica: Esse músculo atua em conjunto com os outros 3


componentes do quadríceps femoral e é clinicamente testado quando o paciente
estende a perna, flexionada no joelho, contra uma resistência.

Membro Inferior Prancha 480 do Atlas


Membro Inferior
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1. Vasto medial

Inserção proximal: Origina-se da linha intertrocantérica e do lábio medial da linha


áspera do fêmur e do septo intermuscular medial.
Inserção distal: insere-se na borda medial do tendão do músculo quadríceps
femoral, mas algumas das suas fibras inferiores inserem-se diretamente na região medial
da patela. O ligamento da patela insere-se na tuberosidade da tíbia.

Ação: Extensão da perna na articulação do joelho.


lnervação: Nervo femoral (L2, L3 e L4).
comentário: O músculo vasto medial é 1 dos 4 músculos do quadríceps femoral que
estende o joelho. Semelhante ao vasto lateral, o vasto medial contribui com algumas
fibras aponeuróticas para a cápsula da articulação do joelho.

correlação clínica: Esse músculo atua em conjunto com os outros 3


músculos que compõem o quadríceps femoral e é clinicamente testado quando o
paciente estende a perna, ñexionada no joelho, contra uma resistência. Do mesmo
modo que os outros 2 músculos vasto que compõem o quadríceps, é difícil isolar os
movimentos individuais desses músculos.

Membro Inferior Prancha 480 do Atlas


Membro Inferior 7-22
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1. Pectíneo

Inserção proximal: Origina-se da linha pectínea do púbis.


Inserção distal: Fixa-se na linha pectínea do corpo do fêmur logo abaixo do
trocanter menor.

Ação: Adução e flexão da coxa na articulação do quadril e auxilia na rotação medial da


coxa.

lnervação: Nervo femoral (L2 e L3) e ocasionalmente um ramo do nervo obturatório.


comentário: O músculo pectineo é medial ao iliopsoas e forma uma parte do
assoalho do trigono femoral. O músculo é geralmente plano e quadrangular.

O pectineo é incomum, pois é um músculo do compartimento medial da coxa (músculos


adutores), mas que é amplamente inervado pelo nervo femoral, um nervo mais
frequentemente associado com o compartimento anterior da coxa (extensores da perna no
joelho).

Membro Inferior Prancha 480 do Atfas


Membro Inferior 7-23
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Adutor longo

Inserção proximal: Origina-se do corpo do púbis, logo abaixo do tubérculo púbico.


Inserção distal: Fixa-se na linha áspera do fêmur.
Ação: Adução da coxa, e pode flexionar e girar medialmente a coxa.
lnervação: Nervo obturatório através de seu ramo anterior (L2, L3 e L4).
Comentário: O adutor longo é o mais anterior dos 3 músculos adutores. Ele se
encontra no mesmo plano do músculo pectíneo.

Correlação clínica: Os músculos adutores podem ser testados coletivamente


ao pedir que um paciente na posição supina (de costas) estenda o membro inferior
para realizar a adução do membro enquanto alguém mantém o tornozelo para
fornecer resistência a esse movimento. O ventre dos músculos adutores podem ser
observados e palpados conforme o paciente realiza a adução do membro.

Lesõesvirilha são frequentes em atletas e geralmente envolvem um puxão ou


na um
rompimento da inserção proximal (origem) dos músculos anteromediais da coxa,
especialmente o grupo dos adutores.

Membro Inferior Prancha 480 do Atlas


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D. Í
O
D.

Membro Inferior 7-24


Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Adutor curto

Inserção proximal: Origina-se do corpo e do ramo inferior do púbis.


Inserção distal: Fixa-se na linha pectínea a na parte proximal da linha áspera do
fêmur.

Ação: Adução da coxa na articulação do quadril e pode flexionare girar medialmente a


coxa.

lnervação: Nervo obturatório (L2, L3 e L4).


comentário: Os músculos adutores curto, longo e magno são os principais adutores
do quadril. Eles são ajudados em pequena escala pelos músculos grácil e pectineo.

Os ramos das artérias femoral e obturatória fornecem o suprimento sanguíneo para esses
adutores.

Correlação clínica: Os músculos adutores podem ser testados coletivamente


ao pedir que um paciente na posição supina (de costas) estenda o membro inferior
para realizar a adução do membro enquanto alguém mantém o tornozelo para
fornecer resistência a esse movimento. O ventre dos músculos adutores podem ser
observados e palpados conforme o paciente realiza a adução do membro.

Lesõesvirilha são frequentes em atletas e geralmente envolvem um puxão ou


na um
rompimento da inserção proximal (origem) dos músculos anteromediais da coxa,
especialmente o grupo dos adutores.

Membro Inferior Prancha 589 do Atlas


Ver também Pranchas 526, 527
Dissecção
profunda

Membro Inferior
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Obturador externo

Inserção proximal: Esse músculo plano e triangular reveste a superficie externa


da pelve. Ele origina-se das margens do forame obturado e da membrana obturadora.

Inserção distal: As tibras desse músculo amplo convergem e seguem por trás do
colo do fêmur para se inserirem na fossa intertrocantérica.

Ação: Rotação lateral da coxa no quadril e ajuda a estabilizara cabeça do fêmur no


acetábulo.

lnervação: Nervo obturatório (L3 e L4).


comentário: Os músculos glúteo máximo e glúteo médio ajudam o obturador externo
na rotação lateral do quadril.
Esse músculo encontra-se na região profunda do compartimento medial da coxa e
somente é visivel quando o músculo pectíneo é refletido.

Correlação clínica: Embora combinado com os músculos do grupo dos


adutores mediais, o obturador externo é na verdade um rotador lateral da coxa
no quadril. O exame clínico desse músculo isoladamente é complexo porque é
difícil separa-Io dos outros músculos que são rotadores laterais (alguns músculos
glúteos).

Membro Inferior Prancha 481 do Atlas


Dissecção
profunda

Membro Inferior 7-26


Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Adutor magno

Inserção proximal: Esse grande músculo triangular origina-se do ramo inferior do


púbis, do ramo do isquio e do túber isquiático.
Inserção distal: Fixa-se na tuberosidade glútea, na linha áspera, na linha
supracondilarmedial e no tubérculo do adutor do fêmur. A parte que se insere na linha
supracondilaré chamada de parte adutora. A parte que se insere no tubérculo do adutor
do fêmur é chamada de parte do jarrete.

Ação: Esse músculo é um poderoso adutor da coxa no quadril. Sua parte superior
levemente flexiona e gira medialmente a coxa. Sua parte inferior auxilia na extensão e na
rotação lateral da coxa.
lnervação: A parte adutora é inervada pelo nervo obturatório (L2, L3 e L4). A parte do
jarrete é inervada pela parte tibial do nervo isquiático (L4).
Comentário: A parte mais superior do adutor magno é chamada de adutor minimo se
ela formar um músculo distinto, como observado nesta prancha.
A parte mais inferior do músculo contém uma abertura chamada de hiato dos adutores,
que permite aos vasos femorais passarem para a fossa poplítea.

Correlação clínica: O adutor magno, ou 1 ou mais dos outros adutores,


ajudam a manter o membro inferior posicionado sob o centro de gravidade do corpo
(previne a ocorrência da separação) e pode ser facilmentedistendido ou rompido
quando contraído com força, levando um puxão na virilha.

Membro Inferior Prancha 481 do Atlas


Membro Inferior 7-27
Músculos da Coxa: Vista Anterior

1 .
Grácil

Inserção proximal: Origina-se do corpo e do ramo inferior do púbis.


Inserção distal: Fixa-se na face medial da parte superior da tíbia, logo abaixo do
côndilo medial.

Ação: Adução da coxa, flexão da perna no joelho e, quando o joelho está flexionado, é
um rotador medial.

lnervação: Nervo obturatório (L2 e L3)


comentário: O grácil é músculo longo, fino e plano. Ele cruza o quadril e o joelho,
atuando sobre ambas as articulações. Abaixo do joelho, seu tendão de fixação curva para
a frente e se expande, ficando em estreita aproximação com as fixações dos músculos
sartório e semitendineo. A ñxação expandida dos tendões desses 3 músculos é chamada
de “pata anserina" porque a fixação é semelhante ao pé de um ganso.

Correlação clínica: Este músculo, junto com o sartório e o semitendíneo,


ajuda a estabilizara face medial do joelho estendido (enquanto o tensor da fáscia
lata e o trato iliotibialfazem isso na parte lateral do joelho estendido). O grácil é o
mais fraoo dos músculos do grupo dos adutores mediais.

Membro Inferior Prancha 480 do Atlas


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Membro Inferior 7-28


Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 . Glúteo máximo

Inserção proximal: Esse grande músculo origina-se da linha glútea posterior do


ílio, das faces dorsais do sacro e do cóccix e do ligamento sacrotuberal.
Inserção distal: A maioria das fibras desse músculo fixa-se no trato iIiotibiaI, mas
algumas fibras da sua metade inferior se fixam na tuberosidade glútea do fêmur.
Ação: Esse músculo é um poderoso extensor e rotador lateral da coxa na articulação do
quadril. Suas fibras superiores podem ajudar na abdução da coxa, enquanto as tibras
inferiores realizam a adução da coxa.

lnervação: Nervo glúteo inferior (L5, S1 e S2).


comentário: O glúteo máximo é o maior músculo no corpo e o mais poderoso
extensor do quadril. Embora ele seja utilizado para que se possa ficar de pé e andar, esse
músculo é mais importante como um poderoso extensor do quadril quando o tronco está
sendo levantado de uma posição flexionada. O glúteo máximo é mais importante na
extensão do quadril ao se levantar de uma posição sentada ou ao subir escadas.

Correlação clínica: Para testar este músculo o paciente deve estar na


posição supina corn a perna estendida no joelho. A parte de baixo do tornozelo deve
ser segurada, e é pedido ao paciente para levantar ligeiramente o membro estendido
na altura do quadril contra esta resistência.

Membro Inferior Prancha 483 do Atlas


Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 .
Glúteo médio

Inserção proximal: Origina-se da face externa do íIio entre as linhas glúteas


anterior e posterior.

inserção distal: Fixa-se no trocanter maior do fêmur.


Ação: Esse músculo é um forte abdutor e rotador medial da coxa na articulação do
quadril. Ele também estabiliza a pelve na perna quando a perna oposta é levantada do
chão.

lnervação: Nervo glúteo superior (L5 e S1).


comentário: O glúteo médio é um músculo largo, espesso e em forma de leque que,
junto corn o glúteo minimo, é o abdutor principal do quadril e o rotador medial.

Correlação clínica: O glúteo médio e o glúteo mínimo são clinicamente


testados com o paciente em posição supina e o membro inferior estendido (em linha
reta). O examinador segura o tornozelo lateralmente e pede ao paciente para realizar
a abdução (movimentar lateralmente) do membro contra essa resistência. A rotação
medial é testada na posição supina quando o paciente gira medialmente a coxa
contra urna resistência com o membro inferior flexionado no quadril e no joelho.

Membro Inferior Prancha 483 do Atlas


Membro Inferior 7-30
Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 .
Glúteo mínino

Inserção proximal: Origina-se na face externa do ílio entre as linhas glúteas


anterior e inferior.

Inserção distal: Fixa-se no trocanter maior do fêmur.


Ação: O glúteo minimo realiza abdução e rotação medial da coxa no quadril. Junto com
o glúteo médio, ele também estabiliza a pelve na perna quando a perna oposta é
levantada do chão.

lnervação: Nervo glúteo superior (L5 e S1).


comentário: O glúteo mínimo encontra-se numa região mais profunda do que o
glúteo médio. Os 2 músculos são separados pelos ramos profundos do feixe
neurovascular glúteo superior.

Esses músculos também são importantes na estabilizaçãodo quadril durante a caminhada.

correlação clínica: O glúteo médio e o glúteo mínimo são clinicamente


testados com o paciente em posição supina e o membro inferior estendido (em linha
reta). O examinador segura o tornozelo lateralmente e pede ao paciente para realizar
a abdução (movimentar lateralmente) do membro contra essa resistência. A rotação
medial é testada na posição supina quando o paciente gira internamente
(medialmente) a coxa contra a resistência com o membro inferior flexionado no
quadril e no joelho.

Membro Inferior Prancha 483 do Atlas


Membro Inferior 7-31
Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 .
Piriforme

Inserção proximal: Origina-se da superfície anterior do 29, 39 e 49 segmentos


sacrais e do ligamento sacrotuberal.

Inserção distal: Fixa-se através de um tendão arredondado no trocanter maior do


fêmur.

Ação: 0 piriforme realiza a abdução da coxa flexionada no quadril e ajuda a estabilizar


a articulação do quadril. Ele também gira lateralmente a coxa estendida.

lnervação: Ramos anteriores de S1 e S2.


comentário: O piriforme é um músculo em fonnato de pirâmide que tem origem no
interior da pelve e passa através do forame isquiático maior enquanto ele percorre o seu
trajeto para a sua fixação. O plexo nervoso sacral é formado em grande parte na
superfície do músculo piriforme dentro da pelve. Na região glútea, o nervo isquiático pode
passar através do músculo piriforme; mais frequentemente, ele emerge logo abaixo do
ventre desse músculo.

Correlação clínica: Por causa da estreita relação do músculo piriforme com o


grande nervo isquiático, a hipertrofia ou espasmos desse músculo podem comprimir
o nervo isquiátioo, provocando significativa dor. Isso é mais comum em atletas que
utilizam frequentemente esses músculos (p. ex., jogadores de hóquei no gelo,
patinadores, escaladores, ciclistas).

Membro Inferior Prancha 483 do Atlas


Músculos do Guadrll o da com:

Membro Inferior 7-32


Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1. Gêmeo superior
2. Gêmeo inferior

Inserço proximal: O gêmeo superior origina-se da espinha isquiática. O gêmeo


inferior origina-se do túber isquiático.

Inserção distal: Ambos os tendões musculares se misturam com o tendão do


Obturador interno para se inserir no aspecto medial do trocanter maior do fêmur.

Ação: Ambos os músculos giram lateralmente a coxa estendida e realizam a abdução


da coxa flexionada no quadril. Eles também estabilizam a cabeça do fêmur no acetábulo.

lnervação: O gêmeo superior é suprido pelo nervo para o músculo obturador intemo
(L5 e S1). O gêmeo inferior é inervado por um ramo do nervo para o músculo quadrado
femoral (L5 e S1).
Comentário: Os 2 pequenos músculos gêmeos encontram-se paralelos ao tendão do
obturador intemo na região glútea. Embora cada músculo varie em tamanho, o gêmeo
superior é geralmente menor.

Membro Inferior Prancha 483 do Atfas


Membro Inferior 7-33
Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 .
Obturador interno

Inserção proximal: Origina-se do aspecto pélvico da membrana obturadora e dos


ossos do quadril ao redor do forame obturado.
Inserção distal: Fixa-se na superficie medial do trocanter maior do fêmur.
Ação: Rotação lateral da coxa estendida na articulação do quadril e abdução da coxa
flexionada no quadril. O músculo também estabiliza a cabeça do fêmur no acetábulo.

lnervação: Nervo para o músculo obturador interno (L5 e S1).


Comentário: O músculo obturador interno possui uma área extensa com origem no
interior da pelve, mas rapidamente se reduz a um ventre muscular e a um tendão
estreitos. O músculo deixa a pelve através do forame isquiático menor e segue para a sua
fixação. Suas laterais são delimitadas pelos 2 músculos gêmeos.

Membro Inferior Prancha 483 do Atfas


Membro Inferior 7-34
Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 . Quadrado femoral

Inserção proximal: Origina-se da borda lateral do túber isquiático.


Inserção distal: Fixa-se no tubérculo quadrado da crista intertrocantérica do fêmur e
inferior a ele.

Ação: Rotação lateral da coxa.


Inervação: Nervo para o músculo quadrado femoral (L5 e S1).
Comentário: Como o seu nome indica, este músculo pequeno e achatado tem o
formato quadrilátero.
Os músculos piriforme, Obturador interno, gêmeo superior e inferior, e quadrado femoral
funcionam como rotadores laterais curtos no quadril. Todos esses músculos fixam-se
próximo a fossa trocantérica e ajudam na rotação lateral do fêmur estendido. Eles também
estabilizam a articulação do quadril por meio da fixação da cabeça do fêmur no acetábulo.

Correlação clínica: Uma bolsa trocantérica protege os músculos que se


inserem no trocanter maior ou próximo a ele, e a inñamação dessa bolsa (bursite) é
comum. A dor é especialmente aguda quando o paciente realiza abdução e rotação
lateral da ooxa no quadril contra uma resistência.

Membro Inferior Prancha 483 do Arias


mm a M_ m m
Vista

Membro Inferior
Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1. Semitendíneo

Inserção proximal: Origina-se do túber isquiático da pelve.


Inserção distal: Seu tendão proeminente fixa-se na face medial da parte superior
da tíbia.

Ação: Flexão da perna no joelho e, quando o joelho está flexionado, rotação medial da
tíbia. Ele também é um extensor da coxa na articulação do quadril. Quando o quadril e o
joelho estão flexionados, ele pode estender o tronco.
lnervação: Nervo tibial, ramo do nervo isquiático (L5, S1 e S2).
comentário: O semitendíneo é 1 dos 3 músculos que compõem os mm. isquiotibiais
(músculos do jarrete). Esse músculo delgado possui um longo tendão de fixação.
O tendão de fixação se combina com os tendões dos músculos grácil e sartório para
formar a pata de ganso (pé de ganso) no aspecto medial da articulação do joelho.

Correlação clínica: Os mm. isquiotibiais são coletivamente testados quando o


paciente na posição supina flexiona o membro em 90° no quadril e no joelho e em
seguida, ainda flexiona o joelho contra uma resistência. Trações ou rompimentos dos
músculos isquiotibiais são comuns em lesões atléticas porque esses músculos
estendem-se por 2 articulações. O alongamento desses músculos antes do exercício
vigoroso é recomendado.

Membro Inferior Prancha 483 do Atlas


Díssecção
superficial

Membro Inferior 7-36


Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior

1 .
Semimembranáceo

Inserção proximal: Origina-se de um tendão espesso a partir do túber isquiático.


Inserção distal: Seu tendão fixa-se no aspecto posteromedial do côndilo medial da
tíbia. O tendão de fixação também dá origem a urna expansão lateral na cápsula articular
do joelho, formando a maior parte do ligamento popliteo oblíquo. Algumas expansões
fasciais podem reforçar o retináculo medial da patela.

Ação: O músculo flexiona a perna e gira medialmente a perna flexionada. Ele também
estende a coxa na articulação do quadril. Com o quadril e o joelho flexionados, ele
estende o tronco.

lnervação: Nervo tibial, ramo do nervo isquiático (L5, S1 e S2).


Comentário: O semimembranáceo é 1 dos 3 músculos que compõem os mm.
isquiotibiais (músculos do jarrete). Embora o músculo seja tendíneo na sua origem e na
sua fixação, a parte média é longa e plana, semelhante a uma membrana.

Correlação clínica: Os mm. isquiotibiais são coletivamente testados quando o


paciente na posição supina flexiona o membro em 90° no quadril e no joelho e em
seguida, ainda flexiona o joelho contra uma resistência. Trações ou rompimentos dos
músculos isquiotibiais são comuns em lesões atléticas porque esses músculos
estendem-se por 2 articulações. O alongamento desses músculos antes do exercicio
vigoroso é recomendado.

Membro Inferior Prancha 483 do Arias


Músculos do Guadrll o da com:

Dissecção
superficial

Membro Inferior 7-37


Músculos do Quadril e da Coxa:
Vista Posterior
1. Bíceps femoral: cabeça curta
2. Bíceps femoral: cabeça longa
Inserção proximal: A cabeça longa deste músculo origina-se do túber isquiático. A
cabeça curta origina-se da linha áspera e da linha supracondilarlateral do fêmur.
Inserção distal: As 2 cabeças desse músculo se unem, e seu tendão comum se
fixa na parte lateral da cabeça da fíbula. Um pouco antes dessa fixação, o tendão é
dividido pelo ligamento colateral tibular do joelho.

Ação: O bíceps femoral flexiona a perna no joelho, e, após o joelho estar flexionado, o
músculo gira a tíbia lateralmente ao fêmur. A cabeça longa (mas não a cabeça curta)
também estende a coxa no quadril.

lnervação: A cabeça longa é inervada pelo nervo isquiático, divisão tibial (L5, S1 e
S2). A cabeça curta é inervada pelo nervo isquiático, divisão tibular comum (L5, S1 e S2).
comentário: A cabeça longa do bíceps femoral é 1 dos 3 músculos que compõem os
isquiotibiais. Semelhante aos outros 2 músculos isquiotibiais, a cabeça longa do bíceps
femoral estende a coxa no quadril e flexiona a perna no joelho. A cabeça longa também
gira lateralmente a perna no joelho.
A cabeça curta do bíceps não cruza as 2 articulações e não é inervado pela divisão tibial
do nervo isquiático.

Correlação clínica: Os isquiotibiais são coletivamente testados quando o


paciente na posição supina flexiona o membro em 90° no quadril e no joelho e em
seguida, ainda flexiona o joelho contra uma resistência.

Membro Inferior Prancha 483 do Atlas


Membro Inferior 71
Músculos da Coxa

1.
Sartório
2. Tensor da fáscia lata
3. Vasto lateral
4. Bíceps femoral (Cabeça curta; Cabeça longa)
5. Adutor magno
6. Grácil
7. Semitendíneo
8. Grácil

Comentário: Os músculos da coxa são divididos em 3 compartimentos. 0


compartimento anterior contém o quadríceps femoral, que estende o joelho. O
compartimento medial contém os adutores da coxa no quadril. O compartimento posterior
contém os músculos isquiotibiais, que ñexionam o joelho e estendem o quadril.
Em geral, os músculos do compartimento anterior são inervados pelo nervo femoral; os
músculos do compartimento medial, pelo nervo obturatório; e os músculos do
compartimento posterior, pelo nervo isquiático (principalmente o nervo tibial, ramo do
nervo isquiático). Essas generalizações são uma boa maneira de categorizar esses
músculos da coxa e lembrar as suas inervações, mas exceções para cada uma dessas
generalizações existem para cada compartimento.

Correlação clínica: As alterações sensoriais para o nervo femoral podem ser


detectadas ao longo da parte anterior da coxa, medial do joelho e do aspecto medial
da perna. As alterações sensoriais do nervo obturatório são detectadas ao longo da
parte medial da coxa e as do nervo isquiático ao longo da parte medioposterior da
coxa, joelho, posterolateral da perna e em toda a planta do pé.

Membro Inferior Prancha 493 do Arias


Membro Inferior 7-39
Músculos da Perna: Vista Lateral

1 .
Fibular longo

Inserção proximal: Origina-se da cabeça e dos dois terços superiores da


superfície lateral da fíbula.
Inserção distal: Esse músculo termina em um tendão longo que segue por trás do
maléolo lateral e cruza obliquamente na face plantar do pé para se fixar na base do 19
osso metatarsal e do cuneiforme medial.

Ação: Eversão do pé e é um flexor plantar fraco do pé no tornozelo.


lnervação: Nervo ñbular superficial (L5, S1 e S2).
Comentário: O trajeto oblíquo do tendão cruzando o aspecto plantar do pé ajuda a
manter a aprte lateral dos arcos longitudinal lateral e transverso do pé.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a eversão do pé contra uma resistência. Em alguns indivíduos com mobilidade
excessiva das articulações do tornozelo, a eversão em excesso pode irritar os
músculos do compartimento lateral (ñbular longo e tibular curto), provocando dor,
inchaço e compressão do feixe neurovascular.

Membro Inferior Prancha 509 do Atlas


Ver também Prancha 530
Membro Inferior 7-40
Músculos da Perna: Vista Lateral

1 .
Fibular curto

Inserção proximal: Origina-se dos dois terços distais da face lateral da fíbula.
Inserção distal: As tibras desse músculo possuem um trajeto descendente,
terminando como um tendão que passa por trás do maléolo lateral e trafega adiante para
se tixar na tuberosidade na região lateral da base do 59 metatarsal.

Ação: Eversão do pé e atua como um flexor plantar fraco do pé na articulação do


tornozelo.

lnervação: Nervo tibular superficial (L5, S1 e S2).


Comentário: Durante a caminhada, esse músculo ajuda a equilibrar o pé e sustenta o
peso pela compensação da inversão.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a aversão do pé contra uma resistência. Em alguns indivíduos com mobilidade
excessiva das articulações do tornozelo, a eversão em excesso pode irritar os
músculos do compartimento lateral (tibular longo e tibular curto), provocando dor,
inchaço e compressão do feixe neurovascular.

Membro Inferior Prancha 509 do Arias


Ver também Prancha 530
V .Em an te .H o r.

Membro Inferior 7-41


Músculos da Perna (Dissecação Superficial)

1 .
Tibial anterior

Inserção proximal: Origina-se do côndilo lateral e da metade superior da face


lateral da tibia e da membrana interóssea.

Inserção distal: Fixa-se nas faces medial e inferior do osso cuneiforme medial e na
base do 19 osso metatarsal.

Ação: Dorsiflexão do pé no tornozelo e inversão do pé nas articulações subtalar e


mediotarsal.

lnervação: Nervo fibular profundo (L4 e L5).


Comentário: O músculo tibial anterior é o maior músculo no compartimento anterior
da perna. Em geral, os músculos desse compartimento realizam a dorsiflexão do pé no
tornozelo e a extensão dos dedos. Seu suprimento sanguíneo vem em grande parte da
artéria tibial anterior e de seus ramos.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a dorsiflexão do pé contra uma resistência. O ventre e o tendão muscular
ficarão evidentes ao longo da face anterior da perna.

A sindrome do compartimento anterior (tibial) (ou "dores nas canetas” anterior ou


lateral) ocorre devido a contração excessiva dos músculos do compartimento anterior.
A dor irradia inferiormente ao tornozelo e para o dorso do pé que cobre os tendões
extensores desses músculos.

Membro Inferior Prancha 507 do Arias


Ver também Prancha 530
V .E.m a n .m. r .w f

Membro Inferior 7-42


Músculos da Perna (Dissecação Superficial)

1 .
Extensor longo do hálux
Inserção proximal: Origina-se da parte média da face anterior da fíbula e da
membrana interóssea.

Inserção distal: Fixa-se no aspecto dorsal da base da falange distal do hálux.


Ação: Extensão do hálux, ajuda na dorsiflexão do pé no tornozelo, e é um fraco
inversor.

Inervação: Nervo tibular profundo (L5 e S1).


Comentário: A maior parte do ventre muscular do extensor longo do hálux é coberta
pelos músculos tibial anterior e extensor longo dos dedos.
Existe também um pequeno extensor curto do hálux no dorso do pé. Ele envia o seu
tendão para a falange proximal do hálux. Esse músculo é inervado pelo nervo ñbular
profundo e estende a falange proximal do hálux.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a dorsiflexão (extensão) do hálux contra uma resistência. O tendão é
observado passando para o hálux.
A síndrome do compartimento anterior (tibial)(ou "dores nas Canelas" anterior ou
lateral) ocorre devido a contração excessiva dos músculos do compartimento anterior.
A dor irradia para a região inferior ao tornozelo e para o dorso do pé que cobre os
tendões extensores desses músculos.

Membro Inferior Prancha 507 do Atlas


Ver também Prancha 530
Vista anterior

Membro Inferior 7-43


Músculos da Perna (Dissecação Superficial)

1 .
Extensor longo dos dedos
Inserção proximal: Origina-se do côndilo lateral da tíbia, da maior parte da face
anterossuperior do corpo da fibula e da membrana interóssea.
Inserção distal: Após passar por baixo do retináculo superior e inferior dos
músculos extensores, o tendão se divide em 4 partes que se inserem nas falanges médias
e distais dos dedos 2 ao 5.

Ação: Extensão das falanges proximais dos 4 dedos laterais e realiza uma dorsiflexão
do pé no tornozelo.

lnervação: Nervo tibular profundo (L5 e S1).


comentário: Esse músculo peniforme encontra-se na parte lateral do compartimento
anterior da pema. As variações são frequentes. Embora seja descrito como se dividindo
em 4 partes, ou pequenos tendões, ele pode emitir múltiplas partes para os dedos.
Existe também um extensor curto dos dedos no dorso do pé. Ele emite 4 pequenas partes
do músculo para os 4 dedos laterais. Esse músculo ajuda o extensor longo dos dedos a
estender os dedos. Ele também é inervado pelo nervo tibular profundo.

Correlação clinica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


realiza a dorsiflexão (extensão) dos 4 dedos laterais contra uma resistência.

A sindrome do compartimento anterior (tibial) (ou "dores nas Canelas" anterior ou


lateral) ocorre devido a contração excessiva dos músculos do compartimento anterior.
A dor irradia para a região inferior ao do tornozelo e para o dorso do pé que cobre os
tendões extensores destes músculos.

Membro Inferior Prancha 507 do Atlas


Ver também Prancha 530
Membro Inferior 7-44
Músculos da Perna: Vista Posterior

1 .
Gastrocnêmio

Inserção proximal: Esse músculo possui 2 cabeças. A cabeça lateral origina-se do


aspecto lateral do côndilo lateral do fêmur. A cabeça medial origina-se da parte posterior
do côndilo medial e da face poplítea do fêmur acima do côndilo medial.

Inserção distal: As fibras desse músculo se unem para formar uma rafe tendínea. A
rafe expande-se em uma ampla aponeurose que se une com o tendão do músculo sóleo e
forma o tendão do calcâneo. O tendão fixa-se à face posterior do calcâneo.

Ação: Flexão plantar do pé no tornozelo, flexão da perna no joelho e levanta o


calcanhar durante a caminhada.

lnervação: Nervo tibial (S1 e S2).


comentário: O tendão se combina com o tendão do músculo sóleo para fonnar o
tendão do calcâneo.

Correlação clínica: Para testar clinicamente esse músculo é necessário que o


paciente na posição supina estenda a perna realize a flexão plantar do
e pé contra
uma resistência. O ventre muscular na panturrilha deve ser evidente.
A tendinite do tendão do calcâneo é uma inflamação dolorosa que frequentemente
ocorre em corredores que correm em morros ou em superfícies irregulares. O esforço
repetitivo do tendão ocorre quando o calcanhar toca o chão e quando a flexão
plantar levanta o pé e os dedos. O rompimento do tendão é uma lesão grave.

Membro Inferior Prancha 504 do Atlas


Ver também Prancha 528
Membro Inferior 7-45
Músculos da Perna: Vista Posterior

1 .
Sóleo

Inserção proximal: Origina-se do aspecto posterior da cabeça da fíbula, do terço


proximal da margem posterior do corpo da fíbula, da linha para o músculo sóleo e da
margem medial da tíbia.
Inserção distal: As fibras musculares terminam em urna aponeurose que engrossa,
estreita e se junta ao músculo gastrocnêmio. O tendão do calcâneo resultante fixa-se na
face posterior do calcâneo.

Ação: Esse músculo realiza a flexão plantar do pé no tornozelo e é um importante


músculo postural. Aparentemente, ele está sempre ativo, mesmo quando se está quieto e
auxilia na manutenção do equilíbrio.

Inervação: Nervo tibial (S1 e S2).


Comentário: A parte superior do músculo sóleo é amplamente coberta pelo músculo
gastrocnêmio.

Correlação clinica: O sóleo é clinicamente testado quando o paciente na


posição supina flexiona o membro no quadril e no joelho e em seguida realiza a
flexão plantar do pé contra a resistência.
A tendinite do tendão do calcâneo é uma inflamação dolorosa que frequentemente
ocorre em corredores que correm em morros ou em superfícies irregulares. O esforço
repetitivo do tendão ocorre quando o calcanhar toca o chão e quando a flexão
plantar levanta o pé e os dedos. O rompimento do tendão é uma lesão grave.

Membro Inferior Prancha 505 do Atlas


Ver também Prancha 529
Membro Inferior 7-46
Músculos da Perna: Vista Posterior

1 .
Plantar

Inserção proximal: Origina-se da terminação inferior da linha supracondilarlateral


do fêmur e do ligamento poplíteo oblíquo.

Inserção distal: Este tendão muscular longo e delgado cruza obliquamente entre os
músculos gastrocnêmio e sóleo e fixa-se na parte posterior do calcâneo, frequentemente
se fusionando com o tendão do calcâneo.

Ação: Auxilia fracamente o músculo gastrocnêmio na flexão plantar do pé no tornozelo e


na flexão da perna no joelho.

lnervação: Nervo tibial (S1 e S2).


comentário: Os músculos gastrocnêmio, sóleo e plantar formam o grupo superficial
de músculos no compartimento posterior da perna. O nervo tibial e os vasos tibiais
posteriores seguem na mesma profundidade desses 3 músculos.

Correlação clínica: O músculo plantar está ausente em uma pequena


proporção da população (5°/o-10%) e é vestigial nos seres humanos. O pequeno
tendão pode ser utilizado para enxerto, especialmente em cirurgia reconstrutiva da
mão onde os tendões podem ter sido danificados alem da capacidade de serem
reparados.

Membro Inferior Prancha 505 do Atlas


Ver também Prancha 529
Membro Inferior 7-47
Músculos da Perna: Vista Posterior

1 . Popliteo
Inserção proximal: Origina-se da face lateral do côndilo lateral do fêmur e da
cápsula da articulação do joelho. Esse músculo possui uma fixação tendínea para o
menisco lateral do joelho.

inserção distal: Fixa-se na face posterior da tibia, acima da linha para o músculo
sóleo.

Ação: Flexão e rotação lateral da perna no joelho. Quando o membro está sustentando
o peso, o músculo poplíteo gira o fêmur lateralmente na tibia para "destravar" a
articulação do joelho.
lnervação: Nervo tibial (L4, L5 e S1).
Comentário: Esse músculo fino, achatado e triangular forma a parte distal do
assoalho da fossa poplítea.

Correlação clínica: Uma pequena bolsa encontra-se entre o tendão deste


músculo e o côndilo lateral da tíbia.

Membro Inferior Prancha 505 do Atlas


Ver também Prancha 529
Membro Inferior 7-48
Músculos da Perna (Dissecação Profunda)

1. Flexor longo do hálux

Inserção proximal: Origina-se dos dois terços inferiores da face posterior da fíbula
e da parte inferior da membrana interóssea.

Inserção distal: O seu tendão entra no pé com os tendões dos músculos flexor
longo dos dedos e tibial posterior. Ele fixa-se na base da falange distal do dedão do pé.
Ação: Flexão da falange distal do hálux, flexão plantar do pé no tornozelo e ajuda a
impulsionar o pé durante a caminhada ou a corrida.
lnervação: Nervo tibial (S2 e S3).
comentário: Esse músculo também ajuda a sustentar a parte medial do arco
longitudinal medial do pé.

Correlação clínica: Esse músculo é clinicamente testado quando o paciente


flexiona o hálux, especialmente contra a resistência. Conforme isto é feito, pode-se
palpar o tendão do músculo no aspecto plantar da base do hálux.

Membro Inferior Prancha 506 do Atlas


Ver também Prancha 529
Membro Inferior 7-49
Músculos da Perna (Dissecação Profunda)

1 .
Flexor longo dos dedos

Inserção proximal: Origina-se da parte media da face posterior da tíbia,


inferiormente à linha para o músculo sóleo, e da fáscia que reveste a região posterior da
tíbia.

lnserção distal: Na planta do pé, o tendão se divide em 4 partes que se ñxam nas
bases das falanges distais dos 4 dedos laterais.

Ação: Flexão dos 4 dedos laterais, especialmente das falanges distais, permitindo-os
aderir ao chão durante a caminhada. Esse músculo também realiza a flexão plantar do pé
no tornozelo, auxilia com a inversão e ajuda a sustentar os arcos longitudinais do pé.

Inervação: Nervo tibial (S2 e S3).


comentário: Esse músculo está situado medialmente na perna. Junto com o tendão
do flexor longo do hálux e o tendão do tibial posterior, o tendão do flexor longo dos dedos
segue posteriormente ao maléolo medial, passando profundamente para o retináculo dos
músculos flexores.

Correlação clínica: Este músculo é testado quando o paciente realiza a


flexão plantar dos dedos contra a resistência. Confonne isso é feito, pode-se palpar
os tendões para os 4 dedos laterais no aspecto plantar da região distal do pé.

Membro Inferior Prancha 506 do Arias


Ver também Prancha 529
Membro Inferior 7-50
Músculos da Perna (Dissecação Profunda)

1. Tibial posterior

Inserção proximal: Origina-se da face posterior da membrana interóssea, do


aspecto posterior da tíbia, inferiormente a linha para o músculo sóleo, e da face posterior
da fíbula.

lnserção distal: Fixa-se natuberosidade do osso navicular; nas faces plantares dos
ossos cuboide e cuneiforme; e nas bases do 29, 39 e 49 ossos metatarsais.

Ação: Flexão plantar do pé no tornozelo e inversão do pé quando o pé não está


sustentando o peso.

lnervação: Nervo tibial (L4 e L5).


Comentário: Quando o pé está sustentando o peso, o músculo tibial posterior, junto
com vários outros músculos, ajuda a distribuir o peso no pé e ajuda a manter o equilíbrio.

Correlação clínica: Pode-se testar esse músculo quando o paciente inverte o


pé contra a resistência.

As "dores nas canetas" se referem à dor ao longo dos dois terços distais interiores do
corpo da tíbia e é uma síndrome comum em atletas. A causa principal são as trações
repetitivas do tendão do músculo tibial posterior conforme se empurra o pé durante a
corrida. O estresse no músculo ocorre na sua inserção proximal à tíbia e à
membrana interóssea.

Membro Inferior Prancha 506 do Atfas


Ver também Prancha 529
Corte transversal exatamente acima da metade da perna

Membro Inferior 7-51


Perna: Corte Transversal

1.
Tibial anterior
2. Extensor longo dos dedos
3. Fibular curto
4. Músculo gastrocnêmio (cabeça lateral)
5. Flexor longo do hálux
6. Flexor longo dos dedos
7. Tibial posterior

Comentário: Semelhante à coxa, a perna possui 3 compartimentos. O compartimento


anterior contém os músculos flexores dorsais do pé. O compartimento lateral contém os
músculos eversores do pé. 0 compartimento posterior contém os músculos que são em
grande parte flexores plantares do pé no tornozelo, flexores dos dedos e inversores do pé.
Os músculos do compartimento anterior são inervados pelo nervo fibular profundo e
supridos pela artéria tibial anterior. Os músculos do compartimento lateral são inervados
pelo nervo tibular superficial e supridos pela artéria fibular. Os músculos do compartimento
posterior são inervados pelo nervo tibial e supridos pela artéria tibial posterior.

Correlação clínica: A área sensorial do nervo fibular comum está sobre as


faces lateral e anterolateral da perna e no dorso do pé. A sensibilidadedo nervo
fibular profundo pode ser testada sobre a pele entre o hálux e o segundo dedo na
região dorsal.

Membro Inferior Prancha 510 do Arias


Membro Inferior 7-52
Músculos da Planta do Pé:
Primeira camada

1 .
Abdutor do hálux

Inserção proximal: Origina-se do processo medial da tuberosidade do calcâneo,


do retináculo dos músculos flexores e da aponeurose plantar.

Inserção distal: Fixa-se no aspecto medial da base da falange proximal do hálux.


Ação: Abdução do hálux na articulação metatarsofalângica e pode flexionaro hálux.
lnervação: Nervo plantar medial (S2 e S3).
Comentário: O tendão do abdutor do hálux e o tendão medial do músculo flexor curto
do hálux se inserem juntos.

A primeira camada dos músculos do pé é revestida por uma fáscia plantar medial e lateral
e por uma aponeurose plantar espessa na região central (fáscia).

Correlação clínica: A fasciite plantar (síndrome do esporão calcâneo) é uma


causa comum de dor no calcanhar, especialmente em corredores, e resulta de uma
inflamação da aponeurose plantar no seu ponto de fixação para o calcâneo (cortado
nesta tigura).

Membro Inferior Prancha 521 do Atlas


am
_

Membro Inferior 7-53


Músculos da Planta do Pé:
Primeira Camada

1 . Flexor curto dos dedos

Inserção proximal: Origina-se do tubérculo medial da tuberosidade do calcãneo,


da aponeurose plantar e do septo intennuscular.

Inserção distal: Esse músculo dá origem a 4 tendões que são superficiais aos
tendões do músculo flexor longo dos dedos. Dentro das bainhas dos tendões dos
músculos dos dedos, os tendões do músculo flexor curto dos dedos se dividem para
permitir a passagem dos tendões do flexor longo dos dedos para as falanges distais. Os
tendões do músculo flexor curto dos dedos se inserem em ambos os lados das falanges
médias dos 4 dedos laterais.

Ação: Esse músculo flexiona a 23 falange (média) dos 4 dedos laterais.

lnervação: Nervo plantar medial (S2 e S3).


Comentário: O arranjo dos tendões dos músculos flexor longo dos dedos e flexor
curto dos dedos no pé é semelhante ao dos músculos flexor superlicial dos dedos e flexor
profundo dos dedos na mão.

Membro Inferior Prancha 521 do Atlas


m

Membro Inferior 7-54


Músculos da Planta do Pé:
Primeira Camada

1. Abdutor do dedo mínimo

Inserção proximal: Origina-se dos tubérculos medial e lateral da tuberosidade do


calcâneo, da aponeurose plantar e do septo intermuscular.
Inserção distal: O seu tendão e o tendão do músculo flexor curto do dedo mínimo
se inserem juntos na região lateral da base da falange proximal do 59 dedo, ou dedo
mínimo do pé.

Ação: Abdução e ajuda a flexionar o dedo mínimo do pé na articulação


metatarsofalângica.
lnervação: Nervo plantar lateral (S2 e S3).
Comentário: Algumas fibras deste músculo frequentemente também se inserem na
tuberosidade do 59 metatarsal. Essas libras podem constituir um músculo separado
chamado de abdutor do 5° metatarsal.

Membro Inferior Prancha 521 do Atlas


mW
segunda camada

Membro Inferior
Músculos da Planta do Pé:
Segunda Camada

1 .
Flexor curto do hálux

Inserção proximal: Origina-se das faces plantares dos ossos cuboide e cuneiforme
lateral.

Inserção distal: O ventre muscular se divide em 2 partes. A parte medial se mistura


corn o abdutor do hálux e partilha de um osso sesamoide medial do hálux para se fixar no
aspecto medial da base da falange proximal. A parte lateral se mistura com as 2 cabeças
do adutor do hálux, partilhando de um osso sesamoide lateral e se fixando na região
lateral da base da falange proximal.

Ação: Flexão da falange proximal do hálux na articulação metatarsofalângica.


lnervação: Nervo plantar medial (S2 e S3).
comentário: Os tendões de fixação deste músculo são associados com os 2 ossos
sesamoides do hálux.

Membro Inferior Prancha 522 do Atlas


mW
segunda camada

Membro Inferior 7-56


Músculos da Planta do Pé:
Segunda Camada

1 . Quadrado plantar

Inserção proximal: Esse músculo possui 2 cabeças. A grande cabeça medial


origina-se da face medial do calcâneo; a cabeça lateral origina-se da margem lateral do
calcâneo.

Inserção distal: As 2 partes desse músculo se unem em uma faixa muscular


achatada que se insere na margem posterolateral do tendão do músculo flexor longo dos
dedos.

Ação: Esse músculo ajuda o flexor longo dos dedos a flexionar as falanges tenninais
dos 4 dedos laterais.

lnervação: Nervo plantar lateral (S2 e S3).


Comentário: O quadrado plantar é um músculo único, não tendo um equivalente na
mão. O seu papel principal é modificar os efeitos do flexor longo dos dedos, que tende a
puxar obliquamente o pé. O quadrado plantar corrige este movimento obliquo.

Membro Inferior Prancha 522 do Atlas


Membro Inferior 7-57
Músculos da Planta do Pé:
Segunda Camada

1 .
Flexor curto do dedo mínimo

Inserção proximal: Origina-se da base do 59 osso metatarsal e do ligamento


plantar longo.
Inserção distal: Fixa-se na base da falange proximal do dedo mínimo.
Ação: Flexão da falange proximal do dedo mínimo do pé na articulação
metatarsofalângica.
lnervação: Ramo superñcial do nervo plantar lateral (S2 e S3).
Comentário: Esse músculo muitas vezes se assemelha a um dos interósseos. O seu
tendão de ñxação pode se combinar lateralmente com o tendão do abdutor do dedo
mínimo.

Membro Inferior Prancha 522 do Atlas


mW
segunda camada

Membro Inferior 7-58


Músculos da Planta do Pé:
Segunda Camada

1. Músculos Iumbricais

Inserção proximal: Origina-se dos tendões do músculo flexor longo dos dedos. O
19, ou o mais medial, dos músculos Iumbricais origina-se da região medial do tendão para
o 29 dedo do pé. O 29 músculo Iumbrical origina-se dos 2 tendões que o Iadeiam, e os
outros 2 músculos Iumbricais originam-se dos seus tendões de acompanhamento.

Inserção distal: Os tendões passam por baixo dos ligamentos metatarsais


transversos profundos. Eles estão fixados nas expansões extensoras do músculo extensor
longo dos dedos na face dorsal das falanges proximais.
Ação: Semelhante aos músculos Iumbricais na mão, os Iumbricais no pé flexionam as
falanges proximais nas articulações metatarsofalãngicas e estendem as 2 falanges distais
dos 4 dedos laterais.

lnervação: 0 19 músculo Iumbrical é inervado pelo nervo plantar medial (S2 e S3). Os
3 músculos Iumbricais laterais são inervados pelo nervo plantar lateral (S2 e S3).
Comentário: Os músculos Iumbricais no pé atuam de uma maneira semelhante aos
músculos Iumbricais na mão, que se originam dos tendões do músculo flexor profundo dos
dedos.

Membro Inferior Prancha 522 do Atlas


Membro Inferior 7-59
Músculos da Planta do Pé:
Terceira Camada

1 .
Adutor do hálux (cabeçastransversa e oblíqua)
Inserção proximal: A cabeça oblíqua origina-se das bases dos ossos metatarsais
(29 ao 49) e do ligamento plantar longo. A cabeça transversa origina-se dos ligamentos
metatarsofalângicos plantares dos 39, 49 e 59 dedos do pé.
Inserção distal: As 2 cabeças do músculo convergem, e seu tendão central se
combina com o tendão do músculo flexor curto do hálux e compartilha o osso sesamoide
lateral com este músculo. O tendão comum tixa-se na região lateral da base da falange
proximal do hálux.
Ação: Adução do hálux e flexão da falange proximal na articulação metatarsofalângica.
Ele também ajuda a manter o arco transverso do pé.

lnervação: Ramo profundo do nervo plantar lateral (S2 e S3).


Comentário: A cabeça transversa desse músculo não se origina de um osso, mas
dos ligamentos plantares.

Correlação clínica: Um joanete (hálux valgo) frequentemente ocorre em


mulheres que usam sapatos que são muito estreitos. Nessa defonnidade, o primeiro
osso metatarsal é deslocado medialmente (vara) e a falange proximal é parcialmente
deslocada e afastada lateralmente (valgo). O osso sesamoide lateral também é
deslocado lateralmente.

Membro Inferior Prancha 523 do Atlas


Membro Inferior 7-60
Músculos do Pé

1 .
Músculos interósseos dorsais

Inserção proximal: Esses 4 músculos bipenados originam-se de 2 cabeças das


regiões adjacentes dos ossos metatarsais.
Inserção distal: O 19 músculo interósseo fixa-se no aspecto medial da falange
proximal do 29 dedo do pé. Os interósseos do 29 ao 49 fixam-se nas regiões laterais do 29
ao 49 dedos laterais.

Ação: Os interósseos dorsais realizam a abdução dos dedos do pé em relação a um


eixo longitudinal imaginário do pé desenhado por meio do 29 dedo do pé. Eles também
flexionam a falange proximal na articulação metatarsofalãngica e estendem as falanges
distais.

lnervação: Nervo plantar lateral (S2 e S3).


Comentário: Os músculos interósseos plantares e dorsais formam a 49 camada do
pé. Semelhante aos interósseos da mão, os interósseos dorsais realizam a abdução dos
dedos (do pé) e estendem as falanges distais.

Correlação clínica: Pode-se testar os músculos interósseos dorsais ao pedir


que o paciente estenda os dedos do pé contra uma resistência. Da mesma forma,
pode-se colocar um dedo entre os dedos do pé, e pedir ao paciente para realizar a
adução dos dedos do pé (feito pelos músculos interósseos plantares), e sentir a
resistência (força muscular) contra o dedo.

Membro Inferior Prancha 525 do Atlas


Membro Inferior 7-61
Músculos do Pé

1 .
Músculos interósseos plantares
Inserção proximal: Estes 3 músculos originam-se das bases e das regiões mediais
dos corpos do 39, 49 e 59 ossos metatarsais.
Inserção distal: Eles se fixam nas regiões mediais das bases das falanges
proximais dos mesmos dedos do pé e na aponeurose digital dorsal dos tendões do
músculo extensor longo dos dedos.

Ação: Os interósseos plantares realizam a adução do 39, 49 e 59 dedos do pé em


direção ao eixo do pé, uma linha longitudinal imaginária que se estende por meio do 29
dedo do pé. Eles também flexionam a falange proximal na articulação metatarsofalângica
e estendem as falanges distais.

lnervação: Nervo plantar lateral (S2 e S3).


Comentário: Semelhante aos interósseos da mão, os músculos interósseos plantares
realizam a adução dos dedos (dos pés) e flexionam as falanges proximais enquanto
estendem as falanges distais.

Correlação clínica: Pode-se testar esses músculos ao colocar um dedo entre


os dedos do pé e pedir ao paciente para realizar a adução dos dedos do pé e sentir
a resistência (força muscular) contra o dedo.

Membro Inferior Prancha 525 do Atlas


M m

Membro Inferior 7-62


Plexo Lombar

1. Nervo subcostal (T12)


2. Nervo ilio-hipogástrico
3. Nervo ilioinguinal
4. Nervo cutâneo femoral lateral
5. Nervo femoral
6. Nervo obturatório
7. Tronco Iombossacral

Comentário: Os nervos plexo lombar originam-se do ramos anteriores de L1-L4.


do
Esses nervos, junto com o nervo subcostal (T12),inervam os músculos do tronco inferior
e enviam ramos para os músculos dos compartimentos anterior e medial da coxa (nervos
femoral e obturatório).
O nervofemoral origina-se de L2, L3 e L4 e inerva os extensores do joelho. Da mesma
forma, o nervo obturatório origina-se de L2, L3 e L4. Na coxa, ele inerva os músculos do
compartimento medial, que são os adutores do quadril.
Semelhante ao plexo cervical (C1-C4) e ao plexo braquial (C5-T1), o plexo lombar é um
plexo nervoso somático que inerva os músculos esqueléticos e transmite as sensações da
pele, músculos e articulações. Semelhante a todos os nervos somáticos, as fibras
simpáticas pós-ganglionaresdo sistema nervoso autônomo também seguem dentro
desses nervos e inervam a musculatura lisa dos vasos e o músculo (liso) eretor do pelo
associado aos folículos pilosos na pele.

Membro Inferior Prancha 486 do Atfas


Dissecção
profunda

Membro Inferior 7-63


Nervos da Região Glútea e da Coxa:
Vista Posterior
1.
Artéria e nervo glúteos inferiores
2. Nervo pudendo
3. Nervo cutâneo femoral posterior
4. Nervo isquiático
5. Nervo tibial
6. Nervo tibular comum
7. Artéria e nervo glúteos superiores

Comentário: Os nervos para a região glútea e região posterior da coxa originam-se


do plexo sacral. Eles vêm em grande parte dos ramos anteriores de L4-S4.
Os principais nervos da região glútea são os nervos glúteos superior e inferior. O maior
nen/o do plexo sacral é o nervo isquiático, composto pelas raizes anteriores de L4-S3. 0
nervo isquiático inerva todos os músculos do compartimento posterior da coxa. Através de
seus2 ramos terminais, os nervos tibial e tibular comum, ele também inerva todos os
músculos abaixo do joelho.

Correlação clínica: As injeções glúteas intramusculares são dadas no


quadrante superior externo da nádega para evitar Iesionar o nervo isquiático, que
passa logo abaixo ou através do músculo pirifonne no meio da região glútea.

Membro Inferior Prancha 490 do Arias


Ver também Prancha 528
Membro Inferior 7-64
Nervo Fibular Comum

1. Nervo ñbular comum (L4, L5, S1, S2)


2. Nervo ñbular superñcial
3. Nervo cutâneo dorsal medial
4. Nervo cutâneo dorsal intennédio
5. Nervo cutâneo dorsal lateral (ramo do nervo sural)
6. Nervos digitais dorsais do pé
7. Nervo fibular profundo

Comentário: O nervofibular comum é uma extensão direta do nervo isquiático. Ele


envolve superticialmente a cabeça da fíbula e se divide em um ramo superñcial e um
ramo profundo.
O nervo fibular superficial inerva os músculos do compartimento lateral da perna, que são
essencialmente envolvidos na eversão do pé. O nervo fibular profundo inerva os músculos
do compartimento anterior da perna e os músculos no dorso do pé. Esses músculos são
essencialmente flexores dorsais do pé no tornozelo e extensores dos dedos do pé.

Correlação clínica: O nervo fibular comum é o nervo mais frequentemente


lesado do membro inferior. Esse nervo é vulnerável para as lesões de compressão,
geralmente de trauma direto, onde ele envolve a cabeça da fíbula. Quando lesado, o
paciente pode se apresentar com o pé caído (incapacidade de realizar dorsiflexão no
tornozelo) e uma incapacidade de realizar a eversão do pé.

Membro Inferior Prancha 530 do Atlas


Ver também Pranchas 508, 509
Membro Inferior
Nervo Tibial

1. Nervo tibial (L4, L5, S1, S2, S3)


2. Nervo cutâneo sural medial (cortado)
3. Nervo plantar medial
4. Nervo tibial
5. Nervo plantar lateral
6. Nervo cutâneo sural lateral (cortado)
7. Nervo fibular comum

Comentário: O nervo extensão direta do nervo isquiático. Ele inerva os


tibial é uma
músculos do compartimento posterior da perna e os músculos intrínsecos na face plantar
do pé. Os músculos do compartimento posterior da perna são essencialmente flexores
plantares do tornozelo e flexores dos dedos do pé. Esses músculos também podem
participar na inversão.

Correlação clínica: Por causa de sua localização profunda no compartimento


posterior da perna, este nervo é relativamente protegido do trauma direto. Ele pode
ser lesado durante a inflamação dos músculos do compartimento posterior (síndrome
compartimental) quando ocorre inchaço suficiente para comprimir o nervo tibial.
Urna lesão no nervo tibial pode resultar em perda da flexão plantar e inversão
enfraquecida do pé, levando a um andar embaralhado.

Laoerações na planta do pé podem danificar os ran1os tenninais do nervo tibial, os nervos


plantares medial e lateral, que inervam os músculos intrínsecos do pé.

Membro Inferior Prancha 529 do Arias


n m

a
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E a

m
n

Membro Inferior 7-66


Nervos e Veias superficiais do
Membro Inferior: Vista Anterior
1 .
Nervo cutâneo femoral lateral
2. Hiato safeno (fossa oval)
3. Ramos cutâneos anteriores do nervo femoral
4. Ramos do nervo cutâneo sural lateral (do nervo fibular comum)
5. Veias metatarsais dorsais
6. Arco venoso dorsal do pé
7. Veia safena magna
8. Nervo safeno (ramo terminal do nervo femoral)
9. Ramos cutâneos do nervo obturatório
10. Veia safena magna
11 .
Veia femoral

Comentário: Os nervos cutâneos da coxa e da perna são ramos dos nervos femoral,
obturatório e isquiático. O nervo cutâneo femoral lateral origina-se diretamente do plexo
lombar.
A veia safena magna origina-se de um plexo de veias dorsais sobre o pé. Ela sobe ao
longo do aspecto medial da perna, joelho e coxa para drenar para a veia femoral.
Numerosas tributárias superficiais drenam para a veia safena magna. Os ramos
perfurantes da veia safena e as suas tributárias se comunicam com as veias profundas
que acompanham as artérias femoral e tibial.
As veias superficiais e profundas do membro inferior, semelhantes às veias do membro
superior, possuem válvulas venosas para ajudar no retorno venoso para o coração contra
a gravidade.

Correlação clínica: A veia safena magna pode ser coletada e usada como um
enxerto de vaso (p. ex., na ponte de safena).

As veias superficiais do membro inferior podem se tornar varicosas (dilatadas),


geralmente porque suas válvulas tomam-se incompetentes e pennitem que o sangue
venoso retorne e reverte o fluxo nas veias.

Membro Inferior Prancha 471 do Arias


Membro Inferior 7-67
Nervos e Veias superficiais do
Membro Inferior: Vista Posterior
1. Nervos clúnios médios (dos ramos posteriores de S1, S2, S3)
2. Ramos do nervo cutâneo femoral posterior
3. Veia safena magna
4. Veia safena parva
5. Nervo sural
6. Nervo cutâneo sural lateral (do nervo fibular comum)
7. Nervos clúnios inferiores (do nervo cutâneo femoral posterior)
8. Nervos clúnios superiores (dos ramos posteriores de L1, L2, L3)

Comentário: O nervo sural é formado pela união dos nervos cutâneos derivados dos
nervos tibial e fibular comum. Ele segue com a veia safena parva.

A veia safena parva recebe numerosas tributárias superficiais. Os ramos perfurantes da


veia safena parva e as suas tributárias se comunicam com as veias profundas que
acompanham a artéria tibial e os seus ramos. A veia safena parva drena para a veia
poplitea na região posterior do joelho.
As veias superficiais e profundas do membro inferior, semelhantes às veias do membro
superior, possuem válvulas venosas para ajudar no retorno venoso para o coração contra
a gravidade.

Correlação clínica: A inatividade e a estase venosa podem ter consequências


graves para as veias do membro inferior. A trombose venosa profunda pode resultar
e uma tromboembolia pode passar para o coração e tomar-se alojada nas redes de
pequenos capilares do pulmão, obstruindo uma artéria pulmonar.

Membro Inferior Prancha 472 do Arias


Membro Inferior 7-68
Artérias da Coxa e do Joelho: Esquema

1 .
Artéria femoral
2. Artéria femoral profunda
3. Artéria superior lateral do joelho
4. Artéria tibial anterior
5. Artéria frbular (por transparência)
6. Artéria tibial posterior (por transparência)
7. Artéria inferior medial do joelho (parcialmente por transparência)
8. Artéria poplítea (por transparência)
9. Artéria circunflexa femoral medial
10. Artéria obturatória

Comentário: A artéria femoral é uma continuação da artéria iliaca externa. O seu


ramo profundo fornece sangue para os músculos profundos da coxa.

Os ramos das artérias circunflexas femoral medial e lateral fornecem uma rica anastomose
ao redor da articulação do quadril. De forma semelhante, uma rica anastomose ao redor
da articulação do joelho é fornecida pelos pares medial e lateral das artérias do joelho.
Quando a artéria femoral passa através do hiato dos adutores no músculo adutor magno,
ela assume uma posição posterior ao joelho (fossa poplítea), tornando-se a artéria
poplítea. Abaixo do joelho, a artéria poplítea se divide nos ramos tibial anterior e posterior.

Correlação clínica: Os pulsos arteriais podem ser tomados na região proximal


da artéria femoral proximal, no trigono femoral ou posteriormente ao joelho, na fossa
poplítea sobre a artéria poplítea.

Membro Inferior Prancha 500 do Arias


Membro Inferior 7-69
Artérias da Perna: Vista Anterior

1.
Artéria superior lateral do joelho
2. Artéria tibial anterior
3. Artéria maleolar anterior lateral
4. Artérias digitais dorsais
5. Artéria arqueada
6. Artéria tarsal medial
7. Artéria dorsal do pé
8. Artéria inferior medial do joelho

Comentário: A artéria tibial anterior, um ramo da artéria poplitea, supre o


compartimento anterior da perna e o dorso do pé. Ela é acompanhada pelo nervo tibular
profundo, que supre os músculos do compartimento anterior.
No tornozelo, existe uma rica anastomose derivada das artérias maleolar, tarsal e
arqueada.

Correlação clínica: Dois pulsos são geralmente tomados na região distal do


membro inferior. O pulso tibial posterior é sentido entre o maléolo medial e o tendão
do calcâneo. A artéria dorsal do pé é uma continuação da artéria tibial anterior, e o
seu pulso pode ser palpado no dorso do pé, lateralmente ao tendão do extensor
longo do hálux, confonne ele emerge do retináculo dos músculos extensores.

Membro Inferior Prancha 508 do Atlas


Ver também Prancha 530
Membro Inferior 7-70
Artérias da Perna: Vista Posterior

1.
Artéria poplítea e nervo tibial
2. Artéria tibial posterior
3. Artéria e nervo plantares mediais
4. Artéria e nervo plantares laterais
5. Artéria fibular (Ramo perfurante e Ramo comunicante)
6. Artéria fibular
7. Artéria fibular
8. Artéria tibial anterior

Comentário: A artéria tibial posterior é uma continuação da artéria poplítea. Abaixo do


joelho, ela dá origem à artéria fibular, que segue profundamente para o músculo flexor
longo do hálux.
Conforme a artéria tibial posterior passa inferiormente para o maléolo medial e entra na
planta do pé, ela se divide nas artérias plantares medial e lateral.
O nervo tibial acompanha a artéria tibial posterior ao longo da maior parte do seu
percurso.

Correlação clínica: O pulso da artéria tibial pode ser sentido no meio do


caminho entre o maléolo medial e o tendão do calcâneo. Essa artéria passa abaixo
do sustentáculo do tálus do calcâneo corn o nervo tibial e os tendões do músculo
flexor longo.

Membro Inferior Prancha 506 do Atlas


Ver também Prancha 529
Membro Inferior 7-71
Artérias da Planta do Pé

1 .
Artérias metatarsais plantares
2. Arco plantar profundo (arterial) e ramo profundo do nervo plantar lateral
3. Artéria e nervo plantares laterais
4. Artéria e nervo plantares mediais
5. Ramos profundos da artéria e nervo plantares mediais
6. Ramos superficiais da artéria e nervo plantares mediais
7. Artéria digital plantar própria (do ramo superficial da artéria plantar medial)

Comentário: As artérias plantares medial e lateral são continuações da artéria tibial


posterior.
A artéria plantar lateral é muito maior do que a artéria plantar medial. Ela forma a maior
parte do arco plantar, que forma anastomoses com os outros ramos plantares e a artéria
dorsal do pé.
As artérias metatarsais plantares originam-se deste arco plantar e dão origem aos ramos
da artéria digital plantar própria.

Correlação clínica:As lesões perfurantes ou Iacerações da planta do pé


podem sangrar muito por causa da rica anastomose vascular dos arcos plantares.
Além disso, como os compartimentos profundos que contêm os tendões, músculos e
ligamentos na planta são apertados, o controle do sangramento pode ser
problemático.

Membro Inferior Prancha 523 do Arias

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