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Universidade Nachingueia

Curso: Licenciatura em Direito - Pós Laboral

Cadeira: Direito Constitucional


Tema: Resumo do Trabalho “Aplicabilidade das normas constitucionais”.
Discente: Celina
Matola, Maio de 2019

Introdução

 Saudação ou Boa noite caro colegas. Com a minha presença pretendo dar a conhecer de alguns
aspectos importantes sobre a aplicabilidade das normas constitucionais. Irei definir o conceito da
constituição e normas constitucionais e entre outros aspectos essenciais do tema. E o principal
objectivo do trabalho é nos ajudar a compreender a Aplicabilidade das Normas Constitucionais.

 Neste âmbito, quando falamos da Constituição, é de referir que esta (constituição) foi criada e
aprovada para ser a norma mais importante do Estado, onde o Estado subordina-se a Constituição
da república e a qual todos nós devemos a obediência, inclusive os governantes, presidentes,
deputados, políticos e a sociedade em geral. Como refere o art. 2 da CRM “ o Estado subordina-
se à Constituição e funda-se na legalidade”.

 Em outras palavras podemos referir que a nossa Constituição da república é um conjunto de


normas, ou seja, um estatuto em que se acham reunidas as normas de organização do Estado.

 Neste trabalho entendemos por norma constitucional como uma norma primária do ordenamento
jurídico, ocupando o lugar mais elevado na pirâmide do sistema jurídico. A norma constitucional
é a norma fundamental que ocupa o vértice do ordenamento jurídico”.

 No concerne a hierarquia da norma constitucional, autores como ALEXY (2012), refere que não
há hierarquia entre as normas constitucionais, e sendo de mesma natureza e não havendo uma
escala axiológica das normas constitucionais, todos os valores e bens jurídicos tutelados pela
Constituição têm valor constitucional.

 Em sentido semelhante JORGE MIRANDA (2000: 194), elabora um rol de direitos fundamentais

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por ordem preferencial, ressaltando, contudo, sua aplicabilidade apenas nos casos em concreto,
diante da colisão de direitos fundamentais.

 Na visão dos autores acima citados, podemos perceber sobre a hierarquia das normas baseando-
nos na Constituição é formal, ou seja, trata-se de um conjunto de normas escritas,
hierarquicamente superior ao conjunto de leis comuns, independentemente de qual seja seu
conteúdo, isto é, estando na Constituição, é formalmente constitucional.

 Entendemos por aplicabilidade das normas constitucionais, “a capacidade/potencialidade de uma


norma da Constituição produzir os efeitos jurídicos esperados. Ou seja, é a força que a mesma (a
norma constitucional) tem em fazer cumprir o que ela diz”.

 Vale destacar que todas as normas constitucionais possuem eficácia. O que ocorre é que as
mesmas possuem graus diferenciados de aplicabilidade.

 Neste ponto, cabe esclarecer que este tema também envolve uma de suas classificações, quanto à
estabilidade. Segundo José Afonso da Silva, a classificação das normas constitucionais dividem-
se em: normas de eficácia plenas – as normas de eficácia plena são as que de alguma maneira
vedam ou proíbem; estabelecem isenções, prerrogativas ou imunidades Exemplo: Nos termos do
n°1 do artigo 6 da CRM, (2004:3), que refere que o território da República de Moçambique é
uno, indivisível e inalienável, abrangendo toda a superfície terrestre, a zona marítima e o espaço
aéreo delimitados pelas fronteiras nacionais; Normas de eficácia limitada – as que não possuem
este procedimento, podendo ser alteradas de forma simplificada, até mesmo pela edição de uma
nova lei e normas de princípio programático – Referem-se aos programas do Estado ou à
criação de órgãos. Essas normas, em geral, não dependem apenas de regulamentação pelo
legislador infraconstitucional, mas também de condições materiais. Ex: art. 88 da CRM: “a
educação constitui direito e dever de cada cidadão”; ou art. 89 sobre o direito á saúde e refere
“Todos os cidadãos têm o direito à assistência médica e sanitária, nos termos da lei, bem como o
dever de promover e defender a saúde pública”.

 No que diz respeitos as características das normas constitucionais, a doutrina jurídica ensina que
a análise de qualquer norma envolve vários aspectos, dentre eles destacam-se: vigência e eficácia.
O Direito Constitucional estabelecesse regras para o tratamento das normas constitucionais,
regulamentando uma matéria por demais tormentosa: a sua aplicabilidade.

 É inegável que o mandamento normativo deve ser vigente e eficaz. Contudo, nem sempre isto é

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possível, podem ocorrer casos em que o regramento precise de uma complementação para ser
aplicável ou para melhorar sua concreção. Daí a existência de diferentes tipos de normas
constitucionais.

 Em regra, toda norma deve ser vigente e eficaz, posto que as normas sejam criadas para que a
Sociedade as aplique nos factos do quotidiano a fim de propiciar a continuidade da convivência
entre os “cidadãos”.

 Neste trabalho, referimos que quando falamos de validez, que entendemos aptidão jurídica para
produzir efeitos, e a vigência é a produção efectiva de efeitos pela norma jurídica.

 A eficácia, na visão de Luís Roberto Barroso, a eficácia jurídica está relacionada à produção dos
efeitos jurídicos, ou seja, esta conectada a satisfação de todos os seus elementos: regulação do
cotidiano da sociedade, regular os actos que podem ocorrer entre os indivíduos, entre estes e o
Estado e vice-versa. Em outras palavras, entendemos a Eficácia da norma, como aptidão da
norma para produzir os efeitos próprios das normas jurídicas, é dizer, a qualidade de a norma
vigente produzir efeitos jurídicos em relação à sua observância pelos seus destinatários.

 No que concerne a Vigência, esta refere-se à obediência prestada à tal norma jurídica e consiste
na existência jurídica da norma. É a qualidade da norma que a faz existir juridicamente,
tornando-a de observância obrigatória.

 Ao estudarmos esta matéria, constata-se que existem várias teorias a este respeito, pois que a
regulação de um Estado não é tarefa fácil, por englobar vários factores, exigindo do legislador a
adoçam de diversas posturas ao tratar dos mais diversos temas. A verdade é que ainda não há um
consenso doutrinário sobre o que vem a ser a eficácia das normas.

 Sobre as normas constitucionais, admite-se que todas gozam de eficácia, pelo menos a jurídica,
porém diferenciando-se quanto à social, haja vista algumas delas dependerem de regulamentação
infraconstitucional para só então atingirem a sua finalidade: a efectivação.

 Em suma, posso ressalvar que este tema é grande relevância para nós como estudantes do curso
de direito e espero ter dissipado algumas dúvidas sobre o tema. Vimos tópico por tópico os
conceitos que se referem o assunto, visando eliminar as dúvidas sobre esse assunto de
aplicabilidade das normas constitucionais.