Вы находитесь на странице: 1из 171

ELEMENTOS DE CONTABILIDADE GERAL & CUSTOS

PARTE I

HISTÓRIA, CONCEITOS CONTÁBEIS, CONTABILIDADE, OBJETO, CAMPO,


FINALIDADE E TÉCNICAS UTILIZADAS PARA ATINGIR SUA FINALIDADE

Fra Luca Pacioli, Frade Franciscano , Matemático e Astronômo, ao lado de Leonardo da


Vinci em Firenze – Itália na metade final do século XV, participaram da realização de várias
obras em conjunto, principalmente, escritos, tratados ligados a geometria, cálculos
proporcionais e outros, durante até mesmo o Renascimento Italiano. Entre eles o “ Divina
Proportione”. Após esta publicação Fra Luca Pacioli em especial, publicou uma enciclopédia
de ciências matemáticas entitulada “ Summa di arithmetica, geometrica, proportione, et
proportionalita” , escreveu a mesma em um misto de latin – italiano e grego , no qual tratava
de aritmética e álgebra elementos esses, utilizados pelos mercadores, principalmente
Venezianos que em suas negociações comerciais envolviam comparações entre moedas, pesos
e medidas entre os vários feudos na Itália e Europa em Geral.
Nesta enciclopédia matemática conhecida como la Summa, em um capitulo em especial XI
- Tractatus de computis et scripturis, esta apresentado pela primeira vez, de um modo
sistemátizado o que conhecemos hoje como conceitos básicos de contabilidade, das partidas
dobradas , do débito e crédito, do inventário e balanço.
Certamente já havia estes conceitos de forma empírica sendo utilizados pelos
mercadores Venezianos, principalmente no que se referia a negócios. Na verdade, Fra Luca em
um dos seus primeiros empregos antes de ser Frade, trabalhava para um famoso comerciante
Veneziano que reconhecera seus dotes matemáticos e o trouxe para Veneza onde estudou
matemática através da astrologia e ciências humanísticas, mesmo porque na época as ciências
elevavam a alma a Deus. Só a partir desses fatos é que Pacioli decide ordenar-se na Igreja
Católica e lecionar matemática em várias cidades da Itália, trabalhando com importantes nomes
da Cultura Mundial do período e que após participaram do Renascimento Italiano.
Contasse que ele até mesmo foi convidado, por um Papa para tomar conta de um
Convento localizado numa pequena cidade italiana, próximo a Roma. Para aceitar tal
incumbência solicitou do Sumo Pontífice uma lista de tudo que pertencia ao convento. A lista
lhe foi fornecida e continha as seguintes informações:

Valores a receber 4000,00


Convento (casa) 7000,00
Valores a pagar 2000,00
Caixa 2000,00

De posse dessas informações, o Frei Luca começou a refletir sobre o significado daquela
lista. Logo percebeu que aquela lista continha os valores de todos os Bens, Direitos e
Obrigações do Convento e que por conseqüência se subtraísse todos os bens mais os direitos das
obrigações obteria os recursos líquidos disponíveis do Convento os quais poderia contar para
realizar investimentos de melhoria .
Dessa forma ele chegou a um dos conceitos mais importantes da Contabilidade que é o
patrimônio.
Após percebermos como Frei Luca Pacioli, investigou e constatou um dos principais
conceitos contábeis, está na hora de conhecermos outros conceitos muito importantes para a
ciência contábil em seus estudos da administração do patrimônio.
A contabilidade é a ciência que estuda, controla, registra, analisa e interpreta os fatos
ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstrações expositivas e a
revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a posição do patrimônio, suas
variações e o resultado econômicas decorrente da gestão da riqueza patrimonial.
Segundo Hilário Franco ‘ como o simples registro dos fatos não é elemento suficiente de
informação, a contabilidade reúne os fatos registrados, também segundo procedimento próprio,
em demonstrações expositivas, que recebem a designação genérica de demonstrações contábeis
e denominações especificas de inventários, balanços patrimoniais, demonstrações de resultado,
de lucros acumulados, de fluxo de caixa e variações do patrimônio liquido, bem como notas
explicativas’.
O objeto da contabilidade é o patrimônio, que a contabilidade estuda, analisa e controla,
registrando e informando, através de demonstrações contábeis.
Seu campo de atuação são os atos e fatos ocorridos das entidades econômico-
administrativas sejam de fins lucrativos ou não e sua finalidade.
Sua finalidade é assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer
informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o resultado das
entidades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins, que podem ser
lucrativos ou meramente ideais (sociais, culturais, esportivos, beneficentes...).

As técnicas de que a Contabilidade se utiliza para atingir seus objetivos são;

- registro dos fatos escrituração


Segundo Hilário Franco a escrituração contábil é ‘ o registro dos fatos que ocorreram no
patrimônio da entidade. Esse registro é feito em ordem cronológica, o que dá a contabilidade a
característica de verdadeira história do patrimônio empresarial. ‘
- demonstração expositiva dos fatos-demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis são demonstrações expositivas da situação econômico-
financeiro da entidade. Ainda segundo Franco ’quando as demonstrações contábeis têm em
vista a exposição dos componentes patrimoniais, recebem, portanto o nome de Balanço
Patrimonial, quando visam demonstrar o resultado econômico, se chama de demonstração do
resultado, quando demonstram a situação de liquidez de caixa, chamam-se de demonstração do
fluxo de caixa e assim por diante...
- confirmação dos registros e demonstrações contábeis - auditoria Contábil
Utiliza-se na Ciência contábil também uma técnica com o fim de confirmar a exatidão dos
registros das demonstrações contábeis, cuja atividade somente é restrita aos Bacharéis em
ciências contábeis.
- análise e interpretação de balanços. -análise de balanços.
A análise de balanços é uma técnica contábil que permite decompor, comparar e interpretar o
conteúdo das contas, fornecendo informações analíticas e úteis não somente a administradores,
mas também com aqueles que este mantém relações negocia.

A análise de balanços nos possibilita, por exemplo, informar:

I. Capacidade de pagamento das empresas.


II. Poder de ganho das empresas.
III. Rentabilidade do capital dos acionistas.
IV. Eficiência em gerar rentabilidade a partir de recursos de terceiros.
V. Utilização de recursos de terceiros de curto prazo financiando ativo permanente.

PATRIMÔNIO

É o conjunto de bens B, direitos D e obrigações O, avaliáveis em moeda corrente,


vinculados a uma pessoa física ou jurídica. Segundo Hilário Franco o patrimônio também é
definido “como um conjunto de bens econômicos, ou conjunto de bens com um fim específico
que irá gerar riqueza”.
B + D = Patrimônio Bruto ( tudo que tenho )
B + D - O = Patrimônio Líquido ( tudo que tenho - o que devo ), ou Situação
Liquida Patrimonial

BENS ( ATIVO )
É toda coisa suscetível de avaliação monetária, que tem a qualidade de satisfazer uma
necessidade humana.

Bens Tangíveis ou Corpóreos e Intangíveis ou Incorpóreos

Os bens podem ser:


Tangíveis/corpóreos/ Materiais ( tem como característica básica sua própria existência, são
bens materiais).
Dividem-se em móveis e imóveis .
Móveis ...........veículos, ferramentas, máquinas, móveis e utensílios etc...
Imóveis ...........terrenos, prédios, casas etc...

Intangível/ incorpóreo / Imateriais ( a principal característica de um bem intangível é a sua


inexistência como coisa, portanto, é um bem imaterial).

Ex. Marcas e Patentes, Direitos Industriais, royalties, Fundo de Comércio, Direitos Autorais
etc...

DIREITOS ( ATIVO )
São créditos que a empresa possui de terceiros. São valores representados por títulos de
créditos que o titular do patrimônio receberá de terceiros.

Ex: duplicatas a receber ( Clientes ), notas promissórias a receber , Adiantamentos a


funcionários e fornecedores, Impostos a recuperar/ compensar, outros títulos a receber
participação em outras empresas / Empresas coligadas e Controladas etc...

OBRIGAÇÕES ( PASSIVO )
São as dívidas que a empresa possui para com terceiros. São compromissos assumidos pela
empresa em pagar alguém em determinada data.
Ex: duplicatas a pagar ( Fornecedores ), salários a pagar, impostos a recolher,Empréstimos
Bancários, Adiantamento de clientes, financiamentos de curto e longo prazos obtidos junto a
Instituições Financeiras etc...

OBSERVAÇÃO: A maioria dos valores que representam direitos são denominados


contabilmente seguidos da expressão a receber; bem como, a maioria dos valores representativo
de obrigações são seguidos da expressão a pagar. Entretanto, pode haver exceções, como no
caso das contas Clientes e Fornecedores, que representam um direito e uma obrigação,
respectivamente. Há também casos que em que obrigações tributárias são seguidas da expressão
a recolher.

PATRIMONIO LIQUIDO OU SITUAÇÃO LIQUIDA PATRIMONIAL

O patrimônio liquido representa a situação liquida da empresa, sempre que houver ATIVOS
TOTAIS maiores que PASSIVOS TOTAIS, sobrarão recursos para a empresa, ou seja, sempre
que o total dos Bens e Direitos for maior que as Obrigações, teremos Patrimônio Liquido.
O Patrimônio Liquido pela Lei 6404/76 é composto pelo seguinte grupo de contas:

Capital Social – Representa os recursos dos sócios ou acionistas da empresa, realizados ou a


realizar.
Reservas – Representam parte dos Lucros da empresa retidos com uma finalidade, podendo a
mesma ser Legal, Estatutária, por contingência, ou reavaliação conforme estudaremos mais
adiante.

Lucros ou Prejuízos Acumulados – Como a própria conta é chamada representa os lucros ou


prejuízos que vem se acumulando ao longo do tempo da administração do patrimônio
empresarial. A partir da MP 449 convertida na Lei nº 11.491, de 2009 o Patrimônio Liquido
ficou assim subdividido:

Patrimônio Líquido
- capital social
- reservas de capital
- ajustes de avaliação patrimonial
- reservas de lucros
- ações em tesouraria
- prejuízos acumulados

CAPITAL

Capital é todo bem capaz de produzir riquezas, renda ou utilidade, isto é, representa bens
capazes de produzir outros bens.
Na Ciência Econômica, Capital é um dos fatores produtivos mais importantes, porque
junto aos demais fatores de produção são responsáveis pela aceleração da acumulação
capitalista no sentido mais amplo da palavra. Karl Marx em seu livro DAS KAPITAL ( O
capital ), já percebia a importância do capital como cerne do sistema capitalista e só ele levaria
as economias a acumulação de capital necessária ao crescimento econômico.
Sob o ponto de vista contábil, o termo " capital " pode encontrar vários sentidos. Desde
dinheiro em numerário, até máquinas e equipamentos etc...
Capital Próprio

É a diferença entre o Ativo ( que são todos os bens e direitos da empresa ) e o Passivo
(representando todas as obrigações da empresa) , abrangendo o capital inicial e suas variações,
ou seja o ( PATRIMÔNIO LIQUIDO ), com a subtração ou soma do prejuízo ou lucro
acumulado ao longo do tempo.

Capital de Terceiros

Este capital corresponde ao montante das dívidas, ou seja, as obrigações da empresa. O


capital de Terceiros é representado pelo total do ( PASSIVO ), baseado em fornecedores,
credores, instituições financeiras e tributos a recolher e outras contas a pagar. .

Logo : PASSIVO (CAPITAL DE TERCEIROS) e PATRIM. LÍQUIDO (CAPITAL PRÓPRIO)

CAPITAL SOCIAL NO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O Capital Social, quando da representação no Balanço Patrimonial, assume diversas


nomenclaturas, as quais representam suas situações peculiares.
Segundo o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Capital_social_(contabilidade):
“O capital social, financeiramente ou contabilmente conceituando, é a parcela do
patrimônio líquido de uma empresa ou entidade que represente investimento na forma de ações
(se for sociedade anônima) ou quotas (se for uma sociedade por quotas de responsabilidade
limitada) efetuado na companhia pelos proprietários ou acionistas, o qual abrange não somente
as parcelas entregues pelos acionistas, mas também os valores obtidos pela empresa e que, por
decisão dos acionistas ou proprietários, são incorporados no capital social.”

CAPITAL NOMINAL E À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA

Segundo IUDÍCIBUS (1996,), a saber:

a) capital nominal: investimento inicial feito pelos proprietários de uma empresa que é
registrado pela contabilidade numa “conta” denominada
b) capital. Este o capital nominal, que corresponde ao patrimônio líquido inicial. O capital
nominal só será alterado quando os proprietários realizarem
c) investimentos adicionais (aumentos de capital) ou desinvestimentos (diminuições de capital).
d) capital total à disposição da empresa: em acepção mais ampla, pode-se conceituar o capital
como sendo o conjunto dos valores disponíveis pela empresa em dado momento.
CAPITAL SOCIAL NAS S/A E O CAPITAL SOCIAL E A FORMAÇÃO DE
RESERVAS

Sugerimos a leitura do material anexo em nosso site que trata do assunto


detalhadamente, conforme legislação em vigor 2009.

Resumo prático dos Conceitos de Capital Social

Capital Social Autorizado :


Contém, no estatuto, disposições autorizando o aumento de capital até certo teto ( capital
autorizado ), sem necessidade de anuência da Assembléia Geral
Capital Social Subscrito :
É a parte do capital autorizado que encontra colocação, isto é, que encontrou quem se
comprometesse a entregá-lo à empresa, na qualidade de sócio.
Capital Social não-subscrito:
Corresponde à parcela do capital autorizado que não foi colocado em circulação, por vontade
própria ou por não Ter encontrado interessado.
Capital Social realizado :
É o valor efetivamente entregue pelos sócios para cumprimento total ou parcial da obrigação
assumida quando da subscrição.

Capital Social não-realizado:


Corresponde à parte da obrigação oriunda da subscrição de Capital Social ainda não
cumprida pelos sócios.

EXEMPLO:

CAPITAL AUTORIZADO: 15.000,00


(-) CAPITAL NÃO-SUBSCRITO 5.000,00
CAPITAL SUBSCRITO 10.000,00
(-) CAPITAL NÃO REALIZADO 3.000,00
CAPITAL REALIZADO 7.000,00

LANÇAMENTOS CONTÁBEIS:
Na abertura de uma empresa LTDA.
Debitasse - CAPITAL SOCIAL A REALIZAR
Creditasse - CAPITAL SOCIAL
Na realização do capital
Debitasse - CAIXA/BCO/IMÓVEIS/MÓVEIS
Creditasse - CAPITAL SOCIAL A REALIZAR

De forma direta:

Debitasse - CAIXA
Creditasse - CAPITAL SOCIAL

O Capital Social são também os Recursos disponibilizados pelos sócios ou acionistas


quando da abertura da empresa ou durante suas atividades são alterados via alteração do
contrato Social da Empresa Ltda, ou Estatuto Social quando da Sociedade Anônima .
Na Empresa Ltda, o Capital Social é divido em cotas de participação entre os sócios.
Na Empresa S/A ( Aberta = aquela que possui ações negociadas em Bolsa , Fechada =
aquela que as ações não são negociadas em Bolsa ) o capital social é dividido em ações de dois
tipos, que podem ser :

ON = Ordinárias Nominativas = Direito a Voto na Assembléia de Acionistas e ainda recebe


dividendo +/- valorização da ação no Mercado de Capitais
PN = Preferenciais Nominativas = Direito a Dividendos +/- valorização da ação no Mercado de
Capitais
Dividendos = Lucro Liquido divido pelo numero de ações.

OBSERVAÇÃO Não existe um valor mínimo, nem máximo para alocação do capital Social na
Empresa podendo ser de zero positivo a infinito, podendo também ser colocado em bens,
direitos a vista ou ao longo do tempo.

DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMONIO

A diferença básica conforme podem observar nos conceitos é que o patrimônio é o


conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade e o capital é todo recurso da empresa
capaz de gerar mais recursos, podendo o mesmo ser bens, direitos e qualquer coisa que gere
riqueza a entidade.

ASPECTOS DO PATRIMÔNIO

O patrimônio do ponto de visto contábil pode ser visto sob dois aspectos de interesse:

Aspecto Qualitativo
Consideram as espécies dos elementos que compõe o patrimônio do ponto de vista da
discrição contábil das contas através de nominação aos Bens, Direitos, Obrigações e contas
do Patrimônio Liquido
Ex. veículos , máquinas, dinheiro, caixa, Banco, Empresas Coligadas e Controladas,
Fornecedores, contas a pagar, Impostos a recolher/ compensar etc...

Aspecto Quantitativo
Considera o valor monetário ( em moeda nacional ), atribuído as contas contábeis
reconhecidas pelo método Qualitativo dos componentes do patrimônio.

EX: veículos R$ 5.000.00


máquinas R$ 8.000,00
dinheiro R$ 3.000,00

OBS: O patrimônio é representado graficamente pelo Balanço Patrimonial, que logo em


seguida iremos estudar.

ÁLGEBRA CONTÁBIL

Podemos aqui referir-nos a uma álgebra simples para poder explicar a lógica do
patrimônio administrado de uma entidade, baseado no método algébrico criado por Fra Luca
Pacioli na Italia século XV, citado em sua “ Summa “no capitulo XI, reescrito pelo Serviço
Italiano de Economia Tributária. A lógica racional se refere ao Método Italiano de ontabilidade,
utilizado hoje mundialmente e que dá a base do chamado “ “Método das Partidas Dobradas”.
A seguir apresentaremos a lógica algébrica da contabilidade e que nos remete tanto ao “
“Método das Partidas Dobradas”, mas principalmente neste caso a “ Equação Fundamental da
Contabilidade” a qual demonstra os alicerces da metodologia da Contabilidade. Observe o
seguinte:
BENS + DIREITOS = ( PATRIMÔNIO BRUTO )( TUDO QUE TENHO )
OBRIGACÕES = ( TUDO QUE DEVO )
BENS + DIREITOS - OBRIGACÕES = ( PATRIMONIO LIQUIDO ), ou seja, ( TUDO
QUE TENHO - TUDO QUE DEVO ) = Situação Liquida Patrimonial , ou seja o que sobra para
os sócios ou acionistas da Empresa
DA EQUACÃO DE EQUILIBRIO DE 1º GRAU VEM:

BENS E DIREITOS ( COISA POSITIVA ) ( tudo que tenho )


OBRIGACÕES ( COISA NEGATIVA ) ( tudo que devo )

BENS + DIREITOS = PATRIMÔNIO BRUTO

BENS + DIREITOS - OBRIGACÕES = PATRIMÔNIO LIQUIDO


  

BENS + DIREITOS = PATRIMÔNIO LIQUIDO + OBRIGACÕES

  

ATIVO = P. LIQUIDO + PASSIVO

Observe que do desdobramento da equação patrimonial, obtemos a equação


fundamental da contabilidade e que abaixo transcrevemos:
ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LIQUIDO – Equação fundamental da
Contabilidade
+ = -
Débito = Crédito

A partir da equação fundamental da contabilidade podemos interpretar o que mais


adiante estudaremos como o “método das partidas dobradas”, onde o débito ( parte positiva )
representa as aplicações de recursos e o crédito ( parte negativa ) as Origens de Recursos .

REPRESENTAÇÃO GRAFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS

Em uma Empresa podemos ter três situações financeiros Líquidas do Patrimônio


administrado :

Situação I

TOTAL DO ATIVO > TOTAL DO PASSIVO = SITUAÇÃO POSITIVA

A situação financeira POSITIVA representa que a empresa possui mais ativo que passivo,
logo tem mais bens e direitos que obrigações a pagar a terceiros, sobrando assim recursos para
formar o Patrimônio Liquido que poderão ser distribuídos aos sócios e acionistas.

EXEMPLO

BALANÇO PATRIMONIAL CASO


I
ATIVO PASSIVO

TOTAL DO
PASSIVO
R$ 800,00
PATRIM.
LIQUIDO
R$ 200,00
TOTAL R$ TOTAL R$
1000,00 1000,00

Situação II

TOTAL ATIVO < TOTAL PASSIVO = SITUAÇÃO NEGATIVA OU PASSIVO A


DESCOBERTO

A situação financeira NEGATIVA representa que a empresa possui menos ativo que
passivo, logo tem menos bens e direitos do que obrigações a pagar a terceiros, necessitando a
mesma de recursos para poder seguir operando, não sobrando recursos para serem distribuídos
aos sócios e acionistas. Geralmente nesta fase as empresas solicitam a concordata.
EXEMPLO

BALANÇO PATRIMONIAL CASO II


PASSIVO A
DESCOBERTO PASSIVO

R$ 200,00
ATIVO
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO
R$ 800,00 R$ 1.000,00

TOTAL R$ 1000,00 TOTAL R$ 1000,00

Situação III

ATIVO = PASSIVO = SITUAÇÃO NULA, ou seja, não há patrim.liquido.

Neste caso tudo que a empresa possui de bens e direitos ela deve a terceiros, não há capital
aos sócios e acionistas.

Exemplo

BALANÇO PATRIMONIAL CASO III


ATIVO PASSIVO

TOTAL DO PASSIVO
R$ 1.000,00
PATRIM. LIQUIDO

TOTAL R$ 1000,00 TOTAL R$ 1000,00

BALANÇO PATRIMONIAL Demonstração Contábil lei 6.404/76

O Balanço Patrimonial, utilizando a moeda nacional como padrão de medida, demonstra a


situação patrimonial de uma Empresa com ou sem fins lucrativos em determinado momento,
apresentando o ATIVO, o PASSIVO e o PATRIMONIO LIQUIDO, sempre sob valores
históricos, ou seja, valor da época do lançamento tem os seguintes grupos de contas básicas em
seu conteúdo, conforme abaixo apresentamos em seu gráfico aplicado e os conceitos das contas
principais conforme adiante estudaremos:
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO

TOTAL DO PASSIVO

PATRIM. LIQUIDO

TOTAL TOTAL

ATIVO
É o conjunto de bens e direitos da entidade. São os itens positivos do patrimônio e sempre
irão ter um saldo de natureza devedora, a menos que a conta seja redutora, como por
exemplo, as duplicatas descontadas, créditos de liquidação duvidosa, depreciações/ exaustões e
amortizações acumuladas e outras... cujos saldos são credores.
Por convenção todos os elementos do ativo, acham-se discriminados no lado esquerdo do
balanço patrimonial. Também conhecido como Patrimônio Bruto, ou financeiramente representa
as Aplicações de Recursos da Empresa.

PASSIVO
São as obrigações, isto é, as quantias que a entidade deve a terceiros.São as dívidas da
Empresa., representando os Capitais de Terceiros e Origens de Recursos.
Por convenção, todos os elementos do Passivo, estão discriminados no lado direito do balanço
patrimonial e tem uma natureza credora em seu saldo contábil.

PATRIMONIO LIQUIDO

É a diferença entre o ATIVO e o PASSIVO de uma entidade, em determinado momento. É


o quarto grupo dos elementos patrimoniais que juntamente com os bens, direitos e obrigações
completará a demonstração contábil, denominada BALANÇO PATRIMONIAL. As contas do
Patrimônio Liquido terão por natureza sempre o saldo Credor, salvo os casos de contas
redutoras com saldo devedor,por reduzirem estas contas que é o caso por exemplo das contas de
Ações em Tesouraria, Capital Social a realizar.
Capital Social são os recursos disponibilizados pelos sócios ou acionistas ao longo do tempo em
uma empresa. O Capital Social será reduzido pelas contas de Ações em Tesouraria e Capital
Social a realizar, pois as ações foram recompradas no Mercado Financeiro e colocadas no
Caixa, portanto reduzindo as ações emitidas pelo Capital Social.

Reservas (é a parte do lucro liquido que por força de lei, estatuto é formado para um
determinado fim.)

Lucros ou Prejuízos Acumulados = Lucro ou Prejuízo que vem se acumulando ao longo da


existência da empresa.
O Patrimônio Líquido representa os valores que efetivamente pertence à empresa. Se
somarmos tudo que a empresa tem (bens+direitos) e subtrairmos o que ela deve (obrigações)
encontraremos o seu patrimônio liquido, ou situação liquida patrimomial.
Atribuindo-se valores aos bens, direitos e obrigações poderão analisar qual a situação de
determinado patrimônio, onde se conclui que:
Se a parte positiva for maior que a negativa, teremos patrimônio positivo. Os bens e
direitos superam suas dividas.
Se a parte positiva for igual à parte negativa não teremos patrimônio positivo, pois os
bens e direitos gravados em tal patrimônio estão comprometidos com as obrigações.
Se a parte positiva do patrimônio for menor que a parte negativa, teremos patrimônio
negativo.

IMPORTANTE:
A>P patrimônio positivo
A=P nulo
A<P...patrimônio negativo ( passivo a descoberto )

O ativo representa os capitais aplicados pela empresa em bens e direitos , e o passivo


representa os capitais de terceiros, ou seja , origem de recursos e o Patrimônio Liquido
representa os capitais próprios da empresa.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS E SUBCONTAS NO BALANÇO PATRIMONIAL


Segundo Lei 6404/76

Ativo
Representam os Bens e Direitos da Entidade, as Aplicações de Recursos da Empresa, O
Patrimônio Bruto ou tudo que a Empresa possui.
Circulante - recursos de volatilidade, que entram e saem formando o capital de giro da
empresa. Estão aqui dentro as contas de Disponível e Créditos.
Disponível
Capitais de alta circulação de Curto Prazo para recebimento e com facilidade de acesso,
como capitais em Caixa, Bancos, Aplicações Financeiras de Curto Prazo etc...
Créditos.
São recursos um pouco menos disponíveis que caixa, bancos e aplicações, pois demandam
mais tempo para seu recebimento, aqui estão contas como: Estoques, Duplicatas a receber,
cheques pré-datados a receber, os créditos tributários, adiantamentos a diretores, fornecedores e
outros...

Realizável a Longo Prazo


Assim como o Circulante, porém com prazo superior a 365 após o levantamento do Balanço
para seu recebimento. Exemplo. Cheque a receber com prazo superior a 365 dias para seu
efetivo recebimento.
Ativo Permanente –
Aqui estão todas as contas que irão gerar recursos operacionais para empresa, são recursos
que irão permanecer no Longo Prazo para gerar a atividade fim da empresa. São contas do
Permanente: Os Investimentos, Imobilizado e Diferido.
Investimentos
São contas que representam capitais de Longo Prazo, geralmente as participações em
outras empresas (coligadas e controladas), bem com, investimentos em ações (ON), Ordinárias
Nominativas e aplicações em obras de arte e outros que não possuem a intenção de venda no
curto prazo.
Imobilizado
São todos os recursos aplicados em bens tangíveis e intangíveis da empresa, que não
possuem a intenção de venda e sim de geração de caixa, através da operação da empresa, bem
como, aplicação em bens e garantia de capital. Estas contas possuem a característica de ser
depreciadas ou exauridas ao Longo do tempo, aqui você encontrará as contas de depreciações e
exaustões acumuladas que são contas redutoras da conta principal do bem. Exemplo:
Veículos R$ 100,00
(-) Depreciação acumulada sobre veículos R$ 50,00
Diferido
Representa as contas de despesas, cuja geração de caixa é futura, no Longo Prazo,
caracterizando-se como investimentos do negócio. Exemplo:
Gastos pré-operacionais, Desenvolvimento de novos produtos, pesquisas cientificas.

Passivo
Representa todos os capitais de Terceiros aplicados em nossa empresa (obrigações)
Circulante
Representa todas as obrigações de Curto Prazo da empresa, como : Fornecedores, Contas a
pagar, Impostos a recolher, Obrigações em geral a pagar com prazo de até 365 dias para seu
efetivo pagamento.
Exigível a Longo Prazo
Representa as obrigações com mais de 365 dias para o efetivo pagamento.

Patrimônio Liquido
Representam todos os recursos Próprios da Empresa, podendo ser subdividido em Capital
Social, Reservas e Lucros e Prejuízos acumulados.

ALTERAÇÕES CONTIDAS DA Lei nº 11.491, de 2009

Alterações constantes do Balanço Patrimonial das Empresas S/A, visando basicamente


aproximar-se das Normais Internacionais de Contabilidade. Quanto ao Balanço Patrimonial
vamos inicialmente partir de uma comparação do mesmo antes e depois da Lei nº 11.491, de
2009.
ATIVO LEI 6404/76 ATIVO na Lei nº 11.491, de 2009
Ativo Circulante Ativo Circulante

Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP) Ativo Não- Circulante

Ativo Permanente - Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP)

- Investimentos - Investimentos

- Imobilizado - Imobilizado

- Intangível - Intangível

- Diferido
O Ativo passou a ter somente dos grupos de Contas: Ativo Circulante e não-circulante.
O grupo Permanente deixou de existir. O ARLP de grupo, virou subgrupo do Ativo Não-
Circulante!. A maior alteração foi à extinção do subgrupo Diferido, que tinha a finalidade de
contabilizar as despesas com gastos pré-operacionais, bem como gastos com desenvolvimento e
pesquisas de novos produtos, e diluir esses gastos no Longo prazo conforme seus projetos de
investimento. Caso as empresas tenham ainda classificadas tais despesas no Diferido, após a
edição da MP, podem deixa – lá no Ativo Não-Circulante, até que sejam totalmente
amortizadas.

A seguir apresentamos as alterações no Passivo do Balanço Patrimonial, antes e depois da na


Lei nº 11.491, de 2009
PASSIVA LEI 6404/76 PASSIVO na Lei nº 11.491, de 2009
Passivo Circulante Passivo Circulante

Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) Passivo Não- Circulante

Resultado dos Exercícios Futuros (REF) Patrimônio Líquido

Patrimônio Líquido - capital social

- capital social - reservas de capital

- reservas de capital - ajustes de avaliação patrimonial

- ajustes de avaliação patrimonial - reservas de lucros

- reservas de lucros - ações em tesouraria

- ações em tesouraria - prejuízos acumulados

- prejuízos acumulados

Já no Passivo tivemos a extinção do grupo de contas do Passivo Exigível a Longo


Prazo o qual foi substituído pelo Passivo Não- Circulante, portanto todas as obrigações das
empresas cujo vencimento seja após o exercício seguinte, deverão ser classificadas como não-
circulantes.

A segunda e última mudança no Passivo foi a mais lógica! O grupo extinto Resultado
dos Exercícios Futuro, famoso “REF”, era previsto na Lei das S/A para classificar as contas que
representavam recebimentos de receitas que ainda seriam realizadas (receitas antecipadas),
atendendo o princípio da Competência; entretanto a doutrina contábil interpretava que naquele
grupo, somente deveriam ser classificadas as receitas antecipadas que a empresa não teria a
obrigação de devolução, casos raríssimos na Contabilidade, o exemplo clássico eram os
“Aluguéis Recebidos Antecipadamente deduzidos de seus custos de locação”. Na prática
pouquíssimas empresas utilizavam esse grupo, basta observar os balanços publicados nos meios
de comunicação.

Com a saída do REF, toda e qualquer receita antecipada deverá ser classificada no
Passivo Circulante ou Passivo Não-Circulante, conforme o prazo de realização. Se houver saldo
remanescente no REF de receitas antecipadas, após a edição da MP, estas deverão ser
remanejadas para o grupo do Passivo Não-Circulante.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Lei 6404/76

Amigos, até aqui estudamos as contas patrimoniais, ou seja, aquelas que estão envolvidas
no Demonstrativo Contábil chamado, Balanço Patrimonial e que o mesmo envolve as contas
de BENS E DIREITOS ( ATIVO ), OBRIGAÇÕES ( PASSIVO) e PATRIMONIO
LIQUIDO.
Agora estudaremos outro Demonstrativo Contábil importantíssimo para a apresentação da
administração da empresa, que se chama Demonstração do Resultado do Exercício,
demonstração essa que veremos nos apresenta o resultado da administração do patrimônio,
através da realização do Lucro, Prejuízo ou Nulidade, esta demonstração está baseada no estudo
das Contas contábeis de RECEITAS E DESPESAS que abaixo conceituamos.

DESPESAS

É o consumo de bens ou serviços utilizados pela empresa para a manutenção de suas


atividades. A despesa deverá ser registrada por ocasião do consumo dos bens ou serviços
utilizados pela empresa para a manutenção, independentemente de seu efetivo pagamento, isto
no regime de escrituração de competência para empresas privadas que logo adiante iremos
discutir. Sua natureza de saldo é devedor a menos que exista alguma reversão, ou ajuste da
conta. Exemplo de contas de despesa. : Salários, gastos com condução, alimentação, transporte,
encargos sociais sobre salários, custo dos estoques, despesas com vendas, juros pagos. etc..

Lembre-se que uma conta de despesa ainda não paga está a pagar portanto é obrigação, ou
seja, Passivo.

RECEITAS

São valores que a empresa gera, como fonte de recursos financeiros, para atender aos seus
gastos e manter as suas atividades, sua natureza de saldo é credor, não podendo a mesma ser
debitada a menos que esteja sofrendo ajustes ou correções.

Existem receitas realizadas com recebimento à vista


Existem receitas realizadas com recebimento para datas posteriores.

Exemplo: Venda de Mercadorias, Venda de serviços prestados, juros recebidos,


venda do ativo Imobilizado etc...

O confronto entre Receitas e Despesas estará contido na DEMONSTRAÇÃO DO


RESULTADO DO EXERCÍCIO, segundo a lei 6404/76, sendo esta outra Dem. Contábil
Obrigatória às S/As.

RESULTADOS ECONÔMICO FINANCEIROS NA DEM. DO RESULTADO

Se tivermos RECEITAS > DESPESAS então teremos lucro nas empresas privadas /
superávit nas empresas estatais

Se tivermos RECEITAS < DESPESAS então teremos prejuízo nas empresas privadas /
déficit nas empresas estatais

Superávit / déficit acontece somente nas empresas que não tem por fim a atividade lucrativa e
sim beneficente ou empresas do Governo mistas ou não.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE : O RESULTADO DO DEMONSTRATIVO DE
RESULTADOS , SEJA LUCRO OU PREJUIZO LIQUIDO NO EXERCÍCIO DEVERÁ SER
ADICIONADO ( CASO DE LUCRO ), OU SUBTRAIDO ( CASO DE PREJUIZO ) DA
CONTA LUCROS OU PREJUIZOS ACUMULADOS DO PATRIMONIO LIQUIDO DO
BALANÇO PATRIMONIAL DO PERIODO REFERENTE,. DEMONSTRANDO ASSIM A
SITUAÇÃO LIQUIDA PATRIMONIAL DA EMPRESA, ATRAVÉS DOS AUMENTOS OU
DIMINUIÇÕES DO PATRIMONIO LIQUIDO.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO


EXERCÍCIO , conforme lei 6404/76.

Receita de Vendas
Composta por todas as vendas a vista, a prazo e a termo da empresa
(-) Deduções de Vendas
Abatimentos s/ vendas, ICMS s/ vendas, IPI s/ vendas, Devoluções de Vendas, impostos
Proporcionais a Venda COFINS e PIS
(=)Rec. Liquida de Vendas
Diferença entre Receita de Vendas e Deduções de Vendas
(-)CMV
Custo da Mercadoria Vendida
(=) Lucro Bruto
Diferença entre Rec. Liquida de Vendas e CMV
(-) Despesas Operacionais
São aquelas despesas que fazem parte do negócio da empresa, podendo ser subdivididas em
Despesas Administrativas, Pessoal, Vendas Gerais e Tributárias( Observe que houve o
lançamento de impostos na conta de dedução de vendas, impostos estes que estavam contidos
em nota fiscal, aqui lançamos os demais impostos que a empresa pagou como por exemplo
Imposto de renda pessoa Física, Imposto Territorial Rural, IPTU etc....
(=) Lucro ou Prejuízo Operacional
Diferença entre Lucro Bruto e Despesas Operacionais
(+) (-) Receitas/Despesas não operacionais
Receitas e despesas que não vem fazer parte do negócio fim da empresa, como por exemplo
contas de juros pagos e ou recebidos, pois se nossa empresa não é um Banco quando receber
juros ou pagá-los deverá aqui lançar pois estas receitas e despesas não fazem parte da atividade
fim do negócio.
(=) L.A.I.R. Lucro antes do Imposto de Renda e Contrib. Social
(-) IR e C.S.
(=) Lucro do Exercício

ALTERAÇÕES NA DEM. DO RESULTADO A PARTIR DA na Lei nº 11.491, de 2009

Quanto as alterações na Demonstração do Resultado do Exercício foram poucas uma vez


que somente a conta de Receitas e Despesas Não Operacionais que antes na Lei 6404/76 deveria
ser evidenciada com esta nomenclatura agora será “ Outras Receitas e Despesas “ e quanto a
importância de que o Contabilista demonstre a mesma em seu final as distribuições dos Lucros
obtidos e seus destinos” como por exemplo dividendos pagos, lucros distribuídos e assim por
diante após o Imposto de Renda Pessoa Juridica e a Contrib. Social paga sobre o Lucro
somente nos casos de Empresas tributadas pelo Lucro Real.
CONTAS

Sabemos que uma empresa possui uma estrutura contábil composta da seguinte forma:
Cada um dos itens que compõe o Patrimônio e o Resultado representa uma série de tipos
de transações que a contabilidade deve registrar. Assim, temos fatos contábeis que envolvem
movimentação de bens, direitos, obrigações, patrimônio liquido, despesas e receitas.
Esses grupos ( bens, direitos, obrigações, patrimônio liquido, despesas e receitas), são
genéricos. Dentro de cada um deles se apresentam diversas espécies de transações específicas.
Ex:
a) compra de uma máquina (grupo dos bens)
b) depósito em c/c ( grupo dos direitos)
c) pagamento de salários (grupo das despesas)
d) recebimento de juros ( grupo das receitas)

Se cada uma das transações mencionadas representa um fato contábil, de natureza distinta,
conseqüentemente cada um deles deve ser registrado de forma individual, utilizando-se um
título específico denominado conta.

CONTA É UM INSTRUMENTO UTILIZADO PELA TÉCNICA CONTÁBIL PARA


REPRESENTAR A MOVIMENTAÇÃO DOS FATOS CONTÁBEIS. CADA CONTA
CONSISTE NUM NOME QUE REPRESENTA A NATUREZA DO FATO CONTÁBIL, OU
SEJA, A DENOMINAÇÃO DO BEM, DIREITO, OBRIGAÇÃO, DESPESA E DA RECEITA,
BEM COMO DAS CONTAS DO PATRIMONIO LIQUIDO.
Utilizando os exemplos citados, podemos criar as seguintes contas representativas dos fatos
individualmente:
Fato contábil Nome da Conta

Compra de uma máquina maquinários


depósito em conta corrente bancária Banco X c/c
Pagamento de salários salários
recebimento de juros juros recebidos

O fato contábil é representado por uma conta, cujo título indica a sua natureza, um fato
contábil envolve sempre um débito e um crédito, uma partida e uma contrapartida. Portanto,
para cada fato, sempre serão movimentadas pelo menos duas contas: uma para indicar o débito e
a outra , o crédito, ou a aplicação e origem dos recursos.

Saldo das contas:

O saldo de uma conta é a diferença algébrica entre os débitos e os créditos. Uma conta
pode apresentar : saldo positivo (+), saldo negativo(-), saldo nulo. Sabemos que, por convenção,
é atribuído ao débito um sinal positivo e ao crédito, um sinal Negativo dessa forma terá saldo
credor ou devedor dependendo da soma algébrica entre as movimentações da conta. A
existência de um saldo devedor ou credor depende unicamente do tipo de natureza do fato
contábil que a conta representa. Por Exemplo, a conta Caixa, que representa o dinheiro existente
na empresa só pode possuir saldo devedor ou nulo nunca negativo ou credor. Nos livros
contábeis, os débitos se inscrevem no lado esquerdo, e os créditos, no lado direito, quando da
escrituração contábil, podem fazer vários lançamentos de débitos e créditos sob uma conta,
porém ao finalizar os lançamentos, ao averiguarmos o saldo da mesma, devemos fazer pela
diferença entre a soma dos débitos, menos a soma dos créditos, colocando o resultado final para
o lado da conta que possui maior valor, podendo a mesma ser a débito ou a crédito. Segundo Fra
Luca Pacioli, pode-se utilizar a figura T conforme abaixo, no sentido de organizar os
lançamentos a débito, crédito e originar os saldos das contas, interessante é que este razão T
como ele coloca lembra a Cruz de Cristo.

Débitos Créditos

Agora observe o seguinte exemplo;

1 – Sócios disponibilizam 100,00 em caixa, o financeiro da empresa, pega 50,00 e paga taxas,
bem como pega 10,00 para condução e após recebe 100,00 de clientes, como ficará o saldo da
conta.

caixa
débito crédito
100 50
10
100
total 200 60
saldo 140

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS CONTÁBEIS

Contas Patrimoniais

Registram os fatos contábeis relativos ao patrimônio Bens, direitos , obrigações e


Patrimônio Liquido e fazem parte do Demonstrativo Contábil - Balanço Patrimonial,. Exemplo
; Caixa, Bancos, Aplicações, Clientes, Duplicatas a pagar, impostos a recolher, Capital social
etc...

As contas patrimoniais dividem-se em contas do ativo saldo devedor e contas do passivo


que devem possuir saldo credor, com exceção das contas redutoras que são aquelas que
figuram com saldo contrário tanto no ativo como no passivo e sua finalidade é representar o
valor liquido da conta principal.

Contas de Resultado

Registram os fatos contábeis relativos às Receitas possuem natureza credora e as


Despesas possuem natureza devedora .
As contas que compõe este grupo são representativas da dinâmica operacional da
empresa e servem para apurar o resultado obtido em um exercício. Dividem-se em dois grupos:
Receitas e Despesas e fazem parte do Demonstrativo Financeiro chamado de Demonstração do
Resultado do Exercício. Estas contas em natureza de saldo devedor as de despesas e credor as
de receitas.

Contas Redutoras ou Retificadoras

São aquelas que reduzem a conta principal, ou seja, possuem saldo invertido das contas
principais , se a conta principal é débito essa será a crédito e vice-versa. As contas redutoras
estão presentes no Balanço Patrimonial no Ativo, Passivo e Patrimônio Liquido.

Exemplos; Duplicatas Descontadas - ATIVO, Impostos sobre Compras - ATIVO,


Resultado de Equivalência Patrimonial negativo- ATIVO, Amortizações, Depreciações e
Exaustões Acumuladas- ATIVO, Ações em Tesouraria – PATRIMÔNIO LIQUIDO e Prejuízos
Acumulados – PATRIMÔNIO LIQUIDO e outras que venham a reduzir contas do ativo passivo
e patrimônio Liquido.

Exemplo de Lançamento de conta redutora participando de um Balanço Patrimonial

Ativo
...
...
...
Duplicatas a receber R$ 100.000,00
( - ) duplicatas descontadas R$ 50.000,00

Neste caso o Balanço apresenta que a empresa possui R$ 100.000,00 reais a receber,
porém já foram descontadas junto aos Bancos R$ 50.000,00, estando neste momento junto a
empresa somente a diferença a receber ou seja R$ 50.000,00.

PLANO DE CONTAS

Cabe ao setor de contabilidade mais especificamente o Contador ou Técnico em


Contabilidade elaborar um Plano de Contas , que será utilizado para o registro das operações da
Empresa.
Plano de Contas é uma relação de contas dispostas em ordem de classificação, segundo a
natureza das operações, ou seja, por denominação do Bem, do Direito, da Obrigação, do
Patrimônio Liquido e da Receita e Despesa.

A forma na qual estão dispostas as contas no Plano de Contas lembra a forma na qual
estão dispostos os capítulos de um Livro,( olhe e perceba).

CODIFICAÇÃO DO PLANO DE CONTAS ou RUBRICAS CONTÁBEIS

As Contas Contábeis estão dispostas no Plano de Contas seguindo a lógica de uma


codificação linear baseada em códigos numéricos ou alfa-numérico, dependendo da organização
que der o Contabilista e a necessidade de prestação de contas das informações relativas ao
patrimônio administrado. Logo podemos ter vários formatos para as contas de empresas no
mesmo ramo e ou entre ramos diferentes de negócios. Observe abaixo como exemplo, a lógica
mais utilizada atualmente:
1. Ativo
1.1.Circulante
1.1.1.Disponível
1.1.1.1 Caixa
1.1.2.Créditos
...

2. Passivo
2.1. Circulante
2.1.1. Fornecedores
...

Observe que durante a a escrituração contábil por softwares é necessário sempre


DEBITAR e CREDITAR as contas através de códigos que são o espelho das contas dispostas
no Plano de Contas conforme a seguir iremos apresentar, mas um lançamento típico da
contabilidade seria assim:

D- 2.1.1. Fornecedores cfe. Nf. 004 R$ 100,00


C- 1.1.1.1 Caixa R$ 100,00

Observe que o sistema funciona como se fosse uma biblioteca o código do caixa por
exemplo é 1.1.1.1 ou seja o primeiro 1. Representa conta do ativo, depois 1. Representa as
Contas do Circulante , a seguir a conta 1. As contas do Disponível que é um sub-grupo do Ativo
Circulante e finalmente 1. Representa a cona caixa que esta dentro do Ativo, no Grupo
Circulante e na Pasta do grupo disponível.
Se observarmos o exemplo dos fornecedores teríamos o seguinte. 2.1.1 o Número 2
representa conta do Passivo, a seguir o numero 1 representa contas do grupo circulante e após o
numero 1. Temos a conta fornecedores que está no Passivo Circulante. Entenderam é fácil
observe abaixo o Plano de Contas e sua codificação.

PLANOS DE CONTAS JÁ ATUALIZADO SEGUNDO A LEI Lei nº 11.491, de 2009

1. ATIVO
1.1 CIRCULANTE
1.1.1. CAIXA
1.1.2 BCOS
1.1.3 APLICAÇÕES FINANCEIRAS
1.1.4 CLIENTES
1.1.5 (-) DUPLICATAS DESCONTADAS
1.1.6 OUTROS TITULOS A RECEBER
1.1.7 ADIANTAMENTOS DE SALÁRIOS
1.1.8 ADIANTAMENTOS DE VIAGENS
1.1.9 ESTOQUE
1.1.10 ESTOQUE INICIAL
1.1.11 COMPRAS DE MERCADORIAS PARA REVENDA
1.1.12 (-) DEVOLUÇÃO DE COMPRAS
1.1.13 (-) ICMS S/ COMPRAS
1.1.14 ICMS A RECUPERAR
1.1.15 I.R.R.F A RECUPERAR
1.1.1.6 SEGUROS PAGOS ANTECIPADAMENTE
1.2 NÃO CIRCULANTE
1.2.1 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
1.2.1.01 DUPLICATAS A RECEBER COM MAIS DE 1 ANO
1.2.1.02 GASTOS PRÉ-OPERACIONAIS
1.2.1.03 ( - ) AMORTIZAÇÃO SOBRE GASTOS PRÉ-OPERACIONAIS
1.2.1.04 DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS E PESQUISAS
1.2.1.05 ( - ) AMORTIZAÇÃO SOBRE DESENV. DE NOVOS PRODUTOS
1.2.1.06 SEGUROS PAGOS ANTECIPADAMENTE COM MAIS DE 1 ANO

1.2.2. INVESTIMENTOS
1.2.2.01 PARTICIPAÇÕES COLIGADAS E CONTROLADAS
1.2.2.02 OBRAS DE ARTE
1.2.2.03 INVESTIMENTOS DE LONGO PRAZO

1.2.3 IMOBILIZADO
1.2.3.01 TERRENOS
1.2.3.02 PRÉDIOS
1.2.3.03 INSTALAÇÕES
1.2.3.04 VEÍCULOS
1.2.3.05 MINAS E REFLORESTAMENTO
1.2.3.06 MÓVEIS E UTENSÍLIOS
1.2.3.07 (-) DEPRECIAÇÕES ACUMULADAS
1.2.3.08 (-) EXAUSTÕES ACUMULADAS

1.2.4 INTANGIVEL
1.2.4.01 MARCAS E PATENTES
1.2.4.02 HOYALTIES
1.2.4.03 PONTO COMERCIAL OU FUNDO DE COMÉRCIO
1.2.4.04 (-) AMORTIZAÇÃO SOBRE INTANGÍVEL.

2. PASSIVO
2.1 CIRCULANTE
2.1.1 FORNECEDORES
2.1.2 ADIANTAMENTOS DE CLIENTES
2.1.3 OBRIGAÇÕES SOCIAIS A RECOLHER
2.1.4 INSS A RECOLHER
2.1.5 FGTS A RECOLHER
2.1.6 OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS A RECOLHER
2.1.7 SALÁRIOS A PAGAR
2.1.8 PRÓ-LABORE A PAGAR
2.1.9 OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS A RECOLHER
2.1.10 ICMS A RECOLHER
2.1.11 IRRF A RECOLHER
2.1.12 OUTROS TITULOS A PAGAR
2.1.13 OBRIG. FISCAIS/TRABALHISTAS/ PREVIDENCIÁRIAS A
RECOLHER
2.1.14 EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS DE CURTO PRAZO
2.2 NÃO CIRCULANTE
2.2.1 FORNECEDORES A PAGAR COM MAIS DE 1 ANO
2.2.2 EMPRÉSTIMOS FINANCEIROS COM PRAZO SUPERIOR A 1
ANO
2.2.3 OBRIG. FISCAIS/TRAB./ PREVID.A RECOLHER SUPERIOR A
1 ANO
2.2.4 OUTRAS CONTAS A PAGAR COM PRAZO SUPERIOR A 1
ANO.

2.3 PATRIMONIO LIQUIDO


2.3.1 CAPITAL SOCIAL
2.3.1.2 (-) CAPITAL NÃO-SUBSCRITO
2.3.1.3 CAPITAL SUBSCRITO
2.3.1.4 (-) CAPITAL NÃO REALIZADO
2.3.1.5 CAPITAL REALIZADO
2.3.2 RESERVAS DE CAPITAL
2.3.3 AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
2.3.4 RESERVAS DE LUCROS
2.3.5 (-) AÇÕES EM TESOURARIA
2.3.6 LUCROS OU (-) PREJUIZOS ACUMULADOS

PLANO DE CONTAS DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULADO DO EXERCÍCIO


SEGUNDO A Lei nº 11.491, de 2009

3. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO


3.1 RECEITA BRUTA
3.1.1 VENDAS / PRET. SERVIÇOS A VISTA
3.1.2 VENDAS / PREST. DE SERVIÇOS A PRAZO
3.1.3 VENDAS / PREST. DE SERVIÇOS A TERMO / CONSIGNADAS
3.2 DEDUÇÕES DE VENDAS
3.2.1 (-) ICMS S/ VENDAS
3.2.2 (-) PIS S/ FATURAMENTO
3.2.3 (-) DEVOLUÇÕES DE VENDAS
3.2.4 FRETES S/ VENDAS
3.3 RECEITA LIQUIDA DA VENDA OU PREST. DE SERVIÇOS
3.4 (-) CMV/CSP/CPV
3.5 LUCRO BRUTO
3.6 DESPESAS OPERACIONAIS
3.6.1 (-) DESPESAS ADMINISTRATIVAS
3.6.1.1 DESPESAS COM PESSOAL
3.6.1.2 SALÁRIOS
3.6.1.3 PRÓ-LABORE
3.6.1.4 FÉRIAS
3.6.1.5 FGTS
3.6.1.6 CONTRIB. PREVIDENCIÁRIAS
3.7 (-) DESPESAS GERAIS
3.7.1 ÁGUA
3.7.2 CEEE
3.8 (-) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
3.8.1 IMPOSTOS E TAXAS
3.9 RESULTADO OPERACIONAL
3.10 OUTRAS RECEITAS E DESPESAS
3.10.1 (-) DESPESAS FINANCEIRAS
3.10.2 (-) DESPESAS COM MULTAS E ATRASOS DE TÍTULOS
3.10.4 (-) DESPESAS EXTRA-OPERACIONAIS
3.10.5 RECEITAS FINANCEIRAS
3.10.6 VENDA DO IMOBILIZADO
3.10.7 VENDA DE SOBRAS E OUTROS DA PRODUÇÃO
3.11 RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA
3.11.1 (-) IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES SOBRE O LUCRO
3.12 LUCRO OU (-) PREJUÍZO DO EXERCÍCIO

EXERCÍCIOS PROPOSTOS PELO PROFESSOR:

1) Observe os dados da Empresa abaixo e responda:

A Cia. ABC possui os seguintes bens:


Edifícios........................................... 360,00
Móveis e utensílios .......................... 180,00
veículos .......................................... 220,00
máquinas ........................................ 800,00
terrenos ........................................... 900,00
marcas e patentes ........................... 300,00

total ............................................ 2.760,00

A CIA. ABC possui os seguintes direitos:


Bancos conta movimento................. 700,00
duplicatas a receber.......................... 900,00
aluguéis a receber ............................. 800.00
empréstimos a diretores .................... 700,00
títulos a receber ............................. .. 180,00

total................................................ 3.280,00

A CIA.ABC possui as seguintes obrigações:


fornecedores ................................... 1.600,00
empréstimos bancários ..................... . 800,00
salários a pagar................................. .. 700,00
encargos sociais a pagar (FGTS,INSS) 600,00
títulos a pagar ................................... . 200,00
INSS a pagar .................................... 900,00
.total ................................................ . 4.800,00
1. QUAL O TOTAL DOS BENS ?2. QUAL O TOTAL DIREITOS ?3. QUAL O TOTAL
DAS OBRIGACÕES ?4. COMO FICOU FORMADA A EQUAÇÃO PATRIMONIAL ?
5. QUAL A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA EMPRESA ?

Questão 2

Relembrando os conceitos abaixo das Contas Contábeis, classifique as contas do quadro a


seguir em Bens ( B ) , Direitos ( DIR ), Obrigações ( O ), Patrimonio Liquido ( PL ),
Receitas ( R ) e Despesas ( D )

ESQUEMA PRÁTICO PARA SABER OS PRINCIPAIS CONCEITOS CONTÁBEIS:

BENS - MÓVEIS, IMÓVEIS


DIREITOS - TODO QUE TENHO A RECEBER DE TERCEIROS
OBRIGAÇÕES - TUDO QUE TENHO A PAGAR A TERCEIROS
P. LIQUIDO - CAPITAL SOCIAL, RESERVAS E LUCROS OU PREJUIZOS DO
EXERCÍCIO
RECEITA - TODOS OS INGRESSOS DE RECURSOS
DESPESA- TODAS AS SAÍDAS DE RECURSOS

CONTA TIPO DA CONTA


1.CAIXA
2. IMPOSTO DE RENDA A PAGAR
3. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
4. RESERVA LEGAL
5. MÁQUINAS
6.CAPITAL SOCIAL
7.DUPLICATAS A RECEBER ( CLIENTES )
8. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS
9. CREDORES
10. BANCOS
11. IMÓVEIS
12. MÓVEIS E UTENSÍLIOS
13. JUROS RECEBIDOS / JUROS ATIVOS / JUROS AUFERIDOS
14. LUCROS ACUMULADOS
15. PUBLICIDADE
16. DEPRECIAÇÕES SOBRE BENS
17. ALUGUEIS
18.TÍTULOS A PAGAR
19. SALÁRIOS A PAGAR
20. SALÁRIOS
21. ICMS S/ VENDAS
22. ICMS A RECOLHER
23. ICMS A RECUPERAR ou COMPENSAR
24.DEVOLUÇÃO DE VENDAS
25. CONTA DE LUZ
26. DESPESAS DE VIAGEM
27. JUROS PAGOS / JUROS PASSIVOS
28. ORDEM DE PAGAMENTO A RECEBER
29. ADIANTAMENTO A FORNECEDORES
30. ADIANTAMENTO DE CLIENTES
31. ADIANTAMENTO A DIRETORES / SALÁRIOS
32. PRÓ-LABORE
33. APLICAÇÕES FINANCEIRAS
34. EMPRESAS COLIGADAS E CONTROLADAS / PARTICIPAÇÃO
EM OUTRAS EMPRESAS
35. GASTOS PRÉ-OPERACIONAIS
36. SEGUROS PAGOS ANTECIPADAMENTE
37. OBRAS DE ARTE
38. MARCAS E PATENTES / FUNDO DE COMÉRCIO
39. INSS FUNCIONÁRIOS
40. INSS FUNCIONÁRIOS A PAGAR
41. FGTS
42. FGTS a Recolher
43. DEPRECIAÇÕES ACUMULADAS SOBRE BENS
44. EXAUSTÃO SOBRE MINAS
45. EXAUSTÃOACUMULADA SOBRE MINAS
46. AMORTIZAÇÃO SOBRE GASTOS PRÉ-OPERACIONAIS
47. AMORTIZAÇÃO ACUMULADA SOBRE GASTOS PRÉ-
OPERACIONAIS
48. IMPOSTOS A RECOLHER
49.VENDA DO ATIVO IMOBILIZADO
50. JUROS ATIVOS
51. JUROS PASSIVOS
52. Custo da Mercadoria Vendida

Questão 3
Após ter realizado a classificação das Contas da questão número 2, agora pedimos aos
estudantes que classifiquem as contas segundo a disposição legal do Balanço Patrimonial e
Demonstração do Resultado já sob a Legislação vigente a partir da MP 449.

CONTAS Classificar Classificação


segundo a MP segundo a lei
449/08 e Plano 6404/76
de Contas 2009
1.CAIXA Bem – Ativo
Circulante
Disponível
2. IMPOSTO DE RENDA A PAGAR Obrigação –
Passivo Circulante
3. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL Despesa – Despesas
Operacionais
4. RESERVA LEGAL Patrim. Liquido
5. MÁQUINAS Bens – Ativo
Permanente
Imobilizado
6.CAPITAL SOCIAL Patrim.Liquido
7.DUPLICATAS A RECEBER ( CLIENTES ) Direitos – Ativo
Circulante
Créditos
8. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS Obrigações –
Passivo Circulante
9. CREDORES Obrigações –
Passivo Circulante
10. BANCOS Direitos – Ativo
Circulante
Disponível
11. IMÓVEIS Bens – Ativo
Permanente
Imobilizado
12. MÓVEIS E UTENSÍLIOS Bens – Ativo
Permanente
Imobilizado
13. JUROS RECEBIDOS Receitas – Receitas
não operacionais
14. LUCROS ACUMULADOS Patrim.Líquido
15. PUBLICIDADE Despesas –
Despesas
Operacionais
16. DEPRECIAÇÕES SOBRE BENS Despesas –
Despesas
Operacionais
17. ALUGUEIS Despesas –
Despesas
Operacionais
18.TÍTULOS A PAGAR Obrigações –
Passivo Circulante
19. SALÁRIOS A PAGAR Obrigações –
Passivo Circulante
20. SALÁRIOS Despesas –
Despesas
Operacionais
21. ICMS S/ VENDAS Despesas –
Dedução da Venda
22. ICMS A RECOLHER Obrigações –
Passivo Circulante
23. ICMS A RECUPERAR ou COMPENSAR Direito – Ativo
Circulante
Créditos
24.DEVOLUÇÃO DE VENDAS Despesas –
Dedução da Venda
25. CEEE Despesas –
Despesas
Operacionais
26. DESPESAS DE VIAGEM Despesas- Despesas
Operacionais
27. JUROS PAGOS Despesas –
Despesas não
Operacionais
28. ORDEM DE PAGAMENTO A RECEBER Direitos – Ativo
Circulante
Créditos
29. ADIANTAMENTO A FORNECEDORES Direitos – Ativo
Circulante
Créditos
30. ADIANTAMENTO DE CLIENTES Obrigações –
Passivo Circulante
31. ADIANTAMENTO A DIRETORES / SALÁRIOS Direitos - Ativo
Circulante
Créditos
32. PRÓ-LABORE Despesa – Despesas
Operacionais
33. APLICAÇÕES FINANCEIRAS Direitos – Ativo
Circulante
Disponível
34. EMPRESAS COLIGADAS E CONTROLADAS Direitos – Ativo
Permanente
Investimentos
35. GASTOS PRÉ-OPERACIONAIS Direito – Ativo
Permanente
Diferido
36. SEGUROS PAGOS ANTECIPADAMENTE Direito – Ativo
Circulante
Créditos
37. OBRAS DE ARTE Bens – Ativo
Permanente
Investimentos
38. MRCAS E PATENTES Bens - Ativo
Permanente
Imobilizado
39. INSS FUNCIONÁRIOS Despesas –
Despesas
Operacionais
40. INSS FUNCIONÁRIOS A PAGAR Obrigações –
Passivo Circulante
41. FGTS Despesa – Despesa
Operacional
42. FGTS a Recolher Obrigação –
Passivo Circulante
43. DEPRECIAÇÕES ACUMULADAS SOBRE BENS Conta redutora –
Ativo Permanente
Imobilizado
44. EXAUSTÃO SOBRE MINAS Despesas –
Despesas
Operacionais
45. EXAUSTÃOACUMULADA SOBRE MINAS Conta Redutora
Ativo Permanente
Imobilizado
46. AMORTIZAÇÃO SOBRE GASTOS PRÉ- Despesa - Despesa
OPERACIONAIS Operacional
47. AMORTIZAÇÃO ACUMULADA SOBRE GASTOS Conta redutora –
PRÉ-OPERACIONAIS Ativo Permanente
Diferido
48. IMPOSTOS A RECOLHER Obrigações-
Passivo Circulante
49.VENDA DO ATIVO IMOBILIZADO Receita – Receita
não Operacional
50. JUROS ATIVOS Receita – Receita
não Operacional
51. JUROS PASSIVOS Despesas –
Despesas Não
Operacionais
52. Custo da Mercadoria Vendida Despesa – CMV
Soluções dos exercícios no site da Verbo Juridico

Questões de Concursos CESPE/ UNB- POLICIA FEDERAL

AGENTE DA POLICIA FEDERAL 2004

106__ As contas registradas no patrimônio líquido incluem a provisão


para contingências. Essa conta representa o reconhecimento de
provável perda futura.

AGENTE ADMINISTRATIVO DA POLICIA FEDERAL 2004

Com relação a conceitos de administração financeira, especialmente no que se refere a balanço


patrimonial, julgue os itens abaixo.
86__ Os ativos são considerados permanentes quando não são destinados à negociação, mas
dirigidos para produzirem benefícios à investidora mediante sua participação nos resultados das
investidas, ou para se obter bom relacionamento com clientes ou fornecedores (excluídas as
instituições financeiras), ou para simplesmente especular, mas por prazo definido, como nas
negociações de obras de arte e terrenos.
87__ O ativo circulante engloba, além das disponibilidades, créditos, estoques e despesas
antecipadas realizáveis no exercício social subseqüente.
88__ Lucros ou prejuízos acumulados são parte das reservas de lucros que ainda não teve seu
destino final determinado.
89_ Os estoques são avaliados apenas pelo custo de aquisição corrigido monetariamente. Os que
estão sujeitos à perda de valor por causa do tempo, da obsolescência e do uso são
periodicamente baixados.
90 O passivo exigível, tanto o circulante quanto o exigível a longo prazo, é composto de
dívidas, obrigações, riscos e contingências e não apresenta diferenciação entre eles em razão do
prazo.

Gabarito POLICIA FEDERAL CESPE –UNB Resolvido e comentado :

Questão 106 C
Faz parte do Patrimônio Liquido as Contas de Capítal Social, Reservas ( legais,
estatutárias e contingenciais ), bem como Lucro ou Prejuízos acumulados).

Questão 86 E

No Ativo Permanente temos uma subdivisão que atualmente pela MP 449, ainda consta o
Grupo de Imobilizados ( tangíveis – de uso da empresa de não ser realizado a princípio em valor
monetário,porque sua finalidade é operacionalizar as atividades empresariais , como por
exemplo máquinas e ferramentas ). Também está no Permanente os Intangíveis que também não
tem a princípio serem realizados pois são marcas e patentes depositadas da Empresa, mas nele
também está a conta Investimentos de Longo Prazo os quais não tem por finalidade gerarem
operações empresariais necessariamente que é o caso de obras de arte, é um investimento
permanente pois quem as possui geralmente não tem intenção de venda, bem como as
participações em outras empresas conta que representa investimentos em outras instituições que
não visam necessariamente valorização de capital e muitas vezes somente garantia de
fornecimento, participação nos lucros de outros negócios.
Questão 87C
Segundo a Lei 6404/76 sim, “O ativo circulante engloba, além das disponibilidades,
“““ “““ créditos, estoques e despesas antecipadas realizáveis no exercício social subseqüente”,
porém atualmente devemos lembrar que atualmente pela MP 449 não existe mais a subdivisão”
disponibilidades,créditos, estoques e despesas antecipadas realizáveis no exercício social
subseqüente”, portanto esta questão se fosse aplicada a uma prova 2009 não estaria correta, pois
o Circulante não é mais subdividido e sim contem estas contas contábeis todas reunidas sob a
rubrica Circulante.

Questão 88C
“A Conta Lucros ou Prejuízos acumulados sim é a parte dos Lucros que ainda não tiveram
uma definição, podendo os mesmos ser incorporados ao capital e ou a reserva de Lucros da
Companhia”.

Questão 89E
Os estoques são avaliados apenas pelo custo de aquisição
( corrigido monetariamente, “ não podem ser corrigidos”. Os que estão sujeitos à perda de
valor por causa do tempo, da obsolescência e do uso são
periodicamente baixados ( desde que os mesmos não tenham forte significância e sejam pelo
menos comprováveis fiscalmente seus destinos finais).

Questão 90E
Observe o seguinte: “O passivo exigível, tanto o circulante quanto o exigível a
longo prazo, é composto de dívidas, obrigações, riscos e
contingências e ( não ) ( sim ) apresenta diferenciação entre eles em
razão do prazo ( curto e Longo ).

Questões de Concursos de outras Bancas Examinadoras:

ANALISTA JUDICIÁRIO-ESPEC. CONTADOR TRT 2004

33. O Ativo, na representação gráfica do patrimônio, expressa apenas


(A) sua substância patrimonial.
(B) sua contra-substância patrimonial.
(C) os bens da entidade e os de terceiros.
(D) seus recursos em poder de terceiros.
(E) o capital próprio e o capital de terceiros

PROCESSO SELETIVO PÚBLICO 1/2006 – APEX-Brasil Contador

QUESTÃO 33 Analise as afirmativas que podem ser produzidas pela técnica contábil de
análise de balanços e assinale a alternativa correta.
I. Capacidade de pagamento das empresas.
II. Poder de ganho das empresas.
III. Rentabilidade do capital dos acionistas.
IV. Eficiência em gerar rentabilidade a partir de recursos de terceiros.
V. Utilização de recursos de terceiros de curto prazo financiando ativo permanente.
(A) Todas as afirmativas estão certas.
(B) Apenas as afirmativas II e V estão erradas.
(C) Apenas as afirmativas I, II, III estão certas.
(D) Apenas as afirmativas III e IV estão erradas.
(E) Apenas as afirmativas I, II estão certas.

ANALISTA JUDICIÁRIO-ESPEC CONTADOR TRT 2004

QUESTÃO 3 - Assinale a alternativa correta com base na classificação das contas abaixo.
Ações em Tesouraria; Duplicatas Descontadas com vencimento para o exercício seguinte;
Financiamento com vencimento após o exercício seguinte; Despesas pagas antecipadamente;
Despesas pré-operacionais; Devolução de Mercadoria; Reserva de Reavaliação e Caixa.

(A) Uma conta no ativo circulante; uma no passivo exigível a longo prazo; e duas contas de
resultado.
(B) Uma conta de resultado; três do ativo e três do passivo exigível a longo prazo.
(C) Uma no ativo permanente, duas no patrimônio líquido, e uma despesa.
(D) Uma conta de resultado; duas no ativo circulante e duas no patrimônio líquido.
(E) Uma conta no passivo exigível de longo prazo; três no ativo circulante e duas contas de
resultado

QUESTÃO 6 - Despesas diferidas e prêmios de seguros a vencer são contas dos seguintes
grupos patrimoniais, respectivamente.:

(A) ativo circulante e ativo circulante.


(B) ativo circulante e ativo permanente.
(C) ativo permanente e ativo circulante.
(D) ativo circulante e passivo circulante.
(E) ativo permanente e passivo circulante.

Questão 7 - De acordo com o balancete de verificação responda qual o resultado do exercício.


Débito
Caixa 50.000,00
Despesas pagas antecipadamente 100.000,00
Despesas operacionais 150.000,00
Despesas Diferidas 200.000,00
Crédito
Amortizações acumuladas 50.000,00
Capital social 100.000,00
Provisão para crédito de liquidação duvidosa 150.000,00
Receita de venda 200.000,00
Diante do exposto, pode-se afirmar que o resultado do período é de:

(A) lucro de R$ 50.000,00.


(B) prejuízo de R$ 150.000,00.
(C) lucro de R$ 150.000,00.
(D) prejuízo de R$ 200.000,00.
(E) resultado do período igual a ZERO.

QUESTÃO 15 - Em 31-12-2004 uma empresa apresentou saldo nas seguintes contas: Bancos
R$ 15.000,00; Aplicações Financeiras – CDB R$ 10.000,00; Capital Social R$ 25.000,00;
Imóveis de uso R$ 50.000,00; Fornecedores (longo prazo) R$ 40.000,00 e Depreciação
acumulada de R$ 10.000,00. Considerando estas informações é correto afirmar que:
(A) O valor do ativo permanente é de R$ 50.000,00.
(B) O capital próprio é de R$ 65.000,00.
(C) O capital de terceiro é de R$ 65.000,00.
(D) O valor do ativo circulante é de R$ 15.000,00.
(E) O saldo das disponibilidade é de R$ 25.000,00.

QUESTÃO 25- Analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.


I. O Balanço Patrimonial é constituído pelo Ativo, pelo Passivo e pelo Patrimônio Líquido.
II. As contas do ativo são dispostas em ordem crescente dos prazos esperados de realização, e as
contas do passivo são dispostas em ordem crescente dos prazos de exigibilidade, estabelecidos
ou esperados, observando-se iguais procedimentos para os grupos e os subgrupos.
III. Os saldos devedores ou credores de todas as contas retificadoras deverão ser apresentados
como valores redutores das contas ou grupo de contas que lhe deram origem.
IV. Reservas são os valores decorrentes de retenções de lucros, de reavaliação de ativos e de
outras circunstâncias.
V. O Diferido representa as aplicações de recursos que contribuirão para a formação do
resultado de mais de um exercício social.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 28- Assinale a alternativa que contém apenas contas que apareceriam num balanço
patrimonial.
(A) Despesas pagas antecipadamente, ações em tesouraria, despesas financeiras.
(B) Despesas pagas antecipadamente, despesas com depreciação, provisão para crédito de
liquidação duvidosa
(C) despesas com pessoal, custo da mercadoria vendida, provisão para crédito de liquidação
duvidosa.
(D) devolução de mercadoria, ações em tesouraria, provisão para crédito de liquidação duvidosa
(E) Ajuste a valor de mercado, despesas pagas antecipadamente, ações em tesouraria.

CONTADOR PETROBRAS – 2006 CESGRANRIO

31Todo o sacrifício da empresa para obter uma receita é o conceito técnico de:
(A) Venda.
(B) Perda.
(C) Encaixe.
(D) Despesa.
(E) Desembolso

BAHIAGAS – 2006 CONTADOR CEFET BAHIA

20 - Sobre Lucros, Reservas e Dividendos, constantes no Capítulo XVI da Lei 6404/76, a


alternativa correta, é:
A) Do Resultado do Exercício serão deduzidos após as participações, os prejuízos acumulados e
a provisão para o Imposto de Renda.
B) O saldo das Reservas de Lucros, inclusive para Contingências e de Lucros a Realizar, poderá
ultrapassar até 25% do Capital Social.
C) A assembléia-geral pode, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro
líquido à formação de Reservas para Contingências.
D) As reservas de capital não poderão ser utilizadas para absorção de prejuízos que
ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros.
E) Será constituída Reserva Legal sobre o Lucro Líquido do exercício, de 5% (cinco por cento),
não podendo exceder 25% (vinte e cinco por cento) do Capital Social.

Questão 21 (Peso 1) Sobre as contas presentes no Balanço Patrimonial, a alternativa correta, é:


A) Classificam-se como Investimentos as participações permanentes em outras sociedades e os
direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que se destine à
manutenção da atividade da companhia ou da empresa.
B) Serão classificadas como resultados de exercício futuro as receitas de exercícios futuros,
diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes.
C) Todas as obrigações da companhia, vencíveis no curto e no longo prazo, serão classificadas
no Passivo Circulante.
D) A conta do Capital Social discriminará o montante subscrito, acrescido da parcela ainda não
realizada.
E) O prêmio pago na emissão de debêntures será classificado como Reservas de Capital.

Questão 22 (Peso 0,5) Com relação à Demonstração do Resultado do Exercício, analise as


proposições abaixo.
I. As receitas e rendimentos serão computados no período, independentemente da sua realização
em moeda.
II. O Lucro Bruto é obtido da Receita Líquida de Vendas e Serviços somada ao Custo das
Mercadorias e Serviços Vendidos.
III. O Lucro ou Prejuízo Operacional é obtido com a Receita Bruta menos Provisão para
Imposto de Renda.
Das proposições acima, está(ão) correta(s), apenas,
A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) II e III

Questão 23 (Peso 1) Sobre Balanço Patrimonial, a alternativa correta, é:


A) As empresas são obrigadas a levantar o balanço pelo menos uma vez a cada período de 12
meses, coincidentes com o ano civil.
B) Ações em Tesouraria são contas do Ativo Permanente - Investimentos, e representam
participações permanentes em outras companhias.
C) Quando das liquidações, transformações, incorporações, fusões e cisões, as empresas
também efetuarão o levantamento do balanço.
D) Dentre as contas do Patrimônio Líquido, citam-se: Capital Social, Reservas de Capital,
Reservas de Lucros e Provisão para Imposto de Renda.
E) No Ativo Circulante, estão presentes as contas representativas das aplicações em despesas
que contribuirão para a formação do resultado de exercícios futuros.

ANALISTA JUDICIÁRIO-ESPEC CONTADOR TRT -2004

Questão 38 (Peso 1,5) O critério de Avaliação dos Ativos, segundo a Lei 6404/76, é:
A) Os bens intangíveis sofrerão exaustão.
B) O valor de mercado dos investimentos corresponde ao valor bruto pelo qual possam ser
alienados a terceiros.
C) O ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que registrem a
sua depreciação.
D) Estoques de mercadorias e produtos, matérias-primas, produtos em fabricação e bens de
almoxarifado, pelo custo da aquisição ou produção, deduzido da provisão para ajustá-lo ao valor
de mercado, quando este for superior.
E) Os investimentos em participação no capital social de outras sociedades – método de custo -
pelo custo de sua aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização de seu
valor, quando esta perda estiver comprovada como permanente.

TECNICO EM CONTABILIDADE CESPE UNB TRIB. DE JUSTIÇA PARA

27 A empresa X comprou, na Bolsa de Valores, ações do capital social da Cia. Y, com o


objetivo de revender essas ações dentro dos próximos doze meses. Como deve a empresa X
classificar tais direitos?
(A) No Ativo Circulante, conta Investimentos Temporários a Curto Prazo.
(B) No Ativo Realizável a Longo Prazo, conta Investimentos Temporários a Longo Prazo.
(C) No Ativo Permanente, Investimentos, conta Participações Permanentes em Outras
Sociedades.
(D) No Patrimônio Líquido, conta Ações em Tesouraria.
(E) No Ativo Permanente, Imobilizado, conta Participações Temporárias em Outras Sociedades

QUESTÃO 3- Assinale a alternativa correta com base na classificação das contas abaixo.
Ações em Tesouraria; Duplicatas Descontadas com vencimento para o exercício seguinte;
Financiamento com vencimento após o exercício seguinte; Despesas pagas antecipadamente;
Despesas pré-operacionais; Devolução de Mercadoria; Reserva de Reavaliação e Caixa.

(A) Uma conta no ativo circulante; uma no passivo exigível a longo prazo; e duas contas de
resultado.
(B) Uma conta de resultado; três do ativo e três do passivo exigível a longo prazo.
(C) Uma no ativo permanente, duas no patrimônio líquido, e uma despesa.
(D) Uma conta de resultado; duas no ativo circulante e duas no patrimônio líquido.
(E) Uma conta no passivo exigível de longo prazo; três no ativo circulante e duas contas de
resultado.

AGÊNCIA DE PROMOÇÃO E EXPORTAÇÕES DO BRASIL – APEX-Brasil 2006

QUESTÃO 15- Em 31-12-2004 uma empresa apresentou saldo nas seguintes contas: Bancos R$
15.000,00; Aplicações Financeiras – CDB R$ 10.000,00; Capital Social R$ 25.000,00; Imóveis
de uso R$ 50.000,00; Fornecedores (longo prazo) R$ 40.000,00 e Depreciação acumulada de R$
10.000,00. Considerando estas informações é correto afirmar que:

(A) O valor do ativo permanente é de R$ 50.000,00.


(B) O capital próprio é de R$ 65.000,00.
(C) O capital de terceiro é de R$ 65.000,00.
(D) O valor do ativo circulante é de R$ 15.000,00.
(E) O saldo das disponibilidade é de R$ 25.000,00.

Gabarito :
33A 33A 33C 6C 7A 15E 25E 28E 31E 20C 21B 22A 23C 38E 27A 3C 15E
DÉBITO E CRÉDITO “ MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS”

O “ Método das Partidas Dobrados “ ou método “ partita doppia”, é um procedimento


matemático , geométrico reconhecido como uma parte áurea das relações geométricas e
algébricas entre proporções de várias variáveis, para Fra Luca é “ numero d’oro”.
Este método é anunciado assim por Fra Luca, na Summa “ "Mai si deve mettere in dare
che quella ancora non si ponga in avere, e così mai si deve mettere cosa in avere che quella
ancora quella medesima con suo ammontare non si metta in dare. E di qua nasci poi al bilancio
che del libro si fa: nel suo saldo tanto convien che sia il dare quanto l'avere".
Segundo este método definimos o seguinte “ Para cada débito (os), deverá existir
crédito(os ) de igual valor”, indicando que tudo que a empresa possui, deve a alguém . Isto
prendesse ao fato da lógica de causa e efeito e também da lógica racional de que tudo que
temos ao longo do tempo deve-se a fatos que nos possibilitaram como origem.
Um fato contábil sempre provoca no mínimo duas alterações na empresa, a partir da idéia
de origem e aplicação de recursos, ou também pode gerar mudanças patrimoniais na empresa,
vindo a melhorar seu resultado, piorá-lo, ou até mesmo não gerando efeito nenhum sobre o
negócio. .
Para registrar essas alterações, a contabilidade utiliza um método próprio.
Se observarmos a natureza e as coisas que existem à nossa volta, perceberemos a presença
constante de opostos: direito-esquerdo,norte-sul, positivo-negativo, etc...Em contabilidade
também existem opostos: débito e crédito.
Para melhor entender o significado de débito e crédito, suponhamos o seguinte fato contábil:
A empresa compra um caminhão no valor de R$ 1.000,00 e faz o pagamento à vista.
Com esse fato contábil a empresa trocou um bem (dinheiro) por outro bem (caminhão).Ela
aplicou seus recursos na compra de um veículo. A origem dos recursos utilizados para o
pagamento foi o dinheiro que tinha disponível .Temos dois lados:
fato contábil: compra de um caminhão à vista

débito aplicação dos recursos veículos R$ 1.000,00


crédito: origem dos recursos Caixa ou Bancos R$ 1.000,00

(débito corresponde àquilo em que se estão aplicando os recursos: compra de um bem,


pagamento de uma obrigação, realização de uma despesa.
(crédito corresponde à origem dos recursos: juros recebidos, capital social, receitas obtidas,
obrigações contraídas.
É importante lembrar que, dado o fato das contas do ativo representar bens ou direitos, ou
seja, dívidas de terceiros com relação à empresa de que se trata o livro contábil à noção de
débito do ativo se torna intuitiva, pois, o débito aumenta a dívida da terceira parte em relação à
empresa, o que aumenta o valor da conta de ativo. O passivo funciona de forma contrária, pois
em virtude de sua característica de ser uma obrigação com terceiros o seu débito diminui o seu
valor, pois a dívida da empresa em relação à terceira parte diminui. Por exemplo, quando se
compra um carro a prazo, o carro é um débito na conta de ativos, enquanto a dívida é um crédito
nas contas do passivo. Em outras palavras, o carro comprado um bem adquirido (um débito),
que aumenta a conta de ativos. Por sua vez, o valor emprestado para a "troca" foi à origem
financeira do bem (um crédito) que também é uma obrigação nova (passivo).
Confusão comum vem quando pensamos em crédito ou débito bancário em contas
correntes bancárias, onde o crédito aumenta o valor da conta e o débito o diminui. Isso advém
do fato de a conta corrente ser um passivo da instituição bancária com seu correntista, desta
forma a contabilização se dá seguindo as regras das contas do passivo contábil. Assim, quando
se deposita dinheiro em uma conta corrente, o banco marca um débito (o dinheiro que entrou)
em seu patrimônio líquido, e um crédito em seu passivo (a dívida que o banco adquiriu).
Quando o correntista solicita o saldo da conta, está visualizando, na verdade, uma das contas de
passivo do banco ‘.
Lembre-se que em Italiano “La parola "credit" viene dal latino "credere" e la parole ‘debit’
viene anchè dal latino ‘tenere’ . .”
Tradução: A palavra credito vem do latin acreditar e lembra a lógica do sistema financeiro
onde aquele que deve tem alguém que acredita nele por isto emprestou dinheiro e a palavra
débito representa o verbo ter.

(método das partidas dobradas , universalmente utilizado pela contabilidade ,


fundamenta-se no ‘debito e crédito. Como o próprio nome diz (partida=lançamento;
dobrada=dupla), para cada fato são feitos dois lançamentos: uma partida (débito) e uma
contrapartida (crédito).

Segundo Frei Lucca Paciolli “ Para cada Débito (s ), existirá ( ão ) , crédito ( s ) de


igual valor “.

Por convenção, são atribuídos ao débito e ao crédito os sinais + e - respectivamente.


Débito possui sinal positivo (+) o débito indica a aplicação dos recursos, enquanto que o
crédito que possui sinal negativo(-), nos indica a origem dos recursos.
O Ensino da Contabilidade convencional, não busca explicar o que é o débito e o crédito,
em geral deve-se segundo grande parte dos autores fazê-lo segundo observações de lançamentos
já aplicados. Porém em geral os Contabilistas mais antigos tem a seguinte tese para aplicação
do Método das Partidas Dobradas.

Contas Patrimoniais – Balanço Patrimonial - Bens, Direitos, Obrigações e Patrim. Liquido.


Deverá as mesmas obedecerem a seguingte metodologia das partidas dobradas:

D- ENTRADA
C- SAIDA

Contas de Resultado – Demonstração do Resultado do Exercício – Receitas e Despesas.


Deverá as mesmas ser debitadas e creditadas da seguinte forma:

D- SAÍDA
C- ENTRADA

Este método convencional amplamente utilizado geralmente causa confusão quando de sua
aplicação uma vez que o débito e o crédito esta invertido do ponto de vista Patrimonial e de
Resultado.

Resumo do método:
NATUREZA DAS CONTAS DÉBITO CRÉDITO
Contas do Ativo Aumento Diminuição
Contas do Passivo e PL Diminuição Aumento
Contas de Resultado despesa Receita

O Autor desta apostila ao Longo de sua atuação acadêmica e profissional, percebeu que é
possível explicar o débito e crédito de uma forma mais simplificada e que não necessita uma
concentração e aprofundamento de conhecimentos empírico-teóricos, no momento em que é
necessário fazer lançamentos contábeis baseados em fatos empresariais.
Esquema prático para debitar e creditar, segundo o Autor Gilberto Elói Milani :

DEBITO = PARA ONDE FOI O RECURSO ?


CRÉDITO = DE ONDE VEIO O RECURSO ?
Criação: Contabilista Gilberto Elói Milani

Observe os lançamentos abaixo a forma na qual foram gerados os débitos e créditos :

Em cada um dos fatos contábeis abaixo de empresas comerciais, industriais e prestadoras


de serviços, há sempre duas palavras em destaque. ( os Déditos e os Créditos ) observe com
atenção estes lançamenos típicos da contabilidade geral destas empresas.

APLICAÇÃO DE RECURSOS O DÉBITO


ORIGEM DOS RECURSOS O CRÉDITO

Exercício aplicado:

1.Entrega ao Caixa do dinheiro referente ao capital social subscrito no Contrato Social de


constituição R$ 200,00
D- CAIXA 200,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CAPITAL SOCIAL 200,00 ( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

2.Depósito no Banco de dinheiro que estava no Caixa R$ 100,00


D- BANCO 100,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CAIXA 100,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

3.Compra de mercadoria que a empresa fez junto ao fornecedor para pagar daqui a 30 dias R$
80,00, COM Icms destacado em nota fiscal 10%
D- COMPRA DE MERCADORIA 80.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- FORNECEDORES 80.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

D- ICMS A RECUPERAR 8,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C-ICMS SOBRE COMPRAS 8,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

4.Entrega pelo caixa ao office-boy de dinheiro para condução R$ 10,00


D- DESPESA DE CONDUÇÃO 10.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CAIXA 10.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

5.Vendas de mercadorias a vista feitas pela empresa a um cliente e entrega ao caixa do dinheiro
recebido R$ 120,00
D- CAIXA 120.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- VENDA DE MERCADORIA a vista 120.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

6. Compra de duas máquinas feitas por um fornecedor para nossa empresa pagar da seguinte
forma : daqui 60 dias (R$ 50,00) e 90 dias (R$ 50,00).
D- MÁQUINAS 100.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- FORNECEDOR 50 + 50 = 100.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

7.Cobrança da conta de telefone, feita pelo Banco, descontando o valor do dinheiro que a
empresa tinha depositado em sua conta corrente (débito em conta ) R$ 15,00
D- DESPESA DE TELEFONE 15.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- BANCO 15.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
8. Compra de mercadoria que a empresa fez a vista R$ 80,00, COM Icms destacado em nota
fiscal 10%
D- COMPRA DE MERCADORIA 80.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- Caixa / Bancos 80.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

D- ICMS A RECUPERAR 8,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C-ICMS SOBRE COMPRAS 8,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

8.Pagamento de uma duplicata efetuada pela empresa ao fornecedor com dinheiro que estava no
caixa R$ 50,00
D- FORNECEDORES 50.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CAIXA 50.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

9.Gasto com viagem feito pelo gerente, que é reembolsado através de um cheque do Banco em
que a empresa mantém conta R$ 20,00
D- DESPESAS DE VIAGEM 20.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- BANCO 20.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

10.Venda de mercadoria a prazo a um cliente, estando os direitos da empresa garantidos por


duas duplicatas a receber R$ 60,00 , com ICMS destacado 10%
D- CLIENTE 60.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- VENDA DE MERCADORIA 60.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

D- ICMS sobre vendas 6.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C- ICMS a recolher 6,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

11.Pagamento de aluguéis de Imóveis que a empresa utiliza para suas instalações , com
dinheiro do caixa R$ 40,00
D- ALUGUÉIS 40.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CAIXA 40.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
12.Pagamento de uma duplicata a receber efetuada pelo cliente, cujo valor entregue ao caixa R$
50,00
D- CAIXA 50,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CLIENTE 50.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

13.Pagamento dos juros de uma duplicata paga com atraso, efetuada pelo cliente, cujo valor
entregou como ressarcimento pelo atraso, que a empresa considerou como juros recebidos,
entregues ao caixa R$ 5,00
D- CAIXA 5,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- RECEITA DE JUROS 5.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

14.Empréstimos Bancários para a compra de um caminhão, em virtude de a empresa não possuir


o dinheiro para pagá-lo; o empréstimo é feito e a empresa assume uma obrigação com o Banco,
que vencerá daqui a 90 dias. O dinheiro recebido foi entregue ao Caixa R$ 500,00
D- CAIXA 500.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- EMPRÉSTIMO BANCÁRIO 500.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
15.Compra de um veículo com dinheiro do caixa R$ 500,00
D- VEÍCULO 500.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- CAIXA 500.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

16.Emissão pelo Banco de um aviso à empresa comunicando um débito na conta corrente


referente a juros sobre empréstimo concedido R$ 50,00

D- JUROS PAGOS 50.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C- BANCO 50.00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Obs: Alguns Contadores, sobretudo os mais antigos utilizam somente a Letra “a “ no crédito
para indicar que aquela conta foi creditada, a outra que não possui tal símbolo portanto foi
debitada.

LANÇAMENTO CONTÁBIL

É o registro de um fato contábil em livros próprios de Contabilidade, podendo os


mesmos serem obrigatórios, segundo legislação fiscal, trabalhista, previdenciária, ou somente
auxiliar ao contabilista para poder manter sua organização dos atos e fatos ocorridos na
empresa, para fazer um lançamento, trabalhamos com os seguintes instrumentos: fato contábil,
débito/crédito e o nome da conta. Todo o lançamento contábil é composto dos seguintes
elementos:

Local e data da ocorrência do fato.


Conta a ser debitada
Conta a ser creditada
Histórico
Valor

CLASSIFICAÇÃO DOS LANÇAMENTOS POR FÓRMULAS:

a) Lançamento de 1º. Fórmula:


 Sempre representará lançamentos contábeis, os quais possuirão uma conta debitada e
outra creditada

Exemplo:

Dia 01/01/X1 – A empresa Alfa Ltda, retirou R$ 10.000,00 do caixa e pagou conta de luz.

D- Conta de luz do mês de janeiro cfe. Doc. R$ 10.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO
?)
C- Caixa R$ R$ 10.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Conta de luz do mês de janeiro cfe Doc.R$ 10.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Caixa R$ 10.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Dia 04/06/X1 – A Empresa Alfa Ltda, pagou fornecedores no valor de R$ 13.000,00 com
cheque nr. 004 do Banco do Brasil.
D- Fornecedores cfe. Dupl. Nr.zzzzzz R$ 13.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- Banco cfe. Cheque nr. 002 BB R$ 13.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Fornecedores cfe. Dupl. Nr.zzzzzzz R$ 13.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


a Banco cfe. Cheque nr. 002 BB R$ 13.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Dia 05/06/X2 – A Empresa Alfa Ltda. recebeu de clientes o valor de R$ 4.000,00

D- Caixa R$ 4.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C- Cliente dp. Nr. 005/x2 R$ 4.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Caixa R$ 4.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


a Cliente dp. Nr. 005/x2 R$ 4.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

b) Lançamento de 2º. Fórmula:


 Sempre representará lançamentos contábeis, os quais possuirão uma conta a débito e
duas outras contras creditadas:

Exemplo:

Dia 13/04/X1 - Recebimento de duplicata a receber cfe. Fat. 005/X1, no valor de R$


10.000,00 , com juros recebidos no valor de R$ 3.000,00 , sendo o recurso disponibilizado
em conta corrente no Banco do Brasil.

D- Banco c/corrente BB 13.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C- Duplicatas a recebercfe. Fatura05/X1 R$ 10.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
C- Rendimentos de aplicação financeira cfe. Fat. 005/x1 R$ 3.000,00( DE ONDE VEIO O
RECURSO ? )

Ou

Banco c/corrente BB 13.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


a Duplicatas a receber cfe. Fatura05/X1 R$ 10.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
a Rendimentos de aplicação financeira cfe. Fat. 005/x1 R$ 3.000,00( DE ONDE VEIO O
RECURSO ? )

Dia 29/03/X2 – Pagamento de contra de Luz cfe. Recibo do mês de março/X3 no valor
total de R$ 1.000,00, sendo pago com R$ 5.000,00, recursos de caixa e R$ 5.000,00 e o
restante através de cheque nr. 006 Banco Banrisul.

D- Luz R$ 10.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C- Caixa R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
C- Banco cfe. Cheque nr. 006 BB R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou
Luz R$ 10.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Caixa R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
a C- Banco cfe. Cheque nr. 006 BB R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Dia 04/07/X2 – Compra de uma máquina Overlock para uso na Empresa, proveniente da
NF. 45 do Fornecedor XC, valor pago a vista R$ 10.000,00. Sendo que metade do recursos
foram pagos com cheque 007/X2 e o restante seria pago em 06 duplicatas.

D- Máquina R$ 10.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


C- Fornecedores cfe. Nf. 45 R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
C- Banco c/c BB R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Máquina R$ 10.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


a Foncedores cfe. Nf. 45 R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
a Banco c/c BB R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

c) Lançamento de 3º. Fórmula:


 Sempre representará lançamentos contábeis, os quais possuirão dois ou mais débitos
para uma conta creditada.

Exemplo:

Dia 04/04/X1 – Recebimento de duplicata de cliente cfe. Fatura 23 no valor de R$


30.000,00, sendo disponibilizado ao caixa R$ 500,00 e o restante depositado em c/c no
Banco do Brasil.

D- Caixa R$ 500,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


D- Banco c/c R$ 29.700.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C-Cliente cfe. Fatura nr. 23 R$ 30.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

ou

Caixa R$ 500,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


Banco c/c R$ 29.700.00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Cliente cfe. Fatura nr. 23 R$ 30.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Dia 06/08/X2 – Pagamento de conta de luz e água no valor total de R$ 5.000,00, sendo R$
2.500,00 de luz cfe. Recibo do mês de agosto e o mesmo valor para água cfe. Recibo do mês
com recursos do caixa.

D- Luz cfe. Recibo Agosto R$ 2.500,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


D- Agua cfe. Recibo Agosto R$ 2.500,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- Caixa R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Luz cfe. Recibo Agosto R$ 2.500,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


Agua cfe. Recibo Agosto R$ 2.500,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Caixa R$ 5.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
Dia 09/09/X3 - Venda de Ativo Imobilizado cfe. Nf. De Venda nr. 005 e recebimento
50% no ato e disponibilizado em caixa e o restante será recebido através da fatura nr.
098/X3. Total R$ 50.000,00.

D- Caixa R$ 25.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


D- Contas a receber cfe. Fatura 005 R$ 25.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C-Venda do Ativo Imobilizado cfe. Nf. 005 R$ 50.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Caixa R$ 25.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


Contas a receber cfe. Fagtura nr. 005 R$ 25.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Venda do Ativo Imobilizado cfe. Nf. 005 R$ 50.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

d ) Lançamento de 4º. Fórmula:


Sempre representará lançamentos contábeis, os quais possuirão dois ou mais débitos para dois
ou mais créditos.

Exemplo:

Dia 08/05/X1 – Venda de mercadoria cfe. Nf. 008 sendo recebido 50% no ato e o restante
através de duplicatas cfe. Fatura 004 e os recursos a vista disponibilizados em caixa. Valor
total R$ 30.000,00

D- Duplicatas a receber R$ 15.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


D- Caixa R$ 15.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- Venda a Vista de Mercadoria cfe. Nf. 008 R$ no valor de R$ 15.000,00 ( DE ONDE VEIO
O RECURSO ? )
C- Venda a Prazo de Mercadoria cfe. Nf. 008 R$ no valor de R$ 15.000,00 ( DE ONDE VEIO
O RECURSO ? )

Ou

Duplicatas a receber R$ 15.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


Caixa R$ 15.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )

a Venda a Vista de Mercadoria cfe. Nf. 008 R$ no valor de R$ 15.000,00 ( DE ONDE VEIO
O RECURSO ? )
a Venda a Prazo de Mercadoria cfe. Nf. 008 R$ no valor de R$ 15.000,00 ( DE ONDE VEIO
O RECURSO ? )

Dia 09/04/X2- Resgate de aplicação financeira no valor de R$ 10.000,00 e rendimentos


recebidos no valor de R$ 2.000,00 e disponibilizados 50% em conta corrente e o restante
recebido do Banco via cheque administrativo.

D- Caixa R$ 6.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


D- Banco c/c R$ 6.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- Aplicação financeira R$ 10.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
C- Rendimentos de Aplicação Financeira 2.000,00 ( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou
Caixa R$ 6.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
Banco c/c R$ 6.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Aplicação financeira R$ 10.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
a Rendimentos de Aplicação Financeira 2.000,00 ( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
Dia 10/10/X3 – Pagamento de fornecedor cfe. Nf. 009 no valor de R$ 10.000,00 com juros
pagos pelo atraso no valor de R$ 2.000,00 sendo metade do total dos gastos com recursos
do caixa e o restante com cheque do Banco cfe. Cheque nr. 008 BB.

D- Despesas com juros pagos R$ 2.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


D- Fornecedor cfe. Nf. 009 R$ 10.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
C- Banco c/c cheque nr. 008 BB R$ 6.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
C- Caixa R$ 6.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

Ou

Despesas com juros pagos R$ 2.000,00( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )


Fornecedor cfe. Nf. 009 R$ 10.000,00 ( PARA ONDE FOI O RECURSO ? )
a Banco c/c cheque nr. 08 BB R$ 6.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )
a Caixa R$ 6.000,00( DE ONDE VEIO O RECURSO ? )

ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS NA EMPRESA

Ato Administrativo

Atos Administrativos são todos os acontecimentos na Empresa ligados aos Sistemas


Gerenciais de funcionamento, porém não alteram no curto prazo, nem o patrimônio
administrado, nem o resultado do negócio.
Observe que o ato administrativo de solicitar uma reunião para tratar de qualquer assunto.
Não muda o patrimônio, nem o resultado do negócio, pois não envolve contas e sim situações
gerenciais. Da mesma forma, Assinar contratos com funcionários, consultar informações de
clientes e ou fornecedores, nada altera na situação patrimonial e de resultado do negócio.

Fatos Administrativos ou Contábeis

Os fatos administrativos ou contábeis, sempre alteram a situação patrimonial e ou do


resultado do negócio.Neste caso a ordem de retirar dinheiro do caixa e pagar a conta de luz gera
um fato administrativo, pois sai dinheiro do caixa ( conta patrimonial, reduzindo o caixa e ativo
por conseqüência e gerando uma despesa que irá reduzir o lucro do negócio e por conseqüência,
irá reduzir o patrimônio administrado através da conta Patrimônio Liquido com prejuízo.
Podemos citar inúmeros fatos administrativos, como compra de um veículo com recursos da
conta corrente bancária etc...
Lembre-se que muitos atos administrativos, hoje não geram gastos e nem mudança na
situação patrimonial de curto prazo, porém podem vir a gerar no longo prazo um fato contábil
em função do mesmo como conseqüência.Observe o caso abaixo. :

Assinatura hoje de contração de funcionário ( ATO ADMINISTRATIVO )


Daqui a 30 dias teremos de pagar seu salário ( FATO CONTÁBIL )

Compra de um veículo, com entrega daqui a 6 meses ( ATO ADMINISTRATIVO )


Daqui a 6 meses a compra é efetivada ( FATO CONTÁBIL ).
FATOS CONTÁBEIS E VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

Fatos Contábeis : são os eventos que provocam alterações no patrimônio


das Entidades e, portanto, devem ser registrados pela Contabilidade, ou seja, todos os
acontecimentos da empresa devem ser registrados pelo Contabilista, desde que os mesmos
envolvam o patrimônio administrado.Exemplo; Pagamento de contas, recebimentos, compras e
vendas , contas a pagar, receber, provisões, perdas e outros...

Fatos Permutativos - Apenas trocam componentes patrimoniais ( contas


) do Ativo e / ou Passivo, ou somente no Patrimônio Liquido, sem que ocorra aumento ou
diminuição no Patrimônio Liquido.

Ex:

1) Compra a vista de um veículo com recursos do Caixa.

D- Veículo ( Ativo )
C- Caixa ( Ativo )

2) Pagamento de ICMS a reoclher ref. Competência mês anterior.

D- ICMS A RECOLHER ( Passivo )


C- CAIXA ( Ativo )

3) Aplicação Financeira com recursos da conta corrente bancária.

D- APLICAÇÃO FINANCEIRA ( Ativo )


C- BANCO C/C ( Ativo )

Observe que neste caso não houve alteração no resultado da empresa somente o cambiamento
entre contas do Balanço Patrimonial.

Fatos Modificativos – Alteram o Patrimônio Liquido em importância


igual a que alterou o Ativo ou o Passivo, e são :
Aumentativos – envolvem Receitas ( aumenta o PL )
Diminutivos - envolvem Despesas ( diminuem o PL )

Ex :

4) Recebimento de Juros s/ aplicação Financeira junto a aplicação bancária

D- Aplicação Financeira ( Ativo )


C- Rendimento de Aplicação Financeira ( Receita ) ( aumenta PL )

Observe que neste caso houve alteração no valor da conta do ativo, bem como gerou uma conta
de resultado, positivo por ser uma receita, seria negativo se fosse uma despesa.

5) Pagamento dos salários do mês em curso


D- Pagamento de salários, ( despesa ) ( reduz PL )
C- Caixa ATIVO
Neste caso reduziu conta do ativo no mesmo valor que reduziu o PL.
6) Venda a vista de mercadoria

D- Caixa ( Ativo )
C- Venda a vista de Mercadoria ( Receita ) ( aumenta PL )

Fatos Mistos – Trocam os componentes patrimoniais e, ao mesmo


tempo, alteram o Patrimônio Liquido para mais ou para menos, e são :
Aumentativos: provocam aumento no PL
Diminutivos : quando trazem diminuição ao PL

Ex :

7) Pagamento de dívida ao fornecedor, com aproveitamento do desconto financeiro (


pagamento antecipado ) :

D- Fornecedor ( P )
C- Desconto recebido ( R ) Aumentativo do PL
C- Caixa ( A )

8) Recebimento de duplicatas a receber de clientes com juros pagos pelo atraso.

D- Caixa ( A )
C- Juros recebidos ( R ) Aumentativo do PL
C- Clientes ou duplicatas a receber que é a mesma coisa. ( A )

9) Pagamento de fornecedor com juros pagos por atraso, com cheque do banco.

D- Fornecedor ( P )
D- Juros pagos ( Despesa ) Reduz o PL
C- Banco c/c ( A )

Variações

São as modificações, no patrimônio, geradas pelos fatos contábeis.

Variações Qualitativas : São Variações nas Contas do Ativo, Passivo e PL.,


está associada aos Fatos Permutativos por trocarem somente as contas Patrimoniais.
Exemplo compra de veículo com dinheiro do caixa, somente trocaram-se as contas no
Ativo sem gerar modificações no resultado, por isto é uma variação qualitativa, ou seja de nome
de contas e suas posições.

No Exemplo acima são os exercícios numeros 1,2 e 3 .

Variações Quantitativas : Variam também os valores das contas , e, está


associado aos fatos Modificativos, Exemplo ; Pagamento de salários.

No Exemplo acima são os exercícios numeros 4,5 e 6.

Variações Mistas : Variam as Contas e os valores das mesmas, está associado


aos Fatos Mistos por gerarem modificações no resultado do empreendimento com lucro
ou prejuízo. Por exemplo; Recebimento de duplicata, com juros e recurso
disponibilizado em caixa.

No Exemplo acima são os exercícios numeros 7,8 e 9.


ESCRITURAÇÃO

Os lançamentos contábeis são feitos em livros especiais denominados livros contábeis o


ato de registrar os fatos contábeis chama-se de escrituração.
A contabilidade utiliza vários livros para registrar os fatos contábeis e assim ter condições de
controlar o patrimônio e de atender as exigências legais e de fiscalização.
Vamos aqui tratar dos dois livros principais o DIÁRIO E O RAZÃO.

LIVRO DIÁRIO

Exigido pelo Decreto-Lei 486 de 3 de março de 1969 e pelo Decreto nr. 64.567, de 22 de
maio de 1969 e ratificado no Novo Código Civil Brasileiro.. No Livro Diário devem ser
lançados, dia a dia, todos os fatos contábeis ocorridos na empresa. O atraso da escrituração por
mais de 180 dias importará em multa prevista no Regulamento do Imposto de Renda.
Pelos processos mecânicos de hoje, os registros neste livro foram substituídos por folhas
soltas e realizados simultaneamente com as fichas razão. Atualmente, na era da informática, os
fatos contábeis são jogados para dentro do computador, os quais são processados permitindo
grande rapidez na apuração de saldos, de balancetes, do Balanço e outras demonstrações
contábeis. Junto ao Livro Diário deve o mesmo conter o Plano de Contas e o Balancete, o
Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício.
Este livro deve em seu encerramento ser levado também para ser autenticado, além da
Junta Comercial, a Vara de Falências e Concordatas conforme o Código Comercial Brasileiro
Obriga, porém poucos fazem.
Em nosso site temos uma série de questões a cerca do registro dos Livros Contábeis
respondidos pela Secretaria da Receita Federal .Segundo o Site
“http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=contabil01diario#manual

““LIVRO DIÁRIO Decreto-lei 486/69

 Modelo de Escrituração MANUAL


 Modelo de Escrituração MECANIZADA
 Livro Razão e Livro de Balancetes Diários e Balanços
 Contabilidade Centralizada ou Descentralizada

A escrituração do Livro Diário será efetuada de conformidade com a NBC T1, NBC T2 e NBC
T3 e ainda de acordo com o disposto no Código Civil Brasileiro, no Decreto-lei 486/69, no
Regulamento do Imposto de Renda e na Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações).

O RIR/99 - Regulamento do Imposto de Renda em seu artigo 274 estabelece que deve ser
levantado o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado do Exercício e a Demonstração
de Lucros e Prejuízos Acumulados. Nos artigos 260 e 262 o RIR/99 menciona ainda que deve
ser elaborada a Demonstração do Lucro Real, que será transcrita no LALUR - Livro de
Apuração do Lucro Real. As NBC T 3 e a Lei das S/A obrigam a elaboração de outros
Demonstrativo Contábeis.
As Demonstrações Contábeis serão obrigatoriamente transcritas no Livro Diário ou no Livro de
Balancetes Diários e Balanços (NBC T 2.1.4).
LIVRO DIÁRIO - Modelo de Escrituração MANUAL

A. No início de cada página de Diário ou nas mudanças de mês, a data será sempre por extenso,
sem obedecer as colunas do livro Diário;

B. A conta debitada é colocada sempre na margem esquerda do desenho do livro;

C. Para significar que a conta esta sendo creditada, a mesma deverá conter sempre a sua frente o
símbolo @ (arroba). Esse símbolo "@", será sempre colocada na primeira coluna à esquerda do
Livro Diário;

D. Histórico é a discrição sumária da operação que está sendo contabilizada; não deve conter
informações supérfluas e sim aquelas estritamente necessárias à identificação da operação.

E. Valor. Para escrituração dos valores do lançamento, deverão ser utilizadas as três colunas a
direita da página; da seguinte forma:

1ª COLUNA: Valores Parciais - destina-se ao registro dos valores parciais correspondentes a


vários lançamentos efetuados em uma mesma conta; esta coluna é também chamada de auxiliar
do histórico e somente poderá ser

utilizada nesses casos. Os valores constantes dessa coluna serão totalizados na 2ª coluna.

2ª COLUNA: Subtotais - destina-se à totalização dos valores parciais de vários lançamentos em


uma única conta, quando se tem mais de uma conta debitada ou creditada (Caixa @ Diversos ou
Diversos @ Caixa). Os valores constantes dessa coluna serão totalizados na 3ª coluna.

3ª COLUNA: Totais - destina-se à totalização dos valores lançados na 2ª coluna, seja qual for a
forma da partida dobrada utilizada.

Modelo de Livro Diário para escrituração manual:

A = Data por extenso


B C D = Histórico E
CAIXA 1ª Coluna 2ª Coluna 3ª Coluna
@ DIVERSOS Parciais Subtotais Totais
@ DUPLICATAS A RECEBER
Recebida Dupl. 001 10.000,00
Recebida Dupl. 002 2.000,00 12.000,00
@ COMISSÕES A RECEBER
Recebida Comissão 001 800,00
Recebida Comissão 002 1.200,00 2.000,00 14.000,00
LIVRO DIÁRIO - Modelo de Escrituração MECANIZADA

Modelo para Escrituração mecanizada: (Código da Conta, Data, Nº do Documento, Histórico,


Débito, Crédito)

CÓD.CONTA DATA Nº DOC HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO

LIVRO RAZÃO

Indispensável para a boa contabilidade. Cada conta do Plano de Contas, está representada
por uma ficha. Pelo sistema mecanizado, a ficha é sobreposta à folha do Diário que esta presa na
máquina de contabilidade. É feito o lançamento na ficha, e por meio de carbono, o mesmo
lançamento é feito também no Diário. Com isso, o saldo de cada conta está nas fichas de razão.
É através das fichas de Razão que o contabilista pode realizar os Balancetes e os Balanços e
outras Demonstrações Contábeis.
O INSS obriga a empresa a demonstrar as contas para ela importantes através do Livro Razão.

Segundo o site http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=contabil02razao

SISTEMA ESCRITURAL ELETRÔNICO

 RIR/99 - Regulamento do Imposto de Renda


o Processamento Eletrônico de Dados (artigo 255 do RIR/99)
o Sistema Escritural Eletrônico (artigos 265 a 267 do RIR/99)
 NBC - Normas Brasileiras de Contabilidade
o NBC T 2.8 - Das Formalidades da Escrituração Contábil de Forma
Eletrônica

SPED - SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL

 Contabilidade Digital
 Sped - Sistema Público de Escrituração Digital
 Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)
 FINALIDADE DO RAZÃO
 MODELO DE ESCRITURAÇÃO MANUAL
 MODELO DE ESCRITURAÇÃO MECANIZADA

LIVRO RAZÃO

No passado, depois de escriturado o Livro Diário manualmente, o saldo das contas era
apurado mediante o registro também manuscrito de cada uma das contas nas páginas do Livro
Razão. Depois chegou a era da mecanização, quando o Livro Diário e o Razão eram
escriturados por superposição mediante carbono roxo, que permitia a obtenção de cópia por
decalque para registro no Livro Diário.
Hoje em dia tanto o Livro Diário como o Razão são obtidos pelo sistema de
processamento eletrônico de dados. Quando o Razão possui todas as informações constantes do
Livro Diário, este pode ser substituído pelo Livro de Balancetes Diários e Balanços. As
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil há muito tempo têm a
permissão para escrituração do Livro de Balancetes Diários e Balanços. Porém, até 1991 não
havia a obrigatoriedade legal de escrituração do Razão. Essa escrituração tornou-se obrigatória
mediante ao artigo 14 da Lei 8.218/91 e do artigo 62 da Lei 8.383./91.

Escrituração manuscrita do livro razão. O Livro Razão Manuscrito de conter no mínimo as


seguintes informações:

 Nome da Conta
 Data do lançamento
 Contrapartida
 Histórico do lançamento
 Débito
 Crédito
 Saldo
 Indicação de saldo devedor (D) ou credor (C)

CONTA: CAIXA
DATA CONTRA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
PARTIDA
02/01/20X0 Capital Integralização do Capital 100.000,00 100.000,00 D
inicial subscrito pelos sócios.
03/01/20X0 Mercadorias
Compra cfe NF 487 da Cia.
04/01/20X0 Veículos de Mercadorias 30.000,00 70.000,00 D

Compra de um veículo Ford, 60.000,00 D


modelo Fiesta ano 20X0,
placa AAA-20X0, cfe NF 55
cia de Veículos
10.000,00

CONTA: CAPITAL
DATA CONTRA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
PARTIDA
02/01/20X0 Caixa Integralização do Capital inicial 100.000,00
subscrito pelos sócios.
100.000,00 C

CONTA: MERCADORIAS
DATA CONTRA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
PARTIDA
03/01/20X0 Caixa Compra cfe. NF. 487 da Cia.de 30.000,00 30.000,00 D
Mercadorias
CONTA: VEÍCULOS
DATA CONTRA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
PARTIDA
04/01/20X0 Caixa Compra de veículo Ford, modelo 10.000,00 10.000,00 D
Fiesta ano 20X0, placa AAA-
20X0.

Escrituração mecanizada do livro razão

O Livro Razão mecanizado devem conter pelo menos

 Nome da Conta
 Data do lançamento
 Nº do Documento lançado
 Histórico do lançamento
 Débito
 Crédito
 Saldo
 Indicação de saldo devedor (D) ou credor (C)

DATA Nº DOC HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C

‘O Livro Razão é o detalhamento, por conta, dos lançamentos realizados no diário.

A pessoa jurídica tributada com base no lucro real deverá manter, em boa ordem e
segundo as normas contábeis recomendadas, Livro Razão ou fichas utilizados para resumir e
totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no Diário, mantidas as demais
exigências e condições previstas na legislação (Lei nº 8.218, de 1991, art. 14, e Lei nº 8.383, de
1991, art. 62).

A escrituração deverá ser individualizada, obedecendo à ordem cronológica das


operações.A não manutenção do livro Razão nas condições determinadas, implicará o
arbitramento do lucro da pessoa jurídica (Lei nº 8.218, de 1991, art. 14, parágrafo único, e Lei
nº 8.383, de 1991, art. 62).

Estão dispensados de registro ou autenticação o Livro Razão ou fichas (parágrafo 3 do


artigo 299 – Decreto 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda).’

O LIVRO RAZÃO é obrigatório atualmente segundo o Regulamento do IRPJ/2009


SRF, para as empresas tributadas pelo Lucro Real, para as demais empresas o mesmo é
facultativo, mas importante por trazer o registro sintético dos fatos contábeis ocorridos na
empresa e ainda possui uma organização para o tratamento com as informações sobre o
patrimônio administrado.
LIVRO INVENTÁRIO

Este ajuste, pela importância que representa na apuração do Resultado do Exercício , deve
merecer atenção do contabilista e é obrigatório para todas as empresas o registro anual seg. lei
6404/76 e atualmente pela SRF IRPJ trimestral para Lucro Real e Presumido. .
Após a contagem da existência física das mercadorias a preço de compra, liquido de
impostos sobre a mesma, livre de devoluções e somada ao frete e seguro contido nas Nf. De
Compra., somente após isto posto estas deverão serem registradas num Livro chamado LIVRO
INVENTÁRIO, obrigado pela lei 6404/76.
São inventariadas as mercadorias, materiais de consumo, produtos, duplicatas a receber, a
pagar, bens do ativo imobilizado, Tc...
Apurados os valores físicos, confrontar-se-á com os registros contábeis, devendo as
discrepâncias serem corrigidas, de maneira que a contabilidade fique em acordo com o físico.

LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL ( LALUR )

É um Livro obrigatório pelo Deceto Lei 1598/77, para as empresas que apresentam
declaração com base no Lucro Real.

Diferença entre lucro real e contábil:

Lucro real - É o próprio lucro contábil ( OU O Resultado antes do IR ) ajustado pelas adições,
exclusões ou compensações autorizadas pela legislação tributária. É demonstrado, ou
escriturado no LALUR, partindo do lucro contábil acrescido das adições ( despesas não
dedutíveis ) . Poderia ser chamado também de lucro tributável, porque a incidência da alíquota
do imposto de renda recai sobre o valor.

Lucro Contábil - ou lucro operacional, também chamado de resultado antes do IR, é o lucro
apurado logo após o encerramento das contas de resultado. Sua apuração está baseada nos
lançamentos da contabilidade.

O que são adições ?


São despesas, encargos, perdas, deduzidas do lucro contábil, que de acordo com a
legislação não são dedutíveis para determinar o lucro real.

O que são exclusões ?


São receitas, ou rendimentos, adicionados ao lucro contábil que de acordo com a
legislação não são tributáveis para a apuração do Lucro Real.

Além dos Livros citados acima existem vários outros Livros importantíssimos na
contabilidade citamos ainda LIVRO DE ENTRADAS DE MERCADORIAS, SAÍDAS DE
MERCADORIAS, LIVRO DE APURAÇÃO DO ICMS, IPI, ISSQN,LIVRO DE
AUTORIZAÇÃO PARA IMPRESSÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS, REGISTRO DE
TRMOS E OCORRÊNCIAS DO INSS E SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO PARA
EMISSÃO DAS NOTAS FISCAIS ENTRE OUTROS...

LIVROS AUXILIARES

Segundo O Conselho Federal de Contabilidade embora obrigatórios perante o fisco, os livros


citados a seguir podem ser utilizados na escrituração contábil como auxiliares, reduzindo
bastante o volume de registros contábeis no Livro Diário.
a) Livro Caixa
Esse livro tem a finalidade de registrar as entradas e saídas de numerário. Os registros
devem ser efetuados em ordem cronológica e, por isso, pode ser utilizado como auxiliar do
Livro Diário, devendo, nesse caso, atender a todas as formalidades exigidas.
Ressalte-se que as empresas optantes pelo SIMPLES estão obrigadas, perante o fisco, à
escrituração do Livro Caixa, observando as exigências contidas na Lei no 9.317/96 e as
demais formalidades, inclusive quanto aos termos de abertura e encerramento.
b) Livro de Entrada de Mercadorias - ICMS / IPI
O Livro de Entrada de Mercadorias destina-se ao registo, em ordem cronológica, das
mercadorias adquiridas e recebidas pelas empresas.
Nele também são registradas as entradas de bens de qualquer espécie, inclusive os que se
destinam a uso ou consumo.
d) Livro de Saída de Mercadorias ICMS / IPI
No Livro de Saída de Mercadorias registram-se, em ordem cronológica, as vendas de
mercadorias ou de produtos, bem como toda e qualquer saída, inclusive de bens móveis da
empresa.
e) Livro de Registro de Prestação de Serviços - ISS
Esse livro é obrigatório perante o fisco municipal, podendo ser utilizado como auxiliar do
Diário, pois nele registram-se todas as operações de serviços, individualizando as
respectivas Notas Fiscais em ordem cronológica.

CONCEITO E NORMAS TÉCNICAS NO TRATAMENTO COM ERROS, ESTORNOS


E TRANSFERENCIAS CONTÁBEIS ENTRE CONTAS.

As Normas Brasileiras de Contabilidade ncb t 2 apresentam uma síntese para com o


tratamento de erros, estornos e transferências entre contas na escrituração contábil:

NBC T 2 – Da Escrituração Contábil NBC T 2.4 – Da Retificação de Lançamentos

2.4.1 – Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de um registro realizado


com erro, na escrituração contábil das Entidades.

2.4.2 – São formas de retificação:

a – o estorno;

b – a transferência;

c – a complementação.

2.4.2.1 – Em qualquer das modalidades supra mencionadas, o histórico do lançamento deverá


precisar o motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.

2.4.3 – O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, anulando-o


totalmente.

2.4.4 – Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta


indevidamente debitada ou creditada, através da transposição do valor para a conta adequada.
2.4.5 – Lançamento de complementação é aquele que vem, posteriormente, complementar,
aumentando ou reduzindo, o valor anteriormente registrado.

2.4.6 – Os lançamentos realizados fora da época devida deverão consignar, nos seus históricos,
as datas efetivas das ocorrências e a razão do atraso”.

Questões da CESPE /UNB – Agente Policia Federal, Agente Administrativo, Contador e


Administrador da Policia Federal – 2000, 2002, 2004.

PROVA 2000 – Agente da Policia Federal

PROVA DE AGENTE DA POLICIA FEDERAL – 2000 UNB CESPE

Questão 9

Balancete simplificado de verificação em 31/7/2000


Contas Saldo (em R$)
Devedor Credor
Bancos conta movimento 1.000
Aplicações com liquidez 2.000
Bancos conta vinculada 500
Contas a receber 7.000
Estoques e almoxarifado 500
Despesas do período seguinte 100
Adiantamentos e outras ativas 200
Capital social a integralizar 1.000
Ações avaliadas pelo custo 1.500
Ações avaliadas pela equivalência 500
patrimonial
Imóveis 2.000
Móveis e utensílios 1.000
Veículos 5.000
Máquinas r equipamentos 2.000
Instalações 500
Depreciação e amortização acumulada 1.000
Despesas pré-operacionais 500
Gastos com pesquisa e desenvolvimento 100
Fornecedores 200
Empréstimos bancários 2.000
Tributos a pagar 500
Salários e encargos a pagar 2.000
Dividendos a pagar 500
Empréstimos bancários de longo prazo 3.000
Tributos parcelados de longo prazo 2.000
Capital social 7.215
Reservas de capital 3.000
Reservas de lucros 2.000
Lucros acumulados 500
Receita bruta de vendas e serviços 30.000
Impostos sobre vendas 4.000
Devoluções e abatimentos 200
Custo das mercadorias vendidas 15.000
Despesas com tecnologia da informação 800
Despesas comerciais 4.000
Despesas gerais e administrativas 2.000
Despesas financeiras 500
Despesa de depreciação 600
Outras despesas operacionais 100
Despesas com impostos diversos 200
Despesas com pesquisa 300
Despesa de amortização do diferido 50
Despesa de imposto de renda 563
Despesa de contribuição social sobre o 202
lucro
46.115 67.715
Totais
Com base nos dados do balancete de uma determinada sociedade anônima, apresentado acima,
julgue os seguintes itens.
1. Estão erroneamente classificados nas colunas de saldo os valores correspondentes às
seguintes contas: bancos conta movimento; contas a receber; depreciação e amortização
acumulada.
2. Estão corretamente classificados nas colunas de saldo os valores correspondentes às seguintes
contas: despesas do período seguinte; ações avaliadas pelo custo; capital social.
3. Um lançamento de compra à vista de máquinas e equipamentos do imobilizado, no valor de
R$ 100,00, alteraria a diferença entre os totais de débitos e de créditos, apresentados na última
linha do balancete.
4. A conta capital social a integralizar está corretamente classificada como saldo devedor.
5. Em despesas gerais e administrativas, devem estar registradas as despesas com salários e
encargos sociais do pessoal empregado no departamento jurídico que exerça função de
assessoramento da diretoria.

Questão 11
Com referência a movimentações do patrimônio líquido, segundo a Lei nº
6.404/76, julgue os itens abaixo.
1. No recebimento de dinheiro de acionistas para integralização do capital social subscrito,
deverá haver um registro a crédito do capital social ou da conta que registra o capital a
integralizar.
2. Na emissão de ações ao preço unitário de R$ 1,00, sendo R$ 0,50 destinados ao capital social
e R$ 0,50 à reserva de capital – ágio na subscrição de novas ações-, a empresa deverá registrar
R$ 0,80 para cada real recebido, por conta desse aumento e capital, na conta de bônus de
subscrição, no patrimônio líquido.
3. O produto da alienação de partes beneficiárias pode ser registrado no
patrimônio líquido.
4. No recebimento de um bem imóvel doado por uma sociedade anônima cujo
registro se dará em conta de patrimônio líquido de doações e subvenções para
investimento, deverá haver um registro a débito dessa conta, em contrapartida de um crédito no
imobilizado de igual valor.
5. Uma empresa que apresentar uma reserva de capital no valor de R$ 8.000,00 e um saldo de
prejuízo de R$ 2.000,00, após consumir os lucros acumulados e todas as reservas de lucros
acumulados e todas as reservas de lucros, poderá compensá-lo com parte da reserva de capital
que ela possui.
AGENTE DA POLICIA FEDERAL – UNB CESPE - 2002

1 Em uma demonstração de resultado, uma empresa pode apresentar tributos pagos ou devidos
- nas contas de dedução das receitas brutas, das despesas gerais e administrativas, de outras
despesas operacionais - e, antes do lucro líquido, o imposto de renda e a contribuição social
sobre o lucro.

5 - Considerando que essa companhia tenha um passivo real com fornecedores de R$ 400 mil
na data do balanço apresentado acima, portanto, com um valor não-registrado de R$ 240 mil,
conclui-se que, no balanço, há ativo(s) subavaliado(s) e(ou) patrimônio líquido superavaliado.

Gabarito Comentado:

Questão 10 Nr. 1E “Estão erroneamente classificados nas colunas de saldo os valores


correspondentes às seguintes contas: bancos conta movimento; contas a receber; depreciação e
amortização acumulada’ As contas Banco, contas a receber estão classificadas erradas pois são
direitos e direitos tem saldo devedor, mas a conta depreciação acumulada é redutora da conta do
ativo imobilizado e portanto tem saldo invertido, ou seja a crédito.
Nr. 2C “Estão corretamente classificados nas colunas de saldo os valores
correspondentes às seguintes contas: despesas do período seguinte; ações avaliadas pelo custo;
capital social”SIM despesas do exercício seguinte é direito, pois foi pago antecipadoi, ações
pelo custo faz parte da conta Investimentos em Empresas Coligadas e Controladas.
Nr. 3E – “Um lançamento de compra à vista de máquinas e equipamentos do
imobilizado, no valor de R$ 100,00, alteraria a diferença entre os totais de débitos e de créditos,
apresentados na última linha do balancete”.” Não iria mudar a diferença entre totais de débitos e
créditos, pois é a lógica da partida dobrada, ou seja o que iria aumentar no ativo com veiculo
débito, seria creditado na conta caixa, ou seja o que aumentaria no Veiculo débito, diminuiria no
débito o mesmo valor em caixa.

Nr. 4C – “No recebimento de um bem imóvel doado por uma sociedade


anônima cujo registro se dará em conta de patrimônio líquido de doações e subvenções para
investimento, deverá haver um registro a débito dessa conta, em contrapartida de um crédito no
imobilizado de igual valor”. Sim. A S/A doadora irá debitar o o PL com doação apresentando
onde foi o recurso, irá creditar ( de onde veio o recurso Imobilizado )

Nr. 5C – “Uma empresa que apresentar uma reserva de capital no valor de R$


8.000,00 e um saldo de prejuízo de R$ 2.000,00, após consumir os lucros acumulados e todas as
reservas de lucros acumulados e todas as reservas de lucros, poderá compensá-lo com parte da
reserva de capital que ela possui”. Sim uma vez que este recurso esperava definição. Pois o
Conceito de Reserva de capital demonstra que é parte do Lucro que poderá ser reinvestido na
companhia, porém se a mesma acabou com todos os recursos que possuía, pode compensar o
prejuízo com esta conta.

QUESTÃO 11 – 1C – “No recebimento de dinheiro de acionistas para integralização do capital


social subscrito, deverá haver um registro a crédito do capital social ou da conta que registra o
capital a integralizar”. Sim. De onde veio o recurso ? do capital social se o contabilista não
tivesse aberto a conta a integralizar, ou seja os sócios não haviam informado de um aumento do
capital, caso contrário também é possível, pois o recurso viria do capital social que estava a
integralizar, ou seja os sócios haviam informado que fariam o aumento do capital.

2C – “Na emissão de ações ao preço unitário de R$ 1,00, sendo R$ 0,50


destinados ao capital social e R$ 0,50 à reserva de capital – ágio na subscrição de novas ações-,
a empresa deverá registrar R$ 0,80 para cada real recebido, por conta desse aumento e capital,
na conta de bônus de subscrição, no patrimônio líquido”.Certo porque se a mesma deveria
destinar 0,50 a capital social e 0,50 a reserva de capital se houve ágio a mesma deverá
apresentar o mesmo como bônus ganho sob o valor de emissão na conta do PL.

3E- “O produto da alienação de partes beneficiárias pode ser registrado no


patrimônio líquido”. Não porque este bem temos o direito de usá-lo mas enquanto não for pago
integralmente não é nosso, portanto não deve fazer parte do Patrimonio Liquido.

4C – “No recebimento de um bem imóvel doado por uma sociedade anônima


cujo registro se dará em conta de patrimônio líquido de doações e subvenções para
investimento, deverá haver um registro a débito dessa conta, em contrapartida de um crédito no
imobilizado de igual valor”. Sim esta pergunta repete a pergunta número 10 – 4, porém com o
português simplificado.

5C – “Uma empresa que apresentar uma reserva de capital no valor de R$


8.000,00 e um saldo de prejuízo de R$ 2.000,00, após consumir os lucros acumulados e todas as
reservas de lucros acumulados e todas as reservas de lucros, poderá compensá-lo com parte da
reserva de capital que ela possui”. Sim esta pergunta simplesmente busca ter plena garantia de
que o concursando conhece a lei 6404/76, pois na pergunta 10-5 ela já havia sido feita.

PROVA CESPE 2002 pergunta nr. 1 C – “Em uma demonstração de resultado, uma empresa
pode apresentar tributos pagos ou devidos - nas contas de dedução das receitas brutas, das
despesas gerais e administrativas, de outras despesas operacionais - e, antes do lucro líquido, o
imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro”. Sim é justamente isto que se apresenta
nos Grupos de Contas da Demonstração do Resultado vide Plano de Contas e as contas que se
apresentam como subgrupos delas.

Pergunta nr. 05 C – “Considerando que essa companhia tenha um


passivo real com fornecedores de R$ 400 mil na data do balanço apresentado acima, portanto,
com um valor não-registrado de R$ 240 mil, conclui-se que, no balanço, há ativo(s)
subavaliado(s) e(ou) patrimônio líquido superavaliado.” Sim porque a conta do Passivo
aumentaria em 240 mil, logo no Ativo esta faltando esta quantia e portanto deve ser em função
de subavaliação de uma conta, ou o ativo estava sendo compensado com um aumento do PL.
Pois se ele estava correto ou seja em 400 mil, logo a diferença deve estar em passivo como
provavelmente lucro.

Questões de outras Bancas Examinadoras

AGÊNCIA DE PROMOÇÃO E EXPORTAÇÕES DO BRASIL – APEX-Brasil – 2006

6) A empresa TUDO BEM no dia 17-08-2006 comprou um veículo para transportar seus
clientes. O valor de R$ 68.000,00 foi financiado em uma entrada e mais sete prestações de R$
8.500,00. Ao contabilizar essa compra o patrimônio da empresa sofreu a seguinte alteração.

(A) Aumentou o ativo em R$ 68.000,00.


(B) Aumentou o ativo em R$ 8.500,00.
(C) Aumentou o ativo em R$ 59.500,00.
(D) Aumentou o passivo em R$ 68.000,00.
(E) Aumentou o ativo e o passivo em R$ 68.000,00.
QUESTÃO 17 - Indique o registro contábil correspondente à venda de mercadorias, no valor de
R$ 25.000,00 cujo recebimento é de 30% à vista, e o restante em 60 dias.
(A) D - Caixa R$ 25.000
C - Venda de Mercadorias R$ 25.000
(B) D – Caixa R$ 7.500
D - Clientes R$ 17.500
C - Venda de Mercadorias R$ 25.000
(C) D - Caixa R$ 7.500
D - Clientes R$ 7.500
D -Duplicatas a Pagar R$ 10.000
C - Venda de Mercadorias R$ 25.000
(D) D - Venda de Mercadorias R$ 25.000
C - Caixa R$ 7.500
C - Clientes R$ 17.500
(E) nenhuma das anteriores.

QUESTÃO 18 - Assinale a alternativa que representa a integralização do capital social da


companhia em espécie.

(A) aumento do passivo de terceiros e aumento do patrimônio líquido.


(B) aumento do ativo e do patrimônio líquido.
(C) aumento do ativo e diminuição do passivo.
(D) aumento do ativo e diminuição do patrimônio líquido.
(E) as alternativas B e C estão corretas.

QUESTÃO 19 - No recebimento em espécie de uma Duplicata com desconto é feito qual


lançamento contábil no diário?
(A) Caixa
a Diversos
a Duplicata a receber
a desconto obtido
(B) Caixa
a Duplicatas a receber
(C) Duplicatas a receber
a caixa
(D) Diversos
a caixa
Duplicata a receber
descontos obtidos
(E) Diversos
a Diversos
Caixa
a Duplicatas a receber
a desconto obtido

QUESTÃO 20 - Assinale o lançamento contábil que corresponde ao método das partidas


dobradas.

(A) um débito de R$ 500,00 e um crédito de R$ 1.000,00.


(B) um débito de R$ 1.000,00 e um crédito de R$ 500,00.
(C) um débito de R$ 1.000,00 e um crédito de R$ 1.000,00.
(D) um débito de R$ 1.000,00 e um crédito de R$ 1.100,00.
(E) um débito de R$ 1.100,00 e um crédito de R$ 1.000,00.
QUESTÃO 21 - Uma empresa regularizando suas obrigações emitiu um cheque para liquidar
obrigações com fornecedores no valor de R$ 50.000,00, incluso no valor do cheque juros de
50%. Assinale a alternativa que corresponde ao lançamento contábil nessa empresa.
(A) Fornecedores
a Diversos
a Cheque emitido R$ 50.000,00
a Juros pagos R$ 25.000,00
(B) Diversos
a Fornecedores
Cheque emitido R$ 50.000,00
a juros pagos R$ 25.000,00
(C) Diversos
a Cheque emitido
Fornecedor R$ 25.000,00
Juros Pagos R$ 25.000,00
(D) Fornecedor R$ 25.000,00
Juros pagos R$ 25.000,00
acheque emitido R$ 50.000,00
(E) Cheque emitido R$ 50.000,00
a fornecedor R$ 25.000,00
a juros pagos R$ 25.000,00
QUESTÃO 22 - Considerando o processo de retificação de lançamento contábil, analise as
afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. São formas de retificação de lançamento contábil: o estorno; a transferência e a
complementação.
II. Em qualquer lançamento de retificação deverá constar o histórico do lançamento precisando
o motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.
III. O lançamento de estorno consiste, exclusivamente, em lançamento inverso àquele feito
erroneamente.
IV. Um lançamento contábil de estorno anula totalmente o lançamento original.
V. O lançamento de complementação é aquele que promove a regularização de conta
indevidamente debitada ou creditada, através da transposição do valor para a conta adequada.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

CONCURSO PÚBLICO- Analista de Finanças e Controle – AFC- STN – 2005

25- A empresa Mersa S/A, em agosto de 2004, contratou operação de desconto de duplicatas no
valor de R$150.000,00, com encargos iniciais de 4%. Em 15 de setembro o título venceu, mas o
cliente não o quitou, tendo a empresa acertado a operação com o Banco, mantendo a duplicata
em cobrança. Em 30 de setembro o cliente providenciou a quitação da letra no Banco, com juros
de 6%. Para registrar o evento de 30/09/04 o Setor de Contabilidade da Mersa S/A efetuou o
seguinte lançamento:
a) Diversos
a Duplicatas Descontadas
Bancos conta Movimento
Juros Ativos
R$150.000,00
R$ 9.000,00
R$159.000,00
b) Duplicatas Descontadas
a Diversos
a Bancos conta Movimento
a Juros Ativos
R$150.000,00
R$ 9.000,00
R$159.000,00
c) Bancos conta Movimento
a Diversos
a Duplicatas a Receber
a Juros Ativos
R$150.000,00
R$ 9.000,00
R$159.000,00
d) Bancos conta Movimento
a Diversos
a Duplicatas Descontadas
a Juros Ativos
R$150.000,00
R$ 9.000,00
R$159.000,00
e) Diversos
a Diversos
Duplicatas Descontadas
Bancos conta Movimento
a Duplicatas a Receber
a Juros Ativos
R$150.000,00
R$ 9.000,00
R$150.000,00
R$ 9.000,00
R$159.000,00
R$159.000,00

CEAGESP – Companhia de
Entrepostos e Armazéns Gerais de CONCURSO PÚBLICO EDITAL Nº 001/2006
São Paulo -

01) O pagamento através de cheque, de uma obrigação contraída pela compra de mercadorias a
prazo é um fato administrativo que afeta o Balanço Patrimonial das empresas da seguinte
forma:
A) Diminui o ativo e diminui o passivo. D) Aumenta o ativo e diminui o
passivo.
B) Diminui o patrimônio líquido e aumenta o ativo. E) Aumenta o passivo e
aumenta o ativo.
C) Diminui o ativo e diminui o patrimônio líquido.

ANALISTA JUDICIÁRIO-ESPEC CONTADOR TRT -2004

Instruções: Para responder às questões de números 34 e 35, considere as espécies


de fatos contábeis:
I. Permutativo
II. Modificativo Aumentativo
III. Modificativo Diminutivo
IV. Misto Aumentativo
V. Misto Diminutivo
34. Recebimento em dinheiro do valor remanescente de 80 pela venda faturada de uma
mercadoria no valor de 100, quando já havia sido recebido adiantamento no valor de 20 por
essa mesma venda.
(A) I
(B) II
(C) III
(D) IV
(E) V
35. Um fato contábil afetou tanto o ativo quanto o passivo, porém em maior magnitude, este
último.
(A) I
(B) II
(C) III
(D) IV
(E) V

AGÊNCIA DE PROMOÇÃO E EXPORTAÇÕES DO BRASIL – APEX-Brasil 2006

Questão 1 . De acordo com as formalidades da escrituração contábil brasileira, assinale a


alternativa correta.
I. As entidades brasileiras devem manter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e
fatos administrativos, através de processo manual, mecanizado ou eletrônico.
II. Os registros contábeis devem ser confeccionados em moeda corrente nacional e em ordem
cronológica de dia, mês e ano.
III. A terminologia utilizada no registro contábil deve expressar o verdadeiro significado das
transações.
IV. É admitido o uso de códigos e/ou abreviaturas, nos históricos dos lançamentos, desde que
permanentes e uniformes, devendo constar, em elenco identificador, no “Diário” ou em registro
especial revestido das formalidades extrínsecas.
V. A escrituração contábil é atribuição e responsabilidade exclusiva do Contabilista legalmente
habilitado.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 2- Para diminuir o saldo de uma conta retificadora do ativo é feito um lançamento:

(A) a crédito em contas do ativo.


(B) a débito em contas do passivo.
(C) a crédito na conta retificadora do ativo.
(D) a débito na conta retificadora do ativo.
(E) a crédito em conta corrente.
QUESTÃO 22 - Considerando o processo de retificação de lançamento contábil, analise as
afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. São formas de retificação de lançamento contábil: o estorno; a transferência e a
complementação.
II. Em qualquer lançamento de retificação deverá constar o histórico do lançamento precisando
o motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.
III. O lançamento de estorno consiste, exclusivamente, em lançamento inverso àquele feito
erroneamente.
IV. Um lançamento contábil de estorno anula totalmente o lançamento original.
V. O lançamento de complementação é aquele que promove a regularização de conta
indevidamente debitada ou creditada, através da transposição do valor para a conta adequada.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

Analista de Finanças e Controle – AFC- STN – 2005

05- No registro dos fatos contábeis permutativos, a contabilidade aplicada às entidades do setor
público utiliza conceitos próprios que são as mutações e as interferências. Assinale a opção a
seguir em que ocorre umamutação ativa na contabilização.
a) Pagamento de pessoal.
b) Aquisição de material de consumo para estoque no almoxarifado.
c) Aquisição de serviços.
d) Recebimento de material permanente por doação.
e) Pagamento de empréstimo contraído

CEAGESP – Companhia de
Entrepostos e Armazéns Gerais de CONCURSO PÚBLICO EDITAL Nº 001/2006
São Paulo

2 A empresa Alfa Transportes Ltda, cujo exercício social coincide com o ano calendário,
pagou em 31/08/2005, R$ 81.600,00 de prêmio do seguro da sua frota de veículos. A
apólice cobre riscos do período de 01/09/2005 a 31/08/2006. Considerando o princípio da
competência dos exercícios contábeis, o contador da empresa registrou o pagamento na
conta “SEGUROS A VENCER”, no Ativo Circulante. No Balanço Patrimonial de
31/12/2005 da empresa após as apropriações das parcelas incorridas, apresentará um saldo
nesta conta de:
A) R$ 40.800,00 B) R$ 27.200,00 C) R$ 61.200,00
D) R$ 54.400,00 E) R$ 54.200,00

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Concurso Público para Provimento de


Cargos de ANALISTA −NORMAS CONTÁBEIS E DE AUDITORIA FUNDAÇÃO
CARLOS CHAGAS Outubro/2003

11. É correto afirmar que

(A) os gastos relacionados com bens do Ativo Imobilizado que irão beneficiar mais de um
exercício social devem ser agregados às contas de despesas do período.
(B) as operações de arrendamento mercantil, sempre que o prazo da operação abranja a maior
parte da vida útil do bem ou o valor residual para aquisição seja muito inferior ao valor de
mercado, devem ser registradas em contas de despesa em contrapartida a Exigibilidades.
(C) a diferença entre os ativos diferidos e as despesas pagas antecipadamente é que, no primeiro
caso, os gastos respectivos já foram incorridos e pagos, enquanto no segundo, embora tenham
sido pagas, as despesas não foram ainda incorridas.
(D) os gastos com pesquisas e desenvolvimento de produtos, mesmo que seja impossível fazer
uma correspondência com as receitas futuras, devem ser ativados e classificados no Ativo
Permanente, sub grupo Ativo Diferido.
(E) ativos fiscais diferidos, assim considerados, como o próprio nome indica, os bens adquiridos
com isenção fiscal, deverão ser classificados no Ativo Diferido, já que beneficiarão mais de um
exercício social

Gabarito: 6C 17B 18B 19A 20C 21C 22A 25C 1A 34A 35E 1E 2D 22A 5B 2D 11C

OPERAÇÕES TÍPICAS DA CONTABILIDADE GERAL

Cobrança de Duplicatas Através de Bancos

São assim denominadas quando a entidade ( empresa ) remete títulos ao Banco para que
ele se encarregue exclusivamente da respectiva cobrança, recebendo ( O Banco ), em
contrapartida comissão previamente ajustada. Neste caso a empresa não retira nenhuma
importância em consonância com os títulos remetidos, somente recebendo os respectivos
valores quando o cliente ( devedor ) efetua o pagamento ao banco e este lhe avisa sobre tal
ocorrência.

LANCAMENTO CONTÁBIL:

REGISTRO DA VENDA

CLIENTE ( ATIVO REAL )


a VENDA DE MERCADORIAS ( RECEITA )

PELA REMESSA AO BANCO

BANCO C/ COBRANCA ( ATIVO DISPONÍVEL )


a TITULOS EM COBRANCA ( CONTA REDUTORA CLIENTES )

PELA COMISSÃO COBRADA

DESPESAS BANCÁRIAS ( DESPESAS )


a BANCO ( ATIVO DISPONÍVEL )

PELO PAGAMENTO DO CLIENTE

BANCO ( ATIVO DISPONÍVEL )


a CLIENTES ( ATIVO REAL )
TÍTULOS EM COBRANCA ( CONTA REDUTORA CLIENTES )
a BANCO ( ATIVO DISPONÍVEL )
DESCONTO DE TÍTULOS JUNTO A INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS:

É quando a entidade entrega ao Banco títulos de sua emissão, com aceite do devedor,
como garantia de empréstimos tomado junto ao próprio estabelecimento bancário. Dessa forma
a empresa recebe antecipadamente determinado valor, em consonância com o dos títulos
descontados, pagando juros, comissões e outras despesas, tudo previamente ajustado.
Quando a empresa desconta duplicatas de sua emissão nos Bancos, deve contabilizar o
valor das duplicatas descontadas, em conta específica, classificável no Ativo Circulante ( como
redutora do saldo da conta CLIENTE ).

REGISTRO DA VENDA

CLIENTES ( ATIVO REAL. )


a VENDA DE MERCADORIAS ( RECEITA )

OPERACAO DE DESCONTO ACEITA PELO BANCO

DESPESAS BANCÁRIAS ( DESPESA )


BANCO ( ATIVO DISPONÍVEL )
a TITULOS DESCONTADOS ( CONTA REDUTORA CLIENTES )

CLIENTE PAGA DUPLICATA

TIDULOS DESCONTADOS ( CONTA REDUTORA CLIENTES )


a CLIENTES ( ATIVO REAL. )

BAIXA DE CRÉDITO INCOBRÁVEL – PROVISÃO PARA DEVEDORES


DUVIDOSOS

A partir do ano-calendário de 1997, ficam revogadas as normas previstas no art. 43 da Lei


8.981, de 20/01/95 ( limites para constituição da provisão p/ CLD ) bem como a autorização da
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa ( art. 14 da lei 9430 de 27/12/96.

A seguir focalizaremos as condições para débito de prejuízos decorrentes de créditos não


liquidados, tendo em vista a apuração do lucro real a partir de 1997.

Perdas dedutíveis:

I em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em sentença


emanada pelo poder Judiciário;
II sem garantia;
III com garantia, vencidos a mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os
procedimentos judiciais para seu recebimento ou arresto das garantias;
IV contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária.

Não será dedutível

A perda no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controlada, coligada ou
interligada, bem como de pessoa física que seja acionista controlador, sócio ou titular da pessoa
física credora.
Atualmente ( 2009 ), algumas empresas tem utilizado o percentual de 1,5 a 3% da conta clientes
sendo provisionada como Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa, porém este valor não
poderá ser utilizado como despesa na contabilidade, sendo utilizada somente de forma gerencial.
Nos casos acima I, II, III e IV poderão as mesmas serem realmente utilizadas e deduzidas no
IRPJ.

FORMA DE LANCAMENTO ANTIGA ( 3% DA CONTA CLIENTES ) ERA


PROVISIONADA

DESPESAS PROVISAO DE CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA ( DESPESA )


a PROVISÃO DE CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA ( REDUTORA DA CONTA
CLIENTES )

Caso não ocorra o valor previsto nas contas no final do período tributário devera a empresa,
fazer um lançamento de retificação das contas reduzindo as mesmas ao valor real legal e para
isto é só inverter o lançamento acima.

No caso das Empresas que não realizam a Provisão para CLD, é só lançar a perda cfe.
Legislação acima da seguinte forma contábil:

Despesa com inadimplência


a Clientes

RESERVAS

As reservas constituem parcelas de lucros retidos, incorporados ao Patrimônio Liquido de


acordo com determinações administrativas, disposições Legais e estatutárias.

De acordo com os parágrafos 1º , 3º e 4º do art. 182 da Lei nr. 6404/76, as reservas


classificam-se em :

RESERVAS DE CAPITAL
RESERVAS DE REAVALIAÇÃO
RESERVAS DE LUCROS

As reservas de capital são constituídas pelos acréscimos no Patrimônio Liquido da


empresa, que não transitaram pela conta de resultado e tampouco são provenientes de
reavaliação de ativos.
As reservas de reavaliação tem por objetivo avaliar os elementos do ativo de mercado em
substituição ao seu custo corrigido como tradicionalmente estão avaliados os ativos na
contabilidade.
As reservas de lucros são todas aquelas reservas que para sua constituição, dependem
sempre da existência de lucros, e nada mais representam do que a retenção de lucros não
distribuídos.

Pode ser:

Legal: é constituída anualmente pela apropriação de 5% do lucro liquido do exercício,


calculados antes de qualquer outra destinação, e até que o saldo da reserva, atinja o montante
correspondente a 30% do Capital Social, sendo ai a mesma revertida ccomo aumento do capital
social e / ou revertida ao caixa da empresa, aumento nos investimentos e assim por diante.
Após esse fato a empresa no período seguinte iniciará novamente a provisionar a conta reserva.
Estatutária: são constituídas por determinação do estatuto da companhia, que não estejam
previstas em lei, como destinação de uma parcela dos lucros do exercício.
Exemplo de lançamento contábil de reservas:

Lucro Liquido do Exercício (DEMONS. RESULTADO )


a Reserva Legal

ou

Terrenos
a Reserva de Reavaliação do Imobilizado

DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO:

Depreciação é o desgaste natural, quer pelo uso, quer pela ação do tempo, quer pela
obsolescência que sofrem os bens. Ao final do exercício social deve-se contabilizar esta
depreciação, atribuindo-lhe um valor, e levado a débito de despesas, e crédito para a conta
redutora do Ativo Imobilizado.
Com exceção de terrenos e de alguns outros itens, os elementos que integram o ativo
Imobilizado tem um período limitado de vida útil econômica. Dessa forma, o custo de tais
ativos deve ser alocado aos exercícios beneficiados pelo uso no decorrer de sua vida útil
econômica.
A esse respeito , o artigo 183, inciso 2 da lei 6046/76, estabelece que:

" A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada


periodicamente nas contas de :

a ) depreciação : quando corresponder à perda do valor dos direitos que tem por objeto
bens físicos sujeitos a desgastes ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência
b ) amortização : quando corresponder à perda do valor aplicado na aquisição de direitos da
propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração
limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado,
sempre respeitando o tempo do contrato para cálculo da amortização;
c ) exaustão : quando correspondem à perda do valor , decorrente da sua exploração, de
direitos cujo objeto seja recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. "

Os critérios básicos de depreciação, de acordo com a legislação fiscal, estão consolidados


no Regulamento do Imposto de Re3nda através de seus art. 248 e 256. As taxas anuais de
depreciação normalmente admitidas pelo fisco para uso normal dos bens em um turno de oito
horas diárias constam, todavia, de publicações a parte , da Secretaria da Receita Federal, sendo,
como segue:

BENS TX ANUAL ANOS DE VIDA


ÚTIL
EDIFÍCIOS 4% 25
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 10% 10
INSTALAÇÕES 10% 10
MÓVEIS E UTENSÍLIOS 10% 10
VEÍCULOS 20% 5
SISTEMAS DE PROC. DE DADOS 20% 5

O Fisco admite que a empresa adote taxas diferente de depreciação, quando suportadas por
laudo pericial do instituto nacional de tecnoloigia, ou de outra entidade Oficial de pesquisa
cientifica ou tecnológica ( art, 253 inciso 2 do RIR/94 ). Logicamente, para o fisco não haverá
problemas se a empresa adotar taxas menores de depreciação que as admitidas.
A mesma legislação ( art. 255 ) admite, ainda, a opção da empresa, uma aceleração na
depreciação dos bens imóveis, em função do número de horas diárias de operação, como segue:

TURNOS COEFICIENTE
UM TURNO DE 8 HORAS DIÁRIAS 1
DOIS TURNOS DE 8 HORAS DIÁRIAS 1,5
TRÊS TURNOS DE 8 HORAS DIÁRIAS 2,0

COMO CALCULAR? Se o bem por exemplo veículos a depreciação anual é de 20% então será
20 x 1,5 que é o coeficiente de trabalho em dois turnos com aquele bem.

O método mais usado de depreciação é o método de quotas constantes, por esse método a
depreciação é calculada dividindo-se o valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil do bem, e
é representada pela seguinte fórmula:

DEPRECIAÇÃO = CUSTO DO BEM / PERÍODO DE VIDA ÚTIL

LANÇAMENTO CONTÁBIL ( após apurado o valor a ser depreciado )

D- DESPESA DE DEPRECIAÇÃO C/ ...... ( DESPESA )


C- DEPRECIAÇÃO ACUMULADA S/ .... ( CONTA REDUTORA DA CONTA DO
ATIVO IMOBILIZADO.

Observe os exemplos abaixo:

Uma empresa comprou um veículo cfe. NF. 005 da Revenda de Veiculos RD no valor de
R$ 10.000,00 no dia 30/04/2007. Em 31 de dezembro do mesmo ano foi levantado o Balanço e
deve-se apurar a depreciação do mesmo.

Cálculos : 10.000,00 x 20% = 2.000,00 ano


Perído entre compra e Balanço 8 meses
2.000 / 12 = 166,67 por mês x 8 meses = 1.333,33

Lançamentos Contábeis:

D – Despesa com depreciação sobre veículo R$ 1.333,33 ( DESPESA OPERACIONAL NA


DEM. DO RESULTADO
C – Amortização acumulada sobre veículos R$ 1.333,33 ( CONTA REDUTORA DA CONTA
VEICULOS ATIVO IMOBILIZADO

Se nossa Empresa mantivesse o veículo em uso após o período de 2007, faríamos


novamente o calculo para 31/12/2008 e lançaríamos da seguinte forma:

10.000,00 x 20 % = 2.000 ano

D- Despesa com depreciação de veículos R$ 2.000,00


C- Depreciação acumulada sobre veículos R$ 2.000,00

Observe que a conta de despesa será utilizada na Demonstração do Resultado do período


referente, sendo a mesma zerada, com reinicio no período seguinte, mas a conta acumulada vai
se acumulando até a depreciação atingir no Balanço Patrimonial o valor integral do veículo,
zerando o mesmo, após 5 anos de uso. Mesmo que a empresa continue utilizando o veículo, o
mesmo não fará parte mais da contabilidade pois sua depreciação já extrapolou seu valor
contábil. Só poderia ser reincorporado este bem ao patrimônio, com laudo de reavaliação por
Perito Competente, recomeçando assim a contabilização. Observe que mesmo que a empresa
compre um carro através de revenda ( carro velho ), sua depreciação será iniciado até fechar os
100% do valor da compra, ou seja valor histórico, mesmo que o proprietário anterior tenha feito
sua contabilização de depreciação do valor total. Sempre a depreciação refere-se a nota de
compra no seu valor histórico.

Ganho e Perda de Capital

Haverá ganhado de capital e deverá o mesmo ser oferecido à tributação Pessoa


Jurídica, sempre que a empresa vender patrimônio Imobilizado com valor superior ao valor
contábil liquida entre compra (valor histórico) e depreciação acumulada no período. Caso
contrário haverá perda de capital.

Exemplo:
Contabilmente tínhamos:

ATIVO IMOBILIZADO :

Veículo R$ 10.000,00
(- ) Depreciação Acumulada sobre veículo R$ 3.333,33

Vendeu-se este veículo por R$ 8.000,00, portanto tivemos um ganho de capital de R$ 1.333,33
e o mesmo deverá ser tributado pelo Imposto de Renda Pessoa Juridica como receita não
operacional :
Se fosse vendido por valor abaixo de R$ 6.666,67, a diferença entre o valor de venda e o valor
contábil seria Perda de Capital e seria lançado como despesa não operacional na contabilidade e,
portanto reduziria o IRPJ.

Agora vamos ver dois exemplos para contabilização de Amortizações e Exaustões:

Uma Empresa realizou um Projeto de viabilidade econômica e fez altíssimos


investimentos pré-operacionais na planta industrial da mesma e espera, segundo o Projeto pagar
estes investimentos iniciais da Planta num período de 5 anos após o investimento.O
investimento foi de R$ 1.000.000,00, logo:

Se apurássemos o Balanço Patrimonial da Empresa após 1 ano teríamos o seguinte:

Cálculos:

R$ 1.000.000,00 / 5 = 200.000,00 ano

D- Despesas de Amortização sobre Gasto Pré-Operacional R$ 200.000,00


C- Amortização Acumulada sobre Gasto Pré-Operacional. R$ 200.000,00

No Balanço ficaria assim:

ATIVO PERMANENTE DIFERIDO

Gasto Pré-Operacional R$ 1.000.000,00


( - ) Amortização Acumulada sobre Gasto Pré-Operacional. R$ 200.000,00
Uma Empresa de reflorestamento fez um canteiro com investimento Imobilizado nas Plantas de
R$ 500.000,00, espera a mesma exaurir este reflorestamento, após um período de 20 anos, cfe.
Laudo de Eng. Florestal. Logo se levantarmos o Balanço da Empresa após 1 ano, teremos:

Cálculos:

R$ 500.000,00 / 20 = 25.000,00 ano

D- Despesa com Exaustão sobre reflorestamento R$ 25.000,00


C- Exaustão Acumulada sobre reflorestamento R$ 25.000,00

No Balanço ficaria assim:

ATIVO PERMANENTE IMOBILIZADO

REFLORESTAMENTO
( - ) Exaustão Acumulada sobre Reflorestamento. R$ 25.000,00
CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO LEI 8.400 ( Revogada )

O princípio da correção monetária fundamenta-se na modificação que as expressões


monetárias tendem a possuir em um regime de inflação.
A correção monetária é um recurso que procura levar os Balanços e os resultados a valores
mais próximos da realidade.
Para efeitos fiscais estavam obrigadas a proceder à correção monetária das Demonstrações
Financeiras , até o exercício findo em 31.12.95, todas as pessoas jurídicas sujeitas à tributação
pelo Imposto de Renda, com base no Lucro Real.
As contas sujeitas à Correção Monetária são dos Grupos do ATIVO PERMANENTE E
PATRIMÕNIO LIQUIDO.
Cada conta era corrigida separadamente, ajustando-a para que seu valor fique expresso em
moeda nacional com o poder aquisitivo que tiver no mês objeto da correção.
Ainda hoje 2009, as Empresas não podem proceder a Atualização Monetária do Balanço.
Porém não podemos confundir esta situação, com a correção monetária de contratos de compra
e venda exigindo atualização e nestes casos deve-se proceder a lançamentos de provisão para
atualização de contas a receber e ou pagar, bem como contratos de câmbio no mercado
financeiro ou exportação e importação. Mais adiante iremos ver estes casos e como contabilizá-
los.

LANÇAMENTO CONTÁBIL ANTERIOR A REVOGAÇÃO DA LEI:

D- VEÍCULOS
C- CORREÇÃO MONETÁRIA DO BALANÇO

O resultado da conta Correção Monetária do Balanço será levado seu saldo na


determinação do Lucro Liquido do Exercício.
Se for um saldo devedor ( DESPESA ), diminuindo o Lucro, se for um saldo Credor (
RECEITA ), aumentando o lucro da empresa no período, portando seria tributada pelo ganho
inflacionário.
APURAÇÃO E LANÇAMENTOS DO ICMS

As Empresas Comerciais em Geral tem por finalidade econômica comprar e revender


produtos, logo, estas empresas são tributadas pelo ICMS ( Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços ), este Imposto Estadual tem alíquotas diferenciadas de Unidade
Federativa para outra, porém o procedimento contábil é unificado pela lógica dos Imppostos
sobre o Valor Agregado, ou Adicionado.
Sempre que a Empresa Comercial Comprar produtos para revenda ao cliente a mesma terá
o DIREITO de recuperar o Imposto pago na compra ao fornecedor, gerando o chamado crédito
tributário, quando a mesma vier a vender a mercadoria ao cliente final deverá por
OBRIGAÇÃO recolher realizar a apuração do Imposto pela Diferença do que tem de Impostos
a recuperar e Recolher, logo:

SE: IMPOSTO A RECUPERAR > IMPOSTO A RECOLHER, a empresa não recolhe


impostos naquele mês, podendo utilizar o saldo a recuperar para abater do Imposto a recolher do
mês seguinte.

IMPOSTO A RECUPERAR < IMPOSTO A RECOLHER , a empresa deverá recolher a


diferença aos cofres do Governo do Estado no qual ela esta Inscrita.

Observamos abaixo como proceder:

NA COMPRA A VISTA OU A PRAZO O LANÇAMENTO CONTÁBIL SERÁ :

D- ICMS A RECUPERAR ( direito )


C- ICMS SOBRE COMPRAS ( conta redutora dos estoques )

NO CASO DE DEVOLUÇÃO DE COMPRAS SE INVERTE O LANÇAMENTO

NA VENDA A VISTA OU A PRAZO O LANÇAMENTO CONTÁBIL SERÁ

D- ICMS SOBRE VENDAS ( despesa )


C- ICMS RECOLHER ( obrigação )

NA DEVOLUÇÃO DE VENDAS PROCEDESSE A INVERSÄO DO LANÇAMENTO.

Quando da apuração do imposto mensalmente buscaremos o saldo a recolhimento ou


recuperação, portanto devesse cruzar o saldo da conta recuperar com o saldo da conta a
recolher, gerando o saldo final mensal, caso o saldo da conta a recuperar for maior que o
saldo da conta a recolher teremos crédito do imposto.
O imposto será a recolher no mês, quando o saldo da conta recolher for maior que o
recuperar pela diferença entre ambos .
Observe o exemplo abaixo:

ICMS A RECUPERAR ICMS A RECOLHER


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
100 80

Neste Caso para apurar o ICMS do mês temos o seguinte lançamento :


Debita-se a Conta a recolher em R$ 80,00 zerando a mesma, e creditando a conta a recuperar
gerando o saldo a recuperar de ICMS de R$ 20,00, para ser aproveitado no mês seguinte.

Importante : Sempre zeramos a conta com menor saldo contábil.

Segundo a Legislação básica do ICMS, ( uma vez que este Imposto pode variar de
Estado para Estado no Pais ) , sempre que a Empresa adquirir mercadorias destinadas a
comercialização e ou industrialização, bem como, nos casos de Empresas que na compra de
bens do Ativo Permanente para uso na operação, nestas mercadorias ao comprar de seus
fornecedores houver o ICMS, as mesmas terão direito de recuperar este Imposto ( Crédito
Tributário ), e apurar o saldo entre recuperar e recolher. É claro que sempre que a empresa
vende mercadorias ou até mesmo bens do ativo Permanente deverão oferecer ao Fisco o
Imposto referido, gerando a conta a recolher.Todos estes lançamentos ligados a compra e venda
de mercadorias e ativo permanente para uso, deve ser apresentado no Livro de Entradas, saídas
e Apuração do ICMS e IPI. Observe os casos abaixo como exemplo:

1) Nossa Empresa que é contribuinte do ICMS comprou mercadorias para revenda,


cujo fornecedor emitiu a NF 005 no valor total de R$ 10.000,00 ( ICMS 17%)

Contabilizaríamos:

D- COMPRA DE MERCADORIA 10.000,00


C- FORNECEDOR 10.000,00

D- ICMS A RECUPERAR 1.700,00


C- ICMS SOBRE A COMPRA 1.700,00

Quando nossa empresa fosse vender a mercadoria por R$ 20.000,00 ICMS 17%. teríamos :

D- CAIXA 20.000,00
C- VENDA DE MERCADORIA 20.000,00

D- ICMS SOBRE VENDA 3.400,00


C- ICMS A RECOLHER 3.400,00

No final do mês teríamos um saldo de ICMS a recolher no valor de R$ 1.700,00,


conforme cruzamos as contas de recuperar, sendo a mesma zerada por ser o menor saldo entre
as duas e a conta a recolher foi subtraída da conta recuperar em R$ 1.700,00, ficando um saldo
de R$ 1.700,00.
Já a conta de ICMS sobre venda seria lançada como despesa na Demonstração do
Resultado e a conta sobre compras iria reduzir o saldo das compras do estoque na apuração do
Custo da Mercadoria Vendida, caso que veremos a seguir:
A seguir apresentarei uma forma direta de lançamento muito utilizada pelos
Contabilistas em geral, apesar de não ser um adepto dessa forma direta de lançamento, devo
reconhecer que é a mais utilizada. Observe os mesmos lançamentos de forma direta para o
exemplo acima.

D- Estoque de Mercadorias 8.300,00


D- ICMS A RECUPERAR 1.700,00
C- Fornecedores 10.000,00
Quando nossa empresa fosse vender a mercadoria por R$ 20.000,00 ICMS 17%. teríamos :

D- CAIXA 20.000,00
C- VENDA DE MERCADORIA 20.000,00

D- ICMS SOBRE VENDA 3.400,00


C- ICMS A RECOLHER 3.400,00

E a baixa no estoque seria:

D- CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 8.300,00


C- ESTOQUE 8.300,00

O saldo das contas seria:

ICMS A RECUPERAR ICMS A RECOLHER


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO
1.700,00 3.400,00

NA APURAÇÃO SERIA :

D- ICMS A RECOLHER 1.700,00


C- ICMS A RECUPERAR 1.700,00

Ficaria um saldo no mês a recolher de R$ 1.700,00 se fosse pága-lo :

D- ICMS A RECOLHER 1.700,00


C- CAIXA / BANCO 1.700,00

APURAÇÃO E LANÇAMENTOS DO IPI

O Imposto sobre Produtos Industrializados é de competência Federal e o mesmo deverá ser


aplicado as empresas no momento da saída do produto industrializado de estabelecimento
industrial ou equiparado a industrial, em razão da venda, ou desembaraço aduaneiro. Só poderão
utilizar o IPI como recuperável as empresas que realizarem com produtos a transformação,
beneficiamento, montagem, acondicionamento, renovação ou recondicionamento do produto,
em pelo menos dois casos ou mais dos citados. Lembramos que o IPI é calculado por fora do
preço final da mercadoria e será calculado e lançado da seguinte forma:

1) Nossa Empresa que é contribuinte do IPI comprou mercadorias para revenda,


cujo fornecedor emitiu a NF 005 no valor total de mercadorias de R$ 10.000,00 (
IPI 10%, 17% ICMS )

Contabilizaríamos:

D- COMPRA DE MERCADORIA 11.000,00


C- FORNECEDOR 11.000,00
D- ICMS A RECUPERAR 1.700,00
C- ICMS SOBRE A COMPRA 1.700,00

D- IPI A RECUPERAR 1.000,00,00


C- IPI SOBRE A COMPRA 1.000,00,00

Quando nossa empresa fosse vender a mercadoria por R$ 20.000,00 ICMS 17% e IPI 10%,
teríamos :

D- CAIXA 22.000,00
C- VENDA DE MERCADORIA 22.000,00

D- ICMS SOBRE VENDA 3.400,00


C- ICMS A RECOLHER 3.400,00

D- IPI SOBRE VENDA 2.000,00


C- IPI A RECOLHER 2.000,00

Observe que o valor calculado do ICMS está junto ao preço da mercadoria, porém o do
IPI é calculado sobre o total, isto demonstra que ele não é um imposto cumulativo como o
ICMS, pois se diferencia ao ser calculado por fora.

Seu procedimento para apuração tem o mesmo principio do ICMS, ou seja, neste mês a
empresa irá recolher R$ 1.000,00 porque o saldo da conta recuperar era 1000,00 e a conta a
recolher 2.000,00 no zeramento das mesmas tivemos um saldo final a recolher de R$ 1.000,00.
Agora observe o lançamento direto para o mesmo exercício acima, porém para dois tipos de
empresas diferentes que compraram da indústria, o comércio e outra indústria de
beneficiamento:

NA COMPRA DESSE PRODUTO POR DE UMA EMPRESA COMERCIAL

D- Estoques 9.300,00
D- ICMS A RECUPERAR 1.700,00
C- FORNECEDORES 11.000,00

Observe que a conta estoque está livre de ICMS e acrescida do IPI, porque não podemos
recuperá-lo.

NA COMPRA DESSE PRODUTO POR UMA EMPRESA DE BENEFICIAMENTO

D- ESTOQUES 8.300,00
D-ICMS A RECUPERAR 1.700,00
D-IPI A RECUPERAR 1.000,00
C- FORNECEDORES 11.000,00

Observe que a conta estoque está livre de ICMS e IPI, pois os mesmos poderão ser recuperados
na apuração dos impostos na venda.

NA HORA DE VENDER POR PARTE DE UMA EMPRESA COMERCIAL

D- CLIENTE 22.000,00
C- VENDA 22.000,00
D- ICMS SOBRE VENDA 3.400,00
C- ICMS A RECOLHER 3.400,00

D- CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 9.300,00


C- ESTOQUE 9.300,00

Neste caso DA EMPRESA COMERCIAL, observe que o IPI virou custo no estoque e a
empresa só pode recuperar o ICMS, obtendo um saldo a recolher de ICMS de 1.700,00.

NA HORA DE VENDER POR PARTE DE UMA EMPRESA DE BENEFICIAMENTO

D- CLIENTE 22.000,00
C- VENDA 22.000,00

D- ICMS SOBRE VENDA 3.400,00


C- ICMS A RECOLHER 3.400,00

D-IPI SOBRE VENDA 2.000,00


C- IPI A RECOLHER 2000,00

D- CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 8.300,00


C- ESTOQUE 8.300,00
Observem que a empresa DE BENEFICIAMENTO, recuperou tanto o ICMS quanto o IPI
tendo um saldo final das mesmas de 1.700,00 NO ICMS e 1.000,00 no IPI a recolher do mês.

APURAÇÃO E PROVISÃO DO PIS

Poderíamos aqui generalizar que todas as empresas que não sejam, órgãos Estatais e ou
beneficentes de alguma forma devem ser tributadas no que se refere ao Programa de Integração
Social – PIS, sejam elas: Comerciais, Industriais, prestadoras de serviços, empresas públicas e
sociedades de economia mista, excluídas ai as microempresas e empresas de pequeno porte
submetidas ao regime de Tributação SIMPLES.
Para gerar a Base de Cálculo do PIS é necessário somar todas as receitas operacionais ou
não da empresa no período de sua competência e subtrair:

- vendas canceladas e descontos incondicionais concedidos


- receitas decorrentes de saídas isentas
- receitas geradas pela pessoa jurídica revendedora, relativas a mercadorias tributadas em
operação anterior , por substituição tributária.
- receitas geradas na reversão de provisões

Porém para as Empresas tributadas pelo Lucro Real houve um benefício adicional de o PIS
ser calculado pela não comutatividade e o mesmo deverá ser calculado baseado na formula
anterior como as demais empresas, porém ainda subtraída o que já havia sido pago nas Notas
Fiscais em negociações com outras empresas que já pagaram PIS sobre a mesma na Venda para
a Pessoa Jurídica Tributada pela Real, são aproveitáveis:

- compra de bens para revenda junto a pessoa jurídica no Brasil


- Compra de matéria-prima , inclusive combustíveis e lubrificantes, necessários ao processo
produtivo, desde que adquiridas de pessoa jurídicas do Brasil
- Alugueis de Prédios , máquinas e equipamentos utilizados na atividade da empresa
- Consumo de energia elétrica nos estabelecimentos da empresa
- depreciação ou amortização mensal de direitos e bens do ativo permanente imobilizado.

A alíquota do PIS é de 1,65% nos dois casos, porém com bases de cálculos diferentes como
vimos, por exemplo:

Empresas em Geral :

Venda R$ 1.000,00
( - ) s/ abatimentos, cancelamentos e outros
( = ) Base de Cálculo = R$ 1.000,00
Alíquota 1,65 % = R$ 16,50

Lançamento contábil

D- PIS S/ FATURAMENTO ( Despesa ) R$ 16,50


C- PIS A RECOLHER ( passivo circulante ) R$ 16,50

No pagamento

D- PIS A RECOLHER R$ 16,50


C- CAIXA OU BANCOS R$ 16,50

EMPRESAS TRIBUTADAS PELO LUCRO REAL

Venda R$ 1.000,00
( - ) s/ abatimentos, cancelamentos e outros
( = ) Base de Cálculo = R$ 1.000,00
Alíquota 1,65 % = R$ 16,50

Compra de Matérias-primas R$ 500,00


PIS a recuperar R$ 8,25

Na venda

D- PIS S/ VENDA R$ 16,50


C- PIS A RECOLHER R$ 16,50

Na compra

D- PIS A RECUPERAR R$ 8,25


C- PIS S/COMPRAS R$ 8,25

Ou de forma direta:
Na compra de mercadorias

D- ESTOQUE R$ 491,75
D-PIS A RECUPERAR R$ 8,25
C-CAIXA R$ 500,00

Na venda de mercadorias
D- CAIXA R$ 1.000,00
C- VENDA R$ 1.000,00
D- PIS S/ FATURAMENTO R$ 16,50
C- PIS A RECOLHER R$ 16,50

D- CMV – R$ 491,75
C- ESTOQUE R$ 491,75

Razão:

PIS A RECUPERAR PIS A RECOLHER


DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO

8,25 16,50

Na apuração do imposto teremos a diferente entre os saldos, sendo que deverá ser
zerado o saldo da menor conta entre as duas que neste caso será o PIS a recuperar, devendo
portanto o contabilista creditar a conta a recuperar no valor de R$ 8,25 e debitar o mesmo valor
na conta de PIS a recolher sobrando portanto o saldo final a recolher de R$ 8,25.

APURAÇÃO E PROVISÃO DO COFINS

Igualmente as Empresas Tributadas pelo Lucro Real no caso do PIS , as mesmas no


caso do Tributo COFINS passou a ser recuperável da mesma forma, lembrando porém que para
gerar sua base de cálculo é admitida a exclusão das seguintes contas da receita da empresa:

- das vendas canceladas, dos descontos incondicionais concedidos, do IPI e do ICMS quando
cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador de serviços na condição de substituto tributário.
- das reversões de provisões e das recuperações de créditos baixados como perda, que não
representem ingresso de novas receitas, dos resultados positivos da equivalência patrimonial e
dos lucros e ou dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que
tenham sido computados como receita
- das receitas decorrentes da venda de bens do ativo permanente

Estão isentas da COFINS entre outros:

- Os recursos recebidos a titulo de repasse, oriundos do Orçamento Geral da União, dos Estados,
do Distrito Federal e Municipios , pelas empresas públicas e sociedades de economia mista
- As receitas relativas à exportação de mercadorias para o exterior

Assim como no PIS as Empresas no geral terão uma alíquota específica de 3% sobre a Base
de Cálculo e as demais que enquadram-se no Lucro Real deverão calcular a Base de Cálculo
baseadas na não cumulatividade e aplicarem a alíquota de 7,6%.

Para geração do Crédito de COFINS temos as seguintes operações:

- Bens adquiridos para revenda , saldo se a COFINS incidente nessa compra foi recolhida pela
revendedora na condição de substituto tributário, ou na hipótese de incidência monofásica de
contribuição.
- Bens e serviços utilizados na produção ou na prestação de serviços ,inclusive combustíveis e
lubrificantes usados como insumos
- alugueis de prédios, máquinas e equipamentos utilizados nas atividades empresariais
- Consumo de energia elétrica nos estabelecimentos da empresa
- máquinas e equipamentos e outros imobilizados adquiridos para uso na produção de bens e
serviços para revenda ou necessários a prestação de serviços.

Exemplos:

EMPRESAS EM GERAL :

Venda R$ 1.000,00
( - ) s/ abatimentos, cancelamentos e outros
( = ) Base de Cálculo = R$ 1.000,00
Alíquota 3% % = R$ 30,00

Lançamento contábil

D- COFINS S/ FATURAMENTO ( Despesa ) R$ 30,00


C- COFINS A RECOLHER ( passivo circulante ) R$ 30,00

No pagamento

D- COFINS A RECOLHER R$ 30,00


C- CAIXA OU BANCOS R$ 30,00
EMPRESAS TRIBUTADAS PELO LUCRO REAL

Venda R$ 1.000,00
( - ) s/ abatimentos, cancelamentos e outros
( = ) Base de Cálculo = R$ 1.000,00
Alíquota 7,6 % = R$ 76,00

Compra de Matérias-primas R$ 500,00


COFINS a recuperar R$ 38,00

Na venda

D- COFINS S/ VENDA R$ 76,00


C- COFINS A RECOLHER R$ 76,00

Na compra

D- PIS A RECUPERAR R$ 38,00


C- PIS S/COMPRAS R$ R$ 38,00

Ou de forma direta:

Na compra de mercadorias

D- ESTOQUE R$ 462,00
D-PIS A RECUPERAR R$ 38,00
C-CAIXA R$ 500,00
Na venda de mercadorias

D- CAIXA R$ 1.000,00
C- VENDA R$ 1.000,00
D- PIS S/ FATURAMENTO R$ 76,00
C- PIS A RECOLHER R$ 76,00

D- CMV – R$ 462,00
C- ESTOQUE R$ 462,00

Razão:

COFINS A COFINS A
RECUPERAR RECOLHER
DÉBITO CRÉDITO DÉBITO CRÉDITO

38,00 76,00

Na apuração do imposto teremos a diferente entre os saldos, sendo que deverá ser zerado
o saldo da menor conta entre as duas que neste caso será o COFINS a recuperar, devendo,
portanto o contabilista creditar a conta a recuperar no valor de R$ 38,00 e debitar o mesmo valor
na conta de COFINS a recolher sobrando, portanto o saldo final a recolher de R$ 38,00.

SISTEMAS DE INVENTARIADO DE ESTOQUES E APURAÇÃO DO CUSTO DA


MERCADORIA VENDIDA

Existem duas formas básicas de avaliar os estoques : pelo Método Periódico e pelo
Método Permanente, sendo que cada um deles tem uma metodologia própria de avaliação
como veremos a seguir:

MÉTODO PERIÓDICO

É um método de inventariado no qual as empresas podem realizá-los pelo menos uma vez
por ano as contagens de mercadorias em estoque ( geralmente no final do ano) e levantar o
Custo das mesmas para a empresa no período e o mesmo só pode ser realizado pelas empresas
tributadas pelo Regime de Tributação SIMPLES, PRESUMIDO E ARBITRADO e quando do
levantamento do Balanço Patrimonial as empresas deverão proceder ao seguinte cálculo do
Custo das Mercadorias Vendidas ( CMV ) se empresa é comercial, caso seja Prestadora de
Serviços a mesma deverá proceder ao Custo dos Serviços Prestados ( CSP ) e na Indústria , o
Custo dos Produtos Vendidos ( CPV ).

C.M.V.
C.S.P. = Ei + COMPRAS LIQUIDAS - Ef
C.P.V.

Ei = Estoque inicial de mercadorias – contido como saldo final do último balanço, ou Zero se a
empresa é uma empresa que pela primeira vez levanta sua posição de estoques.
COMPRAS LIQUIDAS = Compra de Mercadorias, é importante salientar que a conta compras
de mercadorias deverá ser liquida ( subtraída ) de DEVOLUÇÕES DE COMPRAS, ICMS S/
COMPRAS, IPI S/COMPRAS e demais IMPOSTOS DA COMPRA .
EF = Estoque final, encontrado no inventariado de Estoques da Empresa ( a partir da
contagem das mercadorias em estoque para revenda a preços líquidos de compra ).

MÉTODO PERMANENTE

É realizado pelas empresas tributadas pelo Regime de Tributação Real, e


permanentemente estará sendo levantada a posição dos Inventariados de Estoques empresariais
em tempo real (atualmente por softwares de Estoque ). Sua posição deverá ser através dos
seguintes tipos de avaliação :
A) U.E.P.S ( Última mercadoria que Entra no estoque é a Primeira que Sai ), em
inglês é LIFO ( last in, first out ), não podendo a mesma ser praticada pela
Contabilidade no Brasil em função de se estar super avaliando os estoques e
com isso pagando menos Imposto, apesar disso aqui é tratado com o fim de
demonstrar como é feito em empresas cujas matrizes são Americanas e as
mesmas são regidas pelo US GAAP ( Sistema de Contabilidade Americano ) e
lá é aceito .

B) P.E.P.S. ( Primeira mercadoria que Entra é a Primeira que Sai ) , em inglês


F.I.F.O ( first in first out ), aceito no Brasil, porém pouco praticado pois o
mesmo subavalia o estoque e com isso as empresas pagam mais impostas, são
aceitas pela Receita Federal, algumas empresas como super mercados por
exemplo utilizam este método pois geralmente trabalham com produtos
perecíveis que deve ser dada a baixa no produto há mais tempo nas prateleiras.

C) MÉDIO – Este é o método mais utilizado, pois ele é uma média dos valores
contidos no estoque de mercadorias, dessa forma não se estará super avaliando
nem subavaliando os estoques de mercadorias .

A seguir apresentaremos um quadro demonstrativo para exemplo para conseguirmos


diferenciar as metodologias de cálculo para avaliação de estoques:

Dia 1/1/x1 - compra de 100 unidades de mercadoria para revenda no valor unitário de R$ 1,00
cada liquido de impostos s/ compras
Dia 2/1/x1 - compra de 100 unidades de mercadoria para revenda no valor unitário de R$ 1,50
cada livre de impostos s/ compras
Dia 3/1/x1 - venda de 100 unidades de mercadorias no valor total de R$ 300,00

U.E.P.S. P.E.P.S. MÉDIO


RECEITA 300.00 300.00 300.00
C.M.V. 150.00 100.00 125.00
LUCRO 150.00 200.00 175.00
IR 10 % S/ L. L. 15.00 20.00 17.5
Öbserv. Quanto ao CMV - CMV - CMV
estoque SUPERAVALIADO SUBAVALIADO MÉDIO
Exemplo prático 01 de Estoque pelo Método Permanente

Dia 01/01/X1 - Compramos 10 unid. Da mercadoria X ao preço unitário de R$ 1,00 cada


Dia 02/01/X1 - Compramos 05 unidades da mercadoria X ao preço unitário de R$ 2,00 cada
Dia 03/01/X1 – Vendemos 07 unidades da mercadoria x ao preço unitário de R$ 5.00 cada
Dia 04/01/X! – compramos 05 unidades da mercadoria x ao pré;o unitário de R$ 3.00 cada

Faça as Fichas de Estoque pelos métodos UEPS, PEPS, e médio indicando o Custo das
Mercadorias Vendidas
PELO MÉTODO UEPS – ULTIMO A ENTRAR E O PRIMEIRO A SAIR TEMOS
Data operação entrada saída saldo
UEPS qtd vu vt qtd vu vt qtd vu vt
01/01/x1 compra 10 1 10 10 10
02/01/x1 compra 5 2 10 15 20
03/01/x1 venda 5 2 10 10 10
03/01/x1 venda 2 1 2 8 8
04/01/x1 compra 5 3 15 13 23
O custo da mercadoria vendida será de R$ 12.00 ( soma de 10,00 da venda de 5 unid e
2,00 da venda de 2 unidades )

PELO MÉTODO PEPS – PRIMEIRO A ENTRAR É O PRIMEIRO A SAIR TEMOS

Data operação entrada saída saldo


PEPS qtd vu vt qtd vu vt qtd vu vt
01/01/x1 compra 10 1 10 10 10
02/01/X1 compra 5 2 10 15 20
03/01/X1 venda 7 1 7 8 13
04/01/x1 compra 5 3 15 13 28

O custo da Mercadoria Vendida será de 7.00 o valor da venda do dia 03/01/x1

PELO MÉTODO MÉDIO TEMOS ?

Data operação entrada saída saldo


MÉDIO qtd vu vt qtd vu vt qtd vu vt
01/01/x1 compra 10 1 10 10 1 10
02/01/x1 compra 5 2 10 15 1,33 20
03/01/x1 venda 7 1,33 7,31 8 1,58 12,69
04/01/x1 compra 5 3 15 13 2,13 27,69

O custo das Mercadorias Vendidas é de R$ 7.31 ref. Dia 03/01/x1

PROVISÕES CONTÁBEIS

As Provisões Contábeis são feitas pelas Empresas Privadas observando o Regime de


Competência, onde as Receitas devem ser lançadas pelo seu valor total no período em que
ocorreram, bem como as despesas devem ter o mesmo tratamento. Observe que apesar da
receita ser a prazo e a empresa vir a receber este valor no futuro de forma parcelada, a mesma
deverá lançar o total da venda como receita do período a que se refere , independentemente de
ter sido recebida ou não, gerando assim lucro ou prejuízo no exercício referente. Da mesma
forma a despesa deverá ser lançada no período a que se refere independentemente de ter sido
paga ou não, gerando dessa forma uma redução no lucro do período.

Sendo assim,o lançamento contábil básico é:


Conta de Luz com vencimento em 05/01/X1, mas referente ao consumo do Mês de
Dezembro,deverá ser lançada no Livro Diário da seguinte forma:

D - Luz ( Despesa – Despesa Operacional )


C- Luz a pagar ( Obrigação Passivo Circulante )

Quando do seu pagamento em Janeiro deverá ser feito o seguinte lançamento :

D - Luz a pagar ( Obrigação Passivo Circulante )


C- Caixa / Banco ( Ativo Circulante Disponível )

PROVISÕES UTILIZADAS AOS PASSIVOS DE CURTO E LONGO PRAZOS

Estas Provisões são muito importantes do ponto de vista contábil, uma vez que se tem plena
certeza do fato contábil de despesa, ou seja temos plena certeza do desembolso, porém nem
sempre sabemos o valor certo. Porém mesmo assim, devemos fazer a mesma em função da
obrigatoriedade do Regime de Competência em que todas as Empresas Privadas estão
obrigadas a reconhecer e aplicar. As Provisões mais utilizadas geralmente na Contabilidade são:

- Provisão para as Contas da Folha Salarial em Geral


- Provisão para a CSLL ( Contribuição Social sobre o Lucro Liquido )
- Provisão para o IRPJ ( Imposto de Renda Pessoa Jurídica )
- Provisão de contas de fluxo de caixa mensal baseadas em contratos, líquido e certos que
devemos desembolsar recursos.

Como exemplo estudaremos aqui:

PROVISÃO DA FOLHA SALARIAL DA COMPETÊNCIA:

Total dos Salários Brutos R$ 10.000,00


INSS funcionários R$ 1.000,00
Contrib. Sindical R$ 100,00
Salário Liquido R$ 8.900,00

FGTS R$ 800,00 ( 8% )
INSS Patronal R$ 2.000,00 ( 20% )
13º. Proporcional R$ 833,33 ( 1/12 avos )

Contabilização da Folha e sua Provisão para pagamento no mês seguinte:

D- Total dos Salários Brutos R$ 10.000,00


C- INSS funcionáriosA RECOLHER R$ 1.000,00
C- Contrib. Sindical A RECOLHER R$ 100,00
C- Salário Liquido A PAGAR R$ 8.900,00

D- FGTS R$ 800,00
C- FGTS A RECOLHER R$ 800,00

D- INSS Patronal R$ 2.000,00


C- INSS Patronal A RECOLHER R$ 2.000,00
D-13º. Proporcional R$ 833,33 ( 1/12 avos )
C-13º. Proporcional A RECOLHER R$ 833,33 ( 1/12 avos )

APURAÇÃO E PROVISÃO DA CSLL ( CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO


LIQUIDO )

Conforme já estudamos na Escrituração Contábil do Livro LALUR ( Livro de Apuração do


Lucro Real ) A CSLL lá também esta presente, pois faz parte da Tributação as Empresas do
Lucro Real e também sofrerá Adições e Exclusões em sua Base de Cálculo, seu lançamento de
Provisão, calculado sobre sua alíquota de 10% do IRPJ Calculado sobre a Base de Calculo é
simples como abaixo apresentamos:

Exemplo :

Receitas R$ 10.000,00
Despesas R$ 8.000,00
Lucro Liquido do Período R$ 2.000,00

IRPJ 25% = R$ 500,00


CSLL R$ 50,00

D- CSLL R$ 50,00
C- PROVISÃO PARA CSLL R$ 50,00

São Adições na Base de Cálculo:

- Despesas com Provisões da Folha Salarial e Crédito Incobrável liquido e certo


- Despesas com alimentação de sócios, diretores e ou acionistas
- resultado negativa da equivalência patrimonial
- realização financeira da serva de reavaliação

São Exclusões:

- receitas de dividendos
- Resultado positivo da equivalência patrimonial
- Receitas nas reversões de provisões não dedutíveis

APURAÇÃO E PROVISÃO DO IRPJ ( IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURIDICA )

Conforme observamos acima no caso da CSLL o IRPJ é apurado e Provisionado da


mesma forma, sua base de cálculo é a mesma da CSLL baseado nas adições e exclusões no
Resultado do Exercício apresentadas no LIVRO LALUR.

Podemos aqui citar as principais adições no resultado:

- Contribuição Social sobre o Lucro Liquido


- Multas de transito
- Despesas com provisões exceto da folha de salários e perdas crédito incobrável liquido e
certo.
- Participações de administradores e partes beneficiadas e partes benefíciárias no Lucro.
- Despesas com alimentação de sócios, diretores e ou acionistas
- resultado negativa da equivalência patrimonial
]
Como exclusões temos:

- Resultado positivo da equivalência patrimonial


- receitas de dividendos
- depreciação acelerada
- Receitas de reversão da provisão não dedutível.

Para o mesmo exemplo acima da CSLL, temos o seguinte lançamento:

D- IRPJ R$ 500,00
C- PROVISÃO PARA IRPJ R$ 500,00

TRATAMENTO COM CONTAS DO PASSIVO E ATIVO DE LONGO PRAZO.

Sempre que as Empresas encerram o Balanço no final do Período deverão as mesmas levar
em consideração as contas Ativas ( a receber ) e Passivas ( a pagar ), apropriando as mesmas ao
seu período referido. Observe os exemplos abaixo:

Uma Empresa faz uma Venda a Prazo no valor de R$ 36.000,00 em 36 parcelas iguais sem
entrada no dia 02/01/X1 e nossa empresa levantou o Balanço no dia 31/12/x1 como estaria
lançada esta conta a receber.

ATIVO CIRCULANTE

Duplicatas a receber R$ 12.000,00

ATIVO NÃO CIRCULANTE

Duplicatas a receber de longo prazo R$ 12.000,00

Observe que as 12 primeiras parcelas já haviam sido recebidas, as doze próximas estão
lançadas no curto prazo e as 12 ultimas no Longo Prazo e assim sucessivamente.

O lançamento seria assim:

02/01/x1 –

D- Duplicatas a receber R$ 12.000,00


D- Duplicatas a receber de Longo Prazo R$ 24.000,00
C- VENDA DE MERCADORIA R$ 36.000,00

Observação:

- Cada mês que vai se passando devemos baixar uma prestação das Duplicatas a receber de
Longo Prazo e transferi-la ao curto prazo e esse lançamento se faz conforme abaixo:

D- Duplicata a receber R$ 1.000,00


C- Duplicatas a receber de Longo Prazo R$ 1.000,00
Lembre-se : que esta lógica e lançamentos terão o mesmo tratamento nas contas a pagar de
curtos e longos prazos. É importante enfatizar ao Estudante que as contas de curto prazo têm um
período de 12 meses a partir do encerramento do Balanço Inicial e após os doze meses as
contas serão de longo prazo, tendo as mesmas de serem divididas e calculadas e contabilizadas,
conforme vimos acima.

TRATAMENTO CONTÁBIL COM RECEITAS E DESPESAS ANTECIPADAS

As contas contábeis pagas antecipadamente e ou recebidas, tem um tratamento contábil


todo especial e de fácil compreensão. Por exemplo:

Temos uma Empresa que contratou seguros para a fábrica com cobertura de apólice para todo o
ano em curso e pagou o valor total de R$ 12.000,00 no ato, porém a cobertura se dá de forma
mensal, como procederemos contabilmente?

Fazemos o seguinte:

D- Seguros a vencer R$ 12.000,00


C- Caixa R$ 12.000,00

Após isso cada mês que transcorrer-se teremos o seguinte lançamento:

D-Despesas de Seguros R$ 1.000,00


C- Seguros a vencer R$ 1.000,00

Nossa Empresa possui uma fazenda e arrenda a mesma a um terceiro que irá pagar conforme
contrato firmado um aluguel mensal, porém o mesmo nos liberou um valor de caução
antecipado como garantia do negócio como iremos proceder:

D- CAIXA
C- CAUÇÃO DE CONTRATOS DE ALUGUEL A APROPRIAR ( ATIVO CIRCULANTE )

A medida que o tempo vai passando iremos lançar este valor como receita nos seus períodos
acordados da seguinte forma:

D- CAUÇÃO DE CONTRATOS DE ALUGUEL A APROPRIAR ( ATIVO CIRCULANTE )


C- RECEITA DE ALUGUEIS

REGIME CAIXA, COMPETÊNCIA E MISTO

Quando registramos , como resultado do exercício, o que é de sua competência do período


administrativo ( geralmente mensal ) , ou seja, sem considerar se foram pagas ou recebidas as
contas , fica configurado o chamado regime competência e isto é feito através da Provisão
Contábil. E este regime geralmente acontece em entidades cujos os fins são lucrativos, empresas
regidas pela Lei 6404/76 e MP 449/08, Empresas Ltdas, Sociedades Anônimas e Firmas
Individuais. Exemplo. Venda de Mercadorias em Janeiro, sendo a mesma feita em 12X
.Contabilmente é lançado o total da Venda ( receita ) independente de ter recebido o valor ou
não.Já nas despesas, temos uma conta de luz de janeiro que será paga em Fevereiro, logo
lançamos a conta no mês de janeiro mesmo não tendo sido paga no período somente no mês
seguinte.
Quando consideramos, na apuração dos resultados do exercício, apenas os pagamentos e
recebimentos efetuados, temos o chamado regime caixa, e isto feito pelas empresas do Governo
ou sem fins lucrativos, nestas empresas faz-se um Livro Contábil que se chama Livro Caixa e lá
são lançado dia a dia todos os pagamentos efetuados no dia, bem como o recebimento feito pela
empresa.
Quando lançamos as despesas pelo regime competência e as receitas pelo regime Caixa,
temos configurado ai o regime misto,utilizado pelas empresas Mistas, meio-governo, meio
privadas, as chamadas autarquias do Governo.

Questões de concursos – CESPE /UNB – Agente da Policia Federal , Agente


Administrativo, Administrador e Contador da Policia Federal – Gabarito Comentado

AGENTE DA POLICIA FEDERAL 2000

Questão 10
Julgue os itens a seguir, relativos à compra de material de estoque para revenda por uma
empresa que atue no ramo de comércio varejista.
1. A compra de diversos itens por um preço total de R$ 5.000,00, após um
desconto de R$ 500,00 para pagamento à vista, altera o lucro da empresa, mesmo antes da
revenda desses itens.
2. A compra de material de estoque por R$ 1.000,00, para pagamento a prazo,
acarreta um débito em conta de estoques e um crédito em conta de passivo de
fornecedores.
3. A compra de diversos itens de estoque, pelo preço total de R$ 10.000,00, com pagamento de
R$ 1.000,00 no ato e R$ 9.000,00 a prazo, implica o registro de R$ 1.000,00 em conta redutora
do lucro operacional, além dos demais registros.
4. A compra de itens no valor de R$ 20.000,00, com um custo adicional de frete de R$ 400,00,
implica um registro de R$ 20.400,00 a débito de conta de estoques.
5. A compra de calçados para revenda, com emissão de nota fiscal pelo
fornecedor no valor total de R$ 30.000,00, estando nele incluso um ICMS de R$ 3.000,00,
acarreta um registro pelo comprador a crédito de estoques no valor de R$ 27.000,00.

Questão 30
Presença da economia informal Define-se economia informal a desobediência civil de
atividades econômicas regulares de mercado. Por exemplo:
• trabalhadores sem registro em carteira de trabalho;
• sonegação de impostos;
• vendas sem notas;
• serviços de autônomos sem recibo.
Se incluirmos as atividades ilegais, como contrabando, tráfico de drogas, jogo do bicho etc.,
temos o
conceito mais amplo de economia subterrânea ou economia marginal.
Evidentemente, a não-inclusão desse tipo de transação no cálculo do Produto Nacional pode
representar um viés razoável, dependendo do país. No Brasil, a única estatística oficial,
calculada pelo IBGE para o Rio de Janeiro, mostra que a economia informal é de 18% do PIB
carioca.
Marco Antônio Sandoval de Vasconcellos. Economia: micro e macro - teoria
e exercícios. 2.ª ed. São Paulo: Atlas, 2001, p. 219 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes.
1 As vendas realizadas sem nota fiscal e, conseqüentemente, sem registro contábil, levam, em
última análise, a um balanço com valor de patrimônio líquido superior ao real no valor das
vendas sem nota menos os impostos e outras despesas, em conseqüência da operação de venda.
2 As compras de mercadorias sem notas e sem registro contábil interferem na avaliação dos
estoques, na escrituração do livro de inventário, no registro do passivo junto a fornecedores, nas
disponibilidades, na apuração do resultado e em outras rubricas contábeis. Com essa ocorrência,
a situação patrimonial
demonstrada pela contabilidade será melhor que a real, se as mercadorias assim compradas
tiverem sido pagas e vendidas e todas as demais transações tiverem sido devidamente
registradas contabilmente.
3 As transações realizadas sem nota por uma empresa prejudicam a mensuração dos valores das
contas nacionais, do balanço patrimonial e da demonstração do resultado, porém não afetam a
demonstração das origens e aplicações de recursos.
4 Para fins societários, os recursos aplicados no ativo diferido serão amortizados
periodicamente, em prazo não-superior a cinco anos, a partir do início da operação normal ou do
exercício em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes, devendo ser
registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos ou as
atividades a que se destinavam, ou quando comprovado que essas atividades não poderão
produzir resultados suficientes para amortizá-los.
5 Na avaliação dos estoques pelo sistema de custeio por absorção, a depreciação dos bens
utilizados na produção deve ser apropriada ao custo de produção.

1E 2C 3E 4E 5C

Questão 31
Julgue os itens a seguir, relativos à contabilidade geral.
1 Em uma demonstração de resultado, uma empresa pode apresentar tributos pagos ou devidos –
nas contas de dedução das receitas brutas, das despesas gerais e administrativas, de outras
despesas operacionais - e, antes do lucro líquido, o imposto de renda e a contribuição social
sobre o lucro.
2 Uma companhia aberta que tenha adicionado ao seu ativo imobilizado R$ 1 milhão, em
função de reavaliação, e tenha depreciado desse valor a importância de R$ 300 mil até a data do
mais recentE balanço patrimonial encerrado, deverá transferir da reserva de reavaliação os
mesmos R$ 300 mil para a conta de lucros ou prejuízos acumulados, na escrituração societária,
caso não tenha adotado a reversão da reavaliação dos seus livros.
3 Com cinco anos de utilização, um bem do ativo imobilizado que esteja sendo depreciado em
dez anos, pelo método linear, terá sido depreciado em 45% do seu valor total, se, no cálculo da
taxa, foi previsto um valor residual líquido de 10% do valor do bem.
4 O livro diário não é obrigatório para atividades de serviços, enquanto o livro razão é
obrigatório para companhias abertas.
5 Sempre que os custos de produção apresentarem valor inferior aos preços de mercado, os
estoques de produtos acabados serão avaliados a preços de mercado.

1C 2C 3C 4E 5E

PROVA 2004 CONTABILIDADE

Acerca do método das partidas dobradas, das operações típicas de uma empresa comercial, do
regime de competência e do regime de caixa, julgue os itens a seguir.
101__ Ao se adquirir mercadorias a prazo, com incidência de ICMS, o registro deverá ser
efetuado da seguinte maneira:
D mercadorias
C ICMS a recuperar
C caixa
102__ O ICMS a recuperar representa um crédito tributário e será debitado no ativo, quando a
empresa adquirir mercadorias para revenda com incidência de ICMS.
103__ Um lote de mercadorias adquirido para revenda por R$ 15.800,00 com incidência de
ICMS a 17%, ao ser vendido, no mesmo local de aquisição, por R$ 20.000,00, gera
recolhimento de ICMS da ordem de R$ 714,00.
Tal recolhimento fundamenta-se na utilização do crédito tributário.
104__ Ao se registrar a aquisição de mercadorias a prazo pelo regime de caixa, o ativo não
sofrerá movimentação no momento de aquisição.

101E 102C 103E 104E

Acerca dos registros contábeis de empresas comerciais, de seus livros fiscais, da avaliação de
ativos, da influência do ICMS e das demonstrações contábeis, julgue os itens seguintes.
105__ O valor realizável líquido e o custo de reposição são critérios de avaliação de ativos que
buscam apresentar o valor econômico destes, uma vez que estão fundamentados no valor de
mercado.
107__ As demonstrações contábeis obrigatórias incluem o balanço de lucros ou prejuízos
acumulados, que representa a variação do lucro/prejuízo acumulado, ao considerar o resultado
do exercício.
108__ Os livros obrigatórios de uma empresa comercial incluem o balanço patrimonial, que
registra as contas de ativo, passivo e patrimônio líquido.
109_ Ao se registrar a contribuição social do período, com pagamento futuro, há um
acréscimo no ativo e um decréscimo no resultado do exercício, considerando-se o regime de
competência.
110__ Ao se considerar o registro do imposto de renda pessoa jurídica segundo o regime de
competência, o imposto de renda recolhido além do valor devido será configurado como crédito
tributário.

105E 106C 107C 108C 109C 110C

Agente administrativo da policia federal 2004

Julgue os itens seguintes, acerca de administração de materiais.


91_ O consumo de itens de demanda dependente deve ser calculado.
92_ O método de avaliação de estoques que é pouco utilizado em economias
inflacionárias e que reflete custos mais próximos da realidade do mercado é chamado de LIFO.
93_ O consumo de itens de demanda independente deve ser previsto.
94_ Uma das vantagens de serem mantidos níveis reduzidos de estoques é a diminuição
do refugo, pois as nãoconformidades são logo identificadas.
95_ No almoxarifado de materiais auxiliares, ficam armazenados os materiais utilizados
na execução e na transformação do produto.

86E 87C 88C 89E 90E 91C 92E 93C 94C 95C

PROVA 2004 ADMINISTRADOR DA POLICIA FEDERAL

111___ Considerando a possibilidade de registrar receitas antecipadamente a empresa obedece


ao princípio da competência. Desse modo, ao realizar serviços, que estão vinculados às receitas
antecipadas, a empresa reduz seu
passivo sem movimentar contas de ativo.
112___ O registro do deságio na emissão de debêntures provoca acréscimo no passivo.
113___ Ao se efetuar o registro de provisão passiva, o valor do patrimônio líquido aumenta.
114___ Ao se efetuar o registro de investimento em outra companhia, a empresa aumenta seu
ativo e reduz a receita antecipada.
115___ O registro do ágio na emissão de debêntures ou ações é classificado como outras
receitas operacionais na demonstração do resultado do exercício

111C 112E 113E 114E 115E

CONTADOR POLICIA FEDERAL 2004

Acerca da Lei 6.404/1976 e legislação correlata, julgue os itens a seguir.


51__ Se, ao adquirir estoque para revenda a prazo em moeda estrangeira, uma empresa registrar
a variação cambial em conta específica, a contrapartida da variação cambial será a conta estoque
para revenda.
52__ Entre as operações que não afetam o capital circulante líquido, mas, pela sua importância,
merecem o registro na demonstração de origens e aplicação de recursos, destaca-se a alienação
de bens do ativo permanente em longo prazo.
Acerca de consolidação de demonstrações contábeis, fundamentada nas normas da Comissão de
Valores Imobiliários (CVM) e na Lei 6.404/1976, julgue os itens que se seguem.
57__ Em 1996, a sistemática de correção monetária das demonstrações financeiras já havia sido
revogada, inclusive para fins societários.

Gabarito Comentado:

Questão 10 – Nr. 1E – “A compra de diversos itens por um preço total de R$ 5.000,00, após um
desconto de R$ 500,00 para pagamento à vista, altera o lucro da empresa, mesmo antes da
revenda desses itens”. Alteraria o lucro da empresa se no total das compras havesse o
lançamento dos 500,00 ou seja a compra fosse de 5.500,00 ai sim alteraria, pois a diferença de
500 iria para receita de abatimentos recebidos.
- Nr. 2C – “ A compra de material de estoque por R$ 1.000,00, para pagamento a
prazo,acarreta um débito em conta de estoques e um crédito em conta de passivo de
fornecedores”.Perfeito, o recurso veio de fornecedores e foi para estoques ou compra de
mercadorias.
- Nr. 3E – “ A compra de diversos itens de estoque, pelo preço total de R$ 10.000,00,
com pagamento de R$ 1.000,00 no ato e R$ 9.000,00 a prazo, implica o registro de R$ 1.000,00
em conta redutora do lucro operacional, além dos demais registros”. Não o lançamento de 1000
reais deve ser creditado em caixa ou banco.
- Nr. 4C – “ A compra de itens no valor de R$ 20.000,00, com um custo adicional de
frete de R$ 400,00, implica um registro de R$ 20.400,00 a débito de conta de estoques”. Sim,
pois frete sempre soma no custo de estoque além de seguros, porém devem-se reduzir impostos
sobre compras e descontos recebidos.

- Nr. 5E – “ A compra de calçados para revenda, com emissão de nota fiscal pelo
fornecedor no valor total de R$ 30.000,00, estando nele incluso um ICMS de R$ 3.000,00,
acarreta um registro pelo comprador a crédito de estoques no valor de R$ 27.000,00”. Sim
estaria certo se o lançamento fosse a débito, pois a pouco comentamos que se deve subtrair dos
estoques os impostos contidos em notas fiscal de compra, como o lançamento foi a crédito esta
errado.

Questão 30 nr. 1E – “As vendas realizadas sem nota fiscal e,Conseqüentemente, sem registro
contábil, levam, em última
“Análise, a um balanço com valor de patrimônio líquido superior ao real no valor das vendas
sem nota menos os impostos e outras despesas, em conseqüência da operação de venda”. Não
porque se contabilizarmos a venda ela é receita e portanto deveria aumentar o lucro e por
conseqüência o patrimônio liquido.

- Nr. 2C – “ As compras de mercadorias sem notas e sem registro contábil interferem


na avaliação dos estoques, na escrituração do livro de inventário, no registro do passivo junto a
fornecedores, nas disponibilidades, na apuração do resultado e em outras rubricas contábeis.
Com essa ocorrência, a situação patrimonial demonstrada pela contabilidade será melhor que a
real, se as mercadorias assim compradas tiverem sido pagas e vendidas e todas as demais
transações tiverem sido devidamente registradas contabilmente”.Sim pois contabilizamos as
despesas e iremos contabilizar a venda, gerando um lucro fictício, pois na verdade deveríamos
descontar os custos do estoque.

- Nr. 3E – “ As transações realizadas sem nota por uma empresa


prejudicam a mensuração dos valores das contas nacionais, do balanço patrimonial e da
demonstração do resultado, porém não afetam a demonstração das origens e aplicações de
recursos”. perfeito, não serão apresentadas na contabilidade das empresas , nem serão
apresentadas no Balanço das Empresas nem em seu resultado, porém nas origens e aplicação de
recursos que representa a variação do ativo e passivo, não irá mudar nada.Observe porém que
do ponto de vista da economia no estudo do PIB em algum setor da economia será apresentada
esta renda gerada e portanto será mensurado.
Nr. 4E – “ Para fins societários, os recursos aplicados no ativo diferido serão
amortizados periodicamente, em prazo não-superior a cinco anos, a partir do início da operação
normal ou do exercício em que passem a serem usufruídos os benefícios deles decorrentes,
devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos ou
as atividades a que se destinavam, ou quando comprovado que essas atividades não poderão
produzir resultados suficientes para amortizá-los”.Os recursos aplicados no ativo diferido serão
amortizados conforme o projeto de investimentos realizado, devendo sim ser registrado
contabilmente , mas não existe um prazo definido em lei para amortizá-lo e sim o projeto para
desenvolvê-lo.

Nr. 5C – “ Na avaliação dos estoques pelo sistema de custeio por absorção, a


depreciação dos bens utilizados na produção deve ser apropriada ao custo de produção”. Sim ler
o ultima capitulo da apostila, todos os custos fixos e variáveis serão absorvidos pela produção.

Questão 31- 1C – “ Julgue os itens a seguir, relativos à contabilidade geral. Em uma


demonstração de resultado, uma empresa pode apresentar tributos pagos ou devidos – nas
contas de dedução das receitas brutas, das despesas gerais e administrativas, de outras despesas
operacionais - e, antes do lucro líquido, o imposto de renda e a contribuição social sobre o
lucro”. Sim observe o Plano de contas e verão que os impostos estão contidos em dedução de
vendas, despesas gerais e administrativas, operacionais antes do Imposto de renda e Contrib.
Social.

- Nr. 2C – “Uma companhia aberta que tenha adicionado ao seu ativo


imobilizado R$ 1 milhão, em função de reavaliação, e tenha depreciado desse valor a
importância de R$ 300 mil até a data do mais recente
balanço patrimonial encerrado, deverá transferir da reserva de reavaliação os mesmos R$ 300
mil para a conta de lucros ou prejuízos acumulados, na escrituração societária, caso não tenha
adotado a reversão da reavaliação dos seus livros”. Perfeito este é o lançamento correto da
reserva de reavaliação junto a ativo imobilizado reavaliado e colocado os 300 milcomo prejuízo
de depreciação no Resultado.

- Nr. 3C – “Com cinco anos de utilização, um bem do ativo imobilizado


que esteja sendo depreciado em dez anos,pelo método linear, terá sido depreciado em 45% do
seu valor total, se, no cálculo da taxa, foi previsto um valor residual líquido de 10% do valor do
bem”.Sim, porém devemos lembrar que fiscalmente teria sido depreciado em 50% do valor, mas
gerencialmente a empresa poderia fazer esta apresentação de 45% valor e 10% de residual,como
se passou a metade do tempo o residual seria 5%.

- Nr.4E – “ O livro diário não é obrigatório para atividades de serviços,


enquanto o livro razão é obrigatório para companhias abertas”.
O livro diário é obrigatório a todas as empresas e o razão é auxiliar.

- Nr.5E – “ Sempre que os custos de produção apresentar valor


inferior aos preços de mercado, os estoques de produtos acabados serão avaliados a preços de
mercado”. Nunca os estoques de mercadorias são avaliados a preço de mercado a menos que o
valor de mercado seja igual ou inferior ao custo de produção.

Questões da Prova 2004 - 101E - “Acerca do método das partidas dobradas, das operações
típicas de uma empresa comercial, do regime de competência e do regime de caixa, julgue os
itens a seguir. Ao se adquirir mercadorias a prazo, com incidência de ICMS, o registro deverá
ser efetuado da seguinte maneira:
D mercadorias
C ICMS a recuperar
C caixa

Deveria ser:

D- ESTOQUE
D- ICMS RECUPERAR
C- CAIXA
C- ICMS S/COMPRAS

Nr. 102C - “ O ICMS a recuperar representa um crédito tributário e será


debitado no ativo, quando a empresa adquirir mercadorias para revenda com incidência de
ICMS”. Perfeito este é o conceito de ICMS a recuperar compensar e crédito tributário.

Nr. 103E – “ Um lote de mercadorias adquirido para revenda por


R$ 15.800,00 com incidência de ICMS a 17%, ao ser vendido, no mesmo local de aquisição, por
R$ 20.000,00, gera recolhimento de ICMS da ordem de R$ 714,00. “Tal recolhimento
fundamenta-se na utilização do crédito tributário”. Penso que esta questão está correta, porém
ninguém entrou com recurso, pois acima a pouco ele reconheceu que assim se procede o crédito
tributário.

- Nr. 104E - “ Ao se registrar a aquisição de mercadorias a prazo pelo regime


de caixa, o ativo não sofrerá movimentação no momento de aquisição”. Sim, porque somente
registramos receitas e despesas pelo efetivo pagamento e ou recebimento.

- Nr. 105E – “Acerca dos registros contábeis de empresas comerciais, de seus


livros fiscais, da avaliação de ativos, da influência do ICMS e das demonstrações contábeis,
julgue os itens seguintes. O valor realizável líquido e o custo de reposição são critérios de
avaliação de ativos que buscam apresentar o valor econômico destes, uma vez que estão
fundamentados no valor de mercado”. Não pode contas do ativo e principalmente as de estoque
( reposição ) ser reavaliadas pelo valor de mercado , serão sempre lançadas pelo valor histórico
de compra, salvo casos como do Ativo Permanente.
- Nr. 107C – “ As demonstrações contábeis obrigatórias incluem o balanço de lucros
ou prejuízos acumulados, que representa a variação do
lucro/prejuízo acumulado, ao considerar o resultado do exercício”.Sim vide capitulo específico
mais a frente.

- Nr. 108C – “Os livros obrigatórios de uma empresa comercial incluem o balanço
patrimonial, que registra as contas de ativo, passivo e
patrimônio líquido”. Sim pois o mesmo está apresentado junto ao Livro Diário e Razão contábil.

- Nr. 109C – “ Ao se registrar a contribuição social do período, com


pagamento futuro, há um acréscimo no ativo e um decréscimo no resultado do exercício,
considerando-se o regime de competência’. Sim a conta se foi paga antecipada aumenta o ativo
e reduz o o resultado do exercício, pois foi lançada como paga ( despesa)

- Nr. 110C – “ Ao se considerar o registro do imposto de renda pessoa jurídica


segundo o regime de competência, o imposto de renda recolhido além do valor devido será
configurado como crédito tributário”.Sim pois foi pago a maior e portanto a diferença será a
recuperar.

Gabarito Questões de Agente administrativo da policia federal 2004

- Nr. 91C – “Julgue os itens seguintes, acerca de administração de materiais”. O


consumo de itens de demanda dependente deve ser calculado” Sempre ao se administrar os
estoques devemos levar em consideração a demanda pois as compras baseam-se nela.

- Nr. 92E – “ O método de avaliação de estoques que é pouco utilizado em


economias inflacionárias e que reflete custos mais próximos
da realidade do mercado é chamado de LIFO”.Sim por isto o mesmo é proibido, pois super
avalia os custos de estoques.

- Nr. 93C – “ O consumo de itens de demanda independente deve ser


Previsto”.Sempre como dito anteriormente deve ser levado em consideração nas compras a
demanda dependente e independente.

- Nr. 94C – “ Uma das vantagens de serem mantidos níveis reduzidos de


estoques é a diminuição do refugo, pois as não conformidades são logo identificadas”. Sim pelo
baixo nível de estoques.

- Nr. 95C – “No almoxarifado de materiais auxiliares, ficam armazenados os


materiais utilizados na execução e na transformação do
Produto”.Sim pois o almoxarifado de materiais auxiliares é para a produção senão seria para
revenda.

Gabarito da PROVA 2004 ADMINISTRADOR DA POLICIA FEDERAL

Questão Nr. 111C – “ Considerando a possibilidade de registrar receitas


antecipadamente a empresa obedece ao princípio da competência. Desse modo, ao realizar
serviços, que estão vinculados às receitas antecipadas, a empresa reduz seu passivo sem
movimentar contas de ativo”.
Sim, sempre que a empresa realizar gastos para gerar receitas logo contabilizará nas despesas e
isso não irá influir no passivo.

- Nr. 112E – “ O registro do deságio na emissão de debêntures provoca


acréscimo no passivo”. Não provocaria decréscimo, uma vez que esperava-se um valor maior no
Passivo, pois a debenture foi vendida por um valor abaixo do esperado, ou seja a empresa
esperava dever mais.

- Nr. 113E – “ Ao se efetuar o registro de provisão passiva, o valor do


patrimônio líquido aumenta”. Não o patrimonio Liquido diminiu, uma vez que provisionou-se a
conta, logo pelo regime competência lançamos a conta como a pagar no passivo e paga na
despesa no resultado do exercício gerando prejuízo.

- Nr. 114E –“ Ao se efetuar o registro de investimento em outra


companhia, a empresa aumenta seu ativo e reduz a receita antecipada”. Não, a empresa na
verdade faz uma transação permutativa qualitativa, uma vez que o recurso vem do caixa/banco e
vai para o Permanente Investimento dentro do ativo.

- Nr. 115E – “ O registro do ágio na emissão de debêntures ou ações é


classificado como outras receitas operacionais na demonstração do resultado do exercício”. Não
uma vez que o agio sobre ações e debentures aumenta a divida com terceiros ( passivo –
debêntures ), ou sócios ( patrim. Liquido ).

Gabarito Questões CONTADOR POLICIA FEDERAL 2004

Questão Nr. 51E – “Acerca da Lei 6.404/1976 e legislação correlata, julgue os itens a seguir. Se,
ao adquirir estoque para revenda a prazo em moeda estrangeira, uma empresa registrar a
variação cambial em conta específica, a contrapartida da variação cambial será a conta estoque
para revenda”. Não será uma conta de ativo e passivo, após a ocorrência da variação, se fará a
apuração gerando receita ou despesa financeira.

- Nr. 52C – “ Entre as operações que não afetam o capital circulante


líquido mas, pela sua importância, merecem o registro na demonstração de origens e aplicação
de recursos, destaca-se a alienação de bens do ativo permanente em longo prazo”.Sim, pela
possível perda ou ganho que irá gerar esta alienação. ( RECEITA OU DESPESA ).

Acerca de consolidação de demonstrações contábeis, fundamentada nas normas da


Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e na Lei 6.404/1976, julgue os itens que se seguem”.

- Nr. 53C-“ Segundo a CVM, a elaboração da demonstração da mutação do patrimônio


líquido é facultativa para as demonstrações contábeis consolidadas”. Sim observar legislação
pertinente adiante e o que a legislação da S/A obriga e CVM. Assim como a CVM hoje obriga a
Demonstração do Fluxo de Caixa e a S/A obriga a DOAR demonstração de origens e aplicação
de recursos.
- Nr. 57C –“ Em 1996, a sistemática de correção monetária das demonstrações
financeiras já havia sido revogada, inclusive para fins societários”. Sim Segundo Lei 8400, já
apresentada por nós neste capitulo.

QUESTÕES DE OUTRAS BANCAS EXAMINADORAS

AGÊNCIA DE PROMOÇÃO E EXPORTAÇÕES DO BRASIL – APEX-Brasil 2006

QUESTÃO 4- A desgaste do veículo, por uso ou funcionamento, pertencente a uma oficina


mecânica será objeto de:

(A) exaustão.
(B) depreciação.
(C) amortização.
(D) provisão para perda.
(E) provisão para ajuste ao valor de mercado.

QUESTÃO 5- A provisão para crédito de liquidação duvidosa é constituída para atender:

(A) as possíveis devoluções de mercadorias.


(B) os possíveis descontos ou abatimentos.
(C) as possíveis quedas nas vendas.
(D) os riscos de insolvência por parte dos clientes.
(E) o risco de insolvência com os fornecedores.

QUESTÃO 14- Analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.


I. Os fatos contábeis representam toda e qualquer operação realizada por uma empresa, cujo
resultado afeta o patrimônio da mesma.
II. Compra à vista de mercadoria representa um fato contábil modificativo aumentativo.
III. Os fatos contábeis modificativos são aquelas operações envolvendo duas contas
patrimoniais.
IV. Os fatos contábeis mistos são aquelas operações que envolvem contas patrimoniais e contas
de resultado, cujo resultado da operação afeta o patrimônio líquido da empresa, positiva ou
negativamente.
V. Pagamento de despesa com energia elétrica representa um fato contábil permutativo.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 16- A empresa TUDO BEM no dia 17-08-2006 comprou um veículo para
transportar seus clientes. O valor de R$ 68.000,00 foi financiado em uma entrada e mais sete
prestações de R$ 8.500,00. Ao contabilizar essa compra o patrimônio da empresa sofreu a
seguinte alteração.
(A) Aumentou o ativo em R$ 68.000,00.
(B) Aumentou o ativo em R$ 8.500,00.
(C) Aumentou o ativo em R$ 59.500,00.
(D) Aumentou o passivo em R$ 68.000,00.
(E) Aumentou o ativo e o passivo em R$ 68.000,00.
QUESTÃO 17- Indique o registro contábil correspondente à venda de mercadorias, no valor de
R$ 25.000,00 cujo recebimento é de 30% à vista, e o restante em 60 dias.
(A) D - Caixa R$ 25.000
C - Venda de Mercadorias R$ 25.000
(B) D – Caixa R$ 7.500
D - Clientes R$ 17.500
C - Venda de Mercadorias R$ 25.000
(C) D - Caixa R$ 7.500
D - Clientes R$ 7.500
D -Duplicatas a Pagar R$ 10.000
C - Venda de Mercadorias R$ 25.000
(D) D - Venda de Mercadorias R$ 25.000
C - Caixa R$ 7.500
C - Clientes R$ 17.500
(E) nenhuma das anteriores

22- A firma Bodegueiros Comerciais Ltda. mandou elaborar a ficha de controle de estoques de
sua mercadoria “X”,cuja tributação ocorre com a incidência de ICMS de 17%, com as seguintes
informações:
30/09 - estoque existente: 30 unidades a R$ 18,00
06/10 - compras a prazo: 100 unidades a R$ 24,10
07/10 - vendas a prazo: 60 unidades a R$ 36,14
08/10 - compras a vista: 100 unidades a R$ 30,12
09/10 - vendas a vista: 90 unidades a R$ 36,14
Os cálculos de controle dos estoques foram feitos a partir dos dados acima, considerando o
critério de avaliação Last In, First Out (LIFO ou UEPS) mas, sabendo da não permissão de uso
desse critério para fins fiscais, a organização mandou refazer os cálculos para contabilizar as
transações segundo o critério First In, First Out (FIFO ou PEPS).A mudança de critério
provocou uma variação para menos no valor de
a) R$ 69,70 no ICMS a Recuperar.
b) R$ 69,70 no ICMS a Recolher.
c) R$ 410,00 no RCM.
d) R$ 410,00 no CMV.
e) R$ 410,00 no estoque final.

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS ANALISTA −NORMAS CONTÁBEIS E


DE AUDITORIA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS Outubro/2003

2. A Cia. Estrela da Manhã adquiriu um equipamento industrial por R$ 162 000,00. A previsão
do valor residual do equipamento, ao término da vida útil estimada de 12 (doze) anos, é de R$ 6
000,00. A quota anual de depreciação a ser lançada pela companhia, adotando-se o método da
linha reta, é, em R$, de
(A) 12 500,00
(B) 13 000,00
(C) 13 500,00
(D) 14 000,00
(E) 14 500,00

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS ANALISTA −NORMAS CONTÁBEIS E


DE AUDITORIA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS – 2003
11. É correto afirmar que

(A) os gastos relacionados com bens do Ativo Imobilizado que irão beneficiar mais de um
exercício social devem ser agregados às contas de despesas do período.
(B) as operações de arrendamento mercantil, sempre que o prazo da operação abranja a maior
parte da vida útil do bem ou o valor residual para aquisição seja muito inferior ao valor de
mercado, devem ser registradas em contas de despesa em contrapartida a Exigibilidades.
(C) a diferença entre os ativos diferidos e as despesas pagas antecipadamente é que, no primeiro
caso, os gastos respectivos já foram incorridos e pagos, enquanto no segundo, embora tenham
sido pagas, as despesas não foram ainda incorridas.
(D) os gastos com pesquisas e desenvolvimento de produtos, mesmo que seja impossível fazer
uma correspondência com as receitas futuras, devem ser ativados e classificados no Ativo
Permanente, sub grupo Ativo Diferido.
(E) ativos fiscais diferidos, assim considerados, como o próprio nome indica, os bens adquiridos
com isenção fiscal, deverão ser classificados no Ativo Diferido, já que beneficiarão mais de um
exercício social.

TRANSPETRO CESGRANRIO CONTADOR 2006

21- A Cia. Copa do Mundo, que comercializa produtos esportivos, apresentou, em 31 dez. 05, a
seguinte demonstração de resultado:
Considerando-se que:
• as vendas mensais da empresa são realizadas 60% a prazo de 30 dias, e 40% à vista;
• as vendas de dezembro de 2005 alcançaram o total de R$ 4.000,00;
• a última compra de mercadorias foi de R$ 1.500,00 e somente será paga em 02 fev. 2006;
• 20% das despesas de vendas, 10% das despesas administrativas e 25% das despesas
financeiras pagas no exercício de 2006;
• todos os demais dados foram recebidos ou pagos no exercício de 2005.
O lucro operacional da empresa, pelo regime de caixa, em reais,
seria de:
(A) 1.100,00 (B) 2.000,00
(C) 3.500,00 (D) 5.000,00
(E) 6.000,00

25- O contador da Cia. Petrolina realizou um crédito em uma conta do ativo circulante e um
débito correspondente em uma conta do passivo circulante, sem que tal lançamento tenha
afetado o patrimônio líquido. Dentre as opções abaixo, assinale a única que pode representar
exatamente o registro contábil feito pelo contador da Cia. Petrolina.

(A) Pagamento de salários e encargos provisionados no mês anterior.


(B) Pagamento antecipado de uma dívida de longo prazo.
(C) Provisão de férias de funcionários correspondente ao mês em curso.
(D) Aquisição de mercadorias para revenda, à vista.
(E) Recebimento antecipado de um direito de longo prazo.

BAHIAGAS – 2006 CONTADOR CEFET BAHIA

Questão 27 (Peso 1,5)- A alternativa correta, sobre Inventários, é:


A) Não é possível qualquer ajuste no valor contábil dos estoques de mercadorias.
B) Na elaboração dos balanços, somente são efetuados os inventários contábeis.
C) Como regra geral, Inventário é a descrição analítica e específica de todos os elementos
patrimoniais.
D) O inventário físico é efetuado após o fechamento do Balanço Patrimonial e tem a finalidade
única de conferência.
E) Nas empresas com Inventário Permanente, o Custo das Mercadorias Vendidas somente é
conhecido após a contagem física dos estoques.
Questão 30 (Peso 1)- Sobre os livros de escrituração, analise as proposições abaixo.
I. O uso do LALUR – Livro da Apuração do Lucro Real, é determinado pelo Regulamento do
Imposto de Renda.
II. Os livros comerciais e fiscais podem ser escriturados por sistema de processamento
eletrônico de dados.
III. Os livros Contas Correntes, Registro de Estoques e Caixa, são comuns e obrigatórios para
todas as empresas.
Das proposições acima, está(ão) correta(s), apenas,

A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) I e III

Questão 34 (Peso 0,5) Uma empresa comercial efetua uma aplicação financeira em 20.12.2005,
com data de resgate previsto para 31.01.2006.
Em relação à receita de juros, decorrente desta aplicação financeira, o critério de contabilização
é:

A) Registro da receita de juros somente em 31.01.2006, obedecendo ao Regime de Caixa.


B) Registro da receita de juros somente em 31.01.2006, obedecendo ao Princípio da Prudência.
C) Registro da receita de juros devidos até 31.12.2005, quando do fechamento do balanço,
obedecendo ao Princípio da Prudência.
D) Registro da receita de juros referentes 2005, em 31.12.2005, quando do fechamento do
Balanço, obedecendo ao Regime de Caixa.
E) Registro da receita de juros devidos até 31.12.2005, quando do fechamento do Balanço,
obedecendo ao Regime de Competência. A receita de juros complementar será apropriada no
exercício competente.

Questão 35 (Peso 1) São bens sujeitos à depreciação contábil:


A) Marcas e Patentes.
B) Terrenos e obras de arte.
C) Máquinas e Ferramentas.
D) Benfeitorias em bens arrendados.
E) Minas, florestas e reservas petrolífeiras.

Questão 36 (Peso 1) Sobre Depreciação, Amortização e Exaustão, analise as afirmativas


abaixo.
I. A quota de exaustão por unidade é geralmente calculada dividindo-se o custo do bem pelo
número estimada de unidades dos recursos (toneladas, barris, metros cúbicos etc).
II. Os gastos com Instalação são, geralmente, distribuídos como encargos de diversos
exercícios, por meio do processo de depreciação.
III. A depreciação contábil é efetuada sobre bens tangíveis e intangíveis.
Das afirmativas, na página anterior, está(ão) correta(s), apenas,

A) I
B) II
C) III
D) I e II
E) I e III

Questão 37 (Peso 1,5) A regra correta de contabilização de ajustes de Despesas e Receitas,


quando do encerramento do exercício, é:
A) Os seguros antecipadamente pagos em 2005 e que beneficiarão o exercício de 2006, ficarão
representados em contas passivas.
B) Salários relativos a Dezembro/05 e ainda não pagos: somente serão contabilizadas as
despesas quando do seu efetivo pagamento.
C) Os valores recebidos antecipadamente por prestação de serviços em 2005, constituirão
direitos da empresa e figurarão no Ativo Circulante.
D) Os serviços prestados em dezembro/2005 e que serão recebidos em 2006, terão registro de
suas receitas somente quando de seu efetivo recebimento.
E) Aluguéis relativos a Dezembro/05 e ainda não pagos: por ocasião do balanço/2005, leva-se a
débito de Despesas de Aluguel, creditando a conta patrimonial passiva que represente a
obrigação de aluguéis a pagar.

TECNICO EM CONTABILIDADE CESPE UNB TRIB. DE JUSTIÇA PARA 2006

26 Uma empresa comercial contratou um seguro, em 1/8/2001, com dois anos de cobertura. Seu
exercício social coincidia com o ano calendário. À data da assinatura da apólice, efetuou o
seguinte lançamento:
D – prêmio de seguro a vencer
C – bancos – conta movimento . . . . . . . . . . R$ 480.000,00

Com base na situação hipotética apresentada, assinale a opção


correta.

A Em 31/12/2001, a empresa efetuou o seguinte lançamento:


D – despesas de seguros
C – prêmio de seguro a vencer . . . . . . . . . . R$ 100.000,00

B No resultado apurado em 31/12/2002, as despesas de seguros


somaram R$ 380.000,00.

C Em 31/12/2001, a empresa efetuou o seguinte lançamento:


D – seguros a vencer
C – despesas de seguros . . . . . . . . . . . . . . . R$ 240.000,00
D No balanço de 31/12/2002, a empresa apresentou, no ativo
realizável a longo prazo, prêmio de seguro a vencer com saldo
de R$ 140.000,00
LETRA A

29 Acerca da natureza e da função das contas de uma empresa comercial, assinale a opção
correta.
A ICMS sobre vendas é uma conta devedora que constitui dedução da receita bruta.
B Adiantamento de clientes é de natureza devedora e é retificadora de clientes.
C Aluguéis recebidos antecipadamente é uma conta devedora classificada como resultados de
exercícios futuros.
D Juros a apropriar é uma conta de resultado e tem saldo Instável

33 Considere que uma empresa de prestação de serviços apresentou


os seguintes saldos (em R$) ao final do período.
vendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.000,00
descontos comerciais sobre vendas . . . . . . . . . . . . . 200,00
descontos financeiros sobre vendas . . . . . . . . . . . . 100,00
custo dos serviços vendidos . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.700,00
despesas administrativas e de vendas . . . . . . . . . . . 750,00
resultado não-operacional (negativo) . . . . . . . . . . . 150,00
provisão para imposto de renda . . . . . . . . . . . . . . . 250,00
Com base nos dados acima, assinale a opção correta.
A O lucro bruto foi de R$ 2.100,00.
B O lucro operacional foi de R$ 1.350,00.
C O lucro líquido foi de R$ 1.100,00.
D A receita líquida de vendas foi de R$ 4.700,00

30 Considere que um contador efetuou o resgate de uma operação financeira, registrando-o por
meio do seguinte lançamento:

D – aplicações financeiras
C – bancos – conta movimento . . . . . . . . . . . . R$ 5.000,00
Com base nessa situação hipotética e nas normas brasileiras sobre retificação de lançamentos,
assinale a opção correta.
A O contador deverá efetuar um lançamento de inversão, pelo dobro do valor.
B Deverá fazer-se a correção mediante transferência, debitandos e créditos a receber e
creditando-se aplicações financeiras.
C Deverá ser efetuado o estorno e, posteriormente, um novo lançamento, correto.
D A correção deverá ser efetuada mediante complementação do valor necessário ao ajustamento
dos respectivos saldos

31 Acerca dos tipos de variações patrimoniais, assinale a opção correta.


A Compra de mercadorias — parte a vista e parte a prazo — caracteriza variação mista, nem
aumentativa, nem diminutiva.
B Compra de estoque de material de expediente constitui variação mista aumentativa.
C Integralização de parte do capital subscrito com lucros acumulados se classifica como
variação quantitativa aumentativa.
D Transferência para longo prazo do vencimento de obrigação não-paga é uma variação
qualitativa

32 Com relação a conceitos e aplicações de depreciação, amortização e exaustão, assinale a


opção correta.
A Terrenos são depreciáveis quando integrantes do imobilizado.
B Benfeitorias em prédios de terceiros alugados por prazo indeterminado não são amortizáveis.
C Recursos naturais com possança desconhecida estão sujeitos a exaustão.
D Marcas e patentes com vida econômica e legal definida são Depreciáveis

36 A propósito das reservas, assinale a opção correta.

A A reserva legal é facultativa a partir do momento em que atinge 20% do capital social.
B Quando deixarem de existir as razões que justificaram a constituição de reserva para
contingências, esta deverá ser transferida para lucros acumulados, para nova distribuição.
C A constituição de reservas estatutárias tem preferência sobre a distribuição do dividendo
obrigatório.
D O resultado da correção monetária é um dos valores que constituem os chamados lucros a
realizar

Gabarito : 4B 5D 14B 16C 17B 22D 2B 3D 11C 21D 25A 27C 30D 34E 35C 36A
37E 26A 29A 33A 30C 31D 32B 36B
PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS

Algumas Empresas utilizam como estratégia tanto do ponto de vista financeiro, quanto
operacional vir a controlar e ou coligar-se a outros empresas no sentido algumas vezes de
obterem participação nos lucros das mesmas, também buscando obter fornecimento de matérias-
primas, aumento na participação de mercado e outras... Sabe-se que cada vez mais no
capitalismo moderno as empresas participam uma das outras, fazem fusões, aquisições, formam
grupos e assim por diante. Tendo em vista esta realidade tanto a Lei 6404/76 das S/A, quanto
sua nova redação dada pela Lei 11.638/07 vem a regrar, disciplinar e evidenciar estes fatos que
movimentam o patrimônio das empresas envolvidas nestas negociações. Observem a Legislação
especifica que trata o assunto:

Lei 6404/76 S/A.

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e


títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007) –

a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação


ou disponíveis para venda; e (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme


disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este
for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela
Lei nº 11.638,de 2007)

II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia,


assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de
aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este
for inferior;

III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o


disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas
prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente,
e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou
quotas bonificadas;

IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender


às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor
de mercado, quando este for inferior;

V - os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da


respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;

VI – (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição


deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; (Incluído pela Lei nº 11.638,de
2007)
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão
ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 1o Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo: (Redação dada pela
Lei nº 11.941, de 2009)

a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos,
mediante compra no mercado;

b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda
no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de
lucro;

c) dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros.

d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo,


decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na
ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro: (Incluída
pela Lei nº 11.638,de 2007)

1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro


instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007)

2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros
de natureza, prazo e risco similares; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de


instrumentos financeiros. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será


registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens
físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência;

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de


direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício
de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente
limitado;

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de


direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos


valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de


interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando
comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse
valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil
econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. (Incluído pela
Lei nº 11.638,de 2007)

§ 4° Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo


valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil.

A nova redação assim ficou: seg. Lei 11.638/07 :

“Art. 183............................................................

I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos


de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo:

a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações


destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições


legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior,
no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito;

.......................................................................

VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido


do saldo da respectiva conta de amortização;

VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a


valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

§ 1o.................................................................

d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo,


decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na
ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro:

1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro


instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares;

2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de
natureza, prazo e risco similares; ou

3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de


instrumentos financeiros.

§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado, intangível e diferido


será registrada periodicamente nas contas de:

.......................................................................

§ 3º A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos


valores registrados no imobilizado, no intangível e no diferido, a fim de que sejam:
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de
interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando
comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse
valor; ou

II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica


estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.

.......................................................................” (NR)

Lei 6404/76 S/A

Informações no Relatório da Administração

Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da


companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas
durante o exercício.

§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.


(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de


outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente,
preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.

§ 3º A companhia aberta divulgará as informações adicionais, sobre coligadas e


controladas, que forem exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

§ 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce


o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem
controlá-la. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por
cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)

(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

“Art. 243. .......................................................................

§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.

.............................................................................................

§ 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder


de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la.

§ 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por
cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la.” (NR)

“Art. 243. .......................................................................

§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.


§ 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder
de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la.

§ 5o É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por
cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la.” (NR)

Lei 6404/76 S/A

SEÇÃO II

Art. 244. É vedada a participação recíproca entre a companhia e suas coligadas ou controladas.

§ 1º O disposto neste artigo não se aplica ao caso em que ao menos uma das sociedades
participa de outra com observância das condições em que a lei autoriza a aquisição das próprias
ações (artigo 30, § 1º, alínea b).

§ 2º As ações do capital da controladora, de propriedade da controlada, terão suspenso o


direito de voto.

§ 3º O disposto no § 2º do artigo 30, aplica-se à aquisição de ações da companhia aberta


por suas coligadas e controladas.

§ 4º No caso do § 1º, a sociedade deverá alienar, dentro de 6 (seis) meses, as ações ou


quotas que excederem do valor dos lucros ou reservas, sempre que esses sofrerem redução.

§ 5º A participação recíproca, quando ocorrer em virtude de incorporação, fusão ou cisão,


ou da aquisição, pela companhia, do controle de sociedade, deverá ser mencionada nos
relatórios e demonstrações financeiras de ambas as sociedades, e será eliminada no prazo
máximo de 1 (um) ano; no caso de coligadas, salvo acordo em contrário, deverão ser alienadas
as ações ou quotas de aquisição mais recente ou, se da mesma data, que representem menor
porcentagem do capital social.

§ 6º A aquisição de ações ou quotas de que resulte participação recíproca com violação ao


disposto neste artigo importa responsabilidade civil solidária dos administradores da sociedade,
equiparando-se, para efeitos penais, à compra ilegal das próprias ações.

Nos artigos 248 a 250 a Lei 6404/76 refere-se a Empresas Coligadas Controladas
dessa forma:

‘Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas

Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em


controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob
controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as
seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base


em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas
desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da
companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou
por ela controladas;
II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de
patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da
coligada ou controlada;

III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de
aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício:

a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;

b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos;

c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários.

§ 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste artigo, serão
computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as
coligadas e controladas.

§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e


fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I.

Demonstrações Consolidadas

Art. 249. A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu
patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e
divulgar, juntamente com suas demonstrações financeiras, demonstrações consolidadas nos
termos do artigo 250.

Parágrafo único. A Comissão de Valores Mobiliários poderá expedir normas sobre as


sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação, e:

a) determinar a inclusão de sociedades que, embora não controladas, sejam financeira ou


administrativamente dependentes da companhia;

b) autorizar, em casos especiais, a exclusão de uma ou mais sociedades controladas.

Normas sobre Consolidação

Art. 250. Das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas:

I - as participações de uma sociedade em outra;

II - os saldos de quaisquer contas entre as sociedades;

III – as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do


custo de estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não
realizados, de negócios entre as sociedades. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 1º A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro


do exercício será destacada, respectivamente, no balanço patrimonial e na demonstração do
resultado do exercício. (Redação dada pela Lei nº 9.457, de 1997)
§ 2o A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada, que não for absorvida
na consolidação, deverá ser mantida no ativo não circulante, com dedução da provisão adequada
para perdas já comprovadas, e será objeto de nota explicativa. (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)

§ 3º O valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá parcela


destacada dos resultados de exercícios futuros até que fique comprovada a existência de ganho
efetivo.

§ 4º Para fins deste artigo, as sociedades controladas, cujo exercício social termine mais de
60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia, elaborarão, com
observância das normas desta Lei, demonstrações financeiras extraordinárias em data
compreendida nesse prazo.’

A LEI 11941/09 ALTEROU O TEXTO QUE SEGUE:

“Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em


controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob
controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as
seguintes normas:

...................................................................................” (NR)

“Art. 250. ......................................................................

III – as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de
estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de
negócios entre as sociedades.

.............................................................................................

§ 2o A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada, que não for absorvida na


consolidação, deverá ser mantida no ativo não circulante, com dedução da provisão adequada
para perdas já comprovadas, e será objeto de nota explicativa.’

(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

‘III – as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de
estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de
negócios entre as sociedades.

.............................................................................................

§ 2o A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada, que não for absorvida na


consolidação, deverá ser mantida no ativo não circulante, com dedução da provisão adequada
para perdas já comprovadas, e será objeto de nota explicativa.

(Redação dada pela Lei nº 9.457, de 1997)

"Art. 250. .........................................................................


§ 1º A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do
exercício será destacada, respectivamente, no balanço patrimonial e na demonstração do
resultado do exercício’

(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

“Art. 250. ......................................................................

III – as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de
estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de
negócios entre as sociedades.

.............................................................................................

§ 2o A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada, que não for absorvida na


consolidação, deverá ser mantida no ativo não circulante, com dedução da provisão adequada
para perdas já comprovadas, e será objeto de nota explicativa.

MÉTODO DA EQUIVALENCIA PATRIMONIAL

O Método da Equivalencia Patrimonial é assim descrito pela Legislação vigente:

Lei 11.638/07 “ O valor do patrimônio liquido da coligada ou da controlada será determinado


com base em Balanço Patrimonial ou Balancetes de Verificação, leantado, com observância das
normas desta lei, na mesma data ou até sessenta dias , no máximo , antes da data do Balanço da
Companhia, no valor de patrimonio Liquido não serão computados os resultados não realizados
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia,
ou por ela controlados.

O Valor do Investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de


patrimônio liquido referido no numero anterior da porcentagem de participação na participação
do capital da coligada ou controlada.

Observe o exemplo abaixo como devemos proceder.

Temos duas Companhias a Cia A e a Cia B a Sociedade B teve participação acionária da Cia
A.

CIA A

ATIVO PERMANENTE

INVESTIMENTOS

Empresas Controladas CIA B R$ 10.000,00

CIA B

PATRIMONIO LIQUIDO

Capital Social R$ 14.000,00


A Empresa B teve 70% de suas ações Ordinárias emitidas compradas pela Empresa Cia A,
lembramos que a Empresa B não emitiu ações Preferenciais e no fim do Exercício Social a Cia
B, bem como a Cia A, apresentaram a seguinte Situação :

CIA A

ATIVO PERMANENTE

INVESTIMENTOS

Empresas Controladas CIA B R$ 10.000,00

CIA B

PATRIMONIO LIQUIDO

Capital Social R$ 14.000,00

Reservas de Capital R$ 2.000,00

Reservas de Lucros R$ 2.000,00

Lucros Acumulados R$ 1.000,00

TOTAL DO PL R$ 19.000,00

Método de Equivalência Patrimonial

PATRIMONIO LIQUIDO DA CIA B R$ 19.000,00

PERCENTUAL PART. SOCIETÁRIA CIA A 70%

VALOR DO INVESTIMENTO APÓS EQUIVALENCIA = R$ 13.300,00

VALOR INICIAL DO INVESTIMENTO R$ 10.000,00

( = ) RECEITA DE EQUIVALENCIA PATRIMONIAL = R$ 3.300,00

Lançamentos Contábeis:

D- EMPRESAS CONTROLADAS R$ 3.300,00

C- RECEITAS DE EQUIVALENCIA PATRIMONIAL R$ 3.300,00


Se houver a necessidade de distribuição de dividendos da Cia B, por estar o mesmo lançado
em Passivo Circulante a Empresa deverá obedecer o mesmo através do seguinte lançamento
para ajustar sua contabilidade.

D- DIVIDENDOS A RECEBER

C- EMPRESAS CONTROLADAS CIA B

SOCIEDADES COLIGADAS E CONTROLADAS

Todos sabemos que se uma Pessoa Fisica ou Juridica possuir mais de 50% das Ações
Ordinárias de uma Cia este será seu controlador. Mas nem sempre é tão fácil indentificar este
Controle, principalmente no que se refere a Cias. Que possuem um Capital muito pulverizado
na Bolsa de Valores e portanto é necessário utilizar alguns exemplos para identificar-mos
empresas que controlam outras ou se coligam as mesmas.

Exemplo:

Temos uma Cia A que possui 70% das Ações Ordinárias da Cia B e que a mesma B
possui 90% das Ações da Cia C. Neste caso a Cia A Controla a Cia B diretamente, porém
indiretamente a Cia C com uma participação percentual de 63%.

Podemos ainda apresentar a seguinte situação a Cia A possui 25% das Ações Ordinárias
da Cia B , em que o restante do capital votante esta distribuído entre outros cinco acionistas, em
partes iguais de l5%, inexistindo acordo de votos entre estes últimos. Para atingir o controle
portanto a Cia A, controla Cia B.

O Limite mínimo possuído para a identificação da coligação é de 10% do Capital


Social da Investida , que pode incluir , além das ações ordinárias , as preferenciais, desde que
não se atinja o controle . No caso de coligação, é importante ressaltar que a Lei 6404/76 não
contempla a hipótese de coligação por participação indireta. A Empresa será controladora
quando esta possuir a maioria das ações votantes para administrar outra, independente da
quantidade. Ou seja, podemos ter o caso de uma empresa Investidora A que possui 5% das
Ações Ordinárias de outra Cia B que possui uma pulverização muito grande de suas ações e
que os demais acionistas são muito minoritários ( pouca participação ) e que os mesmos não
buscam interferência na gestão da Cia B. Se nossa CIA A influenciar os demais investidores e
os mesmos votarem para A administrar,esta será a Controladora de B.

INSTRUÇÃO NORMATIVA DA CVM - NR. 247/96, A SEGUIR:

Art.1o Constituem hipóteses de infração de natureza objetiva, em que poderá ser adotado rito
sumário de processo administrativo, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução CMN no
1.657/89:
Caput com redação dada pela Instrução CVM nº 335, de 04 de maio de 2000.
ADMINISTRADORES DE COMPANHIA ABERTA
I - Deixarem, os administradores de companhia aberta e, quando for o caso, o
interventor, o síndico ou o liqüidante:
a) de providenciar a suspensão das negociações das ações a partir da convocação da Assembléia
Geral que deliberar sobre o cancelamento do registro de companhia aberta, até a efetiva
publicação do aviso de oferta pública de aquisição de ações (artigo 3° da Instrução CVM nº
229/95);
b) de adotar os procedimentos elencados nos incisos I a III do art. 13 da Instrução CVM nº
202/93, ressalvada a hipótese prevista no inciso VI do art. 17dessa mesma Instrução;
c) de publicar os anúncios e as demonstrações financeiras anuais nos prazos previstos no art.
133 da Lei nº 6.404, de 15/12/76;
d) de atender ao disposto nos artigos 1º, 21, 32 e 35 (caput e parágrafo único) da Instrução CVM
nº 247/96;
e) de incluir sociedades controladas nas demonstrações financeiras consolidadas, sem a devida
autorização da CVM (§ 1º do art. 23 da Instrução CVM nº 247/96);
f) de apresentar as notas explicativas que devem acompanhar as demonstrações financeiras
consolidadas, conforme previsto no art. 31 da Instrução CVM nº247/96;
g) de divulgar, em nota explicativa, o valor de mercado dos instrumentos financeiros,
reconhecidos ou não nas demonstrações financeiras (art. 1º e parágrafo único da Instrução CVM
nº 235/95);
h) de efetuar as publicações adicionais previstas no art. 1º, a e b, da Instrução CVM nº 207/94,
bem como descumprir os artigos 2º e 5ºdessa mesma Instrução; e
i) de fornecer as certidões dos assentamentos constantes dos livros referidos nos incisos I a IV
do art. 100 da Lei nº 6.404/76;

ADMINISTRADORES DE COMPANHIAS INCENTIVADAS


II - Deixarem, os administradores das companhias beneficiárias de recursos oriundos de
incentivos fiscais:
a) de pleitear o registro junto à CVM, nos termos do art. 26 e parágrafo único da Instrução
CVM nº 92/88, com as alterações contidas no art. 1º das Instruções CVM nºs 98/89 e 103/89; e
b) de adotar os procedimentos previstos nos incisos I e II do art. 7º da Instrução
92/88, ressalvadas as hipóteses previstas nos incisos V e X do art. 13 dessa mesma Instrução;

ACIONISTA CONTROLADOR
III - Deixar, o acionista controlador, de acatar o pedido de acionistas que
representem, no mínimo, um décimo de ações com direito a voto, relativamente à instalação de
Conselho Fiscal, como previsto nos parágrafos 2º e 3º do art. 161 da Lei nº 6.404/76 e à adoção
do processo de voto múltiplo,conforme previsto no art. 141, parágrafo 1º da Lei nº 6.404/76 e
Instrução CVM nº 165/91;

DISTRIBUIÇÃO PÚBLICA
IV - Utilizarem, o ofertante ou as instituições responsáveis pela distribuição de
valores mobiliários, qualquer texto publicitário antes da concessão do registro ou sem prévia
aprovação por parte da CVM (art. 23 da Instrução CVM nº13/80, art. 15 da Instrução CVM nº
88/88 e art. 9º da Instrução CVM nº 223/94);
V - Deixar, o líder da distribuição, de remeter os mapas de colocação de valores mobiliários no
prazo previsto (art. 17, inciso VI, da Instrução CVM nº 13/80, art. 23 da Instrução CVM
n°88/88 e art. 10, § 2º da Instrução CVM nº 223/94);

AÇÕES EM TESOURARIA
VI - Adquirir, a companhia aberta, ações de sua emissão sem que o estatuto social atribua
poderes ao Conselho de Administração para autorizar tal procedimento (art. 1º, Instrução CVM
nº10/80);
VII - Manter em tesouraria, a companhia aberta, ações de sua emissão em quantidade superiora
5% de cada classe de ações em circulação no mercado, incluídas neste percentual as ações
existentes, mantidas em tesouraria por sociedades controladas e coligadas (art. 3º, Instrução
CVM nº10/80);
VIII - Adquirir, a companhia aberta, ações de sua emissão para permanência em tesouraria ou
para cancelamento, ou aliená- las, em transações privadas (art. 9º, Instrução CVM nº 10/80);
IX - Deixar, a companhia aberta, de mandar publicar, de imediato, a ata de
deliberação do Conselho de Administração que autorizar a aquisição ou alienação de ações em
tesouraria (art. 10, Instrução CVM nº 10/80);
X - Deixar, a companhia aberta, de comunicar, imediatamente, à CVM e à Bolsa de Valores
onde forem negociados seus títulos, a deliberação do Conselho de Administração que autorizar a
aquisição ou a alienação de ações em tesouraria (art. 11, Instrução CVM nº 10/80);
XI - Deixar, a companhia aberta, de alienar as ações em tesouraria que excederem o saldo de
lucros e reservas disponíveis, no prazo de 3 meses a contar da aprovação do balanço em que se
apurar o excesso (art. 14, Instrução CVMnº 10/80);

PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA RELEVANTE


XII - Deixar, qualquer pessoa física ou jurídica, ou grupo de pessoas agindo em
conjunto ou representando um mesmo interesse, de atender ao disposto nos artigos 1º e 2ºda
Instrução CVM nº 69/87, relativa à divulgação de participação acionária relevante;

AGENTE FIDUCIÁRIO
XIII - Deixar, o agente fiduciário dos debenturistas, de cumprir os deveres impostos pelos
incisos II, XVI e XXIV do art. 12 da Instrução CVM nº 28/83;

AUDITOR INDEPENDENTE
XIV - Infringir, o auditor independente, o disposto nos artigos 20, 21, 26, 29, incisos V a VII e
30, §§1º e 5º da Instrução CVM nº 216/94;

ADMINISTRAÇÃO DE CARTEIRA
XV - Deixar, o administrador de carteira de valores mobiliários:
a) de contratar por escrito com o cliente as características básicas do serviço, na forma prevista
no inciso III do art. 10 da Instrução CVM nº 82/88;
b) de observar o disposto no art. 11, I e II da Instrução CVM nº 82/88, a respeito da atuação
como contraparte em operações com carteiras que administra;
c) de observar o disposto no art. 11, III da Instrução CVM nº 82/88, sobre as
características dos serviços que presta;
d) de observar o disposto no art. 11, VI da Instrução CVM nº 82/88, a respeito de utilização dos
recursos que administra;
e) de indicar imediatamente, em caso de vacância, diretor ou sócio-gerente
responsável pela administração de carteira de valores mobiliários previsto no artigo 6º, inciso II
e parágrafo 3º, da Instrução CVM nº 82/88;
e) de observar o disposto nos §§ 1ºe 2º do artigo 1º da Instrução CVM nº231/95;
SERVIÇO DE AÇÕES ESCRITURAIS,CUSTÓDIA E EMISSÃO DE
CERTIFICADOS
XVI - Deixarem, as instituições autorizadas à prestação de serviços de ações
escriturais, de custódia e de emissão de certificados, de apresentar o relatório exigido no art.8º
da Instrução CVM nº 89/88;

CARTEIRAS ADMINISTRADAS, FUNDOS E SOCIEDADES DE


INVESTIMENTO
XVII - Deixarem, os administradores de Fundos, Sociedades de Investimento e
Carteiras de Investidores Institucionais estrangeiros e, se for o caso, o interventor, o síndico ou
o liqüidante:
a) de observar os limites de composição e diversificação de carteira estabelecidos:
1) nos artigos 43 a 45 do Regulamento Anexo I à Resolução CMN nº 1.289/87, para as
Sociedades de Investimento - Capital Estrangeiro;
2) nos artigos 40 a 42 do Regulamento Anexo II à Resolução CMN nº 1.289/87, para os Fundos
de Investimento - Capital Estrangeiro;
3) nos artigos 25 a 26 do Regulamento Anexo III à Resolução CMN nº 1.289/87, para Carteira
de Títulos e Valores Mobiliários mantidas no País por entidades mencionadas no artigo 2º do
Decreto-Lei nº 2.285/86;
4) no artigo 27 do Regulamento Anexo IV à Resolução CMN nº 1.289/87, para
Carteiras de Valores Mobiliários mantidas no País por investidores institucionais estrangeiros;
5) no artigo 26 da Instrução CVM nº 141/91, para Fundos Mútuos de Privatização
integralizados com Certificados de Privatização;
6) nos artigos 14 a 17 da Instrução CVM nº 153/91, para Fundos Mútuos de Ações
Incentivadas;
7) no artigo 25 da Instrução CVM nº 157/91, para Fundos Mútuos de Privatização
integralizados com Créditos e Títulos representativos da dívida externa brasileira, admitidos no
âmbito do Programa Nacional de Desestatização;
8) no artigo 3° da Instrução CVM nº 171/92, para Fundos Setoriais de Investimento em Ações
do Setor de Mineração;
9) nos artigos 30 e 31 da Instrução CVM nº 186/92, para Fundos de Investimento Cultural e
Artístico;
10) no artigo 26 da Instrução CVM nº 209/94, para Fundos Mútuos de Investimento em
Empresas Emergentes;
11) nos artigos 43, 44, 45, 49, 50 e 57 da Instrução CVM nº 215/94, para Fundos Mútuos de
Investimento em Ações, Fundos Mútuos de Investimento em Ações – Carteira Livre e Fundos
Mútuos de Investimento em Quotas de Fundo Mútuo de Investimento em Ações;
12) nos artigos 36 a 42 da Instrução CVM nº 227/94, para Fundos de Conversão – Capital
Estrangeiro e Fundos de Conversão - Capital Estrangeiro (Áreas Incentivadas);
13) no artigo 4º da Instrução CVM nº 241/96, para Fundos Mútuos de Investimento em Ações -
Carteira Livre destinados à participação em Leilão de Privatização; e
14) no artigo 26 do Comunicado Conjunto BACEN/CVM nº 034/91, para Fundos Mútuos de
Privatização integralizados com créditos emitidos em moeda nacional oriundos do processo de
renegociação de débitos vencidos da União ou por ela garantidos;
b) de observar as vedações impostas nos Artigos 48 e 49 do Regulamento Anexo I, artigos 44 a
46 do Regulamento Anexo II, artigos 29 e 30 do Regulamento Anexo III, e artigos 22 e 23 do
Regulamento Anexo IV, todos da Resolução CMN nº 1.289/87; no artigo 3º da Resolução CMN
nº 2.034/93; nos artigos 30 a 32 da Instrução CVM nº 141/91; nos artigos 45 e 46 da Instrução
CVM nº 153/91; nos artigos 31 a 34 da Instrução CVM nº 157/91; no artigo 40 da Instrução
CVM nº 186/92; nos artigos 38 e 39 da Instrução CVM nº 209/94; nos artigos 37 e 38 da
Instrução CVM nº 215/94; nos artigos 45 a 47 da Instrução CVM nº 227/94 e nos artigos 29 a
31 do Comunicado-Conjunto BACEN/CVM nº 034/91;
c) de observar o disposto nos artigos 50 e 51 do Regulamento Anexo I, nos artigos 49 e 50 do
Regulamento Anexo II, ambos da Resolução CMN nº 1.289/87; no artigo 13 da Instrução CVM
nº 153/91; nos artigos35 e 36 da Instrução CVM nº 157/91; no artigo32 da Instrução CVM nº
186/92; no artigo 29da Instrução CVM nº 209/94; no artigo 29 da Instrução CVM nº 215/94,
nos artigos 49 e 50da Instrução CVM nº 227/94 e no artigo 32 do Comunicado-Conjunto
BACEN/CVM nº 034/91, relativos a despesa se encargos imputáveis aos Fundos ou Sociedades;
d) de observar o disposto nos artigos 31 e 32 do Regulamento Anexo I, artigo 33 do
Regulamento Anexo II, ambos da Resolução CMN nº 1.289/87; nos artigos 29a 32 da Instrução
CVM nº 153/91; no artigo24 da Instrução CVM nº 157/91; nos artigos22 a 29 da Instrução
CVM nº 186/92, no artigo25 da Instrução CVM nº 209/94; nos artigos de 25 a 28 da Instrução
CVM nº 215/94 e nos artigos de 29 a 32 da Instrução CVM nº 227/94, relativamente ao resgate
de quotas e liquidação do investimento;
e) de observar as disposições regulamentares relativas às demonstrações financeiras previstas
nos artigos 36 e 37 do Regulamento Anexo I, artigos 34 a 36 do Regulamento Anexo II; do
artigo 22 do Regulamento Anexo III, artigo20 do Regulamento Anexo IV, todos da Resolução
CMN nº 1.289/87; nos artigos 27 e 28 da Instrução CVM nº 141/91; nos artigos 40 e 41 da
Instrução CVM nº 153/91; nos artigos 28 e 29 da Instrução CVM nº 157/91; nos artigos 33 e 34
da Instrução CVM nº 186/92; nos artigos 30 e 31 da Instrução CVM nº 209/94; nos artigos 30 e
31 da Instrução CVM nº 215/94; nos artigos 33 e 34 da Instrução CVM nº 227/94 e nos artigos
27 e 28 do Comunicado-Conjunto BACEN/CVM nº
034/91;
f) de observar o disposto nos artigos 33 a 35 do Regulamento Anexo I, artigos 52 e 53 do
Regulamento Anexo II,artigos 33 e 34 do Regulamento Anexo III, artigo 24 do Regulamento
Anexo IV, todos da Resolução CMN nº 1.289/87;nos artigos 34 a 36 da Instrução CVM nº
141/91;nos artigos 27, 42, 43 e 44 da Instrução CVM nº153/91; nos artigos 37 a 40 da Instrução
CVM nº157/91; nos artigos 35 a 39 da Instrução CVM nº186/92; nos artigos 32 a 37 da
Instrução CVM nº209/94; nos artigos 32 a 36 da Instrução CVM nº215/94; nos artigos 51 e 52
da Instrução CVM nº227/94; no artigo 1º da Instrução CVM nº239/95; no artigo 1º da Instrução
CVM nº242/96 e nos artigos 33 a 35 do Comunicado-Conjunto BACEN/CVMnº 034/91,
relativamente às informações devidas aos
quotistas, mercado e CVM;
g) de observar o disposto no artigo 52 da Instrução CVM nº 215/94, relativo à ciência pelo
quotista do grau de risco da aplicação e responsabilidade por eventual ocorrência de patrimônio
negativo;
h) de observar o disposto no § 5º do artigo 1º da Instrução CVM nº 215/94, relativamente ao
percentual máximo das quotas emitidas em poder de um quotista;
i) de observar o disposto no parágrafo único, do art. 4º da Instrução CVM nº 215/94,relativo ao
encaminhamento para aprovação da CVM da documentação referente à Assembléia Geral de
quotistas;

FUNDO PAIT
XVIII - Deixar, a instituição administradora dos Planos de Poupança e Investimento - PAIT:
a) de observar os limites operacionais estabelecidos no art. 4º da Instrução CVM nº 61/87, bem
como no art. 1º da Instrução 87/88; e
b) de cumprir o prazo estabelecido para o resgate de bens, estabelecido no art. 5º da Instrução
CVM nº 87/88;

SOCIEDADES INTEGRANTES DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO


XIX - Infringirem, os integrantes do sistema de distribuição, o disposto na Instrução CVM nº
220/94, excetuando-se as hipóteses em que tais práticas sejam instrumento de infrações à
Instrução CVM nº 08/79;
XX - Deixarem, os integrantes do sistema de distribuição, de observar o disposto nos arts. 2º e
3º da Instrução CVM nº 42/85;
XXI - Praticar, a sociedade integrante do sistema de distribuição, os atos vedados no art. 12, II e
V, do Regulamento anexo à Resolução CMN nº 1.655/89 e no art. 12, II e V do Regulamento
anexo à Resolução CMN nº 1.120/86, com a redação dada pela Resolução CMN nº 1.653/89 e
Instrução CVM nº 122/90;
XXII - Infringir, a sociedade corretora ou a sociedade distribuidora, o disposto nos artigos 1º,
parágrafo único, 28, 35 e 36 da Instrução CVM nº051/86;
XXIII - Deixar, a entidade do mercado de balcão organizado, de manter à disposição da CVM
informações sobre as negociações com títulos e valores mobiliários realizados em seus sistemas
(art. 4º da Instrução CVM nº243/96);
XXIV - Deixar, a entidade prestadora de serviço de liquidação, registro e custódia de ações, de
divulgar diariamente o saldo acumulado de ações emprestadas (art. 6º da Instrução CVM
nº249/96);
XXV - Deixarem, as Bolsas de Valores e de Futuros, de observar, respectivamente, o disposto
nos artigos 5º, 10, § 2º, 11, § 4º, 63 e 71 do Regulamento anexo à Resolução CMN nº 1.656/89 e
alínea "c" do item VI da Resolução CMN nº 1.645/89;
XXVI - Deixar, a Bolsa de Valores, de comunicar à CVM a admissão para
negociação de valores mobiliários de companhia aberta (Instrução CVM nº 05/78);
XXVII - Deixar, a Bolsa de Valores, de adotar os procedimentos especiais de
negociação, nos termos da Instrução CVM nº 168/91, ressalvadas as hipóteses referidas nos §§
1° e 2°do artigo 2°, daquela Instrução, cujo descumprimento configura infração grave;
XXVIII - Infringir, a Bolsa de Valores, a determinação contida na Instrução CVM nº 203/93;
XXIX - Deixarem, as Bolsas de Valores, de Futuros, as entidades de mercado de balcão
organizado e outras entidades auto-reguladoras, de fornecer à CVM as informações solicitadas,
na forma e prazos fixados;
CARTEIRA PRÓPRIA DE CORRETORAS E DE DISTRIBUIDORAS
XXX - Deixarem, as sociedades corretoras ou distribuidoras:
a) de observar as regras estabelecidas no art.4º das Instruções CVM nº s116 e 117/90, relativas a
limite operacional para carteira própria;
b) de observar os dispositivos relativos a demonstrações financeiras estabelecidos no art. 6º das
Instruções CVM nº s 116 e 117/90;
c) de observar o disposto no art. 7º das Instruções CVM nºs 116 e 117/90, relativo à atuação na
contrapartida de operações de carteiras por elas administradas;
d) de observar o disposto no art. 9º das Instruções CVM nºs 116 e 117/90, relativo ao controle
diário de registro;

AGENTE AUTÔNOMO DE INVESTIMENTO


XXXI - Praticar, o agente autônomo de investimentos, os atos que lhe são vedados no item XIII
da Resolução CMN nº 238/72;
XXXII - Praticarem, as sociedades credenciadoras de agentes autônomos de
investimento, os atos que lhes são vedados pelo item XV da Resolução CMN nº 238/72.

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO


XXXIII - Deixar, a instituição administradora, de cumprir o disposto nos artigos 14, I, II, VI a
XV, 16 e 18 da Instrução CVM nº 205/94;

CERTIFICADO DE INVESTIMENTO AUDIOVISUAL


XXXIV - Deixar, a empresa emissora de certificados de investimento - Decreto nº 974/93, de
cumprir as obrigações previstas nos artigos 26 a 30 da Instrução CVM nº208/94.

LAVAGEM DE DINHEIRO
XXXV - Deixarem, as pessoas mencionadas no art. 2oda Instrução CVM no 301, de 16 de abril
de 1999, de identificar os seus clientes e manter atualizado o cadastro de que trata o art. 3oda
mesma Instrução.
Inciso acrescentado pela Instrução CVM nº 335, de 04 de maio de 2000.
XXXVI - Deixarem, as pessoas mencionadas no art. 2oda Instrução CVM no 301, de 16 de abril
de 1999, de manter o registro de transações de que trata o art. 4o da mesma Instrução.
Inciso acrescentado pela Instrução CVM nº 335, de 04 de maio de 2000.
Art. 2º Não será adotado o rito sumário em caso de reincidência específica.
Art. 3º Ocorrendo concurso entre infração de natureza objetiva e infração grave, o rito adotado
será o previsto na Resolução CMN nº454, de 16 de novembro de 1977.
Art. 4º Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União,
revogada a Instrução CVM nº 135, de 16 de novembro de 1990 e demais disposições em
contrário.

TRANSAÇÕES CONTÁBEIS ENTRE EMPRESAS RELACIONADAS

INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO - TRATAMENTOS CONTÁBEIS

As organizações empresariais, principalmente no caso das S/A buscam cada vez mais na
Economia Moderna, serem empresas que dominam mercados e formam preços, ou seja serem
Oligopolistas no mercado em que atuam. Dessa forma nos últimos dois séculos e principalmente
no atual, tem ocorrido formações empresariais no sentido de dominarem preços, mercados e
produtos, tanto do ponto de vista de fornecedores de matéria-prima, como produtos e ou
serviços aos clientes. As transações entre empresas tem se intensificado cada vez mais no
sentido de umas incorporarem as outras, buscando maior força de mercado no sentido de
domínio e poder, estas negociações entre partes relacionadas contabilmente chamam-se de
negócios de incorporação, fusão e cisão de empresas.Estas operações poderão não ter e ou ter
ágio ou deságio durante a operação.

ÁGIO =DIFERENÇA A MAIOR DO VALOR DA NEGOCIAÇÃO EM RELAÇÃO AO


VALOR CONTABILIZADO

DESÁGIO= DIFERENÇA A MENOR DO VALOR DA NEGOCIAÇÃO EM RELAÇÃO AO


VALOR CONTABILIZADO.

Aqui iremos tratar dessas negociações do ponto de vista contábil, legal e financeiro,
inicialmente temos que ter conhecimento conhecimento das peças legais que tratam da matéria,
abaixo colocamos as principais leis e artigos que tratam do assunto.

Na Lei 6404/76 em seus artigos: 223,224,225,226,227,228,229,230,231,232,232,233 e 234


a mesma explana o seguinte:

“SEÇÃO II

Incorporação, Fusão e Cisão

Competência e Processo

Art. 223. A incorporação, fusão ou cisão podem ser operadas entre sociedades de tipos
iguais ou diferentes e deverão ser deliberadas na forma prevista para a alteração dos respectivos
estatutos ou contratos sociais.

§ 1º Nas operações em que houver criação de sociedade serão observadas as normas


reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo.

§ 2º Os sócios ou acionistas das sociedades incorporadas, fundidas ou cindidas receberão,


diretamente da companhia emissora, as ações que lhes couberem.

§ 3º Se a incorporação, fusão ou cisão envolverem companhia aberta, as sociedades que a


sucederem serão também abertas, devendo obter o respectivo registro e, se for o caso, promover
a admissão de negociação das novas ações no mercado secundário, no prazo máximo de cento e
vinte dias, contados da data da assembléia-geral que aprovou a operação, observando as normas
pertinentes baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários. (Incluído pela Lei nº 9.457, de
1997)

§ 4º O descumprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista direito de


retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor das suas ações (art. 45), nos trinta dias
seguintes ao término do prazo nele referido, observado o disposto nos §§ 1º e 4º do art. 137.
(Incluído pela Lei nº 9.457, de 1997)

Protocolo

Art. 224. As condições da incorporação, fusão ou cisão com incorporação em sociedade


existente constarão de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou sócios das
sociedades interessadas, que incluirá:

I - o número, espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de
sócios que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição;
II - os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio, no caso de
cisão;

III - os critérios de avaliação do patrimônio líquido, a data a que será referida a avaliação, e
o tratamento das variações patrimoniais posteriores;

IV - a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades
possuídas por outra;

V - o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital


das sociedades que forem parte na operação;

VI - o projeto ou projetos de estatuto, ou de alterações estatutárias, que deverão ser


aprovados para efetivar a operação;

VII - todas as demais condições a que estiver sujeita a operação.

Parágrafo único. Os valores sujeitos a determinação serão indicados por estimativa.

Justificação

Art. 225. As operações de incorporação, fusão e cisão serão submetidas à deliberação da


assembléia-geral das companhias interessadas mediante justificação, na qual serão expostos:

I - os motivos ou fins da operação, e o interesse da companhia na sua realização;

II - as ações que os acionistas preferenciais receberão e as razões para a modificação dos


seus direitos, se prevista;

III - a composição, após a operação, segundo espécies e classes das ações, do capital das
companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir;

IV - o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes.

Transformação, Incorporação, Fusão e Cisão


(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Art. 226. As operações de incorporação, fusão e cisão somente poderão ser efetivadas nas
condições aprovadas se os peritos nomeados determinarem que o valor do patrimônio ou
patrimônios líquidos a serem vertidos para a formação de capital social é, ao menos, igual ao
montante do capital a realizar.

§ 1º As ações ou quotas do capital da sociedade a ser incorporada que forem de


propriedade da companhia incorporadora poderão, conforme dispuser o protocolo de
incorporação, ser extintas, ou substituídas por ações em tesouraria da incorporadora, até o limite
dos lucros acumulados e reservas, exceto a legal.

§ 2º O disposto no § 1º aplicar-se-á aos casos de fusão, quando uma das sociedades


fundidas for proprietária de ações ou quotas de outra, e de cisão com incorporação, quando a
companhia que incorporar parcela do patrimônio da cindida for proprietária de ações ou quotas
do capital desta.
§ 3o A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá normas especiais de avaliação e
contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia
aberta. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)”

INCORPORAÇÃO DE EMPRESAS

A operação de incorporação de uma e ou mais empresas é uma opração na qual uma


empresa absorve as demais do ponto de vista patrimonial, sucedendo aquelas que foram
incorporadas do ponto de vista patrimonial em seus direitos e obrigações. Observe que a partir
desse conceito, aqui não se trata de uma operação de compra e sim de absorvição de uma
companhia por outra, tornando-se somente uma única com os patrimônios agregados e agora
administrados contabilmente e financeiramente de forma unificada.

O art. 227 e 264 da Lei 6404/76 trata do tema da seguinte forma:

“Incorporação

Art. 227. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas
por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.

§ 1º A assembléia-geral da companhia incorporadora, se aprovar o protocolo da operação,


deverá autorizar o aumento de capital a ser subscrito e realizado pela incorporada mediante
versão do seu patrimônio líquido, e nomear os peritos que o avaliarão.

§ 2º A sociedade que houver de ser incorporada, se aprovar o protocolo da operação,


autorizará seus administradores a praticarem os atos necessários à incorporação, inclusive a
subscrição do aumento de capital da incorporadora.

§ 3º Aprovados pela assembléia-geral da incorporadora o laudo de avaliação e a


incorporação, extingue-se a incorporada, competindo à primeira promover o arquivamento e a
publicação dos atos da incorporação.

Incorporação de Companhia Controlada

Art. 264. Na incorporação, pela controladora, de companhia controlada, a justificação,


apresentada à assembléia-geral da controlada, deverá conter, além das informações previstas nos
arts. 224 e 225, o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores
da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da
controlada, avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data, a
preços de mercado, ou com base em outro critério aceito pela Comissão de Valores Mobiliários,
no caso de companhias abertas. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

§ 1o A avaliação dos dois patrimônios será feita por 3 (três) peritos ou empresa
especializada e, no caso de companhias abertas, por empresa especializada. (Redação dada pela
Lei nº 10.303, de 2001)

§ 2o Para efeito da comparação referida neste artigo, as ações do capital da controlada de


propriedade da controladora serão avaliadas, no patrimônio desta, em conformidade com o
disposto no caput. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
§ 3º Se as relações de substituição das ações dos acionistas não controladores,
previstas no protocolo da incorporação, forem menos vantajosas que as resultantes da
comparação prevista neste artigo, os acionistas dissidentes da deliberação da assembléia-geral
da controlada que aprovar a operação, observado o disposto nos arts. 137, II, e 230, poderão
optar entre o valor de reembolso fixado nos termos do art. 45 e o valor do patrimônio líquido a
preços de mercado. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

§ 4o Aplicam-se as normas previstas neste artigo à incorporação de controladora por sua


controlada, à fusão de companhia controladora com a controlada, à incorporação de ações de
companhia controlada ou controladora, à incorporação, fusão e incorporação de ações de
sociedades sob controle comum. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

§ 5º O disposto neste artigo não se aplica no caso de as ações do capital da controlada


terem sido adquiridas no pregão da bolsa de valores ou mediante oferta pública nos termos dos
artigos 257 a 263.”

Observe o exemplo Contábil a seguir:

EMPRESA EMPRESA

A B

EMPRESA

A Empresa A incorpora a Empresa B, após teremos somente uma empresa no Mercado,


mais forte a Empresa A, porém incorporando o Patrimonio da Empresa B.

Contabilmente temos a seguinte situação desde o início da Operação:

CONTAS EMPRESA EMPRESA


PATRIMONIAIS A B

ATIVO
CIRCULANTE 200 50
NÃO CIRC. 100 100
PERMANENTE 700 200
TOTAL DO ATIVO 1000 350
PASSIVO
CIRCULANTE 200 100
NÃO CIRC. 100 50
PATRIM. LIQUIDO 700 200
TOTAL PASSIVO +
PL 1000 350

Obs: Nesta operação de incorporação não haverá durante a negociação operação de ágio oou
deságio no patrimônio, ou seja, os valores do Balanço conferem com o valor aplicado nos
cálculos durante a Perícia Contábil de levantamento dos valores das companhias.

Lançamentos de transferência de Ativos da Empresa B para A:

D- INCORPORAÇÃO 350,00

C- CIRCULANTE 50,00

C- NÃO CIRCULANTE 100,00

C- PERMANENTE 200,00

Lançamentos de transferência de Passivos da Empresa B para A:

D- CIRCULANTE 100,00

D- NÃO CIRCULANTE 50,00

C- INCORPORAÇÃO 150,00

Lançamentos de transferência de Patrimonio Liquido da Empresa B para A:

D- PATRIMO. LIQUIDO 200,00

C- INCORPORAÇÃO 200,00

Lançamentos de recebimento de Ativos da Empresa B na Empresa A:

C- INCORPORAÇÃO 350,00

D- CIRCULANTE 50,00

D- NÃO CIRCULANTE 100,00

D- PERMANENTE 200,00

Lançamentos de recebimentos de Passivos da Empresa B na Empresa A:

C- CIRCULANTE 100,00

C- NÃO CIRCULANTE 50,00

D- INCORPORAÇÃO 150,00
Lançamentos de transferência de Patrimonio Liquido da Empresa B na Empresa A:

C- PATRIMO. LIQUIDO 200,00

D- INCORPORAÇÃO 200,00

APÓS AS TRANSAÇÕS TEREMOS A SEGUINTE SITUAÇÃO DA INCORPORÇÃO


DAS DUAS EMPRESAS.

CONTAS EMPRESA
PATRIMONIAIS A

ATIVO
CIRCULANTE 250
NÃO CIRC. 200
PERMANENTE 900
TOTAL DO ATIVO 1350
PASSIVO
CIRCULANTE 300
NÃO CIRC. 150
PATRIM. LIQUIDO 900
TOTAL PASSIVO +
PL 1350

Observe que por determinação da Instrução Normativa 469/2008 em seu art. 9º. da CVM-
Comissão de Valores Mobiliários a incorporação,cisão e ou fusão, deverão levar em
consideração o valor de mercado dos Ativos, Passivos da Empresa objeto da negociação,
conforme o texto a seguir transcrito apresenta:

“Operações de Incorporação, Fusão e Cisão

Art. 9º Nas operações de incorporação, fusão ou cisão, realizadas entre partes independentes e
vinculadas à efetiva transferência de controle, nos termos do § 3º do art. 226 da Lei nº 6.404, de
1976, devem ser determinados os valores de mercado de todos os ativos e passivos, inclusive
contingentes, identificáveis e passíveis de mensuração.

Parágrafo único. As operações referidas no caput deste artigo realizadas no decorrer de 2008
poderão ser contabilizadas pelo seu valor contábil, devendo ser ajustadas ao valor de mercado
até o encerramento do exercício social em curso, enquanto a CVM não emitir norma específica
sobre esta matéria.”

INCORPORAÇÃO QUANDO EXISTE PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA DE UMA


EMPRESA EM OUTRA COM ÁGIO NO ATIVO DA EMPRESA INCORPORADORA E
SEM ÁGIO NEM DESÁGIO NA OPERAÇÃO DE INCORPORAÇÃO.

Observe o exemplo a seguir:


EMPRESA EMPRESA
CONTAS PATRIMONIAIS A B

ATIVO
CIRCULANTE 200 50
NÃO CIRC. 100 100
PERMANENTE 200
Investimento de A em B 200
Custo da Equivalencia Patrimonial 100
Ágio na aquisição de Participação 100
Imobilizado 500
TOTAL DO ATIVO 1000 350
PASSIVO
CIRCULANTE 200 100
NÃO CIRC. 100 50
PATRIM. LIQUIDO 700 200
TOTAL PASSIVO + PL 1000 350

Na Empresa Incorporada :

Deve-se extinguir a Empresa com a criação da conta incorporação e no momento da Baixa


do Patrimonio Liquido, deve-se fazer também a baixa das ações que constam do Balanço da
Empresa A, que estão contidas na Conta Investimento de A em B.

Na sociedade Incorporadora :

Pelo recebimento dos Ativos da Empresa B

D- ATIVO CIRCULANTE R$ 50,00

D- ATIVO NÃO-CIRCULANTE R$ 100,00

D- ATIVO PERMANENTE R$ 200,00

C- CONTA INCORPORAÇÃO R$ 350,00

É necessário também lançar a baixa de nossa conta investimento contra a conta


incorporação pelo valor do custo da equivalência patrimonial, conforme abaixo:

D- Custo da Equivalencia Patrimonial R$ 100,00

C- Investimento de A em B R$ 100,00

Teremos ao final da transação contábil um ágio no Ativo Permanente Conta Investimento A


em B no valor de saldo de R$ 100,00, este valor deverá ser ajustado segundo a avaliação das
contas da empresa B em seus ativos que estão sendo incorporados, ou seja somando aos
mesmos, senão deverá a mesma conta ser zerada jogando como custo de aquisição de
incorporação de empresa B. No caso de somar ao Ativo é só lançar da seguinte forma:
D- ATIVO PERMANENTE R$ 100,00

C- INVESTIMENTO DE A EM B R$ 100,00

Pelo recebimento dos Passivos da Empresa B

D- PASSIVO CIRCULANTE R$ 100,00

D- PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$ 50,00

D- Conta incorporação R$ 150,00

O Balanço da Empresa Incorporadora após as negociações ficou assim:

EMPRESA
CONTAS PATRIMONIAIS A

ATIVO
CIRCULANTE 250
NÃO CIRC. 200
PERMANENTE
Imobilizado 700
TOTAL DO ATIVO 1150
PASSIVO
CIRCULANTE 300
NÃO CIRC. 150
PATRIM. LIQUIDO 700
TOTAL PASSIVO + PL 1150

Legislação que trata do assunto: A lei 11368/2007:

“Art. 179.................................................................................................................................

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa
finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle desses bens;

V – no diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que


contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e
que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência
operacional;

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à


manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
comércio adquirido.”

A CVM também se pronuncio através da audiência publica SNC nr. 4 a seguir descrita:
“Esta minuta de Instrução procura abordar também pontos que foram objeto de sugestões e
dúvidas encaminhadas à CVM em resposta ao Comunicado CVM de 14.01.2008. A minuta
dispõe sobre os seguintes aspectos:

a) faculta a aplicação das disposições da Lei nº 11.638 às Informações Trimestrais (ITRs)


durante o ano de 2008. Entretanto, no caso da não aplicação do disposto na Lei nº 11.638, as
companhias abertas deverão divulgar em nota explicativa às ITRs de 2008 uma descrição das
alterações que possam ter impacto sobre as demonstrações financeiras de final de exercício;
b) traz orientação sobre a demonstração do valor adicionado, que evidencia o quanto de riqueza
uma empresa produziu e de que forma essa riqueza foi distribuída, enquanto a CVM não emitir
norma específica; e
c) trata de contabilizações específicas alteradas pela Lei nº 11.638 como: (i) o saldo das
Reservas de Capital extintas oriundas de prêmio recebido na emissão de debêntures e das
doações e subvenções para investimento, que poderão ser mantidos nas respectivas contas; (ii) a
manutenção do saldo da reserva de reavaliação até a sua efetiva realização ou estorno, devendo,
neste caso, retroagir, no caso de estorno, ao início do exercício social; (iii) a destinação do saldo
da conta de lucros acumulados para reservas de lucro e/ou distribuição de dividendos; (iv) o
ajuste a valor presente, que deverá ser aplicado às operações de longo prazo e, nas operações de
curto prazo, quando houver efeitos relevantes, com base em taxas de desconto específicas aos
riscos dos ativos e passivos; (v) a divulgação em nota explicativa das remunerações baseadas
em ações nas informações trimestrais e nas demonstrações financeiras, enquanto não for emitida
norma específica de contabilização; (vi) a mudança nos critérios para cálculo da equivalência
patrimonial de coligadas, que passa a considerar o percentual de 20% ou mais do capital votante
em lugar de 20% do capital total como na regra anterior.
A minuta determina também a adoção dos valores de mercado nas operações de incorporação,
fusão e cisão que, entretanto, poderão ser transitoriamente contabilizadas pelo valor contábil até
o encerramento do exercício social em curso.
Além disso, as companhias estrangeiras que captam recursos no mercado de capitais brasileiro
através de BDRs e que adotem as normas contábeis internacionais foram dispensadas da
apresentação da reconciliação de patrimônio líquido e resultado prevista anteriormente nas
normas CVM.”

Também quanto as negociações com ágio e deságio a cvm assim se pronunciou na Instrução
Normativa CVM nr. 319/1999, art. 6º.

“DO TRATAMENTO CONTÁBIL DO ÁGIO E DO DESÁGIO

Art. 6º - O montante do ágio ou do deságio, conforme o caso, resultante da aquisição do


controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora será contabilizado, na
incorporadora, da seguinte forma:

I. nas contas representativas dos bens que lhes deram origem – quando o fundamento
econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor
contábil (Instrução CVM nº 247/96, art. 14, § 1º);
II. em conta específica do ativo imobilizado (ágio) – quando o fundamento econômico
tiver sido a aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo
Poder Público (Instrução CVM nº 247/96, art. 14, § 2º, alínea b); e
III. em conta específica do ativo diferido (ágio) ou em conta específica de resultado de
exercício futuro (deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de
resultado futuro (Instrução CVM nº 247/96, art. 14, § 2º, alínea a).

§ 1º O ágio referido no "caput" deste artigo terá como contrapartida reserva especial de ágio na
incorporação, constante do patrimônio líquido.
§ 2º A reserva referida no parágrafo anterior somente poderá ser incorporada ao capital social,
na medida da amortização do ágio que lhe deu origem, em proveito de todos os acionistas,
excetuado o disposto no art. 7º desta Instrução.

§ 3º Após a incorporação, o ágio ou o deságio continuará sendo amortizado observando-se, no


que couber, as disposições das Instruções CVM nº 247, de 27 de março de 1996, e nº 285, de 31
de julho de 1998.

Art. 7º - O protocolo de incorporação de controladora por companhia aberta controlada poderá


prever que, nos casos em que a companhia vier a auferir benefício fiscal, em decorrência da
amortização do ágio referido no inciso III do art. 6º - desta Instrução, a parcela da reserva
especial de ágio na incorporação correspondente a tal benefício poderá ser objeto de
capitalização em proveito do acionista controlador.

§ 1º Na hipótese prevista no "caput" deste artigo, observado o disposto no art. 170 da Lei nº
6.404/76, será sempre assegurado aos demais acionistas o direito de preferência e, se for o caso,
as importâncias por eles pagas serão entregues ao controlador.

§ 2º A capitalização da parcela da reserva especial referida no "caput" deste artigo,


correspondente ao benefício fiscal, somente poderá ser realizada ao término de cada exercício
social e na medida em que esse benefício represente uma efetiva diminuição dos tributos pagos
pela companhia.

Art. 8º - A companhia deverá efetuar e divulgar, ao término de cada exercício social, análise
sobre a recuperação do valor do ágio, ainda que registrado na forma dos incisos II e III do art. 6º
desta Instrução, a fim de que sejam:

a. registradas as perdas de valor do capital aplicado quando evidenciado que não haverá
resultados suficientes para recuperação desse valor; ou
b. revisados e ajustados os critérios utilizados para a determinação da sua vida útil
econômica e para o cálculo e prazo da sua amortização.

DAS RELAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO

Art. 9º - Nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por
companhia aberta controlada, o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não
controladores deverá excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada.

Parágrafo único. O disposto no "caput" deste artigo também se aplica às operações de fusão de
controladora com controlada.

Art. 10 - No cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores, que
se extingüirão, estabelecidas no protocolo da operação, deve ser reconhecida a existência de
espécies e classes de ações com direitos diferenciados, sendo vedado favorecer, direta ou
indiretamente, uma outra espécie ou classe de ações.

Art. 11 - É vedada a adoção, nas relações de substituição das ações dos acionistas não
controladores, nas operações de que trata esta Instrução, da cotação de bolsa das ações das
companhias envolvidas, salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de
carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros”
CISÃO DE EMPRESAS

Segundo a Lei 6404/76 :

“Cisão

Art. 229. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio
para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a
companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se
parcial a versão.

§ 1º Sem prejuízo do disposto no artigo 233, a sociedade que absorver parcela do


patrimônio da companhia cindida sucede a esta nos direitos e obrigações relacionados no ato da
cisão; no caso de cisão com extinção, as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da
companhia cindida sucederão a esta, na proporção dos patrimônios líquidos transferidos, nos
direitos e obrigações não relacionados.

§ 2º Na cisão com versão de parcela do patrimônio em sociedade nova, a operação será


deliberada pela assembléia-geral da companhia à vista de justificação que incluirá as
informações de que tratam os números do artigo 224; a assembléia, se a aprovar, nomeará os
peritos que avaliarão a parcela do patrimônio a ser transferida, e funcionará como assembléia de
constituição da nova companhia.

§ 3º A cisão com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente obedecerá às


disposições sobre incorporação (artigo 227).

§ 4º Efetivada a cisão com extinção da companhia cindida, caberá aos administradores das
sociedades que tiverem absorvido parcelas do seu patrimônio promover o arquivamento e
publicação dos atos da operação; na cisão com versão parcial do patrimônio, esse dever caberá
aos administradores da companhia cindida e da que absorver parcela do seu patrimônio.

§ 5º As ações integralizadas com parcelas de patrimônio da companhia cindida serão


atribuídas a seus titulares, em substituição às extintas, na proporção das que possuíam; a
atribuição em proporção diferente requer aprovação de todos os titulares, inclusive das ações
sem direito a voto. (Redação dada pela Lei nº 9.457, de 1997)

Direito de Retirada

Art. 230. Nos casos de incorporação ou fusão, o prazo para exercício do direito de
retirada, previsto no art. 137, inciso II, será contado a partir da publicação da ata que aprovar o
protocolo ou justificação, mas o pagamento do preço de reembolso somente será devido se a
operação vier a efetivar-se. (Redação dada pela Lei nº 9.457, de 1997)

Direitos dos Credores na Cisão

Art. 233. Na cisão com extinção da companhia cindida, as sociedades que absorverem
parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta.
A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão
solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.

Parágrafo único. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem
parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que
lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida, mas, nesse
caso, qualquer credor anterior poderá se opor à estipulação, em relação ao seu crédito, desde que
notifique a sociedade no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação dos atos da
cisão.

Contabilização da Cisão:

Vamos apresentar a Cia Empresa A queira fazer uma cisão total de seu patrimônio para duas
novas companhias a Empresa B e a Empresa C. Observe como é simples a contabilização:

EMPRESA EMPRESA EMPRESA


CONTAS PATRIMONIAIS A B C

ATIVO
CIRCULANTE 250
NÃO CIRC. 200
PERMANENTE
Imobilizado 700
TOTAL DO ATIVO 1150
PASSIVO
CIRCULANTE 300
NÃO CIRC. 150
PATRIM. LIQUIDO 700
TOTAL PASSIVO + PL 1150

Abaixo apresentaremos a contabilização a ser feita pela empresa cindida seu patrimônio a Cia B
e C:

Transferencia do ATIVO a Empresa B:

D- CISÃO R$ 600,00

C- ATIVO CIRCULANTE R$ 150,00

C- ATIVO NÃO CIRCULANTE R$ 100,00

C- PERMANENTE R$ 350,00

Transferencia do ATIVO a Empresa C:

D- CISÃO R$ 550,00

C- ATIVO CIRCULANTE R$ 100,00

C- ATIVO NÃO CIRCULANTE R$ 100,00

C – PERMANENTE R$ 350,00
Transferencia do PASSIVO a Empresa B:

D – PASSIVO CIRCULANTE R$ 200,00

D – PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$100,00

C- Cisão R$ 300,00

Transferencia do PASSIVO a Empresa C:

D – PASSIVO CIRCULANTE R$ 100,00

D – PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$ 50,00

C- Cisão R$ 150,00

Transferencia do PATRIMONIO LIQUIDO a Empresa B:

D- PATRIM. LIQUIDO R$ 300,00

C- CISÃO R$ 300,00

Transferencia do PATRIMONIO LIQUIDO a Empresa C:

D- PATRIM. LIQUIDO R$ 400,00

C- CISÃO R$ 400,00

Recebimento de ATIVOS da Empresa A por parte da Empresa B:

C- CISÃO R$ 600,00

D- ATIVO CIRCULANTE R$ 150,00

D- ATIVO NÃO CIRCULANTE R$ 100,00

D- PERMANENTE R$ 350,00

Recebimento de ATIVOS da Empresa A por parte da Empresa C:

C- CISÃO R$ 550,00

D- ATIVO CIRCULANTE R$ 100,00

D- ATIVO NÃO CIRCULANTE R$ 100,00

D – PERMANENTE R$ 350,00
Recebimento de PASSIVOS da Empresa A por parte da Empresa B:

C – PASSIVO CIRCULANTE R$ 200,00

C – PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$100,00

D- Cisão R$ 300,00

Recebimento de PASSIVOS da Empresa A por parte da Empresa C:

C – PASSIVO CIRCULANTE R$ 100,00

C – PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$ 50,00

D- Cisão R$ 150,00

Recebimento de PATRIM. LIQUIDO da Empresa A por parte da Empresa B:

C- PATRIM. LIQUIDO R$ 300,00

D- CISÃO R$ 300,00

Recebimento de PATRIM. LIQUIDO da Empresa A por parte da Empresa C:

C- PATRIM. LIQUIDO R$ 400,00

D- CISÃO R$ 400,00

Assim nos temos o seguinte resultado final após a cisão da Empresa A:

EMPRESA EMPRESA EMPRESA


CONTAS PATRIMONIAIS A B C

ATIVO
CIRCULANTE 150 100
NÃO CIRC. 100 100
PERMANENTE
Imobilizado 350 350
TOTAL DO ATIVO 600 550
PASSIVO
CIRCULANTE 200 100
NÃO CIRC. 100 50
PATRIM. LIQUIDO 300 400
TOTAL PASSIVO + PL 600 550
FUSÃO DE EMPRESAS

Segundo a Lei 6404/76 temos o seguinte texto que trata da matéria:

“Fusão

Art. 228. A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar
sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações.

§ 1º A assembléia-geral de cada companhia, se aprovar o protocolo de fusão, deverá


nomear os peritos que avaliarão os patrimônios líquidos das demais sociedades.

§ 2º Apresentados os laudos, os administradores convocarão os sócios ou acionistas das


sociedades para uma assembléia-geral, que deles tomará conhecimento e resolverá sobre a
constituição definitiva da nova sociedade, vedado aos sócios ou acionistas votar o laudo de
avaliação do patrimônio líquido da sociedade de que fazem parte.

§ 3º Constituída a nova companhia, incumbirá aos primeiros administradores promover o


arquivamento e a publicação dos atos da fusão.”

Direitos dos Debenturistas

Art. 231. A incorporação, fusão ou cisão da companhia emissora de debêntures em


circulação dependerá da prévia aprovação dos debenturistas, reunidos em assembléia
especialmente convocada com esse fim.

§ 1º Será dispensada a aprovação pela assembléia se for assegurado aos debenturistas que o
desejarem, durante o prazo mínimo de 6 (seis) meses a contar da data da publicação das atas das
assembléias relativas à operação, o resgate das debêntures de que forem titulares.

§ 2º No caso do § 1º, a sociedade cindida e as sociedades que absorverem parcelas do seu


patrimônio responderão solidariamente pelo resgate das debêntures.

Direitos dos Credores na Incorporação ou Fusão

Art. 232. Até 60 (sessenta) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação ou à
fusão, o credor anterior por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anulação da
operação; findo o prazo, decairá do direito o credor que não o tiver exercido.

§ 1º A consignação da importância em pagamento prejudicará a anulação pleiteada.

§ 2º Sendo ilíquida a dívida, a sociedade poderá garantir-lhe a execução, suspendendo-se o


processo de anulação.

§ 3º Ocorrendo, no prazo deste artigo, a falência da sociedade incorporadora ou da


sociedade nova, qualquer credor anterior terá o direito de pedir a separação dos patrimônios,
para o fim de serem os créditos pagos pelos bens das respectivas massas.

Averbação da Sucessão

Art. 234. A certidão, passada pelo registro do comércio, da incorporação, fusão ou cisão, é
documento hábil para a averbação, nos registros públicos competentes, da sucessão, decorrente
da operação, em bens, direitos e obrigações.”
Tratamento contábil : O exercício a seguir iremos fazer uma fusão de empresas na qual a
Empresa B e C irão se fundir e passará a existir a Empresa A com o patrimônio das duas
anteriores, conforme abaixo apresentamos:

EMPRESA EMPRESA EMPRESA


CONTAS PATRIMONIAIS A B C

ATIVO
CIRCULANTE 150 100
NÃO CIRC. 100 100
PERMANENTE
Imobilizado 350 350
TOTAL DO ATIVO 600 550
PASSIVO
CIRCULANTE 200 100
NÃO CIRC. 100 50
PATRIM. LIQUIDO 300 400
TOTAL PASSIVO + PL 600 550

Lançamentos Contábeis realizados pela Cia B: Transferencia dos ATIVOS para Cia A:

D- FUSÃO R$ 600,00

C- ATIVO CIRCULANTE R$ 150,00

C- ATIVO NÃO CIRCULANTE R$100,00

C- ATIVO PERMANENTE IMOBILIZADO R$ 350,00

Lançamentos Contábeis realizados pela Cia B: Transferencia dos PASSIVOS para Cia
A:

D- PASSIVO CIRCULANTE R$ 200,00

D- PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$ 100,00

C- FUSÃO R$ 300,00

Lançamentos Contábeis realizados pela Cia B: Transferencia do PATRIMONIO


LIQUIDO para Cia A:

D- PATRIMONIO LIQUIDO R$ 300,00

C- FUSÃO R$ 300,00

Lançamentos Contábeis realizados pela Cia C: Transferencia dos ATIVOS para Cia A:

D- FUSÃO R$ 550,00

C- ATIVO CIRCULANTE R$ 100,00


C- ATIVO NÃO CIRCULANTE R$100,00

C- ATIVO PERMANENTE IMOBILIZADO R$ 350,00

Lançamentos Contábeis realizados pela Cia C: Transferencia dos PASSIVOS para Cia A:

D- PASSIVO CIRCULANTE R$ 100,00

D- PASSIVO NÃO CIRCULANTE R$ 50,00

C- FUSÃO R$ 150,00

Lançamentos Contábeis realizados pela Cia C: Transferencia do PATRIMONIO


LIQUIDO para Cia A:

D- PATRIMONIO LIQUIDO R$ 400,00

C- FUSÃO R$ 400,00

E assim ficou a situação patrimonial da Cia A após a Contabilização e fusão das Empresas B e
C a ela.

EMPRESA EMPRESA EMPRESA


CONTAS PATRIMONIAIS A B C

ATIVO
CIRCULANTE 250
NÃO CIRC. 200
PERMANENTE
Imobilizado 700
TOTAL DO ATIVO 1150
PASSIVO
CIRCULANTE 300
NÃO CIRC. 150
PATRIM. LIQUIDO 700
TOTAL PASSIVO + PL 1150

ALGUNS ASPECTOS LEGAIS DA INCORPORAÇÃO,FUSÃO, CISÃO E EXTINÇÃO


DE EMPRESAS.

A legislação do Imposto de Renda através do decreto nr. 3000 de 1999 traz alguma regras
sobre a responsabilidade dos sucessores nos casos de incorporação, fusão, cisão e extinção de
empresas.

“Responsáveis

CAPÍTULO I
RESPONSABILIDADE DOS SUCESSORES
Art. 207. Respondem pelo imposto devido pelas pessoas jurídicas transformadas, extintas ou
cindidas (Lei nº 5.172, de 1966, art. 132, e Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 5º):

I - a pessoa jurídica resultante da transformação de outra;

II - a pessoa jurídica constituída pela fusão de outras, ou em decorrência de cisão de sociedade;

III - a pessoa jurídica que incorporar outra ou parcela do patrimônio de sociedade cindida;

IV - a pessoa física sócia da pessoa jurídica extinta mediante liquidação, ou seu espólio, que
continuar a exploração da atividade social, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma
individual;

V - os sócios, com poderes de administração, da pessoa jurídica que deixar de funcionar sem
proceder à liquidação, ou sem apresentar a declaração de rendimentos no encerramento da
liquidação.

Parágrafo único. Respondem solidariamente pelo imposto devido pela pessoa jurídica (Decreto-
Lei nº 1.598, de 1977, art. 5º, § 1º):

I - as sociedades que receberem parcelas do patrimônio da pessoa jurídica extinta por cisão;

II - a sociedade cindida e a sociedade que absorver parcela do seu patrimônio, no caso de cisão
parcial;

III - os sócios com poderes de administração da pessoa jurídica extinta, no caso do inciso V.

Art. 208. A pessoa física ou jurídica que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de
comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelo
imposto, relativo ao fundo ou estabelecimento adquirido, devido até a data do ato (Lei nº 5.172,
de 1966, art. 133):

I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;

II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis


meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio,
indústria ou profissão.

Art. 209. O disposto neste Capítulo aplica-se por igual aos créditos tributários definitivamente
constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nele referidos, e aos constituídos
posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a
referida data (Lei nº 5.172, de 1966, art. 129).

CAPÍTULO II
RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS

Art. 210. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações


tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato
social ou estatutos (Lei nº 5.172, de 1966, art. 135):

I - os administradores de bens de terceiros, pelo imposto devido por estes;


II - o síndico e o comissário, pelo imposto devido pela massa falida ou pelo concordatário;

III - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelo imposto devido sobre os atos
praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;

IV - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas;

V - os mandatários, prepostos e empregados;

VI - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

§ 1º Os comissários, mandatários, agentes ou representantes de pessoas jurídicas domiciliadas


no exterior respondem, pessoalmente, pelos créditos correspondentes às obrigações tributárias
resultantes das operações mencionadas nos arts. 398 e 399 (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art.
192, parágrafo único, e Lei nº 3.470, de 1958, art. 76).

§ 2º A responsabilidade tributária de que trata este Capítulo é extensiva à hipótese prevista no


§ 4º do art. 386 (Lei nº 9.532, de 1997, art. 7º, § 4º).

Art. 211. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal


pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas
omissões de que forem responsáveis (Lei nº 5.172, de 1966, art. 134):

I - os administradores de bens de terceiros, pelo imposto devido por estes;

II - o síndico e o comissário, pelo imposto devido pela massa falida ou pelo concordatário;

III - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelo imposto devido sobre os atos
praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;

IV - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.

§ 1º O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório


(Lei nº 5.172, de 1966, art. 134, parágrafo único).

§ 2º A extinção de uma firma ou sociedade de pessoas não exime o titular ou os sócios da


responsabilidade solidária do débito fiscal (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 53).

QUESTÕES DE OUTRAS BANCAS EXAMINADORAS

CESPE – UNB – TCE ESPIRITO SANTO 2004

Segundo a Lei n.º 6.404/1976, julgue os itens seguintes, a respeito da estrutura das
demonstrações contábeis e da apuração do dividendo mínimo obrigatório.
115___ Na apuração da base de cálculo do dividendo mínimo obrigatório, deverão ser
deduzidas as apropriações para reservas de lucros e adicionadas as reversões de reservas que
farão parte do saldo do período.C
116___ No ativo circulante, serão registrados os direitos realizáveis no decurso dos três
exercícios sociais, incluindo-se os do período, com exceção das despesas do exercício
seguinte.E
117__ As participações em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza que não forem
classificáveis no ativo circulante e que se destinem a manter as atividades da empresa serão
classificados em investimentos.C
118__ As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para a aquisição de direitos do
ativo permanente, serão classificadas no passivo circulante, caso tenham vencimento no
exercício seguinte, ou no passivo exigível a longo prazo, se vencerem em prazo maior.C
119___ Os recursos aplicados no diferido serão amortizados periodicamente, em prazo não
superior a 10 anos.E
120___ As despesas de exercícios futuros serão classificadas como resultado de exercícios
futuros, considerando-se uma obrigação futura da empresa.E

Contador 2004 CEASA/MG FUMARC

QUESTÃO 32:

No Balanço Patrimonial, as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de


qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não se destinem à
manutenção da atividade da companhia ou da empresa, serão classificados no:

a) Ativo Permanente Imobilizado.


b) Ativo Permanente Diferido.
c) Ativo Realizável a Longo Prazo.
D ) Ativo Permanente Investimentos

CONTADOR – INFRAERO – UFBA – 2004

16 - A empresa Mãe S.A possui 100% das ações da empresa Filha S.A. Sabendo-se que os lucros nas
transações intercompanhias devem ser eliminados e que a empresa Filha S.A vendeu à empresa Mãe
S.A por
R$ 150.000,00 mercadorias que lhe custaram
R$ 120.000,00, determine qual lançamento contábil de eliminação deve ser efetuado, para fins de
consolidação, sabendo-se que o total dessas mercadorias encontra-se nos estoques da controladora Mãe
S.A:

(A) D - Custo de Vendas


C - Estoque R$ 150.000,00

(B) D - Estoque
C - Lucros Intercompanhias R$ 30.000,00

(C) D - Vendas R$ 150.000,00


C - Custo das Vendas R$ 120.000,00
C - Estoques R$ 30.000,00

(D) D - Estoques
C - Custo das Vendas R$ 120.000,00
(E) D - Vendas R$ 150.000,00
C - Estoques R$ 120.000,00
C - Lucros Intercompanhias R$ 30.000,00

20 - No processo de consolidação das demonstrações contábeis, é correto afirmar que:

(A) se a controladora avalia seu investimento em uma controlada pelo método de equivalência
patrimonial, os dividendos distribuídos devem ser eliminados na Demonstração do Resultado
Consolidado;
(B) a consolidação pela Lei das S.A é obrigatória para companhias abertas que tiverem 25% de seu
Patrimônio Líquido representado por investimentos em controladas;
(C) apenas as empresas que individualmente representem até 10% do Patrimônio Líquido Consolidado
estão desobrigadas a manter a uniformidade nos critérios contábeis em relação às demais
consolidadas;
(D) a participação dos acionistas não controladores, no Patrimônio Líquido e no Lucro Líquido do
Exercício, será destacada, respectivamente, no Balanço Patrimonial Consolidado e na
Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício;
(E) das demonstrações contábeis consolidadas devem ser excluídas apenas as participações acionárias
de uma sociedade em outra e as transações que afetem o Ativo e o Passivo Circulante.

21 - Em janeiro de 20X3, a CIA X adquiriu 45% do Patrimônio Líquido da CIA Y, o qual era
representado pela conta Capital Social, com saldo de R$ 850.000. Sabendo-se que o Patrimônio Líquido
da CIA X era de R$ 2.000.000 em janeiro de 20X3 e que a CIA Y teve um lucro líquido de R$ 150.000
durante o referido exercício, o valor do investimento na CIA Y, registrado no Balanço Patrimonial da
CIA X em 31/12/20X3, é:

(A) R$ 382.500;
(B) R$ 425.000;
(C) R$ 450.000;
(D) R$ 482.500;
(E) R$ 532.500.

Contador 2005 BNDES NCE/UFRJ

33 - A Cia. Equity possuía um único investimento societário em sociedade controlada e


dispunha, em 31/12/X1, das seguintes informações para fins de cálculo da Equivalência
Patrimonial:
Patrimônio Líquido da Controlada (já incluído o Lucro Líquido do R$ 3.000,00
Exercício)
% Participação no Capital Social da Controlada 80%
Lucro Líquido do Exercício auferido pela controlada R$ 500,00
Lucros não Realizados integrantes do Lucro Líquido do Exercício da R$ 200,00
Controlada Valor contábil do investimento avaliado pelo método da equivalência R$ 2.000,00
patrimonial
Considerando a Instrução CVM 247/96, o valor a ser registrado pela Controladora como
Resultado da Equivalência Patrimonial do exercício de 19X1 é:
(A) R$ 240,00;
(B) R$ 200,00;
(C) R$ 400,00;
(D) R$ 100,00;
(E) R$ 300,00.

35- A Cia. JKL apresentava um único investimento societário na Cia. Alfa, conforme
evidenciado em seu Balanço Patrimonial de 31/12/X0:
ATIVO R$
PERMANENTE
Investimento:
Cia. Alfa – avaliado pelo método 800,00
da equivalência Patrimonial
Cia. Alfa – Ágio 200,00
Total 1.000,00
PASSIVO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital 1.000,00
Total 1.000,00
- Todo o capital da Cia. Alfa é composto por ações ordinárias.
- A participação acionária da Cia. JKL na Cia. Alfa
corresponde a 80% dessas ações.
- O ágio na Cia. JKL refere-se a subavaliação de um terreno de propriedade da Cia. Alfa.
- Transações que afetaram o Patrimônio Líquido da investida em 31/12/X1:
Cia. Alfa R$
Lucro Líquido do Exercício 1.500,00
Reavaliação de terreno (incremento ao valor contábil original do bem) 300,00
Recebimento de doação para investimento 600,00
Declaração de dividendos 800,00

Com base nos dados apresentados, indique, respectivamente, o montante registrado na


Demonstração do Resultado como resultado da equivalência patrimonial do período e o saldo da
conta Investimento Cia. Alfa - avaliado pelo método da equivalência patrimonial em 31/12/X1.

(A) R$ 1.920,00 e R$ 2.720,00;


(B) R$ 1.200,00 e R$ 2.720,00;
(C) R$ 1.680,00 e R$ 2.720,00;
(D) R$ 1.920,00 e R$ 2.080,00;
(E) R$ 1.680,00 e R$ 2.080,00;

Gabarito: 115C 116E 117C 118C 119E 120E 32D 16C 20D 21D 33C 35E

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE

A Contabilidade considerada como Ciência Social tem por Princípios Fundamentais :

A Entidade – Patrimônio da Entidade não se confunde com o dos Sócios ( autonomia


Patrimonial ) ;

Continuidade – Vida Empresarial ( Ativos e Passivos ao longo do Tempo );

Oportunidade - refere-se a tempestividade e a integridade dos registros contábeis , devemos


lançar na Contabilidade mesmo que tenhamos dúvidas na ocorrência dos fatos e atos
administrativos;

Princípio do Registro pelo Valor Original – Os componentes do Patrimônio devem ser


registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior em moeda corrente
Nacional;
Competência – As Receitas e Despesas devem ser incluídas na apuração do Resultado do
período em que ocorreram, independente de recebimento ou pagamento;

Prudência – Doação do maior valor para as contas do Passivo e Menor para as Contas do
Ativo, impõe a escolha de hipóteses.

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE

DAS CARACTERÍSTICAS DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS - especialmente naquelas


contidas nas Demonstrações Financeiras. Deve-se levar em Conta :

Confiabilidade

Tempestividade
Compreensibilidade

Comparabilidade

RETIFICAÇÃO DOS LANÇAMENTOS : Estorno, Transferência e Complementação.

AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS

Segundo a Lei 6404/76 conhecida também como Lei das S/A, temos o seguinte texto a
cerca do assunto:
Obs: Lembre-se que portanto esta Lei somente aplica-se as S/A e portanto as demais
Companhias não são obrigadas a Publicar seus Demonstrativos Financeiros, caso das LTDAS e
Firmas Individuais.

“Demonstrações Financeiras

Disposições Gerais

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão
exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:

I - balanço patrimonial;

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III - demonstração do resultado do exercício; e

IV - demonstração das origens e aplicações de recursos.

IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007)

§ 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores


correspondentes das demonstrações do exercício anterior.

§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos


poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do
valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como
"diversas contas" ou "contas-correntes".

§ 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta


dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembléia-geral.

§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros


analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e
dos resultados do exercício.

§ 5o As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e


das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos
significativos; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não
estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras; (Incluído pela Lei
nº 11.941, de 2009)

III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações


financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e (Incluído pela Lei nº
11.941, de 2009)

IV – indicar: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente


estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões
para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de
elementos do ativo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo


único); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, § 3o


); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e


outras responsabilidades eventuais ou contingentes; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo


prazo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

f) o número, espécies e classes das ações do capital social; (Incluído pela Lei nº 11.941,
de 2009)
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; (Incluído pela Lei
nº 11.941, de 2009)

h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o); e (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)

i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam


vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da
companhia. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$


2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da
demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 7o A Comissão de Valores Mobiliários poderá, a seu critério, disciplinar de forma


diversa o registro de que trata o § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”

Apesar de algumas sociedades não serem S/A a Lei 11.368/07 criou o conceito de
sociedade de grande porte e seriam aquelas que teriam um ATIVO superior a R$
240.000.000,00 ( Duzentos e quarenta milhões de reais ) iu uma receita Bruta de R$
300.000.000,00 ( Trezentos Milhões de reais ), estas sociedades segundo esta lei deveriam
também por obrigação, submeterem-se a Auditoria Independente por Auditor reconhecido pela
CVM.

Dessa forma fazemos abaixo um resumo das diferenças e obrigatoriedades segundo a


Legislação vigente quando a mesma se refere a evidenciação da Administração do Patrimonio
empresarial.

DEMONSTRATIVOS OBRIGATÓRIOS
LEI DAS S/A CVM
BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
DEMONTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJ. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIM.
ACUMULADOS LIQUIDO
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
NOTAS EXPLICATIVAS DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÃO DE
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES RECURSOS
NOTAS EXPLICATIVAS
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Abaixo faremos um estudo sobre o tratamento Legal dado a cada um dos Demonstrativos
Financeiros, sua forma de evidenciação e exemplos práticos apresentados pelas empresas no
Mercado.
BALANÇO PATRIMONIAL

A Lei 11.638/2007 declara:

“SEÇÃO III

Balanço Patrimonial

Grupo de Contas

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio


que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira
da companhia.

§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos


elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

I – ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:

I – passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de


avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído
pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão
classificados separadamente.

Ativo

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício


social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício


seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades
coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da
companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia;
III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de
qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da
atividade da companhia ou da empresa;

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos


destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com
essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à


manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior
que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse
ciclo.

Passivo Exigível

Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de


direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem
no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior,
observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)

Resultados de Exercícios Futuros

Patrimônio Líquido

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a
parcela ainda não realizada.

§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:

a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço


de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do
capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;

b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

c) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº
11.638,de 2007)

d) (revogada). (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº
11.638,de 2007)

§ 2° Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do


capital realizado, enquanto não-capitalizado.

§ 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas


no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de
aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência
da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177
desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de


lucros da companhia.

§ 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da conta do


patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.

Critérios de Avaliação do Ativo

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e


títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo:
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação


ou disponíveis para venda; e (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme


disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este
for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela
Lei nº 11.638,de 2007)

II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia,


assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de
aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este
for inferior;

III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o


disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas
prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente,
e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou
quotas bonificadas;

IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender


às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor
de mercado, quando este for inferior;

V - os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da


respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;

VI – (revogado); (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição


deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; (Incluído pela Lei nº 11.638,de
2007)

VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão


ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)
§ 1o Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor justo: (Redação dada pela
Lei nº 11.941, de 2009)

a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos,
mediante compra no mercado;

b) dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda
no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de
lucro;

c) dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros.

d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo,


decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na
ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro: (Incluída
pela Lei nº 11.638,de 2007)

1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro


instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007)

2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros
de natureza, prazo e risco similares; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de


instrumentos financeiros. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será


registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens
físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência;

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de


direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício
de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente
limitado;

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de


direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos


valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: (Redação dada pela Lei
nº 11.941, de 2009)

I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de


interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando
comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse
valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil


econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. (Incluído pela
Lei nº 11.638,de 2007)
§ 4° Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo
valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil.

Critérios de Avaliação do Passivo

Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes
critérios:

I - as obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis, inclusive Imposto sobre a


Renda a pagar com base no resultado do exercício, serão computados pelo valor atualizado até a
data do balanço;

II - as obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão


convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço;

III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão


ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

Critérios de Avaliação em Operações Societárias


(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

Art. 184-A. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá, com base na competência


conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei, normas especiais de avaliação e contabilização
aplicáveis à aquisição de controle, participações societárias ou negócios. (Incluído pela Lei nº
11.941, de 2009)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

A Lei 11.638/2007 declara:

“SEÇÃO V

Demonstração do Resultado do Exercício

Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:

I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os


impostos;

II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o
lucro bruto;

III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as


despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; (Redação


dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;

VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes


beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de
assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; (Redação
dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:

a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em


moeda; e

b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas


receitas e rendimentos.

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUIZOS ACUMULADOS

A Lei 11.638/2007 declara:

“SEÇÃO IV

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:

I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária


do saldo inicial;

II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;

III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao


capital e o saldo ao fim do período.

§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de


efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado
exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.

§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do


dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do
patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA E DO VALOR ADICIONADO

A Lei 11.638/2007 declara:

SEÇÃO VI

Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos

Demonstrações dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado


(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta
Lei indicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício,


no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo,
3 (três) fluxos: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a


sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais
como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da
riqueza não distribuída. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

NOTAS EXPLICATIVAS

A Lei 11.638/2007 declara:

SEÇÃO IV

Demonstrações Financeiras

Notas Explicativas

Art. 247. As notas explicativas dos investimentos a que se refere o art. 248 desta Lei
devem conter informações precisas sobre as sociedades coligadas e controladas e suas relações
com a companhia, indicando: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

I - a denominação da sociedade, seu capital social e patrimônio líquido;


II - o número, espécies e classes das ações ou quotas de propriedade da companhia, e o
preço de mercado das ações, se houver;

III - o lucro líquido do exercício;

IV - os créditos e obrigações entre a companhia e as sociedades coligadas e controladas;

V - o montante das receitas e despesas em operações entre a companhia e as sociedades


coligadas e controladas.

Parágrafo único. Considera-se relevante o investimento:

a) em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10%


(dez por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia;

b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou


superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia.

Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas

Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em


controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob
controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as
seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base


em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas
desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da
companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou
por ela controladas;

II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de


patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da
coligada ou controlada;

III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de
aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício:

a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;

b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos;

c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários.

§ 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento, nos casos deste artigo, serão
computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as
coligadas e controladas.

§ 2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e


fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS

A Lei 11.638/2007 declara:

Demonstrações Consolidadas

Art. 249. A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu
patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e
divulgar, juntamente com suas demonstrações financeiras, demonstrações consolidadas nos
termos do artigo 250.

Parágrafo único. A Comissão de Valores Mobiliários poderá expedir normas sobre as


sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação, e:

a) determinar a inclusão de sociedades que, embora não controladas, sejam financeira ou


administrativamente dependentes da companhia;

b) autorizar, em casos especiais, a exclusão de uma ou mais sociedades controladas.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LIQUIDO

Destinada a evidenciar, num determinado período de tempo, a movimentação das contas que
integram o patrimônio da Entidade.
Evidenciará :

Saldo do início do período


Ajustes de exercícios anteriores
Reversão e transferências de reservas e lucros
Os aumentos de capital
Redução de capital
Destinação do lucro liquido
As reavaliações de ativos e sua realização
Resultado liquido do período
Compensações de prejuízos
Lucros distribuídos

Saldo final do período

DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

É destinado a evidenciar, num determinado período, as mutações nos resultados acumulados


da
Entidade.
Apresentará :

Saldo inicial
Ajustes de exercícios anteriores
Reversão de Contas
Parcela correspondente a realização de reavaliação
Resultado liquido do período
As compensações de prejuízos
As destinações de lucro liquido
Os lucros distribuídos
Parcelas de lucros incorporados ao capital

Saldo final do período

As origens e aplicações de recursos (para exercícios encerrados até 31.12.2007);

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS

É destinada a evidenciar, num determinado período de tempo, as modificações que originaram


as variações no capital circulante liquido a saber :

CCL = AC - PC , onde:

CCL=Capital Circulante Liquido


AC= Ativo Circulante
PC= Passivo Circulante

São origens de Recursos :

Os aportes de Capital
Os recursos provenientes da realização de ativos de Longo Prazo e Permanente
Recursos provenientes de Capital de Terceiros de Longo Prazo

As aplicações de Recursos são provenientes de :

Recursos destinados ao pagamento das participações nos lucros aos sócios ou acionistas
Recursos aplicados na redução de obrigações de Longo Prazo
Recursos aplicados na aquisição do Permanente e no aumento dos Ativos de Longo Prazo
Reembolsos de Capital

Variação do Capital Circulante Liquido – oriundo da diferença entre os totais das origens e
aplicações de Recursos

Demonstração da variação do Capital Circulante Liquido – compreende os saldos iniciais e


finanis do ativo e Passivo .

Observe a explicação abaixo, a mesma sintetiza o que são origens e aplicações de recursos na
Contabilidade.
SÃO APLICAÇÕES : SÃO ORIGENS :

ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO PASSIVO EXIG.A


LONGO PRAZO
ATIVO PERMANENTE PATRIMÔNIO LIQUIDO

PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO ATIVO REAL. A LONGO


PRAZO
PATRIMÔNIO LIQUIDO ATIVO PERMANENTE

São Origens de Recursos todos os aumentos nos valores das contras do passivo e
patrimônio liquido de um período a outro, bem como reduções no Ativo em geral.
Serão Aplicações de Recursos todos os aumentos nos valores das contas do Ativo e
reduções nas contas do passivo e patrimônio liquido de um período para outro.

Questões de concursos – CESPE /UNB – Agente da Policia Federal , Agente


Administrativo, Administrador e Contador da Policia Federal – Gabarito Comentado

CONTABILIDADE 2000

Questão 12
Demonstração de lucros acumulados de 1999 (em R$ mil)
Lucros acumulados em 31/12/98 50.000
Lucro do exercício social de 1999 120.000
Parcela destinada à formação da reserva legal (6.000)
Parcela destinada à formação da reserva de contingências (20.000)
Reversão da reserva de lucros a realizar 10.000
Dividendos declarados (50.000)
Lucros acumulados em 31/12/99 104.000
Com base no quadro demonstrativo de lucros acumulados de uma sociedade anômina do ramo
de navegação, apresentado acima, julgue os itens que se seguem.
1. Os dividendos declarados pela empresa, relativamente ao exercício social de 1999, são
superiores a 25% do lucro líquido do exercício ajustado por constituição e reversão de reservas.
2. A reserva legal, a de contingências e a de lucros a realizar fazem parte do patrimônio líquido
da empresa.
3. O saldo de lucros acumulados em 31/12/99 não poderá ser utilizado para nova distribuição de
dividendos, em conformidade com os princípios de contabilidade.
4. Para a formação da reserva de contingências, deverá haver um registro a débito da conta
relativa a essa reserva no valor de R$ 20.000.000,00.
5. Os dividendos declarados deverão ser registrados a débito das disponibilidades.

1C 2C 3E 4E 5E
AGENTE DA POLICIA FEDERAL CESPE UNB 2002

Questão 12
Demonstração de lucros acumulados de 1999 (em R$ mil)
Lucros acumulados em 31/12/98 50.000
Lucro do exercício social de 1999 120.000
Parcela destinada à formação da reserva legal (6.000)
Parcela destinada à formação da reserva de (20.000)
contingências
Reversão da reserva de lucros a realizar 10.000
Dividendos declarados (50.000)
Lucros acumulados em 31/12/99 104.000
Com base no quadro demonstrativo de lucros acumulados de uma sociedade anômina do ramo
de navegação, apresentado acima, julgue os itens que se seguem.
1. Os dividendos declarados pela empresa, relativamente ao exercício social de 1999, são
superiores a 25% do lucro líquido do exercício ajustado por constituição e reversão de reservas.
2. A reserva legal, a de contingências e a de lucros a realizar fazem parte do patrimônio líquido
da empresa.
3. O saldo de lucros acumulados em 31/12/99 não poderá ser utilizado para nova distribuição de
dividendos, em conformidade com os princípios de contabilidade.
4. Para a formação da reserva de contingências, deverá haver um registro a débito da conta
relativa a essa reserva no valor de R$ 20.000.000,00.
5. Os dividendos declarados deverão ser registrados a débito das disponibilidades.
1C 2C 3E 4E 5E

QUESTÕES DE OUTRAS BANCAS EXAMINADORAS

ANALISTA JUDICIÁRIO-ESPEC CONTADOR TRT 2004

32. O Princípio da Continuidade objetiva afirmar que a Entidade

(A) é susceptível de descontinuidade.


(B) tem a composição de seu patrimônio afetada, na descontinuidade de suas atividades.
(C) tem seu patrimônio afetado, segundo as condições prováveis em que se possam
desenvolver suas operações.
(D) pode ter a utilidade de alguns de seus ativos afetada, na suspensão de suas atividades.
(E) na sua aplicação, tem como situação-limite, a completa cessação de suas atividades.

AGÊNCIA DE PROMOÇÃO E EXPORTAÇÕES DO BRASIL – APEX-Brasil 2006

8 De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade – Técnicas, pode-se afirmar que:


I. A divulgação é o ato de colocar as demonstrações contábeis da Entidade à disposição de seus
usuários.
II. As notas explicativas são partes integrantes das Demonstrações Contábeis.
III. A republicação de demonstrações contábeis aplica-se quando a assembléia de sócios ou
acionistas alterar a destinação de resultados.
IV. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é a demonstração contábil destinada a
evidenciar, num determinado período, as mutações nos resultados acumulados da entidade.
V. A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos é a demonstração contábil destinada
a evidenciar, num determinado período, as modificações que originaram as variações no capital
circulante líquido da entidade.Diante do exposto

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 10_____________________________________
De acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade Brasileiros, analise as afirmativas
e assinale a alternativa correta.
I. O Princípio da Entidade reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade.
II. O Princípio da Entidade afirma a autonomia patrimonial, evidenciando, portanto, a
necessidade da diferenciação do Patrimônio pertencente a uma pessoa ou um conjunto de
pessoas físicas e uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem
fins lucrativos.
III. O Princípio da Continuidade afirma que o patrimônio da Entidade, na sua composição
qualitativa e quantitativa, depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as
operações da Entidade.
IV. A situação-limite na aplicação do Princípio da Continuidade é aquela em que há a completa
cessação das atividades da Entidade.
V. O Princípio da Oportunidade refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do
registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com
a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 11-De acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade Brasileira, analise


as afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. O Princípio da Oportunidade abarca dois aspectos distintos, mas complementares: a
integridade e a tempestividade.
II. Para o Princípio da Oportunidade o objetivo está na completeza da apreensão das variações,
do seu oportuno conhecimento, enquanto, no Princípio da Competência, o fulcro está na
qualificação das variações diante do Patrimônio Líquido.
III. Usuários da informação contábil são pessoas físicas e/ou jurídicas com interesse na
entidade, que utilizam as informações contábeis desta para seus próprios fins.
IV. A confiabilidade da informação contábil refere-se ao fato de que a informação contábil deve
chegar ao conhecimento do usuário em tempo hábil, a fim de que este possa utilizá-la para seus
fins.
V. A compreensibilidade da informação contábil deve ser exposta da forma mais compreensível
possível ao usuário que se destine.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.
QUESTÃO 12- De acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade Brasileira, analise
as afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. De acordo com a Resolução CFC n. 750/1993, na aplicação dos Princípios Fundamentais de
Contabilidade a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais.
II. Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias
relativas à Ciência da Contabilidade.
III. Segundo a Resolução CFC n. 750/1993 são Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da
Entidade; o da Continuidade; o da Oportunidade; o do Registro pelo Valor original; o da
Atualização Monetária; o da Competência e o da Prudência.
IV. De acordo com a Resolução CFC n. 750/1993, no princípio da oportunidade o registro deve
ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da entidade, em um
período de tempo determinado.
V. Segundo a Resolução CFC n. 750/1993, o princípio da competência aborda a questão da
contabilização das receitas e despesas ocorridas e não necessariamente pagas ou recebidas.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 13- Segundo a Resolução CFC n. 750/1993, analise as afirmativas e assinale a


alternativa correta.
I. as receitas também são consideradas realizadas quando da extinção, parcial ou total, de um
passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor
igual ou maior.
II. as despesas também são consideradas incorridas pela diminuição ou extinção do valor
econômico de um ativo.
III. as despesas também são consideradas incorridas pelo surgimento de um passivo, sem o
correspondente ativo.
IV. uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação não poderão ter alterados seus
valores intrínsecos, admitindo-se, tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua
agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais.
V. uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação poderão ter alterados seus
valores intrínsecos, admitindo-se, tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua
agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais.

(A) Apenas uma afirmativa está certa.


(B) Apenas duas afirmativas estão certas.
(C) Apenas três afirmativas estão certas.
(D) Apenas quatro afirmativas estão certas.
(E) Todas as afirmativas estão certas.

QUESTÃO 26- Na confecção da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos,


representam origens de recursos:

(A) Aplicação Financeira, aumentos de imobilizado decorrente de integralização de capital


social e resultado positivo de equivalência patrimonial.
(B) Doações, aumento de imobilizado decorrente de integralização de capital social e resultado
positivo de equivalência patrimonial.
(C) Compra à vista de mercadoria, Doações e resultado positivo de equivalência patrimonial.
(D) Aplicação Financeira, Doação e Compra de mercadoria à vista.
(E) Aplicação Financeira, Doações e aumentos de imobilizado decorrente de integralização de
capital social
Analista de Finanças e Controle – AFC STN – 2005

21- Assinale a opção que contém a afirmativa incorreta sobre princípios fundamentais de
contabilidade.

a) O princípio da competência estabelece diretrizes para classificação das mutações patrimoniais


resultantes da observância do princípio da oportunidade.
b) Observando-se o princípio do registro pelo valor original, o princípio da prudência somente
se aplica às mutações posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável à correta
aplicação do princípio da competência.
c) A observância do princípio da continuidade é indispensável à correta aplicação do princípio
da competência, pois se relaciona à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação
do resultado, sendo importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado.
d) Segundo o princípio da entidade o patrimônio a ela pertence, mas a recíproca não é
verdadeira a agregação contábil de patrimônios resulta em nova entidade.
e) A observância do princípio da continuidade influencia o valor econômico dos ativos e, às
vezes, o valor ou o vencimento dos passivos.

Letra A

30- Tomemos como exemplo as operações realizadas pela Cia. Comercial de Lixeiras, durante o
exercício de 20x4,
para elaborar a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos nos termos da Lei nº
6.404/76.
Operações:
01- venda, a vista, de mercadorias por R$ 50.000,00,com lucro de 30% sobre as vendas;
02- compra, a prazo, de móveis e utensílios para usopor R$ 40.000,00;
03- obtenção de empréstimo bancário, com juros de 5%, para pagamento em 30 parcelas iguais
de R$ 4.000,00, iniciando-se em 30 de novembro de 20x4;
04- pagamento de R$12.000,00 de hipotecas de longo prazo;
05- recebimento de créditos no valor de R$ 16.000,00, com juros de 8%;
06- registro dos encargos de depreciação no valor de R$ 3.000,00;
07- aumento do capital social em R$ 4.000,00, com realização em dinheiro;
08- venda, a vista, de equipamentos usados por R$ 2.000,00, baixando-se um custo de alienação
de R$ 1.200,00;
09- pagamento de despesas gerais no valor de R$ 700,00;
10- aumento do capital social em R$ 5.000,00 para integralização futura;
11- aquisição de coligação acionária por R$ 25.000,00, para pagamento em 25 parcelas mensais,
iguais, a partir de 30/11/x4; e
12- destinação do lucro do período, sendo:
R$ 1.380,00 para imposto de renda; R$ 1.000,00 para reservas; e R$ 2.000,00 para pagamento
de dividendos. Com base nessas operações a empresa mandou elaborar a Demonstração de
Origens e Aplicações de Recursos, nos termos da Lei nº 6.404/76, a qual, certamente, vai
evidenciar os seguintes itens e valores:

a) Origens de Recursos no valor de R$ 94.200,00.


b) Origens de Recursos no valor de R$ 71.000,00.
c) Aplicações de Recursos no valor de R$ 79.000,00.
d) Aplicações de Recursos no valor de R$ 60.800,00.
e) Redução do Capital Circulante Líquido em R$ 10.200,00.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS analista contábil – Fundação Carlos Chagas
/2003
12. São considerados lucros a realizar, para fins de constituição da respectiva reserva,

(A) as receitas não operacionais e os dividendos recebidos de sociedades controladas ou


coligadas.
(B) os ganhos de capital decorrentes de alienação de bens do ativo permanente a serem
recebidos até o exercício seguinte ao da operação.
(C) o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial e os lucros em operações cujo prazo
de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte.
(D) os prêmios recebidos na emissão de debêntures e o produto da alienação de partes
beneficiárias.
(E) as reversões de provisões para créditos de liquidação duvidosa e o ganho na alienação de
ações em tesouraria

14. A Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) da companhia, em 20X0, evidenciava

(A) prejuízo de R$ 30 000,00.


(B) lucro de R$ 125 000,00.
(C) prejuízo de R$ 15 000,00.
(D) lucro de R$ 10 000,00.
(E) prejuízo de R$ 5 000,00.

15. Na Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), relativa ao exercício de


20X0, o total das origens montou, em R$, a

(A) 290 000,00


(B) 280 000,00
(C) 220 000,00
(D) 210 000,00
(E) 180 000,00

16. A variação do Capital Circulante Líquido da companhia,apurada na DOAR, foi


(A) positiva em R$ 130 000,00.
(B) positiva em R$ 180 000,00.
(C) negativa em R$ 100 000,00.
(D) negativa em R$ 180 000,00.
(E) positiva em R$ 100 000,00.

17. A variação do Patrimônio Líquido da companhia em 20X0, apurado na Demonstração das


Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), correspondeu, em R$, a
(A) R$ 10 000,00 negativos.
(B) R$ 5 000,00 negativos.
(C) R$ 5 000,00 positivos.
(D) R$ 10 000,00 positivos.
(E) R$ 15 000,00 positivos.
_________________________________________________________
18. A variação do Disponível, evidenciada na Demonstração do Fluxo de Caixa de 20X0, foi
(A) positiva em R$ 50 000,00.
(B) negativa em R$ 130 000,00.
(C) positiva em R$ 80 000,00.
(D) negativa em R$ 100 000,00.
(E) positiva em R$ 100 000,00.
TRANSPETRO CESGRANRIO CONTADOR 2006

22 - O Princípio Contábil que determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo
e do maior, para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido é o Princípio da:
(A) Evidenciação. (B) Entidade.
(C) Essência sobre a forma. (D) Prudência.
(E) Competência.

BAHIAGAS – 2006 CONTADOR CEFET BAHIA

19 Sobre a DOAR – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, analise as


proposições abaixo.
I. Uma das origens de recursos, presente na DOAR, é o Lucro do Exercício, acrescido de
amortização, depreciação e exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios
futuros.
II. Serão, também, discriminados no DOAR, os saldos no início e fim do exercício do ativo e
passivo circulante, o montante do Capital Circulante Líquido e o seu aumento ou redução
durante o exercício.
III. As aplicações de recursos, presentes no DOAR, serão agrupadas em dividendos distribuídos,
aquisição de direitos do Ativo Imobilizado, diminuição do Ativo Realizável a Longo Prazo, dos
Investimentos e do Ativo Diferido e a redução do Passivo Exigível a Longo Prazo.
Das proposições acima, está(ão) correta(s), apenas,
A) II
B) III
C) I e II
D) I e III
E) II e III

Questão 26 (Peso 1) Sobre Notas Explicativas, analise as proposições abaixo.


I. Fornecem informações de gravames sobre bens do Ativo.
II. Indicam os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais.
III. Fornecem informações sobre Operações de Arrendamento Mercantil, quando relevantes.
Das proposições acima, está(ão) correta(s)
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III

Questão 28 (Peso 1,5) Sobre os Princípios Contábeis, analise as proposições abaixo.


I. O Princípio da Prudência impõe a escolha de hipótese de que resulte menor ou maior
patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais
Princípios Contábeis.
II. O Princípio da Competência determina que as receitas devem ser incluídas na apuração do
resultado no período em que ocorrerem, enquanto que as despesas quando de seu pagamento.
III. Pelo Princípio da Entidade, o patrimônio da empresa não se confunde com o dos seus sócios
ou proprietários.
Das proposições acima, está(ão) correta(s),
A) I, II e III
B) I, apenas.
C) II, apenas.
D) III, apenas.
E) I e II, apenas.
CONTADOR POTIGAS 2006 FGV

44 De acordo com a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), analise as


afirmativas a seguir:
I. O aumento do capital social só é considerado Origem dos Sócios quando ocorre a
integralização em dinheiro.
II. A redução do Exigível a Longo Prazo é considerada Aplicação de Recursos.
III. A distribuição de dividendos, mesmo que ainda não pagos,
é considerada redução das Origens dos Sócios.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta
(B) se somente a afirmativa II estiver correta
(C) se somente a afirmativa III estiver correta
(D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas
(E) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas

50 De acordo com a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), analise as


afirmativas a seguir:
I. O aumento do capital social, ainda não integralizado, aumenta o saldo total do Patrimônio
Líquido.
II. A realização da reserva de reavaliação aumenta o saldo total do Patrimônio Líquido.
IV. A distribuição de dividendos, mesmo que ainda não pagos, reduz o saldo total do
Patrimônio Líquido.
V.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Gabarito: 32c 8a 10e 11a 12e 26b 21d 30c 12c 14e 15b 16e 17d 18a 22d 19c 26e
28d 44b 50c

ELEMENTOS DE ANÁLISE DE CUSTOS

Introdução histórica

Desde os primórdios do capitalismo houve a necessidade de informações a cerca dos Custos


como instrumento de auxílio para a administração tornar seus esforços mais produtivos e
eficazes, em termos de apuração de resultados.Desde o surgimento das Empresas industriais,
com seus processos produtivos se tornando cada vez mais complexos e o capitalismo se
tornando mais sofisticado, a contabilidade de custos era tida como instrumento mais seguro para
estabilizar a empresa no Curto Prazo, porque o empresário podia acompanhar os efeitos das
vendas e o incremento do capital, assim como o seu eventual estacionamento ou retrocesso.
Em 1840, Francisco Villa publicou importante obra intitulada “La Contabilità applicata alle
amnistrazione privata e pubbliche”, que abriu perspectivas técnicas ao desenvolvimento e
aprimoramento das técnicas de Custos.
Em 1885 foi publicada a obra de Henry Metcalfe, intitulada Cost of Manufatures, que foi
criticada na época pelo alto volume de fichas que teria de ser implantada no sistema de controle
de Custos.
No século atual. Várias obras surgiram para enriquecer os métodos de apropriação de
Custos e apuração de resultados de negócios realizados, notadamente após a Segunda Guerra
Mundial, em que ocorreu o crescimento da procura por informações baseadas em custos . como
instrumento de tomada de decisão para o uso de todos os níveis da administração.
O sistema de apuração de apuração de resultados de negócios comerciais , que ainda
prepondera em algumas empresas, surgiu na Era Mercantilista, antes da Revolução Industrial,
caracterizando a Contabilidade Financeira, que era o instrumento principal usado para a tomada
de decisões.
Em particular esse sistema é baseado no Demonstrativo do Resultado do Exercício das
empresas.
“ O controle de Custos representa o cérebro ou o pulmão ou o coração ou o espirito sem o
qual uma entidade não sobreviveria “.
Para os mercados atuais onde prepondera várias concorrentes vendendo o mesmo produto,
a administração da empresa já precisa municiar-se de informações , tais como política de preços,
margem de contribuição, análise das relações custo-volume-lucro, análise da estrutura de
Custos Fixos , análise do mix de produtos , prazos de compra e venda e outras análises, a fim de
tirar maior proveito no que tange a maximização de resultados para que os objetivos de
curto,médio e longo prazos sejam alcançados.

Quadro Comparativo entre apuração do Resultado na Empresa Comercial e Industrial


DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO
EMPRESA COMERCIAL EMPRESA INDUSTRIAL
Receita Líquida de Vendas Receita Líquida de Vendas
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (-) Custo dos Produtos Vendidos - CPV
= Lucro Bruto com Mercadorias + Estoque inicial de materiais diretos
(-) Despesas Operacionais + Compras de materiais diretos
- Administrativas + Gastos com a Mão de Obra Direta
- Despesas com vendas + Demais Custos Indiretos de Fabricação
- Financeiras (-) Estoques finais de matérias primas
- Tributárias (-) Estoques finais de produtos
elaborados
= Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais
- Administrativas
- Despesas com vendas
- Financeiras
-Tributárias
= Resultado Operacional = Resultado Operacional
Contabilidade Geral e Contabilidade de Custos

A imagem da palavra “ Contabilidade”, dentro de uma visualização mais clássica, está


normalmente associada à idéia de escrituração. Efetivamente , uma passagem de olhos na
bibliografia tradicional sobre o assunto, em nosso país, permite averiguar que esse aspecto é,
naquelas obras, considerado com especial ênfase.
Deve-se, no entanto, verificar que este conceito tem sofrido profundas modificações nos
últimos tempos.
É inegável que hoje, a Contabilidade é muito mais que um simples mecanismo de
escrituração. Ela se posiciona, em nossos dias, indiscutivelmente, como um instrumento de
vanguarda na Gestão de Negócios de uma Organização.
Gestão de negócios de uma organização.
Para uma correta identificação da Contabilidade e seu inter-relacionamento com o Custo,
compete tecer algumas considerações.
No primeiro plano, em âmbito global para a empresa, encontra-se a denominada
Contabilidade Geral. Essa Contabilidade Geral, como o próprio nome indica, tem como escopo
registro e a análise dos dados globais em nível da empresa como um todo.
Torna-se possível assim via Contabilidade Geral, a análise individual das diversas contas da
empresa, ou até certos compartimentos dessa ( contas da área de produção. Da área de
administração, contas da área comercial, etc...)
Se, no entanto, houver um aprofundamento dessa análise, para verificar onde efetivamente
as diversas contas de custos foram alocadas, dentro da empresa, em termos de locais de
ocorrência, e como os diversos produtos ou serviços utilizam a atividade empresarial existente,
cabe à Contabilidade de Custos fornecer as respostas.
Assim a contabilidade de Custos preocupa-se com os registros e a análise do ciclo interno
da empresa, alocando os diversos elementos aos a produtos, serviços ou locais que os geraram e
apurando, ao final do ciclo, o valor de custos dos produtos ou serviços resultantes desta
atividade.

A IMPORTÂNCIA DO CUSTO NO CICLO ECONÔMICO DAS EMPRESAS

O ciclo econômico, em termos genéricos, pode ser compreendido como um ciclo que envolve a
geração dos custos, receitas e resultados da atividade empresarial. Tomando como exemplo a
atividade industrial, o seu ciclo econômico pode ser decomposto nas seguintes etapas principais:

 Etapa da aquisição e estocagem dos materiais e dos demais fatores de fatores de


produção,

 Etapa do ciclo de produção dos produtos-,

 Etapa da estocagem dos produtos prontos-,

 Etapa da venda dos produtos, com determinados prazos para o recebimento da receita
oriunda dessa venda.

Verifica-se, pelo exposto, que ocorre uma defasagem de tempo entre o momento do insumo dos
diferentes custos e o retomo das correspondentes receitas. Se forem tomados os materiais que
integram os produtos, como ilustração, pode-se observar que existe um determinado prazo,
variável de uma empresa para outra, entre o momento da aquisição e o uso deles, com relação
ao momento do retomo da receita dos produtos.

A esse fator pode ser acrescido um segundo, eminentemente interno, do ciclo de produção.
Normalmente os materiais insumidos nos produtos, em determinadas fases de produção,
constituem uma quantia maior do que as que integram os produtos finais destinados à venda.
Isso porque parte desses produtos apresenta defeitos durante o processo de produção, sendo
então eliminados. Observa-se assim a ocorrência simultânea de dois fatores:

 Um Fator de Ordem Monetária Externa


Efetivamente, com a defasagem de tempo entre o momento da aquisição e uso do material.
Com relação ao retorno da receita, ocorre uma perda de poder de compra, numa conjuntura
inflacionária. Essa perda de poder de compra deve ser considerada no cálculo de custos, de
forma que se permita repor fisicamente a mesma quantidade de material necessária para a
produção do produto original.

 Um Fator de Ordem Monetária Interna


Mediante o fenômeno da quebra de produção, extremamente comum na grande maioria das
empresas, as quantidades iniciais que insumiram os materiais.
O cálculo de custos deve igualmente considerar essa perda, decorrente da quebra, permitindo a
reposição física da quantidade total de material necessária à produção inicial de produtos.
Esquematicamente, o ciclo econômico pode ser visualizado na figura seguinte.

A observação do ciclo econômico revela nitidamente a profunda importância do calculo custo


no seu contexto.A regular continuidade e a própria sobrevivência desse ciclo econômico,
somente são viáveis, em termos normais, na medida em que o cálculo de custos Considerar e
possibilitar a integral reposição física dos fatores de produção. Essa reposição física integral
deve considerar ambos os fatores (inflação e quebras). Evidentemente, além disso, a receita dos
produtos deve permitir, ainda a obtenção de um determinado resultado positivo.

TERMINOLOGIA DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

Antes de iniciarmos a análise dos mecanismos utilizados para a contabilização do Custo


Industrial, é necessário conhecer alguns conceitos básicos, que facilitarão a aprendizagem do
assunto.
Os mais importantes são:

Gasto: Desembolso à vista ou a prazo para a obtenção de


bens e serviços, independentemente da sua
destinação dentro da empresa.Ex: Aquisição de
uma máquina.
Investimentos: Compreendem geralmente, os gastos com a
obtenção de bens de uso da empresa.
Ex: Compra de um imóvel para a empresa.
Custos: Compreende os gastos com a obtenção de bens e
serviços aplicados na produção.
Ex: Ingresso da MP no processo fabril.
Despesas: Compreende os gastos decorrentes do consumo de
bens e da utilização de serviços das áreas
administrativas comercial e financeira, que direta
ou indiretamente visam a obtenção de
Receitas.Ex: Aquisição de material de expediente.
Matérias-Prima: São os materiais principais e essenciais que
entram em maior quantidade na fabricação do
produto. Ex: A MP para a indústria moveleira é a
madeira.

Materiais Secundários: Materiais que entram em menor quantidade na


fabricação do produto. Esses materiais são
aplicados juntamente com.a MP,completando-a
ou até mesmo dando o acabamento necessário ao
produto.Ex: Os pregos utilizados na indústria
moveleira.
Mão De Obra: Compreende os gastos com pessoal envolvido na
produção da empresa industrial, englobando
salários, encargos sociais, refeições e estadias,
seguros, etc.

Gastos Gerais de Fabricação: Compreendem os demais gastos necessários para


a fabricação dos produtos.Ex: aluguel, energia
elétrica.

CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS

Os custos podem ser classificados sob diversos aspectos, dos quais selecionamos os mais
utilizados na prática:

Quanto à forma de apropriação aos produtos

a) Custos Diretos: Custos de insumos aplicados aos produtos, nos quais são dimensionados
monetariamente e a eles apropriados. Essa apropriação pode ser direta (sem rateio), bastando
que exista uma medida de consumo, como Quilogramas, Horas-Máquina, Quantidade de
Energia Consumida, Horas-Homem-Trabalhadas, etc.
Sob um aspecto geral, se identificam aos produtos e variam proporcionalmente às quantidades
produzidas.

Materiais Diretos: Incorporados diretamente aos produtos, sendo neles identificados. Ex: MP,
Embalagens, etc.

Mão-de-Obra Direta - MOD: Custos relacionados com o fàto de a empresa possuir pessoal que
trabalha diretamente na elaboração dos produtos.
Ex: Salário de um empregado que opera uma máquina perfuratriz. Observe que devem ser
agregados ao cálculo do custo da MOD, todos os encargos sociais a ela correspondentes, como
exemplo o FGTS.

b) Custos Indiretos: Para serem incorporados aos produtos, obedecem a uma mecânica de
apropriação, ou seja, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Utilizam-se índices
ou outra mecânica, de forma indireta, cujo critério varia caso a caso. Ex: aluguel da fábrica.

Rateio → Representa a alocação de Custos Indiretos aos produtos em elaboração, obedecendo a


critérios racionais.

Quanto ao grau de ocupação ou Nível de Atividade - NdA

a) Custos Fixos: São aqueles que independem da quantidade produzida pela empresa. Seu
total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Não varian4 ao variarem as
quantidades produzidas ou vendidas. Ex- aluguel da fábrica.

b) Custos Variáveis: Começam a existir quando a empresa inicia a produção e venda de


seus produtos.Dependem da quantidade produzida, ou seja, variando proporcionalmente ao
volume Ex- MP
c) Custos Semifixos: São os custos fixos que possuem uma parcela variável..Ex: energia
elétrica.
A parcela fixa da energia elétrica é aquela que independe da produção do período, a qual é
definida geralmente em função do potencial de consumo instalado; a parte variável é aplicada
diretamente na produção, variando de acordo com o volume produzido. Isso, evidentemente, só
ocorre quando é possível medir a parte variável.

d) Custos Semivariáveis: São os custos -variáveis que possuem uma parcela fixa. Como
por exemplo, a mão-de-obra aplicada diretamente na produção é variável em função das
quantidades produzidas, ao passo que a -obra da fábrica independe do volume produzido, por
isso é fixa.

A seguir apresentaremos um quadro demonstrativo das relações entre Custos e Quantidades


Produzidas e gráficos explicativos para as relações existentes :

C. C.
QTD C. FIXO C.VARIÁVEL TOTAL MÉDIO
1 100,00 120,00 220,00 220
2 100,00 125,00 225,00 112,5
3 100,00 130,00 230,00 76,67
4 100,00 135,00 235,00 58,75
5 100,00 140,00 240,00 48

RELACÃO CUSTO FIXO x RELAÇÃO CUSTO VARIÁVEL X


QUANTIDADE QUANTIDADE

150,00 145,00
140,00
100,00 135,00
R$

R$

130,00
50,00 125,00
120,00
0,00 115,00
0 1 2 3 4 5 6 0 1 2 3 4 5 6
QUANTIDADES QUANTIDADES

RELAÇÃO CUSTO TOTAL x


RELAÇÃO CUSTO MÉDIO x QUANTIDADE
QUANTIDADE
300 250,00
240,00
200
R$
R$

230,00
100 220,00
0 210,00
0 1 2 3 4 5 6 0 1 2 3 4 5 6
QUANTIDADES
QUANTIDADE

Como se pode perceber :

Os Custos Fixos não variam em função da Quantidade produzida, enquanto que os Custos
Variáveis crescem/diminuem conforme a produção, já os Custos Totais , tem por origem o
somatório dos Custos Fixos e Variáveis ( 220 = 100, 00 + 120.00 ) . Os Custos Médios
demonstram a diluição dos Custos Fixos conforme a quantidade produzida aumenta .

CENTROS DE CUSTO

São departamentos da área de produção, que se diferenciam segundo sua função no processo
produtivo.
O Centro de Custo é a unidade mínima de acumulação de Custos Indiretos de Fabricação.

Distinguem-se duas espécies:

 Centros de Custos Produtivos


Onde são fabricados os produtos da empresa, onde se efetua produção parcial ou de
acabamento final.
Ex.: Centro de Corte, Centro de Montagem, Centro de pintura.

 Centros de Custos Auxiliares


Prestam serviços aos centros produtivos ou a outros centros de sua espécie, possibilitando a
continuidade das condições de produção.
Ex.: Centro de Manutenção de equipamentos- Centro de Distribuição de Vapor, Água, Frio.
MAPA DE CUSTOS

Esquema Fundamental da Contabilidade de Custos


·
O esquema fundamental da contabilidade de custos consiste em:

 Separação de Custos e Despesas,


 Apropriação dos Custos Diretos aos produtos;
 Apropriação mediante rateio, dos Custos Indiretos aos produtos.

Objetivos da análise de Custos

Para que a administração alcance a maximização de resultados, através de análise de


custos como instrumento de avaliação de desempenho e de tomada de decisões, os seguintes
objetivos básicos deverão ser levados em consideração

Custo por produto;


Resultado de vendas por produto;por linha de produtos, por divisão, por pais, por vendedor;
Custo fixo da infra-estrutura instalada;
Eficiência da força de trabalho humano e dos materiais aplicados
Nível mínimo de vendas desejado
Maximização de lucros através do mix de produtos
Formação do preço de venda
Planejamento e controle das operações
Tomada de decisão.

Termos aplicados na análise de Custos

Gasto : é um compromisso assumido pela empresa para obtenção de um produto ou serviço.


Investimento: são todos os bens e direitos registrados no ativo das empresas para baixa em
função de venda, amortização , consumo, desaparecimento, perecimento ou desvalorização.
Equipamento : é um gasto que se transforma temporariamente em investimento permanente.
Custos : são gastos com bens ou serviços utilizados para a produção de outros bens e serviços.
Despesas : também são gastos com ou serviços consumidos para obtenção de uma receita.
Desembolso : é o pagamento resultante da compra de um bem ou serviço.
Perda : gasto com bens ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária ( greve,
inundação, roubo, incêndio etc...).
Matérias –primas : são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na
fabricação de um produto.
Materiais secundários: materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto.
Esses materiais são aplicados juntamente com a MP, completando-a ou até mesmo dando
acabamento necessário ao produto.

Diferença entre Custos e Despesas

Entende-se como Custo todos os fatores aplicados no processo de produção, para a


transformação de matéria-prima em produto , tais como : mão-de-obra, energia elétrica,
depreciação das máquinas, a própria matéria-prima.
Outros gastos que não contribuem ou não se identificam com a transformação da matéria-
prima, ou não são realizados dentro da fábrica, mas que não deixam de ser sacrifício para se
obter uma receita, constituem-se em Despesas.

Esquema prático para entender a diferença entre Custo e Despesa :

MATÉRIA-PRIMA

Estoque MP Produto Semi-elaborado Produto Elaborado Venda

G A S T O S

C U S T O S X D E S P E S A S

Métodos de Custeamento

Os custos de produção são apropriados aos produtos pelo Método de Custeamento por absorção
ou pelo método de custeamento Marginal

o Método de custeamento por absorção ou integral.

A contabilidade de custos, quando procura custear o produto atribuindo-lhe também parte do


custo fixo, é conhecida como contabilidade de custos pelo método de custeamento por absorção
ou integral (full cost). Esse método consiste na apropriação de todos os custos de produção aos
produtos elaborados de forma direta e indireta (rateios).
A metodologia de custeamento pelo método por absorção é considerada como básica para
avaliação de estoques pela Contabilidade Financeira, para fins de levantamento de Balanço
Patrimonial e de Resultados, com a finalidade de atender a exigências fiscais e societárias, entre
outras.
O método de custeamento por absorção é falho em muitas circunstâncias, como instrumento por
absorção gerencial de tomada de decisão, porque tem como premissa básica os “rateios” dos
chamados custos fixos, que, apesar de ser apresentarem lógicos, poderão levar a alocações
arbitrárias e até perigosas.
Exemplos práticos do método de custeamento por absorção.

1 CASO
A empresa “PIC”, produtora de alimento “Picinio”, incorreu nos siguintes gastos, no mês de
abril de 2003
Custos de aplicação na produção:
Materiais diretos 1.000.00
Mão-de-obra direta e encargos sociais 500.00
Custos indiretos de produção 1.300.00
Total dos custos de produção 2.800.00
Despesas complementares
Despesas de venda 200.00
Despesas administrativas 120.00
Despesas financeiras 80.00
Total de despesas complementares 400.00
Informações adicionais
Produção do mês 280Kg
Estoque do inicio do mês 0
Estoque do final do mês 80kg
Preço unitário liquido de venda 15/kg

PEDE-SE
1. custos de produção por kg.
2. demonstração de resultados.
3. composição de estoque final.
Solução
1. custos de produção por kg.

Cpkg = Custos de produção = $2.800.00


Quantidade produzida 280kg
Cpkg = $10/kg

2. demonstração de resultados.
Receita liquida de vendas $ 3.000,00 100%
(200 kg a $ 15/kg)
(-) Despesas de vendas $ 2.000,00 67%
(200kg a $10/kg)
(=) lucro bruto $ 1.000,00 33%
(200kg a $ 5/kg)
(-) despesas complementares $ 400,00 13%
(=) lucro líquido $ 600,00 20%

3. composição de estoque final.


Total produzido 280 kg
(-) Total vendido 200 kg
(=) saldo remanescente 80 kg
(X) custos de produção por kg $ 10/ kg
(=) composição de estoque final $ 800,00

2 CASO

O contador de custos da empresa “comércio e industria de artes Gráficas”, produtora de


impressos padronizados para comercialização, apresentou ao gerente comercial no início do mês
o seguinte relatório do período anterior:

produtos

itens Papelino AV Comercialino AV Total AV


receita liquidas 77.000,00 100% 95.000,00 100% 172.000,00 100%
(-) cstos e despesas várias (6.600,00) -86% (80.000,00) 84% 146.000,00 -85%

matéria-prima-embalagem 7.000,00 9% 37.000,00 39% 44.000,00 2%


custos de transformação
43.000,00 56% 25.000,00 26% 68.000,00 39%
variáveis de vendas
16.000,00 21% 18.000,00 19% 34.000,00 20%

(=) margem de contribuições 11.000,00 14% 15.000,00 16% 26.000,00 15%


(-) custos indiretos de
produção fixos (CIP) 20.000,00 12%
RESULTADO BRUDO
INDUSTRIAL 60.000,00 30%

Custo de transformação = CIP variável e MOD


AV = Análise Vertical

O gerente comercial analisou os dados do relatório e solicitou ao contador de custos um estudo


que abrangesse a apuração do Resultado Bruto Industrial para os produtos “papelino” e
“comercialino”, admitindo, porém, o “rateio” dos custos indiretos de produção, que era a forma
que achava mais correta.

O contador de custos recebeu a recomendação e dirigiu-se à sua sala. Pensou em várias


alternativas de rateios “rateios”, mas não conseguiu chegar numa conclusão no mesmo dia em
que apresentou o resultado ao gerente comercial. No dia seguinte, retornou ao trabalho com a
solução “mentalizada”, que achava ideal. Já no inicio do expediente preparou o relatório
“repartindo” os custos indiretos da produção fixos por produtos, tomando como base a
proporcionalidade dos custos diretos de produção e o apresentou ao gerente comercial.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
PERÍODO: 01 A 31-03
(Base de rateio : Custos Diretos de Produção) (Em $)
produtos

itens Papelino AV Comercialino AV Total AV


receita liquidas 77.000,00 100% 95.000,00 100% 172.000,00 100%

(-) custos diretos (50.000,00) -65% (62.000,00) -65% (112,00) 65%


matéria-prima-embalagem
7.000,00 9% 37.000,00 39% 44.000,00 26%
custos de transformação
variáveis 43.000,00 56% 25.000,00 26% 68.000,00 39%
despesas variáveis de
venda (16.000,00) -21% (18.000,00) -19% (34.000,00) -20%

(=) margem de contribuições 11.000,00 14% 15.000,00 16% 26.000,00 15%


(-) custos indiretos de
produção fixos (CIP) (8.929,00) -12% (11.071,00) -12% (20.000,00) -12%
RESULTADO BRUDO
INDUSTRIAL 2.071,00 2% 3.929,00 4% 6.000,00 3%

O gerente comercial leu os números e imaginou que pudesse forçar a venda do produto
“comercialino”, porque apresentava uma margem superior ao produto “papelino”.

Com a função do executivo também á a criticar as informações que recebe, esse gerente
comercial não foi a exceção; sugeriu o que o contador de custos preparasse novamente os dados,
mas admitindo-se o rateio e tomando-se como base os custos da matéria-prima e da embalagem.

O contador de custos, após analisar o novo critério, elaborou uma nova demonstração de
resultados:
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
PERÍODO: 01 A 31-03
(Base de rateio : Custos Diretos de Produção)
produtos

itens Papelino AV Comercialino AV Total AV


receita liquidas 77.000,00 100% 95.000,00 100% 172.000,00 100%

(-) custos desp. Variáveis (66.000,00) -86% (80.000,00) -84% (146.000,00) -85%
matéria-prima embalagem
7.000,00 9% 37.000,00 39% 44.000,00 26%
custos de transformação
variáveis 43.000,00 56% 25.000,00 26% 68.000,00 40%
despesas variáveis de
venda 16.000,00 21% 18.000,00 19% 34.000,00 20%

margem de contribuições 11.000,00 14% 15.000,00 16% 26.000,00 15%

(-) rateio CIP fixos (3.182,00) -4% (16.818,00) -18% (20.000,00) -12%
(=)RESULTADO BRUDO
INDUSTRIAL 7.818,00 10% (1.818,00) -2% 6.000,00 3%

O gerente recebeu esse novo relatório e ficou confuso com os números apresentados.
“Anteriormente o produto “comercialino” era o que apresentava melhor resultado; e agora é
deficitário!” – comentou o gerente. Ai o contador disse ao gerente pediu-lhe, então, que
apresentasse rapidamente.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
PERÍODO: 01 A 31-03
(Base de rateio : Custos Diretos de Produção)

produtos

itens Papelino AV Comercialino AV Total AV


receita liquidas 77.000,00 100% 95.000,00 100% 172.000,00 100%
margem de contribuições 11.000,00 14% 15.000,00 16% 26.000,00 15%
(-) rateio CIP fixos (12.647,00) -16% (7.353,00) -8% (20.000,00) -12%
(=)RESULTADO BRUDO
INDUSTRIAL (1.647,00) -2% 7.647,00 8% 6.000,00 3%

E, agora, o produto “papelino” passou a ser deficitário! O que fazer para resolver esse impasse?

EXERCÍCIOS PROPOSTOS PELO PROFESSOR

Exercícios Proposto

1.Classifique os custos a seguir em:


a. Diretos (D) ou Indiretos (I)
b. Fixos (F) ou Variáveis (V)

GASTOS
1 Material de Embalagem CV – DIRETO
2 Energia Elétrica da Fábrica CV – DIRETO
3 Matéria-Prima CV – DIRETO
4 Materiais secundários de pequeno valor CF INDIRETO
5 Materiais secundários de fácil identificação em relação a cada produto CV – DIRETO
6 Salários e encargos da supervisão da fábrica CF INDIRETO
7 Aluguel da fábrica CF INDIRETO
8 Salários e encargos do pessoal da fábrica CV – DIRETO
9 Salários e encargos da chefia da Fábrica CF INDIRETO
10 Depreciação da fábrica CF INDIRETO
11 Consumo de água na fábrica CF INDIRETO
12 Refeições e viagens dos supervisores de fábrica CF INDIRETO
13 Material de limpeza usada na fábrica CF INDIRETO
14 Salários e encargos da segurança da fabrica CF INDIRETO

Questões de outras Bancas Examinadoras

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Concurso Público para Provimento de Cargos de


ANALISTA −NORMAS CONTÁBEIS EDE AUDITORIA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS 2003

4. A Cia. Omega produziu 30 000 unidades do produto X no ano-calendário em que iniciou suas
atividades. Durante o período, foram vendidas 24 000 unidades ao preço de R$ 45,00 cada uma.
Os custos e despesas da companhia, no referido exercício, foram:
Custos e despesas variáveis, por unidade de X:
- Matéria-prima R$ 6,00
- Materiais indiretos R$ 10,00
- CIF variáveis R$ 8,00
- Despesas variáveis 20% do preço de venda
Custos e despesas fixos totais do mês:
- Mão-de-Obra da fábrica R$ 80 000,00
- Depreciação dos equipamentos industriais R$ 36 000,00
- Outros gastos de fabricação R$ 100 000,00
- Salários do Pessoal da Administração R$ 60 000,00
- Demais Despesas da Administração R$ 40 000,00

O resultado do exercício, utilizando-se o custeio por absorção, é


(A)) superior em R$ 43 200,00 ao obtido, utilizando-se o custeio variável.
(B) negativo.
(C) de igual valor ao obtido, utilizando-se o custeio variável.
(D) igual a R$ 68 000,00.
(E) inferior em R$ 17 800,00 ao obtido, utilizando-se o custeio variável.

10. O valor contábil de um imóvel de uso da Cia. Monte Azul estava assim registrado em sua
escrituração:
Custo de aquisição R$ 200 000,00
(−) Depreciação Acumulada (R$ 120 000,00)
(=) Valor contábil R$ 80 000,00
A diretoria da companhia encomendou um laudo de avaliação a uma empresa especializada, a
qual constatou que o valor de mercado do imóvel correspondia a R$ 150 000,00, com vida útil
restante estimada em 20 anos. O laudo foi aprovado pela assembléia geral da companhia e
constituída a respectiva reserva de reavaliação. No final do exercício, a companhia alcançou
uma despesa de depreciação correspondente a 2% do valor reavaliado do imóvel. Em
conseqüência, ela deverá considerar a reserva de reavaliação realizada parcialmente no valor,
em R$, de

(A)) 1 400,00
(B) 1 600,00
(C) 2 000,00
(D) 2 500,00
(E) 3 000,00

11. É correto afirmar que


(A) os gastos relacionados com bens do Ativo Imobilizado que irão beneficiar mais de um
exercício social devem ser agregados às contas de despesas do período.
(B) as operações de arrendamento mercantil, sempre que o prazo da operação abranja a maior
parte da vida útil do bem ou o valor residual para aquisição seja muito inferior ao valor de
mercado, devem ser registradas em contas de despesa em contrapartida a Exigibilidades.
(C) a diferença entre os ativos diferidos e as despesas pagas antecipadamente é que, no primeiro
caso, os gastos respectivos já foram incorridos e pagos, enquanto no segundo, embora tenham
sido pagas, as despesas não foram ainda incorridas.
(D) os gastos com pesquisas e desenvolvimento de produtos, mesmo que seja impossível fazer
uma correspondência com as receitas futuras, devem ser ativados e classificados no Ativo
Permanente, sub grupo Ativo Diferido.
(E) ativos fiscais diferidos, assim considerados, como o próprio nome indica, os bens adquiridos
com isenção fiscal, deverão ser classificados no Ativo Diferido, já que beneficiarão mais de um
exercício social.

ADMINISTRADOR IBGE 1999

25 – É um fato contábil que altera a situação líquida:

(A) compra de material para uso;


(B) compra de mercadorias para revenda;
(C) pagamento de fornecedores;
(D) compra de equipamentos;
(E) recebimento de duplicatas.
25 - A

26 – A soma total de valores, costumes, tradições e propósitos que fazem com que uma organização seja
singular constitui:

(A) o comportamento gerencial;


(B) a cultura geral;
(C) a ética da administração;
(D) a inovação tecnológica;
(E) a cultura organizacional.
26 - E
27 – Nas últimas décadas, as empresas passaram a se preocupar mais com suas obrigações sociais. Essa
preocupação está diretamente relacionada com:

(A) a necessidade de atender as exigências legais;


(B) a possibilidade de captação de recursos;
(C) a vantagem de se tornarem mais competitivas;
(D) o crescimento de movimentos ecológicos e a defesa do consumidor;
(E) a adequação às normas internacionais de administração.
27 - D

28 – A Contabilidade tem como finalidade:

(A) proporcionar à administração e aos demais interessados informações relevantes para a tomada de
decisão;
(B) registrar, de acordo com o mecanismo de escrituração contábil, todos os eventos em uma empresa;
(C) determinar e implementar o processo de escrituração contábil mais adequado à empresa;
(D) elaborar o plano de contas que será utilizado na escrituração contábil, e proceder à classificação e
escrituração dos eventos;
(E) interpretar, no sentido contábil, os dados colhidos em relatórios contábeis, para controle e tomada de
decisão.
28 - A

30 – O conceito de variabilidade de custos é amplamente utilizado no processo de resultados e na


tomada de decisões administrativas. Assim:

(A) para determinar o efeito do volume de produção sobre os custos, é preciso classificar e separar os
custos em diretos e indiretos;
(B) na decisão de eliminar ou não um determinado produto, este conceito não tem aplicação;
(C) quando se deseja aumentar a capacidade para fabricar um produto já existente, a maioria das
empresas exclui os custos fixos da análise;
(D) se o que se deseja é determinar o preço e o volume de venda de um novo produto, para que seja
lucrativo, a maioria das empresas exclui os custos variáveis na análise;
(E) as empresas que possuem apenas um produto não devem utilizar este conceito em suas análises.
30 - C

32 – Foram utilizados na fabricação de 2.000 unidades os seguintes custos:

Matéria prima aplicada R$ 4.000,00


Mão-de-obra aplicada R$ 3.000,00
Custos indiretos de fabricação aplicados. R$ 6.000,00

Considere que 1.000 unidades estão em elaboração, faltando 50% de mão-de-obra e 50% dos
custos indiretos para estarem acabadas. O custo unitário do produto acabado é:

(A) R$ 5,00
(B) R$ 6,50
(C) R$ 8,00
(D) R$ 8,50
(E) R$13,00

32 – C

33 – A nível de execução, o planejamento estratégico para uma empresa tende a ser responsabilidade
dos:

(A) altos executivos;


(B) gerentes de nível médio;
(C) controlleres;
(D) administradores;
(E) diretores de produção.

33 - A

35 –Os recursos à disposição da empresa são indicados por:


(A) Capital, Caixa e Duplicatas a Pagar;
(B) Duplicatas a Receber, Duplicatas a Pagar e Estoques;
(C) Capital, Duplicatas a Receber e Lucros Acumulados;
(D) Capital , Caixa e Duplicatas a Receber;
(E) Capital, Lucros Acumulados e Duplicatas a Pagar.
35 - E
36 – A demonstração do fluxo de caixa e o orçamento financeiro são relatórios:

(A) complementares e necessários para o balanço patrimonial;


(B) necessariamente publicados por força da legislação societária;
(C) gerenciais e complementam a demonstração de origens e aplicações de recursos;
(D) gerenciais, utilizados para as tomadas de decisões, e muito úteis no processo administrativo;
(E) gerenciais, necessariamente publicados por força da legislação societária.
36 - D
37 – A distribuição dos lucros é feita com base no:

(A) lucro tributável;


(B) resultado operacional;
(C) lucro bruto;
(D) lucro líquido;
(E) resultado de exercícios anteriores.
37 - D

38 – Nas últimas décadas, a Contabilidade de Custos passou de mera auxiliar na avaliação de estoques e
lucros globais para importante instrumento de:

(A) controle operacional;


(B) decisão estratégica;
(C) controle financeiro;
(D) determinação do preço;
(E) controle e decisões gerenciais.
38 - E
39 – Uma organização é uma combinação intencional de pessoas e de tecnologia para atingir um(a)
determinado(a):
(A) objetivo;
(B) planejamento;
(C) meta;
(D) tarefa;
(E) compromisso.
39 - A

50 – Na tomada de decisão, o papel da Contabilidade de Custos reveste-se de suma importância, pois


consiste na alimentação de informações sobre valores relevantes que dizem respeito às conseqüências de
curto e longo prazo sobre medidas de:

(A) corte de produtos, fixação de preços de venda, opção de compra ou fabricação;


(B) estabelecimento de padrões de rateio dos custos indiretos de fabricação;
(C) critérios de classificação dos custos;
(D) controle dos processos produtivos para comparação com valores predeterminados;
(E) orçamentos e outras formas de previsão.
50 – A

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL/2002


22. O controle físico x financeiro de estoque da Cia. ABC apresentou a seguinte movimentação,
durante o mês de janeiro de 1.9X1:

Entrada no Estoque Saídas no Estoque


Data Quantidade ValorUnitário-R$ Quantidade Valor
Unitário-R$
01/01 10 100
05/01 20 112
10/01 15
Com base nas informações acima, qual será o saldo final do estoque, quando apurado,
respectivamente, pelos seguintes métodos:
• Custo Médio Ponderado Móvel
• Primeiro que Entra, Primeiro que Sai
• Último que Entra, Primeiro que Sai
(A) R$ 1.620,00. R$ 1.560,00. R$ 1.680,00.
(B) R$ 1.699,50. R$ 1.700,00. R$ 1.500,00.
(C) R$ 1.620,00. R$ 1.750,00: R$ 1.560,00.
(D) R$ 1.620,00. R$ 1.700,00. R$ 1.560,00.
(E) R$ 1.620,00. R$ 1.680,00: R$ 1.560,00.

23. Com base no controle físico x financeiro de estoque da Cia. ABC demonstrado na questão
22, qual será o Custo das Mercadorias Vendidas, quando apurado, respectivamente, pelos
seguintes métodos:
• Custo Médio Ponderado Móvel
• Primeiro que Entra, Primeiro que Sai
• Último que Entra, Primeiro que Sai
(A) R$ 1.620,00. R$ 1.560,00. R$ 1.680,00.
(B) R$ 1.699,50. R$ 1.700,00. R$ 1.500,00.
(C) R$ 1.620,00. R$ 1.750,00: R$ 1.560,00.
(D) R$ 1.620,00. R$ 1.700,00. R$ 1.560,00.
(E) R$ 1.620,00. R$ 1.680,00: R$ 1.560,00.

CONTADOR PETROBRAS – 2006 CESGRANRIO


41 A Indústria de Alimentos Alterosa S/A produz queijo e manteiga no mesmo processo
produtivo, a respeito do qual apresentou as informações a seguir.
• Em março de 2005, consumiu 4.000.000 litros de leite na produção dos co-produtos.
• No processo produtivo, normalmente, há uma perda de 25% do total do leite.
• O preço pago aos produtores foi, em média, R$ 2,00 por litro.
• O total da produção do mês foi de 2.000.000 kg de queijo e 1.000.000 kg de manteiga.
• Além da matéria-prima, os demais custos conjuntos do período foram de R$ 4.000.000,00.
• Os dois produtos são vendidos por R$ 12,00 e R$ 8,00 / kg, respectivamente.
Com base nos dados acima, o valor do custo conjunto atribuído ao queijo, pelo método de
apropriação do valor de mercado, em reais, é:
(A) 4.000.000,00
(B) 6.666.666,00
(C) 8.000.000,00
(D) 8.333.333,00
(E) 9.000.000,00
LETRA C

42 A Empresa Y, produzindo e vendendo 50.000 unidades do produto X, apresentou os custos


abaixo.
• Custos fixos totais R$ 1.100.000,00.
• Custos variáveis totais R$ 5.000.000,00.
• Ponto de equilíbrio contábil 20%.
Com base nesses dados, o preço de venda do produto X, em reais, é de:
(A) 210,00
(B) 200,00
(C) 180,00
(D) 175,00
(E) 150,00
LETRA D

40 Uma indústria de confecção de roupas recebeu uma encomenda de 150.000 peças de seu
produto, pelo valor total de R$ 3.600.000,00. Sendo seu estoque inicial de 120.000 metros de
tecido, adquiriu, antes de iniciar a produção do período, mais 60.000 metros.
Informações adicionais:
• O estoque inicial era de R$ 1.500.000,00.
• O custo unitário da nova compra de tecido foi de R$ 14,00.
• Cada peça produzida utiliza um metro de tecido.
• O custo da mão-de-obra direta empregada foi de
R$ 900.000,00.
• O valor contábil dos Custos Indiretos de Fabricação foi de
R$ 150.000,00.
• Toda a produção do período foi vendida.
• A empresa trabalha exclusivamente sob encomenda.
• Desconsiderar, na resposta, a incidência de ICMS, IPI e
Encargos Sociais.
Com base nos dados apresentados, o custo de produção
unitário, pelo critério de custo médio móvel, em reais, foi de:
(A) 20,00 (B) 21,00
(C) 22,40 (D) 22,87
(E) 28,02
LETRA D

Оценить