Вы находитесь на странице: 1из 7

Eu Trabalhei em Vão

Por David Wilkerson

Essa é uma mensagem para todos os que estejam vivendo embaixo de um peso de
desencorajamento. Você olha para a sua vida e se deprime com as expectativas
que falharam. Você sente que não realizou muito na vida, e à medida que o tempo
se esvái vê que muitas promessas não foram cumpridas. Durante anos você orou e
orou, mas as coisas que acredita Deus ter lhe falado não se realizaram. Outros que
lhe cercam parecem ter tudo, desfrutando do cumprimento de muitas promessas -
mas você carrega uma sensação de fracasso.

Olhando ao passado, você se lembra de todos os momentos difíceis. Você conheceu


rejeição, sensação de total incapacidade e de fraqueza. Você amou tanto o Senhor,
entregando corpo e alma para agradá-Lo, fazendo tudo que sabia. Mesmo assim,
finalmente chegou um momento quando se convenceu: "Trabalhei em vão; me
esforcei por nada. Foi tudo futilidade". E agora uma coisa irritante entra na cabeça,
e cochicha, "Você errou o alvo; não chegou nem perto. A sua vida é prova de que
não fez diferença alguma no mundo".

Se você está passando por essa sensação de fracasso, então está em boa
companhia. Em verdade, está entre gigantes espirituais.

Muitos Grandes Servos de Deus ao Longo da História


Acharam Ter Falhado em Seu Chamado

O profeta Elias olhou sua vida e gemeu: "Senhor, leve-me. Não sou melhor do que
os meus pais, e todos eles falharam contigo. Por favor, tire a minha vida. Tudo foi
em vão" (parafraseado).

E o rei Davi? Ele ficou tão desanimado quanto àquilo que achava ser unção
desperdiçada em sua vida, que queria bater asas como um pássaro em direção a
um lugar isolado. "Quem me dera asas como de pomba! Eis que fugiria para longe
e ficaria no deserto" (Salmo 55:6-7).

Até mesmo o grande apóstolo Paulo tremeu de medo ao pensar ter vivido uma vida
como obreiro inútil, "Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco"
(Gálatas 4:11).

João Calvino, um dos pais da Reforma, teve a mesma terrível experiência. Na hora
da morte disse, "Tudo que eu fiz não teve valor algum...os ímpios alegremente
atacarão essa palavra. Mas repito tudo de novo: tudo que fiz não teve valor
algum".

São Bernardo também suportou esse terrível desânimo. Em seus últimos dias ele
escreve, "Falhei em meus propósitos...As minhas palavras e meus escritos foram
um fracasso".

David Livingstone foi um dos missionários mais usados no mundo - seus feitos
reconhecidos até mesmo pelo mundo secular. Livingstone abriu o continente
africano para o evangelho, plantando muitas sementes e sendo usado por Deus
para despertar a Inglaterra às missões. Deu corpo e alma, seguindo uma vida
sacrificial para Cristo.

No entanto, durante o vigésimo terceiro ano no campo missionário, Livingstone


expressou as mesmas dúvidas terríveis destes outros grandes servos. Ele também
achou que seu ministério todo teria sido em vão. O seu biógrafo o cita em seu
desânimo: "Tudo que eu fiz apenas serviu para que se abrisse o comércio de
escravos africanos. As sociedades missionárias não mostram fruto após vinte e três
anos de trabalho. Todo o trabalho parece ter sido em vão...eu trabalhei em vão".

Um dos grandes missionários que impactaram a minha vida foi George Bowen. A
sua vida foi um exemplo poderoso, e seu livro, "Love Revealed" (amor revelado), é
um dos maiores livros que já li sobre Cristo. Solteiro, Bowen se afastou da riqueza
e da fama para ser missionário em Bombaim, na Índia, no meio do século 19.
Quando viu os missionários lá vivendo bem acima do nível das pessoas às quais
ministravam, Bowen deixou o sustento da missão e escolheu viver em meio às mais
pobres delas. Se vestia como os indianos, e abraçou a pobreza, vivendo numa
habitação humilde, e subsistindo às vezes só com pão e água. Ele pregava nas ruas
sob calor sufocante, distribuindo literatura do evangelho e chorando pelos perdidos.

Esse homem tremendamente consagrado havia ido à Índia com altas esperanças
pelo ministério do evangelho. E havia dado tudo que tinha com essa finalidade, o
seu coração, a mente, corpo e espírito. Mesmo assim, em seus mais de quarenta
anos de ministério na Índia, Bowen não teve nenhum convertido. Foi só após a sua
morte que as missões descobriram que ele era um dos mais amados missionários
do país. Até mesmo os adoradores de ídolos viam Bowen como exemplo do que é
um cristão.

Hoje, a vida humilde de Bowen e suas palavras de poder ainda incendeiam a minha
alma, e a alma de outros pelo mundo. Contudo tal como muitos antes dele, Bowen
suportou uma terrível sensação de fracasso. Ele escreve: "Sou o ser mais inútil da
igreja. Deus me fere e esmaga com desapontamentos. Ele me edifica, e então
permite que eu caia de novo ao nada. Eu gostaria da companhia de Jó, e simpatizo
com Elias. Todo o meu trabalho é em vão".

Alguns leitores podem dizer, "Os grandes homens de Deus não deveriam usar uma
linguagem dessas. Eles não deveriam nem ter esse tipo de sentimentos. Isso soa
como medo e incredulidade". No entanto essa é a linguagem de muitos gigantes da
fé, grandes homens e mulheres que consideramos exemplos fiéis. Todos eles
tiveram o mesmo horrível sentimento de que "Não consegui chegar àquilo que Deus
me chamou. Eu fracassei". Conheço o terrível som dessa linguagem em meu
próprio coração.
Você Ficaria Chocado Se Soubesse
que Jesus Experimentou Essa Mesma Sensação
de Ter Realizado Pouco?

Em Isaías 49:4 lemos essas palavras: "Eu mesmo disse: debalde tenho trabalhado,
inútil e vãmente gastei as minhas forças...". Note que essas não são palavras de
Isaías, que foi chamado por Deus em idade matura. Não, elas são palavras do
próprio Cristo, proferidas por Alguém que diz "O Senhor me chamou desde o meu
nascimento, desde o ventre de minha mãe...o Senhor, que me formou desde o
ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó e para reunir Israel a ele"
(49:1,5).

Quando cheguei à essa passagem, a qual eu já havia lido muitas vezes antes, o
meu coração se maravilhou. Eu mal podia acreditar no que estava lendo. As
palavras de Jesus aqui quanto a "trabalho inútil" foi uma resposta ao Pai, que havia
acabado de declarar "Tu és o meu servo... por quem hei de ser glorificado" (49:3).
Lemos as surpreendentes palavras de Jesus respondendo no verso seguinte:
"Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças" (49:4).

Após ler isso, me levantei em meu escritório e disse, "Que maravilha! Mal posso
acreditar que Jesus fosse tão vulnerável, confessando ao Pai que estava
experimentando aquilo que nós humanos enfrentamos. Em Sua humanidade,
experimentou o mesmo desencorajamento, o mesmo desânimo, as mesmas
feridas. Ele estava tendo os mesmos pensamentos que já tive em relação à minha
própria vida: 'Não é isso que eu entendi estava me sendo prometido. Desperdicei o
meu esforço. Foi tudo em vão"'.

Ler aquelas palavras fizeram com que eu amasse Jesus ainda mais. Me
conscientizei de que Hebreus 4:15 não é só um cliché: o nosso Salvador
verdadeiramente é tocado pelo que sentimos em nossas enfermidades, e foi
tentado em todas as maneiras como nós somos - contudo sem pecar. Ele conheceu
essa mesma tentação de Satanás, e ouviu a mesma voz acusadora: "Você não
cumpriu a missão. A tua vida é um fracasso. Você não tem o quê apresentar como
resultado do trabalho".

Qual foi exatamente a missão de Cristo? Segundo Isaías, foi trazer Israel de volta
para Deus, tirar as tribos de Jacó da corrupção e da idolatria: tornar "a trazer os
remanescentes ("os guardados") de Israel" (49:6). O historiador Josephus fala
sobre a situação de Israel nos dias de Jesus: "A nação judaica havia se tornado tão
má e corrupta no tempo de Cristo, que se os romanos não a houvesse destruído,
Deus teria feito cair fogo dos céus, como no passado, para os consumir". Em
resumo, Cristo foi enviado como judeu entre os judeus, para livrar o povo de Deus
do poder do pecado, e libertar todos os cativos.

Jesus testifica, "(O Senhor) fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua
aljava" (49:2). O Pai O havia preparado desde a fundação do mundo. E o mandado
dado a Cristo foi claro: "Fez a minha boca como uma espada aguda" (49:2). Jesus
deveria pregar uma palavra como espada de dois gumes para penetrar no mais
duro dos corações.

Então Cristo veio ao mundo para cumprir a vontade de Deus e promover


reavivamento em Israel. E fez exatamente como lhe foi ordenado, sem proferir
sequer uma palavra e sem realizar um único ato senão o que Lhe foi orientado pelo
Pai. Jesus ficou exatamente no centro da vontade de Deus, recebendo autoridade
total e a mais poderosa das mensagens. Mas Israel O rejeitou: "Veio para o que era
seu, e os seus não o receberam" (João 1:11).

Pense nisso: Jesus pregou à uma geração que viu milagres incríveis - olhos cegos
se abrindo, surdos ouvindo, os aleijados podendo andar. Contudo os milagres de
Cristo foram repudiados ou minimizados, e Suas palavras ignoradas, incapazes de
penetrar o coração endurecido das pessoas. Em verdade, a pregação dEle só
enfureceu as seitas religiosas. Os próprios seguidores decidiram que a Sua palavra
era dura demais e se afastaram dEle (v. João 6:66). No fim, até os discípulos mais
chegados, os doze escolhidos, O abandonaram. E a nação que Jesus veio para levar
de volta ao Pai gritava: "Crucifica-O".

Diante de qualquer olhar humano, Cristo falhou totalmente em Sua missão. O


encontramos perto do fim do Seu ministério, junto a Jerusalém, lamentando a
rejeição de Israel, chorando pelo Seu aparente fracasso em reuni-los, e com
esperanças aparentemente frustradas. "Jerusalém, Jerusalém...Quantas vezes quis
eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas,
e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta" (Mateus 23:37-38).

Imagine a dor que Cristo deve ter sentido ao proferir tais palavras. Posso apenas
especular, mas creio que esse foi o momento quando Jesus se lamentou, "Trabalhei
em vão". Imagino Satanás cochichando a Ele nesse momento, "Essa é a casa que
fostes chamado a salvar, e a deixastes desolada e deserta".

Por um curto período, o Pai permitiu que Cristo experimentasse esse desespero
humano da sensação de fracasso na vida: "Me entreguei inteiro, dei a minha força,
o meu trabalho, a minha obediência. O quê mais eu poderia fazer para salvar esse
povo? Todo o meu trabalho foi em vão". Ele sentiu o quê todo grande guerreiro de
Deus ao longo das eras já experimentou: a tentação de se acusar de fracasso,
quando um mandado claro de Deus parece não ter sido cumprido.

Por Que Jesus, ou Qualquer Homem ou Mulher de Deus


Haveria de Dizer Essas Palavras em Desespero:
"Eu Trabalhei em Vão" ?

Como poderia o próprio Filho de Deus fazer uma declaração destas? E por que
gerações de crentes fiéis têm sido reduzidas à palavras tão enganosas? É tudo
resultado de se comparar resultados pequenos com altas expectativas.

Pode-se pensar: "Esta mensagem parece que se aplica só a ministros, ou àqueles


chamados para realizar uma grande obra para Deus. Percebo que ela é dirigida a
missionários ou a profetas da Bíblia. Mas o que ela tem a ver comigo?".

A verdade é que todos nós somos chamados a um grande propósito em comum, e a


um ministério: ou seja, sermos como Jesus. Somos chamados a crescer em Sua
semelhança, a sermos transformados em Sua imagem. Você simplesmente não
pode ser um cristão a menos que esse seja o seu chamado, esse seja o seu único
alvo na vida: "Quero me tornar mais e mais como Cristo. Quero ser liberto de todo
egoísmo, de toda ambição humana, de toda inveja, impaciência, ira, e da atitude
de pensar mal dos outros. Quero ser tudo aquilo que Paulo diz que eu devo ser -
para andar em fé e em amor. Senhor, o meu coração anseia ser como Tu".
Que expectativas elevadas! E você tem todas as promessas de Deus para lhe
sustentar. Você segura nas mãos a espada de dois gumes, e seu coração se propõe
a ser como Jesus. Então você começa a agir para se tornar como Ele.

Em pouco tempo, algumas mudanças maravilhosas começam a acontecer. Você fica


mais paciente. Cada reação carnal que surge dentro de si, você rejeita, dizendo:
"Isso não é ser igual a Jesus". A sua família, amigos, vizinhos e companheiros de
trabalho percebem que você se torna melhor. Toda noite, você pode curtir a vitória
daquele dia, e se parabeniza dizendo: "Consegui! Fui mais bondoso hoje. Hoje foi
um dia bom, semelhante a Jesus".

Há alguns meses atrás, escrevi uma mensagem entitulada "Chamados para a


semelhança de Cristo". Nela digo que a semelhança com Cristo começa em sermos
como Jesus junto àqueles que estão pertos de nós. Verdadeiramente creio nisso.
Logo, se você é casado, essa pessoa mais perto é o seu cônjuge. Então me dispus a
me tornar o esposo mais semelhante a Cristo que um homem pode ser. E trabalhei
nisso, me esforçando para ser mais paciente, compreensivo e atencioso.

Na primeira semana, batalhei para rejeitar toda e qualquer irritação. Fiquei o tempo
todo recordando: "Jesus não iria fazer isso. Ele não iria dizer o quê quero dizer.
Então não vou dizer. Vou ser como Ele".

No fim da semana, perguntei à minha esposa Gwen, "Você tem visto mais de Jesus
em mim?". Ela respondeu, "Sim, eu vejo". Fiquei encorajado. Eu pensei, "É isso aí.
Finalmente, após todos estes anos, descobri o quê é preciso fazer para ficar mais
como Jesus".

Então a semana ruim chegou. Perdi a minha semelhança com Cristo - pelo jeito a
cada movimento. No fim da semana, perguntei a Gwen, "O quê você acha de mim
agora?". Ela disse, "Mais parecido com Paulo".

Eu gostaria de dizer que a cada dia, sob todos os aspectos, estou me tornando mais
como Jesus. Mas a minha luta humana na carne para ser tal como Cristo
simplesmente não funcionou. E o fato é que nunca funcionará. Eu continuo lutando
com pensamentos, palavras e sentimentos diferentes dos de Cristo. A minha carne
não possui a habilidade de lançar fora a carne. Tal trabalho é feito unicamente pelo
Espírito Santo: "Se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente
vivereis" (Romanos 8:13). Em resumo, render-se à obra do Espírito Santo é a única
maneira de se tornar verdadeiramente como Cristo.

É em meio à essa guerra contra a carne que muitas vezes caímos no engano.
Somos tentados a pensar que fomos chamados, ungidos, e que aprendemos de
mestres piedosos - e assim sendo, por que então continuamos a pensar em coisas
da carne. Às vezes sucumbimos diante dos mesmos pensamentos que ressoaram
ao longo das eras entre o povo de Deus: "Trabalhei em vão. Desperdicei o meu
tempo e a minha força. Jamais vi acontecendo aquilo que Deus me prometeu. Não
consegui realizar os planos e atos".

Pergunte a Qualquer Jovem Que Esteja se Afastando de Cristo


Por Que Esfriou com Ele
Se você perguntasse a um jovem ou à uma jovem, "Por que você voltou ao que era
antes?", encontrará a mesma mentira demoníaca plantada no coração deles: "Eu fiz
o possível. Orei, li a Bíblia. Fui à igreja, e testemunhei para os meus amigos na
escola. Me esforcei ao máximo para viver de modo reto. Mas nunca recebi o milagre
que eu precisava. As minhas orações não eram respondidas, e não era liberto.
Depois de tudo isso, acabei derrotado. Eu não conseguia tirar da minha cabeça a
coisa de que não adiantava, que a minha carne não iria mudar nunca. E que era
perda de tempo. Eu sentia que tudo que fizera fora em vão".

E os pais e as mães retos, que tão diligentemente oraram pelos filhos que estavam
esfriando? Deus lhes deu promessas e eles se agarraram à elas, clamando a Ele em
fé. Mas o tempo passou e o filho nunca reagiu. E agora estes consagrados santos
suportam a mesma terrível mentira: "Você falhou, trabalhou em vão. Perdeu tempo
estes anos todos. Essa luta só serviu para te esgotar. Não adiantou nada".

Muitos que lêem esta mensagem estão desanimados porquê não experimentaram a
promessa que Deus lhes fez. Eles não invejam as bênçãos que o Senhor dá aos
outros. Eles não se comparam com alguém que pareça estar desfrutando de um
milagre. Não, no momento estão olhando para as suas próprias vidas. E estão
comparando o que crêem Deus lhes prometeu com o quê parece estar acontecendo
nesse momento. Para eles, suas vidas parecem um fracasso absoluto.

Examinando o seu caminhar com toda a honestidade e sinceridade, eles parecem


ver pouco progresso. Fizeram tudo que Deus lhes disse para fazer, sem jamais
hesitar diante de Sua palavra e mandamentos. Mas o tempo passa, e eles vêem
apenas o fracasso. E agora estão aniquilados, com o espírito ferido. Eles pensam,
"Senhor, será que tudo foi em vão? Será que ouvi a voz errada? Será que fui
enganado? Será que a minha missão terminou em ruínas?".

Há Duas Coisas Que Eu Quero Colocar em Sua Mente


Com Essa Mensagem

Primeiro de tudo, você agora sabe a partir de Isaías 49 que o Senhor conhece a sua
batalha. Ele a lutou antes de você. E não é pecado ter pensamentos assim, ou ver-
se deslocado com um sentimento de fracasso diante de experiências que lhe
despedaçam. Jesus mesmo experimentou isso e era sem pecado.

Segundo, é muito perigoso permitir que essas mentiras do inferno infectem e


incendeiem a sua alma. Jesus nos mostrou como sair desse desânimo com a
seguinte declaração: "Debalde tenho trabalhado...todavia o meu direito está
perante o Senhor, a minha recompensa, perante o meu Deus" (Isaías 49:4). Em
hebraico a palavra direito aqui é "veredicto". Cristo está dizendo em verdade, "O
veredicto final está com o meu Pai. Somente Ele julga tudo que fiz, e se fui
eficiente ou não".

Através dessa passagem Deus está reforçando o seguinte para nós: "Pare de emitir
veredictos em relaçao ao teu trabalho para Mim. Não é da sua conta julgar se foi
eficiente ou não. Você ainda não sabe o tipo de influência que teve. Você
simplesmente não tem a visão para conhecer as bênçãos que lhe estão chegando".
Na verdade, não conheceremos muitas destas coisas enquanto não estivermos
diante dEle na eternidade.
Em Isaías 49, Jesus ouve o Pai dizendo com todas as letras:

"Sim, Israel ainda não foi reunido. Sim, eu lhe chamei para reunir as tribos, e isso
não aconteceu do jeito que o imaginavas. Mas esse chamado é uma coisa pequena
comparado com o quê lhe deverá vir. Não se compara com o que tenho preparado.
Eu agora vou lhe tornar em luz para o mundo todo. Israel será finalmente reunido;
essa promessa será cumprida. Mas tu te tornarás uma luz não apenas para os
judeus, mas para os gentios. Tu trarás salvação para o mundo inteiro".

"Israel não se deixou ajuntar; contudo aos olhos do Senhor serei glorificado, e o
meu Deus será a minha força. Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para
restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os guardados de Israel; também
te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da
terra" (Isaías 49:5-6).

Prezado santo, enquanto o Diabo está mentindo, dizendo que tudo que você fez foi
em vão, que nunca verá cumpridas as suas expectativas, Deus em Sua glória está
preparando uma bênção maior. Ele tem coisas melhores preparadas, acima de
qualquer coisa que você possa imaginar ou pedir.

Não devemos mais ouvir as mentiras do inimigo. Pelo contrário, devemos descansar
no Espírito Santo, crendo que Ele cumprirá a obra de tornar-nos mais como Cristo.
E devemos nos erguer da desesperação e nos sustentar sobre essa palavra: "Sede
firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso
trabalho não é vão no Senhor" (I Coríntios 15:58).

Chegou a hora da abundância em seus trabalhos. O Senhor está lhe dizendo


basicamente: "Esqueça e abandone essa 'idéia de fracasso'. Está na hora de voltar
para a obra. Nada foi em vão! Há muita coisa chegando para ti - então pare com
esse abatimento e alegre-se. EU não deixei você pra trás. Proverei abundâncias
maiores do que você possa imaginar ou pedir!".