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Geração Instagram - A Vida

Baseada na Ostentação!
A geração Coca-Cola se foi, e agora existe a Geração
Instagram. Porque não basta apenas ser influenciado pelo
consumismo desenfreado e por propagandas que te obrigam
a comprar produtos que você não precisa. Agora estas
pessoas tem que comprar e ostentar estes produtos.

Cada dia que passa eu percebo que alguns conhecidos do


meu Instagram estão mais loucos.

E não acontece apenas no meu Instagram, eu fiz uma


pesquisa entre amigos e constatei que isto está acontecendo
também com os conhecidos deles — uma disputa intensa e
frenética de snapgram e fotos.

A disputa consiste em mostrar quem tem uma vida melhor, e


isso geralmente envolve dinheiro. Porque sinônimo de vida
boa para a nossa sociedade se resume em ter dinheiro, ser
rico. A pessoa tem que viajar para lugares da moda, mostrar
carro importado, televisão de 200 polegadas, restaurantes
caros com pratos mirabolantes, bebidas a preço de ouro nas
baladas…

Tudo acontece como um círculo vicioso, um processo


depressivo sem fim. Uma pessoa posta uma foto em um
ótimo lugar, os amigos sentem invejam e postam outras para
superar, e isso gera uma disputa que ultrapassa o limite do
ridículo.

Não basta apenas aproveitar o momento, tem que postar.


Não há nada de errado quando se gasta o próprio
dinheiro, até porque dinheiro é mesmo feito para gastar. Mas
e quando a pessoa começa a gastar mais do que tem? Ou o
que não produziu?
Não vou entrar em detalhes a respeito de problemas, eer,
quero dizer… fatores psicológicos que motivam as pessoas
a postarem de minuto em minuto e viverem em função de
mostrar uma vida falsa nesse aplicativo. O que eu quero
tratar aqui é a parte financeira da história.

O efeito manada é realmente muito forte, e ele


praticamente arranca o dinheiro do seu bolso.

É sério. Quantos jovens você conhece que investe pelo menos


20% do que ganha todo mês?

Na geração de nossos pais, lá pelos anos 70, muitos jovens


aos 30 anos já tinham casa própria e carro. Ganhavam um
bom salário, e ainda poupavam boa parte dos ganhos. Hoje
em dia dá para contar nos dedos quem conseguiu esta
situação através de mérito próprio.

Tudo bem, a sociedade mudou, as coisas ficaram mais


disputadas e difíceis. Ensino superior não é garantia de ter
bons rendimentos tirando, talvez, o curso de Medicina. Mas
porque a “Geração Instagram” também não tem culpa no
cartório?
Garotos ricos do Instagram.
Antigamente existia ostentação, mas a informação não era
tão rápida assim. Então as pessoas tinham mais calma para
construir suas vidas.

O Instagram é como se fosse o Mc Donalds da informação e


da ostentação de vidas alheias. Entrega de maneira muito
rápida um produto maquiado. Este produto consiste, na
maioria das vezes, de momentos falsos em vidas falsas —
ingredientes que fazem mal para a saúde de quem consome.
Talvez o certo seria lidar com o Instagram como lidamos com
o próprio Mc Donalds. Se quiser ter saúde, passe longe. Se
não consegue resistir, coma (e acesse) poucas vezes no mês.

Quem gasta tudo que ganha será mais pobre


do que aquele que poupa apenas um pouco.

Não importa se você ganha R$30 mil por mês, você será
pobre em breve se sempre gastar mais do que ganha. E se
você gastar exatamente o que ganha, você será mais pobre
do que aquele que ganha 10 vezes menos, e guarda parte do
ganho.

A Geração Instagram foi condicionada a ostentar, a viver o


hoje e esquecer do amanhã. Tudo graças ao efeito manada
que faz todo mundo agir igual. Tem que viajar agora porque a
vida passa. A vida é baseada em experiências, caixão não
tem gaveta. O cara que economiza é certinho e careta. A
mulher que economiza é entediante, não sabe aproveitar a
vida.

“Tem que ter carro bom, se não você não vai “pegar” mulher
nenhuma”, ouvi um rapaz dizendo para o outro que tinha o
carro popular mais barato. Veja bem, o carro deixou de suprir
a necessidade de transporte, e passou a ter outro objetivo…

Síndrome do Dan Bilzerian


Senhoras e senhores, não façam isso em casa porque vocês
podem acabar com sérios problemas.

Poucos podem ostentar e garantir que nunca irão passar


perto de conhecer a pobreza. A realidade da maioria dos
ostentadores é outra. É uma realidade perigosa que faz com
que um imprevisto mais sério arraste a pessoa para situações
ruins na vida. Pessoas adoecem, envelhecem, tem mais filhos
do que planejavam, sofrem acidentes, roubos, etc. Você não
conseguirá pagar estes imprevistos com a sua foto do
Instagram, nem com os seus 20 mil seguidores.
As fotos sempre envolvem estilo de vida exclusivo.
Um conhecido estava pesquisando um carro para comprar.
Ele tinha R$80 mil, este era o seu único dinheiro. Ele não
ganha bem. Talvez o suficiente para alugar um apartamento e
pagar todas as contas em dia. Mas ainda assim comprou um
carro importado e usado com alto custo de manutenção, IPVA
e seguro. A sua justificativa? Agradar mulheres.

Sim, ainda tem pessoas que gastam todo o dinheiro em um


bem passivo, que dará despesas infinitas e se desvalorizará
assustadoramente, tudo com o objetivo de agradar pessoas
interesseiras. Se ele tivesse aplicado este dinheiro, ganharia
sem qualquer esforço R$400 por mês (já descontando a
inflação), o que no caso dele seria de grande ajuda, até
porque não teria as despesas do carrão.

Mas pelo visto a Era da Informação não serviu para trazer


conhecimentos financeiros para grande parte das pessoas.
Serviu para estimular ainda mais o consumismo e o gasto
desnecessário com futilidades. Quer prova maior que isso? É
só você comparar a popularidade de um blog de
investimentos e finanças como este, com os blogs de moda,
humor e futilidades. A maioria das pessoas não quer saber
onde investir para ter 1% de retorno ao mês, ou como
empreender. Elas preferem saber qual é o carro do Lucas
Lucco ou que roupa o Neymar está vestindo.

Infelizmente não vai ser esse artigo que vai mudar essa
realidade. Mas se ele servir para abrir o olho de uma
pessoa que está prestes a entrar nessa disputa louca e gastar
com coisas que comprometerão sua futura independência
financeira em troca de felicidade breve e passageira, já ficarei
muito feliz.
Tem curiosidade sobre os efeitos do Facebook e
Instagram? Leia abaixo.

Este é um estudo feito sobre o Facebook, mas que serve


perfeitamente para o Instagram. Porque na verdade, como
diz na reportagem, o Instagram potencializa ainda mais estes
efeitos.

“O Facebook pode fazer você se sentir socialmente isolado e


triste, porque ver fotos felizes de seus amigos desperta
sentimentos de inveja, de acordo com os especialistas da
Universidade de Berlin’s Humboldt e Universidade
Darmstadt’s Technical.

Eles alegam que uma de cada três pessoas se sente pior após
visitar o site, e a sua insatisfação de maneira geral com a
própria vida aumenta.

Os pesquisadores alemães estudaram 600 pessoas e


descobriram que aqueles que visualizaram o site sem
contribuírem tinham mais probabilidade de se sentirem
mal logo após.

Imagens positivas de amigos aproveitando o feriado,


comentando sobre suas vidas felizes ou simplesmente
colocando foto de seus animais de estimação eram suficientes
para despertar sentimentos de inveja,
O grupo de teste do Facebook disseram que o que mais irritou
foi as fotos das férias felizes de seus amigos de Facebook
seguida de comentários sobre o quão maravilhosa estava as
suas respectivas vidas e atualizações sobre os seus dias.

Os acadêmicos acrescentam que as pessoas que navegam


muito neste tipo de site estão correm risco de se tornarem
socialmente isoladas e depressivas.”