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ÍNDICE

INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................2
1. TEMA ..............................................................................................................................................3
2. PROBLEMA ....................................................................................................................................3
3. PROBLEMATIZAÇÃO...................................................................................................................3
4. OBJECTIVOS ..................................................................................................................................4
4.1. Geral .............................................................................................................................................4
4.2. Específicos ....................................................................................................................................4
5. JUSTIFICATIVA .............................................................................................................................4
6. METODOLOGIA ............................................................................................................................5
6.1. Natureza da pesquisa .............................................................................................................5
6.2. Tipo de pesquisa .....................................................................................................................5
6.3. Método .....................................................................................................................................6
6.4. Validade e Fiabilidade ...........................................................................................................6
6.5. Questões éticas ........................................................................................................................6
7. QUADRO TEÓRICO ......................................................................................................................7
8. ESTRUCTURA DA MONOGRAFIA .......................................................................................... 14
9. CRONOGRAMA DAS ACTIVIADES ........................................................................................ 16
10. ORÇAMENTO ............................................................................................................................. 17
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................... 18
INTRODUÇÃO
A questão que pretendemos abordar (o Mal), se encontra plasmada no coração da existência
humana. A Bíblia não deixa dúvidas acerca desse importante tema:

“Porque escutaste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te proibira comer,
maldito é o solo por causa de ti! Com sofrimento dele te nutrirás todos os dias de tua
vida. Ele produzirá para ti espinhos e cardos e comerás a erva dos campos. Com o
suor de teu rosto comerás o teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado.
Pois tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3, 17-19)

Sem perplexidades, a atitude irresponsável do homem, além do rompimento de sua intimidade


com o Criador, causou e segue causando o desequilíbrio e a desarmonia de toda a Criação, em
cuja desgraça se exprime a sua existência. Colhe daí em diante o que plantou com o seu acto.
E daqui surge a nossa comum e eterna curiosidade: se o homem não tivesse sido irresponsável
no uso da sua liberdade/vontade, desviada pelo orgulho de querer ser deus sem Deus, a
questão do Mal estaria a ocupar ainda estavelmente a história do pensamento humano? A
mesma narração bíblica de Gn 3 foi originada por este drama: de onde vem o mal, dado que
tudo quanto foi criado por Deus era “coisa boa”?

Eis a gravidade e a responsabilidade de preocupação de qualquer filósofo ou teólogo em


qualquer época e momento, pois a humanidade corre o risco de colocar em xeque o
fundamento mesmo da essência de Deus ao se focar apenas na valorização das consequências
dos actos da sua irresponsabilidade e não previamente nas suas causas.

A partir desta realidade, inicia a correria da “morte” atrás do homem. Ou seja, o homem se
separou de Deus, fonte da vida, e ficou exposto à morte (espiritual). Isso explica os grandes
males presentes no mundo como consequência da vaidade do homem e profanação do
sagrado. Dessa irresponsabilidade manifesta e afirmada da sua (des-) razão, deriva a
contaminação da terra, resulta a efectivação da maldição e do sofrimento, dor e dificuldade
em lugar da felicidade desejada; este é o salário do mal cuja responsabilidade recai sobre o
homem.

É portanto necessária e urgente uma reflexão ética por volta dessa razão errada,
irresponsável e vã do homem para e nos tempos actuais, como bem se refere Andres Torres
Queiruga, “Repensar o Mal” que constitui o referente principal do estudo aqui em fase de
projecto.

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1. TEMA

GÉNESE, NATUREZA E SENTIDO DO MAL NA PONEROLOGIA DE ANDRES


TORRES QUEIRUGA

2. PROBLEMA

A constatação evidente e permanente da presença e acção do mal no mundo da vida, constitui


um obstáculo pela razão filosófico-teológica na compreensão da natureza boa do Ser de Deus.

3. PROBLEMATIZAÇÃO

O mal, suportado ou cometido, na actualidade alimenta-se da razão e jaze na prepotência do


homem, na sua vanglória de alienamento da natureza fundamentalmente boa do seu ser. Dessa
observação fica claro que se julgássemos a angústia do homem, como consequência do mal,
talvez estaríamos indirectamente negando a essência do predicado real dos atributos de Deus,
mas o certo é que devemos questionar qual é a génese, a natureza e sentido do mal para o
envolvimento do homem na sua existência? Será, a concepção da realidade do mal, anterior à
razão do homem? Ou, a razão será anterior à realidade do mal? Se o homem crêsse na
autossuficiência pela razão e por ela dá-se conta da existência do mal, por quê não pode
eliminá-lo? Estas e demais questões evidenciam-nos que o único responsável da sua
infelicidade existencial é o próprio homem. Na verdade damo-nos conta de que todos somos
bons em aconselhar, mas ninguém sabe dar o primeiro passo naquilo que aconselha. Assim
acontece com a presença do mal. O homem se vale e confia na sua razão que lhe dita a crença
de que sabe o que acontece e o que fazer sem a necessidade da força transcendental, mas que,
de facto, é apenas mais uma demonstração de habilidades mutiladas da razão salvífica de
Deus. O homem acaba caindo na desgraça, contraindo a ruina para si mesmo e o mal para o
mundo.

Assim, os contínuos questionamentos sobre a magnificência de Deus em nada têm razão de


exigência até que o homem não assuma a sua irresponsabilidade para com a natureza.

O mal é um dado cósmico, e urge a necessidade do homem de se deter; questionar e reflectir


sobre o mesmo. O cristianismo, como entidade moral e social, desde os tempos remotos
assumiu a dianteira de socorrer o homem mostrando-lhe a essência da sua existência mas, por
orgulho e ignorância, se bem diz o autor Queiruga, insistindo em contramão face ao mal, na
“lógica do apesar de”, o homem actual, diante de qualquer finalidade do bem, responde com
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a facilidade do mal excessivo. Portanto, resulta necessário que a filosofia prática como ciência
valorativa e com o seu método reflexivo, dê cartas ao assunto e questionemos sobre a génese e
natureza e sentido do mal a partir da ponerologia de Andrés Torres Queiruga, na sua obra
“Repensar o Mal”, levando em conta toda a consequência da secularidade.

4. OBJECTIVOS

4.1. Geral
 Analisar e compreender criticamente a proposta avançada pelo filósofo e teólogo
Andrés Torres Queiruga na sua ponerologia.

4.2. Específicos
 Explicar as noções basilares da ponerologia elaborada pelo autor.
 Apresentar as características, implicações e consequências do mal na actualidade
segundo o autor, a nível filosófico e teológico.
 Revisitar a proposta avançada pelo autor do caminho ético como combate contra o mal
em toda a sua manifestação.

5. JUSTIFICATIVA
Esta pesquisa desponta da culminação do curso de Licenciatura em Filosofia e Ética
administrado pelo Instituto Superior Maria Mãe de África. Com a mesma, se objectiva uma
fundamentação teórica – reflexiva sobre o sentido e fundamento do Mal, trazendo à tona
abordagens que outrora serviram de meios de consolação e deram solução aos problemas
associados com o paradoxo da existência do Mal e que, na actualidade, estão a ser re-
questionados pelo homem hodierno nos sistemas de alienação da sua liberdade.

Por outro lado, o presente trabalho, a elaborar no fecho do curso de Licenciatura em Filosofia
e Ética, terá essencialmente uma perspectiva filosófica. Mas a questão do mal aproxima de
modo muito particular a filosofia e a teologia. Cuidar-se-á de ter isto presente e, portanto,
quando se revelar conveniente, valer-se-á dos ensinamentos da teologia.

A razão da escolha deste tema é bastante individual: do mal, importa-nos compreender como
priva o homem da sua liberdade e o despoja de virtudes, submete o homem em rebelião contra
o seu criador; tudo o mais que vier, virá, naturalmente, em função e benefício da melhor
compreensão deste objectivo principal.

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Nesta sequência a pesquisa é importante, pois para a sociedade irá de forma introspectiva
reflectir sobre a noção do Mal, seja moral ou físico ou seja, um suportado e o outro cometido.
E para a comunidade científica se espera que este trabalho suscite diretrizes e discussões para
a temática abordada, de forma a contribuir na observação ética e o gozo adequado da
liberdade e dignidade do homem e a sua natureza, exemplificadas como manifestação do
amor absoluto de Deus.

6. METODOLOGIA
Para a efetivação deste trabalho de pesquisa usar-se-á pesquisa bibliográfica, descritiva e
explicativa; enfocar-se-á no sentido e fundamento do mal e as consequências deste para a
dignidade e liberdade da natureza humana e a utilização do seu meio natural.

A partir das fichas de leituras extraídas dos vários livros sobre a questão do Mal,
especialmente do autor Queiruga sobre o tema “repensar o mal”; revisões bibliográficas,
interpretação de artigos científicos, teses e dissertações de outros autores, procurando uma
compreensão minuciosa que dirija este trabalho ao encontro dos objectivos planteados.

Fazendo ênfase à observação, analises e registo de fatos e fenómenos do mal sublinhados pelo
nosso autor, sem margem para a manipulação dos dados, esta pesquisa será explicativa e terá,
como principal preocupação, compreender o tema em questão.

Por vezes recorreremos ao método crítico-comparativo e analítico para ressaltar aspectos


dialéticos e mais discutidos entre os autores principais dos que nos servimos neste trabalho e,
construir uma genealogia histórica sobre os elementos que tornam extremamente necessário
este trabalho de pesquisa.

6.1.Natureza da pesquisa
Esta pesquisa é de natureza qualitativa, porque não visa medir eventos, mas, sim, reflectir
sobre o problema anunciado, procurando compreender o tema através de uma descrição e
interpretação sobre o sentido e o fundamento da natureza do Mal. A opção pela abordagem
qualitativa se deu por esta caracterizar-se como uma forma adequada para se entender
filosoficamente a realidade valorativa da situação axiológica, espiritual e material das
sociedades e do homem nos tempos actuais.

6.2.Tipo de pesquisa
Já com a pesquisa qualitativa apresentaremos os resultados dos nossos objectivos através de
percepções e análises. Descreveremos a complexidade do problema e as suas diversas
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manifestações na vida do homem. Procuraremos interpretar aspectos imateriais, como
opiniões, intenções, sensações, pensamentos, comportamentos e sentimentos para
compreender segundo o nosso autor, o problema do tema do trabalho, a partir do
aprofundamento de dados não-mensuráveis.

Usar-se-á pesquisa do tipo bibliográfico, procurando referências teóricas publicadas, com o


objectivo de recolher informações prévias sobre o problema a respeito do qual se procura
indagar neste trabalho, com base na leitura de obras publicadas constituídas em livros,
documentos, artigos, revistas e materiais disponíveis na internet. Daremos a bem evidenciar a
natureza do problema verificado, e compreender de forma crítica as interrogações colocadas,
observando a ponerologia segundo Andrés Torres Queiruga.

6.3.Método
Nesta reflexão filosófica e do ponto de vista pessoal, integrar-se-á o método dedutivo e
hermenêutico. Pretende-se que, partindo da reflexão do pensamento de Andrés Torres
Queiruga, cheguemos à compreensão geral, numa espécie de diálogo e comparação do
pensamento de filósofos como Santo Agostinho, David Pellauer, Michel Lacroix, Paul
Ricoeur entre outros.

6.4.Validade e Fiabilidade
Para garantir validade serão observados e considerados com zelo e rigor, os princípios e
normas metodológicos que regem a produção dos trabalhos científico-académicos vigente do
Instituto Superior Maria Mãe de África. E a fiabilidade far-se-á por meio de fontes fidedignas
de recolha de dados aos fins desta pesquisa.

6.5.Questões éticas
No decorrer desta pesquisa serão consideradas e obedecidas tudo quanto diz respeito à
questão ética em pesquisas de carácter académico e científico. Portanto, não se apropriará
indevidamente da produção intelectual alheia.

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7. QUADRO TEÓRICO

Andrés Torres Queiruga, na sua obra “Repensar o Mal” (2011) discute o problema do mal
como uma realidade que atravessa como uma espada, dura e terrível, toda a história da
humanidade. Nenhuma cultura, e dentro dela, nenhum indivíduo foi capaz de escapar de seu
confronto. É por isso que quando chega a nós, já é sempre um problema antigo, cheio de
ambiguidades e cheio de pré-julgamentos.

Tomado em seu sentido mais óbvio e fundamental, o mal é um "fenómeno antropológico


original" (antropologisches “Urphünomen”). É aquilo que em um dado momento percebemos
como o que não deveria ser; é, como dizia Santo Agostinho, "o que causa dano" (id quod
nocet); acrescentemos: a si mesmo ou aos demais. Não precisa ter um conceito preciso para se
fazer sentir: “é antes um nome para o que nos é ameaçador” (QUEIRUGA, 2011, p. 15).

Torres Queiruga, não aborda o mal a partir dos cânones normalmente seguidos, não parte da
teodiceia tradicional. Isso também, porque alguns autores já atestam para uma impossível
teodiceia, ou seja, um discurso que não sai do embaraço do mistério. Exemplo claro disso,
vejamos como William James (1995) aborda a intrincada questão sobre a natureza do mal,
assumindo e defendendo a suposição de que o mal não estava presente na criação do mundo,
ele é exterior a Deus, pois a divindade não pode participar de algo que não seja o supremo
bem.

Bastando que nos seja concedido acreditar que o princípio divino permanece supremo, e os
demais, subordinados. Neste último caso, Deus não é necessariamente responsável pela
existência do mal: ele só o seria se o mal não fosse afinal superado. Mas do ponto de vista
monista ou panteísta, o mal, como tudo o mais, precisa fundar-se em Deus; e a dificuldade
consiste em ver como isso pode ser sendo Deus absolutamente bom. A mesma dificuldade se
nos depara em toda forma de filosofia em que o mundo aparece como unidade perfeita de facto
(JAMES, 1995, p. 91).
Deste modo, mal e bem são polos paralelos e não complementares. A opção do autor por esta
visão de mundo, provavelmente se deve ao facto de soar mais otimista que o universo visto
como unidade perfeita, onde o mal é considerado um elemento original do mundo e de algum
modo útil aos planos divinos, pois Deus como Senhor de tudo o quanto há permite que ele
exista. Aqui, mal e bem formam um par de opostos complementares.

“O mal não precisa ser essencial; pode ser, e pode ter sido sempre, uma porção independente,
sem nenhum direito racional ou absoluto a reviver com o resto, e do qual podemos
concebivelmente esperar libertar-nos no final” (JAMES, 1995, p. 92).

Embora James sempre defenda que a compreensão do sagrado só pode se dar por vias
irracionais e sentimentais, no que concerne ao paradoxo do mal enquanto integrante da
criação, o autor visivelmente incomodado com esta questão, opta pelas vias racionais para
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explicar algo que provavelmente não conseguiu ser resolvido e captado pelas vias do
sentimento. Esta questão será retomada em outro momento na monografia.

Desta realidade de concepções distintas mas não dissociadas, acontece ainda em Queiruga
uma insistência quando diz: “Para compreender a real seriedade do que está em jogo, basta
simplesmente que se trate disso ao qual remetem igualmente o choro ainda “sem palavra” –
infans – do recém-nascido e a busca de remédio para uma ferida ou uma enfermidade”
(QUEIRUGA, 2011, p. 16).

E, fazendo valer a redundância define ainda: “ O mal é, em seu significado mais elementar e
em sua mais inegável realidade, aquilo que experimentamos como o que subjectivamente ‘não
queremos’ e do que objetivamente pensamos que ‘não deveria ser’, e que, bem por isso,
rejeitamos e procuramos eliminar ou, pelo menos, suavizar.” (ibidem). Mas resulta ainda mais
grave a pluriformidade conceptiva e conceitual do mal como fenómeno natural, humano e do
homem, em diferentes autores.

“O mal é legião”, diz Xavier Tilliette (1998, p. 427 apud QUEIRUGA, 2011, p. 15) em sua
obra A Natureza do Bem, escrita a respeito do problema do mal e, consequentemente, da
dualidade de princípios em que se fundamentam toda a ontologia e o sistema cosmológico da
seita maniqueia. Santo Agostinho demonstra preocupação em esclarecer que toda natureza é
um bem, uma vez que procede de Deus e que o mal, não incluído entre os seres criados, é tão-
somente aquilo pelo qual se dá a corrupção do modo [modus], da espécie [species] e da ordem
[ordo], que são os atributos constitutivos dos seres ou naturezas.

Com efeito, sendo todas as coisas criadas boas, cada uma conforme seu modo, espécie e
ordem, de onde, pois, vem o mal? Haveria um lugar para o mal nesta “ordem divina” do
mundo? A essa questão responde Santo Agostinho que: [...] “o mal não é senão a corrupção
ou do modo, ou da espécie, ou da ordem naturais. A natureza má é, portanto, a que está
corrompida, porque a que não está corrompida é boa. Porém, ainda quando corrompida, a
natureza, não deixa de ser boa; quando corrompida, é má” (AGOSTINHO, 2005, p 95).

Em suma, o mal é a privação ou defeção do bem, das perfeições constitutivas de toda e


qualquer natureza, ou seja, é a ausência de ser, como dissemos acima. Daqui, depreende-se
que para Agostinho, o mal está em afastar-se de Deus que é o Sumo Bem, pois quando o
homem se priva do Bem ele comete o pecado que o torna mal. O homem tende naturalmente

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para o bem e o mal passa a existir a partir do momento em que o homem se corrompe
afastando-se do bem.

De tudo isto, existem todavia recalcamentos sobre o objecto do mal que não nos permitem
relaxarmos perante a sua diversificada evidência mesmo quando o negamos; por isso é preciso
analisar melhor essa questão.

Segundo COUTINHO, (2010, p. 60), apud AGOSTINHO (1989, p. 72), “o mal não existe,
resulta apenas da privação do bem”, a natureza do mal está no próprio homem, na sua
liberdade. O mal é, portanto, obra do uso incorreto da liberdade do homem, seja ele sujeito ou
objecto do mesmo, não existindo por si só, mas estando intrinsecamente ligado à liberdade do
homem, que cria o mal quando se afasta do bem.

De facto, reconhece e advoga TAVARES (2006, p. 84), “o mal é cometido, mas também é
sofrido e sentido”. Ainda que o ser humano não esteja na sua origem, consequentemente, a
sua confissão é um pressuposto fundamental da consciência da liberdade.

Para RICOEUR (1988, p. 55), o mal é um problema antropológico. O homem é esse ser
falível, incompleto e capaz de bondade, mas também do mal. É nesse sentido que Ricoeur
avalia o mal, como um fenómeno que escandaliza.

O sofrimento por que o homem passa não resulta mais das vezes, dos crimes cometidos pelos
seus semelhantes? De facto, o mal de que uns são alvo é a imagem espelhada do mal desejado
por outros. Por seu lado, a culpabilidade chama o castigo, o qual consiste numa pena, isto é,
um mal suportado pelo culpado (detenção, execução). No entanto, a maior parte das vezes,
verifica-se que os próprios culpados são vítimas. É preciso ser muito injusto para não ver que
até os autores do mal foram alvos do mal.

Mal suportado e mal cometido, como é vão separar-vos…provindes da mesma região


crepuscular da condição humana. Mais tarde, postularemos neste livro que é possível e
frutífero reflectir sobre o mal em geral, isto é, um mal que, retomando a fórmula do filósofo
Paul Ricoeur, constitui “a raiz comum do pecado (mal cometido) e do sofrimento (mal
suportado) ” (LACROIX, 1998, p 8).

Por conseguinte, existe um problema do mal. Em contrapartida, não se pode negar que há
várias soluções encaráveis, várias “estratégias” para o enfrentar; diz Lacroix (1998, p. 9).

Outra abordagem não menos importante e um tanto peculiar é também aquela que faz
Andrade Bárbara, que sem imiscuir-se na mesma dos outros, sobre o mal, prefere partir
vendo-o como uma ocasião de graça perante qualquer expectativa, e assim diz: “Pois, em meu

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modo de ver, o pecado, seja original ou pessoal, só pode ser entendido adequadamente a partir
da graça do perdão” (ANDRADE, 2007, p 6).

Portanto, esta é uma abordagem de que nos ocuparemos mais tarde ao longo do
desenvolvimento do trabalho; mas antes, a ética teológica procura sublinhar de facto algumas
questões muito referenciais para um comportamento prudente sobre o facto do mal e o
envolvimento do homem nele.

O Rev. João A. Konzen, é um clérigo preocupado com a teologia moral nos aspectos em que a
liberdade e responsabilidade são o constituinte maior das decisões e destino do homem na
terra. Com um enfoque antropológico-filosófico, Konzen lembra-nos que, “a capacidade de
conhecimento e vontade livre para se decidir, embora sejam faculdades distintas, estão
intrinsecamente relacionadas e vinculadas uma à outra, e constituem uma unidade como
dimensão espiritual e estrutura pessoal do ser humano, pois a inteligência sem liberdade não
teria valor; e a liberdade sem inteligência é impossível” (KONZEN, 2007, p. 108). Disto,
desprende a compreensão de que o homem é exactamente alvo e autor do seu próprio mal,
como disse Lacroix (1998, p. 9).

Ainda com o mesmo autor podemos ver como se fundamenta na ideia de liberdade descrita
pelas ciências humanas, quais (antropologia, psicologia e sociologia…etc.,) mas, mal se viu
da sua aplicabilidade no mundo sensível.

A liberdade se entende como possibilidade de realizar, aquilo que se decide realizar,


sem ser impedido por circunstâncias externas. É o que se costuma exprimir com o
termo “ ter liberdade” ou “ser livre” (KONZEN, 2007, p. 111).

Por outro lado, para Konzen qualquer tipo de mal que assola o homem é considerado como
pecado. Isso é o resultado da leitura que podemos fazer das afirmações anteriores. Tanto da
abordagem de Lacroix como já evidenciamos na sua similitude com Konzen, e ainda como o
afirma quando diz; “o pecado é tudo aquilo que prejudica a realização da vida
humana”(KONZEN, 2007 p. 216).

Portanto, percebe-se que o homem, pelo uso da sua liberdade e responsabilidade que emanam
da sua inteligência condiciona ou compromete a sua existência e a sua união com o supremo,
interpondo no meio dele e Deus, o facto da sua vontade. Assim, torna-se autor daquilo que o
extermina, seja pela sua consciência (moral), seja de forma secundária ou indirecta pela
natureza, essa que ele mesmo decide utilizar ou cuidar pela sua maneira. Tudo depende da
responsabilidade e ética do homem.

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Assim pretendemos portanto responder ao nosso terceiro objectivo, evidenciando primeiro
que o homem não é empurrado para a boca do mal por ninguém, nem por falta de
conhecimento, mas pela pouca observação ou omissão de questões éticas que o ligam com o
Supremo; essa visão também pode servir para perceber que se o homem, ao aperceber-se dos
estados aperiódicos dos ciclos naturais, e querendo cuidar-se dessas situações, através do bom
uso da inteligência e responsabilidade, assumia de igual forma, as observações éticas que
regem o controlo do meio ambiente e dos factos naturais em geral e evitar desmatamentos e
consequentes catastrofes

Portanto, com toda esta indagação e como podemos ver, é frequente, a partir de Leibniz
(1972: p 124), falar-se do mal em classificação tripartida: “mal metafísico, mal físico e mal
ético-moral”. E, com Karl Lehmann (1089: 409-418) “O mal metafísico exprime uma
imperfeição própria dos limites criaturais de um determinado ser. […]. O mal físico significa
a falta de uma propriedade, da qual um ser concreto se encontra dotado por natureza e sem a
qual ele se encontra afectado na sua realidade plena. […] O mal ético-moral que resulta
portanto da decisão livre da vontade contra um mandamento ou uma proibição conhecidos
pela consciência”; assim, com uma explicação mais resumida de tudo ao que se referem os
autores das fontes aqui citadas, teremos: o mal físico como a falta de uma propriedade, da
qual um ser concreto se encontra dotado por natureza e sem a qual ele se encontra afectado na
sua realidade plena; por outro lado, o mal ético-moral resulta portanto da decisão livre da
vontade contra um mandamento ou uma proibição conhecidos pela consciência, segundo
também confirma Vidal (1991, p. 49).

Claro que outras classificações existem e algumas referir -se -ão quando vier a propósito, mas,
por agora, interessa-nos a presente. O mal metafísico tem que ver com a finitude da criatura,
com a sua imperfeição. O Criador não poderia criar seres iguais a si mesmo pois que, se fora
assim, criaria deuses. A finitude, a imperfeição são a essência da criatura. E,
independentemente da variabilidade dos graus de imperfeição (ou perfeição, se se preferir),
parece que não poderia ser de outra forma, isto é, a criatura não poderá conter em si todas as
perfeições do seu criador. Então, ao menos neste enquadramento, a categoria do mal
metafísico é altamente discutível, não obstante alguns verem aqui, na imperfeição da criatura,
a brecha por onde penetra o mal. De todo o modo, o cristianismo confessa que a criação é boa,
mesmo muito boa, pois que «Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom» (Gn 1,31).

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Considerar-se-á, portanto, o mal físico e o mal moral e, desde já, enquanto fonte de
sofrimento para o homem. «O homem sofre quando ele experimenta um mal qualquer». É
pelo sofrimento que provoca, tanto dele aparentemente gratuito, que o mal constitui um
verdadeiro escândalo. Como aceitar as enormes tragédias naturais (tempestades, terramotos,
inundações, etc…) e tantas e tão variadas doenças que tanto sofrimento causam às pessoas e
populações por elas afectadas? Como compreender a dor, a miséria, a fome, em suma, o
sofrimento, que o homem causa aos outros homens com as guerras que provoca, com
perseguições, massacres, tiranias políticas, com a extrema acumulação de riqueza, às vezes à
custa da exploração de povos inteiros? E referimo-nos apenas do sofrimento humano. Mas
poderia argumentar-se ainda do sofrimento dos animais, muitas vezes provocado pelo homem.

Neste contexto, tanto o mal físico quanto o mal moral impõem perguntas inevitáveis: porquê o
mal? O que é o mal? Donde ou de quem provém o mal? Para os cristãos a questão assume
particular relevância. Se tudo quanto existe foi criado por Deus e se o mal existe no mundo,
será que então o mal tem origem em Deus? Mas o cristianismo confessa um Deus
omnipotente e sumamente bom. E, então, como compatibilizar? Se o mal é criação de Deus,
como conciliar com a suma bondade do Criador? E mesmo se o mal não tem origem em Deus,
porque não evita Deus o mal? Se pode evitá-lo e não quer, então, continua em causa a suma
bondade de Deus; mas se quer evitá-lo e não pode, então, o que está em causa é a Sua
omnipotência.

Estamos aqui no cerne do argumento do mal como prova de que Deus não existe, que
remonta, ao menos, a Epicuro (341-270 a.C.) mas que, mais ou menos retocado, continua a ter
muitos seguidores.

No entanto, fica patente tratar com detalhe este argumento habitualmente agitado, como
dissemos, a favor da demonstração da não existência de Deus. Basta reter que ele assenta na
imensa quantidade de mal presente no mundo, tanto dele aparentemente gratuito (o que é que
poderá justificar que milhares de crianças morram diariamente, em todo o mundo, de fome?!)
e que, nesta medida, palpita no coracao com uma tanta preocupacao o argumento que se
coloca. Um Deus omnipotente e sumamente bom poderá permitir tal situação ?! Não sendo
este o único argumento do ateísmo a favor da não existência de Deus, ele é, seguramente, o
mais importante. Por isso, Queiruga em “ repensar o Mal” (2011) entende que, o ateísmo é, de
si, enquanto negação de Deus, o maior inimigo do cristianismo. Deve mesmo «ser contado

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entre os fenómenos mais graves do nosso tempo, devendo ser objecto de um exame muito
sério».

Assim, cabe-nos compreender, que respostas param o problema do mal? Se a questão é séria,
segundo diz o nosso autor, a resposta há-de ser procurada com seriedade. E a história do
pensamento demonstra que têm sido construídas teorias mais ou menos aceites, mais ou
menos aceitáveis, visando alcançar uma explicação para o mal. Podemos, com Leibniz (1982,
p. 39), defender que vivemos no melhor dos mundos possíveis e que é o ponto de vista de
cada mónade que, não lhe permitindo abarcar o todo, toma por mal aquilo que, ao fim de
contas, não é senão contribuição para que o mundo seja o melhor possível. E teríamos aqui, ao
menos, uma explicação para o mal físico. Contudo, aceitar qualquer teodiceia ou qualquer
reconhecimento de Deus pela existência do mal no mundo, é correr o risco de ficarmos
desarmados para o combater. É, portanto, bem entendido o foco do convite do nosso autor
Queiruga, ao escrever o livro “Repensar o Mal”.

Podemos, ainda, do ponto de vista da ontologia, afirmar a positividade do bem e a


negatividade do mal: “o mal não é, o mal não tem substância, o mal é privação de um
qualquer bem, o mal é parasitário do bem” (AGOSTINHO, 2016, p. 32). E podemos mesmo
desistir de resolver o problema do mal, na constatação de que o mal não tem solução, pois que
não é problema, mas mistério.

Claro que podemos tudo isto e ainda mais. Mas o que não podemos, depois de tudo isto, é
ignorar a quantidade de mal que está aí, hoje e ontem, à nossa porta e em todos os lugares, em
abundância abismal, num mundo que é, em certo sentido, um mundo de sofrimento. O mal
precisa de ser compreendido até onde for possível às capacidades do homem. Isto é claro. Mas
precisa, muito mais, de ser combatido com todas as forças de todos e de cada um. E se este
combate se prefigura menos consequente no que concerne ao mal físico, pode – assim os
homens o queiram – ter resultados no âmbito do mal moral, que tem a sua origem na vontade
do homem. O livre arbítrio. (AGOSTINHO, 2016, p. 45)

Paradoxalmente, é constatável que os avanços nos conhecimentos científicos pouco, senão


muito pouco, contribuíram para um «abrandamento» do mal moral. O século XX foi um
século de enorme progresso científico. E todavia, como alguém já disse, foi um século
infame: duas guerras mundiais de consequências trágicas e horrores indescritíveis; tantas
outras guerras localizadas por todo o globo igualmente trágicas e horríveis; sistemas políticos

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totalitários que dizimaram pessoas, consciências e valores; tudo isto e muito mais, semeando
mares de infelicidade e de sofrimento.

Tudo demonstrando que o mal não é uma questão teórica. Não é mera questão especulativa,
pois que a dor, o sofrimento que se pensa, que se pode pensar – e o sofrimento humano é um
sofrimento que é pensado – dói mais enquanto sofrimento pensado.

8. ESTRUCTURA DA MONOGRAFIA

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO:

1.1. Etimologia

1.2. Tipologia

1.3. Dimensões

1.3.1. Tradicional

a) Teísta

b) Maniqueísta

c) Ateia

d) Cristã

1.3.2. Filosófica

a) Sócrates

b) Platão

c) Aristóteles

1.3.3. Teológica

1.3.4. Teodiceia

14
Considerações Gerais do Mal

Capitulo II – A FENOMENOLOGIA DO MAL.

2.1.Definição e conceitualização do Mal segundo Andrés Torres Queiruga


2.2.A posição Agostiniana do mal
2.3. O mal segundo São Tomás de Aquino
2.4.O dilema de Epicuro
2.5.Ponerologia ou doutrina do mal
2.6. Síntese conclusiva do capítulo

Capítulo III – Implicações, Consequências do Mal na atualidade.

3.1. O sentido da teodiceia na modernidade

3.2. A cosmovisão do mal na ponerologia de Queiruga

3.3. O mal como problema humano.

3.4. A modernidade imanente

3.6. O erro e a culpa.

Capitulo IV - recomendações éticas para contrariar o Mal

Conclusão

Bibliografia.

15
9. CRONOGRAMA DAS ACTIVIADES

PERIODO (2019)

MESES
ACTIVIDADES MAR ABRIL MAI. JUN JUL AGOST. SET. OUT. NOV.

Elaboração do
projecto

Revisão da
Literatura

Pesquisa
Bibliográfica

Organização dos
dados

Análise e
interpretação
dos dados

Redação da
Monografia
Defesa da
Monografia

16
10. ORÇAMENTO

COLUNA 1 COLUNA 2 COLUN 3 COLUNA 4

MATERIAIS QUANTIDADE VALOR VALOR


UNITARIO TOTAL
(MT)

Caderno de 1 1500,00 1500,00


anotações

livros
Caneta/esferográfica 3 75,00 215,00

fotocopias
SUBTOTAL 23.715,00

CONSUMIVEIS

RESMA PAPEL A4 2 600 1200,00

Megabytes/internet 100 400 4.000,0

Crédito celular 10 500 5.000,00

Transporte 4000 4.000,00

Taxa de entregue
SUBTOTAL 22.200,00

TOTAL 45.915,00

17
11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A BIBLIA de Jerusalem (1989). Sao Paulo: Paulinas.

AGOSTINHO, Santo (2001). Diálogo sobre o Libre Arbítrio, [ tradução. Paula Oliveira e
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______________ (2016). A Cidade de Deus. Contra os pagãos. Parte II. (Livros XI a XXII).
[Tradução de Oscar Paes Leme]. São paulo: federação agostiniana brasileira.

______________ (2016). A Cidade de Deus. Contra os pagãos. Parte I. (Livros I a X).


Tradução de Oscar Paes Leme. São paulo: federação agostiniana brasileira.

ANDRADE, Barbara (2007). Pecado original ou graca de perdao? [Tradução de Maria Paula
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Paulo: Paulus.

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Vozes editora.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, aprovado e promulgado por João Paulo II.


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Luso-Brasileira de Filosofia», 1ª edição. Verbo, Lisboa/S. Paulo.

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__________ (1998). El Dios revelado en Jesus y el futuro de Ia humanidad . In:elecciones


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____________ (2001). Repensar o mal na nova situação secular [tradução]. In: Perspectiva
Teológica, v. 33.

____________ (2002) Fin del cristianismo premoderno [recensão]. In: Perspectiva Teológica,
v. 4.

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