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Livro Eletrônico

Aula 00

Direito Penal p/ Câmara Municipal de Salvador (Área de Mesa Diretoria: Ouvidoria) Com
videoaulas

Professor: Renan Araujo

00000000000 - DEMO
DIREITO PENAL P/ CåMARA DE SALVADOR-BA (2018) Ð ANALISTA
Teoria e quest›es
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo
AULA 00: BREVE INTRODU‚ÌO AO DIREITO PENAL. CRIMES
PRATICADOS POR FUNCIONçRIO PòBLICO CONTRA A
ADMINISTRA‚ÌO EM GERAL.
SUMçRIO
1 BREVE INTRODU‚ÌO AO ESTUDO DO DIREITO PENAL .......................................... 5
1.1 Conceito de Direito Penal.................................................................................... 5
1.2 Infra•‹o penal, crime e contraven•‹o ................................................................... 5
2 CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONçRIO PòBLICO CONTRA A ADMINISTRA‚ÌO
EM GERAL .................................................................................................................... 7
2.1 Peculato ........................................................................................................... 9
2.2 Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es e modifica•‹o ou altera•‹o n‹o
autorizada de sistema de informa•›es ............................................................................. 15
2.3 Extravio, sonega•‹o ou inutiliza•‹o de0livro ou documento .................................... 17
2.4 Emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas .................................................. 17
2.5 Concuss‹o ...................................................................................................... 18
2.6 Excesso de exa•‹o .......................................................................................... 20
2.7 Corrup•‹o passiva ........................................................................................... 21
2.8 Facilita•‹o de contrabando ou descaminho .......................................................... 22
2.9 Prevarica•‹o, prevarica•‹o impr—pria e condescend•ncia criminosa ........................ 24
2.10 Advocacia administrativa .................................................................................. 26
2.11 Viol•ncia arbitr‡ria .......................................................................................... 27
2.12 Abandono de fun•‹o ........................................................................................ 28
2.13 Exerc’cio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado ..................................... 29
2.14 Viola•‹o de sigilo profissional ............................................................................ 30
3 DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES ............................................................... 32
4 SòMULAS PERTINENTES ..................................................................................... 35
4.1 Sœmulas do STJ .............................................................................................. 35
5 JURISPRUDæNCIA CORRELATA ........................................................................... 35
6 RESUMO .............................................................................................................. 37
7 EXERCêCIOS PARA PRATICAR ............................................................................. 40
8 EXERCêCIOS COMENTADOS ................................................................................. 85
9 GABARITO ........................................................................................................ 164

Ol‡, meus amigos!

ƒ com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATƒGIA
CONCURSOS, tendo a oportunidade de poder contribuir para a aprova•‹o de
voc•s no concurso da CåMARA MUNICIPAL DE SALVADOR-BA. N—s vamos
estudar teoria e comentar exerc’cios sobre DIREITO PENAL, para o cargo de
ANALISTA Ð çREA: OUVIDORIA.
E a’, povo, preparados para a maratona?

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O edital acabou de ser publicado, e a Banca ser‡ a FGV. As provas est‹o
agendadas para o dia 25.02.2018.
Bom, est‡ na hora de me apresentar a voc•s, n‹o Ž?
Meu nome Ž Renan Araujo, tenho 30 anos, sou Defensor Pœblico
Federal desde 2010, atuando na Defensoria Pœblica da Uni‹o no Rio de Janeiro,
e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da UERJ. Antes,
porŽm, fui servidor da Justi•a Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci o cargo de
TŽcnico Judici‡rio, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e p—s-
graduado em Direito Pœblico pela Universidade Gama Filho.
Minha trajet—ria de vida est‡ intimamente ligada aos Concursos Pœblicos.
Desde o come•o da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha
vida! E querem saber? Isso faz toda a diferen•a! Algumas pessoas me perguntam
como consegui sucesso nos concursos em t‹o pouco tempo. Simples: Foco +
For•a de vontade + Disciplina. N‹o h‡ f—rmula m‡gica, n‹o h‡ ingrediente
secreto! Basta querer e correr atr‡s do seu sonho! Acreditem em mim, isso
funciona!
ƒ muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro,
poder colaborar para a aprova•‹o de outros tantos concurseiros, como um dia eu
fui! E quando eu falo em Òcolaborar para a aprova•‹oÓ, n‹o estou falando apenas
por falar. O EstratŽgia Concursos possui ’ndices alt’ssimos de aprova•‹o
em todos os concursos!
Neste curso voc•s receber‹o todas as informa•›es necess‡rias para que
possam ter sucesso no concurso da CåMARA MUNICIPAL DE SALVADOR-
BA. Acreditem, voc•s n‹o v‹o se arrepender! O EstratŽgia Concursos est‡
comprometido com sua aprova•‹o, com sua vaga, ou seja, com voc•!
Mas Ž poss’vel que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, voc• ainda
n‹o esteja plenamente convencido de que o EstratŽgia Concursos Ž a melhor
escolha. Eu entendo voc•, j‡ estive deste lado do computador. Ës vezes Ž dif’cil
escolher o melhor material para sua prepara•‹o. Contudo, alguns colegas de
caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:

Esse print screen acima foi retirado da p‡gina de avalia•‹o do curso. De


um curso elaborado para um concurso bastante concorrido (Delegado da
PC-PE). Vejam que, dos 62 alunos que avaliaram o curso, 61 o aprovaram. Um
percentual de 98,39%.

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Ainda n‹o est‡ convencido? Continuo te entendendo. Voc• acha que
pode estar dentro daqueles 1,61%. Em raz‹o disso, disponibilizamos
gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que voc• possa analisar o
material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa Ž pouco para testar o material? Pois
bem, o EstratŽgia concursos d‡ a voc• o prazo de 30 DIAS para testar o
material. Isso mesmo, voc• pode baixar as aulas, estudar, analisar detidamente
o material e, se n‹o gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o EstratŽgia Concursos d‡ ao aluno 30 dias para
pedir o dinheiro de volta? Porque sabemos que isso n‹o vai acontecer! N‹o
temos medo de dar a voc• essa liberdade.
Neste curso estudaremos todo o conteœdo de Direito Penal previsto no
Edital. Estudaremos teoria e vamos trabalhar tambŽm com exerc’cios
comentados.
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:
!
AULA CONTEòDO DATA
Breve introdu•‹o ao Direito Penal. 05.12
Crimes praticados por funcion‡rio
Aula 01
pœblico contra a administra•‹o em
geral

Crimes praticados por particular


Aula 02
contra a administra•‹o em geral 12.12

As aulas ser‹o disponibilizadas no site conforme o cronograma


apresentado. Em cada aula eu trarei algumas quest›es que foram cobradas
em concursos pœblicos, para fixarmos o entendimento sobre a matŽria.
Como a Banca do concurso Ž a FGV, utilizaremos, sempre que poss’vel,
quest›es desta Banca. Todavia, utilizaremos tambŽm quest›es de outras Bancas
renomadas, como FCC, VUNESP, etc.
AlŽm da teoria e das quest›es, voc•s ter‹o acesso a duas ferramentas
muito importantes:
¥! RESUMOS Ð Cada aula ter‡ um resumo daquilo que foi estudado,
variando de 03 a 10 p‡ginas (a depender do tema), indo direto ao
ponto daquilo que Ž mais relevante! Ideal para quem est‡ sem
muito tempo.
¥! FîRUM DE DòVIDAS Ð N‹o entendeu alguma coisa? Simples: basta
perguntar ao professor Vinicius Silva, que Ž o respons‡vel pelo
F—rum de Dœvidas, exclusivo para os alunos do curso.

Outro diferencial importante Ž que nosso curso em PDF ser‡


complementado por videoaulas. Nas videoaulas ser‹o apresentados

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alguns pontos considerados mais relevantes da matŽria, seja atravŽs da
apresenta•‹o da teoria seja atravŽs da resolu•‹o de exerc’cios anteriores, como
forma de ajudar na assimila•‹o da matŽria.
No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!
Prof. Renan Araujo

E-mail: profrenanaraujo@gmail.com

Periscope: @profrenanaraujo

Facebook: www.facebook.com/profrenanaraujoestrategia

Instagram: www.instagram.com/profrenanaraujo/?hl=pt-br
Youtube:
www.youtube.com/channel/UClIFS2cyREWT35OELN8wcFQ

Observa•‹o importante: este curso Ž protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a
legisla•‹o sobre direitos autorais e d‡ outras provid•ncias.

Grupos de rateio e pirataria s‹o clandestinos, violam a lei e prejudicam os


professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe
adquirindo os cursos honestamente atravŽs do site EstratŽgia Concursos. ;-)

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1! BREVE INTRODU‚ÌO AO ESTUDO DO DIREITO
PENAL
1.1! Conceito de Direito Penal
O Direito Penal pode ser conceituado como o ramo do Direito Pœblico cuja
fun•‹o Ž selecionar os bens jur’dicos mais importantes para a sociedade e buscar
protege-los, por meio da cria•‹o de normas de conduta que, uma vez violadas,
constituem crimes, sob amea•a de aplica•‹o de uma pena.
Nas palavras de CAPEZ1:
ÒO Direito Penal Ž o seguimento do ordenamento jur’dico que detŽm a fun•‹o de
selecionar os comportamentos humanos mais graves e perniciosos ˆ coletividade,
capazes de colocar em risco valores fundamentais para a conviv•ncia social, e
decrev•-los como infra•›es penais, cominando-lhes, em conseqŸ•ncia, as respectivas
san•›es, alŽm de estabelecer todas as regras complementares e gerais necess‡rias ˆ
sua correta e justa aplica•‹o"

1.2! Infra•‹o penal, crime e contraven•‹o


A infra•‹o penal Ž um fen™meno social, disso ninguŽm duvida. Mas como
defini-la?
Podemos conceituar infra•‹o penal como:

A conduta, em regra praticada por pessoa humana, que ofende um


bem jur’dico penalmente tutelado, para a qual a lei estabelece uma
pena, seja ela de reclus‹o, deten•‹o, pris‹o simples ou multa.

Assim, um dos princ’pios que podemos extrair Ž o princ’pio da lesividade,


que diz que s— haver‡ infra•‹o penal quando a pessoa ofender (lesar) bem
jur’dico de outra pessoa. Assim, se uma pessoa pega um chicote e se autolesiona
com mais de 100 chibatadas, a œnica puni•‹o que ela receber‡ Ž ficar com suas
costas ardendo, pois a conduta Ž indiferente para o Direito Penal.
A infra•‹o penal Ž o g•nero do qual decorrem duas espŽcies, crime e
contraven•‹o.
O Crime pode ser entendido sob tr•s aspectos: Material, legal e anal’tico.
Sob o aspecto material, crime Ž toda a•‹o humana que lesa ou exp›e
a perigo um bem jur’dico de terceiro, que, por sua relev‰ncia, merece a
prote•‹o penal. Esse aspecto valoriza o crime enquanto conteœdo, ou seja,
busca identificar se a conduta Ž ou n‹o apta a produzir uma les‹o a um bem
jur’dico penalmente tutelado.

1
CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal, parte geral, volume 1, editora Saraiva, 2005, p. 1

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Assim, se uma lei cria um tipo penal dizendo que Ž proibido chorar em
pœblico, essa lei n‹o estar‡ criando uma hip—tese de crime em seu sentido
material, pois essa conduta NUNCA SERç crime em sentido material, pois
n‹o produz qualquer les‹o ou exposi•‹o de les‹o a bem jur’dico de quem quer
que seja. Assim, ainda que a lei diga que Ž crime, materialmente n‹o o ser‡.
Sob o aspecto legal, ou formal, crime Ž toda infra•‹o penal a que a lei
comina pena de reclus‹o ou deten•‹o. Nos termos do art. 1¡ da Lei de
Introdu•‹o ao CP:

Art 1¼ Considera-se crime a infra•‹o penal que a lei comina pena de reclus‹o ou de
deten•‹o, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de
multa; contraven•‹o, a infra•‹o penal a que a lei comina, isoladamente, pena de
pris‹o simples ou de multa, ou ambas. alternativa ou cumulativamente.

Percebam que o conceito aqui Ž meramente legal. Se a lei cominar a uma


conduta a pena de deten•‹o ou reclus‹o, cumulada ou alternativamente
com a pena de multa, estaremos diante de um crime.
Por outro lado, se a lei cominar a apenas pris‹o simples ou multa, alternativa
ou cumulativamente, estaremos diante de uma contraven•‹o penal.
Esse aspecto consagra o sistema dicot™mico adotado no Brasil, no qual
existe um g•nero, que Ž a infra•‹o penal, e duas espŽcies, que s‹o o crime e a
contraven•‹o penal.

CRIMES
INFRAÇÕES
PENAIS
CONTRAVENÇÕES
PENAIS

As contraven•›es penais s‹o infra•›es penais que tutelam bens jur’dicos


menos relevantes para a sociedade e, por isso, as penas previstas para as
contraven•›es s‹o bem mais brandas. Nos termos do art. 1¡ do da Lei de
Introdu•‹o ao C—digo Penal:

Art 1¼ Considera-se crime a infra•‹o penal que a lei comina pena de reclus‹o ou de
deten•‹o, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de
multa; contraven•‹o, a infra•‹o penal a que a lei comina, isoladamente, pena
de pris‹o simples ou de multa, ou ambas. alternativa ou cumulativamente.

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Percebam que a Lei estabelece que se considera contraven•‹o a infra•‹o


penal para a qual a lei estabele•a pena de pris‹o simples ou multa.
Percebam, portanto, que a Lei estabelece um n’tido patamar diferenciado
para ambos os tipos de infra•‹o penal. Trata-se de uma escolha pol’tica, ou seja,
o legislador estabelece qual conduta ser‡ considerada crime e qual conduta ser‡
considerada contraven•‹o, de acordo com sua no•‹o de lesividade para a
sociedade.
Mas professor, qual Ž a diferen•a pr‡tica em saber se a conduta Ž
crime ou contraven•‹o? Muitas, meu caro! Vejamos:

CRIMES CONTRAVEN‚ÍES
Admitem tentativa (art. 14, II). N‹o se admite pr‡tica de
contraven•‹o na modalidade
tentada. Ou se pratica a
contraven•‹o consumada ou se
trata de um indiferente penal
Se cometido crime, tanto no Brasil A pr‡tica de contraven•‹o no
quanto no estrangeiro, e vier o exterior n‹o gera efeitos penais,
agente a cometer contraven•‹o, inclusive para fins de reincid•ncia.
haver‡ reincid•ncia. S— h‡ efeitos penais em rela•‹o ˆ
contraven•‹o praticada no Brasil!
Tempo m‡ximo de cumprimento de Tempo m‡ximo de cumprimento de
pena: 30 anos. pena: 05 anos.
Aplicam-se as hip—teses de N‹o se aplicam as hip—teses de
extraterritorialidade (alguns crimes extraterritorialidade do art. 7¡
cometidos no estrangeiro, em do C—digo Penal.
determinadas circunst‰ncias,
podem ser julgados no Brasil)

N‹o se prendam a estas diferen•as! Para o estudo desta aula o que


importa Ž saber que Hç DIFEREN‚AS PRçTICAS entre ambos.
Portanto, crime e contraven•‹o s‹o termos relacionados ˆ mesma
categoria (infra•‹o penal), mas n‹o se confundem, existindo diferen•as
pr‡ticas entre ambos.

2! CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONçRIO PòBLICO


CONTRA A ADMINISTRA‚ÌO EM GERAL

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Os crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a administra•‹o em geral
s‹o espŽcies do g•nero ÒCrimes contra a administra•‹o pœblicaÓ, e encontram-se
regulamentados no Cap’tulo I do T’tulo XI (Crimes contra a administra•‹o
pœblica) do CP.
Trata-se de crimes funcionais, ou seja, devem ser praticados por
funcion‡rio pœblico2. Os crimes funcionais dividem-se em crimes funcionais
pr—prios (puros) ou impr—prios (impuros) (GRAVEM ISSO POIS SERç
IMPORTANTE MAIS Ë FRENTE!).
Nos crimes funcionais pr—prios (puros), ausente a condi•‹o de
Òfuncion‡rio pœblicoÓ ao agente, a conduta passa a ser considerada a um
indiferente penal3 (atipicidade absoluta). Exemplo: No crime de prevarica•‹o
(art. 319 do CP), se o agente n‹o for funcion‡rio pœblico, n‹o h‡ pr‡tica de
qualquer infra•‹o penal.
No entanto, nos crimes funcionais impr—prios (impuros), faltando a
condi•‹o de Òfuncion‡rio pœblicoÓ ao agente, a conduta n‹o ser‡ um indiferente
penal, deixar‡ apenas de ser considerada crime funcional, sendo
desclassificada para outro delito (atipicidade relativa). Imaginem o crime de
peculato-furto (art. 312, ¤ 1¡ do CP). Nesse crime, o agente deve ser funcion‡rio
pœblico. No entanto, se lhe faltar esta condi•‹o, sua conduta n‹o ser‡ at’pica,
deixar‡ apenas de ser considerada peculato-furto, passando a ser classificada
como furto (art. 155 do CP).
O conceito de funcion‡rio pœblico para fins penais est‡ no art. 327 do CP:
Art. 327 - Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.
¤ 1¼ - Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi•o contratada
ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica. (Inclu’do
pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes previstos
neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia mista,
empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei n¼ 6.799,
de 1980)

Assim, podemos perceber que o conceito de funcion‡rio pœblico utilizado pelo


CP Ž bem diferente do conceito que se tem no Direito Administrativo. L‡,
funcion‡rios pœblicos s‹o apenas aqueles detentores de cargo pœblico efetivo.
Aqui, o conceito abrange, ainda, os empregados pœblicos, estagi‡rios, mes‡rios
da Justi•a Eleitoral, Jurados, etc.
Entretanto, n‹o confundam Òfun•‹o pœblicaÓ com mœnus pœblico. A Doutrina
entende que aqueles que exercem um mœnus pœblico n‹o s‹o considerados

2
DOTTI, RenŽ Ariel. Curso de Direito Penal, Parte Geral. 4. ed. S‹o Paulo: Ed. Revista dos
Tribunais, 2012, p. 470
3
CUNHA, RogŽrio Sanches. Manual de Direito Penal. Parte Especial. 7¼ edi•‹o. Ed. Juspodivm.
Salvador, 2015, p. 708

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funcion‡rios pœblicos. Assim, os tutores, os curadores dativos, os inventariantes
judiciais NÌO SÌO CONSIDERADOS FUNCIONçRIOS PòBLICOS pela maioria
esmagadora da Doutrina.4
O ¤ 1¡ estabelece que se considera funcion‡rio pœblico por equipara•‹o que
exerce cargo, emprego ou fun•‹o em entidade paraestatal5 ou empresa
contratada para execu•‹o de atividade t’pica da administra•‹o pœblica.6
Tal equipara•‹o n‹o abrange os funcion‡rios de empresas contratadas para
exercer atividades at’picas da administra•‹o pœblica (empresa contratada
eventualmente para realiza•‹o de um coquetel para recep•‹o de uma autoridade
estrangeira, por exemplo7).
O ¤ 2¡ prev• uma majorante (causa de aumento de pena), caso o funcion‡rio
pœblico seja ocupante de cargo em comiss‹o ou Fun•‹o de Dire•‹o e
Assessoramento na administra•‹o pœbica. Contudo, o legislador n‹o incluiu as
autarquias no ¤2¼ do art. 327, de forma que tal majorante n‹o se aplica
aos funcion‡rios destas entidades.8
A maioria da Doutrina, bem como o STF9, entende que esta majorante
tambŽm se aplica aos agentes pol’ticos, detentores de cargo eletivo (prefeitos,
governadores, etc.), por entender que se trata de uma interpreta•‹o l—gica do
artigo. Uma minoria, no entanto, defende n‹o ser extens’vel a majorante aos
detentores de cargos pol’ticos.10

2.1! Peculato
O peculato pode ser praticado de diversas maneiras: a) peculato-
apropria•‹o e peculato-desvio (art. 312 do CP); b) peculato-furto (art. 312,
¤ 1¡ do CP); c) peculato culposo (art. 312, ¤ 2¡ do CP); d) peculato mediante
erro de outrem (art. 313 do CP);

4
BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Ð Parte especial. Volume 5. Ed. Saraiva,
9¼ edi•‹o. S‹o Paulo, 2015, p. 189
5
O conceito de "paraestatal" para fins penais Ž tortuoso. Alguns doutrinadores se limitam a utilizar
a express‹o como sin™nimo de administra•‹o indireta, como RogŽrio Greco e JosŽ Paulo Baltazar
Jœnior, por exemplo. Outros, como CŽzar Roberto Bitencourt, s‹o mais espec’ficos (e corretos),
entendendo que esta express‹o corresponde ˆs entidades que n‹o fazem parte da administra•‹o
pœblica (da’ porque s‹o PARAestatais), mas que desempenham servi•os de utilidade pœblica,
como o Òsistema SÓ (SESI, SESC, SENAI, etc.).
O STJ, ao que parece, vem se filiando ˆ segunda corrente. H‡ decis›es entendendo que atŽ
mesmo as OSCIPs s‹o entidades paraestatais para fins penais (Ver, por todos, REsp
1519662/DF).
6
EXEMPLO: Os mŽdicos de Hospital particular conveniado ao SUS, quando est‹o atendendo
pacientes pelo SUS. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 189/190
7
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 711
8
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 191
9
Inq. 1769-PA
10
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 711

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O peculato-apropria•‹o e o peculato-desvio s‹o faces do crime de
peculato comum, estabelecido no art. 312 do CP:
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em
proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.

Como vimos, Ž necess‡rio que o agente seja funcion‡rio pœblico, mas nada
impede que haja concurso de pessoas com um particular, desde que este
saiba da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do agente. Trata-se, portanto, de crime
pr—prio.
N‹o Ž necess‡rio que o dinheiro ou outro bem m—vel apropriado ou
desviado seja pœblico, podendo ser particular11, desde que lhe tenha sido
entregue em raz‹o da fun•‹o. ƒ o caso, por exemplo, do funcion‡rio que tem a
guarda de um ve’culo que se encontra em um dep—sito pœblico.
O sujeito passivo ser‡ sempre o Estado, embora possa ser tambŽm o
particular, caso se trate de bem particular o objeto material do crime.

ATEN‚ÌO! O conceito de ÒdesvioÓ Ž pol•mico na Doutrina. H‡ quem


entenda que Ž necess‡rio que o bem, valor ou coisa seja desviado para o
PATRIMïNIO de alguŽm (do agente ou de terceiros). Seria o chamado
animus rem sibi habendi. Outra parcela doutrin‡ria entende que o termo
ÒdesviarÓ est‡ sendo utilizado no sentido de Òdar destina•‹o diversa da que
deveriaÓ e, neste caso, o mero USO INDEVIDO do bem, valor ou coisa, j‡
caracterizaria o delito.
Ex.: JosŽ utiliza um ve’culo pertencente ao —rg‹o pœblico em que
trabalha para levar sua esposa ao cinema.
Esta mesma situa•‹o pode gerar consequ•ncias distintas no campo penal,
a depender da corrente doutrin‡ria adotada.
1¼ corrente Ð N‹o h‡ peculato, pois o bem n‹o foi desviado para o
patrim™nio de JosŽ (Para esta corrente, JosŽ deveria pretender tomar para
si o bem, ou seja, ficar com ele).
2¼ corrente Ð H‡ peculato, pois JosŽ DESVIOU o bem pœblico de sua
finalidade (a finalidade seria a utiliza•‹o em prol do servi•o, e n‹o para
levar sua esposa ao cinema, finalidade meramente particular).
JURISPRUDæNCIA Ð O STJ, atŽ o momento, adota a primeira corrente.12

11
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 44
12
HC 94.168/MG

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O STF j‡ decidiu adotando a primeira corrente (que Ž majorit‡ria13), ao
argumento de que esta conduta configuraria mero Òpeculato de usoÓ (HC
108.433). Entretanto, mais recentemente, o STF adotou entendimento
contr‡rio, ou seja, aderiu ˆ segunda corrente. Vejamos:
(...) O peculato desvio caracteriza-se na hip—tese em que terceiro recebe
armas emprestadas pelo juiz, deposit‡rio fiel dos instrumentos do crime,
acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de
funcion‡rio pœblico. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas
apreendidas no curso de processo-crime em tramita•‹o perante a Vara da qual
era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem de que
tinha posse em raz‹o da fun•‹o em proveito deste, emprestando-lhe
finalidade diversa da pretendida ao assumir a fun•‹o de deposit‡rio fiel. 3. O
artigo 312 do C—digo Penal disp›e: ÒArt. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio
pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m—vel, pœblico ou particular,
de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em proveito pr—prio ou
alheio: Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multaÓ. 4. ƒ cedi•o que Òo
verbo nœcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de
alterar o destino natural do objeto material ou dar-lhe outro
encaminhamento, ou, em outros termos no peculato-desvio o
funcion‡rio pœblico d‡ ao objeto material aplica•‹o diversa da que lhe
foi determinada, em benef’cio pr—prio ou de outrem. Nessa figura n‹o
h‡ o prop—sito de apropriar-se, que Ž identificado como animus rem
sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo,
com simples uso irregular da coisa pœblica, objeto material do
peculato.Ó (BITTENCOURT, Cezar. Tratado de direito penal. v. 5.
Saraiva, S‹o Paulo: 2013, 7» Ed. p. 47). 3. ƒ poss’vel a atribui•‹o do
conceito de funcion‡rio pœblico contida no artigo 327 do C—digo Penal a Juiz
Federal. ƒ que a fun•‹o jurisdicional Ž fun•‹o pœblica, pois consiste atividade
privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constitui•‹o e normas
processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na presta•‹o
jurisdicional ou a pretexto de exerc•-la Ž funcion‡rio pœblico para fins penais.
Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em
18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus n‹o se preza ˆ discuss‹o
acerca da valora•‹o da prova produzida em a•‹o penal. ƒ que, nos termos da
Constitui•‹o esta a•‹o se destina a afastar restri•‹o ˆ liberdade de locomo•‹o
por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.
(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em
19/08/2014, ACîRDÌO ELETRïNICO DJe-190 DIVULG 29-09-2014 PUBLIC
30-09-2014)
O que fazer? ƒ dif’cil dar um ÒnorteÓ infal’vel, pois o Direito n‹o Ž uma
ci•ncia exata, mas acredito que apesar do precedente recente, a
jurisprud•ncia e a doutrina majorit‡rias ainda adotam o primeiro
entendimento. Vamos aguardar cenas dos pr—ximos cap’tulos...
Importante lembrar que para que possamos falar em peculato de uso Ž
necess‡rio que estejamos diante de bem INFUNGêVEL (que n‹o pode ser
substitu’do por outro da mesma espŽcie, qualidade e quantidade) e NÌO
CONSUMêVEL (cujo uso importa em destrui•‹o IMEDIATA da sua pr—pria
subst‰ncia).

13
Ver, por todos, BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49

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Assim, n‹o existe Òpeculato de usoÓ de dinheiro, por exemplo, por ser bem
fung’vel.
CUIDADO! Se o agente pœblico em quest‹o for um PREFEITO (ou quem
esteja atuando em substitui•‹o a ele), n‹o haver‡ qualquer dœvida, a
conduta ser‡ crime! Isto porque h‡ previs‹o espec’fica no DL 201/67 (art.
1¼, II e ¤1¼).

O peculato-furto (tambŽm chamado de peculato impr—prio) caracteriza-se


n‹o pela apropria•‹o ou desvio de um bem que fora confiado ao agente em raz‹o
do cargo, mas da subtra•‹o de um bem que estava sob guarda da administra•‹o.
Nos termos do art. 312, ¤ 1¡ do CP:
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em proveito
pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio.

Nesse crime o agente n‹o possui a guarda do bem, praticando verdadeiro


furto, que, em raz‹o das circunst‰ncias (ser o agente funcion‡rio pœblico e valer-
se desta condi•‹o para subtrair o bem), caracteriza-se como o crime de peculato-
furto.

BEM JURêDICO O patrim™nio da administra•‹o pœblica ou do particular


TUTELADO lesado pela subtra•‹o do bem.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. No entanto, Ž plenamente poss’vel
o concurso de pessoas, respondendo tambŽm o
particular pelo crime, desde que este particular tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do
agente.
SUJEITO PASSIVO A administra•‹o pœbica, e eventual particular
propriet‡rio do bem subtra’do, se for bem particular.
TIPO OBJETIVO A conduta prevista Ž a de subtrair o bem ou valor, ou
concorrer para sua subtra•‹o. Exige-se que o
funcion‡rio pœblico se valha de alguma facilidade
proporcionada pela sua condi•‹o de funcion‡rio pœblico.
TIPO SUBJETIVO Dolo. A forma culposa est‡ prevista no ¤ 2¡ do art. 312.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente adquire
TENTATIVA a posse do bem mediante a subtra•‹o. Admite-se
tentativa, pois n‹o se trata de crime que se perfaz num
œnico ato (pode-se desdobrar seu iter criminis Ð
caminho percorrido na execu•‹o). ƒ plenamente
poss’vel, portanto, que o agente inicie a execu•‹o,

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adentrando ˆ reparti•‹o pœblica, por exemplo, e seja
surpreendido pelos seguran•as. Nesse caso, o crime
ser‡ tentado.

O peculato culposo, por sua vez, est‡ previsto no art. 312, ¤ 2¡ do CP:
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano.

Essa modalidade culposa se verifica quando o agente, sem ter a inten•‹o de


participar do crime funcional praticado por outro funcion‡rio, acaba, em raz‹o do
seu descuido, colaborando para isso. 14
EXEMPLO: JosŽ, funcion‡rio pœblico, ao final do expediente, deixa o notebook
pertencente ao —rg‹o sobre a mesa, e n‹o tranca a porta. Paulo, outro
funcion‡rio, que trabalha no mesmo —rg‹o, aproveita-se da facilidade encontrada
(porta aberta) e subtrai o notebook. Neste caso, Paulo praticou o crime de
peculato-furto, e JosŽ responder‡ pelo crime de peculato culposo.

⇒! Mas, e se o funcion‡rio pœblico contribui culposamente para a


pr‡tica de um crime praticado por um estranho, alguŽm que n‹o Ž
funcion‡rio pœblico? Neste caso, h‡ diverg•ncia doutrin‡ria. Parte da
Doutrina entende que o funcion‡rio pœblico n‹o responde por peculato
culposo (que s— se configuraria quando o agente contribu’sse culposamente
para o peculato praticado por outro funcion‡rio). Outra parcela da Doutrina
sustenta que mesmo neste caso haver‡ peculato culposo.

EXEMPLO: JosŽ, funcion‡rio pœblico, durante seu hor‡rio de almo•o, deixa o


celular funcional (pertencente ao —rg‹o pœblico) sobre o balc‹o de atendimento,
e sai para comer. Pedro, um particular que estava no local esperando
atendimento, se aproveita da situa•‹o e furta o celular. Neste caso, parte da
Doutrina entende que h‡ peculato culposo por parte de JosŽ, e outra parte
entende que n‹o, pois o crime praticado por Pedro (o particular) n‹o foi um
peculato (e sim um simples furto).

O que decidir na prova objetiva? Apesar de a doutrina levemente


majorit‡ria entender que n‹o h‡ peculato culposo neste caso, as Bancas parecem
ignorar tal fato, havendo hist—rico de cobran•a de quest›es nas quais se entendeu
que, mesmo neste caso, haveria peculato culposo.

O CP estabelece, ainda, que no caso do crime culposo (somente neste!), se


o agente reparar o dano antes de proferida a senten•a irrecorr’vel (ou
seja, antes do tr‰nsito em julgado), estar‡ extinta a punibilidade. Caso

14
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49/50

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o agente repare o dano ap—s o tr‰nsito em julgado, a pena ser‡ reduzida
pela metade (Ž metade, e n‹o ÒatŽÓ a metade!). Nos termos do art. 312, ¤ 3¡:
¤ 3¼ - No caso do par‡grafo anterior, a repara•‹o do dano, se precede ˆ senten•a
irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz de metade a pena
imposta.

MUITO CUIDADO! A repara•‹o do dano s— gera estes efeitos no peculato


culposo, n‹o nas suas demais modalidades!

O peculato por erro de outrem Ž uma modalidade muito assemelhada ao


peculato-apropria•‹o. No entanto, nessa modalidade, o agente recebe o bem ou
valor n‹o em raz‹o do cargo, mas por erro de outra pessoa. ƒ o que disp›e o art.
313 do CP:
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc’cio do cargo,
recebeu por erro de outrem:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.

ATEN‚ÌO! Este delito tambŽm Ž conhecido como Òpeculato-estelionatoÓ,


pois o agente mantŽm em erro o particular. PorŽm, se tivŽssemos que tra•ar um
paralelo com os crimes comuns, este delito se parece mais com o do art. 169,
caput, do CP (apropria•‹o de coisa havida por erro).

BEM JURêDICO O patrim™nio e a moralidade da administra•‹o pœblica.


TUTELADO Se houver particular lesado pela conduta, ser‡ sujeito
passivo secund‡rio.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. No entanto, Ž plenamente poss’vel
o concurso de pessoas, respondendo tambŽm o
particular pelo crime, desde que este particular tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do
agente.
SUJEITO PASSIVO A administra•‹o pœbica, e eventual particular
propriet‡rio do bem apropriado, se for bem particular.
TIPO OBJETIVO A conduta prevista Ž a de se apropriar de bem
recebido por erro de outrem. Exige-se que o
funcion‡rio pœblico se valha de alguma facilidade
proporcionada pela sua condi•‹o de funcion‡rio pœblico.
Essa facilidade pode ser o simples exerc’cio de sua
atividade funcional.
CUIDADO! A Doutrina entende que se o erro foi
provocado dolosamente pelo funcion‡rio pœblico, com o

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intuito de enganar o particular, ele dever‡ responder
pelo delito de estelionato.15
TIPO SUBJETIVO Dolo. O dolo n‹o precisa existir no momento em que o
agente recebe a coisa, mas deve existir quando, depois
de recebida a coisa, o agente resolve se apropriar desta,
sabendo que ela foi parar em suas m‹os em raz‹o do
erro daquele que a entregou.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente altera
TENTATIVA seu ÒanimusÓ, passando a comportar-se como
dono da coisa apropriada, sem inten•‹o de
devolu•‹o. A Doutrina admite a tentativa, embora seja
de dif’cil caracteriza•‹o.

2.2! Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es e


modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de sistema de
informa•›es
Parte da Doutrina chama o delito do art. 313-A de Òpeculato eletr™nicoÓ16,
embora esta nomenclatura n‹o seja un‰nime.
Foram acrescentados ao CP pela Lei 9.983/00, que acrescentou os arts.
313-A e 313-B ao CP:
Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion‡rio autorizado, a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o Pœblica com o fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem ou para causar dano: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei
n¼ 9.983, de 2000)
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcion‡rio, sistema de informa•›es ou programa
de inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente: (Inclu’do
pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Pena - deten•‹o, de 3 (tr•s) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼
9.983, de 2000)
Par‡grafo œnico. As penas s‹o aumentadas de um ter•o atŽ a metade se da
modifica•‹o ou altera•‹o resulta dano para a Administra•‹o Pœblica ou para o
administrado.(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)

15
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 63
16
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 721

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BEM JURêDICO O patrim™nio da administra•‹o pœblica. Se houver particular
TUTELADO lesado pela conduta, ser‡ sujeito passivo secund‡rio.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. No primeiro caso, a lei exige, ainda, que
seja o funcion‡rio pœblico autorizado a promover altera•›es
no sistema. No segundo caso, a lei prev• que qualquer
funcion‡rio possa praticar o crime, desde que n‹o seja quem
est‡ autorizado a promover altera•›es no sistema. No
entanto, Ž plenamente poss’vel o concurso de pessoas,
respondendo tambŽm o particular pelo crime, desde que
este particular tenha conhecimento da condi•‹o de
funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica, e eventual particular lesado.
PASSIVO
TIPO OBJETIVO No primeiro caso a conduta Ž a de inserir ou facilitar a
inser•‹o de informa•›es falsas, alterar ou excluir,
indevidamente, dados corretos, com o fim de obter
vantagem ou causar dano. Percebam que no caso de o
funcion‡rio promover, ele pr—prio, a altera•‹o indevida, o
crime Ž monossubjetivo, ou seja, n‹o depende de duas ou
mais pessoas para sua caracteriza•‹o. No entanto, se a
conduta for a de facilitar a altera•‹o por outra pessoa
(particular ou n‹o), o crime ser‡ necessariamente
plurissubjetivo, pois necessariamente haver‡ de ter mais de
um sujeito ativo. H‡, ainda, elemento normativo do tipo no
caso de se tratar de exclus‹o de dados corretos, pois esta
exclus‹o deve ser INDEVIDA. Assim, se o funcion‡rio
autorizado exclui dados corretos porque era esta sua
obriga•‹o (estes dados n‹o eram considerados mais
necess‡rios), n‹o h‡ fato t’pico. No segundo crime, a
conduta Ž a de modificar ou alterar o sistema de
informa•›es, sem autoriza•‹o. H‡, portanto, elemento
normativo do tipo, pois se o agente estiver autorizado a isto,
o fato Ž at’pico.
TIPO Dolo. No caso do art. 313-A, exige-se a finalidade especial
SUBJETIVO de agir, consistente na inten•‹o de obter vantagem ou
causar dano a outrem. No caso do art. 313-B, n‹o ser exige
nenhum dolo espec’fico, bastando que o funcion‡rio n‹o
autorizado promova as altera•›es ou modifica•›es no
sistema.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente
TENTATIVA efetivamente promove as altera•›es ou modifica•›es
narradas pelo tipo penal. A Doutrina admite a tentativa,

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pois Ž plenamente poss’vel o fracionamento da conduta do
agente.17

2.3! Extravio, sonega•‹o ou inutiliza•‹o de livro ou documento


Este crime est‡ previsto no art. 314 do CP:
Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em
raz‹o do cargo; soneg‡-lo ou inutiliz‡-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, se o fato n‹o constitui crime mais grave.

BEM JURêDICO O patrim™nio da administra•‹o pœblica. Se houver particular


TUTELADO lesado pela conduta, ser‡ sujeito passivo secund‡rio.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. No entanto, Ž plenamente poss’vel o
concurso de pessoas, respondendo tambŽm o particular
pelo crime, desde que este particular tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do
agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica, e eventual particular lesado.
PASSIVO
TIPO OBJETIVO A conduta Ž a de extraviar, sonegar ou inutilizar livro ou
documento oficial, de que tenha a guarda em raz‹o do
cargo.
TIPO SUBJETIVO Dolo. N‹o se exige qualquer dolo espec’fico, nem se admite
o crime na forma culposa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente
TENTATIVA efetivamente pratica as condutas descritas no tipo
penal. A Doutrina admite a tentativa, pois Ž plenamente
poss’vel o fracionamento da conduta do agente.

2.4! Emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas


Trata-se de crime previsto no art. 315 do CP:
Art. 315 - Dar ˆs verbas ou rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
!

BEM JURêDICO O patrim™nio da administra•‹o pœblica.


TUTELADO

17
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 72

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SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico que possua a fun•‹o de decidir
a destina•‹o das verbas ou rendas pœblicas.
Entretanto, em se tratando de prefeito municipal n‹o
se aplica este artigo, aplicando-se o Decreto-Lei
201/6718, por ser norma de car‡ter especial. No
entanto, Ž plenamente poss’vel o concurso de pessoas,
respondendo tambŽm o particular pelo crime, desde que
este particular tenha conhecimento da condi•‹o de
funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO PASSIVO A administra•‹o pœbica
TIPO OBJETIVO A conduta Ž a de dar ˆs rendas ou verbas pœblicas uma
destina•‹o que n‹o Ž a correta.
TIPO SUBJETIVO Dolo. N‹o se exige qualquer dolo espec’fico (finalidade
espec’fica da conduta), podendo ser atŽ uma finalidade
nobre (destina•‹o a outra ‡rea importante), desde que
seja destina•‹o n‹o prevista para aquela verba. N‹o se
admite o crime na forma culposa. Aqui o agente n‹o
desvia a verba em proveito pr—prio ou alheio, mas apenas
d‡ ˆ verba destina•‹o diversa da prevista em lei, mas
sempre no interesse da administra•‹o.19
OBJETO MATERIAL A verba ou renda irregularmente empregada.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente
TENTATIVA efetivamente pratica a conduta de aplicar
irregularmente a renda ou verba. A Doutrina admite
a tentativa, pois Ž plenamente poss’vel o fracionamento
da conduta do agente. Assim, se o agente altera a
destina•‹o da renda ou verba pœblica, mas n‹o chega a
aplic‡-la irregularmente, o crime ser‡ tentado.

2.5! Concuss‹o
O crime de concuss‹o est‡ previsto no art. 316 do CP, que assim disp›e:
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.

18
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 90
19
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 91

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BEM JURêDICO A moralidade na administra•‹o pœblica.
TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico, ainda que apenas nomeado (mas n‹o
empossado). Entretanto, em se tratando de Fiscal de
Rendas, aplica-se o art. 3¡, II da Lei 8.137/90, por ser
norma penal especial em rela•‹o ao CP. No entanto, Ž
plenamente poss’vel o concurso de pessoas, respondendo
tambŽm o particular pelo crime, desde que este
particular tenha conhecimento da condi•‹o de
funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica
PASSIVO
TIPO OBJETIVO A conduta Ž a de0exigir vantagem indevida. Vejam que o
agente n‹o pode, simplesmente, pedir ou solicitar
vantagem indevida. A Lei determina que deve haver
uma Òexig•nciaÓ de vantagem indevida.20 Assim, deve
o agente possuir o poder de fazer cumprir o mal que
amea•a realizar em caso de n‹o recebimento da vantagem
exigida.
CUIDADO! Entende-se que a Ògrave amea•aÓ n‹o Ž
elemento deste delito. Assim, se o agente exige R$
10.000,00 da v’tima, sob a amea•a de matar seu filho,
estar‡ praticando, na verdade, o delito de extors‹o. A
concuss‹o s— resta caracterizada quando o agente intimada
a v’tima amparado nos poderes inerentes ao seu cargo21.
Ex.: Policial Rodovi‡rio exige R$ 1.000,00 da v’tima,
alegando que se n‹o receber o dinheiro ir‡ lavrar uma multa
contra ela.
Assim:
CONCUSSÌO Ð Amea•a de mal amparado nos poderes do
cargo.
EXTORSÌO Ð Amea•a de mal (viol•ncia ou grave amea•a)
estranho aos poderes do cargo.
TIPO Dolo. N‹o se exige qualquer dolo espec’fico (finalidade
SUBJETIVO espec’fica da conduta). N‹o se admite o crime na forma
culposa.

20
A exig•ncia pode ser direta, quando o agente atua diretamente em rela•‹o ˆ v’tima, de forma
expressa, ou indireta, quando se vale de interposta pessoa ou, ainda, realiza a exig•ncia de forma
velada, impl’cita. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 98
21
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 97/98

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CONSUMA‚ÌO E Consuma-se no momento em que o agente
TENTATIVA efetivamente pratica a conduta de exigir a vantagem
indevida, pouco importando se chega a receb•-la.22
Assim, trata-se de crime formal, n‹o se exigindo o
resultado natural’stico, que Ž considerado mero
exaurimento. A Doutrina admite a tentativa, pois Ž
plenamente poss’vel o fracionamento da conduta do
agente. Assim, por exemplo, se o agente envia um e-mail
ou carta exigindo vantagem indevida, mas essa carta ou e-
mail n‹o chega ao conhecimento do destinat‡rio, h‡
tentativa.

Este crime Ž muito confundido com o de corrup•‹o passiva, mas ISSO


NÌO PODE ACONTECER COM VOCæS! Se o agente EXIGE, teremos
concuss‹o! Se o agente apenas solicita, recebe ou apenas aceita promessa
de vantagem, teremos corrup•‹o passiva.

2.6! Excesso de exa•‹o


O crime de excesso de exa•‹o, previsto no art. 316, ¤ 1¡ do CP, prev•
uma espŽcie de concuss‹o, s— que espec’fica em rela•‹o ˆ exig•ncia de tributo
ou contribui•‹o social indevida:
¤ 1¼ - Se o funcion‡rio exige tributo ou contribui•‹o social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a meio vexat—rio ou gravoso, que a
lei n‹o autoriza: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de 27.12.1990)
Pena - reclus‹o, de tr•s a oito anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de
27.12.1990)

O CP exige que o agente saiba que est‡ cobrando tributo ou contribui•‹o


social indevida, ou, ainda, que este ao menos deva saber que Ž indevida.
O dispositivo estabelece como conduta pun’vel, tambŽm, a conduta de exigir
tributo ou contribui•‹o social devida, mas mediante utiliza•‹o de meio de
cobran•a vexat—rio ou gravoso, n‹o autorizado por lei. Portanto, s‹o dois
nœcleos diferentes previstos neste tipo penal.
Parte da Doutrina entende que esta express‹o Òdeveria saberÓ indica que,
nessa conduta, admite-se a forma culposa. No entanto, a maioria da Doutrina
entende que esta express‹o tambŽm indica forma dolosa, s— que na modalidade
de dolo eventual23 (art. 18, I, segunda parte, do CP).
Admite-se a tentativa sempre que puder ser fracionada a conduta do agente
em mais de um ato, como na exig•ncia indevida por escrito, por exemplo.

22
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 105. CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 732
23
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 734

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O ¤ 2¡, por fim, estabelece uma qualificadora, no caso do agente que,
alŽm de exigir indevidamente o tributo ou contribui•‹o social, desvi‡-lo
dos cofres da administra•‹o pœblica, em proveito pr—prio ou de terceiros:
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio desvia, em proveito pr—prio ou de outrem, o que recebeu
indevidamente para recolher aos cofres pœblicos:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.

2.7! Corrup•‹o passiva


A corrup•‹o passiva est‡ tipificada no art. 317 do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
¤ 1¼ - A pena Ž aumentada de um ter•o, se, em conseqŸ•ncia da vantagem ou
promessa, o funcion‡rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de of’cio ou o pratica
infringindo dever funcional.

BEM JURêDICO A moralidade na administra•‹o pœblica.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico, ainda que apenas nomeado (mas n‹o
empossado). No entanto, Ž plenamente poss’vel o concurso
de pessoas, respondendo tambŽm o particular pelo crime,
desde que este particular tenha conhecimento da
condi•‹o de funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica
PASSIVO
TIPO OBJETIVO A conduta Ž a de solicitar, receber vantagem ou aceitar
promessa do recebimento de vantagem futura. Parte
da Doutrina entende o mero recebimento de vantagens ou
d‡divas por quest›es de gratid‹o ou amizade n‹o
configuram corrup•‹o, por n‹o lesarem a moralidade
administrativa. Assim, por exemplo, o atendente do INSS
que no final do ano recebe uma cesta de natal de um dos
aposentados, como gratid‹o pelo excelente atendimento,
n‹o estaria cometendo crime para esta corrente24. Outra
parte da Doutrina entende que a Lei n‹o distinguiu as
condutas, sendo ambas (com finalidade espœria ou sem ela)
consideradas corrup•‹o passiva. A corrup•‹o passiva pode

24
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 116

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ser impr—pria, quando o ato a ser praticado pelo funcion‡rio
pœblico em troca da vantagem for leg’timo (o funcion‡rio
recebe a vantagem, por exemplo, para agilizar o andamento
de uma certid‹o). Por outro lado, considera-se como
corrup•‹o pr—pria aquela na qual o agente recebe a
vantagem ou aceita a promessa de vantagem para praticar
ato il’cito (o agente, por exemplo, recebe vantagem para
deixar de aplicar uma multa, por exemplo).
TIPO Dolo. N‹o se exige qualquer dolo espec’fico (finalidade
SUBJETIVO espec’fica da conduta). N‹o se admite o crime na forma
culposa.
CONSUMA‚ÌO Na modalidade de aceitar e solicitar promessa de
E TENTATIVA vantagem, trata-se de crime formal, n‹o se exigindo o
efetivo recebimento da vantagem. Na modalidade de
receber vantagem il’cita, o crime Ž material, exigindo-se o
efetivo recebimento da vantagem.25 Em todos esses casos
n‹o se exige que o funcion‡rio pœblico efetivamente
pratique ou deixe de praticar o ato em raz‹o da vantagem
ou promessa de vantagem recebida. PorŽm, se tal ocorrer,
incidir‡ a causa de aumento de pena prevista no ¤ 1¡ do
art. 317, aumentando-se a pena em 1/3.

O ¤ 2¡, por fim, estabelece uma forma ÒprivilegiadaÓ do crime. ƒ a


hip—tese do ÒfavorÓ, aquela conduta do funcion‡rio que cede a pedidos de amigos,
conhecidos ou mesmo de estranhos, para que fa•a ou deixe de fazer algo ao qual
estava obrigado, sem que vise ao recebimento de qualquer vantagem ou ˆ
satisfa•‹o de interesse pr—prio:
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com infra•‹o
de dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa.

Percebam que a pena prevista para esta modalidade do delito Ž bem


menor que a prevista para as outras hip—teses de corrup•‹o. Aqui temos um
crime material.26

2.8! Facilita•‹o de contrabando ou descaminho


Est‡ previsto no art. 318 do CP:

25
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 317. BITENCOURT sustenta que o crime Ž formal apenas
na modalidade de solicitar, sendo crime material nas modalidades de ÒaceitarÓ e ÒreceberÓ.
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 125
26
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 739

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Art. 318 - Facilitar, com infra•‹o de dever funcional, a pr‡tica de contrabando ou
descaminho (art. 334):
Pena - reclus‹o, de 3 (tr•s) a 8 (oito) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137,
de 27.12.1990)

Aqui se pune a conduta do agente que deveria evitar a pr‡tica do


contrabando ou descaminho, mas n‹o o faz, facilitando-a.

BEM JURêDICO A moralidade e o patrim™nio da administra•‹o pœblica.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico, exigindo-se, ainda, que seja o
funcion‡rio pœblico que tinha o dever funcional de
evitar a pr‡tica do contrabando ou descaminho. Aqui
h‡ uma exce•‹o ˆ teoria monista do concurso de pessoas,
prevista no art. 29 do CP, pois o funcion‡rio pœblico
responde por este crime, enquanto o particular responde
pelo crime de contrabando ou pelo descaminho (a depender
da conduta). Se, porŽm, o funcion‡rio pœblico que
facilitar a pr‡tica do contrabando ou descaminho n‹o
tiver a obriga•‹o de evit‡-la, responder‡ como
part’cipe do crime praticado pelo particular, e n‹o
pelo crime do art. 318 do CP27. MUITO CUIDADO COM
ISSO! ƒ plenamente poss’vel o concurso de pessoas,
respondendo tambŽm o particular (ou funcion‡rio pœblico
que n‹o tenha o dever de evitar o crime) pelo crime do art.
318, desde que este particular tenha conhecimento
da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica.
PASSIVO
TIPO OBJETIVO A conduta Ž a de facilitar a pr‡tica de qualquer dos dois
crimes (contrabando ou descaminho), seja por a•‹o ou
omiss‹o.
TIPO Dolo. N‹o se exige qualquer dolo espec’fico (finalidade
SUBJETIVO espec’fica da conduta). N‹o se admite o crime na forma
culposa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se com a efetiva facilita•‹o para o crime, ainda
TENTATIVA que este œltimo (contrabando ou descaminho) n‹o
venha a se consumar.28 Admite-se a tentativa quando a

27
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 129
28
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 131

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conduta do agente na facilita•‹o for ativa (a•‹o), pois se
pode fracionar a execu•‹o do crime em v‡rios atos.

CUIDADO! A reda•‹o do tipo penal fala em Òart. 334Ó porque anteriormente os


delitos de contrabando e descaminho faziam parte do mesmo tipo penal (art.
334). Atualmente o contrabando foi deslocado para o art. 334-A.
Contudo, n‹o me parece que o funcion‡rio que facilite a pr‡tica do contrabando
v‡ ficar impune, ele ir‡ continuar respondendo pelo crime do art. 318, eis que
o tipo penal fala claramente em Òcontrabando ou descaminhoÓ. Apenas a
refer•ncia ao art. 334 Ž que passou a estar incompleta.

2.9! Prevarica•‹o, prevarica•‹o impr—pria e condescend•ncia


criminosa
O crime de prevarica•‹o Ž tipificado no art. 319 do CP, que diz:
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo
contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.

BEM JURêDICO A moralidade na administra•‹o pœblica.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. ƒ plenamente poss’vel o concurso de
pessoas, desde que este particular tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico
do agente.
SUJEITO PASSIVO A administra•‹o pœbica
TIPO OBJETIVO A conduta Ž retardar ou deixar de praticar ato de of’cio,
ou, ainda, pratic‡-lo contra disposi•‹o expressa da lei.
TIPO SUBJETIVO Dolo. Exige-se que o agente pratique o crime para
satisfazer interesse ou sentimento pessoal (dolo
espec’fico). N‹o se admite o crime na forma culposa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se com a efetiva realiza•‹o da conduta.
TENTATIVA Admite-se a tentativa quando a conduta do agente puder
ser fracionada, como na hip—tese de pratic‡-lo contra
disposi•‹o expressa da lei. Na hip—tese, por exemplo,
de deixar de praticar, por n‹o poder se fracionar a
conduta, n‹o cabe a tentativa.29

29
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 743. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 140

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Este crime n‹o deve ser confundido com a corrup•‹o passiva privilegiada,
na qual o agente deixa de praticar ato de of’cio ou pratica ato indevido atendendo
a pedido de terceiros. Aqui, o agente faz por conta pr—prio, para satisfazer
interesse pr—prio.
LEMBREM-SE:
FAVORZINHO GRATUITO = CORRUP‚ÌO PASSIVA PRIVILEGIADA
SATISFA‚ÌO DE INTERESSE PRîPRIO = PREVARICA‚ÌO
Existe, ainda, uma modalidade espec’fica de prevarica•‹o, que Ž a prevista
no art. 319-A, inserido recentemente pela Lei 11.466/07:
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenci‡ria e/ou agente pœblico, de cumprir seu dever
de vedar ao preso o acesso a aparelho telef™nico, de r‡dio ou similar, que permita a
comunica•‹o com outros presos ou com o ambiente externo: (Inclu’do pela Lei n¼
11.466, de 2007).
Pena: deten•‹o, de 3 (tr•s) meses a 1 (um) ano.

Assim, nessa hip—tese, o crime n‹o Ž o de prevarica•‹o comum, mas sim a


espŽcie pr—pria de prevarica•‹o prevista no art. 319-A do CP, chamada pela
Doutrina de prevarica•‹o impr—pria.
Nessa hip—tese, diferentemente da prevarica•‹o comum (ou pr—pria),
n‹o se exige dolo espec’fico (finalidade especial de agir).30 Cuidado com
isso! A Doutrina n‹o admite, ainda, a tentativa nesta hip—tese, pois a lei prev•
apenas uma conduta omissiva pr—pria, n‹o havendo possibilidade de
fracionamento da conduta.
TambŽm n‹o se deve confundir o crime de prevarica•‹o com o crime de
condescend•ncia criminosa. Nesse crime, o agente tambŽm deixa de fazer
algo a que estava obrigado em raz‹o da fun•‹o, mas o faz por indulg•ncia
(sentimento de pena, de comisera•‹o). Nos termos do art. 320 do CP:
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o
fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.

Se o chefe deixa de responsabilizar o subordinado por outro motivo que n‹o


seja a indulg•ncia (medo, frouxid‹o, neglig•ncia, pouco caso, etc.), o crime pode
ser o de prevarica•‹o ou o de corrup•‹o passiva privilegiada, a depender do caso.
Cuidado com isso, povo!
CUIDADO! O tipo penal exige que o agente seja hierarquicamente superior ao
outro funcion‡rio31, aquele que cometeu a falta funcional. Existe certa
diverg•ncia doutrin‡ria quanto a isso, mas a posi•‹o predominante Ž de que,
de fato, o agente deve ser hierarquicamente superior. Assim, se um funcion‡rio

30
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 146
31
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 148. CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 746

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pœblico toma conhecimento de que seu colega praticou uma infra•‹o funcional
e nada faz a respeito, NÌO PRATICA ESTE CRIME.

ƒ imposs’vel a tentativa no crime de condescend•ncia criminosa, pois se


trata de crime omissivo puro.

2.10!Advocacia administrativa
Est‡ previsto no art. 321 do CP:
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
!

BEM JURêDICO A moralidade na administra•‹o pœblica.


TUTELADO
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. ƒ plenamente poss’vel o concurso de
pessoas, desde que este particular tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do
agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica
PASSIVO
TIPO OBJETIVO A conduta Ž patrocinar interesse privado perante a
administra•‹o pœblica. O agente deve se valer das
facilidades que a sua condi•‹o de funcion‡rio pœblico lhe
proporciona32. Entende-se, ainda, que o agente deve
praticar a conduta em prol de um terceiro.
TIPO Dolo. N‹o se exige especial fim de agir. N‹o se admite o
SUBJETIVO crime na forma culposa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se com a efetiva realiza•‹o da conduta. Admite-
TENTATIVA se a tentativa quando a conduta do agente puder ser
fracionada, como na hip—tese pr‡tica da conduta
mediante correspond•ncia ou outro ato escrito que n‹o
tenha chegado ao conhecimento do destinat‡rio. No
entanto, alguns entendem que nesse caso o crime foi
consumado.

32
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 155

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A lei prev•, ainda, uma espŽcie de qualificadora, ao estabelecer que, se
o interesse patrocinado n‹o Ž leg’timo, a pena ser‡ mais grave. Nos termos
do ¤ œnico do CP:
Par‡grafo œnico - Se o interesse Ž ileg’timo:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, alŽm da multa.

Assim:
Interesse leg’timo Ð Crime de advocacia administrativa na forma simples
Interesse ileg’timo Ð Crime de advocacia administrativa na forma
qualificada.

2.11! Viol•ncia arbitr‡ria


ƒ o delito tipificado no art. 322 do CP:
Art. 322 - Praticar viol•ncia, no exerc’cio de fun•‹o ou a pretexto de exerc•-la:
Pena - deten•‹o, de seis meses a tr•s anos, alŽm da pena correspondente ˆ viol•ncia.

Parte da Doutrina e da Jurisprud•ncia entendem ter sido este artigo


revogado pela Lei 4.898/65.33 No entanto, existem decis›es no ‰mbito do STJ
e do STF reconhecendo a plena vig•ncia deste artigo.34
BEM O regular desenvolvimento das atividades da administra•‹o
JURêDICO pœblica e a integridade f’sica de eventual particular lesado
TUTELADO pela conduta.
SUJEITO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
ATIVO funcion‡rio pœblico. ƒ plenamente poss’vel o concurso de
pessoas, desde que este particular tenha conhecimento
da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica, e, secundariamente, o particular.
PASSIVO
TIPO A conduta Ž praticar viol•ncia no exerc’cio da fun•‹o, ou em
OBJETIVO raz‹o dela. Logo, n‹o se exige que o agente esteja em hor‡rio
de trabalho, ou dentro da reparti•‹o, desde que a viol•ncia
ocorra em raz‹o da fun•‹o do agente.

33
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 160
34
(...) 1. O crime de viol•ncia arbitr‡ria n‹o foi revogado pelo disposto no artigo 3¼, al’nea "i",
da Lei de Abuso de Autoridade. Precedentes da Suprema Corte.
2. Ordem denegada.
(HC 48.083/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 20/11/2007, DJe
07/04/2008)

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TIPO Dolo. N‹o se exige especial fim de agir. Parte da Doutrina, no
SUBJETIVO entanto, entende que deve haver a finalidade especial de
pretender abusar de sua autoridade (entendimento
minorit‡rio). N‹o se admite o crime na forma culposa.
CONSUMA‚ÌO Consuma-se com a efetiva realiza•‹o da conduta. A tentativa
E TENTATIVA Ž plenamente poss’vel.

Atente-se para o fato de que, alŽm da pena aplicada em raz‹o deste crime,
o agente responde tambŽm pelas penas decorrentes das les›es corporais que
causar, ou atŽ mesmo pela morte da v’tima.

2.12!Abandono de fun•‹o
Assim disp›e o art. 323 do CP:
Art. 323 - Abandonar cargo pœblico, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
¤ 1¼ - Se do fato resulta preju’zo pœblico:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
¤ 2¼ - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.

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TUTELADO pœblica.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico. Aqui a Doutrina entende que o conceito
de funcion‡rio pœblico Ž restrito35, s— podendo ser
praticado este crime pelo ocupante de cargo pœblico.
ƒ plenamente poss’vel o concurso de pessoas, desde que
este particular tenha conhecimento da condi•‹o de
funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica.
PASSIVO
TIPO OBJETIVO A conduta Ž abandonar o cargo. A defini•‹o do que seria
abandono do cargo (por quantos dias, em que situa•›es,
etc.), dever‡ ser extra’da do estatuto ao qual o servidor
esteja vinculado. No entanto, a Doutrina entende que o
exerc’cio do direito de Greve n‹o pode ensejar este
crime. Parte da Doutrina entende, ainda, que pode

35
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 168/169. CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 754

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ocorrer o abandono se o servidor, ainda que
compare•a ˆ reparti•‹o, se recuse a trabalhar.36
TIPO Dolo. N‹o se exige especial fim de agir. N‹o se admite o
SUBJETIVO crime na forma culposa.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se com a efetiva realiza•‹o da conduta. A
TENTATIVA Doutrina n‹o admite a tentativa.

O CP estabeleceu, ainda, duas qualificadoras, previstas nos ¤¤ 1¡ e 2¡,


quando do fato resultar algum preju’zo ˆ administra•‹o pœblica e quando
o fato ocorrer em faixa de fronteira:
¤ 1¼ - Se do fato resulta preju’zo pœblico:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
¤ 2¼ - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.

Entende-se por faixa de fronteira a extens‹o de 150 km de largura ao longo


das fronteiras terrestres, nos termos do art. 20, ¤ 2¡ da Constitui•‹o).

2.13!Exerc’cio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado


Aqui, trata-se de hip—tese na qual o agente est‡ para se tornar servidor
pœblico, ou j‡ deixou de s•-lo, e mesmo assim exerce as fun•›es ˆs quais est‡
impedido de exercer, seja porque ainda n‹o tomou posse, seja porque j‡ foi
desligado do servi•o pœblico. Nos termos do art. 324 do CP:
Art. 324 - Entrar no exerc’cio de fun•‹o pœblica antes de satisfeitas as exig•ncias
legais, ou continuar a exerc•-la, sem autoriza•‹o, depois de saber oficialmente que
foi exonerado, removido, substitu’do ou suspenso:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.

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TUTELADO pœblica.
SUJEITO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
ATIVO funcion‡rio pœblico. Contudo, Ž bom frisar que na
modalidade de exerc’cio ilegalmente antecipado antes da
posse (mas depois da nomea•‹o) e na modalidade de
exerc’cio prolongado ap—s exonera•‹o (ou demiss‹o), o
sujeito n‹o Ž mais funcion‡rio pœblico, embora esteja direta

36
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 169. Bitencourt sustenta a tese de que o cargo dever‡
ficar acŽfalo, ou seja, desocupado. Se h‡ algum substituto para ocupar o cargo, o delito n‹o
estaria caracterizado (posi•‹o do prof. BITENCOURT). A doutrina majorit‡ria n‹o defende esta
tese.

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ou indiretamente ligado ˆ administra•‹o.37 Se o agente n‹o
possui qualquer v’nculo, comete o crime de usurpa•‹o
de fun•‹o pœblica, previsto no art. 328 do CP38. ƒ
plenamente poss’vel o concurso de pessoas, desde que
este particular tenha conhecimento da condi•‹o de
funcion‡rio pœblico do agente.
SUJEITO A administra•‹o pœbica.
PASSIVO
TIPO A conduta Ž exercer a fun•‹o pœblica, sem autoriza•‹o
OBJETIVO (elemento normativo do tipo), antes de satisfeitas as
exig•ncias ou ap—s ter sido desligado da fun•‹o (por
remo•‹o, substitui•‹o, exonera•‹o, etc.). Exige-se, ainda,
que o agente saiba que est‡ agindo nesta condi•‹o.
TIPO Dolo. N‹o se exige especial fim de agir. N‹o se admite o
SUBJETIVO crime na forma culposa.
CONSUMA‚ÌO Consuma-se com a efetiva realiza•‹o da conduta de exercer
E TENTATIVA a atividade indevidamente. A tentativa Ž admiss’vel.39

2.14!Viola•‹o de sigilo profissional


Est‡ previsto no art. 325 do CP:
Art. 325 - Revelar fato de que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a revela•‹o:
Pena - deten•‹o, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato n‹o constitui crime
mais grave.

BEM JURêDICO O sigilo das informa•›es relativas ˆ administra•‹o


TUTELADO pœblica.
SUJEITO ATIVO Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado pelo
funcion‡rio pœblico que possua o dever de manter a
informa•‹o em sigilo. ƒ plenamente poss’vel o concurso
de pessoas, desde que este particular tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico
do agente.
SUJEITO PASSIVO A administra•‹o pœbica.

37
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 175
38
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 756
39
Como exemplo, imagine-se o caso do agente que se apresente para trabalhar, mas seja
impedido pelo chefe da reparti•‹o. CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 757

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TIPO OBJETIVO A conduta Ž revelar ou facilitar a revela•‹o de fato
sigiloso que o agente tenha tomado conhecimento em
raz‹o do cargo. ƒ indiferente se o fato Ž revelado a um
particular ou a outro servidor pœblico. ƒ imprescind’vel,
porŽm, que o fato tenha sido levado ao conhecimento do
agente em raz‹o da sua fun•‹o pœblica. Se a revela•‹o
do segredo se der em rela•‹o ˆ opera•‹o ou servi•o
prestado por institui•‹o financeira, estaremos diante de
crime contra o sistema financeiro nacional, previsto no
art. 18 da Lei 7.492/8640.
TIPO SUBJETIVO Dolo. N‹o se exige especial fim de agir. N‹o se admite o
crime na forma culposa, pois se exige que o agente tenha
ci•ncia de que o fato Ž sigiloso.
CONSUMA‚ÌO E Consuma-se com a efetiva realiza•‹o da conduta de
TENTATIVA revelar o segredo ou facilitar sua revela•‹o. A Doutrina
admite a tentativa, nas hip—teses em que se puder
fracionar a conduta do agente, como na hip—tese de o
agente enviar carta a um terceiro revelando-lhe o
segredo41, e ser a carta interceptada por outra pessoa,
n‹o chegando ao conhecimento do destinat‡rio.

O CP prev•, ainda, uma forma equiparada do delito e outra forma,


qualificada. Nos termos dos ¤¤ 1¡ e 2¡ do art. 325 do CP:
¤ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
I - permite ou facilita, mediante atribui•‹o, fornecimento e emprŽstimo de senha ou
qualquer outra forma, o acesso de pessoas n‹o autorizadas a sistemas de informa•›es
ou banco de dados da Administra•‹o Pœblica; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2o Se da a•‹o ou omiss‹o resulta dano ˆ Administra•‹o Pœblica ou a outrem:
(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)

O art. 326 estabelece um crime aut™nomo, uma modalidade especial de


viola•‹o de segredo funcional. ƒ a viola•‹o de sigilo de proposta
licitat—ria. Nos termos do art. 326:
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorr•ncia pœblica, ou proporcionar a
terceiro o ensejo de devass‡-lo:
Pena - Deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.

40
CUNHA, RogŽrio Sanches. Op. Cit., p. 759
41
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 185

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Entretanto, este artigo foi revogado tacitamente pelo art. 94 da Lei
8.666/93, que tipifica a mesma conduta, entretanto, estabelece pena
mais grave (dois a tr•s anos de deten•‹o, e multa).42

3! DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES


CîDIGO PENAL
Ä Arts. 312 a 327 do CP Ð Tipificam os crimes praticados por funcion‡rio pœblico
contra a administra•‹o em geral, bem como trazem o conceito de funcion‡rio
pœblico para fins penais (art. 327 do CP):
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro
bem m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-
lo, em proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a
posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em
proveito pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade
de funcion‡rio.
Peculato culposo
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano.
¤ 3¼ - No caso do par‡grafo anterior, a repara•‹o do dano, se precede ˆ senten•a
irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz de metade a pena
imposta.
Peculato mediante erro de outrem
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc’cio do
cargo, recebeu por erro de outrem:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.
Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼
9.983, de 2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion‡rio autorizado, a inser•‹o de dados
falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados
ou bancos de dados da Administra•‹o Pœblica com o fim de obter vantagem indevida
para si ou para outrem ou para causar dano: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000))
Pena Ð reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼
9.983, de 2000)
Modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de sistema de
informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcion‡rio, sistema de informa•›es ou
programa de inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade
competente: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Pena Ð deten•‹o, de 3 (tr•s) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei
n¼ 9.983, de 2000)

42
BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 187

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Par‡grafo œnico. As penas s‹o aumentadas de um ter•o atŽ a metade se da
modifica•‹o ou altera•‹o resulta dano para a Administra•‹o Pœblica ou para o
administrado.(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Extravio, sonega•‹o ou inutiliza•‹o de livro ou documento
Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda
em raz‹o do cargo; soneg‡-lo ou inutiliz‡-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, se o fato n‹o constitui crime mais grave.
Emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas
Art. 315 - Dar ˆs verbas ou rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida
em lei:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora
da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Excesso de exa•‹o
¤ 1¼ - Se o funcion‡rio exige tributo ou contribui•‹o social que sabe ou deveria
saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a meio vexat—rio ou gravoso,
que a lei n‹o autoriza: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de 27.12.1990)
Pena - reclus‹o, de 3 (tr•s) a 8 (oito) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
8.137, de 27.12.1990)
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio desvia, em proveito pr—prio ou de outrem, o que recebeu
indevidamente para recolher aos cofres pœblicos:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem
indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena Ð reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei
n¼ 10.763, de 12.11.2003)
¤ 1¼ - A pena Ž aumentada de um ter•o, se, em conseqŸ•ncia da vantagem ou
promessa, o funcion‡rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de of’cio ou o pratica
infringindo dever funcional.
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com
infra•‹o de dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa.
Facilita•‹o de contrabando ou descaminho
Art. 318 - Facilitar, com infra•‹o de dever funcional, a pr‡tica de contrabando
ou descaminho (art. 334):
Pena - reclus‹o, de 3 (tr•s) a 8 (oito) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
8.137, de 27.12.1990)
Prevarica•‹o
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-
lo contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenci‡ria e/ou agente pœblico, de cumprir
seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telef™nico, de r‡dio ou similar, que

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permita a comunica•‹o com outros presos ou com o ambiente externo: (Inclu’do pela
Lei n¼ 11.466, de 2007).
Pena: deten•‹o, de 3 (tr•s) meses a 1 (um) ano.
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado
que cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o
levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Par‡grafo œnico - Se o interesse Ž ileg’timo:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, alŽm da multa.
Viol•ncia arbitr‡ria
Art. 322 - Praticar viol•ncia, no exerc’cio de fun•‹o ou a pretexto de exerc•-la:
Pena - deten•‹o, de seis meses a tr•s anos, alŽm da pena correspondente ˆ
viol•ncia.
Abandono de fun•‹o
Art. 323 - Abandonar cargo pœblico, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
¤ 1¼ - Se do fato resulta preju’zo pœblico:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
¤ 2¼ - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Exerc’cio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado
Art. 324 - Entrar no exerc’cio de fun•‹o pœblica antes de satisfeitas as exig•ncias
legais, ou continuar a exerc•-la, sem autoriza•‹o, depois de saber oficialmente que
foi exonerado, removido, substitu’do ou suspenso:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
Viola•‹o de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que deva
permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revela•‹o:
Pena - deten•‹o, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato n‹o constitui
crime mais grave.
¤ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983,
de 2000)
I Ð permite ou facilita, mediante atribui•‹o, fornecimento e emprŽstimo de senha
ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas n‹o autorizadas a sistemas de
informa•›es ou banco de dados da Administra•‹o Pœblica;(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983,
de 2000)
II Ð se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
¤ 2o Se da a•‹o ou omiss‹o resulta dano ˆ Administra•‹o Pœblica ou a
outrem: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Pena Ð reclus‹o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983,
de 2000)

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Viola•‹o do sigilo de proposta de concorr•ncia
Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorr•ncia pœblica, ou proporcionar
a terceiro o ensejo de devass‡-lo:
Pena - Deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
Funcion‡rio pœblico
Art. 327 - Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.
¤ 1¼ - Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o
em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi•o
contratada ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o
Pœblica. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes
previstos neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de
dire•‹o ou assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia
mista, empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei
n¼ 6.799, de 1980)

Ä Art. 92, I ÒaÓ e seu ¤ œnico, do CP Ð Tal dispositivo estabelece a perda do


cargo, emprego ou fun•‹o quando for aplicada pena privativa de liberdade por
tempo igual ou superior a um ano em rela•‹o aos crimes funcionais:
Art. 92 - S‹o tambŽm efeitos da condena•‹o:(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
I - a perda de cargo, fun•‹o pœblica ou mandato eletivo: (Reda•‹o dada pela Lei n¼
9.268, de 1¼.4.1996)
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano,
nos crimes praticados com abuso de poder ou viola•‹o de dever para com a
Administra•‹o Pœblica; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.268, de 1¼.4.1996)
(...)
Par‡grafo œnico - Os efeitos de que trata este artigo n‹o s‹o autom‡ticos,
devendo ser motivadamente declarados na senten•a. (Reda•‹o dada pela Lei
n¼ 7.209, de 11.7.1984)

4! SòMULAS PERTINENTES
4.1! Sœmulas do STJ
Ä Sœmula 599 do STJ Ð O STJ sumulou entendimento no sentido de que o
princ’pio da insignific‰ncia Ž inaplic‡vel aos crimes contra a administra•‹o
pœblica, solidificando o entendimento que j‡ era adotado na Corte h‡ muitos anos:
Sœmula 599 do STJ
O princ’pio da insignific‰ncia Ž inaplic‡vel aos crimes contra a administra•‹o pœblica.

5! JURISPRUDæNCIA CORRELATA

Ä STF - RHC 117488 AGR Ð O STF considerou que a condi•‹o de Òfuncion‡rio


pœblicoÓ seria elementar do tipo de concuss‹o e, portanto, considerar tal condi•‹o

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para fixar a pena base acima do m’nimo legal seria invi‡vel (bis in idem).
Contudo, a condi•‹o de policial seria uma condi•‹o especial de agente que
tem a obriga•‹o de velar pela seguran•a do cidad‹o, o que imporia maior
dever de obedi•ncia ˆ norma, de maneira que sua conduta seria ainda mais
reprov‡vel que a de um Òatendente de protocoloÓ, por exemplo, de forma que
seria poss’vel aumentar a pena com base nesta circunst‰ncia. Vejamos:
Ò(...) 4.a. A inser•‹o do servidor pœblico no quadro estrutural do Estado deve
e pode ser considerada no ju’zo de culpabilidade. Na aferi•‹o da culpabilidade
deve-se tambŽm considerar o maior ou menor grau de dever de obedi•ncia ˆ norma.
N‹o ocorr•ncia de bis in idem. 4.b. V’cio de fundamenta•‹o na valora•‹o da
circunst‰ncia judicial do motivo do crime. 5. Recurso provido parcialmente e concess‹o
parcial da ordem para determinar ao Ju’zo sentenciante, mantidas a condena•‹o e
seus efeitos, a corre•‹o do v’cio na individualiza•‹o da pena, mormente para afastar
a elementar do tipo por ocasi‹o da valora•‹o dos motivos do crime.
(RHC 117488 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em
01/10/2013, PROCESSO ELETRïNICO DJe-205 DIVULG 15-10-2013 PUBLIC 16-10-
2013)

Ä STJ - RESP 1.251.621-AM - CORRUP‚ÌO PASSIVA Ð CRIME PRATICADO


POR PROMOTOR DE JUSTI‚A Ð CIRCUNSTåNCIA PASSêVEL DE SER
CONSIDERADA EM PREJUêZO DO RƒU Ð O STJ decidiu que o Juiz pode
considerar como circunst‰ncia judicial desfavor‡vel, na pena-base, o fato de o
agente ser Promotor de Justi•a, pois o cargo que o agente ocupa Ž distinto dos
servidores pœblicos em geral, posto que se trata de cargo destinado a reprimir
este tipo de conduta, o que evidencia uma maior reprovabilidade quando este
agente pratica o crime. Vejamos:
(...) O fato de o crime de corrup•‹o passiva ter sido praticado por Promotor
de Justi•a no exerc’cio de suas atribui•›es institucionais pode configurar
circunst‰ncia judicial desfavor‡vel na dosimetria da pena. Isso porque esse fato
revela maior grau de reprovabilidade da conduta, a justificar o reconhecimento da
acentuada culpabilidade, dada as espec’ficas atribui•›es do promotor de justi•a, as
quais s‹o distintas e incomuns se equiparadas aos demais servidores pœblicos latu
sensu. Assim, a referida circunst‰ncia n‹o Ž inerente ao pr—prio tipo penal. (REsp
1.251.621-AM, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 16/10/2014)

Ä STJ - REsp 1519662/DF Ð O STJ decidiu que as OSCIPs s‹o consideradas


entidades paraestatais e, portanto, seus funcion‡rios s‹o equiparados a
funcion‡rio pœblico para fins penais:
(...) Considerando que o ICS foi qualificado como Organiza•‹o Social pelo artigo 19
da Lei Distrital n¼ 2.415/99, tem-se que seus dirigentes s‹o equiparados a
funcion‡rios pœblicos para os efeitos penais, submetendo-se ˆs san•›es
direcionadas aos crimes praticados por funcion‡rios pœblicos contra a administra•‹o
pœblica em geral, em raz‹o da norma extensiva prevista no ¤ 1¼ do artigo 327
do C—digo Penal, que equipara a funcion‡rio pœblico, todo o agente que
exerce cargo, emprego ou fun•‹o em entidade paraestatal.
(...) (REsp 1519662/DF, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA
TURMA, julgado em 18/08/2015, DJe 01/09/2015)

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Ä STJ - HC 94.168/MG ÐO STJ formou entendimento no sentido de que o
peculato de uso Ž impun’vel, ante a aus•ncia de animus rem sibi habendi
(inten•‹o de se apropriar da coisa):
(...)2. Analogamente ao furto de uso, o peculato de uso tambŽm n‹o configura
il’cito penal, t‹o-somente administrativo. Todavia, o peculato desvio Ž
modalidade t’pica, submetendo o autor do fato ˆ pena do artigo 312 do C—digo
Penal. Cabe ˆ instru•‹o probat—ria delimitar qual conduta praticou o
paciente.
(...) (HC 94.168/MG, Rel. Ministra JANE SILVA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO
TJ/MG), SEXTA TURMA, julgado em 01/04/2008, DJe 22/04/2008)

6! RESUMO

CONCEITO DE FUNCIONçRIO PòBLICO PARA FINS PENAIS


Funcion‡rio pœblico Ð Quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica, ainda
que transitoriamente ou sem remunera•‹o.
Funcion‡rio pœblico por equipara•‹o - Quem exerce cargo, emprego ou
fun•‹o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de
servi•o contratada ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da
Administra•‹o Pœblica (ainda que transitoriamente ou sem remunera•‹o).
Causa de aumento de pena Ð Aplicada ˆqueles que ocuparem cargos em
comiss‹o ou fun•‹o de dire•‹o ou assessoramento de —rg‹o da administra•‹o
direta, sociedade de economia mista, empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo
poder pœblico (aumento de 1/3).
OBS.: Por falha legislativa, em rela•‹o ˆ causa de aumento de pena, n‹o se aplica
aos funcion‡rios de autarquias.

CRIMES FUNCIONAIS PRîPRIOS (PUROS) X CRIMES FUNCIONAIS


IMPRîPRIOS (IMPUROS)
Crimes funcionais pr—prios (puros) - Ausente a condi•‹o de Òfuncion‡rio
pœblicoÓ ao agente, a conduta passa a ser considerada a um indiferente penal
(atipicidade absoluta). (Ex.: No crime de prevarica•‹o (art. 319 do CP), se o
agente n‹o for funcion‡rio pœblico, n‹o h‡ pr‡tica de qualquer infra•‹o penal).
Crimes funcionais impr—prios (impuros) - Faltando a condi•‹o de
Òfuncion‡rio pœblicoÓ ao agente, a conduta n‹o ser‡ um indiferente penal,
deixar‡ apenas de ser considerada crime funcional, sendo
desclassificada para outro delito (atipicidade relativa) (Ex.: Crime de
peculato-furto, art. 312, ¤ 1¡ do CP).

PECULATO
Conduta Ð ÒApropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer
outro bem m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo

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(peculato-apropria•‹o), ou desvi‡-lo (peculato-desvio), em proveito pr—prio
ou alheio.Ó (art. 312 do CP).
Peculato-furto Ð Aplica-se ˆquele que, mesmo Òn‹o tendo a posse do dinheiro,
valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em proveito pr—prio
ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio. Ó (art. 312, ¤1¼ do CP). ATEN‚ÌO! Diferen•a fundamental entre
peculato furto e peculato (desvio ou apropria•‹o) = No peculato-furto o agente
n‹o tem a posse da coisa.
OBS.: Peculato de uso Ð Discutido na doutrina e jurisprud•ncia, mas prevalece
que Ž IMPUNêVEL.
Particular pode praticar peculato? Sim, desde que em concurso de pessoas
com um funcion‡rio pœblico (e desde que o particular saiba que seu comparsa Ž
funcion‡rio pœblico).

Peculato culposo Ð Quando o agente concorre, de maneira CULPOSA, para o


crime praticado por outra pessoa.
OBS.: Se o agente reparar o dano antes de proferida a senten•a
irrecorr’vel (ou seja, antes do tr‰nsito em julgado), estar‡ extinta a
punibilidade. Caso o agente repare o dano ap—s o tr‰nsito em julgado, a pena
ser‡ reduzida pela metade. ISSO NÌO SE APLICA ËS DEMAIS FORMAS DE
PECULATO.

Peculato mediante erro de outrem Ð Conduta daquele que se apropria de


dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc’cio do cargo, recebeu por erro de
outrem. OBS.: O agente n‹o pode ter criado (dolosamente) a situa•‹o de erro
(neste caso, responde por estelionato).

CONCUSSÌO X CORRUP‚ÌO PASSIVA


Diferen•a fundamental Ð Embora os tipos penais possuam a reda•‹o um pouco
diferente, a diferen•a FUNDAMENTAL reside no fato de que:
§! Na concuss‹o Ð O agente EXIGE a vantagem indevida.
§! Na corrup•‹o passiva Ð O agente SOLICITA (ou recebe ou aceita a
promessa de vantagem) a vantagem indevida.
OBS.: Na concuss‹o, se o agente exige a vantagem sob a amea•a de praticar um
mal grave ˆ v’tima, n‹o relacionado ˆs atribui•›es do cargo, teremos EXTORSÌO,
e n‹o concuss‹o (Ex.: Policial que exige dinheiro do motorista, para n‹o aplicar
multa = concuss‹o. Ex.: Policial que exige dinheiro da v’tima sob a amea•a de
matar o filho da v’tima = extors‹o).

CONSUMA‚ÌO Ð Ambos os delitos se consumam com a mera pr‡tica da


conduta (exigir, solicitar, aceitar promessa de vantagem, etc.), sendo
DISPENSçVEL o efetivo recebimento da vantagem indevida para que haja
a consuma•‹o do delito.

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OBS.: No crime de corrup•‹o passiva, na modalidade de Òreceber vantagem
indevidaÓ, exige-se o efetivo recebimento da vantagem.
OBS.: Em todos as modalidades de corrup•‹o passiva n‹o se exige que o
funcion‡rio pœblico efetivamente pratique ou deixe de praticar o ato (com infra•‹o
de dever funcional) em raz‹o da vantagem ou promessa de vantagem recebida.
Caso isso ocorra, a pena ser‡ aumentada em 1/3.

Corrup•‹o passiva privilegiada Ð Modalidade menos grave de corrup•‹o


passiva. Hip—tese do ÒfavorÓ, aquela conduta do funcion‡rio que cede a pedidos
de amigos, conhecidos ou mesmo de estranhos, ou cede ˆ influ•ncia de alguŽm,
para que fa•a ou deixe de fazer algo ao qual estava obrigado.
CUIDADO! Aqui temos um crime material (Ž indispens‡vel que o funcion‡rio
efetivamente pratique o ato com infra•‹o de dever funcional ou deixe de pratica-
lo, tambŽm com infra•‹o de dever funcional).

Corrup•‹o passiva privilegiada x prevarica•‹o


A diferen•a b‡sica entre ambos reside no fato de que:
§! Na corrup•‹o passiva privilegiada Ð O agente cede a PEDIDO ou
INFLUæNCIA de alguŽm.
§! Na prevarica•‹o Ð O agente infringe o dever funcional (praticando ou
deixando de praticar ato) para satisfazer SENTIMENTO OU INTERESSE
PESSOAL.
E a condescend•ncia criminosa? Semelhante ˆ prevarica•‹o, mas Hç
DIFEREN‚AS. Na condescend•ncia criminosa o agente (por indulg•ncia) deixa
de responsabilizar SUBORDINADO que praticou infra•‹o no exerc’cio do cargo ou,
caso n‹o tenha compet•ncia, deixa de levar o fato ao conhecimento da autoridade
que o tenha. ƒ um crime parecido com a prevarica•‹o e com a corrup•‹o passiva
privilegiada (caso haja pedido do subordinado, por exemplo), mas tem o
diferencial:
§! S— quem pode praticar o delito Ž o superior hier‡rquico (h‡ quem
defenda que o colega, sem hierarquia, tambŽm pode, mas Ž minorit‡rio)
§! Por indulg•ncia (sentimento de pena, miseric—rdia, clem•ncia)
OBS.: Cuidado!!! Se o agente deixa de responsabilizar o subordinado:
§! Cedendo a pedido ou influ•ncia de alguŽm Ð pratica corrup•‹o
passiva privilegiada
§! Para satisfazer sentimento ou interesse pessoal (amizade, etc.) Ð
pratica prevarica•‹o.

FACILITA‚ÌO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO


Conduta - Facilitar a pr‡tica de qualquer dos dois crimes (contrabando ou
descaminho), seja por a•‹o ou omiss‹o. S— pode ser praticado pelo funcion‡rio
que POSSUI A FUN‚ÌO DE EVITAR O CONTRABANDO E O DESCAMINHO.

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Mas e se o funcion‡rio n‹o tiver essa obriga•‹o espec’fica? Responder‡
como part’cipe do crime praticado pelo particular (contrabando ou
descaminho), e n‹o pelo crime do art. 318 do CP.

ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
Conduta - Patrocinar interesse privado perante a administra•‹o pœblica. O
agente:
§! Deve se valer das facilidades que a sua condi•‹o de funcion‡rio
pœblico lhe proporciona
§! Praticar a conduta em prol de um terceiro (majorit‡rio)
OBS.: O crime se consuma ainda que o interesse patrocinado seja leg’timo. Caso
seja um interesse ileg’timo, teremos a forma qualificada (pena mais grave).
Interesse leg’timo Ð Crime de advocacia administrativa na forma
simples
Interesse ileg’timo Ð Crime de advocacia administrativa na forma
qualificada.

DISPOSI‚ÍES GERAIS
Ø! Todos os crimes s‹o pr—prios Ð Devem ser praticados por quem ostente
a condi•‹o de funcion‡rio pœblico. Em alguns casos, deve ser uma
condi•‹o ainda mais espec’fica (Ex.: Superior hier‡rquico, no crime de
condescend•ncia criminosa).
Ø! Todos os crimes s‹o dolosos Ð S— h‡ previs‹o de forma culposa para
o peculato (peculato culposo, art. 312, ¤2¼ do CP).
Ø! A•‹o penal Ð Para todos, pœblica incondicionada.
Ø! Particular como sujeito do delito Ð ƒ poss’vel, em todos eles, desde que
se trate de concurso de pessoas e que o particular saiba que seu comparsa
Ž funcion‡rio pœblico.
_______
Bons estudos!
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7! EXERCêCIOS PARA PRATICAR

01.! (FGV Ð 2017 Ð ALERJ Ð PROCURADOR)


Jo‹o, Procurador de Assembleia Legislativa, ao deixar seu gabinete ao final do
expediente, esquece de trancar a porta de sua sala, como determinam as regras
de seguran•a. Aproveitando-se desse fato, Miguel, outro funcion‡rio pœblico que
exerce suas fun•›es no local, ingressa no gabinete e subtrai o computador
pertencente ˆ Assembleia.

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Considerando a situa•‹o apresentada, Ž correto afirmar que:
a) a repara•‹o do dano por parte de Jo‹o antes da senten•a, ainda que ap—s o
recebimento da denœncia, gera a extin•‹o de sua punibilidade;
b) a conduta de Jo‹o Ž at’pica, j‡ que seu comportamento foi apenas culposo,
enquanto o comportamento de Miguel configura crime de peculato;
c) a repara•‹o do dano por parte de Jo‹o e Miguel, desde que realizada antes do
recebimento da denœncia, funciona como causa de extin•‹o da punibilidade;
d) as condutas de Jo‹o e Miguel configuram crime de peculato, de modo que
irrelevante a repara•‹o do dano ap—s o oferecimento da denœncia;
e) a repara•‹o do dano por parte de Jo‹o antes da senten•a, ainda que posterior
ao recebimento da denœncia, configura causa de redu•‹o de pena.

02.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð TƒCNICO ADMINISTRATIVO)


Jo‹o foi aprovado em concurso pœblico para ingresso no quadro de funcion‡rios
do MinistŽrio Pœblico, sendo nomeado e tendo tomado posse, e, apesar de n‹o
ter assumido sua fun•‹o por raz›es burocr‡ticas, j‡ foi informado de que seria
designado para atuar junto ˆ Promotoria de Justi•a Criminal de Duque de Caxias.
Ciente da exist•ncia de investiga•‹o para apurar il’citos fiscais que estariam
sendo praticados por empres‡rio da cidade, colega de seu pai, procura o
advogado do investigado e narra que ser‡ designado para atuar na Promotoria
com atribui•‹o para o caso, passando a solicitar a quantia de 50 mil reais para,
de alguma forma, influenciar naquela investiga•‹o de maneira favor‡vel ao
indiciado. Considerando a situa•‹o narrada, Ž correto afirmar que a conduta de
Jo‹o, em tese:
a) configura crime de corrup•‹o passiva;
b) configura crime de prevarica•‹o;
c) configura crime de advocacia administrativa;
d) configura crime de exerc’cio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado;
e) Ž at’pica, j‡ que nem mesmo havia iniciado o exerc’cio de sua fun•‹o.

03.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð TƒCNICO ADMINISTRATIVO)


Caio ocupa cargo em comiss‹o em —rg‹o da administra•‹o direta, tendo se
apoderado, indevidamente e em proveito pr—prio, de um laptop pertencente ao
—rg‹o por ele dirigido e do qual tinha a posse em raz‹o do cargo. Diante do fato
narrado, Caio dever‡ responder por:
a) crime comum, mas n‹o pr—prio, j‡ que n‹o pode ser considerado funcion‡rio
pœblico;
b) peculato-furto, com o aumento de pena em raz‹o do cargo comissionado
ocupado;
c) peculato apropria•‹o, com o aumento de pena em raz‹o do cargo comissionado
ocupado;

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d) peculato apropria•‹o, com direito ˆ extin•‹o da punibilidade se devolvida a
coisa ou reparado o dano antes do recebimento da denœncia;
e) peculato-furto, com a redu•‹o da pena pela metade se devolvida a coisa antes
do recebimento da denœncia.

04.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA ADMINISTRATIVO)


Paulo Ž chefe de uma reparti•‹o pœblica, onde tambŽm trabalha Julia, sob a sua
supervis‹o e subordina•‹o. Tomando conhecimento de uma falta funcional
praticada por esta sua funcion‡ria, deixa de tomar as provid•ncias pr—prias
exigidas por seu cargo e de responsabiliz‡-la, pois sabendo que ela Ž m‹e de tr•s
filhos, acredita que necessita continuar exercendo suas fun•›es sem m‡cula na
ficha funcional. Descoberto o fato, em tese, a conduta de Paulo:
a) Ž at’pica;
b) configura crime de corrup•‹o passiva;
c) configura crime de prevarica•‹o;
d) configura crime de condescend•ncia criminosa;
e) configura crime de advocacia administrativa.

05.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA ADMINISTRATIVO)


O conceito de funcion‡rio pœblico para fins penais n‹o se confunde com o conceito
para outros ramos do Direito. Em sendo crime pr—prio praticado por funcion‡rio
pœblico contra a Administra•‹o, aplica-se o artigo 327 do C—digo Penal, que
apresenta um conceito amplo de funcion‡rio pœblico para efeitos penais. Por outro
lado, o artigo respeita o princ’pio da legalidade, disciplinando expressamente em
que ocasi›es determinado indiv’duo ser‡ considerado funcion‡rio pœblico para
fins de defini•‹o do sujeito ativo de crimes pr—prios. Sobre o tema ora tratado e
de acordo com o dispositivo acima mencionado, Ž correto afirmar que:
a) exige-se o requisito da perman•ncia para que seja reconhecida a condi•‹o de
funcion‡rio pœblico no campo penal;
b) somente pode ser considerado funcion‡rio pœblico aquele que recebe qualquer
tipo de remunera•‹o no exerc’cio de cargo, emprego ou fun•‹o pœblica;
c) aquele que exerce cargo em autarquias, entidades paraestatais ou funda•›es
pœblicas, n‹o Ž considerado funcion‡rio pœblico para efeitos penais;
d) o perito judicial n‹o Ž considerado funcion‡rio pœblico para efeitos penais, j‡
que apenas exerce a fun•‹o transitoriamente;
e) Ž equiparado a funcion‡rio pœblico, para efeitos penais, aquele que trabalha
para empresa contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o
Pœblica.

06.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA ADMINISTRATIVO)

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Matheus, funcion‡rio pœblico, recebe em raz‹o do exerc’cio de sua fun•‹o junto
ao MinistŽrio Pœblico do Estado do Rio de Janeiro, diariamente, uma grande
quantidade de dinheiro em espŽcie. Verificando que a vigil‰ncia n‹o era
significativa, decide se apropriar de parte dos valores, e, para tanto, solicita a
ajuda de seu amigo Bruno, que n‹o era funcion‡rio pœblico, mas tinha
conhecimento de todo o plano delitivo de Matheus. Considerando a situa•‹o
narrada e as caracter’sticas do delito de peculato, Ž correto afirmar que:
a) o crime de peculato somente pode ser praticado em sua modalidade dolosa;
b) por ser crime pr—prio, somente Matheus poder‡ ser denunciado pelo mesmo,
j‡ que funcion‡rio pœblico, enquanto Bruno n‹o responder‡ por qualquer crime;
c) apesar de ser crime praticado contra a Administra•‹o Pœblica, no crime de
peculato os valores ou bens apropriados podem ser pœblicos ou particulares;
d) se a apropria•‹o for de dinheiro recebido, no exerc’cio do cargo, por erro de
outrem, o crime ser‡ comum e n‹o especial de funcion‡rio contra a
Administra•‹o, j‡ que o particular Ž quem foi lesado;
e) no crime de peculato-furto, o funcion‡rio tem a posse do dinheiro em raz‹o do
cargo e o desvia em proveito pr—prio ou alheio.

07.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - ADMINISTRA‚ÌO)


A respeito dos efeitos penais a serem aplicados na Administra•‹o Pœblica,
assinale a afirmativa incorreta.
a) Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce caro, emprego ou fun•‹o pœblica.
b) N‹o Ž considerado funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem trabalha
para empresa prestadora de servi•o contratada ou conveniada para a execu•‹o
de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica.
c) Equipara- se a funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem exerce cargo,
emprego ou fun•‹o em entidade paraestatal.
d) Ter‡ sua pena aumentada, quando autor de crime contra a administra•‹o
pœblica, o funcion‡rio pœblico que exerce cargo em comiss‹o.
e) Pode tambŽm responder por crime contra a administra•‹o pœblica, em casos
especiais, aquele que n‹o Ž funcion‡rio pœblico.

08.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð AUDITOR DA RECEITA ESTADUAL)


Com rela•‹o ao conceito de funcion‡rio pœblico e ˆs causas de aumento de pena
dos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a administra•‹o em geral,
previsto no C—digo Penal, analise as alternativas a seguir:
I. Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.
II. Equipara-se a funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem trabalha para
empresa prestadora de servi•o contratada ou conveniada para a execu•‹o de
atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica.

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III. A pena ser‡ aumentada da metade quando os autores dos crimes praticados
forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou de
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

09.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Com base no C—digo Penal, considere as seguintes assertivas:
I. Em rela•‹o aos crimes chamados funcionais, equipara-se a funcion‡rio pœblico
quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em empresas pœblicas, autarquias e
sociedades de economia mista.
II. Os jurados e mes‡rios eleitorais foram alcan•ados pela conceitua•‹o de
funcion‡rio pœblico para fins penais.
III. Quando o funcion‡rio pœblico detentor de fun•‹o de dire•‹o de —rg‹o da
Administra•‹o Direta pratica o crime de prevarica•‹o, a pena Ž aumentada da
ter•a parte.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

10.! (FGV Ð 2010 Ð PC-AP - DELEGADO DE POLêCIA)


Relativamente ao tema dos crimes contra a administra•‹o pœblica, analise as
afirmativas a seguir.
I. Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica, excetuados aqueles
que n‹o percebam qualquer tipo de remunera•‹o.
II. Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em
entidade paraestatal, mas n‹o quem trabalha para empresa prestadora de
servi•o contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica.
III. A pena Ž aumentada da ter•a parte quando o autor do crime praticado por
funcion‡rio pœblico contra a administra•‹o em geral for ocupante de cargo em
comiss‹o de —rg‹o da administra•‹o direta.
Assinale:

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(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

11.! (FGV - 2013 - PC-MA - DELEGADO DE POLêCIA)


Com rela•‹o ao crime de peculato, assinale a afirmativa incorreta.
a) ƒ poss’vel que a pessoa que n‹o Ž funcion‡rio pœblico venha a responder por
peculato.
b) O carcereiro que recebe os objetos do preso e deles se apropria, responde por
peculato.
c) O funcion‡rio pœblico que deixa o cofre da reparti•‹o aberto, do que se
aproveita outro funcion‡rio para se apropriar de bens pœblico, responde por
peculato culposo, ficando extinta a punibilidade se ocorre a repara•‹o do dano
antes da senten•a.
d) O funcion‡rio pœblico que ao visitar um colega de outro —rg‹o e se aproveita
para subtrair bem pœblico, responde por peculato furto.
e) ƒ poss’vel a tentativa no crime de peculato, salvo na modalidade culposa.

12.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Um servidor pœblico, valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio da Secretaria da Receita, subtrai diversos objetos de uso da
reparti•‹o, inclusive um microcomputador, para seu uso pessoal.
O crime descrito configura:
a) peculato-furto.
b) furto qualificado.
c) explora•‹o de fun•‹o.
d) emprego irregular de bem pœblico.
e) favorecimento pessoal.

13.! (FGV Ð 2008 Ð TCM-RJ - PROCURADOR)


Jo‹o da Silva Ž funcion‡rio pœblico municipal concursado, lotado na Secretaria de
Fazenda do Munic’pio do Rio de Janeiro. Sua fun•‹o Ž controlar a execu•‹o de
determinados contratos licitados pela prefeitura, especialmente a autoriza•‹o
para pagamento. Auxiliado por seu irm‹o, JosŽ da Silva, Jo‹o decide apropriar-
se de dinheiro pertencente ˆ Prefeitura. Jo‹o cadastra a conta corrente de JosŽ
como sendo de uma empresa que efetivamente presta servi•os ˆ Prefeitura. Ao
autorizar os pagamentos, Jo‹o destina 90% dos recursos ˆ conta verdadeira
daquela empresa e 10% para a conta de seu irm‹o. Aremitas Martins,

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respons‡vel pela confer•ncia e libera•‹o dos pagamentos autorizados por Jo‹o,
n‹o observa os deveres de cuidado a que estava obrigado, e o desvio ocorre.
Assinale a alternativa que apresente corretamente o crime praticado por Jo‹o,
JosŽ e Aremitas, respectivamente.
(A) peculato culposo, peculato doloso e nenhum crime
(B) peculato doloso, peculato doloso e peculato culposo
(C) peculato doloso, estelionato e peculato culposo
(D) peculato doloso, peculato doloso e nenhum crime
(E) estelionato, estelionato e nenhum crime

14.! (FGV Ð 2013 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Lucas, funcion‡rio pœblico do Tribunal de Justi•a, e Laura, sua noiva, estudante
de direito, resolveram subtrair notebooks de œltima gera•‹o adquiridos pela
serventia onde Lucas exerce suas fun•›es. Assim, para conseguir seu intento,
combinaram dividir a execu•‹o do delito. Lucas, em determinado feriado
municipal, valendo-se da facilidade que seu cargo lhe proporcionava, identificou-
se na recep•‹o e disse ao seguran•a que precisava ir atŽ a serventia para buscar
alguns pertences que havia esquecido. O seguran•a, que j‡ conhecia Lucas de
vista, n‹o desconfiou de nada e permitiu o acesso. Ressalte-se que, alŽm de ser
serventu‡rio, Lucas conhecia detalhadamente o prŽdio pœblico, raz‹o pela qual
se dirigiu rapidamente ao local desejado, subtraindo todos os notebooks. Ap—s,
foi a uma janela e, dali, os entregou a Laura, que os colocou no carro e saiu. Ao
final, Lucas conseguiu deixar o edif’cio sem que ninguŽm suspeitasse de nada.
Todavia, cerca de uma semana ap—s, Laura e Lucas t•m uma discuss‹o e
terminam o noivado. Muito enraivecida, Laura procura a pol’cia e noticia os fatos,
ocasi‹o em que devolve todos os notebooks subtra’dos.
Com base nas informa•›es do caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Laura e Lucas devem responder pelo delito de peculato- furto praticado em
concurso de agentes.
b) Laura deve responder por furto qualificado e Lucas deve responder por
peculato-furto, dada ˆ incomunicabilidade das circunst‰ncias.
c) Laura e Lucas ser‹o beneficiados pela causa extintiva de punibilidade, uma vez
que houve repara•‹o do dano ao er‡rio anteriormente ˆ denœncia.
d) Laura ser‡ beneficiada pelo instituto do arrependimento eficaz, mas Lucas n‹o
poder‡ valer-se de tal benef’cio, pois a restitui•‹o dos bens, por parte dele, n‹o
foi volunt‡ria.

15.! (FGV Ð 2013 Ð MPE-MS Ð TƒCNICO ADMINISTRATIVO)


Sobre o crime de peculato, assinale a afirmativa correta.
a) N‹o existe previs‹o da forma culposa do crime de peculato.

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b) O funcion‡rio pœblico que, durante aula em seu curso da faculdade, subtrai o
celular da bolsa de um colega que sentava ao seu lado pratica crime de peculato
furto.
c) Sendo crime pr—prio, apenas o funcion‡rio pœblico pode responder pelo crime
de peculato.
d) O crime de peculato apropria•‹o somente pode ter como objeto material
dinheiro, valor ou outro bem m—vel pœblico, mas nunca particular.
e) O crime de peculato pode ser praticado na modalidade culposa. A repara•‹o
do dano, desde que anterior ˆ senten•a irrecorr’vel, extingue a punibilidade do
agente. Se posterior a esse momento, haver‡ redu•‹o de metade da pena
imposta.

16.! (FGV Ð 2014 Ð DPE-DF Ð ANALISTA)


Francisco e Armando foram condenados pela pr‡tica do crime de peculato,
previsto no Artigo 312 do C—digo Penal. Francisco, na qualidade de funcion‡rio
pœblico, ao ser removido para outro setor do —rg‹o pœblico onde trabalhava,
resolveu apropriar-se de todos os equipamentos existentes na antiga sala que
ocupava e que pertenciam ˆ administra•‹o pœblica. Como n‹o conseguiria
carregar sozinho os equipamentos e nem tinha carro para realizar o transporte,
solicitou a ajuda de seu amigo Armando, este n‹o funcion‡rio pœblico. Armando
concordou em auxiliar seu amigo na empreitada, n‹o apenas ajudando a carregar
os equipamentos, mas tambŽm emprestando seu carro para o transporte, mesmo
tendo ci•ncia de que se tratava de bens pœblicos e de que Francisco tinha sua
posse apenas pelo fato de ocupar determinado cargo na administra•‹o pœblica.
Ao apelar da senten•a condenat—ria, a Defesa de Armando alegou que ele n‹o
poderia ter sido condenado pela pr‡tica de peculato, uma vez que se trata de
crime praticado apenas por funcion‡rios pœblicos.
Sobre a tese sustentada pela Defesa de Armando, pode-se afirmar que:
a) est‡ correta, uma vez que peculato consiste em crime pr—prio, praticado
apenas por funcion‡rios pœblicos e jamais poderia ter sido atribu’do a quem n‹o
ostenta tal qualidade.
b) est‡ correta, uma vez que peculato consiste em crime de m‹o pr—pria,
praticado apenas por funcion‡rios pœblicos e jamais poderia ter sido atribu’do a
quem n‹o ostenta tal qualidade.
c) n‹o est‡ correta, uma vez que as circunst‰ncias e condi•›es de car‡ter
pessoal, quando elementares do tipo, comunicam- se ao coautor do crime, ainda
que ele n‹o ostente tais qualidades.
d) n‹o est‡ correta, pois, em se tratando de crimes contra a administra•‹o
pœblica, Ž irrelevante que o autor da conduta ostente a qualidade de funcion‡rio
pœblico.
e) n‹o est‡ correta porque o peculato, quanto ao sujeito ativo, Ž crime comum.

17.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)

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O crime de peculato est‡ disciplinado no art. 312 do C—digo Penal. Visa proteger,
dentre outros bens jur’dicos, a moralidade administrativa e o patrim™nio. Sobre
tal delito, Ž correto afirmar que:
(A) por ser crime classificado pela doutrina como crime pr—prio, em hip—tese
alguma poder‡ o particular n‹o funcion‡rio pœblico por ele responder;
(B) exige que a subtra•‹o/desvio/apropria•‹o seja de valor, n‹o havendo
tipicidade quando for de bem m—vel;
(C) o C—digo Penal n‹o criminaliza sua modalidade culposa;
(D) para tipificar, o valor subtra’do dever‡ ser necessariamente pœblico;
(E) exige que a posse de eventual valor subtra’do decorra do cargo, emprego ou
fun•‹o ou ao menos que haja facilidade decorrente da posi•‹o de funcion‡rio
pœblico.

18.! (FGV Ð 2011 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Configura modalidade de peculato prevista no C—digo Penal
a) o peculato por erro de outrem, consistente na apropria•‹o de bem ou valores
que o funcion‡rio tenha recebido pela facilidade que seu cargo lhe proporciona.
b) o peculato eletr™nico, modalidade an™mala de peculato, consistente em inserir
dados falsos, alterar ou modificar dados no sistema de informa•›es da
administra•‹o pœblica.
c) o peculato-culposo, consistente na apropria•‹o de bens ou valores que o
funcion‡rio tenha recebido por erro de outrem em raz‹o do cargo pœblico que
exerce.
d) o peculato-desvio, consistente no desvio de bens ou valores, pelo funcion‡rio
pœblico, em benef’cio de terceiro.

19.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


O funcion‡rio JosŽ, respons‡vel pela presta•‹o de informa•›es aos sistemas
informatizados ou banco de dados da Administra•‹o Pœblica Federal, ap—s receber
da empresa "X" uma determinada quantia em dinheiro, excluiu, indevidamente,
alguns dados corretos do sistema, o que implicou inequ’voco preju’zo ˆ
Administra•‹o Tribut‡ria.
Sobre a situa•‹o hipotŽtica do funcion‡rio JosŽ Ž correto afirmar que:
a) responder‡ somente por infra•‹o de ordem administrativa, uma vez que sua
conduta n‹o caracteriza qualquer il’cito penal.
b) alŽm das consequ•ncias administrativas a que estar‡ sujeito, responder‡ por
crime de peculato, previsto no artigo 313, caput, do C—digo Penal.
c) alŽm das consequ•ncias administrativas a que estar‡ sujeito, responder‡ por
crime de excesso de exa•‹o, previsto no artigo
316, par‡grafo 1¼, do C—digo Penal.

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d) alŽm das consequ•ncias administrativas a que estar‡ sujeito, responder‡ por
crime de modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es,
previsto no artigo 313-B do C—digo Penal.
e) alŽm das consequ•ncias administrativas, a que estar‡ sujeito, responder‡ por
crime de inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es, previsto no artigo
313-A do C—digo Penal.

20.! (FGV Ð 2010 ÐOAB ÐEXAME DE ORDEM)


Funda•‹o Pœblica Federal contrata o tŽcnico de inform‡tica Abelardo Fonseca para
que opere o sistema informatizado destinado ˆ elabora•‹o da folha de pagamento
de seus funcion‡rios. Abelardo, ao elaborar a referida folha de pagamento, altera
as informa•›es sobre a remunera•‹o dos funcion‡rios da Funda•‹o no sistema,
descontando a quantia de cinco reais de cada um deles. A seguir, insere o seu
pr—prio nome e sua pr—pria conta banc‡ria no sistema, atribuindo-se a condi•‹o
de funcion‡rio da Funda•‹o e destina ˆ sua conta o total dos valores desviados
dos demais. Terminada a elabora•‹o da folha, Abelardo remete as informa•›es ˆ
se•‹o de pagamentos, a qual efetua os pagamentos de acordo com as
informa•›es lan•adas no sistema por ele. Considerando tal narrativa, Ž correto
afirmar que Abelardo praticou crime de:
(A) estelionato.
(B) peculato.
(C) concuss‹o.
(D) inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.

21.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


JosŽ Augusto, funcion‡rio pœblico respons‡vel pela guarda de livros oficiais de
determinado cart—rio judicial, por um descuido seu, n‹o percebeu quando
encaminhou um dos livros de que tinha a guarda para a lixeira, junto com outros
papŽis. Diante do extravio do livro oficial, Ž correto afirmar que o funcion‡rio:
(A) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem;
(B) cometeu o crime de extravio, sonega•‹o ou inutiliza•‹o de livro ou
documento;
(C) n‹o cometeu crime algum contra a Administra•‹o em Geral;
(D) cometeu crime de condescend•ncia criminosa;
(E) cometeu crime de abandono de fun•‹o.

22.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


Durante atendimento aos advogados no Tribunal de Justi•a, um analista
concursado que atuava junto ao cart—rio judicial da 2» Vara Criminal solicitou a
quantia de R$ 3.000,00 (tr•s mil reais) a um advogado para que deixasse de
juntar aos autos uma promo•‹o do MinistŽrio Pœblico em que era solicitada a
pris‹o cautelar do rŽu de um processo. De imediato, o patrono se recusou a pagar

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o valor e comunicou o fato ao juiz em atua•‹o no —rg‹o citado. Considerando
apenas os fatos narrados, Ž poss’vel afirmar que a conduta do analista:
(A) Ž at’pica, configurando apenas il’cito civil;
(B) configura crime de corrup•‹o passiva, consumado;
(C) configura crime de advocacia administrativa, tentado;
(D) configura crime de corrup•‹o passiva, tentado;
(E) configura crime de advocacia administrativa, consumado.

23.! (FGV - 2010 - SEAD-AP - AUDITOR DA RECEITA DO ESTADO - PROVA


1)
No que tange ˆ corrup•‹o passiva Ž correto afirmar que:
A) a vantagem indevida oferecida Ž, exclusivamente, de natureza patrimonial.
B) o ato funcional visado pela corrup•‹o tanto pode ser l’cito como il’cito.
C) Ž v‡lido o entendimento de que o funcion‡rio em gozo de fŽrias n‹o possa ser
agente do delito.
D) o agente atua para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
E) a pena Ž aumentada da metade se o funcion‡rio pœblico retarda, efetivamente,
o dever funcional.

24.! (FGV Ð 2015 Ð TJ-RO Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Caio, estagi‡rio concursado do Tribunal de Justi•a, no exerc’cio dessa sua fun•‹o,
solicita de um advogado que realizava atendimento a quantia de R$400,00 para
adiantar a juntada de determinada peti•‹o. Insatisfeito com a conduta de Caio,
de imediato o advogado recusou a solicita•‹o e denunciou o ocorrido ao MinistŽrio
Pœblico. Considerando apenas a situa•‹o narrada, Ž correto afirmar que Caio
dever‡ ser responsabilizado pela pr‡tica de um crime de:
(A) corrup•‹o ativa, consumado;
(B) corrup•‹o passiva, tentado;
(C) corrup•‹o ativa, tentado;
(D) concuss‹o, consumado;
(E) corrup•‹o passiva, consumado.

25.! (FGV Ð 2015 Ð TCM-SP Ð AGENTE DE FISCALIZA‚ÌO Ð


ADMINISTRA‚ÌO)
Gabriel, funcion‡rio pœblico que atua junto ˆ Receita Federal instalada no
aeroporto internacional de S‹o Paulo, com fun•‹o de controle dos produtos que
ingressam no pa’s, possui um acordo com a sociedade empres‡ria em que
trabalha seu filho no sentido de que n‹o obstar‡ a entrada de mercadorias
estrangeiras proibidas em territ—rio nacional. No dia 02 de junho de 2015, colocou
o acordo em pr‡tica, permitindo a entrada de animais silvestres comprados pela

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sociedade sem a devida autoriza•‹o. Nesse caso, Ž correto afirmar que Gabriel
praticou o crime de:
(A) contrabando, em concurso de agentes;
(B) facilita•‹o de contrabando ou descaminho;
(C) descaminho, em concurso de agentes;
(D) descaminho, em tese, mas deve ser reconhecido o princ’pio da
insignific‰ncia;
(E) prevarica•‹o.

26.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - ADMINISTRA‚ÌO)


O funcion‡rio pœblico que por indulg•ncia deixa de responsabilizar subordinado
que cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia,
n‹o leva o fato ao conhecimento da autoridade competente, deve em tese
responder pelo crime de
a) prevarica•‹o.
b) corrup•‹o passiva.
c) insubordina•‹o.
d) condescend•ncia criminosa.
e) desobedi•ncia.

27.! (FGV Ð 2011 Ð TRE/PA Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


O servidor pœblico pode responder civil, penal e administrativamente por seus
atos.
A esse respeito, analise a tipifica•‹o das condutas pelo C—digo Penal e a descri•‹o
proposta para as situa•›es delitivas a seguir:
I. Peculato culposo: apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no
exerc’cio do cargo, recebeu por erro de outrem.
II. Emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas: dar ˆs verbas ou rendas
pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei.
III. Prevarica•‹o: retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou
pratic‡-lo contra disposi•‹o expressa
de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
IV. Condescend•ncia criminosa: devassar o sigilo de proposta de concorr•ncia
pœblica, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devass‡-lo.
Assinale
a) se apenas os itens I, II e III estiverem corretos.
b) se apenas os itens II, III e IV estiverem corretos.
c) se apenas os itens II e III estiverem corretos.
d) se apenas os itens I e IV estiverem corretos.
e) se apenas os itens I, II e IV estiverem corretos.

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28.! (FGV Ð X EXAME UNIFICADO DA OAB)


Coriolano, objetivando proteger seu amigo Romualdo, n‹o obedeceu ˆ requisi•‹o
do Promotor de Justi•a no sentido de determinar a instaura•‹o de inquŽrito
policial para apurar eventual pr‡tica de conduta criminosa por parte de Romualdo.
Nesse caso, Ž correto afirmar que Coriolano praticou crime de
A) desobedi•ncia (Art. 330, do CP).
B) prevarica•‹o (Art. 319, do CP).
C) corrup•‹o passiva (Art. 317, do CP).
D) crime de advocacia administrativa (Art. 321, do CP).

29.! (FGV Ð 2013 Ð TJ-AM Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


O funcion‡rio pœblico que retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de
of’cio, ou o pratica contra expressa disposi•‹o de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal pratica o crime de
a) corrup•‹o ativa.
b) prevarica•‹o.
c) corrup•‹o passiva.
d) condescend•ncia criminosa.
e) modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es.

30.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


Marlon, um tŽcnico judici‡rio que exercia suas fun•›es junto ˆ Presid•ncia do
Tribunal de Justi•a, tomou conhecimento que outro funcion‡rio da reparti•‹o
cometeu infra•‹o no exerc’cio de seu cargo. Contudo, sensibilizado pelo fato de
que o infrator possu’a uma filha de apenas 02 meses, deixou de comunicar o fato
ˆ autoridade com compet•ncia para responsabiliza•‹o. Nesse caso, Marlon:
(A) n‹o cometeu qualquer crime contra a Administra•‹o Pœblica;
(B) cometeu crime de condescend•ncia criminosa;
(C) cometeu crime de prevarica•‹o;
(D) cometeu crime de abandono de fun•‹o;
(E) cometeu crime de concuss‹o.

31.! (FGV Ð 2015 Ð TCM-SP Ð AGENTE DE FISCALIZA‚ÌO Ð


ADMINISTRA‚ÌO)
JosŽ, juiz de direito do Tribunal de Justi•a de S‹o Paulo, depara-se com um
processo em que figura na condi•‹o de rŽ uma grande amiga de inf‰ncia de sua
filha. N‹o havendo causa de impedimento ou suspei•‹o, separa o processo para
proferir, com calma, na manh‹ seguinte, uma senten•a condenat—ria bem
fundamentada, pois sabe que sua filha ficaria chateada diante de sua decis‹o.

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Ocorre que, por descuido, esqueceu o processo no arm‡rio de seu gabinete por
06 meses, causando a prescri•‹o da pretens‹o punitiva. Considerando a hip—tese
narrada, Ž correto afirmar que a conduta de JosŽ:
(A) Ž at’pica, sob o ponto de vista do Direito Penal;
(B) configura a pr‡tica do crime de prevarica•‹o, pois presente o elemento
subjetivo da satisfa•‹o de sentimento pessoal;
(C) configura a pr‡tica do crime de condescend•ncia criminosa;
(D) configura a pr‡tica do crime de prevarica•‹o, bastando para tanto o dolo
genŽrico;
(E) configura a pr‡tica do crime de corrup•‹o passiva.

32.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - ADMINISTRA‚ÌO)


Com o objetivo de ajudar um conhecido que tem um processo em tramita•‹o na
reparti•‹o em que trabalha, determinado servidor interfere junto ao colega de
reparti•‹o para que prospere o pedido daquele conhecido. Em tese, o servidor
praticou o crime de
a) exerc’cio irregular de cargo.
b) abuso de autoridade.
c) advocacia administrativa.
d) prevarica•‹o.
e) corrup•‹o ativa.

33.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Com rela•‹o aos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a Administra•‹o
Pœblica, previstos no C—digo Penal, considere as seguintes assertivas:
I. Modificar ou alterar sistema de informa•›es ou programa de inform‡tica sem
autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente acarreta, para o agente, as
penas de deten•‹o e multa.
II. Na advocacia administrativa, a conduta t’pica consiste em patrocinar interesse
privado alheio perante a Administra•‹o Pœblica, ainda que leg’timo, valendo-se
da qualidade de funcion‡rio.
III. A forma privilegiada de corrup•‹o passiva ocorre quando o funcion‡rio pœblico
pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com infra•‹o de dever funcional
cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem.
IV. A concuss‹o se consuma com a simples exig•ncia da vantagem indevida,
sendo que a sua obten•‹o pode se concretizar no futuro e se destinar ao agente
ou a terceira pessoa.
Assinale:
a) se somente as assertivas I e II estiverem corretas.
b) se somente as assertivas I e IV estiverem corretas.
c) se somente as assertivas I, II e III estiverem corretas.

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d) se somente as assertivas I, II e IV estiverem corretas.
e) se todas as assertivas estiverem corretas.

34.! (FGV Ð 2014 Ð SUSAM Ð ADVOGADO)


Com rela•‹o aos crimes contra a Administra•‹o Pœblica, assinale a afirmativa
correta.
a) Somente pode responder pelo crime de peculato o funcion‡rio pœblico.
b) O funcion‡rio que aceita promessa de vantagem indevida, para si ou
para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de
assumi-la, mas em raz‹o dela, n‹o vindo a promessa a se concretizar,
responde pelo crime de tentativa de corrup•‹o passiva.
c) No crime de peculato culposo, a repara•‹o do dano, se precede ˆ
senten•a irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz em
metade a pena imposta.
d) O crime de concuss‹o tem como bem jur’dico protegido a moralidade e
a probidade da Administra•‹o Pœblica, somente sendo poss’vel a progress‹o de
regime ap—s ter sido reparado o dano causado ou devolvido o produto do il’cito
praticado, com os acrŽscimos legais, bem como cumprido 1/3 da pena
aplicada.
e) O condenado por crime contra a Administra•‹o Pœblica, seja qual for a pena
aplicada, perder‡ obrigatoriamente o cargo, como efeito da senten•a
condenat—ria.

35.! (VUNESP Ð 2017 Ð TJ SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Funcion‡rio pœblico municipal, imprudentemente, deixa a porta da reparti•‹o
aberta ao final do expediente. Assim agindo, mesmo sem inten•‹o, concorre para
que outro funcion‡rio pœblico, que trabalha no mesmo local, sub- traia os
computadores que guarneciam o —rg‹o pœblico. O Munic’pio sofre consider‡vel
preju’zo. A conduta do funcion‡rio que deixou a porta aberta traduz-se em
(A) mero il’cito funcional, sem repercuss‹o na esfera penal.
(B) peculato-subtra•‹o.
(C) peculato culposo.
(D) prevarica•‹o.
(E) fato at’pico.

36.! (VUNESP Ð 2017 Ð TJ SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Certos crimes t•m suas penas estabelecidas em patamares superiores quando
presentes circunst‰ncias que aumentam o desvalor da conduta. S‹o os
denominados Òtipos qualificadosÓ. Assinale a alternativa que indica o crime que
tem como qualificadoras Òresultar preju’zo pœblicoÓ e Òocorrer em lugar
compreendido na faixa de fronteiraÓ.

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(A) Viol•ncia arbitr‡ria.
(B) Abuso de poder.
(C) Exerc’cio arbitr‡rio das pr—prias raz›es.
(D) Abandono de fun•‹o.
(E) Corrup•‹o passiva.

37.! (VUNESP Ð 2014 Ð PC/SP Ð ESCRIVÌO)


Imagine que um policial, em abordagem de rotina, identifique e efetue a deten•‹o
de um indiv’duo procurado pela justi•a. Assim que isso ocorre e antes de
apresentar o indiv’duo ˆ autoridade de Pol’cia Judici‡ria (Delegado de Pol’cia), o
policial recebe verbalmente, do detido, a seguinte proposta: soltar o indiv’duo
para que ele v‡ atŽ o caixa eletr™nico e busque R$ 500,00, a serem entregues ao
policial em troca de sua liberdade. O policial aceita a proposta e solta o detido,
que n‹o retorna e n‹o cumpre com a promessa de pagamento.
Diante dessa hip—tese, o policial
(A) cometeu crime de prevarica•‹o (CP, art. 319).
(B) cometeu crime de corrup•‹o passiva (CP, art. 317).
(C) cometeu o crime de condescend•ncia criminosa (CP, art. 320).
(D) cometeu o crime de concuss‹o (CP, art. 316).
(E) n‹o cometeu crime algum, pois n‹o chegou a receber o dinheiro.

38.! (VUNESP Ð 2014 Ð PC/SP Ð INVESTIGADOR)


Considerando os crimes contra a Administra•‹o Pœblica, previstos no C—digo
Penal e praticados por funcion‡rio pœblico, Ž correto afirmar que a conduta de
Òsolicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida,
ou aceitar promessa de tal vantagemÓ, tipificar‡ o crime de
(A) emprego irregular de verbas.
(B) corrup•‹o passiva.
(C) concuss‹o.
(D) excesso de exa•‹o.
(E) peculato.

39.! (VUNESP Ð 2015 Ð TJ-SP Ð ESCREVENTE JUDICIçRIO)


O peculato culposo
(A) Ž fato at’pico, pois n‹o est‡ expressamente previsto no CP.
(B) tem a ilicitude exclu’da se o agente repara o dano a qualquer tempo.
(C) tem a punibilidade extinta se o agente repara o dano antes da senten•a
irrecorr’vel.
(D) Ž punido com deten•‹o, de dois a doze anos, e multa.

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(E) Ž punido com a mesma pena do peculato doloso.

40.! (VUNESP Ð 2015 Ð TJ-SP Ð ESCREVENTE JUDICIçRIO)


O funcion‡rio pœblico que tem conhecimento de infra•‹o cometida no exerc’cio
do cargo por subordinado e que, por indulg•ncia, n‹o promove sua
responsabiliza•‹o e tambŽm n‹o comunica o fato ao superior competente para
tanto pratica
(A) corrup•‹o ativa (CP, art. 333).
(B) corrup•‹o passiva (CP, art. 317).
(C) fato at’pico, pois n‹o est‡ descrito expressamente como crime no CP.
(D) condescend•ncia criminosa (CP, art. 320).
(E) prevarica•‹o (CP, art. 319).

41.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC-CE Ð DELEGADO DE POLêCIA)


Marcelo Ž aprovado em concurso pœblico para o cargo de Delegado de Pol’cia.
Sabe que seu vizinho tem expedido em seu desfavor mandado de pris‹o. Mesmo
antes de assumir o cargo, Marcelo procura seu vizinho, que Ž propriet‡rio de
autom—vel de luxo, e solicita-lhe comprar o ve’culo por 1/3 do pre•o de mercado,
insinuando de modo impl’cito que caso a proposta n‹o seja aceita efetuar‡ sua
pris‹o t‹o logo assuma o cargo pœblico. O vizinho n‹o cede e Marcelo, mesmo
ap—s assumir o cargo, n‹o toma qualquer atitude em desfavor de seu vizinho.
Marcelo praticou
a) corrup•‹o passiva.
b) estelionato, na modalidade tentada.
c) meros atos preparat—rios.
d) corrup•‹o passiva, na modalidade tentada.
e) concuss‹o.

42.! (VUNESP Ð 2012 Ð SEFAZ/SP Ð AGENTE FISCAL DE RENDAS)


No crime de concuss‹o, a circunst‰ncia de ser um dos agentes funcion‡rio
pœblico:
A) n‹o Ž elementar, n‹o se comunicado, portanto, ao concorrente particular.
B) Ž elementar, mas n‹o se comunica ao concorrente particular.
C) Ž elementar, comunicando-se ao concorrente particular, ainda que este
desconhe•a a condi•‹o daquele.
D) Ž elementar comunicando-se ao concorrente particular, este conhecia a
condi•‹o daquele.
E) n‹o Ž elementar, comunicando-se, em qualquer situa•‹o ao concorrente
particular.

43.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)

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Imagine que, por erro, um cidad‹o entrega a um funcion‡rio pœblico determinada
quantia em dinheiro. O funcion‡rio, ciente de tal circunst‰ncia, n‹o devolve o
dinheiro ao cidad‹o, n‹o informa o ocorrido aos seus superiores e, finalmente,
apropria-se do dinheiro.
Diante disso, Ž correto afirmar que o funcion‡rio
A) n‹o comete crime, mas apenas uma infra•‹o funcional.
B) comete crime de peculato mediante erro de outrem.
C) comete crime de corrup•‹o passiva.
D) comete crime de excesso de exa•‹o.
E) comete crime de prevarica•‹o.

44.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Configura-se o crime de advocacia administrativa (CP, art. 321) quando o
funcion‡rio pœblico, valendo-se dessa qualidade, patrocina interesse privado
perante a administra•‹o pœblica.
Considerando tal crime, analise os itens seguintes:
I. a pena cominada Ž menor se o interesse patrocinado for ileg’timo;
II. o crime acontecer‡ ainda que o patroc’nio se d• de modo indireto;
III. se o interesse patrocinado Ž ileg’timo, as penas de deten•‹o e multa aplicam-
se alternativamente, ou seja, aplica-se a de deten•‹o ou a de multa.
ƒ correto o que se afirma em
A) II, apenas.
B) III, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

45.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


O crime de abandono de fun•‹o, figura t’pica do art. 323 do C—digo Penal, torna-
se qualificado Ð e consequentemente tem penas mais elevadas Ð se
I. do fato resulta preju’zo pœblico;
II. o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira;
III. o agente realiza a conduta de forma premeditada.
Est‡ correto o contido em
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

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46.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)
A pena do crime de corrup•‹o passiva Ž aumentada se o funcion‡rio pœblico, em
consequ•ncia da vantagem ou promessa, infringe dever funcional
I. retardando ou deixando de praticar qualquer ato de of’cio;
II. praticando qualquer ato de of’cio;
III. de forma intencional ou premeditada.
ƒ correto o que se afirma em
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.

47.! (VUNESP Ð 2007 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Tomando como base o crime de peculato, analise as afirma•›es:
I. Est‹o previstas no crime de peculato as condutas de apropriar-se, desviar ou
subtrair dinheiro, valor ou qualquer outro bem m—vel.
II. Especificamente quanto ao peculato culposo, Ž admiss’vel a repara•‹o do dano
antes ou depois da senten•a.
III. O dinheiro proveniente da pr‡tica do crime de peculato deve ser usado em
proveito pr—prio.
Est‡ correto somente o contido em
A) I.
B) II
C) I e II.
D) I e III.
E) II e III.

48.! (VUNESP Ð 2006 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Determinado policial militar disse de forma impositiva ao assaltante que acabou
de prender em flagrante, com o intuito de se locupletar indevidamente, que
somente muito dinheiro o faria "aliviar sua barra". Tal conduta
A) n‹o tipifica crime.
B) somente tipificaria algum delito caso houvesse a efetiva entrega do dinheiro.
C) tipifica o crime de peculato.
D) tipifica o crime de concuss‹o.
E) tipifica o crime de corrup•‹o passiva.

49.! (VUNESP Ð 2006 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)

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"X", funcion‡rio pœblico, recebe indevidamente dinheiro da v’tima que o supunha
encarregado do recebimento de impostos atrasados. "X", em tese,
A) n‹o praticou delito algum.
B) praticou o crime de peculato culposo.
C) praticou o crime de peculato mediante erro de outrem.
D) praticou o crime de excesso de exa•‹o.
E) praticou o crime de inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.

50.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð CIRURGIÌO DENTISTA JUDICIçRIO)


A conduta de exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida,
quando praticada por funcion‡rio pœblico, caracteriza o crime de
A) excesso de exa•‹o.
B) corrup•‹o passiva.
C) prevarica•‹o.
D) concuss‹o.
E) peculato.

51.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


O crime de peculato
A) pode ser praticado por qualquer pessoa, ainda que sem a participa•‹o do
funcion‡rio pœblico.
B) prev• a modalidade culposa.
C) n‹o prev• a modalidade culposa.
D) Ž punido com pena de deten•‹o de 3 (tr•s) a 10 (dez) anos.
E) Ž punido exclusivamente com pena de multa, que varia de acordo com o sal‡rio
do funcion‡rio pœblico.

52.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Tomando como ponto de partida os crimes praticados pelo funcion‡rio pœblico
contra a administra•‹o em geral, assinale a alternativa correta.
I. O crime de emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas consiste no desvio
de destina•‹o da verba pœblica para outra finalidade que n‹o a especificada em
lei.
II. O funcion‡rio pœblico que intencionalmente inutilizar a p‡gina de um processo
na qual havia uma cota do representante do MinistŽrio Pœblico pratica crime
punido com pena de reclus‹o.
III. A exig•ncia de vantagem indevida, em raz‹o da fun•‹o pœblica, caracteriza o
crime de concuss‹o.
A) Somente a afirmativa II est‡ correta.

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B) Somente a afirmativa III est‡ correta.
C) Somente as afirmativas I e III est‹o corretas.
D) Somente as afirmativas II e III est‹o corretas.
E) Todas as afirmativas est‹o corretas.

53.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Se uma professora da rede pœblica de ensino, em raz‹o de uma falha no sistema
banc‡rio, recebe um sal‡rio maior do que o que lhe Ž devido, e intencionalmente
n‹o devolve o dinheiro aos cofres pœblicos,
A) pratica o crime de peculato, previsto no art. 312 do CP.
B) pratica o crime de peculato mediante erro de outrem, previsto no art. 313 do
CP.
C) pratica o crime de concuss‹o.
D) pratica o crime de corrup•‹o passiva.
E) n‹o pratica crime algum, pois n‹o teve nenhuma participa•‹o na falha do
sistema banc‡rio.

54.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Para que o crime de prevarica•‹o em umas das suas formas legais reste
configurado, Ž preciso que o funcion‡rio pœblico
A) retarde a execu•‹o de um ato de of’cio com a finalidade de obter vantagem
financeira para si ou para outrem.
B) retarde a execu•‹o de um ato de of’cio com a finalidade de obter vantagem
patrimonial ou pessoal.
C) deixe de praticar ato de of’cio para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
D) deixe de praticar ato de of’cio, sem qualquer finalidade especial.
E) retarde a execu•‹o de um ato de of’cio, sem qualquer finalidade especial.

55.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Condescend•ncia criminosa
A) Ž um crime que o funcion‡rio pœblico pratica motivado pela indulg•ncia.
B) Ž uma modalidade criminosa para a qual Ž previsto expressamente o chamado
perd‹o judicial, ou seja, o juiz dever‡, ao analisar o caso concreto, deixar de
aplicar a pena caso entenda ser ela desnecess‡ria para a puni•‹o do delito.
C) Ž um crime que pode ser praticado por qualquer pessoa e que tem pena de
reclus‹o de um a tr•s anos.
D) era a conduta t’pica prevista no art. 320 do C—digo Penal, que recentemente
foi revogado.
E) Ž uma conduta que n‹o tipifica crime previsto no C—digo Penal.

56.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJM/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)

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O crime de falsidade ideol—gica, presentes os demais elementos legais, apenas
se configura se
I. o documento Ž pœblico, n‹o havendo crime se o documento Ž particular;
II. ocorre a inser•‹o de declara•‹o falsa, n‹o havendo crime se ocorre
a omiss‹o de declara•‹o verdadeira relevante;
III. o agente Ž funcion‡rio pœblico, n‹o havendo crime se a conduta Ž praticada
por particular.
Assinale a alternativa que classifica corretamente, como verdadeiros (V) ou falsos
(F), os itens que completam a proposi•‹o, de acordo com o art. 299 do CP.
A) I - F; II - F; III - F.
B) I - V; II - F; III - F.
C) I - V; II - V; III - F.
D) I - F; II - V; III - V.
E) I - V; II - V; III - V.

57.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJM/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


No crime de concuss‹o (CP, art. 316), o agente , para si ou para outrem,
direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas
em raz‹o dela, vantagem indevida.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
A) aufere
B) exige
C) recebe
D) sugere
E) solicita

58.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJM/SP Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, no
que concerne ao crime deadvocacia administrativa, do art. 321 do CP:
"Patrocinar, , interesse perante a administra•‹o
pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio."
A) diretamente ... pr—prio
B) direta ou indiretamente ... privado
C) ainda que indiretamente ... pr—prio
D) diretamente ... pessoal ou de terceiro
E) direta ou indiretamente ... pœblico ou privado

59.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJM/SP Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


No crime de corrup•‹o passiva (CP, art. 317), o agente , para si ou para
outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-

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la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
A) exige ou ordena
B) solicita ou recebe
C) recebe ou adquire
D) pleiteia ou sugere
E) estipula ou agencia

60.! (VUNESP Ð 2012 Ð TJM/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


A conduta do funcion‡rio pœblico que, antes de assumir a fun•‹o, mas em raz‹o
dela, exige para outrem, indiretamente, vantagem indevida
A) configura crime de corrup•‹o passiva.
B) n‹o configura crime algum, pois o fato ocorre antes de assumir a fun•‹o.
C) configura crime de corrup•‹o ativa.
D) configura crime de concuss‹o.
E) n‹o configura crime algum, pois a exig•ncia Ž indireta e para outrem.

61.! (VUNESP - 2013 - ITESP - ADVOGADO)


O fazendeiro de uma cidade do interior de S‹o Paulo, que solicita aos assentados
dinheiro a pretexto de influir na atua•‹o de funcion‡rio do ITESP a fim de facilitar
a concess‹o de t’tulos de dom’nio visando a regulariza•‹o fundi‡ria, comete o
crime de:
a) corrup•‹o passiva qualificada.
b) tr‡fico de influ•ncia.
c) advocacia administrativa.
d) explora•‹o de prest’gio.
e) estelionato

62.! (VUNESP - 2013 - ITESP - ADVOGADO)


Policiais Militares Ambientais comparecem a um assenta- mento e constatam a
extra•‹o ilegal de madeira (crime ambiental). Trabalhadores assentados pedem
aos policiais que n‹o adotem provid•ncias, no que s‹o prontamente atendidos e
os policiais se retiram, sem que qualquer provid•ncia fosse implementada.
Diante da afirma•‹o anterior, e com rela•‹o aos crimes contra a Administra•‹o
Pœblica, os Policiais Militares cometeram o crime de:
a) exerc’cio funcional ilegal.
b) prevarica•‹o para satisfazer interesse pessoal.
c) condescend•ncia criminosa.
d) prevarica•‹o para satisfazer sentimento pessoal.
e) corrup•‹o passiva privilegiada.

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63.! (VUNESP - 2013 - TJ-SP - MƒDICO JUDICIçRIO - CLêNICO GERAL)


Agamenon, funcion‡rio pœblico, teve desaven•as pessoais no trabalho contra
Pit‡goras. Com o desejo de vingar-se do seu desafeto, Agamenon retarda
indevidamente um ato de of’cio que devia praticar, com o claro objetivo de
prejudicar Pit‡goras. Conforme o que disp›e o C—digo Penal, essa conduta de
Agamenon caracteriza o crime de
a) corrup•‹o passiva.
b) descaminho.
c) concuss‹o.
d) viol•ncia arbitr‡ria.
e) prevarica•‹o.

64.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - AGENTE DE POLêCIA)


O funcion‡rio pœblico que se apropria de dinheiro de que tem a posse em raz‹o
do cargo comete o crime de
a) furto qualificado.
b) peculato.
c) roubo.
d) furto.
e) extors‹o passiva.

65.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - AGENTE DE POLêCIA)


Nos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a Administra•‹o Pœblica em
geral, conforme previsto no C—digo Penal, se o autor do crime for ocupante de
cargo em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou assessoramento de —rg‹o da
administra•‹o direta,
a) ele apenas perder‡ o cargo, mas ficar‡ isento de pena.
b) sua pena ser‡ reduzida.
c) ele n‹o responder‡ criminalmente pelo fato delituoso, mas apenas civil e
administrativamente.
d) sua pena ser‡ aumentada.
e) acarretar-se-‡ a puni•‹o tambŽm daquele que o nomeou para o cargo.

66.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - PERITO CRIMINAL)


Em rela•‹o ao crime de Advocacia Administrativa, Ž correto afirmar que
a) n‹o Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser bacharel
em Direito tampouco possuir a qualidade de funcion‡rio pœblico.
b) n‹o Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser
bacharel em Direito, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.

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c) Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser bacharel
em Direito, porŽm n‹o Ž requisito sua inscri•‹o na Ordem dos Advogados do
Brasil.
d) qualquer pessoa pode figurar como sujeito ativo do crime, ainda que n‹o
ostente a qualidade de funcion‡rio pœblico.
e) Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser bacharel
em Direito, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.

67.! (VUNESP Ð 2015 Ð PREF. SÌO JOSƒ DOS CAMPOS/SP Ð AUDITOR)


Cidad‹o solicita a poda de uma ‡rvore que se encontra no passeio pœblico em
frente a sua resid•ncia, ao agente pœblico municipal, respons‡vel por atividades
de zeladoria urbana. Tal agente afirma que tal servi•o demorar‡ de 2 a 3 meses,
mas que se o cidad‹o quiser maior rapidez, pode lhe pagar R$ 100,00, que
enviar‡ a equipe para realizar o servi•o no dia seguinte. O interessado paga a
quantia e recebe o servi•o, conforme combinado. Nesse caso, as condutas do
agente pœblico municipal e do cidad‹o s‹o crimes contra a Administra•‹o Pœblica,
respectivamente previstos como
(A) corrup•‹o passiva e corrup•‹o ativa.
(B) corrup•‹o ativa e peculato.
(C) peculato e corrup•‹o passiva.
(D) concuss‹o e peculato.
(E) corrup•‹o ativa e concuss‹o.

68.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)


Aquele que exclui indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o Pœblica, com o fim de obter vantagem indevida
para outrem, pratica o crime de inser•‹o de dados falsos em sistemas de
informa•›es.

69.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)


O funcion‡rio que modifica ou altera sistema de informa•›es ou programa de
inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente pratica o
crime de inser•‹o de dados falsos em sistemas de informa•›es.

70.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)


Receber, solicitar ou exigir para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem
indevida, tipifica o crime de concuss‹o.

71.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)

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Abandonar cargo pœblico, fora dos casos permitidos em lei, s— tipificar‡ o crime
de abandono de fun•‹o se resultar preju’zo pœblico.

72.! (FCC Ð 2017 Ð TRE-SP Ð ANALISTA JUDICIçRIO çREA JUDICIçRIA)


Maur’cio, funcion‡rio do gabinete do Vereador T’cio em um determinado
munic’pio paulista, ocupante de cargo em comiss‹o, recebe a quantia em dinheiro
pœblico de R$ 2.000,00 para custear uma viagem na qual representaria o
Vereador T’cio em um encontro nacional marcado para a cidade de Bras’lia.
Contudo, Maur’cio se apropria do numer‡rio e n‹o comparece ao compromisso
oficial, viajando para o Estado de Mato Grosso do Sul com a fam’lia, passando
alguns dias em um hotel na cidade de Bonito. Maur’cio cometeu, no caso
hipotŽtico apresentado, crime de
(A) corrup•‹o passiva, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e multa,
aumentada da ter•a parte por ser ocupante de cargo em comiss‹o.
(B) corrup•‹o passiva, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e multa,
sem qualquer majora•‹o.
(C) peculato, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e multa, sem
qualquer majora•‹o.
(D) peculato, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e multa, aumentada
da ter•a parte por ser ocupante de cargo em comiss‹o.
(E) prevarica•‹o, sujeito ˆ pena de deten•‹o de 3 meses a 1 ano.

73.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


A respeito do crime de advocacia administrativa, considere:
I. Caracteriza-se mesmo que o interesse privado patrocinado seja leg’timo.
II. N‹o se caracteriza se o patroc’nio for feito por terceira pessoa que apare•a
como procurador.
III. S— pode ser cometido por advogado.
Est‡ correto o que consta APENAS em
a) I e II.
b) I.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.

74.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Lucius, funcion‡rio pœblico, escrevente de cart—rio de secretaria de Vara Criminal,
apropriou-se de um rel—gio valioso que foi remetido ao F—rum juntamente com
os autos do inquŽrito policial no qual foi objeto de apreens‹o. Lucius cometeu
crime de
a) apropria•‹o de coisa achada.

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b) apropria•‹o indŽbita simples.
c) apropria•‹o indŽbita qualificada pelo recebimento da coisa em raz‹o de of’cio,
emprego ou profiss‹o.
d) apropria•‹o de coisa havida por erro.
e) peculato.

75.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


PenŽlope, funcion‡ria pœblica, recebeu doa•›es de roupas feitas para a Secretaria
de Assist•ncia Social, local em que exercia as suas fun•›es, destinadas a
campanha de solidariedade, para serem distribu’das a pessoas pobres. De posse
dessas mercadorias, apropriou-se de v‡rias pe•as. Nesse caso, PenŽlope
a) cometeu crime de apropria•‹o indŽbita simples.
b) cometeu crime de peculato doloso.
c) cometeu crime de apropria•‹o indŽbita qualificada pelo recebimento da coisa
em raz‹o de of’cio, emprego ou profiss‹o.
d) cometeu crime de peculato culposo.
e) n‹o cometeu delito por tratar-se de bens recebidos em doa•‹o.

76.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Cicerus, funcion‡rio pœblico, exercia suas fun•›es na Circunscri•‹o de Tr‰nsito e
recebeu quantia em dinheiro de uma autoescola para aprova•‹o e fornecimento
de carteira de habilita•‹o aos candidatos nela matriculados, sem os necess‡rios
exames. Cicerus cometeu crime de
a) concuss‹o.
b) corrup•‹o ativa.
c) prevarica•‹o.
d) corrup•‹o passiva.
e) peculato.

77.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


ƒ pun’vel na forma culposa o delito de
a) abandono de fun•‹o.
b) peculato.
c) viola•‹o de sigilo funcional.
d) prevarica•‹o.
e) concuss‹o.

78.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO)

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No tipo do crime descrito no art. 319 do C—digo Penal ÒRetardar, ou deixar de
praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo contra disposi•‹o expressa
de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoalÓ, a express‹o Òpara
satisfazer interesse ou sentimento pessoalÓ constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunst‰ncia qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.

79.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR)


O crime de
a) impedimento, perturba•‹o ou fraude de concorr•ncia pœblica n‹o prev•
puni•‹o para quem se abstŽm de concorrer ou licitar em raz‹o de vantagem
oferecida.
b) peculato mediante erro de outrem n‹o admite tentativa.
c) emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas caracteriza-se
independentemente da ocorr•ncia de dano para a Administra•‹o pœblica.
d) excesso de exa•‹o configura-se, na forma culposa, quando o agente exige
tributo que deveria saber indevido.
e) extravio de livro oficial de que tem a guarda em raz‹o do cargo exige, na forma
culposa, a ocorr•ncia de dano para a Administra•‹o pœblica.

80.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR)


Cl‡udio, agente fiscal de rendas, constatou sonega•‹o de impostos por parte da
empresa Alpha. No entanto, deixou de autu‡-la, retardando a pr‡tica do ato de
of’cio, por ser amigo do s—cio administrador da empresa. PorŽm, outro fiscal,
sabendo do ocorrido, foi atŽ a empresa e lavrou o auto de infra•‹o. Nesse caso,
Cl‡udio
a) responder‡ por corrup•‹o ativa.
b) responder‡ por prevarica•‹o na forma tentada.
c) responder‡ por prevarica•‹o na forma consumada.
d) n‹o responder‡ por delito algum, por ter sido o auto de infra•‹o lavrado por
seu colega de fun•‹o.
e) responder‡ por excesso de exa•‹o na forma culposa.

81.! (FCC - 2015 - SEFAZ/PI Ð AUDITOR FISCAL DA FAZENDA


ESTADUAL)
Comete crime de

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(A) corrup•‹o passiva aquele que exigir, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o
dela, vantagem indevida.
(B) concuss‹o aquele que solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o
dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
(C) peculato aquele que revelar fato de que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que
deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revela•‹o.
(D) condescend•ncia criminosa o funcion‡rio que, criminosamente, retardar ou
deixar de praticar, ato de of’cio, ou pratic‡-lo contra disposi•‹o expressa de lei,
para satisfazer interesse ou sentimento pessoal ou auferir proveito econ™mico.
(E) advocacia administrativa aquele que patrocinar, direta ou indiretamente,
interesse privado perante a Administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de
funcion‡rio.

82.! (FCC Ð 2015 Ð MP-PB Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


Ren• Ž funcion‡rio pœblico e trabalha como vigia de uma reparti•‹o pœblica
municipal de Jo‹o Pessoa. Em uma determinada noite, no final do ano de 2014,
Ren• desvia-se da fun•‹o de guarda e, por neglig•ncia, permite que terceiros
invadam o prŽdio pœblico e de l‡ subtraiam diversos bens avaliados em R$
10.000,00. Instaurado InquŽrito Policial, o MinistŽrio Pœblico denuncia o
funcion‡rio pœblico Ren• pelo crime de peculato culposo. O feito tramita
regularmente e Ren• Ž condenado em primeira inst‰ncia ˆ pena de 6 meses de
deten•‹o. Ren•, inconformado, apela ao Tribunal de Justi•a do Estado da Para’ba.
Antes do julgamento do recurso Ren• resolve reparar o dano ˆ municipalidade,
depositando em ju’zo o valor do preju’zo. Neste caso, nos termos do C—digo
Penal, Ren•
a) n‹o ter‡ direito a qualquer benef’cio uma vez que a repara•‹o do dano ocorreu
ap—s a senten•a de primeiro grau.
b) ter‡ sua pena reduzida em metade.
c) ter‡ sua pena reduzida de 1 a 2/3.
d) ter‡ extinta a sua punibilidade.
e) ter‡ direito apenas ˆ atenuante genŽrica.

83.! (FCC Ð 2015 Ð MP-PB Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


T’cio e Caio s‹o Policiais Civis do Estado da Para’ba, atuando na capital. No dia
14 de mar•o de 2014, durante uma opera•‹o deflagrada pela Delegacia Seccional
de Pol’cia para investiga•‹o de crime de tr‡fico de drogas em uma determinada
favela na cidade de Jo‹o Pessoa, T’cio e Caio abordam MoisŽs em atitude
suspeita, transitando por uma via pœblica. MoisŽs portava na cintura uma arma
de fogo municiada sem autoriza•‹o e em desacordo com determina•‹o legal e
regulamentar. AlŽm disso apurou-se que havia um mandado de pris‹o preventiva
contra MoisŽs por crime de roubo cometido na cidade de Campina Grande. T’cio

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e Caio, ent‹o, solicitam a MoisŽs a quantia de R$ 10.000,00 para ele ser
imediatamente liberado. MoisŽs consegue o dinheiro e entrega aos policiais civis,
que deixam de conduzi-lo ao Distrito Policial. No caso hipotŽtico apresentado,
T’cio e Caio cometeram crime de
a) concuss‹o e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 8 anos e multa, sem
qualquer aumento de pena, uma vez que o n‹o cumprimento do ato de of’cio Ž
mero exaurimento do crime formal.
b) corrup•‹o passiva e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 12 anos e multa,
com aumento de 1/3 uma vez que os funcion‡rios deixaram de conduzir preso o
cidad‹o MoisŽs, com infra•‹o de dever funcional.
c) corrup•‹o passiva e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 12 anos e multa,
sem qualquer aumento de pena, uma vez que o n‹o cumprimento do ato de of’cio
Ž mero exaurimento do crime formal.
d) prevarica•‹o e est‹o sujeitos ˆ pena de deten•‹o de 3 meses a 1 ano e multa.
e) concuss‹o e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 8 anos e multa, com
aumento de 1/3 uma vez que os funcion‡rios deixaram de conduzir preso o
cidad‹o MoisŽs, com infra•‹o de dever funcional.

84.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-RJ Ð PROCURADOR)


O crime de condescend•ncia criminosa
a) n‹o admite tentativa.
b) s— Ž punido na forma dolosa.
c) Ž um delito comissivo por omiss‹o.
d) caracteriza-se mesmo que o agente n‹o seja superior hier‡rquico do
funcion‡rio infrator.
e) Ž pun’vel a t’tulo de dolo eventual se o agente ignora, por neglig•ncia, a
ocorr•ncia da infra•‹o.

85.! (FCC Ð 2015 Ð TRE/SE Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA


ADMINISTRATIVA)
Patricio, funcion‡rio pœblico, atuando em um cart—rio de determinada Zona
Eleitoral do Estado de Sergipe, exige a quantia de R$ 50.000,00 em dinheiro de
Ourives, candidato a Vereador em um pleito eleitoral, para n‹o formalizar a
apreens‹o de material de propaganda irregular e compra de votos promovida por
meio de entrega de cestas b‡sicas a populares do munic’pio, tudo praticado
durante o per’odo eleitoral. Neste caso, o funcion‡rio pœblico Patr’cio cometeu
crime de
(A) corrup•‹o passiva.
(B) excesso de exa•‹o.
(C) concuss‹o.
(D) prevarica•‹o.

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(E) peculato.

86.! (FCC Ð 2015 Ð TRE-PB Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA


ADMINISTRATIVA)
Ricardo, funcion‡rio pœblico da Prefeitura de Pedra Verde, patrocinou,
indiretamente, no m•s de Janeiro de 2015, interesse privado perante a
Administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio. Ricardo cometeu
crime de:
a) excesso de exa•‹o.
b) peculato.
c) corrup•‹o passiva.
d) corrup•‹o ativa.
e) advocacia administrativa.

87.! (FCC Ð 2015 Ð TRT15 Ð JUIZ)


No crime de peculato, a condi•‹o pessoal de funcion‡rio pœblico
a) n‹o constitui elementar e n‹o se comunica ao coautor ou part’cipe.
b) constitui elementar, mas n‹o se comunica, em qualquer situa•‹o, ao coautor
ou part’cipe.
c) n‹o constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou part’cipe, desde que
este conhe•a a condi•‹o daquele.
d) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou part’cipe, desde que este
conhe•a a condi•‹o daquele.
e) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou part’cipe, ainda que este
n‹o conhe•a a condi•‹o daquele.

88.! (FCC Ð 2015 - TCE-CE - Procurador de Contas)


O particular Ž responsabilizado pelo crime de concuss‹o na hip—tese em que
a) concorra de qualquer modo para o crime, na medida de sua culpabilidade.
b) receba, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida.
c) figure somente como part’cipe e a participa•‹o seja de menor import‰ncia.
d) concorra, de qualquer modo para o crime, ainda que n‹o tenha conhecimento
da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do autor.
e) a circunst‰ncia da condi•‹o de funcion‡rio pœblico seja incomunic‡vel.

89.! (FCC Ð 2015 - TCE-CE - conselheiro)


Bernardo, funcion‡rio pœblico, ordenou que Luciana, contribuinte, quitasse tributo
indevido. Anteriormente ˆ entrega deste valor, desistiu da ordem. Conquanto
esta atitude, Luciana entendeu por bem entregar o numer‡rio a Bernardo que o
recebeu e o desviou depois do recolhimento ao tesouro pœblico. Bernardo praticou

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a) fato at’pico, por ausentes elementos do tipo penal.
b) excesso de exa•‹o.
c) excesso de exa•‹o qualificada.
d) peculato na modalidade furto.
e) peculato na modalidade apropria•‹o.

90.! (FCC Ð 2015 Ð TRT9 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Considere os seguintes tipos de crimes e suas defini•›es.
Tipo de Crime
( ) Condescend•ncia Criminosa
( ) Peculato
( ) Corrup•‹o passiva
Defini•‹o
1. Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-
lo, em proveito pr—prio ou alheio
2. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem
indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
3. Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o
levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.
A correta rela•‹o entre o crime e sua defini•‹o, de cima para baixo, est‡ em:
a) 1, 2 e 3.
b) 2, 1 e 3.
c) 3, 2 e 1.
d) 2, 3 e 1.
e) 3, 1 e 2.

91.! (FCC Ð 2015 Ð TRT9 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Sobre os crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a Administra•‹o em
geral, Ž correto afirmar:
a) Os crimes de peculato, corrup•‹o passiva, concuss‹o e excesso de exa•‹o s‹o
hediondos.
b) Crimes funcionais pr—prios s‹o aqueles que se for exclu’da a qualidade de
funcion‡rio pœblico, haver‡ a desclassifica•‹o para crime de outra natureza.
c) Crimes funcionais impr—prios s‹o aqueles cuja exclus‹o da qualidade de
funcion‡rio pœblico torna o fato at’pico.

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d) O condenado por crime contra a administra•‹o pœblica ter‡ a progress‹o de
regime do cumprimento da pena condicionada ˆ repara•‹o do dano que causou,
ou ˆ devolu•‹o do produto do il’cito praticado, com os acrŽscimos legais.
e) Ap—s o recebimento da denœncia sempre ser‡ adotado o rito sum‡rio.

92.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DA DP)


Felipe, Oficial da Defensoria Pœblica estadual, no exerc’cio de suas fun•›es
recebeu, de um assistido, um HD externo que continha arquivos digitais
solicitados para utiliza•‹o em seu processo. Ap—s a c—pia dos arquivos deveria
devolv•-lo no dia seguinte, entretanto, como Felipe passaria a partir daquele dia
a atuar em outra unidade da Defensoria, decidiu levar o aparelho eletr™nico para
sua casa utilizando-o como se fosse seu, sem qualquer inten•‹o de devolv•-lo ao
propriet‡rio. Felipe cometeu o crime de
a) peculato mediante erro de outrem, por ter se apropriado de bem m—vel
particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, mediante erro do assistido.
b) peculato culposo, por ter concorrido com culpa na apropria•‹o do aparelho
eletr™nico.
c) corrup•‹o passiva, por ter recebido o aparelho eletr™nico como vantagem
indevida para si.
d) prevarica•‹o, por ter, indevidamente, deixado de praticar ato que estava
obrigado, que neste caso seria a devolu•‹o do aparelho eletr™nico.
e) peculato, por ter se apropriado de bem m—vel particular, de que tem a posse
em raz‹o do cargo.

93.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DA DP)


Suzana, Oficial da Defensoria Pœblica estadual, Ž respons‡vel pelo registro,
movimenta•‹o e tramita•‹o de processos em determinada unidade da
Defensoria. Sua inimiga, Zulmira, solicitou assist•ncia da Defensoria nesta
unidade, e por vingan•a Suzana deixou de registrar esta solicita•‹o. ƒ correto
afirmar que Suzana
a) n‹o cometeu o crime de Prevarica•‹o, uma vez que n‹o praticou ato ilegal por
sentimento pessoal.
b) cometeu o crime de Prevarica•‹o porque deixou de praticar, indevidamente,
ato de of’cio para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
c) n‹o cometeu crime algum, embora por Žtica e responsabilidade administrativa
deveria ter registrado a solicita•‹o de Zulmira.
d) cometeu o crime de Corrup•‹o Passiva, por ter deixado de realizar ato que Ž
exigido em lei.
e) cometeu o crime de Peculato, por ter praticado ato ilegal por sentimento
pessoal.

94.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DA DP)

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Ver™nica, funcion‡ria da Defensoria Pœblica do Estado que tem a posse de um
telefone celular de propriedade da Defensoria Pœblica, pelo qual Ž respons‡vel,
em determinado dia de trabalho ao sair para almo•ar esqueceu este telefone em
cima de sua mesa de trabalho. Vagner, seu colega de trabalho na mesma fun•‹o,
nota o descuido e subtrai o aparelho celular. Nesta situa•‹o hipotŽtica, diante do
C—digo Penal brasileiro Ž correto afirmar que Ver™nica
a) e Vagner cometeram crime de peculato, se sujeitando ˆs mesmas penalidades,
pois ambos concorreram para o crime.
b) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem enquanto Vagner
cometeu o crime de peculato doloso.
c) n‹o cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato, pois se
apropriou de bem m—vel pœblico de que tem a posse em raz‹o do cargo em
proveito pr—prio ou alheio.
d) n‹o cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato culposo.
e) cometeu o crime de peculato culposo e Vagner cometeu o crime de peculato,
pois ele n‹o estava em posse do bem, mas mesmo assim o subtraiu, em proveito
pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio.

95.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð ANALISTA DE SISTEMAS)


Marcelo, funcion‡rio pœblico da Defensoria Pœblica, Ž respons‡vel por organizar a
fila de atendimento ao pœblico. Ao encontrar seu amigo Pedro, que pretende ser
atendido na Defensoria, diz que pode fazer com que ele seja o primeiro a ser
atendido, embora Pedro n‹o tenha chegado primeiro e sequer tenha algum
motivo justo para isso. Pedro se interessa, mas Marcelo solicita cem reais em
dinheiro para fazer isso e afirma que, se Pedro n‹o quiser pagar, n‹o tem
problema, apenas ter‡ que aguardar seu lugar correto na fila. Nesta situa•‹o,
Marcelo
a) cometeu o crime de corrup•‹o passiva por ter solicitado para si vantagem
indevida em raz‹o de sua fun•‹o
b) cometeu o crime de concuss‹o por ter exigido para si vantagem indevida em
raz‹o de sua fun•‹o.
c) cometeu o crime prevarica•‹o, pois beneficiou terceiro por ser seu amigo.
d) n‹o cometeu nenhum crime, pois seu amigo n‹o se manifestou quanto a
aceita•‹o no ato de pagar o valor para ajuda de custo.
e) cometeu o crime de advocacia administrativa pois patrocinou diretamente
interesse privado perante a Administra•‹o pœblica valendo-se da qualidade de
funcion‡rio.

96.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð ANALISTA DE SISTEMAS)


Considere as seguintes condutas:
I. Facilitar a revela•‹o de fato que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que deva
permanecer em segredo.

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II. Solicitar vantagem indevida para revelar informa•›es sigilosas que s— tenha
acesso por conta de seu cargo a terceiros interessados.
III. Exigir vantagem indevida para revelar informa•›es sigilosas que s— tenha
acesso por conta de seu cargo.
IV. Permitir ou facilitar, mediante atribui•‹o, fornecimento e emprŽstimo de
senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas n‹o autorizadas a sistemas
de informa•›es ou banco de dados da Administra•‹o pœblica.
Um funcion‡rio pœblico cometer‡ o crime de viola•‹o de sigilo funcional, nas
condutas indicadas APENAS em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.

97.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


De um lado, ÒsolicitarÓ ou ÒreceberÓ e, de outro lado, ÒexigirÓ comp›em nœcleos
opostos que, respectivamente, diferenciam, entre si, duas importantes e
recorrentes figuras penais, ambas cometidas por funcion‡rios pœblicos. Embora,
nesse ponto, substancialmente diversas, no mais, mostram-se apenas
aparentemente pr—ximas uma da outra. S‹o elas:
a) prevarica•‹o e viol•ncia arbitr‡ria.
b) condescend•ncia criminosa e excesso de exa•‹o.
c) advocacia administrativa e corrup•‹o.
d) peculato culposo e peculato doloso.
e) corrup•‹o passiva e concuss‹o.

98.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Na corrup•‹o passiva, h‡ diferencia•›es normativas se:
- em consequ•ncia da vantagem ou promessa, o funcion‡rio retarda ou deixa de
praticar qualquer ato de of’cio ou o pratica infringido dever funcional
- o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com infra•‹o de
dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem.
Tem-se, nesses dois fatores de penas, respectivamente:
a) qualificadora e causa de diminui•‹o.
b) causa de aumento e privilŽgio.
c) qualificadora e causa de aumento.
d) causa de aumento e qualificadora.
e) privilŽgio e qualificadora.

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99.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
A respeito dos Crimes contra a Administra•‹o pœblica, considere:
I. Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem trabalha para empresa prestadora de
servi•o contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o pœblica.
II. A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos delitos forem
ocupantes de cargos em comiss‹o.
III. Se o agente for ocupante de fun•‹o de assessoramento de funda•‹o institu’da
pelo poder pœblico n‹o ter‡, por esse motivo, a pena aumentada.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) II.
b) I e III.
c) II e III
d) I e II.
e) III

100.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


JosŽ foi surpreendido pelo policial Jo‹o, dirigindo alcoolizado um ve’culo na via
pœblica. Nessa oportunidade, ofereceu a Jo‹o a quantia de R$ 100,00 para n‹o
prend•-lo, nem mult‡-lo. Jo‹o aceitou a proposta, guardou o dinheiro, mas
multou e efetuou a pris‹o em flagrante de JosŽ por dirigir alcoolizado. Nesse caso,
Jo‹o responder‡ pelo crime de:
a) condescend•ncia criminosa.
b) corrup•‹o ativa.
c) prevarica•‹o
d) corrup•‹o passiva.
e) concuss‹o.

101.! (FCC Ð 2014 Ð ICMS/RJ Ð AUDITOR FISCAL)


A conduta do funcion‡rio que exige tributo ou contribui•‹o social que sabe ou
deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a meio vexat—rio
ou gravoso, que a lei n‹o autoriza, configura
(A) crime contra a ordem tribut‡ria.
(B) abuso de poder tribut‡rio.
(C) corrup•‹o passiva.
(D) concuss‹o.
(E) excesso de exa•‹o.

102.! (FCC Ð 2014 Ð SEFAZ/PE Ð AUDITOR)


Radegunda, auditora fiscal, utilizou um autom—vel que lhe estava confiado pela
Administra•‹o pœblica para levar sua filha para a escola e, na volta, para fazer

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compras domŽsticas no supermercado, restituindo em seguida o carro intacto e
com o tanque de combust’vel completo. Na mais precisa terminologia tŽcnica,
com a posi•‹o doutrin‡ria dominante Ž correto afirmar que houve
(A) furto de uso impun’vel enquanto tal.
(B) peculato-furto em tese penalmente pun’vel.
(C) apropria•‹o indŽbita impun’vel enquanto tal.
(D) furto em tese penalmente pun’vel.
(E) peculato de uso penalmente impun’vel enquanto tal.

103.! (FCC Ð 2014 Ð TCE-GO Ð ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo ofereceu R$ 300,00 a um Oficial de Justi•a para retardar a sua cita•‹o. O
Oficial de Justi•a aceitou a oferta, mas achou o valor oferecido muito baixo, tendo
Paulo ficado de estudar eventual majora•‹o. Nesse caso, o Oficial de Justi•a
cometeu crime de
a) corrup•‹o passiva, na forma consumada.
b) corrup•‹o passiva, na forma tentada.
c) concuss‹o, na forma consumada.
d) concuss‹o, na forma tentada
e) prevarica•‹o.

104.! (FCC Ð 2014 Ð TCE-GO Ð ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


No que concerne ao crime de peculato doloso, Ž correto afirmar que
a) o ressarcimento do dano atŽ a denœncia extingue a punibilidade do agente.
b) o particular responde pelo delito quando for coautor ou part’cipe.
c) o delito s— se caracteriza se o agente tiver obtido vantagem patrimonial.
d) a imputa•‹o do delito depende de prŽvia tomada ou presta•‹o de contas do
respons‡vel pelo desvio.
e) n‹o Ž poss’vel a continuidade delitiva.

105.! (FCC Ð 2015 Ð TRT6¼ REGIÌO Ð JUIZ)


O crime de concuss‹o
a) admite a concorr•ncia de particular, desde que este conhe•a a condi•‹o de
funcion‡rio pœblico do outro agente.
b) Ž de natureza formal, consumando-se com o recebimento da vantagem
indevida.
c) Ž de natureza material, consumando-se com a efetiva exig•ncia,
independentemente do recebimento da vantagem.
d) admite modalidade culposa.
e) Ž de natureza formal, consumando-se com a mera solicita•‹o da vantagem
indevida.

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106.! (FCC Ð 2015 Ð TRE-RR Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Analise as seguintes situa•›es hipotŽticas de funcion‡rios pœblicos processados
criminalmente e condenados pela Justi•a Pœblica:
I. Xisto, escrevente do Tribunal de Justi•a de Roraima, foi condenado a cumprir
pena de 02 anos de reclus‹o pelo crime de corrup•‹o passiva, ap—s receber
dinheiro durante o seu trabalho regular para retardar o andamento de um
determinado processo.
II. Joaquim, analista judici‡rio do Tribunal Regional Federal da Primeira Regi‹o,
Ž preso em flagrante quando retornava de uma viagem de lazer para Miami, ao
tentar importar mercadoria proibida, sendo condenado a cumprir pena de 03 anos
de reclus‹o pelo crime de contrabando.
III. Ben’cio, funcion‡rio da Prefeitura de Boa Vista, foi condenado a cumprir pena
de 02 anos de reclus‹o pelo crime de peculato, ap—s apropriar-se de dinheiro da
municipalidade, que recebeu em raz‹o do cargo que ocupa.
IV. Cassio, funcion‡rio pœblico da Secretaria de Estado da Saœde de Roraima, Ž
condenado a cumprir pena de 03 anos de reclus‹o, ap—s praticar o crime do artigo
343, do C—digo Penal, na medida em que ofereceu dinheiro ao perito judicial
nomeado em a•‹o de indeniza•‹o por danos materiais e morais que move contra
JosŽ, respons‡vel pelo acidente de tr‰nsito que lhe causou les›es corporais
grav’ssimas, para que o expert elaborasse um laudo favor‡vel.
Estar‹o sujeitos ˆ perda do cargo pœblico como efeito da condena•‹o criminal,
nos termos preconizados pelo C—digo Penal, mediante declara•‹o motivada do
Juiz na senten•a:
a) Ben’cio e Cassio.
b) Joaquim e Ben’cio.
c) Xisto e Ben’cio.
d) Joaquim e Cassio.
e) Xisto, Joaquim e Ben’cio.

107.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PE Ð JULGADOR TRIBUTçRIO)


Um funcion‡rio do setor de cobran•a de tributos, diante de situa•‹o financeira
dif’cil, atende pedido do contribuinte, e, em vez de lan•ar o tributo para a
cobran•a, protela o ato por 90 dias ap—s, a fim de que o contribuinte possa
posteriormente tentar um parcelamento do tributo. Por essa conduta, poder‡
responder pelo crime de
a) inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.
b) prevarica•‹o.
c) corrup•‹o passiva.
d) tr‡fico de influ•ncia.
e) advocacia administrativa.

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108.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PE Ð JULGADOR TRIBUTçRIO)
Um contribuinte foi atŽ o balc‹o de atendimento do setor fiscal e apresentou
documento para a comprova•‹o de quita•‹o do tributo. Todavia, faltou com o
respeito contra o funcion‡rio autorizado para o registro no sistema. O funcion‡rio,
diante da ofensa, alterou os dados inseridos para que constasse pagamento
parcial e n‹o total do tributo. Com isso, o contribuinte foi acionado judicialmente
para pagamento do tributo que j‡ tinha quitado. A conduta do funcion‡rio est‡
inserida no crime de
a) prevarica•‹o.
b) modifica•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es.
c) sonega•‹o de documento
d) falsidade ideol—gica.
e) inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.

109.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PE Ð JULGADOR TRIBUTçRIO)


Funcion‡rio pœblico, respons‡vel pelo andamento de procedimento, descobriu
que determinado contribuinte era seu primo. Diante disso, sem qualquer contato
com o primo, decidiu colocar o procedimento em uma das caixas que guardavam
papŽis destinados ao arquivo. A conduta do funcion‡rio caracteriza o crime de
a) supress‹o de documento.
b) sonega•‹o de livro ou documento.
c) subtra•‹o de livro ou documento.
d) prevarica•‹o.
e) advocacia administrativa.

110.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo e Pedro, valendo-se da qualidade de funcion‡rios pœblicos lotados em uma
Delegacia de Pol’cia, cogitaram subtrair uma motocicleta aprendida que se
encontrava no p‡tio de estacionamento. Reuniram-se e tra•aram os planos de
a•‹o. No dia combinado, Paulo distraiu os policiais que ali trabalhavam, enquanto
Pedro retirou o ve’culo do local. No dia seguinte, a motocicleta foi desmontada e
as pe•as vendidas, tendo ambos rateado o valor recebido. Nesse caso, o crime
de peculato doloso consumou-se no momento em que
a) Paulo distraiu os policiais e Pedro retirou a motocicleta da Delegacia.
b) as pe•as foram vendidas e o valor recebido foi rateado entre Paulo e Pedro.
c) Paulo e Pedro cogitaram subtrair a motocicleta.
d) Paulo e Pedro reuniram-se e tra•aram os planos de a•‹o.
e) a motocicleta foi desmontada.

111.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PI Ð ANALISTA DO TESOURO)


No crime de concuss‹o, o funcion‡rio pœblico

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a) exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida.
b) apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m—vel, pœblico ou
particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou o desvia, em proveito
pr—prio ou alheio.
c) modifica ou altera sistema de informa•›es ou programa de inform‡tica sem
autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente.
d) d‡ ˆs verbas ou rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei.
e) solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida,
ou aceita promessa de tal vantagem.

112.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PI Ð AUDITOR FISCAL)


O crime de inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (art. 313-A do
C—digo Penal) pode ser cometido
a) pelo funcion‡rio autorizado que inserir ou facilitar a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o pœblica, com o fim de obter vantagem indevida
para si ou para outrem ou para causar dano.
b) por qualquer pessoa que inserir ou facilitar a inser•‹o de dados falsos, alterar
ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos
de dados da Administra•‹o pœblica.
c) por qualquer funcion‡rio, pœblico ou n‹o, com a finalidade de obter vantagem
indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
d) pelo funcion‡rio que modificar ou alterar sistema de informa•›es ou programa
de inform‡tica, pœblica ou n‹o, com o fim de obter vantagem indevida para si ou
para outrem ou para causar dano.
e) pelo funcion‡rio que modificar ou alterar sistema de informa•›es ou programa
de inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente.

113.! (FCC - 2006 - TRF - 1» REGIÌO - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA - EXECU‚ÌO DE MANDADOS)
JosŽ Ž funcion‡rio pœblico e, em cumprimento de mandado judicial, se dirigiu ao
escrit—rio de Pedro para efetuar busca e apreens‹o de autos. Pedro lhe ofereceu
a quantia de R$ 100,00 para que retardasse a dilig•ncia por alguns dias. JosŽ
aceitou o dinheiro, mas n‹o retardou a dilig•ncia, efetuando desde logo a
apreens‹o. JosŽ e Pedro responder‹o, respectivamente, por crime de
a) prevarica•‹o e corrup•‹o passiva.
b) concuss‹o e corrup•‹o passiva.
c) corrup•‹o ativa e corrup•‹o passiva.
d) prevarica•‹o e corrup•‹o ativa.
e) corrup•‹o passiva e corrup•‹o ativa.

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114.! (FCC - 2008 - METRï-SP Ð ADVOGADO)


Durante um julgamento perante o Tribunal do Jœri, um jurado, que em sua vida
normal exerce a fun•‹o de vendedor, solicitou R$ 10.000,00 (dez mil reais) ao
advogado do rŽu para votar pela absolvi•‹o deste. O jurado
a) cometeu crime de corrup•‹o ativa.
b) cometeu crime de corrup•‹o passiva.
c) cometeu crime de concuss‹o.
d) cometeu crime de prevarica•‹o.
e) n‹o cometeu nenhum crime, pois n‹o era funcion‡rio pœblico.

115.! (FCC - 2007 - MPU - ANALISTA Ð PROCESSUAL)


A respeito dos crimes contra a Administra•‹o Pœblica, Ž correto afirmar:
a) N‹o configura o crime de contrabando a exporta•‹o de mercadoria proibida.
b) Constitui crime de desobedi•ncia o n‹o atendimento por funcion‡rio pœblico
de ordem legal de outro funcion‡rio pœblico.
c) Comete crime de corrup•‹o ativa quem oferece vantagem indevida a
funcion‡rio pœblico para determin‡-lo a deixar de praticar medida ilegal.
d) Pratica crime de resist•ncia quem se op›e, mediante viol•ncia, ao
cumprimento de mandado de pris‹o decorrente de senten•a condenat—ria
supostamente contr‡ria ˆ prova dos autos.
e) Para a caracteriza•‹o do crime de desacato n‹o Ž necess‡rio que o funcion‡rio
pœblico esteja no exerc’cio da fun•‹o ou, n‹o estando, que a ofensa se verifique
em fun•‹o dela.

116.! (FCC - 2010 - DPE-SP - AGENTE DE DEFENSORIA - COMUNICA‚ÌO


SOCIAL)
Determinado servidor pœblico destruiu livro oficial a fim de ocultar lan•amento
que procedeu indevidamente. A conduta do servidor, a ser apurada e punida
mediante instaura•‹o dos competentes processos pertinentes,
a) constitui il’cito penal, sem preju’zo de poder constituir il’cito administrativo.
b) constitui, exclusivamente, il’cito administrativo.
c) constitui crime de prevarica•‹o, sem preju’zo de poder constituir il’cito
administrativo.
d) constituir‡ il’cito penal apenas se o servidor pœblico ocupar cargo efetivo.
e) constituir‡ crime apenas se o servidor exercer fun•‹o remunerada.

117.! (FCC - 2007 - TRE-PB - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


ADMINISTRATIVA)

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M‡rio, valendo-se da condi•‹o de funcion‡rio pœblico, cogita em subtrair cinco
computadores de propriedade do Estado que se localizam na reparti•‹o pœblica
que trabalha. Para ajud‡-lo na subtra•‹o convida Douglas, advogado da empresa
particular GIGA e seu amigo intimo. Neste caso, considerando que M‡rio e
Douglas subtra’ram somente dois computadores,
a) apenas M‡rio responder‡ pela pr‡tica de peculato tentado, uma vez que
Douglas n‹o era funcion‡rio pœblico n‹o se comunicando circunst‰ncia pessoal.
b) apenas M‡rio responder‡ pela pr‡tica de peculato consumado, uma vez que
Douglas n‹o era funcion‡rio pœblico n‹o se comunicando circunst‰ncia pessoal.
c) eles responder‹o pela pr‡tica de crime de peculato tentado em concurso de
pessoas.
d) eles responder‹o pela pr‡tica de crime de peculato consumado em concurso
de pessoas.
e) apenas M‡rio responder‡ pela pr‡tica de concuss‹o consumada, uma vez que
Douglas n‹o era funcion‡rio pœblico n‹o se comunicando circunst‰ncia pessoal.

118.! (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA JUDICIçRIA


- EXECU‚ÌO DE MANDADOS)
Dar ˆs verbas ou ˆs rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei
a) n‹o constitui crime, sendo somente irregularidade administrativa.
b) constitui crime contra a Administra•‹o Pœblica praticado por funcion‡rio
pœblico.
c) configura crime de peculato-furto.
d) caracteriza crime de peculato mediante erro de outrem.
e) constitui crime de prevarica•‹o.

119.! (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
Ares, funcion‡rio do Servi•o de çguas e Esgotos do Munic’pio, entidade
paraestatal, desviou em proveito pr—prio a quantia de R$ 5.200,00 referente ao
pagamento de contas em atraso efetuadas por um usu‡rio. Nessa hip—tese, Ares
a) cometeu crime de emprego irregular de rendas pœblicas.
b) n‹o cometeu crime contra a Administra•‹o Pœblica.
c) cometeu crime de prevarica•‹o.
d) cometeu crime de corrup•‹o passiva.
e) cometeu crime de peculato.

120.! (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA JUDICIçRIA


- EXECU‚ÌO DE MANDADOS)
Cronos Ž Analista Judici‡rio, çrea Judici‡ria, Especialidade Execu•‹o de
Mandados. No exerc’cio de suas fun•›es, no cumprimento de mandado judicial,

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atendendo a pedido de influente pol’tico da regi‹o, retardou a pr‡tica de ato de
of’cio, deixando de remover bens penhorados de Zeus, cabo eleitoral deste. Nessa
hip—tese, Cronos
a) cometeu crime de prevarica•‹o.
b) n‹o cometeu crime contra a Administra•‹o Pœblica.
c) cometeu crime de corrup•‹o passiva.
d) cometeu crime de advocacia administrativa.
e) concuss‹o.

121.! (FCC - 2013 Ð ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/PB - PROCURADOR)


O funcion‡rio pœblico que, se valendo dessa qualidade, patrocina interesse
privado perante a administra•‹o pœblica comete, em princ’pio, o crime de
a) corrup•‹o passiva.
b) condescend•ncia criminosa.
c) advocacia administrativa.
d) excesso de exa•‹o.
e) prevarica•‹o.

122.! (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PòBLICA)


Guilhermino, funcion‡rio pœblico estadual est‡vel, exige de Gabriel tributo que
sabe ser indevido aproveitando-se da situa•‹o de desconhecimento do cidad‹o.
Neste caso, segundo o C—digo Penal brasileiro, Guilhermino praticou crime de
a) peculato culposo.
b) peculato doloso.
c) excesso de exa•‹o.
d) condescend•ncia criminosa.
e) corrup•‹o ativa.

123.! (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PòBLICA)


Matias, diretor da Penitenci‡ria XYZ, permite livremente o acesso de aparelho
telef™nico celular dentro da Penitenci‡ria que dirige, o que est‡ permitindo a
comunica•‹o dos presos com o ambiente externo. Neste caso, Matias
a) est‡ praticando o crime de peculato doloso simples.
b) est‡ praticando o crime de concuss‹o.
c) est‡ praticando o crime de peculato doloso qualificado.
d) est‡ praticando o crime de prevarica•‹o impr—pria.
e) n‹o est‡ praticando crime tipificado pelo C—digo Penal brasileiro.

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124.! (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVI‚OS DE NOTAS E DE
REGISTROS - PROVIMENTO)
Modela-se tambŽm pelas ideias de furto e de apropria•‹o indŽbita a figura legal
do crime de
a) prevarica•‹o.
b) concuss‹o.
c) excesso de exa•‹o.
d) favorecimento pessoal.
e) peculato.

125.! (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVI‚OS DE NOTAS E DE


REGISTROS - PROVIMENTO)
A exig•ncia de vantagem indevida para si, em raz‹o do exerc’cio de fun•‹o
pœblica, caracteriza crime de
a) concuss‹o.
b) corrup•‹o passiva.
c) corrup•‹o ativa.
d) excesso de exa•‹o.
e) prevarica•‹o.

126.! (FCC Ð 2012 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


O tipo do art. 320 do C—digo Penal (Condescend•ncia criminosa) est‡ assim
redigido: ÒDeixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado
que cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia,
n‹o levar o fato ao conhecimento da autoridade competenteÓ. No que concerne
ao fato t’pico, a express‹o Òpor indulg•nciaÓ corresponde
a) ao resultado.
b) ˆ a•‹o.
c) ao elemento subjetivo do tipo.
d) ao nexo de causalidade.
e) ˆ omiss‹o.

127.! (FCC Ð 2012 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


O funcion‡rio pœblico que, embora n‹o tendo a posse do dinheiro, valor ou bem,
o subtrai, em proveito pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe
proporciona a qualidade de funcion‡rio:
a) comete crime de prevarica•‹o.
b) n‹o comete crime contra a Administra•‹o Pœblica.
c) comete crime de peculato culposo.
d) comete crime de peculato doloso.

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e) comete crime de excesso de exa•‹o.

128.! (FCC Ð 2012 Ð TRF2 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


T’cio, funcion‡rio pœblico federal, em fiscaliza•‹o de rotina, constatou que Paulus,
propriet‡rio de uma mercearia, estava devendo tributos ao Fisco. Em vista disso,
concedeu-lhe o prazo de quarenta e oito horas para efetivar o pagamento e
mandou colocar uma faixa na porta do estabelecimento, dizendo: ÒEste
comerciante deve ao Fisco e dever‡ pagar o tributo devido em quarenta e oito
horasÓ. A conduta de T’cio caracterizou o crime de
a) prevarica•‹o.
b) calœnia.
c) concuss‹o.
d) corrup•‹o passiva.
e) excesso de exa•‹o.

129.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-PE Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Tecius, funcion‡rio pœblico municipal, apropriou-se de remŽdios doados por um
laborat—rio farmac•utico ao Posto de Saœde do qual era mŽdico chefe, e os levou
ao seu consult—rio particular, vendendo-os a seus clientes. Tecius, alŽm de outras
infra•›es legais,
a) responder‡ por crime de peculato, porque tinha a posse dos medicamentos
em raz‹o do seu cargo.
b) n‹o responder‡ por crime de peculato, porque o objeto desse delito s— pode
ser dinheiro.
c) s— responder‡ por crime de peculato se a doa•‹o dos remŽdios tiver sido
regularmente formalizada e aceita pela Administra•‹o Pœblica Municipal.
d) n‹o responder‡ por crime de peculato porque os remŽdios foram recebidos em
doa•‹o e n‹o foram adquiridos pela Administra•‹o Pœblica Municipal.
e) responder‡ apenas pelo crime de prevarica•‹o, por ter praticado
indevidamente ato de of’cio.

130.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-PE Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Rodrigues, funcion‡rio pœblico lotado em reparti•‹o fiscal, emprestou sua senha
a um amigo estranho ao servi•o pœblico, possibilitando-lhe acesso ao banco de
dados da Administra•‹o Pœblica, para fins de obten•‹o de lista de contribuintes e
envio de material publicit‡rio. Nesse caso, Rodrigues responder‡ por crime de
a) tr‡fico de influ•ncia.
b) condescend•ncia criminosa.
c) excesso de exa•‹o.
d) prevarica•‹o.
e) viola•‹o de sigilo funcional.

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8! EXERCêCIOS COMENTADOS

01.! (FGV Ð 2017 Ð ALERJ Ð PROCURADOR)


Jo‹o, Procurador de Assembleia Legislativa, ao deixar seu gabinete ao
final do expediente, esquece de trancar a porta de sua sala, como
determinam as regras de seguran•a. Aproveitando-se desse fato, Miguel,
outro funcion‡rio pœblico que exerce suas fun•›es no local, ingressa no
gabinete e subtrai o computador pertencente ˆ Assembleia.
Considerando a situa•‹o apresentada, Ž correto afirmar que:
a) a repara•‹o do dano por parte de Jo‹o antes da senten•a, ainda que
ap—s o recebimento da denœncia, gera a extin•‹o de sua punibilidade;
b) a conduta de Jo‹o Ž at’pica, j‡ que seu comportamento foi apenas
culposo, enquanto o comportamento de Miguel configura crime de
peculato;
c) a repara•‹o do dano por parte de Jo‹o e Miguel, desde que realizada
antes do recebimento da denœncia, funciona como causa de extin•‹o da
punibilidade;
d) as condutas de Jo‹o e Miguel configuram crime de peculato, de modo
que irrelevante a repara•‹o do dano ap—s o oferecimento da denœncia;
e) a repara•‹o do dano por parte de Jo‹o antes da senten•a, ainda que
posterior ao recebimento da denœncia, configura causa de redu•‹o de
pena.
COMENTçRIOS: Neste caso, temos o crime de peculato CULPOSO praticado por
Jo‹o, na forma do art. 312, ¤2¼ do CP, pois culposamente, em raz‹o de sua
neglig•ncia, contribuiu para o peculato-furto praticado por Miguel.
Neste caso, a repara•‹o do dano, por parte de Jo‹o, Ž causa de extin•‹o da
punibilidade em rela•‹o ao crime por ele praticado (peculato culposo), desde que
ocorra antes da senten•a irrecorr’vel, na forma do art. 312, ¤3¼ do CP. Caso a
repara•‹o do dano se d• ap—s a senten•a irrecorr’vel, isso gerar‡ a redu•‹o da
pena imposta a Jo‹o pela metade.
No caso de Miguel, a repara•‹o do dano n‹o produz tais efeitos, embora possa
ser considerada Òarrependimento posteriorÓ (se realizada antes do recebimento
da denœncia), n‹o gera a extin•‹o da punibilidade, por se tratar de peculato
doloso.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

02.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð TƒCNICO ADMINISTRATIVO)


Jo‹o foi aprovado em concurso pœblico para ingresso no quadro de
funcion‡rios do MinistŽrio Pœblico, sendo nomeado e tendo tomado
posse, e, apesar de n‹o ter assumido sua fun•‹o por raz›es burocr‡ticas,
j‡ foi informado de que seria designado para atuar junto ˆ Promotoria de

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Justi•a Criminal de Duque de Caxias. Ciente da exist•ncia de investiga•‹o
para apurar il’citos fiscais que estariam sendo praticados por empres‡rio
da cidade, colega de seu pai, procura o advogado do investigado e narra
que ser‡ designado para atuar na Promotoria com atribui•‹o para o caso,
passando a solicitar a quantia de 50 mil reais para, de alguma forma,
influenciar naquela investiga•‹o de maneira favor‡vel ao indiciado.
Considerando a situa•‹o narrada, Ž correto afirmar que a conduta de
Jo‹o, em tese:
a) configura crime de corrup•‹o passiva;
b) configura crime de prevarica•‹o;
c) configura crime de advocacia administrativa;
d) configura crime de exerc’cio funcional ilegalmente antecipado ou
prolongado;
e) Ž at’pica, j‡ que nem mesmo havia iniciado o exerc’cio de sua fun•‹o.
COMENTçRIOS: Neste caso o agente solicitou vantagem indevida para infringir
dever funcional, o que configura o crime de corrup•‹o passiva, na forma do art.
317 do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena Ð reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
Neste caso, o fato de Jo‹o ainda n‹o ter assumido a fun•‹o n‹o impede a
caracteriza•‹o do crime, eis que tal delito pode ser praticado mesmo antes de o
agente assumir a fun•‹o, mas desde que a conduta seja praticada em raz‹o da
fun•‹o que vir‡ a assumir.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

03.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð TƒCNICO ADMINISTRATIVO)


Caio ocupa cargo em comiss‹o em —rg‹o da administra•‹o direta, tendo
se apoderado, indevidamente e em proveito pr—prio, de um laptop
pertencente ao —rg‹o por ele dirigido e do qual tinha a posse em raz‹o
do cargo. Diante do fato narrado, Caio dever‡ responder por:
a) crime comum, mas n‹o pr—prio, j‡ que n‹o pode ser considerado
funcion‡rio pœblico;
b) peculato-furto, com o aumento de pena em raz‹o do cargo
comissionado ocupado;
c) peculato apropria•‹o, com o aumento de pena em raz‹o do cargo
comissionado ocupado;
d) peculato apropria•‹o, com direito ˆ extin•‹o da punibilidade se
devolvida a coisa ou reparado o dano antes do recebimento da denœncia;

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e) peculato-furto, com a redu•‹o da pena pela metade se devolvida a
coisa antes do recebimento da denœncia.
COMENTçRIOS: Neste caso o agente praticou o crime de peculato, na
modalidade Òpeculato-apropria•‹oÓ pois se apropriou de bem de que tinha a
posse em raz‹o do cargo, na forma do art. 312 do CP:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em
proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
AlŽm disso, como Ž ocupante de cargo em comiss‹o na administra•‹o direta, sua
pena ser‡ aumentada em 1/3, na forma do art. 327, ¤2¼ do CP:
Art. 327 (...) ¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos
crimes previstos neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o
de dire•‹o ou assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de
economia mista, empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do
pela Lei n¼ 6.799, de 1980)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

04.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA ADMINISTRATIVO)


Paulo Ž chefe de uma reparti•‹o pœblica, onde tambŽm trabalha Julia,
sob a sua supervis‹o e subordina•‹o. Tomando conhecimento de uma
falta funcional praticada por esta sua funcion‡ria, deixa de tomar as
provid•ncias pr—prias exigidas por seu cargo e de responsabiliz‡-la, pois
sabendo que ela Ž m‹e de tr•s filhos, acredita que necessita continuar
exercendo suas fun•›es sem m‡cula na ficha funcional. Descoberto o
fato, em tese, a conduta de Paulo:
a) Ž at’pica;
b) configura crime de corrup•‹o passiva;
c) configura crime de prevarica•‹o;
d) configura crime de condescend•ncia criminosa;
e) configura crime de advocacia administrativa.
COMENTçRIOS: A conduta de Paulo, neste caso, configura o crime de
condescend•ncia criminosa, previsto no art. 320 do CP, pois, por indulg•ncia,
deixou de responsabilizar subordinada sua, que havia cometido falta funcional no
exerc’cio do cargo:
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o
fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

05.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA ADMINISTRATIVO)

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O conceito de funcion‡rio pœblico para fins penais n‹o se confunde com
o conceito para outros ramos do Direito. Em sendo crime pr—prio
praticado por funcion‡rio pœblico contra a Administra•‹o, aplica-se o
artigo 327 do C—digo Penal, que apresenta um conceito amplo de
funcion‡rio pœblico para efeitos penais. Por outro lado, o artigo respeita
o princ’pio da legalidade, disciplinando expressamente em que ocasi›es
determinado indiv’duo ser‡ considerado funcion‡rio pœblico para fins de
defini•‹o do sujeito ativo de crimes pr—prios. Sobre o tema ora tratado e
de acordo com o dispositivo acima mencionado, Ž correto afirmar que:
a) exige-se o requisito da perman•ncia para que seja reconhecida a
condi•‹o de funcion‡rio pœblico no campo penal;
b) somente pode ser considerado funcion‡rio pœblico aquele que recebe
qualquer tipo de remunera•‹o no exerc’cio de cargo, emprego ou fun•‹o
pœblica;
c) aquele que exerce cargo em autarquias, entidades paraestatais ou
funda•›es pœblicas, n‹o Ž considerado funcion‡rio pœblico para efeitos
penais;
d) o perito judicial n‹o Ž considerado funcion‡rio pœblico para efeitos
penais, j‡ que apenas exerce a fun•‹o transitoriamente;
e) Ž equiparado a funcion‡rio pœblico, para efeitos penais, aquele que
trabalha para empresa contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da
Administra•‹o Pœblica.
COMENTçRIOS: Conforme preconiza o art. 327 do CP, Òconsidera-se funcion‡rio
pœblico, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem
remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblicaÒ. Da’ j‡ podemos concluir
que as letras A, B e D.
O art. 327, ¤1¼, do CP, estabelece ainda aqueles que s‹o EQUIPARADOS a
funcion‡rio pœblico para fins penais:
Art. 327 (...) ¤ 1¼ - Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou
fun•‹o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi•o
contratada ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o
Pœblica. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)

Vemos, portanto, que a letra C tambŽm est‡ errada.


Por outro lado, a letra E est‡ correta, pois aquele que trabalha para empresa
contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica Ž
equiparado a funcion‡rio pœblico, para efeitos penais, conforme art. 327, ¤1¼ do
CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

06.! (FGV Ð 2016 Ð MPE-RJ Ð ANALISTA ADMINISTRATIVO)


Matheus, funcion‡rio pœblico, recebe em raz‹o do exerc’cio de sua
fun•‹o junto ao MinistŽrio Pœblico do Estado do Rio de Janeiro,
diariamente, uma grande quantidade de dinheiro em espŽcie. Verificando

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que a vigil‰ncia n‹o era significativa, decide se apropriar de parte dos
valores, e, para tanto, solicita a ajuda de seu amigo Bruno, que n‹o era
funcion‡rio pœblico, mas tinha conhecimento de todo o plano delitivo de
Matheus. Considerando a situa•‹o narrada e as caracter’sticas do delito
de peculato, Ž correto afirmar que:
a) o crime de peculato somente pode ser praticado em sua modalidade
dolosa;
b) por ser crime pr—prio, somente Matheus poder‡ ser denunciado pelo
mesmo, j‡ que funcion‡rio pœblico, enquanto Bruno n‹o responder‡ por
qualquer crime;
c) apesar de ser crime praticado contra a Administra•‹o Pœblica, no
crime de peculato os valores ou bens apropriados podem ser pœblicos ou
particulares;
d) se a apropria•‹o for de dinheiro recebido, no exerc’cio do cargo, por
erro de outrem, o crime ser‡ comum e n‹o especial de funcion‡rio contra
a Administra•‹o, j‡ que o particular Ž quem foi lesado;
e) no crime de peculato-furto, o funcion‡rio tem a posse do dinheiro em
raz‹o do cargo e o desvia em proveito pr—prio ou alheio.
COMENTçRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois o peculato tambŽm Ž pun’vel na forma culposa,
conforme prev• o art. 312, ¤2¼ do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois apesar de se tratar de crime pr—prio, em alguns
casos, Ž poss’vel que um particular pratique crime funcional contra a
administra•‹o pœblica, desde que em concurso de pessoas com um funcion‡rio
pœblico. Neste caso, a condi•‹o de funcion‡rio pœblico de um dos comparsas se
comunica ao outro (que n‹o a possui), permitindo sua puni•‹o pelo crime de
peculato, conforme art. 30 do CP. Assim, ambos poder‹o responder pelo crime
de peculato.
c) CORRETA: Item correto, pois os valores ou bens apropriados podem ser
pœblicos ou particulares, sendo necess‡rio, apenas, que estejam na posse do
funcion‡rio em raz‹o da fun•‹o exercida, nos termos do art. 312 do CP.
d) ERRADA: Item errado, pois neste caso teremos o crime de peculato mediante
erro de outrem, que tambŽm Ž crime funcional, previsto no art. 313 do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois neste caso teremos peculato-apropria•‹o ou
peculato-desvio. No peculato-furto, previsto no art. 312, ¤1¼ do CP, o agente n‹o
possui a posse do bem ou valor, mas o subtrai valendo-se das facilidades que o
cargo proporciona, ou contribui para que outra pessoa o subtraia.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

07.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - ADMINISTRA‚ÌO)


A respeito dos efeitos penais a serem aplicados na Administra•‹o
Pœblica, assinale a afirmativa incorreta.

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a) Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem,
embora transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce caro, emprego
ou fun•‹o pœblica.
b) N‹o Ž considerado funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem
trabalha para empresa prestadora de servi•o contratada ou conveniada
para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica.
c) Equipara- se a funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem
exerce cargo, emprego ou fun•‹o em entidade paraestatal.
d) Ter‡ sua pena aumentada, quando autor de crime contra a
administra•‹o pœblica, o funcion‡rio pœblico que exerce cargo em
comiss‹o.
e) Pode tambŽm responder por crime contra a administra•‹o pœblica, em
casos especiais, aquele que n‹o Ž funcion‡rio pœblico.
COMENTçRIOS: A condi•‹o de funcion‡rio pœblico, para fins penais, e os
reflexos desta nos crimes contra a administra•‹o pœblica est‹o previstos no art.
327 do CP:
Funcion‡rio pœblico
Art. 327 - Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.
¤ 1¼ - Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi•o
contratada ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o
Pœblica. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes previstos
neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia mista,
empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei n¼
6.799, de 1980)
Em alguns casos, Ž poss’vel, ainda, que um particular pratique crime funcional
contra a administra•‹o pœblica, desde que em concurso de pessoas com um
funcion‡rio pœblico. Neste caso, a condi•‹o de funcion‡rio pœblico de um dos
comparsas se comunica ao outro (que n‹o a possui), permitindo sua puni•‹o pelo
crime de peculato, conforme art. 30 do CP.
A alternativa incorreta Ž a letra B, eis que quem trabalha para empresa
prestadora de servi•o contratada ou conveniada para a execu•‹o de atividade
t’pica da Administra•‹o Pœblica Ž considerado funcion‡rio pœblico, por
equipara•‹o, conforme prev• o ¤1¼ do art. 327 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA ƒ A LETRA B.

08.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð AUDITOR DA RECEITA ESTADUAL)


Com rela•‹o ao conceito de funcion‡rio pœblico e ˆs causas de aumento
de pena dos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a
administra•‹o em geral, previsto no C—digo Penal, analise as alternativas
a seguir:

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I. Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem,
embora transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego
ou fun•‹o pœblica.
II. Equipara-se a funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem
trabalha para empresa prestadora de servi•o contratada ou conveniada
para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica.
III. A pena ser‡ aumentada da metade quando os autores dos crimes
praticados forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de
dire•‹o ou de assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
COMENTçRIO:
I - CORRETA: Esta defini•‹o se amolda ao que disp›e o art. 327 do CP:
Art. 327 - Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.
II - CORRETA: De fato, a figura do funcion‡rio pœblico por equipara•‹o encontra-
se prevista no ¤1¼ do art. 327 do CP:
¤ 1¼ - Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi•o contratada
ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica. (Inclu’do
pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
III - ERRADA: Neste caso a pena n‹o ser‡ aumentada de metade, mas da ter•a
parte, nos termos do art. 327, ¤2¼ do CP:
Art. 327 (...)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes previstos
neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia mista,
empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei n¼ 6.799,
de 1980)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

09.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Com base no C—digo Penal, considere as seguintes assertivas:
I. Em rela•‹o aos crimes chamados funcionais, equipara-se a funcion‡rio
pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em empresas pœblicas,
autarquias e sociedades de economia mista.
II. Os jurados e mes‡rios eleitorais foram alcan•ados pela conceitua•‹o
de funcion‡rio pœblico para fins penais.

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III. Quando o funcion‡rio pœblico detentor de fun•‹o de dire•‹o de —rg‹o
da Administra•‹o Direta pratica o crime de prevarica•‹o, a pena Ž
aumentada da ter•a parte.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
COMENTçRIO:
I - CORRETA: Esta Ž a previs‹o do art. 327 do CP:
Art. 327 - Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.

¤ 1¼ - Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou fun•‹o em


entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi•o contratada
ou conveniada para a execu•‹o de atividade t’pica da Administra•‹o Pœblica. (Inclu’do
pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
II - CORRETA: Segundo a Doutrina, tanto os jurados quanto os mes‡rios
eleitorais s‹o considerados funcion‡rios pœblicos para fins penais, pois exercem
fun•‹o pœblica, ainda que transitoriamente e sem remunera•‹o;
III - CORRETA: De fato, esta causa de aumento de pena est‡ prevista no art.
327, ¤2¼ do CP:
Art. 327 (...)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes previstos
neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia mista,
empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei n¼ 6.799,
de 1980)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

10.! (FGV Ð 2010 Ð PC-AP - DELEGADO DE POLêCIA)


Relativamente ao tema dos crimes contra a administra•‹o pœblica,
analise as afirmativas a seguir.
I. Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem,
embora transitoriamente exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica,
excetuados aqueles que n‹o percebam qualquer tipo de remunera•‹o.
II. Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem exerce cargo, emprego ou
fun•‹o em entidade paraestatal, mas n‹o quem trabalha para empresa
prestadora de servi•o contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da
Administra•‹o Pœblica.
III. A pena Ž aumentada da ter•a parte quando o autor do crime
praticado por funcion‡rio pœblico contra a administra•‹o em geral for
ocupante de cargo em comiss‹o de —rg‹o da administra•‹o direta.

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Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa II estiver correta.
(C) se somente a afirmativa III estiver correta.
(D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.
COMENTçRIOS:
I Ð ERRADA: Nos termos do art. 327 do CP, atŽ mesmo aqueles que n‹o recebam
remunera•‹o poder‹o ser considerados funcion‡rios pœblicos para fins penais.
II Ð ERRADA: TambŽm Ž equiparado a funcion‡rio pœblico aquele que trabalha
para empresa prestadora de servi•o contratada para a execu•‹o de atividade
t’pica da Administra•‹o Pœblica, nos termos do art. 327, ¤1¼ do CP.
II Ð CORRETA: Item correto, pois esta Ž uma das hip—teses previstas no art. 327,
¤2¼ do CP:
Art. 327 (...)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes previstos
neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia mista,
empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei n¼ 6.799,
de 1980)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

11.! (FGV - 2013 - PC-MA - DELEGADO DE POLêCIA)


Com rela•‹o ao crime de peculato, assinale a afirmativa incorreta.
a) ƒ poss’vel que a pessoa que n‹o Ž funcion‡rio pœblico venha a
responder por peculato.
b) O carcereiro que recebe os objetos do preso e deles se apropria,
responde por peculato.
c) O funcion‡rio pœblico que deixa o cofre da reparti•‹o aberto, do que
se aproveita outro funcion‡rio para se apropriar de bens pœblico,
responde por peculato culposo, ficando extinta a punibilidade se ocorre
a repara•‹o do dano antes da senten•a.
d) O funcion‡rio pœblico que ao visitar um colega de outro —rg‹o e se
aproveita para subtrair bem pœblico, responde por peculato furto.
e) ƒ poss’vel a tentativa no crime de peculato, salvo na modalidade
culposa.
A) CORRETA: ƒ poss’vel, desde que em concurso de agentes com uma pessoa
que seja funcion‡rio pœblico. Neste caso, a condi•‹o de funcion‡rio pœblico de um
dos comparsas se comunica ao outro (que n‹o a possui), permitindo sua puni•‹o
pelo crime de peculato, conforme art. 30 do CP;

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B) CORRETA: O peculato se caracteriza ainda que os bens apropriados sejam
particulares, mas desde que estejam sob cust—dia do Estado e na posse do
funcion‡rio pœblico (que os recebeu em raz‹o do cargo);
C) CORRETA: Neste caso, o agente responde pelo delito de peculato culposo,
previsto no art. 312, ¤2¼ do CP. Neste crime (somente no peculato culposo!), se
o agente repara o dano antes da senten•a, ocorre a extin•‹o da punibilidade,
conforme prev• o art. 312, ¤3¼ do CP;
D) ERRADA: O item est‡ errado, pois no peculato-furto o agente subtrai um bem
pœblico ou particular (do qual n‹o tem a posse) valendo-se das facilidades que o
cargo lhe proporciona, o que n‹o ocorre no caso em tela. Vejamos:
Art. 312 (...)
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em
proveito pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade
de funcion‡rio.

E) CORRETA: A tentativa Ž perfeitamente admiss’vel, j‡ que o iter criminis pode


ser fracionado. N‹o se admite, entretanto, no crime culposo, eis que os crimes
culposos, por sua natureza, n‹o admitem tentativa.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA ƒ A LETRA D.

12.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Um servidor pœblico, valendo-se da facilidade que lhe proporciona a
qualidade de funcion‡rio da Secretaria da Receita, subtrai diversos
objetos de uso da reparti•‹o, inclusive um microcomputador, para seu
uso pessoal.
O crime descrito configura:
a) peculato-furto.
b) furto qualificado.
c) explora•‹o de fun•‹o.
d) emprego irregular de bem pœblico.
e) favorecimento pessoal.
COMENTçRIO: A conduta do servidor se caracteriza como crime de peculato-
furto, uma espŽcie de peculato na qual o agente, n‹o tendo a posse do bem, mas
valendo-se da facilidade proporcionada pelo cargo, subtrai o bem, nos termos do
art. 312, ¤1¼ do CP:
Art. 312 - (...)
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em proveito
pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

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13.! (FGV Ð 2008 Ð TCM-RJ - PROCURADOR)


Jo‹o da Silva Ž funcion‡rio pœblico municipal concursado, lotado na
Secretaria de Fazenda do Munic’pio do Rio de Janeiro. Sua fun•‹o Ž
controlar a execu•‹o de determinados contratos licitados pela prefeitura,
especialmente a autoriza•‹o para pagamento. Auxiliado por seu irm‹o,
JosŽ da Silva, Jo‹o decide apropriar-se de dinheiro pertencente ˆ
Prefeitura. Jo‹o cadastra a conta corrente de JosŽ como sendo de uma
empresa que efetivamente presta servi•os ˆ Prefeitura. Ao autorizar os
pagamentos, Jo‹o destina 90% dos recursos ˆ conta verdadeira daquela
empresa e 10% para a conta de seu irm‹o. Aremitas Martins,
respons‡vel pela confer•ncia e libera•‹o dos pagamentos autorizados
por Jo‹o, n‹o observa os deveres de cuidado a que estava obrigado, e o
desvio ocorre.
Assinale a alternativa que apresente corretamente o crime praticado por
Jo‹o, JosŽ e Aremitas, respectivamente.
(A) peculato culposo, peculato doloso e nenhum crime
(B) peculato doloso, peculato doloso e peculato culposo
(C) peculato doloso, estelionato e peculato culposo
(D) peculato doloso, peculato doloso e nenhum crime
(E) estelionato, estelionato e nenhum crime
COMENTçRIOS: Neste caso, os dois primeiros (Jo‹o e JosŽ) praticaram o crime
de peculato doloso em concurso de agentes (art. 312 do CP). J‡ Aremitas apenas
foi negligente, n‹o tendo aderido ˆ conduta de Jo‹o e JosŽ. Neste caso,
responder‡ por peculato culposo, nos termos do art. 312, ¤2¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

14.! (FGV Ð 2013 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Lucas, funcion‡rio pœblico do Tribunal de Justi•a, e Laura, sua noiva,
estudante de direito, resolveram subtrair notebooks de œltima gera•‹o
adquiridos pela serventia onde Lucas exerce suas fun•›es. Assim, para
conseguir seu intento, combinaram dividir a execu•‹o do delito. Lucas,
em determinado feriado municipal, valendo-se da facilidade que seu
cargo lhe proporcionava, identificou-se na recep•‹o e disse ao seguran•a
que precisava ir atŽ a serventia para buscar alguns pertences que havia
esquecido. O seguran•a, que j‡ conhecia Lucas de vista, n‹o desconfiou
de nada e permitiu o acesso. Ressalte-se que, alŽm de ser serventu‡rio,
Lucas conhecia detalhadamente o prŽdio pœblico, raz‹o pela qual se
dirigiu rapidamente ao local desejado, subtraindo todos os notebooks.
Ap—s, foi a uma janela e, dali, os entregou a Laura, que os colocou no
carro e saiu. Ao final, Lucas conseguiu deixar o edif’cio sem que ninguŽm
suspeitasse de nada. Todavia, cerca de uma semana ap—s, Laura e Lucas
t•m uma discuss‹o e terminam o noivado. Muito enraivecida, Laura

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procura a pol’cia e noticia os fatos, ocasi‹o em que devolve todos os
notebooks subtra’dos.
Com base nas informa•›es do caso narrado, assinale a afirmativa
correta.
a) Laura e Lucas devem responder pelo delito de peculato- furto
praticado em concurso de agentes.
b) Laura deve responder por furto qualificado e Lucas deve responder
por peculato-furto, dada ˆ incomunicabilidade das circunst‰ncias.
c) Laura e Lucas ser‹o beneficiados pela causa extintiva de punibilidade,
uma vez que houve repara•‹o do dano ao er‡rio anteriormente ˆ
denœncia.
d) Laura ser‡ beneficiada pelo instituto do arrependimento eficaz, mas
Lucas n‹o poder‡ valer-se de tal benef’cio, pois a restitui•‹o dos bens,
por parte dele, n‹o foi volunt‡ria.
COMENTçRIOS: Ambos dever‹o responder pelo delito de peculato (na
modalidade Òpeculato-furto), praticado em concurso de agentes, nos termos do
art. 312, ¤1¼ do CP:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em
proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em proveito
pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio.
N‹o h‡ que se falar em arrependimento eficaz, pois o crime se consumou,
TambŽm n‹o h‡ que se falar em extin•‹o da punibilidade pela repara•‹o do dano,
eis que s— cab’vel em rela•‹o ao peculato CULPOSO, nos termos do art. 312, ¤3¼
do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

15.! (FGV Ð 2013 Ð MPE-MS Ð TƒCNICO ADMINISTRATIVO)


Sobre o crime de peculato, assinale a afirmativa correta.
a) N‹o existe previs‹o da forma culposa do crime de peculato.
b) O funcion‡rio pœblico que, durante aula em seu curso da faculdade,
subtrai o celular da bolsa de um colega que sentava ao seu lado pratica
crime de peculato furto.
c) Sendo crime pr—prio, apenas o funcion‡rio pœblico pode responder
pelo crime de peculato.
d) O crime de peculato apropria•‹o somente pode ter como objeto
material dinheiro, valor ou outro bem m—vel pœblico, mas nunca
particular.

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e) O crime de peculato pode ser praticado na modalidade culposa. A
repara•‹o do dano, desde que anterior ˆ senten•a irrecorr’vel, extingue
a punibilidade do agente. Se posterior a esse momento, haver‡ redu•‹o
de metade da pena imposta.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: A forma culposa deste delito est‡ prevista no art. 312, ¤2¼ do CP.
B) ERRADA: O funcion‡rio pœblico, aqui, pratica mero crime de furto, previsto no
art. 155 do CP, pois o fato n‹o guarda qualquer rela•‹o com sua atividade
funcional.
C) ERRADA: Item errado, pois o particular tambŽm poder‡ responder pelo delito,
desde que o pratique em concurso de agentes com um funcion‡rio pœblico, nos
termos do art. 30 do CP.
D) ERRADA: Item errado, pois os bens particulares tambŽm podem ser objetos
materiais do crime de peculato, desde que estejam sob a cust—dia do poder
pœblico.
E) CORRETA: Item correto, pois esta Ž a previs‹o do art. 312, ¤3¼ do CP:
Peculato culposo
Art. 312 (...)
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano.
¤ 3¼ - No caso do par‡grafo anterior, a repara•‹o do dano, se precede ˆ senten•a
irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz de metade a pena
imposta.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

16.! (FGV Ð 2014 Ð DPE-DF Ð ANALISTA)


Francisco e Armando foram condenados pela pr‡tica do crime de
peculato, previsto no Artigo 312 do C—digo Penal. Francisco, na qualidade
de funcion‡rio pœblico, ao ser removido para outro setor do —rg‹o pœblico
onde trabalhava, resolveu apropriar-se de todos os equipamentos
existentes na antiga sala que ocupava e que pertenciam ˆ administra•‹o
pœblica. Como n‹o conseguiria carregar sozinho os equipamentos e nem
tinha carro para realizar o transporte, solicitou a ajuda de seu amigo
Armando, este n‹o funcion‡rio pœblico. Armando concordou em auxiliar
seu amigo na empreitada, n‹o apenas ajudando a carregar os
equipamentos, mas tambŽm emprestando seu carro para o transporte,
mesmo tendo ci•ncia de que se tratava de bens pœblicos e de que
Francisco tinha sua posse apenas pelo fato de ocupar determinado cargo
na administra•‹o pœblica. Ao apelar da senten•a condenat—ria, a Defesa
de Armando alegou que ele n‹o poderia ter sido condenado pela pr‡tica
de peculato, uma vez que se trata de crime praticado apenas por
funcion‡rios pœblicos.
Sobre a tese sustentada pela Defesa de Armando, pode-se afirmar que:

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a) est‡ correta, uma vez que peculato consiste em crime pr—prio,
praticado apenas por funcion‡rios pœblicos e jamais poderia ter sido
atribu’do a quem n‹o ostenta tal qualidade.
b) est‡ correta, uma vez que peculato consiste em crime de m‹o pr—pria,
praticado apenas por funcion‡rios pœblicos e jamais poderia ter sido
atribu’do a quem n‹o ostenta tal qualidade.
c) n‹o est‡ correta, uma vez que as circunst‰ncias e condi•›es de car‡ter
pessoal, quando elementares do tipo, comunicam- se ao coautor do
crime, ainda que ele n‹o ostente tais qualidades.
d) n‹o est‡ correta, pois, em se tratando de crimes contra a
administra•‹o pœblica, Ž irrelevante que o autor da conduta ostente a
qualidade de funcion‡rio pœblico.
e) n‹o est‡ correta porque o peculato, quanto ao sujeito ativo, Ž crime
comum.
COMENTçRIOS: A tese defensiva n‹o est‡ correta, pois o particular tambŽm
poder‡ responder pelo delito, desde que o pratique em concurso de agentes com
um funcion‡rio pœblico, nos termos do art. 30 do CP, que Ž exatamente o que
ocorreu na situa•‹o:
Circunst‰ncias incomunic‡veis
Art. 30 - N‹o se comunicam as circunst‰ncias e as condi•›es de car‡ter pessoal, salvo
quando elementares do crime. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Assim, podemos perceber que a elementar Òfuncion‡rio pœblicoÓ, condi•‹o exigida
pelo tipo penal, ir‡ se comunicar aos demais coautores do crime, por se tratar de
uma condi•‹o que, embora pessoal, Ž essencial.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

17.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


O crime de peculato est‡ disciplinado no art. 312 do C—digo Penal. Visa
proteger, dentre outros bens jur’dicos, a moralidade administrativa e o
patrim™nio. Sobre tal delito, Ž correto afirmar que:
(A) por ser crime classificado pela doutrina como crime pr—prio, em
hip—tese alguma poder‡ o particular n‹o funcion‡rio pœblico por ele
responder;
(B) exige que a subtra•‹o/desvio/apropria•‹o seja de valor, n‹o
havendo tipicidade quando for de bem m—vel;
(C) o C—digo Penal n‹o criminaliza sua modalidade culposa;
(D) para tipificar, o valor subtra’do dever‡ ser necessariamente pœblico;
(E) exige que a posse de eventual valor subtra’do decorra do cargo,
emprego ou fun•‹o ou ao menos que haja facilidade decorrente da
posi•‹o de funcion‡rio pœblico.
COMENTçRIOS:

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A) ERRADA: ƒ poss’vel que seja praticado por um particular, desde que em
concurso de pessoas com alguŽm que seja funcion‡rio pœblico, na forma do art.
30 do CP.
B) ERRADA: Item errado, pois Ž plenamente poss’vel que o objeto do crime seja
bem m—vel.
C) ERRADA: Existe a modalidade de peculato CULPOSO, nos termos do art. 312,
¤2¼ do CP.
D) ERRADA: O objeto do crime (bem, valor, coisa, etc.) pode ser tanto pœblico
quanto privado (nesse caso, deve estar em poder do Estado).
E) CORRETA: Item correto, pois exige-se que o funcion‡rio pœblico se valha desta
qualidade para praticar o delito, seja por ter a posse do bem, seja por ter maior
facilidade para sua subtra•‹o.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

18.! (FGV Ð 2011 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Configura modalidade de peculato prevista no C—digo Penal
a) o peculato por erro de outrem, consistente na apropria•‹o de bem ou
valores que o funcion‡rio tenha recebido pela facilidade que seu cargo
lhe proporciona.
b) o peculato eletr™nico, modalidade an™mala de peculato, consistente
em inserir dados falsos, alterar ou modificar dados no sistema de
informa•›es da administra•‹o pœblica.
c) o peculato-culposo, consistente na apropria•‹o de bens ou valores que
o funcion‡rio tenha recebido por erro de outrem em raz‹o do cargo
pœblico que exerce.
d) o peculato-desvio, consistente no desvio de bens ou valores, pelo
funcion‡rio pœblico, em benef’cio de terceiro.
COMENTçRIOS: A quest‹o foi bem anulada, pois a alternativa B, dada como
correta, Ž question‡vel, j‡ que o nome Òpeculato eletr™nicoÓ Ž mera constru•‹o
doutrin‡ria, n‹o tendo previs‹o no art. 313-A do CP. AlŽm disso, tal delito n‹o
resta configurado apenas com o dolo genŽrico, Ž necess‡rio o dolo espec’fico,
consistente em praticar a conduta Òcom o fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem ou para causar danoÓ.
A alternativa D, por sua vez, dada como errada, tambŽm Ž question‡vel, pois o
peculato-desvio, de fato, pode ser praticado desta forma (ainda que o desvio
tambŽm possa ser realizado em benef’cio pr—prio).
Assim, diante de tamanha confus‹o, fez bem a Banca em anular a quest‹o.
Portanto, a quest‹o foi ANULADA.

19.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


O funcion‡rio JosŽ, respons‡vel pela presta•‹o de informa•›es aos
sistemas informatizados ou banco de dados da Administra•‹o Pœblica

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Federal, ap—s receber da empresa "X" uma determinada quantia em
dinheiro, excluiu, indevidamente, alguns dados corretos do sistema, o
que implicou inequ’voco preju’zo ˆ Administra•‹o Tribut‡ria.
Sobre a situa•‹o hipotŽtica do funcion‡rio JosŽ Ž correto afirmar que:
a) responder‡ somente por infra•‹o de ordem administrativa, uma vez
que sua conduta n‹o caracteriza qualquer il’cito penal.
b) alŽm das consequ•ncias administrativas a que estar‡ sujeito,
responder‡ por crime de peculato, previsto no artigo 313, caput, do
C—digo Penal.
c) alŽm das consequ•ncias administrativas a que estar‡ sujeito,
responder‡ por crime de excesso de exa•‹o, previsto no artigo
316, par‡grafo 1¼, do C—digo Penal.
d) alŽm das consequ•ncias administrativas a que estar‡ sujeito,
responder‡ por crime de modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de
sistema de informa•›es, previsto no artigo 313-B do C—digo Penal.
e) alŽm das consequ•ncias administrativas, a que estar‡ sujeito,
responder‡ por crime de inser•‹o de dados falsos em sistema de
informa•›es, previsto no artigo 313-A do C—digo Penal.
COMENTçRIO: AlŽm de responder administrativamente pelo seu ato, o agente
responder‡, ainda, pelo delito previsto no art. 313-A do CP. Vejamos:
Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion‡rio autorizado, a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o Pœblica com o fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem ou para causar dano: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000))
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

20.! (FGV Ð 2010 ÐOAB ÐEXAME DE ORDEM)


Funda•‹o Pœblica Federal contrata o tŽcnico de inform‡tica Abelardo
Fonseca para que opere o sistema informatizado destinado ˆ elabora•‹o
da folha de pagamento de seus funcion‡rios. Abelardo, ao elaborar a
referida folha de pagamento, altera as informa•›es sobre a remunera•‹o
dos funcion‡rios da Funda•‹o no sistema, descontando a quantia de
cinco reais de cada um deles. A seguir, insere o seu pr—prio nome e sua
pr—pria conta banc‡ria no sistema, atribuindo-se a condi•‹o de
funcion‡rio da Funda•‹o e destina ˆ sua conta o total dos valores
desviados dos demais. Terminada a elabora•‹o da folha, Abelardo
remete as informa•›es ˆ se•‹o de pagamentos, a qual efetua os
pagamentos de acordo com as informa•›es lan•adas no sistema por ele.
Considerando tal narrativa, Ž correto afirmar que Abelardo praticou
crime de:

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(A) estelionato.
(B) peculato.
(C) concuss‹o.
(D) inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.
COMENTçRIOS: A conduta de Abelardo se amolda perfeitamente ao tipo penal
previsto no art. 313-A do CP (inser•‹o de dados falsos em sistema de
informa•›es). Vejamos:
Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion‡rio autorizado, a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o Pœblica com o fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem ou para causar dano: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000))
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

21.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


JosŽ Augusto, funcion‡rio pœblico respons‡vel pela guarda de livros
oficiais de determinado cart—rio judicial, por um descuido seu, n‹o
percebeu quando encaminhou um dos livros de que tinha a guarda para
a lixeira, junto com outros papŽis. Diante do extravio do livro oficial, Ž
correto afirmar que o funcion‡rio:
(A) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem;
(B) cometeu o crime de extravio, sonega•‹o ou inutiliza•‹o de livro ou
documento;
(C) n‹o cometeu crime algum contra a Administra•‹o em Geral;
(D) cometeu crime de condescend•ncia criminosa;
(E) cometeu crime de abandono de fun•‹o.
COMENTçRIOS: No caso em tela o agente n‹o cometeu crime algum, pois o
delito de Òextravio de livro ou documento pœblicoÓ s— Ž pun’vel na forma dolosa,
n‹o havendo forma culposa, nos termos do art. 314 do CP:
Extravio, sonega•‹o ou inutiliza•‹o de livro ou documento
Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em
raz‹o do cargo; soneg‡-lo ou inutiliz‡-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, se o fato n‹o constitui crime mais grave.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

22.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


Durante atendimento aos advogados no Tribunal de Justi•a, um analista
concursado que atuava junto ao cart—rio judicial da 2» Vara Criminal
solicitou a quantia de R$ 3.000,00 (tr•s mil reais) a um advogado para
que deixasse de juntar aos autos uma promo•‹o do MinistŽrio Pœblico
em que era solicitada a pris‹o cautelar do rŽu de um processo. De
imediato, o patrono se recusou a pagar o valor e comunicou o fato ao juiz

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em atua•‹o no —rg‹o citado. Considerando apenas os fatos narrados, Ž
poss’vel afirmar que a conduta do analista:
(A) Ž at’pica, configurando apenas il’cito civil;
(B) configura crime de corrup•‹o passiva, consumado;
(C) configura crime de advocacia administrativa, tentado;
(D) configura crime de corrup•‹o passiva, tentado;
(E) configura crime de advocacia administrativa, consumado.
COMENTçRIOS: A conduta do analista configura o delito de corrup•‹o passiva,
previsto no art. 317 do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
O crime ocorreu na forma consumada, pois o eventual recebimento da vantagem
Ž absolutamente desnecess‡rio para a consuma•‹o do crime.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

23.! (FGV - 2010 - SEAD-AP - AUDITOR DA RECEITA DO ESTADO - PROVA


1)
No que tange ˆ corrup•‹o passiva Ž correto afirmar que:
A) a vantagem indevida oferecida Ž, exclusivamente, de natureza
patrimonial.
B) o ato funcional visado pela corrup•‹o tanto pode ser l’cito como il’cito.
C) Ž v‡lido o entendimento de que o funcion‡rio em gozo de fŽrias n‹o
possa ser agente do delito.
D) o agente atua para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
E) a pena Ž aumentada da metade se o funcion‡rio pœblico retarda,
efetivamente, o dever funcional.
COMENTçRIOS: A vantagem indevida pode ser de qualquer natureza, conforme
Doutrina majorit‡ria. O servidor em gozo de fŽrias pode praticar o delito. O
agente n‹o atua para satisfazer interesse pessoal, caso contr‡rio estaria
praticando o crime de prevarica•‹o (art. 319 do CP). A pena, no caso de o ato
ilegal ser praticado, Ž aumentada de 1/3. O ato funcional que o agente deva
praticar tanto pode ser l’cito ou il’cito, a lei n‹o distingue.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

24.! (FGV Ð 2015 Ð TJ-RO Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Caio, estagi‡rio concursado do Tribunal de Justi•a, no exerc’cio dessa
sua fun•‹o, solicita de um advogado que realizava atendimento a quantia
de R$400,00 para adiantar a juntada de determinada peti•‹o.

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Insatisfeito com a conduta de Caio, de imediato o advogado recusou a
solicita•‹o e denunciou o ocorrido ao MinistŽrio Pœblico. Considerando
apenas a situa•‹o narrada, Ž correto afirmar que Caio dever‡ ser
responsabilizado pela pr‡tica de um crime de:
(A) corrup•‹o ativa, consumado;
(B) corrup•‹o passiva, tentado;
(C) corrup•‹o ativa, tentado;
(D) concuss‹o, consumado;
(E) corrup•‹o passiva, consumado.
COMENTçRIOS: Caio dever‡ responder pelo delito de corrup•‹o passiva (art.
317 do CP) em sua forma consumada, pois a mera solicita•‹o da vantagem
indevida j‡ consuma o delito, que Ž considerado formal (dispensa a ocorr•ncia
efetiva do resultado pretendido pelo agente).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

25.! (FGV Ð 2015 Ð TCM-SP Ð AGENTE DE FISCALIZA‚ÌO Ð


ADMINISTRA‚ÌO)
Gabriel, funcion‡rio pœblico que atua junto ˆ Receita Federal instalada
no aeroporto internacional de S‹o Paulo, com fun•‹o de controle dos
produtos que ingressam no pa’s, possui um acordo com a sociedade
empres‡ria em que trabalha seu filho no sentido de que n‹o obstar‡ a
entrada de mercadorias estrangeiras proibidas em territ—rio nacional. No
dia 02 de junho de 2015, colocou o acordo em pr‡tica, permitindo a
entrada de animais silvestres comprados pela sociedade sem a devida
autoriza•‹o. Nesse caso, Ž correto afirmar que Gabriel praticou o crime
de:
(A) contrabando, em concurso de agentes;
(B) facilita•‹o de contrabando ou descaminho;
(C) descaminho, em concurso de agentes;
(D) descaminho, em tese, mas deve ser reconhecido o princ’pio da
insignific‰ncia;
(E) prevarica•‹o.
COMENTçRIOS: A conduta do agente se amolda ao tipo penal do art. 318 do
CP, ou seja, facilita•‹o de contrabando ou descaminho. Vejamos:
Facilita•‹o de contrabando ou descaminho
Art. 318 - Facilitar, com infra•‹o de dever funcional, a pr‡tica de contrabando ou
descaminho (art. 334):
A quest‹o Ž clara ao afirmar que o funcion‡rio pœblico tinha o dever funcional de
controlar o ingresso de produtos estrangeiros no pa’s, o que caracteriza o delito
em tela.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

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26.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - ADMINISTRA‚ÌO)
O funcion‡rio pœblico que por indulg•ncia deixa de responsabilizar
subordinado que cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe
falte compet•ncia, n‹o leva o fato ao conhecimento da autoridade
competente, deve em tese responder pelo crime de
a) prevarica•‹o.
b) corrup•‹o passiva.
c) insubordina•‹o.
d) condescend•ncia criminosa.
e) desobedi•ncia.
COMENTçRIOS: Neste caso, o funcion‡rio pœblico deve responder pelo delito de
condescend•ncia criminosa, previsto no art. 320 do CP:
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar
o fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

27.! (FGV Ð 2011 Ð TRE/PA Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


O servidor pœblico pode responder civil, penal e administrativamente por
seus atos.
A esse respeito, analise a tipifica•‹o das condutas pelo C—digo Penal e a
descri•‹o proposta para as situa•›es delitivas a seguir:
I. Peculato culposo: apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que,
no exerc’cio do cargo, recebeu por erro de outrem.
II. Emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas: dar ˆs verbas ou
rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei.
III. Prevarica•‹o: retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de
of’cio, ou pratic‡-lo contra disposi•‹o expressa
de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
IV. Condescend•ncia criminosa: devassar o sigilo de proposta de
concorr•ncia pœblica, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devass‡-lo.
Assinale
a) se apenas os itens I, II e III estiverem corretos.
b) se apenas os itens II, III e IV estiverem corretos.
c) se apenas os itens II e III estiverem corretos.
d) se apenas os itens I e IV estiverem corretos.
e) se apenas os itens I, II e IV estiverem corretos.
Coment‡rio:

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I - ERRADA: Esta conduta descreve o peculato mediante erro de outrem, previsto
no art. 313 do CP;
II - CORRETA: De fato, esta Ž a conduta prevista para o delito de emprego
irregular de verbas ou rendas pœblicas, nos termos do art. 315 do CP:
Emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas
Art. 315 - Dar ˆs verbas ou rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
III - CORRETA: Esta Ž a descri•‹o do tipo penal do delito de prevarica•‹o, previsto
no art. 319 do CP:
Prevarica•‹o
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo
contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
IV - ERRADA: O tipo penal do delito de condescend•ncia criminosa prev• que o
crime se configura quando o funcion‡rio pœblico deixa de punir subordinado seu
que praticou infra•‹o funcional, e o faz por indulg•ncia, nos termos do art. 320
do CP:
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o
fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

28.! (FGV Ð X EXAME UNIFICADO DA OAB)


Coriolano, objetivando proteger seu amigo Romualdo, n‹o obedeceu ˆ
requisi•‹o do Promotor de Justi•a no sentido de determinar a
instaura•‹o de inquŽrito policial para apurar eventual pr‡tica de conduta
criminosa por parte de Romualdo.
Nesse caso, Ž correto afirmar que Coriolano praticou crime de
A) desobedi•ncia (Art. 330, do CP).
B) prevarica•‹o (Art. 319, do CP).
C) corrup•‹o passiva (Art. 317, do CP).
D) crime de advocacia administrativa (Art. 321, do CP).
COMENTçRIOS: No caso em tela, Coriolano deixou de praticar ato que deveria
praticar, em raz‹o de normativo legal expresso, para satisfazer sentimento
pessoal. Assim, praticou o delito do art. 319 do CP, ou seja, o crime de
prevarica•‹o. Vejamos:
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo
contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
N‹o h‡ que se falar em desobedi•ncia, pois o crime de desobedi•ncia deve ser
praticado por um particular em rela•‹o ˆ ORDEM de funcion‡rio pœblico.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

29.! (FGV Ð 2013 Ð TJ-AM Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


O funcion‡rio pœblico que retarda ou deixa de praticar, indevidamente,
ato de of’cio, ou o pratica contra expressa disposi•‹o de lei, para
satisfazer interesse ou sentimento pessoal pratica o crime de
a) corrup•‹o ativa.
b) prevarica•‹o.
c) corrup•‹o passiva.
d) condescend•ncia criminosa.
e) modifica•‹o ou altera•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es.
COMENTçRIOS: O funcion‡rio, neste caso, pratica o delito de PREVARICA‚ÌO,
nos termos do art. 319 do CP:
Prevarica•‹o
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo
contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

30.! (FGV Ð 2015 Ð TJ/SC Ð TƒCNICO JUDICIçRIO AUXILIAR)


Marlon, um tŽcnico judici‡rio que exercia suas fun•›es junto ˆ
Presid•ncia do Tribunal de Justi•a, tomou conhecimento que outro
funcion‡rio da reparti•‹o cometeu infra•‹o no exerc’cio de seu cargo.
Contudo, sensibilizado pelo fato de que o infrator possu’a uma filha de
apenas 02 meses, deixou de comunicar o fato ˆ autoridade com
compet•ncia para responsabiliza•‹o. Nesse caso, Marlon:
(A) n‹o cometeu qualquer crime contra a Administra•‹o Pœblica;
(B) cometeu crime de condescend•ncia criminosa;
(C) cometeu crime de prevarica•‹o;
(D) cometeu crime de abandono de fun•‹o;
(E) cometeu crime de concuss‹o.
COMENTçRIOS: Quest‹o pol•mica. Isso porque a quest‹o deixa claro que
Marlon NÌO era superior hierarquicamente ao funcion‡rio faltoso. Neste caso, a
Doutrina se divide quanto ˆ pr‡tica, ou n‹o, do crime de condescend•ncia
criminosa. Vejamos o art. 320 do CP:
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o
fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.

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Parte da Doutrina entende que o crime sempre se dirige ao SUPERIOR, ou seja,
aquele que Ž ÒchefeÓ do funcion‡rio e deixa de puni-lo ou de levar ao
conhecimento de quem tenha qualidade para punir.
Outra parte da Doutrina entende que o termo Òou, quando lhe falte compet•ncia,
n‹o levar o fato ao conhecimento da autoridade competenteÓ significa que
qualquer colega de trabalho poderia praticar o delito.
A Banca deu a alternativa B como correta.
Contudo, a situa•‹o Ž dividida na Doutrina, de maneira que a quest‹o
deveria ser ANULADA.

31.! (FGV Ð 2015 Ð TCM-SP Ð AGENTE DE FISCALIZA‚ÌO Ð


ADMINISTRA‚ÌO)
JosŽ, juiz de direito do Tribunal de Justi•a de S‹o Paulo, depara-se com
um processo em que figura na condi•‹o de rŽ uma grande amiga de
inf‰ncia de sua filha. N‹o havendo causa de impedimento ou suspei•‹o,
separa o processo para proferir, com calma, na manh‹ seguinte, uma
senten•a condenat—ria bem fundamentada, pois sabe que sua filha
ficaria chateada diante de sua decis‹o. Ocorre que, por descuido,
esqueceu o processo no arm‡rio de seu gabinete por 06 meses, causando
a prescri•‹o da pretens‹o punitiva. Considerando a hip—tese narrada, Ž
correto afirmar que a conduta de JosŽ:
(A) Ž at’pica, sob o ponto de vista do Direito Penal;
(B) configura a pr‡tica do crime de prevarica•‹o, pois presente o
elemento subjetivo da satisfa•‹o de sentimento pessoal;
(C) configura a pr‡tica do crime de condescend•ncia criminosa;
(D) configura a pr‡tica do crime de prevarica•‹o, bastando para tanto o
dolo genŽrico;
(E) configura a pr‡tica do crime de corrup•‹o passiva.
COMENTçRIOS: O enunciado da quest‹o Ž CLARO ao afirmar que JosŽ guardou
o processo para que pudesse proferir, no dia seguinte, com mais calma, uma
senten•a CONDENATîRIA. Contudo, acabou por se esquecer do processo. Neste
caso, a conduta Ž ATêPICA, eis que o agente n‹o teve o dolo de deixar de praticar
o ato com infra•‹o de dever funcional. ƒ poss’vel que, diante desta conduta, o
Juiz sofra alguma puni•‹o administrativa, mas a conduta Ž irrelevante para o
Direito Penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

32.! (FGV - 2013 - MPE-MS - ANALISTA - ADMINISTRA‚ÌO)


Com o objetivo de ajudar um conhecido que tem um processo em
tramita•‹o na reparti•‹o em que trabalha, determinado servidor
interfere junto ao colega de reparti•‹o para que prospere o pedido
daquele conhecido. Em tese, o servidor praticou o crime de
a) exerc’cio irregular de cargo.

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b) abuso de autoridade.
c) advocacia administrativa.
d) prevarica•‹o.
e) corrup•‹o ativa.
COMENTçRIOS: Neste caso, a princ’pio, o funcion‡rio pœblico praticou o delito
de advocacia administrativa, previsto no art. 321 do CP:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

33.! (FGV Ð 2010 Ð SEAD-AP Ð FISCAL DA RECEITA ESTADUAL)


Com rela•‹o aos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a
Administra•‹o Pœblica, previstos no C—digo Penal, considere as seguintes
assertivas:
I. Modificar ou alterar sistema de informa•›es ou programa de
inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente
acarreta, para o agente, as penas de deten•‹o e multa.
II. Na advocacia administrativa, a conduta t’pica consiste em patrocinar
interesse privado alheio perante a Administra•‹o Pœblica, ainda que
leg’timo, valendo-se da qualidade de funcion‡rio.
III. A forma privilegiada de corrup•‹o passiva ocorre quando o
funcion‡rio pœblico pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio,
com infra•‹o de dever funcional cedendo a pedido ou influ•ncia de
outrem.
IV. A concuss‹o se consuma com a simples exig•ncia da vantagem
indevida, sendo que a sua obten•‹o pode se concretizar no futuro e se
destinar ao agente ou a terceira pessoa.
Assinale:
a) se somente as assertivas I e II estiverem corretas.
b) se somente as assertivas I e IV estiverem corretas.
c) se somente as assertivas I, II e III estiverem corretas.
d) se somente as assertivas I, II e IV estiverem corretas.
e) se todas as assertivas estiverem corretas.
COMENTçRIO:
I - CORRETA: Trata-se do crime previsto no art. 313-B, punido com pena de
deten•‹o e multa;
II - CORRETA: Esta Ž a defini•‹o do delito de advocacia administrativa, previsto
no art. 321 do CP:
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:

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Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
III - CORRETA: Exatamente. Esta Ž a forma privilegiada do delito de corrup•‹o
passiva, prevista no art. 317, ¤2¼ do CP:
Art. 317 (...)
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com infra•‹o
de dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa.
IV - CORRETA: A concuss‹o Ž crime formal, consumando-se com a mera
exig•ncia da vantagem indevida, que pode ser destinada ao pr—prio infrator ou a
terceira pessoa, nos termos do art. 316 do CP:
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

34.! (FGV Ð 2014 Ð SUSAM Ð ADVOGADO)


Com rela•‹o aos crimes contra a Administra•‹o Pœblica, assinale a
afirmativa correta.
a) Somente pode responder pelo crime de peculato o funcion‡rio
pœblico.
b) O funcion‡rio que aceita promessa de vantagem indevida, para si
ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o
ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, n‹o vindo a promessa a se
concretizar, responde pelo crime de tentativa de corrup•‹o passiva.
c) No crime de peculato culposo, a repara•‹o do dano, se precede
ˆ senten•a irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior,
reduz em metade a pena imposta.
d) O crime de concuss‹o tem como bem jur’dico protegido a
moralidade e a probidade da Administra•‹o Pœblica, somente sendo
poss’vel a progress‹o de regime ap—s ter sido reparado o dano causado
ou devolvido o produto do il’cito praticado, com os acrŽscimos legais,
bem como cumprido 1/3 da pena aplicada.
e) O condenado por crime contra a Administra•‹o Pœblica, seja qual for
a pena aplicada, perder‡ obrigatoriamente o cargo, como efeito da
senten•a condenat—ria.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: Item errado, pois o particular tambŽm poder‡ responder pelo delito,
desde que o pratique em concurso de agentes com um funcion‡rio pœblico, nos
termos do art. 30 do CP.
B) ERRADA: O crime, aqui, ser‡ o de corrup•‹o passiva em sua forma
CONSUMADA, e n‹o tentada.
C) CORRETA: Item correto, pois esta Ž a previs‹o do art. 312, ¤3¼ do CP:
Peculato culposo
Art. 312 (...)
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano.

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¤ 3¼ - No caso do par‡grafo anterior, a repara•‹o do dano, se precede ˆ senten•a
irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz de metade a pena
imposta.
D) ERRADA: Item errado, pois embora a repara•‹o do dano seja um dos
requisitos para a progress‹o de regime em rela•‹o aos crimes praticados contra
a administra•‹o pœblica (art. 33, ¤4¼ do CP), exige-se o cumprimento de 1/6 da
pena para que haja a progress‹o, e n‹o 1/3.
E) ERRADA: Item errado, pois o efeito da condena•‹o consistente na perda do
cargo pœblico, quando o crime Ž praticado com viola•‹o aos deveres para com a
administra•‹o pœblica, s— ocorrer‡ quando for aplicada pena privativa de
liberdade igual ou superior a 01 ano:
Art. 92 - S‹o tambŽm efeitos da condena•‹o:(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
I - a perda de cargo, fun•‹o pœblica ou mandato eletivo: (Reda•‹o dada pela Lei n¼
9.268, de 1¼.4.1996)
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano,
nos crimes praticados com abuso de poder ou viola•‹o de dever para com a
Administra•‹o Pœblica; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.268, de 1¼.4.1996)
AlŽm disso, trata-se de efeito n‹o autom‡tico, ou seja, deve ser declarado
expressamente pelo Juiz na senten•a.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

35.! (VUNESP Ð 2017 Ð TJ SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Funcion‡rio pœblico municipal, imprudentemente, deixa a porta da
reparti•‹o aberta ao final do expediente. Assim agindo, mesmo sem
inten•‹o, concorre para que outro funcion‡rio pœblico, que trabalha no
mesmo local, sub- traia os computadores que guarneciam o —rg‹o
pœblico. O Munic’pio sofre consider‡vel preju’zo. A conduta do
funcion‡rio que deixou a porta aberta traduz-se em
(A) mero il’cito funcional, sem repercuss‹o na esfera penal.
(B) peculato-subtra•‹o.
(C) peculato culposo.
(D) prevarica•‹o.
(E) fato at’pico.
COMENTçRIOS: O agente, neste caso, pratica o crime de peculato culposo,
previsto no art. 312, ¤2¼ do CP, pois apesar de n‹o ter tido a inten•‹o de provocar
o dano, culposamente concorreu para a ocorr•ncia do preju’zo, por ter sido
imprudente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

36.! (VUNESP Ð 2017 Ð TJ SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Certos crimes t•m suas penas estabelecidas em patamares superiores
quando presentes circunst‰ncias que aumentam o desvalor da conduta.
S‹o os denominados Òtipos qualificadosÓ. Assinale a alternativa que

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indica o crime que tem como qualificadoras Òresultar preju’zo pœblicoÓ e
Òocorrer em lugar compreendido na faixa de fronteiraÓ.
(A) Viol•ncia arbitr‡ria.
(B) Abuso de poder.
(C) Exerc’cio arbitr‡rio das pr—prias raz›es.
(D) Abandono de fun•‹o.
(E) Corrup•‹o passiva
COMENTçRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas o crime de
Òabandono de fun•‹oÓ, previsto no art. 323 do CP, possui forma qualificada (mais
grave) quando praticado em lugar de fronteira ou quando da conduta resultar
preju’zo pœblico, nos termos do art. 323, ¤¤1¼ e 2¼ do CP:
Abandono de fun•‹o
Art. 323 - Abandonar cargo pœblico, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
¤ 1¼ - Se do fato resulta preju’zo pœblico:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
¤ 2¼ - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

37.! (VUNESP Ð 2014 Ð PC/SP Ð ESCRIVÌO)


Imagine que um policial, em abordagem de rotina, identifique e efetue a
deten•‹o de um indiv’duo procurado pela justi•a. Assim que isso ocorre
e antes de apresentar o indiv’duo ˆ autoridade de Pol’cia Judici‡ria
(Delegado de Pol’cia), o policial recebe verbalmente, do detido, a
seguinte proposta: soltar o indiv’duo para que ele v‡ atŽ o caixa
eletr™nico e busque R$ 500,00, a serem entregues ao policial em troca
de sua liberdade. O policial aceita a proposta e solta o detido, que n‹o
retorna e n‹o cumpre com a promessa de pagamento.
Diante dessa hip—tese, o policial
(A) cometeu crime de prevarica•‹o (CP, art. 319).
(B) cometeu crime de corrup•‹o passiva (CP, art. 317).
(C) cometeu o crime de condescend•ncia criminosa (CP, art. 320).
(D) cometeu o crime de concuss‹o (CP, art. 316).
(E) n‹o cometeu crime algum, pois n‹o chegou a receber o dinheiro.
COMENTçRIOS: O policial, aqui, praticou o delito de corrup•‹o passiva, na
forma consumada, pois a mera aceita•‹o de promessa de vantagem indevida,
nestas condi•›es, caracteriza o delito, em sua forma consumada. A aus•ncia de
recebimento da vantagem indevida Ž absolutamente irrelevante para a
consuma•‹o do delito.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

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38.! (VUNESP Ð 2014 Ð PC/SP Ð INVESTIGADOR)


Considerando os crimes contra a Administra•‹o Pœblica, previstos no
C—digo Penal e praticados por funcion‡rio pœblico, Ž correto afirmar que
a conduta de Òsolicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em
raz‹o dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagemÓ,
tipificar‡ o crime de
(A) emprego irregular de verbas.
(B) corrup•‹o passiva.
(C) concuss‹o.
(D) excesso de exa•‹o.
(E) peculato.
COMENTçRIOS: Tal conduta caracteriza o delito de corrup•‹o passiva, previsto
no art. 317 do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

39.! (VUNESP Ð 2015 Ð TJ-SP Ð ESCREVENTE JUDICIçRIO)


O peculato culposo
(A) Ž fato at’pico, pois n‹o est‡ expressamente previsto no CP.
(B) tem a ilicitude exclu’da se o agente repara o dano a qualquer tempo.
(C) tem a punibilidade extinta se o agente repara o dano antes da
senten•a irrecorr’vel.
(D) Ž punido com deten•‹o, de dois a doze anos, e multa.
(E) Ž punido com a mesma pena do peculato doloso.
COMENTçRIOS: O peculato culposo Ž fato TêPICO, pois est‡ previsto no art.
312, ¤2¼ do CP, com uma pena bem inferior ˆ do peculato doloso.
Entretanto, caso o agente repare o dano ATƒ a senten•a irrecorr’vel, ficar‡ extinta
a punibilidade. Vejamos:
Art. 312 (...)
Peculato culposo
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano.
¤ 3¼ - No caso do par‡grafo anterior, a repara•‹o do dano, se precede ˆ senten•a
irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz de metade a pena
imposta.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

40.! (VUNESP Ð 2015 Ð TJ-SP Ð ESCREVENTE JUDICIçRIO)


O funcion‡rio pœblico que tem conhecimento de infra•‹o cometida no
exerc’cio do cargo por subordinado e que, por indulg•ncia, n‹o promove
sua responsabiliza•‹o e tambŽm n‹o comunica o fato ao superior
competente para tanto pratica
(A) corrup•‹o ativa (CP, art. 333).
(B) corrup•‹o passiva (CP, art. 317).
(C) fato at’pico, pois n‹o est‡ descrito expressamente como crime no CP.
(D) condescend•ncia criminosa (CP, art. 320).
(E) prevarica•‹o (CP, art. 319).
COMENTçRIOS: Tal funcion‡rio pœblico estar‡ praticando o crime de
condescend•ncia criminosa, previsto no art. 320 do CP:
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o
fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

41.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC-CE Ð DELEGADO DE POLêCIA)


Marcelo Ž aprovado em concurso pœblico para o cargo de Delegado de
Pol’cia. Sabe que seu vizinho tem expedido em seu desfavor mandado de
pris‹o. Mesmo antes de assumir o cargo, Marcelo procura seu vizinho,
que Ž propriet‡rio de autom—vel de luxo, e solicita-lhe comprar o ve’culo
por 1/3 do pre•o de mercado, insinuando de modo impl’cito que caso a
proposta n‹o seja aceita efetuar‡ sua pris‹o t‹o logo assuma o cargo
pœblico. O vizinho n‹o cede e Marcelo, mesmo ap—s assumir o cargo, n‹o
toma qualquer atitude em desfavor de seu vizinho. Marcelo praticou
a) corrup•‹o passiva.
b) estelionato, na modalidade tentada.
c) meros atos preparat—rios.
d) corrup•‹o passiva, na modalidade tentada.
e) concuss‹o.
COMENTçRIOS: Tal conduta caracteriza o delito de corrup•‹o passiva, previsto
no art. 317 do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:

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Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
Como podemos ver, tal delito pode ser cometido mesmo antes de a pessoa
assumir a fun•‹o pœblica, desde que a conduta tenha rela•‹o com o futuro cargo.
Poderia ser questionado se, no caso, n‹o houve concuss‹o (dada a exist•ncia de
uma amea•a velada). Entendo que sim, e a quest‹o poderia ter sido anulada.
Contudo, n‹o podemos nos esquecer de a quest‹o foi clara ao utilizar o verbo
SOLICITAR, o que caracterizaria a corrup•‹o passiva.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

42.! (VUNESP Ð 2012 Ð SEFAZ/SP Ð AGENTE FISCAL DE RENDAS)


No crime de concuss‹o, a circunst‰ncia de ser um dos agentes
funcion‡rio pœblico:
A) n‹o Ž elementar, n‹o se comunicado, portanto, ao concorrente
particular.
B) Ž elementar, mas n‹o se comunica ao concorrente particular.
C) Ž elementar, comunicando-se ao concorrente particular, ainda que
este desconhe•a a condi•‹o daquele.
D) Ž elementar comunicando-se ao concorrente particular, este conhecia
a condi•‹o daquele.
E) n‹o Ž elementar, comunicando-se, em qualquer situa•‹o ao
concorrente particular.
COMENTçRIO: O delito de concuss‹o est‡ previsto no art. 316 do CP:
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Trata-se de crime pr—prio, s— podendo ser praticado por funcion‡rio
Pœblico.
A condi•‹o de funcion‡rio pœblico, embora elementar do delito, pode se estender
a um particular, se dela tinha conhecimento, pois, nos termos do art. 29 do CP,
aquele que concorre para o delito responde por ele na medida de sua
culpabilidade. Vejamos:

Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este
cominadas, na medida de sua culpabilidade. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
Assim, nada impede o concurso de agentes entre o funcion‡rio pœblico e o
particular, desde que este saiba que seu comparsa Ž funcion‡rio pœblico, pois n‹o
se pode punir alguŽm por um fato que desconhecia.
Portanto, a alternativa CORRETA ƒ A LETRA D.

43.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)

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Imagine que, por erro, um cidad‹o entrega a um funcion‡rio pœblico
determinada quantia em dinheiro. O funcion‡rio, ciente de tal
circunst‰ncia, n‹o devolve o dinheiro ao cidad‹o, n‹o informa o ocorrido
aos seus superiores e, finalmente, apropria-se do dinheiro.
Diante disso, Ž correto afirmar que o funcion‡rio
A) n‹o comete crime, mas apenas uma infra•‹o funcional.
B) comete crime de peculato mediante erro de outrem.
C) comete crime de corrup•‹o passiva.
D) comete crime de excesso de exa•‹o.
E) comete crime de prevarica•‹o.
COMENTçRIO: A conduta do funcion‡rio pœblico se amolda ao tipo penal do
crime de peculato mediante erro de outrem, previsto no art. 313 do CP:
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc’cio do cargo,
recebeu por erro de outrem:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

44.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Configura-se o crime de advocacia administrativa (CP, art. 321) quando
o funcion‡rio pœblico, valendo-se dessa qualidade, patrocina interesse
privado perante a administra•‹o pœblica.
Considerando tal crime, analise os itens seguintes:
I. a pena cominada Ž menor se o interesse patrocinado for ileg’timo;
II. o crime acontecer‡ ainda que o patroc’nio se d• de modo indireto;
III. se o interesse patrocinado Ž ileg’timo, as penas de deten•‹o e multa
aplicam-se alternativamente, ou seja, aplica-se a de deten•‹o ou a de
multa.
ƒ correto o que se afirma em
A) II, apenas.
B) III, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.
COMENTçRIO:
I - ERRADA: Se o interesse Ž ileg’timo a PENA ƒ MAIOR, nos termos do art. 321,
¤ œnico do CP;
II - CORRETA: Ainda que o patroc’nio se d• de maneira indireta o crime se
caracteriza, nos termos do art. 321 do CP;

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III - ERRADA: Se o interesse Ž ileg’timo aplicam-se ambas as penas, nos termos
do art. 321, ¤ œnico do CP:
Art. 321(...)
Par‡grafo œnico - Se o interesse Ž ileg’timo:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, alŽm da multa.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

45.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


O crime de abandono de fun•‹o, figura t’pica do art. 323 do C—digo Penal,
torna-se qualificado Ð e consequentemente tem penas mais elevadas Ð
se
I. do fato resulta preju’zo pœblico;
II. o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira;
III. o agente realiza a conduta de forma premeditada.
Est‡ correto o contido em
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.
COMENTçRIO: O crime de abandono de fun•‹o se torna qualificado nos casos
previstos nos ¤¤1¼ e 2¼ do art. 323 do CP:
Art. 323 - Abandonar cargo pœblico, fora dos casos permitidos em lei:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
¤ 1¼ - Se do fato resulta preju’zo pœblico:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
¤ 2¼ - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

46.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


A pena do crime de corrup•‹o passiva Ž aumentada se o funcion‡rio
pœblico, em consequ•ncia da vantagem ou promessa, infringe dever
funcional
I. retardando ou deixando de praticar qualquer ato de of’cio;
II. praticando qualquer ato de of’cio;
III. de forma intencional ou premeditada.
ƒ correto o que se afirma em
A) I, apenas.

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B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
COMENTçRIO: A pena do crime de corrup•‹o passiva Ž aumentada, nos termos
do art. 317, ¤1¼ do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
¤ 1¼ - A pena Ž aumentada de um ter•o, se, em conseqŸ•ncia da vantagem ou
promessa, o funcion‡rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de of’cio ou o pratica
infringindo dever funcional.
Assim, a pena Ž aumentada se o funcion‡rio pratica o ato de of’cio com infra•‹o
a dever funcional ou se retarda ou deixa de pratic‡-lo.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

47.! (VUNESP Ð 2007 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Tomando como base o crime de peculato, analise as afirma•›es:
I. Est‹o previstas no crime de peculato as condutas de apropriar-se,
desviar ou subtrair dinheiro, valor ou qualquer outro bem m—vel.
II. Especificamente quanto ao peculato culposo, Ž admiss’vel a repara•‹o
do dano antes ou depois da senten•a.
III. O dinheiro proveniente da pr‡tica do crime de peculato deve ser
usado em proveito pr—prio.
Est‡ correto somente o contido em
A) I.
B) II.
C) I e II.
D) I e III.
E) II e III.
COMENTçRIO: As afirmativas I e II est‹o corretas, pois, de fato, o art. 312 e
seu ¤1¼, prev• as referidas condutas como poss’veis formas de pr‡tica do delito
de peculato, vejamos:
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em
proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em proveito
pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio.

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E tambŽm, de fato, o peculato culposo admite repara•‹o do dano antes ou depois da
senten•a, gerando a extin•‹o da punibilidade se anterior ˆ senten•a irrecorr’vel, nos
termos do art. 312, ¤¤2¼ e 3¼ do CP:
Art. 312 - (...)
Peculato culposo
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano.
¤ 3¼ - No caso do par‡grafo anterior, a repara•‹o do dano, se precede ˆ senten•a
irrecorr’vel, extingue a punibilidade; se lhe Ž posterior, reduz de metade a pena
imposta.
Por fim, a afirmativa III est‡ errada, eis que o dinheiro proveniente do peculato
pode ser usado em proveito pr—prio ou alheio, sendo indiferente para a
caracteriza•‹o do delito.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

48.! (VUNESP Ð 2006 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


Determinado policial militar disse de forma impositiva ao assaltante que
acabou de prender em flagrante, com o intuito de se locupletar
indevidamente, que somente muito dinheiro o faria "aliviar sua barra".
Tal conduta
A) n‹o tipifica crime.
B) somente tipificaria algum delito caso houvesse a efetiva entrega do
dinheiro.
C) tipifica o crime de peculato.
D) tipifica o crime de concuss‹o.
E) tipifica o crime de corrup•‹o passiva.
COMENTçRIO: A quest‹o n‹o Ž clara, e podemos entender que houve concuss‹o
ou corrup•‹o passiva. Vejamos os dois delitos:
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
(...)
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
O fato Ž que o agente nem solicitou nem exigiu, mas apenas "deu a deixa" para que
o preso oferecesse o dinheiro. Para mim, caracterizado est‡ o delito de corrup•‹o
passiva.
Contudo, a Banca entendeu que o enunciado deixou claro tratar-se de crime de
CONCUSSÌO, j‡ que o enunciado fala que o policial militar falou em tom
impositivo. Discordo, mas paci•ncia.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

49.! (VUNESP Ð 2006 Ð TJ/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


"X", funcion‡rio pœblico, recebe indevidamente dinheiro da v’tima que o
supunha encarregado do recebimento de impostos atrasados. "X", em
tese,
A) n‹o praticou delito algum.
B) praticou o crime de peculato culposo.
C) praticou o crime de peculato mediante erro de outrem.
D) praticou o crime de excesso de exa•‹o.
E) praticou o crime de inser•‹o de dados falsos em sistema de
informa•›es.
COMENTçRIO: No caso em tela restou caracterizado o delito de peculato por
erro de outrem, que se d‡ quando o funcion‡rio pœblico se apropria de valor que
recebeu indevidamente por erro de alguŽm. Vejamos:
Peculato mediante erro de outrem
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc’cio do cargo,
recebeu por erro de outrem:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.
Veja que Ž necess‡rio que o funcion‡rio pœblico se aproprie do valor recebido por
erro de outrem, n‹o basta que ele receba o dinheiro. Embora a quest‹o n‹o deixe
claro que o funcion‡rio se apropriou do dinheiro, a banca entendeu que o delito
ficou caracterizado.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

50.! (VUNESP Ð 2010 Ð TJ/SP Ð CIRURGIÌO DENTISTA JUDICIçRIO)


A conduta de exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela,
vantagem indevida, quando praticada por funcion‡rio pœblico,
caracteriza o crime de
A) excesso de exa•‹o.
B) corrup•‹o passiva.
C) prevarica•‹o.
D) concuss‹o.
E) peculato.
COMENTçRIO: A conduta descrita se refere ao crime de CONCUSSÌO, previsto
no art. 316 do CP. Vejamos:
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

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51.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


O crime de peculato
A) pode ser praticado por qualquer pessoa, ainda que sem a participa•‹o
do funcion‡rio pœblico.
B) prev• a modalidade culposa.
C) n‹o prev• a modalidade culposa.
D) Ž punido com pena de deten•‹o de 3 (tr•s) a 10 (dez) anos.
E) Ž punido exclusivamente com pena de multa, que varia de acordo com
o sal‡rio do funcion‡rio pœblico.
COMENTçRIO:
A) ERRADA: Trata-se de crime pr—prio, somente podendo ser praticado por
funcion‡rio pœblico ou por particular, desde que em concurso com funcion‡rio
pœblico;
B) CORRETA: De fato, h‡ modalidade de peculato CULPOSO, previsto no art. 312,
¤2¼ do CP.
C) ERRADA: H‡ modalidade culposa, prevista no art. 312, ¤2¼ do CP.
D) ERRADA: A pena prevista Ž a de reclus‹o, de dois a doze anos, e multa, nos
termos do art. 312 do CP.
E) ERRADA: A pena prevista Ž a de reclus‹o, de dois a doze anos, e multa, nos
termos do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

52.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Tomando como ponto de partida os crimes praticados pelo funcion‡rio
pœblico contra a administra•‹o em geral, assinale a alternativa correta.
I. O crime de emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas consiste
no desvio de destina•‹o da verba pœblica para outra finalidade que n‹o
a especificada em lei.
II. O funcion‡rio pœblico que intencionalmente inutilizar a p‡gina de um
processo na qual havia uma cota do representante do MinistŽrio Pœblico
pratica crime punido com pena de reclus‹o.
III. A exig•ncia de vantagem indevida, em raz‹o da fun•‹o pœblica,
caracteriza o crime de concuss‹o.
A) Somente a afirmativa II est‡ correta.
B) Somente a afirmativa III est‡ correta.
C) Somente as afirmativas I e III est‹o corretas.
D) Somente as afirmativas II e III est‹o corretas.
E) Todas as afirmativas est‹o corretas.
COMENTçRIO:

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I - CORRETA: De fato, esta Ž a conduta prevista para o crime de emprego
irregular de verbas ou rendas pœblicas, previsto no art. 315 do CP;
II - CORRETA: O funcion‡rio pœblico pratica, neste caso, o delito previsto no art.
314 do CP. Este delito Ž punido com pena de RECLUSÌO de um a quatro anos;
III - CORRETA: Esta conduta, de fato, caracteriza o delito de concuss‹o, previsto
no art. 316 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

53.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Se uma professora da rede pœblica de ensino, em raz‹o de uma falha no
sistema banc‡rio, recebe um sal‡rio maior do que o que lhe Ž devido, e
intencionalmente n‹o devolve o dinheiro aos cofres pœblicos,
A) pratica o crime de peculato, previsto no art. 312 do CP.
B) pratica o crime de peculato mediante erro de outrem, previsto no art.
313 do CP.
C) pratica o crime de concuss‹o.
D) pratica o crime de corrup•‹o passiva.
E) n‹o pratica crime algum, pois n‹o teve nenhuma participa•‹o na falha
do sistema banc‡rio.
COMENTçRIO:
No caso em tela houve pr‡tica do delito de peculato MEDIANTE ERRO DE
OUTREM, crime previsto no art. 313 do CP:
Peculato mediante erro de outrem
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exerc’cio do cargo,
recebeu por erro de outrem:
Pena - reclus‹o, de um a quatro anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

54.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Para que o crime de prevarica•‹o em umas das suas formas legais reste
configurado, Ž preciso que o funcion‡rio pœblico
A) retarde a execu•‹o de um ato de of’cio com a finalidade de obter
vantagem financeira para si ou para outrem.
B) retarde a execu•‹o de um ato de of’cio com a finalidade de obter
vantagem patrimonial ou pessoal.
C) deixe de praticar ato de of’cio para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal.
D) deixe de praticar ato de of’cio, sem qualquer finalidade especial.
E) retarde a execu•‹o de um ato de of’cio, sem qualquer finalidade
especial.
COMENTçRIO: O crime de prevarica•‹o est‡ previsto no art. 319 do CP.
Vejamos:

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Prevarica•‹o
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo
contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
Assim, a alternativa que contempla uma forma de realiza•‹o do tipo penal Ž a
letra C, que trata do ato de deixar de praticar ato de of’cio para satisfazer
interesse ou sentimento pessoal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

55.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJ/SP Ð ENFERMEIRO JUDICIçRIO)


Condescend•ncia criminosa
A) Ž um crime que o funcion‡rio pœblico pratica motivado pela
indulg•ncia.
B) Ž uma modalidade criminosa para a qual Ž previsto expressamente o
chamado perd‹o judicial, ou seja, o juiz dever‡, ao analisar o caso
concreto, deixar de aplicar a pena caso entenda ser ela desnecess‡ria
para a puni•‹o do delito.
C) Ž um crime que pode ser praticado por qualquer pessoa e que tem
pena de reclus‹o de um a tr•s anos.
D) era a conduta t’pica prevista no art. 320 do C—digo Penal, que
recentemente foi revogado.
E) Ž uma conduta que n‹o tipifica crime previsto no C—digo Penal.
COMENTçRIO: Este delito est‡ previsto no art. 320 do CP. Vejamos:
Condescend•ncia criminosa
Art. 320 - Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado que
cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o
fato ao conhecimento da autoridade competente:
Pena - deten•‹o, de quinze dias a um m•s, ou multa.
Trata-se, portanto, de delito no qual o funcion‡rio pœblico deixa de
responsabilizar seu subordinado que cometeu infra•‹o inerente ao cargo, e o faz
por INDULGæNCIA. Trata-se de crime pr—prio. N‹o h‡ previs‹o de perd‹o judicial.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

56.! (VUNESP Ð 2009 Ð TJM/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


O crime de falsidade ideol—gica, presentes os demais elementos legais,
apenas se configura se
I. o documento Ž pœblico, n‹o havendo crime se o documento
Ž particular;
II. ocorre a inser•‹o de declara•‹o falsa, n‹o havendo crime se ocorre
a omiss‹o de declara•‹o verdadeira relevante;
III. o agente Ž funcion‡rio pœblico, n‹o havendo crime se a conduta Ž
praticada por particular.

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Assinale a alternativa que classifica corretamente, como verdadeiros (V)
ou falsos (F), os itens que completam a proposi•‹o, de acordo com o art.
299 do CP.
A) I - F; II - F; III - F.
B) I - V; II - F; III - F.
C) I - V; II - V; III - F.
D) I - F; II - V; III - V.
E) I - V; II - V; III - V.
COMENTçRIO:
I - ERRADA: O crime de falsidade ideol—gica, previsto no art. 299 do CPP, pode
ser praticado tanto utilizando-se documento pœblico quanto documento
particular;
II - ERRADA: Pode ser praticado tanto na forma de inser•‹o de declara•‹o falsa
quanto na forma omissiva, ou seja, omiss‹o de informa•‹o verdadeira;
III - ERRADA: A conduta pode ser praticada por qualquer pessoa, sendo,
portanto, CRIME COMUM.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

57.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJM/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


No crime de concuss‹o (CP, art. 316), o agente , para si ou para
outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de
assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
A) aufere
B) exige
C) recebe
D) sugere
E) solicita
COMENTçRIO: O delito de concuss‹o est‡ previsto no art. 316 do CP, e se
caracteriza pela exig•ncia de vantagem indevida pelo funcion‡rio pœblico.
Vejamos:
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

58.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJM/SP Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
lacunas, no que concerne ao crime deadvocacia administrativa, do art.
321 do CP: "Patrocinar, , interesse perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio."

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A) diretamente ... pr—prio
B) direta ou indiretamente ... privado
C) ainda que indiretamente ... pr—prio
D) diretamente ... pessoal ou de terceiro
E) direta ou indiretamente ... pœblico ou privado
COMENTçRIO: O crime de advocacia administrativa est‡ previsto no art. 321 do
CP. Vejamos:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Assim, as lacunas se completam com "direta ou indiretamente" e "privado".
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

59.! (VUNESP Ð 2011 Ð TJM/SP Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)


No crime de corrup•‹o passiva (CP, art. 317), o agente , para si
ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou
antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
A) exige ou ordena
B) solicita ou recebe
C) recebe ou adquire
D) pleiteia ou sugere
E) estipula ou agencia
COMENTçRIO: O crime de corrup•‹o passiva est‡ previsto no art. 317 do CP.
Vejamos:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
Assim, vemos que as condutas s‹o de "solicitar ou receber".
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

60.! (VUNESP Ð 2012 Ð TJM/SP Ð ESCREVENTE TƒCNICO JUDICIçRIO)


A conduta do funcion‡rio pœblico que, antes de assumir a fun•‹o, mas
em raz‹o dela, exige para outrem, indiretamente, vantagem indevida
A) configura crime de corrup•‹o passiva.
B) n‹o configura crime algum, pois o fato ocorre antes de assumir a
fun•‹o.

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C) configura crime de corrup•‹o ativa.
D) configura crime de concuss‹o.
E) n‹o configura crime algum, pois a exig•ncia Ž indireta e para outrem.
COMENTçRIO: A RESPOSTA ƒ LETRA D.
No presente caso a conduta se amolda ao tipo penal do art. 316 do CP, que define
o crime de concuss‹o. Vejamos:
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

61.! (VUNESP - 2013 - ITESP - ADVOGADO)


O fazendeiro de uma cidade do interior de S‹o Paulo, que solicita aos
assentados dinheiro a pretexto de influir na atua•‹o de funcion‡rio do
ITESP a fim de facilitar a concess‹o de t’tulos de dom’nio visando a
regulariza•‹o fundi‡ria, comete o crime de:
a) corrup•‹o passiva qualificada.
b) tr‡fico de influ•ncia.
c) advocacia administrativa.
d) explora•‹o de prest’gio.
e) estelionato
COMENTçRIOS: A conduta do fazendeiro, neste caso, configura o delito de
tr‡fico de influ•ncia, previsto no art. 332 do CP:
Tr‡fico de Influ•ncia (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.127, de 1995)
Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou
promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcion‡rio pœblico
no exerc’cio da fun•‹o: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 9.127, de 1995)
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
9.127, de 1995)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

62.! (VUNESP - 2013 - ITESP - ADVOGADO)


Policiais Militares Ambientais comparecem a um assentamento e
constatam a extra•‹o ilegal de madeira (crime ambiental).
Trabalhadores assentados pedem aos policiais que n‹o adotem
provid•ncias, no que s‹o prontamente atendidos e os policiais se
retiram, sem que qualquer provid•ncia fosse implementada. Diante da
afirma•‹o anterior, e com rela•‹o aos crimes contra a Administra•‹o
Pœblica, os Policiais Militares cometeram o crime de:
a) exerc’cio funcional ilegal.
b) prevarica•‹o para satisfazer interesse pessoal.

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c) condescend•ncia criminosa.
d) prevarica•‹o para satisfazer sentimento pessoal.
e) corrup•‹o passiva privilegiada.
COMENTçRIOS: Os policiais, neste caso, praticaram o delito de corrup•‹o
passiva privilegiada, eis que deixaram de praticar um ato ao qual estavam
obrigados cedendo a pedido de terceiros. Vejamos o ¤2¼ do art. 317 do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida,
ou aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei
n¼ 10.763, de 12.11.2003)
(...)
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com infra•‹o
de dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa.
Percebam que a pena, neste caso, Ž menor que na corrup•‹o passiva
propriamente dita, eis que aqui o funcion‡rio pœblico n‹o age para obter qualquer
vantagem.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

63.! (VUNESP - 2013 - TJ-SP - MƒDICO JUDICIçRIO - CLêNICO GERAL)


Agamenon, funcion‡rio pœblico, teve desaven•as pessoais no trabalho
contra Pit‡goras. Com o desejo de vingar-se do seu desafeto, Agamenon
retarda indevidamente um ato de of’cio que devia praticar, com o claro
objetivo de prejudicar Pit‡goras. Conforme o que disp›e o C—digo Penal,
essa conduta de Agamenon caracteriza o crime de
a) corrup•‹o passiva.
b) descaminho.
c) concuss‹o.
d) viol•ncia arbitr‡ria.
e) prevarica•‹o.
COMENTçRIOS: Neste caso o funcion‡rio pœblico praticou o delito de
prevarica•‹o, eis que retardou, indevidamente, ato de of’cio para satisfazer
sentimento pessoal:
Prevarica•‹o
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo
contra disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

64.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - AGENTE DE POLêCIA)

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O funcion‡rio pœblico que se apropria de dinheiro de que tem a posse
em raz‹o do cargo comete o crime de
a) furto qualificado.
b) peculato.
c) roubo.
d) furto.
e) extors‹o passiva.
COMENTçRIOS: A conduta do funcion‡rio pœblico, nesta hip—tese, se amolda ao
delito previsto no art. 312 do CP, ou seja, peculato:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro
bem m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-
lo, em proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

65.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - AGENTE DE POLêCIA)


Nos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a Administra•‹o
Pœblica em geral, conforme previsto no C—digo Penal, se o autor do
crime for ocupante de cargo em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta,
a) ele apenas perder‡ o cargo, mas ficar‡ isento de pena.
b) sua pena ser‡ reduzida.
c) ele n‹o responder‡ criminalmente pelo fato delituoso, mas apenas
civil e administrativamente.
d) sua pena ser‡ aumentada.
e) acarretar-se-‡ a puni•‹o tambŽm daquele que o nomeou para o cargo.
COMENTçRIOS: Neste caso o infrator ter‡ sua pena aumentada em um ter•o,
conforme prev• o art. 327, ¤2¼ do CP:
Funcion‡rio pœblico
Art. 327 - Considera-se funcion‡rio pœblico, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remunera•‹o, exerce cargo, emprego ou fun•‹o pœblica.
(...)
¤ 2¼ - A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos crimes previstos
neste Cap’tulo forem ocupantes de cargos em comiss‹o ou de fun•‹o de dire•‹o ou
assessoramento de —rg‹o da administra•‹o direta, sociedade de economia mista,
empresa pœblica ou funda•‹o institu’da pelo poder pœblico. (Inclu’do pela Lei n¼
6.799, de 1980)!
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

66.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - PERITO CRIMINAL)


Em rela•‹o ao crime de Advocacia Administrativa, Ž correto afirmar que

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a) n‹o Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser
bacharel em Direito tampouco possuir a qualidade de funcion‡rio
pœblico.
b) n‹o Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser
bacharel em Direito, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do
Brasil.
c) Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser
bacharel em Direito, porŽm n‹o Ž requisito sua inscri•‹o na Ordem dos
Advogados do Brasil.
d) qualquer pessoa pode figurar como sujeito ativo do crime, ainda que
n‹o ostente a qualidade de funcion‡rio pœblico.
e) Ž necess‡rio, para alguŽm figurar como sujeito ativo do crime, ser
bacharel em Direito, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do
Brasil.
COMENTçRIOS: O crime de advocacia administrativa est‡ previsto no art. 321
do CP:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Par‡grafo œnico - Se o interesse Ž ileg’timo:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, alŽm da multa.
Este crime se configura quando um funcion‡rio pœblico defende interesses
particulares perante a administra•‹o pœblica, valendo-se das facilidades que o
cargo lhe proporciona.
Embora o nome seja ÒadvocaciaÓ, este crime n‹o est‡ relacionado ao exerc’cio
da advocacia (aquela regulamentada pela OAB). O crime leva esse nome porque
ÒadvogarÓ Ž sin™nimo de Òdefender interessesÓ, apenas isso.
Assim, n‹o se exige que o funcion‡rio pœblico seja bacharel em Direito, nem que
esteja inscrito na OAB. Mas Ž absolutamente necess‡rio que se trata de
funcion‡rio pœblico.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

67.! (VUNESP Ð 2015 Ð PREF. SÌO JOSƒ DOS CAMPOS/SP Ð AUDITOR)


Cidad‹o solicita a poda de uma ‡rvore que se encontra no passeio pœblico
em frente a sua resid•ncia, ao agente pœblico municipal, respons‡vel por
atividades de zeladoria urbana. Tal agente afirma que tal servi•o
demorar‡ de 2 a 3 meses, mas que se o cidad‹o quiser maior rapidez,
pode lhe pagar R$ 100,00, que enviar‡ a equipe para realizar o servi•o
no dia seguinte. O interessado paga a quantia e recebe o servi•o,
conforme combinado. Nesse caso, as condutas do agente pœblico
municipal e do cidad‹o s‹o crimes contra a Administra•‹o Pœblica,
respectivamente previstos como
(A) corrup•‹o passiva e corrup•‹o ativa.

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(B) corrup•‹o ativa e peculato.
(C) peculato e corrup•‹o passiva.
(D) concuss‹o e peculato.
(E) corrup•‹o ativa e concuss‹o.
COMENTçRIOS: Quest‹o pol•mica. ƒ pac’fico na Doutrina que se o agente
apenas cede ao pedido do funcion‡rio pœblico e d‡ a vantagem indevida
solicitada, n‹o pratica o delito de corrup•‹o ativa, pois o tipo penal do art. 333
do CP n‹o abarca este verbo (pagar ou dar).
Contudo, a quest‹o deixa claro que o funcion‡rio pœblico n‹o solicitou a verba,
apenas esclareceu como funcionava o ÒesquemaÓ. O particular, por livre e
espont‰nea vontade, ofereceu a vantagem indevida, caracterizando o delito de
corrup•‹o ativa.
O funcion‡rio pœblico, por sua vez, praticou o delito de corrup•‹o passiva ao
aceitar a vantagem.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

68.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)


Aquele que exclui indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da Administra•‹o Pœblica, com o fim
de obter vantagem indevida para outrem, pratica o crime de inser•‹o de
dados falsos em sistemas de informa•›es.
COMENTçRIOS: Item correto, nos termos do art. 313-A do CP:
Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion‡rio autorizado, a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o Pœblica com o fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem ou para causar dano: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000))
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç CORRETA.

69.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)


O funcion‡rio que modifica ou altera sistema de informa•›es ou
programa de inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade
competente pratica o crime de inser•‹o de dados falsos em sistemas de
informa•›es.
COMENTçRIOS O funcion‡rio, neste caso, pratica o delito de Modifica•‹o ou
altera•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es, previsto no art. 313-B do
CP.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

70.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)

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Receber, solicitar ou exigir para si ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em
raz‹o dela, vantagem indevida, tipifica o crime de concuss‹o.
COMENTçRIOS: O mero recebimento ou solicita•‹o da vantagem indevida n‹o
configuram concuss‹o, mas corrup•‹o passiva, nos termos do art. 317 do CP.
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

71.! (VUNESP Ð 2015 Ð PC/CE Ð ESCRIVÌO - ADAPTADA)


Abandonar cargo pœblico, fora dos casos permitidos em lei, s— tipificar‡
o crime de abandono de fun•‹o se resultar preju’zo pœblico.
COMENTçRIOS: Item errado, pois a consuma•‹o do delito independe da
ocorr•ncia de preju’zo (art. 323 do CP), mas a eventual ocorr•ncia de preju’zo
qualifica o crime (¤1¼ do art. 323 do CP).
Portanto, a AFIRMATIVA ESTç ERRADA.

72.! (FCC Ð 2017 Ð TRE-SP Ð ANALISTA JUDICIçRIO çREA JUDICIçRIA)


Maur’cio, funcion‡rio do gabinete do Vereador T’cio em um determinado
munic’pio paulista, ocupante de cargo em comiss‹o, recebe a quantia em
dinheiro pœblico de R$ 2.000,00 para custear uma viagem na qual
representaria o Vereador T’cio em um encontro nacional marcado para a
cidade de Bras’lia. Contudo, Maur’cio se apropria do numer‡rio e n‹o
comparece ao compromisso oficial, viajando para o Estado de Mato
Grosso do Sul com a fam’lia, passando alguns dias em um hotel na cidade
de Bonito. Maur’cio cometeu, no caso hipotŽtico apresentado, crime de
(A) corrup•‹o passiva, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e
multa, aumentada da ter•a parte por ser ocupante de cargo em comiss‹o.
(B) corrup•‹o passiva, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e
multa, sem qualquer majora•‹o.
(C) peculato, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e multa,
sem qualquer majora•‹o.
(D) peculato, sujeito ˆ pena de reclus‹o de dois a doze anos, e multa,
aumentada da ter•a parte por ser ocupante de cargo em comiss‹o.
(E) prevarica•‹o, sujeito ˆ pena de deten•‹o de 3 meses a 1 ano.
COMENTçRIOS: Neste caso o agente cometeu o delito de peculato, em sua
modalidade de peculato-apropria•‹o, previsto no art. 312 do CP. A pena, neste
caso, varia de 02 a 12 anos de reclus‹o, e multa.
Todavia, como o agente Ž ocupante de cargo em comiss‹o na administra•‹o
direta, sua apena ser‡ aumentada na ter•a parte, nos termos do art. 327, ¤2¼
do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

73.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)

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A respeito do crime de advocacia administrativa, considere:
I. Caracteriza-se mesmo que o interesse privado patrocinado seja
leg’timo.
II. N‹o se caracteriza se o patroc’nio for feito por terceira pessoa que
apare•a como procurador.
III. S— pode ser cometido por advogado.
Est‡ correto o que consta APENAS em
a) I e II.
b) I.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.
COMENTçRIOS:
I Ð CORRETA: Item correto, pois essa Ž a previs‹o do art. 321 do CP.
II Ð ERRADA: Item errado, pois essa conduta tambŽm Ž considerada crime de
advocacia administrativa, que Ž realizada indiretamente.
III Ð ERRADA: Item errado, pois se exige, apenas, que o delito seja praticado por
funcion‡rio pœblico, valendo-se da qualidade de funcion‡rio.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

74.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Lucius, funcion‡rio pœblico, escrevente de cart—rio de secretaria de Vara
Criminal, apropriou-se de um rel—gio valioso que foi remetido ao F—rum
juntamente com os autos do inquŽrito policial no qual foi objeto de
apreens‹o. Lucius cometeu crime de
a) apropria•‹o de coisa achada.
b) apropria•‹o indŽbita simples.
c) apropria•‹o indŽbita qualificada pelo recebimento da coisa em raz‹o
de of’cio, emprego ou profiss‹o.
d) apropria•‹o de coisa havida por erro.
e) peculato.
COMENTçRIOS: Lucius cometeu, aqui, o delito de peculato, pois se apropriou
de bem particular do qual tinha a posse em raz‹o da fun•‹o pœblica, nos termos
do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

75.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


PenŽlope, funcion‡ria pœblica, recebeu doa•›es de roupas feitas para a
Secretaria de Assist•ncia Social, local em que exercia as suas fun•›es,
destinadas a campanha de solidariedade, para serem distribu’das a

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pessoas pobres. De posse dessas mercadorias, apropriou-se de v‡rias
pe•as. Nesse caso, PenŽlope
a) cometeu crime de apropria•‹o indŽbita simples.
b) cometeu crime de peculato doloso.
c) cometeu crime de apropria•‹o indŽbita qualificada pelo recebimento
da coisa em raz‹o de of’cio, emprego ou profiss‹o.
d) cometeu crime de peculato culposo.
e) n‹o cometeu delito por tratar-se de bens recebidos em doa•‹o.
COMENTçRIOS: PenŽlope cometeu, aqui, o delito de peculato (doloso), pois se
apropriou de bem do qual tinha a posse em raz‹o da fun•‹o pœblica, nos termos
do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

76.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Cicerus, funcion‡rio pœblico, exercia suas fun•›es na Circunscri•‹o de
Tr‰nsito e recebeu quantia em dinheiro de uma autoescola para
aprova•‹o e fornecimento de carteira de habilita•‹o aos candidatos nela
matriculados, sem os necess‡rios exames. Cicerus cometeu crime de
a) concuss‹o.
b) corrup•‹o ativa.
c) prevarica•‹o.
d) corrup•‹o passiva.
e) peculato.
COMENTçRIOS: O agente, neste caso, praticou o delito de corrup•‹o passiva,
previsto no art. 317 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

77.! (FCC Ð 2016 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


ƒ pun’vel na forma culposa o delito de
a) abandono de fun•‹o.
b) peculato.
c) viola•‹o de sigilo funcional.
d) prevarica•‹o.
e) concuss‹o.
COMENTçRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas o delito de
peculato tem previs‹o de puni•‹o na modalidade culposa, conforme art. 312, ¤2¼
do CP. Todos os demais s— s‹o punidos quando praticados dolosamente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

78.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR CONSELHEIRO SUBSTITUTO)

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No tipo do crime descrito no art. 319 do C—digo Penal ÒRetardar, ou
deixar de praticar, indevidamente, ato de of’cio, ou pratic‡-lo contra
disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento
pessoalÓ, a express‹o Òpara satisfazer interesse ou sentimento pessoalÓ
constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunst‰ncia qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.
COMENTçRIOS: Tal express‹o, segundo entendimento da Doutrina, configura
elemento subjetivo do tipo, mais especificamente um elemento subjetivo
espec’fico, ou seja, n‹o basta que o agente possua o dolo de realizar a conduta.
ƒ necess‡rio que a conduta seja praticada com essa espec’fica finalidade.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

79.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR)


O crime de
a) impedimento, perturba•‹o ou fraude de concorr•ncia pœblica n‹o
prev• puni•‹o para quem se abstŽm de concorrer ou licitar em raz‹o de
vantagem oferecida.
b) peculato mediante erro de outrem n‹o admite tentativa.
c) emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas caracteriza-se
independentemente da ocorr•ncia de dano para a Administra•‹o pœblica.
d) excesso de exa•‹o configura-se, na forma culposa, quando o agente
exige tributo que deveria saber indevido.
e) extravio de livro oficial de que tem a guarda em raz‹o do cargo exige,
na forma culposa, a ocorr•ncia de dano para a Administra•‹o pœblica.
COMENTçRIOS:
a) ERRADA: TambŽm Ž punido aquele que se abstŽm de concorrer ou licitar em
raz‹o de vantagem oferecida, nos termos do art. 335, ¤ œnico do CP.
b) ERRADA: Tal delito admite tentativa, pois Ž poss’vel fracionar o iter criminis.
c) CORRETA: Item correto, pois se trata de crime formal, que se consuma com a
mera pr‡tica da conduta (emprego irregular das verbas ou rendas), sendo
irrelevante para fins de consuma•‹o a eventual ocorr•ncia de preju’zo ˆ
administra•‹o.
d) ERRADA: Item errado, pois n‹o se pune o excesso de exa•‹o na forma culposa.
Tal delito s— Ž punido na forma dolosa.
e) ERRADA: Tal delito n‹o Ž pun’vel na forma culposa, apenas na forma dolosa,
pois n‹o h‡ previs‹o expressa de puni•‹o a t’tulo de culpa, nos termos do art.
314 do CP.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

80.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR)


Cl‡udio, agente fiscal de rendas, constatou sonega•‹o de impostos por
parte da empresa Alpha. No entanto, deixou de autu‡-la, retardando a
pr‡tica do ato de of’cio, por ser amigo do s—cio administrador da
empresa. PorŽm, outro fiscal, sabendo do ocorrido, foi atŽ a empresa e
lavrou o auto de infra•‹o. Nesse caso, Cl‡udio
a) responder‡ por corrup•‹o ativa.
b) responder‡ por prevarica•‹o na forma tentada.
c) responder‡ por prevarica•‹o na forma consumada.
d) n‹o responder‡ por delito algum, por ter sido o auto de infra•‹o
lavrado por seu colega de fun•‹o.
e) responder‡ por excesso de exa•‹o na forma culposa.
COMENTçRIOS: O agente, nesse caso, responder‡ pelo delito de prevarica•‹o,
previsto no art. 319 do CP, em sua forma consumada, pois tal delito se consuma
com a mera pr‡tica da conduta, ainda que o resultado pretendido n‹o ocorra.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

81.! (FCC - 2015 - SEFAZ/PI Ð AUDITOR FISCAL DA FAZENDA


ESTADUAL)
Comete crime de
(A) corrup•‹o passiva aquele que exigir, para si ou para outrem, direta
ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas
em raz‹o dela, vantagem indevida.
(B) concuss‹o aquele que solicitar ou receber, para si ou para outrem,
direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la,
mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal
vantagem.
(C) peculato aquele que revelar fato de que tem ci•ncia em raz‹o do
cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revela•‹o.
(D) condescend•ncia criminosa o funcion‡rio que, criminosamente,
retardar ou deixar de praticar, ato de of’cio, ou pratic‡-lo contra
disposi•‹o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal ou auferir proveito econ™mico.
(E) advocacia administrativa aquele que patrocinar, direta ou
indiretamente, interesse privado perante a Administra•‹o pœblica,
valendo-se da qualidade de funcion‡rio.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: Item errado, pois tal conduta caracteriza o delito de concuss‹o, nos
termos do art. 316 do CP.

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B) ERRADA: Item errado, pois tal conduta configura o crime de corrup•‹o passiva,
nos termos do art. 317 do CP.
C) ERRADA: Item errado, pois neste caso o agente comete o crime de viola•‹o
de sigilo funcional, nos termos do art. 325 do CP.
D) ERRADA: Item errado, pois aqui teremos o crime de prevarica•‹o, conforme
art. 319 do CP.
E) CORRETA: Item correto, pois esta Ž a exata previs‹o contida no art. 321 do
CP, sobre o crime de advocacia administrativa:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

82.! (FCC Ð 2015 Ð MP-PB Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


Ren• Ž funcion‡rio pœblico e trabalha como vigia de uma reparti•‹o
pœblica municipal de Jo‹o Pessoa. Em uma determinada noite, no final
do ano de 2014, Ren• desvia-se da fun•‹o de guarda e, por neglig•ncia,
permite que terceiros invadam o prŽdio pœblico e de l‡ subtraiam
diversos bens avaliados em R$ 10.000,00. Instaurado InquŽrito Policial,
o MinistŽrio Pœblico denuncia o funcion‡rio pœblico Ren• pelo crime de
peculato culposo. O feito tramita regularmente e Ren• Ž condenado em
primeira inst‰ncia ˆ pena de 6 meses de deten•‹o. Ren•, inconformado,
apela ao Tribunal de Justi•a do Estado da Para’ba. Antes do julgamento
do recurso Ren• resolve reparar o dano ˆ municipalidade, depositando
em ju’zo o valor do preju’zo. Neste caso, nos termos do C—digo Penal,
Ren•
a) n‹o ter‡ direito a qualquer benef’cio uma vez que a repara•‹o do dano
ocorreu ap—s a senten•a de primeiro grau.
b) ter‡ sua pena reduzida em metade.
c) ter‡ sua pena reduzida de 1 a 2/3.
d) ter‡ extinta a sua punibilidade.
e) ter‡ direito apenas ˆ atenuante genŽrica.
COMENTçRIOS: Neste caso, Ren• ter‡ extinta sua punibilidade, pois a
repara•‹o do dano, no peculato culposo, antes do tr‰nsito em julgado, acarreta
a extin•‹o da punibilidade, nos termos do art. 312, ¤3¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

83.! (FCC Ð 2015 Ð MP-PB Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


T’cio e Caio s‹o Policiais Civis do Estado da Para’ba, atuando na capital.
No dia 14 de mar•o de 2014, durante uma opera•‹o deflagrada pela
Delegacia Seccional de Pol’cia para investiga•‹o de crime de tr‡fico de

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drogas em uma determinada favela na cidade de Jo‹o Pessoa, T’cio e
Caio abordam MoisŽs em atitude suspeita, transitando por uma via
pœblica. MoisŽs portava na cintura uma arma de fogo municiada sem
autoriza•‹o e em desacordo com determina•‹o legal e regulamentar.
AlŽm disso apurou-se que havia um mandado de pris‹o preventiva contra
MoisŽs por crime de roubo cometido na cidade de Campina Grande. T’cio
e Caio, ent‹o, solicitam a MoisŽs a quantia de R$ 10.000,00 para ele ser
imediatamente liberado. MoisŽs consegue o dinheiro e entrega aos
policiais civis, que deixam de conduzi-lo ao Distrito Policial. No caso
hipotŽtico apresentado, T’cio e Caio cometeram crime de
a) concuss‹o e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 8 anos e multa,
sem qualquer aumento de pena, uma vez que o n‹o cumprimento do ato
de of’cio Ž mero exaurimento do crime formal.
b) corrup•‹o passiva e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 12 anos
e multa, com aumento de 1/3 uma vez que os funcion‡rios deixaram de
conduzir preso o cidad‹o MoisŽs, com infra•‹o de dever funcional.
c) corrup•‹o passiva e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 12 anos
e multa, sem qualquer aumento de pena, uma vez que o n‹o
cumprimento do ato de of’cio Ž mero exaurimento do crime formal.
d) prevarica•‹o e est‹o sujeitos ˆ pena de deten•‹o de 3 meses a 1 ano
e multa.
e) concuss‹o e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 8 anos e multa,
com aumento de 1/3 uma vez que os funcion‡rios deixaram de conduzir
preso o cidad‹o MoisŽs, com infra•‹o de dever funcional.
COMENTçRIOS: Os agentes cometeram, aqui, o crime de corrup•‹o passiva,
previsto no art. 317 do CP, e est‹o sujeitos ˆ pena de reclus‹o, de 2 a 12 anos e
multa. AlŽm disso, haver‡ a incid•ncia da causa de aumento de pena prevista no
¤1¼ do art. 317, (aumento de 1/3), uma vez que os funcion‡rios deixaram de
conduzir preso o cidad‹o MoisŽs, com infra•‹o de dever funcional, ou seja, os
funcion‡rios efetivamente deixaram de praticar o ato, infringindo o dever
funcional.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

84.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-RJ Ð PROCURADOR)


O crime de condescend•ncia criminosa
a) n‹o admite tentativa.
b) s— Ž punido na forma dolosa.
c) Ž um delito comissivo por omiss‹o.
d) caracteriza-se mesmo que o agente n‹o seja superior hier‡rquico do
funcion‡rio infrator.
e) Ž pun’vel a t’tulo de dolo eventual se o agente ignora, por neglig•ncia,
a ocorr•ncia da infra•‹o.

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COMENTçRIOS: H‡ duas alternativas corretas, motivo pelo qual a quest‹o foi
anulada. A condescend•ncia criminosa Ž crime omissivo pr—prio, motivo pelo qual
n‹o admite tentativa (correta a letra A, e errada a letra C). AlŽm disso, s— se
pune tal conduta na forma dolosa, n‹o se admitindo a forma culposa (correta a
letra B). Tal delito exige que o agente seja superior hier‡rquico do funcion‡rio
infrator, motivo pelo qual est‡ errada a letra D. Por fim, errada a letra E, pois Ž
necess‡rio o dolo direto, ou seja, que o agente saiba que o subordinado praticou
a infra•‹o.
Portanto, a QUESTÌO FOI BEM ANULADA.

85.! (FCC Ð 2015 Ð TRE/SE Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA


ADMINISTRATIVA)
Patricio, funcion‡rio pœblico, atuando em um cart—rio de determinada
Zona Eleitoral do Estado de Sergipe, exige a quantia de R$ 50.000,00 em
dinheiro de Ourives, candidato a Vereador em um pleito eleitoral, para
n‹o formalizar a apreens‹o de material de propaganda irregular e
compra de votos promovida por meio de entrega de cestas b‡sicas a
populares do munic’pio, tudo praticado durante o per’odo eleitoral. Neste
caso, o funcion‡rio pœblico Patr’cio cometeu crime de
(A) corrup•‹o passiva.
(B) excesso de exa•‹o.
(C) concuss‹o.
(D) prevarica•‹o.
(E) peculato.
COMENTçRIOS: O funcion‡rio pœblico, aqui, cometeu o delito de concuss‹o,
pois EXIGIU a vantagem indevida, nos termos do art. 316 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

86.! (FCC Ð 2015 Ð TRE-PB Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA


ADMINISTRATIVA)
Ricardo, funcion‡rio pœblico da Prefeitura de Pedra Verde, patrocinou,
indiretamente, no m•s de Janeiro de 2015, interesse privado perante a
Administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio. Ricardo
cometeu crime de:
a) excesso de exa•‹o.
b) peculato.
c) corrup•‹o passiva.
d) corrup•‹o ativa.
e) advocacia administrativa.
COMENTçRIOS: Neste caso, Ricardo cometeu o delito de advocacia
administrativa, previsto no art. 321 do CP.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

87.! (FCC Ð 2015 Ð TRT15 Ð JUIZ)


No crime de peculato, a condi•‹o pessoal de funcion‡rio pœblico
a) n‹o constitui elementar e n‹o se comunica ao coautor ou part’cipe.
b) constitui elementar, mas n‹o se comunica, em qualquer situa•‹o, ao
coautor ou part’cipe.
c) n‹o constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou part’cipe,
desde que este conhe•a a condi•‹o daquele.
d) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou part’cipe, desde
que este conhe•a a condi•‹o daquele.
e) constitui elementar, comunicando-se ao coautor ou part’cipe, ainda
que este n‹o conhe•a a condi•‹o daquele.
COMENTçRIOS: No crime de peculato, previsto no art. 312 do CP, a condi•‹o
de funcion‡rio pœblico Ž elementar do delito (sem ela, o delito n‹o se configura),
comunicando-se ao coautor ou part’cipe, desde que este conhe•a a condi•‹o
daquele.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

88.! (FCC Ð 2015 - TCE-CE - PROCURADOR DE CONTAS)


O particular Ž responsabilizado pelo crime de concuss‹o na hip—tese em
que
a) concorra de qualquer modo para o crime, na medida de sua
culpabilidade.
b) receba, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem
indevida.
c) figure somente como part’cipe e a participa•‹o seja de menor
import‰ncia.
d) concorra, de qualquer modo para o crime, ainda que n‹o tenha
conhecimento da condi•‹o de funcion‡rio pœblico do autor.
e) a circunst‰ncia da condi•‹o de funcion‡rio pœblico seja incomunic‡vel.
COMENTçRIOS: O crime de concuss‹o Ž funcional, exigindo do agente a
qualidade de funcion‡rio pœblico. Todavia, o particular poder‡ responder por tal
delito, quando pratic‡-lo em concurso de pessoas com alguŽm que ostente a
condi•‹o de funcion‡rio pœblico (e desde que essa condi•‹o seja conhecida pelo
particular), em raz‹o da comunicabilidade das circunst‰ncias pessoais
elementares do delito, nos termos do art. 30 do CP.
Portanto, NÌO Hç ALTERNATIVA CORRETA. A quest‹o deveria ser
ANULADA.

89.! (FCC Ð 2015 - TCE-CE - CONSELHEIRO)

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Bernardo, funcion‡rio pœblico, ordenou que Luciana, contribuinte,
quitasse tributo indevido. Anteriormente ˆ entrega deste valor, desistiu
da ordem. Conquanto esta atitude, Luciana entendeu por bem entregar
o numer‡rio a Bernardo que o recebeu e o desviou depois do
recolhimento ao tesouro pœblico. Bernardo praticou
a) fato at’pico, por ausentes elementos do tipo penal.
b) excesso de exa•‹o.
c) excesso de exa•‹o qualificada.
d) peculato na modalidade furto.
e) peculato na modalidade apropria•‹o.
COMENTçRIOS: Neste caso o agente praticou o crime de excesso de exa•‹o,
previsto no art. 316, ¤1¼ do CP. Trata-se de crime formal, que se consuma com
a mera exig•ncia. ƒ irrelevante, para fins de consuma•‹o, que o funcion‡rio
ÒdesistaÓ posteriormente (j‡ houve a consuma•‹o). Posteriormente, o funcion‡rio
recolheu o valor ao tesouro e o desviou, praticando ainda o crime de peculato-
desvio, nos termos do art. 312 do CP.
Portanto, NÌO Hç ALTERNATIVA CORRETA. A quest‹o deveria ter sido
anulada (Gabarito da Banca: E).

90.! (FCC Ð 2015 Ð TRT9 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Considere os seguintes tipos de crimes e suas defini•›es.
Tipo de Crime
( ) Condescend•ncia Criminosa
( ) Peculato
( ) Corrup•‹o passiva
Defini•‹o
1. Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro
bem m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo,
ou desvi‡-lo, em proveito pr—prio ou alheio
2. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela,
vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
3. Deixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de responsabilizar subordinado
que cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo ou, quando lhe falte
compet•ncia, n‹o levar o fato ao conhecimento da autoridade
competente.
A correta rela•‹o entre o crime e sua defini•‹o, de cima para baixo, est‡
em:
a) 1, 2 e 3.
b) 2, 1 e 3.
c) 3, 2 e 1.

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d) 2, 3 e 1.
e) 3, 1 e 2.
COMENTçRIOS:
1 Ð Trata-se de peculato, nos termos do art. 312 do CP.
2 Ð Trata-se do crime de corrup•‹o passiva, previsto no art. 317 do CP.
3 Ð Esta conduta configura o crime de condescend•ncia criminosa, previsto no
art. 320 do CP.
A sequ•ncia, portanto, Ž: 3,1,2.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

91.! (FCC Ð 2015 Ð TRT9 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Sobre os crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a
Administra•‹o em geral, Ž correto afirmar:
a) Os crimes de peculato, corrup•‹o passiva, concuss‹o e excesso de
exa•‹o s‹o hediondos.
b) Crimes funcionais pr—prios s‹o aqueles que se for exclu’da a qualidade
de funcion‡rio pœblico, haver‡ a desclassifica•‹o para crime de outra
natureza.
c) Crimes funcionais impr—prios s‹o aqueles cuja exclus‹o da qualidade
de funcion‡rio pœblico torna o fato at’pico.
d) O condenado por crime contra a administra•‹o pœblica ter‡ a
progress‹o de regime do cumprimento da pena condicionada ˆ repara•‹o
do dano que causou, ou ˆ devolu•‹o do produto do il’cito praticado, com
os acrŽscimos legais.
e) Ap—s o recebimento da denœncia sempre ser‡ adotado o rito sum‡rio.
COMENTçRIOS:
a) ERRADA: Nenhum destes crimes Ž considerado hediondo, nos termos da Lei
8.072/90.
b) ERRADA: Item errado, pois os crimes funcionais pr—prios s‹o aqueles que a
exclus‹o da qualidade de funcion‡rio pœblico torna o fato at’pico (atipicidade
absoluta).
c) ERRADA: Item errado, pois crimes funcionais impr—prios s‹o aqueles que se
for exclu’da a qualidade de funcion‡rio pœblico, haver‡ a desclassifica•‹o para
crime de outra natureza (atipicidade relativa).
d) CORRETA: Item correto, pois esta Ž a exata previs‹o do art. 33, ¤4¼ do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois em rela•‹o aos crimes funcionais se adota o rito
ordin‡rio ap—s o recebimento da denœncia, nos termos do art. 518 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

92.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DA DP)

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Felipe, Oficial da Defensoria Pœblica estadual, no exerc’cio de suas
fun•›es recebeu, de um assistido, um HD externo que continha arquivos
digitais solicitados para utiliza•‹o em seu processo. Ap—s a c—pia dos
arquivos deveria devolv•-lo no dia seguinte, entretanto, como Felipe
passaria a partir daquele dia a atuar em outra unidade da Defensoria,
decidiu levar o aparelho eletr™nico para sua casa utilizando-o como se
fosse seu, sem qualquer inten•‹o de devolv•-lo ao propriet‡rio. Felipe
cometeu o crime de
a) peculato mediante erro de outrem, por ter se apropriado de bem m—vel
particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, mediante erro do
assistido.
b) peculato culposo, por ter concorrido com culpa na apropria•‹o do
aparelho eletr™nico.
c) corrup•‹o passiva, por ter recebido o aparelho eletr™nico como
vantagem indevida para si.
d) prevarica•‹o, por ter, indevidamente, deixado de praticar ato que
estava obrigado, que neste caso seria a devolu•‹o do aparelho
eletr™nico.
e) peculato, por ter se apropriado de bem m—vel particular, de que tem
a posse em raz‹o do cargo.
COMENTçRIOS: Neste caso o agente praticou o delito de peculato, pois se
apropriou de bem particular de que tinha a posse em raz‹o do cargo, nos termos
do art. 312 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

93.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DA DP)


Suzana, Oficial da Defensoria Pœblica estadual, Ž respons‡vel pelo
registro, movimenta•‹o e tramita•‹o de processos em determinada
unidade da Defensoria. Sua inimiga, Zulmira, solicitou assist•ncia da
Defensoria nesta unidade, e por vingan•a Suzana deixou de registrar
esta solicita•‹o. ƒ correto afirmar que Suzana
a) n‹o cometeu o crime de Prevarica•‹o, uma vez que n‹o praticou ato
ilegal por sentimento pessoal.
b) cometeu o crime de Prevarica•‹o porque deixou de praticar,
indevidamente, ato de of’cio para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal.
c) n‹o cometeu crime algum, embora por Žtica e responsabilidade
administrativa deveria ter registrado a solicita•‹o de Zulmira.
d) cometeu o crime de Corrup•‹o Passiva, por ter deixado de realizar ato
que Ž exigido em lei.
e) cometeu o crime de Peculato, por ter praticado ato ilegal por
sentimento pessoal.

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COMENTçRIOS: Neste caso a agente praticou o delito de PREVARICA‚ÌO, pois
deixou de praticar, indevidamente, ato de of’cio para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal, nos termos do art. 319 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

94.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DA DP)


Ver™nica, funcion‡ria da Defensoria Pœblica do Estado que tem a posse
de um telefone celular de propriedade da Defensoria Pœblica, pelo qual Ž
respons‡vel, em determinado dia de trabalho ao sair para almo•ar
esqueceu este telefone em cima de sua mesa de trabalho. Vagner, seu
colega de trabalho na mesma fun•‹o, nota o descuido e subtrai o
aparelho celular. Nesta situa•‹o hipotŽtica, diante do C—digo Penal
brasileiro Ž correto afirmar que Ver™nica
a) e Vagner cometeram crime de peculato, se sujeitando ˆs mesmas
penalidades, pois ambos concorreram para o crime.
b) cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem enquanto
Vagner cometeu o crime de peculato doloso.
c) n‹o cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato,
pois se apropriou de bem m—vel pœblico de que tem a posse em raz‹o do
cargo em proveito pr—prio ou alheio.
d) n‹o cometeu nenhum crime e Vagner cometeu o crime de peculato
culposo.
e) cometeu o crime de peculato culposo e Vagner cometeu o crime de
peculato, pois ele n‹o estava em posse do bem, mas mesmo assim o
subtraiu, em proveito pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe
proporciona a qualidade de funcion‡rio.
COMENTçRIOS: Neste caso, Ver™nica praticou o crime de peculato culposo,
previsto no art. 312, ¤2¼ do CP, enquanto Vagner cometeu o delito de peculato-
furto, previsto no art. 312, ¤1¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

95.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð ANALISTA DE SISTEMAS)


Marcelo, funcion‡rio pœblico da Defensoria Pœblica, Ž respons‡vel por
organizar a fila de atendimento ao pœblico. Ao encontrar seu amigo
Pedro, que pretende ser atendido na Defensoria, diz que pode fazer com
que ele seja o primeiro a ser atendido, embora Pedro n‹o tenha chegado
primeiro e sequer tenha algum motivo justo para isso. Pedro se
interessa, mas Marcelo solicita cem reais em dinheiro para fazer isso e
afirma que, se Pedro n‹o quiser pagar, n‹o tem problema, apenas ter‡
que aguardar seu lugar correto na fila. Nesta situa•‹o, Marcelo
a) cometeu o crime de corrup•‹o passiva por ter solicitado para si
vantagem indevida em raz‹o de sua fun•‹o

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b) cometeu o crime de concuss‹o por ter exigido para si vantagem
indevida em raz‹o de sua fun•‹o.
c) cometeu o crime prevarica•‹o, pois beneficiou terceiro por ser seu
amigo.
d) n‹o cometeu nenhum crime, pois seu amigo n‹o se manifestou quanto
a aceita•‹o no ato de pagar o valor para ajuda de custo.
e) cometeu o crime de advocacia administrativa pois patrocinou
diretamente interesse privado perante a Administra•‹o pœblica valendo-
se da qualidade de funcion‡rio.
COMENTçRIOS: Neste caso Marcelo praticou o delito de corrup•‹o passiva,
previsto no art. 317 do CP, pois solicitou para si vantagem indevida em raz‹o de
sua fun•‹o.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

96.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-SP Ð ANALISTA DE SISTEMAS)


Considere as seguintes condutas:
I. Facilitar a revela•‹o de fato que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que
deva permanecer em segredo.
II. Solicitar vantagem indevida para revelar informa•›es sigilosas que s—
tenha acesso por conta de seu cargo a terceiros interessados.
III. Exigir vantagem indevida para revelar informa•›es sigilosas que s—
tenha acesso por conta de seu cargo.
IV. Permitir ou facilitar, mediante atribui•‹o, fornecimento e emprŽstimo
de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas n‹o autorizadas
a sistemas de informa•›es ou banco de dados da Administra•‹o pœblica.
Um funcion‡rio pœblico cometer‡ o crime de viola•‹o de sigilo funcional,
nas condutas indicadas APENAS em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e IV.
COMENTçRIOS: O crime de viola•‹o de sigilo funcional est‡ tipificado no art.
325 do CP:
Viola•‹o de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a revela•‹o:
Pena - deten•‹o, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato n‹o constitui crime
mais grave.
¤ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)

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I Ð permite ou facilita, mediante atribui•‹o, fornecimento e emprŽstimo de senha ou
qualquer outra forma, o acesso de pessoas n‹o autorizadas a sistemas de informa•›es
ou banco de dados da Administra•‹o Pœblica; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
II Ð se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
¤ 2o Se da a•‹o ou omiss‹o resulta dano ˆ Administra•‹o Pœblica ou a outrem:
(Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Pena Ð reclus‹o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Da’ se pode concluir, sem grande esfor•o, que somente os itens I e IV
correspondem a condutas criminalizadas por este tipo penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

97.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


De um lado, ÒsolicitarÓ ou ÒreceberÓ e, de outro lado, ÒexigirÓ comp›em
nœcleos opostos que, respectivamente, diferenciam, entre si, duas
importantes e recorrentes figuras penais, ambas cometidas por
funcion‡rios pœblicos. Embora, nesse ponto, substancialmente diversas,
no mais, mostram-se apenas aparentemente pr—ximas uma da outra. S‹o
elas:
a) prevarica•‹o e viol•ncia arbitr‡ria.
b) condescend•ncia criminosa e excesso de exa•‹o.
c) advocacia administrativa e corrup•‹o.
d) peculato culposo e peculato doloso.
e) corrup•‹o passiva e concuss‹o.
COMENTçRIOS: As condutas se referem aos delitos de corrup•‹o passiva e
concuss‹o, previstos nos arts. 317 e 316 do CP:
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
(...)
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

98.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Na corrup•‹o passiva, h‡ diferencia•›es normativas se:

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- em consequ•ncia da vantagem ou promessa, o funcion‡rio retarda ou
deixa de praticar qualquer ato de of’cio ou o pratica infringido dever
funcional
- o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com
infra•‹o de dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem.
Tem-se, nesses dois fatores de penas, respectivamente:
a) qualificadora e causa de diminui•‹o.
b) causa de aumento e privilŽgio.
c) qualificadora e causa de aumento.
d) causa de aumento e qualificadora.
e) privilŽgio e qualificadora.
COMENTçRIOS: Neste caso, teremos, respectivamente, uma causa de aumento
de pena e uma privilegiadora (ou privilŽgio), previstos nos ¤¤1¼ e 2¼ do art. 317
do CP:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
¤ 1¼ - A pena Ž aumentada de um ter•o, se, em conseqŸ•ncia da vantagem ou
promessa, o funcion‡rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de of’cio ou o pratica
infringindo dever funcional.
¤ 2¼ - Se o funcion‡rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of’cio, com infra•‹o
de dever funcional, cedendo a pedido ou influ•ncia de outrem:
Pena - deten•‹o, de tr•s meses a um ano, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

99.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


A respeito dos Crimes contra a Administra•‹o pœblica, considere:
I. Equipara-se a funcion‡rio pœblico quem trabalha para empresa
prestadora de servi•o contratada para a execu•‹o de atividade t’pica da
Administra•‹o pœblica.
II. A pena ser‡ aumentada da ter•a parte quando os autores dos delitos
forem ocupantes de cargos em comiss‹o.
III. Se o agente for ocupante de fun•‹o de assessoramento de funda•‹o
institu’da pelo poder pœblico n‹o ter‡, por esse motivo, a pena
aumentada.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) II.
b) I e III.
c) II e III

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d) I e II.
e) III
COMENTçRIOS:
I Ð CORRETA: Esta Ž a exata previs‹o do ¤1¼ do art. 327 do CP.
II Ð ERRADA: Somente haver‡ aumento de pena quando os agentes forem
ocupantes de cargo em comiss‹o nas entidades listadas no ¤2¼ do art. 327. As
autarquias, por exemplo, n‹o foram inclu’das ali. Logo, quem exerce cargo em
comiss‹o em autarquia n‹o ter‡ a causa de aumento de pena citada.
III Ð ERRADA: O agente ter‡ a pena aumentada neste caso, por for•a do art. 327,
¤2¼ do CP.
Vemos, assim, que n‹o h‡ alternativa correta. A Banca deu a alternativa D como
correta, por considerar a afirmativa II como verdadeira, mas como j‡ afirmei, ela
est‡ ERRADA!
PORTANTO, A QUESTÌO DEVERIA TER SIDO ANULADA!

100.! (FCC Ð 2014 Ð TRF3 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


JosŽ foi surpreendido pelo policial Jo‹o, dirigindo alcoolizado um ve’culo
na via pœblica. Nessa oportunidade, ofereceu a Jo‹o a quantia de R$
100,00 para n‹o prend•-lo, nem mult‡-lo. Jo‹o aceitou a proposta,
guardou o dinheiro, mas multou e efetuou a pris‹o em flagrante de JosŽ
por dirigir alcoolizado. Nesse caso, Jo‹o responder‡ pelo crime de:
a) condescend•ncia criminosa.
b) corrup•‹o ativa.
c) prevarica•‹o
d) corrup•‹o passiva.
e) concuss‹o.
COMENTçRIOS: Jo‹o, n‹o confundam, Ž o policial. Assim, Jo‹o, ao receber o
dinheiro, praticou o delito de corrup•‹o passiva na forma consumada. Vejamos:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

101.! (FCC Ð 2014 Ð ICMS/RJ Ð AUDITOR FISCAL)


A conduta do funcion‡rio que exige tributo ou contribui•‹o social que
sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a
meio vexat—rio ou gravoso, que a lei n‹o autoriza, configura
(A) crime contra a ordem tribut‡ria.
(B) abuso de poder tribut‡rio.

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(C) corrup•‹o passiva.
(D) concuss‹o.
(E) excesso de exa•‹o.
COMENTçRIOS: A conduta, aqui, configura o crime de excesso de exa•‹o,
previsto no art. 316, ¤1¼ do CP:
Art. 316 (...)
Excesso de exa•‹o
¤ 1¼ - Se o funcion‡rio exige tributo ou contribui•‹o social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a meio vexat—rio ou gravoso, que a
lei n‹o autoriza: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de 27.12.1990)
Pena - reclus‹o, de tr•s a oito anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de
27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

102.! (FCC Ð 2014 Ð SEFAZ/PE Ð AUDITOR)


Radegunda, auditora fiscal, utilizou um autom—vel que lhe estava
confiado pela Administra•‹o pœblica para levar sua filha para a escola e,
na volta, para fazer compras domŽsticas no supermercado, restituindo
em seguida o carro intacto e com o tanque de combust’vel completo. Na
mais precisa terminologia tŽcnica, com a posi•‹o doutrin‡ria dominante
Ž correto afirmar que houve
(A) furto de uso impun’vel enquanto tal.
(B) peculato-furto em tese penalmente pun’vel.
(C) apropria•‹o indŽbita impun’vel enquanto tal.
(D) furto em tese penalmente pun’vel.
(E) peculato de uso penalmente impun’vel enquanto tal.
COMENTçRIOS: O CP n‹o disp›e expressamente a respeito do chamado
Òpeculato de usoÓ. O CP prev•, apenas, as modalidades Òpeculato-desvioÓ,
Òpeculato-apropria•‹oÓ e Òpeculato-furtoÓ (alŽm dos peculatos Òmediante erro de
outremÓ e Òpeculato culposoÓ). O Òpeculato de usoÓ Ž uma cria•‹o doutrin‡ria
cuja finalidade Ž afastar a tipifica•‹o da conduta daquele que apenas utiliza o
bem pœblico em proveito pr—prio (sem o intuito de desvi‡-lo para seu patrim™nio).
O STF, seguindo uma linha doutrin‡ria, j‡ havia se manifestado sobre essa
hip—tese espec’fica e entendeu que, neste caso, restaria configurado o Òpeculato
de usoÓ, que ˆ semelhan•a do Òfurto de usoÓ, n‹o geraria reflexos penais, eis que
Ž indispens‡vel, para a caracteriza•‹o do peculato, o elemento subjetivo
consistente na inten•‹o de agregar o bem, valor ou dinheiro ao patrim™nio do
agente ou de terceiro.
Vejamos:
(...) ƒ indispens‡vel a exist•ncia do elemento subjetivo do tipo para a caracteriza•‹o
do delito de peculato-uso, consistente na vontade de se apropriar DEFINITIVAMENTE
do bem sob sua guarda.
(...) (STF. 1» Turma. HC 108433 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25/06/2013)

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Entretanto, em julgado RECENTêSSIMO, o STF se valeu de parcela da Doutrina
que entende que o termo ÒdesviarÓ, um dos nœcleos do tipo de peculato, significa
Òdesviar a finalidadeÓ, ou seja, dar ao bem, valor ou coisa finalidade DIVERSA
daquela que deveria ser dada.
Vejamos:
(...) O peculato desvio caracteriza-se na hip—tese em que terceiro recebe armas
emprestadas pelo juiz, deposit‡rio fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao
magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de funcion‡rio pœblico. 2. In
casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no curso de
processo-crime em tramita•‹o perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os
armamentos a policial federal desviou bem de que tinha posse em raz‹o da fun•‹o em
proveito deste, emprestando-lhe finalidade diversa da pretendida ao assumir a fun•‹o
de deposit‡rio fiel. 3. O artigo 312 do C—digo Penal disp›e: ÒArt. 312 - Apropriar-se o
funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m—vel, pœblico ou
particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em proveito pr—prio
ou alheio: Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multaÓ. 4. ƒ cedi•o que Òo verbo
nœcleo desviar tem o significado, nesse dispositivo legal, de alterar o destino natural
do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no
peculato-desvio o funcion‡rio pœblico d‡ ao objeto material aplica•‹o diversa da que
lhe foi determinada, em benef’cio pr—prio ou de outrem. Nessa figura n‹o h‡ o
prop—sito de apropriar-se, que Ž identificado como animus rem sibi habendi,
podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso
irregular da coisa pœblica, objeto material do peculato.Ó (BITTENCOURT, Cezar.
Tratado de direito penal. v. 5. Saraiva, S‹o Paulo: 2013, 7» Ed. p. 47). 3. ƒ poss’vel
a atribui•‹o do conceito de funcion‡rio pœblico contida no artigo 327 do C—digo Penal
a Juiz Federal. ƒ que a fun•‹o jurisdicional Ž fun•‹o pœblica, pois consiste atividade
privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela Constitui•‹o e normas processuais
respectivas. Consequentemente, aquele que atua na presta•‹o jurisdicional ou a
pretexto de exerc•-la Ž funcion‡rio pœblico para fins penais. Precedente: (RHC
110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via
estreita do Habeas Corpus n‹o se preza ˆ discuss‹o acerca da valora•‹o da prova
produzida em a•‹o penal. ƒ que, nos termos da Constitui•‹o esta a•‹o se destina a
afastar restri•‹o ˆ liberdade de locomo•‹o por ilegalidade ou por abuso de poder. 5.
Recurso desprovido.
(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014,
ACîRDÌO ELETRïNICO DJe-190 DIVULG 29-09-2014 PUBLIC 30-09-2014)
Tudo bem que a quest‹o pede que se responda Òconforme a Doutrina dominanteÓ
(que de fato entende que o peculato Òde usoÓ n‹o se enquadraria no conceito de
ÒdesvioÓ, j‡ que entende que o ÒdesvioÓ, neste caso, pressup›e o animus rem sibi
habendi), mas Ž ineg‡vel a relev‰ncia do entendimento do STF sobre a quest‹o,
inclusive por citar a Doutrina do prof. CŽzar Roberto Bitencourt.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E (mas CABERIA
RECURSO!

103.! (FCC Ð 2014 Ð TCE-GO Ð ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo ofereceu R$ 300,00 a um Oficial de Justi•a para retardar a sua
cita•‹o. O Oficial de Justi•a aceitou a oferta, mas achou o valor oferecido
muito baixo, tendo Paulo ficado de estudar eventual majora•‹o. Nesse
caso, o Oficial de Justi•a cometeu crime de
a) corrup•‹o passiva, na forma consumada.

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b) corrup•‹o passiva, na forma tentada.
c) concuss‹o, na forma consumada.
d) concuss‹o, na forma tentada
e) prevarica•‹o.
COMENTçRIOS: O oficial de justi•a, aqui, praticou o delito de corrup•‹o
PASSIVA na forma CONSUMADA, pois aceitou a promessa de vantagem indevida
em raz‹o do cargo.
Vejamos:
Corrup•‹o passiva
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda
que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
10.763, de 12.11.2003)
O fato de a vantagem n‹o ter sido efetivamente recebida ou, sequer, ter tido seu
valor fixado (ficou pendente a eventual majora•‹o) Ž irrelevante para fins de
consuma•‹o do delito.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

104.! (FCC Ð 2014 Ð TCE-GO Ð ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)


No que concerne ao crime de peculato doloso, Ž correto afirmar que
a) o ressarcimento do dano atŽ a denœncia extingue a punibilidade do
agente.
b) o particular responde pelo delito quando for coautor ou part’cipe.
c) o delito s— se caracteriza se o agente tiver obtido vantagem
patrimonial.
d) a imputa•‹o do delito depende de prŽvia tomada ou presta•‹o de
contas do respons‡vel pelo desvio.
e) n‹o Ž poss’vel a continuidade delitiva.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: Isto s— se aplica ao peculato culposo, nos termos do art. 312, ¤3¼
do CP. AlŽm disso, o prazo para a extin•‹o da punibilidade (no peculato culposo!)
vai atŽ a senten•a irrecorr’vel.
B) CORRETA: Embora o particular, a princ’pio, n‹o possa praticar o delito, por
n‹o ser funcion‡rio pœblico, caso venha a praticar a conduta em concurso de
pessoas (coautoria ou participa•‹o) com alguŽm que possua a qualidade exigida
(ser funcion‡rio pœblico e valer-se do cargo para o crime), responder‡ tambŽm o
particular pelo delito, nos termos do art. 30 do CP. ƒ necess‡rio, ainda, que o
particular saiba que seu comparsa possui a qualidade exigida pelo tipo penal.
C) ERRADA: Item errado, pois a obten•‹o da vantagem pode se dar por terceiro,
e n‹o necessariamente em favor do agente que pratica o delito.

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D) ERRADA: Item errado, pois n‹o h‡ qualquer exig•ncia no CP neste sentido,
sendo as esferas (administrativa e penal) aut™nomas.
E) ERRADA: N‹o h‡ nada que pro’ba a continuidade delitiva em tais crimes, ou
seja, o peculato pode ser praticado na forma do art. 71 do CP (pr‡tica reiterada
de diversos crimes de peculato em circunst‰ncias de tempo, lugar, modo de
execu•‹o, etc.).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

105.! (FCC Ð 2015 Ð TRT6¼ REGIÌO Ð JUIZ)


O crime de concuss‹o
a) admite a concorr•ncia de particular, desde que este conhe•a a
condi•‹o de funcion‡rio pœblico do outro agente.
b) Ž de natureza formal, consumando-se com o recebimento da
vantagem indevida.
c) Ž de natureza material, consumando-se com a efetiva exig•ncia,
independentemente do recebimento da vantagem.
d) admite modalidade culposa.
e) Ž de natureza formal, consumando-se com a mera solicita•‹o da
vantagem indevida.
COMENTçRIOS: O crime de concuss‹o Ž de natureza FORMAL e se consuma
com a mera EXIGæNCIA (n‹o solicita•‹o) da vantagem indevida.
Assim, nenhuma das alternativas que trata da consuma•‹o est‡ correta.
O crime tambŽm n‹o admite modalidade culposa, por aus•ncia de previs‹o legal
neste sentido.
Por fim, Ž cab’vel o concurso de pessoas entre o funcion‡rio pœblico e um
particular, desde que este saiba que seu comparsa Ž funcion‡rio pœblico, nos
termos do art. 30 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

106.! (FCC Ð 2015 Ð TRE-RR Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


Analise as seguintes situa•›es hipotŽticas de funcion‡rios pœblicos
processados criminalmente e condenados pela Justi•a Pœblica:
I. Xisto, escrevente do Tribunal de Justi•a de Roraima, foi condenado a
cumprir pena de 02 anos de reclus‹o pelo crime de corrup•‹o passiva,
ap—s receber dinheiro durante o seu trabalho regular para retardar o
andamento de um determinado processo.
II. Joaquim, analista judici‡rio do Tribunal Regional Federal da Primeira
Regi‹o, Ž preso em flagrante quando retornava de uma viagem de lazer
para Miami, ao tentar importar mercadoria proibida, sendo condenado a
cumprir pena de 03 anos de reclus‹o pelo crime de contrabando.
III. Ben’cio, funcion‡rio da Prefeitura de Boa Vista, foi condenado a
cumprir pena de 02 anos de reclus‹o pelo crime de peculato, ap—s

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apropriar-se de dinheiro da municipalidade, que recebeu em raz‹o do
cargo que ocupa.
IV. Cassio, funcion‡rio pœblico da Secretaria de Estado da Saœde de
Roraima, Ž condenado a cumprir pena de 03 anos de reclus‹o, ap—s
praticar o crime do artigo 343, do C—digo Penal, na medida em que
ofereceu dinheiro ao perito judicial nomeado em a•‹o de indeniza•‹o por
danos materiais e morais que move contra JosŽ, respons‡vel pelo
acidente de tr‰nsito que lhe causou les›es corporais grav’ssimas, para
que o expert elaborasse um laudo favor‡vel.
Estar‹o sujeitos ˆ perda do cargo pœblico como efeito da condena•‹o
criminal, nos termos preconizados pelo C—digo Penal, mediante
declara•‹o motivada do Juiz na senten•a:
a) Ben’cio e Cassio.
b) Joaquim e Ben’cio.
c) Xisto e Ben’cio.
d) Joaquim e Cassio.
e) Xisto, Joaquim e Ben’cio.
COMENTçRIOS: A condena•‹o por crime FUNCIONAL (que seja relativo ˆs
fun•›es exercidas) pode acarretar a perda da fun•‹o pœblica quando a pena
aplicada Ž igual ou superior a um ano, nos termos do art. 92, I, a do CP.
Assim, somente Xisto e Ben’cio estar‹o sujeitos ˆ perda do cargo pœblico como
efeito da condena•‹o, pois praticaram crimes FUNCIONAIS e receberam pena
superior a 01 ano.
Joaquim e C‡ssio receberam, tambŽm, penas superiores a 01 ano, mas n‹o
praticaram crimes que tivessem rela•‹o COM SUAS FUN‚ÍES PòBLICAS.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

107.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PE Ð JULGADOR TRIBUTçRIO)


Um funcion‡rio do setor de cobran•a de tributos, diante de situa•‹o
financeira dif’cil, atende pedido do contribuinte, e, em vez de lan•ar o
tributo para a cobran•a, protela o ato por 90 dias ap—s, a fim de que o
contribuinte possa posteriormente tentar um parcelamento do tributo.
Por essa conduta, poder‡ responder pelo crime de
a) inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.
b) prevarica•‹o.
c) corrup•‹o passiva.
d) tr‡fico de influ•ncia.
e) advocacia administrativa.
COMENTçRIOS: O agente, aqui, praticou o delito de corrup•‹o passiva, em sua
forma privilegiada, nos termos do art. 317, ¤2¼ do CP, pois praticou a conduta
atendendo a pedido do contribuinte.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

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108.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PE Ð JULGADOR TRIBUTçRIO)


Um contribuinte foi atŽ o balc‹o de atendimento do setor fiscal e
apresentou documento para a comprova•‹o de quita•‹o do tributo.
Todavia, faltou com o respeito contra o funcion‡rio autorizado para o
registro no sistema. O funcion‡rio, diante da ofensa, alterou os dados
inseridos para que constasse pagamento parcial e n‹o total do tributo.
Com isso, o contribuinte foi acionado judicialmente para pagamento do
tributo que j‡ tinha quitado. A conduta do funcion‡rio est‡ inserida no
crime de
a) prevarica•‹o.
b) modifica•‹o n‹o autorizada de sistema de informa•›es.
c) sonega•‹o de documento
d) falsidade ideol—gica.
e) inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es.
COMENTçRIOS: O funcion‡rio praticou o delito de inser•‹o de dados falsos em
sistema de informa•›es, previsto no art. 313-A do CP. Vejamos:
Inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion‡rio autorizado, a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou
bancos de dados da Administra•‹o Pœblica com o fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem ou para causar dano: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000))
Pena - reclus‹o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
O agente responde por este delito, e n‹o por prevarica•‹o, j‡ que Ž uma forma
ÒespecialÓ de viola•‹o aos deveres funcionais, que neste caso espec’fico ocorreu
com o intuito de CAUSAR DANO ao contribuinte.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

109.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PE Ð JULGADOR TRIBUTçRIO)


Funcion‡rio pœblico, respons‡vel pelo andamento de procedimento,
descobriu que determinado contribuinte era seu primo. Diante disso, sem
qualquer contato com o primo, decidiu colocar o procedimento em uma
das caixas que guardavam papŽis destinados ao arquivo. A conduta do
funcion‡rio caracteriza o crime de
a) supress‹o de documento.
b) sonega•‹o de livro ou documento.
c) subtra•‹o de livro ou documento.
d) prevarica•‹o.
e) advocacia administrativa.

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COMENTçRIOS: O agente cometeu, aqui, o delito de prevarica•‹o, previsto no
art. 319 do CP, pois praticou ato funcional em contrariedade aos deveres do
cargo, para satisfazer sentimento pessoal (ajudar o primo).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

110.! (FCC Ð 2015 Ð TCM-GO Ð AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO)


Paulo e Pedro, valendo-se da qualidade de funcion‡rios pœblicos lotados
em uma Delegacia de Pol’cia, cogitaram subtrair uma motocicleta
aprendida que se encontrava no p‡tio de estacionamento. Reuniram-se
e tra•aram os planos de a•‹o. No dia combinado, Paulo distraiu os
policiais que ali trabalhavam, enquanto Pedro retirou o ve’culo do local.
No dia seguinte, a motocicleta foi desmontada e as pe•as vendidas, tendo
ambos rateado o valor recebido. Nesse caso, o crime de peculato doloso
consumou-se no momento em que
a) Paulo distraiu os policiais e Pedro retirou a motocicleta da Delegacia.
b) as pe•as foram vendidas e o valor recebido foi rateado entre Paulo e
Pedro.
c) Paulo e Pedro cogitaram subtrair a motocicleta.
d) Paulo e Pedro reuniram-se e tra•aram os planos de a•‹o.
e) a motocicleta foi desmontada.
COMENTçRIOS: O crime de peculato-furto se consumou no momento em que
Paulo distraiu os policiais e Pedro retirou a motocicleta, pois foi a’ que houve, de
fato, a SUBTRA‚ÌO, que Ž o momento consumativo do peculato-furto, previsto
no art. 312, ¤1¼ do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

111.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PI Ð ANALISTA DO TESOURO)


No crime de concuss‹o, o funcion‡rio pœblico
a) exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora
da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida.
b) apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem m—vel, pœblico
ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou o desvia, em
proveito pr—prio ou alheio.
c) modifica ou altera sistema de informa•›es ou programa de inform‡tica
sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade competente.
d) d‡ ˆs verbas ou rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em
lei.
e) solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela,
vantagem indevida, ou aceita promessa de tal vantagem.

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COMENTçRIOS: No delito de concuss‹o o agente EXIGE, para si ou para outrem,
direta ou indiretamente, ainda que fora da fun•‹o ou antes de assumi-la, mas
em raz‹o dela, vantagem indevida, conforme prev• o art. 316 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

112.! (FCC Ð 2015 Ð SEFAZ-PI Ð AUDITOR FISCAL)


O crime de inser•‹o de dados falsos em sistema de informa•›es (art.
313-A do C—digo Penal) pode ser cometido
a) pelo funcion‡rio autorizado que inserir ou facilitar a inser•‹o de dados
falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da Administra•‹o pœblica, com o fim
de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
b) por qualquer pessoa que inserir ou facilitar a inser•‹o de dados falsos,
alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas
informatizados ou bancos de dados da Administra•‹o pœblica.
c) por qualquer funcion‡rio, pœblico ou n‹o, com a finalidade de obter
vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
d) pelo funcion‡rio que modificar ou alterar sistema de informa•›es ou
programa de inform‡tica, pœblica ou n‹o, com o fim de obter vantagem
indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
e) pelo funcion‡rio que modificar ou alterar sistema de informa•›es ou
programa de inform‡tica sem autoriza•‹o ou solicita•‹o de autoridade
competente.
COMENTçRIOS: Tal delito s— pode ser cometido pelo funcion‡rio AUTORIZADO
que inserir ou facilitar a inser•‹o de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente
dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administra•‹o
pœblica, com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para
causar dano, conforme previs‹o contida no art. 313-A do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

113.! (FCC - 2006 - TRF - 1» REGIÌO - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA - EXECU‚ÌO DE MANDADOS)
JosŽ Ž funcion‡rio pœblico e, em cumprimento de mandado judicial, se
dirigiu ao escrit—rio de Pedro para efetuar busca e apreens‹o de autos.
Pedro lhe ofereceu a quantia de R$ 100,00 para que retardasse a
dilig•ncia por alguns dias. JosŽ aceitou o dinheiro, mas n‹o retardou a
dilig•ncia, efetuando desde logo a apreens‹o. JosŽ e Pedro responder‹o,
respectivamente, por crime de
a) prevarica•‹o e corrup•‹o passiva.
b) concuss‹o e corrup•‹o passiva.
c) corrup•‹o ativa e corrup•‹o passiva.
d) prevarica•‹o e corrup•‹o ativa.

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e) corrup•‹o passiva e corrup•‹o ativa.
COMENTçRIOS: A conduta de JosŽ, funcion‡rio pœblico, se amolda ao tipo penal
previsto no art. 317 do CP, ou seja, corrup•‹o passiva, j‡ que recebeu vantagem
indevida. N‹o incide, entretanto, a causa de aumento de pena prevista no ¤ 1¡,
pois JosŽ n‹o retardou a pr‡tica do ato. Pedro, por sua vez, cometeu crime de
corrup•‹o ativa, pois ofereceu vantagem indevida ao funcion‡rio pœblico JosŽ,
para que este retardasse a pr‡tica de ato de of’cio, nos termos do art. 333 do CP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

114.! (FCC - 2008 - METRï-SP Ð ADVOGADO)


Durante um julgamento perante o Tribunal do Jœri, um jurado, que em
sua vida normal exerce a fun•‹o de vendedor, solicitou R$ 10.000,00
(dez mil reais) ao advogado do rŽu para votar pela absolvi•‹o deste. O
jurado
a) cometeu crime de corrup•‹o ativa.
b) cometeu crime de corrup•‹o passiva.
c) cometeu crime de concuss‹o.
d) cometeu crime de prevarica•‹o.
e) n‹o cometeu nenhum crime, pois n‹o era funcion‡rio pœblico.
COMENTçRIOS: O jurado Ž considerado, sim, funcion‡rio pœblico, pois o
conceito de funcion‡rio pœblico para fins penais Ž muito mais abrangente que no
Direito Civil, de forma a abranger aqueles que exercem mera fun•‹o pœblica,
ainda que transitoriamente e sem remunera•‹o. O jurado cometeu, assim, o
crime previsto no art. 317 do CP, pois solicitou vantagem indevida para si em
raz‹o da fun•‹o que exercia. Nesse caso, cometeu o crime de corrup•‹o passiva.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

115.! (FCC - 2007 - MPU - ANALISTA Ð PROCESSUAL)


A respeito dos crimes contra a Administra•‹o Pœblica, Ž correto afirmar:
a) N‹o configura o crime de contrabando a exporta•‹o de mercadoria
proibida.
ERRADA: O crime de contrabando Ž, por defini•‹o, a exporta•‹o ou importa•‹o
de mercadoria proibida, nos termos do art. 334 do CP;
b) Constitui crime de desobedi•ncia o n‹o atendimento por funcion‡rio pœblico
de ordem legal de outro funcion‡rio pœblico.
ERRADA: O crime de desobedi•ncia Ž um crime que s— pode ser praticado pelo
particular. Se praticado pelo funcion‡rio pœblico pode, no entanto, configurar o
crime de prevarica•‹o, nos termos dos arts. 329 e 319 do CP;
c) Comete crime de corrup•‹o ativa quem oferece vantagem indevida a
funcion‡rio pœblico para determin‡-lo a deixar de praticar medida ilegal.

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ERRADA: Cuidado com a pegadinha! Se a medida que o funcion‡rio pœblico ia
praticar era ilegal, n‹o h‡ crime de corrup•‹o ativa, pois se exige que o ato que
o funcion‡rio pœblico iria praticar seja legal, nos termos do art. 333 do CP:
d) Pratica crime de resist•ncia quem se op›e, mediante viol•ncia, ao
cumprimento de mandado de pris‹o decorrente de senten•a condenat—ria
supostamente contr‡ria ˆ prova dos autos.
CORRETA: O fato de a senten•a judicial que embasa o mandado de pris‹o ser
considerada injusta n‹o desconfigura o crime, pois o modo correto para o agente
questionar a senten•a Ž a via recursal. Nesse caso, o ato praticado pelo
funcion‡rio pœblico (oficial de justi•a) Ž plenamente legal, pois se fundamenta em
decis‹o judicial v‡lida, que pode, no entanto, ser atacada pela via do recurso.
e) Para a caracteriza•‹o do crime de desacato n‹o Ž necess‡rio que o funcion‡rio
pœblico esteja no exerc’cio da fun•‹o ou, n‹o estando, que a ofensa se verifique
em fun•‹o dela.
ERRADA: ƒ necess‡rio que a ofensa seja proferida, em qualquer caso, em raz‹o
da fun•‹o pœblica, esteja ou n‹o o funcion‡rio pœblico no exerc’cio da fun•‹o no
momento do crime.

116.! (FCC - 2010 - DPE-SP - AGENTE DE DEFENSORIA - COMUNICA‚ÌO


SOCIAL)
Determinado servidor pœblico destruiu livro oficial a fim de ocultar
lan•amento que procedeu indevidamente. A conduta do servidor, a ser
apurada e punida mediante instaura•‹o dos competentes processos
pertinentes,
a) constitui il’cito penal, sem preju’zo de poder constituir il’cito
administrativo.
b) constitui, exclusivamente, il’cito administrativo.
c) constitui crime de prevarica•‹o, sem preju’zo de poder constituir
il’cito administrativo.
d) constituir‡ il’cito penal apenas se o servidor pœblico ocupar cargo
efetivo.
e) constituir‡ crime apenas se o servidor exercer fun•‹o remunerada.
COMENTçRIOS: Neste caso, o servidor pœblico cometeu o crime de inutiliza•‹o
de livro ou documento, previsto no art. 314 do CP. A puni•‹o na esfera penal, no
entanto, n‹o impede que o servidor pœblico seja punido, tambŽm, na esfera
administrativa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

117.! (FCC - 2007 - TRE-PB - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


ADMINISTRATIVA)
M‡rio, valendo-se da condi•‹o de funcion‡rio pœblico, cogita em subtrair
cinco computadores de propriedade do Estado que se localizam na
reparti•‹o pœblica que trabalha. Para ajud‡-lo na subtra•‹o convida

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Douglas, advogado da empresa particular GIGA e seu amigo intimo.
Neste caso, considerando que M‡rio e Douglas subtra’ram somente dois
computadores,
a) apenas M‡rio responder‡ pela pr‡tica de peculato tentado, uma vez
que Douglas n‹o era funcion‡rio pœblico n‹o se comunicando
circunst‰ncia pessoal.
b) apenas M‡rio responder‡ pela pr‡tica de peculato consumado, uma
vez que Douglas n‹o era funcion‡rio pœblico n‹o se comunicando
circunst‰ncia pessoal.
c) eles responder‹o pela pr‡tica de crime de peculato tentado em
concurso de pessoas.
d) eles responder‹o pela pr‡tica de crime de peculato consumado em
concurso de pessoas.
e) apenas M‡rio responder‡ pela pr‡tica de concuss‹o consumada, uma
vez que Douglas n‹o era funcion‡rio pœblico n‹o se comunicando
circunst‰ncia pessoal.
COMENTçRIOS: Como a quest‹o fala que ambos eram amigos ’ntimos, o
concurseiro deve ficar atento e entender que a Banca quis informar a voc•s que
o particular sabia que o amigo era funcion‡rio pœblico. Este fato (saber que o
amigo Ž funcion‡rio pœblico) Ž indispens‡vel para que a elementar Òfuncion‡rio
pœblico possa se comunicarÓ ao particular, nos termos do art. 30 do CP. Assim,
ambos responder‹o pelo crime de peculato consumado em concurso de pessoas,
nos termos dos arts. 312, ¤ 1¡ c/c arts. 29 e 30, todos do CP.
DESTE MODO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

118.! (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA JUDICIçRIA


- EXECU‚ÌO DE MANDADOS)
Dar ˆs verbas ou ˆs rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida
em lei
a) n‹o constitui crime, sendo somente irregularidade administrativa.
b) constitui crime contra a Administra•‹o Pœblica praticado por
funcion‡rio pœblico.
c) configura crime de peculato-furto.
d) caracteriza crime de peculato mediante erro de outrem.
e) constitui crime de prevarica•‹o.
COMENTçRIOS: Trata-se de crime previsto no art. 315 do CP, consistente no
emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas:
Art. 315 - Dar ˆs verbas ou rendas pœblicas aplica•‹o diversa da estabelecida em lei:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Exige-se que a verba tenha sido efetivamente aplicada para que o crime seja
consumado, n‹o bastando o mero desvio da verba ou renda. No caso, o crime
est‡ previsto no cap’tulo ÒDos crimes praticados por funcion‡rio pœblico contra a
administra•‹o em geralÓ.

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PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

119.! (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA


JUDICIçRIA)
Ares, funcion‡rio do Servi•o de çguas e Esgotos do Munic’pio, entidade
paraestatal, desviou em proveito pr—prio a quantia de R$ 5.200,00
referente ao pagamento de contas em atraso efetuadas por um usu‡rio.
Nessa hip—tese, Ares
a) cometeu crime de emprego irregular de rendas pœblicas.
b) n‹o cometeu crime contra a Administra•‹o Pœblica.
c) cometeu crime de prevarica•‹o.
d) cometeu crime de corrup•‹o passiva.
e) cometeu crime de peculato.
COMENTçRIOS: Primeiramente, cumpre estabelecer que Ares Ž considerado
funcion‡rio pœblico, nos termos do art. 327 do CP, e seu ¤ 1¡. A conduta de Ares
n‹o pode ser considerada como emprego irregular de verbas ou rendas pœblicas,
pois a Doutrina entende que para que este crime seja caracterizado (art. 315 do
CP), Ž necess‡rio que o agente tenha a atribui•‹o de aplicar rendas e verbas
pœblicas (exige-se, portanto, determinado grau de ger•ncia). No caso, a quest‹o
informa claramente que se trata e mero funcion‡rio, que recebeu pessoalmente
os valores em raz‹o do cargo. Assim, por ter se apoderado destes valores que
recebera, cometeu o crime de peculato-apropria•‹o, nos termos do art. 312 do
CP.
LOGO, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

120.! (FCC - 2006 - TRT-24R - ANALISTA JUDICIçRIO - çREA JUDICIçRIA


- EXECU‚ÌO DE MANDADOS)
Cronos Ž Analista Judici‡rio, çrea Judici‡ria, Especialidade Execu•‹o de
Mandados. No exerc’cio de suas fun•›es, no cumprimento de mandado
judicial, atendendo a pedido de influente pol’tico da regi‹o, retardou a
pr‡tica de ato de of’cio, deixando de remover bens penhorados de Zeus,
cabo eleitoral deste. Nessa hip—tese, Cronos
a) cometeu crime de prevarica•‹o.
b) n‹o cometeu crime contra a Administra•‹o Pœblica.
c) cometeu crime de corrup•‹o passiva.
d) cometeu crime de advocacia administrativa.
e) concuss‹o.
COMENTçRIOS: Muito cuidado com esta quest‹o, povo! Esta conduta se amolda
ao tipo penal previsto no art. 317, ¤ 2¡ do CP, que prev• o crime de corrup•‹o
privilegiada. Este tipo estabelece uma penalidade diferenciada para o funcion‡rio
que se corrompe (deixa de fazer o que deveria, ou faz o que n‹o deveria) n‹o

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para obter uma vantagem, mas apenas para fazer um favor a alguŽm, para
atender a um pedido, como no caso da quest‹o.
Muitos candidatos confundiram a conduta com o crime de prevarica•‹o, do art.
319 do CP. Contudo, n‹o se trata de prevarica•‹o, pois na prevarica•‹o o agente
pratica a conduta para satisfazer sentimento pessoal (—dio, vingan•a, etc.) Na
corrup•‹o passiva privilegiada temos o famoso Òjeitinho amigoÓ.
Assim, Cronos praticou o crime de corrup•‹o passiva.
DESTA FORMA, A ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

121.! (FCC - 2013 Ð ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/PB - PROCURADOR)


O funcion‡rio pœblico que, se valendo dessa qualidade, patrocina
interesse privado perante a administra•‹o pœblica comete, em princ’pio,
o crime de
a) corrup•‹o passiva.
b) condescend•ncia criminosa.
c) advocacia administrativa.
d) excesso de exa•‹o.
e) prevarica•‹o.
COMENTçRIOS: O funcion‡rio pœblico, neste caso, pratica o delito de advocacia
administrativa, previsto no art. 321 do CP:
Advocacia administrativa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a
administra•‹o pœblica, valendo-se da qualidade de funcion‡rio:
Pena - deten•‹o, de um a tr•s meses, ou multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

122.! (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PòBLICA)


Guilhermino, funcion‡rio pœblico estadual est‡vel, exige de Gabriel
tributo que sabe ser indevido aproveitando-se da situa•‹o de
desconhecimento do cidad‹o. Neste caso, segundo o C—digo Penal
brasileiro, Guilhermino praticou crime de
a) peculato culposo.
b) peculato doloso.
c) excesso de exa•‹o.
d) condescend•ncia criminosa.
e) corrup•‹o ativa.
COMENTçRIOS: Neste caso a conduta do funcion‡rio pœblico configura o delito
de excesso de exa•‹o, previsto no art. 316, ¤1¼ do CP:
Excesso de exa•‹o
Art. 316 (...)

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¤ 1¼ - Se o funcion‡rio exige tributo ou contribui•‹o social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a meio vexat—rio ou gravoso, que a
lei n‹o autoriza: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de 27.12.1990)
Pena - reclus‹o, de tr•s a oito anos, e multa. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137,
de 27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

123.! (FCC - 2013 - DPE-SP - OFICIAL DE DEFENSORIA PòBLICA)


Matias, diretor da Penitenci‡ria XYZ, permite livremente o acesso de
aparelho telef™nico celular dentro da Penitenci‡ria que dirige, o que
est‡ permitindo a comunica•‹o dos presos com o ambiente externo.
Neste caso, Matias
a) est‡ praticando o crime de peculato doloso simples.
b) est‡ praticando o crime de concuss‹o.
c) est‡ praticando o crime de peculato doloso qualificado.
d) est‡ praticando o crime de prevarica•‹o impr—pria.
e) n‹o est‡ praticando crime tipificado pelo C—digo Penal brasileiro.
COMENTçRIOS: Neste caso o funcion‡rio pœblico est‡ praticando o delito
previsto no art. 319-A do CP:
Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenci‡ria e/ou agente pœblico, de cumprir seu
dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telef™nico, de r‡dio ou similar, que
permita a comunica•‹o com outros presos ou com o ambiente externo: (Inclu’do pela
Lei n¼ 11.466, de 2007).
Pena: deten•‹o, de 3 (tr•s) meses a 1 (um) ano.
Este tipo n‹o possui um Ònome oficialÓ, mas foi batizado pela Doutrina como
prevarica•‹o impr—pria, por ser uma espŽcie de prevarica•‹o.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

124.! (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVI‚OS DE NOTAS E DE


REGISTROS - PROVIMENTO)
Modela-se tambŽm pelas ideias de furto e de apropria•‹o indŽbita a
figura legal do crime de
a) prevarica•‹o.
b) concuss‹o.
c) excesso de exa•‹o.
d) favorecimento pessoal.
e) peculato.
COMENTçRIOS: O delito, dentre os citados, que se amolda ˆ ideia de furto e de
apropria•‹o indŽbita Ž o delito de peculato, eis que se trata de um delito que
congrega duas condutas (subtrair e apropriar-se) tambŽm previstas nestes
delitos. Contudo, no peculato existem outras variantes que fazem com que

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tenhamos este delito e n‹o furto ou apropria•‹o indŽbita (art. 155 e art. 168 do
CP, respectivamente).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

125.! (FCC - 2013 - TJ-PE - TITULAR DE SERVI‚OS DE NOTAS E DE


REGISTROS - PROVIMENTO)
A exig•ncia de vantagem indevida para si, em raz‹o do exerc’cio de
fun•‹o pœblica, caracteriza crime de
a) concuss‹o.
b) corrup•‹o passiva.
c) corrup•‹o ativa.
d) excesso de exa•‹o.
e) prevarica•‹o.
COMENTçRIOS: A conduta do agente, nesta hip—tese, caracteriza o delito de
concuss‹o, previsto no art. 316 do CP:
Concuss‹o
Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
fun•‹o ou antes de assumi-la, mas em raz‹o dela, vantagem indevida:
Pena - reclus‹o, de dois a oito anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

126.! (FCC Ð 2012 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO MINISTERIAL)


O tipo do art. 320 do C—digo Penal (Condescend•ncia criminosa) est‡
assim redigido: ÒDeixar o funcion‡rio, por indulg•ncia, de
responsabilizar subordinado que cometeu infra•‹o no exerc’cio do cargo
ou, quando lhe falte compet•ncia, n‹o levar o fato ao conhecimento da
autoridade competenteÓ. No que concerne ao fato t’pico, a express‹o
Òpor indulg•nciaÓ corresponde
a) ao resultado.
b) ˆ a•‹o.
c) ao elemento subjetivo do tipo.
d) ao nexo de causalidade.
e) ˆ omiss‹o.
COMENTçRIOS: O termo Òpor indulg•nciaÓ se refere ao animus do agente, ou
seja, sua inten•‹o, caracterizando-se como um dolo espec’fico. Assim, est‡
relacionado ao elemento subjetivo do tipo penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

127.! (FCC Ð 2012 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO MINISTERIAL)

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O funcion‡rio pœblico que, embora n‹o tendo a posse do dinheiro, valor
ou bem, o subtrai, em proveito pr—prio ou alheio, valendo-se de
facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcion‡rio:
a) comete crime de prevarica•‹o.
b) n‹o comete crime contra a Administra•‹o Pœblica.
c) comete crime de peculato culposo.
d) comete crime de peculato doloso.
e) comete crime de excesso de exa•‹o.
COMENTçRIOS: O funcion‡rio, neste caso, pratica o delito de peculato doloso
(na modalidade de peculato-furto), previsto no art. 312, ¤1¼ do CP:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em
proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
¤ 1¼ - Aplica-se a mesma pena, se o funcion‡rio pœblico, embora n‹o tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtra’do, em proveito
pr—prio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcion‡rio.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

128.! (FCC Ð 2012 Ð TRF2 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)


T’cio, funcion‡rio pœblico federal, em fiscaliza•‹o de rotina, constatou
que Paulus, propriet‡rio de uma mercearia, estava devendo tributos ao
Fisco. Em vista disso, concedeu-lhe o prazo de quarenta e oito horas para
efetivar o pagamento e mandou colocar uma faixa na porta do
estabelecimento, dizendo: ÒEste comerciante deve ao Fisco e dever‡
pagar o tributo devido em quarenta e oito horasÓ. A conduta de T’cio
caracterizou o crime de
a) prevarica•‹o.
b) calœnia.
c) concuss‹o.
d) corrup•‹o passiva.
e) excesso de exa•‹o.
COMENTçRIOS: Aqui temos o delito de excesso de exa•‹o, pelo emprego de
meio vexat—rio na cobran•a. Vejamos:
Excesso de exa•‹o
Art. 316 (..)
¤ 1¼ - Se o funcion‡rio exige tributo ou contribui•‹o social que sabe ou deveria saber
indevido, ou, quando devido, emprega na cobran•a meio vexat—rio ou gravoso, que a
lei n‹o autoriza: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 8.137, de 27.12.1990)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

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129.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-PE Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)
Tecius, funcion‡rio pœblico municipal, apropriou-se de remŽdios doados
por um laborat—rio farmac•utico ao Posto de Saœde do qual era mŽdico
chefe, e os levou ao seu consult—rio particular, vendendo-os a seus
clientes. Tecius, alŽm de outras infra•›es legais,
a) responder‡ por crime de peculato, porque tinha a posse dos
medicamentos em raz‹o do seu cargo.
b) n‹o responder‡ por crime de peculato, porque o objeto desse delito
s— pode ser dinheiro.
c) s— responder‡ por crime de peculato se a doa•‹o dos remŽdios tiver
sido regularmente formalizada e aceita pela Administra•‹o Pœblica
Municipal.
d) n‹o responder‡ por crime de peculato porque os remŽdios foram
recebidos em doa•‹o e n‹o foram adquiridos pela Administra•‹o Pœblica
Municipal.
e) responder‡ apenas pelo crime de prevarica•‹o, por ter praticado
indevidamente ato de of’cio.
COMENTçRIOS: O agente, aqui, praticou o delito de peculato, previsto no art.
312 do CP:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcion‡rio pœblico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
m—vel, pœblico ou particular, de que tem a posse em raz‹o do cargo, ou desvi‡-lo, em
proveito pr—prio ou alheio:
Pena - reclus‹o, de dois a doze anos, e multa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.

130.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-PE Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)


Rodrigues, funcion‡rio pœblico lotado em reparti•‹o fiscal, emprestou
sua senha a um amigo estranho ao servi•o pœblico, possibilitando-lhe
acesso ao banco de dados da Administra•‹o Pœblica, para fins de
obten•‹o de lista de contribuintes e envio de material publicit‡rio. Nesse
caso, Rodrigues responder‡ por crime de
a) tr‡fico de influ•ncia.
b) condescend•ncia criminosa.
c) excesso de exa•‹o.
d) prevarica•‹o.
e) viola•‹o de sigilo funcional.
COMENTçRIOS: O agente praticou o delito de viola•‹o de sigilo funcional,
previsto no art. 325, ¤1¼, I do CP:
Viola•‹o de sigilo funcional
Art. 325 - Revelar fato de que tem ci•ncia em raz‹o do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a revela•‹o:

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Pena - deten•‹o, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato n‹o constitui crime
mais grave.
¤ 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de
2000)
I - permite ou facilita, mediante atribui•‹o, fornecimento e emprŽstimo de senha ou
qualquer outra forma, o acesso de pessoas n‹o autorizadas a sistemas de informa•›es
ou banco de dados da Administra•‹o Pœblica; (Inclu’do pela Lei n¼ 9.983, de 2000)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.

9! GABARITO

1.! ALTERNATIVA A
2.! ALTERNATIVA A
3.! ALTERNATIVA C
4.! ALTERNATIVA D
5.! ALTERNATIVA E
6.! ALTERNATIVA C
7.! ALTERNATIVA B
8.! ALTERNATIVA C
9.! ALTERNATIVA E
10.! ALTERNATIVA C
11.! ALTERNATIVA D
12.! ALTERNATIVA A
13.! ALTERNATIVA B
14.! ALTERNATIVA A
15.! ALTERNATIVA E
16.! ALTERNATIVA C
17.! ALTERNATIVA E
18.! ANULADA
19.! ALTERNATIVA E
20.! ALTERNATIVA D
21.! ALTERNATIVA C
22.! ALTERNATIVA B
23.! ALTERNATIVA B
24.! ALTERNATIVA E
25.! ALTERNATIVA B

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26.! ALTERNATIVA D
27.! ALTERNATIVA C
28.! ALTERNATIVA B
29.! ALTERNATIVA B
30.! ANULADA
31.! ALTERNATIVA A
32.! ALTERNATIVA C
33.! ALTERNATIVA E
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