You are on page 1of 14

Efeito da espessura e da microestrutura

do corpo de prova sobre as propriedades


mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Maria Cléa Soares de Albuquerque


Idallécio Evangelista de Lima
Theóphilo Moura Maciel

Resumo

Foi avaliado o efeito da variação microestrutural do metal de solda e da Zona


Termicamente Afetada (ZTA) e da espessura do corpo de prova sobre os
resultados de ensaios de impacto de juntas soldadas de aços API 5L-X60 de
tubulações para plataforma marítima. Para tanto, foram retirados corpos de prova
para ensaios Charpy de metais de solda com diferentes espessuras e diferentes
percentuais de grãos colunares e recristalizados e de diferentes regiões da ZTA
da junta soldada. Os resultados indicaram significativas variações nos valores de
energia absorvida para os corpos de prova retirados de diferentes regiões da junta
soldada, demonstrando, assim, a necessidade de especificação correta do local
de retirada dos corpos de prova e dos limites dos estados de tensão plana e
deformação plana na avaliação da tenacidade de juntas soldadas por processo
multipasse.

Palavras-chave: Microestrutura -Ensaios Charpy -Metal de Solda -Zona


Termicamente Afetada

Abstract

The effect of the weld metal and HAZ microstructure and thickness of sample on
the iimpact resistence of welded joints of API 5L-X60 steels used for offshore
platform was evaluated. For so much, Charpy tests with samples machined from
differents regions of HAZ and with differents thickness of weld metal were made.
The results indicated significatives variations in the values of absorbed energy of
these different areas of the welded joint, demonstrating, like this, the
importance of the granulometry and correct specification of the place of retreat of
the samples in welded joints by multipass process.

Keywords: Microstructure -Charpy Tests -Weld Metal -Heat Afected Zone

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 1
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________
Introdução

Nestas duas últimas décadas tem havido um desenvolvimento considerável na


produção e aplicação de aços de Alta Resistência e Baixa Liga, os quais têm se
destacado com relação aos convencionais aços C-Mn, devido ao fato de
apresentarem uma melhor combinação de resistência e tenacidade. Esta
combinação altamente desejável é conseguida através da adição de elementos de
liga específicos,[1,2,3].

A soldabilidade dos aços ARBL tornou-se de grande importância na produção de


estruturas de elevada integridade, tais como oleodutos, vasos de pressão e
tubulações de plataformas marítimas, onde as propriedades da junta soldada são
fortemente influenciadas pela microestrutura resultante do metal de solda e da
ZTA,[4].

As aplicações dos aços ARBL exigem chapas com uma espessura considerável,
sendo necessário, portanto, a execução de soldagens multipasse, ou seja a
deposição de mais de um cordão de solda para o preenchimento efetivo da junta
soldada, [5].

Nas soldas multipasse, cada passe de solda é reaquecido, à exceção do último


passe pelo calor dos passes subseqüentes. Este efeito naturalmente, conduz a
mudanças microestruturais no metal de solda e na termicamente zona afetada,
tendo como resultado, modificações nas suas propriedades mecânicas, [6,7,8].

O metal de solda, obtido por um processo de soldagem multipasse, pode ser


dividido, basicamente em duas regiões distintas: a região recristalizada e a região
colunar, característica do estado bruto de fusão, que não sofreu alteração por não
ter atingido a temperatura suficiente para a recristalização, [9]. O aporte de calor e
a temperatura interpasse exercem uma influência marcante na partição destas
duas regiões, podendo estas apresentarem diferentes propriedades mecânicas em
função do percentual de grãos colunares e recristalizados, [4,10,11,12].

Além desse aspecto granulométrico, as diferentes dimensões dos corpos de prova


retirados de diferentes regiões do metal de solda, poderão exercer uma influência
marcante nas propriedades mecânicas devido a transição do estado de tensão
plana para deformação plana criado pela variação da espessura, [13]. Se o
tamanho da amostra é tal que a deformação plástica que precede a fratura ocorre
sob condições de tensão plana, será registrada uma energia mais alta por unidade
de área da seção transversal, do que se a fratura ocorrer sob condições de
deformação plana, [ 14] .

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 2
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Neste trabalho foi avaliado a importância do local de retirada de corpos de


prova, de juntas soldadas de tubulações de aços ARBL, para ensaios
Charpy, analisando-se os resultados com base no local do entalhe, na espessura
das amostras e no percentual de grãos colunares e recristalizados.

Materiais e procedimento experimental

O material utilizado consistiu de uma junta longitudinal de uma tubulação de aço


API 5L - X60, utilizado em plataforma marítima, doada pela PETROBRÁS.
O tubo foi soldado pelo processo Arco Submerso. Entretanto, os parâmetros de
soldagem são desconhecidos do fornecedor. A composição química do metal de
base e da solda é apresentada na Tabela 1.

O processo de corte a gás manual foi utilizado para separar a junta soldada do
restante do tubo. Em seguida os corpos de prova Charpy foram usinados
conforme a norma da ASTM (E 23-81), nas dimensões desejadas.

Numa primeira análise, os corpos de prova Charpy, com dimensões de 55 x 10 x


7,5 mm, foram testados e analisados com base no local do entalhe, ou seja, no
metal de solda, nas regiões de grãos grosseiros e de grãos finos da ZTA e no
metal de base, [15]. A Figura 1, ilustra esquematicamente o posicionamento do
entalhe nas amostras.

Numa outra análise, segundo a mesma norma, [15], corpos de prova Charpy, com
dimensões de 55 x 10 x 7,5 mm e 55 x 10 x 5,0 mm, foram retirados de diferentes
regiões do metal de solda, a fim de se verificar a influência da espessura e da
granulometria nas propriedades de impacto a -20°C, 0°C e à temperatura
ambiente. A Figura 2 ilustra a posição de retirada dos corpos de prova Charpy no
metal de solda.

Posteriormente, foram realizadas análises metalográficas, e de dureza Vickers,


com carga de 5 Kg nas secções fraturadas dos corpos de prova para avaliar o
efeito da microestrutura do metal de solda e da ZTA sobre os resultados de
resistência ao impacto.

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 3
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Resultados e discussão

A Figura 3 e a Tabela 2 apresentam os valores de energia obtidos para cada


região da junta soldada. Pode-se observar que as amostras com entalhes
centralizados no metal de solda absorveram uma quantidade maior de energia na
fratura. Isto pode ser atribuído ao elevado percentual de grãos recristalizados
apresentado por esta região, como pode ser comprovado através dos valores
médios dispostos na Tabela 3.

As amostras com entalhes centralizados na região de grãos grosseiros,


inesperadamente apresentaram valores de energia relativamente altos, o que
inicialmente pôde ser considerado surpreendente. Entretanto, uma análise
metalográfica da superfície de fratura indicou a contribuição de 82% do metal de
solda na área total da superfície conforme é ilustrado na Figura 4. Portanto,
apenas 18 % da região fraturada foi constituída de grãos grosseiros, o que explica,
deste modo, o alto valor de energia obtido por estas amostras.

As amostras com entalhes centralizados na região de grãos finos conforme


pode-se observar através da Tabela 2 apresentaram um valor médio de energia
de 55,0 J, superior ao da região do metal de base, entretanto, inferior ao da região
do metal de solda. A superioridade com relação ao metal de base pode ser
atribuído ao refino de grãos, que contribuiu para elevar a sua resistência ao
impacto. Além disto, esta região apresentou também um pequeno percentual
de metal de solda. A Figura 5 apresenta a contribuição da área do metal de solda
(≅37%) e da região de grãos finos.

A inferioridade do valor de energia absorvida pela região de grãos finos da ZTA,


com relação à do metal de solda, pode ser atribuído ao considerável percentual de
grãos finos recristalizados desta última. Além disso, verificou-se também na
região de grãos finos uma pequena participação da região laminada do metal de
base, o que certamente deve ter contribuído para este resultado.

O perfil de dureza da junta soldada apresentado na Figura 6 mostra que o metal


de solda apresentou um valor de dureza superior ao do metal de base. Este
resultado pode ser atribuído à característica da ferrita acicular na região
recristalizada que, apesar de apresentar uma dureza relativamente elevada,
possui ao mesmo tempo uma elevada resistência à propagação de trincas, devido
a morfologia de grãos extremamente finos e de alto ângulo,[18,19].

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 4
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

A Figura 7 mostra uma fotografia das superfícies de fratura das amostras Charpy
com entalhes centralizados respectivamente no metal de base, região de grãos
finos e grosseiros da ZTA e no metal de solda. Podemos verificar o aumento
gradual da região fibrosa desde o metal de base até o metal de solda.

A Figura 8 e a tabela 4 mostram os resultados obtidos no ensaio Charpy realizado


em três temperaturas (ambiente, 0°C e -20°C) para corpos de prova com
diferentes espessuras, ou seja 5mm (Região I) e 7,5mm (Região II) , retirados de
duas regiões distintas do metal de solda. Pode-se verificar que os corpos de prova
retirados da Região I, necessitaram de um menor valor de energia para fraturar,
principalmente para os ensaios realizados a 0°C e à Temperatura ambiente.

Este resultado pode ser atribuído ao efeito da espessura dos corpos de prova,
uma vez que os percentuais de grãos colunares e recristalizados foram
aproximadamente iguais para os corpos de prova das duas regiões, assim como
os seus valores de dureza, como mostram as tabelas 5 e 6 e os gráficos das
Figuras 9 e 10 respectivamente.

Dividindo-se os valores da energia média absorvida pela área da seção


transversal de fratura, para cada corpo de prova, verificou-se que os valores da
energia relativa tendem a aumentar de acordo com a diminuição da espessura,
como é mostrado pelos dados apresentados na Tabela 7 e cujo gráfico está
representado na Figura 11.

Este resultado demonstrou que as espessuras dos corpos de prova utilizados


encontram-se na região direita do gráfico apresentado na Figura 12, ou seja, os
corpos de prova se situam na região de deformação plana, em que a energia
relativa aumenta com a redução da espessura do corpo de prova, [14].

As superfícies de fratura dos corpos de prova retirados das regiões I e II são


apresentadas nas fotografias das Figuras 13 e 14 respectivamente. Pode-se
verificar que há um decréscimo gradual da região granular e um aumento da
contração lateral no entalhe com o aumento da temperatura. Além disso os corpos
de prova de menor espessura possuem uma menor proporção de área facetada
por clivagem com relação a região lisa (fratura dúctil).

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 5
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Conclusões

A maior quantidade de energia de impacto absorvida pelos corpos de prova


Charpy, com entalhe centralizado no metal de solda e na região de grãos
grosseiros da ZAT, com a participação desta região fundida, demonstra a
significativa contribuição da região de grãos recristalizados no aumento de
tenacidade da junta soldada por processo multipasse.

Os maiores valores de energia média relativa dos corpos de prova de menor


espessura indicam a importância das consideração dos estados de tensão e
deformação plana na avaliação das propriedades mecânicas de juntas soldadas.
A significativa diferença nos valores de energia absorvida para as diferentes
regiões da ZTA demonstram a necessidade da localização precisa do entalhe em
corpos de prova Charpy na avaliação da resistência ao impacto de juntas soldadas
de aço ARBL.

Referências Bibliográficas

[1] PHILIPS, R.H.” Welding High Strength Steels”. Australian Welding Journal.
Victoria, Winter 1982. p. 31-34.
[2] LESNEWICH, A. “High Strength Steels: A Progress Report”. Welding Design &
Fabrication.Nov.,1991. p. 31-34.
[3] ZHANG, Z., FARRAR, R.A. “Influence of Mn and Ni on the Microstructure and
Thougness of C-Mn-Ni Weld Metals”. Welding Journal. Southampton, U.K, may
1997. p. 40-44.
[4] Braid, J.E.M., McGRATH, J,T. “The Influence of Microstructure and
Strain on the Thoughness of Welded Joints in Structural Steels for
Offshore Applications”. Canadian Metallurgical Quartely. Otawa, Canadá, 1986.
Vol. 25, No 2. p. 131-143.
[5] HANNERZ, N. E. “Weld Metal and HAZ Thoughness of Thick Structural
Steel Weldments”. Materials Engineering. Estocolmo, 1995.Vol. III. p.479-484.
[6] LIN, Y., AKBEN, M.G., BOWKER, J.T. “Mechanical and Microstructural
Analyses of Multipass Welded HAZ”. Dept. of Met. Eng. McGill, University
Montreal,Canadá. p.721-725.
[7] LEE, S., KIM, B.C., LEE, D.Y. “Fracture Mechanism in Coarse Grained HAZ of
HSLA Steel Welds”. Metallurgica. Kyungbuk, Kore, 1989. Vol.23. p. 995-1000.
[8] AKSELSEN, O.M.,RORVIK, G., ONSOIEN, M.I. et. al. “ Assessment and
Predictions of HAZ Tensile Properties of High Strength Steels”. Welding
Journal. Trondheim, Norway, 1989. Vol. 68, No 9. p. 356.

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 6
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

[9] LEAL, V.S., MANTOVANI, R., ALCÂNTARA, N.G., et. al.“Influencia da Energia
de Soldagem na Junta Soldada de um Aço ARBL”. Congresso Brasileiro de
Engenharia e Ciência dos Materiais, No 12, 1996, Águas de Lindóia, São Paulo.
Vol. 2. p.951-954.
[10] SUNDARAM, P., PANDEY, R.K. KUMAR, A.N. “Effect of the Welding
Process and Heat Input on the Fracture Thoughness of Welded Joints in High
Strength Low Alloy Steel”. Materials Science and Engineering. New Delhi, Índia,
1986. Vol. 91. p. 29-38.
[11] COSTA, H. R. M., BOTT,I.S.,OURO, R.C. “Avaliação do Efeito de Múltiplos
Tratamentos Térmicos de Alívio de Tensões sobre um Metal de Solda C-
Mn”. Encontro Nacional de Tecnologia da Soldagem, No19, 1993, Águas de São
Pedro, São Paulo. p. 97-110.
[12] TOKIMATSU, R.C., FERREIRA, I. “Considerações sobre a Influência do
Tamanho de Grão na Tenacidade à Fratura”. Congresso Brasileiro de Engenharia
e Ciência dos Materiais, No 12, 1996, Águas de Lindóia, São Paulo. Vol. 2. p.613-
616.
[13] NASCIMENTO, J.J.S, Santos, M.A. “O Efeito da Espessura do Corpo de
Prova sobre os Valores de Tenacidade à Fratura do Aço A516-GR65”.
Congresso de Engenharia Mecânica Norte-Nordeste, No 4,1996, Recife,
Pernambuco. Vol. 1, p. 33-38.
[14] RONALD, T.M.F. "The Relationship between the Fracture Behavior of
4340 Bend Specimens and the Observation of Tempered Martensite
Embrittlement". Metalurgical Transactions. Vol 1, September 1970. p. 2583-2592
[15] Standard Methods of Notched Bar Impact Testing of Metallic Materials. ASTM
E 23-81. p. 273.
[16] PADILHA, A. F. E AMBROZIO, F. F. "Técnicas de Análise
Microestrutural". São Paulo: Hemus, 1°ed. p. 85-91.
[17] FAZANO, C. A. T. V., "A Prática Metalográfica", São Paulo: Hemus, 1980. p.
13-153.
[18] MOURA, T.M.; AGRA, J.B.M.C.;NICÁCIO, A.M.; FECHINE, G.J.M.,
"Influência da Microestrutura Sobre as Propriedades Mecânicas de Metais de
Solda de Aços ARBL". Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos
Materiais, No 12,1996, Águas de Lindóia, São Paulo. Vol. II, p. 527-530.
[19] OLDLAND, P.T.; RAWSAY, C.W.;MATLOCK, D.K.; et. al. "Significant
Features of High- Strength Steel Weld Metal Microstructure" . Weld Research
Suplement, April 1989.p.158-168.

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 7
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Tabela 1 - Composição química do Metal de Base (MB) e da Solda (% em peso)

IDENTIFICAÇÃO C S P Mn Si Cr Ni
MB 0,14 0,009 0,009 1,48 0,33 < 0,01 < 0,01
Solda 0,12 0,013 0,012 1,85 0,52 0,02 0,20

Figura 1: (a) Ilustração esquemática das regiões da junta soldada; (b) Vista
superior do entalhe no centro do metal de solda; (c) Vista superior do entalhe na
região de grãos grosseiros da ZTA; (d) Vista superior do entalhe na região de
grãos finos na ZTA.

Figura 2:Ilustração esquemática do posicionamento dos corpos de prova Charpy,


com diferentes espessuras, retirados de diferentes regiões do metal de solda.

Tabela 2: Valores Médios de Energia de Fratura de Corpos de Prova Charpy


Retirados de Diferentes Regiões da Junta Soldada

Regiõe s da Junta Soldada Energi a Absorvida (J)


Metal de Bas e (MB) 49,7
Região de Grãos Finos (RGF) 55,0
Região de Grãos Grosseiro s + Meta l de Solda (RGG+MS) 74,0
Metal de Solda (MS) 79,0

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 8
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Figura 3: Perfil de energia de fratura da junta soldada.

Figura 4 : (a esquerda) Delimitação das áreas do metal de solda (área escura) e


da região de grãos grosseiros da

Figura 5: (a direita) Delimitação das áreas do metal de solda (área escura) e da


região de grãos de grãos finos mais metal de base (área clara).

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 9
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

.
Figura 6: Perfil de dureza da junta soldada.

Figura 7: Superfície de fratura das amostras com entalhes centralizados no


metal de base (MB), região de grãos finos e grãos grosseiros da ZAT (RGF e
RGG) e metal de solda (MS).

Tabela 3: Percentual de grãos colunares e recristalizados do metal de solda


Quantidade de Grãos (%)
Região Colunares Recristalizados
Metal de Solda 40,98 59,02

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 10
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Tabela 4: Valores Médios de Energia de Fratura de Corpos de Prova Charpy


Regiões Temperatura Energia de Fratura (J)
-20°C 39,7
Região I 0°C 41,0
(5mm) T. AMBIENTE 56,7
-20°C 37,3
Região II 0°C 55,0
(7,5mm) T. AMBIENTE 79,0

Energia X Temperatura de Ensaio

Figura 8: Gráfico de energia de impacto Charpy absorvida em três temperaturas


por corpos de prova com diferentes espessuras,
ou seja, 5 mm (Região I) e 7,5 mm (Região II).

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 11
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Figura 9: Quantidade de grãos colunares e recristalizados da região I (5 mm) e da


região II (7,5 mm) do metal de solda

Tabela 5: Percentual de grãos de cada região do metal de solda


Grãos Colunares Grãos Recrista lizados
Regiã o I 28,9 71,1
Região II 33,9 66,1

Tabela 6: Valores médios de dureza de cada região do metal de solda.


Dureza Média (HV)
Região I 236,27
Região II 245,03

Figura 10: Dureza dos corpos de prova das regiões I e II do metal de solda

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 12
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Tabela 7: Energia relativa de fratura (energia/ área) dos corpos de prova de cada
região

Regiões Temperatura Energia de Fratura (J) Energia / Área


-20°C 39,7 0,99
Região I 0°C 41,0 1,03
(5mm) T. Ambiente 56,7 1,41
-20°C 37,3 0,62
Região II 0°C 55,0 0,92
(7,5mm) T. Ambiente 79,0 1,30

Figura 11: Curva de Energia relativa versus Temperatura de ensaio para os corpos
de prova das Regiões I e II.

Figura 12: Gráfico esquemático da energia relativa de impacto Charpy versus


espessura da amostra.

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 13
Efeito da espessura e da microestrutura
do corpo de prova sobre as propriedades
mecânicas de juntas soldadas de
tubulações de aço para plataforma
marítima
________________________________________________________________________________________

Figura 13: Superfície de fratura de corpos de prova Charpy, com espessura de 5


mm, retirados do metal de solda e testados à temperatura ambiente, 0°C e -20°C.

Figura 14: Superfície de fratura de corpos de prova Charpy, com espessura de 7,5
mm, retirados do metal de solda e testados à temperatura ambiente, 0°C e -20°C.

____________________________________________________________________________________
www.infosolda.com.br/download/15dbd .pdf página 14