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Olá, alunos!

Na aula passada, vimos o quanto os sinais de pontuação facilitam a construção


do sentido do texto. Vamos começar a nossa terceira aula falando sobre a coerência
textual. No nosso dia a dia, com muita facilidade, julgamos os textos que
lemos/ouvimos como coerentes ou não, mas, afinal, por que isso acontece? Em
relação aos aspectos gramaticais, vamos rever questões ligadas à concordância
(nominal e verbal).

Coerência: o sentido das informações no texto.

Quando falamos sobre coesão textual, percebemos que há recursos linguísticos


específicos, responsáveis por tornar as ideias de um texto coesas, bem integradas. No
entanto, como somos capazes de julgar se determinado texto faz sentido, ou seja,
como conseguimos avaliar se um texto é ou não coerente?

Será que conseguimos entender o texto abaixo?

Como se conjuga um empresário

Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou-se.


Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou.
Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumprimentou.
Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou.
Interrompeu. Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou.
Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se.
Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Depositou. Depositou. Associou-se.
Vendeu-se. Entregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu.
Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou.
Esperou. Chegou. Vendeu. Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Elogiou. Bolinou.
Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. Abraçou. Deitou-se. Mexeu.
Gemeu. Fungou. Babou. Antecipou. Frustrou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-
se. Presenteou. Saiu. Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou.
Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Preocupou-se.
Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Despertou. Insistiu. Irritou-se. Temeu. Levantou.
Apanhou. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Dormiu. Dormiu.
Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se ...

(Mino)

(Disponível em http://acd.ufrj.br/~pead/tema13/comentandotextos.html#10)

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Será que, no exemplo apresentado, temos um texto coerente? A resposta é
sim. Compreendemos, a partir da sequência de verbos, que se trata da descrição da
rotina de um empresário. Ainda que não tenhamos recursos coesivos explícitos,
conseguimos construir um sentido para o que lemos. Isso só é possível, pois acionamos
o nosso conhecimento sobre as coisas do mundo.

Sobre a construção da coerência de um texto, Koch e Elias (2009) destacam


que ela depende de alguns fatores, dentre eles, o próprio conhecimento linguístico.
No texto “Como se conjuga um empresário”, percebemos que a repetição do verbo
“dormir”, por exemplo, em “Dormiu. Dormiu. Dormiu.” reforça a intensidade em que
a ação foi feita.

Quando pensamos especificamente na produção de um texto, precisamos


considerar o conhecimento partilhado entre nós, produtores do texto, e o nosso leitor.
Desse modo, seguindo um princípio de economia, podemos explicitar mais ou menos
as informações em nosso texto, tendo como base o conhecimento que o nosso
destinatário possui. Esse tipo de reflexão faz com que o nosso texto seja atraente ao
nosso leitor, pois evitamos que o texto seja redundante ou que apresente muitas
informações desconhecidas.

Podemos, portanto, concluir que a coerência é uma atividade interpretativa,


construída a partir do texto. Por isso, é um processo que envolve a “intenção do
autor, a materialização dessa intenção no texto, com sinalização para que o leitor
possa ativar conhecimentos tidos como compartilhados e situar-se no quadro
delineado pelo autor.” (Koch e Elias, 2009:195)

Foco na gramática: concordância nominal e concordância verbal.

Vamos rever um aspecto gramatical importante: a concordância*. Além de ser


um assunto sempre presente em provas de concurso público, não podemos negar a
aplicação imediata desse conteúdo no dia a dia, nos contextos acadêmicos, pessoais e
profissionais.

*NOTA: Utilizamos as obras abaixo como referência a respeito da concordância


(nominal e verbal):

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática portuguesa. 37ª ed., ver. e ampl..


Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.

MORENO, Cláudio. Guia prático do português correto: para gostar de


aprender: volume 3: sintaxe. Porto Alegre: L&PM, 2010.

SILVA, Sérgio Nogueira Duarte da. O português do dia a dia: como falar e
escrever melhor. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2009.

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Concordância nominal

É a relação estabelecida entre o substantivo e as palavras a ele vinculadas –


artigos, pronomes, numerais e adjetivos. Portanto, o substantivo concorda com esses
elementos em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural).

Observe os exemplos abaixo:

1A- O meu livro novo.


1B- Os meus dois livros novos.

2A- A minha agenda nova.


2B- As minhas duas agendas novas.

A análise dos exemplos nos permite pensar na relação de harmonia entre o


substantivo e os elementos que a ele se referem. As sentenças em (B), por exemplo,
ilustram a concordância estabelecida com o substantivo no plural. Na nossa língua
portuguesa, precisamos marcar o gênero e o número em todos os elementos.

Vamos a alguns casos principais no que se refere à concordância nominal:

A- Adjetivos antepostos: concordam com o substantivo mais próximo – “NOVO


terno e gravata”.

B- Adjetivos pospostos: concordam com o substantivo mais próximo ou com


todos os substantivos – “Trouxeram livros e apostilas NOVAS”/“Trouxeram livros e
apostilas NOVOS.”
Melhor: usar o masculino plural para evitar ambiguidade.

C- Se os substantivos forem do mesmo gênero, o adjetivo mantém o gênero e


concorda no PLURAL:
“A bolsa e a carteira ESTRANGEIRAS são maravilhosas.”

D- Quando há dois ou mais adjetivos para qualificar o mesmo substantivo, ele


fica no PLURAL (ou no singular, nesse caso, deve-se repetir o artigo):
“Ele fala AS LÍNGUAS inglesa, espanhola e alemã.”
“Ele fala a LÍNGUA inglesa, a espanhola e a alemã.”

Concordância nominal – alguns casos especiais.

Muitas palavras geram dúvidas em relação à concordância por poderem fazer


parte de mais de uma classe gramatical. Vale lembrar que os advérbios são sempre
invariáveis, ou seja, nunca mudam a sua forma. Por isso, devemos ter muita atenção

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àquelas palavras que podem ser, além de adjetivos ou numerais, também advérbios,
pois, quando atuam como adjetivos, precisam concordar com o substantivo a que se
referem.

Vamos a alguns casos especiais em relação à concordância:

MEIO/MEIA

Meio (numeral) = variável


“Maria bebeu meio litro de refrigerante e meia garrafa de cerveja.”
“São três e meia da tarde.” (= meia hora)

Meio (advérbio de intensidade) = invariável


“Maria está meio enjoada.”

BASTANTE

Bastante (adjetivo), sinônimo de “suficiente” = variável


“Já há provas bastantes para incriminá-lo.” (bastantes = suficientes –
adjetivo)

Bastante (advérbio), sinônimo de “muito” = invariável


“Ele trabalhou bastante hoje.” (bastante = muito)

Atenção! Segundo a norma-padrão, não se deve usar “bastante” com valor de


“muito” antes de substantivos contáveis. Por isso, não é adequado dizer: “Não tenho
bastante amigos.” Nesse caso, deve-se usar “muitos”, pois “amigos” é um substantivo
contável. Por outro lado, é possível dizer “Não tenho bastante tempo para estudar a
matéria.”, pois “tempo” é um substantivo incontável.

VAMOS LER UMA OBSERVAÇÃO SOBRE A PALAVRA “MUITO”:

“Muito” pode ser advérbio ou pronome indefinido. No primeiro caso, a palavra


é invariável e está sempre modificando um adjetivo, um verbo ou um outro advérbio.
Veja os exemplos:

a) “A modelo da nova coleção é muito bonita.” (muito = advérbio,


modifica o adjetivo “bonita”.)
b) “Ele comeu muito ontem.” (muito = advérbio, modifica o verbo
“comer”.)
c) “Fiz o trabalho muito rapidamente.” (muito = advérbio, modifica o
advérbio “rapidamente”.)

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No segundo caso, “muito” é uma palavra variável, pois é um pronome
indefinido e, por isso, deve se ajustar ao substantivo a que se refere. Observe os
exemplos:

a) “Tenho muitos amigos.” (muitos = pronome indefinido, está relacionado ao


substantivo “amigos”.)
b) “Quando criança, não tive muitas bonecas.” (muitas = pronome indefinido,
está relacionado ao substantivo “bonecas”.)

Teste seus conhecimentos! Analise as sentenças abaixo e assinale aquela em


que “muito” atua como advérbio.

(a) Maria sempre está muito feliz.


(b) Maria tem muitas tarefas em seu lar.
(c) Maria comprou muitos livros na última feira.
(d) Maria fez muito esforço para continuar os estudos.
(e) Maria perdeu muito tempo com a máquina nova.

Comentário: na letra (a), “muito” é um advérbio e está relacionado ao


adjetivo “feliz”. Em todos os outros casos, “muito” é pronome indefinido e está
sempre concordando com o substantivo a que se refere.

JUNTO

Junto (adjetivo) = variável


“Eles chegaram juntos.”

Junto nas expressões “junto a”/ “junto de” = invariável


“Eles estavam junto a nós.”

MESMO/PRÓPRIO

Mesmo/próprio (adjetivo) = variável


“Ela feriu a si mesma.”
“Elas próprias fizeram a fantasia.”

Mesmo/próprio (advérbio, significa “de fato”, “realmente”) = invariável


“Eles vieram mesmo à festa.”

EM ANEXO/ANEXO

Anexo (adjetivo) = variável


“O documento anexo é importante.”
“Envio a lista anexa.”
“As cartas anexas são antigas.”

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Em anexo = invaríavel
“Em anexo, envio meu currículo.”

É PROIBIDO/É BOM/É NECESSÁRIO/É PRECISO/É PERMITIDO

Todas essas expressões serão variáveis quando o substantivo estiver


determinado:
“É proibida a entrada de animais.”
“É necessária a liberdade de todos.”

No entanto, elas serão invariáveis sem a determinação:


“É proibido entrada de animais.”
“É permitido comer aqui.”

[COR DE] + substantivo

Se a expressão COR DE + substantivo estiver explícita ou implícita, o


substantivo ficará invariável:
“Almofadas (cor de) vinho.”
“Camisa (cor de) cinza.”
“Camisas (cor de) cinza.”

Atenção! Veja as observações abaixo:

1- Não variam “exceto”, “menos”, “pseudo”, “alerta”.


“Na festa, havia menos pessoas do que o previsto.”
“Todos estavam alerta.”

2- A dúvida mais comum refere-se à adverbialização do adjetivo, ou seja, aos


casos em que o adjetivo passa a funcionar como advérbio (palavra invariável) e, por
isso, modifica o verbo e não o substantivo.
“Ela falou alto.” (adjetivo adverbializado)
“Eles falaram alto.” (adjetivo adverbializado)
“Ela desceu rápido.” (adjetivo adverbializado)

3- A expressão “haja vista” está cristalizada na língua e é sempre invariável:


“Haja vista os problemas...”

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Concordância verbal

No que se refere à concordância verbal, a regra geral é a seguinte: o verbo


concorda em número e pessoa com o sujeito da oração.

VEJAMOS ALGUMAS DICAS PARA LOCALIZAR O SUJEITO NA ORAÇÃO:


1- O núcleo do sujeito nunca está acompanhado de preposição;
2- Não há vírgula entre o sujeito e o verbo.

Exemplos:
A máquina enguiçou.
As máquinas enguiçaram.

ATENÇÃO! É preciso ter cuidado com situações abaixo.

a) Sujeito apresentado após o verbo (inversão).


“Estavam inclusas, no preço, todas as taxas de embarque.”
“Aconteceram dois atropelamentos naquela avenida.”
“Faltam só cinco reais.”

b) Verbo distante do núcleo do sujeito.


“O resultado de todas as reuniões feitas com o novo gerente permite observar
uma mudança de atitude na empresa.”

c) Núcleo do sujeito no singular, mas formado com dois ou mais adjuntos.


“O envio de água e de comida será importante.”

d) Contexto pluralizado ou singularizado ao redor do verbo.


“A reflexão feita por filósofos internacionais e nacionais sobre a miséria do
mundo pode levar a erros.
“Os limites da nova tendência econômica mundial trazem boas expectativas.”

e) Com os verbos impessoais (uso na terceira pessoa do singular)


I- HAVER (= existir)
“Há, no sertão brasileiro, muitas crianças passando fome.” (o verbo “haver”,
com o sentido de existir, não tem sujeito.)

Por outro lado, o verbo EXISTIR deve concordar com o núcleo do sujeito:
“Existem, no sertão brasileiro, muitas crianças passando fome.”

Em locuções verbais com verbo impessoal, o verbo auxiliar também fica no


singular:
“PODE haver mais dúvidas sobre a matéria.”
“Ainda DEVE haver algumas vagas no curso.”
“ESTÁ fazendo três meses que ele se casou.”

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II- FAZER e HAVER (= indicando tempo decorrido)
“Havia dois dias que não bebia.”
“Faz três anos que trabalho aqui.”

III- FAZER (= indicando condições meteorológicas)


“Fez dias maravilhosos na serra.”
“Fazia 40º graus na sombra.”

f) A confusão entre agente e sujeito da oração.


“Faltou aos jogadores brasileiros mais motivação.”

g) Orações com sujeito indeterminado – nesse caso, a partícula "SE" tem a


função de tornar o sujeito indeterminado e, por isso, o verbo permanece
obrigatoriamente no singular. Nota-se a presença da preposição acompanhando o
verbo.

“Precisa-se de funcionários com experiência.”

h) Voz passiva sintética – nesses casos, o "SE" é uma partícula apassivadora, ou


seja, faz com que a frase esteja na voz passiva. Desse modo, o sujeito é quem sofre a
ação do verbo. Por isso, deve-se ter atenção à concordância entre sujeito e verbo.
“Rejeitaram-se os pedidos.” (O mesmo que dizer: “Os pedidos foram
rejeitados.”)
“Vende-se uma casa.” (O mesmo que dizer: “Uma casa é vendida.”)

Concordância verbal – alguns casos especiais.

I- Sujeito composto após o verbo: o verbo concorda com o núcleo mais


próximo ou com todos os núcleos.
“Na conferência, vieram/veio o presidente e seus assessores.”

II- Com expressões quantitativas/partitivas: o verbo pode concordar com o


partitivo ou com o adjunto que o acompanha.
“A maioria das crianças da escola participou/participaram da colônia de
férias.”

Vale lembrar que, caso o núcleo do sujeito seja um substantivo coletivo, o uso
do verbo no singular estará sempre correto: “Um bando de mendigos foi para o
abrigo.”/ “Um grupo de pessoas acompanhou a visita do Papa.”

III- Com o verbo ser:

a) Substantivo humano + ser + substantivo não-humano – o sujeito será o


substantivo com traço humano.
“O melhor são os vizinhos.”

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b) Substantivo (qualquer) + ser + pronome pessoal reto ou nome próprio – o
sujeito será o pronome reto ou o nome próprio, que sempre exerce a função de
sujeito.
“O culpado sou eu.”
“As esperanças do time brasileiro era o Felipão.”

c) Substantivo no singular + ser + substantivo no plural – a preferência é pelo


substantivo com traço plural. “Os canos são um material barato.”

d) Substantivo + ser + outros pronomes – o mais aconselhável é considerar o


sujeito o substantivo.
“Tudo são flores.”

Atenção aos pronomes relativos QUE e QUEM!


Quando o pronome relativo “que” for o sujeito da oração, o verbo concorda
com o antecedente:
“Fui eu que COMPREI a casa.”
“Fomos nós que COMPRAMOS a casa.”

Quando o pronome relativo “quem” for o sujeito da oração, o verbo fica na


terceira pessoa do singular:
“Fui eu quem COMPROU a casa.”
“Fomos nós quem COMPROU a casa.”

e) Expressões numéricas (quantias, distância, horas) – se a expressão for maior


ou igual a 2, o plural deve ser usado.
“São quase duas horas.”
“É uma e meia.”
“Eram dez de julho.”
“É meio-dia e meia.”

Atenção! O uso moderno prefere o uso no singular por ser possível inferir a
expressão “o dia”: “É (o dia) dez de julho.”. De todo modo, recomenda-se o plural
caso a expressão seja maior ou igual a 2, pois é o que os gramáticos mais
conservadores prescrevem. Na produção de textos, para evitar o erro, use a palavra
dia: “Hoje é dia dez de julho.”

IV- Com expressões percentuais:


- Até 1,9%, o verbo concorda no singular:
"1% FOI DESCONTADO”.

- De 2% para cima, o verbo vai para o plural:


"2% FORAM DESCONTADOS".

Quando o número percentual é acompanhado de um especificador, a


concordância pode tornar-se facultativa:

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"1% dos brasileiros ainda não APROVOU ou APROVARAM o novo acordo.”
(APROVOU está concordando com 1% e APROVARAM concorda atrativamente
com o especificador "brasileiros".)

Quando o número percentual vem antecedido de um elemento determinativo


(artigo ou pronome), a concordância deve ser feita com a percentagem:

"Os demais 20% da população ainda não ESCOLHERAM o nome do mascote."

Com os verbos de ligação (ser, estar, ficar, continuar...), há uma preferência


pela concordância atrativa:

"1% das crianças ainda não FORAM IMUNIZADAS.”


"10% das mulheres FICARAM SATISFEITAS com o produto.”

V- Com o sujeito oracional, o verbo fica no singular. Compare os exemplos


abaixo:
“Faltam duas fatias de bolo.” (sujeito no plural = “duas fatias de bolo”/ verbo
no plural: “faltam”.)
“Falta comer duas fatias de bolo.” (sujeito oracional = “comer duas fatias de
bolo”/ verbo no singular: “falta”.)

SAIBA MAIS (AULA 3)


Para fazer mais exercícios sobre coerência textual, veja o site
http://www.infoescola.com/redacao/coerencia-textual/exercicios/

Para saber mais sobre concordância, assista ao vídeo do Professor Sérgio


Nogueira no endereço http://www.youtube.com/watch?v=7qs0PfQlysU

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DA AULA 3

Questão 1

Analise a tirinha a seguir:

“Rato de Sebo”, disponível em http://www.releituras.com/ratodesebo14.asp

Podemos dizer que situação apresentada na tirinha reflete a

a) falta de escolaridade do rato.


b) imaturidade do burro.
c) diferença de conhecimento de mundo entre o rato e o burro.
d) má interpretação do burro.
e) incoerência na fala do rato.

Gabarito comentado: o burro, na tirinha, usa o seu conhecimento de mundo


para tornar o que ouve do rato um texto coerente. Percebe-se que ele e o rato
apresentam conhecimentos diferentes. Por isso, o rato mostra-se muito indignado.

Questão 2

Leia o texto abaixo:

A grande produção, em estilo road-movie e exibida por quase uma hora,


atraiu a plateia recorde do principal evento do setor na América Latina, que começou
na última quarta-feira. (Zero Hora, 12 de junho de 1999. Disponível em
http://www.pucrs.br/gpt/textos.php)

Ao usarmos o sujeito para o plural, teríamos a correta reescritura em:


a) As grandes produções, em estilo road-movie e exibida por quase uma hora,
atraiu a plateia recorde do principal evento do setor na América Latina, que
começaram na última quarta-feira.

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b) As grandes produções, em estilo road-movie e exibidas por quase uma hora,
atraíram a plateia recorde do principal evento do setor na América Latina, que
começaram na última quarta-feira.
c) As grandes produções, em estilo road-movie e exibidas por quase uma hora,
atraíram a plateia recorde do principal evento do setor na América Latina, que
começou na última quarta-feira.
d) As grandes produções, em estilo road-movie e exibida por quase uma hora,
atraíram a plateia recorde do principal evento do setor na América Latina, que
começou na última quarta-feira.
e) As grandes produções, em estilo road-movie e exibidas por quase uma hora,
atraiu a plateia recorde do principal evento do setor na América Latina, que começou
na última quarta-feira.

Gabarito comentado: O verbo “atrair” deve concordar com o sujeito “as


grandes produções”. Na oração “que começou na última quarta-feira”, o verbo está
no singular, pois concorda com o núcleo do sujeito “evento”.

Questão 3

Analise as sentenças a seguir.


I- Houveram muitos eventos na cidade no último final de semana.
II- Aconteceram fatos importantes na história no período colonial.
III- Faz dias que eu não vejo a minha mãe.
IV- Existiu muitas brigas ao longo do nosso relacionamento.

As sentenças que apresentam a concordância verbal em acordo com a norma-


padrão são:
a) I, II e III
b) III e IV
c) I e II
d) II e III
e) I, II, III e IV

Gabarito comentado: Na sentença (I), temos o verbo “haver” com o sentido de


existir. Nesse caso, ele é um verbo impessoal e, por isso, é sempre utilizado na
terceira pessoa do singular: “Houve muitos eventos na cidade no último final de
semana.”. Na sentença (II), a concordância está adequada, pois, apesar da inversão, o
sujeito do verbo “acontecer” está no plural. Na sentença (III), o verbo “fazer” com o
sentido de tempo decorrido também é impessoal. Por isso, a sentença está adequada.
Na sentença (IV), temos o verbo “existir”, que deveria concordar com o núcleo do
sujeito “brigas”: “Existiram muitas brigas ao longo do nosso relacionamento.”.

Questão 4

Marque a alternativa que completa adequadamente a sentença abaixo:

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“_____________ muitos acidentes na estrada construída recentemente.
Felizmente, isso ainda não aconteceu. Por isso, ____________ muitas placas
sinalizando o perigo de determinados trechos.”

a) Poderiam ter havido / devem haver


b) Poderia ter havido / devem haver
c) Poderiam ter havido / deve haver
d) Poderia ter havido / deve haver
e) Poderia terem havido / devem haver

Gabarito comentado: O verbo HAVER, no sentido de “existir”, deve ser usado


sempre no singular. O mesmo ocorrerá quando esse verbo for o principal de uma
locução verbal.

Questão 5
I- Uma grande parte do material é ____________.
II- Ganhou, na loteria, R$20.500 bilhões __________.
III- A esposa considerou __________ a demora do marido na sexta-feira.

Considerando a correta concordância, as palavras que completam as sentenças


apresentadas são:
a) reaproveitado/líquida/estranho
b) reaproveitada/líquidos/estranha
c) reaproveitada/líquidos/estranho
d) reaproveitados/líquido/estranha
e) reaproveitado/líquidos/estranho

Gabarito comentado: A concordância dever ser feita com os elementos


sublinhados: I- Uma grande parte do material é REAPROVEITADA. II- Ganhou, na
loteria, R$20.500 bilhões LÍQUIDOS. III- A esposa considerou ESTRANHA a demora do
marido na sexta-feira.

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