Вы находитесь на странице: 1из 11

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE MINAS

Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais

LEGISLAÇÃO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

Alunos:
Augusto Elias Batista dos Reis
Guilherme Martins da Costa Gazire
Matheus Augusto Nunes Canhas

Belo Horizonte
2019
Sumário
1. Introdução..................................................................................................................3
2. Legislação aplicada às águas subterrâneas.................................................................3
2.1. Legislação aplicada ao meio ambiente.......................................................................3
2.2. Legislação relacionada aos recursos minerais e águas adicionadas de sais...............4
2.3. Legislação relacionada à qualidade da água para consumo humano.........................4
2.3.1. Água Mineral Natural:........................................................................................4
2.3.2. Água Natural:......................................................................................................4
2.3.3. Água Adicionada de Sais:...................................................................................5
2.4. Legislação relacionada ao uso dos recursos hídricos.................................................5
3. Curiosidades...............................................................................................................9
3.1. O que é outorga?........................................................................................................9
3.2. Há algum tipo de punição para os usuários que se utilizam dos recursos hídricos
sem a devida outorga?.......................................................................................................9
3.3. Existem usos de recursos hídricos que independem de outorga?...............................9
3.4. Quais os profissionais que estão aptos a instruir processos de solicitação de Outorga
de Direito de Uso da Água Subterrânea?........................................................................10
3.5. Qual o passo a passo para explorar água mineral?...................................................10
4. Conclusão.................................................................................................................10
5. Referências Bibliográficas.......................................................................................10
1. Introdução
O conjunto de legal brasileiro de leis para gestão de recursos hídricos foi criado
com base nos aspectos ligados às aguas superficiais, relacionada ao uso do recurso
hídrico. Durante muito tempo a responsabilidade das aguas subterrâneas era do estado,
isso fez com que não existisse orientação nacional quanto aos recursos hídricos
subterrâneos.
Foi a partir das discussões sobre o Projeto Aquífero Guarani, em 1999, que se
iniciou a percepção da necessidade de normatizações de abrangência nacional. Em
2000, da Câmara Técnica Permanente de Águas Subterrâneas do Conselho Nacional de
Recursos Hídricos - CNRH, e a aprovação da resolução CNRH nº 15, em 2001, que
trouxe em seus artigos aspirações que estavam no Projeto de Lei Federal que ficou mais
de 15 anos sendo discutido e posteriormente foi arquivado no Congresso Nacional. As
questões das aguas subterrâneas estão cada vez mais sendo abordada e questionada,
nesse trabalho vamos apresentar algumas das legislações que normatizam a utilização
desse recurso natural.

2. Legislação aplicada às águas subterrâneas

2.1. Legislação aplicada ao meio ambiente

Como recurso natural varias legislações podem ser aplicadas as aguas


subterrâneas, a mais abrangente seria a Lei 6.9381, de 31 de agosto de 1981, que
estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de
formulação e aplicação. No que compete as aguas subterrâneas o mais importante seria
a designação dos deveres do CONAMA que em conjunto ao IBAMA estabelece normas
e critério para licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras.
As resoluções da CONAMA abrangem varias diretrizes para utilização dos
recursos hídricos, por exemplo, a CONAMA n. º 303, de 2002, essa resolução define
vários termos como nascente, montanha, restinga, etc. para melhor compreensão dos
parâmetros, mas principalmente ele define como são delimitadas áreas de preservação
permanentes ao redor de fluxos d’agua. Um exemplo seria:
Art. 3° - Constitui Área de Preservação Permanente a área situada:
I - em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção horizontal, com
largura mínima, de:
a) trinta metros, para o curso d’água com menos de dez metros de largura;
b) cinqüenta metros, para o curso d’água com dez a cinqüenta metros de largura;
c) cem metros, para o curso d’água com cinqüenta a duzentos metros de largura;
d) duzentos metros, para o curso d’água com duzentos a seiscentos metros de
largura;
e) quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros de
largura;
Em 2005 foi aprovada a Resolução CONAMA nº 357 que dispõe sobre a
classificação dos corpos de água superficial e diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de qualidade d’agua e
efluentes.
Art.3º: As águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são classificadas,
segundo a qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze classes de
qualidade. Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em
uso menos exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos
outros requisitos pertinentes.
2.2. Legislação relacionada aos recursos minerais e águas adicionadas de sais
O código de mineração de 1940 coloca os recursos hídricos a serem tratados com
leis especiais:
Art. 10 - Reger-se-ão por leis especiais:
I - as jazidas de substâncias minerais que constituem monopólio estatal;
II - as substâncias minerais ou fósseis de interesse arqueológico;
III - os espécimes minerais ou fósseis, destinados a Museus, Estabelecimentos de
Ensino e outros fins científicos;
IV - as águas minerais em fase de lavra; e
V - as jazidas de águas subterrâneas.
De acordo com Código de Águas Minerais, As águas minerais são reguladas pelo
Código de Águas Minerais por determinação do Código de Mineração, competindo ao
Departamento Nacional da Produção Mineral – DNPM – a autorização de lavra destas
águas.
Art. 1º - Águas Minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes
artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou
físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma
ação medicamentosa.
Art. 3º - São denominadas “águas potáveis de mesa” as águas de composição
normal, provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que
preencham tão somente as condições de potabilidade para a região.
Estão submetidas ao DNPM (art. 25) todas as águas comercializáveis, sejam
minerais ou potáveis de mesa, das diversas etapas da lavra (todos os trabalhos e
atividades de captação, condução, distribuição e aproveitamento das águas – art. 9 e 10).

2.3. Legislação relacionada à qualidade da água para consumo humano


Essa legislação é de competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A principal Resolução, RDC nº 274/05, diz respeito à identidade e às características
mínimas de qualidade que devem obedecer a água mineral natural, a água natural, a
água adicionada de sais envasadas e o gelo para consumo humano.
Além disso, a resolução aborda as seguintes definições:

2.3.1. Água Mineral Natural:


 Obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas;
 Caracterizada pelo conteúdo definido e constante de determinados sais minerais,
oligoelementos e outros constituintes considerando as flutuações naturais;

2.3.2. Água Natural:


 Obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas;
 Caracterizada pelo conteúdo definido e constante de determinados sais minerais,
oligoelementos e outros constituintes, em níveis inferiores aos mínimos
estabelecidos para água mineral natural;
 conteúdo dos constituintes pode ter flutuações naturais;
2.3.3. Água Adicionada de Sais:
 É a água para consumo humano preparada e envasada;
 Não deve conter açúcares, adoçantes, aromas ou outros ingredientes;
Manipulada em laboratório;

2.4. Legislação relacionada ao uso dos recursos hídricos


No que diz respeito às menções sobre águas subterrâneas, elas foram citadas meio que
de forma não tão direta e específica já no Código de Águas – Decreto Federal n. 24.643,
de 10 de julho de 1934. É disposto sobre águas subterrâneas em seu Título IV, artigos 96
a 101:
- Art. 96 – Parágrafo Único: se o aproveitamento das águas subterrâneas de que se trata
este artigo prejudicar ou diminuir as águas públicas dominicais ou públicas de uso
comum ou particulares, a administração competente poderá suspender as ditas obras e
aproveitamentos.
- Art. 97 – Não poderá o dono do prédio abrir poço junto ao prédio do vizinho, sem
guardar a distância necessária ou tomar as precisas precauções para que ele não sofra
prejuízo.
- Art. 98 – São expressamente proibidas construções capazes de poluir ou inutilizar, para
uso ordinário, a água do poço ou nascente alheia, a ele preexistentes.
- Art. 101 – Depende de concessão administrativa a abertura de poços em terrenos de
domínio público.
Percebe-se então que, naquela época, já se pensavam nas questões de interferência entre
poços, no princípio do poluidor-pagador e na outorga, mas que faltava maior abordagem
e profundidade em relação ao tema das águas subterrâneas. Isso pode talvez ser
explicado pelo momento histórico do país naqueles anos. Vingava no Brasil uma
proposta desenvolvimentista e o foco da legislação do momento foram os artigos
relacionados à questão das hidrelétricas, o que foi uma perda muito grande para a gestão
dos recursos hídricos em geral e não só para as águas subterrâneas.
Criada a Constituição Federal de 1988 acaba-se com o domínio privado da água,
determina a instituição do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e
estabelece que os recursos hídricos subterrâneos são de domínio dos Estados.
Os artigos contidos nesta Constituição Federal relacionados ao tema são listados abaixo.

-Art. 20 – São bens da União:


-III- os lagos, rios, e quaisquer correntes de águas, superficiais ou
subterrâneas, inclusive os aqüíferos em terrenos de seu domínio ou que banhem mais de
um estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro
ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais;
-IX – os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
-Art. 21 – Compete à União:
-XV - Organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e
cartografia de âmbito nacional;
-XIX – Instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir
critérios de outorga de direitos de seu uso.

-Art. 22 – Compete privativamente à União legislar sobre:


-IV – águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
-XII – jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
-XVIII – sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;
-Parágrafo Único: Lei Complementar poderá autorizar os Estados a legislar
sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

-Art. 23 – É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios:
-XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
-Parágrafo Único: Lei Complementar fixará normas para a cooperação entre
União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.

-Art. 24 – Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente


sobre:

-VI – florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
-VIII – responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e
direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;

-Art. 26 – Incluem-se entre os bens do Estado:


-I – as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito,
circunscritas ao seu território, ressalvadas, nesse caso, na forma da lei, as decorrentes de
obras da União;

-Art. 176 – As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de


energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração
ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do
produto de lavra.
§ 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos
potenciais a que se refere o caput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante
autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa
constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País, na forma da
lei, que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem
em faixa de fronteira ou terras indígenas.

Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997


As perspectivas de escassez e degradação da qualidade da água colocaram em discussão
a necessidade de adoção do planejamento e do manejo integrado dos recursos hídricos.
Na década de 90, houve grande avanço no Brasil no que diz respeito à criação de
políticas para a gestão dos recursos hídricos. No dia 8 de janeiro de 1997, foi criada a
Lei nº 9.433, mais conhecida como Lei das Águas, que instituiu a Política Nacional de
Recursos Hídricos, além da criação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos
Hídricos do Brasil.
Um de seus principais objetivos é assegurar a disponibilidade de água, em padrões de
qualidade adequados, bem como promover uma utilização racional e integrada dos
recursos hídricos. A lei tem como fundamento a compreensão de que a água é um bem
público (não pode ser privatizada), sendo sua gestão baseada em usos múltiplos
(abastecimento, energia, irrigação, indústria etc.) e descentralizada, com participação de
usuários, da sociedade civil e do governo. O consumo humano e de animais é prioritário
em situações de escassez.
Como a Lei das Águas descentraliza a gestão do uso da água, o Estado abre mão de uma
parte de seus poderes e compartilha com os diversos segmentos da sociedade uma
participação ativa nas decisões.
No que diz respeito a águas subterrâneas, dentre outros, estabelece os instrumentos de
gestão e destaca que as águas subterrâneas estão sujeitas a outorga. Mas, apesar do
conceito – recursos hídricos – também incluir os recursos hídricos subterrâneos, fica
claro o tratamento superficial da lei, não se deixa claro as questões subterrâneas além de
não conter indicação do tratamento das províncias hidrogeológicas em relação às bacias
hidrográficas.

Resoluções do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH


O Conselho Nacional de Recursos Hídricos desenvolve atividades desde junho de 1998,
ocupando a instância mais alta na hierarquia do Sistema Nacional de Gerenciamento de
Recursos Hídricos, instituído pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997.
É um colegiado que desenvolve regras de mediação entre os diversos usuários da água
sendo, assim, um dos grandes responsáveis pela implementação da gestão dos recursos
hídricos no País. Por articular a integração das políticas públicas no Brasil é
reconhecido pela sociedade como orientador para um diálogo transparente no processo
de decisões no campo da legislação de recursos hídricos.
Possui como competências, dentre outras:
§ Analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos;
§ Estabelecer diretrizes complementares para implementação da Política Nacional
de Recursos Hídricos;
§ Promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os
planejamentos nacional, regionais, estaduais e dos setores usuários;
§ Arbitrar conflitos sobre recursos hídricos;
§ Deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos cujas
repercussões extrapolem o âmbito dos estados em que serão implantados;
§ Aprovar propostas de instituição de comitês de bacia hidrográfica;
§ Estabelecer critérios gerais para a outorga de direito de uso de recursos hídricos e
para a cobrança por seu uso; e
§ Aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e acompanhar sua execução.
O Conselho Nacional de Recursos Hídricos é composto por representantes dos
Ministérios e Secretarias da Presidência da República com atuação no gerenciamento ou
no uso de recursos hídricos; por representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de
Recursos Hídricos; por representantes dos usuários dos recursos hídricos; e por
representantes das organizações civis de recursos hídricos.
Dentre as resoluções já apresentadas pela CNRH, destacam-se, por exemplo:
-CNRH n. 9, de 21 de junho de 2000 - Institui a Câmara Técnica Permanente de Águas
Subterrâneas.
Art. 2º São competências da Câmara Técnica:
I - discutir e propor a inserção da gestão de águas subterrâneas na Política Nacional de
Gestão de Recursos Hídricos;
II - compatibilizar as legislações relativas a exploração e a utilização destes recursos;
III - propor mecanismos institucionais de integração da gestão das águas superficiais e
subterrâneas;
IV - analisar, estudar e emitir pareceres sobre assuntos afins;
V - propor mecanismos de proteção e gerenciamento das águas subterrâneas;
VI - propor ações mitigadoras e compensatórias;
VII - analisar e propor ações visando minimizar ou solucionar os eventuais conflitos; e
VIII - As competências constantes do Regimento Interno, do CNRH e outras que vierem
a ser delegadas pelo seu Plenário.
-CNRH n. 16, de 8 de maio de 2001 - Estabelece critérios gerais para a outorga de
direito de uso de recursos hídricos.
CNRH n. 92, de 05 de novembro de 2008 - Estabelece critérios e procedimentos gerais
para a proteção e conservação das águas subterrâneas no território brasileiro.
Art. 2o Os órgãos gestores deverão promover estudos hidrogeológicos, a serem
executados por entidades públicas ou privadas, com abrangência e escalas adequadas
nas seguintes categorias:
I - estudos hidrogeológicos regionais para delimitar as áreas de recarga dos
aqüíferos e definir suas zonas de proteção;
II - estudos hidrogeológicos regionais, para identificar as potencialidades,
disponibilidades e vulnerabilidades dos aqüíferos para utilização das águas subterrâneas,
em especial nas áreas com indícios de superexplotação, poluição ou contaminação, que
poderão determinar áreas de restrição e controle de uso de água subterrânea.
Art. 10. Programas de monitoramento qualitativo e quantitativo das águas subterrâneas
devem ser implementados com ênfase nas áreas de:
I - proteção;
II - restrição e controle;
III - influência de empreendimentos que apresentem potencial de poluição e
risco de contaminação;
IV - risco geotécnico;
V - superexplotação;
VI - intrusão marinha;
VII - recarga e descarga; e
VIII - recarga artificial
Moções do Conselho Nacional de Recursos Hídricos - CNRH
-Moção n. 18, de 25 de março de 2003 - Solicita que sejam adoradas medidas que
possibilitem a implantação, nas Universidades brasileiras, de Cursos de Pós-graduação
em Hidrogeologia.
-Moção n. 38, de 7 de dezembro de 2006 - Recomenda a adoção do Sistema de
Informação de Águas Subterrâneas – SIAGAS pelos órgãos gestores e os usuários de
informações hidrogeológicas.
Percebe-se então que, em poucos anos, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos
normatizou temas que foram discutidos por muito tempo.
Lei nº 9.984, de 2000 - Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas.
Art. 1o A Agência Nacional de Águas - ANA, autarquia sob regime especial, criada
pela Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, com autonomia administrativa e financeira,
vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, tem por finalidade implementar, em sua
esfera de atribuições, a Política Nacional de Recursos Hídricos, nos termos da Lei nº
9.433, de 8 de janeiro de 1997.
Art. 2o A atuação da ANA obedecerá aos fundamentos, objetivos, diretrizes e
instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos e será desenvolvida em
articulação com órgãos e entidades públicas e privadas integrantes do Sistema Nacional
de Gerenciamento de Recursos Hídricos cabendo-lhe:
I - supervisionar, controlar e avaliar as ações e atividades decorrentes do
cumprimento da legislação federal pertinente aos recursos hídricos;
II - disciplinar, em caráter normativo, por meio de resolução da Diretoria
Colegiada, a implementação, a operacionalização, o controle e a avaliação dos
instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos;
III - participar da elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos e
supervisionar a sua implementação;
IV - prestar apoio à elaboração dos planos de recursos hídricos das bacias
hidrográficas;
V - outorgar, por intermédio de autorização, o direito de uso de recursos hídricos
em corpos de água de domínio da União;
VI - fiscalizar, com poder de policia, os usos de recursos hídricos nos corpos de
água de domínio da União;
Ou seja, a ANA tem como missão regulamentar o uso das águas dos rios e lagos de
domínio da União e implementar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos
Hídricos, garantindo o seu uso sustentável, evitando a poluição e o desperdício, e
assegurando água de boa qualidade e em quantidade suficiente para a atual e as futuras
gerações.

3. Curiosidades

3.1. O que é outorga?


É o instrumento legal que assegura ao usuário o direito de utilizar os recursos hídricos.
A outorga não dá ao usuário a propriedade de água, mas o direito de seu uso, e poderá
ser suspensa nos seguintes casos:
 Casos de extremos de escassez;
 Casos de não cumprimento pelo outorgado dos termos de outorga;
 Por necessidade de se atenderem os usos prioritários e de interesse coletivo;
A outorga das águas de domínio de Minas Gerais é de competência do Instituto
Mineiro de Gestão das Águas – IGAM. Já em âmbito de águas de domínio da União, é
de competência da Agência Nacional de Águas (ANA).

3.2. Há algum tipo de punição para os usuários que se utilizam dos recursos
hídricos sem a devida outorga?
Os usuários que não possuem outorga estão sujeitos a notificações, multas e até
embargos previstos na Lei nº 9.433/1997. Além disso, esses usuários podem ser os
primeiros a sofrer racionamentos em situações de escassez.

3.3. Existem usos de recursos hídricos que independem de outorga?


A Lei 9.433/97 estabelece que independem de outorga pelo Poder Público os seguintes
usos dos recursos hídricos:
 uso de recursos hídricos para a satisfação das necessidades de pequenos núcleos
populacionais, distribuídos no meio rural;
 As derivações, captações e lançamentos considerados insignificantes; e
 As acumulações de volumes de água considerados insignificantes
3.4. Quais os profissionais que estão aptos a instruir processos de solicitação de
Outorga de Direito de Uso da Água Subterrânea?
Os profissionais que possuem atribuição para outorgar processos de águas subterrâneas
são os geólogos/engenheiros geólogos e os engenheiros de minas.

3.5. Qual o passo a passo para explorar água mineral?


O passo a passo para a exploração mineral é mostrado na figura a seguir. Inicialmente, é
feito um requerimento de autorização de pesquisa mineral. Após o alvará, inicia-se os
trabalhos de pesquisa das águas minerais. Em seguida, há a elaboração do relatório final
de pesquisa, que pode ser feito por geólogos ou engenheiros de minas. Caso aprovado
pela ANM, deve ser feito o requerimento de lavra. Estando este documento devidamente
analisado e vistoriado pela ANM, é feita a publicação do rótulo, que também deverá ser
aprovado pela ANM. Por fim, inicia-se a operação de lavra.

Requerimento
Alvará de Relatório Final
de Autorização
Pesquisa de Pesquisa
de Pesquisa

Requerimento Operação de
Rótulo
de Lavra Lavra

4. Conclusão
Não basta haver a normatização. Ela tem que ser bem conhecida, entendida e
aplicada. Além disso, o conhecimento da legislação de águas subterrâneas é
bastante importante para o engenheiro de minas, tendo em vista que há um vasto
campo de atuação em processos relacionados às águas subterrâneas.

5. Referências Bibliográficas

• LEGISLAÇÃO APLICADA ÀS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS. HAGER, F. P. V.,


D’ALMEIDA, M. L. XV Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas.
• Agência Nacional de Águas. https://www.ana.gov.br/
• Instituto Mineiro de Gestão das Águas. http://www.igam.mg.gov.br/
• Agência Nacional de Mineração. http://www.anm.gov.br/
• Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais.
http://www.crea-mg.org.br/

Похожие интересы