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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA BAHIA

2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS


Processo Nº. : 0001321-25.2015.8.05.0230

Classe : RECURSO INOMINADO


Recorrente(s) : EMPRESA BAIANA DE AGUAS E SANEAMENTO S A
EMBASA

Recorrido(s) : MARIO DE OLIVEIRA BELA

Origem : VARA DO SISTEMA DOS JUIZADOS - SANTO


ESTEVÃO
Relatora Juíza : MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE

VOTO-E M E N T A
RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. EMBASA. MÁ PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS. FORNECIMENTO DE ÁGUA INEFICIENTE. SERVIÇO
ESSENCIAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ART. 14 DO CDC. DANOS
MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM REDUZIDO, PARA ADEQUAÇÃO
AOS PARÂMETROS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA.
1. A Recorrente insurge-se contra sentença que julgou procedente em parte a
ação: Isto posto, com base na fundamentação supra, julgo PARCIALMENTE
PROCEDENTES os pedidos, condenando a acionada, que seja restabelecido o serviço de
forma contínua. Condeno ainda, dado os prejuízos ocasionados por conta da má prestação
dos serviços pela empresa Ré. Com base nos parâmetros analisados e tendo em mente o
disposto no artigo 953, § único, do novo Código Civil c/c art. 6º, inciso VI, do Código de
Defesa do Consumidor, arbitra o juízo indenização por danos morais no importe de R$
4.000,00 (quatro mil reais), com juros e correção monetária. Estipulando o termo inicial da
aplicação dos juros a partir do arbitramento, conforme Súmula 362 do STJ.
.)”.
2. Trata-se de ação indenizatória movida em razão da falta de fornecimento
irregular e intermitente de água por mais de 90 ( noventa ) em sua residência.
A Recorrente busca a reforma da sentença suscita preliminar de
incompetência absoluta dos juizados pela necessidade de realização de prova
pericial, e alega que os fatos narrados não foram comprovados nos autos,
tendo havido a aferição regular do consumo conforme relatório interno da
empresa; aduz que houve vício na sentença por falta de fundamentação e
impugna a ocorrência de danos morais na espécie, e em caráter eventual
pugna pela redução do quantum.
3. No que tange à preliminar de incompetência absoluta dos
juizados para julgar a causa, ante a complexidade da prova a ser produzida,
Tenho que a matéria posta à apreciação não demanda produção de prova
pericial. Com efeito, para o deslinde da matéria, se faz suficiente a análise das
provas carreadas aos autos pelas partes, havendo elementos suficientes para o
julgamento do mérito da ação.
Quanto à preliminar de nulidade da sentença por ausência do dever de
fundamentação , rejeito-a. A sentença deve conter em si a análise das questões
trazidas pelo autor, ainda que não se exija fundamentação específica e exauriente
sobre todas elas, bastando que sejam verificadas as razões de decidir, e
analisados as teses apresentadas pelas partes, bem como as provas coligidas.
Nesta senda, cumpriu o magistrado sentenciante com o dever de fundamentação
previsto no art. 93, inciso IX da Carta magna, não havendo que se falar em
nulidade.

2. A lide se desenvolve na discussão se houve fornecimento ineficiente


por parte da empresa Ré.3. Da leitura atenta dos autos, verifica-se que as
afirmações prestadas na inicial foram confirmadas pela produção de
prova testemunhal em audiência de instrução realizada no evento nº 25. A
testemunha arrolada pela parte autora foi coerente em sua narrativa,
reforçando a tese da irregularidade no fornecimento de água, e
consequente falha na prestação dos serviços.
4. No tocante à impugnação quanto aos danos morais verifica-se que essa má
prestação causou ao consumidor constrangimento, que transcende à
esfera do mero aborrecimento, ensejando reparação por danos morais.
Nesse caso, a responsabilidade pela má prestação de serviço pela recorrente
encontra-se configurada, uma vez que sua omissão está a causar danos à
Recorrida.
5. Com efeito, a situação aventada nos autos inclui-se entre aquelas da
responsabilidade do fornecedor do serviço. Aqui se fala em responsabilidade
objetiva do prestador de serviços, vale dizer, não há o que se perquirir sobre
culpa, competindo àquele que deu causa responder pelos danos que tenha
causado ao consumidor, é o que se extrai do art. 14 do CDC, in verbis: Art. 14.
O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação
dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua
fruição e riscos.
6. Inobstante, entendo que o valor arbitrado a título de danos morais
exorbitou da justa medida, e violou os parâmetros da razoabilidade e
proporcionalidade, sendo mister a sua redução, como forma de atenuar o
desequilíbrio gerado pela condenação imposta, sem deixar de reconhecer a
reprovabilidade da conduta perpetrada.
7. ISTO POSTO, voto no sentido de CONHECER e DAR PROVIMENTO
ao recurso interposto para reduzir o quantum condenatório arbitrado a título de
danos morais, que arbitro em R$ 2.000,00 ( dois mil reais), corrigidos ocnforme
definido em sentença. Sem custas processuais e honorários advocatícios, pelo
êxito da parte no recurso.
Salvador, Sala das Sessões, 08 de Junho de 2017.
BELA. MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE
Juíza Relatora
BELA CÉLIA MARIA CARDOZO DOS REIS QUEIROZ
Juíza Presidente

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA BAHIA


2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS

Processo Nº. : 0001321-25.2015.8.05.0230

Classe : RECURSO INOMINADO


Recorrente(s) : EMPRESA BAIANA DE AGUAS E SANEAMENTO S A
EMBASA

Recorrido(s) : MARIO DE OLIVEIRA BELA

Origem : VARA DO SISTEMA DOS JUIZADOS - SANTO


ESTEVÃO
Relatora Juíza : MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE

ACÓRDÃO

Acordam as Senhoras Juízas da 2ª Turma Recursal dos Juizados


Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia,
CÉLIA MARIA CARDOZO DOS REIS QUEIROZ –Presidente, MARIA
AUXILIADORA SOBRAL LEITE – Relatora e ALBÊNIO LIMA DA SILVA
HONÓRIO, em proferir a seguinte decisão: RECURSO CONHECIDO E
PARCIALMENTE PROVIDO . UNÂNIME, de acordo com a ata do julgamento.
Sem custas processuais e honorários advocatícios, pelo êxito da parte no
recurso.
Salvador, Sala das Sessões, 08 de Junho de 2017.
BELA. MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE
Juíza Relatora
BELA CÉLIA MARIA CARDOZO DOS REIS QUEIROZ
Juíza Presidente