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APOSTILA

DE CIÊNCIAS

provas de BOLSA
cursos técnicos ETEC
escolas da EMBRAER
cursos do SENAI
colégios MILITARES
e muito mais!
GUIADOVESTIBULINHO
O que você vai aprender nessa
apostila?
Nessa apostila você vai aprender sobre as matérias mais
importantes e que mais caem nos vestibulinhos de todo o país, e
mais especificamente nas provas da ETEC, Colégio Embraer,
Senai, Colégios da UNESP, Unicamp e USP, Colégios
Militares e provas de bolsa.

Resumi e organizei os principais assuntos que você precisa saber


para garantir uma vaga nos melhores colégios e cursos técnicos
do Brasil.

Está fácil, está resumido e está divertido para você aprender tudo e
mandar bem nas provas para o Ensino Médio.

#boraestudar
#japassei
Essa apostila que você tem em mãos vai te ajudar a se
preparar para todas as provas!

Por isso conto com seu esforço e


entusiasmo para estudar bastante.
Tudo o que você precisa está aqui,
agora é com você.

Bons Estudos :)
Quem sou eu?
Meu nome é Diego William, e minha missão esse ano é fazer
você passar em um vestibulinho de Ensino Médio!

Sou Engenheiro de Materiais de formação e professor de


coração...

Sou de São José dos Campos/SP, vim de escola pública, nunca


tive dinheiro pra pagar um colégio particular, por
isso sempre lutei para passar em um
vestibulinho e mudar minha vida.

E deu certo! Passei em 6 vestibulinhos


e em 8 vestibulares!

Desde 2013 trabalho como professor


e mentor para alunos que sonham em
passar em um vestibulinho...

Mas em 2018 resolvi fazer diferente:


fundei o Guia do Vestibulinho, que já
ajuda literalmente milhares de alunos
a se prepararem para as provas de bolsa e
vestibulinhos das maiores e melhores
escolas do país.
você não
precisa
ser rico
para estudar
nas
melhores
escolas
do Brasil!
APOSTILA
DE CIÊNCIAS
DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
cai nas provas: ETEC, Colégio Embraer, Provas de Bolsas,
SENAI, Colégios UNESP, Colégios Unicamp, Colégio USP e Militares
O desenvolvimento sustentável é um conceito elaborado para fazer
referência ao meio ambiente e à conservação dos recursos naturais.
Entende-se por desenvolvimento sustentável a capacidade de utilizar
os recursos e os bens da natureza sem comprometer a
disponibilidade desses elementos para as gerações futuras. Isso
significa adotar um padrão de consumo e de aproveitamento das
matérias-primas extraídas da natureza de modo a não afetar o futuro da
humanidade, aliando desenvolvimento econômico com responsabilidade
ambiental.

Sabemos que existem os recursos naturais não renováveis, ou seja,


aqueles que não podem renovar-se naturalmente ou pela intervenção
humana, tais como o petróleo e os minérios; e que também existem os
recursos naturais renováveis. No entanto, é errôneo pensar que
esses últimos sejam inesgotáveis, pois o seu uso indevido poderá
extinguir a sua disponibilidade na natureza, com exceção dos ventos e da
luz solar, que não são diretamente afetados pelas práticas de exploração
econômica.

Dessa forma, é preciso adotar medidas para conservar esses recursos,


não tão somente para que eles continuem disponíveis futuramente, mas
também para diminuir ou eliminar os impactos ambientais gerados pela
exploração predatória.

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e notícias sobre os maiores vestibulinhos do Brasil

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Assim, o ambiente das florestas e demais áreas naturais, além dos cursos
d'água, o solo e outros elementos necessitam de certo cuidado para
continuarem disponíveis e não haver nenhum tipo de prejuízo para a
sociedade e o meio ambiente.

A história do conceito de Desenvolvimento Sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável foi oficialmente declarado na


Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano,
realizada em 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia, e, por isso, também
chamada de Conferência de Estocolmo. A importância da elaboração do
conceito, nessa época, foi a de unir as noções de crescimento e
desenvolvimento econômico com a preservação da natureza, questões
que, até então, eram vistas de forma separada.
Em 1987, foi elaborado o Relatório “Nosso Futuro Comum”, mais
conhecido como Relatório Brundtland, que formalizou o termo
desenvolvimento sustentável e o tornou de conhecimento público
mundial. Em 1992, durante a ECO-92, o conceito “satisfazer as
necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações
futuras de suprir suas próprias necessidades” tornou-se o eixo principal
da conferência, concentrando os esforços internacionais para o
atendimento dessa premissa. Com esse objetivo, foi elaborada a Agenda
21, com vistas a diminuir os impactos gerados pelo aumento do consumo
e do crescimento da economia pelo mundo.

Medidas sustentáveis

Dentre as medidas que podem ser adotadas tanto pelos governos quanto
pela sociedade civil em geral para a construção de um mundo pautado na
sustentabilidade, podemos citar:
- redução ou eliminação do desmatamento;
- reflorestamento de áreas naturais devastadas;
- preservação das áreas de proteção ambiental, como reservas e
unidades de conservação de matas ciliares;
- fiscalização, por parte do governo e da população, de atos de
degradação ao meio ambiente;
- adoção da política dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) ou dos 5Rs
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(repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar);
- contenção na produção de lixo e direcioná-lo corretamente para a
diminuição de seus impactos;
- diminuição da incidência de queimadas;
- diminuição da emissão de poluentes na atmosfera, tanto pelas
chaminés das indústrias quanto pelos escapamentos de veículos e
outros;
- opção por fontes limpas de produção de energia que não gerem
impactos ambientais em larga e média escala;
- adoção de formas de conscientizar o meio político e social das
medidas acimas apresentadas.
Essas medidas são, portanto, formas viáveis e práticas de se construir uma
sociedade sustentável que não comprometa o meio natural tanto na
atualidade quanto para o futuro a médio e longo prazo.

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IMPACTOS AMBIENTAIS
cai nas provas: ETEC, Colégio Embraer, Provas de Bolsas,
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Impacto ambiental é a alteração no meio ambiente por determinada
ação ou atividade. Atualmente o planeta Terra enfrenta fortes sinais de
transição, o homem está revendo seus conceitos sobre natureza. Esta
conscientização da humanidade está gerando novos paradigmas,
determinando novos comportamentos e exigindo novas providências na
gestão de recursos do meio ambiente.

Um dos fatores mais preocupantes é o que diz respeito aos recursos


hídricos. Problemas como a escassez e o uso indiscriminado da água
estão sendo considerados como as questões mais graves do século XXI.
É preciso que tomemos partido nesta luta contra os impactos
ambientais, e para isso é importante sabermos alguns conceitos
relacionados ao assunto.

Poluição é qualquer alteração físico-química ou biológica que venha a


desequilibrar um ecossistema, e o agente causador desse problema é
denominado de poluente.

Como já era previsto, os principais poluentes têm origem na atividade


humana. A Indústria é a principal fonte, ela gera resíduos que podem ser
eliminados de três formas:

Na água: essa opção de descarte de dejetos é mais barata e mais


cômoda, infelizmente os resíduos são lançados geralmente em recursos
hídricos utilizados como fonte de água para abastecimento público.

Na atmosfera: a eliminação de poluentes desta forma só é possível


quando os resíduos estão no estado gasoso.

Em áreas isoladas: essas áreas são previamente escolhidas, em geral


são aterros sanitários.

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Classificação dos resíduos:

Resíduos tóxicos: são os mais perigosos e podem provocar a morte


conforme a concentração, são rapidamente identificados por provocar
diversas reações maléficas no organismo. Exemplos de geradores desses
poluentes: indústrias produtoras de resíduos de cianetos, cromo, chumbo
e fenóis.
Resíduos minerais: são relativamente estáveis, correspondem às
substâncias químicas minerais, elas alteram as condições físico-químicas e
biológicas do meio ambiente. Exemplos de indústrias: mineradoras,
metalúrgicas, refinarias de petróleo.

Resíduos orgânicos: as principais fontes desses poluentes são os


esgotos domésticos, os frigoríficos, laticínios, etc. Esses resíduos
correspondem à matéria orgânica potencialmente ativa, que entra em
decomposição ao ser lançada no meio ambiente.

Resíduos mistos: possuem características químicas associadas às de


natureza biológica. As indústrias têxteis, lavanderias, indústrias de papel e
borracha, são responsáveis por esse tipo de resíduo lançado na natureza.
Resíduos atômicos: esse tipo de poluente contém isótopos radioativos, é
um lixo atômico capaz de emitir radiações ionizantes e altamente nocivas
à saúde humana.

Resíduos atômicos: esse tipo de poluente contém isótopos radioativos,


é um lixo atômico capaz de emitir radiações ionizantes e altamente
nocivas à saúde humana.

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DESMATAMENTO
cai nas provas: ETEC, Colégio Embraer, Provas de Bolsas,
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Entende-se por desmatamento, também chamado de desflorestamento
ou desflorestação, o processo de remoção total ou parcial da vegetação
em uma determinada área. Geralmente, esse processo ocorre para fins
econômicos, visando à utilização comercial da madeira das árvores e
também para o aproveitamento dos solos para a agricultura e a pecuária.
A atividade mineradora e a construção de barragens para hidrelétricas
também aparecem como causas de tal ocorrência.

No mundo, os primeiros a praticarem de forma intensiva o


desmatamento foram os países desenvolvidos. Para o soerguimento de
suas economias, sobretudo após o advento do sistema capitalista, algumas
nações exploraram intensamente os seus recursos naturais, avançando
essa exploração também para outras áreas. Com isso, muitas florestas do
hemisfério norte foram praticamente dizimadas.

Atualmente, os países que mais desmatam são os de economias


emergentes, pois, embora tentem controlar esse problema, o
desmatamento de suas florestas avança à medida que seus sistemas
econômicos evoluem. Até bem pouco tempo atrás, o campeão mundial
de desmatamento era o Brasil, principalmente em razão do crescimento
da fronteira agrícola sobre as áreas da Floresta Amazônica. No entanto,
recentemente, o país foi ultrapassado pela Indonésia, que possui uma
ampla área verde, mas que vem desflorestando duas vezes mais do que é
desmatado anualmente no território brasileiro.

Segundo levantamentos realizados pela Organização das Nações Unidas


(ONU), atualmente são desmatados quase sete milhões de hectares
por ano. Isso significa a perda não tão somente de vegetações, mas
também de várias espécies animais, pois o seu habitat encontra-se cada
vez mais diminuto. Com isso, o equilíbrio ecológico pode tornar-se
ameaçado.

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Dentre as consequências do desmatamento, podemos citar: o
esgotamento dos solos com a intensificação de processos de erosão e
desertificação; a extinção ou degradação de rios e lagos, graças ao maior
acúmulo de sedimentos gerados; a ocorrência de desequilíbrios
climáticos em razão da ausência das florestas que tinham como função
gerar mais umidade do ar e absorver o calor atmosférico, dentre outros
problemas.

Para combater o desmatamento no mundo e também no território


brasileiro, é necessária a adoção de medidas em diferentes escalas, do
individual ao governamental. Cada cidadão deve fazer sua parte, evitando
que, nas áreas urbanas, o número de árvores por habitante não seja
muito pequeno, preservando a vegetação existente e procurando cultivar
novas espécies. Os governos também possuem a função de adotar
medidas de conservação das áreas naturais com vigilância, fiscalização e
repressão dos agressores a áreas de reservas naturais.

No Brasil, vários domínios naturais foram muito devastados. O primeiro


a sofrer com esse processo foi a Mata Atlântica, que hoje conta com
cerca de 7% de sua área original. Os Pampas e a Mata de Araucária
também passaram por graves processos de desmatamento, o que
também vem ocorrendo no bioma Cerrado, esse último profundamente
devastado durante a segunda metade do século XX. A Amazônia parece
ser o próximo alvo e, embora os últimos anos o desmatamento tenha
apresentando diminuições, a floresta ainda sofre com o corte de milhares
de hectares de árvores a cada ano.

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SUBDESENVOLVIMENTO
cai nas provas: ETEC, Colégio Embraer, Provas de Bolsas,
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Os problemas sociais provocados pela desigualdade de renda e o
desemprego têm aumentado ao passo que cresce o intenso processo de
globalização da economia e dos meios de produção no mundo.

As desigualdades sociais e econômicas fazem parte de todos os países,


independentemente de ser rico ou pobre, embora seja mais efetivo em
nações subdesenvolvidas que sofrem com as consequências oriundas do
período colonial. São várias as causas que contribuem para a condição de
subdesenvolvimento em que se encontram muitos países. Dentre elas, as
principais são:

- Disparidade em relação à distribuição da renda, ou seja, uma


grande parcela da população recebe baixos rendimentos, o que contribui
para o agravamento da pobreza. Geralmente a riqueza permanece nas
mãos de uma minoria, enquanto a maioria vive com sérios problemas
sociais.

- Nível baixo de escolaridade: esse item é resultado das diferenças de


rendimento, desse modo, muitas crianças em idade escolar são forçadas a
deixar os estudos para desenvolverem algum tipo de trabalho, com a
finalidade de contribuir com a renda familiar.

- Condições extremamente precárias de moradia: O modo de


moradia das pessoas reflete a classe à qual a pessoa pertence, os bairros
da periferia são desprovidos dos serviços públicos básicos (água tratada,
esgoto, iluminação, entre outros). A partir da segunda metade do século
XX, os centros urbanos tiveram um vultoso crescimento, no entanto, o
aumento não foi acompanhado pela infraestrutura, formando bairros
marginalizados. Esse processo foi proveniente do êxodo rural (migração
de trabalhadores rurais em direção às cidades).

- A fome e a subnutrição: em muitos países que se enquadram na


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condição de subdesenvolvidos, a população enfrenta a falta parcial ou
total de alimentos, muitas vezes uma parcela da população não possui
recursos financeiros suficientes que garantem o acesso à quantidade de
calorias diárias que uma pessoa necessita.

- Problemas relacionados à saúde: em nações de extrema pobreza, o


acesso aos cuidados médicos é bastante restrito. A situação de saúde
precária na qual se encontram milhões de pessoas espalhadas pelo
mundo é proveniente da falta de alimentação equilibrada, de médicos, de
saneamento básico, de água tratada entre muitos outros motivos. Saúde
precária ocasiona um elevado índice de mortalidade infantil e uma baixa
expectativa de vida.

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RELAÇÕES ECOLÓGICAS
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Todos os seres vivos relacionam-se uns com outros, tanto da mesma
espécie (relações intraespecíficas) quanto de espécies distintas (relações
interespecíficas). Essas relações podem ser harmônicas, quando não há
prejuízo para nenhum dos indivíduos envolvidos, ou desarmônicas,
quando pelo menos um se prejudica.

RELAÇÕES INTRA-ESPECÍFICAS HARMÔNICAS:

Sociedade: indivíduos da mesma espécie que se mantêm


anatomicamente separados e que cooperam entre si por meio de divisão
de trabalho. Geralmente, a morfologia corporal está relacionada com a
atividade que exercem. Ex.: abelhas, cupins, formigas, etc.

Colônia: indivíduos associados anatomicamente. Eles podem apresentar-


se semelhantes (colônias isomorfas) ou com diferenciação corporal de
acordo com a atividade que desempenham (polimorfas). Ex.:
determinadas algas e caravela-portuguesa.

RELAÇÕES INTRAESPECÍFICAS DESARMÔNICAS:

Canibalismo: ato no qual um indivíduo alimenta-se de outro(s) da


mesma espécie.

Competição: disputa por territórios, parceiros sexuais, comida etc.

RELAÇÕES INTER-ESPECÍFICAS HARMÔNICAS:

Mutualismo: indivíduos de espécies diferentes que se encontram


intimamente associados, criando vínculo de dependência. Ambos se
beneficiam. Ex.: líquens (fungo + cianobactéria), cupim e protozoário, que
digere a celulose em seu organismo; micorrizas (fungos + raízes de
plantas) etc.
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Protocooperação: indivíduos que cooperam entre si, mas não são
dependentes um do outro para sobreviver. Ex.: peixe-palhaço e anêmona
(o primeiro ganha proteção, e o segundo, restos de alimentos); pássaros
que se alimentam de carrapato bovino etc.

Inquilinismo: uma espécie usa a outra como abrigo, mas somente ela se
beneficia, mas sem causar prejuízos à outra. Exemplo: orquídeas e
bromélias associadas a árvores de grande porte.

Comensalismo: relação na qual apenas uma espécie beneficia-se, mas


sem causar prejuízos à outra. Exemplo: o peixe-piloto prende-se ao
tubarão para se alimentar dos restos de comida dele e também se
locomover com maior agilidade.

RELAÇÕES INTER-ESPECÍFICAS DESARMÔNICAS:

Amensalismo: uma espécie inibe o desenvolvimento de outra. Ex.:


liberação de antibióticos por determinados fungos, causando a morte de
certas bactérias.

Predatismo: um indivíduo mata outro para alimentar-se. Ex.: serpente e


rato.

Parasitismo: o parasita retira do corpo do hospedeiro nutrientes para


garantir a sua sobrevivência, debilitando-o. Ex.: lombriga e ser humano,
lagarta e folhagens, carrapato e cachorro etc.

Competição: disputa por recursos (território, presas, etc).

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AGRICULTURA ORGÂNICA
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A agricultura orgânica, também chamada de biológica, é um tipo de
agricultura alternativa que prioriza a qualidade do alimento. Ela não utiliza
agrotóxicos, fertilizantes sintéticos e pesticidas nas plantações.

O termo surgiu na década de 20 aliado a diversos movimentos contrários


a agricultura tradicional e o uso de produtos químicos. Além disso, foi um
alerta à população para o consumo de alimentos mais saudáveis.

Principais Características

A agricultura orgânica diversifica os produtos cultivados com o intuito de


garantir o equilíbrio ambiental, sobretudo do solo.

Nessa perspectiva, a manutenção dos nutrientes da terra é uma


importante característica. Portanto, adubos de origem orgânica são os
meios mais indicados para afastar as pragas.

Com a valorização de alimentos mais saudáveis, hoje em dia, esse tipo de


sistema tem sido um grande aliado da saúde da população bem como do
meio-ambiente.

A agricultura orgânica utiliza técnicas de baixo impacto ambiental com


foco na sustentabilidade e ainda, na preservação dos recursos naturais.

Por outro lado, a agricultura mecanizada e com foco na alta produção,


utiliza produtos tóxicos nas plantações para acelerar o processo de
cultivo.

Esse tipo de sistema tem agravado os problemas ambientais bem como


afetado a saúde e o bem-estar da população.

Estudos comprovam que o consumo desses alimentos leva a diversos


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problemas de saúde. Destacam-se as disfunções hormonais, problemas
cognitivos, má formação do feto e ainda, o aparecimento de diversas
doenças, como o câncer.

Em suma, mesmo depois de lavados, os alimentos de origem não orgânica


carregam os produtos que são utilizados nas culturas.

Vantagens da Agricultura Orgânica

- Preservação dos recursos naturais

- Produção de alimentos saudáveis e de maior qualidade

- Sustentabilidade e baixo impacto ambiental

- Manutenção da biodiversidade

- Uso de adubos naturais (compostagem, minhocultura, etc.)

- Rotatividade de culturas (policultura)

- Solo saudável e rico em nutrientes

- Utilização de energias renováveis

Desvantagens da Agricultura Orgânica

- Mais dispendiosa e demorada

- Menor produção, se comparada a agricultura tradicional

- Impacto ambiental com o uso pesticidas e agrotóxicos de origem


orgânica

- Produtos mais caros que os convencionais

Agricultura Orgânica no Brasil

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No Brasil, a agricultura orgânica está intimamente relacionada com a
agricultura familiar. Dados apontam que 70% dos alimentos consumidos
no País são fruto da agricultura familiar.

Cerca de 120 países do mundo adotam esse tipo de sistema, sendo que
o Brasil é o décimo maior país em área destinada à agricultura orgânica.
Ele está atrás dos Estados Unidos, China, Austrália, Espanha, dentre
outros.

Entretanto, o Brasil é o segundo maior produtor do mundo sendo que


mais da metade da produção é dedicada ao mercado externo.

Nesse sistema, técnicas tradicionais de cultivo manuais e apropriadas à


realidade do local de produção são utilizadas.

Ainda que isso pareça ser positivo, a agricultura tradicional e mecanizada


tem ganhado força no Brasil nos últimos anos. Ela prioriza a otimização
dos processos de produção agrícola e está baseada nos latifúndios e
monoculturas.

As técnicas artificiais utilizadas são nocivas à saúde humana e causa


grandes impactos ao meio-ambiente. Um exemplo notório é a produção
de um único produto (monocultura) em grandes extensões de terra, por
exemplo, a soja.

Isso empobrece e contamina o solo, ao contrário da orgânica que está


baseada na policultura e rotatividade de espécies que mantém a saúde
do solo.

Sendo assim, ainda temos caminhos a percorrer para que os produtos


que chegam à nossa mesa sejam os mais saudáveis e sem produtos
químicos.

Para isso, o País precisa investir mais em políticas públicas conscientes


que priorizem a saúde da população e do meio-ambiente.

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FATORES BIÓTICOS
E ABIÓTICOS
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Todo ecossistema é constituído por componentes bióticos (seres vivos e
sua relações) e abióticos (elementos não vivos do ambiente). Um
ecossistema pode ser tanto uma floresta como um pequeno aquário e os
elementos físicos e químicos do ambiente (fatores abióticos)
determinam, em larga escala, a estrutura e o funcionamento das
comunidades vivas (fatores bióticos).

Fatores Bióticos

Os fatores bióticos são o resultado da interação entre os seres vivos em


uma determinada região, constituindo uma comunidade biológica ou
biota, assim como a sua influência no ecossistema do qual fazem parte.
Por exemplo, em um manguezal todas as espécies animais, como
caranguejos, guarás, lontras e vegetais, como o mangue preto e o mangue
vermelho, compõem a biota daquele ambiente.

Cadeias Alimentares
São as relações entre os organismos autótrofos (que produzem o
próprio alimento) e os heterótrofos (que precisam ingerir outros
organismos para se alimentar). O mangue vermelho é um produtor no
manguezal, o caranguejo que se alimenta de suas folhas o consumidor
primário e a ave guará e o guaxinim que comem os caranguejos, são os
consumidores secundários. Além dos produtores e consumidores, é de
fundamental importância também os decompositores que fazem a
ciclagem dos restos orgânicos.

Relações Ecológicas
São as interações que ocorrem dentro da mesma espécie
(intraespecífica) ou entre espécies diferentes (interespecífica). Essas
relações podem ser positivas, beneficiando uma ou ambas as espécies
envolvidas (mutualismo, sociedades, entre outras), ou negativas, trazendo
desvantagens para uma ou ambas as partes (parasitismo, predação, etc).
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O manguezal é considerado um berçário de muitas espécies marinhas,
pois muitos peixes e crustáceos utilizam essa região para se reproduzir.
Fatores Abióticos

Os fatores abióticos são os elementos não vivos do ambiente que afetam


os organismos vivos da biota. Esses elementos podem ser físicos ou
químicos.

Fatores físicos
Constituem o clima do ecossistema, determinado principalmente pela
radiação solar que chega à Terra. As radiações além de proporcionar a luz,
que é fundamental para que ocorra fotossíntese (produção de alimento
pelos organismos autótrofos), também influenciam na temperatura, que é
uma condição ecológica decisiva para a vida na superfície terrestre. A
temperatura influencia outros fatores climáticos tais como ventos,
umidade relativa do ar e pluviosidade.

No caso do manguezal, a variação das marés é um fator que afeta


bastante a vida dos organismos que existem ali. Na alta da maré os
terrenos ficam alagados e com a maré mais baixa ficam expostos. As
plantas que vivem aí tem as raízes adaptadas para se fixar bem ao terreno
lamacento, são as raízes escoras que ficam expostas na maré baixa.

Fatores químicos
Alguns elementos químicos, como os sais minerais são nutrientes
importantes e essenciais para garantir a sobrevivência dos organismos.
Os fosfatos, por exemplo, são importantes para a formação dos ácidos
nucleicos, o magnésio participa da clorofila. Os ciclos biogeoquímicos, do
nitrogênio, do oxigênio, do carbono contribuem com a ciclagem dos
nutrientes e o fluxo de energia para a manutenção do equilíbrio dos
ecossistemas.

O manguezal é um ecossistema formado em locais onde há mistura de


água doce com água salgada. A concentração dos sais varia nesses
ambiente e é outro fator abiótico que influencia a vida da comunidade
biótica.

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LIXO E RECICLAGEM
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A reciclagem é o processo de reaproveitamento do lixo
descartado, dando origem a um novo produto ou a uma nova matéria-
prima com o objetivo de diminuir a produção de rejeitos e o seu
acúmulo na natureza, reduzindo o impacto ambiental. Pratica-se, então,
um conjunto de técnicas e procedimentos que vão desde a separação
do lixo por material até a sua transformação final em outro produto.

Apesar de não ser a única medida a ser realizada para a diminuição do


lixo produzido pela sociedade, a reciclagem possui um importante papel,
uma vez que, além de reduzir a quantidade de rejeitos, também diminui a
procura por novas matérias-primas. Dessa forma, quanto mais se
recicla, mais se reaproveita e, consequentemente, menor é a
necessidade de extrair novos materiais da natureza.

Soma-se aos benefícios da redução do lixo e desoneração dos recursos


naturais o fato de o processo de reciclagem ajudar a movimentar a
economia, pois empresas especializadas nesse processo passam a atuar,
gerando, inclusive, mais emprego e renda. Um exemplo também é a
formação de cooperativas de reciclagem, como a dos catadores de
papel, que, embora trabalhem quase sempre em regime informal de
trabalho, conseguem adquirir uma renda para sustentar suas famílias.

Há alguns casos em que a reciclagem também reduz o consumo de


energia. O exemplo mais clássico nesse sentido é o alumínio, um
material quase que totalmente reciclável, pois a sua produção a partir da
bauxita (recurso mineral não renovável extraído do solo) demanda o
consumo de uma grande quantidade de energia elétrica em uma
indústria de base. Dessa forma, em alguns casos, é mais vantajoso
economicamente o reaproveitamento das latas e outros produtos de
alumínio do que a produção de novos materiais.

O primeiro passo para a realização do processo de reciclagem é a


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coleta seletiva, ou seja, a separação do lixo por material, com o seu
posterior destino para o reaproveitamento. Geralmente, divide-se
primeiramente o material reciclável do não reciclável e, em seguida,
separa-se o que é reciclável em metais, plástico, papel e vidro.

Fonte: https://cincoerres.wordpress.com/2010/05/06/decomposicao-do-lixo-na-natureza/

Embora a reciclagem, como vimos, seja muito importante, ela apresenta


algumas limitações. A primeira delas é a de que, mesmo que exista
uma grande eficiência na sociedade para a realização desse processo, ele
não será o suficiente para diminuir em níveis aceitáveis a produção de
lixo. Esse problema eleva-se quando o consumismo é desenfreado e a
consequente geração de rejeitos é acentuada, sendo impossível para a
reciclagem absorver tudo isso. O mais importante, na verdade, é adotar a
política dos 3Rs ou, até mesmo, a política dos 5Rs, que envolve repensar,
reduzir, recusar, reutilizar e reciclar.

Outra das limitações da reciclagem envolve os problemas ambientais por


ela gerados, isto é, os danos causados pela má utilização das técnicas e
procedimentos envolvidos. Na reciclagem do papel, por exemplo, gera-se
um lodo ou lama proveniente de vários produtos químicos que nem
sempre é descartado da forma correta.

Por todos esses motivos, devemos sempre incentivar a reciclagem, mas


também precisamos entender que ela, sozinha, não resolverá os
23
problemas da sociedade e os impactos gerados sobre o meio ambiente.
Portanto, reduzir o consumo, optar por materiais mais duráveis e
reaproveitar ao máximo um determinado produto antes de descartá-
lo são medidas que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das
pessoas e também a conservação da natureza.

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NÍVEIS EM ECOLOGIA
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SENAI, Colégios UNESP, Colégios Unicamp, Colégio USP e Militares
A biosfera é um dos níveis de organização estudados em Ecologia e é o
local onde a vida é possível

Ao estudar Biologia, percebemos que existem diferentes níveis de


organização biológica. Esses níveis ajudam-nos a compreender melhor os
sistemas biológicos. São eles:

Átomos - Moléculas - Células - Tecido - Órgão - Sistema -


Organismo - População - Comunidade - Ecossistema - Biosfera

Em Ecologia, o estudo baseia-se, em geral, nesses últimos quatro níveis,


os quais serão explicados a seguir.

População
Dá-se o nome de população ao conjunto de indivíduos de uma mesma
espécie que vive em uma determinada área, em um determinado período
de tempo. A ênfase na área e no período de tempo é essencial para
entender que organismos de uma mesma espécie, que vivem em locais
distantes, não constituem uma população. Como exemplo de população,
podemos citar um grupo de elefantes que vive em uma área da Savana
africana.

Comunidade
Chamamos de comunidade o conjunto de várias populações que vive em
uma determinada área, em um determinado período de tempo. Nesse
caso, observamos que a comunidade é formada por uma variada
quantidade de organismos, diferentemente da população. Assim como no
conceito de população, devemos ter em mente que todas as populações
devem estar em uma mesma área, no mesmo período. Como exemplo
de comunidade, podemos citar as populações de elefantes, zebras, gnus e
leões que vivem em uma área da Savana africana.

25
Ecossistema
O ecossistema, por sua vez, é um nível hierárquico que engloba a
comunidade e considera, além desses organismos, o ambiente físico onde
os seres vivos estão. Sendo assim, no ecossistema, consideramos tanto
fatores bióticos quanto abióticos. Como exemplo, podemos citar a Savana
africana, com todos seus fatores abióticos (água , solo e luminosidade) e a
comunidade ali existente.

Biosfera
Por fim, temos a biosfera, a qual é definida como a região do planeta onde
encontramos os seres vivos. De uma maneira simplificada, podemos dizer
que a biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas existentes na Terra
e é considerada por alguns o maior ecossistema existente.

26
PRIMEIRA LEI DE NEWTON
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O estudo da causa do movimento dos corpos é algo que tem fascinado e
aguçado a curiosidade de muitos desde os tempos de Aristóteles.
Aristóteles viveu por volta do século IV a.C e, com base em seus estudos
acerca da natureza do movimento dos corpos, concluiu que um corpo só
se movimenta se uma força estiver sendo aplicada sobre ele.

Sendo assim, segundo a proposição aristotélica, para empurrar um


caixote de madeira de um lugar a outro, o movimento prevalece somente
se uma força estiver atuando diretamente no caixote, ou seja, enquanto
ele estiver sendo empurrado. Outros cientistas também procuraram
estabelecer leis físicas que descrevessem os movimentos dos corpos,
como Galileu Galilei e Isaac Newton.

A explicação de Galileu para a Inércia

As interpretações sobre os movimentos feitas por Aristóteles


perduraram até o Renascimento(século XVII), quando Galileu, por meio
de um método baseado em experimentação, propôs ideias que
revolucionaram o que se pensava até então sobre a causa do movimento
dos corpos.

está com dúvida?


fala comigo!
estamos juntos nessa jornada, pode
falar comigo sempre que precisar:

https://m.me/guiadovestibulinho
Realizando uma série de experiências, Galileu observou que, quando um
caixote sobre o solo é empurrado, além da força para deslocar o caixote
de uma posição para outra, existem outras forças atuantes, mas estas se
opõem ao movimento do corpo.

Essas forças contrárias ao movimento ocorrem em razão da resistência


encontrada pelo corpo em contato com o ar que o circunda e do atrito
com o solo. Logo, a partir de experimentações e reflexões sobre o que
vinha sendo seu objeto de estudo, Galileu chegou à conclusão de que, se
não houvesse forças contrárias ao movimento do caixote (se fosse
possível eliminar a força de resistência do ar e a força de atrito com o
solo), ele não cessaria o movimento, ou seja, continuaria infinitamente em
movimento retilíneo e com velocidade constante após o início do
movimento.

Esse fato opunha-se ao que pensava Aristóteles, que dizia que, quando não
existisse força aplicada no objeto, consequentemente, a sua tendência
seria voltar para o estado de repouso.

A propriedade de permanecer em repouso quando em repouso e


em movimento quando se movendo é conhecida como inércia.

Inércia: a primeira lei de Newton

Também no século XVII, após estabelecido o conceito de inércia por


Galileu, Newton, em seu livro Princípios Matemáticos da Filosofia Natural,
formulou as leis básicas da mecânica, que hoje levam seu nome e são
conhecidas como as Leis de Newton. Essas leis, também conhecidas como
as leis dos movimentos, relacionam movimento e força. Concordando
com as ideias de Galileu, de que um corpo pode estar em movimento
mesmo que nenhuma força atue sobre ele, Newton tomou-as como base
para o enunciado de sua primeira lei, conhecida como Lei da Inércia.

Lei da Inércia: tendência que os corpos possuem em permanecer em


seu estado natural de repouso ou em movimento retilíneo e uniforme.

Para exemplificar, imaginem a seguinte situação: quando uma família viaja


28
em um automóvel em movimento retilíneo e uniforme em relação à Terra
e, por algum motivo, o motorista freia bruscamente, todos que estão no
carro são atirados para frente em relação ao carro. Isso ocorre em
virtude da inércia, isto é, da tendência que todos têm de manter a
velocidade constante em que o carro vinha trafegando em relação à Terra.

Em resumo, na ausência de forças:

Um corpo ou objeto parado, em razão de sua inércia, tende a permanecer


em repouso;

Uma vez iniciado o movimento, a tendência do corpo é permanecer em


movimento retilíneo e uniforme.

29
SEGUNDA LEI DE NEWTON
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De acordo com a Segunda Lei de Newton:

A força resultante que atua sobre um corpo é proporcional ao


produto da massa pela aceleração por ele adquirida.

Essa relação pode ser descrita com a equação:

Fr = m . a

sendo:
Fr – Força resultante;
m – massa;
a – aceleração.

De acordo com essa Lei, para que se mude o estado de


movimento de um objeto, é necessário exercer uma força sobre
ele que dependerá da massa que ele possui. A aceleração, que é
definida como a variação da velocidade pelo tempo, terá o mesmo
sentido da força aplicada, conforme mostra a figura abaixo:

Ao aplicar uma força sobre um objeto, imprimimos sobre ele uma


aceleração que será dependente de sua massa.

30
Podemos ver a partir da figura que, ao aplicar uma força de 2N sobre
um objeto, ele adquirirá uma aceleração maior quando a massa for 0,5 kg
e uma aceleração menor quando a massa for 4 kg. Isso significa que,
quanto maior a massa de um corpo, maior deve ser a força aplicada para
que se altere seu estado de movimento.

Sendo a inércia definida como a resistência de um corpo para alterar seu


estado de movimento, podemos dizer que a Segunda lei de Newton
também define a massa como a medida da inércia de um corpo.

A força é uma grandeza vetorial, pois é caracterizada por módulo,


direção e sentido. A unidade no Sistema Internacional para força é o
Newton (N), que representa kg m/s2.

A Segunda Lei de Newton também é chamada de Princípio


Fundamental da Dinâmica, uma vez que é a partir dela que se define
a força como uma grandeza necessária para se vencer a inércia de um
corpo.

Força Peso

A partir da Segunda Lei de Newton, também chegamos à outra


importante definição na Física: o Peso.

A Força Peso corresponde à atração exercida por um planeta sobre um


corpo em sua superfície. Ela é calculada com a equação:

P = m .g

*g é a aceleração da gravidade local.

Apesar de a massa de um corpo ser fixa, não é o que ocorre com o


peso. Veja um exemplo:

Um corpo de massa 20 kg no planeta Terra, onde a aceleração da


gravidade é 9,8 m/s2, possui o seguinte peso:
P = 20. 9,8
P = 196 N 31
O mesmo corpo em Marte, onde g = 3,711 m/s2, possui o peso:
P = 20.3,711
P = 74,22 N

Vemos que o peso no planeta Marte é bem menor que na Terra, pois a
gravidade em Marte é menor. Isso ocorre porque a gravidade de um
determinado local depende da massa do corpo. Como a massa de Marte
é menor que a da Terra, ele também terá gravidade menor.

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TERCEIRA LEI DE NEWTON
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A Terceira lei de Newton descreve o resultado da interação entre duas
forças. Ela pode ser enunciada da seguinte maneira:

Para toda ação (força) sobre um objeto, em resposta à


interação com outro objeto, existirá uma reação (força) de
mesmo valor e direção, mas com sentido oposto.

A partir desse enunciado, podemos entender que as forças sempre


atuam em pares. Nunca existirá ação sem reação, de modo que a
resultante entre essas forças não pode ser nula, pois elas atuam em
corpos diferentes.

Imagine a situação em que alguém leva uma bolada no rosto. A ação seria
a força feita pela bola sobre o rosto da pessoa, e a reação seria a força
feita pelo rosto sobre a bola. Mesmo que a aplicação da força de reação
seja involuntária, ela sempre acontece. As duas forças possuem
exatamente o mesmo valor, mas são aplicadas em sentidos opostos. Na
imagem abaixo, FBR é a força da bola sobre o rosto, e FRB é a força do
rosto sobre a bola.

33
O caso do lançamento de foguetes

Outro exemplo de aplicação da terceira lei de Newton é o caso do


lançamento de foguetes. No momento em que ocorre a queima dos
combustíveis na base do foguete, uma enorme quantidade de energia é
liberada. Assim sendo, uma enorme força é feita contra o chão e, em
reação a essa força aplicada ao chão, o foguete é impulsionado para cima.

O Peso e a Normal

Ao colocar um corpo sobre uma superfície, a força peso força a


superfície de modo que ela responde com uma força vertical e para cima
a fim de suportar o peso do objeto. O nome dessa força é Normal.

34
NOÇÕES DE ASTRONOMIA
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A Astronomia é estudada há milhares de anos, por isso é uma das mais
antigas ciências. Povos como os maias e os astecas por exemplo tiveram
grande destaque no estudo da astronomia.

Considerada uma ciência natural, a astronomia estuda os diversos


fenômenos que acontecem no espaço, assim como corpos celestes que lá
existem, como os planetas, cometas, estrelas, entre outros.

Universo
Sem sobra de dúvidas é um dos locais mais misteriosos e desconhecido
para o ser humano, uma vez que nosso conhecimento ainda é muito
pequeno sobre ele, por isso ainda é muito difícil encontrar uma definição
para o universo, visto que muitos pesquisadores e cientistas acreditam
que ele seja infinito e sem limites, já outros, inclusive Einstein, dizia que o
Universo seria finito, porém sem uma fronteira definida. O que se tem
certeza a respeito do espaço, é que nele estão localizados todos os
astros.

Astros luminosos e iluminados


Como o universo é a “casa” dos astros, estes são divididos em dois tipos:

– Astros luminosos: São os que possuem luz própria, as estrelas são


exemplos de astros luminosos, o Sol sendo uma estrela é um Astro
luminoso;

– Astros iluminados: Ao contrário dos luminosos, os astros iluminados


não possuem luz, própria, como por exemplos os planetas, e satélites
naturais como a lua.

Cometa é um astro luminoso ou iluminado? Essa é uma dúvida que


muitas pessoas possuem quando estão estudando o assunto, uma vez que
quando observamos a passagem de algum cometa próximo a Terra,
vemos a sua calda brilhante.
35
Os cometas são astro iluminados, pois não possuem luz própria, e brilho
que vemos quando algum passa próximo ao nosso planeta na verdade são
partículas sólidas que acabam se desprendendo e refletem a luz solar.

Já a sua calda, é formada pelo derretimento e vaporização do gelo


existente em seu corpo.

Galáxias
De forma bastante resumida as galáxias são agrupamentos de astros
(estrelas, planetas, etc), além de gás e poeira.

Elas são categorizadas em galáxias elípticas, galáxias espirais e irregulares,


recebem essa classificação devido a sua forma, as elípticas tem a forma de
uma elipse, as aspirais possuem forma de disco, enquanto as irregulares
não possuem nenhum desses dois formatos.

A galáxia onde o planeta Terra e todo o sistema solar esta é a Via-Láctea,


ela é um tipo de galáxia espiral.

Nebulosas
São formadas pela concentração de poeira, plasma e hidrogênio, são
categorizadas em nebulosas de emissão(são compostas por gases com
alta temperatura), reflexão(compostas por nuvens de poeira que
simplesmente refletem a luz das estrelas), escura(compostas de gases e
poeira, refletem muito pouca luz) e planetária(são chamadas assim por
serem semelhantes a um planeta).

Estrelas
Como já comentado anteriormente, as estrelas são astro luminosos que
possuem luz própria, são gasosos e possui alta temperatura, sendo que a
sua energia vem através da fusão nuclear de átomos de hidrogênio.

Classificação estelar: As estrelas são classificadas pelo seu tamanho, brilho


e cor.

Sendo o que o brilho é um dos critérios mais adotados para classificação


estelar, no qual as estrelas são classificadas através de sua grandeza, que
pode variar de 1° até 21 ° grandeza.
36
O Sol por exemplo é uma estrela de 5° grandeza, e é só mais uma estrela
como as outras que vemos à noite, existindo, portanto, estrelas menores
e maiores também. As figuras a seguir dão uma ideia dos tamanhos de
algumas estrelas, incluindo o Sol. A maioria dessas estrelas podem ser
observadas no céu a olho nu.

Sistema Solar
O Sistema Solar é constituído pelo Sol e pelo conjunto dos corpos
celestes localizados no mesmo campo gravitacional. Fazem parte do
Sistema Solar os planetas, planetas anões, asteroides, cometas e os
meteoroides (meteoritos).

Existem inúmeras teorias que tentam explicar como o Sistema Solar foi
formado, entretanto a mais aceita é a da Teoria Nebular ou Hipótese
Nebular onde diz que a formação do sistema se deu através de uma
grande nuvem formada por gases e poeira cósmica que em algum
momento começou a se contrair acumulando matéria e energia dando
assim origem ao Sol.

Os planetas realizam sua órbita em torno do sol de forma elíptica cada


qual com suas próprias características como, por exemplo, massa,
tamanho, gravidade e densidade. Os planetas que estão mais próximos do
sol possuem composição sólida enquanto os planetas menos próximos
possuem composição gasosa. 37
Entre os outros corpos celestes, os asteroides são menores que os
planetas e são compostos por minerais não-voláteis. Os cometas são
compostos por gelos voláteis que se estendem pelo núcleo, cabeleira e
cauda. Meteoroides são compostos por minúsculas partículas que ao
chegar ao solo, caso isso ocorra, recebe o nome de meteorito.

Planetas do Sistema Solar

Oito planetas orbitam em torno do Sol: Mercúrio,Vênus, Terra, Marte,


Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Podemos classificar os planetas como
sólidos ou gasosos, ou, mais especificamente, de acordo com suas
características físico-químicas, como os planetas mais próximos do Sol
sendo sólidos e densos, mas de insignificante massa; e os planetas mais
distantes sendo gasosos massivos de baixa densidade.

Desde a sua descoberta em 1930 até 2006 Plutão foi considerado como
o nono planeta do Sistema Solar. Porém em 2006, a União Astronômica
Internacional criou a classificação de planeta anão. Atualmente, o Sistema
Solar possui cinco planetas anões: Plutão, Eris, Haumea, Makemake, e
Ceres. Todos estão depois de Netuno, com exceção de Ceres, localizado
no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter.

As massas de todos estes objetos constituem em conjunto apenas uma


pequena porção da massa total do Sistema Solar (0,14%), com o Sol
concentrando a maior parte da massa total do Sistema Solar (99,86%). O
espaço entre corpos celestes dentro do Sistema Solar não é vazio, sendo
preenchido por plasma proveniente do vento solar, bem como poeira, gás
e partículas elementares, que constituem o meio interplanetário.

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MÉTODO CIENTÍFICO
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O método científico pode ser definido como um conjunto de
procedimentos por meio dos quais um cientista consegue propor um
conjunto de explicações para fenômenos, constituição e formação de
materiais etc. De forma geral, o método científico pode apresentar as
seguintes etapas:

1º - Observação
É a etapa em que o pesquisador observa uma determinada matéria ou
fenômeno.

2º - Elaboração do problema (fase do questionamento)


Nessa etapa, o cientista ou pesquisador elabora perguntas sobre o
fenômeno ou material analisado, tais como:
- Por que esse fenômeno ocorre?
- Como esse fenômeno ocorre?
- Quais são os fatores que originaram esse fenômeno?
- Qual é a composição do material?
- Que substâncias formam esse material?
- Qual é a importância desse material?

3º - Hipóteses
É a etapa em que o pesquisador responde às perguntas feitas na etapa
anterior. Essas respostas podem ser pautadas em seu conhecimento
prévio sobre materiais ou fenômenos semelhantes.

A elaboração das hipóteses deve ser feita com muita cautela porque é
por meio delas que a fase da experimentação será realizada, ou seja, elas
serão o ponto de partida da experimentação.

4º - Experimentação
Nessa etapa, experimentos e pesquisas bibliográficas são realizados com
base nas hipóteses levantadas. O objetivo é encontrar a resposta para
39
cada um dos questionamentos que foram elaborados.
Cada cientista desenvolve essa etapa de acordo com os conhecimentos
que possui e as práticas que são necessárias para o esclarecimento de
cada hipótese.

5º - Análise dos resultados


Após a fase da experimentação, o pesquisador analisa cada um dos
resultados para verificar se eles são suficientes para explicar cada um dos
problemas levantados e também se estão de acordo com as hipóteses.

Caso os resultados não sejam satisfatórios, novas hipóteses podem ser


levantadas para que novas experimentações ocorram. Se os resultados da
experimentação forem satisfatórios, o cientista parte para a etapa da
conclusão.

6º - Conclusão
A conclusão é a etapa em que o cientista verifica se os experimentos e
pesquisas realizados respondem aos questionamentos levantados e
permitem que ele faça afirmações acerca dos fenômenos ou materiais
analisados.

Todas as afirmações realizadas após a utilização do método científico são


chamadas de teorias. Quando diferentes hipóteses e experimentações são
realizadas e o resultado é sempre o mesmo, passamos a ter uma lei.

Finalizando:
O método científico não necessariamente deve apresentar as etapas
descritas anteriormente. Um cientista possui toda liberdade de lidar com
o método científico da forma que lhe convém

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ESTADOS FÍSICOS
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A matéria é composta por pequenas partículas e, de acordo com o maior
ou menor grau de agregação entre elas, pode ser encontrada em três
estados: sólido, líquido e gasoso.

O volume, a densidade e a forma de um composto podem variar com a


temperatura, sendo assim, os compostos apresentam características de
acordo com o estado físico em que se encontram, veja as características
de cada um:

Estado Sólido: as moléculas da matéria se encontram muito próximas,


sendo assim possuem forma fixa, volume fixo e não sofrem compressão.
Por exemplo: em um cubo de gelo as moléculas estão muito próximas e
não se deslocam.

Estado Líquido: as moléculas estão mais afastadas do que no estado


sólido e os elementos que se encontram nesse estado possuem forma
variada, mas volume constante. Além dessas características, possui
facilidade de escoamento e adquirem a forma do recipiente que os
contém.

Estado Gasoso: a movimentação das moléculas nesse estado é bem


maior que no estado líquido ou sólido. Se variarmos a pressão exercida
sobre um gás podemos aumentar ou diminuir o volume dele, sendo
assim, pode-se dizer que sofre compressão e expansão facilmente. Os
elementos gasosos tomam a forma do recipiente que os contém.

Mudanças de estado físico

Assim, quando uma substância muda de estado físico sofre alterações nas
suas características microscópicas (arranjo das partículas) e
macroscópicas (volume, forma), porém a composição continua a
mesma.
41
A pressão e a temperatura, que são as variáveis de estado, influenciam no
estado físico em que uma substância se encontra e ao receber ou perder
certa quantidade de calor ela pode sofrer uma mudança/transição desse
estado. A figura mostra o nome que se dá às transições de fase:

Fusão: passagem da fase sólida para a líquida. Exemplo: o gelo


derretendo e se transformando em água líquida.

Vaporização: passagem da fase líquida para a gasosa. Exemplo: a água


fervendo e se transformando em vapor de água, como a vaporização dos
rios, lagos e mares.

Solidificação: passagem da fase líquida para a sólida. Exemplo: água


líquida colocada no congelador para formar gelo.

Condensação: passagem da fase gasosa para a líquida. Exemplo: o vapor


da água se transformando em gotículas de água quando sua temperatura
fica abaixo de 100 ºC.

Sublimação: passagem que se dá de forma direta, da fase sólida para a


gasosa ou da fase gasosa para a sólida; como acontece com a naftalina,
por exemplo.

Observação: a condensação também pode ser chamada de liquefação.

Como dito acima, tanto a pressão quanto a temperatura influenciam no


estado físico que se encontra determinada substância. A água, por
exemplo, em condições normais de pressão, 1 atm, está na fase sólida a
temperaturas abaixo de 0 ºC; na fase líquida em temperaturas entre 0 ºC
42
e 100 ºC e no estado gasoso para temperaturas acima de 100 ºC.
PESO E DENSIDADE
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A densidade é uma propriedade específica de cada material que serve
para identificar uma substância. Essa grandeza pode ser enunciada da
seguinte forma:

A densidade (ou massa específica) é a relação entre a massa (m)


e o volume (v) de determinado material (sólido, líquido ou
gasoso).

Matematicamente, a expressão usada para calcular a densidade é dada


por:

Unidades de medida para a densidade

A unidade de medida da densidade, no Sistema Internacional de Unidades,


é o quilograma por metro cúbico (kg/m3), embora as unidades mais
utilizadas sejam o grama por centímetro cúbico (g/cm3) ou o grama por
mililitro (g/mL).

Para gases, ela costuma ser expressa em gramas por litro (g/L).
Interpretação da expressão matemática da densidade

Conforme se observa na expressão matemática da densidade, ela é


inversamente proporcional ao volume. Isso significa que, quanto menor o
volume ocupado por determinada massa, maior será a densidade.

Para entendermos como isso ocorreu na prática, pense, por exemplo, na


seguinte questão: o que pesa mais, 1 kg de chumbo ou 1 kg de
algodão?
43
Na realidade, eles possuem a mesma massa, ou seja, o “peso” deles é o
mesmo. A diferença entre 1 kg de chumbo e 1 kg de algodão consiste na
densidade, pois 1 kg de chumbo concentra-se em um volume muito
menor que 1 kg de algodão. A densidade do algodão é pequena porque
sua massa espalha-se em um grande volume.

Desse modo, vemos que a densidade de cada material depende do


volume por ele ocupado. E o volume é uma grandeza física que varia com
a temperatura e a pressão. Isso significa que, consequentemente, a
densidade também dependerá da temperatura e da pressão do material.

Um exemplo que nos mostra isso é a água. Quando a água está sob a
temperatura de aproximadamente 4ºC e sob pressão ao nível do mar,
que é igual a 1,0 atm, a sua densidade é igual a 1,0 g/cm3. No entanto, no
estado sólido, isto é, em temperaturas abaixo de 0ºC, ao nível do mar, a
sua densidade mudará – ela diminuirá para 0,92 g/cm3.

Note que a densidade da água no estado sólido é menor que no estado


líquido. Isso explica o fato de o gelo flutuar na água, pois outra
consequência importante da densidade dos materiais é que o material
mais denso afunda e o menos denso flutua.

Para compararmos essa questão, veja a figura abaixo, na qual temos um


copo com água e gelo e outro copo com uma bebida alcoólica e gelo:

Observe que o gelo flutua quando colocado na água e afunda quando


44
colocado em bebidas alcoólicas. A densidade é a grandeza que explica
esse fato.
Conforme já dito, a densidade do gelo (0,92 g/cm3) é menor que a da
água (1,0 g/cm3); já a densidade do álcool é de 0,79 g/cm3, o que significa
que é menor que a densidade do gelo, por isso, o gelo afunda.

Densidades de alguns materiais

A seguir temos as densidades de algumas substâncias do nosso cotidiano:

Leite integral...........................1,03 g/cm3


Alumínio ................................ 2,70 g/cm3
Diamante .................................3,5 g/cm3
Chumbo...................................11,3 g/cm3
Mercúrio .................................13,6 g/cm3

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TEMPERATURA E CALOR
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Temperatura e calor são conceitos fundamentais da Termologia, que é a
área da Física que estuda os fenômenos associados ao calor, como a
temperatura, dilatação, propagação de calor, comportamento dos gases,
entre outros. Muitas vezes, esses dois conceitos são utilizados como
sinônimos, porém, apesar de estarem associados, são aspectos distintos.

Temperatura

A temperatura é uma grandeza física utilizada para medir o grau de


agitação ou a energia cinética das moléculas de uma determinada
quantidade de matéria. Quanto mais agitadas essas moléculas estiverem,
maior será sua temperatura.
O aparelho utilizado para fazer medidas de temperatura é o termômetro,
que pode ser encontrado em três escalas: Celsius, Kelvin e Fahrenheit.

A menor temperatura a que os corpos podem chegar é chamada de


Zero Absoluto, que corresponde a um ponto em que a agitação
molecular é zero, ou seja, as moléculas ficam completamente em
repouso. Essa temperatura foi definida no século XIX pelo cientista
inglês Willian Thompson, mais conhecido como Lord Kelvin. O zero
absoluto tem os seguintes valores: 0K – escala Kelvin e -273,15 ºC – na
escala Celsius.

Calor

O calor, que também pode ser chamado de energia térmica, corresponde


à energia em trânsito que se transfere de um corpo para outro em razão
da diferença de temperatura. Essa transferência ocorre sempre do corpo
de maior temperatura para o de menor temperatura até que atinjam o
equilíbrio térmico.

É muito comum ouvirmos algumas expressões cotidianas associando


46
calor a altas temperaturas. Em um dia quente, por exemplo, usa-se a
expressão “Hoje está calor!”. Porém, corpos com baixas temperaturas
também possuem calor, só que em menor quantidade. Isso quer dizer
apenas que a agitação das moléculas é menor em corpos “frios”.
A unidade de medida mais utilizada para o calor é a caloria (cal), mas a
sua unidade no Sistema Internacional é o Joule (J). A caloria é definida
como a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de 1g
de água em 1ºC.

A relação entre a caloria e o Joule é dada por: 1 cal = 4,186 J

47
PROPRIEDADES DA MATÉRIA
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Matéria é tudo aquilo que ocupa lugar no espaço e possui massa. Porém,
cada matéria pode apresentar uma ou mais características (propriedades
da matéria) que são diferentes de outra matéria, como também pode
apresentar características semelhantes.

Quando misturamos óleo na água, ambos no estado líquido, percebemos


rapidamente que um não se dissolve no outro e posiciona-se de forma
diferente no recipiente.

Essa simples mistura é suficiente para visualizarmos diversas


propriedades da matéria, como a solubilidade (por não se dissolverem) e
a densidade (por se posicionarem de forma diferente).

De uma forma geral, as propriedades da matéria estão divididas em dois


grupos, as gerais e as específicas, todas exploradas a seguir:

Propriedades gerais da matéria

São as características que toda matéria apresenta, independentemente do


seu estado físico (sólido, líquido ou gasoso).

Inércia
Uma matéria sempre apresenta a tendência de manter o seu estado, seja
48
de repouso, seja de movimento, a não ser que uma força externa
influencie.

Massa
Fisicamente, massa é uma grandeza que indica a medida da inércia ou da
resistência de um corpo de ter seu movimento acelerado. Porém,
podemos, de uma forma geral, associar a massa à quantidade de partículas
existentes em uma matéria.

Volume
É o espaço que uma matéria ocupa independentemente do seu estado
físico.

Impenetrabilidade
Duas matérias não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Para enchermos uma garrafa com água, por exemplo, o ar tem que sair
dela.

Compressibilidade
É a característica que a matéria apresenta de diminuir o espaço que
estava ocupando quando submetida a uma força externa. Isso pode ser
visto quando tampamos a ponta de uma seringa e empurramos o gás em
seu interior com o êmbolo.

Elasticidade
É a característica que uma matéria tem de voltar à sua forma original
quando uma força externa a estica ou comprime.

Divisibilidade
É a capacidade que a matéria possui de ser dividida inúmeras vezes sem
deixar de ser o que ela é, isto é, não há modificação de sua composição
química.

Propriedades específicas da matéria

São características próprias de cada matéria, ou seja, se uma matéria


apresenta, não quer dizer que outra também apresentará a mesma
característica.
49
Propriedades químicas
É a característica que uma matéria apresenta de se transformar em outra,
em um processo denominado de fenômeno químico. Muitas vezes um
fenômeno químico só ocorre quando a matéria é submetida a
determinadas condições (temperatura, catalisadores, eletrólise etc.).

Uma matéria só se transforma em outra quando apresentam uma


característica química em comum, principalmente átomos de elementos
químicos em comum. Se queremos produzir iogurte, é preciso utilizar
leite, e não suco de uva, por exemplo.

Outro exemplo clássico de fenômeno químico é a formação da água.


Nesse processo, submetemos os gases oxigênio (O2) e hidrogênio (H2) a
altas pressões e temperaturas, sendo o resultado a produção de uma
substância completamente diferente, a água.

Isso não é possível quando reagimos os gases cloro (Cl2) e hidrogênio


(H2). Nesse caso, o resultado é a formação de ácido clorídrico (Hcl).

Propriedades físicas
São características da matéria determinadas de forma experimental.

Solubilidade (S)
É a característica que uma determinada matéria apresenta de dissolver
outra. A água, por exemplo, tem a capacidade de dissolver o cloreto de
sódio (sal de cozinha).Vale ressaltar que a quantidade de soluto, solvente
e a temperatura são fatores que influenciam a solubilidade.

Um exemplo da influência da temperatura, quantidade de soluto e


solvente está descrito na tabela a seguir:

Na tabela, podemos observar que, se tivermos 100 mL de água, a 10oC,


50
dissolveremos 190,5 g de sacarose. Agora, se essa mesma quantidade de
água estiver a 50 oC, a quantidade de sacarose que poderá ser dissolvida
é de 260,4 g.

Densidade (d)
É a relação entre a massa (m) da matéria e o espaço (volume) que ela
ocupa. Ela é calculada por meio da seguinte expressão:

d=m
V

Ponto de fusão (PF)


É a temperatura que indica quando uma matéria deixa de ser sólida e
passa a ser totalmente líquida. O ferro, por exemplo, deixa de ser sólido e
passa a ser líquido a 1535 oC.

Ponto de ebulição (PE)


É a temperatura que indica quando uma matéria deixa de ser líquida e
passa a ser totalmente gasosa. O metal mercúrio, por exemplo, deixa de
ser líquido e passa a ser gasoso a 356,9 oC.

Tenacidade
É a capacidade que uma matéria tem de resistir ao impacto com outra
matéria. Quando uma pedra é arremessada no vidro, este se quebra, ou
seja, a pedra é mais tenaz que o vidro.

Dureza
É a capacidade que uma matéria apresenta de riscar outra. Um exemplo é
quando uma pedra arranha o vidro de uma janela, ou seja, a pedra é mais
dura que o vidro.

Propriedades organolépticas

É a característica que a matéria apresenta de estimular pelo menos um


dos cinco sentidos.Veja alguns exemplos:

Paladar: quando ingerimos cloreto de sódio, sentimos o sabor salgado;

51
Audição: o som produzido pelo bife sendo frito em uma panela;
Tato: quando passamos uma toalha no rosto e sentimos que ela é áspera;

Visão: luz percebida a partir da explosão de fogos de artifício;

Olfato: o aroma liberado quando descascamos uma mexerica.

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PRESSÃO ATOMOSFÉRICA
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Antes de iniciarmos o estudo sobre pressão, faça a seguinte experiência:

Pressione com o dedo a ponta de seu lápis e depois faça do mesmo


modo, mesma força, com a extremidade não apontada.Você vai perceber
que sentirá uma dorzinha ao pressionar a extremidade apontada. Mas
porque só sentimos dor quando pressionamos a extremidade apontada
se a força aplicada nas duas extremidades foi de mesma intensidade?

Para respondermos a esse questionamento devemos ter conhecimento


de um conceito físico denominado pressão, o qual relaciona a força e a
área em que essa força foi aplicada.

Define-se pressão (p) como sendo a razão entre a intensidade da força


(F), aplicada perpendicularmente a uma superfície, e a área (A) dessa
superfície:

A unidade de pressão no Sistema Internacional de Unidades, como


podemos observar se substituirmos as unidades de força (N) e área (m2)
na definição de pressão, é o newton por metro quadrado (N/m2),
também conhecida como pascal (Pa). Logo:

1 N/m2 = 1 pascal = 1 pa

Desse modo, é fácil constatar que sentimos dor ao pressionar a


extremidade do lápis apontada porque a pressão é maior sobre uma
superfície de área menor.

Outra unidade de pressão comumente usada é a pressão atmosférica


(atm).

Pressão atmosférica é a pressão que a atmosfera exerce sobre a


superfície da Terra. Essa pressão se deve ao fato de a atmosfera ser
53
composta por uma mistura de gases, sendo a maior parte formada pelos
gases oxigênio e nitrogênio. Esses gases formam o ar que sofre a ação do
campo gravitacional terrestre e assim exerce pressão em todos os
corpos na superfície da Terra.

Normalmente não se sente a pressão atmosférica porque ela se aplica


igualmente em todos os pontos do corpo, porém, seu valor varia de
acordo com as condições do tempo e a altitude.

A pressão atmosférica normal ao nível do mar é:

p = 1 atm = 1,013 x 105 pa

Outra unidade usual é o milímetro de mercúrio (mmHg), que é a pressão


que uma coluna de mercúrio de 1 mm de altura exerce sobre uma
superfície onde a gravidade g = 9,8 m/s2 e temperatura 00 C. A relação
entre mmHg e atm é a seguinte:

1 atm = 760 mmHg

Um dos primeiros a verificar a pressão exercida pela atmosfera na


superfície terrestre foi Torriceli, através de um experimento onde ele
utilizou um tubo com aproximadamente um metro de comprimento
cheio de mercúrio, dessa experiência que se originou a unidade mmHg.

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FENÔMENOS FÍSICOS
E QUÍMICOS
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Fenômeno é o nome dado a toda e qualquer transformaçãoque a matéria
(tudo aquilo que ocupa lugar no espaço e possui massa) pode sofrer,
independentemente se a sua composição foi ou não alterada.

Quando pegamos uma folha de papel e simplesmente a rasgamos,


modificamos seu formato e tamanho, mas ainda temos o papel. Porém, se
essa folha for queimada, teremos modificação na sua composição.

O exemplo do papel representa os dois tipos de fenômenos que a


matéria pode sofrer.Vamos entendê-los melhor!

Fenômenos físicos

São alterações sofridas pela matéria que não provocam nenhuma


modificação na sua composição (substâncias que formam o material),
ou seja, antes, durante e após a ocorrência de um fenômeno físico, as
substâncias que constituem a matéria serão exatamente as mesmas.

Exemplos de fenômenos físicos


Produção do suco de tomate
Produção da gasolina a partir do petróleo
Condução da corrente elétrica em um fio de cobre
Decomposição da luz solar em um prisma
Precipitação da chuva
Dissolução do chocolate em pó no leite
Sublimação do gelo seco

Sinais que caracterizam um fenômeno físico


Mudança de estado físico
Mudança no formato ou no tamanho
Solubilidade (quando uma matéria se dissolve em outra)
Condução de calor ou eletricidade
55
Fenômenos químicos

São alterações sofridas pela matéria que provocam modificação na


sua composição, ou seja, as substâncias que formam a matéria antes da
ocorrência de um fenômeno químico são diferentes das substâncias que
compõem a matéria após o fenômeno.

Exemplos de fenômenos químicos


Produção de etanol a partir da cana-de-açúcar
Produção de vinho a partir do suco de uva
Transformação do vinho em vinagre
Apodrecimento de frutas
Amadurecimento de frutas
Cozimento de ovo
Formação da ferrugem em um portão de aço
Comprimido efervescente adicionado à água

Sinais que identificam um fenômeno químico


Mudança de cor
Efervescência (desenvolvimento de bolhas em um líquido)
Liberação de energia na forma de calor ou luz
Formação de um sólido
Produção de fumaça

56
SUBSTÂNCIAS E MISTURAS
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De uma forma geral, as substâncias puras dificilmente são encontradas
isoladas na natureza, sendo encontradas na forma de misturas, isto é,
associadas às outras substâncias. Isso quer dizer que nós e quase tudo
que está a nossa volta são exemplos de misturas das mais variadas
substâncias puras.

Substâncias puras

Substâncias puras são materiais que possuem composição química e


propriedades físicas e químicas constantes, já que não se modificam em
pressão e temperatura constantes.

De uma forma geral, as substâncias puras podem ser classificadas de duas


formas:

Substâncias simples

São compostos químicos formados por átomos de um mesmo elemento


químico. Por exemplo:

H2 (Gás Hidrogênio)

As moléculas do Gás Hidrogênio são formadas por dois átomos do


elemento químico Hidrogênio, por isso, trata-se de uma substância
simples.

O3 (Gás Ozônio)

As moléculas do Gás Ozônio são formadas por três átomos do elemento


químico Oxigênio, por isso, trata-se de uma substância simples.

Existe ainda a possibilidade de átomos de um mesmo elemento químico


57
formarem substâncias simples completamente diferentes, os alótropos.
Um exemplo de alotropia é o caso do elemento químico Oxigênio, o qual
forma as substâncias gás oxigênio (O2) e gás ozônio (O3).

Substâncias compostas

São compostos químicos formados por átomos de elementos químicos


diferentes. Exemplos:

CO2 (Gás Carbônico ou Dióxido de Carbono)

As moléculas do Gás Carbônico são formadas por um átomo do


elemento carbono e dois átomos do elemento oxigênio. Como os
elementos químicos são diferentes, trata-se de uma substância composta.

KMnO4 (permanganato de potássio)

O íon-fórmula do permanganato de potássio é formado por um átomo


do elemento potássio, um átomo do elemento manganês e quatro átomos
do elemento oxigênio.

Misturas

Mistura é a união de duas ou mais substâncias diferentes


(independentemente se são simples ou compostas). Ela apresenta
características físicas (ponto de fusão, ponto de ebulição, densidade,
tenacidade etc.) diferentes e variáveis (não fixas) em comparação com as
substâncias que a compõem.

A mistura de água e cloreto de sódio, por exemplo, apresenta um ponto


de fusão totalmente diferente em relação aos pontos de fusão da água
(0oC) e do cloreto de sódio (803oC) isoladamente.

Misturas homogêneas

As misturas homogêneas apresentam apenas uma fase (um único aspecto


visual). São formadas quando um material tem a capacidade de dissolver
outro. Exemplos: 58
- água e sal;
- água e açúcar;
- gasolina e álcool;
- ar atmosférico (gás oxigênio, gás nitrogênio, gás carbônico, vapor de água
etc);
- álcool e água;
- petróleo (gasolina, querosene, óleo lubrificante etc.);
Misturas heterogêneas

As misturas heterogêneas apresentam mais de uma fase (dois ou mais


aspectos visuais). São formadas quando um material não dissolve outro.
Exemplos:
- granito;
- ferro e ferrugem;
- água com gelo;
- água com óleo;
- água e areia;
- água e gasolina.

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SEPARAÇÃO DE MISTURAS
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A natureza, os produtos que adquirimos, os materiais confeccionados pelo
ser humano, ou seja, de uma forma geral nós e tudo que nos cerca é
formado por misturas (associação de substâncias). Para utilizarmos uma
substância qualquer é fundamental realizar a separação de misturas.

Separação de misturas significa isolar um ou mais componentes


(substâncias) que formam a mistura, seja ela homogênea (que apresenta
apenas um aspecto visual, fase) ou heterogênea (que apresenta pelo
menos dois aspectos visuais, fases).

Para realizar a separação dos componentes de uma mistura é necessária a


utilização de um ou mais métodos. Abaixo, temos uma relação de diversos
métodos de separação de misturas, porém alguns mais utilizados em
misturas homogêneas, já outros em misturas heterogêneas:

OBS.: De uma forma geral a separação dos componentes de uma mistura


quase sempre necessita da utilização de mais de um método.

Para misturas heterogêneas

Catação: método de separação utilizado para separar os componentes


de uma mistura formada por sólidos de tamanhos diferentes, ou de um
sólido não dissolvido no líquido, utilizando recursos como as mãos, uma
pinça, um pegador, etc, para fazer a retirada de um sólido. Exemplo:
separar pedras dos grãos de feijão.

Levigação: método que utiliza a força da água para arrastar o


componente menos denso de uma mistura formada por sólidos de
diferentes densidades. Exemplo: separar o cascalho do ouro.

Ventilação: método que utiliza a força do vento para arrastar o


componente menos denso de uma mistura formada por sólidos de
60
diferentes densidades. Exemplo: separar a casca do grão de amendoim.
Flotação: método no qual um líquido é adicionado a uma mistura
formada por dois sólidos, os quais não se dissolvem e um deles é mais
denso, enquanto o outro é mais denso que o líquido. Em seguida uma
decantação é realizada. Exemplo: adicionar água em uma mistura formada
por areia e isopor.

Sifonação: Método no qual utilizamos mangueira, pipeta, canudo, seringa


e etc, para retirar o líquido mais denso ou o menos denso de uma
mistura formada por apenas líquidos. Exemplo: Separar os componentes
da mistura formada por água e óleo.

Filtração: método no qual um filtro de papel retem o componente


sólido de uma mistura formada por um sólido e um gás, ou um sólido não
dissolvido em um líquido. Exemplo: separar a areia da água.

Filtração a vácuo: é um método que acelera a velocidade da realização


deuma filtração. Isto ocorre porque o líquido filtrado não apresenta a
resistência do ar ao cair dentro do recipiente. Exemplo: separar areia da
água ou uma mistura pastosa.

Decantação: Método no qual o componente menos denso da mistura


(formada por um sólido não dissolvido em um líquido, ou entre dois
líquidos que não se dissolvem) é posicionado encima do componente
mais denso, devido a ação da gravidade. Exemplo: separar barro da água.

Separação com funil de bromo: é um equipamento específico com o


qual é possível separar o líquido mais denso do líquido menos denso de
uma mistura formada por líquidos imiscíveis, após a realização de uma
decantação dos mesmos. Exemplo: separar água e óleo.

Centrifugação: é um método que acelera o fenômeno da decantação,


quando a mistura é submetida a movimentos de translação em um
equipamento denominado centrífuga

Separação magnética: método no qual um ímã é utilizado para retirar


o componente metálico presente em uma mistura formada por sólidos.
61
Exemplo: separar a limalha de ferro da areia.
Dissolução fracionada: método no qual um líquido é adicionado a uma
mistura formada por dois sólidos com o objetivo de dissolver apenas um
deles. Exemplo: adicionar água em uma mistura formada por sal e areia.

Coagulação: método no qual uma substancia é adicionada a uma mistura


com o intuito de se unir à componentes sólidos que estejam em
suspensão em um líquido. Exemplo: adicionar sulfato de alumínio na água
em uma estação de tratamento de água.

Floculação: é um método que complementa a coagulação, já que nele a


mistura é agitada para favorecer a ação do coagulante.

Tamisação: método no qual utiliza-se um peneira para separar grãos


sólidos de tamanho maior presentes em uma mistura. Peneirar a farinha
de trigo.

Para misturas homogêneas

Fusão fracionada: método utilizado para separar os componentes de


uma mistura homogênea formada apenas por sólidos que apresentam
diferentes pontos de fusão. A mistura é aquecida até atingir o menor
ponto de fusão. Assim, em seguida, por filtração ou peneiração, o sólido
restante é separado do líquido. Exemplo: separação dos componentes do
ouro 18 quilates.

Solidificação fracionada: método utilizado para separar os


componentes de uma mistura formada por líquidos miscíveis que
apresentem diferentes pontos de fusão através do resfriamento da
mistura. A temperatura é diminuída até o menor ponto de fusão para que
apenas um dos componentes seja transformado em sólido. Exemplo:
separar a parafina dos resíduos do petróleo.

Evaporação: método utilizado quando não temos o objetivo de


reutilizar o líquido presente na mistura. Assim, ao evaporar o sólido é
separado. Exemplo: separação da água do sal em uma salina.

62
Destilação simples: método utilizado para separar os componentes de
uma mistura formada por um sólido dissolvido em um líquido. Nele o
líquido é vaporizado e em seguida condensado, sendo recolhido em um
outro recipiente. Exemplo: separar a mistura água e sal.

Destilação fracionada: método utilizado para separar os componentes


de uma mistura formada por dois ou mais líquidos miscíveis (que
estão dissolvidos entre si). A mistura é aquecida fazendo com que os
líquidos sejam vaporizado, porém antes de serem condensados, os
vapores são separados em uma coluna de fracionamento. Exemplo:
separar a mistura formada por água e acetona.

Destilação por arraste de vapor: método que utiliza o calor do


vapor de água sobre uma mistura para fazer um componente dela
vaporizar. Exemplo: obtenção de essências a partir de plantas.

63
TRATAMENTO DE ÁGUA
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A água oferecida à população é submetida a uma série de tratamentos
apropriados que vão reduzir a concentração de poluentes até o ponto em
que não apresentem riscos para a saúde. Cada etapa do tratamento
representa um obstáculo à transmissão de infecções.

A primeira dessas etapas é a COAGULAÇÃO, quando a água bruta


recebe, logo ao entrar na estação de tratamento, uma dosagem de sulfato
de alumínio. Este elemento faz com que as partículas de sujeira iniciem um
processo de união.

Segue-se a FLOCULAÇÃO, quando, em tanques de concreto, continua o


processo de aglutinação das impurezas, na água em movimento. As
partículas se transformam em flocos de sujeira.

A água entra em outros tanques, onde vai ocorrer a DECANTAÇÃO. As


impurezas, que se aglutinaram e formaram flocos, vão se separar da água
pela ação da gravidade, indo para o fundo dos tanques ou ficando presas
em suas paredes.

A próxima etapa é a FILTRAÇÃO, quando a água passa por grandes filtros


com camadas de seixos (pedra de rio) e de areia, com granulações
diversas e carvão antracitoso (carvão mineral). Aí ficarão retidas as
impurezas que passaram pelas fases anteriores.

A água neste ponto já é potável, mas para maior proteção contra o risco
de infecções de origem hídrica, é feito o processo de DESINFECÇÃO. É a
cloração, para eliminar germes nocivos à saúde e garantir a qualidade da
água até a torneira do consumidor. Nesse processo pode ser usado o
hipoclorito de sódio, cloro gasoso ou dióxido de cloro.

O passo seguinte é a FLUORETAÇÃO, quando será adicionado


fluossilicato de sódio ou ácido fluorssilícico em dosagens adequadas. A
64
função disso é previnir e reduzir a incidência de cárie dentária,
especialmente nos consumidores de zero a 14 anos de idade, período de
formação dos dentes.

A última ação nesse processo de tratamento da água é a CORREÇÃO de


pH, quando é adicionado cal hidratado ou barrilha leve (carbonato de
sódio) para uma neutralização adequada à proteção da tubulação da rede
e da residência dos usuários.

Entre a entrada da água bruta na ETA e sua saída, já potável, decorrem


cerca de 30 minutos.

TRATAMENTO DE ESGOTO

O tratamento dos esgotos domésticos tem como objetivo,


principalmente: remover o material sólido; reduzir a demanda bioquímica
de oxigênio; exterminar micro-organismos patogênicos; reduzir as
substâncias químicas indesejáveis.

As diversas unidades da estação convencional podem ser agrupadas em


função das eficiências dos tratamentos que proporciona. Assim temos:

Tratamento preliminar: gradeamento, remoção de gorduras e


remoção de areia.

Tratamento primário: tratamento preliminar, decantação, digestão do


lodo e secagem do lodo.

Tratamento secundário: tratamento primário, tratamento biológico,


decantação secundária e desinfecção.

DOENÇAS CAUSADAS POR ÁGUA CONTAMINADA

Doenças Causadas por Parasitas


Amebíase: O contágio se dá através de água contaminada com cistos
provenientes de fezes humanas.

Esquistossomose: O contágio se dá através do contato direto com


65
água onde há larvas provenientes de caramujos contaminados.
Ascaridíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o
parasita Áscaris Lumbricoides.

Giardíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita


Giárdia Lamblya.

Doenças Causadas por Vírus

Hepatite Viral tipo A e Poliomielite: O contágio se dá ao contato


(consumo ou banho) com água contendo urina ou fezes humanas.

Doenças causadas por Bactérias

Meningoencefalite: O contágio se dá pelo contato (consumo ou


banho) com àguas contaminadas.

Cólera: O contágio se dá com o consumo de água contaminada por


fezes ou vômito de algum indivíduo contaminado.

Leptospirose: A água contaminada por urina de ratos é a principal causa


da doença, cuja incidência aumenta com chuvas fortes e enchentes.
Apresenta maior perigo em águas próximas a depósitos de lixo e em
áreas sem esgotamento sanitário.

Febre Tifoide: O contágio se dá pela ingestão de água ou alimentos


contaminados (a contaminação de alimentos ocorre ao se lavar alimentos
com água contaminada).

Gastroenterites: a ingestão de água ou alimentos contaminados por


fezes causam muita variedade de distúrbios gástricos, geralmente
associados a fortes diarreias.

Desinteria Bacilar: Uma série de bactérias causam, através da ingestão


de água sem tratamento, severas formas de diarreias, formando um
quadro de febre, dores e mal-estar geral.

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ELEMENTOS QUÍMICOS
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Os elementos químicos são os constituintes básicos de todas as
substâncias. Em nível microscópico, pode-se realizar a seguinte definição:

“Um elemento químico é o conjunto de átomos que possuem o


mesmo número atômico.”

O número atômico, simbolizado pela letra “Z”, é, na verdade, a


quantidade de prótons que o átomo possui em seu núcleo. Assim, cada
elemento é diferenciado pela quantidade de prótons que seus átomos
possuem. Por exemplo, o conjunto formado por átomos que possuem
número atômico igual a 1 forma o elemento químico conhecido como
hidrogênio. Já o elemento oxigênio é formado por átomos de número
atômico igual a 8.

Assim, um átomo isolado também representa um elemento químico,


porque ele forma um conjunto unitário de átomo.

Atualmente são reconhecidos oficialmente cerca de 115 elementos


químicos, com propriedades bastante diferentes uns dos outros e outros
que se assemelham. Por isso, os elementos foram organizados em ordem
crescente de número atômico, formando um conjunto que é conhecido
como Tabela Periódica.

Nessa tabela, aparece os nomes e os símbolos de cada elemento químico,


bem como o seu número atômico na parte de cima, e na parte inferior a
massa atômica.

A Tabela Periódica segue uma ordem crescente de números atômicos.


Fora da tabela periódica, a IUPAC (União Internacional de Química Pura
e Aplicada) determina que os elementos químicos devem ser
representados escrevendo-se o símbolo no centro, o número atômico
(Z) na parte inferior esquerda e o número de massa (A – soma dos
67
prótons e dos nêutrons no núcleo atômico) na parte superior esquerda:
Tais elementos químicos unem-se, realizando ligações químicas e
formando as mais variadas substâncias. Assim, em nível macroscópico, os
elementos foram sendo descobertos por meio da decomposição das
substâncias químicas. Elas eram decompostas cada vez mais até que não
fosse mais possível decompô-las.

Desse modo, sabia-se que se tinha chegado aos elementos químicos que
a compunham.

Por exemplo, ao se passar uma corrente elétrica sobre a água (eletrólise),


ela decompõe-se em duas substâncias simples, o hidrogênio e o oxigênio.
Estes, por sua vez, não podem ser decompostos, pois eles são formados
por um só tipo de elemento químico cada um.

Assim, descobriu-se que a água não era um elemento químico, mas o que
era composta de hidrogênio e oxigênio.

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Fonte: https://www.tabelaperiodica.org/tabela-periodica-atualizada-2016-versoes-para-impressao/
NOÇÕES DE ÍONS
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Para um átomo ser eletricamente neutro ele precisa ter a mesma
quantidade de prótons e elétrons, mas como nem sempre isso ocorre,
surge então os compostos denominados de íons. Íons são átomos que
perderam ou ganharam elétrons em razão de reações, eles se classificam
em ânions e cátions:

Ânion: átomo que recebe elétrons e fica carregado negativamente.


-3 - -1 -2
Exemplos: N , Cl , F , O .

Cátion: átomo que perde elétrons e adquire carga positiva. Exemplos:


Al+3, Na+, Mg+2, Pb+4.

Quando ocorrem ligações entre íons positivos e negativos denominamos


de Ligações Iônicas. Um exemplo prático de ligação iônica é a que
ocorre na formação de Cloreto de sódio, o nosso sal de cozinha cuja
fórmula é NaCl, veja a reação:

Na+ + Cl- = NaCl

Só para relembrar:

Ânions – íons negativos;


Cátions – íons positivos.

Vamos então resolver alguns problemas que envolvem íons e prótons:

Primeiro é preciso destacar que ÂNIONS possuem número de elétrons


maior que o número de prótons, e CÁTIONS o contrário: o número de
elétrons é menor que o número de prótons.
- -3
P + 3e = 15P
15

Átomo neutro recebe 3 elétrons


70
Observe que o átomo de fósforo (P) possuía Z = 15 (número atômico),
mas ele ganhou 3 elétrons e então passou a se apresentar como um
ânion.
+2 -
12Mg = 12Mg + 2e

Átomo neutro perde 2 elétrons

O átomo de Magnésio (Mg) possuía Z = 12 (número atômico), como ele


perdeu 2 elétrons passou a ser um cátion.
+2
A espécie química Mg é chamada cátion bivalente ou íon bivalente
positivo. Outro exemplo deste tipo de nomenclatura é o F-, denominado
de ânion monovalente ou íon monovalente negativo.

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GRANDEZAS E MEDIDAS
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Tipos de Grandezas Físicas

Vetoriais: Para sua perfeita caracterização, esse tipo de grandeza


necessita, além do valor numérico, que mostra a intensidade, de uma
representação espacial que determine a direção e o sentido. Aceleração,
velocidade e força são exemplos de grandezas vetoriais.

Escalares: Grandeza escalar é aquela que precisa somente de um valor


numérico e uma unidade para determinar uma grandeza física, um
exemplo é a nossa massa corporal. Grandezas como massa, comprimento
e tempo são exemplos de grandezas escalares.

Grandezas e Unidades

As medidas podem ser expressas em várias unidades, porém, a fim de


padronizar essas medidas, foram criados alguns sistemas de unidades.

O Sistema Internacional de Unidades (SI), destacado em vermelho,


é o mais utilizado.

72
Grandezas Fundamentais no sistema nacional de Unidades (SI)

Grandezas físicas podem ser comparadas apenas quando expressas com a


mesma unidade. Caso contrário, uma conversão de unidades é necessária.

Não podemos realizar operações do tipo:

Prefixo para Valores de Grandezas

Os prefixos podem ser utilizados com quaisquer unidades, eles são


fatores que multiplicam estas unidades e em muitos casos, torna a escrita
mais simples.

73
CONVERSÕES DE UNIDADES
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As unidades podem ser convertidas, de acordo com a sua respectiva
grandeza. Nas próximas subseções serão expostos os quadros de
conversão para as grandezas mais utilizadas.

Convertendo o unidades de comprimento

No SI, a medida padrão para o comprimento é o metro. Porém, como se


pode observar na figura, existem outras unidades. Para realizar a
conversão dessas unidades, segue-se uma regra bem simples, que envolve
multiplicação ou divisão por dezenas.

De acordo com a figura, tem-que que, para transformar metros em


3
quilômetros, divide-se o valor por mil (10 ), basicamente, pode-se
afirmar que o número de casas andadas é igual ao número de zeros do
denominador. De forma semelhante, para transformar metros em
milímetros, multiplica-se o valor em metros por mil (103).

Convertendo unidades de área

74
No SI, a medida padrão para a área é o metro quadrado. Porém, como se
pode observar na figura, existem outras unidades para expressarmos
essa grandeza. Para realizar a conversão dessas unidades, segue-se uma
regra bem simples, que envolve multiplicação ou divisão por dezenas.

De acordo com a figura, tem-que que, para transformar metros


quadrado em quilômetros quadrados, divide-se o valor por um
milhão (106). De forma semelhante, para transformar metros
quadrados em milímetros quadrados, multiplica-se o valor em
metros quadrados por um milhão (106).

Convertendo unidade de volume

No SI, a medida padrão para o volume é o metro cúbico. Porém,


observa-se na Figura que existem outras unidades para expressarmos
essa grandeza. Para realizar a conversão dessas unidades, segue-se uma
regra bem simples, que envolve multiplicação ou divisão por dezenas.

De acordo com a figura, tem-que que, para transformar metros


cúbicos em quilômetros cúbicos, divide-se o valor por um bilhão
9
(10 ). De forma semelhante, para transformar metros cúbicos em
milímetros cúbicos, multiplica-se o valor em metros cúbicos por um
9
bilhão (10 ).

Convertendo unidades de tempo

No SI, a medida padrão para o tempo é o segundo. Porém, observa-se na


figura que existem outras unidades para expressarmos essa grandeza.
75
Para realizar a conversão dessas unidades, segue-se uma regra bem
simples, que envolve operações de multiplicação ou divisão.

De acordo com a Figura, tem-que que, para transformar segundos em


minutos, divide-se o valor por sessenta, basicamente, pode-se afirmar
que um minuto equivale a sessenta segundos. De forma semelhante, para
transformar horas em minutos, multiplica-se o valor em horas por
sessenta. Desse modo, tem-se que uma hora equivale a sessenta minutos.

Convertendo unidades de massa

No SI, a medida padrão para a massa é o grama. Porém, observa-se na


Figura que existem outras unidades para expressarmos essa grandeza.
Para realizar a conversão dessas unidades, segue-se uma regra bem
simples, que envolve operações de multiplicação ou divisão por dezenas.

De acordo com a Figura, tem-que que, para transformar gramas em


quilogramas, divide-se o valor por mil, basicamente, pode-se afirmar
que o número de casas andadas equivale ao número de zeros após o
algarismo um.
76
Desse modo tem-se que um quilograma equivale a mil gramas. De forma
semelhante, para transformar gramas em miligramas, multiplica se o
valor em gramas por mil.

Convertendo unidades de velocidade

No SI, a medida padrão para a velocidade o metro por segundo. Porém,


observa-se na Figura que existem outras unidades para expressarmos
essa grandeza. Para realizar a conversão dessas unidades, segue-se uma
regra bem simples, que envolve operações de multiplicação ou divisão
por 3,6.

De acordo com a Figura, tem-que que, para transformar um metro por


segundo em um quilômetro por hora, divide-se o valor por 3,6.
Desse modo, tem-se que 1m/s equivale a 3,6km/h. De forma semelhante,
para transformar um quilômetro por hora em metro por segundo,
multiplica-se o valor do quilômetro por hora por 3,6.

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