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Caetano Mendes

Cíntia Machado

Catarina Treiger

Deborah Cristina

Fábio Luiz

Renata Tavares

Turma: 2º Período de História e Pedagogia

Professor: Ronald S. Quintanilha- 2º/2017

1. Como se consolida a relação indissociável entre docência e discência no processo


formativo? E
Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que,
historicamente, mulheres e homens, descobriram que era possível ensinar.
Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças
que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao
ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina ensina alguma coisa a alguém . Por
isso é que, do ponto de vista gramatical, o verbo ensinar é um verbo transitivo-relativo. Verbo
que pede um objeto direto – alguma coisa- e um objeto indireto- a alguém.

2. Em que consiste o erro epistemológico da educação bancária de acordo com Paulo


Freire?
O erro epistemológico da educação bancária consiste em compreender que , apesar
dela, o educando a ela submetido não está fadado a fenecer, em que pese o ensino “bancário”,
que deforma a necessária criatividade do educando e do educador, o educando a ela sujeitado
pode, não por causa do conteúdo cujo “conhecimento” lhe foi transferido, mas por causa do
processo mesmo de aprender, dar, como se diz na linguagem popular, a volta por cima e
superar o autoritarismo e o erro epistemológico do “bancarismo”.
3. No âmbito da formação docente, como é concebida a ideia de pensar criticamente
certo na perspectiva do ensino e da pesquisa ?
Pensar certo, em termos críticos, é uma exigência que os momentos do ciclo gnosiológico vão
pondo à curiosidade que, tornando-se mais e mais metodicamente rigorosa, transita da
ingenuidade para o que venho chamando "curiosidade epistemológica". A curiosidade
ingênua, de que resulta indiscutivelmente um certo saber, não importa que metodicamente
desrigoroso, é a que caracteriza o senso comum. O saber de pura experiência feito. Pensar
certo, do ponto de vista do professor, tanto implica o respeito ao senso comum no processo de
sua necessária superação quanto o respeito e o estímulo à capacidade criadora do educando.
Implica o compromisso da educadora com a consciência crítica do educando cuja "promoção"
da ingenuidade não se faz automaticamente.
“Curiosidade epistemológica”: É construída pelo exercício crítico da capacidade de aprender.
É a curiosidade que se torna metodicamente rigorosa e se opõe à curiosidade ingênua que
caracteriza o senso comum.

4. Que relação é possível estabelecer entre o binômio saberes curriculares e experiência


social discente ?
Por isso mesmo pensar certo coloca ao professor ou, mais amplamente, à escola, o
dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os da classes populares,
chegam a ela - saberes socialmente construídos na prática comunitária - mas também, como
há mais de trinta anos venho sugerindo, discutir com os alunos a razão de ser de alguns desses
saberes em relação com o ensino dos conteúdos. Porque não aproveitar a experiência que tem
os alunos de viver em áreas da cidade descuidadas pelo poder público para discutir, por
exemplo, a poluição dos riachos e dos córregos e os baixos níveis de bem estar das
populações, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das gentes. Porque não há lixões no
coração dos bairros rios e mesmo puramente remediados dos centros urbanos? Esta pergunta é
considerada em si demagógica e reveladora da má vontade de quem a faz. É pergunta de
subversivo, dizem certos defensores da democracia.

5. O que Paulo Freire nos aponta quando afirma que somos seres inacabados e
conscientes do inacabamento?
Como seres humanos, somos seres inacabados, e como tais, condicionados. No
entanto, o ser condicionado pode ir além e não ficar preso ao isolamento de barreiras
materiais, econômicas, sociais, políticas, culturais e ideológicas, mas ter a consciência da
responsabilidade de estar no mundo e fazer parte dele, da sua história. É manifestar a nossa
opinião enquanto seres pensantes, mostrar a nossa presença e nosso ponto de vista e saber
dele. Faz-se necessário ressaltar que sabemos tudo e nem temos a pretensão, mas que
buscamos a sabedoria na educação.

6. Ao problematizar a expressão “ bom-senso”, Freire faz uma análise comparativa


dessa expressão com a rigorosidade científica que deve ter o educador em sua práxis.
Explique esta análise.
A vigilância do meu bom senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo
instante, devo fazer de minha prática.
Não preciso de um professor de ética para me dizer que não posso, como orientador de
dissertação de mestrado ou de tese de doutoramento, surpreender o pós-graduando com
críticas duras a seu trabalho porque um dos examinadores foi severo em sua argüição. Se isto
ocorre e eu concordo com as críticas feitas pelo professor não há outro caminho senão
solidarizar-me de público com o orientando, dividindo com ele a responsabilidade do
equívoco ou do erro criticado. Não preciso de um professor de ética para me dizer isto. Meu
bom senso me diz

7. Ao reconhecer e ratificar a defesa dos direitos da categoria docente , Freire afirma


que “a questão que se coloca, obviamente, não é parar de lutar, mas, reconhecendo-se
que luta é uma categoria histórica, reinventar a forma também histórica de lutar”.
(p.66). Qual é a sua consideração crítica a respeito ?
Paulo Freire entende o educador também como importante agente de transformação na
luta política em que a educação também está inserida. Esta luta não é algo metafísico ou
ideológico, mas sim bem concreta e marcada na história, tendo em vista que as ações
afirmativas do corpo docente são colocadas em prática no ambiente escolar. A reinvenção da
forma de lutar também pode ser encarada como um novo pensar sobre a figura do educador
como um facilitador na dinâmica aluno-professor-conteúdo. Ser agente de mudança, na visão
Freiriana não é um despejar informações ou coisas do gênero, mas suscitar a reflexão crítica
do próprio aluno, fazendo-o enxergar neste mesmo campo de batalha.

8. No âmbito da produção do conhecimento em sala de aula, numa perspectiva de


reflexão crítica, qual é a importância da dialogicidade entre professor e aluno ?
No âmbito da produção do conhecimento em sala de aula, numa perspectiva de reflexão
crítica, qual é a importância da dialogicidade entre professor e aluno ?
O diálogo na sala de aula entre alunos e professor não se baseia na certeza do
professor e no erro dos alunos, o objetivo do diálogo não é o professor “conquistá-los”. O
professor deve, sempre que houver uma discussão sobre algum tema, mostrar aos alunos
segurança ao analisar um fato, expor uma posição, porém, essa segurança não quer dizer que
o professor sabe de tudo, que é o “maior”, mas sim de que ele tem convicção de que pode
aprimorar o seu conhecimento e até mesmo ver que estava equivocado, pois não há razão de
se envergonhar por desconhecer algo, então, vemos que essa dialogicidade é de extrema
importância tanto para os alunos quanto para os professores.

9. Freire afirma que “o espaço pedagógico é um texto para ser constantemente “lido”,
“interpretado”, “escrito”, “reescrito”(p.95). Como podemos relacionar esta afirmativa
ao exercício da autoridade e aprendizagem democrática no âmbito escolar ?
É necessário que o educador tenha postura naquilo que faz e decide, sendo um dos
seus compromissos mais importantes, é ensinar e não simplesmente passar o conhecimento ao
aluno, o professor tem o compromisso de pesquisar e aprender. O educador deve ter
consciência de que não deve chegar até o aluno com as respostas e sim instigá-los a descobrir,
pesquisar e aprender por várias vezes por si só, mostrando ao aluno que ele também tem
capacidade. Dessa forma quando o professor pesquisa além do necessário acaba mostrando e
incentivando ao aluno a fazer o mesmo e o resultado no final de cada ano letivo é o bom
resultado da dedicação do aluno.
O escrito e reescrito, deve ser com autonomia e não apenas conteúdo apresentado
como aprendizagem, e sim conteúdo repensado, estudado e não apenas “sei que sei”,
liberdade entre pais, mães, filhos e filhas e a reinvenção do ser humano no aprendizado de sua
autonomia.
10. No atual contexto neoliberal, marcado por discursos fatalistas e de atividades anti-
humanistas, como a sua formação (enquanto estudante de história e pedagogia) de
caráter científico, político e ético pode contribuir para promover as mudanças esperadas
na educação brasileira?
A busca por mudanças deve ser permeada pela ponderação de não cair num discurso
fatalista de que tudo está errado, nem muito menos que tudo é perfeito. Assim como diz o
filósofo grego Aristóteles Virtus in medium, ou seja, a virtude está no meio. A formação
pedagógica tanto dos futuros historiadores quanto dos pedagogos contribui numa verdadeira
discussão fugindo do senso comum que permeia os acalorados debates que se entravam. As
pesquisas científicas feitas em nossa área, políticas públicas também contribuem de forma
pujante neste ínterim. O estudo minucioso e dedicado das áreas mais problemáticas e de
soluções que já se põem em prática, com sucesso, também se mostra essencial nesta mudança
de paradigmas que a educação brasileira espera.

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