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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


SETOR PALOTINA
Departamento de Ciências Agronômicas
Rua Pioneiro, 2153, Jardim Dallas – 85950-000 – Palotina – PR
Tel.: (44) 3211-1319 – www.campuspalotina.ufpr.br

VIVIAN CARRÉ
Nome do(s) autor(es), em
letras maiúsculas sem
negrito, centralizado,
letra/fonte (Arial 12).

SILÍCIO NO CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO

Título do trabalho
centralizado em
letras maiúsculas
sem negrito,
centralizado,
Letra/ Fonte
(Arial 12)

Local e ano,
letras
maiúsculas,
centralizado
PALOTINA letra/fonte
2015 (Arial 12)
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NOME DO(s) AUTOR(es)
em letras maiúsculas
centralizadas sem negrito
letra/fonte (Arial 12).
3

VIVIAN CARRÉ

TÍTULO DO
TRABALHO em
letras maiúsculas
centralizadas sem
negrito,
letra/fonte
(Arial 12).

SILÍCIO NO CONTROLE DA FERRUGEM DO CAFEEIRO

Nota indicativa da natureza do Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso


trabalho e nome orientador, apresentado como requisito para disciplina
letra/fonte (Arial 10), TCC I do curso de graduação em Agronomia,
entrelinhamento simples (1),
Setor de Palotina da Universidade Federal do
sem negrito.
Paraná.

Orientador (a): Profa. Vivian Carré Missio

LOCAL E ANO, letras


maiúsculas centralizado,
sem negrito, letra/fonte
PALOTINA (Arial12)
2015
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1

1 INTRODUÇÃO REFERENCIADA
2 linhas (1,5
espaçamento)
1,5cm
A nutrição mineral apresenta papel fundamental no desenvolvimento das
plantas. A quantidade, presença ou ausência de determinado elemento mineral pode
resultar em diferentes alterações na anatomia, fisiologia e metabolismo das plantas.
Essas alterações inúmeras vezes estão diretamente envolvidas com aumento ou
diminuição da intensidade de doenças. Por exemplo, o espessamento de paredes
celulares e cutículas, a silificação e lignificação dos tecidos, maior síntese e acúmulo
de compostos fenólicos, são algumas das principais mudanças proporcionadas pela
nutrição mineral, responsáveis por reduzir a intensidade das doenças.
O silício é considerado como elemento benéfico para as plantas. A presença
desse elemento na planta tem sido relacionada principalmente ao aumento da
resistência contra pragas e doenças, a tolerância à toxidez por Mn, Fe e outros
elementos tóxicos (DATNOFF et al., 2001, 403p), como também aumenta a taxa
fotossintética (DEREN, 2001, p.149-158) e melhora o aproveitamento da água
(AGARIE et al., 1998, p. 89-95).
Os efeitos benéficos do silício são usualmente expressos sob condições de
estresse, tanto abiótico como biótico. Como função estrutural, proporciona
mudanças anatômicas nos tecidos, como células epidérmicas com a parede celular
mais espessa devido à deposição de sílica nas mesmas (BLAICH; GRUNDH FER,
1998, p. 114-120), favorecendo a melhor arquitetura das plantas, além de aumentar
a capacidade fotossintética e resistência às doenças (BÉLANGER; MENZIES, 2003,
p. 42-45). O silício ativa genes envolvidos na produção de compostos secundários
do metabolismo, como os polifenóis, e enzimas relacionadas com os mecanismos de
defesa das plantas (BÉLANGER; MENZIES, 2003, p. 42-45; RODRIGUES et al.,
2001, p. 827-832). Deste modo, o aumento de silício nos tecidos vegetais faz com
que a resistência da planta ao ataque do fungo patogênico aumente, devido à
produção suplementar de toxinas que podem agir como substâncias inibidoras do
patógeno.
A ferrugem do cafeeiro (Coffea arabica L.) causada pelo fungo Hemileia
vastarix Berkeley et Broome, atualmente, atinge todas as regiões produtoras de café
do Brasil, e os prejuízos em condições climáticas favoráveis, são em torno de 35% a
50% da produção (ZAMBOLIM et al., 2002, p. 369-450). O controle químico da
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doença no Brasil tem se mostrado eficaz, e é realizado através da utilização de


fungicidas cúpricos e sistêmicos do grupo dos triazóis (MATIELLO et al., 2002, 387p;
ZAMBOLIM et al., 2002, p. 369-450). Entretanto, o uso contínuo do controle químico,
pode levar ao agravamento de outras doenças e pragas do cafeeiro, pela eliminação
de inimigos naturais, bem como possibilitar o surgimento de novas raças de H.
vastatrix resistentes aos fungicidas aplicados, por pressão de seleção.
A utilização de cultivares resistentes a H. vastatrix consiste em outra técnica
viável para o controle da ferrugem do cafeeiro de menor impacto ambiental.
Entretanto, segundo Várzea et al. (2002, p. 297-320) devido ao contínuo
aparecimento de novas raças fisiológicas do patógeno, tem ocasionado a supressão
de resistência dos cultivares produzidos pelos melhoristas.
O uso do silício no manejo de doenças em espécies dicotiledôneas há vários
anos apresenta-se como uma alternativa efetiva, envolvendo tanto a ativação
respostas de defesa bioquímicas como o melhoramento fisiológico da planta. No
cafeeiro os trabalhos são mais recentes, entretanto a suplementação do silício nessa
cultura tem apresentado efeito positivo sobre controle de patógenos foliares, com
ativação de enzimas como peroxidase de polifenoloxidase e acúmulo de lignina,
como resposta de defesa, além da ação direta sobre o patógeno (SANTOS, 2002,
43p; POZZA et al., 2004a, 2004b). A tecnologia baseada no uso do silício é limpa e
sustentável, com enorme potencial para diminuir o uso de agrotóxicos e aumentar a
produtividade através de uma nutrição mais equilibrada e fisiologicamente mais
eficiente. Em razão do potencial da aplicação foliar de Si no controle de doenças e o
número reduzido de informações a respeito da sua utilização em cafeeiro, este
trabalho tem como objetivo avaliar a aplicação foliar do silicato de potássio no
comportamento da ferrugem do cafeeiro.
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2 OBJETIVOS

2 linhas (1,5
espaçamento)
Objetivo geral

O presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito da aplicação do


silício via foliar no controle da ferrugem do cafeeiro e os possíveis mecanismos de
defesa envolvidos.

Objetivos específicos

 Avaliação de componentes de resistência em resposta ao silício via foliar;

 determinar os teores de silício na superfície foliar através de microanálise de


Raios-X.
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3 METODOLOGIA

2 linhas (1,5
espaçamento)

3.1 PRODUÇÃO DE MUDAS DE CAFÉ

Sementes da variedade Catuaí vermelho 44, provenientes do banco de


germoplasma do Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Viçosa,
serão semeadas em leito de areia umedecida e após 60 dias, no estádio de orelha
de onça, serão transplantadas para vasos, com 1 litro de capacidade. O substrato a
ser empregado será composto da seguinte mistura: solo de barranco, esterco de
curral curtido e areia lavada na proporção de 2,5:1:0,5, acrescido de 5,0 kg de
superfosfato simples e 1,0 kg de cloreto de potássio por metro cúbico. As mudas
serão mantidas em casa de vegetação com luminosidade, temperatura e irrigação
controladas para todas as etapas do experimento. Para todos os ensaios com
mudas, serão utilizadas mudas de cafeeiro com quatro pares de folhas,
aproximadamente três meses de idade. Todos os ensaios serão realizados duas
vezes. Sem espaço de linha entre
1 linha (1,5 espaçamento) o subtítulo e o texto,
adicionar espaço após
parágrafo no ícone
3.2 PRODUÇÃO DE INÓCULO DE HEMILEIA VASTATRIX espaçamento entre linhas

Uredósporos de H. vastatrix, raça II, serão coletados no Viveiro de Mudas da


Universidade Federal de Viçosa, a partir de plantas de café (cv. Catuaí vermelho 44)
naturalmente infectadas. Os uredósporos serão recolhidos com auxílio de um pincel
de cerdas macias, raspando-se suavemente as lesões da superfície abaxial das
folhas. O armazenamento dos uredósporos será feito em ampolas de vidro, vedadas
com algodão, e colocadas em dessecador, contendo na parte inferior solução
aquosa de ácido sulfúrico com densidade de 1,8 e na concentração de 32,6% (v/v)
de modo a manter a umidade relativa em torno de 50% no ambiente interno
(ZAMBOLIM; CHAVES, 1974). A viabilidade dos uredósporos será avaliada antes da
inoculação das mudas. Para esse teste de viabilidade, uma alíquota de 50µL da
suspensão de uredósporos (1 mg de uredósporos mL -1) será colocada em placas de
Petri (cinco placas) com ágar-água a 2%. Em seguida as placas serão incubadas a
22ºC no escuro, sendo o porcentual de germinação determinado 16 h após o início
do teste, através do emprego de azul algodão de lactofenol, para paralisar a
germinação e observação ao microscópio ótico.
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3.3 ENSAIOS COM MUDAS DE CAFEEIRO

Os 2os e 3os pares de folhas de mudas de cafeeiro, considerando-se como


primeiro par as folhas logo abaixo da gema apical, serão pulverizados com doses
crescentes de silicato de potássio (0, 8, 20, 40 e 60 g L -1) com (pH 5,5) ou sem (pH »
10,5) alteração do pH, sendo que as mudas com folhas pulverizadas com água
destilada e com o fungicida Epoxiconazole (1 mL L -1) serviram como testemunhas.
Vinte quatro horas após a aplicação dos tratamentos, será realizada a
inoculação da face abaxial dos dois pares de folhas (2º e 3º) por planta, com uma
suspensão de 1 mg de uredósporos de H. vastatrix mL-1 (raça II), com auxilio de um
atomizador Paasche (modelo VL-SET) alimentado por sucção. Em seguida, as
plantas serão transferidas para câmara úmida (UR > 95%, 23-25ºC) e mantidas no
escuro por 48 h. Após esse período as mudas serão levadas para câmara com
temperatura controlada para 22ºC, onde permanecerão até a avaliação final.
Será avaliado o número de pústulas por folha e a severidade da ferrugem
quando as pústulas no tratamento testemunha já estiverem desenvolvidas. Para
avaliação da severidade, será utilizada uma escala desenvolvida por Kushalappa e
Chaves (1978, p. 119). O delineamento experimental será inteiramente casualizado
com seis repetições por tratamento.

3.4 MICROANÁLISE DE RAIOS-X (MAX)

A preparação e a observação em MEV (DSM940 - Zeiss, acoplado ao


sistema de microanálise de raios-X: EDS - OXFORD INSTRUMENT Link ISIS) será
realizada no NAP/MEPA da ESALQ/USP. Para tanto serão cortados dez fragmentos
de folhas, sendo a metade deles montada em suportes de alumínio com a face
superior voltada para cima e, a outra metade montada com a face inferior voltada
para cima. Estes espécimes serão levados para dessecador contendo sílica gel,
onde permanecerão por 24 h. Após análise dos elementos presentes nas amostras,
proceder-se-á o mapeamento para silício na área analisada, utilizando o Software
ISIS? . Imagens de MEV serão também geradas e registradas digitalmente.
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Todos os documentos citados no trabalho
devem ser listados. As referências são
4 REFERÊNCIA BIBLIGRÁFICA alinhadas à margem esquerda,
entrelinhamento simples (1) e duas linhas
simples (1) para separar uma da outra,
letra/fonte
2 linhas (1,5)

AGARIE, S.; UCHIDA, H.; AGATA, W.; KUBOTA, F.; KAUFMAN, P.T. Effects of silicon
on transpiration and leaf conductance in rice plants (Oryza sativa L.). Plant Prod.
Science, v.1, p.89-95. 1998.

BÉLANGER, R.R.; MENZIES, J.G. Use of silicon to control diseases in vegetable


crops. In: Congresso Brasileiro de Fitopatologia, 36, Uberlândia, Fitopatologia
Brasileira. v.28, (Suplemento) p.42-45. 2003.

BLAICH, R.; GRUNDHÖFER, H. Silicate incrusts induced by powdery mildew in cell


walls of diferent plant species. Zeitschift fur Pflanzenkrankheiten und
Pflanzenschutz. v.105, p.114-120. 1998.

DATNOFF, L.E.; SNYDER, G.H.; KORNDÖRFER, G. H. Silicon in Agriculture.


Studies in plants in Plant Science. Elsevier: Amsterdam-Holland. 403p. 2001.

DEREN, C.W. Plant genotype, silicon concentration, and silicon-related responses.


In: DATNOFF, L.E.; SNYDER, G.H.; KORNDÖRFER, G. H. (Eds.). Silicon in
Agriculture. Studies in plants in Plant Science, 8. Elsevier: Amsterdam-Holland.
p.149-158. 2001.

KUSHALAPPA, A.C.; CHAVES, G.M. Escala para avaliar a percentagem de área


foliar com ferrugem do cafeeiro. Fitopatologia Brasileira, v.3, (Suplemento), p.119.
1978. 1 linha (1)

MATIELLO, J.B.; SANTINATO, R.; GARCIA, A.W.R.; ALMEIDA, S.R.; FERNANDES,


D.R. Cultura do Café no Brasil. In: MATIELLO, J.B. (Ed). Novo Manual de
Recomendações. MAPA/PROCAFÉ. Rio de Janeiro-RJ. 387p. 2002.

POZZA, A.A.A.; ALVES, E., POZZA, E.A.; BOTELHO, D.M.S. O silício no controle de
doenças de plantas. Revisão Anual de Patologia de Plantas –RAPP. v.12, p.373-
402. 2004a.

POZZA, A.A.A.; ALVES, E.; POZZA, E.A.; CARVALHO, J. G. de; MONTANARI, M.;
GUIMARÃES, P.T.G.; SANTOS, D.M. Efeito do silício no controle da cercosporiose
em três variedades de cafeeiro. Fitopatologia Brasileira. v.29, p.185-188. 2004b.

RODRIGUES, F.A.; DATNOFF, L.E.; KORNDÖRFER, G.H.; SEEBOLD, K.W.; RUSH,


M.C. Effect of silicon and host resistance on sheath blight development in rice. Plant
Disease. v.85, p.827-832. 2001.

SANTOS, D.M. dos. Efeito do silício na intensidade da cercosporiose


(Cercospora coffeicola Berk. & Cooke) em mudas de cafeeiro (Coffea arábica
L.). 43f. Dissertação (Mestrado em Fitopatologia), Universidade Federal de Lavras-
UFLA, Lavras-MG. 2002.

VÁRZEA, V.M.P.; RODRIGUES JR, C.J.; SILVA, M.do C.M.L.; GOUVEIA, M.;
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MARQUES, D.V.; GUERRA-GUIMARÃES, L; RIBEIRO, A. Resistência do cafeeiro a


Hemileia vastatrix. In: ZAMBOLIM, L. (Ed.). O Estado da arte de Tecnologias de
Produção de Café. UFV-Viçosa-MG. Cp.8, p.297-320. 2002.

ZAMBOLIM, L.; CHAVES, G.M. Efeito de baixas temperaturas e do binômio


temperatura-umidade relativa sobre a viabilidade dos urediosporos de Hemileia
vastatrix Berk. et Br. e Uromyces phaseoli typica Arth. Experientiae, v.17, p.151-184.
1974.
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5 CRONOGRAMA DE TRABALHO

Cronograma das atividades a serem desenvolvidas no projeto, no período de janeiro a dezembro de 2015.
Meses
Metas Atividades – Plano de Trabalho do acadêmico 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Manter e multiplicar inóculo. Coleta do inoculo em folhas doentes no campo. X X X X X X X X X X
Conservação do inóculo em dessecador. X X X X X X X X X X
Testes de viabilidade do inóculo em laboratório. X X X X X X X X X X
Produção de mudas. Produzir mudas em casa-de-vegetação. X X X X
Avaliação da interferência do Si nos componentes de Determinação do Período de Incubação. X X
resistência durante infecção e colonização de H. Tamanho da pústula. X X
vastatrix nos tecidos de plantas de cafeeiro. Avaliação da taxa de expansão da pústula. X X
Avaliação da severidade da doença. X X
Repetição do ensaio de componentes de resistência em plantas de cafeeiro inoculadas com H. vastatrix X X
Avaliação das alterações celulares e ou deposição de Implantação do experimento. X X
substâncias tóxicas em plantas de cafeeiro supridas Coleta de amostras foliares p/ análise de raios X. X X
com Si. Avaliações em microscopia eletrônica de varredura. X X X X X
Ampliar o conhecimento dos mecanismos de defesa Ampliar o conhecimento dos mecanismos de defesa X X
potencializados pelo Si na resposta de defesa do potencializados pelo Si na resposta de defesa do cafeeiro
cafeeiro à ferrugem. à ferrugem.
Confecção de relatórios, trabalhos científicos e Confecção de relatórios, trabalhos científicos e resumos. X X X
resumos.
Apresentar o TCC Apresentação oral do TCC. X