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CENTRO UNIVERSITÁRIO BRAZ CUBAS

TECNOLOGIA EM ÓPTICA E OPTOMETRIA

AIDS

CRISTINA SAEMY
EDINETE HOLANDA SILVA
TAIANARA DE OLIVEIRA ROCHA

MOGI DAS CRUZES, SP


2019
DEFINIÇÃO

A AIDS, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired


Immunodeficiency Syndrome), é uma doença do sistema imunológico humano resultante
da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana - da sigla em inglês).
A (AIDS) foi reconhecida em meados de 1981, nos EUA, a partir da identificação de um
número elevado de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores de
San Francisco, que apresentaram “sarcoma de Kaposi”, pneumonia por Pneumocystis
carinii e comprometimento do sistema imune, o qual se sabe, hoje são características
típicas da AIDS.
A Origem do HIV De acordo com o Programa Nacional de AIDS, a infecção pelo HIV
começou a ser observada na metade do século XX. Os relatos iniciais contam que a
doença surgiu na África Central e, provavelmente, pela mutação dos vírus do macaco.
Algumas experiências comprovam que o elo perdido na passagem dos primatas para o
homem parece estar relacionado com a questão da manipulação de carnes de
chimpanzés infectados na África. A doença, então levada para pequenas comunidades da
região central, disseminou-se pelo mundo todo com a globalização.
A AIDS se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico do corpo, com o
organismo mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas que vão de um
simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio
tratamento dessas doenças fica prejudicado com a presença do vírus HIV no organismo.
O organismo humano reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros
micróbios, por meio do sistema imunológico. Muito complexa essa barreira é composta
por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por
garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças.

Entre as células de defesa do organismo humano estão os linfócitos T CD4+, principais


alvos do HIV. São esses glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta
diante de bactérias, vírus e outros micróbios agressores que entram no corpo humano.

O vírus HIV, dentro do corpo humano, começa a atacar o sistema imunológico ligando-
se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior
para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a
capacidade de responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a
doenças. Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes
externos, a pessoa começar a ficar doente mais facilmente e então se diz que tem
AIDS. Esse momento geralmente marca o início do tratamento com os medicamentos
antirretrovirais, que combatem a reprodução do vírus.

Sintomas

Dificilmente aparecem sinais significativos da doença logo após a infecção pelo HIV.
Depois de um período, que em geral varia de três a seis semanas, podem surgir
sintomas iniciais e não específicos, como:

 Febre e mal-estar que lembram uma gripe


 Fraqueza
 Diarreia
 Gânglios aumentados
 Perda de peso
 Anemia
 Perda de memória e dificuldade de concentração
 Doenças oportunistas (hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose,
candidíasee sarcoma de Kaposi, um tumor de pele)

Alterações oculares

O HIV pode afetar qualquer parte dos olhos, desde regiões mais superficiais como as
pálpebras, até os tecidos profundos como retina, vítreo e nervos, causando doenças
como retinites, descolamento de retina, sarcoma de Kaposi, além de diversos tipos de
infecções oculares.

As alterações oculares podem acometer os segmentos anterior e posterior, ou os


anexos oculares. O segmento posterior é o mais comumente afetado e onde os danos
funcionais têm repercussões mais graves. As manifestações oculares da AIDS podem
ser divididas em cinco (4) categorias.

I - Alterações microvasculares

São lesões nos pequenos vasos oculares que provocam oclusões do fluxo de sangue
ou sangramentos, podendo alterar da capacidade visual da pessoa afetada.
II - Infecções oportunistas

1- Infecção pelo citomegalovírus (CMV) é bastante frequente em portadores de HIV,


sendo capaz de provocar uma retinite com lesões nos pequenos vasos sanguíneos, que
afetam estruturas importantes dos olhos e podem prejudicar a visão.

2- A infecção ocular pelo vírus varicela zoster costuma causar infecções bastante
graves, decorrente de baixa imunidade.

3- A imunidade enfraquecida pelo vírus HIV têm maior chance de adquirir a


toxoplasmose ocular. Esta infecção afeta, principalmente, o vítreo e a retina, e provoca
sintomas como diminuição da visão, sensibilidade à luz ou dor ocular.

III- Neoplasias;

O sarcoma de Kaposi é um tumor característico de pessoas infectadas pelo HIV, que


afeta qualquer região que contém pele e mucosas, podendo surgir também nos olhos, e
afetar gravemente a visão.

IV- Outras alterações.

São descritas também várias manifestações oculares nos pacientes com AIDS,
inespecíficas. A presença de uma ceratoconjuntivite seca pode estar presente em 10%
a 15% dos pacientes (44). Alguns estudos têm evidenciado alterações do epitélio
conjuntival dos pacientes, decorrentes de deficiências de vitamina A, casos em que há
uma redução no número das células caliciformes e das células epiteliais da
conjuntiva(45).Defeitos da acomodação visual com dificuldades na leitura têm sido
descritos e possivelmente estão associados com o estado geral, debilitado, do paciente
ou com o uso de medicamentos.
Referências
http://giv.org.br/HIV-e-AIDS/O-Que-%C3%A9-a-AIDS/index.html
https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-aids-dos-sintomas-iniciais-ao-tratamento-
passando-pelos-exames/
https://www.revistas.ufg.br/fen/article/view/7039/499
http://www.dst.uff.br/revista19-1-2007/7.pdf
http://www.periodicos.usp.br/rmrp/article/view/7727/9265
https://www.tuasaude.com/aids-afeta-os-olhos/