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ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO PADS INSTITUÍDO PELA PORTARIA Nº

004/2019-PAADS/BPA.

SD PM RG 39.120 PATRICIA DE CÁSSIA DA SILVA LOPES, qualificado


nos autos do Processo Administrativo Disciplinar Simplificado supracitado, movido pela
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARÁ, vem respeitosamente, perante esse
Ilustríssimo Presidente, por sua procuradora in fine subscrita apresentar ALEGAÇÕES
FINAIS DE DEFESA com fulcro no art. 5º, LV da Constituição Federal, consoante
razões expostas a seguir:

PRELIMINARMENTE
DA TEMPESTIVIDADE DA MANIFESTAÇÃO

Conforme preceitua o art. 103, inciso III, Lei Estadual nº 6.833/06, o prazo
para interposição de alegações finais é de 3 (três) dias, e uma vez tratando-se de prazo
processual conta-se a partir do dia subsequente do recebimento da intimação para
manifestação, de modo que o recebimento dos presentes autos ocorreu em 04/06/19
(terça- feira), iniciando-se a contagem do prazo no dia 05/06/19 (quarta-feira), e tendo
como prazo final o dia 07/06/19 (sexta-feira), portanto, atesta-se a tempestividade da
presente quando recebido nesta data.

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DAS NULIDADES
DA OBRIGATORIEDADE DA NUMERAÇÃO, RUBRICAS E AUTENTICAÇÃO DAS
FOLHAS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR SIMPLIFADO – ART. 88,
DA LEI 6.833/2006

Nobre Presidente, não há observância das prescrições legais determinada


pelo Art. 88, da Lei 6.833/2006, abaixo:
“Reunião e ordem dos procedimentos e processos

Art. 88. Todas as peças serão reunidas num só processo, por ordem
cronológica, datilografadas ou digitadas em espaço 1.5, com as folhas
numeradas, rubricadas e autenticadas, conforme o caso, pelo
encarregado que, uma vez findo os trabalhos, lavrará o termo de
encerramento.”

Desta forma, o presente PADS não traz em seu bojo requisitos


necessários, quais sejam: folhas numeradas (comprovando ausência de ordem
cronológica dos autos), rubricadas e autenticadas.

Tal procedimento não se tata de questão irrisória, e sim, uma questão de


norma. Destarte, deve ser declarada nula de pleno direito, uma vez que não dar plena
convicção ao Defensor sobre a devida ocorrência do trâmite necessário ao PADS,
consequentemente, não há possibilidade da realização de uma correta e concreta
defesa processual administrativo disciplinar militar, desrespeitando o contraditório e a
ampla defesa, princípios previstos na Constituição Federal de 1988 e no Código de
Ética e Disciplina da Polícia Militar do Pará.

Para Tourinho Filho, nulidade "é a sanção decretada pelo órgão


Jurisdicional, em relação a ato praticado com a inobservância das prescrições legais. É
a decretação da ineficácia do ato atípico, imperfeito, defeituoso” (Processo Penal, Ed.
saraiva, SP, 1990, vol. II, pág. 117).

Frisar-se, outra vez, o reconhecimento da nulidade do presente processo,


pela ausência do requisito do art. 88, da Lei 6.833/2006. É muito mais que mero

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formalismo ou procedimento simplesmente estético. Pelo Principio da Legalidade
constitui uma exigência do legislador a fim e garantir a correta aplicação do direto no
PADS.
Isto posto, materializado está o prejuízo ao Declarante pela ausência
de condição obrigatória do PADS, de modo consequente, está prejudicada a
acusação, sempre com objetivo de não desservir a defesa pela desordem da
Portaria, está sendo apresentado as devidas nulidades, sob pena de preclusão.

DO CERCEAMENTO DE DEFESA. AFRONTA AOS PRINCIPIOS DO DEVIDO


PROCESSO LEGAL, CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA.

No dia 20/02/2019 foi publicada portaria do referido Processo


Administrativo Disciplinar Simplificado, a fim de apurar indícios de indícios de
transgressão de disciplina, confome a parte de nº 001/2019 – SUB CMDO.

Ocorre que ao manusear os autos do presente pade verificou-se que os


termos de qualificação e interrogatório dos envolvidos no fato ferem o art. 82 e incisos
da Lei nº 6.833/2006, pois deveria ser ouvido primeiro a ora acusada, posteriormente o
ofendido e as testemunhas, o que de fato não ocorreu, haja visto comprovado através
do oficio de apresentação em anexo, em que a apresentação do TEM HAILTON foi
realizada no dia 28/02/2019 as 14h00 e do MAJ ROFFÉ no dia 28/02/2019 as 15h00,
sendo citada a ora acusada para prestar seu termo em 01/03/2019 as 09h00, tornando-
se claro, que restou prejudicada a defesa da acusada.

Art. 82. O encarregado da sindicância ou do processo administrativo disciplinar


deverá, para a formação destes:
I - tomar as medidas previstas no art. 79, caso as mesmas ainda não tenham
sido providenciadas;
II - qualificar e interrogar o acusado, quando se tratar de processo
administrativo disciplinar;
III - ouvir o ofendido;
IV - ouvir as testemunhas, sendo que, no caso do processo administrativo
disciplinar, serão ouvidas as de acusação antes das de defesa; (...)

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Neste viés o Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório (Art. 5º, LV
da CR/88 - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em
geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes; ) - a ampla defesa implica no conhecimento do interessado da instauração
de processo e acompanhamento dos atos, e o contraditório no direito e oportunidade
de contestar, produzir provas e os recursos cabíveis, afinal o contraditório se apresenta
em cada momento do processo.

Neste diapasão, Odete Medauar ressalta que a observância a esses


princípios implica alguns desdobramentos, são eles:

Defesa prévia (para isso é preciso que haja um procedimento prévio); recurso
(a parte tem direito de ter a decisão revista por uma autoridade superior);
provas (consiste não só no direito de produzir as provas, como também no de
participar do convencimento do que foi provado); informação (o processo é
público, por isso há direito de vista, o que inclui o direito de cópias) e defesa
técnica.

Ressalte-se que a defesa técnica prescinde da presença de um


advogado, mas pode trazer maior regularidade para a construção de um processo
legal.
Desta feita, torna-se inviável a instrução deste Processo Administrativo
Disciplinar Simplificado, uma vez que houve o cerceamento de defesa, o que se
argumenta nesta presente peça é que o processo não está maduro, razão pela
qual a manifestação da defesa ou mesmo uma eventual punição por parte da
Administração, no estado em que o processo se encontra, seriam atos
precipitados.

Em estudo ao mencionado PADS, foi percebido ERRO GRAVISSIMO.


Vejamos o que ensina o CEDPMPA:

“Art. 101. Adotar-se-á o processo administrativo disciplinar nos casos em


que houver indícios suficientes de autoria e materialidade da
transgressão da disciplina policial militar, observando-se, dentre outros

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princípios, o do devido processo legal, do contraditório e da ampla
defesa.”

Neste sentido, o Código já prevê a necessidade da ampla defesa, e por


isso deve ser respeitado a ordem do art. 82 do Código de Ética e Disciplina da PMPA.

Ademais, existe previsão no art. 78 do disposto já mencionado, e que o


presente feito esta violando, ou seja o princiopio da impessoalidade e moralidade,
vejamos:
Art. 78. Os processos e procedimentos na seara disciplinar devem
observar, dentre outros, os princípios da legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência.

POR FIM, O PROCESSO ESTÁ NULO DE PLENO DIREITO, GERANDO


O CERCEAMENTO DE DEFESA E A NULIDADE DO PRESENTE PADS, POR
AFRONTA AO PRINCIPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO e o
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE, pois trás sem sombra de dúvida, PREJUIZOS
PARA A COMPROVAÇÃO DE SUA INOCENCIA.

DO PEDIDO

Ante todo o exposto, sendo impossível adentrar ao mérito da causa pois o


processo ainda depende de requisitos formais e diligencias a serem tomadas, a defesa
requer:

1 – Seja recebida a presente Alegação Final de Defesa e juntado ao


Processo Administrativo Disciplinar Simplificado;
2 – Sejam realizadas os atos necessários para que o processo esteja
maduro para que a defesa realize as alegações finais de defesa pós diligencias
adentrando ao mérito da questão, inclusive realizando novamente as oitivas da
acusado, ofendido e de testemunha, dando ciência a acusada;
3 - E posteriormente seja dado novo prazo para Alegações Finais de
Defesa pós diligencias sob pena de afronta ao Principio da Ampla Defesa e
Contraditório;

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4 – Caso não sejam realizados as diligencias suscitadas, seja o presente
PADS, declarado NULO DE PLENO DIREITO, POIS ESTÁ EM DESCONFORMIDADE
COM QUE A LEI PREVE, AFRONTANDO O PRINCIPIO DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.
Belém, 07 de junho de 2019.

Nayara Rêgo Borges Martins


OAB/PA 21.611

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