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Assembleia Municipal do Seixal

Ata nº 5/2018
3ª Sessão ordinária – 11 de junho de 2018

A T A nº 6/2018

Aos onze dias de junho de dois mil e dezoito, reuniu a Assembleia Municipal do Seixal, na sua 3ª
sessão ordinária de 2018, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal,
sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José Monteiro da Costa e
secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de Oliveira da Costa, e pela 2ª secretária, Sara
Sofia Oliveira da Silva oopes Oliveira.i
Estiveram presentes, para almm dos membros da Mesa
Da CDU Paulo Alexandre da Conceição Silva, Paula Alexandra Sobral Santos, Custódio ouis
Quaresma Carvalho, Maria Júlia dos Santos Freire, Hernâni Magalhães, Nuno Filipe Oliveira Graça,
Rosária Maria Fernandes Antunes, Fernando Júlio da Silva e Sousa, Ana ouisa Pereira Inácio, Maria
João Evaristo de Oliveira Santos e Almira Maria Machado dos Santos;
Do PS Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Tomás Baptsta Costa dos
Santos, ouís Pedro de Seia Gonçalves, Célia Maria Martns Cunha, Jorge oeonel Vaz Freire, Nelson
Filipe Patriarca, Rui Miguel Santos Brás, Sérgio Miguel Carreiro Ramalhete e Marta Sofia Valadas
Barão;
Do PSD Rui Miguel oança Belchior Pereira, Maria ouisa Marques da Gama, Duarte Sérgio dos
Santos Melo Correia e Fátma Isabel Prior;
Do BE Vítor Manuel Cavalinhos, Eduardo Manuel oino Grêlo e Sandra Anabela Alves de Sousa;
Do PAN António Sota Martns;
Do CDS-PP João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo.
Estveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, Corroios, Fernão Ferro
e da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, respetvamente, Manuel
Ferreira Araújo, Eduardo Rosa, Carlos Reis e António Santos.i
Registaram-se as seguintes substtuições:
No grupo municipal da CDU Rui Algarvio por Maria João Oliveira Santos e Carlos Pereira por
Almira Santos, em virtude de Nuno Pombo e Gonçalo Rui Oliveira terem também solicitado a sua
substtuição.i
No grupo municipal do PSD Rui Mendes por Fátma Prior em virtude do Sr.i Ricardo de Moraes
Soares ter também solicitado a sua substtuição .i
No grupo municipal do PAN André Nunes por António Sota Martns.i
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos Santos,
estveram presentes os seguintes Vereadores:
Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelho Tavares, José Carlos Gomes, Marco Paulo
Fernandes, Eduardo Rodrigues, Elizabete Adrião, Nuno Moreira, Manuel Pires e ouís Cordeiro.i
A Sessão teve início cerca das 20:30 horas.i

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Senhor Presidente da Câmara senhores


Vereadores, senhores Membros da Assembleia Municipal, população que está connosco nesta
sessão ordinária da Assembleia Municipal, também à equipa da Câmara e da Assembleia equipa
de trabalhadores, vamos dar início à nossa sessão com o Período de Intervenção da População e
tem a palavra a Sra.i Catarina Dias.i”

I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


I.1. Catarina Dias disse “Apresento-me hoje perante V.i Exas.i com o objetvo de alertar para uma
situação de iminente emergência no Concelho do Seixal; há o perigo real de até ao final deste ano
o Concelho do Seixal perder três das suas farmácias, há o perigo real de milhares de idosos
pessoas com mobilidade reduzida e milhares de cidadãos com carências sociais e sócioeconómicas
verem seriamente comprometdo o seu acesso ao medicamento e há o perigo real de mais de 30
profissionais altamente qualificados que trabalham no quadro destas três farmácias ficarem sem
emprego até ao final deste ano; na origem deste meu alerta está a situação da farmácia Godinho
que eu acredito que seja do conhecimento de algumas de V.iExas.i Como saberão a farmácia
Godinho encerrou pela primeira vez em março de 2015 e assim se manteve quase um ano;
perguntar-se-ão os senhores porque é que esta farmácia encerrou, porque obviamente não era
financeiramente viável, as dívidas acumulavam-se, a falta de medicamentos disponíveis era
assombrosa e a farmácia funcionava num local pavoroso, um espaço basicamente devoluto e com
muito poucas condições; o que é que fez a Câmara Municipal do Seixal perante esta situação?
Absolutamente nada; se dependesse da Câmara Municipal do Seixal, o alvará da Infarmed que
permite o funcionamento desta farmácia ter-se-ia perdido para sempre; tal não aconteceu porque
eu acreditei que os Seixalenses não mereciam perder uma farmácia; permitam-me só que vos fale
um bocadinho do meu trabalho ao longo dos últmos anos no Concelho do Seixal; desde 2009
quando comecei a trabalhar no Concelho do Seixal recuperei duas outras farmácias, a Farmácia
Bento oino e a farmácia Seixal que provavelmente todos conhecem, dois equipamentos de saúde
que estavam moribundos e que hoje estão recuperados e são absolutamente vitais para o acesso
ao medicamento por parte dos Seixalenses; olhemos a ttulo de exemplo para a farmácia Seixal
uma farmácia que tnha encerrado e se encontrava em circunstâncias muito semelhantes à
farmácia Godinho; uma farmácia que só em minha gerência reabriu em novas instalações, numa
nova localização, aliás a menos de 500 metros do espaço onde funciona a farmácia Godinho; a
recuperação da farmácia Seixal com a relocalização não só permitu reforçar o acesso ao
medicamento a milhares de pessoas no Concelho, como permitu criar 12 postos de trabalho
altamente qualificados; a farmácia Bento oino foi adquirida em funcionamento mas num estado
decrépito; em 2009 tnha apenas 5 funcionários e funcionava com muitas limitações, atualmente
funciona com 20 funcionários, ou seja, 15 novos postos de trabalho altamente qualificados,
funciona 24 horas por dia, tal e qual como a farmácia Seixal; esta aposta na recuperação destas
duas farmácias e o sucesso destes dois projetos e o impacto positvo que teve cada um destes
equipamentos de saúde na vida de tantos Seixalenses levou-me a acreditar que o sucesso da
farmácia Godinho era possível; ao contrário da Câmara Municipal do Seixal, eu acreditei que era
possível e fiz tudo o que estava ao meu alcance para salvar o alvará da farmácia Godinho, assumi
riscos, assumi dívidas que eu não tnha contraído, assumi tudo o que estava em cima da mesa e,
para garantr o cumprimento dos prazos impostos pelo Infarmed vi-me obrigada a abrir a farmácia
Godinho nas instalações decrépitas onde ela estava, sem o mínimo de condições de salubridade
para funcionar; fiz tudo para salvar esta farmácia; apoio pela Câmara Municipal durante este

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processo? Zero.i Nunca houve um único apoio; também não estava à espera até porque não cabe à
autarquia liderar estes projetos; agora tudo o que se pede à Câmara Municipal é que não coloque
entraves, que se foque apenas na criação das condições necessárias para que as empresas possam
crescer, possam criar emprego e contribuir para a economia local.i A farmácia Godinho tem um
funcionário, atende 4, 5 utentes por dia; pois senhoras e senhores é meu dever alertar V.i Exas.i
que não só a Câmara não criou condições para que a farmácia crescesse como tem atuado de uma
forma surpreendentemente atva no sentdo de condenar mais uma vez a farmácia Godinho ao
desaparecimento; ao impedir a transferência da farmácia Godinho para um novo espaço a
escassos quilómetros de distância e obrigá-la a permanecer num espaço sem salubridade e sem
condições que consttui aliás um risco para a saúde pública a Câmara Municipal do Seixal está a
condenar a farmácia Godinho à extnção, está a impedir a criação de novos postos de trabalho no
Concelho, e se em 2015 esta inação quase negligente do executvo resultou apenas no
encerramento de uma farmácia e na perda de dois postos de trabalho, neste momento o caso é
mais sério; o esforço financeiro para salvar o alvará da farmácia Godinho implicou um conjunto de
esforços reunidos entre a farmácia Godinho, farmácia Seixal e farmácia Bento oino e neste
momento a situação é insustentável; se nada for feito estas três farmácias vão fechar portas este
ano e 34 funcionários vão ficar sem emprego; os seus utentes vão ficar com muita dificuldade no
acesso aos seus medicamentos e a responsabilidade desta situação recai inteiramente na Câmara
Municipal do Seixal; a total e completa inação da Câmara Municipal do Seixal e dos presidentes do
executvo responsável por este processo nomeadamente a Exma.i Sra.i Vereadora Manuela Calado;
por tudo isto é imperatvo que a Câmara mude a postura que tem apresentado ao longo dos
últmos dois anos que não faz e nem deixa fazer.i Senhoras e senhores eu entendo as reservas
iniciais do executvo o desconhecimento e o desinteresse criaram nos responsáveis da Câmara a
ideia de que a transferência da farmácia Godinho poderia ser prejudicial, nada mais errado, desde
logo porque a abertura da farmácia do Seixal a escassos 500 metros de distância da farmácia
Godinho mantém o acesso ao medicamento por parte da população e garante a entrega gratuita
de medicamentos ao domicílio e disponibilizam um conjunto alargado de serviços de saúde que
antes nem sequer existam naquela zona, mais, procurando dar resposta às preocupações da
Câmara propus a implementação de vários projetos que por si só são muito mais valiosos do que
uma farmácia que atende 4 ou 5 pessoas por dia como a farmácia Godinho compromet-me a
realizar entregas gratuitas e levar à casa dos utentes mais idosos ou com mobilidade reduzida de
todos os serviços existentes na farmácia, desde a medição da pressão arterial às consultas de
fisioterapia compromet-me a apresentar a presente menção do centro histórico nas instalações
da Junta de Freguesia para prestar esclarecimento e apoio aos mais idosos, compromet-me a
subsidiar casos sociais devidamente identficados pelas Juntas de Freguesia do Concelho
compromet-me ter na nova localização o maior e melhor qualidade de serviços e produtos
compromet-me a criar postos de trabalho, e o que fez a Câmara perante estas soluções, nada
absolutamente nada, manteve-se irredutvel na sua postura de não fazer e não deixar fazer, pelo
exposto apresento-me hoje aqui a V.i Exas.i Para alertar para o impacto que esta postura tem na
economia local no emprego local e no acesso aos cuidados de saúde, acredito que é vossa
obrigação senhoras e senhores tomarem posição relatvamente a esta situação iminente e de
emergência social, acredito que é vossa obrigação defender os 34 postos de trabalho em risco e
permitr que sejam criados 8 a 10 postos de trabalho com a abertura da nova farmácia Godinho.i
Pelos cargos que ocupam, pelo juramento que fizeram quando assumiram as vossas funções,
devem isso aos Seixalenses, devem isso ao Concelho do Seixal.i Obrigada.i”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra João da Silva Marques se faz favor,”
I.2. João da Siliva Marques disse: "Eu vinha mais uma vez falar nesta Câmara do Seixal em pedido
de uma habitação que esperamos há 20 anos a fazer pedidos em Almada porque nós morávamos
na altura em Almada; nós inscrevemo-nos na Câmara de Almada para poder ter uma habitação,
infelizmente como já disse noutra reunião ao Sr.i Presidente e aos Vereadores, somos de etnia
cigana, temos alguma, não na totalidade, não vou falar em discriminações, mas temos algumas
dificuldades de trabalho, vivemos do RCI somos pessoas honestas, nunca fomos a uma esquadra
de polícia, nunca tvemos problemas com ninguém, pelo menos eu e a minha família; em Almada
nunca fui atendido, nunca fomos ajudados por ninguém em termos de casa; dizer que vieram
pessoas de fora do qual eu não tenho nada contra ninguém, incluindo da minha etnia; ou seja não
estou a falar em racismo, mas vieram de Países de fora e o nosso Portugal e o nosso Estado
Português dedicou-se a dar abrigo a tanta gente e eu estou neste momento com duas crianças,
uma filha com 10 anos, uma neta ao meu encargo que está aqui presente, um filho e uma nora
que neste momento estão na escola a estudar para poderem ser alguém, a minha esposa faltou
para poder estar aqui e eu sou doente crónico (aqui interrompeu porque estava a chorar)
desculpem, eu não pude estar na outra reunião passada porque eu estve sem andar por uma dor
ciátca e vinha pedir ajuda; dia 30 vamos para a rua temos o contrato que termina e eu pedia por
favor que me ajudassem, só agradecia que me pudessem ajudar a minha família porque eu estou
desesperado e eu não sei o que é que vou fazer; eu tenho andado à procura, não tenho vergonha,
eu tenho andado à procura de fazer coisas erradas, sim porque são coisas erradas eu tenho
andado à procura de arrombar uma casa, mas os meus filhos na rua não vão ficar, e vou defender
a minha família nem que tenham que me matar, obrigado é tudo o que eu tenho para dizer.i
Obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o Sr.i Rui Sado eu pedia ao Sr.i
António Santos para ajudar.i”
I.3. António Santos, em nome de Rui Sado, disse: "Diz o Rui Sado: hoje vou ser breve mas penso
que vou bater nos pontos certos, em primeiro lugar quero felicitar o Amora Futebol Clube pela
subida de divisão em segundo lugar quero pedir desculpas aos associados e adeptos do Sport
Clube de Portugal pela minha intervenção sem esquecer os adeptos da seleção nacional o nosso
País atualmente não anda nem para a frente nem para trás o governo do estado português tem
vários assuntos para resolver no entanto sabemos que o povo do nosso País sem querer esteve
atento e ainda está à crise do Sport Clube de Portugal por toda a imprensa diária não dava outras
notcias a não ser deste clube português assim também acredito que o governo português não
tvesse paciência para resolver os assuntos do nosso país principalmente os do Concelho do Seixal
como seja o hospital que já se falou nele e hoje não se fala nada, também era em junho que havia
uma resposta por parte do Governo sobre as nossas queridas freguesias será que o Governo esteja
à espera que acabe o mundial de futebol 2018 na Rússia para dar andamento aos processos do
hospital do Seixal e das nossas Freguesias, disse o Rui Sado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Terminadas as intervenções dou a palavra ao Sr.i
Presidente da Câmara, se faz favor.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Bom, sobre as três intervenções da população desde já
agradecer o facto de se terem dirigido aqui à Assembleia Municipal do Seixal para exporem os
vossos assuntos e vou tecer um breve comentário sobre as três intervenções, a primeira da Sra.i
Catarina Dias; de facto, conhece a nossa posição; nós não estamos de acordo que se transfira a

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farmácia do núcleo urbano antgo do Seixal para a zona da Flor da Mata; pode fazer uma farmácia
no núcleo urbano antgo do Seixal num outro local dentro do núcleo urbano antgo, não nos
opomos a isso, não precisa de ser na mesma instalação e se quiser fazer na Flor da Mata claro que
pode fazê-lo; agora transferir a licença ou o alvará do núcleo urbano antgo do Seixal para a Flor da
Mata, nós não estamos de acordo; isso já foi reiteradamente transmitdo; portanto temos aqui de
facto uma posição diferente divergente, é a nossa opinião nós estamos a defender o interesse
público e por isso entendemos manter a nossa posição; aliás e dizer também não entendo em que
é que a Câmara impede que se desenvolva o serviço público das farmácias antes pelo contrário;
essa matéria não é a Câmara Municipal é o Infarmed; nessa perspetva, à Câmara Municipal foi
apenas questonado se estava ou não de acordo em transferir essa licença do Seixal para a zona da
Flor da Mata e nós não estamos de acordo em transferir a farmácia do Seixal para a Flor da Mata,
pode fazer no Seixal, pode fazer na Flor da Mata, pode fazer no Fogueteiro, pode fazer em Vale de
Milhaços, pode fazer onde quiser; quanto mais farmácias tvermos no Concelho do Seixal, melhor
serviremos a população; essa é a nossa posição.i Sobre o Sr.i João da Silva Marques infelizmente é
uma situação que muitas pessoas partlham neste momento, é uma preocupação que muitas
pessoas têm, a falta de habitação; ainda muito recentemente ouvimos e lemos na comunicação
social que o governo finalmente está a lançar um grande programa nacional de habitação agora
ele servirá essencialmente para responder à população residente em Portugal e é isso que nós
esperamos é que finalmente, após muitos anos, talvez mais de uma década de inexistência de um
programa de habitação em Portugal, que se inicie esse programa o mais rapidamente possível; da
parte do município estamos disponíveis para colaborar agora não respeita ao município a
responsabilidade de assegurarem habitações às populações; essa competência é em primeiro
lugar do Estado Central, do ministério do ambiente, da secretaria de estado da habitação, e do seu
insttuto que é o IHRU – Insttuto de Habitação e Reabilitação Urbana.i É isso que vamos
novamente fazer junto quer do IHRU, quer da segurança social; vamos colocar novamente a
situação da sua família junto destas duas entdades; o IHRU que tem a responsabilidade sobre a
habitação em Portugal, que tem fogos disponíveis; no Seixal, em Almada, na Moita e no Barreiro,
tem fogos disponíveis, tem casas livres, e vamos colocar a questão também junto da segurança
social porque se há famílias desprotegidas, se há famílias que têm neste momento uma situação
difcil, compete ao estado através da segurança social poder apoiar; nós, Câmara, vamos fazer o
nosso papel, vamos tentar aproximar o Sr.i João da Silva Marques e a sua família destes insttutos
para que eles respondam como têm que responder; é por isso que os Portugueses pagam os seus
impostos, é para responder às necessidades das populações e o Estado tem que funcionar.i Sobre a
intervenção do Rui Sado eu vou dizer sobre o hospital do Seixal que teremos amanhã uma reunião
decisiva aqui na Câmara Municipal com a equipa da administração regional de saúde de lisboa e
Vale do Tejo onde tentaremos fechar a proposta de concurso do hospital entenda-se concurso dos
projetos ainda e também uma adenda ao protocolo inicial realizado em 2009, portanto amanhã
iremos ter essa reunião e o objetvo será a partr dessa reunião que tudo fique fechado para que
possamos nos órgãos municipais deliberar o que terá que ser deliberado e a ARSoVT a avançar
com os concursos para os projetos do hospital, muito obrigado Sr.i Presidente.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o Período de Antes da Ordem do
Dia com pedidos de substtuição ou ausências inferiores a 30 dias; da CDU Rui Algarvio por Maria
João Oliveira Santos, Carlos Pereira por Almira Santos em virtude de Nuno Pombo e Gonçalo
Oliveira terem também solicitado a sua substtuição, do PSD Rui Mendes por Fátma Prior em
virtude de Ricardo Sores também ter solicitado a sua substtuição e do PAN André Nunes por

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António Sota Martns.i No que se refere aos documentos para o PAOD há um conjunto de
documentos que foram recebidos no período regimental até às 12h00 não carecem de leitura
depende da opção dos proponentes e um outro conjunto que entrou no início foi entregue à mesa
no início dos trabalhos de hoje e esses sim é necessário e no quadro regimental ao abrigo do
regimento que sejam lidos, nós iremos dar essa indicação dos que necessitam até porque são um
conjunto deles se calhar facilita.i”

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


II.1. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Pela gratuitdade do parque de
estacionamento do Terminal Fluivial do Seixal», subscrita por Paulo Siliva.
(Documento anexo à Ata com o número 1)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto seguindo o regimento por ordem dos
grupos municipais o 1.iº documento é uma moção «pela gratuitdade do parque de
estacionamento do Terminal Fluvial do Seixal» não carece de leitura, subscrita por Paulo Silva, que
tem a palavra.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: " Esta moção tem a ver com questão do parque de estacionamento do
Terminal Fluvial do Seixal, todos conhecemos a situação em concreto ou seja há um parque de
estacionamento que está subaproveitado e há muito estacionamento em redor do parque por
causa dos elevados custos de que é cobrado com a guarda das viaturas no parque de
estacionamento, a Câmara Municipal do Seixal propôs à Transtejo que passasse a ser a Câmara a
ficar com a gestão e manutenção do parque de estacionamento e surpreendentemente essa
proposta da Câmara não foi aceite pela Transtejo dizendo que a Câmara teria que pagar para ficar
com a concessão do parque, quando o que a Câmara se propôs foi ficar com a concessão do
parque e o parque passasse a ser gratuito que também teria refexo nas receitas da própria
Transtejo porque iria incrementar o serviço público de transporte fuvial de passageiros; e mais
surpreendente é, porque houve recentemente um protocolo entre a Transtejo e a Câmara
Municipal do Montjo igual ao que foi proposto pela Câmara Municipal do Seixal, em relação ao
Montjo foi aceite foi passada a gestão e a manutenção do parque para a Câmara Municipal de
forma gratuita e os montjenses passaram a não pagar o parque de estacionamento; é isso que
queremos também aqui no Seixal não aceitamos esta descriminação do Seixal em relação ao
Montjo por isso trazemos aqui esta moção para ser aqui discutda e votada.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: " Intervenções, para apreciação? Rui Belchior se faz
favor.i”
Rui Belchior, do PSD, disse: "Bem eu quero aproveitar esta ocasião para que de uma vez para
sempre esclarecer aqui determinadas coisas que vêm sucedendo amiúde; eu gostava de ter uma
explicação neste caso por banda da CDU é que na nossa ótca de quando em quando há uma
apropriação das moções alheias, digamos assim, bom e com certeza que ali o António Santos, e eu
gostava de o ouvir sobre isto, pudesse até esclarecer melhor, porque em dezembro do ano
passado, em 2017, na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias, o PCP apresentou uma
moção sobre o mau serviço da Transtejo e o PSD disse que se fosse incluído uma alínea sobre o
estacionamento gratuito e uma outra de louvor ao esforço dos trabalhadores, que aprovaria a
moção e o PCP concordou; em abril deste ano, portanto agora recentemente, o PSD apresentou

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uma moção na mesma Assembleia sobre o estacionamento gratuito muito idêntca a esta; terá
outras considerações naturalmente, o PCP rejeitou, classificando-a de inoportuna, extemporânea,
e por aí fora; portanto eu gostava muito que o subscritor, o Sr.i Paulo Silva, ou o António Santos
me explicassem isto de uma forma que conseguisse compreender porque de facto não consigo
entender, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Bom, não havendo, António
Santos se faz favor.i”
António Santos, Presidente de Junta da União de Freguesias, disse: "Em relação a essa questão
acho que essa questão deve de ser colocada no seio da própria Assembleia de Freguesia eu sou o
Presidente de Junta e não partcipo tão pouco nessa discussão; agora o que eu posso dizer, e
lamento, é que de facto haja algum aproveitamento polítco à volta dessas situações; eu quer-me
parecer que isso foi colocado num momento onde a própria comissão de utentes esteve presente
nessa Assembleia de Freguesia e de uma forma clara colocou a sua justa luta em relação às
melhores condições, não só a nível da questão do estacionamento como a nível das faltas dos
próprios barcos de ligação do Seixal/oisboa; aliás não são só os barcos, devia de haver mais
ligações, aproveitar melhor o nosso mar da palha e a ligação a oisboa e até por ventura até
Almada; agora o que eu penso que o principal desta questão é muitas vezes os timingsi e os
aproveitamentos que se fazem das coisas; de qualquer forma essa moção foi rejeitada nesse
sentdo e com outras considerações seguramente que eu neste momento também não tenho
presente em memória mas essa questão deve de ser colocada à Assembleia de Freguesia não se
calhar ao próprio Presidente da Junta, no entanto o presidente da junta tem uma opinião muito
clara sobre isso; a pior coisa que eu posso ver na polítca são aproveitamentos bacocos são
realmente estas questões e ainda mais sobre situações que estava na iminência de realmente ser
tratada e na iminência de acontecer através das várias reuniões tdas assim como da própria
comissão apresentada pela própria comissão de utentes, Sr.i Presidente disse.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não há mais pedidos de intervenção, certo? Então
o proponente Paulo Silva se faz favor.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: "Eu não estve na Assembleia de Freguesia da União não sei o que se
passou lá o que eu sei foi que da parte da Câmara Municipal foi apresentada esta proposta à
Transtejo e que surpreendentemente a mesma não foi aceite pela Transtejo e com esta não
aceitação há prejuízos para todos os habitante deste nosso Seixal, deste nosso Concelho e ficam
até numa situação de discriminação em relação ao Montjo, e é isso que é importante que a gente
tome aqui assim uma posição contra esta discriminação e exigirmos igualdade de tratamento.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Sr.i Presidente da Câmara se faz favor.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Bom, gostava de dizer que na Câmara Municipal foi
aprovada uma tomada de posição que vai no mesmo sentdo, por unanimidade subscrito pelas
forças polítcas que integram o executvo da Câmara Municipal o que originou já um pedido de
reunião ao Sr.i Ministro do Ambiente que é quem tutela esta área e claro só depois de uma reunião
com a administração da Transtejo que nos transmitu que a empresa neste momento está
insolvente está em falência técnica e o que aconteceu no Montjo foi uma decisão polítca do
Secretário de Estado e que no caso do Montjo tnha sido uma opção polítca do Secretário de
Estado e eu retorqui bom então no caso do Seixal o que me aconselha a fazer é naturalmente falar
com o Sr.i Secretário de Estado, sim se a orientação do Secretário de Estado for nesse sentdo

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tomaremos essa iniciatva e por isso eu entendo que não pode haver e na polítca ainda por cima
quando falamos não só no tratamento entre municípios do Estado para os Municípios com as
empresas públicas que prestam e devem prestar serviço público não pode haver descriminação se
nesta Assembleia Municipal tanto se falou sobre discriminação eu penso que não podemos
admitr que neste caso ela se assuma e nessa perspetva estou em crer que a reunião com do Sr.i
Ministro ou o Sr.i Secretário de Estado será profcua para conseguirmos este objetvo a Câmara
Municipal assim que receber a gestão do parque de estacionamento do terminal fuvial do Seixal
portanto assumirá a responsabilidade de garantr o acesso de forma gratuita a toda a população
mantendo naturalmente a limpeza a segurança, vigilância e a iluminação deste parque, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos colocar à votação esta moção.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 40/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Trinta e três (33) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 10
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
 Quatro (4) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto foi aprovada com os votos da CDU, PS, BE,
de Fernão Ferro, do PAN e do CDS e o voto contra do PSD.i Há alguma declaração de voto? Há uma
Rui Belchior.i”
Rui Belchior, do PSD, disse: " Vou fazer de forma verbal ou oral, votámos contra para devolver o
mesmo sentdo de voto que a CDU fez em abril, porque não admitmos nem plágios nem
apropriações das nossas ideias e quando é a CDU a fazer a proposta são medidas oportunas e
defendem os munícipes quando é os outros partdos já é completamente bacoco dessas mesmas
medidas e isso nós não conseguimos admitr, muito obrigado.i”
II.2. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pela compartcipação das refeições
escolares nos períodos de fmrias escolares», subscrita por Nelson Patriarca.
(Documento anexo à Ata com o número 2)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Passamos para o momento seguinte é uma moção
«Pela compartcipação das refeições escolares nos períodos de férias escolares».i Esta moção do PS
é subscrita por Nelson Patriarca que tem a palavra, se faz favor; Samuel Cruz, então, se faz favor.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Na leitura da moção, penso que o tempo não conte para isso, dizer
que o Partdo Socialista está atento; não havia necessidade de ler as moções apesar de isso estar
no regimento; a postura o Partdo Socialista a partr deste preciso momento muda e é pelo
escrutnio absoluto daquilo que é regimental; o que se passou aqui com a Câmara a Câmara não
tem tempo neste período regimental, na últma reunião foi muito para além daquilo que tem

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direito nomeadamente em tempos e então não volta a acontecer porque o Partdo Socialista não
pode ser o Partdo Socialista aplica-se todas as regras para os outros não se aplicam as regas de
maneira que vou passar a ler, mas estarei atento e a justficação fica aqui dada, depois de seguida
leu integralmente e com rapidez que dificultou a compreensão, o documento anexo à Ata com o
número 2.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Apenas três apontamentos e aqui Samuel dizer-lhe
o seguinte, em primeiro lugar já me foi colocado pela mesa a dificuldade de uma leitura destas em
relação à ata e nós não nos responsabilizamos, 2.iª questão, em relação à leitura foi discutdo por
nós e assim ficou no regimento e creio consensualmente não me lembro de ter havido alguma
oposição ou alguma dúvida sobre isso não me lembro, bom mas isso é uma matéria que depois
falaremos, 3.iª questão, em relação ao tempo de intervenção no período de Antes da Ordem do
Dia foi também acordado este modelo entre nós, bom agora efetvamente o equilíbrio de
intervenção que temos sim senhor, já falámos sobre isso, ou seja nada aqui foi visto por nós
agora, num parênteses mesmo, porque não vamos fazer aqui os dois substtuir depois
refetremos, é o nosso modelo de trabalho na reunião de oíderes, é evidente se o modelo fosse
que cada um apresentava as moções não é possível; mas isso é opção que cada um entende, o PS
apresenta 10 se a CDU apresentasse 12 é evidente que só na leitura se esgotava o tempo, mas
Samuel diga lá.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: "Sr.i Presidente a questão não se coloca nas regras que acordámos
todos, aliás o que eu disse foi que a partr deste momento as regras que acordámos todos vão ser
aplicadas sem exceção, porque não se podem aplicar as regras a uns e aos outros ser mais ou
menos; eu lembro-me que a Câmara Municipal na últma Assembleia Municipal excedeu o seu
tempo bem mas bem mais meia hora, o partdo socialista referiu isso e disse que não havia
problema a bem do debate democrátco; não existe qualquer necessidade uma vez que temos os
tempos distribuídos por todos os elementos da Assembleia dessa leitura no entanto o oíder da
bancada do Partdo Comunista foi absolutamente infexível e o Partdo Socialista será
absolutamente infexível daqui para a frente naquilo que é regimental, dançamos consoante a
música que tocam, foi apenas isso que eu quis dizer.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “E a Mesa da Assembleia Municipal põe a orquestra
a funcionar conforme os músicos e aquilo que foi cedido pelos tenores, quer dizer por os oíderes
foram eles que decidiram, que fique claro, portanto aqui a Mesa não protege ninguém nem grupo
nenhum, nem coisa nenhuma, certo? Para o bom funcionamento democrátco, não, não há regras
para todos, regras são para a Assembleia e para a Câmara obviamente as regras estão no
regimento sobre isso não temos dúvidas; ó Samuel para não prolongarmos isto, sabe muito bem
que a mesa o Presidente, o 1.iº Secretário e o 2.iº Secretário têm uma gestão que procura
naturalmente que a Assembleia tenha o melhor funcionamento democrátco, é o nosso papel;
podemos não conseguir sempre.i.i.i atenção Paulo, para fecharmos, e agora é para os líderes; é que
nós estamos aqui agora a fazer uma reunião de oíderes e a população a assistr, então a mesa vai
dar, se o entenderem, uma palavra breve aos líderes, certo? Paulo Silva.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: “Eu acho que temos que levar isto a sério e acho que há regras que é
para serem cumpridas se ficou no regimento que foi aqui bem discutdo que há duas hipóteses
entregar até ao meio dia e aí não é necessário leitura podendo que tem um caráter excecional
entrega-lo mais tarde e aí obriga à leitura, mas é uma leitura séria, não foi o que foi aqui feito,
porque ao contrário do que disse o líder do Partdo Socialista não é verdade que todos os

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membros das Assembleia tenham acesso a esta moção; esta moção foi apenas nos termos
regimentais distribuída aos líderes de cada bancada, portanto vamos lá ser sérios na discussão não
é agora chegarmos com 10 moções à últma hora.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Agora João Rebelo se faz favor.i”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “A minha intervenção era para falar sobre a moção, não era
especificamente sobre isso porque em relação a esta matéria eu beneficiei há duas Assembleias
Municipais atrás eu entreguei fora do prazo e não li não sabia que era preciso ler confesso a minha
ignorância sobre essa questão e dispenso a leitura se toda a gente concordar com isso nas
próximas moções não me importo porque beneficiei disso mas fica de ora avante estabelecido que
quem entregar depois do meio dia fica sujeito às regras, bem foi o que aconteceu comigo e acho
que os senhores eleitos têm direito ao mesmo.i Sobre a moção, esta moção é que é interessante e
importante, eu acho que são preocupações de todos os eleitos municipais já manifestaram; essa
questão envolve verbas indiscutvelmente é uma despesa que acrescenta ao orçamento da
Câmara, mas é uma despesa produtva que tem a ver com o bom ambiente dos próprios alunos
que estão fora dos períodos letvos e portanto nós votaremos a favor; eu coloco uma pergunta ao
Partdo Socialista, é mesmo desconhecimento e não estou a dizer que não têm razão mas no vosso
2.iº ponto futuramente efetue a devida comunicação do número de alunos a frequentarem as
AAAF, mesmo em período de férias escolares, no sentdo de garantr a devida compartcipação
financeira paga pelo Ministério da Educação, eu sei que o Ministério da Educação tem uma
compartcipação durante o ano letvo; será verdade isto mesmo? Obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vítor Cavalinhos.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: "Eu não vou falar sobre a moção e isto está aqui assim um
bocadinho para o alto, muito simplesmente o regimento o que diz é aquilo que diz até ao meio dia
no dia da Assembleia Municipal as moções são enviadas e é preciso notar que a partr do meio dia
e meia hora as moções são enviadas para todos os membros da Assembleia Municipal e portanto
durante a tarde têm tempo de as ler e chegam aqui com o conhecimento do que elas lá têm; as
moções que são entregues antes do início da Assembleia Municipal obrigatoriamente têm que ser
lidas é o que diz o regimento; o Partdo Socialista não fez o trabalho de casa e não fez aquilo que
devia de ter feito que era entrega-las atempadamente e agora quer confusão e fazer aqui uns
brilharetes mas para esse peditório nós já demos.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Mais intervenções sobre a moção? Paula Santos se
faz favor.i”
Paula Santos, da CDU, disse: “Queria aqui colocar três aspetos, um primeiro ainda de forma
porque recordo-me sempre que a CDU que quando entregou as moções fora do tempo estpulado
lemo-las sempre por isso não compreendo a questão que foi aqui suscitada, mas de qualquer das
formas não podemos deixar de registar que seja o próprio proponente que tenha feito a leitura
que fez da sua própria moção sem sequer valorizar as propostas que traz à Assembleia Municipal;
mas isso fica naturalmente com quem propõe; sobre alguns aspetos que aqui estão colocados na
moção dizer o seguinte: Há um conjunto de questões que vêm aqui referidas que não são
rigorosas e uma primeira questão que não é rigorosa porque mistura aqui vários assuntos várias
questões e é preciso que se esteja bem presente do que é que se está a referir a Ação Social
Escolar compartcipa os estudantes carenciados de acordo com os critério que estão estabelecidos
na lei no período letvo não é verdade que a Câmara Municipal não assegure compartcipações nos

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períodos de interrupção letva a Câmara assegura com exceção do mês de julho indo para além
daquilo que é a compartcipação que recebe por parte do Ministério da Educação para as refeições
porque o programa de fornecimento de refeições para o ensino básico ele só contempla as
refeições ou o próprio 1.iº ciclo do ensino básico ele só contempla o período letvo não contempla
o ano letvo por isso esta compartcipação que é feita, é feita e suportada integralmente pela
Câmara Municipal do Seixal e por aquilo que calha às famílias é importante referir porque há aqui
uma ideia que é que pode ser lida de uma forma extensiva e não é exatamente também dessa
forma ao dizer-se que no pré-escolar da rede pública há a componente da alimentação e do
prolongamento de horário é verdade mas isso não abrange o 1.iº ciclo, há esse programa mas é
dirigido somente à rede do pré-escolar, ao 1.iº ciclo não é, por isso as questões relatvamente à
interrupção letva nomeadamente no que diz respeito aos apoios para o 1.iº ciclo estão sempre de
fora não há qualquer tpo de apoio por parte do Ministério da Educação relatvamente a essa
matéria, mas o que eu queria aqui colocar e suscitar é porque a questão que esta moção trás há
aqui uma questão de fundo que é de facto uma preocupação que devemos ter presente e uma
preocupação que nos deve fazer refetr, primeiro quando falamos de escola a tempo inteiro
estamos a falar de escola a tempo inteiro ou escola o ano inteiro é preciso perceber o que é que a
gente quer de facto do período letvo e que educação é que se pretende garantr para os alunos e
para os estudantes este é um primeiro aspeto educação, depois há um outro aspeto que é apoio
social às famílias é verdade e nós conhecemos esta realidade muitas e muitas famílias que
infelizmente motvados pelos horários de trabalho que têm ou pelo desregulamento dos horários
dos trabalhos que têm pelos períodos longos que têm de deslocação entre a casa e os locais de
trabalho naturalmente precisam de apoio e é necessário ter uma solução para as crianças mas a
questão que se coloca nesta matéria é se nós queremos que estudantes passem 11 meses na
escola 7, 8 ou mais horas nas escolas ou queremos de facto garantr que tenham uma educação de
qualidade que tenham um período de lazer bem de qualidade para as próprias crianças e este é
um aspeto que importa ter aqui em cima da mesa e é uma questão bem mais profunda do que
aquela que o Partdo Socialista aqui coloca e essa sim valia a pena aprofundarmos, valia a pena
aprofundarmos também quem é que tem que dar esta resposta às famílias? Não há uma resposta
no plano nacional então subentende-se que as autarquias têm que fazer aquilo para o qual não há
resposta a nível nacional, creio que não, não pode ser esse o caminho, tem que de facto se pensar
nisto numa forma global e a forma global é pensando na organização da sociedade, é pensando
em horários de trabalho, por exemplo, nós temos apresentado propostas para a redução de
horários de trabalho para as 35 horas quer do público que está avançado mas o privado também
de se pôr fim à desregulamento dos horários de trabalho para que os Pais tenham mais tempo
para as famílias ou que os Pais tenham mais tempo para estar com os filhos, este é um aspeto
fundamental pois naturalmente ter uma solução de sociedade de qualidade e não colocar às
escolas aquilo que não cabe à educação resolver mas cabe sim à intervenção social e no plano
social dar resposta.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção nesta moção? Confirma-se, não havendo passamos ao proponente.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Bom, muito rapidamente em relação à compartcipação o que está
aqui em causa é que a Câmara naquilo que toca ao 1.iº ciclo compartcipa até aos 10 meses para
além daquilo que o Ministério da Educação dá portanto o que está aqui em causa é que se
compartcipa e se está de acordo com o princípio em vez de ir até aos 10 meses vai até aos 11
meses essa é uma parte da questão e não vejo qualquer apesar destas redundâncias daqui a

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questão de princípio é ou não financia mais nada daquilo que o Ministério da Educação financia ou
se financia então vá até à totalidade do tempo que os alunos estão na escola e são os 11 meses e
não apenas os 10, e não mas a Câmara até aos 10 vai e paga portanto só não quer é pagar mais
um mês é apenas economicista da parte da Câmara não tem nada a ver com o princípio porque o
princípio em si já está violado em relação ao pré-escolar a questão é mais grave é que a Câmara
nem sequer toma as medidas administratvas que o Ministério da Educação subsidia aquilo que
tem possibilidade de subsidiar portanto é apenas fazer o trabalho administratvo aqui da Câmara
para que o Ministério isto é dinheiro que a Câmara tem direito a receber e não recebe por inercia
portanto a questão está absolutamente feita, em relação à escola a tempo inteiro bem, o
problema de facto no Concelho do Seixal põe-se porque o Seixal persiste no turno duplo deve-se
contar neste País por uma mão os municípios que ainda têm turno duplo e estou a dizer bem
conta-se por uma mão os municípios que ainda têm turno duplo em todo o País, não é no Distrito
de Setúbal não é na Área Metropolitana de oisboa, é em todo o País, essa é uma parte do
problema e de facto uma parte do problema grave; por outro lado o Partdo Socialista concorda
que devem ser feitas mais coisas por exemplo as férias desportvas, há muitas Juntas de Freguesia
em oisboa que proporcionam 15 dias de praia a todos os residentes daquela Freguesia; o desafio
fica feito a todas as freguesias do Concelho fica feito ao município do Seixal vão façam programas
de férias desportvas é assim que aqui mesmo ao lado em oisboa se faz, as crianças ficam muito
mais.i.i.i Ó Sr.i Presidente assim não dá, sou interrompido muitas vezes.i.i.i mas pedia-lhe que de
futuro fosse um bocadinho mais proatvo nesta questão porque de facto a Assembleia já estava
toda a gritar quando o interrompi, bem mas finalmente conseguiram o pretendido que era
cortarem-me o raciocínio pronto.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Sr.i Presidente da Câmara se faz favor.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu pedia a intervenção da Sra.i Vereadora da Educação
para ajudar a esclarecer esta questão várias vezes suscitada na Câmara Municipal também, se faz
favor Sra.i Vereadora”
A Vereadora Manuela Calado disse: "Bom, eu acho que a intervenção da deputada Paula Santos
veio de certo modo também dar aqui já alguns contributos para o esclarecimento, e penso que
quando são apresentadas moções elas também devem ser rigorosas na apresentação dos seus
dados e portanto duas considerações acerca desta moção, a primeira e porque está aqui bem
evidenciado, não é verdade que a Câmara Municipal do Seixal e como já aqui também foi referido
só paga nos períodos letvos portanto era importante que esta moção também tvesse esclarecido
que durante as pausas letvas do Natal, Carnaval, Páscoa e até ao final do mês de junho a Câmara
Municipal paga as refeições escolares que não são compartcipadas; e quando eu digo que não são
compartcipadas é isso mesmo, na plataforma nós temos que inserir os dias letvos , e só para lhe
dar o exemplo, se o ano passado o período que foi pago foram 180 dias para este ano apenas o
ministério paga 174 que é aquilo que é que são os dias letvos deste ano e, portanto, se os
deputados do PS com esta moção dizem que a Câmara não paga e não assume as suas
responsabilidades ela vai muito para além daquilo que são as suas responsabilidades; neste
momento o que é que estamos a fazer? estamos, à semelhança daquilo que fizemos o ano
passado, estamos a pedir às escolas que nos deem a informação ou que nos solicitem a
informação quantos meninos e quantos alunos poderão comer na escola durante o mês de julho
para depois nós podermos também fazer aqui o exercício, quanto às atvidades de apoio à família
dizer-vos que realmente é da competência no caso do pré-escolar portanto à semelhança daquilo
que foi feito nos anos anteriores para o ano letvo de 2017/2018 apenas dois agrupamentos

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solicitaram o prolongamento de horário que é o Jardim de Infância da Quinta de São Nicolau e D.i
Nuno Álvares Pereira portanto foram apenas estes dois JI deste agrupamento que solicitaram,
portanto se os outros não solicitaram, neste caso não vamos para além daquilo que os
agrupamentos e as escolas nos solicitam; portanto estamos aqui também a fazer um caminho
nesse sentdo estamos em crer que para o ano letvo 2018/2019 portanto provavelmente haverá
umas alterações a fazer, dizer-vos que as refeições, a não ser que o Ministério também faça essa
alteração, portanto aquilo que nos compete a nós enquanto Câmara Municipal do Seixal nós
cumprimos aquilo que não nos compete nós também estamos atentos às necessidades das
famílias e portanto também estamos a trabalhar em parceria com as escolas para averiguar e para
perceber o que é que aqui está em causa; agora eu penso que é extremamente redundante dizer
que a Câmara Municipal do Seixal não cumpre as suas, aquilo a que tem que cumprir e portanto
acho que quando estas moções são apresentadas elas também devem ser, cumpre, cumpre,
pronto, era isto que eu tnha a dizer Sr.i Presidente.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “ Obrigado Sr.i Presidente.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado Sr.i Presidente, vamos passar à votação,
diga, diga, ok se faz favor, se faz favor.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: " Para pôr os pontos nos is, de facto a Sra.i Vereadora reconheceu o
erro é bom, agora o problema é que vai dizer que para o ano vai mudar, mas este erro foi
assumido o ano passado na Câmara; aliás, o Sr.i Presidente da Câmara comprometeu-se a entregar
a todos os senhores Vereadores o levantamento da situação faz agora um ano e contnua sem
conseguir fazer que é simplesmente fazer o levantamento do que se passa acerca desta situação e
sendo que o que está em causa são as famílias mais carenciadas e sendo as famílias mais
carenciadas que estão em causa esta situação por um lado deixa andar por outro minimiza aquilo
que são as obrigações da Câmara; não se compreende de todo, um ano é tempo a mais para as
crianças que vão para a escola com fome.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Bom, vamos colocar à votação.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 41/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Dezanove (21) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
 Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor do PS do PSD do BE do CDS do PAN e do Sr.i Presidente Carlos Reis, e os votos contra da
CDU.i”

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II.3. O Grupo Municipal do PSD apresentou a Saudação «Amora FC – Futebol SAD pela ivitória
no Campeonato Distrital de Setúbal», subscrita por Rui Belchior.
(Documento anexo à Ata com o número 3)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é do PSD
é uma saudação «Amora FC – Futebol SAD pela vitória no Campeonato Distrital de Setúbal», é
subscrita por Rui Belchior tem a palavra se faz favor.i Sim senhora não carece de leitura,
apreciação, quem é que pretende intervir nesta saudação? Não há pedidos de intervenção.i
Proponente? Eu não perguntei ao Sr.i Presidente da Câmara se pretende alguma referência? Não,
obrigado.i Proponente é para fechar.i”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Portanto esta saudação pretende saudar o Amora Futebol Clube pela
vitória no Campeonato Distrital de Setúbal é linha aliás do que já fez ou que faz a Câmara aqui com
este magnífico outdoor, pretendo também saudar todo o trabalho que foi feito desde há 5 anos na
recuperação de um Clube que estava à beira da extnção, pretendo saudar o homem que
personifica todo este crescimento dizendo Carlos Henriques, por últmo pretendo ainda saudar a
consttuição da SAD que vai permitr ao Clube que possa contnuar a crescer para outros
patamares, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos colocar à votação.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 42/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada por unanimidade.i
Declaração de voto, Samuel se faz favor.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: " Bem, o Partdo Socialista faz a sua declaração de voto no seguinte
sentdo, celebrou-se no 1.iº de Maio o 97.iº aniversário do Amora Futebol Clube, nas suas mais de
nove décadas de existência o Amora Futebol Clube soube honrar o nome da terra que o viu nascer
e a que pertence os resultados da presente época mostram bem a qualidade das suas equipas e os
seus resultados falam por si com destaque para os resultados dos seniores masculinos quando
foram campeões Distritais subindo a equipa às competções nacionais, o Amora Futebol Clube
conta com 5 equipas em competção e 5 equipas nos campeonatos nacionais o amora Futebol
Clube está de parabéns pelo seu 97.iº aniversário mas também pelo empenho dos seus atletas que
está representado na presente época, assim o grupo do Partdo Socialista vai associar-se à moção
aqui apresentada pelo PSD e parabenizar o Amora Futebol Clube.i”

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II.4. O Grupo Municipal do BE apresentou a moção «Palaivra dada, palaivra honrada», subscrita
por Vítor Caivalinhos.
(Documento anexo à Ata com o número 4)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é uma
Moção «palavra dada, palavra honrada» é do BE e é subscrita por Vítor Cavalinhos, a moção não
carece de leitura mas faz favor até porque houve uma alteração é isso.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: "Eu não vou ler a moção não carece de leitura de qualquer modo
houve uma pequena alteração que nós tvemos o cuidado de entregar a todos os grupos
municipais e à mesa da Assembleia e eu vou passar a ler a alteração que é do vosso conhecimento
a primeira delas é que nós estamos reunidos em sessão extraordinária e não é extraordinária mas
sim ordinária, esta é a 1.iª alteração e a outra é na deliberação no ponto único que dizia: Apoiar a
luta dos professores e professoras pela dignidade e valorização das suas carreiras, e nós decidimos
acrescentar uma vírgula e acrescentamos o seguinte: “incluindo o reconhecimento da contagem
integral do tempo de serviço”, é só.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Intervenções? Bruno Barata se faz favor.i”
Bruno Barata, do PS, disse: "Eu queria dizer que os professores estão em luta, os professor estão
sempre em luta faz parte não tenho nada contra isso e acho que todas as classes profissionais têm
o direito a protestar e tentar melhores condições de trabalho possíveis, mas tem que se dizer aqui
que o tempo da austeridade criou alguns constrangimentos na contagem de tempo e não se pode
querer o sol na eira e a chuva no nabal, queria dizer que os professores recusaram o sistema de
avaliação e demitram a melhor Ministra da educação da democracia a ministra Maria de ourdes
Rodrigues que quis implementar o sistema de avaliação, os professores avaliam mas não querem
ser avaliados, eu queria recordar (Houve aqui uma interrupção) eu queria recordar efetvamente o
que o Governo fez pelos professores e por todos os funcionários públicos como a reposição dos
cortes salariais, a reposição das 35 horas semanais a revisão do regime da requalificação a
eliminação da sobretaxa como o aumento agora sim progressivo das progressões das carreiras,
disse.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto PAN, peço desculpa, primeiro era o João
Rebelo, peço desculpa António, não? Então António Martns se faz favor.i”
António Martns, do PAN, disse: "É engraçado porque toda a gente fala dos professores
principalmente quando não os conhece; eu sou eleito do PAN, e sou sindicalista, sou vice-
presidente do sindicato dos professores e portanto venho-lhe dizer Sr.i eleito que os professores
têm um sistema de avaliação, foi um sistema de avaliação que foi imposto, um sistema de
avaliação em que não se passa pelo tempo de serviço como dizem alguns comentadores, mas sim
por apresentação de resultados e inclusive têm dois momentos de travagem na progressão da
carreira em que só passam os melhores, aqueles que conseguirem ter muito bom ou excelente, ou
que estejam dentro das vagas que forem estpuladas pelo governo.i Portanto Sr.i Eleito por favor
não fale daquilo que não sabe; outra coisa é a recuperação do tempo de serviço, a recuperação do
tempo de serviço foi algo que o governo do PS, do seu partdo, prometeu aos sindicatos a 18 de
Novembro de 2017, foi algo que o seu governo se comprometeu a fazer portanto não é algo que
esteja a cair agora como sendo uma reivindicação dos professores foi algo que foi dado a todos os
funcionários públicos menos aos das carreiras especiais e por isso o que ficou para discutr nem

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sequer foi se havíamos de dar ou não o tempo de serviço que foi retrado aos professores, foram 9
anos, 4 meses e 2 dias, mas sim a forma como esse tempo iria ser recuperado inclusive os
sindicatos nessa reunião do dia 18 de novembro aceitaram que a reposição desse tempo de
serviço fosse feita até 2023 eu pessoalmente nunca aceitaria que um governo que mente que
corta e volta atrás na palavra que dá viesse agora dizer que vai repor o tempo de serviço que vai
ser dado por um governo que não sabe se vai ser o seu e da minha parte espero que não seja,
tenho dito.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ João Rebelo se faz favor.i”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: "Explicar o sentdo de voto que vou ter, que é a abstenção, e por
algumas razões que são as seguintes, eu já ouvi muitas justficações sobre muita coisa mas com
toda a franqueza eu acho que devemos repor o debate onde ele está, como começa a moção fala
estveram congelados precisamente 9 anos 4 meses e 18 dias, estamos a falar portanto os
congelamentos começaram em 2009 e nós não éramos governo quem começou o congelamento
foi o Partdo Socialista que gostaria de recordar e se esse congelamento existe há 9 anos nós
tvemos 4 anos no governo portanto existe congelamento das carreiras dos professores 5 anos
destes 9 anos foram o Partdo Socialista o governo, segundo ponto, este governo existe e está no
poder porque a CDU ou seja, PCP, PEV, e BE apoiaram este governo para estar lá presente
portanto aqui também há responsabilizações que foram aprovando repetdamente orçamentos de
estado prometeram manutenção deste governo e contnuam com os congelamentos.i 3.iº Dado, o
PAN que se absteve de facto nos primeiros dois orçamentos votou a favor do últmo também tem
aqui alguma responsabilidade sobre a sustentabilidade deste governo do Partdo Socialista, quem
não votou fomos nós, eu e o PSD.i 4.iº Ponto, tem toda a razão o BE, o PCP, o PEV e o PAN quando
houve um compromisso público do primeiro-ministro deste governo sobre estas questões e que
não está a ser cumprido, portanto compreendo perfeitamente que se sintam absolutamente
enganados, mas deixo aqui um desafio no próximo orçamento de estado manifestarem o vosso
repúdio a isso mesmo e votarem contra no próximo orçamento de estado que é uma forma
deliberada de o fazer, sobre esta questão específica nós concordamos que isto devia haver
progressividade sobre este estabelecimento os cálculos ainda não estão completamente porque
há vários números que falam de 600 milhões, falam de 800 milhões, falam de 400 milhões
também não se sabe exatamente às vezes para se assustar fala-se de mais depois afinal será muito
menos daquilo que nós estamos a falar, agora a questão que existe e é um problema os
professores estão em protesto ou estavam, estão em protesto o que causa distúrbio sempre na
vida das pessoas as greves e os protestos porque depois as famílias ficam com problemas; isto é
um assunto que é recorrente, quer a avaliação quer outros assuntos sobre as carreiras dos
professores; eu acho que eventualmente há tempo de procurar uma solução que não pondo em
causa as contas públicas que se refete sempre em tudo isso e não é só a única carreira especial
que está com este problemas; estou a falar também das forças e serviços de segurança, as forças
armadas que estão exatamente com o mesmo problema e sei o que é que estou a falar porque eu
sou da comissão de defesa e sei que as associações socioprofissionais e que os militares nos têm
dito; portanto são assuntos que estão agora aqui presentes, agora vamos ter eleições este ano e
toda a gente vai ter que dizer o que é que vai fazer com as contas; agora que existu um
compromisso público sobre esta matéria é indiscutvel para toda a gente e portanto achei
engraçado e está bem visto a frase da moção «Palavra dada palavra honrada» que não foi o que
aconteceu, muito obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Júlia Freire se faz favor.i”

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Maria Júlia Freire, da CDU, disse: "Eu tnha pensado que viria aqui fazer uma intervenção no
sentdo uma vez que o meu colega professor o nosso companheiro aqui do PAN disse tudo o que
era importante dizer é sindicalista e explicou muito bem acho que não haveria qualquer dúvida eu
também sou sindicalista sou delegada sindical não sou dos organismos dirigentes de nenhum
sindicato mas nós sabemos bem aquilo que falamos e sabemos bem aquilo que andamos a
defender, na sequência da intervenção do eleito João Rebelo eu sinceramente fiquei com algumas
coisas para dizer porque de facto aquilo que acontece é que o tempo de serviço tem que ser
contado, tempo de serviço foi de facto feito e como tal não pode ser apagado e o governo aceitou
isso e no Orçamento de Estado aquilo que está estpulado é precisamente isso não há dúvida
nenhuma aquilo que foi aprovado na Assembleia da República está claro a única coisa que falta é o
governo assumir aquilo com que se comprometeu porque na realidade o que é importante discutr
agora não é se o tempo vai ou não vai ser contado aquilo que é importante discutr aquilo que
falta discutr aquilo que falta acertar é a forma como pode vir a ser contado e eu estou
plenamente de acordo com aquilo que disse o eleito do PAN realmente um governo que se
compromete com uma coisa que não sabe se vai poder cumprir nem sabe se vai ser governo já é
muito suspeito, os sindicatos aceitaram, aceitaram pronto está aceite mas na realidade é isso que
está em causa nós não podemos nunca desmobilizar, e já agora relatvamente ali ao Sr.i Barata
dizer-lhe que de facto eu até me repugna ouvi-lo dizer aqui e tenho que manifestar a minha
indignação que a ministra Maria de ourdes Rodrigues foi de facto a melhor ministra que já tvemos
os professores sabem bem que a Sra.i Ministra Maria de ourdes Rodrigues e ainda bem que o Sr.i
Eleito aqui o disse porque nós assim ficamos a conhecer perfeitamente a índole deste PS que
temos na Assembleia Municipal do Seixal, disse.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Mais intervenções? Samuel Cruz.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: " Duas breves notas, uma em relação à intervenção do Bruno, eu
percebo a confusão mas ele hoje não falou no anterior governo falou quando começou a
austeridade e quando começou a austeridade de facto bate em 2009 e está tudo certo por um
lado, por outro lado a realidade tem destas coisas as reivindicações dos professores custam neste
momento 600 milhões e não há 600 milhões e portanto as reivindicações têm a sua justça a vida é
o que é mas 600 milhões não há e acerca disso nada há a fazer.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Tem a palavra o proponente
para fechar, sem comentários … foi por lapso meu já tnha pedido a palavra, a moção é do BE, o
António Martns já tnha pedido a palavra antes? É pá então já não dá, mas veja lá ainda com o
Bloco.i”
António Martns, do PAN, disse: "É só para relembrar o PS duma recomendação que vocês
aprovaram na Assembleia da República datada do dia 15 de dezembro de 2017 que é a resolução
da Assembleia n.iº 1 de 2018 e que diz, no fim, que seja contado todo esse tempo de serviço para
efeitos de progressão de carreira e da correspondente valorização remuneratória, mais uma vez o
PS na Assembleia da República aprovou, outra coisa, os 600 milhões era se todos os professores
passassem no mesmo dia no mesmo ano todos de escalão isso não é verdade eu passo em janeiro
outros passarão em fevereiro, eu só passo em 2019 os 600 milhões vão ser diluídos em vários anos
e aliás o que ficou, eu já não sei, comprometdo pelo governo porque não sei se o governo se
compromete com alguma coisa em relação a isto é que esta progressão era feita até 2023, ora os
600 milhões afinal é para pagar já? É que então vamos ter progressão já em 2018 o orçamento de
estado não prévio, portanto estamos a falar do quê, 600 milhões do quê, 600 milhões até 2023

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podemos falar, agora 600 milhões para progressão agora não é com certeza nem contando os 9
anos 4 meses e 18 dias que nos foram retrados, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vítor Cavalinhos então.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: "Começo por responder ao meu colega João Rebelo do CDS a dizer-
lhe que do governo que fez parte podia perfeitamente ter aproveitado para descongelar as
carreiras nos quatro anos que lá esteve e agora em vez de nove eram menos quatro eram cinco,
mas o PSD e o CDS não fizeram nada para descongelar as carreiras portanto é assim; e agora é que
eu vou ler algumas coisas que estão aqui na moção que fica tudo claro, a norma que prevê e
obriga todo o tempo das carreiras seja contado os 9 anos 4 meses e 18 dias tal norma do
orçamento de estado que decorre de uma proposta apresentada do próprio PS depois de
negociações com o Bloco e o PCP, e não é sequer uma proposta infexível dado que permite um
faseamento tendo em conta as disponibilidades orçamentais, o que agora acontece é termos um
governo minoritário que não quer cumprir a lei que a maioria na Assembleia da República aprovou
é só isto o governo recusa-se a cumprir uma lei que a Assembleia da República aprovou e ele
mesmo aprovou.i Os sindicatos estão disponíveis para definir um faseamento que seja
comportável pelas contas públicas enquanto o governo não discute nenhum faseamento porque
simplesmente não quer reconhecer o tempo de serviço dos professores, o governo assinou em
novembro passado um acordo com os sindicatos que expressava textualmente e sito, o tempo de
serviço prestado durante o período de congelamento das carreiras seria contado para efeitos de
progressão, agora dá o dito pelo não dito, e volta aqui a questão da honra, onde é que ela está? E
da palavra dada? E a últma questão, não há dinheiro, pois não, 600 milhões, não há dinheiro, o
governo diz que os professores querem tudo de supetão, é falso, o meu colega do PAN já aqui
esclareceu as coisas e a Júlia também; mas já agora, só para acabar, trago aqui a 1.iª página de um
jornal que diz assim: Ajudas aos bancos nos últmos 10 anos custaram o equivalente a 23 pontes
Vasco da Gama 23,7 mil milhões! acontece aquela coisa curiosa na nossa sociedade que já se
repete há muito tempo quando a banca tem lucros distribui dividendos quando tem prejuízo é o
Estado que resolve, para os bancos o dinheiro é infinito para os professores é aquilo que a gente
sabe, era só.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos colocar à votação.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 43/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
 Onze (11) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
 Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do BE, do PAN e do Sr.i Presidente Carlos Reis e a abstenção do PSD e do CDS e o
voto contra do PS.i Em declaração de voto Bruno Barata.i”
Bruno Barata, do PS, disse em declaração de voto: "E na discussão desta moção compreendo que
se debatam estas matérias com bastante sentmento porque estamos a falar dos rendimentos das
pessoas e queria deixar claro que nada move contra os professores e nem contra outra classe
profissional qualquer portanto queria deixar isso bem claro, o PS vota contra porque partmos aqui
de um pressuposto errado porque partmos de um pressuposto tal como o BE referiu e também o
eleito municipal do PAN que há uma promessa de todo o tempo contar e ser negociado mas isso
não corresponde, o artgo 19º do Orçamento de Estado que discorre sobre essa matéria diz: Tendo
em conta a sustentabilidade e compatbilização dos recursos disponíveis e portanto é sobre esta
matéria que se deveria focar.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tempos, vamos falar de tempos, tempos que
faltam, a CDU tem 8 minutos, PS 3 minutos, PSD 6 minutos, BE 5 minutos, PAN 1,20 minutos, CDS
2 minutos e o Presidente de Fernão Ferro 4 minutos.i
II.5. O Grupo Municipal do PAN apresentou a moção «Por uma recolha efcaz dos resíduos
sólidos urbanos no concelho», subscrita por António Martns.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é uma
moção «Por uma recolha eficaz dos resíduos sólidos urbanos no concelho», é do PAN e subscrita
por António Martns que tem a palavra se faz favor.i”
António Martns, do PAN, disse: “Não vou ler a moção uma vez que ela foi entregue a tempo vou
só justficar porque é que nós apresentamos esta moção; o que nós temos verificado nos últmos
tempos é que nas localidades e nas freguesias em que a Câmara, e com algum mérito que nós
reconhecemos, fez ou começou a fazer a recolha do lixo a porta a porta se têm verificado grandes
acumulações de lixos junto aos ecopontos e essa situação tem sido denunciada por muitos
munícipes; o que nós pedimos é que sejam verificadas alternatvas uma vez que em certas
situações em algumas destas situações não é possível os munícipes deixarem os contentores
individuais às horas que a Câmara tem para recolha e acabam por deixar os seus lixos em zonas
não apropriadas, portanto o que nós pedimos é apenas para a Câmara pensar instar o que nós
dizemos é que seja consideradas alternatvas para que estas situações sejam minimizadas,
obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O PAN esgotou o tempo, intervenções para esta
moção? Paulo Silva se faz favor.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: “Relatvamente a esta moção do PAN e das fotografias que estão
anexas aqui, dizer o seguinte: A primeira é que - e o PAN faz aqui referência a isso - a recolha dos
resíduos que estão nos ecopontos é competência da AMARSUo e não da Câmara Municipal do
Seixal; segundo, o que se nota aqui nestas fotografias é também muita falta de civismo das
pessoas; eu moro numa zona de recolha de porta a porta e quando por alguma razão não posso,
levo o lixo e vou depositar num contentor; agora aqui o que se passa é que chega-se e manda-se
para algum síto e não se quer saber do assunto e isto é que está mal e temos que contnuar com
as campanhas de sensibilização da população porque acabarmos com isto é um objetvo que

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penso que tem que ser de todos; e também quantas vezes é que vemos pessoas estarem a meter
o lixo em sítos que não são apropriados e fingimos não ver, temos que ir e sermos pro-atvos em
relação a situações destas; há aqui uma situação em que se nota bem em que o contentor nem
sequer está cheio mas a pessoa nem sequer teve o cuidado o contentor não está cheio mas o lixo
foi posto fora do contentor isto não há é impossível a Câmara conseguir fazer resolver situações
destas que tem a ver com mentalidades e com um esforço que tem que ser de todos, para mim
um Seixal limpo tem que ser um objetvo de todos e todos temos que partcipar e trabalhar por
isso e não é só pormos a culpa na Câmara quando a Câmara não as tem.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ora quem é que pretende intervir mais sobre a
moção? Não vejo mais pedidos de intervenção, Sr.i Presidente da Câmara se faz favor.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito bem, eu gostava só de fazer uma referência de
esclarecimento no seguinte sentdo: Em primeiro lugar nós estamos a trabalhar para que o Seixal
seja o Concelho mais limpo do País, é um grande desafio partmos de uma situação difcil mas no
entanto hoje é já visível com o novo modelo higiene urbana que estamos a implementar tem tdo
os seus sucessos, isto é, hoje o concelho está cada vez mais limpo; naturalmente que não basta só
a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia fazerem o seu trabalho é preciso também que o
operador de recolha seletva, no caso em concreto a AMARSUo, faça o seu trabalho tal como a
Câmara Municipal tem vindo a fazer e o nosso problema é que de facto a AMARSUo tem vindo a
piorar o seu serviço aliás desde que a EGF foi privatzada e vendida ao grupo Montargil que a
ARMASUo degradou o seu serviço e por isso, por muito que a Câmara Municipal limpe, se o
ecoponto do plástco estver cheio, se o ecoponto do vidro estver cheio, se o ecoponto do papelão
estver cheio, o que as pessoas fazem, mal mas no entanto fazem, é colocarem lá esses materiais
ao lado do ecoponto, passa um cão passa o vento e, digamos por muito que a Câmara Municipal
limpe de facto nunca conseguimos ter os espaços públicos bem tratados se a ARMASUo não fizer o
seu trabalho; nessa perspetva dizer que temos vindo a fazer reuniões com a ARMASUo e vamos
contnuar a insistr para que a AMARSUo preste o melhor serviço.i Em segundo lugar sobre o porta
à porta também dizer que esse é o serviço mais caro que existe de recolha de resíduos sólidos
urbanos, é o serviço mais caro, e por isso o Município do Seixal tem em pratcamente todas as
zonas habitacionais unifamiliares oferece esse serviço e aliás oferecemos também para as famílias
numerosas ou para quem tem mais lixo contentores de maior dimensão sem pagar nada por isso a
Câmara Municipal coloca os contentores e nessa perspetva estamos a investr para que de facto
consigamos ter melhor higiene urbana, dizer ainda que ao mesmo tempo que estamos a melhorar
os meios estamos também a avançar com a sensibilização vamos lançar agora uma campanha para
a deposição correta dos lixos Urbanos campanha esta que já aconteceu nas limpezas das matas e
vamos fazer agora para a limpeza urbana, em terceiro lugar estamos também com uma ação de
fiscalização muito, muito eficiente os nossos fiscais têm orientação para procurar nos lixos e nos
dejetos e dos vários elementos deixados em redor dos contentores ou dos ecopontos elementos
identficatvos de empresas ou pessoas para que possamos fazer um auto e estamos a ser muito
infexíveis na aplicação deste princípio para uma vez por todas se as pessoas percebem que o
espaço público tem que ser respeitado e tem que haver regras e as pessoas têm que cumprir essas
regras; é claro que se todos colaborarmos conseguiremos com certeza fazer com que o concelho
do Seixal seja o concelho mais limpo do País.i Gostava de deixar só mais uma nota sobre uma
inovação que estamos a fazer, há poucos dias em Miratejo iniciámos um novo modelo que, como
na nossa casa, há sempre a limpeza grande, uma limpeza grande, pois bem a Câmara Municipal
iniciou em Miratejo com um conjunto de 60 pessoas uma grande ação de limpeza de metade de

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Miratejo; iremos agora regressar em junho para a segunda parte dessa grande ação de limpeza
para que para além da manutenção corrente que estamos a fazer possamos de tempos, a tempos
fazermos uma grande intervenção de limpeza de corte de ervas portanto de cortes de jardins de
manutenção de jardins portanto uma grande intervenção de manutenção de espaço público nas
localidades; começamos em Miratejo vamos avançar para outras localidades do Concelho,
obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto vamos colocar à votação esta moção.i”
Rejeitada a Tomada de Posição nº 44/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
 Onze (11) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 2 (Célia Cunha e Marta Barão)
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU:16
Dez (10) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 9
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi rejeitada com os votos contra
da CDU, os votos a favor do PSD do PAN, do BE, do Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do
PS e do CDS.i Declarações de voto? João Rebelo se faz favor.i”
João Rebelo, do CDS-PP, disse, em declaração de voto: "Justficar a abstenção e não o voto
favorável ao nosso colega do PAN, eu concordo com a análise que é feita mas também concordo
com o que disse o eleito Paulo Silva, ou seja, também há muitos comportamentos absolutamente
lamentáveis de alguns dos nossos concidadãos em relação ao que devem fazer e à função que
todos nós temos em relação à limpeza e à manutenção dos espaços comuns limpos e essa
proposta deveria também de ter em conta isso mesmo e também tenho que reconhecer - Deus
queira que não me venha a arrepender - de facto tem-se notado melhorias em relação à limpeza
no Concelho do Seixal e tem havido um esforço nesse sentdo eu acho que se deveria também
manifestar isso, espero não me arrepender de ter dito isto mas é legítmo que fique aqui à Câmara
Municipal aos serviços e aos seus funcionários de que isto parece que está a melhorar
objetvamente, mas é também o alerta que nós devemos de sempre fazer à população deve ser
sempre aqui porque nós poderemos ter os melhores serviços disponíveis, melhores equipas
disponíveis mas depois se o comportamento das pessoas não for responsável não há nada que
aguente um sistema ou que funcione, daí a justficação da abstenção, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Há mais uma declaração de voto? Então, se faz
favor.i”

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Marta Barão, do PS, disse: "Sr.i Presidente, acho que houve um lapso, e houve dois membros do
PS que votaram a favor e o Sr.i Presidente acho que contou como se fossemos PSD.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Dois do PS a favor, sim senhora, muito bem, então
foi quem? Certo, Célia e Marta Barão, certo, bom de qualquer maneira tendo aqui a correção é na
abstenção, nos votos a favor que passa de nove para onze e das abstenções que passam de doze
para dez; certo? Mais alguma dúvida sobre o resultado da votação? Não, e obrigado pelo
esclarecimento e pela correção necessária, obrigado.i”
II.6. O Grupo Municipal do CDS-PP apresentou a recomendação «Acessibilidade e Mobilidade
Inclusiiva», subscrita por João Rebelo.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é uma
recomendação «Acessibilidade e Mobilidade Inclusiva», é do CDS subscrita por João Rebelo, não
carece de leitura tem a palavra se faz favor.i”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: "Eu acho que tenho pouquíssimo tempo portanto vou só
apresentar rapidamente a proposta, não é novo não é novidade este género de assuntos são aqui
debatdos vários partdos já se pronunciaram sobre ao longo dos últmos anos a ideia é de voltar a
ter esta recomendação e como repararam também faz menção do que já foi feito e que este
assunto esteja sempre na ordem do dia da ação da Câmara e da vontade dos eleitos municipais
sobre a acessibilidade e mobilidade inclusiva, nós falamos de uma Cidade moderna, integradora e
inclusiva aquela que pensa, organiza, planeia, define e aplica polítcas e medidas que dizem
respeito à vivência do uso do seu espaço público e urbano, de maneira a que todos possam
usufruir desse mesmo espaço de forma livre e em segurança retrando o maior partdo do seu
meio envolvente, falamos não só das pessoas com deficiências permanentes e portanto têm esses
problemas do dia-a-dia mas também quem ao longo da vida possa em algum momento ter
também a sua mobilidade reduzida, estamos a falar de pessoas que tveram lesões ou grávidos
etc.i e falemos em intervenção em várias áreas , redução significatva das barreiras arquitetónicas
os semáforos com sinalização para todos os acessos e permanência nos organismo públicos enfim
tudo está explicado aqui nesta moção portanto mais do que estar a fazer uma crítca, porque não
estamos a fazer uma crítca, é que mais , do que já foi feito, mais seja feito e que isto seja um
esforço coletvo do município, quer a Câmara quer as Juntas de Freguesias mas também das
empresas também das associações, do mundo associatvo, do mundo desportvo que toda a gente
tenha a possibilidade independentemente das suas limitações portanto ter uma vida digna em
relação a isso, portanto a ideia desta moção é isso mesmo fazer e o reafirmar da vontade da
Assembleia Municipal do Seixal em tudo o que tem a ver com estas matérias da mobilidade para
todos e a moção tem a ver com isso, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Quem desejar usar da palavra se faz favor? Temos
informação que o CDS esgotou o tempo, tem a palavra a Sra.i Deputada Rosária Antunes,”
Rosária Antunes, da CDU, disse: "As questões da mobilidade e acessibilidade urbana inclusive é
uma matéria que contnua a estar na ordem do dia das preocupações dos eleitos da CDU tanto na
Câmara Municipal como nas Juntas de Freguesia, reconhecemos no entanto que as
recomendações aqui formuladas vão ao encontro das nossas preocupações pelo que votaremos
favoravelmente esta recomendação do CDS.i”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Parece não haver mais solicitações para intervir por
parte da Assembleia, se assim é dou a palavra ao Sr.i Presidente da Câmara que a solicitou.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “De forma também muito leve, só dizer que este
iniciado de boas prátcas de facto o nosso município tem vindo a desenvolve-las umas com mais
velocidade que outras mas no entanto de facto nós temos aqui um défice no concelho
relatvamente a um conjunto de intervenções; estamos agora com um conjunto de ações previstas
de um plano de ação para a mobilidade urbana sustentável principalmente em todos os interfaces;
aí iremos fazer quatro grandes ações de pedalização de barreiras arquitetónicas, há um conjunto
de investmentos que iremos realizar em espaço que até não é nosso, é da REFER, é da Trastejo,
mas no entanto já assumimos que vamos fazer esse investmento para que consigamos ir ao
encontro de um conjunto de preocupações que estão presentes nesta moção.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Sr.i Deputado João Rebelo se desejar usar da
palavra para finalizar uma vez que não há mais intervenções? Prescinde? Ah, já não tem tempo;
muito obrigado por ter observado assim, então vamos passar à votação.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 45/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Foi aprovada por unanimidade.i É sempre bom
relembrarmos os tempos, CDU tem 5 minutos e 30 segundos, PS tem 3 minutos, PSD tem 6, BE
tem 5, Presidente da JFFF tem 5.i”
II.7. O Grupo Municipal da CDU apresentou a Saudação «Seixal na defesa do ambiente»,
subscrita por Nuno Graça.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos agora tratar da saudação apresentada pela
CDU na pessoa do Sr.i Nuno Graça «Seixal na defesa do ambiente», tem a palavra se faz favor.i”
Nuno Graça, da CDU, disse: “No passado dia 5 de junho celebrou-se o Dia Mundial do Ambiente,
este evento tem como objetvo alertar as populações e os governos para a necessidade de
proteção e preservação do ambiente, o Partdo Ecologista os Verdes tem vindo a desenvolver um
conjunto de matérias relevantes para a defesa do ambiente e para a sustentabilidade, que assenta
em quatro pilares essenciais: Água e Resíduos; Preservação da Biodiversidade; Gestão e
minimização de riscos ambientais e Educação ambiental, é nesse sentdo que gostaríamos de
enaltecer a reiterada aposta do Município do Seixal nestas matérias, no que concerne à Água e
Resíduos é de salientar a rede de abastecimento de água com a taxa de cobertura de 100% da

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população, a excelente qualidade da mesma e a sua acessibilidade económica.i No capitulo da


Preservação da Biodiversidade, é de destacar a salvaguarda das zonas ribeirinhas bem como o
processo de implementação das praias estuarinas do Município do Seixal.i No que diz respeito à
Gestão e Minimização de Riscos Ambientais consideramos extremamente positva a renovação e
ampliação da rede de oleões para recolha e reciclagem de óleos alimentares a recolha porta a
porta como ainda há pouco também falado bem como a implementação do novo modelo de
higiene urbana com mais recursos humanos e mais equipamentos, com destaque para os veículos
elétricos com zero emissões de CO2.i Recentemente vimos também aprovada a candidatura ao
programa oaboratórios Vivos para a Descarbonização, promovido pelo Ministério do Ambiente é
um projeto que se enquadra na polítca da Câmara Municipal do Seixal para a dinamização da zona
da Baía do Seixal centradas na frente ribeirinha do Seixal, Arrentela e Amora.i Por fim, no que diz
respeito à Educação Ambiental o destaque vai para o projeto Eco Escolas bem como para a
implementação e alargamento da rede de Hortas Urbanas em todas as suas vertentes.i Obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Intervenções, para esta saudação? Carlos Reis.i”
Carlos Reis, Presidente da Juta de Freguesia de Fernão Ferro, disse: "Há aqui uma correção a
fazer no parágrafo cinco, «no que concerne à Água e Resíduos, é de salientar a rede de
abastecimento de água com a taxa de cobertura de 100%» ela não corresponde à verdade; em
Fernão Ferro há famílias que moram há mais de 40 anos permanentemente em Fernão Ferro e
que ainda hoje não têm água da rede pública em casa; aliás, eu desde Setembro que coloquei esta
situação, uma das situações à Câmara Municipal e até ao dia hoje aguardo resposta,
inclusivamente com agregados familiares de pessoas idosas, onde pessoas com mais de 80 anos
têm que fazer percursos de centenas de metros, com carrinhos de mão na berma da 378, para ir
até ao chafariz mais próximo para terem água da rede pública em casa.i Obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções, mais intervenções? Samuel Cruz.i Pois
mas nós temos um entendimento que não há cedência de tempos, foi um entendimento que não
há.i.i.i sem nova discussão, desculpem lá.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: "O entendimento era no sentdo de ser possível dentro do razoável não
abusar esse foi o nosso entendimento na conferência de líderes; pronto tenho 1 minuto, muito
telegraficamente para dizer que qualquer documento sobre ambiente e que não fale da AMSeixal
no Concelho do Seixal representa duas coisas, representa reconhecer a falência da AMSeixal, por
um lado, e o documento está necessariamente incompleto; falar da água e não falar do
desperdício de água, que é algo que não é contabilizado no Concelho do Seixal, é esconder a
verdade e no que concerne ao saneamento dizer que 100% é o que está ligado o que não está
ligado é muito e esquecer-se disso é querer mandar areia para os olhos aos incautos, como se
costuma dizer, a iluminação pública sem oED, redes em ciclovias pratcamente inexistentes ou a
frota dos carros da Câmara que não são elétricos, até os híbridos que havia deixaram de ser,
passaram a usar combustvel, é andar para trás; por isso não poderá merecer a concordância, esta
moção, por parte do Partdo Socialista.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “António Martns se faz favor.i”
António Martns, do PAN, disse: "Eu já não vou falar do resto da saudação, acho que ela não
corresponde em muitas situações à verdade; já falámos da água que não chega a todos os
munícipes e aqui diz que sim, mas só vinha aqui falar de uma coisa que aqui vem como sendo um
projeto da Câmara Municipal, o projeto do Eco Escolas não é um projeto da Câmara Municipal, o

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projeto Eco Escolas é um projeto internacional que decorre em Portugal desde 1996 e é
desenvolvido pela Associação da Bandeira Azul Europeia, uma organização não governamental do
ambiente; portanto temos que por as pintas nos is; outra coisa é como diz aqui como tem sido
sempre estudo da autarquia contribuindo de forma empenhada para a mitgação das alterações
climátcas, quais? Era só essa a questão.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto, mais intervenções? Não há mais
intervenções mais pedidos? Há, Paula Santos.i”
Paula Santos, da CDU, disse: "Só fazer uma referência muito breve para dizer o seguinte:
Relatvamente às perdas de água, dado que o tema foi aqui focado e é de facto uma matéria
relevante, mas era preciso também referir tudo relatvamente a estas questões acho que não está
em causa o grande investmento ao longo destas décadas do poder local democrátco que o
Município do Seixal tem feito no que diz respeito às infraestruturas e à melhoria da qualidade de
vida das populações mas é de facto necessário contnuar a fazer investmentos é uma verdade e é
um facto, lamentamos é que nos concursos em partcular relatvamente ao ciclo urbano da água
com acessos de fundos comunitários se limite a partcipação dos municípios para os municípios
concorrerem agregados excluindo completamente todos aqueles municípios que não quiserem
tomar essa opção penalizando as populações relatvamente a essa opção e não é por nenhuma
imposição da União Europeia e não é por nenhuma imposição do regulamento é por decisão do
Governo.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções, não há? Então é só um
parênteses - não é uma intervenção mas gasta tempo, e já dou a palavra ao Sr.i Presidente da
Câmara - dizer que sobre esta matéria a apreciação da ANMP é frontalmente contra, aprovada por
unanimidade no congresso e transmitda reiteradamente; eu tenho partcipado em todas as
reuniões com o governo nesta matéria e ainda na últma, no âmbito da programação do Portugal
2020; portanto a associação não aceita ou considera o que é uma intromissão na autonomia do
poder local e portanto não temos essa posição e há uma unanimidade também nos órgãos sociais
neste caso no Conselho Diretvo.i Sr.i Presidente da Câmara.i”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Bom, Sr.i Presidente é também em jeito de
esclarecimento, é só umas notas, a primeira para de certa forma dar a conhecer um instrumento
de planeamento que apresentámos e aprovámos há muito pouco tempo, que é a carta ambiental
do Município do Seixal que estabelece e monitoriza 13 domínios ambientais com um conjunto de
indicadores e esse conjunto de indicadores tem não só o diagnóstco daquilo que tem acontecido
como também estabelece metas para o presente e para o futuro e esses 3 indicadores dão,
digamos assim, o panorama sobre o que se está a passar em termos ambientais no município e
analisando essa carta ambiental do município do Seixal que foi apresentada o ano passado, julgo
que em setembro, verificamos que de facto nos vários domínios o município tem vindo a qualificar
a sua ação em termos ambientais aliás até relatvamente às metas do carbono, dizer que o
município antecipou em mais do dobro em 2016 aquilo que estava previsto reduzir em termos de
carbono de emissões de carbono em 2020, tnhamos relatvamente a 2007 até 2020 tnhamos que
reduzir 20% das emissões de carbono e já reduzimos 47% enquanto município são dados muito
animadores que nos motvam a contnuarmos a aprofundar o nosso investmento, nesses 13
domínios estão alguns daqueles que foram ainda versados pelos senhores Eleitos, da água, do
saneamento, dos resíduos da sensibilização e educação ambientais que estão lá expressos e por
isso eu aconselhava uma leitura porque de facto penso que se todos lermos ficamos mais bem

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informados sobre o estado do ambiente no município, ainda dizer que sobre a água as suas perdas
é curioso, sabem qual é a percentagem que é captada dos aquíferos nacionais para os sistemas
urbanos é 25% os 75% são para a agricultura e indústria e é curioso que só se fale das perdas dos
tais 20 ou 30% dos 25%, nunca se falando sobre a agricultura e a industria que são sim esses os
principais responsáveis pelas explorações de aquíferos nacionais, mas acho interessante que a
discussão se afunile sempre em 20%; 20% o que é um valor de 4% do total nacional do aquífero;
preocupamo-nos com 4% do aquífero mas não nos preocupamos com, digamos assim, da maior
parte de quem explora os aquíferos em Portugal; é também um dado que gostaria de partlhar; o
outro tem a ver com o termo técnico da taxa de cobertura, é que o facto do bem estar acessível
não significa que as pessoas tenham o direito a utlizá-lo se não cumprirem as regras urbanístcas,
se não cumprirem regras não podem ter nem abastecimento público de água, nem saneamento e
nem energia; essa é uma questão que está nos nossos regulamentos municipais porque se de
facto essas pessoas não têm água é porque não cumprem aquilo que são os regulamentos
municipais e essa é uma questão, naturalmente, que estaremos sempre disponíveis para analisar e
acompanhar.i Obrigado Sr.i Presidente.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pergunto ao proponente se faz favor.i”
Nuno Graça, da CDU, disse: “Em relação a este documento que eu apresento aqui basicamente no
fundo eu peguei naquilo que o PEV faz a nível nacional e encontrei o paralelismo com muitas
coisas que a Câmara Municipal do Seixal faz, obviamente que referi as principais ações as mais
positvas não está aqui nada a dizer que tudo está perfeito se não, não estaríamos aqui a fazer
nada; em relação às Eco Escolas nada diz aqui que é exclusivo da Câmara apenas é apoiado pela
Câmara há mais do que uma década e ajuda na implementação e no seu desenvolvimento quer
dizer é dinamizado em conjunto, não sei onde é que está aqui o problema; em relação ao
laboratório vivo para a descarbonização, ele irá testar um conjunto de ações que depois são
avaliadas e serão reproduzidas noutros Concelhos e o Sr.i Eleito referiu aqui uma série de
tecnologias que este laboratório irá testar e depois irá tentar implementar noutras partes
portanto, acho que sobre a água o Sr.i Presidente já referiu, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Portanto vamos por à votação esta saudação.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 46/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Dezasseis (16) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
 Dois votos (2) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
 Dezanove (19) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1

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Ata nº 5/2018
3ª Sessão ordinária – 11 de junho de 2018

O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a saudação foi aprovada com os votos a
favor da CDU a abstenção do PS, PSD, CDS e BE e o voto contra do PAN e do Presidente de Fernão
Ferro.i Vítor Cavalinhos se faz favor.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: " O Bloco apresentará uma declaração de voto escrita de qualquer
modo telegraficamente a razão da nossa abstenção: o BE habitualmente não vota elogios ao
governo nem vota elogios à Câmara Municipal.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tempo, já que estamos a aproximar-nos do fim,
CDU tem 1 minuto, o PS tem 2,25, o PSD 6, o BE 5, e o Presidente de Fernão Ferro 3,30.i”
II.8. O Grupo Municipal do PS apresentou o ivoto de pesar pelo falecimento de António Arnaut,
subscrito por Bruno Barata.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é um
voto de pesar “António Arnaut”, é do PS o proponente é Bruno Barata, se faz favor para a leitura
do Voto de Pesar.i”
Bruno Barata, do PS, leu integralmente o documento anexo à Ata com o número 8.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções? Paulo Silva e Rui Belchior a seguir.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: "O grupo da CDU concorda com o teor deste voto de pesar com
exceção do ponto n.iº 3 deliberatvo ou seja, que seja atribuído ao Hospital do Seixal o nome de
António Arnaut; primeiro porque não é a Câmara Municipal do Seixal que vai aqui atribuir o nome
portanto vocês estão aqui completamente equivocados sobre as competências; depois, é cedo
para se pensar nisso, mas também porque não se reconhece nenhuma ligação estreita de António
Arnaut ao Concelho do Seixal e indubitavelmente havia uma grande ligação dele e penso que
merecia uma homenagem dessas na zona de Coimbra onde ele esteve toda a sua vida, onde teve
toda a sua causa polítca; quanto ao Hospital do Seixal penso que haverá outras personalidades
aqui do nosso Concelho que se calhar merecem mais este nome do que o Dr.i António Arnaut, com
todo o reconhecimento que temos pela pessoa do Dr.i António Arnaut e pelo serviço cívico que ele
prestou ao País.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Rui Belchior.i ”
Rui Belchior, da CDU, disse: "Só para dizer que concordamos naturalmente com este voto de
pesar e também concordamos com o apontamento da CDU; portanto, é uma coisa rara concordar
com o PS e com a CDU ao mesmo tempo; de facto eu não sei se o Bruno diz isto, e espero que ele
não me leve a mal, se ele acredita mesmo nisto que escreve ou se está só a brincar, é que esta de
atribuir o nome ao novo Hospital do Seixal eu diria, primeiro é melhor fazê-lo, construí-lo, porque
nesta altura só me ocorre usar o nome de António Arnaut ou a outro qualquer a uma maqueta
que se venha a fazer porque quanto ao hospital ainda não vimos nada, obrigado.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Dizer que o PS e a CDU
esgotaram o tempo.i Mais intervenções? Quem tem tempo é o PSD o BE e o Presidente de Fernão
Ferro, mais intervenções? Querem fazer mais algum acerto na moção? Então é brevíssimo porque
já não há tempo.i”
Bruno Barata, do PS, disse: “Primeiro eu queria dizer ao eleito Rui Belchior que não é hábito meu
brincar com documentos desta importância e efetvamente levei a mal tal como disse; queria

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agradecer ao eleito Paulo Silva pela correção que efetvamente não está bem redigido não é
convidar o executvo a atribuir não é competência do executvo e portanto este ponto três iria
recomendar ao executvo para tomar as diligências para que o novo hospital do Seixal se chame
António Arnaut e não que atribua o nome, disse.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos lá a ver, não é modelo mas podemos
interromper 5 minutos regimentalmente, querem interromper? O que está aqui na proposta neste
ponto três: Recomendar a atribuição ao novo hospital do Seixal o nome de hospital António
Arnaut, é a proposta, é recomendar? Ó senhores líderes se é para dialogar nós interrompemos
agora, se é para andar assim de pé de um lado para o outro é que não dá, Vítor Cavalinhos dentro
do seu tempo se faz favor?
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: “Muito brevemente, eu desafio ou apelo ao Partdo Socialista para
retrar este terceiro ponto porque nós teremos muito tempo para discutr quando o hospital
estver feito para discutr e debatermos o nome que o hospital vai ter e portanto, a esta distância,
tomar já uma decisão dessa natureza acho que é perfeitamente extemporâneo e não se quer dizer
que no futuro não se venha a dar o nome de António Arnaut ao hospital, mas amarrar a
Assembleia Municipal e o Órgão Executvo a essa decisão acho que é perfeitamente
extemporâneo e acho que o Partdo Socialista se está a fazer um finca-pé e se está a fazer disso
teimosia também não entendo, este problema não é essencial o essencial aqui é homenagearmos
o António Arnaut e isso estamos todos de acordo, a outra coisa é só uma teimosia e uma….i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ó caro amigo, então! Bom, se isto contnua assim
eu interrompo 5 minutos a Assembleia, o assunto e o António Arnaut merecem e a Assembleia
está interrompida 5 minutos para os senhores líderes se entenderem em nome da importância
deste voto de pesar; 5 minutos.i
(Interrupção de 5 minutos)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: "Bom, então senhores líderes como fizemos agora
esta interrupção regimental, que até excedeu um bocadinho o tempo, mas o que nós sugeríamos
é que não fizéssemos intervalo porque já fizemos agora o intervalo; certo? estamos de acordo? Os
senhores líderes ainda pretendem dizer alguma coisa? Portanto nenhum dos líderes pretende
intervir agora pois não? Não, pronto então vamos passar à votação, então sendo assim este Voto
de Pesar António Arnaut.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 47/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto foi aprovado por unanimidade.i


Declarações de voto? Paulo Silva.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: " Declaração de Voto (Os abaixo assinados na qualidade de líderes dos
agrupamentos polítcos, da CDU, PSD, BE, PAN, CDS, e Somos Fernão Ferro, declaram que os seus
agrupamentos polítcos votaram favoravelmente o “Voto de Pesar António Arnaut” apesar de não
concordarem com o ponto 3 da parte deliberatva do voto de pesar, ou seja, que se recomende a
atribuição ao novo hospital do Seixal do nome de António Arnaut, está subscrito por mim pelo Rui
Belchior líder de bancada do PSD, Vítor Cavalinhos da bancada do BE, João Rebelo da bancada do
CDS, António Martns da bancada do PAN, e Carlos Reis da bancada SFF).i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto vamos passar a 1 minuto de silêncio.i
Obrigado a todos.i”
II.9. O Grupo Municipal do BE apresentou a moção «O acordo e o dito por não dito», subscrita
por Vítor Caivalinhos.
(Documento anexo à ata com o número 9)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ ronto nós temos que recordar os tempos, o PSD
tem 5 minutos, o BE tem 4,10, Fernão Ferro 3 minutos e meio.i Passamos para a moção seguinte,
«O acordo e o dito por não dito», é do BE e é subscrita por Vítor Cavalinhos e tem a palavra se faz
favor.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: “ É uma breve intervenção no seguimento também como
aconteceu com a moção anterior, ela sofreu algumas alterações e eu vou só precisá-las de
qualquer modo a moção alterada está na posse dos grupos polítcos, a primeira delas é que no 3.iº
parágrafo “Em Março, está governo, falta aqui o governo” na terceira linha desse mesmo
parágrafo está “delimitação tudo seguido”, mas é evidente que é: de limitação, e depois a seguir
contnuando na outra linha relatvamente às horas extra é extras, e aqui a seguir a contratação
coletva há uma alteração mais substantva que diz, a seguir a contratação coletva deve ser
acrescentado, reposição do princípio do tratamento mais favorável; depois contnuando na
segunda página a seguir a reposição dos critérios dos despedimentos e outra vez, reposição do
princípio do tratamento mais favorável, e na parte deliberatva a proposta é alterar a ordem das
deliberações, o ponto 2 passa a 1 e o ponto 1 passa a 2, e fica definitvamente assim: 1- Manifestar
desde já a sua profunda e justficada discordância com as propostas aprovadas na concertação
social pelo governo, associações patronais e UGT, que agora o governo apresentou na AR através
da proposta de lei n.iº 136/1/3, e o 2.iº ponto deliberatvo fica a dizer o seguinte: 2 – Apelar a todos
e todas os e as munícipes que se envolvam e partcipem da discussão pública sobre os projetos de
alteração às leis laborais que decorrerá na próxima concentração junto da AR no próximo dia 6 de
Julho.i E é evidente que onde está Sessão Extraordinária, deve estar Sessão Ordinária.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções nos tempos disponíveis? Não percebi!
1 minuto para o PS faz favor.i Então o Carlos Reis já esgotou os empréstmos agora, Samuel.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Bom, esta moção refere-se ao acordo conseguido na concertação
social é de referir que o acordo conseguido foi subscrito por quatro confederações patronais e por
uma central sindical apenas não foi subscrito por uma central sindical a CGTP o que é natural
porque se trata da concertação social e toda a postura da CGTP é da confrontação social nunca da
concertação social, está em linha com toda a sua dinâmica, mas é de referir que há dois grandes

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objetvos conseguidos com este acordo que é, primeiro o combate à precariedade, e o segundo a
promoção da negociação coletva; portanto isto é aquilo que é conseguido, mas o Partdo
Socialista, como sempre, está aberto à negociação com os seus parceiros de coligação para
melhorar a sua proposta até à votação final na Assembleia da República.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Duarte se faz favor.i”
Duarte Correia, do PSD, disse: “O Partdo Social Democrata quase que subscreve as palavras que o
Samuel veio aqui dizer, quando se privilegia a negociação coletva e temos várias entdades a
subscrever um acordo, uma das quais a união geral de trabalhadores a verdade é que estão de um
lado interesses patronais e estão de outro lado interesse dos trabalhadores e quando há acordo é
sempre o melhor, como tal até em prova em contrário a negociação é sempre a melhor forma de
concluirmos um processo que nem sempre é fácil, em relação aos considerandos também, e não
querendo-me estendendo muito, a história que o Bloco de Esquerda é usar e gozar, a polítca de
direita, a polítca de direita, (…) como é óbvio votamos contra, não votamos contra a polítca de
direita, votamos contra a moção do BE.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Hernâni Magalhães.i”
Hernâni Magalhães, da CDU, disse: “Vou ler muito rapidamente, votaremos favoravelmente esta
moção tal como sempre afirmámos os acordos assinados com o Partdo Socialista não
escamoteiam toda a sua adesão ao consenso Washington ao ideário neoliberal que passe
essencialmente em garantr que os trabalhadores são mais explorados para que o capital receba
mais dividendos é a polítca de direita que falámos e contnuamos a falar o PS prefere estar com os
patrões contra os trabalhadores é essa a verdade, tristemente verdade, infelizmente verdade.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Ora, mais intervenções? Só podem ser do PSD e do
BE, portanto PSD e Bloco, depois naturalmente o Bloco fecha; não havendo intervenções, Vítor
Cavalinhos.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: “Eu vou responder e encerrar o debate desta moção socorrendo-
me do jornal de negócios, um jornal perigosamente esquerdista como vocês pensam e o ttulo é:
Afinal para que lado vai o código de trabalho e quem responde ao Partdo Socialista, é as palavras
de António Monteiro Fernandes que presidiu à comissão de livro branco, deu origem à revisão da
lei laboral de 2009, de quem? De Vieira da Silva e diz assim, vou ler: Este especialista em direito de
trabalho começou por fazer contas encontrou 23 alterações favoráveis aos trabalhadores, 16
desfavoráveis 15 de outras e 6 de mera correção ou ajustamento, só que no primeiro grupo estão
algumas de alcance mínimo ou problemátco eu percebo bem que a parte patronal tenha aceite,
eu estou a citar António Fernandes, eu percebo bem que a parte patronal tenha aceitado de modo
seráfico este acordo porque de facto o fantasma de existr as negociações à esquerda foi
completamente afastado tudo o que era essencial para os empregadores mantém-se, perdeu-se o
banco de horas individual mas ganhou-se um novo banco de horas grupal que que na opinião do
grupo de trabalho implica sempre uma violência para as pessoas que não o aceitam, há benefcios
ou restrições dos contratos a termo que são positvas mas que podem ter efetvidade baixa e
como se alargam os contratos de muita curta duração o saldo no combate à precariedade é muito
modesto, a nova taxa de rotatvidade uma ideia antga para aplicar nos próximos anos pode ser
uma arma importante mas ainda será regulamentada se a arma vai ser carregada ou pendurada na
parede como tem estado só o futuro dirá de uma forma global trata-se de uma operação
legislatva que tem um alcance reduzido e que assume como significado polítco o facto de não

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haver reversão de nada de essencial da operação de 2012, ou seja, da revisão da lei laboral da
troika que cortou férias, reduziu horas extraordinárias, mudou despedimentos e diminuiu as
compensações conclui Monteiro Fernandes e eu também concluo assim.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “E terminadas as intervenções vamos colocar à
votação.i”
Aprovada a Tomada de Posição nº 48/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Dezanove (19) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
 Dezoito (18) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do BE e os votos contra do PS, PSD, CDS, PAN e Presidente de Fernão Ferro.i Há
alguma declaração de Voto? Não, não havendo está fechado o Período de Antes da Ordem do Dia,
e passamos para o Período da Ordem do Dia.i Há aqui uma falha minha está acabado não disse
obviamente mas devia de ter dito, está acabado porque não temos mais tempos, o único que tem
tempo é o PSD mas não tem nenhum documento, pronto portanto isto era evidente mas devia de
ter dito isto.i Samuel por uma questão regimental se faz favor.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: “É entendimento do grupo municipal do Partdo Socialista que
independentemente de não haver tempo para a discussão os documentos apresentados à mesa
devem ser votados, não discutdos porque efetvamente não há tempo mas há uma obrigação de
deliberação por aquilo que está em cima da mesa e portanto essa é uma questão.i Outra questão
que é importante que esclareçam, não vai ser aqui hoje, mas o art.iº 21 n.iº 3 do regimento diz que
no Período de Antes da Ordem do Dia é definido um tempo de intervenção para a Câmara
Municipal; portanto, para que isto daqui para a frente corra segundo o nosso regimento, a Câmara
Municipal terá que ter um tempo definido porque é aquilo que o nosso regimento diz
independentemente depois do quadro de tempos que é um anexo mas não é o regimento, isto
são questões que temos que ver mas o Partdo Socialista a primeira parte entende que os
documentos estão na mesa e devem de ser submetdos a votação.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Para cada líder tem um minuto.i”
Paulo Siliva, da CDU, disse: "O problema da intervenção do líder de bancada do PS só se justfica
por desconhecer o que é a palavra obrigatoriamente porque nº 5 do art.iº 19 é claro, os
documentos que não sejam apresentados até ao meio dia têm obrigatoriamente de ser lidos em
plenário, se têm que ser lidos obrigatoriamente em plenário quer dizer que não podem ser

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votados sem terem sido lidos antes, isto é tão simples não sei alguns ligam o "complicómetro" e
vêm para aqui só para arranjar questões.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vítor Cavalinhos.i”
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: "Eu desfiava o PS a imprimir ou elaborar um dicionário do seu
próprio comportamento e portanto com o dicionário de comportamento do PS nós entenderemos
como ele se comporta, a gente antes de vir para uma Assembleia Municipal lemos o dicionário e
dizemos assim: Olha, hoje eles ir-se-ão comportar assim, porque o Partdo Socialista não se
entende a ele mesmo; nós já tvemos aqui outras Assembleias Municipais onde ficaram moções
por votar e o PS não se lembrou que deviam ser votadas; lembrou-se hoje, é pá, organizem-se.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais alguma intervenção de líder? Samuel Cruz um
minuto.i”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Eu só queria esclarecer se a palavra obrigatoriedade, aqui, que é para
futuro e é na tentatva de esclarecer pese embora os ataques serrados e um bocadinho soezes que
a oposição fez aqui ao Partdo Socialista, o que eu queria dizer de facto, não, não, o PCP e Bloco
para ser correto e para ser justo naquilo que eu estava a dizer, o artgo lido aqui pelo eleito Paulo
Silva aplica-se apenas às moções apresentadas depois do meio dia; então a interpretação em
contrário significa que - e isto apenas quero ver esclarecido - se as moções tvessem entrado
dentro do tempo regimental não tnham a obrigatoriedade de ser lidas e portanto poderiam ser
votadas, é isto não é? O que o Paulo Silva aqui veio dizer foi o seguinte: Não podem ser porque diz
que obrigatoriamente têm que ser lidas, mas só têm que ser lidas as que são apresentadas depois
do meio-dia, o que eu quero esclarecer para evitar esta discussão de novo no futuro, é que se não
tverem que ser lidas podem ser votadas certo? É porque nada, nada no regimento diz o contrário
e portanto acho que o entendimento ao contrário daquilo que aqui foi dito não pode ser outro.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel está com o tempo esgotado; Duarte
Correia.i”
Duarte Correia, do PSD, disse: "Muito rapidamente, nós tnhamos um regimento nesta Assembleia
que nos dizia que o Período de Antes da Ordem do Dia tnha 60 minutos podendo ser prolongado
por mais 60 minutos, na discussão deste regimento foi unânime que a norma que consta da lei é
que o Período de Antes da Ordem do Dia não pode exceder 60 minutos; neste momento são
23h20 minutos; eu pergunto onde é que estão esses 60 minutos taxatvos? Porque a lei diz 60
minutos sem possibilidade de prorrogação e o Sr.i Presidente da Assembleia referiu isso na reunião
de líderes; neste momento estamos com 3 horas de Assembleia Municipal.i”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pois mas isso não é assim, eu já digo; mais algum
líder quer intervir? Não, portanto as questões aqui colocadas nós na próxima reunião de líderes
como é o nosso modelo de funcionamento vamos apreciar depois, esse é o espaço, em relação o
entendimento que a mesa tem é o do regimento e portanto as moções que entraram após o meio-
dia carecem de leitura isso já aconteceu neste mandato noutras situações e portanto não podem
se caso não havendo tempo em relação ao grupo municipal respetvo, agora é o PS podia ser
outro, portanto não podem ser apreciadas e ser votadas.i A outra questão, e sobre esta matéria
nós conversaremos na próxima, iremos colocar na agenda da mobilidade, a questão que o Duarte
Correia aqui colocou, o que está no regimento e foi nosso entendimento e o que está no
regimento é que os 60 minutos, e esta foi uma questão muito debatda no sentdo de que no
Período de Antes da Ordem do Dia tvéssemos, digamos, condições para que o debate na

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Assembleia Municipal e a apreciação dos documentos tvesse um espaço com dignidade próprio
deste período e do debate polítco aqui da Assembleia e portanto os 60 minutos são contados com
os tempos dos partdos o que vai para além disso que tem a ver com a gestão da Assembleia não
conta para os 60 minutos; bom, por outro lado também dizer com rigor que estamos desde as
20h30 mas houve o Período de Intervenção à População não foi o Período de Antes da Ordem do
Dia que começou às 21h05, por outro lado tvemos uma interrupção que acabou por ser de 15
minutos o que há que também que somar, mas a gestão dos tempos serão os grupos municipais
que fazem não é a mesa da Assembleia portanto é uma matéria que naturalmente compete a cada
grupo refetr e no conjunto na reunião de líderes, bom, sendo assim está terminado o Período de
Antes da Ordem do Dia e passamos para o Período da Ordem do Dia.i”

III. PERÍODO DA ORDEM DO DIA.


O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Os pontos III.i1 e III.i2 iremos como é nossa prátca
apreciar em conjunto.i Sr.i Presidente da Câmara, se faz favor”.i
III.1. Apreciação de informação da Câmara, sobre a atividade desta, nos termos e para efeitos
das alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
(Documento anexo à ata com o número 10)
III.2. Delegação Apreciação de informação do Presidente da Câmara, sobre a atividade do
município e situação fnanceira do mesmo, nos termos e para efeitos da alínea c) do n.º 2 do
art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro
(Documento anexo à ata com o número 11)
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Gostaria só de colocar se de facto há um tempo para a
Câmara sobre esta matéria? Sim? Então, eu penso que está expresso na documentação quer da
atvidade do Presidente da Câmara, quer …”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem 30 minutos Sr.i Presidente”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Obrigado.i Entre 20 de Abril e 31 de maio de 2018, bem
como as principais deliberações nas várias sessões da Câmara Municipal, bem como os elementos
financeiros que temos registados até 30 de Abril, infelizmente não foi possível, só hoje se
conseguiu fechar o mês de Maio, não se conseguiu fazer chegar à Assembleia Municipal novo
tempo para podermos dar essa informação até 31 de maio.i No entanto, dizer que no mês de Abril
todos os dados são normais para o período do ano onde estamos.i Estou disponível para
esclarecimentos”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pedidos de intervenção? Bruno Barata, ouis
Gonçalves, para já são as inscrições”.i
Bruno Barata, do PS, disse: "Tinha aqui breves questões para colocar ao Sr.i Presidente, terminou a
sua intervenção a dizer que para o primeiro quadrimestre do ano, todos os valores estavam de
acordo com a execução padrão e que estavam de acordo com a normalidade.i Eu queria aqui
salientar e gostaria de comentar o Sr.i Presidente relatvamente à aquisição de bens de capital
temos uma execução de apenas 3,5% quando a execução padrão para um quadrimestre é 33%
passou 1/3 do ano e o município tem apenas 3,5% de execução, ou seja, está 30 pontos abaixo e
gostaria obviamente de esclarecesse esta assembleia.i

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Do relatório da atvidade e dos vários departamentos que estudei atentamente houve uma
questão e obviamente que não vou ser aqui exaustvo que me preocupou de sobremaneira, que
tem a ver com a Divisão de Recursos Humanos em que em vários momentos refere que está a
fazer processos avaliatvos de 2011, 2012 e 2013, comissões paritárias a reunir relatvamente a
recursos de 2015, reclamações de 2013 e 2014.i Tendo em conta que os trabalhadores da Câmara
são o maior património deste município, eu gostaria que o Sr.i Presidente explicasse por que é que
este processo de avaliação está tão atrasado, em alguns casos com sete anos de atraso.i Para
terminar Sr.i Presidente, um terceiro ponto, partlhou obviamente de acordo com as regras em
vigor o relatório de monitorização do plano de prevenção e riscos de gestão e também fiquei
preocupado com as conclusões deste relatório.i Gostaria que o Sr.i Presidente explicasse porque
motvo, nem todas as unidades têm riscos identficados nos riscos de gestão.i Portanto, não se
encontram identficados na totalidade os riscos, incluindo os riscos de corrupção por todas as
unidades, tendo em conta que esta recomendação do Conselho de Prevenção da Corrupção já tem
3 anos é de 1 de Julho de 2015 e encontram-se ainda procedimentos relacionados com os riscos
para realizar nas unidades orgânicas.i Também não estão implementadas as medidas quanto à
gestão de confitos de interesse que terão que ser desenvolvidas e consolidadas e nas
recomendações deste relatório feito pela Câmara sugere ao próprio executvo a revisão deste
plano de prevenção de riscos de gestão, tendo em conta que a estrutura orgânica existente à data
do plano que não corresponde e a natureza está desajustada da estrutura atual.i O relatório é
bastante contundente nas recomendações, gostaria que o Sr.i Presidente revisitasse novamente
porque fala que é necessário aprofundar de forma permanente a sensibilização e a criação de um
sentdo étco adequado à missão do município, criação de sentdo étco, se é criação é porque não
existe e portanto, este relatório interno da câmara deixou-me preocupado que efetvamente a
parte do plano de prevenção de riscos parece que efetvamente há ainda muito por fazer”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ouis Gonçalves”.i
Luís Gonçalives, do PS, disse: "Antes de mais, queria questonar o Sr.i Presidente sobre dois
processos em curso.i O primeiro, eu gostava de saber como é que está o processo para aquisição
deste edifcio? Bem entendido que seja de uma forma negocial com o proprietário ou como foi
anunciado quanto a intenção da Câmara, se não fosse possível chegar a um entendimento
recorrendo aos tribunais para se chegar a uma forma de adquirir o imóvel.i Portanto, gostava de
saber como está o processo e em termos de agendamento o que é que podemos estar à espera
nos próximos tempos.i Num outro processo que temos em andamento e gostava de saber qual é o
ponto em que estamos, tem a ver com a construção da ponte pedonal Seixal/Barreiro, ou seja, foi
assinado um protocolo, haverá intenção eu gostava de saber se há ou não agendamento para a
construção da referida ponte? Como é que está o entendimento com a Câmara Municipal do
Barreiro? Em que ponto é que estamos? E com que agendamento é que estamos para a efetva
construção da ponte.i Posto isto, e num tema que o Sr.i Presidente já aforou nesta sessão
relatvamente às multas que são aplicadas aos munícipes que colocam os seus lixos nos
recipientes mas por alguma razão ou pura e simplesmente porque os mesmos não os colocam
convenientemente ficam com referências às suas moradas, nas imediações do caixote.i Ora bem
entendido, eu gostava que me esclarecesse relatvamente a quais é que são as diretvas que são
dadas aos fiscais para aplicação de multas, ou seja, basta que exista um elemento identficador de
alguém nas imediações do caixote do lixo e pura e simplesmente nós aplicamos uma multa ou é
possível à pessoa contestar essa multa? Contestando essa multa, como é que é avaliado? Se a
pessoa é de facto, culpada ou se existe um perdão ou um anular da coima que lhe foi aplicada e

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em últma analise, se a pessoa não decidir pagar o que é que acontece? Vai-se para tribunal? Se
por acaso a pessoa até tver razão e for provado que a pessoa até o lixo não era seu e a
responsabilidade se não for provada em tribunal que de facto, a pessoa tnha culpa o facto, de
existr uma identficação sua nas imediações do caixote ou que isso não seja prova de que a culpa
é da pessoa, se existe algum ressarcimento à pessoa, nomeadamente por todo o aconselhamento
legal que tenha tdo dado, esse processo legal em que teve que estar envolvido por uma coima
que lhe foi aplicada injustamente pela Câmara.i Eu gostava que me esclarecesse quais é que são as
diretvas que estão a ser aplicadas aos fiscais nesse entendimento, para saber exatamente quais é
que são as diretvas do executvo que naturalmente poderão ser ligeiramente diferentes daquilo
que os fiscais fazem.i Para terminar, eu gostava que me desse aqui, porque eu estve a pensar e
não consegui responder a esta questão e talvez o Sr.i Presidente me possa esclarecer, não só sobre
o nosso estado atual mas sobretudo o que é que pensa para o futuro e quando nós pensamos em
desenvolvimento económico, pensamos também em trazer emprego e boas empresas para o
concelho do Seixal.i Bem entendi que todo o emprego é bom mas quando estamos a pensar nos
diferentes tpos de empresas que queremos atrair, eu hoje gostava de me focar naquilo que vejo
como emprego qualificado ou como aquilo que é um emprego que às vezes é mais ambicionado
ou no que tem a ver com emprego qualificado.i Eu gostava de saber se o Sr.i Presidente se
encontrar com um grande empresário que queira instalar no concelho por exemplo uma empresa
que queira um escritório para sentar cem funcionários ou então para um conjunto de empresários
que queiram instalar empresas como para 50/100 lugares, se me consegue indicar um ou um
conjunto de edifcios que essas pessoas possam alugar no concelho do Seixal ou se pura e
simplesmente lhes vai dizer que tem que as construir de raiz, isto tendo em conta e naturalmente
que pesará isso na sua resposta que existem concelhos limítrofes que também oferecem
condições a empresas e aos empresários a deslocarem-se um pouco para o lado para
estabelecerem esses postos de trabalhos”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Custódio Carvalho”.i
Custódio Carivalho, da CDU, disse: "Na últma reunião falou-se sobre o quartel dos bombeiros de
Amora, queria saber Sr.i Presidente qual é o ponto de situação do mesmo”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Sérgio Ramalhete”.i
Smrgio Ramalhete, do PS, disse: "Tinha aqui três questões sobre a apreciação da informação da
Câmara Municipal.i Uma era, no âmbito das empresas certficadas pela PME oIDER falam na
elaboração de informação sobre o número de empresas com o estatuto da PME oIDER.i Eu gostaria
de saber quais ou quantas existem no concelho e o que é que tem feito a Câmara Municipal do
Seixal para captar empresas para o concelho? No projeto as visitas a empresas que constam do
PME oIDER gostaria de saber se já arrancou esse projeto com as visitas e se sim, quais foram as
empresas já visitadas.i Gostaria também que me explicasse a elaboração da documentação de
apoio para cada um dos investmentos imobiliários, gostaria de saber quais, que é para não
sabermos isto por intermédio dos jornais”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz”.i
Samuel Cruz, do PS, disse: "Foi com alguma surpresa que eu li o relatório deste 1.iº trimestre e
percebi que a única coisa que no concelho do Seixal, referente a captação de investmentos, foi
feita em todo o 1.iº trimestre de 2018 foi uma visita ao concelho com a editora da revista Bricks no
seguimento da inserção do anúncio; ou seja, quem ler este relatório fica com a ideia, espero que

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errada, mas aqui só temos duas hipóteses: ou este sector não fez mais nada e é mau, ou fez e
resolveu não relatar a esta assembleia o que é igualmente mau.i O que é facto é que no referente
ao 1.iº trimestre de 2018 captação de investmento temos aqui unicamente colocado esta visita ou
a inserção do anúncio numa revista; mas isto é especialmente estranho e é isto que eu queria
pedir ao Sr.i Presidente da Câmara, desde já manifestando o meu desconforto, para usar um
eufemismo, de ter percebido que o concelho está à venda por uma página de facebook que se
chama Fuiiong ingterngationgal project, não sei se o Sr.i Presidente conhece ou não, mas o curioso é
que promove, entre outras coisas, a venda de um hotel no oargo dos Restauradores, a venda do
antgo terminal fuvial, ou concessão, sob a denominação de pérolas do Tejo.i Existem depois
vários vídeos; então, como eu dizia: um hotel para os Restauradores; o antgo terminal fuvial, um
moinho, a Mundet, Quinta da Fidalga, Ponta dos Corvos e uma visita no dia 13 de Abril.i Eu
presumo que o Sr.i Presidente tenha conhecimento, até porque esteve presente nesta visita,
apenas anunciada em francês, portanto eu tenho a ideia que o Sr.i Presidente esteve presente.i
Naturalmente este trabalho foi feito dentro do 1.iº trimestre para a visita se realizar na 1.iª
quinzena de Abril e a minha pergunta acerca disto é partndo do princípio que conhece e tudo isto
não é clandestno, o porquê de nos esconder estas atvidades? Mas mais, Sr.i Presidente! É
partcularmente grave, porque este executvo não tem maioria, nem na Câmara, nem na
Assembleia Municipal e devo-lhe dizer que a persistr neste tpo de conduta só poderá contar com
um voto do Partdo Socialista, que é o voto contra e não tem a ver com o mérito ou o demérito
dos projetos, tem a ver com o desrespeito insttucional e pessoal pelos eleitos desta casa.i Tanto
mais que alguns dos valores anunciados ultrapassam o meio milhão de euros e, ultrapassando o
meio milhão de euros, o Sr.i Presidente da Câmara não tem autonomia, não tem polítca porque
não tem maioria na Câmara e não tem na Câmara porque tem que vir a esta Assembleia para ser
votado todas estas questões.i Mais! E para finalizar, acerca disto eu queria perceber como é que
foi calculado o valor base da hasta pública da Mundet para vender a parcela que está à venda da
Mundet, porque me quer parecer que o valor encontrado foi à justa para se esquivar à aprovação
desta assembleia; mas quero dizer-lhe uma coisa, Sr.i Presidente, não veio à Assembleia antes, não
sentu a necessidade de falar com ninguém antes, mas se o valor da hasta publica for superior ao
valor do limite legal para vir a esta Assembleia, tem que vir a esta Assembleia e o Partdo Socialista
pelo seu respeito insttucional, votará contra”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tomás Santos”.i
Tomás Santos, do PS, disse: "Atenção que o colega da Assembleia Paulo Silva diz pela 15.iª vez que
a bancada do PS ultrapassou todos os limites como o faz em todas as assembleias municipais,
primeiro é preciso definir o limite”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Eu ouvi falar em faltas de respeito e espero que
não existam nesta Assembleia Municipal.i Espero que não exista!”.i
Tomás Santos, do PS, disse: "A única que está aqui a existr é que o Paulo Silva não me está a
deixar falar”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Oh Tomás Santos em vez de intervir, acicatou.i
Contnue lá!”
Tomás Santos, do PS, disse: "Tem razão! Muito rapidamente Sr.i Presidente, para não demorar
mais, dizer que o Grupo do Partdo Socialista vinha aqui demonstrar o seu desagrado por verificar
na atvidade da Câmara muito poucas medidas que se preocupem com os jovens e que não

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estejam apenas subordinadas à temátca, ou ao pelouro se lhe quiserem chamar, da juventude.i


Isso deriva de um entendimento polítco, com o qual o Partdo Socialista não pode de todo
concordar de que falar de juventude, não é apenas falar de iniciatvas de juventude, como o
Março Jovem ou outras que têm todo o mérito, como é evidente, mas que não são apenas a
polítca que é necessária para a fixação de jovens no nosso concelho e por isso, gostaríamos de
perguntar ao Sr.i Presidente e ao restante executvo coisas como: o que é que o Sr.i Presidente está
a fazer para, por exemplo conseguir fixar no município do Seixal uma insttuição de ensino
superior.i O que é que o Sr.i Presidente e o restante executvo estão a fazer para incentvar à
emancipação dos jovens no nosso concelho, nomeadamente num dos maiores fagelos sociais que
existem que é a questão da habitação.i O que é que o Sr.i Presidente e o executvo estão a fazer
para incentvar as empresas do nosso município a contratarem mais jovens para os seus quadros e
peço que haja algum cuidado nesta matéria porque nós sabemos muitas vezes, quais é que são as
respostas de que quando pergunto o que é que o executvo está a fazer não é para me
responderem que há coisas que não são da vossa competência, porque aquilo que eu estou a
perguntar é quais é que são as medidas que vocês promovem e as diligências que vocês produzem
para conseguir obter esses resultados que é esse o dever das polítcas públicas e nomeadamente
dos órgãos autárquicos”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Marta Barão se faz favor”
Marta Barão, do PS, disse: "Eu trago aqui uma questão sobre a biblioteca central do Seixal.i Eu sou
uma munícipe muito assídua, utlizo bastante a Biblioteca do Seixal, sou estudante e gostaria de
saber quando é que os baldes vão sair de lá e vão realmente ser feitas obras de manutenção
porque não é preciso ser engenheira para saber que água, livro e eletricidade não se dão bem”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Brás”.i
Rui Brás, do PS, disse: "Eu venho aqui perguntar porque começou neste mês de Junho, o que
antgamente era determinado pela fase Bravo e depois a fase Charlie; pergunto como está a correr
a fiscalização municipal no âmbito da defesa do espaço da foresta rural e urbana contra os
incêndios no nosso concelho, isto devia ser a Câmara Municipal a entdade competente para a
fiscalização.i Compreendo que muitas vezes haja uma enorme dificuldade para identficar alguns
proprietários de terrenos, mas no caso de existr um efetvo risco e de se entender que o interesse
público se encontra em causa a Câmara Municipal poderá substtuir os proprietários.i Vinha
também perguntar sobre o Mercado Municipal da Cruz de Pau em que ponto se encontra a sua
revitalização.i Pergunto, pois o tempo vai passando e o mercado contnua sempre a funcionar nos
mesmos moldes iniciais, inserido num espaço que não funciona e em termos de segurança nada
de bom apresenta.i Aliás, ficou explicito nas conclusões do relatório de avaliação no exercício
Mercado 2017.i Venho também perguntar quanto à proteção civil, como estamos acerca de meios
humanos e técnicos se já existe concurso a decorrer, falo sobre isto pois recordo-me que no
mandato anterior já havia alguma carência de meios neste pelouro.i Pergunto também o que se
passa e em que ponto está o realojamento de Vale de Chícharos, não obtve mais nenhuma
resposta.i Pergunto também quando é que o Sr.i Presidente da Câmara pensa responder aos
requerimentos propostos pelo Partdo Socialista, alguns deles já perto de seis meses, e agora
vinha propor uma questão principalmente ao Sr.i Presidente da Junta de Freguesia de Amora, Sr.i
Manuel Araújo, na Avenida de oibertadores de Timor ooro Sae, nas Paivas, de quem vem da
rotunda do Aldi, para a rotunda do oidl cá em baixo tem uma passadeira e quase todas as semanas
acontecem acidentes ali, quer na passadeira, quer fora da passadeira porque infelizmente o

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excesso de velocidade é demasiado, quem vem a descer, como quem vem a subir.i Eu queria saber
se estão a prever por algumas lombas limitadoras de velocidade nessa avenida”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Fernando Sousa”.i
Fernando Sousa, da CDU, disse: "Nós gostaríamos de saber em que ponto se encontra a situação
da construção do Centro de Saúde de Corroios, visto que o protocolo foi assinado entre o Governo
e a autarquia e até agora não temos qualquer informação sobre esta situação.i Uma outra questão
que eu gostaria de colocar era sobre o financiamento do Estado para a construção de
equipamentos para respostas sociais, nomeadamente das ARPI; tem sido frequente nos últmos
tempos falar-se da dignidade humana por altos responsáveis deste país, o concelho do Seixal é
altamente deficitário em camas na resposta social ARPI; 132 camas para 160 mil habitantes e em
Unidade de Cuidados Contnuados 30 camas para os mesmos 160 mil habitantes ou mais, visto
que as Unidades de Cuidados Contnuados recebem utentes da Área Metropolitana de oisboa e
Vale do Tejo.i Nesse sentdo, gostaríamos de saber se, caso exista financiamento, se existem à
partda também protocolos de cooperação entre a Segurança Social e as insttuições que irão
fazer.i Deveria acrescentar também que neste momento e segundo a informação que temos, quer
a própria Câmara Municipal avançou com a cedência de terrenos, quer em Corroios, Fernão Ferro,
Pinhal de Frades e Casal do Marco para a construção de alguns destes equipamentos.i Portanto, é
importante que nós possamos vir a saber na construção destes equipamentos se de facto, é
importante também saber se há por parte da Segurança Social e caso o Sr.i Presidente o saiba a
garanta dos protocolos de cooperação”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Duarte Correia”.i
Duarte Correia, do PSD, disse: "Desde já uma retficação, isto é uma sessão ordinária e o Sr.i
Presidente da Câmara tem direito a 46 minutos e não a 30 minutos.i 30 minutos é numa sessão
extraordinária.i Portanto, o Sr.i Presidente da Câmara pelo regimento tem direito a 46 minutos.i Foi
um lapso do Sr.i Presidente da Mesa”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Agradeço e de facto, houve aqui um lapso da Mesa
e portanto, assim já há mais tempo para responder às muitas perguntas”.i
Duarte Correia, do PSD, disse: "A pergunta que o PSD vem aqui fazer tem a ver com: aprovámos
recentemente o relatório e contas de 2017 e na altura, nós, Partdo Social Democrata não votámos
favoravelmente devido a não estarem contabilizadas as operações urbanístcas, os arruamentos e
as benfeitorias.i A questão que vinha colocar ao executvo da Câmara é para quando? se para 2018
preveem ter este trabalho concluído, se não preveem quais são as dificuldades que têm e se o
Partdo Social Democrata poderá ajudar em algum aspeto”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Almira Santos”.i
Almira Santos, da CDU, disse: "É evidente a dinâmica de construção no concelho do Seixal em
partcular na reabilitação urbana, julgo que a construção das ARU e do programa Reabilite o seu
prédio têm potenciado essa dinâmica.i Queria perguntar ao Sr.i Presidente se nos podia fornecer
alguns dados sobre esta matéria”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Júlia Freire”.i
Júlia Freire, da CDU, disse: "Tendo conhecimento que no passado dia 4 de Junho foi apresentado
o plano global da Organização Mundial de Saúde para a atvidade fsica e desporto onde a Câmara

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Municipal esteve presente, gostaríamos que nos esclarecesse sobre em quê que consiste este
plano, concretamente?”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vitor Cavalinhos”.i
Vítor Caivalinhos, do BE, disse: "Estava ali à espera que alguém falasse do Amora, os diversos
partdos já intervieram e não falaram do Amora é porque acham tudo normal o que se está a
passar e o Bloco de Esquerda não acha normal o que se está a passar e então, vamos colocar
algumas questões: A primeira delas é o seguinte: Alguns de vós, conhecerão, mas estão a decorrer
obras para a construção de um campo de treinos para o Amora Futebol Clube e sobre esse
problema queremos colocar aqui algumas questões.i A primeira delas é a seguinte: qual é a pressa
para iniciar obras sem a devida aprovação pela Câmara Municipal? A segunda questão: Quem
autorizou um terreno de domínio privado municipal a realização das ditas obras? A terceira: Quem
é o dono da obra? Qual a empresa que a está a executar pois, não existe nenhuma placa
identficadora junto da obra que é exigido pela oei n.iº 41/2015 de 3 de Junho, artgo 17.iº «deverei
do exercício da actividade do pongto 4».i Tal situação, do nosso ponto de vista que somos a
Assembleia Municipal e o órgão de controlo da actvidade municipal, tal situação do ponto de vista
do Bloco revela uma falta de respeito aos mais elementares princípios da democracia pois, o órgão
Câmara Municipal não foi chamado a pronunciar-se.i Nesta altura seria esse que teria que
pronunciar-se.i Do nosso ponto de vista, a situação é grave e a palavra é dita com o sentdo que ela
deve ser dita pois, este executvo já agora, tal como o executvo do Poder Central é um executvo
minoritário e portanto, não pode actuar como se fosse um executvo de maioria absoluta que
atuando dessa forma, teria a fazer mal na mesma, mas nesta situação a maioria que governa a
Câmara não pode pura e simplesmente prescindir de opinião e do espaço de decisão dos outros
vereadores que compõem o executvo municipal.i Acha o Bloco que esta situação traduz uma falta
de respeito de confiança e de lealdade para os vereadores legitmamente eleitos pela população e
de outros partdos.i Aliás, até 2015 o executvo assumiu e aceitou e defendeu que a abertura do
Parque do Serrado, devia ser na totalidade aberto à população.i O Bloco de Esquerda tem
defendido ao longo dos anos que o Parque do Serrado devia ser aberto à população.i Sobre este
problema nós colocamos outra questão: é porque não foi equacionado outro local onde tal
equipamento viesse a ser instalado, até porque exista o compromisso à população, como eu já
referi atrás.i Estas são questões que colocamos aqui para serem respondidas.i O Bloco de Esquerda
não tem nada contra o Amora.i O Bloco de Esquerda votou a favor do plano de recuperação do
Amora e prevê a modernização do Estádio da Medideira que passará a Estádio Municipal.i A vida
do Amora diz respeito em primeiro lugar, aos seus sócios e órgãos de direção mas fomos eleitos
para defender os interesses de todos os munícipes.i Na Freguesia de Amora vivem 55 mil pessoas e
o Amora tem 1100 sócios, merecem-nos todo o respeito, mas a população vai muito para além da
comunidade que é o Amora Futebol Clube.i Quando as autarquias pretendem investr milhões de
euros neste clube a Assembleia Municipal tem o dever e a legitmidade para exigir toda a
informação acerca dos compromissos assumidos para ter todas as garantas que os interesses de
toda a comunidade estão integralmente salvaguardados.i A segunda questão que queremos aqui
colocar, tem a ver com o seguinte: foi estabelecido um contrato de empreitada campo municipal
do seixal acessos, vedações e infraestruturas entre a Câmara Municipal do Seixal e a FPC
Construções de Sesimbra.i Esse contrato tem o custo de 141 mil 390 euros, paga a Câmara.i A
pergunta é esta: mas não é o Benfica, SoB, que cabe tal responsabilidade, como prevê o acordo do
quadro de colaboração e promessa de permuta na cláusula 21?

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A terceira questão é a seguinte: a Câmara Municipal do Seixal garante e escreveu e deu disso
conhecimento em órgãos de comunicação social e não só.i Garante dizia eu, que vai dar
contnuidade ao viaduto de Corroios.i A mobilidade do concelho não pode ficar á espera das
decisões do Governo pelo que vai ela própria assumir os investmentos, palavras do Sr.i Presidente
da Câmara.i Vai investr 3,5 milhões de euros, a pergunta: é uma prioridade? É a primeira
prioridade? É das prioridades mais importantes do trabalho deste executvo municipal do nosso
ponto de vista, não devia de ser.i A Câmara Municipal nunca construiu um centro de saúde porque
é responsabilidade do Poder Central.i Não investe em habitação como devia do nosso ponto de
vista porque é da responsabilidade do Poder Central.i Não constrói as escolas que devia no ensino
básico porque é aí responsabilidade sua e agora, pode substtuir-se ao Poder Central para acabar
um viaduto e construir uma estrada.i Do nosso ponto de vista do Bloco de Esquerda a partr deste
momento a Câmara Municipal do Seixal perde muita senão, toda a legitmidade para utlizar o
argumento da responsabilidade do Poder Central quando mais lhe convier e para se recusar a
executar qualquer obra essencial para melhorar a vida dos e das munícipes”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pergunto se há mais alguma intervenção? Samuel
Cruz.i João Rebelo, mais? Paulo Silva, mais alguma? Então fecha com estas três.i Samuel Cruz, se faz
favor”.i
Samuel Cruz, do PS, disse: "Duas questões que me esqueci há pouco.i Quando é que estas
assembleias vão começar a ser transmitdas em direto.i A minha pergunta hoje ao Sr.i Presidente da
Câmara é se quer que eu lhe traga os requisitos técnicos porque por acaso a Junta de Freguesia
onde a minha mulher trabalha, ainda há pouco tempo tratou desse assunto e se quiser é muito
mais fácil para tratar e se precisar de ajuda estamos cá para isso e assim o faremos.i A pergunta é
se precisa de ajuda? Nós já dissemos isso com o telemóvel do Nelson Patriarca podemos fazer
isso, mas se quiser os requisitos técnicos.i Só duas perguntas: a primeira é se quer ajuda, porque
está a revelar-se muito difcil e a segunda é que nos esclareça em que ponto a situação está o que
é que já foi feito e o que é que ainda falta fazer? Que nos parece de facto importante.i A segunda é
se tenciona respeitar aquela moção que foi aqui aprovada de garantr pluralidade do Boletm
Municipal porque nem de propósito, a primeira edição do Boletm Municipal que saiu
imediatamente a seguir a termos aprovado aqui a moção de ter mais pluralidade, tem uma peça
jornalístca que desafia tudo o que é o jornalismo e que devia fazer corar de vergonha quem
escreveu aquilo porque diz acerca da discussão que todos aqui tvemos o seguinte: O Presidente
da Câmara explicou, o Presidente da Câmara informou e é verdade é o que está lá escrito.i Só há
uma coisa que faltou! Era quem é que tnha perguntado, que pergunta é que tnha sido feita, o
que é que estava a ser esclarecido.i Eu acho de uma desfaçatez Sr.i Presidente da Câmara depois
desta, é o desrespeito máximo por esta assembleia, máximo e acabado, aprovámos uma moção a
defender a pluralidade e sobre o nosso trabalho aqui é imediatamente no número a seguir do
Boletm Municipal vem esta pérola, todas as respostas do Sr.i Presidente da Câmara e nenhuma
das perguntas.i São respostas sem questões que é uma coisa absolutamente fantástca e
formidável”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Em relação à ingternget isso está com o Presidente da
Assembleia Municipal, depois nós conversamos na próxima reunião de líderes.i João Rebelo se faz
favor”.i
João Rebelo, do CDS-PP, disse: "Depois desta bateria de perguntas do Partdo Socialista torna-se
difcil aqui arranjar outro campo de intervenção, mas vou-me focar numas que não foram aqui

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referidas e que têm a ver com dois aspetos: na página 3 dos documentos que nos foram entregues
e agradeço que têm informação suficiente para uma avaliação correta, na referida divida a
terceiros a curto prazo, montantes que uns estão mais do que justficados e é compreensível e
tem a ver com as próprias rendas da sede dos Serviços Centrais, mas o montante que estamos
aqui a ver a fornecedores é um milhão e meio.i Eu gostaria de perguntar e em relação a outras que
estão também aqui a fornecedores, vendas, clientes, utentes, fornecedores, imobilizado etc…
estamos a falar em relação aos fornecedores, qual é a mora de pagamentos dessas faturas? A
Câmara está a fazer a quantos meses? A dois? A três? A quatro? A cinco? A seis? E depois a outra
pergunta tem a ver com os processos pendentes, todas as câmaras têm isso nós sabemos que não
é um problema só da Câmara Municipal do Seixal, mas os montantes que estão aqui são de 1
milhão e seiscentos mil euros e aqueles processos pelas datas que estão aqui referidas, até já tem
algum tempo 2013/2014, eu gostaria também que fizesse um ponto de situação porque a
referência que elas têm todas, eu não sei se é contabilistcamente é para ser assim, risco de
condenação de todas elas, se é assim que tem que aparecer ou se de facto, a possibilidade da
Câmara Municipal perder todas leva a um esforço financeiro maior, deverá fazer um ponto de
situação sobre as faturas e qual é o timings de pagamento que nós sabemos que há um problema
que todas as câmaras têm, não nego, mas a Câmara tem tdo boas prátcas ou não em relação a
isso e depois sobre o montante dos processos porque são dezenas e o valor não é assim tão baixo.i
Um ponto de situação sobre isso.i Registo como positvo, a divida que contnua a baixar.i Eu acho
que isto é um facto que deve ser realçado e eu gosto de realçar quando há coisas positvas e acho
isso positvo, nunca o neguei, já o fiz no mês passado, qualquer entdade pública e até privada é
discutvel, mas pública também que tem um passivo demasiado elevado pesa depois sobre os
próximos exercícios que torna impossível a gestão equilibrada ou uma gestão efetva de apoio às
populações.i Portanto, esse combate deve ser feito e deve haver investmento, seguramente, a
Câmara tem que contnuar a prestar os serviços necessários mas não pode voltar ao que já chegou
haver até o endividamento tão elevado que prejudicou depois nos anos a seguir, reputo isso como
positvo, esse facto de contnuar esta polítca de controlo e pagamento do passivo”.i
O 1.º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o Sr.i Deputado Paulo Silva”.i
Paulo Siliva, da CDU, disse: "A minha pergunta à Câmara Municipal tem a ver até com um tema
que já veio à baila nesta operação que tem a ver com a questão da recolha pela AMARSUo dos
resíduos nos ecopontos.i Tem-se assistdo que tem havido uma degradação deste serviço,
principalmente desde a privatzação e a minha pergunta é se a Câmara Municipal tem feito ou está
a pensar fazer alguma tomada de posição pública quanto a esta situação.i A segunda questão a por
à Câmara Municipal é que tem sido recorrente os artgos e em diferentes órgãos de comunicação
social, sejam eles generalistas, como é o caso do Expresso, DN ou Antena 1 ou da especialidade,
nomeadamente turismo e mobiliário e economia, fazendo boas referências à estratégia e
potencial do município do Seixal, dizendo mesmo que estão em perspetva diversos investmentos
importantes; se o Sr.i Presidente da Câmara nos poderia falar sobre esta questão”.i
O 1.º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Inscrições? Não havendo mais inscrições dou a
palavra ao Sr.i Presidente da Câmara”.i
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Tentando cumprir os 46 minutos que tenho, a primeira
questão relacionada com as despesas de capital, há pouco quando me referia aos dados da
execução financeira estava-me a referir exatamente Às questões da receita e não da despesa.i É
claro, que sobre os investmentos há uma justficação para este nível que temos de 8,5%, perante

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aquilo que estava previsto que é na ordem dos 14 milhões de euros, temos neste momento 1.i19
portanto dá 8,5% de execução e que se prende com o estado das várias empreitadas que temos,
umas que estão atrasadas, ou seja, com um nível de execução inferior aquele que estava
perspetvado, outras que ainda não arrancaram, ia só elencá-las aqui de forma muito breve até
para percebermos que são muitas e que totalizam, pratcamente, eu as contas que fiz são 10
milhões de euros e vou só exemplificar: Mercado Municipal da Cruz de Pau foi agora visto com os
comerciantes que só deve começar em Outubro; Piscina Municipal de Paio Pires vai ser adjudicada
na próxima reunião de Câmara Municipal, 4.iª feira.i Ah! o mercado municipal é meio milhão de
euros.i A Piscina de Paio Pires são 1,8 milhões de euros.i Temos duas escolas que estão neste
momento em concurso e em adjudicação, 4 milhões de euros.i O Clube Associatvo de Santa Marta
do Pinhal meio milhão de euros a obra começou há cerca de duas semanas.i O Parque Urbano do
Seixal, a obra começou há cerca de 1 mês, 0,3 milhões de euros.i O Pavilhão Desportvo da Mundet
a obra iniciou-se há cerca de 3 meses, está com um investmento total de meio milhão de euros.i O
CDA de Fernão Ferro está ligeiramente atrasado e ainda falta faturar, penso que talvez 500 mil
euros.i A obra do núcleo urbano antgo do Seixal está a ser executada, ainda falta também uma
verba com alguma dimensão.i O Centro de Dia do Casal do Marco ainda não arrancou o concurso
meio milhão de euros.i Nesta breve contabilidade chegamos a 10 de 14 milhões de euros de
investmento, há outras empreitadas das obras mas a elevada burocracia, os vários formalismos,
as remessas dos processos para Tribunal de Contas, as consignações, as contratualizações tudo
isto são elementos extremamente burocratzados e que impedem que consigamos executar e de
acordo com aquilo que estava previsto e que seria adequado, é um problema não só da Câmara do
Seixal como de todas as entdades públicas.i Segunda questão sobre o SIADAP, as referências que
fez o Sr.i eleito Bruno Barata foram sobre o SIADAP – Sistema de Avaliação Integrado da
Administração Pública, estamos com uma grande dinâmica processual relatvamente a este
processo e neste momento, temos todos os anos tratados até ao biénio 15/16.i Está neste
momento em fase de reclamações, foi uma fase até se concluírem, há as reclamações, depois há a
comissão paritária para apreciar as reclamações e depois é que se encerra.i Estamos neste
momento com o biénio 17/18 em tramitação portanto, estamos a trabalhar de forma muito séria
para conseguirmos tratar esse sistema que é uma situação bastante complexa.i Sobre o normatvo
de riscos de gestão e conexos a Câmara Municipal tem feito o seu trabalho, aprovámos o plano,
estamos a monitoriza-lo no entanto, criámos agora um novo gabinete, de auditoria e controlo
interno cuja, primeira missão é revisitar este plano e tentar torna-lo a uma escala mais micro, em
termos de intervenção junto dos serviços.i É um desafio que está a ser tratado certamente dentro
de alguns meses, teremos já resultados que permitem melhorar o nosso plano de risco.i Depois
sobre os Serviços Centrais gostava de dizer que neste momento correm negociações com o
proprietário dos Serviços Centrais para a sua possível aquisição, veremos o estado das
negociações, tal como em todas as negociações, as coisas começam muito distantes.i Portanto,
estamos neste momento num processo dinâmico de negociação, veremos se conseguimos atngir
o nosso objetvo.i Sobre a ponte Seixal/Barreiro eu gostava de dizer com muito pesar que, quer o
Presidente da Câmara do Seixal, quer o Presidente da Câmara do Barreiro aguardam desde
dezembro uma reunião com o Presidente da Administração do Porto oisboa e que incrivelmente
somos recebidos por ministros, secretários de estado e a Presidente da APo, parece que não
recebe ninguém, não sei! Deve julgar-se com um super poder, não deve receber ninguém, é
estranho tantas entdades públicas com que nos relacionamos de facto, a Presidente da APo não
nos recebe e qual é o problema de não nos receber é que não conseguimos obter a explicação
para a exigência intransigente de um vão móvel de 60 metros.i A ponte Seixal/Barreiro pedonal e

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clicável tem que ter uma parte móvel para a passagem de embarcações.i O projeto que
apresentámos são 40 metros, que é um valor considerável mas a APo diz que tem que ser no
mínimo 60 porque é isso que diz o seu regulamento etc… mas como todos os regulamentos há que
fazer uma adequação ao local onde estamos, o rio Coina não é igual a todo o Tejo porque aquela
interpretação é para qualquer lugar no Tejo, mas o rio Coina não tem tráfego fuvial, o único que
tem é as instalações do Insttuto Hidrográfico na Azinheira e as embarcações não têm uma
envergadura de 60 metros, nem pouco mais ou menos, 6 metros e já é.i Só para termos a noção de
que isso vai significar um impacto previsível no projeto de 25% a mais de 1 milhão de euros, esta
intransigência da APo.i Neste momento, o Presidente da Câmara e o Presidente da Baía do Tejo e o
diretor da Siderurgia Nacional reunindo a propósito deste tema e de outros, dos quais não temos
resposta da APo decidimos endereçar uma carta à Sra.i Ministra do Mar para nos receber porque
consideramos inaceitável que a Presidente da APo não receba, nem a Câmara Municipal do Seixal,
nem a Câmara do Barreiro, não receba a Baía do Tejo e não receba a Siderurgia Nacional.i
Consideramos incompreensível quando temos um conjunto de projetos dos municípios, outros da
entdade pública, outros da própria fábrica que querem avançar e precisam de ter também um
interlocutor válido do outro lado.i Por isso, eu diria que neste momento essa reunião com a Sra.i
Ministra do Mar será decisivo para desbloquear a ponte Seixal/Barreiro.i Relatvamente aos
procedimentos da divisão de fiscalização municipal quando são identficados e lícitos, as
orientações que a fiscalização municipal tem é para tentar identficar sempre que existam
situações anómalas, não só nos resíduos, nas construções, na publicidade, na ocupação de espaço
público em mais diversas situações de fazer um auto.i Esse auto depois é avaliado por um instrutor
e esse instrutor vai aferir se estão de acordo com os regulamentos municipais há ou não uma
infração, em caso de ser detetada infração é então, avançado com um próximo de contra
ordenação, é dado um período de defesa à pessoa para se pronunciar relatvamente à intenção da
Câmara Municipal de lhe aplicar uma coima, a pessoa depois emite a sua opinião ou não e depois
então, o instrutor com base naquilo que foi recolhido, com base na exposição da pessoa então,
emite uma proposta de coima ou não, ou de admoestação ou de arquivamento.i Depois então é
aplicada a coima, a admoestação ou o arquivamento e a partr daí depois, então, compete à
pessoa aceitar a admoestação ou não ou contestá-la, o arquivamento a pessoa é informada que o
processo foi arquivado e se for caso de coima, então, a pessoa é instada a pagar essa coima.i Em
caso de não pretender fazer pode sempre recorrer novamente, o processo é reapreciado, é feita
novamente resposta, no caso de se aplicar novamente a coima, não resta outra opção à pessoa a
não ser recorrer às instâncias judiciais para fazer valer os seus direitos, se for esse o
entendimento.i Sobre a questão relacionada com espaços para empresas, recordar que o
município tem um conjunto de parques de atvidades económicas nas várias freguesias do
concelho, são parques com dimensão, parques com dinâmica e que gostaríamos que pudessem
ser melhor aproveitados.i Existe um conjunto de espaços disponíveis no Casal do Marco, Santa
Marta de Corroios e no Parque Industrial do Seixal e noutras localizações com menor dimensão,
são parques de atvidades económicas e que estão disponíveis para alugar, para arrendar,
construir para empresas, portanto não há nenhuma diferença e aliás, o Seixal tem muitos espaços
importantes para o alocamento de empresas no nosso concelho.i Sobre o Quartel de Bombeiros de
Amora, realizámos uma reunião na passada semana, eu e o Sr.i Vereador da Proteção Civil
reunimos com o Sr.i Secretário de Estado da Proteção Civil, com dirigentes de Associação de
Bombeiros Mistos de Amora e transmitmos ao Sr.i Secretário de Estado o nosso desalento quando
perante situações semelhantes no pais, os quartéis de bombeiros têm sido apoiados com fundos
europeus 85% do Fundo Perdido e no caso deste quartel de bombeiros de Amora o máximo que

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os fundos europeus que poderão atribuir é 47%, sendo que os restantes 53% terão que ser fundos
próprios porque também é verdade que o Estado põe zero relatvamente em termos de
investmento para o próximo Orçamento de Estado, têm que ser os bombeiros a conseguir
encontrar esses 53%, que no caso em concreto totalizam pratcamente 700 mil euros e por isso a
Câmara Municipal tem avançado, já atribuímos 400 mil euros à Associação de Bombeiros Mistos
de Amora, dos 700 já temos 400, a Câmara, mas o que transmitmos ao Sr.i Secretário de Estado é
que não nos parece uma situação justa, sendo um quartel um equipamento de proteção civil, claro
que o município tem responsabilidades, mas a Proteção Civil é um desígnio nacional, tem uma
estrutura nacional, tem um ministro, uma secretaria de estado, tem funções especificas alocadas
em termos do Estado Central e não nos parece justo que tenha que ser o município a custear a
parte que devia ser do Estado, transmitmos esta questão o Sr.i Secretário de Estado ficou de
reavaliar até final deste ano em face da execução deste programa, veremos aquilo que vai
acontecer.i Sobre as empresas PME oíder, ficámos muito bem impressionados pelo facto de termos
o maior número de empresas PME oíder do distrito de Setúbal.i Estamos muito à frente de Almada,
muito à frente de Palmela, muito á frente do Barreiro, Montjo, Alcochete, Setúbal e dos concelhos
do sul, o Seixal tem maior número de empresas PME oíder e por isso, a nossa satsfação de termos
empresários neste caso, pequenos e médios, empresários que preenchem um conjunto de
requisitos colocados pelo IAPMEI que sabemos que são difceis de concretzar, mas no entanto,
isso também revela a competência dos nossos pequenos e médios empresários, e pela primeira
vez reconhecemos esses 51 PME oíder, essas 51 empresas com apenas uma pequena oferta da
Câmara Municipal e um agradecimento público que realizamos numa sessão.i Estamos a visitar
essas empresas, bem como outras do concelho, no sentdo de podermos perceber quais é que são
as maiores dificuldades dos nossos empresários.i Eu quero dizer que neste mandato estamos a
fazer visitas, no anterior mandato fizemos cerca de 120 visitas a empresas e o maior
constrangimento que os empresários colocam por incrível que pareça é mesmo o preço da
energia, o IRC e o IVA são sempre as questões mais colocadas pelos senhores empresários, depois
existem outras de contexto, mas normalmente são estas as mais colocadas e tem sido também
interessante porque tem sido aqui na Câmara Municipal que muitos empresários conhecem o
vizinho do lado, estão empresas lado a lado há anos, há décadas e nunca se tnham cruzado e tem
sido nestas reuniões que também tem havido possibilidade desse contacto.i Sobre a captação de
investmento é claro que e eu gostava de dizer isso porque hoje já ouvi várias vezes falarem de
respeito, eu quero dizer que não é desrespeito por ninguém.i A Câmara não desrespeita nenhum
órgão, a Câmara respeita todos os órgãos, a Câmara respeita todos os eleitos e o Presidente da
Câmara também, por isso, no máximo o que pode ter acontecido é a ausência de informação, não
por intenção mas por negligência e dizer também que na área de captação de investmento o
município tem feito uma série de iniciatvas, muitas delas públicas, não só em território nacional
como também fora do pais e nessa perspetva é uma área que vamos contnuar a investr.i Sobre a
questão da Mundet e do hotel da Mundet, eu penso que seria importante que tvéssemos
consenso sobre esta matéria, até porque se trata de um grande atvo patrimonial do concelho com
uma estratégia já sobejamente explicada e que tem com esta perspetva multdimensional, tem
uma dimensão turístca que é este hotel da Mundet e para o qual o município estabeleceu um
regulamento que trabalhámos durante talvez mais de oito meses no mesmo, para conseguir fazer
um regulamento que nos possibilite defender aquilo que nós pretendemos para o local que é de
facto, um hotel com forte ligação ao património da antga fábrica da Mundet e que seja exequível
e que seja concretzável.i Sobre o valor, foi o valor que foi avaliado de acordo com o código do IMI
e nesse sentdo, nós durante o dia de amanhã numa reunião preparatória de Câmara Municipal,

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iremos não só apresentar a estratégia novamente aos senhores vereadores da Câmara Municipal
onde vamos também apresentar esse documento onde essa avaliação é feita.i Não se trata de uma
estratégia é apenas um valor, basta vermos e compararmos o valor base do que foi lançado na
mesma área quando foram cerca, se não estou em erro, 0,8 milhões de euros para 10 mil metros,
nós estamos a falar quase 500 mil euros para 3600 metros.i Portanto, não é preciso como dizia há
pouco uma sra.i eleita, não é preciso ser engenheiro para perceber que a dividir por dois, é um
valor semelhante mas há uma dúvida existencial que algumas pessoas têm e que não é justficável.i
Depois eu diria que todas as ajudas são bem-vindas, desde que haja boa intenção e eu acredito
que o sr.i eleito Samuel Cruz seja bem intencionado, eu gostava só de recordar alguém que
transmitu há uns meses atrás a dizer assim: Ah isso, com uns tjolos, com 2500 euros reconstrói-se
o muro.i Ali sobre o muro da Fidalga; e achei curioso que hoje passava lá no muro da Fidalga e via
uma máquina de fazer estacas com uma lança de talvez uns 10 metros e estava a pensar na
mobilização daqueles equipamentos em Portugal; só há seis em Portugal, e estava a pensar nessas
pessoas que falam sobre as coisas como se conhecessem e tecessem os maiores comentários, vou
dizer assim para ser simpátco, sobre alguns assuntos, mas eu diria que toda a ajuda é bem-vinda e
eu agradecia que nos pudessem ajudar nessa matéria, com certeza fazemos bons recetores e
executores dessa ajuda.i Depois sobre as medidas que preocupam os jovens, estamos de acordo
com um ensino superior mais próximo, estamos de acordo com a habitação jovem, estamos de
acordo com projetos que mobilizem e que deem resposta às preocupações da juventude.i É claro
que quem decide onde são colocadas as insttuições de ensino superior é o Ministério do Ensino
Superior, não é a Câmara Municipal, é claro que quem lançou e quem tem condições para lançar
um programa de habitação jovem à escala nacional é o Governo, não é a Câmara Municipal.i De
todo o modo, o município está não só disponível para receber insttuições do ensino superior no
nosso concelho, como também estamos disponíveis para ajudar a montar um programa de
habitação jovem, disso mesmo demos conta à Sr.i Secretária de Estado da Habitação numa recente
reunião que tvemos a propósito do processo de realojamento de Vale de Chícharos que eu já irei
falar.i Sobre as obras de recuperação e de reabilitação do Fórum Cultural do Seixal elas começaram
agora há poucos dias, também só agora é que está a deixar de chover, é verdade que água e
eletricidade e livros não condiz, mas também obras com água, eletricidade e livros também não
condiz.i Tem que parar de chover para que as obras de reparação de infiltrações se possam
executar, elas estão neste momento a começar, o bom tempo também está a chegar.i Estamos a
ajudar a GNR e o SEPNA na notficação de muitos proprietários relatvamente à limpeza de matas
mas também dizer que muitos têm respondido, alguns até exageradamente.i Recordo só aqui a
caminho do Centro de Estágios do Benfica, nas traseiras do cemitério do Seixal nós notficámos
porque houve uma reclamação, notficámos o proprietário que até é a igreja para a limpeza da
mata e eles limparam tudo.i Portanto, foi tudo abaixo.i Cá está, nós somos um país do 8 ou do 80
ou não se faz ou então quando é para fazer arrasa tudo.i Até já diziam que iam construir qualquer
coisa ali, diz-se muita coisa por aí! Mas não, era apenas a responder à Câmara Municipal à Divisão
de Fiscalização Municipal sobre a limpeza de matas.i O Mercado da Cruz de Pau já referi a obra.i
Nós fizemos um Fórum Seixal com a população, depois houve uma reunião só com os
comerciantes e com a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal e foi decisão dos comerciantes por
maioria que as obras só deveriam começar em Outubro.i Então, estamos a preparar para que a
obra do Mercado Municipal da Cruz de Pau comece em Outubro.i Sobre a Proteção Civil Municipal
eu disse ao Secretário de Estado há dias que somos poucos mas bons porque o Seixal está na
frente do planeamento de proteção civil na região e na península e estamos sempre à frente
naquilo que são as melhores prátcas em termos de proteção civil.i É claro que estamos neste

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momento a recrutar mais trabalhadores, pelo menos um assistente operacional e um técnico


superior, se não estou em erro, e também vamos ter uma nova viatura e mais um conjunto de
novos equipamentos que estamos a trabalhar para cada ano que passe a nossa proteção civil ter
maiores condições de socorro à população.i Sobre o realojamento de Vale de Chícharos, neste
momento a Câmara está a adquirir as 74 frações ainda não foi possível terminar tudo, já
adquirimos 60, faltam 4.i Estamos neste momento também em conjunto com a Santa Casa da
Misericórdia do Seixal agora a fazer a avaliação das casas adquiridas para a sua reabilitação ou
readaptação para os novos inquilinos num processo que ainda vai demorar mais alguns meses e
nessa perspetva, o realojamento só acontecerá possivelmente só depois do verão.i Estamos a
trabalhar para que consigamos fazê-lo mais no curto espaço de tempo.i Tomei nota sobre a lomba
redutora de velocidade na avenida Timor ooro Sae.i Sobre o Centro de Saúde de Corroios sabemos
que o concurso está a decorrer, não temos ainda nenhuma informação sobre a adjudicação mas
acreditamos que esteja para breve.i Amanhã mesmo vamos ter uma reunião, como eu referi com a
ARS-oVT, esperemos obter alguma informação sobre o calendário do Centro de Saúde de Corroios.i
Sobre o financiamento para respostas sociais, mesmo hoje pela manhã falei com a Sra.i Diretora da
Segurança Social de Setúbal que me transmitu que o Sr.i Ministro terá dito que vai haver para o 3.iº
trimestre deste ano, uma linha de financiamento para novos equipamentos sociais, não conheço
no concreto como é que vai ser essa linha de financiamento mas no entanto penso que é positvo
que finalmente haja uma linha de financiamento que nos possibilite avançar com um conjunto de
respostas que o concelho necessita, que a população necessita e nesse sentdo, a Câmara
Municipal está disponível para poder ajudar e apoiar.i Sobre o programa “reabilite o seu prédio” é
um programa onde o município apoia os condomínios na reabilitação de fachadas de edifcios
multfamiliares com mais de 10 anos.i Neste momento penso que estão cerca de mais de 90
edifcios apoiados, já com verbas para a reabilitação.i Temos visitado alguns e sobre as ações da
reabilitação urbana, temos também cerca de 90 processos, sendo que desses 90, 50 estão no
Núcleo Urbano Antgo do Seixal que é a ARU que tem mais dinâmica de reabilitação, sendo que
apresentámos há poucas semanas um instrumento financeiro para a reabilitação urbana e que vai
possibilitar que dentro da área da ARU existam financiamentos com baixas taxas de juro para que
os proprietários possam avançar para a reabilitação dos seus imóveis.i Sobre o plano global de
atvidade fsica e desporto que foi apresentado em Portugal pelo Diretor Geral da Organização
Mundial de Saúde, eu diria que finalmente a OMS assume a questão da prevenção da doença
como um fator essencial para a prevenção das doenças provocadas pelo sedentarismo, mas
também pela sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.i Está provado que um euro investdo
na atvidade fsica e desportva poupa 3 euros aos serviços nacionais de saúde dos países e nessa
perspetva este é um desafio que a Organização Mundial de Saúde lançou à escala mundial, aos
países, ás nações e eu quero transmitr aos senhores eleitos da Assembleia Municipal, em minha
opinião que o município do Seixal é um dos municípios que mais tem investdo em termos da
atvidade fsica e desporto, que mais tem investdo no conceito de cidade saudável, que mais tem
investdo no planeamento urbano saudável e nessa perspetva, consideramos que estamos
também na frente daquilo que são os princípios norteadores deste plano e estamos a trabalhar
para demonstrar este nosso trabalho e também puxarmos por outros municípios e também por
nós para podermos melhorar.i Sobre o Amora Futebol Clube e o centro de treinos, eu gostaria de
desdramatzar um pouco esta questão.i A pergunta foi qual é a pressa e a pressa tem a ver com os
campeonatos nacionais, quer de futebol de formação, quer de futebol feminino que com a subida
de escalão compettvo do Amora Futebol Clube nos seus vários níveis, digamos que o campo atual
de treinos não tem as dimensões necessárias, nem os requisitos para poder fazer esses jogos e

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nessa perspetva o Amora Futebol Clube as coisas andaram muito depressa e só vamos conseguir
levar o processo de cedência do terreno e de apoio financeiro à Câmara Municipal que será na
próxima 4.iª feira, daqui a dois dias.i É verdade que não deveria ser assim, primeiro deveria ter sido
formalizado mas também gostaria de dizer que normalmente com as nossas coletvidades são
nossos parceiros e não tem existdo este tpo de questões anteriores, apesar delas já terem
existdo, nunca se tnha levantado nunca esta questão até porque estamos a falar de
equipamentos públicos, estamos a falar também de investmento público, estamos a falar de
redes municipais, estamos a falar de obras de iniciatva municipal, mas tem razão o Bloco de
Esquerda quando coloca a questão dos formalismos e que deveríamos ter acautelado essa
questão, portanto a responsabilidade é do Presidente da Câmara sobre esta matéria que não
exista nenhuma dúvida.i Sobre o Estádio Municipal do Seixal existem um conjunto de outros
trabalhos que estão fora do âmbito da empreitada que o Sport oisboa e Benfica adjudicou ao
empreiteiro que está a construir o Estádio Municipal.i A Câmara Municipal do Seixal por uma
questão de economia e para não ter vários empreiteiros decidiu adjudicar ao empreiteiro que está
a construir um outro conjunto de elementos que serão importantes para que se possa também
melhorar alguns aspetos do estádio municipal.i Sobre a alternatva à Estrada Nacional 10 também
assumimos essa prioridade, aliás assumimo-la pela primeira vez, vamos dizer assim, em termos
programátcos no nosso programa eleitoral que foi sufragado pela população e a população
maioritariamente escolheu a CDU para liderar o concelho do Seixal e nessa perspetva vamos
executar a alternatva à Nacional 10 porque entendemos que é uma obra prioritária para a
mobilidade entre Corroios e Amora.i Sobre as dívidas de terceiros de curto prazo, eu diria que elas
estão numa situação muito positva e o nosso prazo médio de pagamentos é de 30 dias.i Aliás,
todos os pagamentos da Câmara passam pelo Presidente da Câmara e é sempre do mês anterior,
às vezes há um ou outro que demorou mais um pouco na receção da parte do serviço mas eu diria
no máximo 2 meses é o nosso prazo médio de pagamentos real.i Sobre os processos judiciais,
também dizer que se fizer uma comparação com Junho de 2017 verificará que há uma grande
redução em termos do volume que estava em contencioso, passamos de 15 milhões, senão estou
em erro agora para 1 milhão e 600 mil euros.i Portanto, os processos têm estado em
desenvolvimento e temos ganho pratcamente todos os processos, agora por uma questão de
precaução e nas contas é sempre bom sermos conservatvos e por isso, colocamos sempre risco de
condenação porque é sempre preferível termos provisões para uma eventualidade de perda, do
que estarmos a assumir que podemos ganhar os processos e depois isso não acontecer; por isso,
preferimos sempre ser muito cautelosos aquando da contabilização destas questões do
contencioso para que possamos depois, se se resolver bem e a bem do município melhor! Mas se
não, contabilizámos essas eventuais indemnizações para outros terceiros.i Por fim, sobre a
AMARSUo de acordo, vamos reforçar o nosso pedido de reunião à administração da AMARSUo, no
sentdo de melhorar o serviço do concelho e por fim, eu penso que todos ficámos muito satsfeitos
quando alguns de nós viram o vídeo do «Expresso» que perguntava qual é o concelho que os
portugueses mais desejam e verificámos com agrado que era o Seixal.i O pior era Cinfães, por
acaso não tve curiosidade em ver qual é o partdo polítco que está na Câmara Municipal de
Cinfães mas o melhor é o Seixal, é o que os portugueses mais desejam e quem o diz é o
«Expresso», esse insuspeito jornal.i «Expresso» que curiosamente trazia também neste fim-de-
semana, não sei se tveram oportunidade de ver, duas páginas sobre o investmento e a promoção
turístca do concelho sem ser pago, com os vários investmentos que se preparam para o
município, bem como a antena 1, Diário de Notcias, outros meios de comunicação estão a

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verificar que o Seixal é de facto, um concelho com enorme potencial e que a Câmara Municipal
tem sido o principal dinamizador desse potencial, no sentdo da sua concretzação”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado Sr.i Presidente da Câmara e terminámos a
apreciação da atvidade da Câmara.i Passamos para o ponto III.i3”.i
III.3. “Grandes Opções do Plano e Orçamento 2018. 3.ª Reivisão (alínea a) do n.º 1 do art. 25.º do
Anexo à Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, com a redação atualizada pela Lei n.º 42/2016 de 28
de dezembro.
(Documento anexo à ata com o número 12)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Dou a palavra novamente ao Sr.i Presidente da
Câmara”.i
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Trata-se de um compromisso que assumimos na outra
Assembleia Municipal, nessa sequência foi dito que votados os acordos de execução dos contratos
interadministratvos iríamos no dia seguinte reunir para ver um novo reforço de verbas para os
acordos de execução e contratos interadministratvos assim aconteceu, reunimos.i Depois da
reunião com as juntas de freguesia foi feita uma reunião com os líderes da Assembleia Municipal e
os senhores Presidentes de junta de freguesia, novamente o processo foi revisitado e foi sujeito à
discussão coletva.i Foi fechado o que originou então, a consequente deliberação na Câmara
Municipal de um novo reforço orçamental, 130 mil euros para as juntas de freguesia.i Gostava de
dizer que o passo que se seguirá é na próxima reunião de Câmara Municipal iremos levar o
aperfeiçoamento dos acordos de execução e contratos interadministratvos, depois virão
novamente á Assembleia Municipal, depois irão novamente às juntas e assembleias de freguesia e
só depois é que poderão ser assinados novamente.i Gostava também só de dizer porque é verdade
que entre o anterior mandato e este mandato, as delegações de competências da Câmara nas
juntas de freguesia cresceram financeiramente 25%.i Eu também gostava que o Estado
aumentasse as compartcipações para o município do Seixal em 25%, como isso ainda não
aconteceu, vou contnuar a lutar para que tal possa acontecer para que consiga suprir este esforço
que vamos fazer para apoiar mais as nossas juntas de freguesias”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Intervenções neste ponto? Hernâni Magalhães”.i
Hernâni Magalhães, da CDU, disse: "Congratulamo-nos por este desfecho, embora ainda haja
alguns passos formais a estabelecer mas penso que chegou a uma solução consensual e estamos
contentes e vamos votar a favor”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Bruno Barata”.i
Bruno Barata, do PS, disse: "Sr.i Presidente queria-lhe dar os parabéns por esta alteração
orçamental de reforço de 130 mil euros para ir ao encontro do que esta Assembleia Municipal
deliberou e decidiu, apesar das propostas nunca terem sido submetdas a votação o Sr.i Presidente
como sentu que iam ser chumbadas recuou no sentdo, delas serem aproveitadas.i Eu queria
deixar aqui nota ao Sr.i Presidente que o Partdo Socialista está aqui para construir e o Partdo
Socialista quer fazer sempre parte da solução e nós sentmos que aquele acordo inicial que propôs
não era vantajoso para a Junta de Freguesia de Fernão Ferro.i O segundo que propôs que era que
iriam a um processo de negociação mas não foi um processo de negociação porque o Sr.i
Presidente foi já com um envelope fechado que era aquilo ou nada, também não resultou e este
terceiro sim, e também mérito a esta Assembleia Municipal que lhe passou um cheque em branco

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assente na sua palavra e que sei que é um homem de palavra e chegámos a este momento de
reverter um processo que estava inquinado à nascença e portanto, eu queria dar os parabéns ao
Sr.i Presidente dos 16 milhões transitados está a trar uma pequena fata de 130 mil euros, dos 16
milhões transitados e dar também os parabéns aos eleitos desta Assembleia Municipal porque fez-
se democracia”.i
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não havendo, pergunto ao Sr.i
Presidente da Câmara se pretende ainda mais algum esclarecimento? Também não! Então, vamos
colocar à votação.i Quem vota a favor …”
Aprovada a Deliberação nº 21/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Trinta e dois (32) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A proposta foi aprovada com os votos a favor da
CDU, do PS, do Bloco de Esquerda, do PAN, do Sr.i Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do
PSD e do CDS”.i
III.5. Minuta da Ata
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Consideramos a ata aprovada em minuta e a
agenda seguinte já está na posse dos lideres”.i
Aprovada a Deliberação nº 22/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal da CDU: 16
− Do grupo municipal do PS: 11
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do grupo municipal do PAN: 1
− Do grupo municipal do CDS-PP: 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
Nada mais havendo a tratar, O Presidente da Assembleia Municipal deu os trabalhos por
encerrados, agradecendo a presença do executvo municipal e dos membros deste Órgão.i

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3ª Sessão ordinária – 11 de junho de 2018

A sessão terminou cerca das 02.i25 horas do 11 de junho.i


Nos termos do art.iº 5.iº do Decreto-oei nº 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-oei nº 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetvo processo.i
Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
aprovado nos termos e para efeitos do disposto no art.iº 92.iº da oei nº 169/99, de 18 de setembro,
com a redação atualizada pela oei nº 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações introduzidas
pela oei nº 67/2007, de 31 de dezembro e pela oei nº 75/2013, de 12 de setembro.i
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercício:
O Presidente da Assembleia Municipal:

O Primeiro Secretário:

A Segunda Secretária:

50/50
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

A T A n.º 7/2018

Aos cinco dias de julho de dois mil e dezoito, reuniu a Assembleia Municipal do Seixal, na sua 4ª
sessão extraordinária de 2018, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do
Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José Monteiro da
Costa e secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de Oliveira da Costa, e pela 2ª
secretária, Sara Sofa Oliveira da Silva Lopes Oliveira.
Estiveram presentes, para alémm dos memrros da eesa
Da CDU Paulo Alexandre da Conceição Silva, Paula Alexandra Guerreiro Santos Barbosa,
Custódio Luís Quaresma Carvalho, Maria Júlia dos Santos Freire, Hernâni Peixoto Magalhães,
Nuno Filipe Oliveira Graça, Rosária Maria Fernandes Antunes, Fernando Júlio da Silva e Sousa,
Carlos Alberto de Sousa Pereira, Nuno Filipe Pombo Nunes e Gonçalo Rui de Oliveira;
Do PS Samuel Pedro da Silva Cruz, Tomás Batsta Costa dos Santos, Luís Pedro de Seia
Gonçalves, Célia Maria Martns Cunha, Jorge Leonel Vaz Freire, Nelson Filipe Patriarca, Rui
Miguel Santos Brás, Sérgio Miguel Carreiro Ramalhete, Marta Sofa Valadas Barão e Milton
Natalense Palma Simões;
Do PSD Rui Miguel Lança Belchior Pereira, Rui Alexandrino Calção Mendes, Maria Luísa
Marques da Gama e Duarte Sérgio dos Santos Melo Correia;
Do BE Vítor Manuel Cavalinhos, Eduardo Manuel Lino Grêlo e Sandra Anabela Alves de Sousa;
Do PAN Nuno André Batsta Nunes;
Do CDS-PP João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo.
Estveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, Corroios, Fernão
Ferro e da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, respetvamente,
Manuel Ferreira Araújo, Eduardo Rosa, Carlos Reis e António Santos.
Registaram-se as seguintes substtuiçõess
No grupo municipal da CDUs Ana Inácio por Nuno Pombo, em virtude de Maria João Oliveira
Santos ter também solicitado a sua substtuição e Rui Algarvio por Gonçalo Rui de Oliveira.
No grupo municipal do PSs Bruno Barata por Milton Simões.
Para além do Vice-Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Jorge Osvaldo Dias Santos
Gonçalves, estveram presentes os seguintes Vereadoress
Maria Manuela Palmeiro Calado, José Carlos Gomes, Marco Paulo Fernandes, Eduardo
Rodrigues, Elizabete Adrião, Nuno Moreira, Manuel Pires e Luís Cordeiro.
Faltaram à sessão o Presidente da Câmara Joaquim Cesário Cardador dos Santos e o Vereador
Joaquim Carlos Coelho Tavares.
A Sessão teve início cerca das 20s30 horas.
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “O senhor Presidente da Assembleia acabou de


telefonar a pedir desculpa de não estar aqui neste início dos trabalhos solicitando que déssemos
andamento aos mesmos uma vez que ele, em função de um imprevisto ligeiro, se atrasou um
pouquinho e estará aqui dentro de momentos; pelo que, com esta justfcação e com o quórum
já existente, podemos dar inicio aos nossos trabalhos e é aquilo que eu vou fazer. Boa tarde a
todos, senhor Presidente em exercício, senhores. Vereadores, senhores. Deputados Municipais,
caros amigos da população prazer imenso em vê-los aqui nesta nossa Assembleia partlhando
connosco esta dinâmica de trabalhos muito obrigado pela vossa presença; neste início também
os nossos cumprimentos aos funcionários que nos apoiam nesta atvidade e neste início de
trabalhos, antes de entrarmos propriamente dito no primeiro ponto da nossa ordem de
trabalhos informava a Assembleia dos pedidos de substtuição numa ausência inferior a 30 dias,
da parte da CDU Ana Inácio por Nuno Pombo em virtude de Maria João Oliveira Santos também
ter solicitado a sua substtuição, Rui Algarvio por Gonçalo Oliveira; do Partdo Socialista, Nuno
Barata por Milton Simões; podemos também dar a informação desde já que temos dois pedidos
de intervenção para o Período de Intervenção da População e temos 16 documentos
relacionados com o Período de Antes da Ordem do Dia; então agora sim podemos passar ao
âmbito formal das nossas atvidades com o preenchimento do ponto 1 da nossa ordem de
trabalhos.”

I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Passamos para o Período de Intervenção da
População. Estão inscritos, por terem solicitado intervenção, dois munícipes e eu dava a palavra
ao primeiro desses munícipes, o senhor Manuel Maria Magalhães que faça o favor de usar da
palavra.”
I.1. eanuel earia eagalhães disse “O assunto que me trás aqui hoje é um assunto antgo que
se arrasta desde 2013 e passo a enumerar, isto refere-se à limpeza da rua onde eu resido, no dia
22/10/2013 reclamei a falta de limpeza na rua onde resido, no dia 14/11/2013 apresentei este
assunto na Sessão de Câmara uma vez que não estava a ser resolvido; 5/12/2013 respondem-
me por escrito que por não ter lancil e ter acesso a uma azinhaga não tnha direito à limpeza, de
notar que até passar a minha residência a estrada está alcatroada; 18/08/2016 voltei a reclamar
a falta de limpeza e desta vez informaram que esta rua não tem limpeza por não ter passeios;
pedi esclarecimentos sobre o assunto o qual nunca me foi dado, 04/07/2017 enviei um e-mail
conforme solicitado pelo senhor Paulo Rego, dirigido à Divisão de Ambiente e Salubridade da
Câmara Municipal do Seixal; dia 20/09/2017 respondem por e-mail informando que os técnicos
da divisão do ambiente e salubridade efetuaram uma deslocação ao local e verifcaram que a
zona em causa se encontrava limpa, devem de ter passado por outro local porque este nunca
viu limpeza, em 06/10/2017 em resposta a nova reclamação informam que procedem à limpeza
com recurso à varredoura mecânica, ora o motorista indagado a este assunto diz não meter a
viatura nesta artéria porque o alcatrão está em mau estado e dá cabo das escovas,7/05/2018
voltei de novo a reclamar a falta de limpeza em 10/05 recebi uma chamada no telemóvel da Dra.
Paula Carvalho tendo fcado agendado um encontro no local para o dia 12/05; nesse mesmo dia
a Dra. Paula Carvalho constatou logo a falta de limpeza e disse que ia tratar do assunto; dia
14/05 fui informado via e-mail que passaria a ter limpeza semanalmente; 05/06 voltei a
reclamar por escrito na Câmara por não estar a ser cumprido o acordado; 10/06 recebi uma
chamada da divisão de ambiente e salubridade dizendo que a rua estava a ser limpa, ora eu já
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

não entendo nada disto e vou desistr deste assunto por cansaço; estou cansado deste assunto
palavra de honra, isto tudo o que eu disse está aqui documentado com os e-mails e com as
minhas vindas à Câmara e vencem-me pelo cansaço; portanto não volto a tocar neste assunto
vim aqui mais uma vez dizer o que é que se passa; quer dizer, ou é má vontade, chamam-me
mentroso porque vão lá e dizem que a limpeza está a ser feita quando não está; os papeis são
os mesmos que estão lá no chão desde que a Dra. Paula Carvalho esteve lá, por conseguinte já
não sei mais o que devo fazer, muito obrigado.”
O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Há pouco referi que havia duas intervenções
para este período, mas entretanto chegou uma terceira que ainda não tnha vindo à minha
consideração mas que já tnha dado entrada; portanto temos três intervenções, a primeira foi já
feita, a segunda é do senhor Luís Ferreira que eu chamava para intervir se faz favor.”
I.2. Luís Ferreira disses"O meu nome é Luís Ferreira, estou aqui como morador e representante
dos moradores da rua da Juventude no troço compreendido entre a rua Fernão Lopes e a
estrada do Casal do Sapo; nós estamos com um drama já alguns com 15/20 anos com promessas
consecutvas de colocação de esgotos neste troço algo que nunca aconteceu; torna-se
imensamente ingrato para todos nós, a limpeza das fossas é de dois em dois, de três em três
meses, e a nossa questão é só estas para quando os esgotos neste troço de rua? Obrigado.”
O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “A terceira das intervenções para este período é
o senhor Joaquim Almeida a quem solicitava para fazer o uso da palavra, se faz favor.”
I.3. Joaquim Almeida disses "Estou aqui em meu nome pessoal a representar a Junta de Fernão
Ferro que ao longo dos anos que eu já lá vivo, já há 22 anos que eu lá vivo, e até hoje nunca
nada lá foi feito, nada de nada, aquilo que eu lá encontrei há 20 anos é aquilo que lá está feito
nunca lá fzeram nada, nem a Junta, nem a própria Câmara Municipal aqui deste concelho;
nunca lá fzeram nada; eu pessoalmente sinto-me indignado com aquilo que se passa ali, não há
saneamento básico, não há nada, não existe lá nada, especialmente na rua 25 de abril, na rua da
Juventude e mais diversas ruas não há lá nada de nada; a água chega-se ao mês de julho, agosto,
setembro e não há água, nem para tomar banho quanto mais para beber e até hoje nada foi
feito; eu pergunto ao senhor Residente ou quem o está a substtuir que me responda às
perguntas que eu apresentei aqui nesta sessão plenária, é isso que eu pergunto que me
respondam, fco à espera que me respondam.”
O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Fará o favor de se sentar que depois os
senhores. Vereadores intervirão, se assim o entenderem, muito obrigado. senhor Vice-
presidente da Câmara deseja usar da palavra? Se faz favor, obrigada.”
O Vice-Presidente da Câmara eunicipal disses “Em relação às questões colocadas pelos
senhores. Munícipes que desde já agradeço, de se tenham deslocado para colocarem os seus
problemas e não os deixarem de colocar. Em primeiro lugar em relação à questão colocada pelo
senhor Manuel Magalhães sobre a limpeza na rua Maria Júdice da Costa trouxe-nos aqui o
processo do ponto de vista de insatsfação, naturalmente que já houveram ações de limpeza não
devem ter satsfeito do ponto de vista da sua efciência no âmbito desta rua, o que iremos é
naturalmente junto dos serviços garantr que é feita uma limpeza profunda de forma que não
haja dúvidas que ela naturalmente é realizada e que não haja resíduos que sejam deixados no
âmbito desta rua; daremos nota também ao senhor munícipe de forma a que nos possa dar
feedback do dia em que ela se realizar; será certamente, não digo amanhã que é sexta-feira,
mas durante a próxima semana de forma a poder depois também nos dar o feedback sobre a
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

satsfação do trabalho realizado. Em relação às questões focadas pelo senhor Luís Ferreira eu
lembrava os senhores munícipes, os senhores Eleitos em relação à matéria colocada que esta
área de intervenção tem sido alvo do conjunto de intervenções por parte da Câmara Municipal
precisamente não só na questão da colocação de esgotos mas na requalifcação integrada de
vários troços e de várias ruas, sendo certo que - e esta é uma questão comum quer à rua da
Juventude trazida pelo senhor Luís Ferreira quer à rua 25 de abril pelo senhor Joaquim Almeida -
que correspondiam neste caso a fases subsequentes sobre o qual neste momento estão-se a
acabar os projetos para poder entrar em obra e por isso não temos ainda a data indicatva, mas
são precisamente a fase a seguir, tendo em conta às intervenções que já foram feitas
nomeadamente, estava aqui a ver o mapa, desde a rua Florbela Espanca, Alda Lara, Fernando
Pessoa, Júlio Dinis e por aí adiante; realmente a rua da Juventude e a rua 25 de abril são agora
as fases subsequentes, aliás os senhores munícipes onde ter visto as intervenções das ruas mais
a poente e por isso estas serão as ruas a seguir. Do ponto de vista das questões colocadas sobre
a água, também pelo senhor Joaquim Almeida, dizer como sabe julgo saber, neste momento
está em construção o Centro Distribuição de Água junto com as outras ações que foram
tomadas no ano passado ainda do esforço daquilo que são os furos de captação, está-se a fazer
tudo para que este verão não seja atngido do ponto de vista daquilo que se tem feito aos
problemas da pressão nos pontos mais altos de Fernão Ferro naturalmente com a conclusão das
obras do Centro Distribuição de Água que estão a decorrer a muito bom porto e esse problema
do ponto de vista das cotas deixará de existr e por isso será completamente ultrapassado,
durante este verão as obras ainda estão a decorrer será minimizado temos em crer mas no
próximo verão estará totalmente concluído o Centro Distribuição de Água e por isso não haverá
razão nenhuma para que hajam problemas de pressão nesta área, disse senhor Presidente.”
O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Portanto temos este nosso 1.º Ponto esgotado
e passaríamos imediatamente ao 2.º ponto da nossa ordem de trabalhos com uma informação
preliminar relacionada com aquilo que à pouco informei, que disse que haviam 16 documentos
para análise mas na verdade são 17 uma vez que um documento que havia sido retrado pelo
partdo o PAN portanto foi reconsiderado de acordo com os líderes parlamentares entrará na
ordem que anteriormente tnha sido considerada, portanto teremos 17 documentos.”

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEe DO DIA.


II.1. O Grupo eunicipal da CDU apresentou a moção «Hospital no Concelho do Seixal»,
surscrita por Paula Santos.
(Documento anexo à Ata com o número 1)

O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses "Então o primeiro dos documentos é uma


moção da CDU relacionada com «Hospital no Concelho do Seixal» e subscrita pela senhora
Deputada Paula Santos, que fará o favor de intervir.”
Paula Santos, da CDU, disses "Vou-me dispensar da leitura porque é conhecido o teor da moção
ainda assim gostaria de referir dois ou três aspetos creio que seriam signifcatvos e que seriam
de salientar, um primeiro marco relatvamente à construção do Hospital no Concelho do Seixal
foi a assinatura em 2009 do acordo com vista à construção deste mesmo hospital é do
Ministério da Saúde e a Câmara Municipal do Seixal a verdade, aliás acordo este que foi
assinado e que resultou da luta das populações que queremos muito aqui valorizar a verdade é
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Ata n.º 7/2018
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que ao longo destes anos e podemos dizer quase 10 anos, 9 anos passaram o processo não se
desenvolveu passaram vários governos houve atrasos adiamentos questões naturalmente de
opções polítcas que levaram a que o processo da construção do hospital tvesse fcado parado,
no passado 29 de junho foi assinada uma adenda a este acordo entre o Ministério da Saúde e a
Câmara Municipal no qual nós consideramos que pode signifcar mais um passo ou pode
signifcar um passo no sentdo da concretzação deste objetvo e na assunção deste
compromisso por parte do governo, congratulamo-nos com esta assinatura com este passo mas
queríamos aqui salientar o seguinte porque da adenda há aspetos que suscitam preocupações
que devem ser colocadas e que devem ser encontradas as soluções para a sua resolução, uma
coisa é contribuir como, e expressamos também isso na nossa moção, como uma autarquia e
como uma Câmara Municipal que sempre contribuiu de uma forma construtva para que este
processo avançasse e para que fosse uma realidade as preocupações que gostaríamos aqui de
colocar prendem-se com o seguintes A adenda prevê a redução de um número de especialidades
no que diz respeito às consultas externas tendo em conta as especialidades que estavam
inicialmente previstas deixou de contemplar as camas de cuidados paliatvos e esta é uma
grande carência que temos ao nível do SNS com longas listas de espera e o projeto deixou de
abranger a população do Concelho de Sesimbra que também é uma população carente do ponto
de vista da saúde e que a localização de um hospital seria bastante próxima também deste
concelho, consideramos que este processo do hospital não deve de ter mais atrasos e deve de
facto avançar na perspetva da sua concretzação mas consideramos que estes aspetos devem
ser suscitados e devem-se encontrar soluções e que o governo dê respostas a estas
necessidades porque aquilo que nós conhecemos relatvamente ao hospital Garcia de Orta é
que quer sob a sua dimensão quando foi projetado face à população que abrange tem de facto
inúmeras limitações e precisamos ter aqui um equipamento hospitalar que dê resposta às
necessidades da população tendo em conta naturalmente as suas carências , é importante o
avanço, mas estamos cremos que este é um aspeto também relevante que os órgãos do
município neste caso concreto a Assembleia Municipal contnue a acompanhar este processo e
contnue a exigir que no quadro dos serviços de valências deste hospital sejam aquelas que
deem resposta às necessidades da população do Concelho.”
O Presidente da Assembleia Municipal integrou os trabalhos neste ponto.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses "Cumprimento a todos, senhor Vice-presidente,
senhores vereadores, membros da Assembleia Municipal e população que está connosco. Há um
primeiro período de intervenção, o João Rebelo se faz favor.”
João Rerelo, do CDS, disses "Eu gostaria de destacar nesta moção da CDU uma espécie de um
passar de culpas, para não dizer outra coisa, e de responsabilidades sobre o que realmente vai
ser construido no Seixal; ou seja, vamos ter não um hospital mas vamos ter um centro de saúde
aditvado que é exatamente o que vamos ter; ou seja, o projeto inicial que era um hospital de
dimensão de hospital com as especialidades de um hospital com valências que podiam ainda
fcar como hospital a cada projeto vai sendo diminuindo e tvemos a péssima informação da
adenda que foi assinada pelo senhor Presidente da Câmara também, portanto ele assinou,
rubricou e aceitou, temos a péssima notcia que para além de menos especialidades se eu
recordo bem são menos 10 especialidades e não vamos ter as camas dos cuidados paliatvos, eu
gostaria de informar a Assembleia Municipal do que ontem o senhor Secretário de Estado da
Saúde disse na comissão de saúde na Assembleia da República quando questonado pela
deputada do CDS, Isabel Neto, o que faria para corrigir o que ele não colocou nesta adenda e a
resposta foi a seguintes Tem toda a razão nós não tvemos a possibilidade de acrescentar essas
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Ata n.º 7/2018
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valências, essas especialidades e essas camas para os cuidados paliatvos, mas elas serão
colocadas no hospital Garcia de Orta; portanto o governo já assumiu, nós bem podemos aprovar
esta resolução, o governo já assumiu que não vai haver aqui camas para os cuidados paliatvos,
vão estar no Garcia da Orta, que também precisa, é verdade, mas o Concelho do Seixal também
precisa como disse e bem a minha colega Paula Santos; o SNS, o sistema Nacional de Saúde
precisa e de que maneira duma rede de cuidados paliatvos porque a população está cada vez a
envelhecer mais, graças a Deus, a esperança média de vida é superior e começam a ter esses
problemas que nós sabemos; infelizmente com esta adenda não vamos ter cuidados paliatvos
ou camas de cuidados paliatvos no hospital do Seixal, porque ontem o governo assumiu que
não vai fazer, disse que em princípio essa unidade, esse acrescento no hospital Garcia de Orta
seria colocado e realizado até 2020 antes portanto da abertura do Hospital aqui do Seixal em
2021, mas não será complementado o hospital do Seixal com esta unidade e quanto às
especialidades também não quis dizer porque não respondeu à pergunta aliás não respondeu às
perguntas do CDS como não respondeu às perguntas da CDU e não respondeu às perguntas dos
outros partdos sobre esta questão portanto esta adenda é uma má notcia para o Concelho do
Seixal a boa notcia é que o hospital parece fnalmente seguir o seu caminho na construção, mas
vamos ter, eu nisto sou como São Tomé só mesmo quando tver feito é que eu vou acreditar que
aquilo aconteceu houve várias vicissitudes mas vamos ver, a cada passo parece que vai
diminuindo as capacidades que este hospital merece e que a população do Seixal merece e que
a população do Seixal merece e que também concordo aqui com a parte resolutva da CDU
quando diz também parece estar esquecida a população de Sesimbra portanto eu estou perante
um dilema eu concordo com isto senhora deputada o problema é que o governo do Partdo
Socialista eu gostaria muito de ouvir aqui os meus colegas do Partdo Socialista anunciou ontem
que não o fará portanto nós podemos aprovar esta resolução que não será cumprida pelo
Partdo Socialista, muito obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses "Muito bem, inscrições? Samuel Cruz; mais
inscrições para este ponto? Rui Belchior, ok, se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disses “A cerca desta moção ela de facto tem várias inexatdões , vou utlizar
uma metáfora para dizer que não corresponde à verdade aquilo que aqui está escrito, bem,
comecemos logo por a questão da diferenciação, o Partdo Comunista Português parece estar
algo desatualizado porque bastava ter lido as notcias de ontem para ter visto o Presidente da
Câmara de Sesimbra, também ele do Partdo Comunista Português, a dizer que tnha estado
reunido com o Ministro e já tnha sido assumido o compromisso de que Sesimbra iria estar
referenciado para o novo hospital do Seixal, portanto eu até aconselhava aqui a CDU a alterar a
moção, podem procurar aí nos computadores, mas de facto já foi ontem assumido quer pelo
presidente da Câmara de Sesimbra quer pelo senhor Ministro da saúde que esse problema não
existe justamente porque Sesimbra também referenciará para aqui, mas esta é uma falsa
questão porque esta era uma questão em 2009 quando a questão da referenciação exista
fechada porque agora existe o princípio da livre utlização ou seja, qualquer utente da SNS pode
dirigir-se a qualquer hospital em qualquer local do País e é atendido, portanto esta questão aqui
nem se colocava, mas enfm o fundamental é que as pessoas de Sesimbra são atendidos e
portanto o que aqui está não é exato não é pelo menos atualizado, depois diz que o hospital
Garcia de Orta está em rotura; bom, de certa forma é verdade agora é preciso analisar a falta de
resposta dos serviços deve-se a quê? a falta de espaço no hospital ou a falta de médicos nos
serviços? Deve-se a falta de médicos nos serviços e podemos construir hospitais à vontade que
com os hospitais não nascem médicos e portanto, se calhar é mais importante para resolver
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Ata n.º 7/2018
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esse problema do Sistema Nacional de Saúde no geral e do Seixal em partcular, formar médicos
do que propriamente construir hospitais e portanto também aqui não corresponde à realidade
aquilo que aqui é dito; bem, vem-se dizer que o perfl foi alterado; outra mentra, o perfl é o
mesmo que sempre foi é um hospital de alta resolução com tecnologia de ponta que
corresponde ao conceito de hospital (…) que é utlizado nas autonomias Espanholas, todas as
autonomias têm um hospital central com vários hospitais com tecnologia muito avançada em
que as pessoas entram fazem os seus exames e são intervencionadas no mesmo dia; é esse o
conceito se houver problemas drenam para o único hospital central, que aqui seria o hospital
Garcia de Orta; portanto o perfl é exatamente o mesmo; bem, mas ainda que tvesse evoluído
eu dei-vos aqui um exemplo que é o CDA de Fernão Ferro que convenhamos é uma coisa mais
simples que o hospital, o senhor Presidente da Câmara também já aqui veio dizer e bem, o
projeto tem 10 anos e, como tem 10 anos, o perfl foi alterado isso portanto não foi o caso mas
ainda que tvesse sido não era nada que a Câmara Municipal do Seixal não tvesse já feito em
relação a uma coisa muito mais pequena, porque de facto os tempos mudam; depois aqui uma
coisa que é mais um erro desta moção e certamente eu também pedia para corrigirem sob pena
de estarem a dizer uma coisa que não é verdade, o que estava previsto nunca foi camas de
cuidados paliatvos é cuidados contnuados que é uma coisa um pouco diferente, e portanto isso
de facto existe a necessidade mas não é necessariamente num hospital porque as camas
hospitalares são muito caras para prestarem cuidados contnuados é outra coisa, mas diga-se à
cerca desse ponto que a verdade é esta nunca o perfl do hospital contemplou camas, o
internamento foi uma exigência do Presidente Alfredo Monteiro porque estava em eleições
tnha peso polítco e de facto conseguiu que fosse alterado e que fosse alterado junto da
Ministra Ana Jorge a verdade enfm é que estas foram perdidas e o Presidente Joaquim Santos
não teve o mesmo peso polítco não teve a mesma capacidade negocial e deixou cair aquilo que
tnha sido conseguido no passado mas que não constava no primeiro projeto, a verdade é que a
Câmara assinou o protocolo se assinou o protocolo é porque certamente concorda enfm apesar
desta desautorização dos membros ou dos eleitos da CDU aqui com o executvo da sua cor
polítca, bem, por fm digamos que o perfl existencial é o mesmo as especialidades médicas
para fnalizar, as especialidades médicas o novo hospital do Seixal não é uma ilha vai funcionar
em conjunto com o hospital Garcia de Orta o centro hospitalar e o centro hospitalar não tem
que repetr as especialidades o que o centro hospitalar tem que ter é uma boa equipa
especialista, porque mais vale uma boa equipa especialista do que duas equipas e dois serviços a
funcionarem mal, portanto tudo aquilo que o Seixal tver vai libertar espaço no Garcia de Orta e
aquilo que o Garcia de Orta tver vai libertar espaço no Seixal, o estudo está feito quem percebe
destes assuntos de facto não são os polítcos aqui mas são os técnicos que tomam as decisões e
não há nenhuma questão acerca disso as especialidades são as mesmas vão funcionar no centro
hospital podem funcionar no Seixal e em Almada, disse.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disses "Bem, eu à semelhança de um munícipe que aqui esteve no Período
Aberto à População também já estou um pouco cansado sobre este tema sobretudo e até por
em diversas ocasiões já todos temos falado abundantemente deste assunto, mas de facto o que
faz sempre o assunto ser trazido à tona é esta constante dinâmica para a frente que nós temos
tdo em relação a este hospital; bom, e depois as pessoas por outro lado a capacidade de passar
ao lado dos aspetos essenciais deste assunto; bem, é preciso que se diga o seguintes o hospital
no Seixal nós fazemos, a 30-12-2015 dizia o eleito Samuel Cruz, nós fazemos o hospital; sabemos
agora na sequência desta adenda, que o hospital será para 2021, ou seja noutra legislatura sem
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Ata n.º 7/2018
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que o PS saiba sequer se será governo nessa altura; bom, então o que temos aqui é uma mão
cheia de nada, e o que me faz ainda mais confusão o que para mim ainda é mais extraordinário
é a CDU trazer este documento com esta análise e ter por outro lado o senhor Presidente da
Câmara aos microfones e aos canais de televisão a congratular-se com a assinatura desta
adenda que como aqui já se disse prevê uma redução quer no número de camas quer o número
de especialidades, bom e isto quererá dizer que qualquer dia temos para ali um anexo com duas
ou três camas e uma botja de oxigénio é esse o hospital, bem podem dizer que aquilo agora vai
ter uma tecnologia fantástca que a pessoa entra por um lado e sai por o outro, mas quer dizer
basta comparar com o Garcia de Orta que neste momento tem 586 camas isto é que é um
hospital não é o hospital do Seixal o vosso hospital do Seixal, e eu lamento, o Presidente da
Câmara tanta vez solicito em época de troika, em época de 11,2% de défce vir dizer, como ainda
agora afrmou no dia 29, que o processo fcou bloqueado por conta do PSD/CDS não fazendo
uma análise séria da conjuntura do País e agora nesse período adotou todo o tpo de técnicas
fez, eu sei que não gostam que eu diga e eu também já o disse muitas vezes, mas tenho que o
repetr, valia tudo valia Janeiras à porta do Ministro, valia todo o tpo de protestos e iniciatvas e
agora neste caso em que se vê uma redução um hospital cada vez mais mitgado então está
tudo bem o que interessa é fazer um hospital qualquer, mas nós não pudemos compactuar com
isso e podem vir dizer como têm dito em muitas ocasiões que o PSD é contra que o PSD é contra
o hospital, evidentemente que o PSD é contra o espetáculo em redor de um hospital cada vez
mais virtual porque cada vez é mais empurrado para a frente provavelmente em 2021 teremos
ainda outra data ou até antes disso e portanto nós entendemos que havia outros problemas
pelo menos para resolver, ainda ontem saiu umas notcias em que na Amora há 11 mil utentes
sem médico de família isto é que deviam de ser os problemas imediatamente resolvidos às
pessoas e não andarmos aqui a brincar à polítca com promessas para um lado com propagandas
para outro e afnal o hospital que em 2015 este governo iria resolver passou para 2021 e cada
vez mais pequeno, inadmissível, obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “ Mais intervenções sobre o hospital? Não há mais
pedidos de intervenção? Pergunto outra vez, naturalmente que o senhor Vice-presidente
quererá intervir, não há mesmo; eu inscrevi-me no fundo para duas notas, não para estar sequer
a responder, é uma coisa muito breve, muito breve. Vamos lá a ver, quando chegámos ao
hospital, eu na altura enquanto Presidente da Câmara assinei o protocolo em 2009, nós
entendemos sempre este hospital não ter um hospital por querer ter, entendemos e assim o
defendemos e por isso chegámos hoje e iremos ter hospital porque ele é uma necessidade
absoluta, há mais de 20 anos e porque passou todos os estudos e todos os governos mesmo
todos os governos que não o fzeram; e de facto na altura o governo PS não avançou em 2009; é
verdade que o governo a seguir também não o fez aliás desinvestu completamente como
sabemos, na saúde e em tantos outros sectores; bom, e agora o que temos é digamos um
processo do qual o poder local e a população e a comissão de utentes nunca desistram e
portanto aqui a questão das queimas não foi de peso polítco do Presidente ou de menor peso
nós entendemos que de facto e estas matérias não são empíricas não têm a ver com as
intervenções e as impressões de cada um de nós isto está estudado e o rácio de queimas
também as necessidades em termos de especialidades também, e o que nós sempre
defendemos tem a ver com o quadro da saúde na região e na saúde para estes três concelhos
com o Garcia da Orta como centro hospitalar, portanto fomos coerentes ao longo dos tempos e
naturalmente que não deixaremos de contnuar a defender como a moção diz e bem a moção
na minha opinião é um relato fel do que foi e donde chegámos e das questões que as colocam,
é claro que o hospital é para avançar o senhor Presidente da Câmara assinou o protocolo ou a
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

adenda mas também coloca-se e não se deixará de colocar as questões que têm a ver com o
papel que este hospital tem que cumprir e portanto nesta matéria não é o Concelho do Seixal
que está em falta não é o poder local neste município os três que estão em falta não são as
comissões de utentes nem as populações o que está em falta têm sido os vários governos que
ao longo do tempo não resolveram um dos problemas mais graves do País, é bom que se pense
o seguinte o hospital em Portugal com maior taxa de ocupação não é apenas um problema de
falta de médicos que o País evidentemente carece e no Concelho do Seixal também e
nomeadamente na Amora mas não só no conjunto do Concelho como é evidente que tem tdo
das mais elevadas taxas em relação à necessidade de médicos de família o problema é que o
Garcia de Orta é o hospital do País com maior taxa de ocupação e maior incapacidade de
resposta, ou seja, nós tnhamos razão, tnhamos razão à 20 anos e contnuamos a ter razão hoje,
o que é que e para terminar nós aqui na minha opinião na Assembleia Municipal deveremos
fazer esta moção corresponde àquilo que não pode deixar de ser o nosso entendimento é
necessário que o governo e o senhor Ministro cumpram o que aqui disseram na sexta-feira que
abram concurso público internacional para o projeto de execução para de uma vez por todas
construir o hospital e então sim ele esteja a funcionar em 2021, porque até lá não é possível
nesta altura em termos de calendário só é possível estar a funcionar em 2021 se de facto se
cumprir o compromisso do senhor Ministro aqui na semana passada, e já agora uma nota fnal,
os hospitais não têm a ver com governos para nós o que nos interessa não é qual é o governo o
que queremos é que o País tenha daqui a um ano o melhor governo que possa servir Portugal,
iremos com certeza trabalhar nesse sentdo, portanto não é se o governo é PS se é o PSD todos
eles faltaram todos eles têm a responsabilidade de não haver hospital, portanto eu creio que
devemos de estar juntos acima de tudo e tudo o fzemos foi importante para chegar aqui e tudo
o que contnuarmos a fazer vai ser fundamental para haver hospital em 2021. E dou a palavra ao
senhor Vive-presidente se faz favor.”
O Vice-Presidente da Câmara eunicipal disses “Também algumas notas sobre a matéria
referente ao hospital dizer que estamos naquilo que diz respeito à Câmara Municipal
consideramos que estamos num momento muito importante deste processo é preciso dizê-lo
com toda a frontalidade que o processo esteve parado durante vários anos, e por isso neste
momento sim poderíamos estar a discutr uma outra fase do projeto outra fase do ponto de
vista da construção do hospital, mas era necessário que durante os anos em que o processo
esteve parado por opções polítcas, estvesse a tramitar, estvesse a ser desenvolvido os
projetos e tvesse a ser desenvolvido o concurso público para o hospital e teríamos todas as
condições para nesta data estarmos já com o hospital em funcionamento, e isso não aconteceu,
mas gostaria naturalmente com toda a justça dizer que no últmo ano em partcular houve uma
estreita relação entre a Câmara Municipal do Seixal e a ARS-LVT no que diz respeito a este
processo não só no trabalho em parceria no ponto de vista de construção daquilo que são os
elementos técnicos do ponto de vista necessários para o lançamento do concurso público de
acordo com a informação do senhor Ministro da Saúde no passada sexta-feira aqui na assinatura
da adenda do contrato foi já para lançamento e essa sim é uma boa notcia , sendo que é uma
boa notcia para garantrmos o hospital mas não é uma boa notcia para baixar-mos os braços só
o devemos fazer na altura em que o hospital estver a funcionar e resolver no concreto os
problemas das populações do nosso concelho em partcular mas também naturalmente nos
nossos vizinhos, dizer que ainda na sexta-feira e com toda a frontalidade na intervenção da
assinatura da adenda o senhor Presidente da Câmara referiu os aspetos aqui colocados no
âmbito desta moção como sendo aspetos negatvos do ponto de vista daquilo que é o programa
de lançamento do ponto de vista dos projetos e foi isso que foi colocado, quer a redução de
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algumas especialidades sendo certo que há especialidades que entram outras que saem mas a
redução efetva de especialidade a redução de 10 camas de cuidados paliatvos 12 camas de
cuidados paliatvos que fazia parte sim senhor eleito do antgo acordo sendo distnguir aquilo
que por ventura são os cuidados paliatvos no quadro da resposta hospitalar daquilo que
também foi colocado ao senhor Ministro que é muito importante nomeadamente as
candidaturas que têm que ver com a unidade de cuidados contnuados que existem no nosso
concelho e que devem de ter esse apoio para que depois possam responder dessa matéria,
também colocámos de forma solidária que não percebemos o porquê do concelho de Sesimbra
ter sido retrado desta proposta e eu lembrava que ainda a semana passada a proposta que
estava para reunião de Câmara de acordo com a proposta da reunião de Câmara incluia
Sesimbra e que por indicação do Ministério da Saúde ela foi substtuída por não enquadrar no
âmbito da sua referência, Sesimbra tendo em conta a atual organização dos agrupamentos dos
Centros de saúde em que Sesimbra está com o ACES de Setúbal; dito isto nós não deixámos
tomar posição sobre cada uma destas matérias mas também não deixamos de dizer, ao
contrário dos senhores. Eleitos do PSD e CDS, de desenhar aquilo que é o passo importante que
nós estamos a dar porque pode ter menos especialidades e não ter as camas de cuidados
paliatvos mas tem certamente mais de 60 camas do que as zero camas do processo que foi
desenvolvido no âmbito do governo do PSD e CDS tem mais especialidades do que as
especialidades que tnha no âmbito do desenvolvimento no processo do governo do PSD/CDS
que pôs na gaveta, e certamente se tvesse havido o desenvolvimento nem que seja do concurso
público no âmbito destes anos certamente já estaríamos numa fase diferente no
desenvolvimento do processo do hospital, dizer por isso que consideramos não só o essencial
este passo para que o hospital seja uma realidade e gostaríamos de saudar toda a população
que durante todos estes anos votou para que este processo andasse para a frente ele está a
andar para a frente e temos que contnuar a acompanhar para garantr que ele seja uma
realidade, dizer também que no âmbito deste processo a Câmara assumiu ainda mais
responsabilidades do que no anterior desenvolvimento do processo nomeadamente tendo em
conta a responsabilidade que já estavam previstas no anterior protocolo no que dizia respeito às
acessibilidades integrando aqui todas as componentes e infraestruturas e assumindo também os
custos associados à percentagem dos projetos associados à realização de todas as
acessibilidades e infraestruturas até à área do hospital, por isso contribuindo assim para que se
possa dar passos concretos em frente para que o hospital possa ser uma realidade voltando a
dizer naturalmente que iremos contnuar de forma atenta e colaborando naturalmente também
para que o hospital seja uma realidade tão cedo quanto possível, disse senhor Presidente.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Pergunto à proponente Paula Santos se pretende
intervir ? Se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disses "Há um primeiro aspeto relatvamente a esta moção ou este tema
que é o seguintes a responsabilidade pelo hospital no Concelho do Seixal ainda não estar
construído e o processo estar ainda nesta fase inicial é dos sucessivos governos o governo do
Partdo Socialista que não avançou com o processo, governo do PSD/CDS que o manteve
totalmente parado e o atual governo que agora assina esta adenda com a Câmara Municipal do
Seixal mas a verdade é que já passaram dois anos e meio e o processo tem andado de forma
muitssima lenta e já poderia de facto ter ido mais longe daquilo que foi, procuraram criar aqui
condições que não existem não existe nenhuma contradição com esta moção que é apresentada
pela CDU e com a posição que os eleitos da CDU assumiram enquanto na sua responsabilidade
do executvo municipal, e que fque aqui bem claro queremos o hospital no concelho há muito
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que lutamos por isto, um hospital com as valências e as característcas que são necessárias para
dar resposta a esta população é importante referir que no acordo à referência à construção de
um hospital tpo modular e que está previsto áreas de reserva para a sua expansão é um aspeto
muito signifcatvo que consta do acordo contem um conjunto de serviços e valências
claramente de um hospital mas nós consideramos que era necessário ir mais longe creio que
não tem nenhuma contradição aqui o hospital que venha que não haja mais atrasos mas como
não baixamos os braços para a sua construção, porque importa recordar aqui o seguintes Antes
de ser assinada o acordo em 2009 e quem está cá há mais tempo recordará isto seguramente,
nos primeiros estudos que foram feitos apontava-se um hospital para o Seixal, há depois um
estudo de 2006 e vai depois para conclusões em que o hospital do Seixal é completamente
afastado enquanto solução para o reforço e reorganização das unidades hospitalares no País e
foi de facto com a intervenção das populações e com a intervenção da comissão de utentes e
com a intervenção das autarquias deste concelho mas também de Almada e de Sesimbra uma
decisão que estava tomada afnal o governo da altura, e foi um governo do Partdo Socialista,
recuou e assumiu a construção de um hospital no Concelho do Seixal, portanto cá estamos
também para a luta para lutar pelo conjunto de serviços e valências que consideramos que são
fundamentais manter-se neste mesmo hospital, e não temos também reservas relatvamente a
esta matéria o quadro da reorganização dos cuidados hospitalares naturalmente obedece a um
conjunto de critérios, mas nós não estamos aqui também a defender que haja um hospital
Garcia de Orta em cada esquina ou em cada concelho o hospital Garcia de Orta é de facto um
hospital com característcas de hospital é referência para o Sul que se equipara com o hospital
Amadora Sintra, com o hospital Lisboa Ocidental, com o hospital de Gaia, com o hospital de
Évora, estou a falar dos hospitais mais diferenciados do nosso País, nunca foi isso que esteve em
cima da mesa agora consideramos que o hospital e a estrutura a ser instalada no Concelho do
Seixal é bom que avance sem mais atrasos mas deve naturalmente ter mais serviços e valências
como nós aqui colocamos este conjunto de preocupações, gostaria de fazer uma referencia
ainda à intervenção do senhor eleito Samuel Cruz porque para quem queria ser muito exato
também acabou por referir um conjunto de inexatdões; de facto, aquilo que referiu
relatvamente a esta moção não é exatamente como aqui colocou nomeadamente os cuidados
paliatvos estavam sim previstos, cuidados paliatvos, vá ver o acordo, Sesimbra está integrado
isso que seja confrmado também por escrito, mas se isso assim é, é da intervenção também das
populações e das autarquias que mais uma vez levou a que o governo tomasse essa decisão
relatvamente a estas matérias contra a diferenciação poderíamos falar aqui muito sobre isso
mas aquilo que está colocado os utentes podem-se deslocar a qualquer hospital é verdade no
quadro das urgências, mas isso já era assim qualquer utente que se dirigisse a uma urgência a
necessitar de cuidados de saúde obviamente que os serviços de saúde não podiam não prestar
esses cuidados de saúde, o que está em cima da mesa é uma coisa ligeiramente diferente
daquilo que o senhor eleito aqui referiu, e todos nós sabemos que as carências do hospital
Garcia de Orta são muitas, são muitas de profssionais de saúde é verdade, mas são muitas
também no plano da dimensão e do espaço o hospital Garcia de Orta com a dimensão que hoje
tem exatamente com o mesmo espaço que hoje têm já teve mais camas de agudos com que
aquelas hoje tem hoje tem menos cerca de 100 camas daquelas que já teve e foi projetado,
todos nós sabemos, para dar resposta a uma população que é metade daquela que
efetvamente dá, metade não, menos de metade, por isso estamos a falar de facto não está aqui
em causa o empenho de profssionais como é óbvio porque esses é o máximo de dedicação que
fazem para prestar os melhores cuidados às populações mas é preciso garantr condições e é
preciso garantr mais é preciso reforçar esses mesmos meios no SNS para garantr os cuidados
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de saúde necessários à população e a construção no Concelho do Seixal é de facto um elemento


para essa resposta que é tão necessária.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Muito bem, terminadas as intervenções sobre
esta moção vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 49/XII/2018, por maioria e em minuta coms
● Vinte um (21) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Quatorze (14) votos contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 10
− Do grupo municipal do PSDs 4
● Uma (1) Abstenção dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do BE, do PAN, o senhor Presidente de Fernão Ferro, a abstenção do CDS, os
votos contra do PS e do PSD, e o Rui Belchior tem a palavra se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse “É só para informar que vamos entregar em termos regimentais uma
declaração de voto, obrigado.”
(Documento entregue no tempo regimental e anexo à Ata com o número 1-A)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “João Rebelo, se faz favor.”
João Rerelo, do CDS, disses “A declaração de voto da abstenção é a seguintes O hospital é
muito importante e é necessário, esta adenda foi mal negociada e foi um erro, daí a abstenção,
obrigada.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Samuel Cruz, se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disses “A declaração de voto é a seguintes O hospital do Seixal é e sempre
foi uma prioridade para o Concelho do Seixal, até este momento o hospital do Seixal apenas
avançou com o Partdo Socialista no governo, a assinatura deste ou de qualquer outro protocolo
vincula e é da responsabilidade pelo menos de duas partes que outro órgão, neste caso concreto
é da Câmara Municipal do Seixal e do Ministério da Saúde, se é um mau protocolo é um mau
protocolo da responsabilidade do Ministério da Saúde e responsabilidade da Câmara Municipal
do Seixal que imagino não foi coagida à sua assinatura, obrigado.”
II.2. O Grupo eunicipal do PS apresentou a moção «Pela Requalifcação e Ampliação da
EB1/JI do Bairro Novo do Seixal», surscrita por Nelson Patriarca.
(Documento anexo à Ata com o número 2)
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O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Passamos para o documento seguinte com a


informação de tempos, nesta altura a CDU tem 5 minutos, o PS 8 minutos, PSD 4 minutos, o BE 7
minutos, PAN 5 minutos, CDS 2 minutos, senhor Presidente de Fernão Ferro 4 minutos,
passamos para o segundo documento é uma moção do PS «Pela Requalifcação e Ampliação da
EB1/JI do Bairro Novo do Seixal», é subscrita por Nelson Patriarca, tem a palavra se faz favor.”
Nelson Patriarca, do PS, disses “A moção está com todos e esperamos que ela seja aprovada e
que o município possa conseguir executá-la em 2019; estamos a falar de uma escola no Bairro
Novo no Seixal com quase 50 anos, mais de uma centena e meia de alunos, 21 em jardim de
infância e que tem a ausência de uma série de equipamentos básicos, entre eles aquele que
marca mais impaciência das famílias e das próprias crianças , é o refeitório visto que se obrigam
a circular a pé até à Escola da Quinta dos Franceses, sujeitos a chuva, a sol e a contacto, por
exemplo, com veículos automóveis que não deveriam ter dentro daquilo que é um perímetro de
uma escola; estas obras são da responsabilidade da Câmara Municipal do Seixal os eleitos do PS
visitaram o local falaram com professores, pais, e verifcaram que este é de facto o resultado de
um desinvestmento feito na rede pública pelo menos no fnal da década anterior, a população
cresceu, novas urbanizações surgiram no Seixal a Quinta da Trindade ao lado a escola Conde de
Ferreira encerrou e a Quinta dos Franceses não tem dado escoamento a tudo isto; a própria
carta educatva de 2006 contnua em vigor, aponta para uma ampliação para 8 salas com duas
para jardim de infância - e atenção que em 2006 ainda não havia uma obrigatoriedade do ensino
pré-escolar obrigatório a partr dos três anos de idade - esta obra está na carta escolar a própria
carta escolar defendi-a como primeiro horizonte e o primeiro horizonte signifca compreende a
intervenção prioridade no sentdo de colmatar as principais necessidades défces de oferta e
carências de qualifcação mais prementes por isso tudo apontamos exatamente para o que vem
anunciado nesta deliberação nesta proposta de deliberaçãos - Reconhecer a necessidade de
imediata requalifcação deste espaço e dota-la de equipamentos aqui imprescindíveis, os pais e
os encarregados de educação fzeram também uma petção à Câmara Municipal com 200
assinaturas visto que temos sido bem sucedidos aparentemente com as assinaturas do hospital
espero que estas famílias estas crianças sejam também bem sucedidas que a Câmara Municipal
as faça ouvir e coloque isto nas suas prioridades para 2019.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Ora muito bem, intervenções para esta moção?
Não estamos a registar, será assim. Júlia Freire se faz favor, e Vítor Cavalinhos a seguir, claro.”
earia Júlia Freire, da CDU, disses “Relatvamente a esta moção aquilo que nós queríamos dizer
era que os eleitos dos PS devem saber com certeza que está em curso o procedimento para a
ampliação faseada desta escola dando resposta numa 1.ª fase à necessidade no refeitório,
biblioteca escolar, sala polivalente e sala para ATL, e também devem saber que a associação de
pais já foi informada, nomeadamente da decisão de instalar provisoriamente na escola uma
estrutura que possa dar resposta às necessidades do refeitório até à conclusão das obras, sendo
como é evidente verdade a urgente necessidade da reformulação destes espaços
nomeadamente da criação do refeitório, depois dizer que relatvamente às outras salas,
também como sabem, é extraordinariamente difcil com o edifcado das escolas da tpologia da
escola do Bairro Novo criar estas salas para todos estes projetos neste momento já há
difculdades nas escolas novas nomeadamente nas que acabaram de ser construídas dar
resposta às salas para os projetos, e nós sabemos que na escola dos Redondos isso está a
acontecer porque entretanto já foram criadas salas TIC e salas de outros projetos que não
estavam contempladas no projeto inicial aquele que é apresentado pelo Ministério da Educação
nas escolas mais antgas isto é pratcamente impossível conseguir dar-se resposta portanto
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como é evidente ir-se-à dando resposta possível de alargamento; dizer também que à aqui
referência à carta educatva de 2006, mas todos nós sabemos que a escola da Quinta dos
Franceses foi inaugurada no ano letvo de 2009 e que de facto foi criada para dar resposta às
necessidades da população desta zona, dizer mais uma coisa que é não percebemos aqui nos
considerandos porquê enviar a presente deliberação ao senhor Ministro da Educação já que as
escolas do 1.º ciclo e do pré escolar são da responsabilidade da Câmara; mas já agora aproveitar
para dizer já que querem enviar isto para o senhor Ministro da Educação já agora enviem
também a necessidade da construção dos 5 pavilhões escolares em falta e da remoção de
fbrocimento das escolas que são da responsabilidade do Ministério da Educação que neste
momento estão a pôr em perigo a saúde, e já agora visitem a escola sede António Augusto
Louro eu já estve lá agora à pouco tempo e a escola tem pura e simplesmente os espaços com o
fbrocimento a cair em cima dos alunos, obrigada.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vítor Cavalinhos, se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disses "A primeira questão que queria aqui colocar é o seguintes o
Partdo Socialista apresentou esta moção, o membro da Assembleia Júlia Freire veio aqui colocar
um conjunto de questões e nomeadamente afrmar que o objetvo desta moção está em curso e
está em implementação e, portanto, este assunto tem que fcar, do nosso ponto de vista,
completamente esclarecido nesta Assembleia Municipal para não acontecer o caso de o Partdo
Socialista estar a aproveitar-se de uma situação que já tem conhecimento para vir depois dizer
que a ampliação da escola foi feita pela pressão do PS nesta Assembleia Municipal; portanto isso
tem que fcar integralmente esclarecido, porque isso vai defnir o sentdo do nosso voto aqui na
Assembleia Municipal; eu não dou para peditórios de oportunismos, cá para o lado do BE não há
vagar nenhum; o que eu queria aqui dizer antes disto tudo, era o seguintes o que nós temos hoje
a serem apresentados aqui nesta Assembleia Municipal 17 documentos; é contnuar o caminho
que já se verifcou ser errado, este procedimento põe em causa a qualidade do debate
democrátco porque não há tempo razoável para os partdos aprofundarem e investgarem o
assunto; a maior parte dos membros desta Assembleia Municipal são colocados durante a tarde
para 17 documentos, muitos deles nem sequer têm tempo de os ler, portanto chegam aqui à
Assembleia Municipal muitos dos eleitos e eleitas seguem o que o líder diz ou pouco mais,
porque não têm tempo de pensar, de investgar, nem coisa nenhuma; portanto este
procedimento que já se verifcou que é errado e é um escândalo e nós achamos que isto deve
terminar uma vez por todas e contnua o abuso; nós não compactuamos com este sentdo de
coisas já verifcámos EN vezes que isto é errado e a conversa contnua, o Partdo Socialista
apresenta nesta Assembleia Municipal 8 documentos, diz 5 devem ser colocados no boletm
municipal e 3 não diz nada, se calhar uma é um voto de pesar pela morte de Franco Carlucci,
isso era uma chatce se calhar estar no boletm municipal, se calhar era uma chatce; o problema
a últma questão que está aqui nesta moção, e está noutras, é que isto deve ser publicado no
boletm municipal, nós queremos colocar aqui algumas questões a primeira delas é a seguintes
as moções no boletm municipal devem ser colocadas todas, ou só algumas? Hoje temos aqui 17
documentos e têm 33 páginas se todos forem aprovados e se todos forem colocados no boletm
municipal são 33 páginas, é um boletm municipal só para moções, nuns dias e os partdos e o
Partdo Socialista também e nós também, umas vezes o boletm municipal é caro tem muito
papel, noutros dias o boletm municipal já pode ser caro à vontade desde que lá tenham as
moções dos nossos partdos; a últma nota é o seguintes O Partdo Socialista, do ponto de vista
do BE, demonstra pouco respeito pelos outros partdos; nesta Assembleia Municipal aprovou
uma recomendação que o boletm municipal tem que ser aberto a todas as forças polítcas, a
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implementação dessa decisão desta Assembleia Municipal devia ser tratada em reunião de
Líderes e devia de ser criado um grupo de trabalho para implementar essa decisão; o Partdo
Socialista não tem nenhum respeito pelos outros partdos, chega aqui quer colocar as suas
moções no boletm municipal e o problema da democracia está resolvido, nós não estamos de
acordo com este procedimento, é evidente que achamos e sugerimos que isso seja retrado do
boletm e é evidente que defendemos que todas as moções devem ser colocadas
obrigatoriamente no site da Assembleia Municipal, era só.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções sobre esta moção? Não há
mais pedidos de intervenção, senhor Vice-presidente da Câmara Municipal se faz favor.”
Vice-presidente da Câmara eunicipal, disses “Dava a palavra à senhora Vereadora Manuela
Calado do pelouro da educação.”
Vereadora eanuela Calado disses "Relatvamente à moção apresentada pelo PS referindo as
coisas que para além daquelas que já foram proferidas sobre a moção, a primeira, a Câmara
Municipal do Seixal portanto está a trabalhar em parceria com, em conjunto com a Associação
de pais e também com o agrupamento de escolas para tentar resolver aquela questão que foi
levantada e que é a principal, uma das principais não será a principal, que tem a ver e que se
prende com o refeitório, o refeitório da escola básica do Bairro Novo, portanto estamos a
encontrar uma solução portanto estamos a trabalhar nela para que no início deste ano letvo
portanto já esteja resolvida, no que diz respeito à ampliação das instalações retomámos ou
chamámos a nós um projeto que já está que já havia antes da construção da escola da Quinta
dos Franceses e que portanto que vai completar e vai remodelar um pouco aquele espaço e dar
resposta também às necessidades que a Associação de Pais tem vindo a colocar à Câmara
Municipal do Seixal, portanto aquilo que aqui foi apresentado na moção portanto já era do
conhecimento da Câmara e como tal já este executvo tem vindo a trabalhar para tentar resolver
estes problemas o mais rapidamente possível, disse.”
Vice-presidente da Ce disses “Só duas notas de acrescento, uma primeira de acordo com a
componente deliberatva desta moção o objetvo era conhecer a necessidade imediata de
requalifcação e remodelação da escola do Bairro Novo tenho a dizer que ela veio fora de tempo
o senhor eleito disse-o e bem ela já está identfcada no âmbito da carta educatva e do processo
de revisão em curso se o objetvo era o desenvolvimento dos projetos à semelhança do senhor
eleito do BE podia sugerir que o pudessem fazer já para as informações que receberam da
Câmara Municipal na últma Assembleia sobre os projetos em curso e apresentar outras moções
para serem desenvolvidos projetos que já estão em desenvolvimento e por isso sugeria que se
pretendem verdadeiramente ser contributvos e ter uma componente atva do ponto de vista
daquilo que é a ação da Câmara que o possam fazer sobre matérias que verdadeiramente não
estejam identfcadas ou em curso porque senão não se afguram como sendo verdadeiras mais
valias, uma terceira nota uma apreciação por parte da própria Assembleia Municipal sobre
aquilo que são as competências deste órgão nomeadamente no que diz respeito à matéria
deliberatva do últmo ponto de divulgação na imprensa local e regional, incluindo o boletm
municipal e aquilo que diz respeito às competências executvas do próprio órgão, disse.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Pergunto ao proponente se pretende intervir?
Sim, se faz favor.”
Nelson Patriarca, do PS, disses “Quatro notas muito simples; primeiro a professora Júlia Freire
aquilo dos Franceses de facto foi feita em 2009, teve várias vicissitudes e tem outros espaços;
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quantos habitantes cresceu o Seixal desde então e quantos estão previstos crescerem no
próximo tempo? Isto carece de planeamento; quanto ao fbrocimento fca desde já - até porque
pessoalmente temos um bom relacionamento - convido-a desde já, os dois em conjunto,
elaborarmos uma proposta com a identfcação das várias escolas com essa necessidade e trazê-
la em conjunto a esta Assembleia Municipal; para o eleito Vítor Cavalinhos, enfm, apesar de
poder sempre incluir um ponto deliberatvo fazendo com que as moções do BE também possam
ser incluídas no boletm municipal é de sua livre vontade poder ou não fazê-lo e visto que não é
por isso que queremos que condicione o sentdo de voto nós assumimos a retrada deste
terceiro ponto; em relação ao restante nas reuniões que mantvemos nenhuma das situações
nos foi dita, uma garanta destas situações aqui estarem a ocorrer, ou seja, destes projetos que
se diz estarem a trabalhar as 200 assinaturas que os pais entregaram foram na consciência
dessas carências também; e achamos complicada a distância a que estamos de conseguir ter
aquilo o que aqui foi divulgado a tempo do próximo ano letvo, portanto mantemos toda a
moção retrando o últmo ponto no sentdo de também se o conteúdo for positvo a merecer o
voto favorável também do BE e de quem mais entender e deixamos então este repto à
professora Júlia que podemos trabalhar neste conteúdo, obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Bem, vamos colocar à votação; é retrado o
terceiro ponto como foi afrmado pelo proponente, então?
Nelson Patriarca, do PS, disses “Peço desculpa, daquilo que tnhamos falado aqui eu percebi ser
retrado o terceiro ponto no total, mas é apenas a componente (incluindo o Boletm Municipal)
portanto o terceiro ponto fcars - Divulgar esta deliberação à imprensa local e regional.
Obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto, creio que está percebido, vamos
colocar à votação esta moção.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 50/XII/2018 por maioria e em minuta coms
● Dezoito (17) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 10
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
● Três (3) Abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do BEs 3
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A moção foi aprovada com os votos a favor do
PS, PSD, CDS, PAN, Presidente da Junta de Fernão Ferro, os votos contra da CDU e a abstenção
do BE. Declarações de voto? Não há declarações de voto.”
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II.3. O Grupo eunicipal do PSD apresentou a Recomendação ««Piscina da Aldeia de Paio


Pires», surscrita por Duarte Correia.
(Documento anexo à Ata com o número 3)
O Presidente da Assemrleia eunicipal, disses “Passamos para o terceiro documento, é uma
recomendação do PSD«piscina da Aldeia de Paio Pires» subscrita por Duarte Correia que tem a
palavra se faz favor.”
Duarte Correia, do PSD, disses “Como não temos muito tempo, eu passo à deliberação; isto tem
aqui umas questões técnicas mas eu passo à deliberação dizendo o seguintes tendo o Partdo
Social Democrata tdo conhecimento que o projeto para a construção da nova piscina no
Concelho do Seixal, não possui as normas mínimas estabelecidas pela FINA (Federação
Internacional de Natação), vem desta forma recomendar à Câmara Municipal do Seixal que
proceda às alterações necessárias ao projeto, de forma a poderem ser realizadas provas
nacionais e internacionais de natação na piscina municipal a ser construída na Aldeia de Paio
Pires e que os resultados obtdos nessas piscinas possam ser homologados. Só mais uma
questãos em relação às moções que aqui são trazidas, o PSD tem por norma trazer apenas uma
ou eventualmente duas moções à Assembleia Municipal, nunca traz mais do que isso; era só,
obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções para esta moção? Nuno Pombo se
faz favor.”
Nuno Pomro, da CDU, disses “Eu gostava de fazer um pequeno exercício refexivos quantos de
nós aqui pratcam desporto? Quantos de nós aqui nadam? É muito importante pratcar desporto
é muito importante nadar, aprender a nadar, e a natação é um dos desportos mais completos
que existem para o bem estar, para a prátca de saúde, doenças etc. etc. Portanto o que nós
valorizamos é claramente a construção desta piscina da Aldeia de Paio Pires, e valorizamos este
modelo precisamente porque é um modelo que permite que crianças, jovens, adultos, Idosos
possam usufruir dessa prátca, é uma piscina para as pessoas para o povo para aqueles que
podem usufruir desse serviço claro que é sempre possível ter outras opções mas achamos que
esta é a melhor solução a chamada é a que nos parece a melhor solução para que a população
possa realmente usufruir deste serviço público tão importante para todos nós a prátca do
desporto, apenas uma pequena nota, recentemente foi aprovado uma polítca pública muito
importante a polítca pública do plano nacional de prátca de educação fsica ou desportva,
creio que é essa a designação, portanto quanto mais condições tvermos para que a população
do Concelho do Seixal possa pratcar desporto seja ou não compettvo seja ou não alta
competção vamos pratcar desporto vamos pratcar bem estar atvidades ao ar livre atvidades
lúdicas porque isso é fundamental para o nosso desenvolvimento enquanto cidadãos, obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções sobre esta moção? Não registamos,
então senhor Vice-presidente, se faz favor, tem a palavra.”
Vice-presidente da Ce, disses “Rapidamente também sobre esta matéria dizer que no âmbito
do planeamento da carta desportva municipal este é um equipamento que vinha sendo
identfcado como essencial, mas responder a matérias que são verdadeiramente relevantes do
ponto de vista da atvidade desportva do concelho e a promoção da atvidade fsica
nomeadamente as matérias têm que vir com formação, é verdade que é útl existr a existência
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4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

de equipamentos que possam responder a questões de competção também é verdade que para
responder a questões de competção muitas vezes isso implica do ponto de vista de certas
componentes da formação têm que ser anuladas tendo em conta que esta piscina pretende
responder a um eixo de desenvolvimento de Seixal , Arrentela, Aldeia de Paio Pires, Fernão
Ferro que não está coberta quer pela piscina de Amora quer pela piscina de Corroios o que
signifca que a população desta área se desloca para acesso a essas piscinas o objetvo essencial
desta piscina no âmbito da carta desportva municipal é garantr não só esta oferta como
garantr as componentes da formação de crianças e jovens e esses sim foram aqueles que foram
considerados prioritários no âmbito deste projeto sendo certo de que nomeadamente as
matérias que têm a ver com a profundidade para se adequarem a uma matéria compettva põe
em causa determinados aspetos da formação nomeadamente dos projetos municipais que são
desenvolvidos no âmbito das primeiras braçadas e do 1.º ciclo, disse.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Pergunto ao proponente se pretende intervir?
Sim. Se faz favor.”
Duarte Correia, do PSD, disses “Bom, o PSD nunca disse que era contra a piscina de Paio Pires
nós não dissemos isso; agora o que nós apresentamos é uma recomendação porque já que se
vai gastar dinheiro a construir uma piscina nova e se é uma piscina para formação, que as
pessoas a seguir à formação possam fazer competção, ou têm que ir para Lisboa para fazerem
competção? Porque não há piscinas aqui no Concelho do Seixal para fazer competção; quer
dizer, não se faz uma piscina nova só pela formação e depois cortam-se as pernas ou os braços
aos miúdos porque não podem fazer competção; a questão da pista Carla Sacramento foi um
investmento que foi feito cujos resultados do atletsmo não podem ser homologados devido à
posição em que a pista foi feita, mas o que interessava era fazer uma pista, o que interessa é
fazer um hospital independentemente se serve ou não serve a população; quer dizer o PSD está
contra isto, faz-se um investmento, uma promessa, que eu lembro-me do Presidente Eufrázio
dizer vamos construir a piscina em Paio Pires, vamos sim senhor, mas façam uma piscina já não
digo uma piscina de 50 metros, uma piscina olímpica, mas façam uma piscina curta de 25 metros
mas com oito pistas que permita os tempos serem homologados; se se vai gastar o dinheiro que
é o dinheiro de todos nós façam mais duas pistas ao lado; é simples e esta é a recomendação do
PSD.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vamos colocar à votação esta moção.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 51/XII/2018, por maioria e em minuta coms
● Dezoito (17) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 10
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
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● Três (3) abstenções dos seguintes eleitoss


− Do grupo municipal do BEs 3
O Presidente da Assemrleia eunicipal, disses “ Portanto a recomendação foi aprovada com os
votos a favor do PS, PSD, CDS, PAN, SFF; votos contra da CDU e a abstenção do BE. Declarações
de voto? Se faz favor Nelson Patriarca.”
Nelson Patriarca, do PS, disses “Sr Presidente, em nome do PS queríamos deixar uma indicação
sobre o nosso voto, nós naturalmente somos a favor da piscina de Paio Pires mas concordamos
com esta moção visto que estamos sempre perante a polítca do quase, do quase que dá, quase
que falta um centmetro, quase que falta um metro, quase que falta uma linha lateral, no
entanto compreendemos que esta é a polítca que a CDU entende seguir é uma polítca virada
para a formação e para o lazer ou como disse o Nuno para o povo, nós ainda assim votámos a
favor porque entendemos que o município deve e tem direito como qualquer outro município a
ter instalações que sirvam também os interesses desportvos compettvos e que tragam outras
pessoas ao nosso concelho, obrigado.”
O eleito Tomás Santos, do PS, integrou os trabalhos a partr deste ponto.
II.4. O Grupo eunicipal do BE apresentou a recomendação «Pela urgente elaroração duma
estratémgia local ao arrigo do 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à haritação – DL n.º
37/2018, de 4 de Junho», surscrita por Vítor Cavalinhos.
(Documento anexo à Ata com o número 4)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto passamos para o documento seguinte
que é do BE é uma recomendação «Pela urgente elaboração duma estratégia local ao abrigo do
1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à habitação – DL n.º 37/2018, de 4 de Junho», mas
antes de dar a palavra ao Vítor Cavalinhos como proponente dizer-vos os tempos, a CDU tem 1
minuto, o PS 4 minutos, o BE 3 minutos, o PAN tem 5 minutos, o CDS 2 minutos , o presidente de
Fernão Ferro 4 minutos e o PSD 1 minuto e meio; tem a palavra Vítor Cavalinhos, se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disses "A recomendação todos têm conhecimento o tempo é escasso
não o vou gastar, o objetvo dela é dar cumprimento à Lei 37/2018 e elaborar a estratégia local
prevista do art.º 30 desse mesmo decreto Lei, era só.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Ora, intervenções? Não há pedidos de
intervenção? Não há, bom, pergunto à Câmara senhor Vice-presidente? Também não,
pergunto ainda ao proponente se tem ainda alguma questão que queira colocar? Não, então
vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 52/XII/2018 por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
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− Do grupo municipal do PSDs 4


− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Foi aprovada por unanimidade. Declarações de
voto? Paula Santos se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disses “Queria só fazer 3 referencias nesta declaração de voto
relatvamente a esta moção, naturalmente que fazer o levantamento das necessidades e das
carências de habitação do nosso concelho é uma necessidade, este é um processo, do
conhecimento que temos, já está em curso pela autarquia, os outros dois aspetos vão em
sentdo diferente que é este decreto Lei e esta é uma questão que deveria estar também em
cima da mesa vai numa perspetva de desresponsabilização do governo das suas competências e
atribuições em matéria de habitação, o realojamento e a matéria de habitação é uma
competência da administração central e aquilo que o Decreto coloca é de facto uma
responsabilização e uma transferência de encargos para as autarquias não tendo
responsabilidades nestas questões no ponto de vista legal e isto era uma questão que devia
também estar em cima da mesa, porque temos que resolver os problemas é verdade mas o
governo não se pode desresponsabilizar das atribuições e competências que tem relatvamente
a estas matérias e transferir para outros.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Ora muito bem, não havendo mais nenhuma
declaração de voto passamos para o documento seguinte que é do PAN, é uma moção «Pela
Implementação de Pombais Contracetvos», é subscrita por André Nunes, tem a palavra se faz
favor.”
II.5. O Grupo eunicipal do PAN apresentou a moção «Pela Implementação de Pomrais
Contracetivos», surscrita por Andrém Nunes.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
Andrém Nunes, do PAN, disses“Nós temos recebido nos últmos tempos muitas queixas
relatvamente à situação provocada pelos pombos mas também pelas gaivotas sendo que de
grosso modo as reclamações têm sempre um alvo bem defnido que são os animais
propriamente ditos, os municípios a forma como têm que resolver o problema é eliminando os
animais, contudo essa opção tem-se revelado infrutfera e nesse sentdo há necessidade de
alguma forma tentar mitgar os efeitos provocados por esses animais sendo que eu trago aqui
um parecer que foi solicitado pela provedoria dos animais de Lisboa portanto para ser entregue
à Câmara de Lisboa da autoria de um biólogo que é o Prof. Dr. Luís Vicente que dá conta que, só
fazer uma breve transcriçãos O uso de controlo letal como meio de controlo e redução das
populações de pombo não tem efeito em termos de redução do tamanho dos bandos, os dados
cientfcos sugerem mesmo que o controlo letal podem ter o efeito oposto resultando num
aumento dos bandos como resultado de rejuvenescimento populacional, para quem não sabe,
uma forma válida ou que pelo menos tem tdo algum sucesso em algumas capitais europeias é a
implementação de pombais contracetvos, os pombais contracetvos mais não são do que
estruturas de reprodução artfcial e consttuem um método de controlo populacional de
pombos cada vez mais popular na Europa que consistem em dar aos animais em local específco
para nidifcarem, evitando assim o nascimento de novos pombos de forma descontrolada. São
utlizadas estruturas simples, para as quais os animais são atraídos através da oferta de
alimento, água e sombra. À medida que os pombos utlizem o pombal equipas responsáveis,
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limpam e cuidam do espaço retrando também os ovos e assim prevenindo novos nascimentos.
O mesmo Prof. Luís Vicente faz referência que este no seu entender é o único método
comprovado para a redução do efetvo populacional desde que estrategicamente colocados em
zonas chaves e portanto nesse sentdo o PAN traz aqui hoje uma moção à votação no sentdo de
instar a Câmara Municipal do Seixal a, ponto 1 – Criar pombais contracetvos em vários pontos
do município a fm de garantr a efcácia do métodos 2 – Utlizar edifcios existentes para instalar
pombais contracetvos, minorando qualquer impacto visual negatvo, utlizando para o efeito e
desde logo os edifcios municipaiss 3 – Utlizar milho contracetvo e distribuir o mesmo pelos
pontos de maior concentração populacional daqueles animaiss 4 – Só utlizar na medida do
estritamente necessário meios de afugentamento de pombos, de bloqueio ao pousio ou à
nidifcação suscetveis de poderem provocar danos àqueles animaiss 5 – Criar uma campanha de
sensibilização tendente ao controlo da população de pombos através dos pombais contracetvos
junto das comunidades. Obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Quem desejar usar da palavra faz favor de se
inscrever, não há inscrições? Não, solicito ao senhor André Nunes se quiser usar da palavra,
como é clássico, prescinde, obrigada. Então vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 53/XII/2018, e em minuta coms
● Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Dezasseis (16) Abstenção dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A moção foi aprovada com a abstenção da CDU,
e votos a favor de todos os outros partdos.”
II.6. O Grupo eunicipal do Somos Fernão Ferro apresentou a moção «Arastecimento de Água
da Rede Púrlica, um direito para todos», surscrita por Carlos Reis.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Temos agora o documento número 6
apresentado pelo senhor Deputado Carlos Reis e que é uma moção sobre o tema
«Abastecimento de Água da Rede Pública, um direito para todos», deseja usar da palavra senhor
Deputado? Sim, então faça o favor.”
Carlos Reis, do SFF, leu literalmente o documento anexo à Ata com o número 6.
O 1º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “senhor Presidente entregue-nos depois aqui a
redação do acrescento, obrigado. Intervenções para esta moção? Paulo Silva, se faz favor.”
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Paulo Silva, da CDU, disses "Muito rapidamente, duas propostas de alterações, segunda linha da
últma folha na parte deliberatva alterar, no atual quadro legal o atual regulamento municipal,
o regulamento municipal está sujeito à lei geral do País tem que ter em consideração à mesma
para poder ser alterado, e depois acrescentar na linha seguinte, portanto alterar no atual
quadro legar o atual regulamento municipal e atribuir a este com carácter de urgência,
acrescentar desde que estejam disponíveis para pagamento das taxas em vigor, se não dá aqui a
entender que será um fornecimento gratuito de água.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção? Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disses "Vou ser muito breve senhor Presidente, para dizer que na últma
Assembleia foi apresentada aqui nesta mesma Assembleia neste mesmo síto uma saudação,
creio eu, à polítca de fornecimento e qualidade da água no Concelho do Seixal e eis que se não
quando nos traz hoje aqui o movimento independente de Fernão Ferro pelo Carlos Reis uma
demonstração do concelho real, da freguesia real que é Fernão Ferro quando muitas pessoas
ainda não têm o básico; e o básico aqui, leia-se não têm água, não têm saneamento básico, não
têm algumas pessoas coisa nenhuma; aliás, como a munícipe que já esteve aqui no inicio desta
Assembleia a fazer exatamente estas queixas, que se prolongam por décadas afm; e é preciso,
ao invés de muitas vezes estarmos aqui com exultações e com autoelogios, resolver os
problemas dessas pessoas; obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Sem palmas, porque isto não é um plenário e
nem é nada disso, e eu o que vos peço é que não voltem a repetr isso, nós estamos numa
sessão pública e, portanto, digamos que a vossa intervenção, porque é assim, acabou no
Período de Intervenção da População e não acrescenta nada, desculpem lá. Mais pedidos de
intervenção? senhor Vice-presidente da Câmara se faz favor.”
O Vice-presidente da Câmara eunicipal disses “senhores Eleitos, em primeiro lugar gostaria de
destacar apesar de, justça seja feita, a moção também o fazer do ponto de vista daquilo que é o
processo de reconversão urbanístca e apesar da correção de alguns dados que estão no âmbito
desta moção o enorme trabalho que é desenvolvido no âmbito da reconversão urbanístca neste
concelho sendo exemplo em várias matérias, dizer que no âmbito de todas as áreas que estão
identfcadas no âmbito do Plano Diretor Municipal, quer no âmbito da lei das AUGI quer mesmo
com mais reconversão que não tveram ao abrigo da lei das AUGI o seu enquadramento mais de
dois terços da área já possui ttulos de reconversão tendo nós atngido já, no início deste
mandato, mais de mil hectares de reconversão com ttulos terminando os seus processos de
reconversão e permitndo naturalmente a sua consolidação, mas mesmo em relação às AUGI
que têm ttulo 78% dessas AUGI têm as infraestruturas Urbanístcas realizadas apesar de não
ter o seu ttulo de reconversão o que faz com que mesmo essa a outra componente das AUGI
exista naturalmente uma grande cobertura. Destacava também aquilo que são os dados dos
censos de 2011 que são do conhecimento muito pormenorizado do senhor Presidente da Junta
que identfcava a cobertura de água canalizada em 99,8% dos alojamentos familiares de
residência ofcial de Fernão Ferro apesar do crescimento desta freguesia ter sido o maior
crescimento entre censos 68,89% durante os 10 anos entre censos, por isso estamos a falar para
esta discussão não daquilo que o senhor eleito Belchior aqui colocava do grande numero mas de
0,2 % do ponto de vista de todos os alojamentos, é preciso naturalmente responder às situações
que não estão no âmbito desta abrangência quer no âmbito das AUGI quer nesta contabilidade
do ponto de vista dos censos, daí que não só os tenha no quadro do enquadramento da lei das
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AUGI o estatuto de manutenção temporário que à muito é aplicado nesta Câmara Municipal
como esteja já transposto para o regulamento municipal para o nosso regulamento urbanístco
do município do Seixal as condições de manutenção temporária nos termos da legislação, devo
dizer que tenho muitas dúvidas legais sobre a forma como está apresentada esta proposta
nomeadamente sobre a questão de se alterar o regulamento e atribuir a este com carácter de
urgência independente do síto ou do local onde se reside onde se tem ou não aceso à habitação
as manutenções temporárias servem precisamente para as situações onde não é possível
legalizar do ponto de vista transitório até à conclusão da reconversão, é possível de ter acesso
às infraestruturas e é para isso que serve esse procedimento naturalmente não abrangendo
aquilo que sejam situações ilegais as quais a Câmara naturalmente não poderá responder sobre
essa matéria. Dizer também que estão mesmo neste momento na Câmara Municipal quer o
resultante do processo de reconversão que já estavam em curso quer daqueles que já foram
delimitados no âmbito da ultma prorrogação da lei das AUGI que permitu o âmbito mais
alargado do ponto de vista das manutenções temporárias, nomeadamente para a área da quinta
da Lobateira e Pinhal das Freiras, não abrangendo naturalmente as áreas sobre as quais não
tendo competência nomeadamente aquelas que dizem respeito à servidão militar da NATO cuja
autorização e competência corresponde ao Ministério da Defesa e sobre o qual, do ponto de
vista legal, a Câmara não pode ultrapassar do ponto de vista dessa condicionante estando do
lado das populações e das AUGI e das associações naquela que é a principal reivindicação da
delimitação desta condicionante porque ela verdadeiramente delimita e condiciona a
reconversão urbanístca numa área bastante extensa; disse, senhor Presidente.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Nós estamos agora aqui com uma difculdade
daquelas que gerimos durante o funcionamento da Assembleia que és O Presidente de Fernão
Ferro esgotou o tempo um bocado, mas entretanto é necessário esclarecer aqui na mesa porque
entregou-nos a proposta mas esclarece aqui connosco, eu pedia-lhe isso, por outro lado foi feito
uma proposta pelo Paulo Silva, de alteração, e que carece de tempo para a resposta, eu
pergunto a quem dispõe de tempo, agora é a mesa a gerir, se cede o tempo, quem é que cede o
tempo para Fernão Ferro para que possa intervir? Porque não tem tempo, então vou dizer os
tempos, o PAN tem, pois mas aqui o segundos são contados, senão já ultrapassou 2 minutos
50% do tempo que tnha e portanto agora é contado ao segundo, que fque claro; que é para
terem cuidado para todos, portanto o PAN tem 1'30, a CDU 30 segundos, o PSD 40, o PS 4, e o
CDS 2 minutos, o BE tem 3 minutos, portanto quem é que cede tempo? Portanto, o Bloco cede 1
minuto, o PSD cede 40 segundos, então tem 1 minuto e 40 senhor Presidente .”
Carlos Reis, do SFF, disses “Só uma questão prévia relatvamente a uma observação colocada
pelo senhor Vice-presidente da Câmara, eu sou um dos primeiros a reconhecer as questões da
legalidade na matéria aqui exposta, contudo parece-me que se formos por essa ordem de ideias
terei que elaborar uma lista de contratos de água que foram feitos por exemplo no ano de 2013
em lotes que cujas habitações não têm licença de habitação e portanto é uma questão de
igualdade de justça e estamos a falar da água, relatvamente à questão colocada pelo senhor
Paulo Silva dizer que parece meramente procedimentos formais em que não vão de todo alterar
a substância do texto e caberá depois à Câmara Municipal tramitar, do ponto de vista legal;
portanto não me parece que haja necessidade de fazer alteração de acordo com aquilo que foi
colocado pelo senhor Paulo Silva; mantenho o texto na integra, obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mas venha aqui para ver o texto porque de facto
o 1.º Secretário está com alguma difculdade em perceber exatamente o que é; bom então o
que foi acrescentados «Gostaria ainda de acrescentar a esta moção, igualmente o direito à água
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Ata n.º 7/2018
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de todos os comerciantes de Fernão Ferro como por exemplo, o comercio ao longo da EN 378
que não têm água da rede pública, não nos podemos esquecer que estes, para além de pagarem
todos os impostos inerentes à sua atvidade comercial, ainda são responsáveis pela criação de
muitos postos de trabalho, que por sinal a maioria até são moradores em Fernão Ferro.»
Portanto foi este o texto acrescentado, senhor Presidente, quando fez a intervenção em relação
à proposta. Portanto sendo assim vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 54/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A moção foi aprovada por unanimidade.
Declarações de voto? Paulo Silva e a seguir Samuel Cruz.”
Paulo Silva, da CDU, disses “A CDU irá apresentar a declaração de voto por escrito.”
(Documento entregue no tempo regimental e anexo à Ata com o número 6-A)
Samuel Cruz, do PS, disses “O Partdo Socialista vota a favor por quanto o acesso à água é um
direito básico e essencial de todos e quanto mais não fosse seria necessário garantr as
condições de igualdade com outros munícipes do concelho ainda que para garantr essa
igualdade fosse necessário que a água não fosse paga e isso não é o que se pretende com esta
moção por outro lado o Partdo Socialista votou a favor porquanto concorda desde o principio
apesar de não subscrever a adenda que foi colocada no fnal da moção porque se trata de outro
tpo de questões de que é a primeira habitação de quem lá vive.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais alguma declaração de voto? Não? Portanto
passamos para o documento seguinte.”
II.7. O Grupo eunicipal da CDU apresentou a moção «Encerramento da Caixa Geral de
Depósitos em Fernão Ferro», surscrita por Carlos Pereira.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “É um documento da CDU, portanto é uma
moção, mas a CDU tem 30 segundos; bom, deixem-me dizer-vos os tempos atuais , o PAN 1
minuto e trinta, Fernão Ferro esgotou, CDU 30, PSD esgotou, PS 4, CDS 2, BE 2, portanto é uma
moção é «Encerramento da Caixa Geral de Depósitos em Fernão Ferro» , é subscrita por Carlos
Pereira, tem a palavra se o entender, dentro do tempo existente.”
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4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Carlos Pereira, da CDU, disses “Em trinta segundos é muito pouco é um momento de tristeza
para a população da freguesia de Fernão Ferro e recordo-me quando o administrador da Caixa
Geral de Depósitos inaugurou aquelas instalações em 2005 em que afrmou que estávamos aqui
para fcar e servir a população de Fernão Ferro afnal decidiram neste momento encerrar a Caixa
Geral de Depósitos, a Caixa tem acompanhado o desenvolvimento e crescimento da freguesia
deixou de ser uma simples insttuição de pagamentos de vencimentos para ser uma caixa um
banco de investmento, perante tudo isto devemos exigir ao Governo e à Caixa Geral de
Depósitos que seja reavaliada a decisão de encerramento da agência sendo que a decisão
tomada não teve em consideração os parâmetros acima expostos e que reavalie que seja
reavaliada a decisão e que seja reaberta a agência da Caixa Geral de Depósitos de Fernão Ferro,
tenho dito.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções para esta moção? Rui Mendes se
faz favor.”
Rui eendes, do PSD, disses "É só para informar que por motvos profssionais que possam
eventualmente servir confitos de interesse eu não irei votar esta moção, obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Com certeza e agradeço; mais intervenções? Não
há pedidos de intervenção? Não, confrma-se isso; um parênteses, apenas uma informação,
portanto não conta para o tempo , também não há tempo; segunda-feira dia 9 há uma reunião
da Associação Nacional de Municípios com o Vice-presidente do Banco de Portugal a propósito
desta matéria, porque a associação tem manifestado naturalmente uma preocupação que
abrange o país este é um exemplo concreto a perspetva dessa de cerca de 70 agências da Caixa
em que em muitas zonas do País naturalmente a Caixa Geral de Depósitos um banco público
tem um papel fundamental evidentemente em relação à comunidade local e à população.
Portanto voltando a perguntar, não há pedidos de intervenção? Portanto também não há sobre
esta matéria intervenção do proponente pergunto ao senhor Vice-presidente se há alguma
referência que queira fazer? Se faz favor.”
Vice-presidente da Ce, disses "Uma breve referência mas justa para colocar em primeiro lugar a
incompreensão total por esta decisão acabámos de referir ainda à pouco que a freguesia de
Fernão Ferro foi a freguesia que mais cresceu no nosso município é uma freguesia que no ponto
de vista da população não só se tem renovado como tem rejuvenescido por isso não
compreendemos de todo são critérios que não tem a ver naturalmente nem com a prestação do
serviço à população nem com critérios que têm a ver com aquilo que deveria ser a prestação de
um banco público nesta área, por isso julgamos não só que devem contnuar todas as ações
para não assumir este processo como fnalizado e que devemos contnuar a reivindicar que
exista a agência do banco público em Fernão Ferro e naturalmente como em relação a tantas
outras lutas que conseguimos não baixar os braços, disse senhor Presidente.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vamos colocar esta moção à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 55/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Dezasseis (36) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

− Do grupo municipal do PSs 11


− Do grupo municipal do PSDs 3
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A moção foi aprovada por unanimidade.
Declarações de voto? Não, passamos para o documento seguinte.”
II.8. O Grupo eunicipal do PS apresentou, a moção «Refeições escolares comparticipadas
durante o período de fémrias», surscrita por Tomás Santos.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “É uma saudação «Refeições escolares
compartcipadas durante o período de férias», subscrita por Tomás Santos que tem a palavra se
faz favor.”
Tomás Santos, do PS, disses"Eu falo no fm pode ser?
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Pode falar sempre desde que tenha tempo, não
tem problema, não quer apresentar , Ok, não é obrigatório Tomás, portanto prescinde da
apresentação. Portanto, intervenções para esta saudação? Os tempos estão de facto escassos
não há pedidos de intervenção sobre a moção; pergunto ao senhor Vice-presidente se pretende
alguma nota sobre esta moção? Se faz favor.”
O Vice-presidente da Câmara eunicipal disses “Eu passava à senhora Vereadora da Educação.”
Vereadora eanuela Calado disses “Relatvamente a esta moção apresentada pelo PS não é uma
moção mas uma saudação fazer aqui duas referências, primeiro relembrar aquilo que já tem
sido aqui colocado não neste mandato mas nos mandatos também anteriores que as refeições
escolares são compartcipadas pelo Ministério da Educação nos períodos letvos tudo o que foge
fora do período letvo não é compartcipado, contudo a Câmara Municipal do Seixal sempre
entendeu que deveria durante o período de férias escolares de inverno portanto do Natal,
Carnaval e Páscoa contnuar a fornecer as refeições escolares assim como as duas últmas
semanas de junho e as duas primeiras semanas do início do ano letvo em que não havia
compartcipação, não compartcipava durante o mês de julho e agosto portanto isto aqui é
importante também que seja referido e que não vem nesta moção e eu acho que deveria, já que
faz o trabalho de casa, ele deveria ser feito na sua totalidade, terceiro ponto, a Câmara
Municipal do Seixal portanto vai este ano compartcipar as refeições durante o mês de julho que
não são compartcipadas nem pagas pelo Estado Central portanto à semelhança do que
acontece noutras pausas letvas, portanto dizer que isto não é portanto foi uma opção que nós
fzemos à semelhança daquilo que tem vindo sendo feito nas outras pausas letvas portanto
reforçar mais uma vez que estas refeições à semelhança daquilo que já vem sendo feito não são
fnanciadas pelo Ministério da Educação e portanto acho que esta moção já que faz essa
referência também deveria fazê-la já agora completar toda a informação e dizer que as refeições
durante o período de férias não é pago e portanto não está aqui mencionado e portanto é isto
que eu gostaria de dizer reforçando a ideia que a Câmara Municipal do Seixal tem atenção a
toda a problemátca social que acontece e que ela não fca resolvida apenas com o fornecimento
de uma refeição portanto há necessidade também de ajudar estas famílias porque as crianças
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

não comem só uma vez por dia comem 3 vezes por dia 7 dias por semana e portanto falta aqui o
resto do fnanciamento para poder ajudar estas famílias mais carenciadas, disse.”
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Duas notas apenas de complemento das
palavras da senhora Vereadora, em primeiro lugar a referencia em relação à saudação por parte
do Partdo Socialista em relação a esta matéria realmente esperava-mos que fosse
acompanhada daquilo que aconteceu do ponto de vista da Assembleia da República em relação
a outras medidas apresentadas pelo PCP, por isso teremos que aguardar já que pelos vistos o PS
não o fará, que para além de remeter para as autarquias esta responsabilidade que o PCP possa
propor na Assembleia da República aquilo que são um conjunto de ações e não só, do ponto de
vista de respostas sociais que importava também desde já de alguma forma desagregar daquilo
que é verdadeiramente o papel da escola e a sua componente pedagógica garantndo respostas
sociais que garantssem que as questões da pobreza que as questões da fome respondessem de
forma integrada e respondessem de forma integrada implica não só com polítcas de emprego
mas também com polítcas sociais mais abrangentes do que estas, mas naturalmente em relação
a esta matéria fcamos também a aguardar que a reivindicação por parte do PS nomeadamente
em relação aos períodos inclusive de extensão que já o município assegurava possa ser
assegurado do ponto de vista de transferências de fundos, disse senhor Presidente.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto o proponente senhor Tomás Santos, se
faz favor.”
Tomás Santos, do PS, disses "Duas notas muito breves, senhor Presidente em primeiro lugar
dizer que retramos a moção na parte fnal na últma frase que dizs deve de ser publicada no
Boletm Municipal, e a segunda apenas para dizer que podem-se dar muitas voltas à questão e a
realidade é que foi trazida aqui uma moção para se baixar o valor e o valor foi baixado o que
demonstra a importância do trabalho da Assembleia Municipal e a importância da democracia e
o trabalho da oposição e as consequências disso no nosso município.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto vamos passar à votação desta
Saudação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 56/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A Saudação foi aprovada por unanimidade.
Declarações de Voto? Não há. Passamos para o documento seguinte.”
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

II.9. O Grupo eunicipal do BE apresentou a moção « Pelo Respeito às Populações Imigrantes,


por uma resposta de acolhimento de pessoas refugiadas, pelo repúdio às políticas xenóforas»,
surscrita por Vítor Cavalinhos.
(Documento anexo à ata com o número 9)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Este documento é do Bloco de Esquerda, é uma
moção « Pelo Respeito às Populações Imigrantes, por uma resposta de acolhimento de pessoas
refugiadas, pelo repúdio às polítcas xenófobas», é subscrita por Vítor Cavalinhos que tem a
palavra se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “Não vou ler a moção que ela é extensa mas de qualquer modo
vou ler a parte resolutva e apesar de nós estarmos aqui a tratar de assuntos importantes há
coisas que se passam no mundo que são extremamente importantes e que também não podem
passar ao lado desta Assembleia Municipal, e a parte resolutva desta moção ela tem a ver com
o respeito das populações de imigrantes e a resposta de acolhimento de pessoas refugiadas,
pelo repúdio às polítcas xenófobas e o que diz o últmo considerando e depois a parte resolutva
diz o seguintes Sob o pretexto de travar a extrema-direita, os governos europeus aplicam a
polítca de extrema-direita. Um indisfarçável odor dos anos 30 do século passado começa a ser
impossível não enfrentar com determinação por todos e todas as democratas. A democracia
corre perigo de morte. Ninguém diga que não sabia ou não foi alertado a tempo, e o que se
propõe que se delibere nesta Assembleia Municipal é o seguintes 1 – Repudiar a attude do
recém-eleito Governo Italiano, porque violadora do Direito Internacional ao recusar o auxílio a
centenas de seres humanos numa situação dramátcas 2 – Repudiar a polítca desumana de
separação de famílias levada a cabo pelo Governo Norte Americano, indigna de qualquer
sociedade civilizada e democrátcas 3 – Apelar ao Governo e à Assembleia da República que não
aceitem branquear as decisões que foram tomadas pelo Conselho Europeu e apelar também
para que sejam acentuadas e reforçadas as suas polítcas de acolhimento sejam de candidatos a
proteção internacional, sejam de imigrantes. Em nenhuma circunstância Portugal deverá aceitar
criar campos de detenção no interior do seu territórios 4 – Alertar todos os cidadãos e cidadãs
que a democracia corre sério perigo. É preciso defendê-la, antes, que perante a repetção da
história, mais uma vez seja preciso o sangue, suor e lágrimas de milhões de homens, mulheres e
crianças para resgatá-la.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Dizer os tempos, estamos a aproximar-nos do
fnal, e quem tem e que agora tem sentdo; portanto o PAN 1 minuto e trinta, o PS 3 e trinta , o
CDS 2. E pergunto quem é que pretende intervir sobre esta moção? João Rebelo se faz favor.”
João Rerelo, do CDS/PP, disses “Só um ponto de ordem à mesa, eu tenho 2 minutos mas
quando chegar a 1 minuto peço que o senhor Presidente me interrompa porque quero dar 1
minuto à CDU para falar sobre os bombeiros, é um assunto importante que é uma saudação aos
bombeiros acho que deve de ser referido, eu votarei contra esta resolução do Bloco de
Esquerda por uma razão muito simples, primeiro não é factual dizer que o Conselho Europeu
está a criar campos de tenção ou de concentração, como já ouvi o BE na Assembleia da
República dizer, é falso, é falso, a União Europeia tem recebido centenas de milhares para não
dizer milhões de imigrantes que vêm para a Europa para os ajudar, mas uma coisa é certo não é
só agora que centenas de milhares estão a pedir para entrar na Europa são milhões que querem
entrar na Europa como também nos Estados Unidos estão perante o mesmo problema; é
preciso ser polítcas humanistas com certeza mas a Europa não tem capacidade para receber
dezenas de milhões de pessoa; é preciso compreender isso e nós temos que ajudar a resolver os
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

problemas que acontecem neste País de guerra e de fome, tentar criar condições para que as
pessoas fquem lá e não fazer polítcas de chamamento para as pessoas virem, isso sim vão a
entregar aos grandes tráfcos de pessoas humanas como está a acontecer; as ONG têm muito
boa vontade, mas quando dizem nós vamos lá buscar essas pessoas estão basicamente a fazer
um chamamento às pessoas para a Europa, a Europa neste momento não tem condições.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções? O PAN ou o PS, não há, portanto
vamos colocar à votação, não havendo intervenções, é isso confrma-se? Sim senhora, então
passamos à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 57/XII/2018, e em minuta coms
● Vinte e Um (21) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Cinco (5) votos contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do grupo municipal do PSDs 4
● Onze (11) Abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 11
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, BE, PAN e o Presidente de Fernão Ferro, a abstenção do PS e os votos contra do
PSD e CDS. Declarações de voto? Marta Barão do PS se faz favor.”
earta Barão, do PS, disses “O PS queria fazer a declaração de voto por causa da abstenção no
sentdo de que nós concordamos com o princípio básico que está aqui presente na sua moção só
que contem vários erros a nível jurídico de direito intencional, para começar o termo xenófobo
incorreto nesta perspetva do Presidente de Itália pois o Presidente de Itália só está realmente a
fechar as fronteiras, esse fechar as fronteiras não viola nenhum direito Internacional pode violar
sim é algum acordo que ele tenha a nível de algum tpo de tratado, perante o direito
internacional os Países têm total soberania sobre as suas fronteiras, no mesmo sentdo quando
diz que não há democracia, nós também temos que ter presente a declaração do tribunal
internacional de justça de 1989 que nos vem dizer que qualquer Estado a sua população tem o
direito de escolher os seus representantes que é o que aconteceu em Itália neste âmbito
realmente não há qualquer falta de democracia e nomeia vários Países mas eu fco surpreendida
que não nomeie por exemplo a Venezuela que realmente está a fazer um atentado
humanitário.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Ora, mais alguma declaração de voto? Não há,
portanto passamos para o documento seguinte.”
II.10. O Grupo eunicipal do PAN apresentou a moção ««Pela permissão de alimentação de
animais na via e outros espaços púrlicos e pela alteração do Regulamento eunicipal que
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

proíre a alimentação de animais na via e outros espaços púrlicos» surscrita por Andrém
Nunes.
(Documento anexo à ata com o número 10)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “O documento seguinte é uma moção do PAN,
«Pela permissão de alimentação de animais na via e outros espaços públicos e pela alteração do
Regulamento Municipal que proíbe a alimentação de animais na via e outros espaços públicos»,
é subscrita por André Nunes, se faz favor.”
Andrém Nunes, do PAN, disses “Atualmente quem alimentar animais no espaço público ou na via
pública, pelo menos no nosso município, ocorre numa contraordenação que pode ser punível
entre 25 e 250 euros; paralelamente a Lei n.º 27/2016, estabeleceu e veio estabelecer o
programa Captura, Esterilização, Devolução, neste caso o CED, como metodologia preferencial
para controlo das populações de colónias, neste caso gatos, pelo que a existência de
regulamentos municipais que contrariem aquele diploma são manifestamente contrários ao
espírito que o legislador quis imprimir na defesa da saúde pública e bem-estar animal. Não
alimentar um animal errante signifca sujeitá-lo a um sofrimento atroz que culminará numa
morte lenta. Sendo que um animal subnutrido tem um sistema imunitário enfraquecido, sendo
um foco de propagação de doenças e parasitas para outros animais e mesmo para o ser
humano. Por sua vez um animal submetdo a um programa CED no âmbito do qual é
convenientemente alimentado e supervisionado representa um risco muito menor, termos em
que o PAN apresenta hoje uma moção em que visas 1 – Criar regulamentação para o ato de
alimentar animais na via pública, que acautele simultaneamente o bem-estar animal e a
salubridade dos locais. 2 – Alterar o Regulamento do Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos do
Município do Seixal, adaptando-o à regulamentação entretanto criada, por forma a que a
proibição e consequentemente punição com contraordenação de animais errantes no espaço
público se limite à que é feita à margem da referida regulamentação. 3 – Por fm, conceber, criar
e dinamizar uma campanha de sensibilização tendente à alimentação responsável de animais no
espaço público.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “O PAN esgotou o tempo também, intervenções
sobre esta moção? Não há pedidos de intervenção? Bom, então vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 58/XII/2018, e em minuta coms
● Vinte e Um (21) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Dezasseis (16) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto, a moção foi aprovada com os votos a
favor do PS, do PSD, do BE, do PAN, do Presidente de Fernão Ferro, e do CDS, e a abstenção da
CDU. Declarações de voto? Samuel se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disses “O Partdo Socialista votou a favor porquanto não entende esta
moção como uma liberdade total de alimentar animais na via pública mas sim uma forma de
enquadrar o programa CED que é o programa destnado a gatos, capturar, esterilizar, devolver e
de facto é uma necessidade que se sente e existe; seria um contrassenso a Câmara andar a
capturar gatos esterilizar e devolvê-los ao seu meio e depois não permitr que alguém os
alimente nesse local, portanto é neste contexto que o Partdo Socialista vota a favor e não
sendo como uma liberdade para alimentar em todo o sentdo.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais alguma declaração? Não, passamos para o
documento seguinte.”
II.11. O Grupo eunicipal da CDU apresentou a saudação «Bomreiros do Concelho do Seixal»,
surscrita por Custódio Carvalho.
(Documento anexo à ata com o número 11)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “É uma Saudação da CDU, «Bombeiros do
Concelho do Seixal», subscrita por Custódio Carvalho, portanto dentro do tempo da CDU, se faz
favor. Só um bocadinho, diga,diga Samuel.”
Samuel Cruz, do PS, disses “O Partdo Socialista a bem do decorrer dos trabalhos, se a mesa não
visse oposição e naturalmente os restantes Líderes, gostava de alterar a ordem das suas moções
para que a próxima moção do Partdo Socialista seja a Saudação aos Bombeiros, por forma a que
pudéssemos discutr em conjunto e votar em separado estas duas moções que no fundo têm
exatamente o mesmo tema; naturalmente perderíamos a nossa vez a seguir, mas retomaríamos,
obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Bom se não virem inconveniente os senhores.
Líderes, não há digamos questão em relação a isso; a mesa não vê, até porque em bom nome da
verdade as duas moções seguintes são do PS. Ok, então estamos de acordo, alteramos a ordem,
e é evidente a saudação da CDU, Custódio Carvalho se faz favor.”
Custódio Carvalho, da CDU, disses “Quero agradecer ao senhor eleito do CDS pelo minuto dado,
e a Assembleia Municipal também saudar os Bombeiros do Concelho do Seixal; portanto não
vou ler aqui a saudação que já foi entregue, vou só ler aqui um excerto, portanto este ano no
Dia Municipal do Bombeiro, a Câmara Municipal do Seixal como vem sendo hábito desde 2003,
manifestou o seu apoio e reconhecimento aos bombeiros do Concelho e a prová-lo inaugurou
um monumento de homenagem aos bombeiros mistos do Concelho do Seixal pelos seus 40 anos
ao serviço da população. A CMS, ao apoiar fnanceiramente a construção do quartel dos
Bombeiros Mistos de Amora e os destacamentos de Santa Marta do Pinhal e de Fernão Ferro,
dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal, está mais uma vez a suportar os custos que
deveriam ser suportados pelo poder central e dar um exemplo que“mais vale querer que
poder”, demonstrando ser uma autarquia que em muito apoia as corporações de bombeiros do
Concelho, apoio esse que é reconhecido pela Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal,
pela Liga dos Bombeiros Portugueses e por todos quanto conhecem a realidade do nosso
concelho em termos de apoio aos bombeiros.
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Assim sendo, a Assembleia Municipal do Seixal, reunida no dia 5 de julho de 2018, saúda todos
os Bombeiros do Concelho do Seixal, transmitndo, em representação da população do Concelho
do Seixal, toda a solidariedade e apoio aos seus Bombeiros. Obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Então uma Saudação aos Bombeiros do Concelho
do Seixal é do Partdo Socialista, Rui Brás se faz favors”
II.12. O Grupo eunicipal do PS apresentou a saudação «Aos Bomreiros do Concelho do
Seixal», surscrita por Rui Brás.
(Documento anexo à ata com o número 12)
Rui Brás, do PS, disses “Eu vou prescindir da leitura por causa dos tempos e visto que toda a
gente teve acesso à informação antes; só queria dizer uma coisa visto que sendo aprovado estas
moções se era possível no fm serem enviadas a todas as Associações de Bombeiros do Concelho
e à imprensa regional. Obrigado.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Bom é escusado perguntar quem é que pretende
intervir porque quem nesta altura tem ainda tempo é o PS, Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disses “Para dizer muito rapidamente que a moção apresentada aqui pelo
Partdo Comunista é muito injusta para o Governo e a Câmara Municipal sabe-o porque as
condições em que foi aprovado o enquadramento do PO SEUR do novo quartel de Amora é um
enquadramento muito benevolente e, portanto, o Partdo Socialista não inviabilizará a moção
mais vez pelo seu princípio mas fará questão de também além de todos os mecanismos que aí
estão de entregar em mão ao senhor Secretário de Estado para que se perceba a postura da
Câmara Municipal do Seixal neste campo.”
Votação do Ponto II.11
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Ora muito bem, vamos colocar à votação,
Saudação da CDU, «Bombeiros do Concelho do Seixal».”
Aprovada a Tomada de Posição nº 59/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Aprovada por unanimidade.”
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Votação do ponto II.12


O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Saudação do PS, «Aos Bombeiros do Concelho do
Seixal».”
Aprovada a Tomada de Posição nº 60/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Aprovada por unanimidade. Declarações de voto
em relação a estas duas saudações, se houver? Não há. Então passamos para o documento
seguinte do PS.
II.13. O Grupo eunicipal do PS apresentou a moção «Um adeus ao plástico nas Festas do
Concelho do Seixal, em copos de plástico», surscrita por Jorge Freire.
(Documento anexo à ata com o número 13)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “É uma moção «Um adeus ao plástco nas Festas
do Concelho do Seixal, em copos de plástco», subscrita por Jorge Freire, se faz favor tem a
palavra.”
Jorge Freire, do PS, disses "Prescindo da leitura.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Bom, não fala porque não há mais ninguém para
intervir, só se o PS quiser contnuar a falar. O senhor Vice-presidente se faz favor. É uma
interpelação à mesa? Então está bem, com certeza, se é uma interpelação com certeza e o
senhor Vice-presidente intervém na moção já a seguir.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disses "Ao Partdo Socialista uma sugestão é que retre estas moções,
são 5 documentos que o Partdo Socialista tem, que retre da Ordem de Trabalhos da
Assembleia Municipal porque estamos perante um problema que é só o PS que tem tempo e
nenhum dos outros Partdos tem tempo para falar das suas razões ou da sua apreciação sobre
isto, nós eu estou a falar pelo Bloco de Esquerda que é colocado numa posição que a única coisa
que lhe resta é expressar o seu sentdo de voto sem o argumentar e isso, o desafo é, convido o
PS a trar as moções se não trar nós procederemos na conformidade.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “senhor Vice-presidente se faz favor.”
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Era mais um pedido de esclarecimento sobre os
termos da moção e o facto de se incluir deliberações sobre campanhas de sensibilização e
outras matérias do quadro executvo e não deliberatvo; disse, senhor Presidente.”
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Samuel Cruz, se faz favor, até no quadro da
interpelação do Bloco de Esquerda.”
Samuel Cruz, do PS, disses "Esta é regimental e não conta para tempo não é? O Partdo
Socialista é sensível ao apelo do Bloco de Esquerda e vai em parte aceder, agora temos que, e eu
já disse isto na últma Assembleia Municipal e discutremos isso em líderes não pode ser sempre
contra os mesmos porque é sempre o Partdo Socialista que prescinde que tem boa vontade e
mais uma vez hoje cederá, no entanto penso que na reunião de líderes de uma forma séria
avaliamos todo o funcionamento desta Assembleia porque de facto nós trabalhamos muito
fazemos uma boa gestão do nosso tempo e não podemos ser penalizados por isso também e
além do mais o Partdo Comunista foi com intervenção muito expressiva, no meu entender, no
decorrer desta Assembleia é importante que, independentemente deste tempo não contar, o
tempo da Câmara seja contado para que possamos avaliar isto de uma forma fria e comparar e
portanto nesse sentdo o Partdo Socialista hoje vai manter esta moção que enfm já foi de
alguma forma debatda e até obteve o contraditório da Câmara Municipal que foi e digo o que
passou a maior parte do tempo nesta Assembleia e portanto não há é uma coisa absolutamente
pacífca, manterá também a questão do Voto de Pesar pelo Júlio Pomar que me parece que é
uma coisa absolutamente pacífca nesta Assembleia, no entanto retrará os Votos de Pesar de
Frank Carlucci e de Philip Roth e trará na próxima Assembleia, peço desculpa Marta a próxima,
eu peço que compreendam isto, para quem trabalhou percebo o coletvo mas também tenho
que perceber para quem trabalhou para quem escreveu e sucessivamente apesar de ter tempo
aqui e não defender as suas posições é de facto algo que violenta também, disse.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Sobre esta matéria em relação ao regimento nós
temos agendado para a próxima reunião de líderes e no quadro portanto de já alguns meses de
avaliação do regimento e naturalmente dos ajustamentos que se entender que se justfca fazer
para, digamos que a Assembleia Municipal cumpra o seu papel e um papel fundamental da
Assembleia Municipal é as condições do debate da Assembleia Municipal, e de apreciação quer
das propostas quer naturalmente no período de antes da ordem do dia, quer em relação
portanto ao período da ordem do dia, e de facto esta é uma questão substantva é apenas esta
nota não estamos a fazer aqui nenhuma discussão em sede própria depois virá à Assembleia
Municipal nesse sentdo se for caso disso, mas de facto temos que ajustar isto porque se cada
grupo municipal trouxer se a CDU trouxer 10 moções e se o PS trouxer 8 e por aí fora, bom eu
pergunto em que é que se transforma esta Assembleia Municipal senão num enunciado de
temas importantes com certeza todos, fruto do trabalho, como foi dito, isso não está em
questão, mas pergunto e imaginemos o que era a Assembleia da República a funcionar assim em
nome do País e o que será a Assembleia Municipal funcionar assim em nome do Seixal? Temos
que refetr isso, isto não é aqui "ao monte" creio que nós não queremos uma Assembleia "ao
monte", queremos uma Assembleia que naturalmente signifque a sua dignifcação no debate
polítco nas propostas e será esse o nosso sentdo não tenho dúvidas nenhumas e portanto
faremos o caminho como temos feito até agora. A intervenção do proponente se faz favor ,
proponente se faz favor.”
Jorge Freire, do PS, disses "Eu vou responder ao senhor Vice-presidente da seguinte formas eu
acho... aliás, o senhor Presidente lembrou-me aquelas arguências em que quando o arguente
nada mais tem para dizer fala sobre a forma; eu acho que a questão principal e a nota principal
relatvamente a esta moção é saber se a Câmara Municipal do Seixal está ou não está favorável
à utlização dos plástcos ou está ou não favorável a esta polítca do abandono dos plástcos aliás
como tem sido feito por algumas Câmaras nomeadamente a Câmara de Lisboa e a Câmara
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Municipal de Cascais, e de facto é um fagelo a nível Mundial portanto acho que perante todo o
cenário que tem sido ou que tem acontecido a nível do Mundo e relatvamente aos Oceanos é
uma tomada de posição e uma chamada de atenção relatvamente a este assunto, disse.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 61/XII/2018, e em minuta coms
● Dezassete (17) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
● Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 15
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Quatro (4) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 1
− Do grupo municipal do BEs 3
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor do PS, PSD, CDS, PAN e a abstenção do BE e 1 abstenção da CDU e os votos contra da
restante CDU e do Presidente de Fernão Ferro. Há alguma declaração de voto? BE Vítor
Cavalinhos se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disses "O Bloco de Esquerda apresentará uma declaração de voto no
prazo regimental, de qualquer modo deixo aqui só uma interrogação, nas festas de Corroios
como é que se faz com a Super Bock, como é que se resolve o problema com a Super BocK? A
Junta de Freguesia vai falar com a Super Bock e diz assim, ó meus amigos a partr de agora nas
festas de Corroios só podem usar copos recicláveis ou copos de vidro ou garrafas de plástco; era
só, como é que se faz, o PS é capaz de ter solução.”
O BE não apresentou a declaração de voto, por escrito, no tempo regimental.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Há mais alguma declaração de voto? Não, então
passamos para a últma moção, é do PS.”
II.14. O Grupo eunicipal do PS apresentou um Voto de Pesar «Pelo Falecimento de Júlio
Pomar», surscrito por Samuel Cruz.
(Documento anexo à ata com o número 14)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Dentro do quadro que vimos, é um Voto de Pesar
pelo falecimento de Júlio Pomar subscrito por Samuel Cruz, se faz favor.”
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Samuel Cruz, do PS, disses "Então dá para ler e começar por fazer uma adenda, no fm do Voto
de Pesar deve constar que deve ser enviado à fundação do Mestre.” e leu integralmente o
documento anexo à ata com o número 14.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Bom vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 62/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses“O Voto de Pesar foi aprovado por unanimidade.
Há alguma declaração de voto? Não, então está encerrado o Período de Antes da Ordem do Dia,
vamos fazer um intervalo de 10 minutos.”

III. PERÍODO DA ORDEe DO DIA.


O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Passamos então ao Período da Ordem do Dia, os
pontos III. 3 e III. 4 serão apresentados e apreciados em conjunto e passamos para o 1.º ponto”.
III.1. Permuta de parcela de terreno designada por parcela 2, com a área de 6.167,28 m2,
destacada da parcela 1.ª nascente (com a área de 14.155,98 m2), sita em Cucena, Aldeia de
Paio Pires, União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, por dois lotes do
PIS (lote 166 e 181, atuais lotes 150 e 177, respetivamente), com a área de 9.300 m2 e de
2.625 m2, sitos em Cucena, Paio Pires, União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de
Paio Pires. Processo n.º 66 e 102/B/2018. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 15).
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Dou a palavra ao senhor Vice Presidente da
Câmara, se faz favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “A proposta que é colocada a esta Assembleia
Municipal é de uma permuta de uma parcela de terreno, designada de parcela 2 que é junto aos
escritórios da Baía do Tejo, ao lado do pavilhão municipal da Siderurgia, com dois lotes do PIS III
que são dois lotes consttuídos no âmbito do alvará do Parque Industrial e que foram entregues
na altura em dação de pagamento. O que salientava desta proposta para além daquilo que está
no seu conteúdo é que esta permuta será um contributo para o desenvolvimento do Parque
Industrial do Seixal na sua 3.ª fase e que a expectatva é que possa ter desenvolvimentos muito
próximos em toda a sua área de intervenção e ao mesmo tempo conseguirmos também uma
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Ata n.º 7/2018
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permuta que nos permite a capacitação do município com equipamentos de utlização coletva
numa área de intervenção que é a área da ex-Siderurgia Nacional e que para além do pavilhão
do Clube de Pessoal da Siderurgia Nacional que ainda se encontra na propriedade da Baía do
Tejo, não tem mais nenhum outro equipamento coletvo que permita servir esta área de
intervenção e por isso também será uma mais-valia neste âmbito, naturalmente ao dispor para
dúvidas ou esclarecimentos que sejam necessários”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções em relação a este ponto? Quem é
que pretende usar da palavra? Samuel Cruz se faz favor”.
Samuel Cruz, do PS, disses "Um ponto para dizer o seguintes mantêm-se alguma difculdade no
acesso aos documentos nos processos que vêm à Assembleia Municipal e portanto, é
importante defnir esta questão que é a lei é clara, a partr do momento em que a Assembleia
Municipal é marcada, que a ordem de trabalhos é defnida, os processos têm que estar
disponíveis para consulta de qualquer eleito e portanto, temos que saber em que local é esse, se
é na Assembleia Municipal, se é na Câmara Municipal mas sem ter que requerer, sem ter que
pedir, sem que sejam criadas quaisquer tpo de difculdades, em que é fácil chegar aos processos
consultados em qualquer momento, todos trabalhamos, nem sempre temos a disponibilidade
inerente e eu próprio evitar ter que estar a telefonar, já chegou, não chegou e em momentos
passados não chegaram de todo e viemos para a Assembleia Municipal sem ter a hipótese de
consultar os processos o que é manifestamente, por um lado ilegal e, por outro lado, coarta a
discussão que aqui é feita. Eu acho que ninguém tem interesse em que a discussão seja feita
com falha de dados porque me quer parecer que ninguém tem nada a esconder. Esse é o
primeiro ponto. O segundo ponto, é que é um ponto prévio apenas para que percebam, este
ponto não se trata nada do que aquilo que aqui está escrito. Este ponto o que trata é de ceder
instalações à Escola Bento Jesus Caraça e na minha intervenção justfcarei aquilo que aqui estou
a dizer. Posto este introito, dizer o seguintes ainda uma questão formal apesar de não ser isso
que interessa. Eu há 13 anos que ando na Câmara Municipal do Seixal a dizer que o Código do
Procedimento Administratvo estabelece uma regra caríssima que é os processos são numerados
e rubricados por uma questão simples que é para não entrarem e saírem folhas a belo prazer de
quem movimenta o processo ou até para quem o consulta não extrair folhas, sem que se dê
conhecimento, é uma coisa básica, elementar, essencial e se quiserem consultar aquilo que têm
à vossa frente, não tem numeração nenhuma! Aliás, se quiserem fazer mais extenso vão ver que
todos os processos da Assembleia Municipal do Seixal não são numerados, vai-se lá saber
porquê. É algo que peço à Câmara que passe a fazer isso que é algo que é importante. Agora,
vamos aos factos! Se lerem com atenção a documentação que têm à frente vêm que a primeira
folha trata-se de um requerimento da Baía do Tejo e deveria ser um requerimento a pedir a
permuta da parcela de terreno que era normal um processo em que se delibere permutar
parcelas de terreno começa com o pedido de alguém a pedir para permutar as parcelas de
terreno, parece-me lógico e evidente. Não é o caso, o que a Baía do Tejo se dirige à Câmara
Municipal do Seixal é a dizer que esta urbanização implicaria a cedência de espaços verdes e
equipamentos para utlização coletva de infraestruturas mas nós pretendemos dar antes uma
compensação pecuniária, portanto pedimos essa autorização. Sem que nada e eu desafo-os
francamente, eu sei que os eleitos em especial do Partdo Comunista são pessoas muito atentas,
leiam todo o processo e vão ver que não há um momento em que isto se inverta e se perceba
como é que se chega aqui à questão fnal que é a permuta dos terrenos. Não há um momento! É
estranhíssimo, não faz sentdo este processo. Então, a Baía do Tejo tem este pedido e o que é
que acontece depois? Depois não acontece nada a não ser aquilo que é, tem aqui vários
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Ata n.º 7/2018
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documentos de registos prediais, escrituras etc e a única coisa que aqui aparece é a deliberação
que é subscrita pelo senhor Presidente da Câmara. Portanto, nesta Câmara deve fazer tudo,
avalia terrenos. Considerando o interesse demonstrado pela Baía do Tejo S.A. em adquirir dois
lotes situados no PIS onde é que a Baía do Tejo manifestou esta vontade? Para já há aí outro
processo, mas os membros desta Assembleia Municipal não têm o dom da adivinhação e se têm
que deliberar sobre um processo o tem que constar deste processo e não de nenhum outro, que
não sei qual é o número, não imagino onde é que tramitou, nem sequer posso ir para o
consultar, partndo do pressuposto que existe porque isto é tudo tão estranho, que não
sabemos se existe. Portanto, há um interesse da Baía do Tejo que das duas uma, ou foi
transmitdo oralmente, o senhor Presidente da Baía do Tejo que apesar de ser do PSD tem boas
relações com o senhor Presidente da Câmara a malta quer fazer isto e pronto o senhor
Presidente da Câmara ainda se dá ao trabalho de redigir por conta do Presidente da Baía do Tejo
que é uma coisa simpátca, mas que acho que não faz parte das suas competências.
Considerando o interesse manifestado pela Baía do Tejo poderá aqui os juristas mais rebuscados
dizer assims bem mas o interesse pode não existr e se não existr este processo não se
concretza mas em que é que fcamos? Existem ou não existem? Porque aqui diz que existe! E se
aqui diz que existe, o senhor Presidente da Câmara não nos vêm enganar dizer que
considerando o interesse demonstrado e que demonstrou a Baía do Tejo, não podemos sequer
aqui dizer que se calhar não demonstrou a gente delibere e depois logo se vê! E a Câmara
também não é para brincar, não delibera sobre coisas e depois logo se vê se os outros querem
ou não querem. O senhor Presidente da Câmara com certeza e todos os vereadores e todos nós
temos mais que fazer do que andar aqui a fazer deliberações para o ar e depois logo se vê, se os
outros querem ou não querem. Há um interesse demonstrado pela Baía do Tejo, não se sabe
como, quando, nem onde, mas existrá, talvez exista. Bem! Mas depois também diz mais que é o
interesse da Câmara Municipal do Seixal mas qual interesse da Câmara? Onde é que isso está
escrito? Percorrendo todo o processo não há um polítco, é um técnico da Câmara Municipal do
Seixal que tem que vir dizer é importante para a Câmara Municipal do Seixal adquirir este imóvel
e vamos lá ver, estamos a falar do antgo edifcio dos recursos humanos da Siderurgia Nacional e
ali num raio de 100 metros estão dois edifcios com interesse para a Câmara é o Clube da
Siderurgia Nacional e é este edifcio. Ora há aqui algo que eu não compreendo então, temos um
edifcio que não tem ocupação e que também ninguém nos vem aqui explicar para quê que vai
servir e temos um que está ocupado por um clube do concelho e que tem a legitma aspiração
de vir à posse das suas instalações, a Câmara por proposta e pertença do mesmo dono, a
Câmara posta perante a Baía do Tejo e em hipótese de aceder a um edifcio entre o Clube de
Pessoal da Siderurgia Nacional e um edifcio que não tem qualquer tpo de ocupação prefere um
edifcio sem qualquer tpo de ocupação. Ora isto, no mínimo é estranho porque há um interesse
público evidente. Aliás, o senhor Vice-Presidente da Câmara já aqui o demonstrou hoje.
Também isto nada faz sentdo, mas mais do que não fazer sentdo naquilo que aqui está
presente ninguém justfcou isto! Era importante que aqui tvesse escrito porquê que é
importante adquirir um edifcio que não tem ocupação em detrimento do Clube da Siderurgia
Nacional. Mas mais! Ainda mais à frentes resulta aqui um diferencial e este diferencial é para
obras. Ora, isto é que é o dom da adivinhação em absoluto. Nós vamos pedir um edifcio e não
sabemos porquê que o queremos mas já sabemos que precisamos de obras e mais! Até
sabemos qual é o valor das obras necessárias mesmo sem haver projeto e sem saber porque que
queremos aquilo, é uma coisa extraordinária. Perante uma coisa que tem uso e uma coisa que
não tem uso preciso a que não tem uso mas já sei que é preciso obras e até já sei quanto é que
vão custar as obras, é uma coisa absolutamente fantástca! Clareza de procedimentos respeito
pelos senhores. Vereadores e respeito pelos eleitos desta Assembleia Municipal em toda a linha,
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uma coisa limpíssima. Vou terminar como disse, é evidente, aliás já confrontei com isto o senhor
Vice Presidente da Câmara e ele não me desmentu aquele edifcio destna-se a dar à CGTP,
destna-se a dar à Escola Bento Jesus Caraça e a proprietária a CGTP mas isso, deveria estar aqui
escrito e só por si, este processo não está em condições de ser votado e o pedido do Partdo
Socialista é que seja retrado e que não seja votado porque me parece demasiado evidente que
nenhuma das pessoas aqui presentes têm formação necessária para que possa votar e não é
informação verbal tem que ser informação escrita. Eu pergunto onde é que estão as avaliações,
onde é que está a clara demonstração de interesse das partes? Onde é que está o interesse em
adquirir este edifcio? O que é que o justfca do ponto de vista do interesse público, nada disso
sabemos e mais! Não venha aqui ninguém querer explorar a diferença de opinião entre os
eleitos da Assembleia Municipal do Partdo Socialista e dos senhores. Vereadores do Partdo
Socialista porque naturalmente que falamos e já vamos confrontar isto e aquilo que os
vereadores do Partdo Socialista na próxima reunião de Câmara Municipal é que foram
enganados porque ninguém nos explicou isso. Eu próprio tve ocasião de perguntar ao senhor
Presidente da Câmara aqui que edifcio era este? E a resposta que obtve, informalmente, mas
não há aqui nenhum segredo é que não exista lá nenhum edifcio, que eu devia estar a fazer
confusão porque aquilo eram só terrenos, bondade de enganar e poderiam ter dito aquilo que
aqui foi dito e que o senhor Vice-Presidente da Câmara sabe e o senhor Presidente da Câmara
sabe, que poderia ter sido dito aos vereadores mas nada disto foi dito. Foi dito uma coisa muito
diferente que é enfm, a Siderurgia se calhar quer vender para instalar uma grande empresa e é
preciso um terreno com característcas diferentes, isso são suposições que se podem concretzar
ou não. Nós nem estamos contra isso e até podemos viabilizar mas há um mínimo para que
todos nos possamos entender, há um mínimo de transparência que se exige”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções? Rui Belchior”.
Rui Belchior, do PSD, disses "Confesso que até determinada altura este processo não me
oferecia muitas interrogações, inclusive na comissão nessa dita reunião que decorreu esta
semana, valorizei muito os argumentos do Samuel Cruz, mas depois dessa reunião e também de
recolher algumas informações tenho hoje aqui alguns elementos que à data não tnha e que me
fazem também ter aqui uma perspetva diferente. Desde logo fazer a afrmação que já fzemos
noutras circunstâncias e que era bom que esse caminho fosse percorrido que é da transparência
e do esclarecimento nas matérias que tenham a ver com estes processos porque no fundo a
sensação que fca é que as pessoas, talvez por responsabilidade própria ou por até mesmo por
não terem um plano de conhecimento dos dossiês e, por isso, nem sequer têm interrogações a
fazer, mas é obrigação deste executvo dar e explicar na máxima medida possível e parece-me
que neste processo até pela informação que fui recolhendo isso não sucedeu e há aqui muitas
interrogações e muitas dúvidas; desde logo, e vale o que vale, há muitas pessoas que
desvalorizam muito aquilo que se vai dizendo por aí no mundo virtual ou nas redes sociais mas
eu atentava, queria mencionar ou citar este comentário que circulava aí hoje e que originou a
uma série de outros que não colocam politcamente os partdos da oposição em muito bom
plano para aderir a determinados processos e dizia uma pessoa, não sei onde é que obteve estas
informações, em algum lado deve ter sido, depois de um museu à borla em património histórico,
alegadamente a CGTP irá contnuar a sua expansão pelo Seixal através de permutas de terrenos
em Paio Pires para uma Escola Profssional Bento Jesus Caraça. Caso seja, verdade já dizia o Zeca
Afonso «eles comem tudo e não deixam nada». É este tpo de questões que não quero colocar
aqui nenhum ponto de vista acintoso ou de desconfança, isso não me compete a mim, compete
aos senhores do executvo fazer esse tpo de esclarecimentos, nós não temos que duvidar, nem
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Ata n.º 7/2018
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deixar de duvidar, temos é que apreciar as matérias sobre as quais temos que nos pronunciar e
não podemos caucionar ou partcionar processos que não conhecemos de lado nenhum e que
não são esclarecidos porque não se é capaz de dizer e é esta parte que eu lamento e que vai
mudar a minha posição à priori porquê que não se há-de dizer qual é o destno do edifcio? Qual
é o problema em assumir isso? Para as pessoas saberem ao que vão. É verdade numa primeira
perspetva não vejo aqui nada de mal, há uma permuta, há um imóvel que vem ao domínio do
município, tudo muito bem! Mas agora no futuro se de facto, estes rumores que o próprio
Samuel já aqui referiu se vierem a verifcar eu confrontado com o meu eleitorado ou com as
pessoas do meu partdo, se me questonarem, então vocês viabilizaram uma situação destas?
Porque depois é isto que nos vão dizer! São estas interrogações que nos vão fazer e eu gostava
de conhecer o destno que vai ser dado a este edifcio para perceber ou não a posição que hei-
de tomar ou deixar de tomar. Acho que isso era importante porque sinceramente eu não lhe
queria estar a chamar, nem expedientes, isso era um bocadinho exagerado talvez, mas mais
esclarecimento sobre as coisas, custa-se a admitr e toda a gente já o afrma por aí à esquina, á
boca pequena que é para a Escola Profssional Bento de Jesus Caraça. Eu acho que era do mais
elementar dever do executvo informar as pessoas sobre isto. É preciso e eu não queria mas
inevitavelmente a conversa conduz-me para aí. Eu francamente, talvez com alguma ignorância
admito, mas eu tenho medo de viabilizar aqui algumas coisa, tenho medo! Porque tenho sempre
presente agora últmo, esta auditoria do Tribunal de Contas que obrigou antgos autarcas a
pronunciarem-se em 10 dias em pleno mês de Julho, alguns já tnham passado aqui há quase 20
anos. Eu tenho medo disso! E a votar contra garante-me que não corro riscos desse género
porque recordo que essa auditoria, e essas conclusões e sobre a qual as pessoas foram
obrigadas a pronunciarem-se, tnha a ver com uma sistemátca destas, permutas para ali,
permutas para acolá e nós não temos que caucionar isso e eu e o meu partdo por uma questão
de auto preservação em função das dúvidas que se geraram aqui e que estão instaladas e que se
falam por aí, nós não podemos patrocinar com um voto positvo as permutas mal explicadas”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções? Quem é que pretende
intervir mais? Paulo Silva”.
Paulo Silva, da CDU, disses "Muito sinceramente estamos aqui com falsas questões. Primeira
situaçãos Foi dito aqui pelo senhor eleito Samuel Cruz que este processo não se podia ter
iniciado porque não há nenhum requerimento da Baía do Tejo a solicitar a permuta. Ora, a
permuta como qualquer contrato bilateral é um encontro de vontades e sem esse encontro de
vontades não há permuta possível. É preciso estarem duas entdades ou duas pessoas
individuais de acordo para haver uma permuta e se a Baía do Tejo não estvesse interessada aí,
não haveria permuta de certeza absoluta. Essa demonstração de interesse até pode ser verbal
em reunião entre as duas entdades dizerem que estão interessadas nisso, nesta permuta e a
partr daí o processo desenvolver-se. Depois, é dito que há uma falta de fundamentação técnica
da Câmara do interesse em adquirir o edifcio. Ora, a demonstração de interesse da Câmara
Municipal é por uma deliberação dos eleitos, do órgão Câmara Municipal, não de técnicos.
Quem decide, quem toma são os eleitos que foram pela população para o efeito para
deliberarem e exprimirem a vontade da Câmara Municipal, órgão executvo do município e há
uma deliberação camarária quanto a isso a exprimir esta vontade, deliberação essa que foi
tomada por unanimidade. Não compreendo havendo uma deliberação por unanimidade da
Câmara como é que pode vir aqui acusar falta de respeito pelos senhores. Vereadores e não nos
venham aqui dizer que estamos a explorar diferenças de opinião, estamos sim a constatar essas
diferenças de opinião. Depois a questão de porquê este edifcio e não outro, nomeadamente o
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pavilhão da Siderurgia Nacional? Dizer quanto a isso que há dois edifcioss um que é o pavilhão
que já tem uma utlização coletva, é do conhecimento de todos que esse pavilhão tem uma
utlização coletva, centenas de jovens deste concelho pratcam lá desporto, a utlização é feita
pelo Clube de Pessoal da Siderurgia Nacional e a minha flha durante anos foi lá atleta e pratcou
lá no pavilhão a modalidade que ela escolheu durante parte da sua adolescência que foi a
patnagem artstca. E depois temos um edifcio que não tem qualquer tpo de ocupação e que
lhe pode ser dada também uma ocupação coletva. Penso que se justfca pelo interesse coletvo,
se um já tem utlização coletva, se há longos anos que tem essa utlização coletva, o outro não
o tem a Câmara ir buscar para o seu património o edifcio que não tem ocupação coletva para
lhe passar a dar essa ocupação coletva. Portanto, penso que por ai também estamos perante
uma falsa questão. Depois vir aqui dizer que se muda de opinião por causa do que vem nas
redes sociais, sabendo nós que muito dos que lá escrevem são perfs falsos, há muito perfl falso
nas redes sociais e portanto há pessoas que escrevem lá tudo e mais um par de botas, sem
qualquer fundamentação. Depois o destno do edifcio terá que ser uma deliberação camarária a
decidir qual vai ser o destno do edifcio, sendo certo que se fosse para a Escola Profssional
Bento de Jesus Caraça era sem dúvida um excelente destno para o edifcio até porque estamos
a falar de uma escola de formação profssional com um largo currículo e que seria sem dúvida
uma mais-valia para o concelho expandir o pólo que já tem aqui no concelho do Seixal”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções? Vítor Cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses "O que nós estamos aqui a discutr é o seguinte, é proposta a
esta Assembleia Municipal uma deliberação que se traduz numa permuta entre a Baía Tejo e a
Câmara do Seixal e a pergunta objetva que eu faço e o Bloco de Esquerda faz, nomeadamente
ao Partdo Socialista é o seguintes Esta permuta na apreciação do Partdo Socialista traduz-se
nalgum prejuízo para o município? Tem provas disso para apresentar nesta Assembleia
Municipal? Esta permuta se for votada traduz-se num prejuízo objetvo para o município do
Seixal. Se, isto é importantssimo que o PS aqui prove que há aqui um prejuízo objetvo se a
Câmara votar favoravelmente este deliberação. A outra questão é o seguintes A Câmara está a
decidir tão só uma permuta, a outra questão esta Assembleia Municipal não decide com base
em rumores das redes sociais porque se a gente for por esse campo, alto lá e para o baile! Já
agora há aqui uma notazinha que não tem nada a propósito com isto e, justamente, nós somos
um órgão de fscalização e temos que ter todas as preocupações e temos que ser rigorosos nas
coisas. Eu só lembro quando tvemos aqui para decidir ainda há bem pouco tempo as questões
relatvas ao Amora, é sempre a 200 à hora, não há problema nenhum, pode-se decidir, pode-se
avançar com as obras, a Câmara Municipal só vem a decidir depois mas não há nenhum
problema, nem nenhum problema de prejuízo foi colocado, está certo. Aliás, quando é para
decidir para o lado do futebol vale tudo, menos trar olhos e os rigores fcam nas calendas mas
adiante. A Assembleia Municipal não decide com base em rumores. Depois a utlização do
edifcio ou dos edifcios há-de ser uma deliberação posterior da Câmara Municipal e de acordo
com os valores e até talvez da Assembleia Municipal, os valores envolvidos se forem superiores
a 500 mil euros terá que vir a esta Assembleia Municipal. A utlização desse edifcio nunca
poderá ser feito à revelia do executvo municipal. Embora, esse problema o executvo e os
vereadores terão que decidir para onde é que vai o edifcio, na Assembleia Municipal hoje não
está aqui nenhuma proposta e acho que nem o PSD, nem o PS têm provas, não se têm algum
documento, se têm uma prova fsica e objetva que o edifcio vai ter aquela utlização. A
utlização ver-se-á depois da decisão do executvo, como eu já disse, esse é um debate posterior
e o outro problema e acabo por aqui, as coisas são lineares. Se há provas cabais dos prejuízos
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eventuais que sejam colocadas aqui na Assembleia Municipal que é para nós tomarmos uma
decisão, mas há aqui uma coisa que acho que é gravíssimo do meu ponto de vista, do ponto de
vista democrátco, o Samuel Cruz veio aqui dizer que os vereadores do PS foram enganados, mas
é que não foram só os vereadores do PS que foram enganados, foi o Vereador Manuel Pires do
PSD que foi enganado, foi o vereador Luís Cordeiro do Bloco de Esquerda que foi enganado, foi
tudo enganado. Portanto, os vereadores foram todos hipnotzados mais ou menos e devem ter
dado uns pozinhos quaisquer lá na água e foram todos engrazulados e o Samuel Cruz foi o
homem que veio aqui deslindar, o iluminado que vem aqui fazer luz e eu não fquei estarrecido;
fquei agradecido ao Partdo Socialista por ter revelado a incapacidade de todos os vereadores e
a suprema capacidade do Samuel Cruz a deslindar este imbróglio. Extraordinário!”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “João Rebelo”.
João Rerelo, do CDS/PP, disses "Duas ou três ideias sobre o debate que estamos a ter aqui. A
primeira, eu considero que tenho a formação sufciente para deliberar sobre esta questão.
Apreciei o que foi dito pelo senhor Vice-presidente da Câmara na reunião da comissão, tvemos
a informação disponível, não faço esta leitura de que o que nós estamos aqui a aprovar não
esteja devidamente fundamentado. Portanto, esse raciocínio eu não acompanho. Outra coisa é
que nós temos um elefante dentro da sala e esse elefante é para quê e para quem? Este edifcio
será entregue. senhor Presidente e caros colegas, o Paulo Silva deu aqui um argumento bom,
mas nós só estamos a aprovar a permuta, é verdade, e o senhor Vice-presidente da Câmara
quando nos explicou porquê que não aparece escrito para o quê e para a utlização desse
edifcio no futuro é porque a autarquia não queria fcar refém, escrito vamos supor que a
entrega de determinado projeto e depois não é entregue foi o argumento que nos foi dito e a
partr daí, a Baía Tejo fcaria com a possibilidade de exigir a reversão da permuta porque não
tnha sido comprido o contrato que estava feito porque era uma forma de salvaguardar os
interesses do município que é um argumento que podemos considerar como válido. O CDS tem
um problema objetvo que é igual ao do PAN, nós não temos vereadores e o que foi aqui dito
pelo senhor eleito Paulo Silva é verdade, é necessário uma deliberação da Câmara para defnir o
que fazer com esse edifcio. Ora o CDS e o PAN não estão na Câmara Municipal e o CDS não quer
que isto seja entregue à CGTP, não é por termos algum preconceito contra a CGTP, mas a CGTP
já teve aqui entregue, aqui mesmo à frente parte das instalações da Mundet e que não veio aqui
á deliberação se estão recordados a Assembleia Municipal não deliberou, foi uma decisão da
Câmara porque não passavam os valores que eram necessários, os 500 mil euros e voltamos a
ter o mesmo, é o que vai acontecer. Vou-me comprometer com a CDU o seguintes se não for
entregue à CGTP eu venho cá pedir desculpas que eu errei, assumo isso e venho cá, só que toda
a gente sabe que será entregue, eu não quero, já cega, ou seja, não vamos estar
sistematcamente a dar a uma mesma central sindical edifcios que a Câmara tem direito, e eu
gostaria de recordar o que está aqui não é só a permuta. Depois a Baía Tejo vai ter que pagar
obras de melhorias nesse edifcio no valor até 400 mil euros, não estamos a falar peanuts
usando a expressão do Jorge Jesus, ou seja, é dinheiro e são bens de todos nós, neste caso dos
municípios da Câmara do Seixal e de todos os seixalenses. Portanto, como eu acho que é isso
que vai acontecer, isto vai ser entregue à CGTP, como eu não posso, deus queira que no futuro o
CDS e o PAN irão ter vereadores no executvo, eu quero aqui demonstrar e é por isso que eu não
vou votar favoravelmente esta proposta da Câmara Municipal. Eu quero demonstrar que estou
em total desacordo com a possibilidade de isto ser entregue à CGTP e portanto, é esse o meu
sentdo de voto”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções? Hernâni Magalhães”.
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Hernâni eagalhães, da CDU, disses "É quase mais uma pergunta, falando-se em obras até ao
montante de 400 mil euros e falando-se no edifcio, estamos obviamente a falar de um conjunto
que ultrapassa o meio milhão de euros, se ultrapassando meio milhão de euros, tem que vir
obrigatoriamente aqui, eu só pedia ao senhor Vice Presidente só que confrmasse se isto que
estou a afrmar se é verdade ou não, porque senão estamos todos aqui a laborar num erro de
base”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “André Nunes”.
Andrém Nunes, do PAN, disses "Já muito foi dito, penso que tanto o Samuel como o Rui, como o
João Rebelo disseram, de alguma forma esvaziaram aquilo que eu tnha pensado vir aqui dizer
mas de alguma forma as questões que eu coloquei neste caso ao senhor Vice Presidente em
sede de comissão volto-lhes a colocar aqui que és em que medida é que as obras neste caso no
valor de 400 mil euros, a partr do momento em que sabemos que essas obras serão feitas, em
que medida é que nós poderemos, não sabendo qual o fm a que se destna o imóvel, podemos
garantr que o negócio é efetvamente benéfco ou não é lesivo dos interesses da Câmara
Municipal e por esse motvo sob pena de obter uma resposta que me responda a esta minha
questão, não votaremos favoravelmente também”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Rui Mendes”.
Rui eendes, do PSD disses “Independentemente da posição de voto de cada elemento desta
Assembleia, julgo que o processo tem que ser o mais transparente possível. Portanto, senhor
Presidente eu ponho a pergunta claramentes o edifcio é para ceder ou é para entregar ou para
fazer uma escola Bento de Jesus Caraça, sim ou não?”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais pedidos de intervenção? Samuel Cruz”.
Samuel Cruz, do PS, disses “Vamos tentar responder às questões que me foram colocadas. Um
primeiro à parte que não tem nada a ver com isto e em relação ao Amora eu sou absolutamente
insuspeito Cavalinhos e, portanto, não visto esse chapéu e não tem nada a ver. E em relação à
CGTP também. A mim o que me faz confusão não é ser a CGTP o que há é o seguintes se a Baía
do Tejo quer dar um edifcio à Escola Bento de Jesus Caraça eu acho que deve fazê-lo e faz falta
mas não é no Seixal, é no Barreiro porque os jovens do concelho do Barreiro têm oferta pública
de formação profssional na Cruz de Pau e têm difculdade em deslocar-se em transportes
públicos do Barreiro até à Cruz de Pau, o que não faz sentdo é os jovens do concelho do Seixal
deslocarem-se por Corroios, Cruz de Pau etc. para Paio Pires, ou seja, a empresa Baía do Tejo é
uma empresa publica, deve prosseguir o interesse público e o porque ela já existe, o interesse
público não é duplicar a oferta publica onde ela já existe, o interesse publico é a oferta pública
onde ela ainda não existe e portanto, neste caso faz falta uma Escola de Formação Profssional
no Barreiro, não faz falta uma Escola de Formação Profssional no Seixal que tem o maior centro
de formação profssional da Península, penso eu, se não a par de Setúbal é a questão de fundo é
politca para o PS, não há aqui qualquer tpo de preconceito, não há aqui nada que nos mova
que não esta questão. Mais! O Partdo Socialista é claro nesta matéria se há-de vir algum edifcio
daqueles à posse da Câmara deve ser o Clube para o entregarmos de novo aos seus verdadeiros
donos que é o Clube de Pessoal da Siderurgia Nacional. Duas questões polítcas claras, faz falta
uma escola de formação profssional no Barreiro, não no Seixal! A vir algum daqueles edifcios à
posse Câmara Municipal do Seixal deve ser o Clube e um que ninguém sabe para quê? Parece
que o Paulo Silva sabe! Porque o Paulo Silva vem dizer que vai ser um edifcio de utlização
coletva. Utlização coletva para quê? Por quem? É a minha questão! Porque isto ninguém foi
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

capaz de dizer porquê e para quem? Se nos disserem até pode ser que acolhamos essa
necessidade, disso perguntou aqui o Vítor Cavalinhos. Aliás, isto eu vou deixar para o fm se há
algum prejuízo objetvo, sou eu que tenho que provar, esta vai ser a últma questão, mas eu o
que queria dizer aqui ao Paulo Silva que há dois princípios fundamentais do Código de
Procedimento Administratvo, um) é o principio da boa administração e que diz a Administração
Publica deve se pautar por critérios de efciência, economicidade e celeridade e portanto, se não
existe nenhum pedido da Baía do Tejo neste sentdo, a Câmara Municipal do Seixal tem estado a
desperdiçar o seu tempo a deliberar sobre isto, não obedece aos princípios da efciência, nem da
economicidade e da celeridade, não para este processo mas para os outros, mas há mais!
Porque estabelece também o artgo 1353 do Código de Procedimento Administratvo é iniciatva
do processo e estabelece claramente quem é que tem a iniciatva e a iniciatva ou é ofciosa ou é
a solicitação dos interessados, não há nenhuma terceira e a questão é que aqui não existe
iniciatva de ninguém. Desafo todos a agarrarem na documentação que têm à vossa frente e de
explicarem e de dizerem quem é que tomou a iniciatva? Quem é que pede a permuta? Foi a
Baía do Tejo que entregou um requerimento que aqui não consta ou foi a Câmara Municipal do
Seixal ofciosamente que disse vamos deliberar sobre isto porque nós queremos deliberar sobre
isto e esse documento não consta aqui de todo. Eu vou então, à últma questão, se eu sei que há
um prejuízo objetvo para o município eu não coloquei a questão dessa forma, eu quando me é
pedido que delibere sobre um assunto deste tpo tem que ser dada a informação necessária
para eu ter a certeza que não estou a prejudicar o município e há coisas aqui objetvamente que
eu não sei. Não sei, se há interesse e tem que estar escrito, não sei se há interesse que este
edifcio venha à Câmara, do ponto de vista polítco, entendo que dos dados que eu tenho neste
momento, entendo que há um maior interesse em vir ao clube; acho que isto é claro para todos,
entre um edifcio que não tem utlização, que não sabemos para que é que vai servir e um que
tem utlização, é evidente e eu acho que qualquer pessoa na posse desta informação prefere
que seja o clube a vir. Parece-me claro e evidente. Mas mais! A única avaliação que aqui consta,
que não é nenhuma avaliação, é uma folha de Excel com uns números, não se percebe muito
bem como é que se chegou aquele valor, a avaliação dos terrenos é feita pela Baía do Tejo, uma
permuta acaba por ser uma aquisição, eu não pago em dinheiro mas pago a entregar bens e vou
negociar um imóvel qualquer coisa, epá olha lá avalia quanto é que isso vale e depois diz-me,
não é preciso grande coisa, escreves num papel duas linhas chegam, Epá, a minha casa vale não
sei quanto e eu compro-te isso por esse valor, isto chega? Não, eu não tenho a certeza se isto
prejudica ou se isto não prejudica! Não tenho dados! Não há dados! O Partdo Socialista não
sabe e entende que esta proposta tem que ser retrada e eu já disse ao senhor Vice-Presidente
da Câmara o Partdo Socialista não vai votar e vai impugnar esta decisão se ela for tomada”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Paulo Silva. Mais intervenções? Samuel Cruz.
Mais alguma? Fecha assim? Paulo Silva”.
Paulo Silva, da CDU, disses “O Partdo Socialista na voz do senhor eleito Samuel Cruz diz aqui
que não podia votar porque não havia qualquer iniciatva da Baía do Tejo de interesse na
permuta mas depois diz que o valor dos prédios é feito com base numa avaliação feita pela Baía
do Tejo então, se não tem interesse porquê que faz avaliação? Vamos lá ver! Se faz avaliação é
porque tem interesse e se tem interesse, está demonstrado o interesse e depois não conseguiu
provar, não ser a deliberação violar o princípio da celeridade e o princípio da efciência e o
principio de bem gerir, não deu aqui nenhuma prova disso. Portanto, quanto a isso acho que a
sua intervenção foi claramente contraditória, nomeadamente sobre a questão do interesse”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Samuel Cruz”.
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Samuel Cruz, do PS, disses “Reiterar que neste processo é tudo estranho. É porque aparece lá
uma avaliação feita pela Baía do Tejo, mas nem sequer tem uma carta, não se percebe como é
que pareceu ali! Não sei se deixaram aquilo nalgum síto e se juntaram ali, se meteram se não
meteram, o mínimo era para efeitos tal e tal, estamos aqui a juntar uma avaliação mas não,
aparece ali, sem nada, sem cartas! Não se junta tudo ao processo? Não se mete lá tudo?
Aparece uma avaliação não se sabe quem mandou, porquê que mandou, solicitação de quem?
Pelo próprio para juntar a quem? No mínimo devia de haver ali uma carta a explicar porquê que
aquilo apareceu ali. Nada! É tudo esquisito, tudo estranho, não percebo nada!”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vítor Cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “O Bloco de Esquerda e a Assembleia Municipal já fomos
confrontados n) vezes com avaliações disto e daquilo, várias avaliações sobre prédios, sobre
lotes, avaliações de lotes para ceder a insttuições partculares de solidariedade social. Posso
falar ou queres falar? Calminha, hã? Esta Assembleia Municipal já lhe vieram aqui avaliações da
Câmara em que ninguém se preocupou, avaliações de terrenos para permutar com IPSS,
avaliações de terrenos para doar a igrejas a insttuições, terrenos para ofertar a clubes
desportvos, avaliações de terrenos para associações culturais, posso fazer essa coleção, n)
dezenas, talvez centenas de avaliações de bens que o executvo aqui colocou para serem
discutdos e para serem decididos e nunca ou raramente a fabilidade ou o rigor dessa avaliação
ou se não estavam a querer aqui passar a perna ao pagode da Assembleia Municipal, esse
problema foi colocado. Hoje esse problema é colocado porque há uma coisa que assola a Europa
e agora há uma coisa que a assola o município do Seixal é o risco daquele edifcio poder ser dado
à CGTP. Esse problema não está aqui a ser decidido hoje. Futuramente tratamos desse assunto.
Posso falar? Tenha calma, não se enerve, eu acabo já!”.
(Vozes alteradas entre os eleitos)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Desculpem lá! senhores. Membros da
Assembleia Municipal, Vítor desculpe lá! E aqui o PS não se está a portar bem. Não tem que
intervir, nem comentar as intervenções, nem o PS, nem ninguém! Portanto, espero que isto
acabe aqui!”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “o outro problema é a inversão do ónus da prova que é assim, eu
se chegar aqui digo assims a Câmara Municipal está a enganar o Bloco de Esquerda e agora
prove lá que não está a enganar o Bloco de Esquerda? Quer dizer, não sou eu que digo, a
Câmara Municipal está-nos a enganar e eu prove por a) mais b) e c) que vocês estão aqui a
tentar ludibriar o Bloco de Esquerda. Chego aqui e digos eu desconfo que o executvo está a
querer passar a perna ao Bloco de Esquerda, provem lá que não estão a passar a perna. Isto é a
inversão do ónus da prova, acho eu!”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “senhor Vice-presidente da Câmara se faz favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Tentar esclarecer as questões colocadas no
pressuposto que as questões estão a ser colocadas para ser esclarecidas e não para gerar
confusão. Em primeiro lugar, estamos perante uma permuta entre duas entdades públicas a
Câmara Municipal do Seixal e a Baía do Tejo, 100% capital do Estado partcipada da PAR Pública
nesta matéria, não estamos entre nenhuma permuta entre a Câmara Municipal do Seixal e
nenhum privado.
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Depois não respondendo, naturalmente, às matérias que dizem respeito ao apoio técnico à
Assembleia Municipal, da documentação que recebi da Assembleia Municipal para esta reunião
enquanto vereador estava a digitalização integral de todo o processo. Por isso, não percebo, em
primeiro lugar, a afrmação do senhor eleito que houve quaisquer elementos que não foram
conhecidos dos eleitos da Assembleia Municipal, tendo em conta que o que eu recebi era a
digitalização integral e quando eu digo integral é com as páginas todas, das decisões da
Conservatória, de todos os elementos e de todos os aspetos que estavam envolvidos no
processo. Segunda questão colocada, não se percebe sequer se começa por dizer que não
existam as avaliações, que não estavam cá, depois vem dizer o contrário, já cá estavam mas que
não as percebia, sendo que umas resultam da certdão da Conservatória a outra da avaliação
que referiu que está cá. Depois coloca uma questão sobre o requerimento do ponto de vista da
Baía do Tejo que não se percebe se está interessada ou não neste processo, sendo que já foi
debatdo e clarifcado bem, no âmbito da Comissão que o requerimento que aqui está colocado
é um requerimento para a legalização do edifcio para ele poder ser entregue à Câmara. Por isso,
eu não sei quem é que tem dúvidas de que a Baía do Tejo quer entregar o edifcio à Câmara e
com as obras, tendo em conta que o requerimento que aqui está é precisamente dentro desse
âmbito. Por outro lado, a confusão essa é claramente intencional para gerar sobre esta
deliberação. Esta é uma deliberação sobre uma permuta de dois terrenos, não deve e não pode
estar a fechar do ponto de vista do uso que deve ser dado a esse equipamento que pode, não só
ser diferente no tempo, como deve ser alvo de deliberação própria por parte dos órgãos
autárquicos em relação a essa matéria. O que está aqui em causa é uma permuta de terrenos
entre a Câmara Municipal do Seixal e a Baía do Tejo. Sobre a questão do quê que leva ao
interesse sobre este edifcio, eu lembrava o senhor eleito, apesar de também já ter sido
esclarecido e naturalmente insistu em colocar que o estudo de ordenamento urbano e
paisagístco da área da Siderurgia Nacional de 2007, o plano de pormenor subsequente que foi
desenvolvido e do plano de estrutura aprovado pela Câmara que lhe seguiu identfcava os dois
equipamentos, quer este edifcio, quer o pavilhão da Siderurgia para virem no desenvolvimento
das operações urbanístcas à posse da Câmara, com uma ressalva, tratados. O quê que isto
signifca? Que no âmbito das operações urbanístcas sim, deviam contribuir para a valorização
da área da Siderurgia e que fez corresponder do ponto de vista dos equipamentos coletvos às
suas funções, mas a Câmara não os ia receber por parte do Estado equipamentos que por parte
do Estado durante anos não tveram investmento absolutamente nenhum que se degradaram e
depois passariam para o município problemas e que não estariam diretamente e imediatamente
ao serviço da população. Dentro desse âmbito, tnhamos estes dois edifcios. Claro que em
relação à questão do pavilhão da Siderurgia também respondido no âmbito da Comissão, todos
perceberão que durante anos, para não falar desde a privatzação da Siderurgia e a sua recepção
por parte do Estado desta manutenção do pavilhão, na sua posse, nas várias empresas públicas
e agora na Baía do Tejo não houve uma única intervenção. 2017 foi o primeiro ano em que
houve intervenções de manutenção por acordo entre a Câmara Municipal e a Baía do Tejo neste
edifcio com a substtuição da cobertura. Está previsto haver intervenções no âmbito do sistema
elétrico do pavilhão e há-de haver outro tpo de intervenções que ainda são necessárias fazer no
pavilhão da Siderurgia, que alguém que o frequente percebe que são necessários até que
estejam criadas as condições para nas operações urbanístcas a ocorrer na Siderurgia que seja
por vontade e venha à posse municipal. Claramente não é nas atuais condições, dentro daquilo
que eram os valores que estavam colocados, dentro destes dois equipamentos, que volto a dizer
desde 2007 que estavam identfcados e devo dizer que não sendo o uso que está em discussão
há matérias que tenho que referir, o estudo do ordenamento urbano e paisagístco também não
foi preciso ao senhor Vereador Samuel trar nenhuma bola de cristal, já fazia referência, quer ao
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

pavilhão gimnodesportvo na componente do desporto, quer a outro edifcio na componente de


uma escola profssional, e estamos no âmbito de um instrumento de ordenamento desta área
com mais de 10 anos. Depois fazer só uma correção, a Escola Profssional Bento Jesus Caraça
existe no Seixal e no Barreiro, pode ir visitar também e poderá conhecer que são instalações da
Baía do Tejo, também nesse âmbito que também poderia conhecer se tvesse perguntado, o que
não foi o caso. Por isso, sobre o interesse manifestado não há dúvidas, em relação aos dois
edifcios que estão no âmbito do plano de estrutura da Siderurgia para a afetação e
equipamentos coletvos a servirem estas áreas. Depois sobre a questão colocada pelo eleito do
PAN que é legítmo, apesar de já ter respondido também no âmbito da Comissão, o exercício
que aqui está feito é precisamente a salvaguarda do interesse público, ou seja há um prédio que
é entregue que tem um determinado valor, há outro que é entregue que tem um valor menor e
o diferencial entre esses dois valores foi determinado em obras e é esse valor que fca na
obrigação da Baía do Tejo de ser realizadas as obras. Por isso, o interesse publico é ao contrário,
está é logo à partda defnido pelo diferencial entre a avaliação dos dois prédios e não à
posteriori com que obras é que serão necessárias de adaptação do edifcio e é essa matéria que
está devidamente salvaguardada com as contas todas na deliberação expressas, a matéria
quanto é que vale cada um dos prédios, o que é que se está a permutar, qual é o diferencial que
está criado e o diferencial que é coberto por via do processo de legalização e das obras a realizar
de forma a garantr precisamente o interesse público do ponto de vista da permuta que aqui
está colocada. Do ponto de vista da questão do uso, volto a repetr, não é do âmbito desta
deliberação, nem poderia ser, nós estamos no quadro de uma permuta entre a Câmara e a Baía
do Tejo, essa é uma matéria sobre a qual é legitmo qualquer um dos eleitos, quer da Câmara,
quer da Assembleia Municipal ter opinião sobre qual o uso melhor a ter para este edifcio e
deverá ser feita no momento certo e nos órgãos competentes para o fazer porque é uma
decisão autónoma desta e só podia ser, porque a Câmara inclusive pode tomar uma decisão
sobre o uso daqui a dois anos. Pode decidir que daqui a 10, que lhe dá um outro uso e daqui a
20 que lhe dá outro e não tem nada a ver com a permuta que hoje é feita dos terrenos e isso é
legitmo do ponto de vista dos órgãos. Por isso, sobre as duvidas do ponto de vista processual já
aqui foi colocado e não me parece de todo que elas existam, foi distribuída toda a
documentação que fundamenta esta permuta e está claríssimo do ponto de vista daquilo que
são, quer as avaliações, quer o apuramento do valor das obras, o interesse público, quer no
facto do edifcio vir a nós e volto a dizer, essa identfcação não é de hoje, não é de agora, tem
mais de 10 anos desde 2007 no âmbito do estudo de Ordenamento urbano e paisagístco da
área da Siderurgia Nacional, quer no âmbito das avaliações que estão feitas e da salvaguarda de
que aquilo que se está a permutar tem um valor igual àquilo que se vai estar a receber e que
naturalmente sendo salvaguardadas do ponto de vista do interesse público. Espero ter
respondido e esclarecido aqueles que queriam ser esclarecidos. Já agora deixava uma questão
em relação à questão do CDS e do PAN sobre a questão de deliberação, naturalmente em
função da avaliação que está hoje feita do edifcio e daquilo que vão ser as obras a resultar será
feita uma avaliação do imóvel que é o que determinará a Assembleia Municipal ou não ou será
uma competência estrita da Câmara, mas os senhores. eleitos da Assembleia Municipal poderão
aferir já daquilo que já é hoje o valor que está avaliado do imóvel em 400 mil euros e por isso
perceberão como a diferença em relação à avaliação no quadro das competências da
Assembleia Municipal é muito pequeno com a valorização do imóvel”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vamos colocar à votação”.
Aprovada a Deliberação nº 23/XII/2018, por maioria e em minuta coms
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

● Dezanove (19) votos a favor dos seguintes eleitoss


− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do BEs 3
● Cinco (5) votos contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
● Duas (2) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Foi aprovado com os votos a favor da CDU, do
Bloco de Esquerda, com a abstenção do PAN e do Presidente de Fernão Ferro e os votos contra
do PSD e do CDS e a ausência do PS, não estava na sala, com certeza”.
Discurso inaudível Paulo Silva.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Há aqui uma questão que está no regimento e é
da Lei, quando se está presente tem que se votar, se não votarem, não estão presentes.
Portanto, das duas uma, ou nos entendemos ou eu interrompo a Assembleia”
Samuel Cruz, do PS, disses “Entendemos que não há condições para votarmos esta proposta”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Então, saem da sala. É o que está na lei e está no
regimento, desculpem lá mas isto tem que ter legalidade. Eu vou ler o que está no regimento
que é da Lei, no artgo 24.º, é evidente que nem todos temos que ter na cabeça o detalhe, o
ponto 3 dizs «Cada membro da assembleia tem direito a um voto e nenhum deles poderá,
estando presente, deixar de votar, sem prejuízo do direito de abstenção». Isto foi aprovado na
Assembleia Municipal, vem do quadro legal porque o regimento não se pode sobrepor ao
quadro legal e discutdo por todos e aprovado pelo PS, é evidente. Interrompo a Assembleia?
Vejam lá como é que querem fazer!
Portanto, vamos repetr a votação se faz favor (…). Quem vota a favor (…).”.
Aprovada a Deliberação nº 23/XII/2018, por maioria e em minuta coms
● Dezanove (19) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do BEs 3
● Cinco (5) contra dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
● Duas (2) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PANs 1
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1


O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A proposta foi aprovada com os votos a favor da
CDU, do Bloco de Esquerda, a abstenção do PAN e Junta de Fernão Ferro e os votos contra do
PSD e do CDS e o PS ausentou-se na votação e assim cumpre-se o regimento e o quadro legal.
Vamos prosseguir o PS pode voltar, evidentemente está feita a votação. Alguma declaração de
voto?”
III.2. Certifcação legal de contas. Contratação púrlica. Procedimento de consulta prémvia.
Prestação de serviços de revisor de contas. Processo n.º 359/DAG/2018. Proposta de
nomeação.
(Documento anexo à ata com o número 16)
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “senhor Vice-Presidente se faz favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Estou disponível para alguma dúvida, é matéria
referente à certfcação legal de contas e à contratação de prestação de serviços do revisor, se
houver alguma duvida, à semelhança dos anos anteriores “.
O 1.º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Temos abertas as inscrições. Não há inscrições
para este ponto? Vamos votar!”
Aprovada a Deliberação nº 24/XII/2018, por maioria e em minuta coms
● Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Seis (6) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
O 1.º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Aprovada por maioria com as abstenções do
PAN, do CDS e do PSD”.
III.3. Delegação legal de competências para as Juntas de Freguesia. einuta dos acordos de
execução. Alteração da delireração n.º 089/2018-CeS de 19 de arril.
(Documento anexo à ata com o número 17).
III.4. Delegação contratual de competências para as Juntas de Freguesia. einuta dos acordos
interadministrativos. Alteração da delireração n.º 090/2018-CeS de 19 de arril.
(Documento anexo à ata com o número 18).
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

O 1.º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “senhor Vice-Presidente da Câmara, faça


favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “No seguimento daquilo que já foram as minutas
dos acordos de execução e os contratos interadministratvos aprovados por esta Assembleia
Municipal e daquilo que foi também a metodologia que fcou defnida para aperfeiçoamento
destes dois instrumentos e também no seguimento daquilo que já foi a revisão orçamental
aprovada na últma Assembleia Municipal de forma a permitr este aperfeiçoamento com o
reforço dos acordos e dos contratos interadministratvos para as várias juntas de freguesia é
então, proposta esta alteração que já foi discutda, quer no âmbito das comissões, quer da
comissão de líderes, quer com os presidentes de junta respetvos de cada uma das freguesias”.
O 1.º Secretário da Assemrleia eunicipal disses “Há inscrições para este ponto? senhor
Deputado Carlos Reis”.
O Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, Carlos Reis, disses “Nesta minha
intervenção sobre a delegação de competências, gostaria acima de tudo de deixar registado
publicamente neste órgão aquilo que já tve oportunidade de partlhar, quer nas redes sociais,
quer na reunião de líderes que se realizou no dia 21 de maio, ou seja, o entendimento alcançado
nas negociações da delegação de competências foi o entendimento possível o que não signifca
por essa razão uma satsfação extraordinária, por parte da junta de freguesia, antes pelo
contrário. Lamentamos profundamente a forma como todo este processo foi conduzido por
parte do senhor Presidente da Câmara sempre com o objetvo de retrar capacidade de trabalho
à Junta de Freguesia mas quanto a isso já lá vamos! Tenho de destacar o facto do senhor
Presidente da Câmara em todo este processo de negociação ter desvalorizado a necessidade da
Junta de Freguesia de Fernão Ferro ter que integrar no seu mapa de pessoal quatro
trabalhadores precários para os quais a junta precisava, naturalmente, de ter como
fundamentação uma delegação de competências equilibrada, justa e de acordo com o número
de trabalhadores que tem à sua responsabilidade. Por um lado, tnhamos o Secretário-Geral do
PCP que defendia e apelava à integração de todos os precários no mapa de pessoal das
entdades que tnham trabalhadores nestas condições, afrmando que a um posto de trabalho
permanente deve corresponder um contrato efetvo e por outro lado, tnhamos o senhor
Presidente da Câmara Municipal do Seixal, eleito pela CDU com o objetvo de retrar 180 mil
euros por ano, impedindo desta forma a Junta de Freguesia de garantr o acesso de quatro
trabalhadores a um contrato efetvo, para além de promover a extnção de oito postos de
trabalho afetos à manutenção de espaços verdes, cuja entrada para o mapa da junta teve a
assinatura e o compromisso da CDU. Contnuando, valeu-nos o apoio dos partdos da
Assembleia Municipal, com exceção da CDU aos quais, quero deixar o agradecimento em nome
da Junta de Freguesia e a todos os seus trabalhadores, incluindo os quatro precários, uma vez
que nas suas intervenções, os partdos foram-se mostrando incomodados com o facto, do
senhor Presidente da Câmara não acolher as regras do bom relacionamento insttucional e estar
acima de tudo a colocar em causa o normal funcionamento da Junta de Fernão Ferro que ao
longo dos 25 anos da sua existência nunca tnha sido confrontada com esta agressividade o que
sem margem para duvidas fez com que o Presidente da Câmara tvesse que retrar a primeira
proposta e tvesse que reconhecer que a democracia tem regras e são para cumprir. A
negociação chegou a um ponto em que tvemos que optar ou mantnhamos a posição de não
aceitar a proposta com a qual estamos aqui hoje a ser confrontados, proposta que retra à junta
de freguesia objetvamente muita capacidade de investmento e de apoio ao movimento
associatvo e colocávamos em causa, quer a integração dos quatro trabalhadores precários, bem
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

como o pagamento dos vencimentos aos restantes trabalhadores da junta, uma vez que o
senhor Presidente da Câmara ameaçava cortar as transferências e teríamos que avançar para
tribunal para denunciar a discriminação a que estávamos a ser sujeitos ou aceitávamos esta
proposta mesmo que isso signifcasse perder capacidade de investmento mas fcávamos com a
garanta de integrar os precários e manter os postos de trabalho daqueles que não aceitaram o
convite da Câmara, dando a necessária estabilidade emocional a todos estes trabalhadores e
suas famílias. Sendo a preocupação principal do executvo da Junta de Freguesia, tal como
sempre afrmei várias vezes conseguir pelo menos garantr a integração dos quatro precários e a
estabilidade dos restantes e uma vez que isso está garantdo, optámos por de uma forma
responsável, votar favoravelmente esta proposta e não seguir o caminho que o senhor
Presidente da Câmara pretendia que seria a destruição, a instabilidade e a impossibilidade de
quatro trabalhadores serem integrados nos quadros da Função Pública e isso o senhor
Presidente não conseguiu, lamento. Para mim, esta não é uma vitória só da Junta de Freguesia
ou do Grupo de Cidadãos eleitores Somos Fernão Ferro, esta é uma vitória do PS que logo na
sessão de Câmara se mostrou indisponível para aprovar a proposta inicial. Esta é uma vitória do
PSD que apesar da abstenção na sessão de Câmara tomou uma clara evidente posição na
Assembleia Municipal de defesa dos interesses da freguesia de Fernão Ferro. Esta é uma vitória
do CDS que sempre se mostrou sensível para o problema e contra a forma em como o
Presidente da Câmara se posicionou neste processo. Esta é uma vitória do BE que apesar da sua
posição do nim mas só o facto, de não votar a favor foi o sufciente para a CDU perder a força
que pensava que tnha. Esta é uma vitória do PAN, uma vez que com a sua posição
estrategicamente guardada e nunca revelada, deixou o Presidente da Câmara na incerteza e
recuos. Voltando um pouco atrás, dizer o seguintes os argumentos que o senhor Presidente da
Câmara tentou usar para justfcar a intenção de retrar dinheiro e capacidade de trabalho à
Junta de Freguesia era que a Câmara Municipal fazia melhor o trabalho que a junta. Se no caso
da manutenção de espaços verdes conseguimos reverter o processo fcando a Junta para já com
a totalidade da manutenção de espaços verdes na freguesia, o mesmo já não aconteceu com a
reparação de passeios, ou seja, a Câmara abriu mão dos espaços verdes, mas não abriu mão da
delegação de competências da reparação de passeios. Este trabalho que sempre foi feito pela
Junta, nunca teve as reclamações que agora começam a surgir desde que a Câmara entregou
este trabalho a uma empresa privada. É extraordinário que depois venham dizer que defendem
as freguesias. Os moradores vêm agora o passeio que eles próprios fzeram e pagaram a ser
reparado com material velho e partdo. senhor Presidente da Câmara, deixe-me dizer-lhe que ao
contrario daquilo que o senhor afrmou várias vezes que eu só via dinheiro e que o senhor
estava preocupado com as pessoas e com a qualidade do serviço publico prestado à população,
eu pergunto-lhe é esta a porcaria do serviço publico que o senhor defende? Dizer-lhe ainda o
seguintes Relatvamente à manutenção dos espaços verdes, a Câmara propõe pagar cerca de 98
mil euros, pouco mais! Para a Junta de Freguesia garantr esse serviço temos oito trabalhadores
alocados a estas tarefas como já é amplamente do conhecimento de todos. Com estes oito
trabalhadores a Junta gasta por ano, cerca de 124 mil euros, ou seja, não sendo eu engenheiro
mas consigo perceber que algo não está bem, só o senhor Presidente é que acha que sim, a
junta tem que ir trar dinheiro de outras rubricas para pagar uma diferença que devia ser
assegurada pela Câmara. Agora repare nistos o senhor diz que em 2019 pretende fcar com 25%
da manutenção dos espaços verdes na freguesia de Fernão Ferro, não sei se será para entregar
também a uma empresa privada. Pois, então prepara-se para das duas uma, ou a Câmara paga o
justo valor, nem mais, nem menos do que a junta gasta com oito trabalhadores ou em 2019 terá
que fcar com os 100% dos 7 hectares, atualmente contratualizados com a junta de freguesia e
naturalmente, os trabalhadores se eles aceitarem porque o dinheiro como já percebemos não
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

chega. Durante o mandato anterior, para a Junta fazer o mesmo trabalho a Câmara pagava 116
mil euros por ano, diferença essa que era compensada com os 60 mil euros por ano a mais que a
Junta recebia para executar outras tarefas e agora nos foram retradas, como é o caso da
reparação de passeios ou a redução nas verbas para executar obras de proximidade, isto é só
para se perceber o que é que aqui se passa para amanhã não dizerem que eu não informei. Por
aqui termino a minha intervenção e a ttulo de conclusão dizer que apesar de votar
favoravelmente pelas razoes já referidas, mas não concordo com esta sua proposta de
delegação de competências, não a considero justa e acima de tudo, tenho a certeza que esta
proposta não vai de encontro aos interesses da população e muito menos tem como objetvo
melhorar a qualidade da prestação do serviço público, ver um Presidente de Câmara eleito pela
CDU trar competências e verbas a uma junta de freguesia, talvez porque já não é da CDU para
as entregar a empresas privadas é para mim uma confrmação de que aquilo que aconteceu no
dia 1 de Outubro de 2017 fez e faz todo o sentdo”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Inscrições? Atenção que nós estamos a apreciar
os pontos 3 e 4. Intervenções? Vítor Cavalinhos se faz favor”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “O Bloco de Esquerda sobre esta matéria não teve nenhuma
posição de nim porque se não fosse, quem é que está a fcar incomodado? Acho que há uns
incómodos mas enfm! Como?”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Oh! senhor Vereador, desculpem lá!”
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “Agora sou eu que estou a falar! Ou fala o vereador ou falo eu;
Como é que é?”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Desculpem lá, eu estou a fcar surpreendido com
o nível a que estamos a baixar aqui na Assembleia e vem de vários sítos”. Faz favor Vítor
Cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “O Bloco de Esquerda não teve nenhuma posição de nim, o Bloco
de Esquerda desde o principio deste processo defendeu as suas posições, escreveu-as
publicamente e manifestou-se desde o princípio contra uma discriminação, independentemente
daquilo que eu disse aqui, com o Presidente Carlos Reis; é o que é. Aliás, é a conversa que eu
quero ter e agora ouves que estou eu a falar!”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Se houver mais alguma intervenção mal educada,
de desrespeito por quem está a intervir, que é uma coisa inadmissível num órgão de eleitos,
inadmissível! Que eu e a Mesa não permitem, eu interrompo a Assembleia Municipal. Está dito!
senhor Presidente se contnua, está interrompida! E voltamos cá amanhã”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “Ninguém faltou ao desrespeito ao Carlos Reis e eu sou livre de
dizer aquilo que eu quero, desde que não falte ao respeito e acabou! Eu sou livre de dizer aqui o
que eu quero! Como é que é? Falas tu ou falo eu? Mas isto aqui é o quê? Falo como eu quiser,
desde que não falte ao respeito!”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Ó Vítor Cavalinhos está interrompida a
Assembleia Municipal”.
Os trabalhos da Assembleia foram interrompidos.
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Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vamos retomar a Assembleia. Tivemos aqui uma
pequena conversa que retomaremos na próxima reunião de líderes, o que está aqui em causa é
a dignidade deste órgão e o respeito por todos, acima de tudo e cada vez que acontecer uma
situação, concluímos assim e eu concluo assim, com as responsabilidades que tenho
naturalmente e a Mesa e que tem o Presidente da Assembleia. Cada vez que acontecerem
situações destas que eu espero que não se repitam eu interrompo a Assembleia Municipal e ela
durará o tempo que for necessário, até porque ela está convocada por dois dias, se houver
fatores de perturbação que não podem acontecer. Vamos prosseguir, Vítor Cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disses “O Bloco de Esquerda contribuiu para a solução, o ponto de
chegada é melhor que o ponto de partda e vamos votar a favor os dois pontos da ordem de
trabalhos, era só!”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais intervenções. Últma ronda de pedidos de
intervenções! Samuel Cruz, Paulo Silva, João Rebelo e fechamos”.
Samuel Cruz, do PS, disses “Eu venho aqui agradecer apenas as amáveis palavras do Carlos Reis
porque acho que seria injusto da minha parte não o vir fazer e não o reconhecer”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Paulo Silva prescindiu. João Rebelo”.
João Rerelo, do CDS/PP, disses “Senhor Presidente, dois pontos, primeiro agradecer as palavras
do Presidente da Junta de Fernão Ferro. Concordo com o que foi dito em relação ao que se
passou, não foi brilhante, mas estamos agora a resolver o assunto. Eu votei contra a proposta
inicial da Câmara, não foi só pelos motvos que foi aqui dito, um deles foi esse indiscutvelmente
a quebra na minha opinião de uma relação saudável e equitatva entre o executvo da Câmara e
o Presidente da Junta de Fernão Ferro mas também outra critca que eu fz foi que a proposta
não era sufcientemente audaciosa a nível da transferência que era dada às juntas de freguesia e
esse combate eu acho que é um combate que deve ser travado e deve ser alimentado porque
essa proposta não foi sufcientemente ambiciosa na visão que nós temos do que deve ser
delegada nas juntas de freguesia e eu tenho mais fé. Aliás, na capacidade dos presidentes das
juntas e três deles são da CDU, do que pelos vistos tem a Câmara Municipal, estamos
recordados da análise que era feita por parte do próprio executvo da forma como as juntas
tnham cumprindo com as suas obrigações nas verbas que tnham recebido na Câmara que eram
crítcas fortssimas em relação a isso. Eu não! Eu acredito que as câmaras já é um poder muito
próximo da população, as juntas de freguesia ainda são mais e naturalmente são quem tem
maior capacidade para perceber e antecipar problemas que existem e tendo os meios,
seguramente a primeira resposta, estão ali e pode ser de maior qualidade e como essa proposta
contnua a não ser sufcientemente ambiciosa, eu não votarei a favor, mas também não votarei
contra, passo o meu voto contra para a abstenção porque há uma melhoria indiscutvelmente, a
Câmara cumpriu a sua palavra e este é o terceiro e últmo registo que eu gostaria de dizer, na
minha intervenção há dois meses atrás, afrmei que nós estávamos a passar um cheque em
branco ao Presidente da Câmara porque a Assembleia Municipal não tnha a certeza do que iria
acontecer, porque nós estávamos a permitr que a proposta passasse mas a verdade é que o
senhor Presidente da Câmara e o executvo camarário cumpriu, do qual ele se comprometeu.
Também tenho que registar esse aspeto e destaco esse facto. Lamento profundamente que isto
podia ter sido logo resolvido à partda, sem este barulho de fundo, sem este ruído de fundo, sem
esta demora, sem estas critcas e este ambiente de divisão que aconteceu e eu acho que isto
podia ter sido evitado e que sirva de lição à maioria CDU, que é maioria é verdade, mas não é
maioria absoluta e portanto isto é um novo momento, eu disse isso no discurso da tomada de
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posse. Nós deputados eleitos da oposição, temos estado disponíveis em colaborar em soluções
mas também o executvo deve estar disponível para perceber que já não tem maioria absoluta e
fca aqui a explicação da abstenção e já não do voto contra.”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “É em defesa da honra? Só se for! Então, é a
honra! Porque já tnhamos fechado”.
Paulo Silva, da CDU disses “Só uma correção em relação ao que disse o eleito João Rebelo não
houve aqui crítcas do executvo, ao modo como as juntas de freguesia executavam as
delegações de competências. Quando diz executvo quer indubitavelmente dizer eleitos da
Câmara Municipal e o que houve …”
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Isso não é honra, Paulo!”
Paulo Silva, da CDU disses “Foi uma referência a relatórios de técnicos, são coisas diferentes”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Isto não foi defesa de honra nenhuma. senhor
Vice-Presidente se faz favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Senhores eleitos, em primeiro lugar, neste
quadro dizer que esta proposta só pode ser interpretada como uma grande valorização do papel
das juntas de freguesia, salientando que os acordos de execução traduzem um aumento de
32,8%, em relação aos acordos de execução do mandato anterior e os contratos
interadministratvos um aumento de 18,1%, em relação aos contratos interadministratvos do
mandato anterior e por isso, só pode signifcar uma grande valorização do papel das juntas de
freguesia em relação a esta matéria. Devo dizer também que era desnecessário grande parte
desta contratualização, se do ponto de vista legislatvo os partdos polítcos que fazem parte da
Assembleia Municipal que também fazem parte da Assembleia da República assumissem de
pleno aquilo que são as competências das juntas de freguesia e capacitassem do ponto de vista
da transferência do Orçamento de Estado na justa repartção das receitas que as juntas têm
direito, no quadro das suas competências próprias e esta delegação e estes acordos ou pelo
menos parte deles, nem sequer seriam necessários porque as juntas teriam não só as
competências como os meios para o fazer. Por isso, temos que ser consistentes e coerentes do
ponto de vista da afrmação que fazemos. Depois, uma segunda nota que é estes contratos
interadministratvos e estes acordos de execução em nada alteram aquilo que são as
competências próprias das juntas de freguesia e a sua capacidade para realizar essas
competências próprias. Naturalmente o que fcou mais claro no quadro desta discussão é que as
juntas de freguesia, nem bem para aquilo que são as suas competências próprias por via das
transferências do Orçamento de Estado que tem os recursos necessários e por isso dependem
muito destes acordos de execução e destes contratos interadministratvos e muita da discussão
centrou-se nesse aspeto. Por outro lado, no que diz respeito a uma avaliação sobre a questão do
papel das Juntas de Freguesia não me vou rever, e muito menos adotar também, o estlo do
Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, nem personalizar, até porque o executvo
municipal não se revê todo nessa avaliação e o que houve do ponto de vista destes
instrumentos e a proposta que está em cima da mesa foi um esforço muito grande do ponto de
vista coletvo para encontrar a melhor solução do ponto de vista da resposta às populações no
quadro das competências que existem. Naturalmente que a serem exercidas, a serem
desenvolvidos os instrumentos de monitorização das competências assumidas no quadro de
acordos de execução dos contratos interadministratvos, haverá necessariamente a capacidade
para avaliar a sua execução, eventualmente de ponderar aspetos diferentes é preciso é que seja
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cumprido na sua plenitude para que se possa fazer essa avaliação de forma objetva e
consensual. Por isso, voltava a dizer que são instrumentos que vão permitr às juntas e à Câmara
responder melhor aquilo que são o conjunto de necessidades de resposta à nossa população”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Passamos para a votação do ponto III.3, quem
vota a favor? (…)”.
Votação do ponto III.3.
Aprovada a Deliberação nº 25/XII/2018, por maioria e em minuta coms
● Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Seis (6) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do grupo municipal do PANs 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “A proposta foi aprovada com os votos a favor da
CDU, do PS, do Bloco de Esquerda, Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do PSD, CDS e PAN,
certo? Passamos à votação do ponto III. 4. Quem vota a favor”.
Votação do ponto III.4.
Aprovada a Deliberação n.º 26/XII/2018, por maioria e em minuta coms
● Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
● Seis (6) abstenções dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do grupo municipal do PANs 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Foi aprovado com os votos a favor da CDU, do PS,
do Bloco de Esquerda, do Presidente de Fernão Ferro, a abstenção do PSD, do CDS e do PAN.
Passamos para o ponto III.5”.
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III.5. Associação de eunicípios do Portugal Romano. Adesão. Aceitação de estatutos.


Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 19 ).
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “senhor Vice-Presidente da Câmara, se faz favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Estou disponível para os esclarecimentos que os
senhores. eleitos pretendam dado que a proposta é clarifcadora sufciente”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções? Jorge Freire se faz favor”.
Jorge Freire, do PS, disses “Relatvamente a este acordo, eu confesso que o li com alguma
atenção e é daquelas coisas que me levantou algumas dúvidas porque aquilo nem é peixe, nem
é carne, é daqueles protocolos como se costuma dizer que é de meter na gaveta e pouco mais
utlidade terão. A primeira questão que eu deixo é a própria dimensão dos bens que são
evidenciados pelo Seixal, pelo menos está enunciado os fóruns romanos, mas por exemplo
porquê que deixam de fora a Vila Roma da Quinta de S. João, tendo em conta a própria
dimensão das outras flas romanas que são elencadas a 27 municípios. O artgo 2.º também os
fns é a competência, por assim dizer, do próprio Estado e já das Câmaras todas relatvamente à
divulgação e à promoção do património cultural, neste caso o romano. Também deixo a
questão, uma vez mais, porquê que todo este património imóvel está encaixotado na Quinta da
Trindade em caixotes. Portanto, não são expostos e depois obviamente a competência, acho
que há aqui alguma sobreposição inventário/recolha de bens é da competência da Direcção
Geral do Património e o senhor Vice Presidente conhece muito bem. Portanto, há uma série de
regimes que são também da competência do Estado, a recolha de bens e o bem em si é um bem
do Estado. Portanto, há aqui também uma sobreposição e depois o próprio regime jurídico que
é aplicável há uma omissão à Lei de Bases do Património, à Lei 107/2001 e depois toda a lei de
desenvolvimento dos bens que também não está neste regime. Portanto, há aqui uma série de
dúvidas em todo o documento que tve oportunidade de analisar”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Paulo Silva, se faz favor”
Paulo Silva, da CDU disses “Eu vou começar por saudar os serviços do município pela
distribuição hoje do guia prátco do eleito, eu estve a ver durante o decorrer dos trabalhos e
está aqui um excelente trabalho e muito útl para todos os eleitos da Assembleia Municipal.
Estão de parabéns os serviços e isto deve ser realçado. Quanto à intervenção do senhor eleito
do Partdo Socialista dizer que concordo com ele quando diz que isto não é peixe, nem é carne
porque é uma adesão, é isso que estamos aqui a votar uma adesão a uma Associação de
Municípios e ao aderirmos, aceitamos os estatutos dessa associação de municípios e depois de
aderirmos, podemos fazer propostas de alteração, mas estarmos a fazer propostas de alteração
a falar sobre os estatutos sem aderirmos, isto na verdade não é carne, nem é peixe, é uma
adesão é isso que nós estamos aqui a votar e nada mais do que isso”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Intervenções? Jorge outra vez! Mais alguma para
fecharmos? Nuno Pombo”.
Jorge Freire, do PS, disses “Eleito Paulo Silva eu não percebi nada daquilo que disse porque
aquilo que disse foi nada”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Nuno Pombo”.
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Nuno Pomro, da CDU, disses “Penso que as questões formais já foram devidamente
esclarecidas pelo meu camarada. Saudamos esta adesão, saudamos todos os vereadores. Foi
uma proposta aprovada por unanimidade, é uma adesão e revela visão e revela a importância
que deverá ter o património histórico do nosso concelho e esta Associação de Municípios do
Portugal Romano integra vários municípios, 27 municípios de várias correntes polítcas,
naturalmente que o valor público e o serviço público desta associação é meritório. Portanto, a
CDU vangloria-se com esta adesão, que considera de fundamental importância da valorização
histórica, do património histórico, da história do concelho, as possibilidades que isto implica no
avanço do conhecimento do concelho, de várias formas até aproveitando as novas tecnologias
de informação e esta adesão tem potencialidades bastante relevantes e interessantes e saúdo a
visão, mas há aqui potencialidades muito interessantes de fnanciamentos de projetos etc com
visão, claramente. Uma últma nota para dizer que este período é histórico e importante para o
concelho, como outros momentos da história do nosso concelho, até mais recentes, e nesse
aspeto apenas uma nota, lamento que haja aqui um certo preconceito ideológico, relatvamente
a algumas organizações porque a história do movimento operário do nosso concelho é
fundamental e deve ser relevada, deve ser estudada. Nós temos um património humano de ex-
operários do nosso concelho, muitos deles ligados ou não a um determinado movimento
sindical, mas e claramente, parece-me a mim e voltando agora ao começo, este caminho, este
desenvolvimento de valorização da história do nosso concelho, independentemente das épocas
históricas, deve-se contnuar a incentvar”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Samuel Cruz se faz favor”.
Samuel Cruz, do PS, disses “Dado o adiantado da hora, eu vou tentar ser breve e claro porque
acho que já estamos todos um bocadinho cansados e depois de ter ouvido esta apologia dos
operários romanos, vulgo escravos, fquei até um bocadinho baralhado em tudo isto!”
Interrupção por parte de Nuno Pombo.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Epá! Eu suspendo a Assembleia há uma da
manhã, se contnuamos nesta coisa que eu não sei o que está a acontecer hoje. Nuno e
contnua? Samuel, se faz favor”.
Samuel Cruz, do PS, disses “Dizia eu que aquilo que o Jorge veio dizer quando se diz que não é
carne, nem é peixe é uma metáfora e as metáforas têm um signifcado simbólico e não deve ser
interpretado no sentdo literal, eu acho que é uma prova de inteligência conseguir interpretar
fguras de estlo. Mas o que eu queria dizer e aquilo que aqui o Jorge veio dizer é que o
património romano no concelho do Seixal tem sido muito mal tratado. Temos um monumento
nacional que é o do Rouxinol que está tapado, soterrado. Tínhamos vestgios de ruínas romanas
ali na zona da Carla Sacramento, espetamos-lhe com uma pista em cima, partmos aquilo tudo e
também já vai ser difcil. Depois temos ali a Quinta de S. João na Arrentela, nunca se ouviu falar
e acho que a maior parte das pessoas desconhece porque está lá o terreno ao abandono e até
devem estranhar porquê que ainda não se fez lá uns prédios que é aquilo que normalmente se
faz, não tem havido aqui nenhum tpo de cuidado. Esta associação é muito jovem, não sabemos
que potencialidade é que tem, esperemos que tenha grande, o Partdo Socialista apesar das
reservas vai votar a favor mas mais do que aderir a associações a bancada do Partdo Socialista
pede ao executvo municipal que tome ações e que realize obra nesta matéria e que pode
começar por um monumento nacional, já agora se não é pedir muito, eu por acaso já tve
oportunidade de ver porque fui visitar em tempos uma replica ao museu de arqueologia de
Lisboa e é interessante mas era muito mais interessante que se pudesse ver alguma réplica no
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museu de arqueologia de Lisboa que agora já não está presente mas que pudesse visitar o local,
isso seria sem sombra de dúvidas, também do ponto de vista económico, interessante porque
potenciaria algum turismo agregado a estas iniciatvas”.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Mais alguma intervenção? Tínhamos fechado
aqui. Apenas três comentários antes de dar a palavra ao senhor Vice Presidente e a propósito da
intervenção …”.
Discurso inaudível de Samuel Cruz.
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Com certeza. Vou estar muito mais atento a si!
Tem estado a furar o regimento como nenhum outro aqui na Assembleia, já agora para as coisas
estarem clarinhas. Tem sido o maior furador do regimento e portanto, vou estar muito atento a
si, Samuel! Tem razão e naturalmente que acato e não faço comentários. Senhor Vice Presidente
se faz favor”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Apesar da surpresa sobre a discussão sobre este
tema, neste quadro e apesar da falta de conhecimento manifestada por algumas intervenções
sobre aquilo que verdadeiramente é o património existente no concelho e a sua dinamização e
os projetos em desenvolvimento, passava a palavra ao Vereador Manuel Pires para alguns
esclarecimentos sobre esta proposta”.
O Vereador eanuel Pires disses “Duas coisas que eu gostava de dizer. Primeiro, esta adesão nós
sentmo-nos contentes e sentmo-nos confortados porque fomos convidados para aderir a esta
Associação de Municípios do Portugal Romano é porque nós, no nosso território temos alguma
coisa que vale a pena e que é conhecida nacionalmente e internacionalmente e foi importante
nós podermos partcipar e estarmos atentos a esta adesão porque isso leva-nos a conhecer o
que estão a fazer os outros municípios, o que nós também estamos a fazer e aprendemos uns
com os outros e essa troca de experiências é sobretudo documentado nisto tudo e a divulgação
do romano e estmular a permuta de conhecimentos, reunir trabalhos e publica-los, é tudo isso
que está nos objetvos desta associação e que nós queremos caminhar também nesse sentdo
de melhorarmos também aquilo que temos. É um facto, que o nosso património não está nas
melhores situações, mas queremos melhora-lo e todos nós temos de fazer alguns esforços para
que possamos conseguir isso, mas temos um monumento nacional, que devemos dar a
conhecer, que devemos nós conhecer e podemos dar a conhecer e temos junto do monumento
nacional um forno que foi construído pelos nossos técnicos e que é único no país e talvez esse
conhecimento, nem todos o possamos ter. Para além disso, o concelho tem outros sítos de
vestgios romanos que queremos também com a experiência dos outros, e com a ajuda de
outros municípios e com os valores que nós podemos conseguir através desta associação,
conhecer melhor e por a descoberto melhor para que todos possamos conhecer o que o nosso
município tem a nível do romano”.
O Vice Presidente da Câmara eunicipal disses “Só complementar dois aspetos tendo em conta
as questões colocadas pelo senhor eleito Jorge Freire. Em primeiro lugar esta associação não
retra nenhuma das competências da Direção Geral do Património Cultural, nem tão pouco da
Câmara Municipal e como o senhor Vereador Manuel Pires já aqui colocou, sim estabelece um
conjunto de sinergias que podem responder a interesses comuns do ponto de vista destes
municípios e temos todos a ganhar com o estabelecimento dessas sinergias”.
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O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Vamos colocar à votação”.


Aprovada a Deliberação nº 27/XII/2018, por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
O Presidente da Assemrleia eunicipal disses “Foi aprovado por unanimidade. Já aqui foi
referido, em relação ao guia prátco do eleito é um trabalho de facto importante e que os
serviços se empenharam e tem a qualidade que também já foi dito e é importante que se
acompanhe este guia. Este guia tem naturalmente aqui questões do dia-a-dia, de
funcionamento da Assembleia, da relação com a própria assembleia. Consideramos a ata
aprovada em minuta e portanto, está terminada com três minutos de diferença da uma da
manhã”.
III.6. einuta da Ata.
Aprovada a Deliberação nº 28/XII/2018 por unanimidade e em minuta coms
● Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitoss
− Do grupo municipal da CDUs 16
− Do grupo municipal do PSs 11
− Do grupo municipal do PSDs 4
− Do grupo municipal do BEs 3
− Do grupo municipal do PANs 1
− Do grupo municipal do CDS-PPs 1
− Do Presidente da Junta de Fernão Ferros 1
Nada mais havendo a tratar, O Presidente da Assemrleia eunicipal deu os trabalhos por
encerrados, agradecendo a presença do executvo municipal e dos membros deste Órgão.
A sessão terminou cerca das 01.03 horas do dia 6 de julho.
Nos termos do art.º 5.º do Decreto-Lei nº 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-Lei nº 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetvo processo.
Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2018
4ª Sessão Extraordinária – 05 de julho de 2018

Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
aprovado nos termos e para efeitos do disposto no art.º 92.º da Lei nº 169/99, de 18 de
setembro, com a redação atualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações
introduzidas pela Lei nº 67/2007, de 31 de dezembro e pela Lei nº 75/2013, de 12 de setembro.
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercícios
O Presidente da Assembleia Municipals

O Primeiro Secretários

A Segunda Secretárias
CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

ÍNDICE

FICHA TÉCNICA ..................................................................................................................................................... 4

ÍNDICE DE SIGLAS ................................................................................................................................................ 5

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO SEIXAL ............................................................. 7

1. INTRODUÇÃO................................................................................................................................................... 11

2. ENQUADRAMENTO DA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL .............................................................. 13

2.1. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO .......................................................................................................................... 13


2.2. ENQUADRAMENTO GERAL ................................................................................................................................ 17
2.3. ENQUADRAMENTO ESTRUTURAL ....................................................................................................................... 18
2.4. ENQUADRAMENTO LEGAL ................................................................................................................................. 20
2.5. REDE SOCIAL DO SEIXAL .................................................................................................................................. 21
2.6. PLANOS E PROGRAMAS .................................................................................................................................... 22
2.7. INVESTIMENTO MUNICIPAL EM EQUIPAMENTOS, RESPOSTAS SOCIAIS E/OU DISPOSITIVOS .................................. 37

3. OBJETIVOS DA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL ........................................................................... 41

3.1. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS .............................................................................................................................. 41


3.2. OBJETIVOS OPERACIONAIS ............................................................................................................................... 41

4. ORGANIZAÇÃO E METODOLOGIA ................................................................................................................ 43

4.1. ORGANIZAÇÃO PROCESSUAL DA CARTA ........................................................................................................... 43


4.2. ESTRUTURA PARA A ELABORAÇÃO DA CARTA ................................................................................................... 45

5. FOCAGEM DO DIAGNÓSTICO SOCIAL DO SEIXAL NA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL .......... 46

5.1. ENQUADRAMENTO DO TERRITÓRIO E ESTRUTURA URBANA................................................................................ 46


5.2. ESTRUTURA E DINÂMICA DA POPULAÇÃO RESIDENTE ........................................................................................ 48

5.2.1. ESTRUTURA DEMOGRÁFICA POR SEXO E IDADE........................................................................................................ 48


5.2.2. ESTRUTURA DEMOGRÁFICA POR PÚBLICO-ALVO DAS RESPOSTAS SOCIAIS............................................................... 49

5.2.2.1. CRIANÇAS E JOVENS..................................................................................................................................... 49


5.2.2.2. POPULAÇÃO IDOSA ....................................................................................................................................... 49
5.2.2.3. POPULAÇÃO COM DEFICIÊNCIA ...................................................................................................................... 49

5.3. INDICADORES DIRETOS DE VULNERABILIDADES ................................................................................................. 51


5.4. DIAGNÓSTICO DAS PRINCIPAIS VULNERABILIDADES ........................................................................................... 53

5.4.1. ÁREAS GEOGRÁFICAS DE MAIOR VULNERABILIDADE – TERRITÓRIOS DESAFIANTES................................................... 53


5.4.2. ELENCO SÍNTESE DOS PRINCIPAIS ALVOS DE PREOCUPAÇÃO ................................................................................... 53
5.4.3. DEBILIDADES E POTENCIALIDADES .......................................................................................................................... 54

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

6. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS EXISTENTES PROGRAMÁVEIS EM SEDE DE CARTA E SUA DISTRIBUIÇÃO


ESPACIAL ............................................................................................................................................................. 57

7. PROGRAMAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS ................................................................................... 64

7.1. ORIENTAÇÕES DECORRENTES DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO .................................................................... 64


7.2. ORIENTAÇÕES DECORRENTES DA ÁREA SOCIAL ............................................................................................... 66
7.3. PRINCÍPIOS ORIENTADORES / CRITÉRIOS DA PROGRAMAÇÃO DE EQUIPAMENTOS............................................... 68

7.3.1. PLANEAMENTO SOCIAL MUNICIPAL.......................................................................................................................... 68


7.3.2. ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO ............................................................................................................................... 70
7.3.3. LEGISLAÇÃO E NORMAS.......................................................................................................................................... 71
7.3.4. POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DO SEIXAL EM 2011....................................................................................................... 71

7.3.4.1. CRIANÇAS E JOVENS..................................................................................................................................... 72


7.3.4.2. PESSOAS IDOSAS.......................................................................................................................................... 72
7.3.4.3. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA .......................................................................................................................... 74
7.3.4.4. FAMÍLIA E COMUNIDADE ................................................................................................................................ 77

7.3.5. ESTIMATIVAS DE EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA POR SEGMENTO POPULACIONAL ALVO DE PROGRAMAÇÃO..................... 77

7.3.5.1. CRIANÇAS E JOVENS..................................................................................................................................... 80


7.3.5.2. PESSOAS IDOSAS.......................................................................................................................................... 80
7.3.5.3. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA .......................................................................................................................... 82
7.3.5.4. FAMÍLIA E COMUNIDADE ................................................................................................................................ 84

7.3.6. METAS DE PROGRAMAÇÃO NACIONAIS E/OU EUROPEIAS .......................................................................................... 85

7.3.6.1. CRIANÇAS E JOVENS..................................................................................................................................... 86


7.3.6.2. PESSOAS EM SITUAÇÃO DE DEPENDÊNCIA ..................................................................................................... 86

7.3.7. CRITÉRIOS ADOTADOS NA PROGRAMAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DAS RESPOSTAS SOCIAIS............................................... 88

7.4. PROPOSTA DE REDIMENSIONAMENTO DA REDE DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS ................................................ 89

7.4.1. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA CRIANÇAS E JOVENS .......................................................................................... 89

7.4.1.1. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA A INFÂNCIA ............................................................................................... 89


7.4.1.2. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA CRIANÇAS E JOVENS EM RISCO ............................................................... 101

7.4.2. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA PESSOAS IDOSAS ............................................................................................. 108

7.4.2.1 EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA PESSOAS IDOSAS .................................................................................... 108


7.4.2.2 OUTROS EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA PESSOAS IDOSAS ...................................................................... 143

7.4.3. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE DEPENDÊNCIA......................................................... 145


7.4.4. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA .............................................................................. 162

7.4.1.1. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ................................................................... 167

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V.06.JANEIRO 2019
CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

7.4.5. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA A FAMÍLIA E COMUNIDADE................................................................................. 178


7.4.6. – CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL - SÍNTESE DAS METAS NO HORIZONTE TEMPORAL A 10 ANOS..................... 204

7.5. – DISPOSITIVOS SOCIAIS COMPLEMENTARES AOS EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PROGRAMÁVEIS EM CSMS ..... 218

7.5.1. – DISPOSITIVOS SOCIAIS PARA CRIANÇAS E JOVENS .............................................................................................. 218


7.5.2. - DISPOSITIVOS SOCIAIS PARA PESSOAS IDOSAS.................................................................................................... 228
7.5.3. – DISPOSITIVOS SOCIAIS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA .................................................................................... 231
7.5.4. – DISPOSITIVOS SOCIAIS PARA A FAMÍLIA E COMUNIDADE ...................................................................................... 234

8. GESTÃO E MONITORIZAÇÃO DA CARTA ................................................................................................... 250

8.1. CONDIÇÕES DE APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS ....................................................................................... 250


8.2. PRESSUPOSTOS E CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE PATRIMÓNIO MUNICIPAL RESERVADO EM SEDE DE CARTA SOCIAL
MUNICIPAL DO SEIXAL ........................................................................................................................................... 255
8.3. PROCEDIMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE PATRIMÓNIO IMÓVEL MUNICIPAL RESERVADO EM SEDE DE CARTA SOCIAL
MUNICIPAL DO SEIXAL ........................................................................................................................................... 261
8.4. MONITORIZAÇÃO DA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL ............................................................................. 263

8.4.1. MONITORIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO E ATUALIZAÇÃO DOS DIAGNÓSTICOS FOCALIZADOS, PROGRAMAÇÃO E METAS . 263
8.4.2. REVISÃO DA CARTA .............................................................................................................................................. 265
8.4.3. UTILIZAÇÃO DA BOLSA DE RESERVA DE TERRENOS MUNICIPAIS ............................................................................. 266

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................................ 267

10. BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO ......................................................................................................... 269

11. ANEXOS........................................................................................................................................................ 272

11.1. MAPAS DE GEORREFERENCIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS EXISTENTES, PROGRAMADOS E RESERVADOS E MAPA DA


CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL ................................................................................................................... 273
11.2. FICHAS DE CARACTERIZAÇÃO DAS RESPOSTAS SOCIAIS EXISTENTES ............................................................ 276
11.3. FICHAS DE CARACTERIZAÇÃO DAS RESPOSTAS SOCIAIS PROGRAMADAS ...................................................... 277

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

FICHA TÉCNICA

Edição

Município do Seixal – Janeiro 2019

Equipa Técnica

Anabela Soares – Chefe da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

Ana Carla Mestre – Técnica Superior da Divisão do Planeamento do Território e Mobilidade

Dora Abreu - Técnica Superior da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

Carlos Pepe – Técnico Superior da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

Eugénia Rodrigues – Técnica Superior da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

Participação e Consultoria

Alexandre Ruivo – Técnico Superior da Divisão de Gestão Urbanística e Empreitadas

Ana Fernandes - Técnica Superior da Divisão de Gestão Urbanística e Empreitadas

Claudia Pinto – Chefe da Divisão de Planeamento do Território e Mobilidade

Estela Costa – Assistente Técnica da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

Isabel Moreira – Técnica Superior do Departamento de Planeamento, Mobilidade e Urbanismo

Isabel Rosinha - Técnica Superior da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

João Sécio - Assessor da Rede Social do Seixal

Júlio Marquês - Divisão de Atendimento Público e Modernização Administrativa

Luísa Nogueira - Técnica Superior da Divisão do Planeamento do Território e Mobilidade

Orlando Garcia – Assessor da Rede Social do Seixal

Ricardo Pereira – Técnico Superior da Divisão de Gestão Urbanística e Empreitadas

Rute Pina – Colaboradora da Rede Social do Seixal

Sónia Pina - Colaboradora da Rede Social do Seixal

Teresa Filipe - Técnica Superior da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania

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ÍNDICE DE SIGLAS

AML – Área Metropolitana de Lisboa


AMS – Assembleia Municipal do Seixal
ARS LVT – Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
AUGI – Área Urbana de Génese Ilegal
BCE – Banco Central Europeu
CAAAPD – Centro de Atendimento, Acompanhamento e Animação de Pessoas com Deficiência
CAARSPDI – Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reinserção Social de Pessoas com Deficiência e
Incapacidade
CAFAP - Centro de Apoio Familiar e Acolhimento Parental
CAMAJ – Centro de Apoio ao Movimento Associativo Juvenil
CAO – Centro de Atividades Ocupacionais
CAOP - Carta Administrativa Oficial de Portugal
CAT – Centro de Acolhimento Temporário
CATL – Centro de Atividades de Tempos Livres
CDSS Setúbal – Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal
CERCISA – Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas
CLAS Seixal – Conselho Local de Ação Social do Seixal
CLDS – Contrato Local de Desenvolvimento Social
CMS – Câmara Municipal do Seixal
CSMS – Carta Social Municipal do Seixal
COE - Conselho da Europa
CONCIGO – Conselho Consultivo para Igualdade de Género e de Oportunidades
CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens
CSMS – Carta Social Municipal do Seixal
DDSC – Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania
DRELVT – Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo
DS – Diagnóstico Social
E. R. Pessoas Idosas/ERPI – Estrutura Residencial para Pessoas Idosas
ELI Seixal – Equipa Local de Intervenção do Seixal
EMAT – Equipa Multidisciplinar de Assessoria aos Tribunais
ENIPSA – Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo
ENPSIS – Estratégia Nacional para a Proteção Social e da Inclusão Social
FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
FSS – Fundo de Socorro Social
GNR – Guarda Nacional Republicana
I.S.S,I.P. – Instituto da Segurança Social, Instituto Público
IHRU – Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana

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INE – Instituto Nacional de Estatística


IPI – Intervenção Precoce na Infância
IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social
MASES – Medida de Apoio à Segurança em Equipamentos Sociais
NE – Núcleo Executivo da Rede Social
NPISAS – Núcleo de Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo no Concelho do Seixal
NUT – Unidades Territoriais Estatísticas
OE – Orçamento de Estado
OMA – Observatório de Mulheres Assassinadas
ONU – Organização das Nações Unidas
PA – Plano de Ação
PARES – Programa de Alargamento das Respostas e Equipamentos Sociais
PDM – Plano Diretor Municipal
PDS – Plano de Desenvolvimento Social
PES – Programa de Emergência Social
PMIG – Plano Municipal para a Igualdade de Género e Oportunidades
PNAI – Plano Nacional de Ação para a Inclusão
PNCVD – Plano Nacional para o Combate da Violência Doméstica
PNI – Plano Nacional para a Igualdade, Género, Cidadania e Não Descriminação
POAPMC – Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas
POPH – Programa Operacional de Potencial Humano
PROCOOP - Programa de Celebração ou Alargamento de Acordos de Cooperação para o Desenvolvimento de
Respostas Sociais
PROGRIDE – Programa para a Inclusão e Desenvolvimento
PROTAML – Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa
PSP – Polícia de Segurança Pública
QEC – Quadro Estratégico Comum
QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional
RCM – Resolução de Conselho de Ministros
REAPN - Rede Europeia Anti Pobreza
RNCCI – Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados
RNCP - Rede Nacional de Cuidados Paliativos
SAD – Serviço de Apoio Domiciliário
UE – União Europeia
UFSAAPP – União das Freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires
UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta

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MENSAGEM DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO SEIXAL

A recente crise foi causada pelo aprofundamento das contradições do sistema capitalista, nomeadamente da
financeirização da economia. Esta realidade teve como consequências um enorme desperdício e destruição das
forças produtivas (resultando num desemprego crescente e massivo), a par da concentração da riqueza nos
grandes grupos económicos e financeiros. A situação desencadeada pela falência do tradicional banco americano
de investimento Lehman Brothers, seguida da crise das dívidas soberanas das nações desenvolvidas, que resultou
no aumento das dívidas públicas por via do aumento das taxas de juro das respetivas emissões de dívida,
colocando em causa a capacidade de endividamento dos países e causando uma enorme turbulência financeira, ao
provocar o receio de que os mesmos não conseguissem honrar com seus compromissos, foram a face mais visível
de um problema estrutural do sistema capitalista, que afetou, de forma mais marcada, os EUA, o Japão e a União
Europeia, onde o nosso País se insere. Tratou-se de uma situação perfeitamente evitável, houvesse vontade política
da UE para permitir o acesso a financiamento do Banco Central Europeu (BCE), que impedisse a especulação
financeira verificada.

Os países menos influentes do ponto de vista económico e político sentiram com maior violência os efeitos nefastos
desta conjuntura e da especulação dos mercados financeiros, mesmo que registassem à época menores dívidas
públicas em valores absolutos e/ou em percentagem do PIB que países como o Japão, cuja dívida pública atingia,
em dezembro de 2017, 253% do PIB, ou os Estados Unidos, que detêm a maior dívida total do mundo1.

Claro que seria possível outro modelo de financiamento dos países da UE se, em vez do recurso a dívida
especulativa, fosse possível recorrer a endividamento diretamente no Banco Central Europeu, a taxas de juro
controladas.

Desta conjuntura, destacam-se as crises financeiras da Grécia, Irlanda e Portugal, e posteriormente, do Chipre,
marcadas por uma performance insatisfatória das respetivas economias (défices públicos elevados e dívidas
públicas insuportáveis e impossibilidade de recurso aos mercados devido às taxas de juro proibitivas que os
investidores exigiam para financiar os países), e o receio do alastramento do problema a Espanha e a Itália, que
tiveram como consequência Programas de Assistência Económica e Financeira da UE e do FMI.

As consequências materializaram-se em Orçamentos de Estado fortemente restritivos, medidas de austeridade


intensas e o sucessivo desinvestimento estatal em diversas áreas, mas, sobretudo, nas funções sociais do Estado,
das quais se destacam a educação, saúde, segurança social e administração pública, ainda que, durante muito
tempo, sem os resultados esperados ao nível dos efeitos destas medidas sobre o equilíbrio das contas públicas e o
cumprimento das metas estabelecidas pela UE. Isto veio demonstrar claramente que era necessária e urgente uma
outra alternativa política, que aliasse o crescimento económico ao crescimento do desenvolvimento social, e não um
sistema assente na exploração dos recursos e dos direitos sociais das populações.

1 Tradingeconomics.com: https://tradingeconomics.com/country-list/government-debt-to-gdp e https://tradingeconomics.com/country-list/gdp

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A implementação das estratégias nacionais/europeias de promoção da inclusão e coesão social e do combate às


desigualdades sociais ficou fortemente condicionada pela crise económica global e pela incapacidade política de
encontrar alternativas, o que colocou em causa o progresso adquirido em matéria de proteção social ou, até mesmo,
introduziu retrocessos significativos ao nível das políticas ativas de emprego, proteção social e da requalificação e
expansão da rede de equipamentos.

Em Portugal, as medidas decorrentes do Programa de Assistência Económica e Financeira estabelecido com a UE


e o FMI, já cessado mas cujos efeitos ainda se fazem sentir, tiveram como principal resultado a grande instabilidade
social, causada, principalmente pelo recrudescer das desigualdades sociais, pelo empobrecimento generalizado,
pelo desemprego persistente (com as taxas de desemprego a atingirem valores históricos), decorrente do
encerramento de empresas e da destruição massiva de postos de trabalho, pela redução substancial do rendimento
das famílias por via do aumento de preços e de impostos e da redução direta e indireta da massa salarial, e por
cortes nos benefícios e prestações sociais, quer nos montantes, quer nos critérios de acesso / atribuição. Deste
contexto resultou uma nova vaga de emigração da população portuguesa, com maior incidência nas faixas etárias
correspondentes à idade ativa.

Refira-se, também, que os resgastes aos bancos portugueses nos últimos dez anos pressionaram a evolução da
dívida. A desconfiança sobre Portugal aumentou as taxas de juro de financiamento também e, por isso, o custo de
suporte da dívida foi pesando cada vez mais nos Orçamentos de Estado. A nacionalização ou resolução de bancos
penalizaram ainda mais essa tendência. De acordo com a comunicação social, entre 2008 e 2015, o sistema
financeiro terá recebido mais 14.000 milhões de euros em apoios públicos2.

A esperança na recuperação da crise reside no relançamento do crescimento da economia portuguesa, que tem
obrigatoriamente de estar assente no desenvolvimento social e não em mais exploração e austeridade. A
comprovar, e embora tenhamos ainda um longo e difícil caminho pela frente, foi já num contexto de alívio de
algumas das medidas de austeridade e de retoma de investimento que se começaram a verificar indicadores
positivos do desempenho económico: em meados de 2016 era equacionada a aplicação de sanções a Portugal e
Espanha, seguindo os procedimentos por défice excessivo, nomeadamente a aplicação de multas ou o corte dos
fundos estruturais (de acordo com os critérios definidos pelo Tratado de Maastricht, o défice das contas públicas tem
de ser inferior a 3% do Produto Interno Bruto e a dívida pública deve estar abaixo do limitar de 60% do PIB), um ano
mais tarde, Portugal já era alvo de elogios pelo desempenho económico e orçamental, nomeadamente o
crescimento económico e a redução do défice, que resultou na saída do País do procedimento por défice excessivo,
embora a dívida continue a ser apontada pelos economistas como uma das principais fragilidades da economia
portuguesa.

Embora Portugal se inclua na zona EURO, e para além da dívida pública, o crescimento sustentável da economia
poderá ainda ficar condicionado aos seguintes aspetos:

2
Economia online: https://eco.pt/2016/12/20/banca-recebeu-mais-de-14-mil-milhoes-de-euros-de-apoio-publico-desde-2008/, https://eco.pt/2017/04/16/os-altos-
e-baixos-da-divida-publica-portuguesa e Visão: http://visao.sapo.pt/actualidade/economia/2017-02-19-Saiba-quanto-ja-lhe-custou-salvar-os-bancos

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− Historicamente, Portugal tem recuperado mais lentamente de situações de crise, devido às características
estruturais da sua economia: fragilidade ao nível da evolução do aparelho produtivo e da produtividade (baixa
qualificação da mão-de-obra), dos modelos de gestão e de decisão, fraca competitividade, fraca tradição
exportadora e a crescente importância de países da UE e emergentes, concorrentes da nossa economia em
áreas e produtos onde Portugal assume alguma relevância. A política orçamental continua limitada por algumas
medidas restritivas ainda em vigor, e a política monetária (política de moeda forte – o EURO) depende de
decisões externas e não é favorável a Portugal;

− A crise criou e ainda continua a criar “vítimas” (de acordo com dados do INE, em 2017 23,30% da população
portuguesa encontrava-se em risco de pobreza e/ ou em situação de privação material severa e/ ou a viver em
agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida, o que representa um universo médio de perto de
37.000 pessoas no Município do Seixal), as quais necessitam de uma resposta imediata, mas nunca dissociada
de políticas sociais que visem a reabilitação e a reinserção social. Também há que ter em conta que, mesmo
ultrapassado o período mais crítico da crise, haverá um considerável número de pessoas que, em razão da sua
idade, escolaridade, baixas qualificações profissionais e/ou qualificações profissionais entretanto tornadas
obsoletas, não terão acesso à sua reintegração no mercado de trabalho ou o farão de uma forma mais lenta;

− A urbanização e a globalização, características das sociedades desenvolvidas, quer pela sua organização
espacial (habitações cada vez mais reduzidas e construídas em altura), quer pelo ritmo de vida acelerado,
conduzem a uma centralização das prioridades das famílias no seu núcleo (casal e filhos), e relegam para
segundo plano o apoio aos restantes familiares, amigos e vizinhos, resultando no isolamento e desproteção dos
mais idosos e dos mais dependentes (crianças, deficientes e doentes), pelo que a proteção social assume
especial relevância, quer através de prestações sociais, que garantam rendimentos mínimos, quer através de
equipamentos sociais, que prestem serviços e respostas sociais que assegurem o bem-estar e a reabilitação e
reinserção social, assume um papel primordial na promoção da coesão social e na redução das desigualdades
sociais, muito embora se tenha verificado, no quadro socioeconómico atual, um forte desinvestimento nas
funções sociais do Estado, nomeadamente no que concerne à Segurança Social.

Em conclusão, a presente crise social é causada pela incapacidade do sistema capitalista em dar resposta às
necessidades das populações e dos países, e só uma profunda alteração política poderá aliar o desenvolvimento
social e o crescimento económico. No caso de Portugal, a destruição nos últimos 40 anos da matriz produtiva veio
fragilizar ainda mais a economia nacional, sendo também urgente uma alteração radical, no sentido de retomar a
industrialização do País, e a aposta no seu setor produtivo, como fator essencial do reforço da economia, que traga
crescimento e potencie o desenvolvimento social.

Num país particularmente afetado por uma crise financeira, com fortes impactos ao nível social, o exercício de
competências na Ação Social por parte dos Municípios Portugueses adquiriu, na atual conjuntura socioeconómica
do país, uma importância e necessidade incontornável, que exige que se desenhem intervenções cada vez mais
complexas, criativas e eficientes.

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

O Poder Local do Seixal tem compromissos de princípio com os territórios e com as pessoas nas esferas da coesão
social, da equidade, da igualdade e da solidariedade na minimização dos efeitos da pobreza e da exclusão assentes
em causas estruturais, com investimentos relevantes nesta área, em especial nos últimos 20 anos, dos quais se
destacam a cedência de património municipal e o investimento às IPSS e ONG da Rede de Solidariedade para
apoiar obras de construção, ampliação, conservação ou manutenção de instalações ou para a aquisição de
equipamentos fundamentais ao funcionamento das respostas sociais desenvolvidas. Acresce a estes apoios, as
verbas do orçamento municipal mobilizadas para o apoio à construção de equipamentos sociais ao abrigo de
programas de financiamento estatais, em comparticipação financeira e em cedência de património imóvel.

Por outro lado, o ideal de uma sociedade melhor tem introduzido a implementação de práticas diferenciadoras,
especificamente na linha da promoção da inclusão social, sendo o nosso Município um paradigma nesta área.

A necessidade da configuração de um instrumento de planeamento social, como a Carta Social Municipal, surge por
força do imperativo de evidenciar junto do Estado Central, das comunidades institucional e associativa e da
Comunidade em geral, a importância da edificação de uma estratégia municipal de intervenção social,
correlacionada e conciliada com os eixos estruturantes do Plano Diretor Municipal e dos outros instrumentos de
planeamento e programação sectoriais municipais, nacionais e comunitários, fomentando a coerência e
complementaridade entre os mesmos.

O Presidente da Câmara Municipal do Seixal

Joaquim Cesário Cardador dos Santos

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

1. INTRODUÇÃO

Os cidadãos e cidadãs que produzem e reproduzem a vida social contemporânea têm justas expetativas no acesso
efetivo a equipamentos e serviços de apoio social de qualidade, adequados à satisfação das suas necessidades. É
suposto que os equipamentos existentes, assim como aqueles que futuramente se programem e construam, sejam
de acesso universal a todos/as que deles carecem, independentemente dos rendimentos familiares, e respondam
com elevados níveis de eficácia e eficiência.

A promoção do desenvolvimento social do concelho impõe a elaboração de uma Carta Social Municipal constituída
como um instrumento referencial de planeamento estratégico da política social do Município, alvo de discussão e
análise por parte de técnicos e decisores políticos da Autarquia, bem como dos diversos agentes e protagonistas
associados à rede social do Município, concretizada através do levantamento exaustivo dos equipamentos e
respostas sociais existentes, previamente inventariados e georreferenciados, e correlacionada e conciliada com os
eixos estruturantes do Plano Diretor Municipal e dos outros instrumentos de planeamento e programação sectoriais.
Elencou-se o conjunto das respostas sociais suscetíveis de programação e respetivos equipamentos necessários
para fazer-lhes face. Efetuou-se o diagnóstico focalizado nos segmentos populacionais alvo da programação, tendo
por base os Censos 2011 e o Diagnóstico Social do Seixal, tendo-se definido critérios e metas de programação, de
localização e de dimensionamento num horizonte temporal de 10 anos e selecionado e georreferenciado os terrenos
municipais que cumprem os requisitos necessários para acolher as respostas/equipamentos sociais programados e
definiram-se planos de monitorização e de revisão do instrumento.

Ainda, em complementaridade aos equipamentos e serviços existentes e programados em sede de Carta Social
Municipal do Seixal, elencam-se um conjunto de dispositivos, com o objetivo de intervir junto de públicos e
problemáticas específicas, que não carecem de reserva de terrenos ou de construção de equipamentos, mas que
devem ser dinamizados através de equipamentos e/ou respostas sociais programados e/ou outras existentes e já
em funcionamento, que devem ser monitorizados regularmente e adaptados às necessidades do Concelho.

Para a elaboração da Carta Social Municipal, após concertação interna nos serviços municipais intervenientes,
definiram-se objetivos estratégicos e operacionais, desencadeou-se um dispositivo de execução controlada,
configurou-se a estrutura, efetuaram-se os procedimentos diagnósticos e prospetivos necessários, estabilizou-se o
elenco das respostas sociais suscetíveis de programação, definiram-se as metas e critérios de programação,
consultaram-se e informaram-se as parcerias e progrediu-se na produção deste documento referencial, aprovado
pelas devidas instâncias decisoras.

A Carta Social Municipal do Seixal integra nove capítulos: Nota Introdutória, Enquadramento da Carta Social
Municipal do Seixal, Objetivos da Carta Social Municipal do Seixal, Organização e Metodologia, Focagem do
Diagnóstico Social do Seixal na Carta Social Municipal do Seixal, Equipamentos e Serviços Existentes
Programáveis em Sede de Carta e sua Distribuição Espacial, Programação de Equipamentos e Serviços, Gestão e
Monitorização da Carta e Considerações Finais, correspondendo os cinco primeiros à contextualização e
metodologia do documento e sua articulação com os outros documentos estratégicos, os capítulos 6 e 7

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V.06.JANEIRO 2019
CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

correspondem ao levantamento do existente e à programação de equipamentos e serviços de apoio social, sendo


que o penúltimo capítulo define o plano de gestão e de monitorização deste instrumento.

O compromisso assumido pelo Município do Seixal no quadro da Carta Social Municipal do Seixal é a
disponibilização do património municipal, atribuído de acordo com os critérios e normas estabelecidos neste
documento (capítulo 8), para a instalação ou construção dos equipamentos e serviços de apoio social aqui
programados.

A viabilização da construção de equipamentos continua e permanecerá dependente da abertura de programas de


financiamento por parte do Estado Central e a sustentabilidade do seu funcionamento quotidiano dependente da
celebração de acordos com a Segurança Social e outros organismos de tutela.

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V.06.JANEIRO 2019
CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

2. ENQUADRAMENTO DA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

2.1. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO3 4 5

As primeiras ações de solidariedade remontam à fundação de Portugal, no início do século XII. “A par da
beneficência individual, traduzida em atos isolados e acidentais de “mero auxilio aos pobres”, foram-se
multiplicando, até aos finais do século XV, sob inspiração dos valores subjacentes ao “espírito da caridade cristã”,
as instituições de proteção social destinadas a remediar paliativamente situações de carência económica, mas
também a acolher órfãos, as viúvas, os doentes e os inválidos, atuando com carácter de continuidade” (Maia,
1985:1). Entre os séculos XII a XV assiste-se ao surgimento dos hospitais, hospícios, gafarias e albergarias. A
iniciativa destas instituições coube, essencialmente, a membros da nobreza e do clero.

A partir do século XV impunha-se a reestruturação deste sistema, cuja falta de eficiência se materializava na
dispersão de recursos e ausência de coordenação, aos quais se acresceram as consequências da expansão
marítima portuguesa, nos finais do século XV (proliferação de órfãos e viúvas, mutilados, pedintes e doentes).

A primeira grande reforma no âmbito da assistência aos pobres foi protagonizada pela Rainha D. Leonor em 1498,
com a fundação da primeira Irmandade da Misericórdia, instituições estas que, de forma gradual, se expandiram
pelo País ao longo do século XVII, e que se tornaram no grande pólo de assistência privada nos domínios da saúde
e da ação social.

A gestão de hospitais locais foi claramente alargada, de forma progressiva, à quase totalidade dos hospitais do país
e às restantes instituições de assistência.

A fundação da Casa Pia, no século XVIII, considera-se a referência que marca o início da Assistência Social Pública
em Portugal. No entanto, os resultados não foram os esperados, reduzindo-se os mesmos, no final do século XIX, a
uma prática assistencial pouco estruturada, fundada na caridade e beneficência “… sendo a ação das Misericórdias
e das Organizações particulares caracterizada pela desorganização, descoordenação e incapacidade de resposta
às consequências sociais do desenvolvimento capitalista em Portugal.” (Martins, 1999:365).

O vigoroso associativismo operário do século XIX esteve na base do rápido crescimento do número de associações
de socorros mútuos e seus associados. Apesar de terem preenchido um papel importante tanto na prestação de
cuidados médicos e de fornecimento de medicamentos, como na atribuição de prestações pecuniárias em situações
de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e de subsídios de funeral, a proteção assegurada era
insuficiente, designadamente em matéria de velhice, o que levou à criação, ainda nos finais do século XIX, das
primeiras caixas de aposentações.

3 Fonte: “Visões da Pobreza na Primeira Pessoa” de Ana Isabel Lapa Fernandes, (Tese apresentada à Universidade Católica Portuguesa para obtenção do grau
de doutor em Serviço Social): https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/11581/1/Tese%20cd.pdf
4 Evolução do Sistema de Segurança Social – site da Segurança Social: http://www.seg-social.pt/.
5 Proteção social e Desigualdade – artigo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa: http://fcsh.unl.pt/media/eventos/40-

anos-de-democracia/proteccao-social-e-desigualdade

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Em 1835 é criado o Conselho Geral da Beneficência e no ano seguinte são criados diversos estabelecimentos
públicos de assistência para os diversos públicos e problemáticas (asilos para infância, mendicidade, idosos, casa
de correção, deficiência, entre outros), reconhecendo o Estado que não podia se manter alheado da proteção social,
dada a insuficiência da ação particular, em especial a partir de meados do séc. XIX, altura em que se assiste aos
primeiros passos da industrialização, à crescente organização do operariado fabril, à degradação das condições de
vida e ao avolumar de tensões sociais.

A fim de dar resposta às consequências da Revolução Industrial, nomeadamente a crescente insegurança do


operariado frente a certo tipo de riscos (doença, morte, desemprego, acidentes de trabalho, doenças profissionais,
invalidez e velhice.) e dada a insuficiência da ação protetora da assistência social, pública ou privada, e a falta de
esquemas de seguro social obrigatório, surgem as Associações de Socorros Mútuos, com o objetivo de conceder
prestações pecuniárias, prestação de cuidados médicos e fornecimento de medicamentos, subsidio ou realização de
funeral, subsídios em situações incapacidade para o trabalho, subsídios para luto, entre outros. Em 1839 é fundada
a Associação dos Artistas Lisbonenses, a primeira associação operária mutualista no nosso País, com o intuito de
apoiar os operários na velhice, na doença e no desemprego.

Apenas em 1911, com o Decreto de 25 de maio, que reorganiza os serviços de assistência, são alicerçados os
pilares da assistência pública.

Em 1919 registou-se a primeira tentativa de criar um sistema de seguros sociais obrigatórios na tentativa de
recuperar um evidente atraso de Portugal em matéria de proteção social. Esta tentativa foi gorada por falta de
condições políticas, dando lugar à necessidade de revisão da legislação sobre as Associações de Socorros Mútuos.
Assim, em 1931, é aprovado um novo diploma sobre o regime jurídico destas associações e em 1933 são
estabelecidas as novas bases da organização da previdência social em Portugal e é publicado o Estatuto do
Trabalho Nacional, tendo o Estado chamado a si a vaga função de promover e favorecer as instituições de
solidariedade, previdência, cooperação e mutualidade.

Com o fim da época republicana, o Estado Novo faz regressar a valorização da caridade cristã, relegando a
intervenção do Estado para segundo plano.

Em 1935 foi aprovado o Regime Geral de Previdência (Lei nº 1884, de 16 de março). Em obediência aos princípios
corporativos estabelecidos na constituição política de 1933 e no estatuto do trabalho nacional, esta lei determinava
as bases da então designada previdência social que, tendencialmente, deveria abranger os trabalhadores por conta
de outrem, do comércio, indústria e serviços. O âmbito material do sistema era limitado a prestações de doença
(cuidados de saúde e subsídio de doença), invalidez, velhice e morte, geridas fundamentalmente por caixas
sindicais de previdência, na sua maioria de âmbito nacional. Os trabalhadores do setor agrícola e do setor das
pescas viriam a ser enquadrados em sistemas de proteção social específica geridos pelas casas do povo e casas
dos pescadores, criadas em 1933 e 1937, respetivamente.

Com base no estatuto da Assistência Social, aprovado no ano anterior, em 1945 são reorganizados os serviços
públicos, com base na premissa da função supletiva do Estado na prestação direta a assistência, reservando para si

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a função orientadora, promotora, tutelar e de inspeção das atividades assistenciais cometidas à responsabilidade e
iniciativas particulares.

A Reforma da Previdência Social de 1962 veio introduzir significativas alterações na organização institucional da
previdência, desenvolvendo a extensão do sistema, alargando o campo de aplicação material e pessoal e
contribuindo para o desenvolvimento de um Regime Geral de Segurança Social. Foram criadas as Caixas Distritais
de Previdência, originando uma reorganização das caixas de previdência por ramos ou profissões em caixas de
âmbito regional (distritais), permitindo a coordenação das instituições de previdência e, também, uma extensão da
previdência a sectores não cobertos. Foram criadas, também, a Caixa Nacional de Pensões e a Caixa Nacional de
Seguros e Doenças Profissionais, traduzindo-se numa especialização das caixas de previdência, visando uma
extensão do sistema em termos de cobertura pessoal e uma melhoria do sistema em termos dos riscos sociais
cobertos.

A partir de 1969 foram introduzidas novas prestações sociais, alargando a previdência a profissões até aí sem
cobertura (ex. trabalhadores rurais), aumentando o número de beneficiários a partir de 1970.

Entre 1974 e 1976, criou-se um sistema integrado de Segurança Social em que esta passa a ser considerada como
um direito universal/constitucional; melhorou-se e alargou-se o esquema de prestações existentes e criaram-se
novas medidas.

Após o 25 de Abril de 1974, a rápida transição para a democracia foi acompanhada de um forte movimento popular
e da expressão de reivindicações políticas e sociais igualitárias e universalistas. O salário mínimo, a pensão social e
o “13º mês” para os pensionistas (1974), o subsídio de desemprego (1975/77), o Serviço Nacional de Saúde (1979),
o regime não contributivo da Segurança Social (1980) e a Lei de Bases da Segurança Social (1984) são marcos de
uma relação nova, democrática entre o governo e os cidadãos, na qual o Estado assume o compromisso de prover
pelo bem-estar da população de acordo com um ideal de cidadania que inclui direitos sociais e económicos a par
dos cívicos e políticos. Após décadas de autoritarismo e elevada desigualdade, as políticas sociais ajudaram a
legitimar os novos regimes democráticos na Europa do Sul. Com a democratização e a integração europeia,
Portugal ergueu um sistema de proteção social capaz de proteger face aos diversos riscos sociais e coerente do
ponto de vista da sua arquitetura.

A Constituição de 1976 lançou as bases para um Estado-Providência sobre o qual assenta o próprio entendimento
do carácter democrático do regime de abril. No plano europeu, é a que mais importância concede a objetivos de
política social e a que reconhece um catálogo mais extenso de direitos de proteção social, incluindo direitos
universais incondicionais à segurança social, cuidados de saúde, emprego ou habitação, e direitos categoriais
dirigidos a certos grupos ou problemas, como a proteção da família, da maternidade, da infância, na deficiência ou
na velhice. Nela se especificava ainda a forma da garantia desses direitos, através de um sistema unificado de
segurança social, e de sistemas de saúde e de educação básica universais e gratuitos. Com o regime democrático,
a cidadania adquiriu pela primeira vez na nossa história uma dimensão social e económica verdadeiramente

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inclusiva. No seu art.º 63.º, reconhece a existência de Instituições Particulares de Solidariedade Social, desde que
enquadradas por regulamentação legal e sujeitas à fiscalização do Estado.

Em 1977 foram criados os Centros Regionais de Segurança Social de âmbito distrital, com vista à desconcentração
do poder de decisão, a unificação de serviços e competências paralelas, até então sedeadas na Assistência e
Previdência e em 1979 é criada a União das Instituições Particulares de Solidariedade Social e o Estatuto das IPSS,
aplicado a todas as instituições que se propusessem facultar serviços ou prestações de segurança social
(Misericórdias, Associações de Socorros Mútuos, Fundações, Associações de Voluntários Sociais, Cooperativas de
Solidariedade Social, Uniões e Federações).

Em 1984 foi aprovada a Lei de Bases da Segurança Social, destacando-se o Sistema de Segurança Social, com o
objetivo de, por um lado, garantir a proteção dos trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias perante situações de
falta ou diminuição de capacidade para o trabalho, de desemprego e de morte, assim como compensar os encargos
familiares e, por outro, proteger socialmente todos as pessoas que se encontrem em situação de falta ou diminuição
de meios de subsistência.

Em 1996 foi criada a medida Rendimento Mínimo Garantido (atual Rendimento Social de Inserção),
consubstanciada numa prestação pecuniária, integrada no subsistema de solidariedade (não contributivo), aliada a
um programa de inserção, em que a prestação é atribuída a quem se encontre em situação de grave carência
económica e social e manifeste disponibilidade ativa para o trabalho, formação profissional ou qualquer outra ação
destinada a preparar a sua reintegração laboral e social.

Em 1997 foi criado o Programa Rede Social, de âmbito nacional, com o objetivo de fomentar uma consciência
coletiva e responsável dos diferentes problemas sociais e incentivar redes de apoio social integrado de âmbito local,
através da congregação de esforços, com vista à erradicação ou atenuação da pobreza e da exclusão e à promoção
do desenvolvimento social.

Em 1999 foi estabelecido o regime jurídico de funcionamento dos Órgãos dos Municípios e das Freguesias, cujas
competências em matéria de proteção assentam, fundamentalmente, na ação social escolar, apoio ou
comparticipação a atividades de interesse municipal de natureza social e na prestação de serviços a estratos sociais
desfavorecidos ou dependentes, de acordo com o regulamento municipal e em parceria com as entidades
competentes da Administração Central.

A ação social tem vindo, cada vez mais, a ser assumida pelas Autarquias, IPSS, e organizações não
institucionalizadas, complementarmente à Segurança Social. As entidades privadas com intervenção social são
financiadas parcialmente através da celebração de acordos de cooperação com a Segurança Social, de acordo com
a(s) respostas(s) desenvolvida(s) e número de utentes abrangidos, do apoio das Autarquias, de quotizações e
donativos, bem como através do pagamento dos beneficiários do serviço.

Atualmente, a prática de colaboração interinstitucional no domínio da proteção social é cada vez mais corrente,
verificando-se uma cultura de cooperação, para a qual contribuíram dos diversos projetos de intervenção local, que

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exigiam a participação de diversos parceiros com atividade no terreno. A relação entre os quatro grandes sectores
de produção de bem-estar - a saber: a) sector informal da família e comunidade; b) o sector lucrativo, em que bens
e serviços são oferecidos por organizações de mercado; c) o sector formalizado das organizações voluntárias
privadas; e d) o sector público dos serviços do Estado – viu-se alterada por uma tendência para a autonomia local, a
descentralização, a desregulação e o direito de escolha de todas as pessoas.

A Autarquia do Seixal desenvolve uma política de intervenção social consubstanciada na prestação de diversos
serviços à população e apoios às instituições locais, nas diversas áreas de intervenção, através de apoios
financeiros, imóveis, materiais e técnicos.

É neste contexto que surge a necessidade da elaboração de um conjunto de instrumentos estratégicos, orientadores
e estruturantes da política social do Município, dos quais se destacam o Diagnóstico Social do Seixal, de atualização
sistemática, os Planos de Desenvolvimento Social, de caráter trianual, e os respetivos Planos de Ação anuais,
resultantes do Programa Rede Social. A Carta Social Municipal do Seixal constitui-se como o instrumento setorial de
ordenamento, de planeamento e de programação de referência da Câmara Municipal do Seixal para a área social.

2.2. ENQUADRAMENTO GERAL

A necessidade de Cartas Sociais Municipais está a tornar-se uma evidência, por analogia com as outras cartas de
planeamento estratégico e programação de equipamentos, que asseguram a coesão social do território municipal,
como sejam a Carta Educativa ou a Carta Desportiva, entre outros. Materializa-se, assim, uma orientação e uma
meta que já têm um historial, quer na Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania e, inerentemente, no atual
Departamento de Desenvolvimento Social e Cidadania do Município do Seixal, quer no seu desencadeamento por
parte da Assembleia Municipal do Seixal.

O Município do Seixal assume-se como pioneiro numa nova geração de Cartas Sociais que se encontra em
processo de emergência. É uma consequência, e um prolongamento qualitativo, no quadro das dinâmicas de
desenvolvimento da Rede Social do Seixal e das sucessivas interações na sua parceria. A CSMS é construída em
articulação com os outros instrumentos estratégicos: Diagnóstico Social, Planos de Desenvolvimento Social, Plano
Municipal para a Igualdade de Género e Oportunidades, Plano Diretor Municipal, Carta Educativa e Carta
Desportiva. A função de uma carta municipal é a de se constituir num instrumento incontornável para o
planeamento, programação e racionalização dos equipamentos e respostas sociais num espaço temporal de 10
anos, em estreita articulação da ação entre entidades públicas e instituições da rede solidária e, sempre que
possível, em consonância com a rede privada de equipamentos.

A Carta Social do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Instituto de Segurança Social, I.P., apresenta-se como
um instrumento multiusos, fonte de informação privilegiada, centrada na realidade presente, que permite o acesso
imediato a algumas informações e, consequentemente, fundamentos de apoio às decisões e à cooperação
institucional e a informação às pessoas em geral e às entidades, mas apresenta-nos duas limitações: 1. Não dispõe
de informações nem ao nível de padrões de cobertura, nem de metas, nem de planeamento e nem de programação

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em relação ao futuro próximo; 2. Os dados carregados pelas entidades promotoras das respostas sociais por vezes
causam dúvidas ou não estão atualizados.

Mais recentemente, com objetivo de dar cumprimento ao estabelecido no n.º 4 do art. 247º da Portaria n.º 97-
A/2015, de 30 de março, que adota o regulamento Específico do Domínio da Inclusão Social e Emprego no âmbito
do Portugal 2020, segundo o qual os apoios às infraestruturas sociais “ficam condicionados ao mapeamento das
necessidades de intervenção cujos procedimentos são estabelecimentos mediante deliberação da Comissão
Interministerial de Coordenação do Acordo de Parceria Portugal 2020”, foram definidas, pelo Ministério do Trabalho,
Solidariedade e Segurança Social as prioridades de investimento por território em matéria de infraestruturas sociais,
constando do documento “Mapeamento dos Equipamentos Sociais da Região da Área Metropolitana de Lisboa”, de
abril de 2017, o grau de prioridades determinado para o Concelho do Seixal para cada resposta elegível. No
entanto, também este documento não define metas.

Pela sua importância estratégica em matéria de planeamento social, o desencadeamento da elaboração da Carta
Social Municipal do Seixal constituiu uma das 21 Metas do Compromisso Público da Rede Social com a Assembleia
Municipal do Seixal em 2007, constando como uma das prioridades que integrou o I Plano de Desenvolvimento
Social do Seixal 2007/2009.

2.3. ENQUADRAMENTO ESTRUTURAL

Figura 1 – Enquadramento da Área da Ação Social no Planeamento Estratégico da Câmara Municipal do Seixal

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania / Divisão de Planeamento do Território e Mobilidade - Carta Social
Municipal do Seixal.

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O Plano Diretor Municipal do Seixal é um instrumento de planeamento territorial que estabelece a estrutura espacial,
a classificação básica do solo e os parâmetros de ocupação, tendo como base a estratégia de desenvolvimento
municipal. O seu processo de desenvolvimento e aplicação está diretamente relacionado com o decurso e aplicação
de outros instrumentos de ordenamento, de planeamento e de programação – Instrumentos Estratégicos de
Referência. Estes instrumentos podem ser de nível superior, de âmbito nacional ou regional (por exemplo, o Plano
Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa – PROTAML) ou de nível inferior, de
âmbito local, tais como os que seguidamente se apresentam.

Pretende-se que as interações entre os instrumentos enriqueçam todas as partes, isto é, que os eixos estruturantes
definidos pelo PDM orientem a estratégia a desenvolver sectorialmente e que os resultados, conclusões e
concretizações decorrentes dos instrumentos setoriais (área da educação, saúde, social, por exemplo), sejam
vertidos para o PDM. Os eixos estruturantes da revisão do PDM, que são transversais a toda a área de atuação da
Câmara Municipal e a todo o território do Seixal, são os seguintes:

− Reestruturação do espaço urbano e consolidação da rede de acessibilidades e transportes;

− Desenvolvimento económico sustentável;

− Proteção do espaço natural e valorização ambiental;

− Promoção da equidade e da coesão social.

A elaboração da Carta Social Municipal do Seixal, enquanto instrumento setorial de planeamento e programação,
até agora inexistente, vem contribuir de forma significativa para a persecução dos objetivos do PDM. Pretende-se
assim que constitua o elo de (inter)ligação entre o domínio do ordenamento do território e da ação social municipal.
O esquema anteriormente apresentado (Figura 1) reflete igualmente os fluxos e correlações estabelecidas entre a
Carta Social Municipal do Seixal e os restantes documentos estratégicos de referência a nível local e os
documentos produzidos em sede de Rede Social.

A Carta Social Municipal do Seixal, ao promover e valorizar, em todas as fases da sua conceção, a participação e os
contributos advindos da rede local de parceria, reforça o cruzamento dos diferentes instrumentos de planeamento e
gestão existentes na área social, tornando-os coerentes e confluentes entre si, objetivando o cumprimento da
estratégia municipal para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes do concelho, de uma forma participada.

Os objetivos da Carta Social Municipal do Seixal confluem também com a missão protagonizada pela Câmara
Municipal do Seixal, através da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania, integrada no Departamento
Desenvolvimento Social e Cidadania. A Câmara Municipal do Seixal tem como missão “definir estratégias e linhas
orientadoras para o desenvolvimento sustentável do Município, contribuindo para a afirmação da importância e
competitividade do mesmo no quadro da região e do país, através da execução de medidas e programas nas
diferentes áreas da sua competência e promovendo a qualidade de vida dos seus munícipes, em diálogo constante
com as instituições e os diferentes agentes de intervenção local”. A Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania
/ Departamento Desenvolvimento Social e Cidadania, através da sua atividade e enquanto agente promotor da Rede

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Social do Seixal, cumpre a sua missão de “Contribuir para o desenvolvimento, a coesão social e a cidadania do
município, através de uma intervenção fundamentada em redes e parcerias, otimizando recursos humanos,
tecnológicos, materiais e financeiros; Promover eficazmente a criação de equipamentos e respostas adequadas às
necessidades, expectativas e interesses dos diversos públicos e contextos; Promover a prevenção de todas as
formas de exclusão, adotando os valores da equidade, da inclusão, da cidadania, do respeito pela diversidade
cultural e pelas necessidades dos grupos mais desfavorecidos da população”. A elaboração e a concretização da
Carta Social Municipal do Seixal contribuem para a prossecução destas missões ao fomentar, através de uma
rigorosa programação, a coerência da rede de equipamentos e respostas sociais existentes, racionalizando-os e
potenciando-os, assegurando a participação ativa da parceria.

2.4. ENQUADRAMENTO LEGAL

Em 2008, o Governo em funções tenha elaborou e divulgou um projeto de Decreto-lei para elaboração de Cartas
Sociais Municipais. Esse projeto de Decreto-lei configurava a obrigatoriedade dos Municípios na elaboração das
respetivas Cartas Sociais Municipais, centradas numa primeira fase nas respostas sociais de Creche, Estrutura
Residencial para Pessoas Idosas, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, prevendo-se que, futura e
gradualmente, se abrangessem as outras respostas.

Esse projeto definia a Carta Social Municipal como um “instrumento determinante de apoio à decisão pública em
matéria de planeamento e previsão de infraestruturas num determinado território. A Carta Social Municipal permite a
adequação e racionalização das respostas sociais existentes, a coerência no planeamento para o alargamento da
rede de serviços e equipamentos sociais, a criação de mecanismos de articulação entre decisões públicas, bem
como a articulação da ação entre entidades públicas e instituições de solidariedade social.”

Mais recentemente, a Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto, Lei - Quadro da transferência de competências para as
autarquias locais e para as entidades intermunicipais, refere no seu Artigo 12.º - Ação social “É da competência dos
órgãos municipais: …b) Elaborar as Cartas Sociais Municipais, incluindo o mapeamento de respostas existentes ao
nível dos equipamentos sociais; c) Assegurar a articulação entre as Cartas Sociais Municipais e as prioridades
definidas a nível nacional e regional;…”, não estando ainda definidos normas ou critérios para a sua elaboração.
Assim, enquanto não houver enquadramento normativo para a elaboração de Cartas Sociais Municipais, poderão os
Municípios proceder à definição de critérios, metas e padrões de planeamento do território em matéria de
desenvolvimento social no que respeita à rede municipal de equipamentos de utilidade pública e de resposta às
necessidades de carater social.

Não se pode deixar de referenciar, também, o Decreto-Lei nº 115/2006, que regulamenta a rede social, que faz uma
abordagem territorial do planeamento, bem como da necessária articulação com os outros instrumentos
estratégicos: “É fundamental, para a afirmação e desenvolvimento da rede social ... a integração de instrumentos e
estruturas que reforcem o papel das redes sociais de base local nas decisões para a sua área territorial,
nomeadamente a obrigatoriedade do pedido de parecer ao conselho local de ação social para projetos e

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equipamentos a desenvolver no concelho, a consideração dos diagnósticos sociais e dos planos de


desenvolvimento social nos planos diretores municipais ...”.

As Cartas Sociais Municipais que têm existido até ao presente têm sido sincrónicas, ou seja, meramente descritivas
dos equipamentos que existem (com as respetivas respostas) e, em alguns casos, indicativas da necessidade de
novos equipamentos e respostas.

2.5. REDE SOCIAL DO SEIXAL

As Redes Sociais, criadas através da Resolução de Conselho de Ministros nº 197/1997, de 18 de novembro e,


posteriormente, regulamentadas através do Decreto-lei nº115/2006, de 14 de junho, pretendem fomentar a
intervenção estratégica e concertada nos diferentes problemas sociais e incentivar uma rede de resposta integrada
de âmbito local, num quadro de desenvolvimento social sustentável e autorregulado. As Redes Sociais têm por
objetivo o combate à pobreza e a exclusão social e promover a inclusão e coesão social, promover o
desenvolvimento e o planeamento social integrado, potenciando sinergias e recursos, integrar os objetivos da
promoção da igualdade de género e criar canais regulares de comunicação e informação entre os parceiros e a
população em geral.

A Rede Social do Seixal, publicamente apresentada em julho de 2004 e formalmente constituída em outubro do
mesmo ano, conta com a adesão formal de mais de 200 entidades, constituindo-se uma das maiores Redes Sociais
a nível nacional que, de forma mais ou menos regular ou interventiva, participam no fórum de discussão plenária, no
Conselho Local de Ação Social do Seixal (CLASS) que reúne, pelo menos, 4 vezes por ano. O CLASS possui um
regulamento interno, baseado nas orientações da lei vigente.

As Redes Sociais possuem dois órgãos: o Conselho Local de Ação Social (órgão deliberativo do âmbito territorial do
município) que funciona em plenário e as Comissões Sociais de Freguesia (órgão de âmbito territorial da freguesia).
A operacionalização das Redes é efetuada através da sua instância operativa, o Núcleo Executivo, que, embora não
seja de caráter obrigatório, possui também um regulamento interno próprio que define o seu funcionamento.

Tendo sido formalmente constituída antes da entrada em vigor da regulamentação, a Rede Social do Seixal
formalizou a criação de todas as suas Comissões Sociais de Freguesia (CSF) em 2006, ano em que foi decretada a
regulamentação das Redes Sociais, tendo sido constituídas as 6 Comissões Sociais, correspondentes às seis
freguesias então existentes e, posteriormente, por via da Reorganização administrativa do território das freguesias,
através da Lei nº 11 A/2013 de 28 de janeiro, foram reduzidas a 4 freguesias. Abrangendo os respetivos territórios
de freguesia, as CSF possuem o seu regulamento interno próprio, e funcionam em regime de funcionamento
autónomo do Conselho Local, possuindo e produzindo os seus próprios planos de ação anuais e projetos de âmbito
territorial.

Ainda de acordo com o Decreto-lei nº115/2006, de 14 de junho, para além de outras competências, compete aos
CLAS elaborar os instrumentos de planeamento social territoriais, nomeadamente o Diagnóstico Social (DS), o
Plano de Desenvolvimento Social (PDS), o Plano de Ação Anual (PAA) e o Sistema de Informação (SI). Como já

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anteriormente referido no ponto 2.4., enquanto não houver enquadramento normativo para a elaboração de Cartas
Sociais Municipais, poderão os Municípios orientarem-se através deste diploma legal na elaboração de Cartas
Sociais, como instrumento de planeamento estratégico para o desenvolvimento social dos concelhos.

No ponto 2.6. segue-se um histórico dos Programas e Planos que a parceria da Rede Social do Seixal tem
desenvolvido ao longos dos anos desde a sua constituição e que reflete o trabalho, o envolvimento e a visão que as
entidades no terreno têm demonstrado, no que se refere ao seu compromisso com o desenvolvimento local, na
promoção de respostas e equipamentos sociais que respondam às necessidades do território.

2.6. PLANOS E PROGRAMAS

Neste subcapítulo apresentam-se os Programas e Planos que, na última década, têm orientado a ação social a
nível europeu e nacional, e que influenciam a CSMS e quais os Fundos de Financiamento que têm permitido
desenvolver essas ações, através do recurso a candidaturas a essas verbas de apoio.

O Conselho da Europa definiu a Carta Social Europeia, aprovada pelo estado português através da Resolução da
Assembleia da República n º 64-A/2001, de 17 de Outubro, estabelecendo os direitos e princípios gerais
fundamentais a todos os cidadãos e cidadãs dos estados-membro que subscrevem esta Carta. Neste contexto, os
estados, ao definirem as politicas internas em matéria de ação social, deverão salvaguardar e ter em conta estes
princípios consagrados na Carta Social Europeia, de onde se destaca:

− As crianças e adolescentes têm direito a uma proteção especial contra os perigos físicos e morais a que se
encontrem expostos;

− Todas as pessoas têm o direito de beneficiar de todas as medidas que lhes permitam gozar do melhor
estado de saúde que possam atingir;

− Todas as pessoas têm o direito de beneficiar de serviços sociais qualificados;

− Todas as pessoas com deficiência têm direito à autonomia, à integração social e à participação na vida da
comunidade;

− Toda a pessoa idosa tem direito a uma proteção social;

− Toda a pessoa tem direito à proteção contra a pobreza e a exclusão social.

A Lei de Bases de Segurança Social (Lei nº 4/2007, de 16 de Janeiro) define que a ação social é desenvolvida
pelo Estado, pelas autarquias e por instituições privadas sem fins lucrativos, de acordo com as prioridades e os
programas definidos pelo Estado e em consonância com determinados princípios e linhas de orientação, dos quais
se salientam:

a) Utilização eficiente dos serviços e equipamentos sociais, com eliminação de sobreposições, lacunas de
atuação e assimetrias na disposição geográfica dos recursos envolvidos;

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b) Valorização das parcerias, constituídas por entidades públicas e particulares, para uma atuação integrada
junto das pessoas e das famílias;

c) Estímulo do voluntariado social, tendo em vista assegurar uma maior participação e envolvimento da
sociedade civil na promoção do bem-estar e uma maior harmonização das respostas sociais, e
desenvolvimento de uma articulação eficiente entre as entidades com responsabilidades sociais e os
serviços, nomeadamente de saúde e de educação.

O mesmo diploma refere ainda que o desenvolvimento da ação social consubstancia-se no apoio direcionado às
famílias, podendo implicar, nos termos a definir por lei, o recurso a subvenções, acordos ou protocolos de
cooperação com as instituições particulares de solidariedade social e outras, assim como pelo estabelecimento de
parcerias, designadamente através da rede social, envolvendo a participação e a colaboração dos diferentes
organismos da administração central, das autarquias locais, de instituições públicas e das instituições particulares
de solidariedade social e outras instituições privadas de reconhecido interesse público.

No âmbito dos princípios que consubstanciam a ação social, e fazendo referência aos quadros comunitários que
decorreram nos últimos anos, o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) decorrido entre 2007-2013,
definiu as 10 prioridades estratégicas nacionais e os programas nacionais a prosseguir nesse período de tempo,
bem como os grandes princípios de organização das intervenções estruturais a realizar com financiamento nacional
e comunitário, objetivando o desenvolvimento sustentável de Portugal no período em referência, nomeadamente,
entre outras:

− Valorizar o território e a qualidade de vida;

− Afirmar a cidadania, a igualdade de oportunidades e a coesão social.

O cumprimento das prioridades estratégicas do QREN pretenderam atingir determinados objetivos, entre os quais:

− Promoção do crescimento sustentado;

− Garantia de coesão social.

Terminado o período de vigência do QREN, em 2010 a Comissão Europeia lançou a Estratégia Europa 2020,
como princípio de programação alinhada com o Crescimento Inteligente, Sustentável e Inclusivo, que decorre até
2020 e se caracteriza por ser um Acordo de Parceria adotado entre Portugal e a Comissão Europeia, que reúne a
atuação dos 5 Fundos Europeus Estruturais e de Investimento: FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEADER e FEAMP
- no qual se definem os princípios de programação que consagram a política de desenvolvimento económico, social
e territorial para promover, em Portugal, entre 2014 e 2020.

Durante este período, perspetiva-se que Portugal receba cerca de 25 mil milhões de euros e, para tal, definiu os
Objetivos Temáticos para estimular o crescimento e a criação de emprego, as intervenções necessárias para os
concretizar e as realizações e os resultados esperados com estes financiamentos, em que um dos objetivos é a
redução em 25 milhões, do número de europeus que viviam abaixo dos limiares de pobreza (cerca de 25%). O
crescimento inclusivo terá como corolário, entre outros, modernizar os sistemas de formação e de proteção social,

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para ajudar as pessoas a antecipar e a gerir a mudança e construir uma sociedade coesa. Em Portugal a meta
definida em termos da Estratégia 2020 pretende retirar cerca de 200 mil pessoas da situação de pobreza na década
de 2011-2020.

Os principais objetivos das políticas a prosseguir no Portugal 2020 foram definidos como sendo: Estímulo à
produção de bens e serviços transacionáveis; Incremento das exportações; Transferência de resultados do sistema
científico para o tecido produtivo; Cumprimento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos; Redução dos níveis de
abandono escolar precoce; Integração das pessoas em risco de pobreza e combate à exclusão social; Promoção do
desenvolvimento sustentável, numa ótica de eficiência no uso dos recursos; Reforço da coesão territorial,
particularmente nas cidades e em zonas de baixa densidade; Racionalização, modernização e capacitação da
Administração Pública.

No entanto, a implementação das estratégias de promoção da inclusão e coesão social e do combate às


desigualdades sociais foi fortemente condicionada pela crise económica global que eclodiu a partir de 2008,
forçando a que o país recorresse a um resgate financeiro e que colocou em causa o progresso adquirido e/ou, até
mesmo, introduziu retrocessos significativos ao nível das políticas ativas de emprego, proteção social e da
requalificação e expansão da rede de equipamentos. Em Portugal, segundo dados do INE, em 2010 25,3% da
população encontrava-se em risco de pobreza e exclusão social, atingindo em 2013 os 27,3%, regredindo para
níveis de 2004 (27,4%). Também, num relatório divulgado no início de setembro, que analisa um conjunto de 35
países, a OCDE sugere que Portugal foi o terceiro onde o desemprego estrutural mais aumentou, logo a seguir a
Espanha e à Grécia. Igualmente, o FMI em julho de 2014 referia que "Na maioria dos países do euro, as taxas de
desemprego ainda excedem o seu valor de equilíbrio e a inflação está muito baixa. Assim, políticas do lado da
procura são ainda essenciais. Uma vez que a margem orçamental é apertada, a política monetária tem de continuar
a apoiar a atividade. As medidas recentes tomadas pelo BCE são bem-vindas. Ainda é cedo para avaliar o seu
impacto e, se a inflação continuar teimosamente baixa, mais medidas devem ser consideradas.".

Como anteriormente referido, os Fundos disponibilizados neste presente quadro comunitário do Portugal 2020,
nomeadamente o FSE (Fundo Social Europeu), o FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), do Fundo
de Coesão, o FEADER (Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural) e o FEAMP (Fundo Europeu dos
Assuntos Marítimos e das Pescas), têm proporcionado a apresentação de candidaturas a vários programas, com o
objetivo de promover o desenvolvimento do território do Seixal.

Antes de estabelecer um breve historial sobre os Programas a que a parceria do Município do Seixal tem recorrido
na última década, importa referenciar quais as áreas de financiamento a que se destinam estas verbas.

O Fundo Social Europeu (FSE) instituído desde 1957 pelo Tratado de Roma, é o fundo estrutural mais antigo,
cujas verbas têm contribuído para o reforço da política económica e social da União, melhorando o emprego e as
possibilidades de emprego. Para o efeito, o FSE apoia ações dos Estados Membros visando o aumento da
capacidade de adaptação dos trabalhadores e das empresas, a melhoria do acesso ao emprego, a inserção
profissional dos desempregados, o reforço da integração social das pessoas desfavorecidas, o aumento e a

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melhoria do investimento no capital humano, o reforço da capacidade institucional e a eficácia das administrações e
dos serviços públicos.

O Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) destina-se a reforçar a coesão económica e social na
União Europeia, através da correção dos desequilíbrios regionais e abrange:
• Ajudas diretas aos investimentos realizados nas Empresas (designadamente as Pequenas e Médias
Empresas), a fim de criar emprego duradouro;
• Infraestruturas ligadas, nomeadamente, à Investigação e à Inovação, às Telecomunicações, ao Ambiente,
à Energia e aos Transportes;
• Instrumentos Financeiros (fundos de capital-risco, fundos de desenvolvimento local, etc.), a fim de apoiar o
Desenvolvimento Regional e local e favorecer a cooperação entre as Cidades e as Regiões;
• Medidas de Assistência Técnica.

O Fundo de Coesão destina-se aos Estados-Membros cujo Rendimento Nacional Bruto (RNB) por habitante seja
inferior a 90 % da média da EU e visa reduzir as disparidades económicas e sociais e promover o desenvolvimento
sustentável. Atualmente, está sujeito às mesmas regras de programação, gestão e acompanhamento que o FEDER
e o FSE ao abrigo do Regulamento Disposições Comuns.

Para o período 2014-2020, o Fundo de Coesão abrange os seguintes países: Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia,
Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Portugal, República Checa e Roménia.

O Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) concorre para o desenvolvimento de setores
tais como a agricultura e florestas, o ambiente, a gestão do espaço rural, o ordenamento do território e a
diversificação de atividades económicas nas zonas rurais.

O Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) promove o desenvolvimento de uma política
marítima e das pescas para o período de tempo em que o findo irá estar disponibilizado.

Em seguida, apresenta-se um histórico dos Programas de Financiamento que decorreram na última década, aos
quais o município do Seixal apresentou candidaturas para o desenvolvimento de Projetos:

Programa SER CRIANÇA

Este programa teve por objetivo a prevenção e a eliminação de situações de desproteção social que atingem
crianças, jovens e suas famílias através do apoio ao desenvolvimento de projetos de incidência na família e na
comunidade, promovendo igualmente a experimentação de novas metodologias de intervenção e investigação-ação.

Quadro 1 - Projeto Apresentado pela Parceria da Rede Social do Seixal, ao Programa Ser Criança, em 2005

Projeto apresentado Entidade promotora e executora Resultado


Formação para técnicos com intervenção na área dos Projeto não aprovado pelo
Santa Casa da Misericórdia do Seixal
menores em risco organismo da administração central

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

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Programa PROGRIDE – Programa para a Inclusão e Desenvolvimento

Criado pela Portaria nº 730/2004, de 24 de junho, o PROGRIDE visou a promoção e desenvolvimento de projetos no
território de Portugal Continental, promovendo a inclusão social em áreas marginalizadas e degradadas e o combate
ao isolamento, à desertificação e à exclusão em zonas deprimidas (Quadro 2).

Quadro 2 - Projetos Apresentados pela Parceria da Rede Social do Seixal ao Programa para a Inclusão e
Desenvolvimento, em 2005

Medidas Projetos apresentados Parceria Resultado


Entidade promotora: Câmara Municipal do
1: Apoiar o desenvolvimento de projetos de combate
Seixal
a fenómenos graves de exclusão, em territórios Projeto “Espaço Família”
Entidade executora: Centro Paroquial de Projetos não
identificados como prioritários
Bem-Estar Social de Arrentela aprovados pelo
Projeto “Plataforma da Entidade promotora e executora: A PEDRA – organismo da
2: Apoiar o desenvolvimento de projetos direcionados Imaginação” Associação, Cultura, Desenvolvimento administração
para a promoção da inclusão e da melhoria das Entidade promotora e executora: CRIAR-T central
condições de vida de grupos específicos Projeto Espaço T Associação de Solidariedade

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

Quadro 3 - Candidaturas aos Projetos Inovadores apresentadas em 2009 e 2010


Parceria da Rede Social do Seixal

Entidade promotora e
Projeto apresentado Público-alvo Resultados
executora
Comunidade do agrupamento escolas “O
Grupo Flamingo,
“Sensibilizar, Educar, e Formar – O Ambiente na Rouxinol”, de alunos e alunas em risco de
Associação de Defesa do
Integração e Sucesso Escolar” exclusão e abandono escolar do pré-escolar
Ambiente
ao 3º ciclo de escolaridade
“Linha 65 – Linha Telefónica Concelhia de Apoio à Criar-t Associação de Pessoas idosa, com mais de 60 anos e/ou
Terceira Idade e Pessoas Dependentes” Solidariedade dependentes
Rato – Associação para a
“Info-Domus – Oficinas de Informática para Pessoas com dificuldades de mobilidade, Projetos
Divulgação Cultural e
Pessoas com Mobilidade Reduzida” impedidas de sair da sua residência financiados
Cientifica
Comunidade de pessoas surdas, desde a
deficiência auditiva ligeira à deficiência
Surf Terapêutico” Seixal Surfing Clube
auditiva profunda, com idade igual ou
superior a 7 anos
Centro de Atividades Pessoas desempregadas inscritas no Centro
“Pró Emprego, Sorrir e Aprender”
Sociais de Miratejo de Emprego do Seixal
População sénior integrada em lares e
centros de dia, centros de convívio e
“Bem–Me–Care Sem Idade – Promoção do Bem-
Dojo - Ipon C.A.D.E.Q. associações de reformados, pensionistas e
Estar Biopsicossocial na Idade de Ouro (3ª Idade)”
idosos do concelho do Seixal, cuidadores
formais e informais e público em geral
Projetos não
“Gravidez na Adolescência” Centro de Saúde de Amora Jovens adolescentes grávidas
financiados
“Direitos Humanos” Não especificado
Missão Ortodoxa da Virgem
Mãe de Deus
“Resposta para a Crise Moral” Não especificado

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania – Rede Social do Seixal.

No entanto e para além dos financiamentos disponibilizados ao nível dos organismos do Estado, a própria Rede
Social do Seixal promoveu em 2009 e 2010, uma linha de financiamento interna, como incentivo ao
desenvolvimento de projetos de âmbito local, que pudessem responder às necessidades de públicos específicos, ao
qual se denominou de Candidaturas aos Projetos Inovadores. A estes financiamentos, puderam se candidatar

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todas as entidades sem fins lucrativos, desde que integrassem a parceria da Rede Social e que os projetos se
destinassem ao território do município (Quadro 3).

Programa FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

As candidaturas apresentadas pelas entidades parceiras da Rede Social em Setembro de 2005 enquadraram-se no
Regulamento do FEDER, para o período de 2000-2006, que visava promover a coesão económica e social
mediante a correção dos principais desequilíbrios regionais e a participação no desenvolvimento e na reconversão
das regiões, garantindo simultaneamente uma sinergia com as intervenções dos outros fundos estruturais (Quadro
4).

Quadro 4 - Projetos Apresentados pela Parceria da Rede Social do Seixal à Medida 3.7 – Apoio ao Investimento no
Desenvolvimento Local e Social, em 2005

Entidade Promotora e Executora Candidatura Resultado


Construção de raiz de Um Centro de Acolhimento Temporário
Centro de Assistência Paroquial de Amora
para Crianças e Jovens em Risco
Projetos não aprovados
Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos Construção de raiz de uma Creche pelo organismo da
administração central
Centro Paroquial e Social da Sagrada Família do
Adaptação e ampliação do Berçário e do Refeitório
Miratejo/Laranjeiro

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES)

Criado pela Portaria nº 426/2006, de 2 de maio, o PARES, teve por finalidade apoiar o desenvolvimento e consolidar
a rede de equipamentos sociais. Este programa foi financiado com verbas provenientes de 13% dos resultados
líquidos da exploração dos jogos sociais atribuídos ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, cuja verba
se destina ao desenvolvimento de programas, medidas, projetos, ações, equipamentos e serviços que visem elevar
o nível de vida das pessoas idosas, melhorar as condições de vida e de acompanhamento das pessoas com
deficiência e promover o apoio a crianças e jovens, à família e à comunidade em geral, nomeadamente através do
desenvolvimento de modelos de financiamento que visem o alargamento ou a melhoria da qualidade da rede de
equipamentos e serviços. O Despacho nº 944/2007, de 18 de janeiro, determinou uma 2ª fase de candidaturas e,
posteriormente decorreu uma 3ª fase, às quais várias entidades da Rede Social do Seixal se candidataram. Todos
os projetos aprovados ao abrigo deste programa foram cofinanciados pela Câmara Municipal do Seixal (Quadro 5).

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Quadro 5 - Projetos Apresentados pela Parceria da Rede Social do Seixal ao Programa PARES em 2006, 2007 e 2008

Ano de
candidatura/ Projetos apresentados Resultado
Fase Entidade promotora e executora Projeto
Assoc. Unitária de Ref. Pens. e Idosos da Remodelação do edifício e criação das respostas de Centro
Torre da Marinha (AURPITM) de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário 120 vagas
Remodelação e ampliação do edifício para alargamento das
Assoc. Unitária de Ref. Pens. e Idosos de
respostas de Centro de Dia e alargamento do Serviço de
Amora (AURPIA)
Apoio Domiciliário 69 vagas
Assoc. de Ref. Pens. e Idosos de Fernão Remodelação e ampliação do edifício da resposta de Centro
Ferro (ARPIFF) de Dia 40 vagas Projetos não aprovados pelo
Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Construção de raiz de Creche e alargamento do Serviço de organismo da administração
2006
Fernão Ferro (CPFF) Apoio Domiciliário 83 vagas central
PARES
Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos Construção de raiz de Creche 33 vagas
Fase I
Assoc. Unitária de Ref. Pens. e Idosos do Construção de raiz de Estrutura residencial para pessoas
Seixal (AURPIS) idosas – 70 vagas
Coop. de Educação e Reabilitação do
Construção de raiz de Lar para pessoas com Deficiência e
Cidadão Inadaptado do Seixal e Almada
Residência 19 vagas
(CERCISA)
Projeto aprovado mas não se
Centro de Assistência Paroquial de Amora
Construção de raiz de Creche 38 vagas concretizou, por decisão da
(CAPA)
entidade em 2010
Assoc. Unitária de Ref. Pens. e Idosos da Remodelação do edifício e criação das respostas de Centro
Torre da Marinha (AURPITM) de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário 50 vagas
Remodelação e ampliação do edifício para alargamento das
Assoc. Unitária de Ref. Pens. e Idosos de
respostas de Centro de Dia e alargamento do Serviço de Projetos não aprovados pelo
Amora (AURPIA)
Apoio Domiciliário 49 vagas organismo da administração
Assoc. de Ref. Pens. e Idosos de Fernão Remodelação e ampliação do edifício das respostas de central
Ferro (ARPIFF) Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário – 50 vagas
Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Construção de raiz de Creche e alargamento do Serviço de
Fernão Ferro (CPFF) Apoio Domiciliário 166 - vagas
2007
Construção de raiz de Estrutura residencial para pessoas
PARES Assoc. Unitária de Ref. Pens. e Idosos do Projeto aprovado – resposta em
idosas, Creche, Centro de Dia e Serviço de Apoio
Fase II Seixal (AURPIS) funcionamento desde 2011
Domiciliário - 205 vagas
Coop. de Educação e Reabilitação do
Construção de raiz de Lar para pessoas com Deficiência e Projeto aprovado – resposta em
Cidadão Inadaptado do Seixal e Almada
Residência19 vagas funcionamento desde 2011
(CERCISA)
Projeto não aprovado pelo
Centro de Atividades Sociais do Miratejo Construção de raiz de Creche, Creche Familiar, Centro de
organismo da administração
(CASM) Dia e Serviço de Apoio Domiciliário 164 vagas
central
Projeto aprovado – resposta em
Centro Social e Paroquial de Corroios Construção de raiz de Creche - 66 vagas
funcionamento desde 2010
Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Projeto aprovado – resposta em
Construção de raiz de Creche - 66 vagas
Fernão Ferro (CPFF) funcionamento desde 2013
Projeto não aprovado pelo
Centro de Atividades Sociais do Miratejo
Construção de raiz de Creche – 66 vagas organismo da administração
(CASM)
central
Projeto aprovado – resposta
2008
inaugurada em 2012 e desativada
PARES Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos Construção de raiz de Creche – 33 vagas
em 2018, por encerramento da
Fase III
atividade da entidade promotora
Projeto aprovado – resposta em
Centro Social e Paroquial de Corroios (Igreja Construção de raiz de Creche (Sta Marta do Pinhal) – 66
funcionamento desde o ano letivo
Paroquial de Corroios) vagas
2017
Associação de Reformados e Idosos da Projeto aprovado – resposta em
Construção de raiz de Creche – 66 vagas
Freguesia de Amora (ARIFA) funcionamento desde 2015

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

Programa ESCOLHAS

O Programa ESCOLHAS, criado pela Resolução de Conselho de Ministros nº 4/2001, de 9 de Janeiro e renovado
pela RCM nº 60/2004, de 30 de Abril, RCM nº 80/2006, de 26 de Junho e RCM nº 63/2009, de 23 de Julho, visa
promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis,
particularmente dos descendentes de imigrantes e minorias étnicas, tendo em vista a igualdade de oportunidades e
o reforço da coesão social.

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Quadro 6 - Projetos Apresentados pela Parceria da Rede Social do Seixal ao Programa ESCOLHAS desde 2001

Ano de candidatura / Projetos apresentados


Geração Resultados
Entidade promotora e executora Projeto / Território
1ª Geração Projeto da Quinta do
Gestão Direta do Programa
Seleção dos Cabral/Boa Hora
Projeto em vigor entre
territórios por
Projeto da Quinta da 2001/2003
despacho na RCM nº Gestão Direta do Programa
Princesa
4/2001, de 9 de janeiro
Projeto “Rualidades”
KHAPAZ, Associação Cultural
2ª Geração Quinta do Cabral/Boa Hora Projeto em vigor entre
2004-2006 2004/2006
Projeto “Tutores de Bairro”
Grupo Desportivo Recreativo da Quinta da Princesa
Quinta do Princesa
Projeto “Rualidades”
KHAPAZ, Associação Cultural
Quinta do Cabral/Boa Hora
3ª Geração Projeto em vigor entre
2007-2009 Terra Igual, Cooperativa de Solidariedade Social, CRL 2007/2009
Projeto “Tutores de Bairro”
(posteriormente foi sucedida pela Assoc. de Pais e Enc. de Educação
Quinta da Princesa
da Escola Pedro Eanes Lobato)
Projeto
Entidade promotora: KHAPAZ Associação Cultural Projeto em vigor entre
“Comum”NiK”Acção”
Entidade gestora: SOLIM, Solidariedade Imigrante 2010-2012
Quinta do Cabral/Boa Hora
Projeto “Tutores de Bairro” Projeto em vigor entre
Assoc. de Pais e Enc. de Educação da Escola Pedro Eanes Lobato)
Quinta da Princesa 2010-2012
4ª Geração
2010-2012
GTO Lx – Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa Projeto “Alta Definição”
Projetos não aprovado pelo
Associação dos Escoteiros de Portugal Projeto “AZIMUTES” organismo de gestão

CASCA - Cooperativa de Animadores Socioculturais e Afins, CRL Projeto “SER +”


Entidade promotora: KHAPAZ Associação Cultural Entidade gestora:
Projeto “Escola de Rua” Projeto em vigor entre
SOLIM, Solidariedade Imigrante
Quinta do Cabral/Boa Hora 2013-2015
Projeto “Tutores de Bairro” Projeto em vigor entre
Assoc. de Pais e Enc. de Educação da Escola Pedro Eanes Lobato
Quinta da Princesa 2013-2015
5ª Geração
2013-2015 Programa aprovado, mas
Projeto "K"CITAR-T” posteriormente suspenso,
CRIAR-T- Associação de Solidariedade
Vale de Chícharos sem implementação de
ações no terreno
Projeto “Estás n@ Mira” Projeto em vigor entre
APE - Associados para Educar
Miratejo 2013-2015
Assoc. de Reformados e Idosos da Projeto “Tutores de Bairro” Projeto em vigor entre
Quinta da Princesa Quinta da Princesa 2016-2018
Projeto “Estás n@ Mira” Projeto em vigor entre
APE - Associados para Educar
Miratejo 2016-2018
Entidade promotora: KHAPAZ Associação Cultural Entidade gestora: Projeto “Escola de Rua”
6ª Geração SOLIM, Solidariedade Imigrante Quinta do Cabral/Boa Hora
2016-2018 Projeto “Reconhecer”
Cucena Projetos não aprovados
Santa Casa da Misericórdia do Seixal
Projeto “Raízes” pelo organismo de gestão
Sta. Marta de Corroios
Projeto “Acredita”
Centro Social e Paroquial de Corroios
Sta. Marta de Corroios
Projeto
“Empoderar Capacitação
Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades de Mulheres” Projeto em vigor entre
entre Mulheres e Homens Capacitação de 50 jovens 2017-2018
mulheres ciganas e/ou
6ª Geração imigrantes
2017-2018
Projeto “Puxa Por Ti”
(fase extraordinária)
Centro Paroquial e Bem-estar Social da Arrentela Quinta do Cabral e Quinta
da Boa Hora, Arrentela Projetos não aprovados
Projeto pelo organismo de gestão
Santa Casa da Misericórdia do Seixal “Quinta_da_Cucena”
Cucena

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

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O Programa estrutura-se em 5 áreas estratégicas de intervenção:

− Inclusão escolar e educação não formal;


− Formação profissional e empregabilidade;
− Dinamização comunitária e cidadania;
− Inclusão digital;
− Empreendedorismo e capacitação.

Este Programa, em vigor desde 2001, inicialmente gerido diretamente pela Presidência do Conselho de Ministros e,
posteriormente, pelo Alto Comissariado para as Migrações, constitui-se o mais antigo programa ainda em
funcionamento de financiamento de ações para a área social e já conheceu 6 gerações (com períodos de 3 anos),
bem como já proporcionou o financiamento a projetos pontuais (de períodos de 1 ano). O concelho do Seixal foi um
dos territórios escolhidos desde o início, em 2001, para a dinamização de dois projetos: um na Quinta do Cabral/Boa
Hora, freguesia de Arrentela e outro na Quinta Princesa, freguesia de Amora, os quais foram sucessivamente
aprovados pela entidade de gestão do Programa. Desses dois projetos iniciais, presentemente apenas um ainda
decorre, no território da Quinta da Princesa (Quadro 6).

Para além dos projetos em desenvolvimento desde 2001, o Seixal apresentou outros projetos ao Programa
ESCOLHAS, em todas as fases de desenvolvimento do Programa. Mais recentemente, este Programa proporcionou
uma fase extraordinária para apresentação de candidaturas, que permitiu que entidades se candidatassem a verbas
que correspondem a projetos que, eventualmente, possam ter cessado a sua atividade ou desenvolvimento,
permitindo o desenvolvimento de projetos por períodos de 1 ano, renovável até 2 anos. Atualmente, decorre o prazo
para a apresentação de candidaturas à 7ª geração.

Programa Operacional Potencial Humano (POPH)

No quadro do Programa que concretizou a agenda temática para o potencial humano inscrita no QREN para 2007-
2013 (concretizada em 10 eixos prioritários do POPH), em abril de 2009, o Município do Seixal apresentou uma
candidatura para a tipologia de intervenção 6.12, 8.6.12 e 9.6.12 – Apoio ao Investimento a Respostas Integradas
de Apoio Social – Área das Pessoas com Deficiência (Quadro 7).

Quadro 7 - Projeto Apresentado Parceria da pela Rede Social do Seixal ao POPH, em 2009

Projeto apresentado Entidade promotora e executora Resultado

Construção de raiz para Lar Residencial, Centro de Atividades Projeto não aprovado pelo organismo da
Cruz Azul de Portugal
Ocupacionais, Serviço de Apoio Domiciliário e Residência Autónoma administração central

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

Ainda no âmbito de candidatura aos fundos de financiamento ao Programa Operacional Potencial Humano (POPH)
integrados no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e no âmbito da operacionalização do Plano
Municipal para Igualdade de Género e Oportunidades do Seixal (PMIGO), para o triénio 2010-2012, em 2011 o
Município do Seixal candidatou-se ao financiamento de formação na área da Igualdade de Género e Violência

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Doméstica, tendo-se apresentado uma candidatura conjunta com a UMAR – União de Mulheres Alternativa
Resposta (UMAR), entidade parceira da Rede Social do Seixal e na área da Igualdade de Género, aos Projetos
Tipologia 9.7.4 - Formação para Públicos Estratégicos (Quadro 8).

Quadro 8 – Candidaturas aprovadas no âmbito da área da Igualdade de Género ao POPH, em 2011

Projeto apresentado Entidade promotora e executora Resultado

Curso “Qualificação da Intervenção na Violência Doméstica”


30 horas
Formados 15 técnicos/as das instituições e entidades públicas
Janeiro de 2011
Curso “Igualdade de Género e Educação”
47 horas
Formados 18 docentes
Entidade promotora: Câmara Municipal
Abril a Julho de 2011
do Seixal
Curso “Igualdade de Género, Idosos e Dependentes” Projetos aprovados pelo POPH
47 horas
Entidade executora: UMAR
Formadas 12 mulheres assistentes de apoio domiciliário
De Junho a Julho de 2011
Curso “Igualdade de Género e Exclusões”
47 horas
Formados 13 profissionais das áreas das exclusões e intervenção
social
Outubro a Dezembro de 2011

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Rede Social do Seixal.

Programa MODELAR

Este programa foi criado pelo Decreto-lei nº 186/2006, de 12 de setembro e pela Portaria nº 376/2008, de 23 de
Maio, que estabeleceu o regime de atribuição de apoios financeiros pelo Estado através dos serviços e organismos
centrais do Ministério da Saúde e das administrações regionais de saúde, a pessoas coletivas privadas sem fins
lucrativos.

O Programa MODELAR proporcionou o desenvolvimento de ações e projetos nos domínios da promoção da saúde,
da prevenção e tratamento da doença, da reabilitação, da redução de danos e da reinserção, incluindo ações de
formação e aquisições de bens e serviços necessários à respetiva execução. A Portaria nº 376/2008, de 23 de Maio,
definiu a participação direta das pessoas coletivas privadas sem fins lucrativos na prossecução dos objetivos
estabelecidos no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 186/2006, de 12 de Setembro, através de projetos que respondessem
às necessidades identificadas no desenvolvimento e consolidação da Rede Nacional de Cuidados Continuados
Integrados (Quadro 9).

Quadro 9 - Projetos Apresentados pela Parceria da Rede Social do Seixal ao Programa MODELAR, em 2008 e 2009

Projeto apresentado Entidade promotora e executora Resultados

Construção de Unidade de Cuidados Continuados de Longa Associação de Reformados e Projeto aprovado – resposta em
Duração e Manutenção: 30 vagas Idosos da Freguesia de Amora funcionamento desde 2011
Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração e
Manutenção de Arrentela: 30 vagas Santa Casa da Misericórdia do Projeto aprovado – candidatura
Unidade de Cuidados Continuados de Média Duração e Seixal sem sequência
Reabilitação: 39 vagas

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS)

Os Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), criados através da Portaria nº 396/2007, de 2 de abril,
visam a promoção da inclusão social dos cidadãos e cidadãs de forma multissetorial e integrada, através de ações a
executar em parceria, de forma a combater a pobreza persistente e a exclusão social em territórios deprimidos.
Inicialmente, estes Contratos Locais constituíram-se como experiências-piloto, por convite direto por parte do
Instituto da Segurança Social às entidades promotoras, tendo sido o CLDS de Arrentela um deles. Os CLDS
abrangem os seguintes eixos de intervenção:

• Eixo 1 – Emprego e Qualificação Profissional


• Eixo 2 – Intervenção Familiar e Parental
• Eixo 3 – Capacitação das Comunidades e das Instituições
• Eixo 4 – Informação e Acessibilidades.

A partir de 2009, o Município do Seixal contou com outras candidaturas às gerações seguintes do CLDS, as quais
estão descritas no Quadro 10.

Quadro 10 - Projetos Apresentados pela Parceria da Rede Social do Seixal aos CLDS, desde 2008

Projeto apresentado Entidade promotora e executora Resultado

CLDS de Arrentela Projeto em vigor entre 2009-2011


Centro Paroquial e Bem-estar Social da Arrentela
CLDS
Projeto em vigor entre 2012-2014
“Vida Emprego”

CLDS Mais
ARIFA Projeto em vigor entre 2013-2015
“Viver Mais Amora”
Entidade promotora e executora: ARIFA
Entidades executoras: Santa Casa da Misericórdia do Seixal,
CLDS 3G “Ser Mais Seixal” Projeto em vigor entre 2016-2018
CRIAR-T – Associação de Solidariedade, Centro Social
Paroquial de Corroios

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania – Rede Social do Seixal.

O Município do Seixal não foi selecionado para a próxima geração deste programa, razão pela qual a Câmara
Municipal do Seixal já solicitou esclarecimentos à Segurança Social.

Desde o seu início, as Redes Sociais foram integradas numa série de programas de financiamento e instrumentos
nacionais de planeamento, que têm vindo a ser orientadores das áreas da ação social na última década,
destacando-se como os mais estruturantes: o Plano Nacional de Ação para a Inclusão (PNAI), que decorreu entre
2001 e 2006, o Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação e o Plano Nacional de
Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género, que decorrem ambos desde 2000, o Plano de Ação e
Integração para Pessoas com Deficiências e Incapacidades, que decorreu entre 2006 e 2009, o Plano Nacional de
Prevenção e Combate ao Tráfico de Seres Humanos, que decorre desde 2007 e o Programa de Ação para a
Eliminação da Mutilação Genital Feminina que decorre desde 2009.

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

Não obstante a maior ou menor regularidade e continuidade no desenvolvimento destes instrumentos de


planeamento nacionais, têm sido estes os instrumentos orientadores de toda a planificação local e consequente
investimento em matéria de respostas locais que visam a redução das assimetrias sociais. De todas as áreas que
têm tido investimento a nível de promoção de respostas a grupos específicos e/ou mais socialmente vulneráveis,
tem sido na área da promoção da igualdade de género, cidadania e não descriminação que se tem verificado uma
continuidade no trabalho de planificação e avaliação dos instrumentos de planeamento, nomeadamente nas áreas
da promoção da igualdade de género, cidadania e não descriminação, na prevenção e combate à violência
doméstica e de género, na prevenção e combate ao tráfico de seres humanos e no combate com vista à eliminação
da mutilação genital feminina.

No caso do Município do Seixal e por via do que tem sido o seu trabalho e investimento ao nível da promoção da
área da igualdade de género, cidadania e não discriminação, e desde 2006 adotou políticas municipais na
promoção do mainstreaming de género, com a elaboração do seu primeiro Plano Municipal para a Igualdade de
Género e Oportunidades (PMIGO) do Seixal, em 2010.

Plano Municipal para a Igualdade de Género e Oportunidades (PMIGO)

A promoção da igualdade de género consequentes políticas municipais nesta área foram o resultado de um conjunto
de ações dinamizadas no âmbito da parceria da Rede Social, que, ao invés de adotar a figura do conselheiro ou
conselheira para a igualdade, optou por uma figura mais transversal e participativa ao constituir o Conselho
Consultivo para Igualdade de Género e de Oportunidades (CONCIGO), de que fazem parte as principais entidades
comprometidas com o PMIGO e representativas de várias áreas mais suscetíveis de discriminações,
nomeadamente: as mulheres em geral, as mulheres vítimas de violência doméstica e de género, as mulheres
ciganas, a deficiência, a orientação sexual e transgénero, as entidades de proteção na violência doméstica, a
academia e a formação e a entidade nacional de tutela da área da igualdade de género e não discriminação, a
Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Para a elaboração do PMIGO, a Câmara Municipal não
recorreu a qualquer fonte de financiamento.

Integrada no âmbito da promoção das políticas de género, a área do combate à Violência Doméstica e de Género
tem recebido um particular destaque, tendo o município do Seixal promovido nos últimos anos um conjunto de
políticas e respostas locais, que têm dinamizado o aprofundamento da intervenção ao nível local.

Rede Municipal contra a Violência Doméstica e de Género

A Rede Municipal Contra a Violência Doméstica e de Género resulta da parceria existente desde há alguns anos a
esta parte no Município do Seixal, no âmbito do combate à Violência Doméstica, que integra o Plano Municipal para
a Igualdade de Género e Oportunidades do Seixal.

Aquando da dinamização do Gabinete de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica (GAVVD), inaugurado em


2009 no dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, promovido pela Cooperativa Pelo Sonho É Que Vamos com o
apoio financeiro para o seu funcionamento da Câmara Municipal do Seixal, foi constituída uma parceria que

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funcionou em torno dessa resposta, constituída por uma série de entidades da parceria, que intervêm direta ou
indiretamente na problemática da violência doméstica. O GAVVD, enquanto esteve em atividade, não beneficiou de
acordo de cooperação com o Estado para o seu financiamento, e garantiu um serviço aberto a vítimas de violência
doméstica, maiores de 18 anos.

Com o desenvolvimento das atividades do Plano Municipal para a Igualdade de Género e Oportunidades do Seixal
ao longo dos últimos anos, foi sentida a necessidade de alargar esta parceria para além da atividade do GAVVD,
alargando o âmbito de atuação desta parceria, com vista à defesa os direitos humanos e especificamente dos
direitos das vítimas de violência doméstica e de género.

É neste contexto que surge a Rede Municipal Contra a Violência Doméstica e de Género que, não sendo um
Programa, pretende envolver as entidades da parceria no desenvolvimento de medidas de prevenção, atuação e
combate de todas as formas de violência doméstica e de género em todas as suas dimensões, com vista à defesa
da dignidade humana, promovendo os Direitos Humanos e uma cultura de não-violência.

Esta Rede Municipal pretende intervir e atuar em todas as dimensões da sociedade, nomeadamente no âmbito da
educação, ação social, saúde, desporto, cultural, associativo, etc.

Programa de Emergência Social (PES)

Mais recentemente e por via da crise socioeconómica que se instalou por toda a Europa nos últimos anos, em 2011,
o Ministério da Segurança Social e da Solidariedade apresentou o Programa de Emergência Social (PES), que teve
início em outubro de 2011, e que pretendeu dar resposta à grave crise económica que o país se encontrava. Este
programa desenvolveu 4 eixos de intervenção: Pessoas com Deficiência, Voluntariado, Famílias e Instituições. No
eixo das Famílias, foram criadas as respostas de Cantina Social e Apartamentos de Emergência, ao qual o
município do Seixal aderiu e dinamizou a sua rede de Cantinas Sociais e rede de Apartamentos de Emergência.

Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC)

Em 2015, foi desenvolvida linha de financiamento ao Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), tendo o
Seixal apresentado uma candidatura a um DLBC de tipologia urbana, com a designação “Margens Comuns”. O
DLBC visava particularmente promover, em territórios específicos, a concertação estratégica e operacional entre
parceiros, focalizada no desenvolvimento económico e na criação de postos de trabalho, em consonância com o
Acordo de Parceria – Portugal 2020 e com os objetivos Estratégia Europa 2020.

No caso do Seixal, a focalização temática do DLBC Urbano dirigia-se à promoção da inclusão social, através do
combate a problemas de pobreza, de exclusão social e de abandono escolar, com ênfase em medidas de inovação
e desenvolvimento social em territórios urbanos sensíveis e desafiantes. Para o efeito, foi constituído o Grupo de
Ação Local (GAL) com 35 entidades, que saíram dos workshops que foram promovidos para esta discussão, tendo
sido elaborada uma Estratégia de Desenvolvimento Local (EDL) de base comunitária e foi constituído um
diagnóstico específico para esta candidatura.

O projeto foi suspenso a partir de fevereiro de 2018, por decisão da entidade coordenadora.

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Programa ROMED I e Programa ROMED II / Plano Local para a Integração das Comunidades Ciganas (PLICC)

O Programa ROMED I é um programa de formação de mediadores, desenvolvido pelo Conselho da Europa, cujo
objetivo passa por promover e potenciar a inclusão das comunidades ciganas aos níveis da saúde, educação,
formação, emprego e discriminação.

A palavra ROMED deriva da junção de outras duas palavras – Roma (ciganos) e Mediação. O ROMED II sucede a
primeira geração deste programa que teve a finalidade de formar os mediadores e mediadoras ciganas, com vista a
melhorar o acesso das pessoas ciganas, nas áreas da educação, emprego, saúde, justiça, entre outras.

O Seixal é um dos 9 municípios que, a nível nacional, estabeleceram esta parceria com o Conselho da Europa e
desenvolve este programa desde 2011, através da parceria desenvolvida com a Letras Nómadas - Associação de
Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas, que integra a representação dos delegados nacionais de
operacionalização deste Programa.

Da implementação do ROMED II, surgiram os Grupos Ativos da Comunidade (GAC), constituído por elementos da
comunidade cigana, que desenvolvem o seu trabalho através dos vários pontos do país.

Esta iniciativa pretende reconhecer e promover o trabalho realizado pelas comunidades ciganas do Município, no
contexto da promoção do diálogo intercultural, da inclusão e combate às discriminações, mas também a sua riqueza
cultural. Um dos objetivos do Programa é proceder à integração em mercado de trabalho de homens e mulheres
ciganas, quebrando os estereótipos culturais e promover a integração em mercado de trabalho pessoas que se
encontrem em situação de vulnerabilidade sócio económica.

Ainda no âmbito do trabalho em desenvolvimento junto das comunidades ciganas, o 4º Plano de Desenvolvimento
Social 2016/2018 prevê numa das suas metas a elaboração do Plano Local para a Integração das Comunidades
Ciganas (PLICC), que prevê o estabelecimento de uma estratégia e compromisso de intervenção mais aprofundada
junto das comunidades ciganas.

Plano Municipal para Integração de Migrantes

O Plano Municipal para Integração dos Imigrantes (PMIM) do Seixal é o resultado de uma candidatura ao Fundo
Europeu para a Integração de Nacionais de Países Terceiros (FEINPT), financiado pelo Alto Comissariado para as
Migrações (ACM).

O 1º Plano Municipal para a Integração de Imigrantes (2015/2017), aprovado em sede da parceria da Assembleia do
Pacto Territorial para o Diálogo Intercultural do Seixal, teve por objetivo a criação de uma Plataforma para a
integração e promoção da interculturalidade e a promoção de medidas que integrem um Plano Concertado de
Cooperação Interinstitucional para a Integração de Imigrantes de Países Terceiros.

Atualmente encontra-se já em vigor o Plano Municipal para a Integração de Migrantes 2018/2020.

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Plano de Ação para a Intervenção para as Comunidades Desfavorecidas

O Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas do Seixal (PAICD) consiste em operações de
regeneração física, económica e social a realizar em zonas críticas do território municipal. Tem como objetivo
promover uma intervenção social fundamentada numa abordagem sistémica, tendo por base as vulnerabilidades
diagnosticadas nos territórios identificados, de forma articulada e complementar entre as estratégias e planos de
ação de outras iniciativas do Portugal 2020, de modo a evitar a sobreposição e fomentar a coerência e a
complementaridade entre todas as intervenções.

Para a candidatura do Município ao Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), do qual o PAICD é
parte integrante, foram identificadas 9 comunidades. Através do PAICD serão realizadas intervenções de
reabilitação física nos equipamentos de utilização coletiva, no espaço público, reabilitando espaços de circulação,
lazer e convívio, constituindo uma oportunidade para religar o tecido urbano destes territórios aos territórios
adjacentes, com os quais perdeu ou ainda não conseguiu estabelecer a sua continuidade, e monitorizará a
implementação das ações imateriais no território. Ainda, através do PAICD, serão promovidas ações de reabilitação
em edifícios de habitação social municipal com mais de 30 anos.

As ações de reabilitação física realizadas ao abrigo do PAICD são complementadas por ações imateriais,
impulsionadas pelo Portugal 2020, de entre as quais se destacam o Programa Escolhas e CLDS 3G.

Estratégia Municipal de Habitação (EMH)

A procura, acesso e gestão da habitação social/habitação com fins sociais, tem por finalidade responder às
necessidades de populações com dificuldade de acesso ao mercado privado da habitação, e que se encontrem em
situação de vulnerabilidade socioeconómica.

Neste contexto e face às necessidades verificadas nesta matéria, a Rede Social do Seixal integrou e aprovou no 4º
Plano de Desenvolvimento Social 2016/2018 uma meta com vista à elaboração da Estratégia Municipal de
Habitação (EMH), que integre propostas de trabalho, abarcando os seguintes objetivos:
• Aprofundar o conhecimento técnico e científico produzido neste domínio;
• Identificar e caraterizar os programas de realojamento, arrendamento e instrumentos financeiros existentes;
• Aprofundar o diagnóstico habitacional do concelho;
• Identificar modelos de financiamento e respostas habitacionais adequadas aos agregados tipo/ perfil dos
agregados.

A EMH não equaciona outras questões que estão associadas aos problemas de acesso à habitação, no referido
mercado, como por exemplo, a especulação imobiliária, o acesso ao crédito, a política das cidades, as políticas do
arrendamento, as políticas dos solos e outras matérias que não se integram no âmbito social.

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2.7. INVESTIMENTO MUNICIPAL EM EQUIPAMENTOS, RESPOSTAS SOCIAIS E/OU DISPOSITIVOS

Quadro 11 - Investimento Municipal na Área Social – Cedência de Património Imóvel Municipal /Apoio para o
Arrendamento de Imóveis
Natureza
Entidade Freguesia/Território Tipo de Apoio Respostas /Dispositivos
Jurídica
Cedência de Imóvel
Amora 1 Centro de Convívio, CLDS 3G
Municipal
Apoio ao aluguer de
Amora Programa Escolhas
instalações
1 Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, 1
Centro de Dia, 1 Serviço de Apoio Domiciliário
Associação de Reformados e
IPSS 1 Unidade de Cuidados Continuados de Longa
Idosos da Freguesia de Amora
Duração e Manutenção
Cedência de Terreno
Amora
Municipal 1 Creche
Prevista a implementação de Equipamento para
Pessoas com Deficiência no âmbito da
Programação da CSMS

Associação de Reformados Cedência de Edifício


IPSS Arrentela 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Pensionista e Idosos de Arrentela Municipal

Associação de Reformados
Cedência de Edifício
Pensionistas e Idosos de IPSS Amora 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Municipal
Fogueteiro
1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Cedência de Edifício Previsto o alargamento do n.º de vagas nas
Associação de Reformados Municipal Respostas de Centro de Dia e Serviço de Apoio
Pensionistas e Idosos de Fernão IPSS Fernão Ferro Domiciliário no âmbito da Programação da CSMS
Ferro Prevista a implementação de Equipamento
Cedência de Terreno
Integrado para Pessoas Idosas no âmbito da
Municipal
Programação da CSMS
Cedência de Edifício
1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Associação de Reformados Municipal
Pensionistas e Idosos de Pinhal IPSS Arrentela Prevista a implementação de Equipamento
Cedência de Terreno
de Frades Integrado para Pessoas Idosas no âmbito da
Municipal
Programação da CSMS
Associação Unitária de
Cedência de Edifício
Reformados, Pensionistas e IPSS Amora 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Municipal
Idosos de Amora
Cedência de Edifício
Corroios 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Associação Unitária de Municipal
Reformados Pensionistas e IPSS Prevista a implementação de Equipamento
Cedência de Terreno
Idosos de Corroios Corroios Integrado para Pessoas Idosas no âmbito da
Municipal
Programação da CSMS
Associação Unitária de
Cedência de Edifício
Reformados Pensionistas e IPSS Corroios 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Municipal
Idosos de Miratejo
Associação Unitária de
Cedência de Edifício
Reformados Pensionistas e IPSS Aldeia de Paio Pires 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia
Municipal
Idosos de Paio Pires
Cedência de Edifício 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro de Dia, 1
Seixal
Associação Unitária de Municipal Centro de Convívio,
Reformados Pensionistas e IPSS 1 Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, 1
Cedência de Terreno
Idosos do Seixal Seixal Creche, 1 Serviço de Apoio Domiciliário, 1 Centro
Municipal
de Dia
1 Centro de Convívio
Associação Unitária de
Cedência de Edifício Previsto o alargamento às Respostas de Centro
Reformados Pensionistas e IPSS Arrentela
Municipal de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário no âmbito
Idosos da Torre da Marinha
da Programação da CSMS
Associação Unitária de Prevista a implementação de Equipamento
Cedência de Terreno
Reformados, Pensionistas e IPSS Paio Pires Integrado para Pessoas Idosas no âmbito da
Municipal
Idosos de Casal do Marco Programação da CSMS
Centro Paroquial de Bem-Estar Cedência de Terreno
IPSS Fernão Ferro 1 Creche e 1 Pré-escolar
Social de Fernão Ferro Municipal

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Natureza
Entidade Freguesia/Território Tipo de Apoio Respostas /Dispositivos
Jurídica
CRIAR-T – Associação de Cedência de Imóvel
IPSS Arrentela 1 Comunidade de Inserção
Solidariedade Municipal
Cedência de Imóvel
1 Creche familiar
Centro de Atividades Sociais do Municipal
IPSS Corroios
Miratejo Cedência de Terreno
Prevista construção de creche
Municipal
Cedência de Imóvel
Aldeia de Paio Pires 1 Centro Comunitário
Municipal
Prevista a implementação de 1 UCCI Média
Duração e Reabilitação e 1 UCCI de Longa
Equiparada Cedência de Terreno Duração e Manutenção no âmbito da Programação
Santa Casa de Misericórdia do Seixal Arrentela
a IPSS Municipal da CSMS (projeto aprovado pelo Programa
MODELAR mas sem execução no quadro deste
programa)
Cedência de Terreno
Corroios 1 Centro Comunitário
Municipal1
Cedência de Imóvel 1 Centro de Atendimento, Animação e
Seixal
Municipal Acompanhamento para Pessoas com Deficiência
APCAS – Associação de Paralisia de Prevista a implementação Equipamento Integrado
IPSS
Almada e Seixal Cedência de Terreno para Pessoas com Deficiência, no âmbito da
Corroios
Municipal1 Programação da CSMS, com proposta de permuta
de terreno em análise
Prevista a implementação de Estrutura Residencial
Centro Paroquial e Social da Sagrada Cedência de Terreno
IPSS Corroios para Pessoas Idosas no âmbito da Programação da
Família de Miratejo/Laranjeiro Municipal1
CSMS
Centro de Assistência Paroquial de Cedência de Terreno Prevista a implementação de creche, havendo
IPSS Amora1
Amora Municipal1 proposta de permuta em curso
Cooperativa Nacional de Apoio ao Apoio financeiro ao
IPSS Amora Sem respostas programáveis em Carta
Deficiente aluguer de instalações
Cedência de Terreno
Centro Social e Paroquial de Corroios IPSS Corroios 1 Creche de Santa Marta
Municipal
Cedência de Imóvel
Amora Sem respostas programáveis em Carta
Municipal
Casa do Educador IPSS
Cedência de Imóvel
Seixal Sem respostas programáveis em Carta
Municipal
Cedência de Património
Corroios Centro de Atividades Ocupacionais
Municipal
CERCISA IPSS
Cedência de Terreno
Arrentela Lar Residencial e Residência Autónoma
Municipal
Entidade
Associação Portuguesa de Deficientes
sem Fins Seixal Aluguer de instalações Sem respostas programáveis em Carta
– Delegação do Seixal
Lucrativas
Instituição
Comissão de Proteção de Crianças e
Oficial Não Amora Aluguer de instalações ---
Jovens
Judiciária
Equipamento desativado por
Cedência de Terreno Prevista a implementação de creche e creche
encerramento da atividade da entidade --- Aldeia de Paio Pires
Municipal familiar
promotora
1 Processo em desenvolvimento

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

Embora a ação social seja uma matéria cujas competências são, na maioria, da responsabilidade do Estado Central,
consciente da importância estratégica desta área para a consolidação da coesão social do Município, a Câmara
Municipal do Seixal tem vindo a priorizar nas Grandes Opções do Plano e Orçamento a celebração de contratos-
programa de desenvolvimento social com as instituições de apoio social e, pela sua importância, complexidade e
inovação, o investimento municipal em equipamentos sociais, cujo expoente máximo são os centros de dia e de
convívio, construídos pela Autarquia, e o compromisso de cofinanciamento da construção dos 11 equipamentos
aprovados ao abrigo dos programas de financiamento PARES e MODELAR, dos quais 8 encontram-se em
funcionamento, 7 estão construídos (Quadros 5 e 9) em terrenos de propriedade municipal, para os quais o apoio da

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Autarquia foi fundamental, e que invocam a pertinência de um instrumento de planeamento que reflita a estratégia
municipal para a área da ação social: a Carta Social Municipal do Seixal (CSMS).

A par desta estratégia, a cooperação da CMS com as instituições da área social é complementada por planos
anuais e específicos de apoio financeiro, cedências de terrenos e instalações (quadro 11), apoio técnico e
realização ou apoio para a realização de obras de conservação, requalificação e beneficiação (quadro 13), com
o objetivo de qualificar o serviço prestado à população e, em alguns casos, permitir a ampliação da atividade das
instituições a mais utentes e/ou mais respostas sociais.

Também, desde que devidamente fundamentadas, são concedidas isenções do pagamento de taxas, previstas no
Regulamento Municipal das Taxas de Edificação e Urbanização e no Regulamento Municipal da Taxa pela
Realização e Reforço de Infraestruturas Urbanísticas.

Quadro 12 - Investimento Municipal – Cofinanciamento no Âmbito dos Programas PARES e MODELAR

Financiamento Financiamento
Investimento Total do Total dos
Municipal Municipal Financiamento Fase de
Entidade Promotora Municipal Investimento Investimentos
Direto à Indireto à Estatal 4 Concretização
Patrimonial 3 Municipal Públicos
Construção 1 Construção 2
Cooperativa “Pelo Sonho É
Que Vamos” 400.000,00 € - € 80.290,00 € 480.290,00 € 131.552,97 € 611.842,97 € Executado5
(Creche”)
Centro Social e Paroquial
de Corroios 150.579,00 € - € - € 150.579,00 € 456.881,00 € 607.460,00 € Executado
(Creche)
Centro Paroquial Social de
Santa Marta 191.120,00 € - € 492.625,00 € 683.745,00 € 445.945,00 € 1.129.690,00 € Executado
(Creche)
Centro Paroquial de Bem-
Estar Social de Fernão
163.350,00 € 18.600,00 € 142.030,00 € 323.980,00 € 450.583,00 € 774.563,00 € Executado
Ferro
(Creche + Pré-Escolar)
Associação de Reformados
e Idosos da Freguesia de
135.690,00 € - € - € 135.690,00 € 316.608,00 € 452.298,00 € Executado
Amora
(Creche)
Associação Unitária de
Reformados, Pensionistas e
Idosos do Seixal
(Creche, Centro de Dia, 857.841,00 € 146.750,00 € 940.440,00 € 1.945.031,00 € 1.060.335,00 € 3.005.366,00 € Executado
SAD e Estrutura
Residencial para Pessoas
Idosas)
CERCISA
(Lar Residencial e 276.000,00 € - € 107.000,00 € 383.000,00 € 295.120,20 € 678.120,20 € Executado
Residência Autónoma)
Associação de Reformados,
Idosos da Freguesia de
Amora 360.000,00 € 30.000,00 € - € 390.000,00 € 750.000,00 € 1.140.000,00 € Executado
(Unidade de Cuidados
Continuados)
TOTAL 2.534.580,00 € 195.350,00 € 1.762.385,00 € 4.492.315,00 € 3.907.025,17 € 8.399.340,17 €

1 Apoio financeiro atribuído pela CMS, através de contratos-programa, destinado especificamente à construção do equipamento.
2 Despesas realizadas pela CMS e apoios financeiros concedidos através de contratos-programa, com vista à viabilização/aprovação das construções,
designadamente arranjos de espaços exteriores e/ou projetos de arquitetura e especialidades e/ou demolições.
3 Valores constantes nas escrituras, documentos técnicos, deliberações, cadernetas prediais ou descrições prediais à data da celebração da escritura.
4 Comparticipação PARES e do Ministério da Educação.
5 Equipamento desativado por encerramento da atividade da entidade promotora.

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

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Quadro 13 - Outros Investimentos Municipais – Financiamentos Realizados e em Curso

Financiamento Financiamento Total do Total do


Financiamento Fase de
Entidade Promotora Municipal Municipal Investimento Investimento
Estatal4,5 ou 6 Concretização
Direto à Obra1 Indireto à Obra2 Municipal Público
Associação de Reformados,
Pensionistas e Idosos de Fernão Ferro 100.000,00 € 35.000,00 € 135.000,00 € 0,00 € 135.000,00 € Executado.
– Ampliação do Centro de Dia 1ª fase
Associação de Reformados,
Pensionistas e Idosos de Fernão Ferro 30.000,00 € 3.800,00 € 33.800,00 € 10.900,00 € 44.700,00 € Executado.
– Ampliação do Centro de Dia 2ª fase4

Associação Unitária de Reformados,


Pensionistas e Idosos do Seixal – 137.871,34 € 0,00 € 137.871,34 € 62.075,00 € 199.946,34 € Executado.
Requalificações do Centro de Dia 3, 6
Associação Unitária de Reformados,
Pensionistas e Idosos do Amora – 62.677,47 € 27.434,71 € 90.112,18 € 87.972,70 € 178.084,88 € Executado.
Requalificações do Centro de Dia3, 6
Associação Unitária de Reformados,
Pensionistas e Idosos do Torre da
899.711,74 € 15.900,00 € 915.611,74 € 32.860,00 € 948.471,74 € Em curso.
Marinha – Ampliação e Requalificação
da Sede5

CERCISA – Requalificação do Centro


0,00 € 9.000,00 € 9.000,00 € 42.000,00 € 51.000,00 € Executado.
de Atividades Ocupacionais4

Em fase de elaboração
Associação Unitária de Reformados,
do Projeto de
Pensionistas e Idosos do Casal do
815.000,00 € 80.480,00 € 895.480,00 € 0,00 € 895.480,00 € execução. Valores
Marco – Construção do Centro de Dia
suscetíveis de sofrer
e SAD
alterações.
Em fase de elaboração
Centro Comunitário da Quinta da
do Projeto de
Cucena e Oficina do Bairro - Obras de
144.187,28 € 0,00 € 144.187,28 € 144.187,30 € 288.374,58 € execução. Valores
Reabilitação e Ampliação ao abrigo do
suscetíveis de sofrer
PAICD6
alterações.

Centro Comunitário de Santa Marta do


70.000,00 € 0,00 € 70.000,00 € 0,00 € 70.000,00 € Em curso.
Bairro – Reabilitação

Em fase de elaboração
Associação Unitária de Reformados,
do Projeto de
Pensionistas e Idosos de Paio Pires -
48.890,24 € 0,00 € 48.890,24 € 39.200,00 € 88.090,24 € execução. Valores
Obras de Reabilitação ao abrigo do
suscetíveis de sofrer
PARU6
alterações.
Associação de Reformados e Idosos
da Freguesia de Amora – Obras de 101.879,03 € 0,00 € 101.879,03 € 0,00 € 101.879,03 € Em curso.
Reabilitação da ERPI
Associação Unitária de Reformados,
Pensionistas e Idosos de Miratejo -
143.743,10 € 0,00 € 143.743,10 € 0,00 € 143.743,10 € Em curso.
Requalificação do Centro de Dia 1ª
fase
Associação de Reformados,
Pensionistas e Idosos do Fogueteiro - 59.177,41 € 0,00 € 59.177,41 € 0,00 € 59.177,41 € Em curso.
Obras de Reabilitação
Associação de Reformados, A executar em 2019.
Pensionistas e Idosos de Arrentela - 26.445,00 € 0,00 € 26.445,00 € 0,00 € 26.445,00 € Investimento municipal
Obras de Reabilitação já aprovado.

TOTAL 2.639.582,61 € 171.614,71 € 2.811.197,32 € 419.195,00 € 3.230.392,32 €

1 Investimento financeiro municipal, através de contratos-programa ou adjudicação de empreitada, destinados especificamente às obras de
reabilitação/construção.
2 Apoios financeiros concedidos através de contrato-programa, complementares/ indiretos às obras (Planos de Segurança, ao arrendamento de instalações para

deslocalização de serviços no decurso das obras…).


3 Obras realizadas pela CMS ao abrigo do QREN – Valorização das Frentes Ribeirinhas de Seixal – Arrentela e Amora (acresce IVA a taxa legal) e outros

planos de apoio complementares neste âmbito.


4 Apoio do FSS.
5 Apoio da MASES.
6 Valor reembolsado/ a reembolsar pelo FEDER.

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

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3. OBJETIVOS DA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

A Carta Social Municipal do Seixal é a primeira ferramenta de georreferenciação territorial futurível, elaborada em
Portugal para a área social, fundamentada em diagnósticos globais e setoriais que emanam projeções
sociodemográficas e, consequentemente, metas de concretização de respostas/equipamentos sociais.

A CSMS permite identificar necessidades, estabelecer a evolução e o dimensionamento da rede, a tipologia das
respostas, a articulação com os índices / metas de cobertura nacional ou referenciais europeus, ou na sua
inexistência, são estabelecidas metas consideradas adequadas à realidade e especificidade do território.

Na visão estratégica do Seixal como Município socialmente coeso, dispondo de uma rede de equipamentos e
respostas sociais adequadamente dimensionados e com uma distribuição territorial que permita responder
universalmente às necessidades dos munícipes, com a maximização da eficácia e eficiência, a Carta Social
Municipal alicerça-se em dois grandes grupos de objetivos, designadamente:

3.1. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

Os objetivos estratégicos constituem o conjunto de finalidades prospetivas e estruturantes para a implementação da


Carta Social Municipal do Seixal, nomeadamente:

− Instituir um instrumento de planeamento e gestão baseado em regras de compatibilização entre as


reservas de património imobiliário municipal e as propostas, condições e necessidades diagnosticadas em
matéria de equipamentos e respostas sociais;

− Fomentar a coerência entre a rede de equipamentos e respostas sociais e as orientações estruturantes da


gestão territorial municipal;

− Estabelecer um referencial que conduza os investimentos da administração local, central, entidades


privadas e da rede solidária por via de uma criteriosa planificação, legitimada pelo diagnóstico e pela
concertação e apoie a tomada de decisão e reivindicação.

3.2. OBJETIVOS OPERACIONAIS

Os objetivos operacionais que, sendo subordinados aos objetivos estratégicos, definem os procedimentos de
concretização da Carta Social Municipal do Seixal:

− Analisar o contexto socioeconómico a nível macro, meso e micro e os seus impactos e estime a sua
evolução e as suas consequências prováveis a médio / longo prazo;

− Projetar e analisar a evolução sociodemográfica para o concelho no espaço temporal de 10 anos;

− Proceder à recolha de dados analógicos em relação aos concelhos vizinhos, à Península de Setúbal e ao
País nos indicadores disponíveis e considerados necessários;

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− Consultar as referências disponíveis relativamente ao instrumento Carta Social, incluindo a da


Solidariedade Social que é “sincrónica”, ou seja, baseia-se em fichas caracterizadoras da realidade atual, e
de outros concelhos que as realizaram recentemente;

− Efetuar diagnósticos focalizados nos segmentos populacionais e territórios de intervenção prioritária da


ação social e estime a sua evolução a médio e a longo prazo no Município;

− Efetuar o levantamento da rede de equipamentos sociais e defina o seu redimensionamento e localização,


em conformidade com as análises acima identificadas;

− Enunciar as necessidades de adequação, racionalização e potenciação dos equipamentos e respostas


sociais existentes, no mesmo horizonte temporal;

− Assegurar que a rede de equipamentos e respostas sociais estejam em conexão com as normas e
legislação em vigor;

− Definir os critérios / metas de programação de equipamentos e respostas sociais a programar num


horizonte temporal de 10 anos;

− Diagnosticar os níveis de cobertura existentes, identificar as intervenções prioritárias e definir localizações


para novos equipamentos com reservas de terrenos para o efeito;

− Efetuar a gestão do património municipal cedido e a ceder e a sua articulação com as necessidades
referenciadas e os restantes documentos estruturantes da CMS (PDM, Carta Educativa e Carta Desportiva)
e da Rede Social do Seixal (Diagnóstico Social do Seixal e Plano de Desenvolvimento Social);

− Monitorizar o progresso da implementação das respostas sociais no Município.

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4. ORGANIZAÇÃO E METODOLOGIA

Conforme o referido anteriormente, a Carta Social Municipal do Seixal pretende constituir-se como um instrumento
de planificação social estratégico num horizonte temporal a 10 anos, que contempla o conjunto alargado das
respostas sociais consideradas necessárias para o Município em matéria de equipamentos e respostas sociais,
tendo em conta os diferentes públicos, configurando-se assim um mapa social prospetivo para o concelho.

Em 2008, o então Ministério da Solidariedade Social tomou a iniciativa de elaborar um projeto de Decreto-lei para
elaboração de Cartas Sociais Municipais que definia a programação obrigatória de 4 respostas sociais (Creche,
Serviço de Apoio Domiciliário, Estrutura Residencial para Pessoas Idosas e Centro de Dia).

À presente data não existe ainda enquadramento normativo, sendo a obrigatoriedade para a elaboração desta
tipologia de documentos referida na Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto, como sendo uma das competências em
matéria de ação social a transferir para os órgãos municipais até 2021. Assim e no presente momento, embora não
esteja ainda subordinada à obrigatoriedade legal/normativa da Carta Educativa, a aprovação da Carta Social
Municipal Seixal permitirá à Câmara Municipal do Seixal estar dotada de um instrumento de referência para o
planeamento, programação e rentabilização dos equipamentos e serviços sociais num espaço temporal definido, em
estreita articulação da ação entre entidades públicas e instituições da rede solidária, em consonância com os outros
documentos estratégicos do Município e com o contexto socioeconómico, constituindo-se como um documento de
suporte à decisão da Administração em matéria de gestão do património e investimento municipal em ação social.

A CSMS vai mais longe que a proposta do Governo ao elencar e programar um conjunto de 21 tipologias de
respostas sociais, além de um conjunto de dispositivos que pretendem completar estas respostas a partir de
estruturas já existentes ou programadas, numa perspetiva de otimização de recursos e meios e da rede de parceria.

4.1. ORGANIZAÇÃO PROCESSUAL DA CARTA

O processo de estruturação da Carta Social Municipal do Seixal desenvolveu-se em quatro fases:

→ Fase 1 – Atualização do Diagnóstico Social do Concelho

Fase da responsabilidade direta da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania/Rede Social, que consistiu na
atualização do Diagnóstico Social do Seixal em 2012, com atualização regular a partir desta terceira edição.

→ Fase 2 – Estabilização do Levantamento das Respostas Sociais Existentes no Concelho

Esta fase, inicialmente, pretendia complementar um estudo já realizado durante o ano de 2007 pelo então Gabinete
de Ação Social (atual Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania), sobre os Equipamentos e Dispositivos
Sociais existentes no Concelho e respetivas dinâmicas e capacidades, com vista à introdução de novas informações
(respeitantes por exemplo a outros equipamentos/valências). No entanto, verificou-se que esse estudo era
manifestamente insuficiente quanto aos dados que foram então apurados, não servindo assim para os objetivos da
Carta Social Municipal do Seixal, o que implicou a elaboração de um novo questionário, mais completo e

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abrangente, a aplicar às entidades. No entanto, tendo em conta que a baixa taxa de retorno de respostas a este
questionário, por se ter optado por um questionário não dirigido em sede de entrevista, os resultados foram
enviesados por interpretações subjetivas. Desta forma, adotou-se como fontes privilegiadas de informação:

− A base de dados da Carta Social da Segurança Social;


− Os Indicadores de Ação Social e Proteção Social fornecidos anualmente pela Plataforma Supra Concelhia
da Península de Setúbal;
− Os dados advindos de contatos estabelecidos em sede de reunião com a parceria, que desenvolvem as
respostas programadas em sede de Carta Social Municipal do Seixal;
− O conhecimento técnico e empírico da Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania;
− Ações de benchlearning junto de outras Cartas Sociais já elaboradas e da consulta de responsáveis pela
elaboração destes documentos;
− Auscultação de outras instituições sedeadas fora do Município do Seixal que desenvolvem respostas
sociais, inexistentes neste concelho e que se programam neste documento.

→ Fase 3 – Análise prospetiva e programação das respostas sociais

Nesta fase, de uma forma sumária, procederam-se às seguintes ações:

− Elenco das respostas sociais suscetíveis de programação e dispositivos recomendados pela Carta Social
Municipal do Seixal, dada a necessidade de sistematizar o conjunto das respostas consideradas
necessárias para atingir os seus objetivos;
− Análise demográfica do Município – CENSOS 2011;
− Análise do contexto socioeconómico a nível macro, meso e micro e os seus impactos e estimativa de
evolução e os seus impactos prováveis a médio / longo prazo;
− Recolha de dados analógicos dos concelhos do distrito, da Península de Setúbal e do País nos
indicadores disponíveis e considerados necessários e sua comparação com a realidade municipal;
− Consulta de referências disponíveis relativamente ao instrumento Carta Social, incluindo a da
Solidariedade Social que é “sincrónica”, ou seja, baseia-se em fichas caracterizadoras da realidade atual, e
de outros concelhos que as realizaram recentemente;
− Consulta de referências disponíveis estruturantes da intervenção social municipal, designadamente o PDS
e o Diagnóstico Social;
− Consulta de parceiros estratégicos e serviços públicos, com intervenção e influência na área social e seus
documentos estruturantes;
− Estimativa da evolução sociodemográfica para o concelho no espaço temporal de 10 anos;
− Diagnóstico de níveis de cobertura existentes, identificação das intervenções prioritárias e definição das
localizações para novos equipamentos com reservas de terrenos para o efeito;
− Diagnósticos focalizados nos segmentos populacionais e territórios de intervenção prioritária da ação
social e estimativa de evolução a médio e a longo prazo no Município;

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− Identificação de necessidades de adequação, racionalização e potenciação dos equipamentos e


respostas sociais existentes, no mesmo horizonte temporal;
− Definição de critérios/metas de programação de equipamentos e respostas;
− Programação de respostas sociais categorizadas por segmento populacional:

o Equipamentos e Serviços para Crianças e Jovens;


o Equipamentos e Serviços para Pessoas Idosas;
o Equipamentos e Serviços para Pessoas em Situação de Dependência;
o Equipamentos e Serviços para Pessoas com Deficiência;
o Equipamentos e Serviços para Família e Comunidade.

− Distribuição dos Equipamentos Programados no território.

Para o controlo e sistematização desta informação, encontra-se em preparação um sistema de informação local,
que servirá de base à monitorização e atualização dos documentos estruturantes da intervenção social no
Município: CSMS, Diagnóstico Social, PDS e PA.

→ Fase 4 – Participação e Discussão Pública da proposta de Carta Social Municipal do Seixal

A proposta da Carta Social Municipal do Seixal será levada às três instâncias:

1. Reunião de Câmara para aprovação;


2. Assembleia Municipal para aprovação;
3. Reunião plenária do CLASS para conhecimento, discussão e validação.

4.2. ESTRUTURA PARA A ELABORAÇÃO DA CARTA

Para a elaboração da Carta Social Municipal do Seixal, foram constituídos dois grupos de trabalho: o Grupo de
Acompanhamento e o Grupo Técnico-operacional:

Grupo de Acompanhamento

Grupo de serviços da autarquia, consultado para fornecer informação/dados atualizados/esclarecimentos e


acompanhar a concretização das diversas fases do processo, no âmbito das suas competências e conhecimentos
técnicos.

Grupo Técnico-operacional

Grupo de trabalho responsável pela elaboração da Carta, com a competência de desenvolver todas as fases do
processo, produzir os documentos de base que constituem a proposta, incluindo a elaboração do documento final
da Carta Social e a montagem do sistema de monitorização da mesma.

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5. FOCAGEM DO DIAGNÓSTICO SOCIAL DO SEIXAL NA CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

O Diagnóstico Social do Seixal é um instrumento e um dispositivo contínuo que recolhe, sistematiza e analisa a
multiplicidade de dados que permite ter uma visão global do Município nas suas diferentes dimensões, fornecendo
elementos e indicadores necessários à monitorização dos Planos de Ação e à avaliação/transição dos Planos de
Desenvolvimento Social do Município do Seixal.

Em 2006 foi realizado o Diagnóstico Social (Diagnóstico de Indicadores prévio ao 1º PDS), em 2009 foi realizada a
atualização do Diagnóstico no quadro da transição do 1º PDS (triénio 2007 – 2009) para o 2º PDS (em curso no
triénio 2010 – 2012) e desencadeou-se o processo de montagem e operacionalização do Diagnóstico Contínuo
(com baterias de indicadores e Base de Dados em permanente atualização).

Na transição do 2º PDS para o 3º PDS (triénio 2013 – 2015), procedeu-se a uma atualização dos dados recorrendo
já aos Censos 2011. Existem, portanto, três atualizações formais do documento (2006, 2009 e 2012),
disponibilizadas a todos os munícipes e Parceria da Rede Social em que toda a informação está sistematizada ao
longo de 9 Capítulos. Já em simultâneo com a construção do 4º PDS (2016-2018), deu-se início à revisão integral
do documento e, em 2018, encontra-se concluída a sua revisão, sendo que esta edição passa a disponibilizar 10
capítulos disponibilizados ao público através da página oficial da Câmara Municipal do Seixal.

Em função da Carta Social Municipal do Seixal, selecionaram-se dimensões específicas, diretamente relacionadas
com as necessidades de planeamento prospetivo, configuradas segundo os objetivos definidos e a estrutura
estabelecida para a Carta: o território (contexto do planeamento), a estrutura e dinâmica da população, dos
públicos-alvo das respostas sociais e vulnerabilidades, a dinâmica das famílias e, por último, os indicadores de
vulnerabilidade percecionados pela Ação Social.

Uma vez que os dados definitivos dos Censos 2011 foram divulgados após a última versão do Diagnóstico Social do
Seixal, publicada em 2012, a Carta Social Municipal do Seixal acabou por atualizar os dados pertinentes para os
diversos diagnósticos e análises focalizados, necessários à programação, os quais reverteram para a revisão do
Diagnóstico Social, em curso, estabelecendo uma dinâmica entre os diversos documentos estruturantes da
intervenção social municipal, numa perspetiva de complementaridade e coerência.

5.1. ENQUADRAMENTO DO TERRITÓRIO E ESTRUTURA URBANA

Criado em 1836, o Município do Seixal situa-se na margem sul do Rio Tejo fazendo fronteira a Norte com o Rio
Tejo, a Este com o Barreiro, a Sul com Sesimbra e Oeste com Almada, integrando a Área Metropolitana de Lisboa
(AML) e a Península de Setúbal.

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Mapa 1 – O Município do Seixal


al na Área Metropolitana de Lisboa

Fonte: CAOP, 2015.

O Município do Seixal ocupa uma área total de 95,45 km2 e encontra-se


se dividido administrativamente em quatro
freguesias: União de Freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires,
Pires, Freguesia de Amora, Freguesia de
Corroios e Freguesia de Fernão Ferro.
Ferro
Mapa 2 – Freguesias no Município do Seixal

Fonte: CAOP, 2015.

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Em 2011, residiam, segundo o recenseamento da população efetuado pelo INE no concelho do Seixal, 158.269
habitantes.

A distribuição da população que compunha o concelho, com dados comparados de 2001 e de 2011, revelava que a
Amora (30,7%), Corroios (30,1%) e UFSAAPP (28,4%) eram as mais populosas, abrangendo cerca de 90% da
população residente no Concelho. A freguesia de Fernão Ferro era a menos populosa, com 10,8% da população
total do concelho, embora fosse a que registou o maior aumento populacional, quer percentual (+58,64%), quer em
números absolutos (+6.306).

Em 2011 residiam, nos 18 concelhos que compunham a Área Metropolitana de Lisboa, um total de 2.821.876
indivíduos. Destes, 27,62% (779.399) eram residentes nos 9 concelhos da Península de Setúbal e 72,38%
(2.042.477) nos restantes 9 concelhos da Grande Lisboa. Entre os 9 concelhos que integram a Península de
Setúbal, constatava-se que a população residente se concentrava essencialmente nos concelhos de Almada, Seixal
e Setúbal. Em 2011, a população residente no concelho do Seixal cifrou-se em 158.269 indivíduos, que
representavam 20,31% dos residentes na Península de Setúbal. O concelho do Seixal continua a ser o segundo
território com mais população residente na Península, logo a seguir ao concelho de Almada, que contabilizou
174.030 indivíduos (o que traduz um peso relativo de 22,33% no total da população da Península de Setúbal). Por
ordem de importância no peso populacional relativo, o terceiro concelho que está acima dos 100.000 habitantes
nestas últimas décadas, é Setúbal, que registava, em 2011, 121.185 residentes (15,55% da população residente na
Península de Setúbal).

No quadro da Área Metropolitana de Lisboa, o Seixal representava 5,61% da população total, sendo o 8º concelho
mais populoso.

O Concelho do Seixal aumentou cerca de 8 vezes a sua população residente no decorrer dos últimos 50
anos (de 1960 até 2011), aumentando de 20.470 habitantes em 1960 para os 158.269 do Censo de 2011.

5.2. ESTRUTURA E DINÂMICA DA POPULAÇÃO RESIDENTE

5.2.1. ESTRUTURA DEMOGRÁFICA POR SEXO E IDADE

A distribuição da população residente no concelho, segundo o sexo, não apresentava diferenças naquilo que se tem
consagrado como o padrão-tipo: predominância das mulheres (51% em 2001 e 52% em 2011) em relação aos
homens (49% em 2001 e 48% em 2011). Nesta distribuição, de 2001 para 2011 verificou-se uma alteração de 1
ponto percentual a favor das mulheres.

Com base nos Censos 2011, podemos verificar que o concelho tinha a seguinte distribuição nos pesos percentuais
dos grandes grupos etários: 16,27% no grupo dos 0 - 14 anos, 10,89% no grupo dos 15 – 24 anos, 57,41% no
grupo dos 25 – 64 anos e 15,44% no grupo 65 e mais anos. Relativamente a este último grupo etário, verificava-
se uma percentagem inferior às registadas na Península de Setúbal (17,99%), na Área Metropolitana de Lisboa
(18,21%) e em Portugal (19,03%).

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5.2.2. ESTRUTURA DEMOGRÁFICA POR PÚBLICO-ALVO DAS RESPOSTAS SOCIAIS

5.2.2.1. CRIANÇAS E JOVENS

Segundo os Censos 2011 existiam, na faixa dos 0 – 14 anos, 25.747 indivíduos, dos quais 5.148 tinham entre 0 e
2 anos de idade, inclusive, grupo etário sobre o qual incide grande parte da programação para as crianças e jovens:
as creches e creches familiares. Registaram-se neste grupo etário 25.175 indivíduos em 1991 e 34.977 em 2001.

5.2.2.2. POPULAÇÃO IDOSA

O segmento social constituído pela população residente com 65 ou mais anos encontra-se numa fase de
crescimento exponencial. No plano do concelho constata-se que este grupo cresceu, entre 1991 e 2011,
+201,08%, ou seja, triplicou, e entre 2001 (15.127) e 2011 (24.433) continuou em crescimento acentuado, que se
traduziu em +61,52%. Entre as 8.115 pessoas idosas registadas em 1991 e as 24.433 em 2011, das quais 9.704
tinham 75 e mais anos, há um aumento de 16.318 indivíduos.

5.2.2.3. POPULAÇÃO COM DEFICIÊNCIA

Usam-se aqui os dados gerais dos Censos de 2001, uma vez que os Censos de 2011 não fornecem dados
específicos sobre este universo populacional, interrompendo o que ocorreu nos 2 Censos anteriores (1991 e 2001).
No atual Censos de 2011 passou a dispor-se de outro tipo de dados: pessoas com dificuldades (muita ou não
consegue) em 6 categorias de ações: ver, ouvir, andar ou subir degraus, memória ou concentração, tomar banho ou
vestir-se sozinho e compreender os outros ou fazer-se compreender. Portanto, no Censo de 2011 deixou de haver
indicadores diretos sobre pessoas com deficiência (nas respetivas categorias convencionadas).

O grupo social que aqui se evidência representava, em 2001, 5,4% da população total residente no concelho do
Seixal, isto é, dos 150.271 residentes que foram recenseados pelos Censos 2001, 8.120 afirmaram serem
portadores de algum tipo de deficiência. Destes, 4.390 eram homens (54%) e 3.730 eram mulheres (46%). Em
termos percentuais, parte-se do pressuposto de que não haveria variações significativas caso se tivessem recolhido
dados na mesma bateria de indicadores (Quadro 14).

Ao longo desta secção do diagnóstico de indicadores, deve ter-se em conta que nos Recenseamentos anteriores
(Censos) não houve uma filtragem técnica dos critérios para as autoclassificações no quadro das deficiências, ou
seja, os dados referem-se àquilo que as pessoas declararam, o que pode inflacionar o universo em referência, mas
não deixa de traduzir as perceções reais por parte da população inquirida.

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Quadro 14 - População Residente no Concelho do Seixal Segundo o Tipo de Deficiência (2001)

Total Homens Mulheres

N.º % N.º % N.º %

Com Deficiência 8.120 5,4% 4.390 6,0% 3.730 4,9%

Mental 596 7,3% 330 7,5% 266 7,1%


Tipos de deficiência

Paralisia Cerebral 124 1,5% 53 1,2% 71 1,9%

Motora 1.857 22,9% 1.034 23,6% 823 22,1%

Visual 2.208 27,2% 1.082 24,6% 1.126 30,2%

Auditiva 1.219 16,2% 770 17,5% 549 14,7%

Outra 2.016 24,8% 1.121 25,5% 895 24,0%

Fonte: INE, O País em Números, 2008.

Na distribuição por tipologias, o grupo que aparecia com valores mais elevados representa uma agregação de tipos
diversos de deficiência (24,8%). Todavia importa dar relevo aos grupos que estavam imediatamente a seguir. Neste
sentido destaca-se que, do total das pessoas com deficiência residentes no Concelho, 22,9% eram deficientes
motores, 27,2% eram deficientes visuais, 16,2% eram deficientes auditivos, 7,3% tinham deficiências mentais
e 1,5% tinham paralisia cerebral.

A análise do próximo quadro traduz a atribuição do grau de incapacidade à pessoa deficiente. Em primeiro lugar,
devemos destacar que, das 8.120 pessoas portadoras de deficiência, mais de metade, isto é, 4.340 (53,4%),
não tinha atribuído qualquer grau de incapacidade. Dos 46,6% (3.780) com algum grau de incapacidade
atribuído verifica-se que a maior incidência era nos diversos tipos de deficiência e nas deficiências motoras, que
juntamente com as deficiências mentais e com a paralisia cerebral, constituíam as tipologias em que o número de
munícipes com grau atribuído era maior do que o número daqueles que não tinham grau atribuído.

Numa análise por sexo podemos referir que eram os homens que, maioritariamente, tinham atribuído um grau de
incapacidade declarada (58,4%).

Quadro 15 – População Residente no Concelho do Seixal Segundo o Tipo de Deficiência e Atribuição de Incapacidade
(2001)

Com grau de incapacidade atribuído Sem grau de incapacidade atribuído


Tipos de deficiência
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
N.º 3.780 2.207 1.573 4.340 2.183 2.157
Com Deficiência
% 46,6% 58,4% 41,6% 53,4% 50,3% 49,7%
Mental 359 198 161 237 132 105
Paralisia Cerebral 93 39 54 31 14 17
Motora 1.111 674 437 746 360 386
Visual 559 295 264 1649 787 862
Auditiva 476 313 163 843 457 386
Outra 1.182 688 494 834 433 401

Fonte: INE, O País em Números, 2008.

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Na distribuição pelas 4 categorias dos graus de incapacidade para os munícipes que tinham grau de deficiência
atribuído, verifica-se que 26,1% (2.119 pessoas) tinham acima de 60% de incapacidade, havendo cerca de 10%
das pessoas com deficiência em cada um dos outros grupos, ou entre 30 e 60% ou inferior a 30% (Quadro 16).

Quadro 16 – População com Deficiência Segundo o Sexo e o Grau de Incapacidade Atribuído, no Concelho do Seixal,
em 2001

Total Sexo
Grau de Incapacidade
N.º % H M

Sem grau atribuído 4.340 53,4% 2.183 2157

Inferior a 30% 841 10,4% 572 269

De 30 a 59% 820 10,1% 506 314

De 60 a 80% 1.398 17,2% 762 636

Superior a 80% 721 8,9% 367 354

Total 8.120 100% 4.390 3730

Fonte: INE, O País em Números, 2008.

Para finalizar esta secção, e usando as ordens de grandeza apuradas anteriormente, calcula-se que, no início da
década (2011 a 2021), existam na ordem dos 4.000 munícipes que são pessoas com deficiência e com graus
de incapacidade atribuídos. O Diagnóstico Contínuo trabalhará os novos dados acerca das pessoas com
dificuldades e procurará as fontes adequadas para os indicadores diretos acerca das pessoas com deficiência e
respetivos graus de incapacidade (nomeadamente com recurso às entidades que legitimamente atribuem as
classificações e os graus).

5.3. INDICADORES DIRETOS DE VULNERABILIDADES

O Risco de Pobreza e Exclusão Social, de acordo com a definição adotada pela Estratégia 2020, é um indicador
definido com a percentagem de população em, pelo menos, uma das seguintes 3 condições:

− Risco de pobreza, isto é, abaixo do limiar de pobreza;


− Situação de privação material severa;
− Agregado com uma muito baixa intensidade de trabalho.

Segundo dados do INE, em 2017, 23,30% da população portuguesa encontrava-se em risco de pobreza e exclusão
social. Assim, e embora se verifiquem variações percentuais no território devido às suas especificidades, estima-se
que cerca de um quarto da população do Município encontrava-se nesta situação (Quadro 17).

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Quadro 17 – Pessoas em Risco de Pobreza ou Exclusão Social em Portugal (%) entre 2004 e 2016

Período de referência População residente em risco de pobreza ou


dos dados exclusão social (%)

2017 23,3
2016 25,1
2015 26,6
2014 27,5
2013 27,5
2012 25,3
2011 24,4
2010 25,3
2009 24,9
2008 26
2007 25
2006 25
2005 26,1
2004 27,5

Fonte: INE, 2018.

Elenco dos grandes números concelhios, que configuram os principais públicos-alvo das políticas sociais e das
ações de combate à exclusão, para promover a inclusão e a coesão social:

− Em 2017, 23,3% da população residente encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social, o valor
mais baixo desde 2004;

− Em 2017, o valor médio das pensões da Segurança Social no Município do Seixal era de 6.468,49€ anuais,
que correspondiam a 462,03€ mensais, sendo a alteração relativamente a 2015 de 4,18% (6.209,03€ e
443,50€, respetivamente).

− O Complemento Solidário para pessoas idosas abrangia, no concelho do Seixal e no ano de 2017, um total
de 1.607 beneficiários/as, dos quais 37,40% tinham mais de 80 anos;

− Em 2016, entre os munícipes, registavam-se 6.675 pessoas desempregadas inscritas no Centro de


Emprego do Seixal, correspondendo a uma taxa de variação de -17,63% face ao período homólogo de
2011;

− O número de beneficiários/as do Rendimento Social de Inserção era de 2.959 em 2015, representando


1,87% do total da população residente;

− O apoio municipal em Ação Social Escolar para o pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico no ano letivo
2014/2015 abrangeu um total de 2.903 alunos o que representava 41,66 % do total da população
escolar.

− Em 2009 foram identificadas 62 pessoas sem-abrigo a residir no concelho do Seixal no âmbito do


levantamento efetuado a esta população-alvo;

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− No ano de 2013 foram atendidas 35 pessoas no Gabinete de Atendimento às Vítimas de Violência


doméstica do Seixal;

− Em 2015 registou-se um volume de 745 processos na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens do


Seixal.

5.4. DIAGNÓSTICO DAS PRINCIPAIS VULNERABILIDADES

5.4.1. ÁREAS GEOGRÁFICAS DE MAIOR VULNERABILIDADE – TERRITÓRIOS DESAFIANTES

O índice de crescimento demográfico verificado no concelho nas últimas décadas, sustentado nas mobilidades
relacionadas com as migrações internas e com a imigração e a emigração, veio a introduzir novas dinâmicas sociais
no concelho do Seixal, definindo consequentemente, desafios diferenciados de intervenção nos vários domínios da
ação social.

Constata-se que, em paralelo com outros territórios congéneres da Área Metropolitana de Lisboa, que tanto o peso
e o timing de fixação populacional, como a evolução da estrutura etária, não têm sido suficientemente
acompanhados por medidas públicas governamentais de política social consentâneas e adequadas a um efetivo
desenvolvimento sustentado.

É notória a existência de um redobrado esforço de investimento municipal nas últimas décadas, num quadro de
promoção da qualidade de vida em termos globais e integrados.

Assim, consolidou-se uma rede razoável de equipamentos, de estruturas, projetos e intervenções, polarizadas nos
territórios em transformação e com focalizações prioritárias nas categorias ou grupos alvo caracterizados pela sua
maior vulnerabilidade.

As áreas geográficas caraterizadas por indicadores mais preocupantes de vulnerabilidade consubstanciam-se nos
núcleos urbanos antigos dos territórios de Aldeia de Paio Pires, Seixal e Amora, nos bairros de habitação social da
Quinta do Cabral, Quinta da Princesa, Fogueteiro, Cucena e Vale de Milhaços, nos bairros de construção precária
ilegal de Santa Marta de Corroios e de ocupação ilegal de Vale de Chícharos e em núcleos dispersos de reduzida
expressão. Importa também referenciar as zonas de génese ilegal, as Áreas Urbanas de Génese Ilegal, atualmente
em processo de reconversão, cuja natureza remete para a ausência ou ineficiência de serviços, equipamentos e
infraestruturas, decorrentes da não consolidação urbanística, com particular incidência nas freguesias de Fernão
Ferro e Corroios.

5.4.2. ELENCO SÍNTESE DOS PRINCIPAIS ALVOS DE PREOCUPAÇÃO

− Pessoas com doença mental;


− As pessoas idosas, especialmente as que estão em situação de pobreza e o segmento dos isolados e
dependentes;
− As pessoas com deficiência e suas famílias;

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− As pessoas imigrantes em situações de dificuldades de integração;


− Os grupos étnicos, nomeadamente a comunidade cigana, a residir maioritariamente nos núcleos urbanos
de habitação social ou de construção improvisada;
− As crianças e os jovens em geral, pela importância dos períodos mais intensos de socialização;
− As crianças e os jovens em situações de risco;
− As famílias em situações de precariedade ou desestruturação;
− As mulheres em situações de isolamento social, com prioridade para as que se encontram desempregadas;
− Mães adolescentes;
− As pessoas vítimas de violência, discriminação, exploração e tratamento desumano;
− As pessoas cuja situação de saúde, por situações de pobreza relativa ou absoluta ou por tipologia de
doença, envolva marginalização ou dificuldades de integração social ou de acesso às respostas existentes;
− Os grupos específicos de risco, nomeadamente por via das problemáticas da toxicodependência e do
alcoolismo;
− As pessoas e/ou famílias que careçam de medidas de apoio social, de caráter temporário, por
circunstâncias de vida condicionadas por incidentes críticos inesperados;
− As famílias que possuam a seu cargo, pessoas com problemáticas de saúde, dependência material, mental
e/ou física que de alguma forma careçam de medidas de apoio social;
− Os grupos vulneráveis que, mediante diagnóstico específico, necessitem de medidas/repostas adequadas,
desenhadas para segmentos focalizados;
− As comunidades de munícipes que habitem em zonas sócio espaciais desqualificadas, indissociáveis de
programas de intervenção social ou requalificação urbanística;
− Beneficiários/as de apoios e medidas do sistema de segurança social, em situação de pobreza prolongada
e exclusão;
− As pessoas menos escolarizadas e menos habilitadas profissionalmente, destacando-se neste grupo as
mulheres;
− As pessoas desempregadas, destacando-se os desempregados/as de longa duração e os jovens à procura
do primeiro emprego;
− Os trabalhadores e trabalhadoras com diminuição de direitos e de condições de inclusão, nomeadamente
os trabalhadores e trabalhadoras ocasionais, sazonais e em situação precária ou sem vínculo.

5.4.3. DEBILIDADES E POTENCIALIDADES

Principais Debilidades:

− Forte concentração de imigrantes em zonas de intervenção crítica, caraterizadas por fortes indicadores de
vulnerabilidade;
− A crescente urbanidade tem vindo a enfraquecer os suportes familiares, informais e de vizinhança,
− Insuficiência de respostas de retaguarda com cuidados de saúde integrados, dirigidos aos grandes
dependentes, onde se incluem as pessoas muito idosas;

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− Baixa cobertura de acolhimento social de pessoas idosas, na resposta social de estrutura residencial para
pessoas idosas, o que origina a procura de solução no sistema privado, bastante oneroso e nem sempre
com a qualidade exigível, representando um elevado encargo financeiro para as famílias e para o sistema
de Segurança Social;
− A rede de Apoio Domiciliário dirigida a pessoas idosas, apesar de significativa no concelho e no contexto
da Península de Setúbal, ainda não responde cabalmente às necessidades atuais e previsíveis daquele
grupo etário e respetivas famílias;
− Distribuição não equitativa de alguns equipamentos sociais no que se refere ao conjunto do território, com
áreas a descoberto, especialmente nos territórios de Corroios, Aldeia de Paio Pires e Fernão Ferro;
− Deficiências no planeamento territorial da localização das respostas e serviços existentes, no que respeita
aos vetores da proximidade e da especificidade;
− Insuficiente cobertura da rede pré-escolar pública. A rede existente é insuficiente para as necessidades das
famílias;
− Oferta limitada de respostas para a infância e para a adolescência, ao nível de Creche, Jardim-de-infância
e de dinamização de Atividades de Tempos Livres e de Enriquecimento Curricular, no quadro da rede de
solidariedade;
− Dificuldades superlativas nas respostas em equipamentos comunitários e/ou programas de intervenção em
zonas especialmente carenciadas e consideradas de intervenção crítica;
− Persistência das fragmentações da intervenção social, originada nas rígidas fronteiras das respostas
formais universais e de setorizações acentuadas;
− Insuficiência de serviços especializados de apoio à família, devidamente dotados de recursos humanos
técnicos diferenciados, que possibilitem uma abordagem e intervenção em todas as suas componentes,
concretamente aos níveis da saúde mental, da terapia familiar e da mediação;
− Acentuação da crise social e aumento do número e tipo de famílias em situações de carência, em
simultâneo com maiores dificuldades institucionais nas respostas;
− Crescente aumento de situações de pobreza extrema, com total dependência das estruturas de apoio local
para a resposta às necessidades básicas (cantinas sociais, lojas solidárias, apoio alimentar, Programa
Comunitário de Apoio Alimentar a Carenciados).

Potencialidades em evidência:

− Grande e rica diversidade cultural na população do concelho;


− Multiplicidade do movimento associativo do concelho, nos diferentes domínios, de solidariedade, recreativo,
desportivo e cultural, aliada a um capital de gestão, integração e participação das comunidades, conferindo
às associações e clubes, capacidades e potencialidades para aumentarem o seu papel e funções ao nível
da intervenção junto dos grupos e pessoas menos integradas;
− Razoável rede de equipamentos sociais, considerada no seu conjunto com destaque para os centros de dia
e de serviço de apoio domiciliário para pessoas idosas;
− Projetos e medidas em curso nas problemáticas do realojamento social;

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− Existência de programas de inclusão para crianças e jovens com deficiência;


− Boa intervenção junto da população idosa com e sem autonomia, aos níveis social, cultural, recreativo e
atividades de bem-estar físico e de satisfação:
o 2 Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas;
o 10 Centros de Dia;
o 11 Serviços de Apoio Domiciliário;
o 3 Centros de Convívio;
− Desenvolvimento de programas e ações de proximidade dirigidas a jovens em risco;
− Existência de respostas especializadas de acolhimento institucional para famílias vítimas de violência
doméstica, crianças em risco, jovens em risco e imigrantes;
− Dinâmicas de Rede e de Parcerias sustentadas e qualificadas: Rede Social, Rede Portuguesa de
Municípios Saudáveis/Projeto Seixal Saudável, Pacto Territorial para o Diálogo Intercultural, Movimento de
Reformados, Movimento Associativo, CONCIGO, etc., o que permite o esforço sistemático nas abordagens
articuladas e cooperantes;
− Planeamento recente, atualizado e prospetivo do parque de Equipamentos: Carta Educativa, Carta
Desportiva e Carta Social Municipal;
− Novas respostas de qualificação escolar e profissional;
− Mobilização persistente por parte dos agentes e agências de intervenção no sentido de uma praxis
integrada e partilhada dos problemas e das soluções;
− Reformulação do quadro de investimentos públicos no domínio das políticas sociais e das suas condições
de territorialização;
− Capacidades de reivindicação, proposta e candidatura demonstradas, quer pela rede de parcerias, quer
pelas entidades locais e polos de iniciativa e dinamização.

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6. EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS EXISTENTES PROGRAMÁVEIS EM SEDE DE CARTA E SUA DISTRIBUIÇÃO


ESPACIAL

A parceria da Rede Social, no período do PDS em vigor (2016/2018), dinamizada pela Divisão de Desenvolvimento
Social e Cidadania da Câmara Municipal do Seixal, é constituída por mais de 200 entidades que assumem
responsabilidades sociais neste domínio, havendo, no entanto, um universo de aproximadamente 21 entidades que
constituem o núcleo central de promoção e sustentação dos equipamentos e respostas suscetíveis de programação
em sede de Carta Social Municipal do Seixal existentes da Rede Solidária.

Efetivamente, todas as restantes entidades possuem equipamentos e oferecem respostas de relevância crucial para
o desenvolvimento social do Município, nomeadamente as entidades públicas, embora a oferta que prestam não
sejam objeto de programação nesta carta.

Na Rede de Solidariedade destacam-se 27 Instituições Particulares de Solidariedade Social, ou com estatuto


jurídico equiparado, que asseguram o funcionamento regular de 31 equipamentos que, no seu conjunto,
proporcionam 53 respostas sociais em 14 tipologias das 21 respostas sociais inscritas no elenco, suscetíveis de
programação em Carta Social Municipal.

Destas, 6 IPSS não oferecem, por agora, respostas sociais, programáveis em Carta Social Municipal,
nomeadamente, a Casa do Educador do Seixal, a Associação “A Voz do Amor, a Associação Portuguesa Promotora
da Saúde e Higiene Oral, a Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos de Casal do Marco, a
Cooperativa Nacional de Apoio ao Deficiente e a Associação Nacional de Pais e Amigos de Rett.

No Município do Seixal não existem respostas sociais da rede pública programáveis em Carta Social Municipal do
Seixal.

De acordo com dados da Plataforma Concelhia da Península de Setúbal – Indicadores de Ação Social e Proteção
Social dezembro de 2017 existiam no final deste ano 75 equipamentos privados de ação social, sendo que 59
intervinham na área da infância e 16 na área das pessoas idosas.

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Quadro 18 – Instituições Particulares de Solidariedade Social com Sede e/ou Equipamentos e Respostas Sociais
Existentes e Distribuição Espacial, por Freguesia

Instituição Particular de
Código Freguesia Equipamentos Respostas Sociais
Solidariedade Social

E01 Amora Sede 1 Centro de Convívio

1 Estrutura Residencial para Pessoas idosas; 1


Equipamento Integrado
Associação de Reformados e Idosos Centro de Dia; 1 Serviço de Apoio Domiciliário
da Freguesia de Amora
E02 Amora Unidade de Cuidados Continuados 1 Unidade de Cuidados Continuados de Longa
(Longa duração e manutenção) duração e manutenção

Creche 1 Creche

Associação de Reformados
E03 UFSAAP Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Pensionista e Idosos de Arrentela
Associação de Reformados
E04 Amora Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Pensionistas e Idosos de Fogueteiro
Associação de Reformados
Pensionistas e Idosos de Fernão E05 Fernão Ferro Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Ferro
Associação de Reformados
Pensionistas e Idosos de Pinhal de E06 UFSAAP Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Frades
Associação Unitária de Reformados,
E07 Amora Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Pensionistas e Idosos de Amora
Associação Unitária de Reformados
E08 Corroios Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Pensionistas e Idosos de Corroios
Associação Unitária de Reformados
E09 Corroios Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Pensionistas e Idosos de Miratejo

Associação Unitária de Reformados


E10 UFSAAP Sede 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia
Pensionistas e Idosos de Paio Pires

1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro de Dia;


E11 UFSAAP Sede
1 Centro de Convívio
Associação Unitária de Reformados
Pensionistas e Idosos do Seixal 1 Estrutura residencial para pessoas idosas; 1
E12 UFSAAP Equipamento Integrado Creche, 1 Serviço de Apoio Domiciliário; 1 Centro
de Dia
Associação Unitária de Reformados
Pensionistas e Idosos da Torre da E13 UFSAAP Sede 1 Centro de Convívio
Marinha
Associação Unitária de Reformados,
Pensionistas e Idosos de Casal do 2 UFSAAP Sede1 Sem respostas programáveis em Carta
Marco
Centro de Assistência Paroquial de 1 Refeitório/Cantina Social; 1 Creche; 1 Creche
E14 Amora Sede /Patronato
Amora familiar

E15 UFSAAP Sede/ Pica-pau 1 Creche; 1 Creche familiar;


Centro Paroquial de Bem-Estar Social
da Arrentela
Centro Comunitário “Várias
E16 UFSAAP 1 Centro Comunitário
Culturas uma Só Vida”

E17 Fernão Ferro Sede 1 Centro Comunitário;


Centro Paroquial de Bem-Estar Social
de Fernão Ferro
E29 Fernão Ferro Creche 1 Creche; 1 Serviço de Apoio Domiciliário

E19 Corroios Sede 1 Creche


Centro Social e Paroquial de Corroios
E31 Corroios Creche 1 Creche

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Instituição Particular de
Código Freguesia Equipamentos Respostas Sociais
Solidariedade Social

Lar Residência e Residência


Cooperativa de Educação e E21 UFSAAP 1 Lar Residencial; 1 Residência Autónoma
Autónoma
Reabilitação de Cidadãos
Inadaptados de Seixal e Almada
E20 Corroios CAO 1 Centro de Atividades Ocupacionais

Casa do Educador do Seixal 3 Amora Sede1 Sem respostas programáveis em Carta

Cooperativa Nacional de Apoio ao 2 Amora Sede1 Sem respostas programáveis em Carta


Deficiente

Equipamento encerrado devido ao


encerramento da atividade da E22 UFSAAP Creche -----
entidade gestora

E23 Amora Creche/ Centro Comunitário 1 Creche; 1 Centro Comunitário


CRIAR-T - Associação de
Solidariedade
E24 UFSAAP Sede 1 Comunidade de Inserção

Centro de Atividades Sociais do


E25 Corroios Sede1 1 Creche familiar
Miratejo

E26 UFSAAP Bairro da Cucena 1 Centro Comunitário

Santa Casa de Misericórdia do Seixal E27 Corroios Bairro de Santa Marta de Corroios 1 Centro Comunitário

E28 UFSAAP Sede1 1 Creche familiar

Associação “A Voz do Amor” 2 Corroios Armazém1 Sem respostas programáveis em Carta

Centro Paroquial e Social da Sagrada


E18 Corroios Sede 1 Creche
Família de Miratejo/Laranjeiro

Associação Portuguesa Promotora da Sem respostas programáveis em Carta


2 Amora Sede1
Saúde e Higiene Oral

1 Centro de Atendimento, Acompanhamento e


APCAS – Associação de Paralisia de
E30 UFSAAPP Sede Reinserção Social para Pessoas com Deficiência e
Almada e Seixal
Incapacidade

ANPAR – Associação Nacional de Sem respostas programáveis em Carta


2 Corroios Sede1
Pais e Amigos de Rett

27 Entidades / 21 Entidades dão respostas sociais 31 Equipamentos 53 Respostas em 14 Tipologias

1 Não contabilizado como equipamento.


2 Não georreferenciado por não desenvolver respostas programáveis em sede de CSMS.

Fonte: Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

Constata-se da análise do quadro n.º 19 (abaixo) que no Município do Seixal existem 52 respostas prestadas pela
rede solidária.

Efetuando a correlação do total do número de respostas sociais existentes na Rede Solidária, tendo em conta a sua
distribuição espacial por território, constata-se que o maior número de respostas sociais está concentrado em Amora
(15 respostas que representam 28,30 % do total). Segue-se a Arrentela com um total de 11 respostas (20,75%) e
Corroios com 10 respostas (18,87%). Os territórios com menor densidade populacional, Aldeia de Paio Pires,
Fernão Ferro e Seixal, são, também, os que apresentam menor número de respostas (com 3, 5 e 9, respetivamente,
perfazendo, no seu conjunto, 17 respostas, que correspondem a 32,08% do total existente).

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Quadro 19 – Respostas Sociais Existentes Programáveis em Carta Social Segundo a Categoria de Atuação por
Território

Pessoas em
Crianças e Pessoas com Família e
Freguesia Pessoas Idosas Situação de Total
Jovens Deficiência Comunidade
Dependência

Aldeia de Paio Pires 0 0 2 1 0 3

Arrentela 2 2 5 2 0 11

Seixal 2 1 6 0 0 9

UFSAAPP 4 3 13 3 0 23

Amora 4 0 8 2 1 15

Corroios 4 1 4 1 0 10

Fernão Ferro 1 0 3 1 0 5

Totais 13 4 28 7 1 53

1 Lei nº 11-A/2013, de 28 de Janeiro

Fonte: Indicadores de Ação Social e Proteção Social – Plataforma Supra Concelhia da Península de Setúbal, Dezembro de
2017 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania.

Quadro 20 – Respostas Sociais Programáveis em Carta Social, da Rede Solidária, Segundo a Categoria de Atuação, por
Freguesia, Aprovadas no Âmbito dos Programas de Financiamento PARES e MODELAR Sem Execução

Pessoas em
Crianças e Pessoas com Pessoas Família e
Freguesia Situação de Total
Jovens Deficiência Idosas Comunidade
Dependência

Aldeia de Paio Pires 0 0 0 0 0 0

Arrentela 0 0 0 0 22 2

Seixal 0 0 0 0 0 0

UFSAAPP1 0 0 0 0 22 22

Amora 12 0 0 0 0 12

Corroios 0 0 0 0 0 0

Fernão Ferro 0 0 0 0 0 0

Total 1 0 0 0 2 3

1 Lei nº 11-A/2013, de 28 de Janeiro


2 Candidaturas aprovadas mas sem execução

Fonte: Indicadores de Ação Social e Proteção Social – Plataforma Supra Concelhia da Península de Setúbal, Dezembro de
2017 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania.

Duas candidaturas ao abrigo dos programas PARES e MODELAR, que corresponderiam a 3 respostas, não tiveram
execução.

Correlacionando o total das respostas disponíveis na rede solidária, segundo a categoria de intervenção, verifica-se
que predominam acentuadamente aquelas que se dirigem especificamente às crianças e jovens e às pessoas

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idosas com 13 (24,53%) e 28 (52,83


52,83%) respostas sociais, respetivamente,, representando no seu conjunto 77,36%
77,
do total de respostas existentes.. As respostas sociais existentes para a população alvo das restantes categorias de
atuação são de reduzida expressão.

Gráfico 1 – Respostas Sociais Existentes


Ex da Rede Solidária Programáveis em Carta Social, Por Categoria de Atuação e
Território

14 13

12

10
8
8
6
6 5
4 4 4 4
4 3 3 3
2 22 2 2 2
2 1 1 1 1 1 1 1
00 0 0 00 0 0 0 0 0
0
Aldeia de Arrentela Seixal UFSAAPP Amora Corroios Fernão
Paio Pires Ferro

Crianças e Jovens Pessoas com Deficiência Pessoas Idosas Família e Comunidade Pessoas em Situação de Dependência

Fonte: Indicadores de Ação Social e Proteção Social – Plataforma Supra Concelhia da Península de Setúbal,
Setúbal Dezembro de
2017 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania.

Gráfico 2 - Número de Utentes por Respostas Sociais de Caráter Infra Municipal, por Território Segundo as Tipologias
Creche, Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, Serviço de Apoio Domiciliário,
Domiciliário Centro de Dia e Centro de
Atividades Ocupacionais, por Território,, na Rede Solidária
298
300
235
250
201
200
160
145
150 120
111 111 111
101
84 84
100 72 66
63
54 52 52 47 55
40 45
50 30 33

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0
Aldeia Paio Arrentela Seixal UFSAAPP Amora Corroios Fernão Ferro
Pires

Creche E. R. Pessoas Idosas SAD Centro Dia CAO

Fonte: Indicadores de Ação Social e Proteção Social – Plataforma Supra Concelhia da Península de Setúbal,
Setúbal Dezembro de
2017 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania.

Considerando a promulgação de legislação que vinculará


vincula os Órgãos Municipais a elaborarem Cartas Sociais (Lei n.º
50/2018, de 16 de agosto) e perspetivando-se
perspetivando se que a respetiva programação incida, sobretudo, nas respostas sociais

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que apresentam claramente um carácter infra municipal, nomeadamente creche, estrutura residencial para pessoas
idosas, centro de dia, serviço de apoio domiciliário e centro de atividades ocupacionais, devendo estender-se num
momento posterior e, de forma gradual, a outras respostas sociais, o gráfico 2 reflete essas respostas em n.º de
vagas em acordo, por território. No Município do Seixal, o conjunto destas 5 respostas abrange 1.722 utentes. A
União das Freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, não sendo a maior freguesia em termos
populacionais, apresenta uma oferta superior em número de utentes (648) às freguesias de Amora (439) e Corroios
(469). Fernão Ferro (166) é a que apresenta menor oferta, representando 9,64% do total de vagas existentes no
concelho. Estas 5 respostas, per si, representam 49,68% do número de utentes abrangidos pelas respostas sociais
existentes, programáveis em Carta Social Municipal no concelho do Seixal (3.466). Para além destas 5, a resposta
social que mais utentes abrangem é o Centro Comunitário (1.120), que corresponde a 32,31% do total,
representando a restantes respostas programáveis em sede de CSMS apenas 18,01% do total de utentes apoiados.

Nas áreas das Crianças e Jovens, Pessoas Idosas, Pessoas com Deficiência, Família e Comunidade e Pessoas em
Situação de Dependência, a rede solidária dá resposta a 3.466 utentes, dos quais 748 são crianças e jovens, 1.405
pessoas idosas, 106 pessoas com deficiência, 30 pessoas em situação de dependência e 1.177 pessoas em
situação de vulnerabilidade social (Quadro 21).

Serviços e Equipamentos para Crianças e Jovens

Segundo as categorias de atuação e tendo em conta a tipologia das respostas contempladas em cada uma delas,
destaca-se a existência de 13 respostas da rede solidária destinadas a Crianças e Jovens (Creche e Creche
Familiar), que respondem a um total de 748 utentes (Creche - 441 utentes e Creche Familiar - 307 utentes).

Serviços e Equipamentos para Pessoas Idosas

Para este segmento populacional, existem 28 respostas da rede solidária, distribuídas pelas tipologias de Estrutura
Residencial para Pessoas Idosas, Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário e Centro de Convívio, que
ABRANGEM um total de 1.405 vagas. As tipologias que maior número de utentes abrange são o Serviço de Apoio
Domiciliário (589 utentes) e o Centro de Dia (525 utentes), seguidas de Centro de Convívio (171) e Estruturas
Residenciais para Pessoas Idosas (124).

Serviços e Equipamentos para Família e Comunidade

Para a Família e Comunidade existem no Município 7 respostas distribuídas pelas respostas sociais de Comunidade
de Inserção, Refeitório Social e Centro Comunitário, que abrangem um universo de 1.177 utentes, sendo que
apenas a de Centro Comunitário (1.120) abrange 95,16% do universo de utentes desta categoria. Observa-se a
inexistência de Serviços e Equipamentos para a Família e Comunidade na Antiga Freguesia do Seixal.

Serviços e Equipamentos para Pessoas em Situação de Dependência

Existe apenas a Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração e Manutenção da ARIFA, construída ao
abrigo do Programa MODELAR, que dá resposta a 30 utentes.

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Serviços e Equipamentos para Pessoas com Deficiência

Existem 4 respostas (Lar Residencial, Residência Autónoma, Centro de Atividades Ocupacionais e Centro de
Atendimento, Acompanhamento e Reinserção Social de Pessoas com Deficiência e Incapacidade), 2 sediadas em
Arrentela, 1 em Corroios e outra na antiga freguesia de Seixal, que, no conjunto, dão resposta a 106 utentes.

Quadro 21 – N.º de Vagas Existentes por Respostas Sociais Programáveis em Carta Social, da Rede Solidária, Segundo
a Categoria de Atuação por Tipologia, por Freguesia

FREGUESIAS
Respostas
Aldeia Paio
Arrentela Seixal UFSAAPP1 Amora Corroios Fernão Ferro Total
Pires
Creche 0 30 33 63 111 201 66 441
Crianças

Creche
0 52 119 171 56 80 0 307
Familiar
SUBTOTAL 0 82 152 234 167 281 66 748
E. R. Pessoas
0 0 52 52 72 0 0 124
Idosas
SAD 54 84 160 298 145 101 45 589
Pessoas Idosas

Centro Dia 40 84 111 235 111 120 55 521


Centro
0 60 60 120 51 0 0 171
Convívio
Centro Sénior 0 0 0 0 0 0 0 0

SUBTOTAL 94 228 383 705 379 221 100 1.405

Convalescença 0 0 0 0 0 0 0 0
Pessoas em Situação de

Reabilitação 0 0 0 0 0 0 0 0
Dependência

Manutenção 0 0 0 0 30 0 0 30

Paliativos 0 0 0 0 0 0 0 0

SUBTOTAL 0 0 0 0 30 0 0 30
Lar
0 14 0 14 0 0 0 14
Pessoas com Deficiência

Residencial
Residência
0 5 0 5 0 0 0 5
Autónoma
CAO 0 0 0 0 0 47 0 47

CAARSPDI 0 0 40 40 0 0 0 40

SUBTOTAL 0 19 40 59 0 47 0 106
Centro
Família e Comunidade

180 250 0 430 300 150 240 1.120


Comunitário
Comunidade
0 17 0 17 0 0 0 17
de Inserção
Refeitório /
0 0 0 0 40 0 0 40
Cantina Social
SUBTOTAL 180 267 0 447 340 150 240 1.177

TOTAL 274 596 575 1.445 916 699 406 3.466


1 Lei nº 11-A/2013, de 28 de Janeiro

Fonte: Indicadores de Ação Social e Proteção Social – Plataforma Supra Concelhia da Península de Setúbal, dezembro de 2017
e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania.

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7. PROGRAMAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS

7.1. ORIENTAÇÕES DECORRENTES DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

No âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) do Seixal foi definida uma Visão Estratégica para o
Município, em articulação com as diretivas constantes dos instrumentos de nível superior, dos quais se destacam o
PNPOT e PROTAML.

A Visão Estratégica perspetiva o futuro desejável do Município tendo como principal alicerce a sustentabilidade, e a
coexistência das diversas componentes do sistema: qualidade, equidade e equilíbrio urbano, ambiental e social.
Para a implementação da visão estratégica consideraram-se quatro Eixos Estruturantes, com base na
caracterização e no diagnóstico prospetivo da situação atual nos diferentes domínios que disciplinam o
ordenamento do território, bem como na avaliação de cenários de desenvolvimento construídos a partir das
potencialidades endógenas e das tendências externas. Estes eixos, complementares e articuláveis entre si,
contemplam um conjunto de objetivos estratégicos e linhas de orientação que contribuem para a reestruturação do
espaço urbano e consolidação do sistema de mobilidade e transportes, para a proteção do espaço natural e
valorização ambiental, para a promoção da equidade e da coesão social e para o desenvolvimento económico
sustentável.

A estratégia para o desenvolvimento municipal mencionada, encontra-se vertida no modelo territorial que reflete as
opções de planeamento de nível municipal equacionadas, e que se desenrola em quatro domínios fundamentais,
que estabelecem o paralelo com os eixos estratégicos, nomeadamente: a definição da estrutura ecológica municipal
(EEM) comum ao sistema urbano e ao sistema natural, a conceção geral do sistema urbano, tendo em conta o
conjunto das redes que estruturam e suportam as atividades no território, a conceção e implementação de uma rede
integrada de equipamentos de utilização coletiva de natureza diversa, apoiada em serviços, dispositivos, iniciativas
e eventos, que promova a equidade e a coesão social e a localização das atividades económicas, designadamente,
industriais, comerciais, de serviços, de cultura, recreio e lazer.

No caso concreto da articulação da revisão do PDM do Seixal com a Carta Social Municipal do Seixal, importa
salientar o eixo que se reporta à promoção da equidade e da coesão social (eixo 4). Pretende-se o
desenvolvimento de uma sociedade urbana sustentável, onde a equidade, a coesão social e estilos de vida
saudáveis constituam fatores privilegiados no sentido da melhoria da qualidade de vida da comunidade.

Para melhorar a qualidade de vida da comunidade, no sentido do desenvolvimento de uma sociedade urbana
sustentável e geracionalmente comprometida, identificou-se como necessário:

1. Implementar estratégias de planeamento urbano que promovam a equidade e a coesão social. Para tal
deverá ter-se em conta, no processo de planeamento urbanístico a reconversão, a revitalização e a
requalificação de áreas carenciadas e degradadas, contrariando dinâmicas de exclusão que muitas vezes
se instalam. A ocupação do território do Seixal, que no passado se desenvolveu em mancha contínua
pouco estruturada, criou alguns constrangimentos na reestruturação do sistema urbano. Apesar disso,

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neste contínuo urbano identificam-se padrões de ocupação do solo muito distintos, bem como diferentes
níveis de concentração de funções centrais, quer no que respeita a atividades económicas quer no que
respeita aos serviços à população. A necessidade de reestruturação do sistema urbano municipal
contemplando a criação de novas centralidades e o reforço das existentes exige qualificação urbanística,
entendida segundo três aspetos principais: a regeneração urbana (de um modo geral em antigas áreas
industriais desativadas que necessitam de operações de regeneração), a reconversão de áreas urbanas de
génese ilegal (loteamentos de génese ilegal com necessidade de integração no tecido urbano com grande
representatividade no Município do Seixal, que foi sujeito a um extenso processo de parcelamento ilegal
que abrangeu quase 1/4 do seu território) e a requalificação do tecido urbano existente (é também um
processo exigente a que é dado relevo sobretudo com a qualificação da frente ribeirinha Seixal-Amora
onde o objetivo principal consiste em acolher projetos de requalificação urbana).

2. Assegurar, através da programação de equipamentos de utilização coletiva, a criação de condições de


igualdade de acesso para todos, em diversas componentes. O desenvolvimento social sustentável, apoiado
numa rede de equipamentos coletivos sólida e transversal, é um componente estratégico uma vez que da
eficácia dos serviços de carácter social dependem grupos da população com problemas decorrentes de
uma nova realidade social, caracterizada pelo aumento da população idosa, do volume de imigrantes e do
desemprego de longa duração, e ainda por situações de exclusão social, pobreza crónica,
toxicodependência e alcoolismo, entre outros. A rede de equipamentos, programáveis e identificados como
fundamentais no Município do Seixal, está delineada através da demarcação das áreas ocupadas ou
destinadas à construção de equipamentos de utilização coletiva na Planta de Ordenamento do PDM, com
respetiva regulamentação no Regulamento, entre os quais se incluem os de caráter social.

3. Solucionar as carências de alojamento social identificadas. Tendo em conta que, por via de correntes
migratórias para o território metropolitano, a oferta habitacional no Seixal demonstrou ser reduzida para
responder à constante demanda de alojamento a preços acessíveis e em tempo útil, o recurso a habitação
precária tornou-se um problema relativamente abrangente e de difícil resolução. Para além da proliferação
de habitação de génese ilegal, registou-se também o aparecimento de barracas em algumas franjas do
território que deram origem a problemas de exclusão social (as elevadas taxas de desemprego, pobreza,
delinquência, violência e toxicodependência) de contornos preocupantes. Se, por um lado, foram
solucionados alguns casos de famílias referenciadas (PER – Programa para Erradicação de Barracas), por
outro lado atualmente mantem-se a necessidade de dar continuidade ao processo de realojamento da
população que ainda vive em barracas, nomeadamente no núcleo de Santa Marta de Corroios e noutros
núcleos dispersos pelo Município. Existem ainda outras situações identificadas que carecem de urgentes
medidas de intervenção tais como: os bairros sociais da Quinta da Princesa, Bairro do Fogueteiro e Bairro
ex-CAR (Quinta da Vinha), na Amora e Quinta do Cabral, na Arrentela (construídos pelo ex-FFH e
atualmente propriedade do IHRU) que necessitam continuamente de obras de reabilitação; o caso de Vale
de Chícharos onde edifícios inacabados, ocupados ilegalmente e sem condições de habitabilidade
albergam famílias com necessidade de realojamento; e ainda habitações degradadas e/ou sem condições

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de habitabilidade que necessitam de obras de conservação e de reabilitação localizados nos núcleos


urbanos antigos. Atualmente, o Município não possui bolsa de terrenos que lhe permita a gestão da
construção de habitações de carácter social pelo que, na revisão do PDM, foram encontradas soluções
para o alojamento de baixo custo, que constitui, para famílias de rendimentos reduzidos, uma alternativa ao
mercado tradicional da habitação, em áreas demarcadas em Planta de Ordenamento e com
regulamentação própria, onde se prevê a construção de alojamentos para solucionar os casos já
sinalizados para realojamento, não esquecendo que se trata de uma competência exclusiva do poder
central.

7.2. ORIENTAÇÕES DECORRENTES DA ÁREA SOCIAL

Em 2010, a Comissão Europeia lançou a Estratégia Europa 2020, como plano para o emprego e crescimento
inteligente, sustentável e inclusivo, em que um dos objetivos é a redução em 25 milhões, do número de europeus
que vivem abaixo dos limiares de pobreza (cerca de 25 %). O crescimento inclusivo terá como corolário, entre
outros, modernizar os sistemas de formação e de proteção social, para ajudar as pessoas a antecipar e a gerir a
mudança e construir uma sociedade coesa. A nível nacional, os Estados-Membros devem:

− Promover a responsabilidade partilhada, coletiva e individual, na luta contra a pobreza e a exclusão social;

− Definir e aplicar medidas adaptadas às características específicas dos grupos de risco;

− Mobilizar plenamente os seus sistemas de segurança social e de pensões para assegurar os apoios
adequados ao rendimento e o acesso aos cuidados de saúde.

Em Portugal, a Estratégia Nacional para a Proteção Social e Inclusão Social (ENPSIS) para o triénio 2008/2010 foi
programada num contexto social e económico anterior à crise, em que se registavam evoluções positivas, embora
lentas, a nível do crescimento económico e da redução das desigualdades, através do aumento da despesa
nacional com a proteção social. Este documento identificava já como alvos prioritários de intervenção os subgrupos
mais vulneráveis à pobreza: pessoas idosas, pessoas com deficiência, crianças e jovens, imigrantes, minorias
étnicas e pessoas sem-abrigo. Preconizava que o modelo social perspetivado para Portugal deveria seguir uma
linha de orientação assente em três preocupações estratégicas cujo objetivo último seria a plena inclusão das
pessoas:

− Um sólido sistema de proteção social, que providencie aos cidadãos os benefícios sociais, a discriminação
positiva do sistema fiscal, o aumento progressivo das remunerações mínimas e o apoio e orientação
necessários para prevenir a pobreza e assegurar rendimentos mínimos, enquanto for necessário;

− Uma ativação de políticas de emprego que invistam de forma mais eficaz no capital humano e na formação
e qualificação das pessoas, criando mais oportunidades de emprego, tornando o trabalho uma opção
acessível a todos;

− Uma aposta forte na expansão e qualificação da rede de serviços e equipamentos sociais e de saúde,
através do reforço nas respostas e equipamentos para a primeira infância, população idosa e dependente

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(centros de dia, lares, apoio domiciliário e cuidados continuados) e pessoas com deficiência (respostas
residenciais e centros de atividades ocupacionais), contribuindo para um maior apoio à conciliação da vida
pessoal, familiar e profissional, em especial nos grupos mais desfavorecidos, com menores rendimentos e
redes de apoio informal mais frágeis.

Na base desta definição de prioridades estavam os dados relativos à pobreza nacional de 2006, que apontavam que
18% da população portuguesa se encontrava abaixo do limiar da pobreza, sendo esta incidência mais elevada nos
subgrupos da infância (21%) e das pessoas idosas (26%).

Mais recentemente, segundo dados do INE, em 2017 cerca de 23,30 % da população portuguesa encontrava-se em
risco de pobreza e exclusão social, resultado do agravamento das políticas de austeridade e da regressão social e
económica do País.

Finda a ENPSIS 2008/2010, o documento estratégico subsequente em matéria de intervenção social, o Plano de
Emergência Social (PES), visa “tentar dar resposta à grave crise económica que o país atravessa e que tem piorado
as situações de exclusão social”. Pretende ser “um programa que identifique as situações de resposta mais urgente
e que seja focado em medidas e soluções. Um programa assente na promoção e proteção de direitos de muitos que
são os mais excluídos e de muitos que estão numa situação de tal desigualdade, que se exige uma resposta social
excecional”, ou seja, trata-se de uma estratégia orientada para a resolução imediata de situações de emergência
social decorrentes da crise vigente, com um cunho mais assistencialista, em detrimento de uma política social com a
visão da reabilitação e inserção dos públicos vulneráveis das estratégias antecessoras, e que estaria em vigor entre
2011 e 2014, mas que ainda subsistem algumas das suas medidas.

É neste contexto que a proteção social, quer através de prestações sociais, que garantam rendimentos mínimos,
quer através de equipamentos sociais, que prestem serviços e respostas sociais que assegurem o bem-estar e a
reabilitação e reinserção social, assume um papel primordial na promoção da coesão social e na redução das
desigualdades sociais.

Embora a ação social seja uma matéria cujas competências são, na maior parte, da responsabilidade do Estado
Central, consciente da importância estratégica desta área para a consolidação da coesão social do Município, a
Câmara Municipal do Seixal tem vindo a priorizar nas Grandes Opções do Plano e Orçamento dos últimos anos a
celebração de contratos-programa de desenvolvimento social com as instituições de apoio social e, pela sua
importância, complexidade e inovação, o investimento municipal em equipamentos sociais, cujo expoente máximo
são os equipamentos construídos e cedidos pela Autarquia (quadro 8) e o cofinanciamento de nove equipamentos
construídos/em construção, ao abrigo dos programas de financiamento PARES e MODELAR, na sua maioria, em
terrenos de propriedade municipal, e para os quais o apoio da Autarquia foi fundamental. A par desta estratégia, a
cooperação da CMS com as instituições da área social é complementada por cedências de terrenos e instalações,
apoio técnico e realização ou apoio para a realização de obras de conservação, requalificação e beneficiação, com
o objetivo de qualificar o serviço prestado à população e, em alguns casos, permitir a ampliação da atividade das
instituições a mais utentes e/ou mais respostas sociais.

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7.3. PRINCÍPIOS ORIENTADORES / CRITÉRIOS DA PROGRAMAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

7.3.1. PLANEAMENTO SOCIAL MUNICIPAL

Embora a ação social seja uma competência do Estado Central, o Seixal tem-se assumido como um Município de
referência na promoção de políticas locais que fomentam o desenvolvimento, a coesão social e a cidadania através
da inclusão de todas as pessoas. Esta linha orientadora encontra-se bem expressa nas competências atribuídas à
Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania pelo Despacho n.º 13889/2014, de 14 de novembro, que define a
estrutura flexível da Câmara Municipal do Seixal, as quais constituem a focalização do planeamento social
(excluem-se as competências em matéria de saúde, que se encontram na dependência direta do Departamento de
Desenvolvimento Social e Desporto):

− Desenvolver e monitorizar instrumentos de diagnóstico, bem como de planeamento estratégico;


− Conceber e monitorizar instrumentos setoriais de planeamento e de programação de respostas sociais e de
saúde adequadas às necessidades dos diversos públicos e contextos, assegurando a coesão social do
território, designadamente, a Carta Social Municipal;
− Conceder apoio institucional ao terceiro setor, contribuindo para a sustentabilidade das intervenções
preconizadas pelas associações da área dos Idosos, Infância, Deficiência, Intervenção Comunitária e
Migrações;
− Desenvolver uma intervenção social prosseguindo os valores da equidade, da inclusão, da cidadania, do
respeito pela diversidade cultural e pelas necessidades dos grupos mais desfavorecidos da população;
− Dinamizar e apoiar projetos e programas locais de Intervenção Comunitária, de Promoção da Saúde e do
Diálogo Intercultural e de Educação para o Desenvolvimento em territórios desafiantes, mitigados pela
pobreza e exclusão social;
− Assegurar a integração da perspetiva de género em todos os domínios da ação do Município,
designadamente através da dinamização de Planos Municipais para a Igualdade de Género e de
Oportunidades;
− Garantir os meios logísticos e administrativos com vista ao funcionamento da Comissão de Proteção de
Crianças e Jovens, participando na definição de políticas municipais para a infância, nomeadamente nas
vertentes da prevenção e da intervenção e diagnóstico precoce;
− Participar em projetos e ações de cooperação para o desenvolvimento descentralizada designadamente no
âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
− Executar as competências da autarquia em matéria de habitação;
− Promover a conservação e recuperação do parque habitacional da responsabilidade do Município;
− Assegurar a atribuição de fogos municipais e estatais, de acordo com a legislação em vigor.

Incumbe à DDSC, específica e designadamente, o seguinte:

− Dinamizar a Rede Social e o Pacto Territorial para o Diálogo Intercultural, tendo em vista o
desenvolvimento social do Município, sustentado na defesa dos direitos humanos e da igualdade de

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

oportunidades, na criação de sinergias no apoio aos migrantes, à cooperação, à habitação, na promoção


da saúde e de estilos de vida saudáveis;
− Dinamizar e gerir parcerias, envolvendo o tecido institucional, associativo e privado no desenvolvimento
social;
− Promover a inclusão social através do apoio institucional, acompanhando o planeamento e a conceção de
equipamentos sociais;
− Promover e dinamizar o Conselho Consultivo para a Igualdade de Género e Oportunidades, promovendo
parcerias internas e com organismos locais e nacionais;
− Gerir os protocolos de geminação e /ou acordos de cooperação com entidades de âmbito nacional ou
internacional e acompanhar os projetos daí resultantes;
− Assegurar o desenvolvimento das relações externas e de cooperação com instituições de âmbito municipal;
− Assegurar a gestão e o funcionamento do Espaço Cidadania, em todas as suas componentes de
intervenção e valências;
− Participar na Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento;
− Desenvolver parcerias estratégicas nos planos, local, nacional e internacional;
− Inventariar as necessidades de habitação social do Município e implementar o Programa Municipal para a
Habitação Social;
− Promover a conservação e recuperação do parque habitacional municipal;
− Assegurar a informação pública sobre as formas de comparticipação para obras de conservação e
recuperação, legislação habitacional e regime de rendas;
− Assegurar o cumprimento das competências da autarquia que decorrem da legislação vigente, em matéria
do dever de conservação do património edificado;
− Propor e implementar medidas de apoio às cooperativas de habitação social;
− Promover programas de incentivo à construção de habitação para a população jovem do concelho;
− Colaborar na realização de programas de qualificação do edificado dos núcleos urbanos antigos.

O planeamento social tem início na identificação de problemas que se pretendem resolver/minimizar ou da definição
de resultados que se pretendem atingir. Tendo por base as orientações do PDM e os dados constantes no
diagnóstico social, elaboram-se diagnósticos focalizados na área temática, público-alvo e/ou território sobre os quais
se pretende atuar, dando origem a documentos setoriais de planeamento, programação e avaliação/monitorização
de resultados.

A necessidade da configuração de instrumentos de planeamento social surge por força do imperativo de evidenciar
a importância da edificação de estratégias municipais de desenvolvimento social, a coerentes e complementares
entre si, e correlacionadas e conciliadas com o planeamento já existente e as necessidades diagnosticadas no
Município.

Os documentos de planeamento social constituem-se, também, como instrumentos de reivindicação junto do


Estado:

DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E CIDADANIA


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− Da garantia dos direitos constitucionais sociais das populações, de entre os quais se destacam os direitos à
Segurança Social, à habitação, à educação, à proteção, à família, à infância, à terceira idade e de apoio
aos deficientes;
− Da assunção de competências e atribuições e garantia de financiamento para construção das respostas
sociais necessárias, com o envolvimento direto da Câmara Municipal do Seixal;
− Do reforço dos montantes disponíveis nos programas do quadro de apoio comunitário para a inclusão
social e para o acolhimento das principais prioridades de investimento municipal.

A Carta Social Municipal do Seixal apresenta-se como a estratégia municipal de desenvolvimento da Rede de
Equipamentos Sociais do Município.

Figura 2 – Planeamento Social do Município do Seixal

Fonte: Câmara Municipal do Seixal/Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

7.3.2. ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

Para efeitos de programação dos equipamentos / respostas sociais e respetiva reserva de terreno municipal, teve-se
em conta:

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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

− A programação de forma a abranger o Município de forma homogénea, privilegiando a proximidade de


territórios e públicos de intervenção prioritária;

− O peso dos respetivos segmentos populacionais em 2011 em cada território;

− A oferta existente da rede solidária;

− A redução das assimetrias entre freguesias e territórios;

− A identificação de equipamentos sociais integrados existentes, com potencialidade de maximização da sua


oferta, numa perspetiva de rentabilização de recursos e meios;

− As zonas mais populosas (Amora, Corroios e Arrentela);

− As zonas com maior dispersão geográfica (Fernão Ferro);

− As zonas maior incidência de fatores sociais críticos.

Foi programada uma nova resposta social para a antiga Freguesia do Seixal (Refeitório Social), a desenvolver em
equipamento já existente ou programado em sede de Carta Social, em localização a definir, por ser o território com
menos população, por já estar dotado de um conjunto de respostas sociais que asseguram as necessidades da
população da freguesia.

A programação de respostas sociais e a reserva de terrenos municipais privilegiou Corroios (embora tenha a
segunda maior cobertura em número absoluto de utentes, apresenta um défice significativo ao nível do número de
equipamentos), Fernão Ferro e Aldeia de Paio Pires, por serem os territórios que apresentam maior défice. No caso
de equipamentos/respostas sociais que não obedeçam a critérios de proximidade para a sua implementação, optou-
se, sempre que possível, por localizá-los nos territórios com maior défice de equipamentos de apoio social.

Não obstante a agregação de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires na União das Freguesias de Seixal, Arrentela
e Aldeia de Paio Pires, por imposição da Lei nº 11-A/2013, de 28 de Janeiro, e em cumprimento da posição da
Câmara Municipal do Seixal no que concerne à reposição da autonomia/independência destas unidades
geográficas, optou-se neste documento por fazer referência à Freguesia (UFSAAPP), mantendo a informação
possível ao nível dos territórios correspondentes às antigas freguesias.

7.3.3. LEGISLAÇÃO E NORMAS

Conforme consta nos objetivos operacionais da elaboração da CSMS, a programação teve em conta as normas e
legislação em vigor. Neste sentido, efetuou-se um levantamento de legislações, regulamentações e guiões técnicos,
que se encontram especificados em cada resposta programada em sede de CSMS, quando existente.

7.3.4. POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DO SEIXAL EM 2011

Segundo dados definitivos dos Censos 2011, constata-se que mais de 60% da população do Município se
concentrava nas freguesias de Amora e Corroios, com 30,73% e 30,11% da população residente, respetivamente.

DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E CIDADANIA


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CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

Pelo contrário, o Seixal concentra apenas 1,75% da população residente. A nível das freguesias, contata-se que
quase 90% da população concentrava-se nas freguesias de Amora, Corroios e UFSAAPP.

A população do Município do Seixal distribuía-se da seguinte forma:

Quadro 22 - Distribuição da População Residente, por Freguesia

Concelho 158.269 100%

UFSAAPP 44.920 28,38%

Aldeia de Paio Pires 13.258 8,38%

Arrentela 28.886 18,25%

Seixal 2.776 1,75%

Corroios 47.661 30,11%

Amora 48.629 30,73%

Fernão Ferro 17.059 10,78%

Fonte: Censos 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

7.3.4.1. CRIANÇAS E JOVENS

O Município do Seixal, segundo os Censos de 2001, tinha 5.572 crianças com idades compreendidas entre os 0 e
os 2 anos.

Segundo dados definitivos dos Censos de 2011, existiam 5.148 crianças com idades compreendidas entre os 0 e
os 2 anos (intervalos fechados) neste concelho, registando-se, assim, uma redução de 7,61% (424) numa década.

Quadro 23 - Distribuição das Crianças dos 0 aos 2 anos por Freguesia/Território

Concelho 5.148

UFSAAPP 1.652

Aldeia de Paio Pires 650

Arrentela 915

Seixal 87

Amora 1.460

Corroios 1.533

Fernão Ferro 503

Fonte: Censos 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

7.3.4.2. PESSOAS IDOSAS

Relativamente à população idosa (65 e mais anos), os dados definitivos dos Censos 2011 indicavam a existência de
24.433 indivíduos, dos quais 9.704 tinham 75 e mais anos.

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Quadro 24 - Distribuição da População Idosa por Freguesia/Território em 2011

% 75 e mais no total da população


65 e mais anos 75 e mais anos
idosa da freguesia/concelho
Concelho 24.433 9.704 39,72
UFSAAPP 6.375 2.653 41,60
Aldeia de Paio Pires 1.517 612 40,34
Arrentela 4.300 1.754 40,80
Seixal 558 287 51,43
Amora 7.907 2.953 37,35
Corroios 6.924 2.762 39,89
Fernão Ferro 3.227 1.336 41,40

Fonte: CENSOS 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

Gráfico 3 - Percentagem da População Idosa no Total da População do Território em 2011

Fonte: INE, Censos 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania – Carta Social Municipal do Seixal.

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Gráfico 4 - Distribuição da População Idosa por Território (65 e mais Anos)

Fernão
Ferro; Aldeia de
3227; Paio Pires ;
13% 1517; 6%
Corroios; 6924;
28%
UFSAAPP
26% Arrentela;
4300; 18%
Amora; 7907; 33% Seixal; 558;
2%

Fonte: INE, Censos 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania – Carta Social Municipal do Seixal.

Gráfico 5 - Distribuição da População Idosa por Território com 75 e mais Anos

Fernão
Ferro;
1.336;
14%
Aldeia de
Corroios; 2.762; Paio Pires ;
29% Outro; 2.653; 27% 612; 6%
Arrentela;
1.754; 18%

Amora; 2.953; 30% Seixal; 287;


3%

Fonte: INE, Censos 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania – Carta Social Municipal do Seixal.

7.3.4.3. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Segundo dados dos Censos de 2001, havia no Município do Seixal um total de 8.120 pessoas com deficiência, com
e sem grau atribuído, das quais 3.780 tinham grau de incapacidade atribuído, distribuídos da seguinte forma: 559
invisuais, 476 com deficiência auditiva, 1.111 com deficiência motora, 93 com paralisia cerebral, 359 com deficiência
mental e 1.182 com multideficiências (Quadro 14, subcapítulo 5.2.2.3. População com Deficiência).

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Os CENSOS de 2011 não fornecem dados específicos sobre este universo populacional, interrompendo o que
ocorreu nos 2 momentos censitários anteriores (1991 e 2001). Nos CENSOS 2011 passou a dispor-se de outro tipo
de dados, passando a enumerar indivíduos com uma ou mais dificuldades ao nível da visão, audição, compreensão
e capacidade de andar e subir escadas e de tomar banho sem auxílio de terceiros, não especificando se se tratam
de indivíduos com deficiência permanente, transitória ou dificuldades decorrem do envelhecimento, bem como não
especifica graus de incapacidade, deixando de haver indicadores diretos sobre as pessoas com deficiência nas
respetivas categorias convencionadas.

Não se encontrando disponíveis os dados relativamente a este público-alvo nos Censos 2011, tornou-se necessário
fazer um cálculo estimado do número de residentes com deficiência no mesmo momento censitário.

Quadro 25 – Estimativa da População com Deficiência Residente no Concelho do Seixal em 2011

N.º de Residentes no Concelho (censos 2001) 150.271

Total de Residentes com Deficiência 2001 8.120

N.º de Residentes com Deficiência com Grau de Incapacidade Atribuído 2001 3.780

Total da População Residente com Deficiência e Grau de Incapacidade Atribuído =>60% em 2001 2.119

Proporção do Total da População Residente com Deficiência no Total da População em 2001 5,40%

Proporção da População Residente com Deficiência com Grau de Incapacidade Atribuído no Total da
2,52%
População em 2001
Proporção da População Residente com Deficiência e Grau de Incapacidade Atribuído =>60% no Total da
1,41%
População em 2001

N.º de Residentes no Concelho (censos 2011) 158.269

Estimativa do Total de Residentes com Deficiência 2011 8.552

Estimativa do N.º de Residentes com Deficiência com Grau de Incapacidade Atribuído 2011 3.981

Estimativa do Total da População Residente com Deficiência e Grau de Incapacidade Atribuído =>60% em
2.232
2011

Fonte: Diagnóstico Social do Seixal – Capítulo VIII “Ação Social no Concelho do Seixal”.

Para a inferência da população com deficiência em 2011 no Município do Seixal, utilizou-se a proporção de
indivíduos com deficiência identificada nos CENSOS 2001 no Concelho, assumindo-se que essa proporção se
mantém inalterada nos CENSOS 2011, extrapolando-se esta população-alvo em 2011. Assim, considerando que a
proporção da população com deficiência era, em 2001, de 5,40% do total da população residente, das quais 2,52%
tinham grau de incapacidade atribuído, e destas 1,41% tinham grau de incapacidade igual e superior a 60%, estima-
se que em 2011 a população com deficiência residente no Município do Seixal atingiria os 8.552 residentes com
deficiência, dos quais 3.981 teriam grau de incapacidade atribuído e destes 2.232 teriam grau de incapacidade
atribuído igual ou superior a 60%.

Utilizando o mesmo raciocínio, e partindo do pressuposto que também se mantiveram inalteradas as proporções por
tipologia de deficiência deste segmento populacional residente no Município do Seixal em 2001 com grau de
incapacidade atribuído, estima-se que em 2011, dos 3.981 indivíduos com deficiência calculados, 378 teriam

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deficiência mental, 98 paralisia cerebral, 1.170 deficiência motora, 589 deficiência visual, 501 deficiência auditiva e
1.245 outras deficiências.

Quadro 26 – Estimativa da População Deficiente Com Grau de Incapacidade Atribuído, por Tipologia de Deficiência,
Residente no Concelho do Seixal em 2011

Proporção da População Deficiente por Tipologia de


Tipos de deficiência 2001 2011
Deficiência
TOTAL 3.780 100,00% 3.981
Mental 359 9,50% 378
Paralisia Cerebral 93 2,46% 98
Motora 1.111 29,39% 1.170
Visual 559 14,79% 589
Auditiva 476 12,59% 501
Outra 1.182 31,27% 1.245

Fonte: Censos 2001, Diagnóstico Social do Seixal – Capítulo VIII “Ação Social no Concelho do Seixal” e Divisão de
Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

Quadro 27 – População com Deficiência Com Grau de Incapacidade Atribuído, por Grau de Incapacidade, Residente no
Concelho do Seixal em 2001

Total
Grau de Incapacidade
N.º %
Inferior a 30% 841 22,25%
De 30 a 59% 820 21,69%
De 60 a 80% 1.398 36,98%
Superior a 80% 721 19,07%
Total 3.780 100,00%

Fonte: Censos 2001, Diagnóstico Social do Seixal – Capítulo VIII “Ação Social no Concelho do Seixal”.

Quadro 28 – Estimativa da População Deficiente com Grau de Incapacidade Atribuído Igual ou Superior a 60%, por
Tipologia de Deficiência, Residente no Concelho do Seixal em 2011

2001 2011
Tipos de deficiência Com grau de Com grau de Com grau de Com grau de
incapacidade incapacidade incapacidade incapacidade
atribuído atribuído> = 60% atribuído atribuído> = 60%
TOTAL 3.780 2.119 3.981 2.232
Mental 359 201 378 212
Paralisia Cerebral 93 52 98 55
Motora 1.111 623 1.170 656
Visual 559 313 589 330
Auditiva 476 267 501 281
Outra 1.182 663 1.245 698

Fonte: Censos 2001, Diagnóstico Social do Seixal – Capítulo VIII “Ação Social no Concelho do Seixal” e Divisão de
Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

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Pela mesma lógica, e partindo do princípio que, igualmente, se mantiveram inalteradas as proporções por tipologia
de deficiência deste segmento populacional residente no Município do Seixal em 2001 com grau de incapacidade
atribuído igual ou superior a 60%, estima-se que, das 2.232 pessoas com deficiência e grau de incapacidade
atribuído igual ou superior calculadas para 2011, 212 teriam deficiência mental, 55 paralisia cerebral, 656 deficiência
motora, 330 deficiência visual, 281 deficiência auditiva e 698 outras deficiências.

7.3.4.4. FAMÍLIA E COMUNIDADE

Segundo dados do INE, em 2017, os segmentos da população em risco de pobreza e exclusão social situava-se nos
23,30%, o que significa que no Seixal, em 2011, cerca de 36.877 indivíduos se encontravam em situação de
vulnerabilidade social, designadamente:

− Famílias/indivíduos/famílias monoparentais com ou sem filhos e encargos habitacionais fixos e baixos


rendimentos;
− Situações de desemprego, desemprego de longa duração e/ou desemprego múltiplo no agregado;
− Situações de vínculo de trabalho precário;
− Com doença crónica;
− Baixos rendimentos, reformas/pensões ou outro tipo de subsídios sociais de baixo valor;
− Sem resposta permanente de habitação, habitação precária ou em situação de sem-abrigo;
− Pessoas vítimas de violência.

7.3.5. ESTIMATIVAS DE EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA POR SEGMENTO POPULACIONAL ALVO DE PROGRAMAÇÃO

Aspetos Demográficos Gerais:

De acordo com as Projeções da População Residente entre 2015 e 2080 do INE, de 29/03/2017, a redução do
número de residentes ocorrerá em todas as regiões em qualquer dos cenários considerados, com exceção da Área
Metropolitana de Lisboa, Algarve e Região Autónoma dos Açores no cenário alto. No cenário central, o n.º de
residentes da Área Metropolitana de Lisboa, onde se insere o Município do Seixal, continuará a crescer até à
década de 50, momento a partir do qual passa a decrescer, prevendo-se que atinja uma redução de 9,93% da sua
população total em 2080.

No Concelho do Seixal, o aumento demográfico ocorrido entre 2001 e 2011 de 5,3% foi claramente inferior ao
registado na década anterior (28,5%). Dado o contexto socioeconómico dos últimos anos, verificou-se:

− Uma estagnação da taxa de natalidade;


− Diminuição do número de imigrantes no território municipal, nomeadamente os provenientes dos países
emergentes (Brasil e países de leste);
− Aumento da emigração devido ao desemprego elevado, em especial da emigração jovem.

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Gráfico 6 – Estimativas e Projeções da População Residente no NUTS II entre 2015 e 2080 – Cenário Central

Fonte: INE, Projeções de População Residente entre 2015 e 2080, 29/03/2017.

Gráfico 7 - Evolução da População do Seixal entre 1991 e 2011

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Fonte: INE, Censos de 1991 a 2011 e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do Seixal.

Gráfico 8 – Estimativas e Projeções da População Residente em Portugal – Pirâmide Etária 2015 e 2025 por Cenários

Fonte: INE, Projeções de População Residente entre 2015 e 2080, 29/03/2017.

Relativamente à expetativa do crescimento demográfico, considerou-se


considerou se que continuará a prevalecer a tendência
para o abrandamento do crescimento da população na próxima década, estimando-
estimando se que a taxa de crescimento
corresponderá a metade da registada entre os CENSOS de 2001 e 2011.

Quadro 29 – Estimativas da Evolução da População Residente no Município do Seixal

Variação
Variação 1991- Variação 2001- Estimativa para
1991 2001 2011 Estimada 2011-
2011
2001 2011 2021
2021
116.912 150.271 158.269 +28,5 +5,3 +2,58 162.352

Fonte: CENSOS 2001 e 2011, Diagnóstico Social do Seixal e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social
Municipal do Seixal.

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V.06.JANEIRO 2019
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7.3.5.1. CRIANÇAS E JOVENS

Para efeitos de programação em sede de Carta Social Municipal do Seixal, o segmento populacional infantil mais
relevante é o grupo etário dos 0 aos 2 anos, idade correspondente às respostas sociais programadas de creche e
creche familiar.

Em termos de estimativas, considerando por um lado, em 2021 prevê-se que a população do concelho atinja os
162.352 residentes e, por outro, que o peso percentual do segmento populacional dos 0 aos 2 anos em 2011 foi de
3,25%, mas para 2021 calcula-se que este segmento da população atinja as 5.276 crianças.

A programação das respostas sociais para as crianças e jovens em risco foi efetuada com base nos dados
disponibilizados pela Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco e pela Comissão de Proteção
de Crianças e Jovens em Risco do Seixal e não está dependente do número de crianças e jovens (0 aos 18 anos)
residentes, dado o seu caráter supramunicipal.

7.3.5.2. PESSOAS IDOSAS

De acordo com as Projeções da População Residente 2015-2080 do INE, de 29/03/2017, a população idosa
continuará a crescer e atingirá o valor mais elevado no final da década de 40, momento a partir do qual passa a
decrescer. Esta situação ficará a dever-se ao facto de entrarem nesta faixa etária gerações de menor dimensão,
nascidas já num contexto de níveis de fecundidade abaixo do limiar de substituição das gerações. Mesmo com este
decréscimo, o número de residentes deste segmento da população continuará superior ao registado em 2016,
embora se preveja que a população total residente em Portugal decresça em todos os cenários analisados (baixo,
central, alto e sem migrações). A tendência de aumento da população idosa é transversal a todas as regiões e em
qualquer dos cenários analisados, com exceção do Centro no cenário sem migrações e do Alentejo nos cenários
baixo, central e sem migrações, de acordo com o mesmo estudo.

Gráfico 9 – Evolução da População Idosa em Portugal entre 1991 e 2080 (Estimativas e Projeções

Fonte: INE, Projeções de População Residente entre 2015 e 2080, 29/03/2017.

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No Município do Seixal, constata-se que o grupo etário dos 65 e mais anos continuou em crescimento acentuado:
entre as 8.115 pessoas idosas de 1991 e as 24.433 de 2011, há uma diferença de 16.318, ou seja, triplicou nos
últimos 20 anos. É expectável que esta propensão se acentue nos próximos 10 anos, acompanhando a tendência
nacional, conforme a evolução demográfica verificada desde 1981 e tendo em conta as projeções do INE para este
segmento da população.

A proporção de pessoas com 65 ou mais anos no total de residentes do Concelho duplicou nos últimos vinte anos,
passando 7,1% em 1991, 10,1%, em 2001, e 15,44%, em 2011. Considerando a previsão do INE sobre a proporção
de pessoas idosas no total da população portuguesa para 2020 (20,4%) e tendo em conta que se estima que a
população do Município do Seixal atinja 162.352 indivíduos em 2021, as estimativas apontam para que neste
Concelho existam nessa data cerca de 33.120 habitantes com 65 e mais anos.

Gráfico 10 – Evolução da Proporção da População Idosa em Portugal

Tendo em conta o acentuado crescimento do segmento populacional com mais de 75 anos entre 1991 (2.839) e
2011 (9.704) no concelho do Seixal, estima-se que em 2021 este grupo etário represente cerca de 10% da
população total, atingindo aproximadamente 16.235 indivíduos, sendo este o universo sobre o qual incide a
programação das respostas sociais para as pessoas idosas.

Quadro 30 – Estimativas da Evolução da População Residente com mais de 75 anos no Município do Seixal, de 1991 a
2021

População com 75 e Peso Percentual no Total


Ano Total da População Variação da Taxa
mais anos da População
1991 116.912 2.839 2,428% ____ ____
2001 150.271 5.386 3,584% 1,156 47,61%
2011 158.269 9.704 6,131% 2,547 71,07%
2021 1 162.352 16.235 10% 3,869 63,11%
1 Estimativas da Carta Social Municipal do Seixal.

Fonte: CENSOS 2001 e 2011, Diagnóstico Social do Seixal e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social
Municipal do Seixal.

DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E CIDADANIA


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V.06.JANEIRO 2019
CARTA SOCIAL MUNICIPAL DO SEIXAL

7.3.5.3. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Quadro 31 – Estimativas da População com Deficiência Residente no Concelho do Seixal em 2011 e em 2021

N.º de Residentes no Concelho (CENSOS 2001) 150.271

Total de Residentes com Deficiência (CENSOS 2001) 8.120

N.º de Residentes com Deficiência com Grau de Incapacidade Atribuído


3.780
2001
Total da População Residente com Deficiência e Grau de Incapacidade
2.119
Atribuído =>60% (CENSOS 2001)
Proporção do Total da População Residente com Deficiência no Total da
5,40%
População (CENSOS 2001)
Proporção da População Residente com Deficiência com Grau de
2,52%
Incapacidade Atribuído no Total da População (CENSOS 2001)
Proporção da População Residente com Deficiência e Grau de
1,41%
Incapacidade Atribuído =>60% no Total da População (CENSOS 2001)

N.º de Residentes no Concelho (CENSOS 2011) 158.269

Estimativa do Total de Residentes com Deficiência 2011 8.552

Estimativa do N.º de Residentes com Deficiência com Grau de


3.981
Incapacidade Atribuído 2011
Estimativa do Total da População Residente com Deficiência e Grau de
2.232
Incapacidade Atribuído =>60% em 2011

Estimativa do N.º de Residentes no Concelho (CENSOS 2021) 162.352

Estimativa do Total de Residentes com Deficiência (CENSOS 2021) 8.767

Estimativa do N.º de Residentes com Deficiência com Grau de


4.091
Incapacidade Atribuído (CENSOS 2021)
Estimativa do Total da População Residente com Deficiência e Grau de
2.289
Incapacidade Atribuído =>60% (CENSOS 2021)

Fonte: Censos 2001, Diagnóstico Social do Seixal e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do
Seixal.

Quadro 32 – Estimativas da População com Deficiência Com Grau de Incapacidade Atribuído Igual ou Superior a 60%,
por Tipologia de Deficiência, Residente no Concelho do Seixal em 2011 e em 2021

CENSOS 2001 Estimativa 2011 Estimativa 2021


Tipos de deficiência Com grau de Com grau de Com grau de Com grau de Com grau de Com grau de
incapacidade incapacidade incapacidade incapacidade incapacidade incapacidade
atribuído atribuído=> 60% atribuído atribuído=> 60% atribuído atribuído=> 60%
Mental 359 201 378 212 389 217
Paralisia Cerebral 93 52 98 55 101 56
Motora 1.111 623 1.170 656 1.202 673
Visual 559 313 589 330 605 339
Auditiva 476 267 501 281 515 288
TOTAL 3.780 2.119 3.981 2.232 4.091 2.289

Fonte: Censos 2001, Diagnóstico Social do Seixal e Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania - Carta Social Municipal do
Seixal.

Em 2021, seguindo a mesma metodologia aplicada para o cálculo deste segmento populacional referida no
subcapítulo 7.3.4.3. Pessoas com Deficiência, estima-se que poderá haver um total de 8.767 de pessoas com

DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E CIDADANIA


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deficiência, das quais 4.091 terão incapacidade atribuída e, de entre estas, 2.289 terão um grau de incapacidade
atribuído igual ou superior a 60%, distribuídas pelas tipologias de deficiência do seguinte modo: visual - 339, auditiva
- 288, Motores - 673, Paralisia cerebral - 56, Deficiência mental - 217 e Multideficiências – 716 (Quadros 31 e 32).

Quadro 33 – População com Deficiência Residente no Concelho do Seixal, com 15 ou Mais Anos, por
Condição Perante a Atividade Económica em 2001

TOTAL
Condição Perante a Atividade Económica HM H M
N.º % N.º % N.º %
Subtotal 2.756 36,05% 1.733 41,98% 1.023 29,10%
População com
Atividade População empregada 2423 31,70% 1.535 37,19% 888 25,26%
Económica
População desempregada 333 4,36% 198 4,80% 135 3,84%
Subtotal 4.888 63,95% 2.395 58,02% 2.493 70,90%
Estudantes 324 4,24% 147 3,56% 177 5,03%
População sem Domésticos 261 3,41% 2 0,05% 259 7,37%
Atividade
Económica Reformados, aposentados ou na reserva 2.895 37,87% 1.516 36,72% 1.379 39,22%
Incapacitados permanentes para o
1.122 14,68% 574 13,91% 548 15,59%
trabalho
Outros 286 3,74% 156 3,78% 130 3,70%
TOTAL 7.644 100,00% 4.128 54,00% 3.516 46,00%

Fonte: INE, O País em Números, 2008, e Câmara Municipal do Seixal – Divisão de Desenvolvimento Social e Cidadania.

Para a definição do universo da programação para este segmento populacional em sede de Carta Social Municipal
do Seixal, consideraram-se as seguintes premissas, assumindo-se que as proporções verificadas para a população
geral se mantêm inalteradas no segmento populacional das pessoas com deficiência:

1. As respostas sociais alvo de programação, específicas para esta população, destinam-se a pessoas com
idade igual ou superior a 16 anos e que, em 2011, e que o segmento populacional entre os 0 e os 15 anos
representava 17,30% do total da população residente no Concelho (27.374 dos 158.269 residentes, de
acordo com o Diagnóstico Social do Seixal Capítulo II – População (Quadro 2.10 – Crianças e Jovens
Residentes no Concelho do Seixal, por Unidade Geográfica, Segundo o Sexo e Idade em 2011)6;

2. As pessoas idosas representavam 15,44% total da população residente no Concelho de acordo com os
CENSOS 2011 (Diagnóstico Social do Seixal Capítulo II – População: Quadro 2.4 – Distribuição por
Grandes Grupos Etários e por Sexo no Concelho e nas Freguesias em 2011) e que as pessoas idosas com
deficiência são beneficiárias das respostas clássicas para as pessoas idosas;

3. De acordo com os CENSOS 2001, 36,05% da população com deficiência e idade superior a 15 anos tinha
atividade económica (Quadro 33);

4. De entre a população com deficiência e sem atividade económica com mais de 15 anos de idade, 4,24%
eram estudantes (Quadro 33);

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5. Em 2011 havia 30.654 crianças e jovens com idades até aos 17 anos, o que representava 19,37 % do total
da população residente no Concelho (158.269, de acordo com os CENSOS 2011)6.

Para a programação das respostas sociais Lar Residencial, o Centro de Atividades Ocupacionais e o Centro de
Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência e Incapacidade, que se
destinam às pessoas com incapacidades graves, que não se enquadrem no mercado normal de trabalho, nem
mesmo em regime de emprego protegido, às 2.289 pessoas estimadas com deficiência e grau de incapacidade
atribuído superior a 60%, subtraem-se, na mesma proporção no total da população residente: a proporção de
pessoas idosas (-15,44% = -353,42), a proporção de crianças e jovens com idades inferiores a 16 anos (-17,30% = -
396), a proporção de pessoas com deficiência e com atividade económica (-36,05% = -825,18) e os estudantes com
deficiência e com idade superior a 15 anos (-4,24% = -97), fixando-se o universo da programação para este
segmento populacional em 617 pessoas.

Para a programação da Residência Autónoma, que se destina à população com deficiência, com idade superior a 18
anos e com capacidade de viver de forma autónoma, às 2.289 pessoas com deficiência e grau de incapacidade
atribuído superior a 60% previstas residirem no Concelho do Seixal nos próximos 10 anos, subtraem-se, na mesma
proporção no total da população residente: a proporção de pessoas idosas (-15,44% = -353,42), a proporção de
crianças e jovens com idade inferior a 18 anos (-19,37% = -443,38), e deste resultado (2.289 - 353,42- 443,38 =
1.492,20) considera-se apenas a proporção da população com deficiência e atividade económica (36,05%) e a
proporção de estudantes com deficiência e com idade superior a 15 anos (4,24%), fixando-se o universo da
população para a programação da resposta em 601 pessoas (1.492,20 x 40,29% (4,24% + 36,05%) = 601).

7.3.5.4. FAMÍLIA E COMUNIDADE

Segundo dados do INE, em 2017, 23,30% da população portuguesa encontrava-se numa situação de pobreza e
exclusão social, o que significa que no Seixal cerca de 36.877 indivíduos se encontravam em situação de
vulnerabilidade social, tendo por base a população residente no Concelho, de acordo com os CENSOS 2011.

Como se perspetiva que o Município do Seixal atinja os 162.352 habitantes em 2021, e atendendo à conjuntura
socioeconómica atual e ao desinvestimento nas funções sociais do Estado, nomeadamente no que concerne à
proteção social, prevê-se que cerca de 23,30% (37.828 residentes), encontrar-se-ão em situação de vulnerabilidade
social.

Tendo por base esta estimativa, para o apuramento do universo da população deste segmento populacional, retirou-
se ao valor estimado para 2021 (37.828) a proporção de pessoas idosas prevista para esse momento (20%), uma
vez que as suas necessidades serão respondidas pelas respostas sociais para pessoas idosas, para a família e
comunidade e pelos dispositivos complementares, de entre os quais se destacam o Atendimento Social e os
dispositivos de apoio alimentar (Programa de Emergência Alimentar/Cantina Social e Programa Operacional de

6Diagnóstico Social do Seixal Capítulo II – População (Quadro 2.10 – Crianças e Jovens Residentes no Concelho do Seixal, por Unidade Geográfica, Segundo
o Sexo e Idade em 2011)

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Apoio às Pessoas Mais Carenciadas). Assim, fixou-se o universo da população para a programação das respostas
sociais para Família e Comunidade em 30.262 pessoas.

7.3.6. METAS DE PROGRAMAÇÃO NACIONAIS E/OU EUROPEIAS

Excetuando as respostas de creche, creche familiar e unidades de cuidados continuados, que se descrevem nos
subcapítulos seguintes, para as restantes respostas sociais não foram encontradas metas definidas quer a nível
nacional, quer a nível europeu, embora se tenha encontrado referência a orientações relativas a potenciais taxas de
cobertura desejáveis em alguns países (RAMOS, Eugénio et al. (2000) Carta Social - Rede de Serviços e
Equipamentos. Lisboa: Departamento de Estudos, Prospetiva e Planeamento, p. 239.) para as respostas sociais
programáveis em sede de CSMS para pessoas idosas, designadamente:
− Centro de Dia: de acordo com a OCDE (1996), foi definido em alguns países uma taxa potencial de
cobertura de 4,5%;
− Centro de Convívio: segundo a OCDE (1996), é tido como referência uma taxa potencial de cobertura de
2%;
− Estrutura Residencial para Pessoas Idosas: de acordo com a OCDE (1996), foi definido em alguns países,
que a taxa de cobertura ideal era de 4%;
− Serviço de Apoio Domiciliário: o PNAI estabelece como uma das suas metas, “duplicar o número de idosos
abrangidos por cuidados domiciliários”. A taxa potencial de cobertura desejável estaria entre 6,8% e 6,9%,
dependendo dos cenários de evolução populacional que se venham a verificar.

Mais recentemente, com objetivo de dar cumprimento ao estabelecido no n.º 4 do art. 247º da Portaria n.º 97-
A/2015, de 30 de março, que adota o regulamento Específico do Domínio da Inclusão Social e Emprego no âmbito
do Portugal 2020, segundo o qual os apoios às infraestruturas sociais “ficam condicionados ao mapeamento das
necessidades de intervenção cujos procedimentos são estabelecimentos mediante deliberação da Comissão
Interministerial de Coordenação do Acordo de Parceria Portugal 2020”, foram definidas, pelo Ministério do Trabalho,
Solidariedade e Segurança Social, não metas, mas prioridades de investimento nesta matéria, por território,
constando do documento “Mapeamento dos Equipamentos Sociais da Região da Área Metropolitana de Lisboa”, de
abril de 2017, o grau de prioridades determinado para o Concelho do Seixal para cada resposta elegível. Para uma
definição coerente de prioridades, foram considerados no documento os seguintes pressupostos:

i. Foram identificadas as respostas sociais prioritárias nas áreas de Infância e Juventude, Pessoas Idosas e
Pessoas com Deficiência ou Incapacidade;

ii. Para cada uma das respostas sociais prioritárias: Creche, Estrutura Residencial para Idosos, Centro de
Dia, Serviço de Apoio Domiciliário, Centro de Atividades Ocupacionais, Lar Residencial e Residência
Autónoma, foram identificadas metas que, com exceção da Creche (cuja meta de 33% foi definida em 2002
na Cimeira de Barcelona do Conselho Europeu), correspondem à cobertura média registada no Continente;

iii. Nas respostas sociais destinadas a Pessoas com Deficiência ou Incapacidade, considerando as taxas de
cobertura reduzidas em todos os distritos, independentemente das taxas de cobertura existentes, todos os

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projetos candidatos às respostas sociais Centro de Atividades Ocupacionais, Lar Residencial e Residência
Autónoma, os quais podem ter acoplada a resposta social Serviço de Apoio Domiciliário, serão passíveis
de aprovação, sem prejuízo da avaliação a efetuar pelos serviços competentes da Segurança Social, em
cumprimento da Deliberação n.º 46/2015 da CIC, de 20 de maio de 2015.

De acordo com este documento, o grau de priorização atribuído ao Município do Seixal foi o seguinte:

1. Creche: prioridade 3;
2. Respostas Sociais para Pessoas Idosas: prioridade 1;
3. Centro de Dia: prioridade 2;
4. Estrutura Residencial para pessoas Idosas: prioridade 2;
5. Respostas Sociais para Pessoas com Deficiência: todos projetos candidatos às respostas sociais CAO, Lar
Residencial e Residência Autónoma, os quais podem ter acoplada a resposta social SAD, são passíveis de
aprovação independentemente da sua localização, sem prejuízo da avaliação a efetuar pelos serviços
competentes da Segurança Social e da emissão do respetivo parecer, em cumprimento da Deliberação n.º
46/2015 da CIC, de 20 de maio de 2015.

Assim, a equipa da Carta Social Municipal do Seixal reuniu um conjunto de critérios para a programação e construiu
a sua metodologia conforme o exposto no ponto 7.3.7 “Metodologia e Critérios de Programação”.

7.3.6.1. CRIANÇAS E JOVENS

Para este segmento populacional existe um compromisso assumido pelos Estados membros da União Europeia no
decorrer da cimeira do Conselho Europeu de Barcelona em 2002, na qual foi estabelecida uma meta de criação de
estruturas de acolhimento da rede solidária para, pelo menos, 33% das crianças com menos de 3 anos, até 2010.

Segundo o documento “Políticas para a Infância em Portugal na Área da Segurança Social 2007” e o “PNAI
2008/2010”, estabeleceu-se como meta a desinstitucionalização de 25% das crianças e jovens abrangidos nas
respostas para crianças e jovens em risco.

7.3.6.2. PESSOAS EM SITUAÇÃO DE DEPENDÊNCIA

O “Mapeamento dos Equipamentos Sociais da Região da Área Metropolitana de Lisboa”, de abril de 2017,
apresenta a evolução do número de lugares de internamento em Cuidados Continuados e as metas estabelecidas
para cada tipologia de Unidades de Cuidados Continuados, sendo estas metas as adotadas em sede de
programação da Carta Social Municipal do Seixal.

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