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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
TOCANTINS
CAMPUS GURUPI
CURSO TECNÓLOGO EM GESTÃO PÚBLICA

ANTÔNIA WANDERLENE DE SOUSA DIAS


JÁDILA VIEIRA RICIERI
LETÍCIA LINHALES DA SILVA
MARCOS EUGÊNIO PESSOA

AUDITORIA NA GESTÃO PÚBLICA - IMPORTÂNCIA.

GURUPI, 2019.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
TOCANTINS
CAMPUS GURUPI
CURSO TECNÓLOGO EM GESTÃO PÚBLICA

Antônia Wanderlene de Sousa Dias Costa


Jádila Vieira Ricieri
Letícia Linhales da Silva
Marcos Eugênio Pessoa

AUDITORIA NA GESTÃO PÚBLICA - IMPORTÂNCIA.

Trabalho apresentado como requisito


parcial para obtenção de nota na disciplina
de Auditoria no Setor Público, 5º período do
Curso Superior Tecnólogo em Gestão
Pública do Instituto Federal do Tocantins,
Campus Gurupi.

Prof.: Rafael Fernandes

Gurupi, 2019.
1. INTRODUÇÃO

Esta produção textual tem como escopo elucidar a importância da


Auditoria na gestão pública, evidenciando auditorias operacionais e como
estas, por sua vez têm contribuído como instrumentos de ação gerencial nas
organizações públicas.
No geral o termo auditoria traz a ideia de realizar uma minuciosa
fiscalização afim de observar as possíveis falhas em um determinado processo
concomitante à verificação da veracidade das informações geradas pela
contabilidade. No âmbito da administração pública, segundo a Secretaria
Federal de Controle Interno a auditoria é definida como um conjunto de
técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos processos e resultados
gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por entidades de direito publico
e privado, mediante a confrontação entre uma situação encontrada com
determinado critério técnico, operacional ou legal (BRASIL, 2001).
Deste modo, compreende-se a importância da auditoria na gestão
pública quando relacionada a transparência e ao controle social principalmente
quanto a utilização de auditorias operacionais uma vez que esta ultrapassa a
fronteira do dos aspectos financeiros, adentrando-se nas questões de
economia, eficiência e eficácia (ARAUJO, 2008, p.13).
Ao pontuar conceitos e discorrer sobre democracia, gestão pública e
transparência procura-se evidenciar as relações existentes entre estes
aspectos da administração pública e como estas bases se tornam pilares para
a aplicação da auditoria operacional.

2. DEMOCRACIA, GESTÃO PÚBLICA E TRANSPARÊNCIA

Meirelles (2003, p.63), considera a administração pública como “todo o


aparelhamento do Estado preordenado à realização de seus serviços, visando
à satisfação das necessidades coletivas”.
Sendo assim, Pereira (2002), discorre sobre mudanças relacionadas
com a administração ocorridas ao longo dos tempos:

A administração que hoje se conhece baseia-se em princípios


básicos de administração, como organização, planejamento,
comando e controle. Com a implantação do modelo gerencial há
muito já adotado na administração privada, a ação estatal passou a
utilizar uma postura de adoção de serviços voltados estritamente aos
anseios do cidadão com uma maior transparência e ética nos
negócios públicos, tendo como propósitos o aumento da eficácia,
eficiência e efetividade da administração pública.

Mendes, Oleiro e Quintana (2008), relatam que “a sociedade não aceita


mais a rotineira denúncia de desvios e facilitações por parte dos atores
políticos. Torna-se necessário, portanto, a consolidação do controle social
como premissa básica da democracia, bem como uma eficaz transparência na
gestão pública.”
Desse modo, a criação de um portal de transparência foi altamente
necessário:
Com o intuito de dispor de maior transparência à Administração
Pública, como também facilitar o acesso às informações dos gastos
públicos, é que, em novembro de 2004, houve o lançamento do Portal
da Transparência pela Controladoria-Geral da União - CGU,
permitindo, assim, que qualquer cidadão possa acompanhar os
programas e as ações de Governo. Conforme disposto no site, o
Portal da Transparência foi uma das formas encontradas pela CGU
para promover o aumento da transparência na gestão pública,
incentivar o controle social, fortalecer a democracia e prevenir a
corrupção (MENDES, OLEIRO E QUINTANA, 2008).

Para Guadagnin (2011), “a transparência está ligada diretamente ao


princípio constitucional da publicidade, e seu estímulo consiste em um dos
principais objetivos da administração pública moderna.”
Diante disso, percebe-se a importância de uma boa governança e
administração pública, juntamente com a inserção do portal da transparência
que foi criado com o dever de monitorar e evitar qualquer tipo de corrupção,
tentando também melhorar a área pública.

3. AUDITORIA NO CONTEXTO ESTATAL

3.1 Auditoria Governamental

Segundo a Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras


Superiores- INTOSAI (2013, p. 06) a auditoria pública pode ser descrita da
seguinte maneira, “a auditoria do setor público pode ser descrita como um
processo sistemático de obter e avaliar objetivamente evidência para
determinar se a informação ou as condições reais de um objeto estão de
acordo com critérios estabelecidos.”
A realização de qualquer trabalho de auditoria estatal deve atender em
primeiro plano a determinado objetivo, que pode ser de natureza institucional,
operacional ou gerencial, voltado sempre para o resultado social.
O objetivo de natureza institucional é aquele previsto em leis, decretos,
regulamentos, estatutos e demais normas complementares. Já o operacional
busca retratar e avaliar a confiabilidade dos controles internos e o fluxo de
informações, e assim, verificar o comportamento de uma organização e os
resultados alcançados. E por fim, o objetivo gerencial, é aquele que visa
atender a alta administração, de forma mais específica ou genérica, com
levantamento de situações administrativas que requeiram tomadas de decisões
de níveis diretivos elevados com impacto nos planos e metas da instituição.

3.2 Controle dos recursos públicos

Consoante Avon (2012, p. 51) tem-se a seguinte definição para controle,


“é a fiscalização de atos praticados, emitindo-se juízo de valor a respeito”. E
para que haja controle dos recursos públicos é de extrema importância a
participação da população, agindo desta maneira, como fiscais dos gastos
públicos.
No Brasil a lei de nº 4.320 de 1964, é um marco legal, no que tange ao
instrumento que estabelece a finalidade de disciplinar os diversos aspectos que
envolvem o controle público. Além dessa lei, existem outros instrumentos legais
como a lei 101/2000 e a lei 12.527/2011 que asseguram o controle, a
transparência e a participação social.

3.3 Controle interno e externo

Consoante Avon (2012, p. 75) controle interno tem o seguinte conceito:

O controle interno é um sistema estruturado com objetivo definido.


Genericamente, o termo “sistema” pode ser definido como um
conjunto de elementos diferentes com atributos e funções especiais,
que podem interagir entre si e com o ambiente externo, de forma
organizada.

O artigo 74 da Constituição vigente estabelece as finalidades do sistema


de controle interno na administração pública e expõe o seguinte:

Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma


integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano


plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos
da União;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à


eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial
nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e


garantias, bem como dos direitos e haveres da União;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão


institucional (BRASIL, 1988, p. 58).

Ainda nesse artigo em seu § 1º menciona, “Os responsáveis pelo


controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de
responsabilidade solidária” (BRASIL, 1988, p. 58). Sendo assim, os
responsáveis pelo controle interno deverão notificar toda e qualquer
irregularidade ao Tribunal de Contas, sendo desse modo, auxiliador deste no
combate a corrupção.
O controle externo atua como instrumento que avalia e controla o
alcance dos resultados na Administração Pública. O artigo 71 da Constituição
Federal estabelece que o controle externo, a cargo do Congresso Nacional,
será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
De acordo Tribunal de contas da União-TCU (2013, p.15) o Tribunal
deve ter como função basilar “a realização de auditorias e fiscalizações com o
objetivo de verificar se os atos dos administradores estão em conformidade
com as leis ou regulamentos”.

3.4 Auditoria externa


Como mencionado anteriormente, cabe ao Congresso Nacional com o
auxílio do Tribunal de Contas da União exercer a função basilar do controle
externo que é realização de auditorias e fiscalizações em âmbito externo. De
acordo com o Tribunal de contas da União-TCU (2013, p.15) “As auditorias são
realizadas, também, para avaliar desempenho e resultados da gestão pública.”

3.5 Auditoria interna

Os auditores ao detectarem deficiências nos controles internos que


constituam condições a serem notificadas, devem comunicar tais deficiências
ao auditado, de preferência por escrito.
Avon (2012, p. 104) diz o seguinte quanto a Instituição Máxima de
Auditoria nos controles internos ser responsável por promulgar normas:

Onde a Instituição Máxima de Auditoria é responsável por promulgar


as normas, uma distribuição clara deve ser feita destas e dos
procedimentos específicos de Controle instituídos por cada
organização. A Instituição Máxima de Auditoria tem interesse em
assegurar que existem Controles Internos
satisfatórios nas organizações que audita. Entretanto, é importante e
necessário que seja mantida a independência.

3.6 Auditoria Operacional

De acordo com Araújo (2006, p.20), auditoria operacional “objetiva


avaliar o desempenho e a eficácia das operações, os sistemas de informação e
de organização, e os métodos de administração; a propriedade e o
cumprimento das políticas administrativas; e a adequação e a oportunidade das
decisões estratégicas.”
Segundo Brasil (2010), a auditoria operacional possui um ciclo completo
que “compreende as etapas de seleção, planejamento, execução, análise,
elaboração de relatório, comentário do gestor, apreciação pela Corte,
divulgação e monitoramento”.
Assim, tudo que é realizado dentro deste ciclo da auditoria operacional,
vai buscar, essencialmente, avaliar o nível de excelência das organizações
públicas, a partir de aspectos como eficiência, economicidade, eficácia e
efetividade, e surgem para auxiliar os órgãos de controle governamental, em
especial os Tribunais de Contas, no atendimento das novas demandas sociais
(OLIVEIRA, 2008).

4. A AUDITORIA COMO INSTRUMENTO DE AÇÃO GERENCIAL

A Administração Pública, em sua busca por uma gestão mais gerencial,


inseriu diversos instrumentos que buscassem ressaltar essas ações dentro do
setor público. Em que, ocorreu principalmente após o estabelecimento da
Constituição Federal de 1988, no qual tentava alcançar alguns princípios, como
a eficiência e a publicidade.

Mediante a consciência do setor público que o cidadão tem o direito de


saber como está sendo gasto o dinheiro público e como é o desempenho dos
representantes em buscar atender às necessidades da população, ações
gerenciais, dando satisfações à sociedade como se fossem clientes, são
realizadas pelos órgãos do setor público, em que o nosso trabalho abordou
anteriormente, como os controles (controladoria), a transparência,
principalmente por meio de portais, e as auditorias realizadas dentro destes
órgãos.

Segundo Queiroz (2016, p. 63) atualmente, o Governo Federal


desenvolveu ferramentas para facilitar o controle:

O Governo Federal, valendo-se das tecnologias da informação,


desenvolveu ferramentas, como softwares ou plataformas digitais, por
área de atuação, que servem de instrumento de gestão, facilitando a
operacionalização, o controle e o monitoramento de documentos e
ações oficiais.

Dentro destas ferramentas, uma das principais abordadas é a auditoria


operacional, em que se busca melhorar o desempenho e a aplicação de
recursos das instituições que foram auditadas. Desta forma, Jund (2007, p.424)
comenta que a auditoria se torna importante na busca pela melhoria da
alocação dos recursos, além de corrigir atos ímprobos, negligentes e de
desperdício.

A partir do site do TCU, é possível acessar acórdãos de auditorias


realizadas pelo órgão. Um acórdão encontrado pelo grupo durante a pesquisa
foi o TC 024.338/2015-0, em que este objetivou examinar o Programa de
Alimentos da Conab (Companhia Brasileira de Abastecimento), quanto aos
aspectos de eficiência e efetividade, com vistas a promover o aperfeiçoamento
da política pública. (BRASIL, 2015)

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Secretaria Federal de Controle Interno. Instrução Normativa nº 01,


de 6 de abril de 2001. Define diretrizes, princípios, conceitos e aprova normas
técnicas para a atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal.

ARAÚJO, Inaldo da Paixão Santos. Introdução à auditoria operacional. Rio


de Janeiro: Editora FGV, 2008.

AVON, H. Controle interno e externo. Instituto Federal do Paraná- IFPR.


2012. Disponível em:
http://ead.ifap.edu.br/netsys/public/livros/Livros%20Curso%20Servi%C3%A7os
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2019.

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de


1988. Disponível em
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91
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Disponível em: <https://portal.tcu.gov.br/controle-externo/normas-e-
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OLIVEIRA, Roberto Vasconcellos de. Auditoria Operacional: uma nova ótica
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