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Trabalho sobre um pouco da vida do compositor

Francisco Mignone

Francisco Mignone nasceu em 1897 na cidade de São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro
em 1986. Foi um compositor, pianista, regente, professor e flautista. Iniciou seus estudos com o
pai flautista Alfério Mignone, aos 10 anos começou a estudar piano com Silvio Motto, com 13
anos passou a ser flautista e pianista condutor em orquestras de cinema. Com 15 anos estudou
harmonia com Savino Benedictis, piano com Agostinho Cantu e com 16 ganhara seu primeiro
prêmio de composição com a valsa Manon. Graduou-se em piano, flauta, composição e logo
após apresentou em um recital seu duas obras suas (Suíte Campestre e Caramuru) que
despertaram o interesse do senador Freitas Valle, ganhando assim uma bolsa de estudos para
que se aperfeiçoasse na Europa.
Escolheu a Itália como sede dos seus estudos pois era um dos centros mundiais da música
e possuía formação italiana, o que facilitaria um pouco seus estudos. Lá, estudou com Vicenzo
Ferroni contraponto e fuga pelo método Dubois e harmonia pelo método Savard. Sob a
orientação de Vincenzo Ferroni escreveu sua primeira ópera O contratador de diamantes e logo
depois, incentivado pelo sucesso da primeira, escreveu a ópera L`Innocente. Entre 1927 e 1928
permaneceu na Espanha e inspirado pela sonoridade de lá compôs algumas peças como a Suíte
Asturiana.
Voltou definitivamente para o Brasil em 1929 e seguindo o conselho de Mário de
Andrade, que o estimulava a compor música brasileira, compôs a peça 1ª Fantasia Brasileira
para piano e orquestra. No mesmo ano também começou a dar aulas no Conservatório
Dramático e Musical de São Paulo. Casou-se em 1932 com Liddy, filha do pianista Luigi
Chiaffarelli, e em 1933 mudou-se para o Rio de Janeiro, cidade onde morou até sua morte,
começando a dar aulas no Instituto Nacional de Música. Neste instituto desenvolveu uma
importante carreira docente, formando regentes e compositores que se destacaram no meio
musical brasileiro, como Roberto Duarte e Ricardo Tacuchian. Assume o Teatro Municipal do
Rio de Janeiro em 1951e, em 1965, integra a Academia Brasileira de Música, presidindo-a entre
1980 e 1985.

Segundo Vasco Mariz, Mignone deu duas importantes contribuições para a nossa música:
o conjunto de obras orquestrais inspiradas em temas e ritmos negros e os seus lieder, mais
populares entre os cantores.
Entre as peças do ciclo negro temos: Maracatu do Chico Rei, Batucajé, Babaloxá e
Leilão. Maracatu do Chico Rei é uma bailado afro-brasileiro inspirado em episódios da
construção da Igreja da Nossa Senhora do Rosário, Babaloxá conta a iniciação da iauô pelo pai-
de-santo, Batucajé demonstra a dança ritual interpretada pelas filhas-de-santo em candomblés e
macumbas e Leilão mostra o cenário de um mercado de escravos.
Dentre os Lieds compôs Alma adorada, Cantiga de ninar, Trovas, Canções das mães
pretas, Assombração, Quadrilha, O que fizeram do Natal, No meio do caminho etc. No tempo
que passou na Espanha compôs excelentes canções como Las mujeres son las moscas, El
clavellito em tus lindos cabellos, Porque lloras, morenita ? etc.
De sua associação com Mário de Andrade compôs Sinfonia do trabalho e O Café.
Também dedicou-se a compor baseando-se em temas nordestinos e instrumentos indígenas
como os sete Quadros Amazônicos (Jaci, Caiçara, Caapora, Uruatu, Iara, Cobra Grande e
Saci) e Iara, bailado cuja história se inspirava na tragédia das secas.
Faleceu no Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1986, aos 88 anos de idade. Depois de
sua morte sua esposa Maria Josefina criou a Fundação Francisco Mignone que tem como
objetivo divulgar sua obra no Brasil e no exterior.