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Universidade Zambeze

Faculdade de Ciências e Tecnologia


Curso de Engenharia Eléctrica

Apontamentos de Máquinas Eléctricas II

Tema 1:

Transformadores Trifásicos

3◦ Ano de Licenciatura

Compilação: MSc. Majequete, Duarte

Beira, 2019
Apontamentos de Máquinas Eléctricas II

Transformador Trifásico

1.1 Introdução

Fala-se em transformação trifásica, quando se transforma um sistema trifásico de tensões


equilibradas e simétricas num outro sistema trifásico também equilibrado, essa transformação
pode realizar-se por meio de um grupo de transformadores monofásicos (banco de
transformadores) - fig. 1 a). Todavia existem outras máquinas estáticas que são especialmente
concebidas para essa função, que são os transformadores trifásicos.

Considerando um banco de transformadores monofásicos, cujos secundários alimentam uma


carga, e representando de forma vectorial as fem –E1 de cada um dos transformadores do grupo I,
II e III (que são aproximadamente iguais as tensões –U1), e também os seus fluxos magnético ΦA,
Φ B , ΦC .

Fig. 1 a) – Banco de transformadores monofásicos b) Transformador trifásico

(1)

Logo, se houver a substituição das três colunas centrais por uma só, não circulará por ela fluxo
nenhum, e por essa razão pode ser suprimida pois ela não é necessária para condução do fluxo e
só irão restar os caminhos magnéticos com notável economia de ferro, bem como a redução de
perdas. Dessa forma constitui-se o núcleo de um transformador trifásico - (fig. b), e com esse

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núcleo cria-se assimetria no circuito magnético e essa assimetria é pouco perceptível quando o
transformador está em carga.

Assim compreende-se que o transformador trifásico é igual ao esquema de ligação de banco de


transformadores (grupo de três transformadores monofásicos), a única diferença é que o trifásico
é composto por uma unidade estando todos os enrolamentos das três fases dentro de um mesmo
equipamento.

Quer se trate de banco trifásico quer de transformador trifásico (uma única unidade), o seu
princípio de funcionamento é o mesmo que de um transformador monofásico. Os diagramas
vectoriais desenham-se com base em tensões simples, quer tenham neutro real ou imaginário,
isto é, desenhar-se como que se todos os transformadores tivessem ligações estrela-estrela.

1.2 Ensaios

Os ensaios fundamentais de transformadores trifásicos são os mesmos realizados em


transformadores monofásicos.

Ensaio em vazio, consiste em aplicar a um dos enrolamentos, o sistema trifásico de tensões


nominais estando o secundário em circuito aberto (em vazio). A razão de transformação
⁄ , é a mesma quer se trate de tensões simples ou compostas. No que concerne as perdas em
vazio ( , se for em valores absolutos (W) são iguais a três vezes as perdas de
transformador monofásico, e quando se forem expressas percentualmente, o valor mantém o
mesmo .

Ensaio de curto-circuito, consiste em aplicar ao primário um triângulo de tensões equilibradas


(Ucc composto) de modo que circulem pelos seus enrolamentos as correntes nominais estando o
secundário em curto-circuito.

(2)

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Perdas reais, ⁄ ,

Perdas do transformador monofásico ideal = ⁄

O valor percentual ) é o mesmo, assim o


(3)

1.3 Grupos de Ligação de Transformadores

De acordo com a CEI, designa-se um conjunto ou grupo de ligação de enrolamentos nos


transformadores com a seguinte ordem, designação do enrolamento de mais alta tensão, do
enrolamento de tensão mais baixa e o respectivo desfasamento. As ligações do lado de alta
tensão representam-se por letras maiúsculas e as do lado do menor tensão representam-se por
letras minúsculas, e quanto ao desfasamento, por questões de nomenclatura adopta-se como
unidade o ângulo de 30◦, e não em graus ou radianos, recebendo dessa forma de índice de
desfasamento.
O grupo de ligação de um transformador trifásico define a maneira como os enrolamentos do
lado do primário assim como do lado do secundário estão conectados. Como visto antes, o
primário e o secundário do transformador trifásico é um grupo de três enrolamentos que são
conectados formando uma única unidade, podendo estes estarem conectados em Estrela,
Triângulo ou Zigzag, e com base nessas conexões dos enrolamentos são definidos grupos de
ligação.
Os principais e mais usuais grupos de ligação dos transformadores são:
I. Estrela – Estrela
II. Estrela – Triângulo
III. Triângulo – Estrela
IV. Triângulo – Triângulo
V. Triângulo - Zigzag

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É importante recordar que ligação em Estrela (Y) é considerada a forma mais simples de ligação
do grupo de enrolamentos, e este consiste em ligar uma das extremidades do enrolamento a um
ponto comum conforme ilustrado na figura 1. O nome Estrela vem do facto de que as tensões
aplicadas aos enrolamentos quando representadas vectorialmente ficam dispostas com um
desfasamento de 120° entre si formando uma figura similar à letra Y.

a) b) c)
Figura 2. Ligação Estrela

(4.a)

√ ⁄

(4.b)

√ (4.c)

(4.d)

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Onde: Ef – tensão de fase


EL – tensão de linha
IL – corrente de linha
If – corrente de fase
S – potência aparente

Ligação em Triângulo, aqui a conexão dos enrolamentos consiste em ligar o fim do primeiro
enrolamento ao início do segundo e assim sucessivamente conforme a figura 2, por isso chamar-
se a conexão de delta (∆). Aqui em vez das tensões, são as correntes nos enrolamentos que
dispõe-se vectorialmente e desfasadas em um ângulo de 120°.

a) b)

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c)
Figura 3. Ligação Triângulo

√ (5.a)

(5.b)

(5.c)

Na ligação em Zigzag (Z) cada enrolamento principal (A1, B1, C1) é composto por dois
enrolamentos menores denominados por A1 (a1, a2), B1 (b1, b2), C1 (c1, c2) conectados conforme a
figura 3. A conexão zigzag possui algumas características de conexão estrela e da conexão
triângulo, combinando as vantagens de ambas conexões, incluindo o neutro. A desvantagem
desta conexão é o maior consumo da quantidade de cobre usado para um enrolamento quando
comparado com um enrolamento conectado em triângulo ou em estrela.

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a) b)
Fig. 4 – Ligação Zigzag

(6)


√ √ =

√ √

(7)

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1.3.1 Ligação Estrela – Estrela

Esta pode ser a forma mais simples de ligação de um transformador, pois a transformação
trifásica é operada como três transformações monofásicas. O nome “estrela” vem do facto de que
as tensões aplicadas aos enrolamentos quando representadas vectorialmente, ficam dispostas com
um desfasamento de 120◦ entre si.

Assim, para um sistema equilibrado tem-se que:

(8.a)

O mesmo entendimento vale para as tensões de linha:


(8.b)

A ligação estrela – estrela permite a transformação de grandezas eléctricas sem alterar o


desfasamento entre as tensões e correntes de fase e de linha, ou seja, as tensões de linha do
primário estão em fase com as de linha do secundário. O mesmo ocorre com as tensões de fase e
com as correntes de fase, para cada uma das fases.

Porém, esta conexão pode fazer com que o sistema apresente algumas características
indesejáveis, como são os casos das distorções nas tensões dos enrolamentos causadas pelas
correntes da terceira harmónica geradas pelos fenómenos de excitação do transformador e o
desbalanceamento de correntes no caso de alimentar uma carga não balanceada. Contudo, pode-
se contornar o problema causada pelas componentes harmónicas, que passa necessariamente de
adicionar ao transformador um enrolamento terciário conectado em triângulo, podendo este estar
embutido. A outra forma de contornar esses problemas é o aterramento dos neutros n1 e n2, mas
principalmente o n1.

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1.3.1.2 Aterramento do neutro

O aterramento do neutro nos transformadores trifásicos é muito importante, pois fornece um


caminho fechado para as correntes desequilibradas do sistema (devidas às cargas desequilibradas)
e aumenta a possibilidade de utilização do sistema para cargas variadas, isto é, cargas trifásicas
de alta potência e monofásicas diversas.

Na verdade, o que é mais importante é a interconexão dos neutros da fonte e o do primário do


transformador, ou dos neutros do secundário com os neutros da carga. Isso elimina as correntes
da terceira hormónica introduzidas no sistema devido à não linearidade do material magnético. A
eliminação das componentes harmónicas pode ser feita fornecendo um caminho fechado para
essas correntes por meio de um neutro aterrado no primário ou no secundário, ou em ambos os
enrolamentos. O aterramento é utilizado para interligar neutros separados por longas distâncias,
utilizando-se a terra como condutor para interligar os neutros do sistema e promover um circuito
fechado para as correntes harmónicas.

Em transformações estrela-triângulo, o neutro do primário do transformador é ligado ao neutro


da fonte; em triângulo-estrela, o neutro do secundário é ligado ao neutro da carga, e em
triângulo-triângulo não há necessidade de aterramento, pois este tipo de ligação já consiste em
circuito fechado.

Uma consequência do aterramento do neutro é que a diferença entre as tensões dos neutros do
primário e do secundário é praticamente eliminada fazendo com que altas correntes de sequência
zero, isto é, de terceira harmónica fluam através do neutro quando este é directamente aterrado.
Para contornar este problema, frequentemente o aterramento do neutro é feito através de
reactores em série.

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1.3.1.3 Vantagens da conexão Y–Y

1. As grandezas eléctricas primárias e secundárias estão em fase, o que pode ser factor
importante em certas instalações;

2. Os módulos das tensões de fase são cerca de 57% do módulo das tensões de linha e, por isso,
quando comparada esta ligação com aquelas feitas entre fases (ligações delta) são necessárias
menos espiras em cada enrolamento para produzir o mesmo fluxo magnético;

3. Pode ser religado como autotransformador (observando os níveis de isolamento do


equipamento original) com a grande possibilidade económica quando comparado com
transformador de dois enrolamentos.

1.3.1.4 Desvantagens da conexão Y-Y

1. Devido às componentes harmónicas, o não aterramento do neutro pode causar perturbações


nos enrolamentos quando operando em plena carga;

2. Sob certas circunstâncias, pode haver sobre aquecimento do tanque do transformador devido
as sobretensões, danificando o equipamento. Isto pode ser observado durante um curto-circuito
fase- terra no primário enquanto o secundário está em sob carga;

3. A ferroressonância fase - terra pode causar sobretensão;

4. Um curto-circuito fase – terra em um sistema cujo neutro primário é aterrado fará com que as
tensões fase – neutro das fases não atingidos se elevem em aproximadamente 173%, aumentando
drasticamente a excitação do núcleo, e consequentemente as perdas;

5. Estando os neutros do primário e do secundário aterrados, um curto-circuito fase – terra no


secundário fará circular correntes altas também no primário fazendo com que a protecção de
neutro do primário actue por faltas no secundário.

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Ferroressonância é o fenómeno que ocorre quando a capacitância da linha entra em ressonância


com a reactância de magnetização do núcleo de um transformador. Este fenómeno ocorre com
mais frequência em transformadores de instrumentação, podendo em alguns casos ocorrer
também com transformadores de potência.

Este fenómeno tem características essencialmente transitória, dado que a reactância de


magnetização do transformador não é, de facto constante, devido à natureza não linear da curva
B-H (Indução – Campo magnético). Desta forma, pode ocorrer que em dado momento do ciclo
de ciclo de histerese a reactância de magnetização entre em ressonância com a capacitância da
linha, produzindo tensões internas no transformador de até cinco vezes à nominal.

1.3.2 Ligação Y-∆

Nesta ligação a tensão de fase primária é transformada em tensão de linha secundária. Desta
forma, a relação de transformação dependerá não só da relação de espiras, mas também da
relação entre as tensões de fase e de neutro. Assim, a relação de transformação será:

√ √ (9)

Uma vantagem deste tipo de conexão é a supressão de harmónicas. Na conexão Y-Y aterrado, o
único caminho possível para as correntes de terceira harmónica é através do neutro enquanto que
na conexão Y aterrado - ∆, estas correntes iguais em amplitude e fase circulam no circuito
fechado formado pelos enrolamentos conectados em delta. Se as correntes de magnetização dos
enrolamentos possuírem aproximadamente a mesma forma de onda, e se as correntes de carga do
transformador estiverem desfasadas em 120◦ em sistema a 60 Hz, pode-se observar que as
correntes harmónicas permanecem circulando somente nos enrolamentos conectados em delta,
não alterando as formas de onda das correntes de carga no secundário.

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Outra vantagem desta conexão é o isolamento eléctrico referente às correntes de neutro entre o
primário e o secundário, já que o enrolamento em delta não possui neutro aparente, o que é
importante para efeitos de coordenação de protecção.

Um ponto importante a ser observado é que este tipo de conexão causa um desfasamento de 30◦
entre as tensões primárias e secundárias, o que deve ser cuidadosamente considerado ao se
associar mais transformadores trifásicos em paralelo. Este desfasamento pode ser positiva (+30◦)
ou negativa (-30◦) dependendo da sequência de fases aplicadas ao primário. Se haver inversão de
dois cabos conectados ao terminal primário, ou dois do secundário ocorrerá inversão de
sequência de fases para C-A-B, e o desfasamento no terminal secundário será de +30◦. Se houver
ao mesmo tempo inversão de dois cabos no primário e secundário, volta-se ao caso inicial de
sequência directa de fases.

1.3.3 Ligação Triângulo-Estrala

Este tipo de ligação apresenta as mesmas características da ligação Y-∆, sendo diferente apenas a
sua relação de transformação. Neste tipo de ligação a tensão de linha do enrolamento primário
conectado em delta é transformada na tensão de fase do enrolamento secundário conectado em Y.
desta forma, a relação de transformação é:

(10)
√ √

Assim como ocorre na conexão Y-∆, o transformador conectado em ∆-Y provoca um


desfasamento de 30◦ entre as tensões primárias e secundárias. Na sequência directa, as tensões
secundárias estarão 30◦ em avanço em relação às do primário, ou +30◦ de desfasamento.
Aplicando-se a sequência inversa de fases no primário, será observado um desfasamento de -30◦
nas tensões do secundário.

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1.3.4 Ligação Triângulo-Triângulo

Na ligação delta-delta, as tensões de linha primárias são transformadas em tensões de linha


secundárias. Assim, não há desfasamento entre as tensões do primário e secundário. A relação de
transformação é dada por:


(11)

Uma das vantagens deste tipo de ligação é que o transformador pode ser mantido em operação
mesmo quando é perdida uma das fases, ou quando é removido uma das unidades caso se trate de
bancos de transformadores.

1.3.5 Ligação Triângulo- Zigzag

Como o nome sugere, entende-se que o enrolamento primário está ligado em triângulo e o
secundário em zigzag (Z). É possível perceber que neste tipo de ligação não há desfasamento
entre as tensões de fase e de linha primária e secundária. Por possuir algumas características de
conexão Y e delta, aglutina as vantagens das ambas conexões, incluindo o neutro. Permite a
alimentação de cargas desbalanceadas sem que o neutro seja submetido à tensões elevadas e,
ainda fornece um caminho fechado para circulação de correntes de terceira harmónica.

Analisando o enrolamento em Z pode se perceber que as correntes IA, IB, IC são iguais em
magnitude e em fase às que são injectadas nos terminais A, B, C respectivamente, e os amperes-
espiras do enrolamento a1 se cancelarão com amperes-espiras do a2, o mesmo sucedendo com os
outros enrolamentos.

Se as correntes IA, IB, IC forem desfasadas em 120◦ entre si, não haverá cancelamento dos
amperes-espiras em cada par de enrolamentos, e assim não haverá drenagem de corrente para a
terra. Esta característica permitir concluir que a conexão Z é útil na condução de correntes de

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sequência zero para a terra, por isso uma das principais aplicações dos transformadores com este
tipo de conexão é a utilização como ponto de aterramento em sistemas de potência.

Possui as mesmas vantagens da conexão ∆-Y, como eliminação de harmónicas e isolamento


contra correntes de falta, com uma vantagem adicional de não promover desfasamento entre as
tensões primárias e secundárias do sistema. Por essa particularidade a conexão pode ser utilizada
da mesma forma como as conexões Y-Y e delta-delta.

A desvantagem desta conexão é que há uma grande de quantidade de cobre do lado da conexão
em Z do que doutro lado, permitindo dessa maneira maiores perdas I2R, e consequentemente
tornando este tipo de transformadores mais caros comparados com os de outras ligações., ficando
a sua aplicação limitada a casos muito particulares.

1.4 Arrefecimento

Devido ao vasto campo de aplicação dos transformadores, por eles circulam correntes de grandes
valores o que de alguma forma cria neles aquecimento por causa do efeito joule, havendo
necessidade de um sistema de arrefecimento para garantir um funcionamento contínuo e seguro.
Para o caso existem dois tipos de arrefecimentos, que são arrefecimento a óleo e ar (natural ou
forçada), e a escolha do tipo de arrefecimento depende do local a instalar a máquina, isto é, do
meio ambiente e da densidade populacional. Para locais com maior aglomerado populacional
(estabelecimentos de ensino, comerciais, minas, etc) recomenda-se o uso de transformadores a
seco, isto é, arrefecimento a ar natural em vez do arrefecimento a óleo devido aos riscos que se
podem ocorrer no caso de explosão, não obstante este tipo de arrefecimento não ser muito eficaz
quando comparado ao arrefecimento a óleo.

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1.5 Associação de Transformadores em Paralelo

Diz-se que dois ou mais transformadores estão associados ou trabalham em paralelo, quando os
enrolamentos do primário estão ligados a uma só rede (barramento de alimentação), bem como
os seus secundários também estarem ligados a uma outra mesma rede (mesmo barramento de
distribuição), e faz-se com objectivo de aumentar a capacidade (potência) de alimentação. São
como condições básicas e fundamentais para associação de transformadores em paralelo, as
seguintes:

I. a) Mesma razão de transformação,

b) Mesma tensão primária,

c) Mesma tensão secundária,

II. a) Mesma tensão de curto-circuito,

b) Mesma impedância do curto-circuito,

III. a) Mesmo grupo de ligação

b) Mesmo índice de desfasamento.

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1.6 Referências bibliográficas do tema

KOSOW, Irving L. Maquinas eléctricas e transformadores. São Paulo: Globo, 1995


OLIVA, Enrique Ras. Transformadores de potência, de medida e proteção. Coimbra, 1977
KASSAKTIN, A S. Fundamentos da Electrotecnia. Moscovo, 2ᵅ edição, 1984

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