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ARROYO, Miguel G. Educação e exclusão da cidadania.

IN:BUFFA, Ester,

ARROYO, Miguel; NOSELLA, Paolo. Educação e cidadania – quem educa o

cidadão.14 ed. São Paulo: Cortez,2010.

Arroyo vai comentar sobre o surgimento da a ideia de que para se acessar à

cidadania é preciso, antes, ser educado. Ideia pela qual a nossa pedagogia até

hoje é cara.

Modernismo

A educação moderna vai se configurando ora como instrumento para tornar os

cidadãos livres, ora como meio de controla-los.

Imagem moderna é polarizadora: civilização-barbárie, república-absolutismo,

liberdade-servidão.... (ou é uma coisa ou outra e isso traz consequências para o

pensamento...ora tudo que é republicano é não absolutista???)

p.41 Agora na nova ordem a educação venceria a barbárie “ afastaria as trevas

da ignorância e constituiria o cidadão”. Enfim, da educação se espera o milagre

de configurar o novo homem livre para o novo mercado econômico, social e

político.

Ao tratar da velha ordem (medieval, bárbara) e a nova ordem (civilizatória,

moderna) acaba-se ocultando a barbárie, despotismo e exploração da nova

ordem capitalista.

p.43 A pessoa é educada para entender os valores da nova ordem e tornarem-

se cidadãos, enquanto isso uma minoria sábia, moderna, esclarecida e racional

governaria e decidiria por todos para o bem de todos.


p.44 Questiona-se “ por que eclesiásticos reformadores, políticos intelectuais e

educadores, desde os séculos XV e XVI até nossos dias, não são capazes de

conceber a liberdade, a participação política do povo comum e a emancipação

humana sem a passagem pelas instituições educativas? ”

Renascimento [1300-1600]

O Renascimento não foi, como costuma-se apontar nos livros, um renascimento

cultural apenas. Não foi a questão de ver o homem como figura central. O que

ocorria era a crise das velhas formas de governo e a ascensão ao poder de

novos grupos sociais. Passa-se a dar vazão à luta contra as velhas tiranias para

salvar a liberdade republicanas (uma nova tirania?)

Enfase no Realismo

Superar e controlar a plebe- medo das multidões, da multidão incontrolada.

Diferenciação entre POVO x PLEBE

O primeiro é organizado, útil, racional, bons cidadãos

O segundo é composto por vândalos, bárbaros, vagabundos que em todos os

tempos querem mudanças e por isso entram em conflitos.

O próprio Locke [1632-1704], o pai do liberalismo, aponta que os assalariados e

os mendigos não são sujeitos de direito – cidadãos- porque são incapazes de

pensar e quando agem é por meio de REVOLTAS.

Iluminismo [1715-1789]

O indivíduo é considerado sujeito histórico quando capaz de modificar sua

realidade. Essa capacidade só é possível se o indivíduo for consciente, livre e


responsável. Para torna-lo livre é preciso educa-lo. Somente quem for capaz do

exercício livre da razão e da vontade esclarecida estaria apto a entrar no reino

do humano. Estes seriam uma minoria, a maioria continuaria no reino da

ignorância, da irracionalidade, das necessidades.

Mas até os ilustrados perceberam que a ordem social não se mudaria com a

educação e com um soberano sábio, mas sim com a LUTA dos oprimidos.

Burguês/Capitalismo

Falava-se que a revolução mercantil iria trazer benefícios para todos, até para

os mais pobres; assim não era necessário que estes se rebelassem e fizessem

uma revolução, porque a sua hora iria chegar.

A educação dos trabalhadores, na visão dos economicistas é defendida como

mecanismo de liberação dos obstáculos que se podem opor a essa marcha

inexorável da progressão para evitar possíveis desordens. A única educação que

tem sentido é a formação e produção da mercadoria trabalho.

Liberalismo comunista

p.66 “ Quando se proclama a necessidade de educação para a cidadania, o

discurso de conservadores, liberais ou progressistas exclui sempre as elites e as

camadas médias. Esse discurso tem um endereço certo: as camadas populares,

os trabalhadores, o operariado, os cidadãos de segunda ordem. ”

O autor vai dizer que a pedagogia distanciou-se do realismo que via o indivíduo

como uma pessoa possessiva, proprietário de si mesmo e constrói uma ideia

romântica de comunidade, utópica. (daí liberalismo comunista)


p.70 “ O pensamento pedagógico não se tem caracterizado apenas pelo

irrealismo político quando coloca a questão da cidadania, por vezes tem chegado

a uma visão negativa do político e de poder. O poder corrompe. O mundo da

polític é visto como um jogo de egoísmos e falsidades ´[...].

O ideal de educação política da criança não seria prepara-la para participar do

jogo do poder, mas para renunciar ao poder, para participar de uma convivência

fraterna onde ninguém mandasse em ninguém. ”

O autor critica esta ideia.

Livro didático

Apresenta um mundo idílico ideal em que o campo é colocado como algo positivo

em oposição À cidade e a vida social moderna, apresentada como opressora.

Além disso, apresenta um olhar para o passado, saudosista.

p.72 “ Como educar para o convívio social com esta visão tão negativa?”

p.73 “ Nessa perspectiva a ênfase na educação como mecanismo de inserção

na cidadania não passa de um discurso vazio quando confrontada com essa

concepção tão negativa do social. Ainda bem que o povo comum tem outras

escolas.”

Livro didático enfatiza a criança, a infância...Há uma exaltação da infância mas

a criança, no entanto, não é vista como sujeito social.

p.80 Em outros termos quanto mais há participação do Estado há menos

participação política.

Primeiro liberalismo, depois veio a democracia.


As garantias democráticas foram acrescentadas somente quando a classe

operária tinha se tornado suficientemente forte para entrar no jogo e exigir que

se reconhecesse sua presença no processo capitalista.

p.85 “ O povo se amotina e transgride as normas não porque as ignora ou porque

seu estômago vazio o torna um animal feroz, mas porque aprendeu que essas

normas não respondem a seus interesses, ou seja, para ele são ilegítimas. ”

O autor faz um balanço do artigo 30 anos depois de tê-lo escrito e diz

p.95-96 “ Os próprios coletivos que pretendíamos educar para passarem da

condição de subcidadão, de cidadania condicionada, contestam nossas

concepções de cidadania e de educação ao contestarem as relações sociais

racializadas de dominação e segregação em que continuam pensados e

alocados na nossa cultura política e pedagógica. Educar para a cidadania perde

sentido na medida em que os pensados como ainda não cidadãos se mostram

cidadãoes sujeitos de ações políticas tão radicais.”