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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE


ESCOLA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL METALÚRGICA
DE VOLTA REDONDA

APOSTILA

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE
FOGUETES EXPERIMENTAIS
2ª EDIÇÃO

Apostila feita pelo estudante Igor Silfar Teles da


Silva para a disciplina de Mecânica dos
Fluidos-I sob a orientação do professor
Alexandre Francisco como material de apoio
para o projeto e construção de foguetes
experimentais.

VOLTA REDONDA
2013

2
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO, 3

PROJETO, 4
Centro de Gravidade, 4
Centro de Pressão, 7
Elementos de um Foguete Estável, 12
Corrigindo um Foguete Instável, 20

AEROLAB, 22

MOTOR, 40
Classificação de um Motor, 40
Funcionamento de um Motor, 42
Dispositivos de Proteção do Paraquedas, 43

CONSTRUÇÃO, 44

BIBLIOGRAFIA, 61

3
INTRODUÇÃO

O desenvolvimento de foguetes envolve quatro etapas básicas: projeto,


construção, lançamento e recuperação. No projeto são definidas importantes
características como tipo de material, localização do centro de pressão (CP) e
do centro de gravidade (CG), classe do motor, peso total e sistema de
recuperação. Na construção respeitamos as propriedades do projeto, sempre
buscando a utilização de materiais que estejam de acordo com as
características pré-estabelecidas. No lançamento verificamos se as
propriedades aerodinâmicas e o peso realmente estão de acordo com o motor
escolhido. Finalmente, na recuperação observamos se as dimensões, o
posicionamento e a proteção do paraquedas estão corretos, evitando, dessa
forma, que qualquer dano seja causado ao foguete no momento em que ele
retorne ao solo.

FIG.1

4
PROJETO

Um dos principais cuidados que se deve tomar ao projetar foguetes é


certificar-se que seu modelo é estável, ou seja, que o centro gravidade está à
frente do centro de pressão tomando como origem o nariz. A seguir está uma
breve explicação do que é centro de gravidade e centro de pressão.

CENTRO DE GRAVIDADE (CG)

O CG é o ponto onde todo o peso do foguete parece estar concentrado,


ou seja, existe tanto peso distribuído à frente quanto atrás do CG do foguete.
Se você amarrar uma linha sobre CG e segurá-la, o foguete ficará em
equilíbrio.

FIG.2a

A força que você sente na linha quando o foguete está em equilíbrio, na


verdade, é o peso dele. Este peso total é a soma de todos os pesos dos
componentes feitos de diferentes materiais que compõe o foguete. Se você
adicionar mais material no foguete (como argila) ele irá pesar mais.

5
Agora, se o material é posicionado próximo ao nariz, o foguete irá
inclinar-se e você terá que mover a linha na direção do bico para que o foguete
volte a ficar equilibrado.

FIG.2b

A tendência de uma força, como o peso da argila, de rotacionar um


corpo é chamada de momento. A intensidade do momento depende da força
propriamente dita assim como da distância entre a força e o ponto onde o
corpo está girando. Esta distância é chamada de “braço”. Neste caso, a força
envolvida é o peso da argila e o “braço” é a distância entre a argila e o ponto
onde a linha está amarrada.

FIG.3

Se você afastar mais e mais a argila da linha, o “braço” irá aumentar e o


foguete irá inclinar-se cada vez mais. Da mesma maneira, se você adicionar
mais argila e não movê-la, o foguete também irá inclinar. Em geral, o momento
tem maior intensidade quando aumentamos a força peso e/ou aumentamos o
comprimento do “braço”.
6
FIG.4

Lembre-se, um momento está sempre relacionado a uma distância


específica. Se você alterar essa distância, você irá mudar o “braço” do
momento, e consequentemente, o momento em si. Quando a linha que está em
volta do foguete é aproximada da argila, o foguete é nivelado novamente. O
momento causado pelo peso da argila foi reduzido pela redução do “braço”. Ao
mesmo tempo, um novo momento foi introduzido no lado oposto.

FIG.5

É importante para você entender que a posição do centro de gravidade


em um foguete – ou em qualquer corpo – está associada com a distribuição de
peso e não com o peso em si. Esta mesma ideia será utilizada para explicar o
que é centro de pressão.

7
O centro de gravidade é importante para a estabilidade de um foguete
não porque seu ponto de equilíbrio está lá, mas porque quando um foguete
está em vôo livre, ele irá girar somente em torno deste ponto.

FIG.6

CENTRO DE PRESSÃO (CP)

O centro de pressão é similar ao centro de


gravidade, a única diferença é que as forças
envolvidas são as forças de pressão do ar
agindo sobre o foguete quando ele está voando.
O CP pode ser definido da mesma maneira
que o CG. O centro de pressão de um foguete é o ponto onde todas as forças
de pressão do ar que agem sobre ele podem ser concentradas, ou seja, existe
tanta pressão aerodinâmica distribuída à frente do CP quanto existe atrás dele.
Em termos de momento, existe tanto momento devido à força de pressão
aerodinâmica à frente do CP quanto existe atrás dele.

8
Na figura abaixo, as forças relacionadas à pressão aerodinâmica que agem ao
longo de todo o corpo do foguete estão representadas por setas.

FIG.7

Como você pode ver na FIG.7, o foguete está em uma posição de


perturbação (exagerada na figura), ou seja, existe um pequeno ângulo na
direção em que ele está voando. Como resultado, existe um ângulo na direção
em que o ar flui sobre o foguete. Este ângulo é chamado de “ângulo de ataque”
e é representado pela letra grega α. Perceba que as forças de pressão
aerodinâmicas desenhadas acima são todas perpendiculares à linha de centro
do foguete. Estas forças são chamadas de “forças normais” – termo
matemático para perpendicular – que agem sobre o modelo.

A distribuição de forças mostrada acima representa realmente como as


forças aerodinâmicas atuam sobre um foguete com um “ângulo de ataque”
durante o vôo. No entanto, essa distribuição pode ser agrupada e seu efeito
combinado pode ser representado no modelo por uma “força resultante”
chamada “N”. Da mesma forma que o peso total age no CG, a força resultante
“N” age no centro de pressão CP.

9
A FIG.8 é equivalente à FIG.7, a única diferença é que a distribuição de forças
aerodinâmicas foi substituída por uma força resultante “N” agindo no CP.

FIG.8a

Assim como o centro de gravidade depende da distribuição de peso no


foguete, a localização do centro de pressão depende fortemente da distribuição
das forças aerodinâmicas sobre o corpo do modelo.

O “ângulo de ataque” com que um foguete voa tem um forte efeito na


intensidade e na forma de distribuição das forças aerodinâmicas do modelo. A
FIG.8b mostra como a distribuição de forças em um foguete típico durante o
vôo se comporta com diferentes ângulos de ataque. O equivalente total da
força normal fica maior quando o “ângulo de ataque” aumenta, no entanto, o
mais importante é que a distribuição de forças aerodinâmicas também varia de
acordo com o “ângulo de ataque”. Essa variação causa uma mudança na
posição do centro de pressão. Como mostrado na FIG.8b, o CP se move na
direção do nariz quando o “ângulo de ataque” aumenta.

10
FIG.8b

11
ELEMENTOS DE UM FOGUETE ESTÁVEL

Como já mostrado anteriormente, um foguete em vôo livre irá girar


somente em torno de seu centro de gravidade. Lembre-se também que a única
razão pela qual um foguete gira é um momento. Os dois fatores que formam o
momento são força e distância (braço).

Um modelo voando com um “ângulo de ataque” – posição de


perturbação – tem toda sua pressão aerodinâmica agindo sobre seu centro de
pressão.

FIG.9

12
A força normal “N” e a distância entre o centro de pressão e o centro de
gravidade – ou “braço” – se combinam para formar o momento “M” sobre o
centro de gravidade.

FIG.10

Como a distância entre CG e CP – ou seja, o “braço” do momento


associado à força aerodinâmica normal “N” – é muito importante, ela recebeu
um nome especial: Margem Estática. Como o momento “M” está associado às
forças aerodinâmicas, ele é chamado de Momento Aerodinâmico. O
Momento Aerodinâmico tende a girar o foguete em torno de seu centro de
gravidade.

Na FIG.11, o foguete irá girar no sentido horário reduzindo o “ângulo de


ataque”. Como o modelo está girando, seu “ângulo de ataque” chegará a
ZERO, e em seguida, um novo “ângulo de ataque” irá surgir.

13
FIG.11

No entanto, a força normal e o momento aerodinâmico resultante devido


ao novo “ângulo de ataque” tendem a, novamente, girar o foguete, mas dessa
vez no sentido anti-horário. Esse processo de oscilação é repetido com cada
vez menos intensidade até que o foguete tenha um “ângulo de ataque” igual a
ZERO e se estabilize. Chamamos esse movimento oscilatório de “swing”.

Você deve ter percebido que um foguete com “ângulo de ataque” igual a
ZERO está em sua posição neutra e o processo descrito acima é uma
oscilação estável. Repare que nas figuras mostradas acima o CP está sempre
atrás do CG do foguete – o nariz é tomado como ponto de origem. Este é
exatamente o requisito necessário para a estabilidade de um foguete. UM
FOGUETE SERÁ ESTÁVEL SOMENTE SE O SEU CENTRO DE PRESSÃO
ESTIVER ATRÁS DE SEU CENTRO DE GRAVIDADE.

Mas o que irá acontecer quando o CP estiver na frente do CG? A figura


abaixo mostra essa situação em um foguete com “ângulo de ataque”.

14
FIG.12

Neste caso, o momento aerodinâmico tende a rotacionar o modelo


fazendo com que ele saia da sua posição neutra e se torne instável.

Saber que o seu foguete está estável não é o bastante. Você deve saber
quanto estável ele é, ou seja, com que rapidez ele retorna para sua posição
neutra após ser perturbado. Como o momento aerodinâmico está relacionado
com a distância entre o CG e o CP, a “margem estática” tem um grande efeito
sobre a estabilidade do foguete. Por isso, para um foguete, quanto maior a
“margem estática”, mais estável ele será.

A importância do “ângulo de ataque” agora se torna clara. De acordo


com que o “ângulo de ataque” de um foguete aumenta, o CP move-se para
frente, a “margem estática” diminui, e o foguete se torna menos estável. É
possível que o CP se mova para frente do CG tornando o foguete instável.
Obviamente, você quer que o seu foguete tenha uma “margem estática” grande
o bastante para garantir que o modelo seja estável e voe com pequenos
“ângulos de ataque”.

15
No entanto, se o seu foguete for estável demais ele irá, facilmente,
inclinar-se na direção do vento. Uma boa regra para o comprimento da
“margem estática” é que ela seja igual ao maior diâmetro do foguete.

FIG.13

Uma das razões para que modelo incline na direção do vento, ou


descreva, constantemente, arcos durante o vôo em um dia com ventos fortes, é
presença de um “ângulo de ataque” com o vento assim que ele deixa a base de
lançamento. Se você estivesse montado em um foguete durante o vôo, iria
parecer que o vento toca o seu rosto fazendo um determinado ângulo, mesmo
que você soubesse que estava voando em uma direção totalmente vertical.

16
FIG.14

O vento não é apenas lateral como você sente antes do lançamento. O


“vento resultante” no momento do vôo é devido à velocidade do modelo mais o
vento lateral. O efeito desse vento lateral será mais intenso se você estiver
montado em um foguete mais pesado que deixará a base com menor
velocidade.

FIG.15
*To weathercock: inclinar-se na direção do vento

17
Agora que a movimentação do foguete não é mais restringida pela guia
da base de lançamento ele pode rotacionar livremente em torno do seu CG.
Como o vento está batendo no foguete formando um certo ângulo, uma força
normal “N” é produzida. Se o modelo é estável – CG antes do CP tomando
como origem o nariz – o momento resultante tende a rotacionar o foguete na
direção contra o vento. Durante o vôo, gradualmente, o “ângulo de ataque” com
o vento é reduzido até chegar a ZERO.

Obviamente, quanto maior o momento devido à força normal “N” agindo


a uma determinada distância do CG, mais rapidamente o foguete responde e
gira durante a oscilação para chegar ao “ângulo de ataque” igual a ZERO.

FIG.16

A figura acima mostra que o momento em relação ao CG será maior no


foguete mais estável, embora as forças sejam iguais, a distância relacionada
ao momento é diferente em cada caso.

Um segundo após deixar a base, o modelo mais estável já poderá estar


alinhado – com “ângulo de ataque” igual a zero – enquanto o foguete com a
“margem estática” de apenas um diâmetro provavelmente estará completando
sua correção pois seu “momento restaurador” é menor.

18
FIG.17

Do chão nós poderíamos ver:

FIG.18

Uma vez que as causas para um foguete ser levado pelo vento estão
entendidas, nós já podemos ver algumas formas para minimizar esse efeito:
19
a) Usar uma base de lançamentos mais longa que o usual para que o foguete
tenha mais tempo para ganhar velocidade antes de deixar a guia. Quanto maior
a velocidade, menor será o “ângulo de ataque” para um vento lateral.

FIG.19

b) Use foguetes com “margem estática” não muito maior do que o diâmetro do
próprio modelo. Mais estabilidade significará uma maior tendência do foguete
de ser levado pelo vento.

c) Use o motor mais potente possível para que a velocidade, quando o modelo
deixar a base, seja a maior que você possa alcançar.

CORRIGINDO UM FOGUETE INSTÁVEL

Qualquer pessoa que constrói um foguete está interessada na altura


máxima que ele vai alcançar. Os construtores mais sofisticados acreditam que
os elementos relacionados com a estabilidade podem, e irão, afetar a
performance e altura máxima do modelo. Se durante o projeto é percebido que
o foguete é instável, você tem duas opções. A primeira é adicionar peso ao
nariz para trazer o CG adequadamente à frente do CP. Como você sabe,
quanto mais pesado o foguete for, menor será altitude que ele irá alcançar. A
segunda opção é aumentar a área da aleta com o objetivo de levar o CP para
trás do CG. Ao mesmo tempo que esta técnica adiciona menos peso ao

20
foguete, ela também aumenta o coeficiente de arrasto do modelo, reduzindo
potencialmente a altura máxima.

Um foguete com uma “margem estática” longa demais está, obviamente,


carregando mais peso e/ou tem mais área nas aletas do que deveria. Não
esqueça que a tendência de um foguete ser levado pelo vento, e
consequentemente, ter sua altitude máxima reduzida, é muito mais forte nos
foguetes extremamente estáveis.

FIG.20

21
Aerolab

FIG.21

Com este programa você pode projetar qualquer foguete e encontrar o


seu CG e CP. Além disso, também é possível obter o coeficiente de arrasto do
modelo, assim como uma boa estimativa do seu peso total. A seguir está um
“passo a passo” descrevendo como foi feito o projeto do PROTÓTIPO 211V1.

22
1º) Tela inicial do Aerolab. Clique em NEW para iniciar um novo projeto.

FIG.22
2º) Clique em COMPOSE para entrar com as dimensões do foguete.

FIG.23

23
3º) Na aba NOSECONE (nariz) você entrará com os seguintes dados:

*NOSECONE LENGTH (comprimento do nariz)

*NOSECONE DIAMETER (diâmetro do nariz)

*NOSECONE SHAPE (forma do nariz). Recomendamos utilizar a


ELLIPSOIDE

FIG.24
4º) Na aba BODY (corpo do foguete) entraremos com:

*TOTAL ROCKET BODY LENGTH (comprimento total do foguete, ou


seja, corpo e nariz juntos.

*NOZZLE DIAMETER (diâmetro da tubeira). Nozzle é parte do motor


onde ocorre a ejeção do combustível em queima.

24
*SURFACE ROUGHNESS HEIGHT (rugosidade do corpo). É
recomendável que utilize TUBO PVC pois além de ser leve, tem
rugosidade baixa.

*NUMBER OF CONICAL TRANSITIONS (número de transições). Como


nosso foguete terá um motor, o número de transições será igual a
ZERO, portanto não é necessário alterar qualquer dado.

FIG.25

5º) – Na aba FINS (aletas) temos:

*SELECT FINS SECTIONS. Nessa opção você pode escolher entre


trabalhar com um grupo de aletas, ou dois grupos de aletas. Caso você
queira trabalhar apenas com um, simplesmente mantenha a opção
FORWARD e entre com o NUMBER OF FINS (número de aletas), sua
FIN POSITION (distância do nariz até a aleta) e suas FINS
DIMENSIONS (dimensões).

25
FIG.26
Caso queira entrar com mais um grupo de aletas, clique em FORWARD, a
opção AFT irá aparecer, e refaça todo o processo.

FIG.27

26
6º) Na aba LAUNCH LUGS você entraria com as características da base de
lançamento, mas como esses dados não estão disponíveis, deixe tudo como
está.

FIG.28
7º) Na aba CONDITIONS também não existe a necessidade de alterar os
dados, pois eles estão relacionados com número o máximo de velocidade
(LOWER e UPPER MACH NUMBER), unidades de medidas, etc.

FIG.29

27
8º) Para verificar se o COEFICIENTE DE ARRASTO do foguete está dentro do
ideal, ou seja, abaixo de 0.4, clique em CALCULATE.

FIG.30

9º) A linha azul mostra o coeficiente de arrasto global (Cd) do foguete durante a
queima do combustível, e a linha vermelha sem a queima do combustível. O
eixo vertical do gráfico é o coeficiente do arrasto, e o eixo horizontal é o
numero de MACH. Até MACH 1 (344 m/s) o coeficiente de arrasto global deve
ser menor que 0.4. Para visualizar apenas o (Cd), clique em SELECT.

FIG.31

28
10º) Deixe apenas as opções (Cd) marcadas.

FIG.32
11º) Para MACH 1, (Cd) está abaixo de 0.4.

FIG.33

29
12º) Com a parte aerodinâmica feita, devemos entrar com a DENSIDADE de
cada peça e posicioná-la dentro do foguete, para que possamos visualizar seu
CENTRO DE GRAVIDADE. Para fazer isso clique em PARTS e escolha
PARTS MANAGER.

FIG.34
13º) Para adicionar uma peça clique em ADD PART.

FIG.35

30
14º) Em PART TYPE escolha a geometria da peça.

 Para fazer o corpo selecione: Tube


 Para fazer as aletas selecione: Current Forward Fins
 Para fazer o nariz selecione: Current Nosecone

FIG.36

31
15º) Entre com as dimensões da peça e com sua densidade. A densidade pode
ser escolhida em uma lista MATERIAL, ou escolhida por você em MATERIAL
DENSITY (PVC densidade igual a 1300kg/m³).

FIG.37

16º) As opções AUTOMATIC CENTER OF GRAVITY (centro de gravidade


automático) e AUTOMATIC WEIGTH (peso automático) devem estar marcadas
para que você não precise fazer os cálculos. Entre com o nome da peça em
PART DESIGNATION e sua posição com relação ao nariz em DISTANCE
FROM NOSECONE APEX TO FRONT OF PART.

FIG.38

32
17º) Uma peça que merece atenção especial é o MOTOR, pois sua massa
varia de acordo com que o combustível é queimado. Para fazer essa peça
você seguirá todo o procedimento de uma peça normal.

FIG.39
18º) Escolha como geometria um cilindro (CYLINDER).

FIG.40

33
19º) Entre com suas dimensões. Como o mais provável é utilizar um motor
classe D, podemos escolher as dimensões e o peso listados em catálogos para
esse tipo de motor. Diâmetro externo (CYLINDER OUTER DIAMETER) =
24mm. Comprimento (CYLINDER LENGTH) = 70mm. Escolha uma densidade
que dê o peso aproximado ao peso do motor classe D (43.1g ).

FIG.41
20º) Marque a opção TREAT AS PROPELLANT (tratar como um “motor”).

FIG.42

34
21º) Posicione o motor digitando sua distancia do nariz.

FIG.43

FIG.44

35
22º) Para visualizar o Centro de Pressão (Cp) e o Centro de Gravidade (Cg),
clique em DRAW.

FIG.45

23º) Em seguida clique em STABILITY.

FIG.46

36
24º) Nesse momento você deve observar se o Cg está acima do Cp (no sentido
do nariz para as aletas). Caso isso não aconteça, seu foguete estará
INSTÁVEL. Para visualizar as PEÇAS projetadas, clique em OPTIONS e em
TOGGLE PARTS VISIBLE.

FIG.47

FIG.48

37
25º) Para conhecer o PESO TOTAL do foguete, clique em PARTS e em SHOW
PARTS LIST.

FIG.49

26º) Em ROCKET EX PROPELLENT estará o peso de seu foguete não


considerando o peso do motor.

FIG.50

38
27º) FIM DO PROJETO

FIG.51

39
MOTOR

O sucesso do lançamento, vôo e recuperação de um foguete está


fortemente relacionado com a escolha correta do motor. Nesta seção você terá
acesso aos conceitos básicos da classificação e funciomento dos motores.

Classificação de um Motor

Os propulsores de foguetes são classificados de acordo com seu


impulso total, definido como sendo o produto entre o empuxo médio
desenvolvido pelo propulsor e o tempo de combustão efetivo. Os códigos que
especificam os propulsores são constituídos por uma letra e por dois números
subsequentes ( Ex: B6-4 ). A letra indica a classe de impulso total, o primeiro
número informa o empuxo médio, em Newton, e o último número indica o
período de temporização, em segundos, até a ejeção do paraquedas ( quando
o propulsor é do tipo “booster” não há carga temporizadora e nem de ejeção e
portanto, o número correspondente é zero).

FIG.52

FIG.53

40
FIG.54

A tabela abaixo traz o Impulso Médio (Newtons Seconds) gerado de acordo


com a Classe do Impulso Total (Code):

FIG.55

41
Funcionamento de um Motor

As etapas do funcionamento de um motor que utiliza pólvora negra estão


descritas nas figuras abaixo:
FIG.56

*Link para visualizar animação:


http://www.apogeerockets.com/education/how_engines_work.asp

42
Dispositivos para Proteção do Paraquedas

No momento em que a “carga de ejeção” é detonada, calor e partículas


entram em contato com o paraquedas. Caso não exista algum tipo de
dispositivo que proteja o sistema de recuperação, esses dois elementos irão
danificá-lo fazendo com que o foguete seja destruído ao retornar para o solo
em queda-livre. A seguir, serão apresentadas algumas técnicas para evitar que
calor e partículas causem danos ao paraquedas.

FIG.57

FIG.58a

FIG.58b

43
CONSTRUÇÃO

Nesta etapa você deve ter atenção com o tipo de material que será
utilizado, a quantidade de cola e as dimensões das peças, para que o modelo
não ultrapasse o peso máximo estabelecido. Todas as peças que fazem parte
do modelo devem estar no projeto com suas respectivas densidades. Abaixo
estão as principais etapas para a construção de um foguete.

1º) Separe tudo o que será necessário para a montagem do seu foguete.

1. Fita Isolante
2. Linha de Pipa
3. Papel Cartão ( 4 folhas )
4. Tesoura ( 3 unidades )
5. Estilete
6. Tubo de Papel Alumínio ( 3 unidades ) ou Tubo de Mapas ( 2 unidades )
7. Elástico Branco ( largura de 5mm e comprimento de 1,5m )
8. Cola Branca ( 1 unidade pequena )
9. Madeira Balsa
10. Sacos Plásticos
11. Transferidor
12. Compasso
13. Régua
14. Adesivo Universal* ,cola de sapateiro” ( 1 unidade pequena )
15. Latinhas de Alumínio ( 4 unidades )
16. Vareta, tipo de espeto ( 1 unidade )
17. Canudo tipo do Bob’s ( 2 unidades )

44
*O adesivo universal é o tipo de cola mais indicado para fixar alguns elementos do foguete,
pois seu tempo de secagem é maior, permitindo ajustes durante o processo. Marcas utilizadas:
COVULFIX, CASCOLA.
2º) Caso o diâmetro interno do corpo do seu foguete seja muito maior do que o
diâmetro externo do motor, você deverá utilizar um “tubo redutor”.

Para fixar as aletas no “tubo redutor” você utilizará uma serra para fazer
3 cortes que irão dividir o tubo em ângulos de 120° - os cortes devem ter um
comprimento um pouco maior do que o comprimento da parte da aleta que será
colada no tubo. Em seguida, você encaixa as aletas nos cortes e fixa com cola.
Repare que, neste caso, as aletas apresentam um “degrau”. É neste “degrau”
que o tubo externo do foguete será encaixado e centralizado. Este tubo deve
apresentar cortes com as mesmas características do “tubo redutor”.

FIG.60a

FIG.60b

45
3º) Encaixe o “tubo redutor” no “tubo externo”.

FIG.61

Passe cola nas aletas sempre tomando o cuidado de fazer o movimento


no sentido do “nariz para baixo”, pois, fazendo isso, você reduz atrito entre a
cola e o ar no momento do vôo.

FIG.62

46
4°) Para garantir a centralização dos tubos, fixe um “anel de centralização”
entre eles.

FIG.63

FIG.64

47
5º) Nos motores tradicionais, alguns segundos após a queima de todo o
combustível, uma carga explosiva é detonada para que o paraquedas seja
liberado. Primeiramente, você tem que garantir que o motor estará retido em
um certo ponto do “tubo redutor”, caso isso não aconteça, ao iniciar a queima
do combustível, o motor irá passar através de todo o foguete, e seu modelo
ficará na base enquanto o motor é projetado para o ar. A peça responsável por
essa função é chamada de “anel de retenção”. Lembre-se que o esse “anel de
retenção” deve ficar posicionado de forma que o motor fique de 2 a 4mm para
fora do corpo do foguete.

FIG.65

Em seguida, você deve encontrar uma forma de, após a explosão da


“carga de ejeção” e da liberação do sistema de recuperação, manter todas a
partes do foguete que foram impulsionadas pela explosão juntas. Um elástico,
normalmente preso ao “anel de retenção” e a uma parte do corpo do foguete
imediatamente acima do paraquedas, faz essa ligação entre as peças.

FIG.66

48
Também é importante eliminar o espaço entre o “tubo externo” e o “tubo
redutor” para que toda a energia da explosão seja direcionada para frente. Na
figura abaixo, a peça responsável por essa função é chamada de “anel K”.

FIG.67

*Estrutura Interna do Foguete

FIG.68

49
FIG.68

FIG.68

50
FIG.68

FIG.68

51
FIG.68

FIG.68

52
FIG.68

6º) A FIG.68 mostra algumas sugestões de materiais simples (papelão, folha


de alumínio e esponja) que podem ser utilizados separadamente, ou
combinados, para formar uma proteção para o paraquedas.

FIG.68
53
7º) Um paraquedas típico tem 6 furos igualmente distribuídos.

FIG.69

Como uma regra geral, projete um paraquedas para que a velocidade de


queda do seu foguete esteja entre 3.5 e 4.5 m/s. Você pode determinar a área
do paraquedas através da seguinte fórmula:

 2 g  m 
S   
   Cd  V ² 

Onde S é a área do paraquedas, g é a aceleração da gravidade (9,81


m/s²), m é massa do foguete após a queima total do combustível medida em
gramas, ρ é a densidade do ar (1225 g/m³), Cd é o coeficiente de arrasto
(estimado em 0,75 para uma geometria circular), e V é a velocidade de queda
que você escolheu. Se você desejar um paraquedas com geometria circular, o
diâmetro é encontrado pela fórmula:

4 S
D

54
8º) Reforce o local onde a linha será presa, e lembre-se de não apertar demais
o nó, deixe uma “folga” entre a linha e o plástico.

FIG.70

Recomenda-se que o comprimento das linhas seja algo em torno de 1.2 vezes
o diâmetro do paraquedas

9º) Evite unir as linhas A, B e C com apenas um nó. Faça com que cada linha
esteja ligada, de maneira independente uma da outra, a um ponto D. Dessa
forma você evita que essas linhas se entrelacem com facilidade.

FIG.71

55
10º) Para dobrar seu paraquedas, siga o esquema mostrado na figura abaixo:

FIG.72

56
57
58
59
60
BIBLIOGRAFIA

VAN MILLIGAN, TIMOTHY S. – MODEL ROCKET DESIGN AND


CONTRUCTION: HOW TO CREAT AND BUILD UNIQUE AND EXCITING
MODEL ROCKTES THAT WORK! - - 3rd ed

BARROWMAN, JIM - CENTURI, TECHNICAL INFORMATION REPORT #30 –


STABILITY OF A MODEL ROCKET IN FLIGHT
(FIG. de 1 à 20)

Aerolab Version 1.3.2, Rocket Drag and Stability Calculator


(FIG. de 21 à 51)

APOGEE COMPONENTS, NEWSLETTER – ISSUE 131, SEPT. 20, 2004 –


ROCKET ENGINE CLASSIFICATION SYSTEM EXPLAINED
(FIG. de 52 à 55)

APOGEE COMPONENTS, NEWSLETTER – ISSUE 114, NOV. 7, 2003 –


HOW-BLACK POWDER ENGINES WORK
(FIG. 56)

APOGEE COMPONENTS
(FIG 57 e 58)

DizWolf, rocket-0234 – Foto tirada em 1º de julho de 2011 usando uma Canon


EOS 7D
http://www.flickr.com/photos/31757945@N05/5891747814/
(FIG.66)

TELES DA SILVA, IGOR SILFAR – FOTOS


(FIG 59 à 64) e (FIG 67 à 71) – igorsilfar@yahoo.com.br

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