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FAVENI – FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE

GABRIEL SEVILHA

EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A INSERÇÃO DO DEFICIENTE FÍSICO

UMUAMARA
2019
FAVENI – FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE

GABRIEL SEVILHA

EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A INSERÇÃO DO DEFICIENTE FÍSICO

Trabalho de conclusão de curso apresentado


como requisito parcial à obtenção do título
especialista em EDUCAÇÃO ESPECIAL E
TREINAMENTO DESPORTIVO.
Orientador:

UMUAMARA
2019
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A INSERÇÃO DO DEFICIENTE FÍSICO
Gabriel Sevilha1

Declaro que sou autor¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi
por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).

RESUMO- A inclusão deve ser praticada cotidianamente, em todas as relações sociais. A utilização dos
recursos arquitetônicos e pedagógicos para a melhor adaptação dos mesmos na escola e no grupo, ao
qual se insere tanto as pessoas com deficiência como os ditos normais facilita a interação e a autonomia,
partindo não apenas da limitação do deficiente físico, mas utilizando-se da inclusão como condutor da
autoestima, como uma maneira de vincular o interesse pela prática educativa e as relações sociais como
ponto de partida, para o interesse no aprendizado. O professor nesta mediação propõe que o aluno
realize atividades na qual mesmo havendo limitações possa desenvolver habilidades, demonstrando as
suas conquistas em muitas outras realizações que valorize suas capacidades. O deficiente físico com os
recursos que lhe são ofertados tem direitos igualitários garantidos. Ao frequentar a Educação Básica,
desde a primeira etapa, a identificação de indícios de deficiência na Educação Infantil possibilita que com
estímulos adequados a criança possa obter uma melhor qualidade de vida e aprendizagem, agindo
positivamente, nos ambientes em que convive e consigo.

PALAVRAS-CHAVE: Estimulação. Educação Infantil. Capacidade. Autoestima .

1
E-mail do autor: gabrielsevilha@live.jp
1 INTRODUÇÃO

Ao remeter a educação escolarizada, pensando prioritariamente ao deficiente


físico a perspectiva educacional das últimas décadas, tem mostrado que os deficientes
após as leis que lhe garantem o acesso estão conseguindo uma vida mais digna, dentro
das possibilidades de acesso nos diversos contextos do meio social.

Mesmo com diversos avanços que serão destacados em breve, ainda percebe-
se que não é o ideal. Dependendo da disposição dos recursos adaptativos, que
promovem o acesso aos espaços, ocorre o progresso interpessoal e a aprendizagem
escolar de qualidade das pessoas com deficiência.

Uma boa metodologia aplicada na educação com real inclusão não apenas no
ambiente escolar, mas entre os diversos ambientes frequentados, respeitando a
diversidade e a individualidade em sala possibilita o processo para que a aprendizagem
aconteça.

A estimulação e a identificação precoce das dificuldades ou limitações


percebíveis no desenvolvimento permitem que sejam identificadas as possibilidades de
intervenção para cada caso e particularidade, aperfeiçoando as habilidades e mantendo
o direcionamento para as habilidades a serem desenvolvidas, objetivando o
desenvolvimento integral culminado através do trabalho pedagógico proposto com
qualidade. Colocando em análise o (re) planejamento e (re) avaliação para a
observação das oportunidades cotidianas impostas pelo comportamento individual
sobre cada construção, seja ela interior (relação do sujeito sobre si) ou exterior (relação
do sujeito social com as opiniões dos outros).

2 EDUCAÇÃO INCLUSIVA
A proposta de educação inclusiva na escola propõe que a escola seja flexível,
com pesquisas que proporão a adaptação e permanência adequada para os discentes,
facilitando o acesso ao espaço físico arquitetônico, assim como inserir no planejamento
e Projeto Político Pedagógico/ Proposta Pedagógica/ Currículo, todos os aspectos
necessários para uma abordagem inclusiva que priorize a aprendizagem, expressando
com clareza todas as necessidades da escola.

É necessário que a educação promova no aluno o desenvolvimento como um


todo, cultivando competências e abrangendo numa perspectiva social a inclusão, no
que independa do ambiente que se frequenta, o respeito e a compreensão da limitação
do outro. Ao que concerne à deficiência física:
Diferentes condições motoras que acometem as pessoas comprometendo a
mobilidade, a coordenação motora geral e a fala, em consequência de lesões
neurológicas, neuromusculares, ortopédicas, ou más formações congênitas ou
adquiridas (CURITIBA. IFPR.EDU. BR).

Cada indivíduo possui capacidades, todavia devido sua limitação em algumas


situações a sua deficiência se salienta na incapacidade das pessoas em compreender
que é possível realizar de outras maneiras algo comum para a maioria, tornando da
exclusão a vivência característica da atualidade, onde ilusoriamente as pessoas
enfraquecem a potencialidade de um deficiente, quando decidem facilitar
momentaneamente a vida deste individuo ao invés de procurar meios que sejam
caminhos de desfiar a pessoa a ir além da dificuldade e que seja cumprida as leis que
norteiam acerca da pessoa deficiente.

A inclusão reconhece que cada indivíduo é único, independentemente se é ele


considerado normal ou não, aceitando a diversidade na vida em sociedade. A inclusão
deve acontecer com a participação de todos os segmentos sociais.

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada e


proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10
de dezembro de 1948) em seu artigo 2º todos possuem o direito humano de serem
tratados como humano

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades


estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de
raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem
nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. (PORTAL.
MJ. GOV. BR).

A inclusão referente às pessoas deficientes ou com necessidades educacionais


especiais fornecidas pela escola, como medida cabível mais correta deve ser exercida,
assim logo se permite dizer que a educação é responsável pela mudança da
organização e evolução da sociedade, sendo ativa. Paulo Freire em seu livro
Pedagogia da Autonomia, 1996 retrata a importância da educação perante á sociedade
“Se a educação não é capaz de mudar a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade
muda”.

Para garantir que pessoas ditas normais ou com alguma deficiência, seja
educada igualmente a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional assegura
em seu artigo 4º parágrafo:

III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com


deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades,
preferencialmente na rede regular de ensino; (PRESREPUBLICA.
JUSBRASIL.COM. BR).

No entanto o aproveitamento, bem como a distribuição para uso dos recursos


aos deficientes ainda são morosos e comedidos, havendo não apenas a necessidade
em prioridade, mas a política norteando este segmento da sociedade que ainda possui
pouca voz e gera despesas orçamentárias e pouco retorno para o governo.

A demasiada falta de informação e de conhecimento da população ao se tratar


de deficiências, síndromes e transtornos ou mesmo de seus deveres e direitos, revela a
inclusão como utopia, sendo utópica também a inserção do deficiente físico.
Além do mais, a capacitação para os profissionais da educação e a própria
formação acadêmica abordam vagamente as deficiências, dificuldades de
aprendizagem, transtornos e síndromes com uma carga horária baixa e muitas vezes
de má qualidade, mostrando o quanto ela é defasada em sua organização e por
diversas vezes é falha.

Visto que nas escolas regulares está em sala de aula toda diversidade e
segundo a Constituição Federal o respeito e dignidade é igual para todos, é perceptível
a morosidade em se fazer cumprir as leis do país. Além disso, a distribuição dos
recursos para a promoção da acessibilidade é muitas vezes mal distribuídos ocorrendo
até a construção em locais impróprios e modificação das normas estabelecidas como
padrão.

Permitir o acesso tanto no ambiente escolar como em outros ambientes sociais


é indispensável. A inclusão deste aluno em todos os ambientes em que frequenta além
de fazer-se cumprir a lei permite uma vida “normal”, onde ele é um cidadão capaz,
usufruindo de sua autonomia.

A sociedade necessita de educação, para a vida, o respeito e cumprimento das


regras sociais. A falta de respeito ao próximo se observa em um simples passeio pelas
cidades; nas escolas, nos supermercados, nas conversas, no transito e em tantos
outros meios de socialização.

Ao desrespeitar a sinalização que reserva vaga para deficiente, as pessoas


demonstram a sociedade que se forma. Naquele momento em que a pessoa capaz de
procurar outra vaga e vir andando, estaciona em local privativo ao realizar este ato ela
não pensa que uma pessoa com deficiência ou reais necessidades mesmo que
temporária necessita realmente daquela vaga e devido à incapacidade desta pessoa
dita como normal ela que a maioria da sociedade brasileira julga incapaz não consegue
usufruir de seu direito.
Uma vez que garantido constitucionalmente a inserção dos deficientes em
todos os ambientes sociais, as leis que regem o país devem ser cumpridas
independentemente de qual aspecto da sociedade ou segmentos que nela há.

Alguns dos males que assolam a sociedade em torno da má qualidade de vida


do deficiente são a falta de investimento para esta causa: tanto sendo na educação
com qualidade, ora do deficiente, ora da sociedade como um todo. Além disso, a
lentidão na distribuição dos recursos que já são escassos, afeta diretamente a sua vida
de maneira que este tenha sempre que depender de outra pessoa.

Todavia o que contribui para que o deficiente não tenha uma vida de qualidade é
a falta de informações, em geral os deficientes que mais tem acesso à informação de
seus direitos e deveres do governo, são aqueles cuja classe social é financeiramente
favorecida e a visão do grupo no qual este frequenta, já foi transformada pelos
investimentos em sua educação.

Em meio a tanta banalização da vida humana dentro da sociedade, a esperança


de muitos deficientes físicos é que pessoas que também passam por dificuldade como
as suas, mas são inseridas em outro cotidiano e possuem uma formação melhor e
informação suficiente possa brigar pela causa que os afligem todos os dias, afim de que
a tão sonhada acessibilidade chegue até os menos favorecidos.

Doravante a educação e as mudanças que ela proporciona, vão se der em longo


prazo, atualmente a sociedade ainda é excludente e não é a educação de agora que irá
mudar toda uma estrutura já formada nos anos anteriores, a proposta para a educação
inclusiva colherá “frutos”, nas décadas futuras.

Tão somente se os aspectos que promovem a autonomia sejam continuados, a


educação seja de qualidade, a disposição dos recursos seja bem administrada e
corresponda a real necessidade dos deficientes e houver o convívio social é que a
sociedade futura será inclusiva.
2.1 A EDUCAÇÃO DO DEFICIENTE FÍSICO

As deficiências e dificuldades de aprendizagem ainda são pouco e divulgadas


para a sociedade, as pessoas nas quais possuem mais poder aquisitivo são as que
adquirem mais informações e conhecimento tanto das leis que regem o país e seus
direitos e deveres assim também a capacidade do acesso e os meios para a realização
e as formas de recorrer a estas.

Toda diversidade em sala e ainda promover interação e harmonia dentre as


deficiências, ditos normais e entre outras crianças com patologias diferentes. A
formação dos professores da rede formados há alguns anos anteriores a este artigo,
em sua grade curricular lhe ensinou a lidar apenas com a normalidade, e a
compatibilidade de aprendizagem como se houvesse a turma ideal, não tratando a
diversidade e quais mecanismos utilizar para a interação e melhor qualidade de ensino
mesmo para os que são diferentes do padrão de normalidade.

A falta de disciplina como alunos com algumas necessidades especiais


apresentam, eram ditas como incompetência do profissional de sala. Cuja formação
pode ter sido má preparada em relação a atual vivencia em sala.

Nas universidades atualmente são ofertadas nas grades curriculares algumas


disciplinas que tratam das deficiências de maneira breve, em geral explicando as
patologias em sala, questões que tratam das funções biológicas concernentes à
deficiência e as políticas públicas para tais.

Uma vez que a abordagem das deficiências na formação do professor é tratada


como mero cumprimento da lei ao invés de objetivar a modificação de uma sociedade
como meio transformador que é a educação, a sociedade como um todo perde.
Para a formação de o professor ser de qualidade; as instituições que tratam
da sua formação acadêmica devem dar aos futuros docentes uma real visão da vida
profissional, com formação adequada para a realidade da sociedade e a formação que
se deve propor para esta futura sociedade que almejamos.

Ao manter apenas a visão utópica, se limita a turma perfeita, sem dificuldades


onde todos os alunos mantém o mesmo ritmo de aprendizagem e aprendem todos os
conteúdos de todas as disciplinas, mas ao se deparar com realidade dos fatos e do
grupo atendido, vê se o professor despreparado, muitas vezes incapaz de inserir um
aluno diferente, não por não ter conhecimento de sua deficiência, mas pela falta de
informação nos métodos de intervenção pedagógica, pela falta de mecanismos dos
sistemas e a que órgão recorrer quando em geral a lentidão dos órgãos cabíveis é
lamentável.

Visto que os recursos que favorecem o aprendizado do discente e docente, ou


mesmo uma formação acadêmica favorável para os deficientes se dá de maneira turva
e não plausível, dificultando ainda mais o desenvolvimento deste aluno, e culmina numa
sociedade excludente, e individualistas, com relações sociais empobrecidas,
demonstrando o quando as políticas públicas no país são falhas em sua aplicabilidade,
e necessitam de melhorias e funcionalidade objetiva e aplicável para que sua
intencionalidade se faça presente em sala de aula, tendo Currículo, Planejamento e
Projeto Político Pedagógico claramente vivido nas experiências em sala e no cotidiano
da escola.

A inclusão social deixará de ter caráter apenas filosófico quando a preocupação


com a essência da vida seja prioridade, o ter deixe de ser tão importante e as relações
sociais se deem para todos, independentemente da sua “diferença”, em comparativo ao
outro individuo, tendo a inclusão um maior espaço e a educação inclusiva faça parte do
cotidiano de todos.

Permitindo que a pessoa com deficiência seja ela por sua deficiência fisiológica,
anatômica ou psicológica, possa superar limites, muitas vezes estereotipados por
outras pessoas a capacidade que muitos já possuem ou mesmo deixando de
explorar suas habilidades, assim a organização no ambiente educativo será adequado
e a sociedade completa.

Quando o investimento é na transformação de pessoas, em seus pensamentos e


ações a sociedade muda e os outros problemas constatados anteriormente, amenizam.
A educação tem o poder de melhorar a nação.

Ao subsidiar meios de interação para uma educação que respeita as pessoas e


suas limitações, desenvolvendo habilidades e assim capacidades, possibilitando o
acesso de todos e para todos os inclusão será intrínseca e sem restrições. Para tanto a
informação independentemente da classe social contribuirá para isto. Somente estudar
no sistema regular de ensino não irá sanar os problemas desta questão que é
complexa, é necessário incluir o deficiente, permitindo a socialização e a formação do
mesmo.

A educação possui a capacidade de modificar a sociedade e gradativamente


através das aprendizagens adquiridas ao longo da vida organizarem mudanças nas
relações sociais e partindo da maturação do indivíduo exercer a cidadania. Tanto para o
a pessoa com deficiência como para os cidadãos ditos normais.

Em geral é na primeira infância que a criança inicia-se para a socialização e


aprende os primeiros conceitos de sociedade, cidadania e aspectos comportamentais
de valores do eu e do outro através da vivência de mundo, a importância do docente e
a responsabilidade da inclusão social, neste espaço educativo, oportunizando e criando
estratégias para que haja respeito à diversidade e vínculo afetivo entre ambos é que
promoverá a maturação dos aspectos sociais e naturais, habilitando a criança ou
mesmo adolescente ou adulto a se conhecer melhor e respeitar o outro, buscando seu
desenvolvimento e exercitando a cidadania.

De acordo com o pensamento de Sassaki ao dizer “A Inclusão é a modificação


da sociedade como pré-requisito para que a pessoa com necessidades especiais possa
buscar seu desenvolvimento e exercer a cidadania” (www.bdtd.ucb.br), o professor
que direciona sua ação docente fundamentada numa inclusão social cotidiana que é
vivenciada a cada momento da rotina da sala e tendo a prática inclusiva como meio
transformador e instigador em suas relações sociais tanto no ambiente educativo como
durante todo o período de convívio externo deste ambiente, subsidia a modificação
desta sociedade contemporânea/individualista, possibilitando a modificação de
pensamentos e atitudes que as tornam tão frias em relação ao outro e tão desumanas.

Quando falamos da educação para o deficiente físico a inclusão vai além da


acessibilidade e de suas modificações nas estruturas arquitetônicas, se remete também
as ao sujeito como um todo desde a aceitação do eu (condição e aceitação), a família e
sua organização e apoio. A escola como meio transformador/ social ou não, a
maturação diante dos aspectos relevantes ao longo da vida que lhe traz a autonomia e
elevação da autoestima resultante destas vivências.

Há a deficiência física temporária e a permanente. Ambas em geral, deixam


marcas em todos envolvidos, no caso da deficiência congênita, o indivíduo deficiente
adapta sua dificuldade a situações de maneira mais amena, cotidiana, reconhecendo
seus limites com propriedade e sua aceitação e da família perante a deficiência em
geral é mais rápida, já quando uma pessoa que mantém todas as suas habilidades
motoras, se vê numa condição de deficiente, ele desconstrói a sua capacidade e
imagina a incapacidade da realização de algo que anteriormente poderia realizar,
também há uma quebra da autoestima e a aceitação das pessoas em geral se dá mais
morosamente.

Tanto para a pessoa que já nascem deficientes como para as que se tornam
deficientes permanentes ou temporários há muito preconceito e dificuldades a serem
enfrentadas, abrangendo o âmbito acadêmico e externo a este.

A organização da escola entorna de uma educação inclusiva deve se ater para


planejar além dos conteúdos programáticos do currículo e observar as relações do
grupo conforme a necessidade atual dos alunos atendidos e possíveis necessidades
destes, para que seus alunos possam exercer a cidadania, respeitando seus limites
e valorizando suas capacidades tanto para aqueles alunos especiais como normais.

Esta escola conseguirá mudar uma sociedade se utilizando de um projeto político


pedagógico e/ou proposta pedagógica que valorize as relações sociais. Visto que a
sociedade atual mantém uma desvalorização da vida e banalização desta, a educação
inclusiva em suma propõe que haja o resgate a importância da vida em todos os
segmentos, adaptando o ambiente as pessoas e propondo que haja interação entre as
pessoas como bem mais preciso que é a vida, independente de uma condição social ou
física.

É imprescindível que a escola realize a reflexão de seus métodos e programas


atendendo diversidade no âmbito escolar. O professor deverá ser capacitado
corretamente para atender estes alunos. O quanto mais cedo houver a matricula do
deficiente na escola ou mesmo em outra entidade que melhor o auxilie, maior será para
a evolução dele, a interação com os colegas e orientação familiar permitirá que todos
os envolvidos sejam incluídos e a escola consegue acessar a todos, uma vez que as
famílias muitas vezes demoram em aceitar a condição do filho (luto) ou mesmo como
superproteção adotam a medida de não incluí-lo com medo do quando ele pode sofrer
com preconceito e o isolam em casa.

A inclusão prioriza nas escolas a melhoria no relacionamento entre os alunos e


toda comunidade escolar, onde todos deverão ser tratados com igualdade, respeitadas
as limitações, mas valorização o que cada um possui de melhor e realiza. A inclusão
busca a inclusão dos alunos vulneráveis, que são discriminados seja por sua raça,
crença, estatura, peso, estilo ou deficiência.

Ao que concernente à deficiência física os conceitos devem ser revistos, ao


reportar a deficiência, não se deve simplesmente pensar no deficiente visualizando
suas dificuldades, o professor muitas vezes inferioriza a capacidade do aluno quando
dá somente as atividades mais fáceis subjugando a sua capacidade, todos tem
potencial para realizar suas tarefas sejam elas simples ou complexas, a diferença é a
maneira que cada um conseguirá. A visão errônea está em querer que todos
realizassem da mesma maneira padronizados todas as ações.

As escolas em si não são inclusivas como diz Rodrigues (2003), que a escola
não considerou a diferença dos alunos e sim se organizou com indiferença a estas
diferenças, promovendo desigualdade entre eles, o autor ressalta que:

Assim, a escola foi (é?) uma fonte de exclusão para muitos alunos que, quase
sempre, viram confundidos com “falta de motivação”, “indisciplina” ou “falta de
inteligência” a incompatibilidade entre seus valores, ritmos e interesses com os
que eram veiculados na escola. (RODRIGUES, 2003, p. 91-92).

A escola deve ser motivadora, atrativa, desafiadora e inclusiva é isso que


transforma os alunos e todo o meio que os cercam. A escola inclusiva necessita de
infraestrutura adequada, parceria com os pais, ambientes planejados e flexíveis.

Os planos que norteiam o trabalho pedagógico devem orientar professores a


pesquisar estratégias que favoreçam o aprendizado de todos e aperfeiçoe os
aprendizados para os que necessitem, ou seja, a inclusão exige a reestruturação do
sistema educacional dando aos alunos plenas condições de acesso e participação.

De acordo com Candido:

A Educação é uma prática social, universalmente caracterizada pela forma de


agir coletiva, objetivando desenvolver, nas crianças e jovens, as habilidades e
conhecimentos que facilitariam o entrosamento com o restante do grupo
(EDITORA-ARARA-AZUL.COM. BR).

Todos são sociais, o que nos diferencia é a educação que se constrói para a
expressão da opinião, diante de uma sociedade com tanta diversidade social e cultural,
a educação inclusiva é a ponte dentro e fora do ambiente escolar, buscando inserir a
comunidade, família e ambiente escolar para esta inclusão tão almejada, para uma vida
harmônica.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de inclusão é moroso e os produtos da educação inclusiva serão


colhidos ao longo de algumas décadas após a sua inserção no cotidiano das pessoas e
na vida escolar. Deixando apenas na lembrança os deprimentes atos ocorridos pelo
preconceito e desvalorização da vida humana, decorridos por tantos séculos em
detrimento da educação da época e a vida como utilidade para o do trabalho e
inutilidade para ele.

Refletindo na questão do deficiente físico as mudanças garantidas por lei são


excelentes, embora a sua realização não se dê da mesma forma, deixando a desejar
nas situações relevantes ao vulnerável. Muitas conquistadas foram alcançadas e
posteriormente as já existentes e as concernentes a educação obterão mais qualidade
e consequentemente as pessoas melhor se relacionarão com o meio social.

Significativamente o deficiente físico demonstrando a sua capacidade já existida,


superando limites próprios ou pré-estabelecidos, buscando além da limitação de sua
deficiência, a tal ponto que a qualidade de vida no grupo, enriqueça suas experiências,
ao invés de retraí-lo, tanto na vida acadêmica como social.

Portanto, a inclusão social somente acontecerá com a participação ativa de todos


do grupo, onde o reconhecimento das próprias limitações permite que haja a
compreensão e respeito à limitação do outro, onde se permitem observar que diante de
algumas situações todos podem ser deficiente, mas o que se iguala é que todos são
capazes, embora com métodos diferentes.

A educação é a chave que faz a diferença para a sociedade, capacitando ou


desabilitando. A educação tem o poder nas mãos, o processo de aprendizagem
educacional socializada proporciona a evolução da vida humana e melhor relação entre
todas as pessoas.
REFERÊNCIAS

BRASIL. Presidência da República. Lei 9394/96. Lei de Diretrizes e Bases da


Educação Nacional> disponível em
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011.../2013/Lei/L12796.htm> acesso em 27 de
março de 2014.

CANDIDO, Antonio. A estrutura da escola. In: PEREIRA, Luiz & FORACCHI, Marialice
M. Educação e Sociedade. 6ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1971.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia, Saberes Necessários à Prática Educativa.


25° Ed. – São Paulo: Paz e Terra, 1996.

http://editora-arara-azul.com.br/cadernoacademico/007_teseneiva.pdf> acesso em 22
dezembro de 2018.

Rodrigues, D. (2000). O paradigma da educação inclusiva: reflexões sobre uma agenda


possível. Inclusão, 1, 7-13.
SASSAKY, apud SENS, Aracy Santos. Disponível em>
www.bdtd.ucb.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1304> acesso em 31 de abril
de 2018.