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@ 2009 by Editora MãoSinais
Éden Veloso I Valdeci Maia
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito de Mãos Sinais,
poderá ser reproduzida ou transmitida seja quais forem os meios empregados:
eletrônicos, mecânicos, fotográfi cos, gravações ou quaisquer outros.

Primeira edição:
Julho de 2009
Décima edição:
Agosto de 2015
Ilustrações e arte:
Valdeci Maia
Diagramação, editoração e capa:
Valdeci Maia
Preparação de textos:
Éden Veloso/ Valdeci Maia
Fotografi a:
Valdeci Maia / Éden Veloso
Revisão:
Thais Fernandes/ Valdeci Maia / ÉdenVeloso
Filmagem:
Valdeci Maia/ Éden Veloso
Edição de vídeo no OVO:
Éden Veloso / Valdeci Maia

Home: www.maosinais.com.br
E-mail: maosinais@gmail.com ,
Iivros@maosinais.com.br

Proibida a reprodução total ou parcial


Todos os direitos reservados
ISBN: 978-85-60683-17-8

Curitiba-PRo
2
SUmáriQ
• Apresentação........................................................................ 5
• Prefácio................................................................................ 7
• Palavra do autor (Éden Veloso) 9
• Palavra do autor (Valdeci Maia) 11
• Informações técnicas 13
• Comunicando-se corretamente com os surdos 16
• Por isso é importante lembrar que 19
• Curiosidades sobre os surdos e UBRAS 20
• Sugestões para quando você encontrar um(a) surdo(a) 21
• As características do surdo 22
• Princípios gerais para o aluno 24
• A história dos surdos 25
• Vamos aprender UBRAS? 51
• Conselho para os alunos 52
• Alfabeto manual 53
• Números cardinais 54
• Números ordinais 54
• Lição 1 : Cumprimentos, Pronomes e Verbos 55
Sinais da lição 1 56
• Diálogo da lição 1.. 68
• Lição 2: Cursos, Verbos e Vocabulário Extra 69
S..
Inals d a I'Iça0
- 2 . 70
• Diálogo da lição 2 81
• Lição 3: Identificação (dados pessoais), Família, Pessoas,
Vocabulário Extra 82
Sinais da lição 3 83
• Diálogo da lição 3 94
• Lição 4: Espaço físicos, Transporte, Dias da Semana, Tempo,
Verbos e Vocabulário Extra 95
Sinais da lição 4 96
• Diálogo da lção 4 107
3
• Lição 5: Cores, Vestuário, Verbos e Vocabulário Extra 108
Sinais da lição 5 109
• Diálogo da Lição 5 120
• Lição 6: Alimentos, Bebidas, Meses,Talheres, Cozinha, Financeiro e
Vocabulário Extra 121
Sinais da lição 6 122
• Diálogo da lição 6 135
• Lição 7: Emergências, Acidentes, Verbos, Lugares e Vocabulário
Extra 136
Sinais da lição 7 137
• Diálogo da lição 7 149
• Lição 8: Trabalhos, Verbos e Vocabulário Extra 150
Sinais da lição 8 151
• Diálogo da lição 8 163
• Lição 9: Estado, País, Clima, Natureza, Vocabulário Extra e
Transportes 164
Sinais da lição 9 165
• Diálogo da lição 9 177
• Lição 10: Relacionamento, Verbos e Vocabulário Extra 178
Sinais da lição 10 179
• Diálogo da lição 10 192
• Lição 11: Verbos, Materiais Escolar, Lugares e Vocabulário Extra .. 193
Sinais da lição 11 194
• Diálogo da lição 11 206
• Lição 12: Religião, Bíblia, Vocabulário Extra e Profissões 207
Sinais da lição 12 208

I

Diálogo da lição 12
Vocabulário utilizado em cada lição
Referências bibliográficas
219
221
227
• Ilustrações 227

4
Apresentação
A Lingua Brasileira de Sinais (UBRAS) é a língua natural dos Surdos brasileiros e é
reconhecida no Brasil peia Lei 10.436(2002 e pelo Decreto-Iei 5.626(2005.
Algumas pessoas pensam ou imaginam que a comunicação com os Surdos se dá
por meio de mímica ou gestos usuais, mas a língua de sinais não é uma mistura de
gestos naturais e mímica, pois ela possui uma estrutura gramatical própria com níveis
linguísticos como fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos. A UBRAS está em
constante evolução; devemos lembrar que ela não é uma ciência exata, mas humana e
que os sinais são relativos. A UBRAS é um código de comunicação, como o inglês ou o
francês, que representa o universo das ideias da comunidade Surda e pode expressar os
mesmos conceitos da Lingua Portuguesa. Mas a UBRAS é diferente da Lingua Portuguesa
e a tradução não deve ser literal. É preciso ter bom senso para escolher quais sinais
deverão ser usados obedecendo a estrutura da Língua de Sinais para entender o sentido
da mensagem. O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas orais é a sua
modalidade visual-espacial.
Assim, a pessoa que aprende a UBRAS, vivencia a "estranheza'; ou seja, sente como é a
maneira de se comunicar sem som, fazendo movimentos no ar com as mãos, acompanhado
de expressão facial e corporal, gestuais visuais baseadas no uso das mãos, dos olhos, da
boca, enfim, do corpo todo. Para conversar em UBRAS, não basta apenas conhecer os
sinais de forma ~solada,é necessário conhecer a sua estrutura gramatical combinando-as
em frases.
Atualmente, no mundo corporativo, quem domina dois idiomas encontra portas abertas
I e devido ás demandas sociais, exige-se que em todos os ambientes haja a presença de
profissionais que promovam a acessibilidade aos surdos. Entrar em contato com uma língua
de sinais amplia sua rede de comunicação, favorece a inclusão do Surdo na sociedade,
além de valorizar sua atividade profissional.
Objetivo geral:
o Adquirir noções e identificar os conceitos básicos relacionados á UBRAS e compreender

o que é a UBRAS e saber da sua importância na fonmação da pessoa Surda.


o Tomar o indivíduo preocupado com a inclusão social, conhecendo a Cultura Surda,

bem como a importância desta língua para a comunidade Surda.


Objetivo específico:
o caracterizar as variações linguísticas, iconicidade e arbitrariedade da UBRAS.

o Aprofundar o conhecimento lexical da UBRAS e das Configurações de Mãos(CM).


Metodologia:
o Através da conversação (sinalização) em UBRAS, proporcionando aos leitores o
conhecimento da cultura e da língua de sinais.
Público alvo:
o Comunidade Surda, familiares, profissionais da educação, profissionais da área de
saúde, de recursos humanos, de igrejas, de empresas pecuenas ou grandes, professores
e instrutores Surdos, pessoas interessadas em aprender e divulgar a UBRAS.
Tempo estimado do aprendizado:
Sozinho: 40 horas. Grupo de 10 pessoas ou mais com um professor de UBRAS: 80 horas.
Prefácio
Durante muitos anos a Comunidade Surda Brasileira esteve carente de materiais educa-
cionais produzidos em língua de sinais. Temos que reronhecer que apÓSa oficialização da
UBRAS - Língua Brasileira de Sinais em 2002 (Lei: 10.436) houve um aumento na produção
de materiais visando sua disseminação entre os ouvintes e também o ensino aos próprios
surdos. Atualmente, podemos contar até mesmo com o ensino superior de Letras/UBRAS,
o que para nós é um avanço significativo se compararmos com nosso passado recente.
Embora tenhamos uma gama de materiais disponíveis em UBRAS, ainda é predso
termos como foco seu ensino de modo contextual e não em sinais isolados, O que certa-
mente possibilitará aos aprendizes uma aplicação fluente e compreensível. Dessa fomna,
sim, estaremos capacitando os usuários, tais como pais, professores e outros profissionais
a se comunicarem de modo eficaz com seus filhos, alunos e dientes surdos. Acreditamos
sinceramente que estamos avançando nesse sentido para esta realidade tão aimejada por
todos nós surdos.
Rcamos ainda mais felizes, quando vemos que os próprios surdos estão produzindo
materiais didáticos em UBRAS, pois sentem na pele a realidade dos que lhe são iguais.
Por este motivo é que parabenizamos Éden Veloso e Valded Maia pela iniciativa e coragem
de produzir este livro/material didático "Aprenda UBRAS com eficiência e rapidez'; que
certamente enriquecerá e aumentará a relação de materiais disponíveis em UBRAS, em
nosso país, com o diferencial de ser produzido por um surdo.
Meus agradedmentos em nome da Comunidade Surda Brasileira.
Profi! Ora. Karin Strobel
Surda, pedagoga e doutora na área de
Educação pela UFSC.
Autora do livro:"As imagens do outro sobre
a Cultura Surda",
Diretora-presidente da Federação Nacional
de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS),
órgão sem fins lucrativos, que atua na defesa
dos direitos das pessoas surdas.
Professora do curso de Letras/UBRAS em
Ucenciatura/bacharelado da UFSC (Universi-
dade Federal de Santa Catarina) nas seguintes
disciplinas:
-Fundamentos da Educação dos Surdos
-História da Educação dos Surdos
-Metodologia do Ensino de UBRAS como
Língua 1
-Metodologia do Ensino da Uteratura Surda
Palavra do autor
Sou Surdo profundo de nascença. Passei a minha infância e parte da adolescência
aprendendo a lalar e a entender a Língua Portuguesa, ou seja, eu fui oralizado. Em
Escola Especial, aprendi a leitura labial e a falar. Até hoje, as pessoas pensam que sou
um estrangeiro, pois tenho "sotaque". Na década de 80, os Surdos não aprendiam e
nem podiam sinalizar, pois, segundo os professores e estudiosos, isso poderia prejudicar
a aprendizagem da fala da língua oral.
Aos 1S anos de idade, aprendi LIBRAS convivendo com outros Surdos que não fre-
quentavam escolas especiais ou que vinham de lugares onde os sinais eram permitidos.
Em 2002, a comunidade Surda brasileira teve o reconhecimento legal de sua língua:
a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS - Lei n.O 10.436, de 24 de abril. A partir de então,
houve a necessidade dos ouvintes e não só dos familiares dos Surdos, aprenderem a
LIBRAS, pois, os Surdos, já estavam atuando no mercado de trabalho, estudando em
todos os níveis, em faculdades e até ministrando aulas.
Este livro é o resultado de muitos anos de luta, aprendizagem e esforço para
conseguir com que os ouvintes aprendam LIBRAS com mais rapidez e eficiência.
Atualmente, faço Letras/LIBRAS na UFSC, e ministro aulas de LIBRAS para em-
presas de pequeno, médio e grande porte na região de Curitiba. Essas experiências
me motivaram e me deram suporte para criar este material junto com o meu amigo '
Valdeci, que tem como objetivo principal inserir os ouvintes no universo dos Surdos.
Dedico este trabalho primeiramente a Deus. Pois, sem Ele, nada seria possível e
não estaríamos aqui reunidos, desfrutando, juntos, destes momentos que nos são tão
importantes.

À minha mãe Germília e meu pai


Benedito, que me deram a vida com
amor; aos meus irmãos Rafael Veloso
e Julie Veloso, e a minha filha Manon
Veloso que me incentivaram. Também
agradeço a intérprete de LIBRAS
Joseli Rosalina Simões pelo apolo na
revisão deste livro.

Obrigado,
Palavra do autor
TIVe uma infância normal, pois era uma aiança muito esperta, risonha, brincalhona e que
ouvia perfeitamente. !¥:Js2 anos de idade uma enfermidade infantil muito mmum, o sarampo,
e uma queda resultaram na perda da minha audição. Fato comprovado por médicos e que
mudou radicalmente a minha vida e a da minha famnia. !¥:Js4 anos acontece algo trágico
que entristece toda a famnia: minha mãe e minha irmã de S anos de idade sofrem grave
acidente durante uma viagem à campina Grande-PB, culminando no falecimento de ambas.
Na época, meu pai trabalhava na Policia Militar e preocupado mm minha surdez, pes-
quisou escolas para Surdos e conseguiu, por intermédio de seu comandante, três anos de
licença para viajar ao Rio de Janeiro, lugar mm mais recursos para minha educação. Estudei
numa Escola Especial para Surdos o INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos) que
era considerada a melhor instituição para Surdos do Brasil. Rquei mu~o feliz, pois descobri
que no mundo existiam outras pessoas surdas como eu. !¥:Js S anos de idade também fiz
fonoaudiologia e consegui falar algumas palavras. Em Recife-PE, na escola especial onde
aprendi llBRAS, me socializei, fiz muitas amizades e aprendi muitas coisas sobre o mundo
e a comunidade Surda.
Em 1984, conheci um amigo Surdo vindo do Rio de Janeiro que me ensinou muitos
sinais que não conhecia na época. Esse fato resultou em um grande aprendizado de vários
sinais e no contato com outros Surdos de diferentes regiões do Brasil, tudo isso me motivou
a ministrar a llBRAS para um grupo de ouvintes em João Pessoa-PB. Atualmente moro e
trabalho em Curitiba-PR.
cada autor tem um modo de
expressar suas ideias e através
desses registros fizemos este livro
que nos permitem diferentes expe-
riências no ensino da llBRAS. Para
isso foram pesquisados, filmados e
analisados detalhadamente todos os
sinais existentes, desde as formas
mais primitivas de sinalização até a
estrutura e regras gramáticais mais I

atuais da llBRAS. Após o conv~e do I

Éden para juntarmos nossas ideias,


realizei meu sonho em organizar um
livro de llBRAS, que proporcionará
ao universo dos ouvintes um melhor
aprendizado.
"Antes de tudo, quero agradecer
a Deus por ser Surdo, pela Lingua
de Sinais me dada e pela identidade
como pessoa surda!'; Ele tem aben-
çoado todos os dias da minha vida.
'Pois dEle são todas as coisas. A Ele
seja a glória para sempre! Amém:

Obrigado,

1JaUed ?1t:u4
Informações Técnicas

o que é LIBRAS?
A LIBRAS (ungua Brasileira de Sinais) teve sua origem na Língua de Sinais Francesa.
As línguas de sinais não são universais. Cada país possui sua própria língua de sinais
que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também
possui expressões que diferem de região para região (regionaiismo), o que a iegitima
ainda mais como língua.
Reconhecida peia Iinguística, a LIBRAS é composta de todos os elementos per-
tinentes às línguas orais, como a gramática, semântica, pragmática, sintaxe entre
outros, preenchendo os requisitos científicos para ser reconhecida como instrumental
linguístico de poder e força . Possui todos os elementos c1assificatórios identificáveis
de uma língua e demanda prática para seu aprendizado como qualquer outra língua.
Foi na década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas. Pesquisas
com crianças Surdas de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de
Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado
da língua oral como segunda língua para os Surdos.
A Língua de Sinais apresenta uma organização neural semelhante à língua oral, pois
se organiza no cérebro da mesma maneira que as línguas faladas.

Porque LIBRAS é uma língua?


Pesquisas sobre a LIBRAS vêm sendo desenvolvidas, mostrando que esta língua é
comparável em complexidade, expressividade e possui uma estrutura gramatical própria
como quaisquer outras línguas orais, porém, utiliza-se de outro canal comunicativo, isto
é, a visão ao invés da audição. A LIBRAS é capaz de expressar idéias sutis, complexas,
abstratas, pensamentos, poesias e humor. A LIBRAS enriquece seu vocabulário com
novos sinais introduzidos pela comunidade Surda em resposta às mudanças culturais e
aos modos de uso, que sofrem mudanças com o passar dos tempos. Os seus usuários
podem discutir filosofia, literatura, política, esportes, trabalho, etc.
A LIBRAS é a língua de sinais utilizada pelos Surdos que vivem em cidades do Brasil
onde existem comunidades Surdas, mas, além dela, há registros de uma outra língua
de sinais que é utilizada pelos índios Urubus-Kaapor, na floresta Amazônica.
A LIBRAS, como toda língua de sinais, é uma língua de modalidade gestual-visual
porque utiliza como canal ou meio de comunicação movimentos gestuais e expressões
faciais que são percebidas pela visão. Portanto, diferencia-se da Língua Portuguesa,
que é uma língua de modalidade oral-auditiva, por utilizar como canal ou meio de
comunicação sons articulados que são percebidos pelos ouvidos. Mas as diferenças
não estão somente na utilização de canais diferentes, mas, também nas estruturas
gramaticais de cada língua.
Parâmetros da LIBRAS
• Alfabeto manual: é a soletração de palavras com as mãos. É muito aconselhável
soletrar devagar, formando as palavras com nitidez. Entre as palavras soletradas é melhor
fazer uma pausa curta ou mover a mão direita para o lado esquerdo, como se estivesse
empurrando a palavra já soletrada para o lado. Normalmente o alfabeto manual é
utilizado para soletrar os nomes de pessoas, lugares, rótulos, etc., e para os vocábulos
não existentes na língua de sinais. Lembre-se que as letras do alfabeto digital representam
as letras do alfabeto oral de um país. Cada letra não significa um sinal, mas somente a
letra da lingua oral esclita .
• Dialetos sociais, regionais ou situações: A UBRAS apresenta dialetos regionais,
o que reforça o seu caráter de língua natural. Nos dialetos sociais, as valiações nas
configurações das mãos e/ou no movimento não modificam o sentido do sinal. Como
exemplo podemos citar o sinal VERDE, que é diferente no Rio de Janeiro, São Paulo e
Culitiba. São mudanças histólias que ocorrem no sinal com o passar do tempo, conforme
se modificam os costumes de cada geração que a utiliza. Como exemplo dtamos o sinal
BRANCOque já sofreu algumas alterações com o decorrer dos anos. As comunidades surdas
de diferentes regiões cliam alguns poucos sinais diferentes para as suas necessidades de
comunicação. as sinais são c1iados de acordo com a necessidade de cada grupo, porém,
há alguns sinais mais gerais que, quando c1iados, acabam sendo incorporados à língua .
• Iconicidade e arbitrariedade: A modalidade gestual visual espadal pela qual a
UBRAS é produzida e percebida pelos surdos leva, muitas vezes, as pessoas a pensarem
que todos os sinais são o desenho no ar do referente que representam. É daro que, por
decorrênda de sua natureza Iinguística, a realização de um sinai pode ser motivada pelas
características do dado da realidade a que se refere, mas isso não é uma regra. A grande
maiolia dos sinais da UBRAS é arbitrália, não mantendo relação de semelhança alguma
com seu referente .
• Sinais icônicos: são sinais que apresentam semelhança com a pessoa ou objeto a
que se referem. Alguns sinais da UBRAS também lembram a imagem do seu significado.
Ex.: TELEFONE, CfJSA, XÍCARA, COMER, CARRO, MOTO, CALOR.
as sinais icônicos não são iguais em todas as línguas. Geralmente, cada comunidade
observa diferentes aspectos do mesmo referente (pessoa, objeto, lugar. ..) e os representa
através de seus próplios sinais de forma convencional.
• Sinais: as sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento
das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de
sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:
• Configuração de mão (CM): é a forma que a mão assume durante a realização
de um sinal. Pelas pesquisas linguísticas, foi comprovado que na UBRAS existem 63
configurações de mãos, sendo que o alfabeto manual utiliza apenas 26 destas para
representar as letras (FERREIRA BRITO, 1990). Por exemplo, os sinais AVIÃO, DESCULPAR,
EVITAR, ELÉTRiCO, IDADE e PERFUME possuem a mesma configuração de mão (com a
CM "Y'i, mas são diferentes em seu ponto de articulação e movimentação .
• Ponto de articulação: é o iugar onde incide a mão predominante configurada,
ou seja, e o local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em
um espaço neutro.
• Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais EM
PÉ e SENTADO não têm movimento; Os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento .
• Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais/corporais são de
fundamental importânda para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em
língua de sinais é feita pela expressão fadal. Por exemplo, os sinais AlEGRE e TRISTE .
• Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros
adma. Assim, os verbos IR, VAMOS, VIR, VOU E VAI, opêie-se em relação à diredonalidade.

Convenções da LIBRAS
• A grafia: os sinais em UBRAS, para simplificar a demonstração, serão representados
na língua portuguesa em letra maiúscula.
Por exemplo, os sinais: CASA, CARRO, SALA.
• A datilologia (alfabeto manual): usada para expressar nomeS de pessoas,
lugares e outras palavras que não possuem sinal, estará representada pelas palavras
separadas por hífen.
Por exemplo: É-D-E-N, V-A-L-D-E-e-I.
• Os verbos: serão apresentados no infinitivo. Todas as concordândas e conjugações
estão incorporadas na sinalização.
Por exemplo, os sinais: vOCÊ GOSTAR CURSO? (Você gosta do curso?)
NOME VOC~ (Como é seu nome?), IDADE VOCÊ? (Quantos anos você tem?)
As frases obedecerão à estrutura da UBRAS, e não a da Ungua Portuguesa .
• Os pronomes pessoais: EU, VOCÊ, ELE, ELA, NÓS, VÓS, serão representados pelo
sistema de apontação. Apontar em UBRAS é culturalmente e gramaticalmente aceito.
~ Comunicando-se corretamente com os surdos

1 - Fale de frente, clara-


mente e pausadamente com o
Surdo. Uma boa articulação dos
lábios facilita a comunicação.

2 - Não olhe para o outro


lado ao conversar. O contato
visual é importante na comu-
nicação.

3 - A leitura labial se torna


mais difícil se você gesticula
muito ou tem qualquer objeto
na frente dos lábios.

4 - Ambiente claro e boa vi-


sibilidade são importantes para
um bom entendimento.
S - Não é preciso gritar. Fale
em tom de voz normal.

6 - O Surdo não pode perceber


mudanças de tons ou emoções •
através da voz.

7 - É preciso ser expressivo


para demonstrar seus sentimen-
tos.

8 - Se você não entender


o que uma pessoa Surda está
falando, não tenha vergonha
em perguntar novamente e não
perca a paciência.
9 - Peça sempre para repetir
e, se for preciso, escrever. O
mais importante é que exista a
comunicação.

10 - Se precisar falar com


uma pessoa Surda, chame a
atenção dela tocando em seu
braço.

11 - Não adianta chamar de


longe.

12 ~ Os avisos visuais são


sempre muito úteis para a in-
dependência do Surdo. Na falta
deles, o Surdo terá maiores
dificuldades.
Por isso é importante lembrar que ...

~ o É incorreto dizer SURDO-MUDO ou que o surdo é mudo. Ele não é mudo,


~ pois as pessoas Surdas não apresentam defidênda ou limitações no aparelho
fonador. Apague esta ideia. É um termo pejorativo, inadequado e sem fundamento dentífico.
Muitas pessoas Surdas não falam porque não aprenderam a falar, algumas fazem a leitura
labial e outras não. Os Surdos podem aprender a falar se forem estimulados junto ao
profissional fonoaudiólogo.
o É incorreto dizer que o Surdo é analfabeto, pois ele é "alfabetizado" em UBRAS.
o Quando quiser falar com uma pessoa Surda e ela não estiver prestando atenção em

você, acene para ela ou tocue, levemente, em seu braço.


o Quando estiver conversando com uma pessoa Surda fale de maneira clara
pronundando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua veloddade normal, a não ser
que lhe peçam para falar mais devagar.
o Use um tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar

nunca adianta.
o Fale diretamente com a pessoa, não ao lado ou atrás dela.

o Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à

boca toma impossível a leitura labial.


o Quando falar com uma pessoa Surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar
contra a luz (de uma janela, por exemplo) pois isso dificulta a visualização do seu rosto.
o Se você souber alguma língua de sinais, tente usá-Ia. Se a pessoa Surda tiver dificuldade

em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apredadas e estimuladas.


o Seja expressivo ao falar. Como as pessoas Surdas não podem ouvir mudanças de tom

de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões


fadais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você
quer dizer.
o Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual; se você desviar o

olhar a pessoa Surda pode achar que a conversa terminou.


o Se tiver dificuldade para compreender o que ela estí dizendo não se acanhe em
pedir para que repita.
o Geralmente, as pessoas Surdas não se incomodam em repetir quantas vezes for

predso para que sejam compreendidas.


o Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar!

O método não é tão importante.


o Quando a pessoa Surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa

Surda e, não ao intérprete.


o Alguns Surdos preferem a comunicação escrita, alguns usam linguagem em código e
outros preferem códigos próprios. Esses métodos podem ser lentos, requerem padênda
e concentração.
o Tente lembrar que a comunicação é importante. você pode ir tentando com perguntas

cuja as respostas sejam sim/não. Se possível, ajude o Surdo a encontrar a palavra certa.
Assim, ele não predsará de tanto esforço para passar sua mensagem.
Curiosidades sobre os Surdos e LIBRAS
o o Censo demográfico de 2000 contabilizou 5,75 milhões de pessoas surdas no

Brasil, das quais 796.344 com até 24 anos.


o No censo escolar de 2000 foi divulgada a existênda de 50 escolas espedais para

Surdos, havia 344 pessoas Surdas nas univer.;ldades brasileiras, 3% dos Surdos conduíram o 2°
grau e 0,1% concluíram o curso superior.
o Existe a esaita da UBRAS (Sign Writing). Que é parecida com o mandarim Chinês; não é

ainda usada ofidalmente pelos Surdos aqui no Brasil, porém, já vem serda pesquisada e divulgada
por estudiosos na área de linguística e é disciplina curricular na Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) no curso de l.etJas/UBRAS.
o Aproximadamente 30% dos Surdos brasileiros não apresentam um domínio satisfatório da
Língua Portuguesa. Os restantes 70% sabem ler Português mas não têm entendimento daro e
contextualizado desta língua.
o A maioria dos Surdos não possui um entendimento daro do português escrito, pois sua
língua natural é a UBRAS. É corno alguém que aprende outra língua, mas não tem a oportunidade
de praticá-Ia falarda e OlNirda.
o Existem alguns Surdos que aprenderam a falar através das vibrações vocais e a entender

o que é falado através da leitura labial. São dhamados de "oralizados".


o A pessoa Surda que tem fiuênda tanto na UBRAS como na Língua Portuguesa é considerada

tilíngue.
o Quem não é Surdo é dhamado de "ouvinte" na comunidade surda.

o A legislação brasileira para ac:es9tilidade de deficientes é uma das mais avançadas do murda.

o A legislação brasileira detenmina que os órgãos da administração pública, as empresas


prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar atendimento
prioritário em UBRAS para os Surdos (Decreto 5.296/2004).
o No Brasil, de acordo com censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

realizado em 2000, contatilizou 24,5 milhões de pessoas com defidêndas. Gestas, 15,2 milhões em
idade de trabalhar. Pela Lei nO8213/91, as empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas
a disponibilizar uma cota progressiva de 2% a 5% de suas vagas a pessoas com defidênda.
o Aproximadamente 1.053.000 crianças abaixo de 18 anos têm aigum grau de defíciênda
auditiva, com índice de prevalênda de 16,1 por 1000 (Bess e Humes 1995).
o Aproximadamente 0,1% das aianças nascem com perda auditiva severa e profunda
(Northem e Downs, 1991). Este tipo de perda auditiva é sufidentemente severa para impedir a
aquisição da língual oral através do sentido da aud~o.
o Aproximadamente 90% das crianças Surdas de graus severo e profurda são filhos de pais
ouvintes (Northem e Downs, 1991).
o Mais de 4% das aianças consideradas de alto risco são diagnosbcadas como portadoras

de defidênda auditiva de graus moderado a profundo (ASHA).


o A Língua de Sinais Portuguesa (Portugal) é Merente da UBRAS. Um Surdo de Portugal
não conseguiria comunicar-se com um Surdo brasileiro de fonma imediata; ambos teriam que
aprender a língua de sinais de cada pais.
Sugestões para quando você encontrar um Surdo ...

o Muitas pessoas ouvintes ficam confusas quando encontram o Surdo. Isso é normal.
Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto
diminui e pode até mesmo desaparecer, pois existem muitas oportunidades de convi-
vência entre pessoas Surdas e ouvintes.
o Não faça de conta que a diferença não existe! Se você relacionar-se com um
Surdo como se ele não tivesse uma diferença, vai estar ignorando uma característica
muito importante dele. Desta forma, não estará se relacionando com ele, mas com
outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
o Aceite a surdez, ela existe e você precisa levá-ia em consideração. Não subestime
as possibilidades, nem superestime as dificuidades.
o Os Surdos têm o direito, pocem e querem tomar suas próprias decisões e assumir
a responsabilidade por suas escolhas. O fato de ser Surdo não faz com que ele seja
melhor ou pior do que um ouvinte. Ele pode ter dificuldade para realizar aigumas
atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade em outras coisas. Assim
como todo mundo!
o A maioria dos Surdos não se importa em responder a perguntas, principalmente
aquelas feitas por crianças, a respeito da sua vida e de como realiza algumas tarefas.
Mas, se você não tem muita intimidade, evite fazer perguntas muito particulares.
o Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Mas sempre espere sua oferta ser aceita
antes de ajudar e, também, pergunte a forma mais adequada de fazê-lo.
o Não se ofenda se sua ajuda for recusada, pois, nem sempre os Surdos precisam
de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem
assistência.
o Se não se sentir confortável ou seguro para atender a solicitação melhor de um
Surdo, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa
que possa ajudá-lo. Você não deve ter receio de fazer ou dizer algo errado. Aja com
naturalidade e tudo dará certo.
o Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade
e bom humor nunca falha.
o Os Surdos são pessoas como você. Têm os mesmos sentimentos, receios e sonhos.
o Nunca jogue objetos ou papel amassado contra um Surdo. Se precisar falar, chame
a atenção dele(a) tocando levemente em seu braço. Se o Surdo estiver de costas tenha
o cuidado para não tocar de uma forma brusca, evitando o susto.
o Evite usar óculos de sol escuro quando for conversar com um Surdo; isso pode
dificultar a leitura de suas expressões faciais.
o Faça isso, você verá O quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver
com a diversidade!
As características do Surdo
......t..
-,..
É baseando-se nas impressões recebidas pelos sentidos, que o homem
amplia sua percepção de mundo, elabora conceitos e dá significados aos
aspectos relacionados ao pensamento e à razão.
Quando há deficiência em um dos sentidos, o mundo das experiências é afetado
de tal forma que pode dificultar uma pessoa de receber informações importantes ao
seu desenvolvimento intelectual, afetivo e social. Quando na ausência de um dos
sentidos, a experiência e a percepção são desenvolvidas de uma forma diferente, O
que acarretará características de comportamento destoantes do padrão, a não ser
que sejam dadas possibilidades de acesso a informações através de outros meios.
Para uma pessoa que é ouvinte e perde a audição numa fase adulta, ser surdo é uma
experiência muito dolorosa, pois ela conhece o valor da audição e passa a ser privada
dos muitos benefícios que a audição traz.
Para um Surdo, cuja surdez já se tornou parte da sua vida, músicas, fundo musical
num filme, buzinas de veículos, latido de um cão e tantas outras coisas que nos pas-
sam como corriqueiras, simplesmente não existem. O mundo do Surdo é basicamente
visual. Estes sons não chegam a ele e, se chegam, podem causar dores ou incômodos.
O Surdo é, antes de tudo, uma pessoa que possui as mesmas necessidades básicas
de um ouvinte, com os mesmos direitos de usufruir do seu espaço na família e na
comunidade. De um modo geral, porém, percebem-se as seguintes características:
• Não existe qualquer relação de causas/efeitos entre surdez e debilidade mental.
• Os Surdos têm uma comunicação muito rica através de gestos compreensíveis e
expressões, mas, alguns, não são compreendidos, sendo destinados ao abandono e
isoiamento, o que comprometerá o seu desenvolvimento .
• O aprendizado de uma criança surda pode ser mais lento, pois não recebe a
mesma quantidade de estímulos que uma criança ouvinte, o que prejudica a sua
perfeita formação de conceitos, necessitando, desta forma, de um ensino especiali-
zado e direcionado, em que lhe sejam permitidos todos os meios disponíveis para o
desenvolvimento de suas competências .
• Utiliza em larga escala os sentidos visuais (possuem memória fotográfica apurada,
conseguem visualizar melhor os cenários, imagem, cor, quadro, foco, luz, nitidez, notam
os detalhes dos objetos, são ótimos para observar comportamentos e ler expressões
corporais) e táteis/cinestésicos (conseguem processar suas sensações lembrando mais
de suas experiências visuais, toques, gostos, cheiros, emoções) .
• A timidez, a inibição e a desconfiança do Surdo provêm do fato dele, por vezes,
não compreender perfeitamente as conversações, os códigos acompanhados de risos,
etc, da linguagem oral. Assim, também, qualquer pessoa se sente quando está ao lado
de uma outra ou de um grupo de estrangeiros, cuja língua não domina .
• Tem grande sensibilidade aos estímulos visuais e aos movimentos e ficam muito
atentos às expressões faciais. A explosividade e agressividade de muitos Surdos estão
relacionadas à incompreensão que sentem por parte das pessoas do seu convívio,
pouco habituadas a responder pedidos feitos por uma via não-verbal.
o Os Surdos pré-Iínguais, possuem grandes dificuldades para comunicar-se sem
ser na Língua de Sinais e sua capacidade de leitura e de escrita é muito prejudicada.
o Os problemas e as necessidades dos ensurdecidos são diferentes dos Surdos
pré-linguais e, às vezes, até antagônicos.
o Em geral, ou é super protegido ou é rejeitado pelo ambiente familiar.
o O Surdo é um ser bicultural, ou seja, faz parte de um grupo cultural minoritário
e, ao mesmo tempo, participa de uma cultura majoritária, a dos ouvintes.
o Alguns Surdos sentem-se prejudicados com a maneira paternalista dos ouvintes
ao ajudá-los.
o Alguns Surdos sentem-se injustiçados, quando ouvintes resolvem decidir o modo
como devem conviver com a surdez e como devem comunicar-se.
o Embora o Surdo, supostamente, seja silencioso e habite num mundo de silêncio,
ele pode, se assim quiser, gritar bastante alto, talvez para atrair atenção de outras
pessoas. se fala, pode falar muito alto e com uma modulação precária, já que alguns
não são capazes de controlar a própria voz pelo ouvido. Finalmente, pode emitir sons
involuntários e, muitas vezes, vigorosos de vários tipos, movimentos acidentais do
sistema vocal, não intencionais, nem controlados, tendendo a acompanhar a emoção
e comunicação excitada. Esses movimentos podem ser percebidos, sempre em grupos
maiores, em relações informais, em que haja liberdade de expressão, sem censuras e
bloqueios por parte dos ouvintes que os cercam.
o O Surdo tem como primeira lingua a UBRAS e faz uso desta lingua através do

canal viso espaço gestual.


Abordagens Educacionais
Apesar de não haver levantamento aprofundado nas questões educacionais que
envolvem o desempenho escolar de pessoas Surdas brasileiras, podemos afirmar que
aproximadamente 10% dos Surdos adultos são alfabetizados em Português e a média
da leitura e da escrita dos alunos com Ensino Médio não é compatível ao seu grau de
formação. Os Jlfofissionais e a sociedade Surda reconhecem as defasagens escolares
que impedem o adulto Surdo de competir no mercado de trabalho.
Publicação e dados da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos
(FENEIS) a respeito do desempenho escolar em 1995: "Através de pesquisa realizada por
profissionais da PUC do Paraná em convênio com o Centro Nacional de Educação Especial
(CENESP) publicada em 1986, em Curitiba, constatou que o Surdo apresenta muitas
dificuldades em relação aos pré-requisitos quanto à escolaridade, e 74% não chegam
a concluir o Ensino Fundamental". Segundo a FENEIS, o Brasil tem aproximadamente
5% da população Surda total estudando em universidades e a maioria tem dificuldade
em lidar com a Língua Portuguesa escrita.
Princípios gerais para o aluno
Paraque o alunoak:arx:eum nfvelrazoávelem seudesenpenho mmunk:ativo, precisará
ter o desejo e a oportunidade de cnmunicar-se em UBRAS. f\)r isso,as orientações met0-
dológica abaixo 5efVirfu de prinápios que nortearfu o ensino/aprendizagem desta língua:
• Evite falar durante a aula:
Devido ao fato de as línguas de sinais utilizarem o canal gestual visual, muitos alunos ouvintes
ficam tentados a falar em sua língua enquanto tentam fonmular uma palavra ou frase na língua que
estão aprendendo. Esta atitude ~e ocasionar um ruído na comunicação, ou seja, uma interferênda
mútua de códigos que prejudica o processo de aprendizagem de uma segunda língua, já que cada
uma tem a sua própria estrutura gramatical.
• Use a escrita ou expressões corporais para se expressar:
Em primeiro momento, devido ao fato de não ter o domínio da língua, o aluno, motivado por
uma insegurança natural, é tentado a usar sua língua para perguntar ao professor ou aos seus
cnlegas o que não consegue aprender de imediato. Uma altemativa para evitar esta interferência
é a utilização da expressão corporal e facial a partir do cnntexto .
• Não tenha receio de errar:
O erro não deve ser entendido como uma falha, mas como um processo de aprendizagem.
Tenha segurança em si mesmo. Na comunicação o erro está presente, mas o contexto ajuda a
perceber a intenção comunicativa .
• Desperte a atenção e memória visual:
Como os falantes de línguas orais-auditivas tendem a ter sua atenção mais voltadas para este
canal, é necessário um esforço para o desenvolvimento da percepção visual do mundo. Um olhar,
uma expressão fadal, uma sutil mudança na configuração das mãos são traços que podem alterar
o sentido da mensagem .
• sempre fixe o olhar na face do emissor da mensagem:
As línguas de sinais são articuladas em um espaço neutro à frente do emissor, mas as expressões
fadais e corporais podem espedficar tipos de fIoses e expressões adverbiais. É também, considerado
falta de educação desviar o olhar durante a fala de alguém pois representa desinteresse no assunto .
• Atente-se para tudo que está acontecendo durante a aula:
Preste atenção na conversa do professor com outro aluno e na conversa de um aluno com o
outro. Tudo é aprendizado .
• Demonstre envolvimento pelo que está sendo apresentado:
Através do aceno da cabeça, expressão fadal e certo sinal o receptor demonstra ao emissor
da mensagem que está interessado, compreendendo e que este pode continuar sua sinalização
(função fática da linguagem) .
• Comunicação com colegas de classe em UBRAS:
Mesmo em horários extraclasse ou em outro contexto, pode-se sempre exercitar e aprender as
vantagens de saber uma língua de sinais JXlrexemplo: falar a distanda, ou quando a mensagem
deve ser sigilosa.
• Envolva-se com a comunidade surda:
Como todo aprendizado de língua o envolvimento com a cultura e os usuários é importanossimo.
Portanto, não basta ir às aulas e revê-Ias através dos vídeos. É preciso também buscar o convívio
com os surdos para poder interagir em UBRAS e, consequentemente, ter um melhor desempenho
linguístico.
No Egito,segundoas antigas leisjudaicas os surdoseram apenasprotegidos, mas
•C eram consideradosmmo criaturas privil"9iadas, enviadosdos deuses.
ti Aaeditava-se que eles se comunicavam em
ga segredomm os deuses.Haviaum forte sentimento
humanitário e de respeito, protegiam e tributavam
aos surdos a adoração. No entanto, os surdos tinham
vida inativa e não eram educados.
Sócrates
O filósofo grego Sócrates perguntou ao seu discípulo
Hermógenes: "Suponha que nós não tenhamos voz ou língua,
e queiramos indicar objetos um ao outro. Não deveríamos nós,
como os surdos, fazer sinais com as mãos, a cabeça e o resto do
corpo?" Hermógenes respondeu: "Como poderia ser de outra
maneira, Sócrates?" (Cratylus de Plato, discípulo e cronista).

Hipócrates
OfilósofoHipócrates,
associou a clareza da
palavra com a mobilidade
da língua, mas nada falou
sobre a audição.

o filósofo Aristóteles (384 - 322 a.C.)


Acreditava que quando uma pessoa não verbalizasse,
consequentemente não possuía linguagem e tampouco
pensamento. Dizia que: " ... de todas as sensações, é
a audição que contribuiu mais para a inteligência e o
conhecimento ... , portanto, os nascidos surdos se tornam
insensatos e naturalmente incapazes de razão". Ele
achava absurdo a intenção de ensinar o surdo a falar.

Jesus Cristo
No Novo Testamento através de Jesus.
"e trouxeram-lhe um surdo, que falava
dificilmente: e rogaram-lhe que pusesse
a mão sobre ele. E tirando-o à parte de
entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos
ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua.
Levantando os olhos ao céu, suspirou,
e disse: Efatái isto é, Abre-te. E logo se
abriram os seus ouvidos, e a prisão da
língua se desfez, e falava perfeitamente."
(Marcos 7: 32-35)

Não davam tratamento digno aos surdos, eram


sujeitos estranhos e motivo de curiosidade da
sociedade.
Aos surdos era proibido receber a comunhão
por serem considerados incapazes de confessar seus
pecados e também haviam decretos bíblicos contra
o casamento de duas pessoas surdas, só sendo
permitido aqueles que recebiam autorização do Papa.
Existiam as leis que proibiam os surdos de receber
heranças e votar e, enfim, de todos os direitos como
cidadãos.
Justiniano
Em Roma, os surdos eram consideradas pessoas
castigadas ou enfeitiçadas. A questão era resolvida
por abandono ou com a eliminação física. Jogavam
os surdos no Rio TlQer. Só se salvavam aqueles que
do rio conseguiam sobreviver ou aqueles cujos pais
os escondiam, mas era muito raro. Também faziam os
surdos de escravos obrigando-os a passar tooa a vida
dentro do moinho de trigo empurrando a manivela.
Com o Código Justiniano, começa-se a distinguir os graus de deficiência auditiva,
mas os surdos não poderiam ser educados.

Bartollo Della Marca d' Ancora


Advogado e escritor do século XIV faz a primeira
alusão à possibilidade de que o surdo possa aprender
por meio da língua de sinais ou da língua oral.

Girolamo cardano (1501 - 1576)


Médm filósofoque reconheciaa habilidadedo surdoparaa
razão. Afirmava que " ...a surdez e mudez não é o impedimento
para desenvolver a aprendizagem e que o meio melhor dos
surdos aprenderem é através da escrita .. :' e que era um crime
não instruir um surdo. Ele utilizava a língua de sinais e escrita
com os surdos. Interessou-se pelo
estudo do ouvido, nariz e cérebro
porque seu filho era surdo.

Rodolfo Agricola (1494 - 1555)


Conheceu um surdo congênito que compreendia
a escrita e se expressava através dela.

Melchor de Yebra (1526 - 1586)


Monge franciscano Yebra, de Madrid,
foi o primeiro a escrever um livro
chamado "Refugium Infirmorum", que
descreve e ilustra um alfabeto manual
da época, publicado sete anos após a
morte dele.
Yebra usava alfabeto manual para
finalidades religiosas ao promover entre
o povo surdo a compreensão de matérias
espirituais.
É um documento raro, com ilustração
de alfabeto manual da época.
Outra representação mais antiga do
Alfabeto Manual é o da figura ao lado, da
Veneza, Itália, ano 1579.
Observemos a evolução da reprodução
da imagem pela posição das letras em
três maneiras.
Nesta época, só os surdos que Fonte: Radutzky (Gravura de
conseguiam falar tinham direito à madeira extraída da obra de Cos-
herança. mas Rosselius "Theasaurus")
o nome 'Dactilologia' foi inventado por saboureaux de Fontenay, aluno surdo.
A partir daí o alfabeto manual foi introduzido em vários países com modificações,
de acordo com a ortografia linguística e cultura de cada país.
Sistema de memória de mão antigo, três variantes. Originalmente publicado em
'ThesaVJVS Artificiosae Memoriae", em Veneza .
.-'<I.~
-v'
.'-; .. ,~
"";{'~~.•• ,"~' ~'
Pedro Ponte de Léon (1520.1584)
.. ~_~,"ti ' ~'.~. Monge beneditino da Onã, na Espanha.
"Y'.'" . y't ,:
"'~1 Estabeleceu a primeira escola para surdos
.-' ...• ,.C-$'. .
•."..
• "JII."

./... .
.~ em um monastério de vaUadolid. Inicialmente
ensinava latim, grego e italiano, conceitos de
física e astronomia aos dois innãos surdos,
Francisco e Pedro Velasco, membros de uma
I importante família de aristocratas espanhóis.
Francisco conquistou o cireito de receber a
herança como marquês de Berlanger e Pedro
/.; se tomou padre com a permissão do Papa.

L.éoné mnsiderado o poirreilO professor de


surdosda HistÓlia e seu trabalho serviu de base
para diver= outros educadores surdos. O ver-
dadelO início da educação do surdo. Educava
filhos de rOOres que nasciam oom problemas
auditivos. se fossem os filhos poiroogênitDs e
não falassen, não receberiam a herança. f\:Jnce
de L.eonusava oomo melodoIogia a dadilobgia,
esaita e oralização. Mais tarde, ele aiou uma
esrola para professores de surdos.
Ele não publicou nada em vida e depois de sua morte o seu método caiu no esqueci-
mento. A tradição na época era guardar segredos soI:Keos métodos de educação de surdos.
Os monges beneditinos, na Itália, empregavam uma fonna de sirais para comunicar-se
entre eles, a fim de não violar o rígido votos de sikêndo.

Na Espanha, Bonet iniciou


a educação com outro membro
surdo da FamBia Velasco, Dom Luís,
através de sinais, treinamento da
fala e o uso de alfabeto dadilológiro.
Teve tanto sucesso que foi nomeado

t
pelo"; Henrique IV oomo "Marquês
de Frenzo':
Juan Pablo 80net publicou o primeiro livro sobre a educação de surdos em que
expunha o seu método oral, "Reduccion de las letras y arte para enseiiar a hablar
a los sordas': em Madrid, Espanha. 80net defendia também o ensino precoce do
alfabeto manual aos surdos.
Seu método serviu de base para toda Europa (Pereire: países de lín-
gua de origem latina, Amman: língua alemã, WalJis: Ilhas Britânicas).

John Bulwer (1614 - 16B4)


Médico britânico, famoso pelos seus estudos sobre
surdos. AO observar dois surdos conversarem em língua
gestual, Bulwer entendeu que a língua gestual era
essendal na educação dos surdos. Foi o primeiro inglês a
desenvotver um método de comunicação entre ouvintes
e surdos.

Tentou aiar uma academia de surdos, sem ter sido bem socedido. Em 1644, publioou
"A LJngua natural da mão e a arte da retórica manual~ que preconiza a utilização do
alfabeto manual, língua de sinais e leitura labial, ideia defendida por George Dalgamo
anos mais tarde.
John Bulwer acreditava que a língua de sinais era universal e seus elementos
constituídos icônicos. Também afinnava que a língua de sinais era capaz de expressar
os mesmos conceitos que a língua oral.

John Wallis (1616 -1703)


5eguiu os métDdosde Banet
Considerado fundador do
oralismo na Inglaterra.
Logo desistiu de ensinar o J
surdo falar. ~
Usava Língua de Sinais (ron-
siderou o seu uso importante
para ensinar OS Surdos).

George Dalgarno (1626 - 16B7)


Intelectual inglês interessado em problemas
Iinguísticos. Natural da cidade de Aberdeen
(Inglaterra), trabalhou em Oxford, em colaboração
com John Wilkins.
Dalgamo era tutor de um homem surdo que
propôs um sistema linguistico para ser usado pelos
surdos. Esse sistema ainda é usado nos E.U.A.

Johann Conrad Amman (1669 - 1724)


Médico suíço, desenvolveu e publicou um mé-
todo pedagógico da fala e da leitura labial: "Surdus
Laquens". Criou movimento oralista Alemão (surdo
era infortunado, pouco diferente dos animais). 5eguia
idéias de 80net e de Wallis.
Publicou um livro sobre modelo de educação para
surdo na Alemanha e a nível institucional, que foi
iniciado por samuel Heinicke (1729 - 1790).
"A fala tinha poderes especiais. Na
voz residia o sopro da vida, o espirito
I de Deus".
Era contra a língua de sinais - "atrofia-
va a mente". Porém, ele utilizava sinais e
o alfabeto digital como instrumento para
atingir a fala.

Jacob Rodrigues Pereire (1715 - 1780)


Foi provavelmente o primeiro professor
espanhol de surdos, o pioneiro no ensino aos
surdos na França. Oralizou a sua irmã surda
e utilizou o ensino da fala e de exercícios
auditivos com os surdos .

••••
de Ciências
reconheceu o grande progresso
alcançado por Pereire: "Não temos
nenhuma dificuldade em admitir que
a arte da leitura labial com suas
reconhecidas limitações, ( ... ) será de
grande utilidade para os outros surdos
da mesma classe, ( ... ) assim como o
alfabeto manual que o Pereire utiliza".

Samuel Heinicke (1729 - 1790)


O "Pai do método alemão" - Oralismo Puro -
iniciou as basesda filosofia oralista. Um grande valor
era atribuído somente à fala, na Alemanha.
SamuelHeinickepublicouuma obra "Observações
sobre os surdos e sobre a palavra".

Em 1778, Samuel Heinicke fundou


a primeira escola de oralismo puro
em Lípsia, uma cidade independente
do estado da Saxónia, na Alemanha.
Inicialmente a sua escola tinha 9 alunos
surdos.
Em carta, Heinickenarra: "Meus alunos são ensinados por meio de um processo
fácil e lento de fala em sua língua pátria e língua estrangeira através da voz clara e
com distintas entonações para aumentar suas habilidades de compreensão".
Chao1es Michel L'Epée (1712 - 1789)
Abade L'Epée é muito reoonheddo na história da
educação dos surdos. Conheceu duas irmãs gêmeas
surdas que se comunicavam através de gestos. Iniciou e
manteve contato com os surdos carentes e humildes que
perambulavam pela cidade de Paris, procurando aprender
seu meio de comunicação e levar a efeito os primeiros
estudos sérios sobre a língua de sinais.
Proo.Jrou instruir os surdos em sua própria casa, com
as oombina<;iies de língua de sinais e gramática francesa
sinalizada, denominada de "Sinais metódicos". L'Epée
recebeu muita crítica pelo seu trabalho, principalmente
dos educadores oralistas, entre eles, Samuel Heinicke.
Na França, Abade Charles Michel
de L'Epeé levou a efeito os primeiros
estudos sérios sobre a língua de sinais.
Defendia que a língua de sinais
constitui a linguagem natural dos
surdos e que é um verdadeiro meio de
comunicação e de desenvolvimento do
pensamento.
Publicou o primeiro dicionário de
sinais.
O abade Char1esMichel de L'Epée publicou sobre
o ensino dos surdos por meio de sinais metódicos:
~Averdadeira maneira de instruir os surdos Abade
n

colocou as regras sintáticase também o alfabeto manual


inventldo por Pablo Bonnet e estl obra foi mais tlrde
oompletada com a teoria pelo abade Roch-Ambroise
Sicard.
Em 1789, o abade Charies Michel de L'Epéemome.
Naocasião de sua morte, ele já tinha fundado 21 esooIas
para surdos na França e na Europa.

Thomas 8raidwood (1715 - 1806)


Seguiu o trabalho de Wallis (Fala: a chave da razão).
Fundou a primeira escola para correção da fala na
Europa em Edimburgo (palavras escritas - significado e
pronúncia e Leitura Orofacial (LOF) e Alfabeto digital).
Naacademia Braidwood Dumbie Hoose,
Thomas Braidwood estabeleceu a primeira
esooIa para surdos e também para crianças
incapacitadas na Inglaterra. Ele ensinava
05 surdos a pronunciar a fala das palavras,
valori2ando a leitura orofadal.
"" crianças incapacitadas eram isoladas
na sala.

o projeto de desenvolvimento das escolas especiais para crianças inválidas


se iniciou em 1750. Logo foi fundada a primeira escola particular para crianças
surdas na Inglaterra. A instituição pública de
Londres apoiava a educação das crianças surdas
incapacitadas e pobres.
Foi aberta em Bermondsey, Londres, em
1792, a instituição pública que separava os surdos
de outras crianças inválidas. As crianças pobres
que não tinham pais eram tratadas e educadas
semelhantemente aos surdos e incapacitados.

Abade Roeh Sieard (1742 - 1822)


Foi treinado por Charles Michel L'Epée para ser
professor de surdos e acabou designado a diretor da
escola. Em 1782, abriu uma escola para surdos na cidade
de Bordéus, na França. Escreveu sobre a teoria de sinais
e considerava o dicionário de sinais muito complicado.

Tommaso Silvestri (1744 - 1789)


Na Itália Abade Tommaso Silvestri, que conheceu
e aprendeu com L'Epée os métodos em 1783, fundou
a primeira escola para surdos, em Roma. A partir da
escrita das obras de Sifvestri, sabe-seque a utilização do
método foi destinado para o ensino da fala e leitura labial,
utilizando sinaiscomo a prindpal forma de comunicação.

Charles Green (1785 - 1870)


Primeiro americano na escola de Braidwood. Seu
pai lutou pela implantação de uma escola para surdos
nos EUA numa visão oralista.
Apesar do sucesso de seu filho, quando volta
aos EUA, a ide ia muda de concepção e ele começa
acreditar na Língua de Sinais.

Jean Mare Gaspard ltard (1774 - 1838)


Médico cirurgião e psiquiatra alienista francês, Jean
Marc Itard se toma médico residente do Instituto Nacional
de Surdos em Paris.
Estudou junto com Philipe Pinel, seguindo os
pensamentos do filósofo Condillac, para quem as
sensações eram a base para o conhecimento humano
e que reconhecia somente a experiênda externa como
fonte de conhecimento.
Dentro desta Oll ""IJÇão era exigida • erradicação 00 •
"diminuição" da surdez para que o surdo tivesse acesso ao
conhecimento. Com PhüiJ>'.o que era ronsiderado difereflça
passoo. 5el"reconheddo oomo doença e, portanto, passível de
tratamento para sua erradicação e • supressão do "mal". Estes
dois pilares sobre 05 quais ltlrd rnnstrói seu conhecimento
i1tIuenciaram deforma marcante. sua atuação. Para descolrt
as causas visM;s da surdez, ltlrd:
o surdo começava a ser visto, como um doente e, por isso, todas as tentativas
possíveis (e impossíveis) para erradicá-Ias eram válidas, levando ao sofrimento ou
até mesmo à morte.

Em 1821, ltard publicou o livro "Tratado das doenças do ouvido e da audição",


no qual considerava o surdo primitivo do ponto de vista emocional e intelectual. A
única esperança para "salvar" o surdo seria através do desenvolvimento da fala,
que o transformaria, e isto só poderia ser feito através de treinamento articulatório
e da restauração da audição. Se a audição fosse restaurada a fala também o seria.
Escolheualguns alunos da escola
que considerou como "JX>dendo se
beneficiar do trabalho" e realizou um
intenso treinamento auditivo (detectar
sons, percepção de ritmo, altura,
discriminação de vogais e consoantes,
ele). Todo este trenameflto não ajudoo
no desenvolvimento da fala. Passou
então a treinar a fala diretamente.
Isso fez com que os alunos falassem, mas k>go
descobriu que eles não o faziam de maneira natural e
fiuente. Sua propostl era a transformação do surdo
em ouvinte. A ausência de fala fluente não ajudou
seu propósito e ele culpou a língua de sinais usada
na escola. Após 16 anos de tentativas e experiêndas
frustradas de oralizaçãoe remediaçãoda surdez, sem
conseguir atingir os objetivos desejados,se rendeu ao
fato de que o surdo só pode ser realmeflte educado
através da língua de sinais.
Até os dias de hoje há um reflexo na
"medicalização" do surdo, na qual a surdez é tratada como uma "doença", com promessas
de rura e reabilitação.
Desenvolveu as primeiras tentativas de
educar uma criança de doze anos de idade,
chamado Victor. Afirmava que o surdo podia
ser treinado para ouvir palavras. ltard foi o
responsável pelo clássico trabalho com Victor,
mais conhecido como o "Garoto Selvagem de
Aveyron" (o menino que foi encontrado vivendo
junto com os lobos na floresta de Aveyron, no
sul da França. Aparentemente vítima de uma
tentativa de asssassinato com danos mentais
irreversíveis e deixada na floresta para morrer).
Reo:Jnhecido oomo o primeiro estudKlso a usar métodos sistematizados para O ensino
de deficientes, ele estava certo de que a inteligência de seu aiuno era educável.
Comparou o comportamento deste semelhante a um animal por falta de
socialização e educação.
Apesar de não ter obtido sucesso com o
"selvagem" em relação à língua francesa, tentoo
provar que o senso de memória de Victor era
apuradíssimo. Seu pupilo chegou a aprender a
pronundar apenas a expressão "Oh Dieu" e não
ficou provado se ele reconhecia corno palavras
o que estava escrevendo.

Não conseguir dar a Victor a habilidade


para falar foi a grande frustração de ltard, cuja
reputação de médico sofreu um pouco, mas
influenciou a educação especial com o seu
programa de adaptação ao ambiente. Mnmava
que o ensino de língua de sinais implicava no
estímulo da percepção da memória, da atenção
e dos sentidos.

Desde que foram escritos, entre 1801 e 1805, os relatórios de Jean ltard têm
conhecido sucessivos eclipses seguidos de redescobertas.
Narrativa datada de quase duzentos anos, os relatórios de Jean ltard continuam
extremamente atuais e provocadores.
Joseph Marie Baron de Gérando (1772 -1842)
Acreditava na superioOOadehumana 00s europeus sobre OS
outros povos, que rolSiderava "selvagens': Era dma- adminis-
trativo do lnstitlJtD Nacional de Surdos de Paris. Nomeia DesUé
Orú,""ireaxno diretor da esroIa - Ordinaire não entendia nada
de surdez e isso fadlitoo a manipulação de Gérando. U!Jlizava
na esroIa OS primeiros métodos de ltard para treinar a rala
dos surdos. Substituiu os pofESSOfes surdos por pioí'essoies
OlNintEs e OSsilais teriam que ser banidos da educação - não
conseguindo o que almejou, mudou de pensamento e a
metodologia, utilizando a Ungua de Sinais.

Thomas Hopkins Gallaudet (1787 - 1851)


Em Hartford, nos Estados unidos, o reverendo observava
as crianças brincando no seu jardim quando percebeu que
uma menina, Alice Gogsv.<!II,não participa'la das_
por ser surda e era rejeitada das demais crianças. Gallaudet
fioou profundamente lDGldo pelo mutismo de Alice e pelo
rato de ela não ter uma esroIa para frequentar, pois na época
não h<Ma nenhuma esroIa para surdos nos Estados Unidos.
Gallaudet tentou ensinar-lhe
pessoalmente e juntamente
com o pai da menina, o
Dr. Masson Rtch GogsweJl.
Gallaudet pensou na
~ possibilidade de criar
~ uma esroIa para surdos.
Thomas parte à Europa para blB::ar métOOos de
ensiro aos surdos. Na Ing~, Thomas foi oonhecer
o trabalho reali2ado por Braidwood, na escola "watson's
Asyium" (na escola os métOOos eram secretos, caros e
dumentlmente guardados) usavam a língua oral na
educação dos surdos. fI:lrán, foi impedido e rerusaram-
lhe a expor a metodologia. Não tendo outra opção,
Thomas partiu para a França onde permarereu durante
vários meses para aprender o rné\OOoe irnpressico:JlJ-
rom a língua de sinais usada pelo abade Si<ard.
Thomas \dtl à Arrérica trazendo o professor surdo
laurent Oen; melhor aJuro do "InstituID Nacional para
SUrdos'; de Paris.
Durante a travessia de 52dias na viagem de \dtl
aos Estados Unidos, laurent Oen: ensirou a língua de
sinais para Gallaudet, que por sua vez. lhe ensirou o
inglês.
Thomas e Laurente Gere fundam no dia 15 de
abfil de 1817 a primeira escola permanente para surdos
dos Estados Unidos, em Hartfu<d (CmnediaJt) para
educação e ensiro de pessoassudas. O SlJCe$()i~
da escola I<wu à abertJJra de outras esooias de surdos
nos EstadosUnidos. Quase tOOosos jJi clessaes ouvintes
e surdosjá eram usuáriosfluentes em língua de sinais.

Lewis Weld (1796 - 1853)


wek:l vai à Europa, onde utilizavam sinais para educar
OS surdos. Retoma aos EUA e condui que OS sinais
não deveriam ser abolidos. Porém, surge o oralismo e
treinamento da l.ertlJra Orofacial (LOF) para quem tivesse
oondição de aprender.
É criada a primeira escola oralista, uma lnstillJição
em Northampton (Massachusetl5) para crianças de are 10
anos. Após esta idade, as crianças iriam à esoola Hartfu<d
rode estava sendo implantado o oralismo nos EUA. A
tentativa de oralização e Leitura Orofadal (LOF) não teve
bons resultados.

Alexander Melville Bell (1B19 - 1905)


Professor de surdos, especialista em problemas
auditivos, queria criar o que chamava de "Fala
visível" ou "Unguagem vísivel", sistema que utilizava
desenhos dos lábios, garganta, língua, dentes e
palato para que os surdos repetissem OSmovimentos
e os sons indicados pelo professor.
Era um conjunto de símbolos, cada qual
representando a posição da boca na pronúnda das
vogais e consoantes.
Experimentou construir um instrumento capaz de receber um som e de desenhar
uma figura que dependesse das características acústicas do som recebido, mas o
aparelho não passou de um invento curioso.
Em 1871, Alexander Melville 8011 foi oonvidado a treinar professores de uma escola
de surdos em Boston, para ensinar o método de pronúncia. No ano seguinte Bel! abriu
sua próp<ia escola para surdos e depois se torrou professor da Universidade de Boston.
Nessa época, oorreçou a se interessar por
telegrafia e a esb..dar modos de usar a eIelJiddade
para lJansmitir sons e oonstruiu uma reprodução
do aparelho fonador. Numa caveira, montou um
bJbo, com "cordas vocálicas~ palato, língua,
dentEs e lábios. Com um fole, os surdos sopravam
a traquéia e a caveira balbudava "ma-ma H
,

imitando uma criança.

Entre os anos 1870 e 1890, Alex:ander


publicou vários artigos criticando casamentos
entre pessoas surdas, a culbJra surda e as
escolas residenciais para surdos, alegando
serem fatores de isolamento dos surdos. Ele
era contra a língua de sinais , argumentando
que a mesma não propiciava o desenvolvimento
intelectual dos surdos.
Em 1873, Alexander deu aulas de fisiologia
da voz para surdos na Universidade de Boston.
Lá ele conheceu a surda Mabel Gardiner
Alexander e Mabel Hulbard, com quem se casou no ano 1877.
1 Eduard Huet (1822 • 1882)
Professor surdo francês com mestrado em Paris.
O1ega ao Brasil sob aprovação do imperador Dom Pedra
U, com a intenção de abrir uma escola para inidar um
trabalho de educação de pessoas surdas.
No Brasil, até
no final do século
XV, os surdos
eram considerados
ineducáveis, porém
surgem as novas
doutrinas sobre a
educação dos surdos
vindas da Europa.

Em 1861, Huet foi embora do Brasil devido


aos seus problemas pessoais, para Iedonar aos
surdos no México. Neste período, o INES passou
a ser dirigido por Frei do carmo, substituído
posteriormente por Ernesto do Prado Seixa.
~ Em 1862, foi contratado para cargo de diretor
- ;;..r h~~ do INES, Rio de Janera, o Or. Manoel Magalhães
Couto, que não tinha experiência na educação
com os surdos.
Em 1868, após a inspeção governamentai,
o INES foi considerado um asilo de surdos. O Dr.
Manoei Magalhães é demitido e o Sr. Tobias Lette
assume a direção.
Em 1875, um ex-aluno do INES, Aausino José da Gama, aos 18 anos, publicou
"Imnografia dos Sinais dos Surdos': ou seja, a mação dos símbolos, o primeiro dicionário
de iíngua de sinais no Brasil.
Horace Mann (1796 • 1859)
Samuel Howe (1801 - 1876)
Políticos, filantropos e adversários
do uso dos sinais. Tiveram grande
influência no processo de eliminação
do uso da Ungua de Sinais nos EUA.
Em 1844, Harare Mann visitou escolas
na Prússia, saxônia e Holanda - viu a
linha oralista pura e se espantou com os
Horace Mann surdosque podiam falar.
Não podia avaliar a qualidade da linguagem dos surdos, pois não havia visto antes
nenhum surdo, tampouco conhecia as fonnas de trabalho e suas fundamentações.
Devido ao relatório de Horace Mann,
o conselho da Escola Hartford enviou um
representante à Europa para verificar a
situação da educação do surdo em alguns
países. Descobriu que os professores
usavam fala e sinais, e que a fala da
maioria dos alunos era in inteligível,
apesar de muito tempo ser gasto com
este treinamento.
Samuel Howe insistia na necessidade de
oralização dos surdos. Nesta época, a educação
com sinais trazia excelentes resultados. Mas para
Howe, devido a interesses pessoais envolvidos,
os surdos estavam, através da educação por
sinais, ficando segregados. Isto deveria ser
'" evitado e os surdos deveriam ser educados para
serem iguais aos ouvintes.
Com ajuda política montou uma escola oralista e, apesar de ver que as tentativas
puramente oralistas não tinham dado certo nos EUA, justificava que "até aquele
momento os diretores estavam trabalhando com métodos antigos, usando sinais e
fala". Dizia que as crianças deveriam ser colocadas em casas de famílias ouvintes,
com um método exclusivamente oral e o sucesso estaria garantido.
Ha.Ye também era contra o casamento e!1tre
surdos, pois dizia que era muito pergoso ""'"""""
fillos 9JrOOs.
Fundou em 1867 a C1ark Institution e
Northampton (Massachussets). A escola proibia
todos os sinais e estava estabelecido o oralismo
nos EUA.

Laura Redden (1840 - 1923)


Ficou surda aos dez anos devido a um ataque
de meningite, que também lhe prejudicou a fala.
Quando queria se comunicar recorria à escrita.
Em 1859, começou como ajudante de redação. E
inidou uma carreira de jornalista, biógrafa e poetisa.
Durante a Guerra Ovil usou o pseudônimo de
Howard Glyndon e nenhum dos seus leitores sabia
que ela era a primeira mulher surda no campo
jornalístico e da literatura.
Quando a guerra terminou, foi para a Europa, onde aprendeu francês, italiano,
alemão e espanhol. A sua veia poética e jornalística foi reconhecida pelos seus pares.

Edward Miner Gallaudet (1837 - 1917)


Considerado o pedagogo mais famoso, pois fundou a
primeira Universidade Nadonal para Surdos, a "Universidade
Gallaudet" em Washington, Estados Unidos.
O sonho do pai de Thomas Hopkins Gallaudet foi
realizado pelo filho Edward, é a única universidade do mundo
cujos programas são desenvolvidos para pessoas surdas.
É uma instituição privada que conta com o apoio direto do
congresso desse pais.
Edward Miner Gallaudet foi à Europa investigar as escolas em
Conclusão: método combinado (Língua de Sinais e Oralismo).
Retoma aos EUA e em assembléia sugere a
escola elementar para surdos, melhor treinamento
para os professores, livros-textos, utilizar mais o
inglês escrito nos últimos anos de escola, uso de
leitura Orofadal (LOF) e treinamento de articulação
para aqueles que tinham condições de aprender.
Laurent Gerc morre nesta época, quando o Oralismo
atinge seu auge (ele lutava pelos sinais).

Helen Adams Keller (1880 - 1968)


Foi escritora, conferencista e ativista social
estadunidense, nascida no Alabama. Foi um dos maiores
exemplos de que as deficiências sensoriais não são
obstáculos para se obter sucesso. Helen Keller foi uma
extraordinária mulher, com várias modalidades de
defidência. Rcou cega e surda desde tenra idade, devido
a uma doença diagnosticada na época como febre cerebral
(hoje, acredita-se que tenha sido escarlatina.
Helen Keller tinha menos de 2 anos de idade quando ficou
cega devido a uma febre intensa. Pouco tempo depois, perdeu
também a audição. Ela aprendeu a fazer pequenas coisas, mas
percebeu que lhe faltava algo. "Às vezes, eu ficava parada entre
duas pessoas que estavam conversando e tocava seus lábios.
Como não conseguia entender o que diziam, ficava irritada.
Em algumas ocasiões, isso me deixava tão brava que gritava
e esperneava até a exaustãoN
, escreveu Keller.
Entendo bem a sua raiva. Como fui um bebê prematuro de
sete meses, me puseram numa incubadora.
Naquela época, costumava-se despejar uma
grande quantidade de oxigênio sobre o bebê, uma
té<nica que, desde então, os médicos aprenderam a
usar com extrema cautela. Como resultado, perdi a
visão. Fui estudar numa escola pública para defidentes
vtsuais, mas o sistema braile não fazia sentido para mim.
Eu achava esquisito o conceito das palavras. l.embro-me
de apanhar e ser insultada. Para Hellen, foi ainda mais
difidl: Ela era cega e surda.
Posso dizer a palavra "ver':. consigo falar a língua
daqueles que enxergam. Isso se deve às primeiras
conquistas de Hellen Keller, que provou que a língua
pode ser a maneira de os cegos e surdos se tomarem
mais independentes. E como ela lutou para dominá-Ia.
No livro Midstraim, ela descreve sua frustração com o
alfabeto, com a linguagem dos surdos e até mesmo
com a velocidade com que seu professor soletrava as
palavras, desenhando-as na palma da mão. Ela era
ávida por conhecê-las.
Eu me lembro de como me sentia estimulada pelos
livros, depois que finalmente consegui aprender em
braile. Aquela escola era, para mim, como um orfanato.
Mas as palavras, para ela, e, no meu caso, a música,
romperam o silêndo.
Keller conseguiu provar que, com a linguagem, era capaz de se comunicar com O
mundo dos 5OI1S e das imagens. Sou uma das benefíaciárias de seu esforço: decidi por
conta própria sair da escola de cegos e pude frequentar uma escola pública comum a
partir dos 11 anos. "Hoje sou cantora de jazz'; escreveu Keller.
Por mais milagroso que pareça o aprendizado de uma linguagem, a conquista de Ke/Ier
é resultado de um trabalho conjunto com Anne Sullivan, sua professora, companheira e
protetora. Sua maior realização veio depois da morte de Sullivan, em 1936.

Nos 32 anos seguintes, para surpresa daqLeles


que apenas conhecem o seu livro 'The Mirade
Worker', Keller atuou em muitas outras áreas.
"Meu trabalho com os cegos é apenas parte do
que eu sou. Sou soIkJária com todos aqLeles que
lutam por justiça", escreveu. Ela foi uma incansável
ativista pela igualdade entre os sexos e pelos
direitosraciais.
Keller gostava de estar diante do público. Ela
escreveu que adorava a onda de calor humano
pulsando ao seu redor. Foi por isso que aprendeu a
falar e discursa, Os cegos, mais do que aqueles que
conseguem ver, precisam ser tocados.
Olhar alguém nos olhos é o mesmo que um toque
físico. Quando me apresento, tenho esse tipo de
sensação com o meu público. Hellen Keller deve ter
sentido o mesmo-ela foi nossa primeira grande estrela.
SUperou todos os obstáQJlos, tomand<rse uma
das mais notáveis personalidadesdo nosso séaJlo. Ela
sentia as ondulações dos pássaros através dos cascos
e galhos das árwres de algum parque onde passeava.
L Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e
conferencista, uma personagem famosa pelo
extenso trabalho
que desenvolveu em
favor das pessoas
com necessidades
especiais.
Helen Keller
se encontra com
o casal Alexander
Grahn 8011
e Mabel (surda).
---
Helen e o
presidente John
Kennedy

CONGRfSSO DE MILÃO - IMPÉRIO


ORAUSTA
Havia representantes da Fr1lnça, Itália,
Grã-Bretanha, EUA, canadá, Bélgica, Suécia
e Rússia. Apenas um surdo partidpou do
Congresso.
O Congresso não discutiu diretamente
os métodos de ensino para pessoas surdas.
O interesse era reafirmar a necessidade de substituição da
língua de sinais pela língua oral nacional. Foram retomados velhos
ptindpios de Aristóteles que dizia:
••... a fata viva é o privilégio do homem, o único e correto
veículo do pensamento, a dádiva divina, da qual foi dito
verdadeiramente: a fala é a expressão da alma, como a alma
é a expressão do pensamento divino.n Foram colocadas as
vantagens da fala e abolidos romplelamente os sinais. A língua
de sinais, em todas as suas formas, foi proibida ofidalmente,
estigmatizada alegando que a mesma destruía a
capacidade da fala dos surdos, argumentando que os
surdos são "preguiçosos" para falar, preferindo usar a
língua de sinais.
o domínio da Ungua Oral pelo surdo passou a ser
uma condição de aceitação dentro de uma comunidade
majoritária.
Edward Gallaudet, presente no rongresso, defendeu
o sistema combinado (oralidade e língua de sinais) mas
não foi ouvido.
As resoluções mais importantes do Congresso foram
as seguintes:
1. Dada a superioridade incontestável da fala
sobre os sinais para reintegrar os surdos na vida social
e para dar-lhes maior facilidade de linguagem, (este
Congresso) declara que o método de articulação deve
ter preferência sobre o de sinais na instrução e educação
dos surdos.
2. O método oral puro deve ser preferido porque o uso simultâneo de sinais e
fala tem a desvantagem de prejudicar a fala, a leitura oro-facial e a precisão de ideias.
Palavras de G. Ferreri (líder dos educadores italianos surdos) para um jornal de
educação do surdo: "Eu sempre declarei que os surdos, mesmo aqueles instruidos,
não jXX1em ser colocados no mesmo lugar dos seus educadores ouvintes ... Posto
que lhes falta, desde a mais tenra infância, o elemento que forma a inteligência, isto
é, a língua mãe, eles permanecem para sempre inferiores no seu desenvolvimento
psiroiógico, mesmo quando o mais paciente e habilidoso professor lhe transmite a fala.
G. Ferreri ainda afirma que os surdos privados de uma educação que lhes daria
uma apreciação dara e exata da grande dádiva da fala, persistem em considerar
como uma língua natural a sua mímica violenta e espasmódica, que pode, na melhor
das hipóteses, simplesmente estabelecer Oseu parentesco com os famosos primatas.
Após o Congresso de Milão, o oralismo puro invadiu a Europa. Começa o desejo
do educador de ter o controle total das salas e não se sujeitar a dividir O seu papel
com um professor surdo. É a não valorização do surdo enquanto elemento capaz
de educar e decidir.
Urna das consequências do Congresso de Milão foi a demissão dos professores
surdos e a sua eliminação como educadores.
Era a forma de impedir que eles pudessem ter qualquer tipo de forr;a em organizar
manifestações ou propostas que fossem contra o oralismo.
O congresso de Milão transformou a fala de urna comunicação em uma finalidade
da educação.
A Itália aprovou o oralismo para facilitar o projeto geral de alfabetização d::>
país, eliminando um fator de desvio linguístico. As ciências humanas e pedagógicas
aprovaram porque o oralismo respeitava a concepção filosófica Aristotélica em que
o mundo das ide ias, abstrações e da razão é representado pela palavra, enquanto
o mundo do concreto e do material é
através dos sinais.
Alexander Graham BeU teve
grande influência neste congresso. O
congresso foi organizado, patrocinado
e conduzido por muitos especialistas
ouvintes na área de surdez, todos
defensores do oralismo puro (a
maioria já havia empenhado muito
antes do congresso em fazer
prevalecer o método oral puro no
ensino dos surdos).
1° CXlNGRESSO1NTffiNAOONAl DOS SURDOS-l889, PARlS. Foi prodamado: " ..•
a infalibilidade do método de Abbé l'Epée que, sem exduir o uso da fala, reconhece a
língua manual oomo o instrume1to mais apropriado para desen\dver o intelecto do SUrdo.
}O CXlNGRESSO- OiICAGO - 1893
]O CXlNGRESSO- G~A - 1896
Decidiu a favor do sistema combinado de instrução.
4° CXlNGRESSO- PARlS - 1900
Os SUrdosti>eam reuniões """,radas dos ouvintes, pois muitos dos educadores oralislDs
presentes não aprovaram a presença de surdos nas discussões.
Século XX - Já no CDrl'"'9Jdo séaJlo XX surgem os primeiros relatos dos insu<:esSQSdo
oralismo puro. Um inspetor geral de Milão des<reveu que o nível de fala e de aprendizado
da leitura e esaitl dos surdos após sete a oito anos de escolaridade era muito ruim, sendo
que estes surdos não estavam preparados para uma função, a não "'" como sapateiros
00 costureiros.
Na França isto também foi notado. Os surdos edUG3dos no
aalismo tinham uma fala ininteligível.
Dois psicólogos, AIfred Binele TheodoroSimon (1910), realizam
a primeira avaliação sisteinática da educação do surdo em duas
instituições fioncesas, oonduindo que a educação oralista não
pemlitia que eles oonseguis,.,,-n trabalho, trocassem _ com
estranhos e tivessem uma oonversa real com aqueles pertEncentes
as suas relações pessoais.
Todos os que não progrediam na oralidade eram oonsi:lerados
deficientes mentais com necessidades especiais. Depois do Congresso de Milão, o
ronceito de surdo pas:soo para "deficiente~ defendido pelo modelo médico. Vem então a
desGlractelização do surdo oomo drferente e a sua caracterização como anormal, como
sujeito (indelinido) a "'" tratado e wrado, ncapaz de respoOOeraquilo que era esperado dele.
Antônio Pitanga
O e50Jltor surdo pemambucano, formado pela Escola de Belas Artes, foi vencedor
dos prêmios: Medalha de prata (e5OJltura Menino sorrindo), Medalha de ouro (e5OJltura
Ícaro) e o prêmio viagem à Europa (com a e50Jltura Paraguassu).

Vicente de Paulo Penido Burnier


O surdo Vicente de Paulo foi ordenado como padre no dia
, 22 de setembro. Ele esperou durante três anos uma liberação do
Papa da Lei Direito canônico, que na época proibiam os surdos
se tomarem padre.
William Stokoe (1919 - 2000)
Estudioso que pesquisou extensivamente a Língua Gestual
Americana enquanto trabalhava na Universidade Gallaudet. De 1955
a 1970, trabalhou como professor e chefe do departamento de inglês,
na universidade. Publicou Estrutura da Língua Gestual e foi co-autor
de um Dicionário de Língua Gestual Americana sobre Princípios
Unguislicos (1965). A publicação de sua obra, foi fundamental na
mudança da percepção da ASL como uma versão simplificada ou
incompleta do inglês para o de uma complexa e próspera língua
natural, com uma sintaxe e gramática independentes, fundonais
e poderosas como qualquer língua falada no mundo. Ele levantou
o prestígio da ASL nos círculos acadêmicos e pedagógicos,
provando que ela tinha valor linguístico semelhante às línguas
orais e que aJmpria as mesmas funções, com possibilidades de
expressão em qualquer nível de abstração.
Realizou estudos comparados entre filhos surdos de pais
surdos (FSPS) e filhos surdos de pais ouvintes (FSPO), conduindo que:
FSPS: tinham desenvolvimento escolar melhor que seus colegas FSPO, sem
detrimento no desenvolvimento da fala e da leitura oro-facial.
Stevenson (1964) e Meadow (1966) concluíram que os FSPS eram superiores aos
FSPO em realização acadêmica, matemática, leitura e escrita, vocabulário, sem
diferenças na fala e na leitura oro-facial. Como resultado destas pesquisas conduiu-
se que os Sinais não prejudicavam o desenvolvimento das crianças surdas, mas, ao
contrário, ajudava-as no desenvolvimento escolar, sem prejuízo para as habilidades orais.
Durante quase cem anos existiu o então chamado "império oralista", e foi em
1971, no Congresso Mundial de Surdos, em Paris, que a Língua de Sinais passou a
ser novamente valorizada. Nesse congresso foram também discutidos resultados de
pesquisas realizadas nos EUA sobre "comunicação total".
No ano de 1975, por ocasião do congresso seguinte, realizado em Washington, já
era evidente a conscientização de que um século de oralismo dominante não selViu
como solução para e educação de surdos.
A constatação de que os surdos eram subeducados com o enfoque oralista puro e de
que a aquisição da língua oral deixava muito a desejar; além da realidade inquestionável
de que a comunicação gestual nunca deixou de existir entre os surdos, fez com que
uma nova época se inidasse no processo educativo dos surdos.
Os trabalhos de Danielle Bouvet, em Paris, publicados em 1981, e as pesquisas
realizadas na Suécia e Dinamarca, na mesma época, introduzem o enfoque bilingue na
educação do individuo surdo.

Jorge Sérgio l. Guimãres


O surdo brasileiro publicou no Rio de Janeiro o livro "Até onde vai o Surdo'~ no
qual narra suas experiências em forma de crônicas.
__ c.••••.
Eugênio Oates
A Universidade Gallaudet adotou a
Comunicação Total.
O padre americano Eugênio Oates publicou no
Brasil "Linguagem das Mãos", que contém 1258
sinais fotografados.

f EnEIDA Grupo de profissionais ouvintes cria a Feneida,


organização que implantou seus ideais de reabilitação
dos deficientes auditivos. Por isso, o nome da instituição
era Federação Nacional de Educação e Integração dos

--
Confederação Brasileira
de Desportos dos Surdos
r ~.
Defidentes Auditivos.

Foi fundada a (BDS • Confederação Brasileira de


Desportos dos Surdos no dia 17 de novembro de 1984
em São Paulo na ocasião Mário Júlio de Mattos Pimentel
(surdo) foi eleito o primeiro presidente da CBOS.

Estreou o filme Children of a


Lesser God - "Os Filhos do Silêndo':
na qual pela primeira vez uma atriz
surda norte-americana, Marlee Beth
Matlin (nascida em 24 de agosto de
1%5) conquistou o globo de ouro e
o Oscar de melhor atriz dramática
nos Estados Unidos (aos 20 anos, a
mais jovem a ganhar o prêmio), ao
contracenar com o seu marido na
época, o ator William Hurt.
Ma~in pefdeu 80% da audição do ouvido direito e esquerdo, quando
ainda era bebê (aos 18 meses de vida) devido à doença exantema súbito
(Roseola infantum). Ela fez seu primeiro trabalho quando ~nha 7 anos,
como !Jorothy, numa versão para o teatro da peça "O maravilhoso
mágico de Oz ", e continuou a participar do mesmo grupo de teatro.
Matlin trabalhou em vários seriados como: Reasonable Doubts,
lhe west Wing, Blue '5 Oues, 5einfeld, Desperate Housewives, Law &
Order: Special VlClims Uni! e Picket Fences.

Foi fundada a Feneis - Federação Nacional de Educação


e Integração dos Surdos, no Rio de Janeiro - Brasil, sendo
uma reestruturação da antiga ex-Feneida.
A Feneis conquistou a sua sede própria no dia 8 de janeiro
de 1993, Rio de Janeiro - Brasil.

Closed (aption (acesso à exibição de legenda na televisão) foi iniciado pela primeira
vez no Brasil, na emissora Rede Globo, no Jornal Nacional do mês de setembro. A
legenda oculta descreve além das falas dos atores ou apresentadores qualquer outro
som presente na cena: palmas, passos, trovões, música, risos etc.
NO primeiro método utilizado no SBT e na Globo, os sons são registrados por
um estenotipista (através de um estenótipo eletrônico) treinado para digitar em alta
velocidade, usando um teclado especial que representa letras e grupos de fonemas.
O estenotipista registra o que ouve no mesmo momento em que o telespectador
assiste ao programa em seu televisor.

Inicia-se também o primeiro curso universitário de lETRAS/UBRAS Bacharelado


(formação de tradutores e intérpretes) em Florianópolis. se.
Este livro é composto pelo

alfabeto manual da LIBRAS e alguns

sinais corriqueiros,

ou seja,

são os sinais mais

usados no dia a dia com os quais

você poderá conversar e aprender

com mais fluência.

Sua utilidade é de

grande importância

pois trata-se de mais um

recurso para o aprendizado desta Iingua,

permitindo uma boa comunicação

entre ouvintes e Surdos.

Esta é a língua natural do Surdo,

portanto, devemos respeitá-Ia

em seus aspectos

funcionais e culturais.

Seja você também um amigo e

integrante da comunidade

Surda, aceitando e aprendendo

a língua Brasíleira de Sinais.


LIÇÃO 1

Cymprimentos; Não ver Ficar


Desculpar Afastar
Oi Entrar
Começar
Bom / Boa Sair
Falar
Amanhã Explicar
calar
Dia Treinar
Seguir em frente
Manhã Reunir
Entender
Tarde
Não entender Vocabylário extra:
Noite
Abrir a garrafa
Tudo bem Reunião
Abrir
Por favor Sono
Fechar
Com licença Não
Abrir a porta
Obrigado( a) Sim
Fecha r a porta
De nada Nome
Abrir a janela
Tchau Curso
Fechar a janela
Final de semana Secretaria
Acender a luz
Adeus Mais ou menos
Apagar a luz
Até / Final Talvez
Fechar a tampa
pronomes; Acender a vela Bem
Apagar a vela Folga
Eu Férias
Você Acender o farol
Apagar o farol Feriado
Ele / Ela Aqui
Nós Acender o fogo
Apagar o fogo Hora
Vós / Vocês Minuto
Nosso / Nossa Acender o isqueiro
Acostumar Segundo
Tudo Ano
Todos Brincar (brincadeira)
Bater Coisa
Seu / Sua / Teu / Tua Assim
Lá Bater (porta)
Bater (su rra) Rápido
Comigo Demora
Meu / Minha Bater (pancadas)
Bater o carro Como
Verbos; Acordar Lindo(a)
Bonito(a)
Pedir Despertar
Dormir Feio(a)
Querer Eficaz / Eficiente
Não querer Sonhar
Ver / Olhar Imaginar

Veja o OVO de LIBRAS Total 103 Sinais


Você Ele I Ela
IApagar a luz IFechar a tampa IAcender a vela I
11
iSecretaria IMais ou menos ITalvez I
11
Eficaz I Eficiente

11
Diálogo da Lição 1

o diálogo desta lição tem por objetivo contextualizar o vocabulário visto, simulando
o primeiro contato de uma pessoa Surda com o SENAI. Abaixo, uma pessoa (Surda) de
nome Éden se dirige à portaria do SENAI para obter as primeiras informações sobre
cursos e matrículas.

(Éden): - Boa tarde, tudo bem?

(Porteiro): - Boa ta rde, tudo bem!

(Éden): - Aqui S-E-N-A-j?

(Porteiro): - Sim.

(Éden): - Eu quero curso.

(Porteiro): - Você seguir-em-frente ver secretaria, ela explicar curso você.

(Éden): - Obrigado.

(Porteiro): - De-nada.

(Éden): - Com-licença! Oi, tudo bem?


(Secretária): - Oi, tudo bem!
(Éden): - Quero curso Libras.
(Secretária): - Nome você?
(Éden): - Nome: É-D-E-N V-E-L-O-S-O

(Secretária): - Desculpa, não entendi.


(Éden): - É-D-E-N V-E-L-O-S-O (digitando devagar)

(Secretária): - Ok, entendi! Você começar curso Libras amanhã manhã e


noite.

(Éden): - Obrigado, tchau.


(Secretária): - De-nada, tchau.
Cursos, Verbos e
Vocabulário extra.

Cursos; Levantar Andar


Levantar (em pé) Acompanhar
Alimentos
Levantar (a cabeça) Nascer
Mecânico de automóveis
Sumir Matar
Confecção
Seguir Abismar
Gráfica
Combinar (combinação) Admirar
Transportes
Informática
Combinar (compromisso) Ir
Marcar Vocabulário extrai
Marcenaria
Eletricidade Sentar
Esperto
Segurança de trabalho Subir
Vou
Construção civil Subir escada
Vai
Descer escada
Serralheria Reais
Viver / Vida
Meio ambiente Centavos
Existir
Verbos; Destruir
À vista
Quanto custa?
Conversar Deixar (renunciar)
Parcelado
Pensar Deixar (permitir)
Pagar
Saber Amarrar
Caro
Não saber / Não sei Crescer
Barato
Ter Aliviar
Aumentar (tamanho)

Não ter
Ou
Dar Diminuir (tamanho)
Rua
Fingir Aumentar (valor)
Onde
Chamar Diminuir (valor)
Já foi (já era)
Mandar Perceber
Certo
Fazer Acreditar
Errado
Abraçar Confiar
Número
Morar Desconfiar
Inscrição
Amar Trocar
Também
Comprar Incomodar / Amolar
Pronto
Pagar Fofocar
Antes
Voltar Sofrer
Depois
Vir / Vamos Completar / Concluir
Vender Superar

Veja o OVO de LIBRAS Total 96 Sinais


Fazer IAbraçar
Subir

11
IPerceber IAcreditar IConfiar

IDesconfiar Ilncomodar I Amolarl

11
ICaro Barato Já

11
jPronto

li
Diálogo da Lição 2

Dando rnntinuidade ao diálogo da lição anterior, Éden, Surdo interessado nos cursos do
SENAI, segue as instruções do porteiro e se dirige à secretaria do SENAI para informar-se
sobre os cursos e matrícula.

(Éden): - Bom dia.

(Secretário): - Bom dia.

(Éden): - Quero saber curso?


(Secretário): - Tem curso: informática, eletricidade, costura, mecânico de

automóveis, marcenaria, serralheira, segurança de trabalho.

(Éden): - Tem gráfica?


(Secretário): - Não-tem.

(Éden): - Eu já escolhi informática. Curso pagar?

(Secretário): - De manhã e tarde (aprendizagem), curso de graça.

(Éden): - Curso noite pagar quanto?

(Secretário): - 100 reais.

(Éden): -Á vista?

(Secretário): - Não, parcelado.

(Éden): - Ok, quero fazer curso informática.


(Secretário): - Eu V-O-U dar inscrição você.

(Éden): - Pronto.
(Secretário): - Certo, você volta aqui amanhã conversar comigo. Eu explico

curso você.
(Éden): - Entendi, muito obrigado. Até amanhã.

(Secretário): - De nada, tchau. Até.

Note que o diálogo está na estrutura da UBRAS, portanto os verbos se en-


contram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulO informações
técnicas.
Dados pessoais (Identificação)
Família I Pessoas e Vocabulário extra.

Bebê Cheiroso
Identificação;
Jovem Cheiro ruim
10, 20, 30 Grau Idoso(a) Educado
Ano I Série Criança Mal-educado
Escolaridade I série Noivo(a) Fome
Certidão de nascimento Namorado(a) Farto (saciar)
Certidão de casamento Amante Gordo
Documento Povo Magro
Endereço Pessoa Contente
Carteira de identidade (RG) Padrinho(a) Tomara
CPF Padrasto Esperança
Família I pessoas; Madrasta Especial
Bisavô(ó) Muito I Bastante I Tanto
Homem Profundo
Genro I Nora
Pai Fim
Amigo(a)
Mulher Preconceito
Mãe Vocabulário extra:
Discriminação
Família I Pais I Parente O que? Opinião
Casar Quem Com I Junto
Filho(a) Qual Muitas vezes
Divorciado( a) Quando Firme
Gêmeos(as) Quantos Cedo
Primo(a) Qualquer Intérprete
Solteiro( a) Nunca Tradução
Avô(ó) Ninguém Lição
Irmão(ã) Várias Teleone
Menino(a) Frente Papel
Adolescente Atrás Alto
Adulto(a) Ruim Baixo
Cunhado(a) Mas Acima
Tio(a) Mais Embaixo
Sobrinho( a) Idade Total
Sogro(a) Direita Somar
Neto(a) Esquerda Seguro

Veja o OVO de LIBRAS Total 96 Sinais



Fome

11
IBaixo Acima IEmbaixo

ITotal ISomar ISeguro I

11
Diálogo da Lição 3

Neste diálogo voce vera que Eden, já decidido sobre o curso que deseja fazer, retoma
à secretaria do SENAI para preencher a sua ficha de inscrição e realizar a matrícula no
curso escolhido.

(Éden): - Boa noite.


(Secretário): - Boa noite.
(Éden): - Eu quero inscrição curso.
(Secretário ): - Escolheu já?
(Éden): - Já escolhi mecânico de automóveis.
(Secretário ): - Certo, eu fazer inscrição você, nome você?
(Éden): - É-D-E-N V-E-L-O-S-O.
(Secretário ): - Idade você?
(Éden): - 32 idade.
(Secretário): - Endereço?
(Éden): - Rua V-I-T-A-L B-R-A-S-I-L na 3 74 6.
(Secretário ): - Número C-E-Ptambém número telefone?
(Éden): - C-E-P 8 1. 2 7 6 - 3 5 9 Telefone 3 2 9 - 5 7 6 8.
(Secretário ): - Escolaridade?
(Éden): - 20 grau completo (pronto).
(Secretário ): - Documento identidade?
(Éden): - 3 5 8 9 O 7 9 - 3.
(Secretário ): - Número C-P-F?
(Éden): - O 1 6 2 9 3 9 4 9 - 5 9.
(Secretário): - Nome seu pai?
(Éden): - B-E-N-E-D-I-T-O L-E-M-E D-E A-L-M-E-I-D-A.
(Secretário ): - Nome sua mãe?
(Éden): - G-E-R-M-Í-L-I-A V-E-L-O-S-O D-E A-L-M.E-I-D-A.
(Secretário ): - Pronto, agora você virar direita lá começa curso.
(Éden): - Obrigado.

Note que o diálogo está na estrutura da lingua de sinais, portanto os verbos se encon-
tram no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.
LIÇÃO 4

Espaços Físicos: Domingo Compensar


Semana Achar
Casa
Ontem Encontrar
Banheiro
Anteontem Descansar
Biblioteca
Hoje
Sala Vocabylário extra:
Agora
Oficina Acho
Tempo ( meteorológico)
Cozinha Contra
Tempo (momento)
Refeitório Calmo(a)
Tempo (pausa)
Escola Nervoso(a)
Passado
Diretoria Ouvinte
Presente
Prédio Surdo(a)
Futuro
Apartamento Longe
Diariamente (todos os dias)
Auditório Perto
Transportes; Verbos;
Grande
Conhecer
Bicicleta Pequeno(a)
Mostrar Portaria
Caminhão
Prazer
Navio Mim I Me
Frequentar Às vezes
Carro
Preocupar Algumas
Carroça
Perder
Metrô Saudade
Precisar Grátis (de graça)
Moto
Estar
Ônibus Porque I Por que
Morrer
Trator Problema
Perguntar
Barco Professor( a)
Responder
Trem Instrutor( a)
Ensinar
Chefe
Dias da semana Votar
Gerente
I tempo: Evitar (prevenir)
Dono
Segunda-feira Ajudar
Sinal
Terça-feira Proteger
Oportunidade I Chance
Quarta-feira Esconder Confusão
Quinta-feira Aprender
Coração
Sexta-feira Parar
Sábado Competir

Veja o OVO de LIBRAS


ICozinha

11
ICaminhão INavio Carro I
11
Presente

11
IPerder IPrecisar IEstar
1
2

IDescansar IAcho I
li
IGrátis (de graça) IPorque I Por quelProblema I

11
lo ortunidade I chancelConfusão
Diálogo da Lição 4

Éden acaba de iniciar seu curso no SENAI. Ainda não conhece todo o espaço físico
da instituição. Pede informação de um funcionário:

(Valdeci): - Você quer conhecer S-E-N-A-j? Sabe como é aqui?


(Éden): - Sim, mas S-E-N-A-j grande, eu não conheço nada aqui.
(Valdeci): - Não preocupe, eu mostra tudo você, lá auditório, lá biblioteca, ali

banheiro, lá sala diretor.

(Éden): - Ah legal, muito bonito.


(Valdeci): - Esta oficina tem vários cursos, lá você frequentar.
(Éden): - Ok, onde refeitório?
(Valdeci): - Você desce-escada, ver prédio, iá tem refeitório perto sala

professores.

(Éden): - Dia, hora eu começo frequentar curso?

(Valdeci): - Segunda, quarta, sexta, começa 19hs até 21hs. Você mora perto
daqui?

(Éden): - Não, eu moro ionge, eu vim moto.


(Valdeci): - Você já perguntou porteiro, onde guardar moto?
(Éden): - Não, eu guardar moto rua lá, mas vou falar porteiro.
(Valdeci): - Ok, agora você já conhece aqui, semana que vem você começa
curso, me encontra aqui.
(Éden): - Bom, obrigado.
(Valdeci): - De nada, abraços, tchau. Até outra semana.
(Éden): - Abraços, tchau!

Note que o diálogo está na estrutura da LIBRAS, portanto os verbos se encontram


no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capitulo informações técnicas.
LIÇÃO 5

Cores: Uniforme Beber / Tomar


Costurar Estudar
Cor Meia Aproveitar
Alaranjado / Laranja Camisa Abusar
Amarelo
Verbos: Vocabulário extra:
Azul
Escrever Bruto
Branco
Marrom Chegar Animado(a)
Pegar / Tomar Desanimado(a)
Preto
Obedecer Alegre
Rosa
Respeitar Triste
Roxo
Receber Grosso(a)
Verde
Dever (obrigação) Fino(a)
Vermelho
Culpar
Cinza Tecido
Chorar
Bege É mesmo
Sentir
Prata Fácil
Aceitar
Loura / Loira Difícil
Lembrar
Dourado Outro(a)
Comunicar
Claro Uau
Visitar
Escuro Melhor
Esquecer
Ouro Pior
Beijar
Brilho Castigo
Beijar (caliente)
Egocêntrico
Vestuário; Acabar
Terminar Rancor
Vestido Bravejar (bravo) Ocupado(a)
Bermuda Zangar Tipo (opção)
Calça Raivar Pode
Saia Gostar Não pode
Camiseta Não gostar Acautela
Sapato Tentar Comprido(a)
Tênis Experimentar Curto(a)
Sutiã Brigar Ciúme
Cueca Pelejar Calendário
Calcinha Esperar Importante

Veja o OVO de LIBRAS


ILoura I Loira IDourado IClaro

11
ICosturar IMeia ICamisa

li
Receber IDever (obrigação)'Culpar I
11
IChorar ISentir IAceitar

IEsquecer
Bri ar

!Abusar
ITecido IE mesmo IFácil
ICiúme ICalendário !Importante I

li
Diálogo da Lição 5

Este diálogo, além de contextualizar o vocabulário, tem o objetivo de demonstrar como


descrever objetos no espaço. No local os Surdos conversam animadamente, enquanto
Éden escolhe as boas compras.

(Éden): - Eu preciso comprar roupas dar família. Você pode ajudar escolher
cores?
(Valdeci): - Sim, posso ajudar você, mas precisa roupa boa e barata.
(Éden): - Eu escolhi calça azul dar meu irmão, saia bege dar minha esposa,
camisa branca dar meu pai, vestido rosa dar minha filha, tênis preto

dar minha mãe, sapato marrom é para-mim.


(Valdeci): - Bom, muito bonito, mas eu não gosto camisa branca, porque cor
feia, melhor azul claro.

- Hum ... eu muito animado dar presente família, minha filha vai

gostar receber presente, Depois ela beijar muito de-mim. (Sorri)

(Valdeci): - Certo, você esqueceu escolher presente sua irmã.


(Éden): - É mesmo, eu vou pegar vestido verde escuro.
(Valdeci): - Mas ela aceita cor forte? Melhor não, eu não conheço sua irmã.
(Éden): - Não-sei, melhor camiseta vermelha clara.
(Valdeci): - Certo, olha tecido camiseta é fina.
(Éden): - Não-tem problema, obrigado me-ajudar.
(Valdeci): - De nada.

Note que o diálogo está na estrutura da LIBRAS, portanto os verbos se encontram


no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.
LIÇÃO 6

Setembro Poupança
[Bebidas diversas; Outubro Saque
Novembro Cheque
Açúcar Dezembro Juros
Sal Conta
Chocolate Talheres/Cozinha Conta corrente
Bolo e diversos; Débito
Leite Copo Crédito
Chá Prato Dívida
Coxinha Faca Dólar
Presunto Geladeira Fiado
Macarrão Garfo Economizar
Feijão Colher Economia
Carne Fogão Négocio
Frango Panela Hora Extra
Pastel Mesa Lucro
Frutas Sofá Multa
Arroz Cadeira Nota
Picolé Rádio Nota fiscal
Verduras Televisão Fiscalizar
Churrasco Televisão LCD Salário
Pizza Xerox Pagamento
Queijo Lixo Porcentagem
Cachorro-quente Cartão
Sorvete Financeiros Carta
Tomate e diversos Patrimônio
Pão Banco Troco
Café BANCO DO BRASIL Vencimento
Refrigerante BRAPESCO Verba
Suco ITAU Investir
Cerveja / Chopp UNIBANCO Imposto
Meses; SANTANDER Inflação
Mês HSBC Finanças
Janeiro BANCO CAIXA Seguro (seguradora)
Fevereiro BANCO REAL Boleto
Março Dinheiro Descontar
Abril Saldo Poupar
Maio Mil Perdulário (gastador)
Junho Milhão Emprestar
Julho Bilhão Empréstimo
Agosto Trilhão Gastar

Veja o OVO de LIBRAS


1
IPão
IDezembro

li
[Panela IMesa ISofá
I
---------------------
Che

11
IEconomizar IEconomia ócio
Ilnvestir Ilmposto Ilnflação I

111

IEmprestar IEmpréstimo IGastar

11
Diálogo da Lição 6

Na cozinha, os Surdos estão muitos ansiosos para fazer uma comida bem gostosa:

(Éden): - Você sabe fazer comida gostosa?

(Valdeci): - Não, só sei fazer arroz, feijão e carne.


(Éden): - Quer aprender fazer pizza gostosa?

(Valdeci): - Quero, mas como fazer?

(Éden): - Vou ensinar você, abra geladeira, pegue queijo, tomate, frango,

gaveta pegue faca, garfo, colher, também prato, copo, panela e

acenda fogo fogão.

(Valdeci): - Certo, precisa sal e açúcar?

(Éden): - Açúcar não, sal sim, ontem eu fiz pastel de queijo. Quer comer?

(Valdeci): - Não obrigado, eu importante aprender fazer pizza.

(Éden): - Ah, quer comer frutas? ou bolo de chocolate? ou beber refrige-

rante? ou café?

(Valdeci): - Não obrigado. Mês julho eu fazer curso cozinha.

(Éden): - Desculpa, na verdade, eu não-sei fazer pizza.

(Valdeci): - Não-tem problema, quando nós vamos fazer curso?

(Éden): - Depois eu fala você mês certo, mas quer experimentar meu

pastel que fiz ontem? quer experimentar?

(Valdeci): - O-B-A, eu aproveitar comer todo pastel de queijo.

huuuum ... que delícia, ótimo!

(Éden): - ok, pode comer, vou beber cerveja.

Note que o diálogo está na estrutura da UBRAS, portanto os verbos se encontram


no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.
Emergências I Acidentes I Verbos
I Lugares e Vocabulário extra

Emergências Fotografar Elevador


I Acidentes: Usar (exercer) Exemplo
Acidente Usado (gasto) Paciência
Afogamento Lugares: Experiência
Velho(a)
Atropelamento Rodoviária
Choque elétrico Táxi Novo(a)
Cópia
Doença / Doente Trânsito
~assagem
Dor Centro
Ultimo(a)
Higiene Faculdade
Fratura (quebrar) Praça Çheio / Encher
A toa
Saúde Ambulância
Mordedura de animais Polícia Concurso
Desempregado(a)
Tontura Vocabulário extra: Absurdo
Queimadura ~-~=~~=~
Veneno Foto / Fotografia Aposentadoria
Vômito Bobagem Guerra
Cinema
Verbos: Piada
Filme
"d Engraçado(a)
CUI ar Festa Filmadora
Roubar Famoso(a) Orgulho
Trabalhar Coragem Humilde
Acontecer / Ocorrer Ousadia Submissão
AVisar Empregado Limpo
Cair Lugar Sujo
Cansar Cuidado Sigilo
Mendigar Perigoso(a) Segredo / Secreto
Viajar Remédio Inimigo
Suportar / Aguentar Mundo Detesto
Perseverar Livre Internet
Chutar" Aplaudir E-mail
Despedir (exonerar) Mapa Msn
Confessar Médico Quite
Concentrar Semáforo Valores
Concordar Escravo(a) Defeito
Discordar" Dança Perfeito( a)
Cheirar / Respirar Sócio (clube) Imperfeito(a)
Judiar Sócio (parceria) Novidade

Veja o OVO de LIBRAS I Total 104 Sinais I


Fratu" (qUebr.r.
Saúde IMordedura de animaislTontura
Trabalhar IAcontecer I Ocorrer Avisar
En
Sócio

11
Cinema

li
IQuite IValores IDefeito

IPerfeito(a) IJmperfeito(a) INovidade

111
Diálogo da Lição 7

Éden encontra o amigo Valdeci, que relata um acidente ocorrido:

(Éden): - Boa tarde, tudo bem?

(Valdeci): - Tudo bem, tô-ótimo, saudade. Que-sumido, hein?

(Éden): - Ontem aconteceu, eu vi acidente carro, homem foi atropelado,

fraturou perna, chorando dor e nervoso.

(Valdeci): - N-O-S-S-A! rua é perigosa?


(Éden): - Sim, no centro, perto banco, esquina na praça, sabe?

(Valdeci): - Ah, sei! Mas chegou ambulância' Quem cuidar e ajudar homem?

(Éden): - Sim, chegou ambulância, médico cuidar, dando remédio homem,

polícia cuidar trânsito.

(Valdeci): - Que bom, sabia ontem eu ruim saúde, doente, tontura, cair no
chão, vômito, enjoo, dor-de-cabeça, eu não fui trabalhar, fiquei casa

descansando.

(Éden): - O que você comeu? Você sentir melhor hoje?

(Valdeci): - Não-sei, eu beber pouco, comi muito salgado, mas hoje eu


melhor. Desculpa, eu preciso pegar táxi ir agora rodoviária comprar

passagem ônibus viajar.

(Éden): - Ok, boas melhoras! Eu também preciso ir trabalhar, depois ir facul

dade estudar, depois chegar casa noite cansado. Paciência.

(Valdeci): - Obrigado, amanhã V-O-U curso Libras, professor bom. Eu apren-


der bastante.

(Éden): - Bom trabalho, boa semana, tchau.

(Valdeci): - De nada, tchau.

Neste diálogo, a expressão fácil é de fundamental importância.


Não combina a pessoa sinalizar que está sentindo dor ou enjôo com uma expressão
neutra de alegria, não é mesmo?
Trabalho I Verbos e
Vocabulário extra

Trabalho: Ainda não Observação


Simples Avaliação
Assinatura
Quase 1°,2°,3°,4° Vez
Atestado médico
Por isso Apresentar
Direito
Por causa Desde
Carteira de trabalho
Ser / Sou / Seja Razão
foi ha de ponto
Para Distância
Leis
Normal Cultura
Profissional
Chato Metido
Regras
Aniversário Arrogante
Verbos: Responsável Luxo / chique
Vigiar Responsabilidade Sensível
Ler Legal Inauguração
Faltar (pessoa) Feliz Redor
Faltar (objeto) Paz Sério
Desenhar Eiobo Individual
Passar Otimo Deficiente
Antecipar Antigo Culto (civilizado)
Substituir Presença Culto (igreja)
Desabafar Delícia (gostoso) Convencido
Surpreender (surpresa) Presidente Possível/Capaz
Assustar Vice-presidente Impossível
Proibir Prejuízo Inocente
Desistir Estuprar Neutro
Comparar Violência Leve
Violento Pesado
Vocabulário extra:
Violentado Embora
Horas Vontade Sangue
Meia hora Desejo Palhaço
Meio-dia Sede (sensação) Vagabundo
Adiantado Sede (lugar) Cada
Atrasado Curioso Silêncio
Madrugada Cobiça Dúvida
Pontualmente Gula Couro
Durante Atenção Medir (fita métrica)
Particular Interessante
Ainda Assistir

Veja o OVO de LIBRAS Total 104 Sinais I



IPassar IAntecipar ISubstituir

li
Meio-dia Adiantado Atrasado
IFeliz

Ótimo

11
IViolento IViolentado IVontade I

li
Aten

li
!Razão IDistância
INeutro ILeve I
Diálogo da Lição 8

o diálogo desta lição mostra os dois amigos que conversam sobre o tema Direitos e
Deveres do Trabalhador:

(Éden): - Todo profissional importante precisa conhecer regras e leis


trabalhistas.

(Valdeci):- Desculpa, eu não entendi.


(Éden): - Todo trabalhador possuir direitos e deveres.
(Valdeci):- Quais direitos?
(Éden): - Todo trabalhador tem direito férias, salário e carteira assinada.
(Valdeci):- Quero saber deveres?
- 1: Todo trabalhador precisar chegar pontualmente local

trabalho, proibido chegar atrasado.

- 2: Precisa assinar folha de ponto diariamente.

- 3: Se doente? Levar atestado médico.

(Valdeci):- O que acontece se faltar não-tem atestado médico?


(Éden): - Recebe falta, desconta seu salário.
(Valdeci):- Todo lugar mesmo horário?
(Éden): - Não, tem lugares começa 8 horas manhã, acaba 6 horas da
tarde.

(Valdeci):- Todos lugares 8 horas por-dia?


(Éden): - Não, alguns lugares 8 horas por-dia, outros 6 horas e tem
outros só 4 horas.

Lei 8.213/91, no seu artigo 93: "A empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher
de 2 a 5 por cento de seus cargos com benefidários reabilitados ou pessoas portadoras de defidência':
Estados I País I Clima I Natureza,
Vocabulário extra e Transportes:
a 11 o voce encontrará todos os vocabulários relativos aos estados brasileiros, além
dos relacionados ao clima, natureza e alguns recursos naturais. Também encontrará adjetivos e
verbos que combinam com o tema meio ambiente. Sugerimos que pergunte a um Surdo o sinal
correspondente ao nome da sua cidade. Ele lhe dará esta informação com um enorme prazer.

Vocabulário:
Clima I Natureza: Fora
Estado I país:
Ajuntar
Brasil ~gua Separar
Arvore
Cidade Sozinho(a)
Calor
Capital
Chuva

Estado Medo
Flor
Acre Forte
Folha
Alagoas Fraco(a)
Amazonas Furacão
Pouco(a)
Frio
Amapá Continua
Bahia Quente
Sempre
Brasília Mar
Mesmo(a)
Ceará Neve
Egoísta
Espírito Santo Praia
Sacrifício
Goiás Rio
Pesca
Maranhão Raio
Mágoa
Minas Gerais Sol
Decepção
Mato Grosso Terra
Líder
Mato Grosso do Sul Trovão
Juízo
Pará Terremoto
Juízo (julgar)
Paraíba Vento
Testemunho(a)
Vulcão
Paraná Nudez I Nu
Pernambuco Metal (ferro)
Breve
Piauí Pedra
Bandeira
Rio de Janeiro Desmatar
Alvo
Rio Grande do Norte Madeira
Objetivo
Rio Grande do Sul Ilha
Estratégica
Rondônia Lagoa
Oculto(a)
Roraima Espinho
Hipocrisia
Santa Catarina Universo
Ignorante
São Paulo Jardim
Sergipe Vocabulário extra: Transportes;
Tocantins Verdade Foguete
Norte Mentira Avião
Sul Gasolina Helicóptero
Oeste Alcool Marinha
Leste Dentro Submarino

Veja o OVO de LIBRAS Total 104 Sinais


IRio Grande do Norte Rio Grande do SullRondônia
IRoraima ISanta Catarina ISão Paulo

ISul

11
lÁ ua IÁrvore

ICalor

IFolha IFuracão I

li
ITerra ITrovão
IMadeira ILagoa I

li
IGasolina

:I
IFora

IForte IFraco(~ IPOU co (-ª.)'-- I


E oísta ISacrifícío IPesca

IMágoa IDecepção

11
lAivo IObjetivo IEstratégica I
Diálogo da lição 9

o diálogo desta lição mostra que Éden e o Valdeei estão conversando sobre a viagem:

(Éden): - Tudo bem? Bonito lugar?

(Valdeci): - Bonito lugar!

- Onde você nasceu?

(Valdeci): - Nasci João Pessoa, estado paraíba, tem praia bonita, sol forte e

muito calor. Você onde nasceu?

(Éden): - Nasci Curitiba, estado paraná. Aqui faz muito frio, tem muitos rios,

cidade bonita.

(Valdeci): - Quais estados você já conheceu?

(Éden): - Conheço poucos estados, Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Amazo-

nas, Rio Grande Sul, Santa catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, e

você?
(Valdeci): - Conheço quase todos estados Brasil, menos Sergipe.

(Éden): - N-O-S-S-A! Quai praia mais bonita que você já conheceu?


(Valdeci): - Bahia, e você?

(Éden): - Santa Catarina.

(Valdeci): - Ah, legal! Curitiba tem muitas árvores.


(Éden): - Sim, é capital E-C-O-L-Ó-G-I-C-A. Você gosta frio?

(Valdeci): - Não, gosto calor, nadar rio, pescar e você?

(Éden): - Gosto frio e ficar casa.

(Valdeci): - Bom.

Note que o diãlogo está na estrutura da LIBRAS, portanto os verbos se encontram


no infinitivo. Para maiores esclarecimentos, volte ao capítulo informações técnicas.
Relacionamentos I Verbos
e Vocabulário extra
ç o apren eremos alguns vocabulários sobre relacionamento, além dos
verbos contidos no contextualizado de namoro.
Vocabulário:
Reservar Atrapalhar
Relacionamentos;
Repetir/Outra vez/De novo Consolar
Relacionamento Explorar Resolver
Amizade Significar Suar
Inimizade Enfrentar Perseguir
Apaixonado(a) Interromper Lavar
Româ ntico( a) Imprimir Lavar o rosto
Ficar (namoro) Empurrar Lavar as mãos
Afinidade Adorar (divindade) Lavar a louça
Paixão Adorar Lavar o cabelo
Trair (chifrudo) Odiar Lavar a roupa
Carinho Paquerar Azar
Atraído(a) Flertar Dedicar
Abortar Fugir Agradar
Gravidez Acusar Subornar
Ex (namorado) Ganhar / Conseguir Atuar (agir)
Ex (esposo) Conseguir Edificar
Semelhar (parecido) Palestrar
Verbos; Controlar
Parecer
Aconselhar / Conselho Almoçar Distrair
Corrigir Jantar Desenvolver
Revisar Lanchar Vocabylário extra:
Distribuir Alugar / Aluguel Preguiça
Enganar Convidar Revista
Envergonhar Discutir Sorte
Enfurecer Tirar Fofo(a)
Esforçar Colocar Teimoso(a)
Exigir Caçar Viciado(a)
Guardar Embriagar
Rebeide
Inventar Contrair
Desprezar União / unir
Convencer
Consertar Zombar Inveja
Fumar / Cigarro Decorar (memorizar) Insulto
Arrumar Decorar (decoração) Veloz
Preparar Provocar Raciocínio
Organizar Espiar Lógica
Provar Expulsar Ideia
Repreender Lutar Mental
Passear Levar Doido
Trair (falso) Defender Louco / Maluco

Veja o OVO de LIBRAS I Total 114 Sinais I


IFicar (namoro) IAfinidade IPaixão I
li
~esposo) IAconselhar I Conselho I

li
I Esforçar IExigir IGuardar I
li
Inventar IConvencer IConsertar

Organizar IProvar IRepreender

li
IFugir

11
IAtrapalhar IConsolar IResolver ,
lIi
o diálogo desta lição mostra que Valdeci e a Marilia estão conversando sobre o
relacionamento de namoro:

(Valdeei): - Vamos passear! Vamos sentar aqui, quero conhecer você melhor. Nós
podemos conversar um pouco? Eu apaixonado você, eu atraído você,
você é muito bonita!
(Marilia): - Obrigada, na verdade eu preciso desabafar, resolver problema meu ex-
namorado, mentiu, me enganou, me traiu, eu magoado, decepcionado.
Nós discutimos muito, mas terminei ele, voltei de-novo.
(Valdeei): - Hum, aconselho você precisa esforçar esquecer, desprezar ele, também
ter coragem pedir tempo ele, pensar o que sua vida significa? Ele não é
único homem, tem outros homens melhores.
(Marilia): - Entendi! confesso não consigo esquecer dele, sei ele tem defeito, eu
aceito e desculpo. Ele exigiu quer voltar relacionar ele, mas fala mudou,
dei chance ele prometeu nunca mais fazer de novo. Ás vezes isto atrapa-
lha minha vida, estudo e também trabalho.
(Valdeei): - Eu preocupado você, mas você precisa concentrar estudo, trabalho
e pensar sério. Sei você é sensível, capaz aguentar dor. Você é muito
especial! Eu admiro você!
(Marília): - Obrigada. Acho desconfio ele, parece ele continua paquerando outras
mulheres, mas ele é muito carinhoso, me adora, romântico. Sinto
confusa!
(Valdeei): - Você precisa provar se ele gosta você? Espera ver, perceber se ele
mudou? Cuidado não sofrer de novo, pode odiar ele. Precisa defender,
proteger, ter paciência organizar melhor sua vida por causa estudo,
faculdade e família. Entende?
(Marília): - Verdade, isto bobagem! Eu envergonhada. Obrigada me corrigir, me
agradar, me consolar. Eu detesto sofrer. Acho preciso paz, lutar dedicar
mais estudos concentrar trabalho. Olha lá' (Olha para o Eden)
(Valdeei): - Ah, ele meu amigo, trabalha comigo, ele safado! Tem tanta mulher, sai
traindo por ai, rouba mulheres. Cuidado ele vai paquerar você e quer
pegar você! Fuja! Vamos embora agora!
- Ah é! Você bobo, ciúme, tá inventando! (olha para Marilia)
- Não acredite nele, ele provocando você' (risos)
- Eu convidar vocês almoçar juntos. Quer? Eu já reservei mesa, quer ir
juntos? Vamos?
- Sim, vamos!
Verbos: Materiais escolar: Restaurante
Reclamar Caneta Associação
Declamar Cola Universidade
Lograr Durex Vestibular
Envelhecer Livro Museu
Mudar (mudança) Caderno Correio
Modificar Lápis Fazenda
Merecer Lápis de cor Padaria
Prometer Régua Hotel
Vencer Tesoura Motel
Tocar Mochila Circo
Curar CO Garagem
Abarrotar DVD Carnaval
Soletrar Pena I (estojo) Pedágio
Devorar Pasta Hospital
Matricular Folha Shopping Center
Servir Borracha Loteria
Desafiar Giz Supermercado
Contar (quantidade) Apontador Mercado
Emocionar Agenda Loja
Cuspir Governo
Lugares:
Lançar País
Defecar Farmácia Bairro
Peidar Prefeitura Fábrica
Disfarçar Igreja Delegacia
Pesquisar Aeroporto
Investigar Exército Vocabulário extra:
Buscar Aeronáutica Voz
Criar Ponto de ônibus Sobre
Abonar (abono) Empresa Vizinho
Deitar Castelo Vazio
Espalhar Teatro Inteligente
Adotar Asilo Pena (dá, piedade)
Pular Avenida Pobre
Babar Cadeia Rico
Coçar Cemitério Ricaço / fortuna

Veja o DVD de LIBRAS I Total 102 Sinais I


IDisfarçar IPesquisar IJnvestigar

Im
Buscar

----~.
IAdotar IPular I
ILivro ICaderno ILápis

11
Prefeitura

11
ICorreio

li
Hotel IMotel Circo

/
// --
Hos ital
IFábrica IDelegacia

li
IPobre IRico IRicaço I fortuna I

li
o diálogo desta lição mostra que Valdeci e o Éden estão conversando dentro no carro
sobre passeio e conhecendo a cidade:

- Espera vou pegar meu carro garagem, me encontra aqui ou me acom-


panha até carro? Quer conhecer belos lugares ddade curitiba?
(Valdeci):- Sim, espero aqui. gostaria conhecer ddade curitiba, quero conhecer
teatro, museu, castelo, shopping, ir loja comprar algumas coisas para
mim também comprar comida supermercado, depois ir associação dos
surdos, depois ir igreja. Ah, predso ir banco pegar dinheiro, não esqueça!
- Ok, bom, vamos juntos conhecer outros lugares legais, aqui Av. Brasil,
ali supermercado, lá shopping P-A-L-L-A-D-I-U-M dentro tem 10 dnemas,
aqui bairro água verde, veja delegada, lá dentro tem cadeia. Ali lado
tem exérdto, ali farmáda, lá correio, ali é prefeitura, olha sede governo
estado Paraná, aquele hospital. Aqui teatro Ó-P-E-R-A D-E A-R-A-M-E
construído 1992, foi feito toda estrutura metal. Auditório cabe 2.500
pessoas cheias. saiba Curitiba tem muitas empresas, fábricas, lojas,
hotéis, bons restaurantes.
(Valdeci):- N-o-S-S-A, eu emodonado, eu babar ddade Curitiba bonita supera
outras ddades. Imagina eu andar pé conhecendo ddade toda, eu sofreria,
eu redamaria, eu desistir. Bom, aqui não tem fazenda perto? Aeroporto
perto daqui? Tem castelo me-mostrar?
- Fazenda, tem sim. Aeroporto muito longe daqui. castelo, acho não tem,
predso pesquisar onde tem. Este museu Oscar Niemeyer foi inaugurado
mês novembro ano 2002 custou 50 milhões reais. Famosoarquiteto nome
O-S-(-A-R N-I-E-M-E-Y-E-R. entendeu? Ah, quero contar uma coisa, se
você cuspir chão? Polída prende você!
(Valdeci): - Pare! você não-sabe fingir, sei você me-Iograr!
(Éden): - Brincadeira! Você esperto! Meu sonho é conhecer vários países.
(Valdeci):- Legal! Eu também. Cheiro ruim??? O que é? você peidou?
(Éden): - Eu não! Cheiro é lá fora!
(Valdeci): - Brincadeira' Eu lograr você!
(Éden): - seu bobão!
Religião e Bíblia I
Vocabulário extra e Profissões
Nesta lição tem objetivo de apresentar vocabulário de profissões para o atendimento
de todos os lugares. Destina-se a todos os envolvidos na religião.
Vocabulário:

Religião e Bíblia: Maravilha Palavrão (obsceno)


Arrepender Safado(a)
Religião Tentação Adversário
Deus Pecado Idêntico
Bíblia Pregação profissões;
Jesus Dízimo
Cristo Oferta Piloto
Espírito Santo Aposentado( a)
Discípulos
Senhor Designer
Dez mandamentos
Glória Coordenador( a)
Aleluia Judeus
Fisiotera peuta
Louvar Católico(a) Magistério
Amém Cristão Motorista
Abençoar Satanás / Diabo Biólogo
Amaldiçoar Demônios Soldado
Céu Anjo Dentista
Inferno Repórter
Eterno(a)
Vocabulário extra:
Advogado( a)
caminho Política Garçom
Santo Palavra Aluno(a)
Salvar Lágrima Telefonista
Fiel Barulho Pedagogia
Infiel Covarde Governador
Cruz Perdoar Prefeito
Crucificar Perdão Vereador( a)
Orar / Rezar Sabedoria Deputado( a)
Padre Rei Senador(a)
Madre Rainha Juiz(a)
Pastor cantar Psicólogo(a)
Fé Música Psiquiatra
Batismo Coral Sindicato
Reino Duro(a) Engenheiro( a)
Trono Horrível Arquiteto(a)
Graça Tarado(a) Desenhista

Veja o OVO de LIBRAS Total 95 Sinais


IBíblia

IEspíríto Santo ISenhor ISenhor (cumpnmen,o


rellglosol

111
iAmém

ICéu Ilnferno IEterno@l~__ ~I.

li
Fiel

ICrucificar

li
-'--"--- ~~ __ ~I
111
IOez mandamentos IJudeus

li
I
~I
I. .

IEngenheiro(-ª.) IArguiteto@) IDesenhista

li
o diálogo desta lição mostra que Valdeci e Éden estão conversando sobre a bíblia e Deus:

(Éden): - Olha lagoa, têm fiores, árvores, sol, jardim, pessoas bonitas. Foi Deus
fez universo, Ele é maraviihoso!
(Valdeci):- Sim, gloria Deus, bíblia diz: arrependa-se, nós precisamos ter fé
Jesus dentro coração. Jesus foi crucificado, morreu cruz salvar nós e
perdoar nosso pecado.
- Jesus mostra caminho, terá vida eterna céu. Se nós fiel Deus? Deus
abençoa, dá graça, dá sabedoria, Ele manda anjo cuidar nós. Mas não
deixa cair tentação satanás.
(Valdeci):- Você conhece bíblia M-A-T-E-U-S fala sobre Pai Nosso?
Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha nós
o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos
deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
- Amém! Aleluia! Eu emocionado, quase lágrima, vontade ir igreja
cantar, louvar e adorar Jesus Cristo! - Amém
(Valdeci):- Nós conversar sobre Deus. Você sabe cantar música' Pode cantar
nós?
- Sim, vamos sinalizar música?
Como Zaqueu
Eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra te ver
Olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim.
Eu preciso de Ti, Senhor
eu preciso de TI, Oh! Pai
Sou pequeno demais
Me dá a Tua Paz
Largo tudo pra te seguir.
Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
Me ensina a ter Santidade
Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é O meu bem maior,
Faz um Milagre em mim.
Ajudar - 102 Associação - 202 Banco - 109
AJuntar' 173 Assustar. 153 Brasil - 165
Alagoas - 165 Até I Final - 57 Brasl1ia - 166
~ranjadoILaranja- 109 Atenção - 158 Bravejar (bravo) - 115
Alcaol. 172 Atestado medico' 151 Breve. 175
Àtoa.146 Alegre - 117 Atraido{a) - 180 Brigar - 116
À vista - 78 Aleluia - 209 Atrapalhar - 187 Brilho. 111
Abarrotar' 195 Algumas. 105 Atrás. 89 Brincar (brincadeira) - 62
Abençoar. 209 Alimentos. 70 Atrasado - 154 Bruto' 116
Abismar.77 Buscar' 197
Aliviar.75 Atropelamento - 137
Abonar (abono) - 197 BRADESCO - 129
Almoçar - 185 Atuar (agir) - 189
Abortar' 180 Alto. 93 Auditório - 97
Abraçar. 72
Alugar I Aluguel' 185 Aumentar (tamanho) • 75
Abril' 124
Aluno(a).217 Aumentar (valor) - 76
Abrir. 60 Caçar. 186
Alvo. 175 Avaliação - 159
Abrir a garrafa - 60 Cachorro-quente • 124
Amaldiçoar - 209 Avenida. 201
Abrir a janela - 61 Cada. 162
Amanhã - 56 Avião - 176
Abrir a porta - 61 Cadeia.201
Amante - 87 Avisar' 139
Absurdo - 146 Cadeira. 128
Amapá. 165 Avô(ó) - 85
Abusar. 116 Caderno - 198
Amar. 73 Azar - 188
Acabar - 115 Café. 124
Amarelo - 109
Acautelar - 119 Cair - 139
Amarrar - 75
Aceitar - 114
Amazonas. 165 Calar - 60
Acender a luz - 61 Calça. 111
Acender a vela. 62 Ambulância - 142
Babar' 198 Calcinha - 112
Acender o farol - 62 Amém - 209
Bahia. 166 Calendário. 119
Acender o fogo - 62 Amigo(a) • 88
Bairro - 204 Calmo(a) - 104
Acender o isqueiro - 62 Amizade. 179
Baixo - 93 Calor - 169
Achar. 103 Andar' 77 Banco. 128
Animado(a) - 117 Caminhão - 97
Acho. 103 BANCO CAIXA - 129
Aniversário. 155 Caminho - 210
Acidente - 137 BANCO DO BRASIL - 128
Anjo. 213 Camisa - 112
ACÍma • 93 BANCO REAL - 129
Ano - 66 Camiseta - 111
Acompanhar' 77 Bandeira - 175
Ano I Série' 83 Caneta - 198
Aconselhar - 180 Banheiro - 96
Cansar - 139
Acontecer I Ocorrer - 139 Antecipar - 152 Barato - 79
Anteontem - 99 Cantar - 214
Acordar.63 Barco - 98
Antes. 80 Capital. 165
Acostumar - 62 Barulho. 213
Antigo' 156 Carinho - 180
Acre - 165 Bater - 62
Acreditar. 76 Apagar a luz. 61 Carnaval. 203
Bater (pancadas) - 63
Açúcar - 122 Apagar a vela - 62 Carne - 123
Bater (porta) • 63
Acusar. 184 Apagar o farol - 62 Caro - 79
Bater (surra) - 63
Adeus - 57 Apagar o fogo. 62 Carro.97
Bater o carro' 63
Adiantado. 154 Apaixonado(a) - 179 Batismo - 211 Carroça' 98
Admirar.78 Apartamento - 97 Bebê. 86 Carta. 133
Aplaudir - 144 Cartão. 133
Adolescente - 85 Beber I Tomar - 116
Adorar. 184 Apontador. 200 Bege - 110 Carteira de identidade(RG)' 8'=
Adorar (divindade) - 184 Aposentado(a) - 216 Beijar - 114 Carteira de trabalho - :51
Adotar - 197 Aposentadoria - 146 Beijar (caliente) - 114 Casa - 96
Adulto(a) • 85 Aprender - 103 Bem - 66 Casar - 84
Adversário - 215 Apresentar - 159 Bermuda - 111 Castelo - 201
Advogado( a) - 217 Aproveitar - 116 Bíblia - 208 Castigo. 118
Aeronáutica - 201 Aqui - 66 Biblioteca - 96 Católico(a) - 212
Aeroporto - 200 Arquiteto(a) • 218 Bicicleta - 97 CD - 199
Afastar - 64 Arrepender - 211 Bilhão - 130 Ceará - 166
Afinidade - 179 Arrogante - 160 Biólogo - 216 Cedo.92
Afogamento - 137 Arroz. 123 Blsavô(ó) - 87 Cemitério - 202
Agenda. 200 Arrumar - 182 Bobagem • 142 Centavos. 78
Agora. 100 Arvore - 169 Bobo - 156 Centro - 141
Agosto - 126 Às vezes - 105 Boleto - 134 Certidão de casamento - 83
~gradar - 189 Asilo - 201 Bolo - 122 Certidão de nascimento
Agua - 169 Assim - 67 Bom I Boa - 56 .83
Ainda - 154 Assinatura - 151 Bonito (a) • 67 Certo. 80
Ainda não - 154 Assistir - 158 Borracha - 200 Cerveja I Chopp - 124
Céu. 209 Convidar - 185 Descansar - 103 Eficaz / Efidente • 67
Chá. 122 Coordenador(a) - 216 Descer escada. 74 Egocêntrico - 118
Chamar. 72 Cópia.145 Desconfiar' 76 Egoísta. 174
Chato. 155 Copo' 126 Descontar' 134 Ele I Ela' 58
Chefe. 106 Cor. 109 Desculpar - 60 Eletricidade. 70
Chegar' 113 Coração - 106 Desde - 159 Elevador - 144
Cheio I Encher - 145 Coragem - 143 Desejo - 158 E-mail. 148
Cheirar I Respirar - 140 Coral - 214 Desempregado(a).146 Embaixo. 93
Cheiro ruim. 90 Correio - 202 Desenhar' 152 Embora' 162
Cheiroso - 90 Corrigir - 181 Desenhista. 218 Embriagar' 186
Cheque - 130 Costurar. 112 Desenvolver' 189 . Emocionar - 196
Chocolate - 122- Couro - 162 Designer - 216 Empresa - 201
Choque elêtrico - 137 Covarde. 214 Desistir - 153 Empregado - 143
Chorar - 114 Coxinha - 122 Desmatar - 171 Emprestar. 134
Churrasco. 124 COzinha - 96 Despedir (exonerar) - 140 Empréstimo' 134
Chutar. 140 CPF.84 Despertar' 63 Empurrar - 184
Chuva - 169 Crêdito' 131 Desprezar. 186 Encontrar - 103
Cidade - 165 Crescer - 75 Destruir' 75 Endereço. 83
Cinema. 146 . Criança - 86 Detesto. 147 Enfrentar - 183
Cinza. 110 Criar' 197 Deus - 208 Enfurecer - 181
Circo. 203 Cristão' 213 Dever (obrigação) • 113 Enganar. 181
Ciúme - 119 Cristo - 208 Devorar' 195 Engenheiro{a).218
Claro - 110 Crucificar - 210 Dez mandamentos' 212 Engraçado(a) - 142
Cobiça. 158 Cruz - 210 . Dezembro. 126 Ensinar - 102
Coçar. 198 Cueca. 112 Dia - 56 Entender. 60
Coisa - 67 Cuidado - 143 Diariamente (todos os Entrar - 64
Cola. 198 Cuidar - 138 dias) - 100 Envelhecer - 194
Colher' 127 Culpar. 113 Difícil - 118 Envergonhar. 181
Colocar. 186 Culto (civilizado) • 161 Diminuir (tamanho) -,76 Errado. 80
Com I Junto. 92 Culto (igreja) - 161 Diminuir (valor) • 76 Escola - 96
Com licença - 57 Cultura - 159 Dinheiro' 129 Escolaridade I Sêrie • 83
Cc:mbinar (o::rnbina:;ão) - 74 Cunhado(a) - 86 Direita - 90 Escolher' 73
Combinar (compromisso) Curar - 195 Direito. 151 Esconder - 102
.74 Curioso. 158 Diretoria - 97 Escravo(a) - 144
Começar - 60 Curso - 65 Discipulos • 212 Escrever. 113
Comigo. 59 Curto(a) - 119 Discordar. 140 Escuro - 111
Como - 67 Cuspir - 196 Discriminação - 92 Esforçar - 181
Comparar - 153 Discutir - 185 Espalhar' 197
Compensar - 103 Disfarçar' 196 Especial - 91
Competir - 103 Distância - 159 Esperança' 91
Completar I Concluir. 77 Dança - 144 Distrair' 189 Esperar. 116
Comprar - 73 Dar - 72 Distribuir - 181 Esperto - 78
Comprido(a) - 119 De nada. 57 Divida. 131 Espiar - 187
Comunicar - 114 Débito - 131 Oivorciado(a) - 85 Espinho, 172
Concentrar' 140 Decepção. 174 Dízimo. 212 Espírito Santo - 166
Concordar - 153 Declamar - 194 Documento - 83 Espírito Santo. 208
Concurso. 146 Demrar(deaJooção).I86 Doença I Doente - 137 Esquecer - 114
Confecção' 70 Deoor.w(~r). 186 Doido - 191 Esquerda - 90
Confessar - 140 Dedicar. 189 Dólar - 131 Estado' 165
Confiar. 76 Defecar - 196 Domingo.99 Estar - 101
Confusão - 106 Defeito - 148 Dono. 106 Estratégica' 175
Conhecer. 101 Defender - 187 Dor - 137 Estudar - 116
Conseguir - 185 Deficiente. 160 Dormir - 63 Estuprar - 157
Consertar. 182 Deitar - 197 Dourado' 110 Eterno(a) - 209
Consolar - 187 Deixar (permitir) • 75 Durante - 154 Eu.58
Construção civil, 71 Deixar (renunciar) - 75 Durex - 198 Evitar (prevenir) - 102
Conta - 130 Delegacia • 204 Duro(a) - 215 Ex (esposo) - 180
Conta corrente. 131 Delída (gostoso) • 157 Dúvida - 162 Ex (namorado) - 180
Contar (quantidade) - 1% Demônios - 213 ovO - 199 Exemplo' 145
Contente. 91 Demora.67 Exêrdto - 201
Continua - 174 Dentista - 216 Exigir' 181
Contra - 104 Dentro. 172 Existir - 75
Contrair. 186 Depois - 80 Experiência ~ 145
Controlar - 189 Deputado(a) - 218 Experimentar - 115
Convencer. 182 Desabafar. 153 Explicar' 64
Convencido - 161 Desafiar - 195 Explorar' 183
Conversar - 71 Desanimado(a) • 117 Expulsar. 187
Infiel - 210 Lider-174
Inflação - 133 UmlXl-147
Informática. 70 Undo(a). 67
Fábrica - 204 Inimigo - 147 livre - 143
Faca - 127 Inimizade. 179 livro-198
Fácil. 117 Inocente. 161 lixo - 128
Faculdade - 141 Ganhar I conseguir - 184 Inscrição - 80 lógica - 191
Falar - 60 Garagem' 203 Instrutor(a) - 106 lograr - 194
Faltar (objeto) - 152 GarÇOm. 217 Insulto - 191 loja - 204
Faltar (pessoa) • 152 Garfo. 127 Inteligente - 205 longe. 104
Fam1la I Pais I Parente - 84 Gasolina - 172 Interessante. 158 loteria. 203
Famoso(a).142 Gastar. 134 Internet - 148 louco I Malucoz. 191
Farmácia. 200 GeladeIra. 127 Intérprete. 92 loura I loira - 110
Farto (saciar) - 90 Gêmeos(as) - 85 Interromper. 183 louvar' 209
Fazenda - 202 Genro I Nora - 88 Inveja - 191 lucro. 132
Fazer - 72 Gerente. 106 Inventar. 182 lugar' 143
Fé - 211 Giz. 200 Investigar - 196 lutar. 187
Fechar - 61 Glória. 209 Luxo I Chique - 160
Investir. 133
Fechar a janela - 61 Goiás' 166 Ir. 78
Fechar a porta - 61 Gordo - 90
Irmão(ã) - 85
Gostar - 115
Fechar a tampa. 61 ITAU - 129
Governador • 217 Macarrão - 123
Feijão - 123
Governo - 204 Madeira - 171
Feio (a). 67
Graça - 211 Madrasta. 87
feliz. 156
Gráfica - 70 Madre. 211
Feriado - 66 Grande. 104 Já-79
Férias - 66 Já foi (já era) - 80 Madrugada - 154
Grátis (de graça) - 105
Festa - 142 Janeiro - 124 Mãe. 84
Gravidez. 180
Fevereiro - 125 Jantar - 185 Magistério - 216
Grosso( a) - 117
Fiado-131 Guardar - 181 Jardim. 172 Magoa - 174
Ficar. 64 Guerra - 146 Jesus' 208 Magro. 91
Ficar (namoro) - 179 Gula - 158 Jovem - 86 Maio. 124
Fiel- 210 Judeus - 212 Mais. 89
Filho(a) - 84 Judiar. 140 Mais ou menos' 65
Filmadora - 146 Juiz. 218 ""'al.educado - 90
Filme - 146 Helicâptero - 176 Juizo - 175 Mandar - 72
Fim - 91 Higiene - 137 Juizo (julgar). 175 Manhã - 56
Final de semana. 57 Hipocrisia. 176 Julho. 126 Mapa - 144
Finanças/Financeiro. 134 Hoje. 100 Junho - 126 Mar - 170
Fingir. 77 Homem - 84 Juros - 130 Maranhão - 166
Fino(a) - 117 Hora - 66 Maravilha - 211
Firme - 92 Hora Extra - 132 Marcar. 74
Fiscalizar - 132 Horas - 153 ""'larcenaria - 70
Fisioterapeuta - 216 Horrível. 215 lá - 59 Março - 125
Flertar. 184 Hospital - 203 lagoa' 171 Marinha - 176
Flor - 169 Hotel - 203 lágrima - 213 Marrom - 109
Fofo(a) - 190 HSBC. 129 lançar - 196 Mas - 89
Fofocar' 77 Humilde - 147 lanchar' 185 Natar.77
Fogão - 127 lápis. 198 Mato Grosso - 166
Foguete - 176 lápis de cor - 199 Mato Grosso do Sul. 166
Folga - 66 lavar - 188 Matricular. 195
Folha - 169 Idade. 89 lavar a louça - 188 Me::àniro de iIl.JDl"ÓJeiS - 70
Folha - 199 Ideia-191 lavar a roupa - 188 Médico. 144
Folha de ponto - 151 Idêntico - 215 lavar as mãos - 188 Medir (fita métrica) • 162
Fome - 90 Idoso(a) - 86 lavar O cabelo - 188 Medo - 173
Fora. 173 Ignorante - 176 lavar o rosto. 188 Meia - 112
Forte - 173 Igreja - 200 legal - 156 Meia hora - 153
Foto - 190 Ilha - 171 leis - 151 ""leio ambiente - 71
Foto I fotografia - 142 Imaglt1ar - 64 leite - 122 ""leio-dia - 154
fotografar - 140 Imperfeito(a) - 148 lembrar - 114 Melhor. 118
Fraco(a)-173 Importante. 119 ler. 152 Mendigar - 139
Frango. 123 Impossível - 161 leste - 168 Menlno(a) - 85
Fratura (quebrar) - 137 Imposto - 133 levantar' 73 Mental. 191
Frente - 89 Imprimir - 183 Levantar (a cabeça) • 73 Mentira - 172
Frequentar. 101 Inauguração - 160 levantar (em pé) - 73 Mercado. 204
Frio - 169 Incomodar I Amolar - 76 levar - 187 Merecer - 194
Frutas. 123 Individual - 160 leve - 161 Mês.124
Fugir - 184 Inferno - 209 lição - 92 Mesa - 127
Metal (ferro) - 171 Obrigado(a) - 57 Pedra - 171 Preto. 109
Metido - 160 Observação - 159 Pegar I Tomar - 113 Primo(a) • 85
Metrô - 98 OCulto(a) - 176 Peidar - 196 Problema - 105
Meu / Minha - 59 OCupado(a) - 118 Pelejar - 116 Professor(a) - 106
MiI- 130 Odiar. 184 Pena (dó, piedade) • 205 Profissional - 151
Milhão. 130 Oeste. 168 Penal (estojo). 199 Profundo. 91
Mim I Me. 105 Oferta. 212 Pensar - 71 Proibir - 153
Minas Gerais. 166 Oficina - 96 Pequeno(a) - 104 Prometer - 194
Minuto - 66 Oi - 56 Perceber - 76 Pronto - 80
Mochila - 199 Onde - 79 Perdão. 214 Proteger - 102
Modificar - 194 Ônibus - 98 Perder - 101 Provar. 182
Morar. 72 Ontem - 99 Perdoar - 214 Provocar - 187
MordedLra de animais. 138 Opinião - 92 Perdulário (gastador) Psicólogo(a) - 218
Morrer - 102 Oportunidade / Chance .134 Psiquiatra - 218
Mostrar - 101 - 106 Perfeito(a) - 148 Pular - 197
Motel. 203 Orar I Rezar - 210 Perguntar - 102
Moto. 98 Organizar - 182 Perigoso(a).143
Motorista - 216 Qrgulho - 147 Pernambuco. 167
Msn - 148 Qtimo. 156 Perseguir - 188
Mudar (mudança) - 194 Ou.79 Perseverar - 139
Muitas vezes. 92 Ouro - 111 Perto. 104 Qual - 88
MuitO/Basta nte/Tanto-91 Ousadia - 143 Pesado. 161 Qualquer - 88
Mulher. 84 Outro(a) - 118 Pesca - 174 Quando.88
Multa. 132 Outubro. 126 Pesquisar - 196 Quanto custa? - 79
Mundo - 143 Ouvinte. 104 Pessoa - 87 Quantos - 88
Museu - 202 Piada - 142 Quarta-feira. 99
Música. 214 Piauí. 167 Quase. 155
Picolé - 123 Que - 88
Paciência. 145 Piloto - 215 Queijo - 124
Padaria - 202 Pior. 118 Queimadura. 138
Namorado(a) - 87 Padrasto - 87 Pizza - 124 Quem. 88
Não. 65 Padre - 210 Pobre - 205 Quente - 170
Não entender. 60 Padrinho(a) • 87 Pode. 119 Querer. S9
Não gostar. 115 Pagamento. 132 Polícia - 142 Quinta-feira - 99
Não pode - 119 Pagar - 73 Política - 213 Quite - 148
Não querer. 59 Pai.84 Ponto de ônibus. 201
Não saber / Não sei • 71 País - 204 Pontualmente - 154
Não ter. 72 Paixão. 179 Por causa - 155
Não ver. 59 Palavra. 213 Por favor - 57 Raciocínio - 191
Nascer. 77 Palavrão (obsceno) - 215 Por isso. 155 Rádio. 128
Navio. 97 Palestrar. 189 Porcentagem - 132 Rainha. 214
Négodo - 131 Palhaço - 162 Porque / Por que - 105 Raio - 170
Nervoso(a) • 104 Panela - 127 Portaria - 105 Raivar. 115
Neto(a). 86 pão - 124 Possível I Capaz - 161 Rancor - 118
Neutro. 161 Papel - 93 Pouco(a) - 173 Rápido. 67
Neve - 170 Paquerar - 184 Poupança. 130 Razão - 159
Ninguem.89 Para - 155 Poupar - 134 Reais - 78
Noite. 56 Pará. 167 Povo. 87 Rebelde - 190
Noivo(a) - 87 Paraiba - 167 Praça - 141 Receber. 113
Nome. 65 Paraná. 167 Praia - 170 Reclamar. 194
Normal- 155 Parar - 103 Prata - 110 Redor - 160
Norte. 168 Parcelado. 79 Prato - 127 Refeitório - 96
Nós - 58 Parecer. 185 Prazer - 101 Refrigerante - 124
Nosso I Nossa. 58 Particular. 154 Precisar. 101 Regras - 151
Nota - 132 Passado - 100 Preconceito - 91 Régua. 199
Nota fiscal. 132 Passagem. 145 Prédio - 97 Rei - 214
Novembro - 126 Passar - 152 Prefeito - 217 Reino - 211
Novidade. 148 Passear. 183 Prefeitura. 200 Reladonamento. 179
Novo{a).145 Pasta - 199 Pregação - 212 Religião - 208
Nudez I Nu. 175 Pastel - 123 Preguiça. 190 Remédio. 143
Número. 80 Pastor - 211 Prejuízo. 157 Repetir/Outra veZ/De
Patrimônio - 133 Preocupar. 101 novo. 183
Paz - 156 Preparar - 182 RepÓrter - 217
Pecado - 212 Presença - 156 Repreender - 182
Pedágio - 203 Presente - 100 Reservar - 183
Pedagogia. 217 Presidente - 157 Resolver. 187
Pedir - 59 Presunto. 122 Respeitar - 113
Responder - 102 Sensível. 160 Tecido - 117 Velha(a) - 145
Responsabilidade - 156 Sentar. 74 Teimoso(a) - 190 Veloz- 191
Responsável. 156 Sentir. 114 Telefone. 93 Vencer. 195
Restaurante. 202 Separar - 173 Telefonista - 217 Vencimento - 133
Reunião - 64 Ser / Sou / Seja. 155 Televisão - 128 Vender - 73
Reunir. 64 Sergipe - 168 Televisão lCO • 128 Veneno - 138
Revisar. 181 serio - 169 Tempo (meteorológico) Vento - 171
Revista - 190 Serralheria. 71 .100 Ver I Olhar. 59
Ricaço / Fortuna - 205 Servir. 195 Tempo (momento) - 100 Verba - 133
Rico - 205 Servo. 143 Tempo (pausa) - 100 Verdade • 172
Rio - 170 Setembro - 126 Tênis. 112 Verde - 110
Rio de Janeiro. 167 Seu I Sua I Teu I Tua • 58 Tentação. 212 Verduras - 123
Rio Grande do Norte - 167 Sexta-feira. 99 Tentar - 115 Vereador(a). 217
Rio Grande do Sul - 167 Shopping (enter - 203 Ter. 72 Vermelho. 110
Rodoviária - 141 Sigilo. 147 Terça-feira. 99 Vestibular. 202
Romântico(a). 179 Significar - 183 Terminar. 115 Vestido. 111
Rondônia. 167 Silêncio - 162 Terra - 170 Viajar - 139
Roraima - 168 Sim - 65 Terremoto - 171 Vice-presidente. 157
Rosa - 109 Simples - 155 Tesoura - 199 Vidado(a)' 190
Roubar. 138 Sinal - 106 Testemunho(a). 175 Vigiar - 152
Roxo. 110 Sindicato - 218 TIo(a) - 86 Violência. 157
Rua - 79 Só. 173 Tipo (opção) - 119 Violentado - 157
Ruim - 89 Sobre. 205 Tirar. 186 Violento - 157
Sobrinho(a) - 86 Tocantins - 168 Vir I Vamos - 73
Sócio (clube)' 144 Tocar - 195 Visitar - 114
Sócio (parceria) - 144 Todos. 58 Viver I Vida. 75
Sâbado - 99 Sofá - 127 Tomara - 91 Vizinho. 205
Sabedoria. 214 Sofrer - 77 Tomate - 124 Você - 58
Saber - 71 509,,,(a) - 86 Tontura. 138 Voltar - 73
Sacrifício - 174 Sol- 170 Total. 93 Vômito. 138
Safado(a).215 Soldado - 216 Trabalhar - 139 Vontade. 157
Saia. 111 Soletrar. 195 Tradução - 92 Vós - 58
Sair - 64 Solteiro(a) - 85 Trair (chifrudo) - 180 Votar - 102
Sal • 122 Somar - 93 Trair (falso) - 183 Vou. 78
Sala - 96 Sonhar - 63 Trânsito - 141 Voz - 205
Salario - 132 Sono - 64 Transportes - 70 Vulcão' 171
Saldo. 129 Sorte - 190 Trator - 98
Salvar - 210 Sorvete. 124 Treinar - 64
Sangue. 162 Sozinho(a) - 173 Trem. 98
Santa catarina - 168 Suar - 188 Trilhão - 130
SANTANDER - 129 Subir - 74 Triste - 117
Santo - 210 Subir escada - 74 Trocar. 76
São Paulo - 168 Submarino. 176 Troco. 133
Sapato - 112 Submissão. 147 Trono - 211
saque' 130 Subornar - 189 Trovão - 170
Satanás/ Diabo - 213 Substituir - 152 Tudo. 58
Saudade - 105 Suco. 124 Tudo bem - 56
Saúde - 138 Sujo - 147
Secretaria - 65 Sul - 168
Sede (lugar) - 158 Sumir - 74
sede (sensação) - 158 Superar - 77 Uau - 118
segredo / Secreto - 147 Supermercado - 204 ÚJtimo(a) - 145
seguir - 74 Suportar / Aguentar União I Unir - 190
seguir em frente. 60 - 139 UNlBANCO • 129
Segunda.feira - 98 Surdo(a) - 104 Uniforme. 112
segundo - 66 Surpreender (surpresa)' 153 Universidade - 202
Segurança de trabalho. 71 Sutiã - 112 Universo. 172
seguro (firme, protegido) Usado (gasto) - 141
- 93 Usar (exercer) - 141
Seguro (seguradora) • 134
Semáforo. 144
Semana. 99
semelhar (parecido) - 185
Sempre. 174
Senador(a) - 218
Senhor. 208
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