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ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA

A análise de balanços visa relatar, com base nas


informações contábeis fornecidas pelas empresas, a
posição econômico-financeira atual, as causas que
determinaram a evolução apresentada e as tendências
futuras. Em outras palavras, pela análise de balanços
extraem-se informações sobre a posição passada,
presente e futura (projetada) de uma empresa.

ANÁLISE VERTICAL
A análise vertical é uma interpretação gráfica usada para
medir a liquidez de uma empresa. É o estudo das
alterações das composições, dos principais conjuntos de
contas (ativo e passivo), extraindo indicadores para ajudar
a identificar o andamento da empresa no período
analisado.
Para traçar a Análise Vertical, devemos transformar os valores em percentuais.
Vamos utilizar o ano de 2008, como exemplo e transformar as seis contas utilizadas
na análise vertical em percentuais:

PROCEDIMENTO DE CÁLCULO
Ativo Circulante ÷ Total Ativo x 100 => 43.000 ÷ 100.000 x 100 = 43%
Realizável LP ÷ Total Ativo x 100 => 1.000 ÷ 100.000 x 100 = 1%
Imobilizado ÷ Total Ativo x 100 => 56.000 ÷ 100.000 x 100 =56%
Passivo Circulante ÷ Total Passivo x 100 => 41.000 ÷ 100.000 x 100 = 41%
Exigível LP ÷ Total Passivo x 100 = > 15.000 ÷ 100.000 x 100 = 15%
Patrimônio Líquido ÷ Total Passivo x 100 => 44.000 ÷ 100.000 x 100 = 44%

O ano de 2012 foi o melhor ano para esta empresa, pois o ativo circulante paga todo
o passivo circulante, paga todo o exigível a longo prazo e ainda sobra capital de giro
próprio.
ANÁLISE HORIZONTAL
Visa o estudo da evolução dos componentes das demonstrações
contábeis ao longo dos exercícios sociais, através de quocientes, também
chamados de números índices, sendo obtidos a partir de um exercício
social tomado como base, onde todos os itens das demonstrações
contábeis nesse exercício são fixados em 100 e, a partir daí, são
determinados os demais índices referentes às demonstrações dos outros
exercícios sociais subsequentes ao exercício tomado como base.
Exercício
Calcule a análise vertical e horizontal do Balanço Patrimonial e
da Demonstração dos Resultados e comente os resultados.
4. FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Como calcular o preço de venda do meu produto? Como saber se o preço
praticado está satisfatório? Com base em que precifico meu produto?
Estas questões são respondidas estudando a Formação do Preço de Venda, cujo
cálculo deve levar a um valor:
1. Que traga à empresa a maximização dos lucros;
2. Que seja possível manter a qualidade dos produtos;
3. Que atenda aos anseios do mercado;
4. Que melhor aproveite os níveis de produção.
LEVANTAMENTOS PRELIMINARES PARA O CÁLCULO DO PREÇO DE
VENDA:
a. Primeiro, é necessário definir e levantar os gastos globais da empresa,
classificando-os em custos diretos e custos indiretos;
b. Determinar a quantidade de matéria-prima e outros materiais utilizados
para produzir uma unidade do produto.
c. Determinar o número de horas de mão de obra direta necessária para
produzir uma unidade do produto.
d. Levantar os custos indiretos mensais de produção, tais como:
combustíveis, aluguéis, manutenção, mão de obra indireta, seguros,
energia, etc.
e. Elaborar para auxiliar no cálculo, uma planilha de custos para cada
produto.
f. Elaborar uma ficha de controle dos custos indiretos.
g. Determinação das despesas de comercialização. As despesas de comercialização
são todas aquelas que incidem diretamente sobre o preço de venda, tais como:
despesas financeiras, comissão de vendas, impostos sobre vendas, despesas de
propaganda, expedição, transportadoras. Normalmente estas despesas representam
um percentual que incide sobre o preço de vendas, por isso, sugere-se determiná-lo
através de índices.
h. Definição da margem de lucro. A margem de lucro desejada é definida de acordo
com as estratégias de mercado da empresa, que deve levar em consideração a
situação dos concorrentes.
i. Calcular o mark-up que é igual à 1 – (despesas de comercialização + lucro
desejado / 100)
j. Calcular o preço de venda que é igual a:
FINALIDADE DO MARK-UP
O mark-up tem por finalidade cobrir as seguintes contas:
impostos sobre vendas;
taxas variáveis sobre vendas;
despesas administrativas fixas;
despesas de vendas fixas;
custos indiretos de produção fixos;
lucro.

Exemplo:
Formação do mark-up para venda à vista para fixação
Vamos admitir que determinada empresa tenha incorrido nos seguintes
gastos para produzir e vender determinado produto:

Matéria-prima R$ 700,00;
Outros custos (MOD + CIP variável) R$ 300,00;
Total dos custos = R$ 1.000,00.
PEDE-SE:
Formação de Preço de venda;
Comprovação da margem de contribuição de 27%.
SOLUÇÃO:
Utilizando a fórmula:
Exercícios
1. A empresa Alfa incorreu nos seguintes gastos para produzir e
vender um determinado produto:
Matéria-prima: R$ 800,00
Mão de obra direta R$ 200,00
Custos indiretos de fabricação: R$ 100,00 (manutenção, energia,
aluguel)
ICMS: 17,00%
PIS: 0,65%
COFINS: 3,00%
Comissão de vendas: 10%
Despesas financeiras: 4% (juros pagos, emissão de boletos,
tarifas bancárias)
Lucro desejado: 9%
Com base nesses dados calcule o preço de venda.
2. Uma empresa apresenta os seguintes percentuais sobre a
receita líquida:
Despesas comerciais: 7,3%
Despesas administrativas: 5,4%
Custo financeiro: 2,9%
Margem de lucro desejada: 4,6%
Os impostos incidentes sobre vendas são:
ICMS: 18%
PIS: 1,65%
COFINS: 3,0%
Calcule o Mark-up e obtenha o preço de venda com impostos
para um produto que tem um custo industrial de R$ 1.500,00.
3. Uma em tem os seguintes percentuais médios sobre vendas líquidas:
Despesas comerciais: 12%
Despesas administrativas: 11%
Custo financeiro: 6%
Margem de lucro: 17%
Os impostos incidentes sobre as vendas são:
ICMS: 17%
PIS: 1,65%
COFINS: 7,6%
Calcule o Mark-up e obtenha o preço de venda com impostos para um
produto que tem um custo industrial de R$ 1.000,00.
FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA X VOLUME DE
PRODUÇÃO
A formação do preço de venda também deve levar em
consideração o volume de produção para o produto que está se
tentando precificar, pois no moderno ambiente concorrencial a
formação do preço de venda é cada dia mais dependente do
mercado, em outras palavras, é o mercado que passa a fixar o
preço e não mais a empresa. Por isso o volume de produção é
muito importante, pois quanto maior for o volume de produção,
menor será o meu custo e consequentemente, menor poderá ser o
meu preço de venda e assim deixar meu produto competitivo no
mercado.
Exemplos:
1. A Empresa ALFA tem um custo variável de R$ 5,00 por unidade
produzida. Os custos e despesas fixas totalizam R$ 100.000,00, sendo
sua capacidade de produção de 10.000 unidades. Essa empresa vem
trabalhando considerando o seu nível de produção e, assim, o custo
unitário do produto é:

O preço de venda é determinado fixando-se um lucro de 20%, despesas


financeiras 10% e comissão sobre vendas de 10% e então ficará:
2. Agora, vamos simular que em um período de recessão, as vendas
caíram 37,5% atingindo 6.250 unidades produzidas, como ficará o custo e
o preço de venda?

O preço de venda é determinado fixando-se um lucro de 20%, despesas


financeiras 10% e comissão sobre vendas de 10% e então ficará:

Com tal preço, a Empresa ALFA perde competitividade no mercado, pois o preço
proposto está muito acima do normalmente praticado. Caso a concorrência
mantenha o preço de venda anterior, a empresa MK terá sérias dúvidas sobre o
que fazer para vender o seu produto. Por isso, a empresa deve sempre tentar
maximizar o volume de produção para conseguir reduzir o seu custo e manter um
preço de venda competitivo.
Exercícios
1) Uma determinada empresa tem um custo variável de R$ 10,00
por unidade produzida. Os custos e despesas fixas totalizam R$
84.000,00, sendo sua capacidade de produção de 12.000
unidades. Essa empresa vem trabalhando considerando o seu nível
de produção, onde preço de venda determina um lucro de 25%,
despesas financeiras 15% e comissão sobre vendas de 10%. De
posse desses dados, calcule o custo e preço de venda unitário do
produto.

2) Com dados do exercício anterior, simule que em um período de


recessão, as vendas caíram 35% atingindo 7.800 unidades
produzidas, como ficará o custo e o preço de venda?

3) Agora admita que essa empresa em um determinado período,


aumentou suas vendas em 15%, atingindo 13.800 unidades
produzidas, em virtude do aquecimento da economia, calcule o
custo e o preço de venda?
PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO
O Ponto de Equilíbrio Financeiro é definido como o nível de receitas onde
todos os custos (fixos e variáveis) e todas as despesas operacionais são
cobertos. Acima deste ponto existe lucro e abaixo deste ponto, o prejuízo.
É muito importante para a empresa, pois lhe possibilita:
a) determinar o nível de operações que precisa manter para cobrir todos os
custos e despesas operacionais;
b) avaliar a lucratividade associada a vários níveis de vendas.
TIPOS DE CUSTOS
O custo das mercadorias vendidas (CMV) e as despesas
operacionais da empresa contêm componentes de custos
operacionais fixos e variáveis. Os dois tipos de custos são
definidos por:
a) Custo Fixo: em geral são contratuais, são os que se
mantêm constantes para qualquer volume de vendas ou
produção.
Exemplo de Custo: mão de obra, aluguéis, depreciação.
Exemplo de Despesa: despesas administrativas.
b) Custo Variável: são os que sofrem alterações diretamente
relacionadas com o volume de vendas ou de produção.
Exemplo de Custo: matéria-prima, embalagens.
Exemplo de Despesa: despesas com vendas.
As empresas devem fazer um estudo detalhado para
caracterizar quais são seus custos e despesas fixas e quais
são seus custos e despesas variáveis, mas podemos
caracterizar da seguinte forma:
Indústria: Custo de Produto Vendido, como 60% são custos
variáveis e 40% são custos fixos.

Comércio: Custo da Mercadoria Vendida como, 40% são


custos variáveis e 60% são custos fixos.
Prestação de Serviços: Custo da Prestação de Serviço,
como 30% são custos variáveis e 70% são custos fixos.
Quanto as Despesas Operacionais elas podem ser
classificadas, independentes do segmento em:
Despesas Administrativas: são consideradas despesas fixas
Despesas de Vendas: são consideradas despesas variáveis.
Despesas Financeiras: são consideradas despesas
variáveis.
CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Análise do Ponto de Equilíbrio Financeiro


Para esta empresa cobrir seus custos e despesas fixas e
variáveis, a mesma deve vender no período estudado, R$
16.792,68. Se ela vender abaixo deste valor, esta empresa
terá prejuízo e se vender acima, terá lucro.
Exercícios
1. Uma indústria apresenta os seguintes dados:
Venda = R$ 229.265,00
Custo da Mercadoria Vendida = [(Custo Variável 60% = R$ 62.488,80) + (Custo Fixo
40% = R$ 41.659,20)]
Custo da Mercadoria Vendida = R$ 104.148,00
Despesas Administrativas = R$ 11.899,00 (Despesa Fixa)
Despesas de Vendas= R$ 27.400,00 (Despesa Variável)
Despesas Financeira = R$ 965,00 (Despesa Variável)
Calcular o ponto de equilíbrio financeiro dessa empresa, representar graficamente e
comentar o resultado.
2. Em um determinado período uma empresa apurou os
seguintes dados financeiros:
Vendas = R$ 320.000,00
Custo da Mercadoria Vendida = R$ 200.000,00 (custo variável
= 65% e custo fixo = 35%)
Despesas administrativas = R$ 20.000,00
Despesas com vendas = R$ 30.000,00
Despesas financeiras = R$ 15.000,00
Com base nesses dados, pede-se para calcule o ponto de
equilíbrio, construa o gráfico e comente.
PONTO DE EQUILÍBRIO POR PRODUTO
Da mesma forma como verificamos o ponto de equilíbrio financeiro da
empresa, podemos descobrir qual o ponto de equilíbrio por produto,
também considerando os custos e despesas fixas e os custos e despesas
variáveis. Com o ponto de equilíbrio por produto o administrador financeiro
colabora com o administrador da produção para definir qual o volume de
fabricação e o volume de vendas de um determinado produto para que ele
cubra seus custos e despesas fixas e variáveis.
Exemplo:
Uma empresa tem sua produção estimada em 8.000 unidades. Os custos
e despesas fixas totalizam R$ 3.000,00. Os custos e despesas variáveis
por unidade produzida somam R$ 0,70 e o preço de venda por unidade
será de 2,20. Determine:
a. A estimativa de lucro operacional nos seguintes níveis de produção
100%;
b. O ponto de equilíbrio em unidades;
c. A porcentagem de produção onde ocorre o equilíbrio;
d. Construa o gráfico.
Exercício
1. Uma empresa tem sua produção estimada em 10.000 unidades. Os
custos e despesas fixas totalizam R$ 4.500,00. Os custos e despesas
variáveis por unidade produzida somam R$ 0,80 e o preço de venda por
unidade será de R$ 2,60. Determine:
a. A estimativa de lucro operacional nos seguintes níveis de produção
100%;
b. O ponto de equilíbrio em unidades;
c. A porcentagem de produção onde ocorre o equilíbrio;
d. Construa o gráfico.
5. ALAVANCAGEM OPERACIONAL, FINANCEIRA E TOTAL
Alavancagem Operacional
O uso potencial de custos operacionais fixos para aumentar os efeitos das
mudanças nas vendas sobre os lucros da empresa antes dos juros e dos
impostos (LAJIR).
A alavancagem operacional pode ser definida também como a variação
no lucro operacional decorrente de uma alteração no volume de produção
(e de vendas) da empresa.
Esse fenômeno deriva da existência de custos e despesas operacionais
fixos, que permanecem sem alteração dentro de certos intervalos nos
níveis de produção.
À medida que somente seriam alteradas as receitas e os custos variáveis,
quanto maior for a participação dos custos fixos nos custos totais, maior
será a variação proporcional no lucro operacional.
A magnitude do efeito dessa alteração no volume de produção sobre o
lucro operacional é medida através do grau de alavancagem operacional
(GAO), conforme fórmula apresentada a seguir:
Alavancagem Financeira

A capacidade da empresa usar encargos financeiros fixos a fim de


maximizar os efeitos de variações no lucro antes dos juros e impostos
(LAJIR).
Conforme conceituado, as despesas financeiras são decorrentes dos
empréstimos e financiamentos obtidos pela empresa e das respectivas
taxas de encargos contratados.
Estas despesas são deduzidas ao lucro operacional para se apurar o
montante dos lucros antes do provisionamento do Imposto de Renda.
Assim, o volume de despesas financeiras existentes determinará o impacto
que uma variação no lucro operacional causará sobre o lucro antes do
Imposto de Renda.
O grau de alavancagem financeira (GAF), considerando o volume de
produção e os preços de venda e custos operacionais fixos e variáveis,
determina a variação ocorrida no lucro líquido (à medida que o Imposto de
Renda corresponde a um percentual do lucro antes do provisionamento do
imposto) decorrente de determinada variação no lucro operacional.
Alavancagem Total ou Combinada

A alavancagem total decorre do fato de que praticamente todas as empresas


apresentam uma estrutura de gastos operacionais fixos e também despesas
financeiras, ou seja, estão sujeitas aos efeitos conjuntos da alavancagem
operacional e da alavancagem financeira.
A fórmula para a apuração do grau de alavancagem total (GAT) está indicada a
seguir:
GAT = GAO x GAF
Exemplo 1:
Vamos considerar que uma empresa apresente a seguinte relação custo-
volume-resultado:
1. Os custos e despesas variáveis alcançam R$16,00 / unidade
2. Os custos e despesas fixos no período são de R$33.240,00
3. O preço de venda é de R$48,00 / unidade
4. O nível de produção da empresa é de 2.000 unidades no período
5. O ponto de equilíbrio operacional (PEO) foi calculado em 1.087
unidades
6. As despesas financeiras somam R$1.020,00
7. A depreciação do período foi de R$1.250,00
A partir das informações apresentadas, iremos calcular o GAO, GAF e o
GAT, assumindo que será fabricado somente um produto.
Com isto concluímos pelo cálculo do GAO, que a variação do volume
vendido vai gerar uma Margem der Contribuição 2,17 maior que o lucro
operacional, o que deverá ser suficiente para cobrir os custos de
despesas fixas, assim como a depreciação.
Já o GAF apresentou um giro de 1,04, o que significa ser suficiente para
cobrir as despesas financeiras da operação. Caso este número venha a
aumentar demasiadamente isto significa que o financiamento para
sustentar a operação está fazendo com que a empresa fique cada vez
mais endividada, ou melhor, alavancada, sendo um fator de preocupação
de continuidade da empresa.
O conjunto dos cálculos da Alavancagem Operacional e Financeira
determina o Grau da Alavancagem Total, gerados por gastos
operacionais fixos e também pelas despesas financeiras. Este valor é
interessante analisar sempre em conjunto com os demais concorrentes
para verificar o grau de alavancagem total e determinar se o negócio está
sendo bem administrado ou não.
Exemplo 2 – Caso Prático:
Nossa empresa apresenta a seguinte relação custo-volume-resultado:
1. Os custos e despesas variáveis alcançam R$22,00/unidade.
2. Os custos e despesas fixos no período são de R$8.000,00.
3. O preço de venda é de R$48/unidade
4. O nível de produção da empresa é de 350 unidades no período.
5. O ponto de equilíbrio operacional (PEO) foi calculado em 327 unidades.
6. As despesas financeiras somam R$338,00 no período
7. A despesa com depreciação é de R$502,00 no período

Queremos calcular os graus de alavancagem operacional, financeira e


total para a variação entre o volume de produção real (300 unidades) e
aquele existente no ponto de equilíbrio, e entre a produção real (300
unidades) e 350 unidades.
(a) Verifique que o GAT somente pode ser aplicável para
níveis de produção acima do ponto de equilíbrio, quando o
GAO for superior a zero, pois não há sentido para este índice
um valor inferior à zero, quando estamos falando de
alavancagem.
CONCLUSÕES
O caso prático dado permite-nos chegar a algumas conclusões:
1. O GAO é negativo abaixo do PEO e positivo acima deste patamar;
2. No PEO, o LAJIR é zero e, consequentemente, o GAO é indefinido.
3. O GAO tem como característica apresentar maiores valores (positivos
ou negativos) ao redor do PEO, diminuindo à medida que aumenta a
variação entre as quantidades produtivas e aquelas relacionadas ao
PEO.
4. Em um nível de produção de 300 unidades, as variações no LAJIR
provocarão um acréscimo ou decréscimo de 0,675 vezes maior no LAIR
(ou lucro líquido). Para uma produção de 350 unidades, a influência no
LAIR será de 2,3 vezes (positiva ou negativa).
5. Ocorrendo variações nos níveis de produção da empresa, o impacto
maior sobre o LAIR será decorrente da alavancagem operacional e não
da alavancagem financeira.
6. Ao aceitar um pedido maior e consequentemente um aumento
significativo no volume de produção, é sempre contraproducente analisar
a capacidade produtiva da empresa, ou seja, produzir sempre mais com
menos, sem a necessidade de investimentos em ativos fixos, pois isto
levaria a geração de novos investimentos e consequentemente um
aumento das despesas financeiras.
Exercício
Nossa empresa apresenta a seguinte relação custo-volume-resultado:
1. Os custos e despesas variáveis alcançam R$25,00/unidade.
2. Os custos e despesas fixos no período são de R$8.000,00.
3. O preço de venda é de R$50/unidade
4. O nível de produção da empresa é de 400 unidades no período.
5. O ponto de equilíbrio operacional (PEO) foi calculado em 340 unidades.
6. As despesas financeiras somam R$400,00 no período
7. A despesa com depreciação é de R$500,00 no período

Calcule os graus de alavancagem operacional, financeira e


total para uma variação entre o volume de produção real (300
unidades) e aquele existente no ponto de equilíbrio, e entre a
produção real (300 unidades) e 400 unidades.
(a) Verifique que o GAT somente pode ser aplicável para
níveis de produção acima do ponto de equilíbrio, quando o
GAO for superior a zero, pois não há sentido para este
índice um valor inferior à zero, quando estamos falando de
alavancagem.
6. POLÍTICA DE DIVIDENDO

De forma geral, o dividendo é uma destinação do lucro do


exercício, dos lucros acumulados ou da reserva de lucros da
empresa. Podemos dizer também que o dividendo é o que a
empresa paga aos acionistas do lucro obtido em determinado
período, proporcional à quantidade de ações que cada um
possui.
No caso brasileiro, a Lei das Sociedades Anônimas determina
a distribuição de um dividendo mínimo obrigatório que deve
ser estipulado no estatuto da empresa. Atualmente, o valor
legal para distribuição é de 25% do lucro líquido, no mínimo.
A queda esperada será proporcional ao número de ações emitidas. Vamos
imaginar que o preço de mercado da ação no exemplo anterior seja de R$
30,00 antes da bonificação. Após a bonificação de 50% o preço de
equilíbrio deverá ser R$ 20,00 (R$ 30,00 / 1,50).
Exemplo:
Admita-se que uma companhia possua 100.000 ações e um capital de R$
5.000.000, assim distribuídos:
Diante do exposto vê-se que sobram R$ 105.000,00 (R$ 360.000,00 - R$
255.000,00) do lucro liquido ajustado que podem ser distribuídos conforme
dispuser o estatuto e decidam os acionistas em Assembleia Geral. Se do
lucro ajustado fossem constituídas reservas (exceto a reserva legal) que
inviabilizassem o pagamento do dividendo mínimo aos acionistas
preferenciais, deveriam ser revertidos valores de outras reservas para
viabilizar este pagamento. Apenas os acionistas ordinários poderiam ter
seus dividendos mínimos diferidos por este motivo.