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Introdução

Os hábitos e costumes ditam o comportamento cultural e identidade de uma


determinada sociedade (povo) neste sentido os hábitos e costumes podem ser o
comportamento normal ou regular de uma determinada pessoa.
Existem pessoas que partilham as mesmas origens mais não os mesmos hábitos
e costumes, no caso daqueles que não apreciam os mesmos, embora não seja ilegal terem
outros costumes, correm o risco de serem criticados ou condenados socialmente.
Hábitos e costumes
Os pais devem saber cultivar amizade com seus filhos de modo que eles se
sintam bem consigo próprio e com outros que os rodeiam.
Pode-se caracterizar na psicologia o hábito como qualquer comportamento que
se repetem regularmente ou que requer pouca ou nenhuma razão naquilo que é aprendido
e inato. Alguns hábitos são manias que algumas pessoas desenvolvem e por isto na
maioria das vezes devemos ter cuidados com nossos hábitos para não magoar as pessoas
que não têm estes mesmos hábitos que em muitas das vezes pode ser algo negativo em
nossas vidas.
Pode-se usar como exemplo aquelas manias de comer somente com um tipo de
garfo, dormir todos os dias com o mesmo lençol e se secar sempre com a mesma tolha,
cheirar a comida muitos de nossos hábitos podem ser maléficos para as pessoas que estão
em nosso redor.
Os hábito são comportamentos que em muitas vezes são involuntários, por um
exercício de sempre fazer a mesma coisa e poderá ser substituída por uma nova ação
daquilo que era um hábito. Existem diferentes tipos de hábitos, alguns deles são:
Pode se falar dos hábitos físicos, aqueles hábitos que fazem com que tenhamos
a facilidade de fazer coisas repetidas e variadas que nem sequer percebemos.
Os hábitos emocionais são hábitos de falar sem pensar, ou até mesmo aquilo que
fazemos de formas inconscientes e por não pensar não sabe que aquilo se transformou em
hábitos.
Podemos falar também de hábitos religioso, é uma vestimenta usada por ordens
religiosas. O hábito religioso vem do que é utilizado na sociedade civil cristã da primeira
túnica que há séculos eram compostos de capa e manto.
Costumes
Um costume é um modo habitual de agir que se estabelece pela repetição dos
mesmos actos ou por tradição. Trata-se, portanto, de um hábito. Exemplos: “Os costumes
deste povo são estranhos para nós: as lojas fecham à tarde e voltam a abrir de madrugada”,
“O meu avô tem o costume de tomar um chá antes de se deitar”, “Ir ao cinema depois do
trabalho faz parte dos costumes britânicos que se estão a perder”.
O costume é uma prática social enraizada entre a maior parte dos membros de
uma comunidade. É possível distinguir os bons costumes (aprovados pela sociedade) e os
maus costumes (considerados negativos).
Em certos casos, as leis procuram modificar os comportamentos considerados
maus costumes. As leis concordam/são compatíveis com os costumes da sociedade. Os
costumes, efectivamente, podem constituir uma fonte de direito, seja de aplicação prévia
ou simultânea à lei.
Para a sociologia, os costumes são componentes da cultura que se transmite de
geração em geração e que estão portanto relacionadas com a adaptação do indivíduo ao
grupo social.
Angola é um pais de diferentes culturas e o mesmo é caracterizado pelas línguas
A divisão político-administrativa de Angola é composta por 18 províncias, e 161
municípios, o português é a língua oficial, resultante da colonização portuguesa, a mesma
é falada em todo território nacional, unindo deste modo o país em toda sua dimensão.
Todavia, apesar da existência de uma língua oficial, Angola possui as suas
próprias línguas, são aproximadamente 20 línguas, entre elas destacamos o Kimbundo,
Umbundu, o Kikongo, o Fiote, o Tchokwé, Ngangela, Kwanhama, línguas estas
completamente autónomas e com uma certa inter-relação uma da outra, pois pertencem
ao mesmo grupo linguístico ”bantu”, essas, eram as línguas faladas no actual território
angolano pelos povos que o habitavam-no, antes da chegada dos portugueses na foz do
rio Zaire.
como alguns costumes angolanos temos:
Alambamento (casamento tradicional)
Mais importante do que o casamento civil ou religioso, o alembamento tem o
peso da tradição.
Em Angola, é visto como uma cerimónia fundamental: alembamento é a entrega
dos dotes exigidos pela família da noiva à família do noivo.
Panos africanos, carta de pedido, dote e presentes simbólicos definem o
casamento tradicional africano. Em Angola, o alembamento vai muito além de anel no
dedo, muito além de um joelho dobrado apoiado no chão. É um enlace de grande
importância, uma vez que enaltece a família e é visto como o ‘pilar’ da felicidade.
Alembamento é um costume tradicional ou casamento tradicional que consiste
na celebração de uma cerimónia em que o homem se torna esposo da mulher, mediante
rituais, tendo em conta os costumes regionais.
Alembamento é uma exigência que os familiares fazem. Existe uma lista da
família da noiva, onde são exigidas certas coisas como fatos, bebidas, calçado, até mesmo
galinhas, se for preciso. O pedido consiste numa apresentação, onde se pede
consentimento para casar.
Pular à janela é o termo que se usa quando a rapariga engravida antes do
casamento. Nestes casos, é atribuída uma multa por parte da família da jovem à família
do rapaz.
Em Angola, em 90 por cento dos casos de gravidez é exigido alembamento.
O alembamento é, acima de tudo, respeitar a tradição e os costumes para
abençoar a união. Alembamento é a raiz e o pedido é o caule. Normalmente, nos centros
urbanos, não há grande aceitação ou tolerância para com o que é tradicional. Tudo que é
tradicional tem por origem e como origem o interior, o que é rural, tem o seu ícone nos
sobas.
O pedido
Para nós, alembamento é uma manifestação social e rural. Mesmo no
alembamento, há características que encontramos no pedido. Daí considerar que o pedido
é uma extensão moderna do alembamento. Pedido é algo urbano, algo dos centros, das
pessoas que viajam, das pessoas que têm acesso a outros mundos.
O pedido, por uma questão tradicional e de respeito, é uma comemoração para a
família, os noivos não têm voz, não têm ideias, não têm vontades, tudo é como eles
querem.
Como em todos os "pedidos", existe uma conversa prévia com os familiares de
ambos. Por norma, os tios mais velhos servem de intermediários.
A carta
A carta é feita recorrendo a uma "carta modelo" vendida em Angola, na qual se
resumem as intenções do noivo. É com esta que se inicia o procedimento da conversa em
reunião. A carta deve ser envolvida num lenço branco e fechada com um alfinete,
registando assim a sua pureza.
Geralmente, é feita e assinada pelo representante ou o tio mais velho do noivo.
A carta é sempre acompanhada de uma lista de pedidos e de um valor monetário.
Nos costumes bacongo não é estipulado um valor, depende muito do valor que
o homem dá pela noiva. É uma forma de agradecimento e respeito pela família que a
criou. Normalmente, esse dinheiro também é partilhado com os tios pelos serviços
prestados, já que servem de intermediários.
A lista de pedidos (ou a factura) é uma exigência da família da noiva. Consiste
numa lista elaborada pelos tios, na qual consta uma relação de coisas que o noivo deve
comprar para a família da noiva. Entre os elementos fundamentais da lista contam- se
volumes de cigarros, caixas de fósforos, panos holandeses (devido à sua qualidade),
dinheiro, fatos, calçado e bebidas.
O ato de alembamento
São estendidos panos africanos (panos do kongo) no local da cerimónia para a
recepção do noivo, uma espécie de passadeira. Antes da sua entrada, são depositados
valores em dinheiro (geralmente notas) pela família do noivo.
Ao entrar, o noivo é cercado pelas tias da noiva, que fazem um serviço de
preparação, como se de um rei se tratasse. Limpam-lhe os sapatos, arranjam-lhe o fato,
limpam-lhe o suor da testa e carregam-no ao colo (um ritual especialmente desempenhado
em famílias bacongo).
Já na sala de reunião, do lado direito, a família do noivo; do lado esquerdo, a
família da noiva. Em frente e ao centro, numa espécie de altar, duas cadeiras para os
noivos. Inicia-se a cerimónia com base na carta do pedido.
O moderador da família da noiva inicia a cerimónia, apresentando todos os
familiares que o acompanham. Em seguida, dá a palavra ao orador da parte do jovem, que
também procede à apresentação de quem o acompanha.
Durante todo este processo a noiva nunca está presente, só aparece se as famílias
chegarem a um acordo. Estando todos de acordo, é analisada a lista para averiguar se tudo
o que foi pedido está correto. Tudo o que foi pedido deve ser envolvido em panos
africanos. "Posto isto é altura do noivo "exigir” a noiva. Mesmo neste momento, ainda
são "cobrados” alguns valores, como o transporte ou algum "agrado” para a tia que traz a
noiva. Quando a noiva aparece, vem toda envolta num pano.
Há situações em que vêm duas ou mais raparigas para o noivo descobrir qual
delas é a futura esposa. Se errar, paga multa. Depois desse processo, os oradores dão as
bênçãos aos noivos e apresenta-se a aliança. Depois do protocolo de cumprimentos, dá-
se início à festa comemorativa.
A realização da festa varia de região para região mas, apesar de diferentes,
formam um só costume. A crença faz com que grande parte do povo angolano prossiga
com a tradição, apesar de algumas mudanças.
Matrimónio
O termo matrimónio, sinónimo de casamento, provém do latim matrimonĭum.
Trata-se da união de um homem e de uma mulher que se realiza através de
determinados ritos ou trâmites legais. Nos últimos anos, têm sido cada vez mais os Países
a autorizar o matrimónio entre pessoas do mesmo género.
Os laços matrimoniais são reconhecidos a nível social, tanto a partir das normas
legais como pelos costumes. Ao contrair matrimónio, os cônjuges passam a obter direitos
e obrigações, pelo facto de se tratar de um contrato civil. O matrimónio também legitima
a filiação dos filhos que são procriados pelos seus membros.
É possível distinguir, dois grandes tipos de matrimónio: o matrimónio civil (que
se concretiza na presença de uma autoridade estatal competente) e o matrimónio religioso
(que legitima a união aos olhos de Deus).
Na óptica da Igreja Católica, o matrimónio é um sacramento e uma instituição
cuja essência reside na criação divina do homem e da mulher. O matrimónio católico é
perpétuo: não se pode romper de acordo com os preceitos religiosos (ao contrário do
matrimónio civil, onde existe o divórcio). Uma pessoa separada, por conseguinte, não
pode voltar a casar-se pela Igreja.
Em sentido figurado, por fim, trata-se de uma combinação ou de um sortido de
coisas que ficam bem umas com as outras.
Divórcio
O divórcio é que o resultado da decisão acordada por ambos os cônjuges ou
apenas a vontade de um deles, como o caso apropriado, de dissolver o casamento por
causa de diferenças irreconciliáveis que foram levantadas nas duas. Dentro destas
diferenças e claro tendo o cuidado que cada caso tem suas peculiaridades, podemos
contar: a infidelidade de alguns dos cônjuges, o abandono, calúnia, violência doméstica
ao cônjuge e filhos, que podem ser ou físicos ou psicológicos ou uma mistura de ambos.
Ou seja, quando um casal decide divorciar porque não há nada mais a ser feito
para salvá-lo, e então é para a frente para a passagem do divórcio que todo mundo vai
recuperar a liberdade para, por exemplo, reconstruir as suas vidas com outra pessoa se
desejado.
Mas hoje, a maioria das legislações do mundo aceita incluir nas suas leis de
divórcio, há ainda alguns que têm uma condenação muito fechada e que não permitem
qualquer ponto de vista que essa União se dissolve apenas alegam problemas nos dois.
De qualquer forma, de fato ou por lei, desde que não há a figura do casamento
existiu de lado do divórcio, embora clara, nos tempos mais remotos era mais comum do
que tanto o homem ou a mulher que pediu como resultado o adultério da outra parte, e
não porque se tornou comum hoje principalmente entre as celebridades, por diferenças
irreconciliáveis decorrentes da coexistência.
Divórcio deve ser solicitado e processado em um tribunal que lida com assuntos
civis ou família e como mencionado acima, pode ser encomendado pelos dois cônjuges,
depois de um acordo prévio ou solicitada por uma das partes. Após a decisão favorável,
a pessoa não retorna para o estado civil de solteiro, mas divorciado, mas enfim isto é
permitindo por exemplo que você poderá se casar novamente.
Mas o divórcio traz sobre algumas questões que uma vez que é estabelecida
devem ser resolvidos também se ou se, como resultado, como sendo, no caso de bens em
comum será dividido em partes iguais e na circunstância que as crianças têm em comum
o que será feito é resolver, também no tribunal, a custódia dos filhos e em seguida,
estabelecer um sistema de visitas para o cônjuge que não foi com posse, mas ele quer de
curso o seu papel de pai / mãe.
Tipos de divórcios
O divórcio pode ser feito de maneira consensual ou litigiosa.
A consensual ocorre quando ambas as partes estão de comum acordo sobre a
separação e tudo o que envolve o divórcio. Já a litigiosa ocorre quando as partes não
concordam com o fato do divórcio ou os termos presentes nele, assim, inicia-se um
processo no qual será discutido os direitos e deveres de cada um dos cônjuges.
Dito isso, há 3 tipos de divórcio:
Divórcio Extrajudicial
 A sua relação com a ex-companheira encerra-se amigavelmente;
 É realizado em qualquer cartório;
 Acontece somente se vocês não tiverem filhos menores ou incapazes;
 É necessário a presença de um advogado.
 Esse é o tipo de divórcio mais barato e rápido para os cônjuges.
Divórcio Judicial Consensual
 Vocês também terminam de forma amigável, apesar de ser feito
judicialmente;
 Acontece, normalmente, quando vocês têm filhos menores ou incapazes;
 É necessário a presença de um advogado;
 É um tipo de divórcio que costuma ser rápido, já que as partes estão de
acordo com os termos presentes no processo.
Divórcio Litigioso
 Acontece quando vocês não estão em comum acordo acerca dos
principais pontos do divórcio, como: guarda, pensão alimentícia, partilha
de bens, etc;
 É realizado pela via judicial;
 É necessário a presença de um advogado;
 Esse tipo de divórcio é demorado, por conta das divergências entre o
casal.
 É importante lembrar que é obrigatória a presença de um advogado
especializado em direito de família em todos os tipos de divórcio.
Consequências do divorcio
Pode ter consequências para os

Fidelidade
Fidelidade é o termo com origem no latim fidelis , que significa uma atitude de
quem é fiel , de quem tem compromisso com aquilo que assume. É uma característica
daquele que é leal, que é confiável, honesto e verdadeiro.
Ter fidelidade é uma expressão usada para nominar aquilo que tem constância.
Ex: A fidelidade de um cliente, a fidelidade de um amigo etc.
Fidelidade é também uma observância rigorosa da verdade, ou seja, da exatidão
na reprodução de um texto, de uma entrevista ou de uma narração.
A fidelidade é uma atitude antiga, já estava presente na Idade Média, no
comportamento dos vassalos, que tinham compromisso de fidelidade com o Senhor
Feudal, em troca de algum benefício obtido.
Fidelidade é uma das características de Deus, e significa que Deus não desiste,
não vira as costas, não abandona os seus filhos. Deus também espera que os seus filhos
expressem fidelidade em relação a Ele.
A fidelidade pode ser representada pela simbologia das flores. As de cor
vermelha, como as gérberas, tulipas, crisântemos, rosas, entre outras, representam o amor,
a paixão e também a fidelidade.
A expressão inglesa, "Wireless Fidelity" (Wi-Fi), que significa "fidelidade sem
fio",
em português, é uma tecnologia da comunicação, transmitida através de
frequência de rádio, ou infravermelho, que permite o acesso à internet, estando
o dispositivo móvel dentro da área de abrangência da rede. A expressão Hi-Fi é uma
abreaviação de High Fidelity , que significa "Alta Fidelidade", e era uma característica de
alguns aparelhos de som, indicando que o som reproduzido é fiel ao original.
Soneto de Fidelidade é o título de uma música de Vinícius de Morais: De tudo
ao
meu amor serei atento / Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto / Que mesmo em
face do maior encanto / Dele se encante mais meu pensamento ...
Festas
Angola é um mosaico cultural, sendo se verifica uma grande simbiose entre os
distintos grupos étnicos bem como a influência Portuguesa que aproximadamente 5
séculos fez de Angola sua propriedade (Colónia). O carnaval é festa típica realizada em
todo território nacional, anualmente, com ritmos folclóricos tem como finalidade a
difusão da cultura angolana, as danças do mar, realizadas na província do Namibe,
simbolizando as antigas celebrações culturas de carácter desportivo e recreativo, as festas
da nossa Senhora da Muxima, numa espécie de peregrinação realizada na província do
Bengo, as festas da nossa senhora do monte na província d a Huíla é uma forma de
peregrinação também realizada uma vez por ano na cidade do Lubango.
4.2- Danças
As danças em Angola também têm o seu espaço, numa divisão entre o tradicional
e o contemporâneo, com destaque para as dança dos chingãs, homens trajados e
mascarados, a dança dos mumuílas, a dança dos mucubais, e outras danças não menos
importante, formam o quadro das danças tradicionais de Angola. Na vertente
contemporânea, destacamos o semba, a kizomba bem como o Kuduro, com uma delas
com as suas particularidades, sendo que o kuduro, é um estilo bastante folclórico que
bastante aderido pela juventude angolana, e de alguns países lusófonos e não só.
4.3- Arte
Neste item destacamos a arte da máscara azul, que siboliza a cultura Africana
em particular Angolana, representa parte dos rituais angolanos, sendo a clivagem o
principal ponto de referência, no caso a vida e a morte, a passagem da infância à vida
adulta, a celebração de uma nova colheita, bem como o começo de uma nova estação. A
madeira, bronze o marfim também é trabalhado, aliás desde o paleolítico, as esculturas e
as máscaras também têm o seu espaço, entre elas “o pensador” dado como símbolo para
o progresso da nação, tanto mais que consta na moeda nacional, a máscara fêmea da
Mwona-Pwo usada para rituais de puberdade para os rapazes, as máscaras poli-cromáticas
kalweka usadas para cerimónias de circuncisão, de igual modo as máscaras de cikungu e
de cihongo, acerâmica também faz parte dasartes praticadas em Angola.
Hodiernamente, essas peças podem ser encontradas no mercado artesanal,
localizado a sul de Luanda bairro Benfica, no museu de antropologia localizado nos
coqueiros, rua Frederick Engles.
A arte da máscara azul de Angola, como a maioria da arte africana, as máscaras
de madeira e as esculturas não são criações meramente estéticas. Elas têm um papel
importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à
vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça. Os artesãos
angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas máscaras ou em esculturas. Cada
grupo étnico-linguístico em Angola tem seus próprios traços artísticos originais.
Talvez a parte mais famosa da arte angolana é o "Pensador de Côkwe", uma
obra-prima da harmonia e simetria da linha. O Lunda-Côkwe na parte nordeste de Angola
é conhecido também por suas artes plásticas superiores.
4.4- Gastrónomia
O mahindu dos povos mucubais, o pirão, o fuge de bombó a cachupa, a
calderada, o mufete, a moamba de galinha, a feijoada, a sopa de feijão e repólho, a canjica,
frutos do mar, a kissangua, o maruvo, a cuca, a nocal, e eka, a sagres, e tantas outras, entre
bebidas e comida, os não menos importantes frutos silvestres e uma diversidade de
produtos agrícolas, consagram a rica gastronomia angolana.
Importa-nos aqui salientar que os alimentos assim como bebidas acima
mencionadas provêm dos diferentes grupos étnicos pelos seus costumes e hábitos que
formam o país.
5- Símbolos nacionais e Religião
São símbolos nacionais o a insígnia, a bandeira nacional, o hino nacional, em
conformidade com o artigo 18º da constituição nacional. Relativamente a religião, emana-
nos a história que a primeira religião da actual Angola é o “animismo” que consistia na
adoração de deuses de diversas natureza, (árvores, sol, chuva, anciões, etc), tendo em
conta o contexto social destes povos. Porém, actualmente, a população Angolana é
cristão, sendo que estatísticas indicam para uma maioria católica, e o resto da população
e protestante (Metodista, Tocoistas, Baptista), etc.
5.1- Heróis nacionais
Várias são as figuras que se destacaram durante a luta de libertação nacional,
que teve o seu início a 4 de Fevereiro de 1961 na província de Malange, quando os nativos
africanos rebelaram-se contra o julgo colonial Português.
Entretanto, tal como mencionamos anteriormente, antes da presença portuguesa
em solo Angolano, isto no século XIV, mais concretamente em 1482, a divisão
administrativa de Angola circunscrevia-se em reinos, onde destacava-se o reino do
Congo, dado o seu grande poderio, e todos os demais reinos por sua vez pagavam tributo
a este. Os reinos do Ndongo, Matala, Lundas, Bailundo, kwanhama completavam o
quadro de reinos. Como já referimos, cada reino tinha o seu próprio rei, que após a
tentativa de ocupação e conquista dos mesmos pelos portugueses, originou um período
histórico chamado “resistência”, nomes sonantes como rainha N´zinga- reino do Ndongo,
rei katiavala- reino da Matala, Ekuikui II do Bailundo, Lweji a Konde rainha das Lundas,
Kimpa Vita, reino do kongo, Ngola Mbandi, Ngola kanini, Mutu ya Kevela, Mandume
rei dos Kwanhamas, afirmaram-se como grandes heróis nesta época. Entre os
contemporâneos destacamos António Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola,
Lúcio Lara, Mário Pinto de Andrade, Holden Roberto, Viriato da Cruz Neto, Agostinho
Mendes de Carvalho e outras figuras que se destacaram impulsivamente na luta de
libertação nacional, formam o quadro dos heróis Angolanos.