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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA

DISCIPLINA: MECÂNICA DOS FLUIDOS TURMA: TP01

EXPERIMENTO: VISCOSÍMETRO CAPILAR TIPO FRASCO MARIOTTE

FEIRA DE SANTANA – BAHIA

MAIO, 2015
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA

DISCIPLINA: MECÂNICA DOS FLUIDOS TURMA: TP01

EDUARDO CHAVES

JOSÉ DANIEL

RAMON SANTANA

EXPERIMENTO: VISCOSÍMETRO CAPILAR TIPO FRASCO MARIOTTE

Relatório acadêmico apresentado


como método de avaliação parcial
da disciplina de Laboratório de
Mecânica dos Fluidos do curso de
Engenharia Civil da instituição de
ensino UEFS - Universidade
Estadual de Feira de Santana.
Profa: Dr. Riseuda Pereira de
Sousa

FEIRA DE SANTANA – BAHIA

MAIO, 2015
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..............................................................................................................3
2. OBJETIVO......................................................................................................................3
3. CALCULOS E GRÁFICOS...........................................................................................4
4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS..............................................................................6
5. CONCLUSÃO................................................................................................................7
6. REFERÊCIAS.................................................................................................................7
APÊNDICE A......................................................................................................................8
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1. INTRODUÇÃO

Quando um fluido se move em relação a um sólido ou quando dois fluidos se movem


um em relação ao outro, desenvolve-se uma força de atrito na superfície de contato, em
direção oposta ao movimento. Movemo-nos com relativa facilidade no ar, mas não tanto
na água. Já o movimento em óleo é ainda mais difícil. Parece haver uma propriedade que
representa resistência interna do líquido ao movimento ou à “fluidez”, e essa propriedade
é a viscosidade. A força que um fluido em movimento exerce sobre um corpo na direção
de escoamento é chamada de força de arrasto, e sua intensidade depende em parte da
viscosidade.
A viscosidade é um parâmetro de grande importância na indústria, pois interfere
diretamente nos cálculos e dimensionamento de equipamentos. Tem grande importância
no escoamento de fluidos, sendo considerada em diversas aplicações na engenharia, como
bombeamento, troca térmica, transferência de massa, etc. (VEIT, 2013).
A reologia é, então, o estudo do escoamento e deformação da matéria, ou seja, a
reologia é o estudo do comportamento de fluidez. Os componentes dos fluidos podem
apresentar diferentes formas geométricas, características diversas de ligação, tamanhos
variados, que lhes conferem comportamentos distintos.
Nos fluidos para os quais a taxa de deformação é proporcional à tensão de
cisalhamento são chamados de fluidos newtonianos, em homenagem a Isaac Newton, que
os definiu primeiro em 1687. A maioria dos fluidos comuns tais como água, ar, gasolina e
óleos são fluidos newtonianos. Sangue e plásticos líquidos são exemplos de fluidos não
newtonianos.
No escoamento cisalhante unidimensional de fluidos newtonianos, a tensão de
cisalhamento é expressa pela relação linear
𝑑𝑉 𝑁
Tensão de cisalhamento: 𝜏= 𝜇 ( )
𝑑𝑟 𝑚2

onde a constante de proporcionalidade µ é denominada coeficiente de viscosidade do


fluido e dV/dr é deformação do fluido.

2. OBJETIVO

Esta experiência tem por objetivo o estudo das propriedades reológicas (tensão de
cisalhamento, viscosidade) de um fluido.
4

3. CÁLCULOS E GRÁFICOS
 Cálculo do diâmetro do tubo capilar
Para o cálculo do diâmetro do tubo capilar usamos a seguinte equação:
128 . 𝜇 . 𝐿 . 𝑄 1/4
𝐷=( )
𝜋 . 𝜌 . 𝑔 . ∆ℎ
Para se usar esta equação, primeiramente utiliza-se um líquido de viscosidade
conhecida. Nesse caso, usou-se a água destilada.
No dia do experimento a água estava à temperatura de 25°C. A essa temperatura, a
água tem viscosidade de µ = 0,981 𝑥 10−3 Kg/m.s e massa específica de ρ = 997 Kg/m³.
Medimos um volume de água numa proveta e a partir da fórmula da vazão, podemos
obter a todos os valores para calcular o diâmetro do tubo capilar. Portanto, segue o
exemplo da primeira medição:
𝑉 8,0 𝑥 10−6
𝑄= = = 2,67 𝑥 10−7
𝑡 30
em que:
V = Volume (m³)
t = tempo (s)
Resolvendo essa equação para as outras medições, achamos os valores da tabela:
Tempo Volume Δh Vazão Diâmetro
(s) (m³) (m) (m³/s) (mm)
01 30 8,0 𝑥 10−6 0,085 2,67 𝑥 10−7 2,0017
02 30 2,1 𝑥 10−5 0,185 7,00 𝑥 10−7 2,0970
03 30 3,1 𝑥 10−5 0,255 1,03 𝑥 10−6 2,1316
04 30 3,9 𝑥 10−5 0,327 1,30 𝑥 10−6 2,1231
05 30 4,7 𝑥 10−5 0,427 1,57 𝑥 10−6 2,0821

Para usar a equação do cálculo do diâmetro do tubo capilar temos:

L = 1,377 metros (comprimento do tubo capilar)


g = 9,81 m/s²
O Δh foi escolhido aleatoriamente nas medições e anotado
Substituindo na equação temos:
−3 −7
128. 𝜇. 𝐿. 𝑄 1/4 128. 0,981 𝑥 10 ·. 1,377. 2,67 𝑥 10
𝐷= ( ) = ( ) 1/4 = 2,0017 𝑚𝑚
𝜋. 𝜌. 𝑔. ∆ℎ 𝜋. 997. 9,81. 0,085
5

Para as demais variações de altura e vazão, o diâmetro foi calculado, e no final calculou-se o
diâmetro médio, conforme apresentado na tabela seguinte.
Diâmetro Raio
01 02 03 04 05 médio médio
(mm) (mm)
Diâmetro
(mm) 2,0017 2,0970 2,1316 2,1231 2,0821 2,0871 1,0435

Ou seja, o valor do diâmetro médio do tubo capilar é de 2,0871 mm, logo o raio médio é
1,0435 mm.

 Cálculo do caráter reológico da solução teste

Através da medição do peso do picnômetro vazio e com solução, achou-se a massa de


uma porção selecionada do fluido de m = 53,13 g – 23,48 g = 0,02968 kg. Após isso
verificou-se com o auxilio da proveta o volume da solução coletada. De posse desses valores,
aplicando na expressão µ= m/v, encontramos uma massa específica de µ = 1030,55 kg/m³.

De forma análoga ao que foi feito com a água destilada, calculou-se a vazão.

𝜌.𝑔.∆ℎ.𝑅
A tensão cisalhante foi encontrada através da expressão 𝜏 = 2.𝐿

𝑑𝑉 4.𝑄
A deformação foi calculada através de − 𝑑𝑟 = 𝜋.𝑅³

Os valores obtidos constam na tabela a seguir:

Tempo Volume Δh Vazão τ -dV/dr


(s) (m³) (m) (m³/s) (N/m²) (s-¹)
01 30 5,0 𝑥 10−6 0,05 1,67 𝑥 10−7 0,36 187,13
02 30 9,0 𝑥 10−6 0,10 3,10 𝑥 10−7 0,72 347,37
03 30 1,3 𝑥 10−5 0,15 4,33 𝑥 10−7 1,09 485,20
04 30 1,7 𝑥 10−5 0,20 5,66 𝑥 10−7 1,45 634,23
05 30 2,2 𝑥 10−5 0,25 7,33 𝑥 10−7 1,81 821,36
06 30 2,6 𝑥 10−5 0,30 8,66 𝑥 10−7 2,18 970,40
07 30 2,9 𝑥 10−5 0,35 9,66 𝑥 10−7 2,54 1082,45
6

08 30 3,4 𝑥 10−5 0,40 1,13 𝑥 10−6 2,90 1266,22


09 30 3,8 𝑥 10−5 0,45 1,27 𝑥 10−6 3,27 1423,10
10 30 4,1 𝑥 10−5 0,50 1,37 𝑥 10−6 3,63 1535,16

Por meio do método gráfico e usando-se as equações de tensão (τ) versus deformação
𝑑𝑉
(− 𝑑𝑟 ), é gerada uma curva para identificar o tipo de fluido.

Gráfico τ x (- 𝑑𝑉/𝑑𝑟)
4
3.5
3
2.5
2
τ

1.5
1
0.5
0
0 2 4 6 8 10 12 14 16
Hundreds
y = 0.0024x - 0.0966
-𝑑𝑉/𝑑𝑟

 Determinação da viscosidade do fluido

Determinação da viscosidade de um fluido, por método gráfico, usando as equações


disponíveis, da Lei de Newton. A viscosidade absoluta do fluido é encontrada através da
seguinte expressão: µ = tg α. Resolvendo-a temos:

µ = tg 0,0024

µ = 0,00004188 = 4,188 𝑥 10−5 Kg/m.s

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O cálculo da vazão consiste na divisão do volume de água pelo tempo de escoamento


aferido experimentalmente. Primeiramente foi medido o volume em determinado tempo de
escoamento da água destilada pelo viscosímetro capilar para determinar o diâmetro do tubo
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capilar. O cálculo do diâmetro do tubo capilar esta demonstrado na sessão de cálculos. Pelos
cálculos, obteve-se que o diâmetro médio do capilar é 2,0871 mm. Conhecendo o diâmetro do
capilar, calculou-se a viscosidade do fluido.

A equação da reta obtida a partir da curva reológica fornece a viscosidade do fluido em


estudo. A viscosidade determinada experimentalmente é de 4,188 x 10−5 Kg/m.s e
corresponde ao coeficiente angular da reta obtida através da regressão linear dos dados.

Nesse experimento, através da análise do gráfico, pudemos perceber que o fluido se


aproxima das características dos fluidos newtonianos.

É importante ressaltar que a presença de um tubo no bocal do vaso de Mariotte tem a


utilidade de direcionar a aplicação da pressão atmosférica para o bocal de saída do vaso na
extremidade inferior. Assim, evita-se que a coluna d’água sofra alguma deformação.

5. CONCLUSÃO

O conhecimento da viscosidade de um fluido é de fundamental importância quando se


deseja, em algum processo, realizar o escoamento do mesmo, principalmente quanto ao
projeto de equipamentos. Pode-se citar também que esse experimento é passível de erros em
razão das imprecisão humana nas medições e na percepção dos valores obtidos como
resultado. Vale ressaltar também os possíveis erros relativos aos instrumentos utilizados nas
medições, como a balança analítica e a escala milimetrada da proveta. Ainda pode se cometer
erros de aproximação. Entretanto, para fins de aprendizagem, os resultados obtidos com esta
prática se mostram satisfatórios.

6. REFERÊNCIAS

VEIT, M. T. Apostila dos Roteiros da Disciplina de Laboratório de Engenharia Química I.


Toledo – PR, 2010.

ÇENGEL Y.A, CIMBALA, J.M. Mecânica dos Fluidos: Fundamentos e Aplicações.


McGraw-Hill, 2008, 850p.

MUNSON, Bruce R., Fundamentos da Mecânica dos Fluidos / Tradução da 4ª ed. americana,
São Paulo, SP: Edgard Blucher, 2004
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APÊNDICE A

TAREFA COMPLEMENTAR

1 – Fale sobre o princípio de funcionamento de um viscosímetro tipo Cannon Fenske e


Ostwald. Em que condições podem ser utilizados?

Este equipamento mede o tempo de escoamento do líquido. A vidraria (capilar) e o


tubo de pressão são devidamente encaixados no equipamento e dentro da vidraria deve haver
um líquido qualquer. O tubo de pressão aplica uma pressão no fluído para que este suba
passando pela primeira marca (acende a luz de marcação do equipamento). A pressão
continua até que o fluído passe pela marca superior, nesse instante a pressão que está sendo
aplicada ao líquido cessa e o cronometro dispara. Quando o líquido passa pela marca debaixo
o cronometro cessa.

Nas marcas da vidraria passa um sensor de densidade do equipamento. É acionado e


desativado quanto há mudança de densidade.

Através da constante do capilar utilizado K, se conhece a viscosidade cinemática,


utilizando a equação v= k*t.

O viscosímetro de Ostwald basicamente é composto por um tubo de diâmetro


apropriado e regular, conectado a bojo estrategicamente arranjado para facilitar a tarefa da
medida do tempo decorrido para o escoamento de um volume preciso do fluido.

2 – Fale sobre o princípio de funcionamento de um viscosímetro tipo cilindros


concêntricos e prato e cone. Em que condições podem ser utilizados?

O viscosímetro de dois pratos é composto de dois pratos, como o próprio nome diz, sendo um
deles fixo e o outro podendo girar com velocidade angular ω controlável. O fluido em estudo
preenche todo o espaço entre os dois pratos, que em geral são separados por uma pequena
distância. Para equacionar o problema, vamos inicialmente considerar somente uma pequena
parte do prato girante, representado por um anel muito fino, de espessura dr.

Viscosímetros de cilindros concêntricos são fáceis de usar e frequentemente encontrados nos


laboratórios farmacêuticos. A configuração geométrica, como o próprio nome sugere, consta
basicamente de dois cilindros concêntricos. O fluido é colocado entre eles, quando então se
estabelece uma velocidade angular entre os cilindros. Frequentemente, no regime
estacionário, o cilindro externo permanece estático, enquanto o cilindro interno gira a uma
9

velocidade angular constante, estabelecendo um torque M em relação ao cilindro externo, que


é então medido. A seguir, já com a experiência dos outros viscosímetros anteriores analisados,
vamos obter a equação do viscosímetro em pauta.

3 – Deduzir a expressão da tensão de cisalhamento na parede de um tubo de


comprimento unitário de um viscosímetro Mariotte em função do desnível aplicado?

4 – O que estabelece a equação de Hagen-Posseuilli e qual a sua utilidade?

Essa equação, conhecida como Lei de Poiseuille, revela que a vazão é uma função que varia
com a quarta potência do raio da tubulação. Assim, uma pequena variação do raio, digamos
de 5%, implica num aumento de mais de 20% na vazão, sob o mesmo gradiente de pressão
∆P/∆L.

5 – Quais os critérios a serem adotados para se obter maiores vazões com o Viscosímetro
de Mariotte?

Através da aula prática com o viscosímetro de Mariotte, pode-se influir que quanto maior a
diferença de entrada e saída do fluido, maior será a vazão, visto que a aceleração da gravidade
terá mais influência na queda do fluido pelo tudo.

6 – Qual a dependência de (-dV/dr) com τ para as tintas? Representar graficamente.

Quanto maior a fluidez de uma tinta, mais difícil será a sua aplicação, visto que ela não terá
aderência à parede. Isso ainda se torna anti-econômico pois teriam que ser feitas novas
aplicações para a tinta ter um bom aspecto. Em razão disso, quanto maior for (-dV/dr), mais
fluida a tinta será, pois maior será a sua deformação e quanto maior a tensão de cisalhamento,
mais viscosa a tinta será.

7 – A calibração do viscosímetro Mariotte pode ser feita com outro fluido diferente da
água? Justifique sua resposta.

Sim, desde que seja conhecida a densidade e a massa específica do fluido para que seja feita o
cálculo do diâmetro do tubo.

8 – Como se sabe que as medidas efetuadas com o viscosímetro de Massarani não são
afetadas pelos efeitos terminais.
10

9 – Fale sobre os diferentes tipos de fluidos existentes e seus respectivos modelos


reológicos.

Newtoniano:

O fluido newtoniano, ou um material classificado como newtoniano, é aquele cuja


viscosidade é igual, independente da taxa de cisalhamento na qual é medido, numa dada
temperatura.

Ao medir a viscosidade de um material em diferentes velocidades num viscosímetro


rotacional, ou sob varias condições de pressão num viscosímetro capilar e as viscosidades
resultantes forem equivalentes, então o material newtoniano, sobre as condições de
cisalhamento em que foi medido. Muitos fluidos são newtonianos, como a água, solvente,
soluções muito diluídas, óleos minerais e fluidos de silicone.

Não Newtoniano:

As matérias não-Newtomiamos podem ser classificados em dois subgrupos:

Não-Newtoniano-independente de tempo e não-Newtoniano-dependente de tempo

Independente de tempo

Fluidos pseudoplasticos (com ousem tensão de deformação inicial): a viscosidade decresce


com o aumento da taxa de cisalhamento. Isto é chamado de “cisalhamento fino”. Ao efetuar a
leitura em um viscosímetro, rotacionando de baixa para alta velocidade e voltar para a baixa e
as leituras nas mesmas velocidades coincidirem, o material é considerado pseudoplasticos
independente de tempo e de cisalhamento fino.

Este parâmetro deve ser levado em consideração no desenvolvimento de produtos. Ex.:


maioria dos alimentos, tintas, emulsões.

Fluidos dilatantes: a viscosidade aumenta com o aumento da taxa de cisalhamento. Se o


material é medido de baixa para alta velocidade e a viscosidade aumenta com o aumento da
velocidade, o material é classificado como dilatante. Este tipo de comportamento é mais raro
que a pseudoplasticidade, e observando em fluidos contendo altos níveis de defloculantes
como argilas, lama, amido de milho em água, ingrediente de balas.
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Plásticos: este tipo de fluido comporta-se como sólido em condições estáticas ou de repouso e
após aplicação de uma força começa afluir. Esta força aplicada denomina-se tensão de
deformação. Após começara fluir o comportamento pode ser newtoniano, pseudoplástico ou
dilatante (ex. catchup).

Dependente de tempo

Alguns fluidos apresentam mudança na viscosidade em função do tempo sob condições


constantes de taxa de cisalhamento. Há 2 categorias a serem consideradas.

Tixotropia: São sistemas cuja viscosidade diminui com o tempo para uma taxa de
cisalhamento constante e aumenta quando esta taxa de cisalhamento diminui por recuperação
estrutural do material (reversível).

Reopexia: são sistemas cuja viscosidade aumenta com o tempo a uma taxa de cisalhamento
constante.

A tixotropia e a reopexia podem ocorrer e combinação com os comportamentos de


escoamento