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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.

1)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE


JUSTIÇA

PLANSUL PLANEJAMENTO E CONSULTORIA LTDA., pessoa jurídica de direito


privado, inscrita no CNPJ sob o nº 78.533.312/0001-58, com endereço na Rua
Joaquim Costa, nº 270, Florianópolis/SC, CEP 88025-400, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no
parágrafo único do artigo 800 do Código de Processo Civil, propor

MEDIDA CAUTELAR INCIDENTAL


COM PEDIDO LIMINAR
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

em face de FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A., sociedade de economia mista,


pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº 23.274,194/0001-
19, com enderenço na Rua Real Grandeza, nº 219, Bloco C, sala 705, Rio de
Janeiro/RJ, pelos fatos e fundamentos adiante arrazoados.

Rodovia SC 401, 4765 – Office Park – Bloco 2, Ático – CEP 88032-005 – Florianópolis/SC – Tel. +55 48. 3039-9999. 1
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.2)

I. DO CABIMENTO DA AÇÃO CAUTELAR E DO PERICULUM IN MORA

1. A pretensão da Plansul é que seja atribuído efeito suspensivo ao


agravo por ela interposto contra a decisão que não admitiu o respectivo recurso especial na
origem, tudo com fundamento no artigo 299 do Código de Processo Civil1.

2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é copiosa em conferir


efeito suspensivo ao agravo interposto contra decisão que não admitiu o respectivo recurso
especial na origem, embora sempre considere medida de caráter excepcional. Por mera
ilustração, dentre tantos julgados: (i) MC 23.968/SP, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia
Filho, Primeira Turma, julgado em 20/08/2015; (ii) MC 18.189/BA, Rel. Ministro Mauro
Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 16/08/2012; (iii) AgRg na MC 18.457/SP,
Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 18/10/2011; (iv) EDcl
no AgRg na MC 14.375/BA, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em
15/06/2010; (v) AgRg na MC 16.368/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quarta
Turma, julgado em 15/06/2010.

3. O caso que ora se submete a este colendo Superior Tribunal de Justiça


é excepcional e atende aos pressupostos para a atribuição imediata do efeito suspensivo. O
perigo da demora é extremado e a possibilidade de êxito do recurso especial é bem
delineada, em face de elementos objetivos. Nesse sentido, afirma-se categoricamente, já a
essa altura, que a Plansul não pretende o revolvimento de matéria de fato ou a
interpretação de cláusula contratual.

4. Pois bem, Plansul e Furnas litigam em torno da execução do Contrato


nº 15.353 (documento nº 6). O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em julgamento de
apelação, acolheu a tese de Furnas em desfavor da Plansul, dando guarida à rescisão
unilateral do Contrato, execução de garantia, cobrança de valores, multas e suspensão
temporária do direito de licitar e firmar contratar com a Administração por dois anos.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

5. O recurso especial é todo centrado na contrariedade do acórdão à


legislação federal, sem que seja pertinente reavaliar fatos, provas e tecer interpretação
sobre cláusulas contratuais. A Plansul deduz três questões jurídicas no recurso especial,
que não esbarram na Súmula nº 7 deste egrégio Superior Tribunal de Justiça.
Introdutoriamente e em tom de síntese:
1
Art. 299 (...) Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e
nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.3)

(i) A primeira diz respeito à omissão do acórdão em relação às sanções


administrativas. O acórdão, por absurdo, sustenta que o recurso de apelação
não trata das sanções administrativas. O recurso de apelação devota um
capítulo inteiro a elas. Os dispositivos violados foram o inciso II do artigo 535
e o artigo 515 do Código de Processo Civil de 1973, expressamente citados no
acórdão recorrido, portanto prequestionados.

(ii) A segunda repousa na falta de motivação do acórdão recorrido sobre as


omissões havidas na sentença. O acórdão recorrido contenta-se em afirmar,
em discurso absolutamente genérico, que a sentença não foi omissa e
encontra-se motivada, sem explicar ou apresentar qualquer justificação.
Assim, o acórdão recorrido não foi motivado, em contrariedade ao artigo 131
e inciso II do artigo 458 do Código de Processo Civil de 1973. O defeito do
acórdão recorrido foi objeto de mal sucedido embargos de declaração, pelo
que, também, há ofensa ao inciso II do artigo 535 do Código de Processo Civil
de 1973. Os dispositivos supracitados não foram expressamente mencionados
no acórdão recorrido, porém “o acórdão recorrido emite juízo de valor
fundamentado acerca da matéria por eles regida”2, pelo que se está diante de
prequestionamento implícito.

(iii) A terceira é atinente à afirmação do acórdão recorrido de que não é


necessário processo administrativo para a rescisão de contrato, aplicação de
sanções e execução de garantia, em sentido diametralmente oposto aos
incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal, ao parágrafo único do
artigo 78, ao § 2º do artigo 86 e ao § 2º do artigo 87, todos da Lei Federal nº
8.666/93, bem como aos incisos VIII e IX do parágrafo único do artigo 2º, ao
caput e parágrafos primeiro e segundo do artigo 38, e ao artigo 41, todos da
Lei Federal nº 9.784/99. Tais dispositivos não foram mencionados
expressamente no acórdão recorrido, porém versam justamente sobre a
necessidade de processo administrativo, pelo que, mais uma vez, está-se
diante de prequestionamento implícito.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

6. Então, o recurso especial demanda deste egrégio Superior Tribunal


de Justiça apenas a confrontação entre o acórdão recorrido e a legislação federal. Embora
o litígio seja contextualizado no recurso especial, para que possa ser compreendido, este
Superior Tribunal de Justiça não precisará, para o desenlace do tema, pronunciar-se sobre
2
STJ, AgRg no AREsp 354.811/PR, Relator: Ministro João Otávio De Noronha, Órgão Julgador: Terceira Turma,
Julgado em 24/11/2015.

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.4)

o acerto ou desacerto da interpretação do acórdão recorrido acerca dos fatos, das provas e
das cláusulas contratuais. O cabimento do recurso especial e as suas chances de êxito são
bem desenhadas, com traços fortes que já se consegue visualizar na presente ação cautelar.

7. Para além disso, o perigo da demora é extremado porque a Plansul


sofreu sanção de suspensão temporária do direito de participar de licitações e firmar
contratos por 2 (dois) anos. O acórdão recorrido cassou provimento liminar que
anteriormente havia suspendido a sobredita penalidade. Atualmente, a Plansul não pode
disputar licitações e firmar contratos administrativos.

8. A propósito, a Plansul transcreve ementa de acórdão da lavra do


Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, que guarda semelhanças com o caso em tela, porque
também versa sobre a atribuição de efeito suspensivo a recurso especial inadmitido na
origem. No acórdão, o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA considerou que a aplicação de
sanção administrativa, cujo teor impede empresa de contratar com a Administração
Pública, é razão suficiente para caracterizar o periculum in mora. Confira-se:

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. MEDIDA CAUTELAR DE


NATUREZA PREPARATÓRIA QUE OBJETIVA CONFERIR EFEITO
SUSPENSIVO A AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL CUJO TRÂMITE FOI
NEGADO NA ORIGEM. INTERPOSIÇÃO REGULAR DE AGRAVO. AÇÃO
DE IMPROBIDADE COM A IMPUTAÇÃO DE PAGAMENTO DE PROPINA
A GRUPO DE VEREADORES, VISANDO MANTER CONTRATO COM O
MUNICÍPIO DE ARACRUZ/ES. DEFERIMENTO DE TUTELA ANTECIPADA
PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU PARA PROIBIR A EMPRESA DE
CONTRATAR COM O PODER PÚBLICO. PRESENTES OS REQUISITOS
AUTORIZADORES DA MEDIDA EMERGENCIAL. TUTELA CAUTELAR
DEFERIDA. CONCEDIDO EFEITO SUSPENSIVO AO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL ATÉ O JULGAMENTO DE MÉRITO DESSE
RECURSO.
1. É imprescindível, para a viabilidade do pleito cautelar, que esteja
inaugurada a competência desta Corte para a sua análise, o que só se
perfectibiliza a partir do juízo de admissibilidade do Recurso Especial
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

pelo Tribunal a quo (Súmulas 634 e 635 do STF). Na hipótese, apesar


de o Apelo Raro ter tido seguimento negado na Corte de origem,
houve regular interposição de Agravo (AREsp 462573/ES).
2. Em uma análise precária do caso, constata-se, à primeira vista,
que a medida liminar concedida para proibição de contratação com
o Poder Público, em razão da existência de indícios da prática de
improbidade administrativa, não se justifica, à luz do sistema de
garantias que põe a salvo os direitos subjetivos e a liberdade das

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.5)

pessoas de restrições que não tenham escoras claramente


delineadas nas grandes linhas do ordenamento jurídico, se
mostrando patentes, a plausibilidade jurídica do pedido e o
periculum in mora.
3. Tutela cautelar deferida para conceder efeito suspensivo ao
Agravo em Recurso Especial até o julgamento de mérito desse
recurso. (Grifo acrescido)3

9. A Plansul atua no mercado há 30 anos, com escritórios em doze


capitais do País, mais de 16 mil empregados e faturamento superior a R$ 500 milhões
anuais. Os principais clientes da Plansul são órgãos e entidades públicas, dentre as quais
Senado Federal, Câmara dos Deputados e Caixa Econômica Federal (junta balanço
patrimonial, com indicação de clientes, bem como lista de seus contratos e vencimentos -
documento nº 31). A sobrevivência da Plansul depende da capacidade dela de participar de
licitações e da renovação dos seus contratos.

10. A vigência da suspensão temporária produz efeitos nefastos para a


Plansul, que vê a maior parte de suas atividades empresariais paralisadas. Ela não pode
participar de novas licitações e, mais do que isso, muitos órgãos e entidades recusam-se a
prorrogar os contratos atualmente firmados. Sem contratos, a Plansul não auferirá receita e
será forçada a demitir parte substancial dos seus mais de 16 mil empregados. Para além
disso, a crise econômica agrava sobremaneira a situação.

11. A Plansul está sangrando. A situação piora dia a dia, pelo que a Plansul
não pode aguardar o julgamento definitivo do recurso de agravo e do respectivo recurso
especial. Infelizmente, sem o efeito suspensivo, é provável que a Plansul já não resista.
Infelizmente, sem o efeito suspensivo, é certo que muitos dos empregados da Plansul serão
demitidos. Os danos são irreparáveis e diários.

12. Aliás, é razoável estimar que o prazo da suspensão temporária fluirá


antes do julgamento do recurso especial, pelo que o mesmo perderia seu objeto, ao menos
em relação à penalidade. De todo modo, há de considerar que todos os dias o prazo flui
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

parcialmente e torna-se irreversível. Nessa medida, a presente cautelar é fundamental para


preservar o objeto do recurso especial.

3
STJ, MC 21.853/ES, Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Órgão Julgador: Primeira Turma, Julgado em
25/03/2014.

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II. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROCESSO

13. Insista-se, à exaustão, que o recurso especial não depende do


revolvimento de matéria de fato e, por corolário, não encontra óbice na Súmula nº 07, deste
egrégio Superior Tribunal de Justiça. Nada obstante isso, a Plansul dedica o presente capítulo
à contextualização dos fatos, com a intenção de apresentá-los para que se possa
compreender melhor o litígio. Não pretende, em nenhuma hipótese, em razão da presente
contextualização, que os fatos sejam reexaminados.

14. Como já noticiado, as partes litigam em torno da execução do Contrato


nº 15.353 (documento nº 6), que tem por objeto terceirização de serviços, e seus
consectários, dentre os quais a rescisão unilateral, execução de garantia, cobrança de
valores, multas e suspensão temporária do direito de participar de licitações e firmar
contratos administrativos pelo prazo de dois anos.

15. A discussão é centrada na sistemática de remuneração do Contrato nº


15.353, cujo teor previa pagamento em duas parcelas mensais, uma dedicada a ressarcir a
Plansul pelos custos incorridos com a prestação dos serviços e outra para remunerar-lhe. A
divergência repousa sobre qual das duas parcelas deveria abrigar os encargos sociais e
tributos retidos na fonte.

16. O Contrato nº 15.353 vigeu por quatro anos. Durante todo esse tempo,
a interpretação de Furnas coincidia com a da Plansul. As prestações de contas da Plansul
foram apresentadas todos os meses, eram claríssimas e foram sempre aprovadas por
Furnas. A divergência de Furnas veio ao lume nos últimos meses de vigência do Contrato nº
15.353 (documento nº 6).

17. É importante por em realce que Furnas jamais alegou que a Plansul
atuou com má-fé ou de modo desonesto. Trata-se, insista-se, de divergência sobre a
interpretação contratual.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

18. Diante da divergência, Furnas pretendeu rescindir o Contrato nº


15.353, aplicar a penalidade de multa e executar a garantia fidejussória, tudo sem processo
administrativo, sem a devida observância ao contraditório e à ampla defesa, circunstância
que deu azo à concessão de medida liminar em primeiro grau de jurisdição (documento nº
29). A falta de pagamento das multas, após praticamente um ano, motivou a aplicação da

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penalidade de suspensão do direito de licitar e impedimento de contratar com a


Administração pelo prazo de dois anos (documento nº 7).

19. Daí as Ações de Conhecimento nº 0025918-86.2009.8.19.0001,


0235731-56.2009.8.10.0001 e Ações Cautelares nº 0365915-37.2008.8.19.000, 0204899-
40.2009.8.19.0001, que, em seu conjunto, visam o reconhecimento da legalidade da conduta
da Plansul, para desfazer as obrigações pecuniárias e as penalidades administrativas
(documentos nº 8 e 9). Furnas, por sua vez, apresentou reconvenção visando à condenação
da Plansul ao pagamento dos valores controvertidos (documento nº 8).

20. Basicamente, a Plansul alega que interpretação do contrato realizada


por Furnas é equivocada e que não lhe deve quaisquer valores. Afora isso, sustenta que a
rescisão e seus consectários não foram precedidos de processo administrativo, com
contraditório e ampla defesa. Também que o Contrato foi extinto pelo decurso do seu prazo
de vigência, pelo que não seria mais possível rescindi-lo. Combate também as sanções que
lhe foram aplicadas, porque sempre atuou com boa-fé, todos os meses prestou contas de
todas as despesas, sempre aprovadas por Furnas.

21. A Plansul obteve tutela antecipada, que suspendeu a execução da


garantia contratual e as penalidades (documento nº 29), porém a sentença de mérito foi-lhe
totalmente desfavorável (documento nº 10).

22. Inconformada, a Plansul interpôs recurso de apelação, sob os


seguintes argumentos: (i) a sentença limitou-se a referendar as conclusões do laudo pericial,
sendo, portanto, inválida pela negativa de prestação jurisdicional; (ii) a reconvenção não
preenche as condições da ação; (iii) a perícia contábil partiu de interpretação jurídica
equivocada, o que, por si só, torna os cálculos impertinentes; (iv) a rescisão unilateral e a
aplicação das penalidades não foram precedidas de processo administrativo e foram
realizadas após o prazo de vigência do Contrato; (v) as penalidades foram ilegais e
desproporcionais (documento nº 11).
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

23. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial


provimento ao recurso apenas para reduzir os honorários. Em síntese, (i) considerou que a
sentença foi motivada; (ii) afastou as preliminares opostas à reconvenção; (iii) concordou
com a interpretação jurídica contratual da perícia contábil, considerando a Plansul
inadimplente e (iv) reputou que as penalidades não foram versadas no recurso de apelação,
pelo que considerou a matéria preclusa, em face do artigo 515 do Código de Processo Civil
de 1973. (documento nº 14)

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24. A Plansul opôs embargos declaratórios, alegando omissão em relação


à motivação e às sanções administrativas (documento nº 15). O recurso foi rejeitado
(documento nº 19).

25. A Plansul interpôs recurso especial, alegando (i) omissão do acórdão


recorrido em relação às sanções administrativas; (ii) omissão do acórdão recorrido sobre a
ausência de motivação da sentença e ausência de motivação do próprio acórdão recorrido;
(iii) necessidade de processo administrativo, com contraditório e ampla defesa, para a
rescisão de contrato, aplicação de sanções e execução de garantia contratual (documento nº
20).

26. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro não admitiu o


recurso especial, sob o fundamento de que o acórdão não continha omissões e que a Plansul
pretende o revolvimento de matéria de fato (documento nº 25).

27. A Plansul interpôs agravo para reiterar os argumentos do recurso


especial e ressaltar que não pretende a rediscussão de cláusulas contratuais ou matérias de
fato. Pediu que o Superior Tribunal de Justiça admita e dê provimento ao recurso especial
(documento nº 28).

III. PLAUSIBILIDADE DE ÊXITO DO RECURSO ESPECIAL

28. As perspectivas de êxito do recurso especial são bem críveis, embora


tenha sido inadmitido na origem, em decisão em tudo genérica, que não chegou a analisar
ou sequer fazer menção a quaisquer dos argumentos esposados no recurso especial.

29. Como dito, o recurso especial é calcado em três fundamentos: (i)


omissão do acórdão recorrido em relação às sanções administrativas, (ii) omissão do
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acórdão recorrido sobre a ausência de motivação da sentença e ausência de motivação do


próprio acórdão recorrido, (iii) necessidade de processo administrativo, com contraditório e
ampla defesa, para a rescisão de contrato, aplicação de sanções e execução de garantia.

30. A primeira causa de pedir do recurso especial é centrada,


objetivamente, na omissão do acórdão recorrido sobre argumento versado num capítulo
inteiro da apelação, dedicado às sanções administrativas.

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31. A Plansul não pede para que este egrégio Superior Tribunal de Justiça
avalie o mérito das sanções administrativas, porque, daí, inevitavelmente, ingressaria nos
fatos. Pede apenas para que se reconheça que o acórdão recorrido foi omisso, que ele não
tratou do assunto, embora, repita-se, abordado, num capítulo inteiro da apelação. Não há,
para que se reconheça a omissão do acórdão recorrido, qualquer revolvimento de matéria
de fato.

32. O argumento do acórdão recorrido é que o assunto referente às


sanções administrativa não fora ventilado em apelação, trazendo-se à baila o artigo 515 do
Código de Processo Civil de 19734. Confira-se:

Especificamente com relação às penalidades aplicadas, a peça


recursal limitou-se a sustentar a legalidade no atuar da apelante,
aduzindo que o inadimplemento teria ocorrido por fato exclusivo da
contratante, sem apresentar qualquer outro argumento. Logo, não
se viu impugnada especificamente a legalidade de cada uma das
penalidades outrora questionadas, o que impede a manifestação
deste Órgão Recursal a respeito do tema, nos termos do artigo 515
do Código de Processo Civil. (Grifo acrescido)

33. Em sentido oposto, a apelação despendeu um capítulo específico para


as sanções, pelo que o equívoco do acórdão recorrido é ostensivo. Leia-se o excerto da
apelação:

100. A sentença deixou consignado que “a ré agiu no exercício


regular do direito ao rescindir o contrato unilateralmente, aplicando
as consequências daí advindas”, como se a aplicação das penalidades
fosse consequência automática da rescisão unilateral do contrato
administrativo.
101. Ao contrário do que asseverado pelo juízo de primeiro grau, a
aplicação de quaisquer sanções administrativas não pode ser tida
como consequência automática, ainda que fundada em
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

inadimplemento do contrato administrativo.

4
Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
§ 1º Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas
no processo, ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro.
§ 2º Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelação
devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. [...]

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102. É que o sancionamento administrativo punitivo, leciona MARÇAL


JUSTEN FILHO, pressupõe não só a existência de um dano material,
mas também de uma conduta volitiva juridicamente reprovável. De
acordo com o doutrinador, “Um Estado Democrático de Direito
abomina o sancionamento punitivo dissociado da culpabilidade. Não
se pode admitir a punição apenas em virtude da comprovação da
ocorrência danosa material. Pune-se porque alguém agiu mal, de
modo reprovável, em termos antissociais.“. E, ao final, arremata que
“a Lei nº 8.666 determina que as sanções administrativas são
decorrência do inadimplemento do contratado (arts. 86 e 87), o que
pressupõe inexecução culposa.”.
103. Na hipótese em tela, foram aplicadas cumulativamente as
penalidades de multa por inadimplemento e multa por rescisão do
contrato, respectivamente previstas nos § 1º da Cláusula 16ª e § 1º
da CLÁUSULA 18ª, in verbis:
[Cita cláusulas do contrato]
104. A aplicação automática das penalidades desconsiderou
peculiaridades que, por si só, têm o condão de afastar a
responsabilidade administrativa por inadimplemento contratual,
principalmente no que se refere à ausência de culpa exclusiva da
recorrente.
105.Hipoteticamente, supondo-se que efetivamente tenha ocorrido
inadimplemento contratual, não se pode olvidar que durante quatro
anos a recorrida homologou a prestação de contas da recorrente,
adotando o mesmo entendimento de que as obrigações legais e
contratuais da recorrente como empregadora da mão-de-obra
poderiam ser ressarcidas através da primeira parcela da
contraprestação contratual.
106. Agindo assim, é certo que a recorrida incorreu na mesma
desatenção às obrigações contratuais que pretende imputar à
recorrente. É que a própria recorrida reiteradamente anuiu com
conduta que em momento superveniente veio, por surpreendente,
extemporânea e míope leitura do contrato, a considerar indevida.
107. Seguindo essa linha, se o contrato previa a apresentação e
homologação da prestação de contas, a possibilidade de limitação
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

dos pagamentos à parcela incontroversa e durante quatro anos a


recorrida jamais se manifestou, então não se poderia deixar de
reconhecer, apenas para argumentar, que obrou com culpa
equivalente à da recorrente, acaso, evidentemente, se reconheça
que tenha havido inadimplemento.
108. Assim, a súbita mudança de entendimento, veiculada no
penúltimo mês de execução do contrato, evidencia, no mínimo, a
culpa da recorrida pelo apontado inadimplemento contratual.

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Nesse contexto, avulta trazer ao lume o princípio da proteção à


confiança, corolário do princípio da segurança jurídica, que protege
a confiança legítima, qualificada pela boa-fé diante de condutas
reiteradamente adotadas pela própria Administração. Assim, como
afirma JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO, “O que se pretende é
que o cidadão não seja surpreendido ou agravado pela mudança
inesperada de comportamento da Administração, sem um mínimo
respeito às situações formadas e consolidadas no passo, ainda que
não se tenham convertido em direitos adquiridos.”.
109. Dessa forma, acaso se considere que ocorreram cobranças
indevidas através do Fundo de Provisão, também não se pode olvidar
que a recorrida aprovou mês a mês todas as prestações de contas
apresentadas pela recorrente, atuando assim, no mínimo, com culpa
in vigilando. Deve-se também repisar que as prestações de contas
estavam claras, com indicação precisa de que parcela do Fundo de
Provisão estava destinada ao reembolso de encargos sociais tributos
retidos na fonte sobre obrigações legais e contratuais, como
empregadora da mão-de-obra alocada no contrato, tanto é que
foram exatamente essas as indicações que nortearam a produção da
prova pericial.
110. Assim, tivesse a recorrida cumprido com o ônus contratual que
lhe incumbia, qual seja, de analisar os demonstrativos e, havendo
discordância, limitar os pagamentos à parcela incontroversa, o
pretenso inadimplemento não teria persistido durante toda a
execução do contrato, culminando agora com a dura penalização da
recorrente.
111. Cuida-se, a bem da verdade, de clássica hipótese de
inadimplemento contratual por fato da Administração, aqui
compreendido como “toda ação ou omissão do Poder Público, que,
incidindo direta e especificamente sobre o contrato, retarda ou
impede sua execução. O fato da administração equipara-se à força
maior e produz os mesmos efeitos excludentes da responsabilidade
do particular pela inexecução do ajuste.”.
112. O fato da Administração ou, na pior das hipóteses, a culpa in
vigilando da recorrida, constituem excludentes de responsabilidade
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

que ensejam a exclusão das penalidades aplicadas em decorrência


da rescisão unilateral do contrato. Essa é a concepção de JUSTEN
FILHO, para quem “somente incidirão as sanções administrativas
em caso de inadimplemento culposo. Se havia motivo justificado
para o atraso, o particular não poderá ser punido, daí a relevância
de ser realizado o respectivo processo administrativo.”
113. Nesse norte, à mingua de culpa exclusiva da recorrente no
inadimplemento contratual, na medida em somente persistiu em

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conduta continuamente homologada pela recorrida – a ponto de


lhe criar a expectativa legítima de que atuava conforme o Direito –
descabe a aplicação de penalidades Administrativas, forte nos
princípios constitucionais da culpabilidade e da proporcionalidade.
(Grifo acrescido)

34. Diante da omissão do acórdão recorrido, a Plansul opôs embargos de


declaração, com estribo no inciso II do artigo 535 do Código de Processo Civil de 19735. Os
embargos não foram acolhidos, o Tribunal de origem não reconheceu a omissão, ao
argumento de que a Plansul não havia tratado das sanções de forma separada e específica:

Embargos Declaratórios. Acórdão que deu parcial provimento aos


apelos julgados conjuntamente, apenas para reduzir a verba
honorária arbitrada no julgamento da demanda reconvencional ao
percentual de 5% (cinco por cento) sobre o valor da condenação,
mantendo o julgado de improcedência dos pedidos iniciais e de
procedência do pedido reconvencional. Inexistência de omissão,
contradição ou obscuridade quando o aresto alvejado apresenta de
forma detalhada as razões e fundamentos de sua decisão, apreciando
todas as questões que lhe foram submetidas. Ausência dos
pressupostos do artigo 535 do CPC. Recurso improvido.6

35. O argumento beira a teratologia, em desalinho ao artigo 515 do Código


de Processo Civil de 1973 e à conhecida amplitude do efeito devolutivo do recurso de
apelação, confundindo extensão e profundidade. Conforme jurisprudência assentada7, o
efeito devolutivo importa que o Tribunal conheça das questões postas na apelação sem
limitação vertical. Ademais, a ilegalidade e a desproporcionalidade, caracterizadas pela boa-
fé da Plansul, que sempre apresentou prestações de contas, todos os meses aprovadas por
Furnas, diz respeito a todas as sanções administrativas aplicadas.

36. O acórdão recorrido contrariou o artigo 515 e o inciso II do artigo 535


do Código de Processo Civil de 1973, recusando-se a apreciar matéria versada na apelação,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

5
Art. 535. Cabem embargos de declaração quando:
II - for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se o juiz ou tribunal.
6
TJRJ, ED na AC n. 0025918-86.2009.8.19.0001, Relator: Desembargador Celso Luiz de Matos Peres, Órgão
Julgador: Décima Câmara Cível, Julgado em 09/12/2015.
7
(i) STJ, REsp 1130118/SP, Relator: Ministro Luis Felipe Salomão, Órgão Julgador: Quarta Turma, Julgado em
06/05/2014; (ii) STJ, REsp 1325838/DF, Relator: Ministro Herman Benjamin, Órgão Julgador: Segunda Turma,
Julgado em 20/09/2012.

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sobre a qual a apelação devotou capítulo específico. A violação aos dispositivos supracitados
é cristalina e não depende, em qualquer medida, de revolvimento da matéria de fato.

37. O segundo argumento para a reforma do acórdão recorrido diz


respeito à ausência de motivação. Várias das razões jurídicas apontadas pela Plansul foram
absolutamente tangenciadas na sentença, sequer houve menção a elas. Estas razões
jurídicas, cada uma delas isoladamente, teria o condão de alterar a conclusão da sentença,
ao menos parcialmente. O acórdão recorrido afirmou, genericamente, sem também sequer
mencionar as tais razões jurídicas e as repercussões delas, que a sentença não foi omissa.
Por corolário, o acórdão recorrido também é omisso.

38. Vê-se, mais uma vez, que a Plansul não pretende o revolvimento de
matéria de fato. Não pede para que este egrégio Superior Tribunal de Justiça ingresse no
mérito das tais razões jurídicas omitidas. Quer apenas que reconheça a omissão
concorrente da sentença e do acórdão recorrido, determinando-se novo julgamento.

39. As razões jurídicas ignoradas pela sentença são as seguintes: (i)


omissão acerca da possibilidade de rescindir contrato administrativo já extinto pelo decurso
do seu prazo e impossibilidade de aplicar as multas e executar a garantia, que seriam
consectárias da rescisão; (ii) omissão acerca da culpa concorrente de Furnas e boa-fé da
Plansul, que sempre apresentou prestações de contas, todas aprovadas por Furnas; (iii)
omissão acerca da inexistência de processo administrativo e inobservância do contraditório
e da ampla defesa; (iv) omissão acerca das sanções aplicadas por Furnas, sobremodo em
virtude de sua culpa concorrente e da boa-fé da Plansul; (v) omissão acerca das preliminares
apresentadas em contestação à reconvenção.

40. Afora isso, o que é gravíssimo, o ponto nevrálgico da lide, tocante à


interpretação jurídica das cláusulas contratuais sobre a remuneração da Plansul, foi relegado
à perícia contábil. Dito de outra forma, a perícia contábil empreendeu indevidamente
interpretação jurídica das cláusulas contratuais e a sentença acolheu tal interpretação sem
externar qualquer razão ou fundamentação.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

41. Diante de todas as omissões e ausência de motivação da sentença,


tudo combatido em sede de apelação, o acórdão recorrido contentou-se em dizer o
seguinte:

7. De início, não merece prosperar a argumentação acerca da


carência de fundamentação do julgado, observando-se que, apesar

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de sucinto, apresentou-se suficiente para demonstrar à parte os


motivos que lhe foram contrários. Como sedimentado no âmbito da
Corte Nacional, o órgão judicial, para expressar a sua convicção, não
precisa aduzir comentários sobre todos os argumentos levantados
pelas partes, desde que se baseie em motivo suficiente para a
composição do litígio.

42. O acórdão recorrido limitou-se a afirmar que a sentença foi


adequadamente motivada e que não houve omissões. No entanto, claramente, não
externou os fundamentos de tal assertiva, por quais razões considerou que a sentença foi
adequadamente motivada e que não houve omissões. Sequer fez referência às omissões
suscitadas em apelação pela Plansul. O acórdão recorrido, por sua vez e nessa intensidade,
incorreu no mesmo defeito da sentença e não foi adequadamente motivado, contrariando o
inciso IX do artigo 93 da Constituição Federal e o inciso II do artigo 458 do Código de
Processo Civil de 19738.

43. O acórdão recorrido, subsidiariamente e de forma genérica, anotou


que “o órgão judicial, para expressar a sua convicção, não precisa aduzir comentários sobre
todos os argumentos levantados pelas partes, desde que se baseie em motivo suficiente para
a composição do litígio”. A afirmação é verdadeira, porém não tem a dimensão pretendida
pelo acórdão recorrido e não se aplica ao caso em tela, haja vista que as omissões havidas na
sentença são tocantes a pontos centrais, cujo acolhimento, se fosse o caso, alterariam as
conclusões da sentença.

44. A jurisprudência deste SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA também é


firme no sentido de que “Se apesar da oposição de embargos de declaração o Tribunal de
origem deixa de se manifestar a respeito de tese que, se acolhida, teria o condão de alterar o
resultado do julgamento, configurada está a violação ao art. 535, II, do CPC.”9. Nessa mesma
linha, veja-se o seguinte julgado:

8
Constituição Federal
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Magistratura, observados os seguintes princípios:


IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob
pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus
advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no
sigilo não prejudique o interesse público à informação;
Código de Processo Civil
Art. 458. São requisitos essenciais da sentença:
II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito;
9
STJ, EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1095917/RS, Relator Ministro Moura Ribeiro, Órgão Julgador: Quinta
Turma, Julgado em 10/06/2014.

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.15)

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO


ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC PELO TRIBUNAL A QUO.
OCORRÊNCIA. OMISSÃO EVIDENCIADA. ACÓRDÃO ANULADO.
1. Constatado que o acórdão recorrido carece de integração,
porquanto omisso acerca de questões relevantes para o deslinde da
demanda, oportunamente suscitadas em sede de aclaratórios, deve
ser reconhecida a nulidade do julgado por violação do art. 535 do
CPC.
2. Agravo regimental não provido. (Grifo acrescido)10

45. Por oportuno, cabe anotar que a ilegalidade afigura-se ainda mais
robusta à luz do inciso IV do § 1º do artigo 489 do Novo Código de Processo Civil, que
considera omissa a decisão que “não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo
capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador”. A respeito do dispositivo,
preleciona FREDIE DIDIER JÚNIOR:

Se a decisão não analisa todos os fundamentos da tese derrotada,


seja ela a invocada pelo autor ou pelo réu, será invalidada por falta
de fundamentação. É que diz o art. 489, § 1º, IV do CPC. Essa decisão
contraria a garantia do contraditório, vista sob a perspectiva
substancial, e não observa a regra da motivação da decisão. Tendo
em vista que é omissa, pode ser objeto de controle por meio e
embargados de declaração (art. 1,022, II, p. ún., II, CPC).11

46. Os pontos omitidos pelo acórdão recorrido não são periféricos ou


secundários, de modo que não poderiam ser afastados sem motivação expressa. O Juiz era
obrigado a enfrentá-los, a apreciá-los e, se fosse o caso de não acatá-los, externar os
motivos. A sentença não foi motivada e o poder de livre formação de convicção por parte do
magistrado, encartado no artigo 131 do antigo Código de Processo Civil de 197312, não se
presta a blindá-la.

47. A terceira razão para a reforma do acórdão recorrido remonta à tese


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

nele acolhida de que não é necessário processo administrativo formal para a rescisão de

10
STJ, AgRg no AREsp 109.883/RS, Relator: Ministro Benedito Gonçalves, Órgão Julgador: Primeira Turma,
Julgado em 20/11/2012.
11
DIDIER JÚNIOR, Fredie. Curso de direito processual civil. 10ª ed.. Salvador: JusPodium, 2015, p. 337.
12
Art. 131. O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos,
ainda que não alegados pelas partes; mas deverá indicar, na sentença, os motivos que Ihe formaram o
convencimento.

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contrato administrativo, aplicação de sanções e execução de garantia, sob uma


interpretação torta do princípio do informalismo ou do formalismo moderado.

48. Mais uma vez o argumento deduzido no recurso especial é objetivo e


independe da reanálise de matéria de fato. A questão é saber, de modo afastado dos
fatos, se é ou não necessário processo administrativo formal para a rescisão de contrato
administrativo, aplicação de sanções e execução de garantia? Se considerar-se necessário,
como parece bem provável diante da clareza dos dispositivos legais acerca do assunto, o
acórdão recorrido deve ser reformado. Repita-se, mais uma vez, tudo bem distante dos
fatos.

49. Transcreve-se a passagem do acórdão em que se apregoa a


desnecessidade de processo administrativo formal:

Não exige a legislação de regência, processo administrativo


formalmente instaurado, ao contrário do que pretende fazer crer a
recorrente, considerando-se que, à luz do Princípio do
Informalismo, os atos procedimentais não dependem de forma
determinada senão quando a lei expressamente a exigir.
Além disso, não se pode perder de vista que todo o procedimento
prévio ao exercício da prerrogativa extraordinária da empresa estatal
no sentido de rescindir unilateralmente o pacto, foi
instrumentalizado por informações de cobrança e oportunização de
defesa quanto à existência de saldos remanescentes das prestações
de contas, conforme comprovam as peças de fls.330/331 e 332,
dentre outras. (Grifo acrescido).

50. A tese jurídica defendida no acórdão opõe-se frontalmente aos incisos


LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal, ao parágrafo único do artigo 78, ao § 2º do
artigo 86, ao caput e ao § 2º do artigo 87 da Lei Federal nº 8.666/93, bem como aos incisos
VIII e IX do parágrafo único do artigo 2º, ao caput e parágrafos primeiro e segundo do artigo
38 e ao artigo 41, todos da Lei Federal nº 9.784/99.13
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

13
Constituição Federal
Art. 5º [...]
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
Lei nº 8.666/93
Art. 78. [...] Parágrafo único. Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do
processo, assegurado o contraditório e a ampla defesa.

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51. Tais dispositivos, em seu conjunto, exigem processo administrativo


formal, garantia de contraditório e ampla defesa com todos os meios a ela inerentes,
inclusive com a possibilidade de produzir prova e de acompanhá-la, que seria pertinente à
espécie. A título ilustrativo, extrai-se da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:

RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA – DECLARAÇÃO


DE INIDONEIDADE PARA CONTRATAR COM A ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA (INCISOS II E III DO ART. 88 DA LEI Nº 8.666/1993) – ATO DO
MINISTRO DE ESTADO DO CONTROLE E DA TRANSPARÊNCIA –
PROCEDIMENTO DE CARÁTER ADMINISTRATIVO INSTAURADO
PERANTE A CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO – SITUAÇÃO DE
CONFLITUOSIDADE EXISTENTE ENTRE OS INTERESSES DO ESTADO E
OS DO PARTICULAR – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PELO PODER
PÚBLICO, DA FÓRMULA CONSTITUCIONAL DO “DUE PROCESS OF
LAW” – PRERROGATIVAS QUE COMPÕEM A GARANTIA
CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO – O DIREITO À PROVA
COMO UMA DAS PROJEÇÕES CONCRETIZADORAS DESSA GARANTIA
CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem
reafirmado a essencialidade do princípio que consagra o “due
process of law”, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que,
instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e
condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda
que em sede materialmente administrativa, sob pena de nulidade
do próprio ato punitivo ou da medida restritiva de direitos.
Precedentes. Doutrina. - Assiste, ao interessado, mesmo em
procedimentos de índole administrativa, como direta emanação da

Art. 86. [...] § 2º A multa, aplicada após regular processo administrativo, será descontada da garantia do
respectivo contratado.
Art. 87. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá, garantida a prévia defesa, aplicar
ao contratado as seguintes sanções: [...]
§ 2º As sanções previstas nos incisos I, III e IV deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II,
facultada a defesa prévia do interessado, no respectivo processo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
Lei nº 9.784/99
Art. 2º (...) Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos
direitos dos administrados;
Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e
pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo.
o
§ 1 Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão.
o
§ 2 Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados
quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias.
Art. 41. Os interessados serão intimados de prova ou diligência ordenada, com antecedência mínima de três
dias úteis, mencionando-se data, hora e local de realização.

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própria garantia constitucional do “due process of law” (CF, art. 5º,


LIV) – independentemente, portanto, de haver previsão normativa
nos estatutos que regem a atuação dos órgãos do Estado –, a
prerrogativa indisponível do contraditório e da plenitude de defesa,
com os meios e recursos a ela inerentes (CF, art. 5º, LV). -
Abrangência da cláusula constitucional do “due process of law”, que
compreende, dentre as diversas prerrogativas de ordem jurídica
que a compõem, o direito à prova. - O fato de o Poder Público
considerar suficientes os elementos de informação produzidos no
procedimento administrativo não legitima nem autoriza a adoção,
pelo órgão estatal competente, de medidas que, tomadas em
detrimento daquele que sofre a persecução administrativa, culminem
por frustrar a possibilidade de o próprio interessado produzir as
provas que repute indispensáveis à demonstração de suas alegações
e que entenda essenciais à condução de sua defesa. - Mostra-se
claramente lesiva à cláusula constitucional do “due process” a
supressão, por exclusiva deliberação administrativa, do direito à
prova, que, por compor o próprio estatuto constitucional do direito
de defesa, deve ter o seu exercício plenamente respeitado pelas
autoridades e agentes administrativos, que não podem impedir que o
administrado produza os elementos de informação por ele
considerados imprescindíveis e que sejam eventualmente capazes,
até mesmo, de infirmar a pretensão punitiva da Pública
Administração. Doutrina. Jurisprudência.14 (Grifo acrescido).

52. O princípio do informalismo ou do formalismo moderado, como


enfatizado pela doutrina especializada, é em benefício do administrado e não da
Administração. Jamais pode dar alento a arremedo de processo administrativo e à
vulneração das garantias e consectários do contraditório e da ampla defesa. Nas palavras do
saudoso DIÓGENES GASPARINI, “O informalismo, observe-se, não pode servir de pretexto
para a existência de um processo administrativo mal-estruturado e pessimamente
constituído, em que não se obedece à orientação e à cronologia dos atos praticados.”15.
Também a esse respeito, caem à lanço as observações de ODETE MEDAUAR:

Evidente que as exigências decorrentes do contraditório e ampla


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

defesa, tais como prazo para alegações, notificação dos sujeitos,


motivação, não podem ser consideradas “filigranas” ou formalidades
dispensáveis, como por vezes é invocado ao se pretender ocultar
razões pessoais subjacentes; portanto, o princípio do formalismo

14
STF, RMS 28517 AgR, Relator: Ministro Celso de Mello, Órgão Julgador: Segunda Turma, Julgado em
25/03/2014.
15
GASPARINI, Diógenes. Direito administrativo. 11ª Ed.. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 931.

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moderado não há de ser chamado para sanar nulidades ou para


escusar o cumprimento da lei.16

53. Convém frisar que a ausência de processo administrativo não é


questão meramente formal, dado que trouxe prejuízos substanciais à Plansul. Sucede que
Furnas havia concedido à Plansul oportunidade para manifestar-se sobre as conclusões da
sua auditoria interna. A Plansul manifestou-se e ponto, o que é bem diferente de apresentar
defesa em relação à rescisão de contrato, aplicação de multas (sanções) e execução de
garantia.

54. A defesa teria outra dimensão, seria bem mais ampla, com
argumentos que fogem da mera manifestação sobre as conclusões da auditoria, dentre os
quais sobre a culpabilidade e boa-fé da Plansul, culpa concorrente de Furnas e
desproporcionalidade das sanções. Afora isso, como reconhecido no caput e nos parágrafos
primeiro e segundo do artigo 38 da Lei nº 9.784/99, a Plansul poderia produzir prova no
processo administrativo, o que suscitaria questões que não foram avaliadas ou levadas à
mínima consideração por Furnas.

55. O recurso especial tem fortes perspectivas de êxito, as omissões e a


afronta à legislação federal são flagrantes e não demandam qualquer espécie de reanálise
de fatos, provas e cláusulas contratuais. A decisão que inadmitiu o recurso especial foi em
tudo genérica, talvez padronizada, sequer enfrentou os argumentos deduzidos pela Plansul.
As ponderações de LUIZ GUILHERME MARINONI servem como epílogo:

Não se considera fundamentada a decisão, portanto, que apenas


finge aplicar precedentes, mas que na verdade não patrocina efetivo
processo de identificação de razões e de demonstração de
pertinência da ratio decidendi com o caso concreto. Como refere o
art. 486, § 1º, V, CPC, é preciso identificar as razões determinantes
das decisões e a efetiva ligação com o caso concreto, demonstrando-
se que esse se ajusta àqueles fundamentos. Do contrário, não há que
se falar em decisão fundamentada.17
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

16
MEDAUAR, Odete. Direto administrativo moderno. 3ª ed.. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1999, p. 195.
17
MARINONI, Luiz Guilherme. Novo Código de processo civil comentado. 1ª ed.. São Paulo, Revista dos
Tribunais, 2016, p. 493.

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IV. REQUERIMENTO

56. Em face do exposto, requer:

56.1. Liminarmente, a atribuição de efeito suspensivo ao agravo interposto


contra a decisão que não admitiu o recurso especial.

56.2. A citação de Furnas para, querendo, apresentar contestação,


advertindo-a dos consectários da revelia.

56.3. Ao final, a procedência da presente ação, confirmando-se os efeitos do


pedido liminar enquanto perdurar a discussão em juízo.

Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais).

Pede deferimento.
Florianópolis (SC), 25 de abril de 2016.

JOEL DE MENEZES NIEBUHR FLÁVIO UNES PEREIRA


OAB/SC Nº 12.639 OAB/DF Nº 31.442

CAUÊ VECCHIA LUZIA


OAB/SC Nº 20.219
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Relação de Documentos (por ordem cronológica):

Documento nº 1 – Procuração Judicial;


Documento nº 2 – Procuração do representante legal;
Documento nº 3 – Contrato Social;
Documento nº 4 – Substabelecimento;
Documento nº 5 – Guia e comprovante de recolhimento do preparo;
Documento nº 6 – Contrato nº 15.353, firmado entre as partes para a prestação de serviços
de apoio técnico e administrativo;
Documento nº 7 – Penalidade administrativa e respectiva publicação no Diário Oficial e
inscrição no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas;
Documento nº 8 – Principais peças da Ação Ordinária nº 0025918-86.2009.8.19.0001
(proposta para anular a rescisão administrativa e a execução da carta fiança): Petição inicial,
contestação, reconvenção, contestação à reconvenção e réplica.
Documento nº 9 – Principais peças da Ação Ordinária nº 0235731-56.2009.8.19.0001
(proposta para anular a posterior penalidade administrativa): Petição Inicial, contestação,
réplica, laudo pericial e alegações finais.
Documento nº 10 – Sentença de improcedência das Ações Ordinárias nº 0025918-
86.2009.8.19.0001 e 0235731-56.2009.8.19.0001.
Documento nº 11 – Recurso de Apelação da Plansul;
Documento nº 12 – Contrarrazões à Apelação da Plansul;
Documento nº 13 – Recurso de Apelação de Furnas;
Documento nº 14 – Acórdão do TJRJ que deu parcial provimento às apelações.
Documento nº 15 – Embargos de Declaração opostos pela Plansul;
Documento nº 16 – Contrarrazões aos Embargos de Declaração da Plansul;
Documento nº 17 – Embargos de Declaração opostos por Furnas;
Documento nº 18 – Contrarrazões aos Embargos de Declaração opostos por Furnas;
Documento nº 19 – Acórdão que denegou os Embargos de Declaração;
Documento nº 20 – Recurso Especial interposto pela Plansul;
Documento nº 21 – Recurso Extraordinário interposto pela Plansul;
Documento nº 22 – Certidão de ausência de contrarrazões aos recursos da Plansul;
Documento nº 23 – Recurso Especial interposto por Furnas;
Documento nº 24 – Contrarrazões ao Recurso Especial interposto por Furnas;
Documento nº 25 – Decisão monocrática da vice-presidência do Tribunal de origem que
não admitiu os recursos especiais e extraordinário, com respectiva certidão de publicação;
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Documento nº 26 – Recurso de Agravo do art. 1.142 do CPC, interposto por Furnas;


Documento nº 27 – Contrarrazões ao agravo interposto por Furnas;
Documento nº 28 – Recurso de Agravo do art. 1.142 do CPC, interposto pela Plansul,
contra a negativa de admissibilidade do recurso especial.
Documento nº 29 – Decisão liminar proferida na Ação Ordinária nº 0235731-
56.2009.8.19.0001;
Documento nº 30 – Balanço Patrimonial da Plansul;
Documento nº 31 – Lista de contratos que não serão prorrogados em razão da penalidade.

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Documento nº 1:
Procuração Judicial
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Documento nº 2:
Procuração do representante legal
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Documento nº 3:
Contrato Social
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SECRETARIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA - 00.488.478/0001-02 4200-5 / 003330303-3

13/04/2016 767040 RC N 13/04/2016 25527400000767040

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FEITO DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA: MEDIDA CAUTELAR


Valor da custa judicial: R$ 327,87

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Autor/Recorrente: PLANSUL PLANEJAMENTO E CONSULTORIA LTDA
CPF/CNPJ: 78.533.312/0001-58
Réu/Recorrido: FURNAS CENTRAIS ELETRICAS S A

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15/04/2016 - BANCO DO BRASIL - 11:56:43


342503425 0022

COMPROVANTE DE PAGAMENTO DE TITULOS

CLIENTE: PLANSUL PLANEJAMENTO E CO


AGENCIA: 3425-8 CONTA: 20.420-X
================================================
BANCO DO BRASIL
------------------------------------------------
00190000090255274000900767040181967780000032787
NR. DOCUMENTO 41.507
NOSSO NUMERO 25527400000767040
CONVENIO 02552740
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA
AG/COD. BENEFICIARIO 4200/00333030
DATA DE VENCIMENTO 28/04/2016
DATA DO PAGAMENTO 15/04/2016
VALOR DO DOCUMENTO 327,87
VALOR COBRADO 327,87
================================================
NR.AUTENTICACAO 3.810.469.F27.C6E.F58

Transação efetuada com sucesso por: J1418926 RAFAEL BEDA GUALDA.


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Documento nº 6:
Contrato Administrativo nº 15.353, firmado
entre as partes para a prestação de serviços
de apoio técnico e administrativo.
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Documento nº 7:
Penalidade administrativa, respectiva
publicação no Diário Oficial e inscrição no
Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e
Suspensas;
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FURNAS FAX
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Referência !Data de Emissão 1W Pág.


DCAF.G.185.2009 07.08.2009 1/3
!

~o de Cadastro de Fornecedores - DCAF.G


Rua Real Grandeza; 219 Sala 702 C'- Botafogo
22281-900 Rio de Janeiro - RJ
FAX (021) 2528-2119
e-rnail: dcaf.g@furrias.com.br
CNPJ - 23.274.194'0001-19

1
Destinatário FAX
Plansul-Planejamento e Consultoria Ltda (48) 3271-1301
CNPJ: 78.533.312/0001-58

I Emitente
Carlos Alberto Nunes de Freitas
FAX
(21) 2528-2119 __ _

I Assunto
Aplicação de Penalidade

Mensagem

Prezados Senhores,

1. FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS vem comunicar, em primeiro lugar, o recebimento da


Defesa Prévia apresentada pela recorrente, insurgindo-se contra, a manutenção da
penalidade de SUSPENSÃO de licitar e contratar com FURNAS pelo período de 24 (vinte e
quatro) meses, conforme exposto abaixo.

2. Importante frisar que FURNAS é uma empresa da Administração Pública e sendo


assim, procederá no uso e em total respeito aos princípios da leaalidade, da publicidade. da
vinculação ao instrumento convocatório, da impessoalidade entre outros.

3. Por certo, a Defesa Prévia foi interposta dentro do prazo estabelecido pelo art 87, da
Lei n°8.666 de 1993.

4. Da medna forma, tempestivamente, FURNAS vem, através deste, responder aos
argumentos de V. Sa., conforme infra.

5. Insurge-se V. Sa. contra a intenção de aplicação da penalidade de SUSPENSÃO da


participação nas licitações promovidas por FURNAS, pelo período de 24 (vinte e quatro)
meses, motivada pela Rescisão do Contrato 15353, devido ao descumprimento de cláusulas,
com agravante de inadimplência do pagamento da Multa Rescisória.
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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

1 Referência IData de Emissão IN° Pág. I


DCAF.G.185.2009 07.08.2009 213

6. V.Sa. se defende aduzindo como se segue.

6.1. Que o fax DCAF.G..179.2009 " ... não indica com o mínimo grau de precisão e
detalhamento os fatos que levariam à aplicação da citada penalidade ... Nessa toada, o
presente processo administrativo ... é eivado de ilegalidade insanável, pelo que se impõe sua
imediata anulação."

6.2 Em outro tópico alega ausência de motivos para a Rescisão do contrato. Requerendo,
ainda, a produção de prova pericial para apuração da correção das prestações de contas,
com fulcro na Lei 9.784/99.

7. Feito esse breve intróito, passamos a responder como se segue:

• 7.1. No tópico acerca da falta de motivação do ato, ao confrontarmos a vossa alegação e a


notificação DCAF.G.I.179.2009, inferimos haver motivação suficiente, razão pela qual não
há qualquer nulidade do processo administrativo.

"1. Pela presente, comunicamos a V.Sas. que tomamos conhecimento das


irregularidades ocorridas pelo não cumprimento de cláusulas do Contrato 15353,
acarretando na Rescisão do mesmo, com agravante de inadimpliencia do
pagamento da Multa Rescisória." (grifos nossos)

7.1.1. Resta cristalino que a Requerente deu ensejo a Rescisão do Contrato por
inadimplemento de suas obrigações, conduta esta agravada pelo não pagamento da multa
rescisória, razão pela qual foi comunicada à mesma a intenção de aplicação da sanção de
SUSPENSÃO, conforme disposição do art. 87, da Lei 8.666/93:

"Art. 87. Pela inexecuçrão total ou parcial do contrato a Administração podei


garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções:

1- advertência;

- multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;


iii - suspensão temporária de participação em licitação o impedimento de
contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos;"
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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Referência 1Data de Emissão Pág. IN°


!
DCAF.G.185.2009 07.08.2009 313

•••
7.1.2. Corroborando com o acima exposto, trazemos a lição elucidativa de Jessé Torres
Pereira Junior.

"(b) a suspensão temporária é penalidade que a Administração pode graduar em até


dois anos.., é penalidade severa que deve corresponder à conduta do contratado que,
por culpa, inviabilize a execução do contrato e, no mais das vezes, constrange a
Administração a rescindi-lo..."

7.2. No que tange ao tópico de sua defesa que pretende rediscutir a matéria da Rescisão
do Contrato, restringiu se a repetir os argumentos que foram exaustivamente refutados,
-

por esta orMessionaria, ao longo de todo o processo rescisório; —onde— foram -


observados os Princípios do Devido Processo Leaal, da Ampla Defesa e do Contraditório
. Cumpre ressaltar que a matéria encontra-se administrativamente preclusa.

7.3. Por certo, FURNAS tem ciência da Lei 9.784/99. Entretanto, o pedido de produção de
perícia se destina a fazer prova no procedimento administrativo da Rescisão do Contrato que,
mais uma vez frisamos, já se encontra precluso, não cabendo a ediscussão do seu mérito.

8. Isto posto, estamos aplicando a sanção de Suspensão de licitar e contratar com


FURNAS pelo período de 24 (vinte e quatro) meses conforme legislação vigente, uma vez que
a Requerente, ao ensejar a Rescisão do Contrato e permanecer inadimplente quanto ao
pagamento da multa rescisória, trouxe o efeito reflexo da penalidade aplicada.

9. Informamos que após o prazo de 5 (cinco) dias úteis para Recurso, conforme previsto no
art. 109 da Lei 8666/93, a contar do recebimento deste, comunicaremos esta ocorrência às
demais empresas do Setor Elétrico.

.40 VAF.G/SAB Atencioserente


gmat assinado por
CARLOS ALBERTO N. DE FREITAS
DAQ.G/DAP G ' Matr.12994

Carlos Alberto Nunes de Freitas


Superintendência de Suprimentos
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ISSN 1677-7069 STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 Nº 212, sexta-feira,
(e-STJ 6Fl.67)
de novem

da estrada interna de acesso à Usina Hidrelétrica TOMADA DE PREÇOS Nº TP-EM.O.00003.2015 1. PE.CSR.A.00012.2015 Empresa: Netsecur
cípio de Araporã - MG. 5. Valor contratual: R$ Ltda. 3. Objeto: Contratação de solução de balanceam
cia do contrato: 75 (setenta e cinco) dias. 7. Data 2. FURNAS torna público que realizará Licitação na mo- de canais de internet com os serviços de implantação
1/2015. dalidade Tomada de Preços, para a contratação dos serviços de En- sistida, transferência de conhecimento e garantia,
ontratual: Aditamento nº 04 ao Contrato nº saios Não Destrutivos (END´s) em componentes de duas caldeiras meses. 4. Valor Global: R$ 345.400,00. 5. Critério
itação nº PE.DRM.O.0002.2013. 3. Nome da Em- aquatubulares da Usina Térmica de Campos, a serem realizados su- Menor preço.
temas de Segurança Ltda. - ME. 4. Objeto: Al- cessivamente, ou seja, uma depois da outra, com fornecimento de
as 19 - PRAZO e 22 - VALOR DO CONTRATO. material, equipamentos e toda a mão-de-obra necessária à execução. SIMONE CORBÍCEIRO
mento: R$ 156.494,34. 6. Valor do Contrato: R$ 3. Regime de execução: Empreitada por preço global. 4. Tipo de Gerente do Centro de Serviços
zo Contratual: 36 meses e 06 dias. 8. Data de Licitação: Menor Preço. 5. Patrimônio Líquido: Positivo. 6. O Edital Rio de Janeiro
015. poderá ser consultado a partir desta data, no site de FURNAS
(www.furnas.com.br) - opção "Editais", ou em FURNAS na Rua Real 1. TP.GCM.A.00030.2015. 2. Nome da
CSM.A.10024.2015- Grupo I. 2. Instrumento Con- Grandeza, 219, sala 1201 - Bloco A - telefone: 2528-2762 ou 2528- Serviços Subaquáticos Ltda. 3. Objeto: Contratação
8000008606. 3. Nome da Empresa: ZILOTRO- 5573. 7. Os envelopes contendo as Propostas de Preços deverão ser
Ltda - EPP. 4. Objeto: Aquisição de equipamentos obras civis para a drenagem e destinação do material
entregues até às 14h do dia 03.12.2015, no Escritório Central de bacia da Usina Termelétrica de Santa Cruz/RJ. 4.
liamperímetro Alicate), solicitada pela GES.O -
Técnico de Ensaios e Suporte a Manutenção, FURNAS, situado na Rua Real Grandeza, 219, sala 1201 - Bloco A 870.459,18. 5. Critério de Julgamento: menor preço.
io de São José da Barra/MG. 5. Prazo Contratual: - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ, na Superintendência de Plane-
jamento e Engenharia da Manutenção. 1. TP.GCM.A.00024.2015. 2. Nome da
es. 6. Valor do Contrato: R$44.999,99. 7. Data da Projetos de Engenharia e Arquitetura Ltda. 3. Objeto:
015.
ROBERTO JUNQUEIRA FILHO serviços de engenharia e arquitetura para a elaboraç
SM.A.10039.2015- Grupo I. 2. Instrumento Contratual: Superintendente de Engenharia de Manutenção Básico do prédio da Gerência de Produção Nova
1. 3. Nome da Empresa: INFRARED Service Tec- SE Adrianópolis. 4. Valor Global: R$ 120.547,00.
ção Preditiva Ltda. 4. Objeto: Aquisição de instrumentos AVISO DE PENALIDADE Julgamento: menor preço.
assom e medições de espessura de tinta em equipa-
Usinas e Subestações, solicitado pela GES.O - Ge- Comunicamos que a empresa abaixo relacionada está pe- LUIZ FERNANDO DA COST
o de Ensaios e Suporte a Manutenção, situado no mu- nalizada conforme Inciso III do Art. 87 da Lei 8666/93: - Plansul -
Barra/MG. 5. Prazo Contratual: de 14 (quatorze) meses. Gerente Divisão Compr
Planejamento e Consultoria Ltda - CNPJ 78.533.312/0001-58 - Sus-
R$200.389,05. 7. Data da Assinatura: 04/11/2015. pensão até 11.08.2017 - Não cumprimento de cláusulas do Contrato
ntratual: Contrato de Patrocínio de Eventos n° nº 15353, acarretando em rescisão, com agravante do não pagamento SUPERINTENDÊNCIA DE EMPEENDIM
me da Empresa: Distac Produções e Eventos Ltda da multa rescisória, obedecendo aos ditames do artigo 87 da Lei DE GERAÇÃO
para realização do "Arena Cultural do Parque de 8.666/1993. DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO
co Fortes". 4. Valor: R$ 100.000,00. 5. Data de TÉRMICA
015. 6. Dispositivo Legal: Lei 8666, artigo 116. LUIS DANIEL KELNER
ntratual: Contrato de Patrocínio de Eventos n° Divisão de Cadastro e Avaliação de Fornecedores
AVISOS DE LICITAÇÃO
me da Empresa: Associação Nacional dos Mem- PREGÃO Nº 90090/2015 UASG 92612
Público 3. Objeto: Patrocínio para realização do RESULTADO DE ANÁLISE TÉCNICA
Nacional do Ministério Público". 4. Valor: R$ Nº Processo: PE.CSRA.0090.2015. Objeto: Pregão
de Assinatura: 02.10.2015. 6. Dispositivo Legal: 1. CO.GCM.A.00021.2014. 2. Objeto: Contratação de ser-
viços de publicidade. 3. Empresas Classificadas: Fields Comunicação sição de Tanque de Armazenagem para Óleo Isolante,
Ltda. - Nota: 73,5, Arcos Propaganda Ltda. - Nota: 88,5, Giacometti município de Nova Iguaçu/RJ. Total de Itens Licitados:
Contratual: CT 4700000020 (PE.GCM.AG. & Associados Comunicação Ltda. - Nota: 75,0, Calia /Y2 Propaganda 06/11/2015 de 08h00 às 11h30 e de 12h às 17h30.
ditamento Nº 01. Contratada: VTC SOLUÇÕES e Marketing Ltda.- Nota: 72,6, PPR-Profissionais de Publicidade Reu- do Pau da Fome, Nº 839, Taquara, Jacarepaguá -
TDA EPP. 2. Alteração da cláusula 08 - OBRI- nidos S.A. - Nota: 82,6, Artplan Comunicação S.A. - Nota: 86,5, - RJ. Entrega das Propostas: a partir de 06/11/2015
NTRATADA. 3. CLAUSULA 10 - PREÇO. 4. Binder + FC Comunicação S.A. - Nota: 71,7, Propeg Comunicação www.comprasnet.gov.br.. Abertura das Propostas:
RAZO. 5. CLAUSULA 23 - VALOR DO TERMO S.A. - Nota: 72,0, Agnelo Pacheco Criação e Propaganda Ltda. - 09h00 site www.comprasnet.gov.br.
47.381.676,00). 6. data de assinatura:29.11.2015. Nota: 77,7, Eugenio Publicidade SP Ltda. - Nota: 70,2 e JMM Co-
USULAS PERMANECEM INALTERADAS. municação Ltda. - Nota: 79,1. 4. Empresas Desclassificadas: Borghi (SIDEC - 05/11/2015) 926128-02015-2015NE015848
E.DSUC.G.0050.2013. 2. Instrumento Contratual: Lowe Propaganda e Marketing Ltda. - Nota: 68,7, Conceito Co-
amento nº 01. 3. Nome da Empresa: CAMPLU- municação Integrada Ltda. - Nota: 68,3 e Mnse Comunicação Ltda. - PREGÃO Nº 90091/2015 UASG 92612
INDUSTRIAL LTDA 4. Objeto: Constitui ob- Nota: 57,0. 5. Comunicamos que a abertura das Propostas de Preços
nto nº 01, a alteração das Cláusulas 8ª e 23, do será às 9:30 do dia 26/11/2015, na Rua Real Grandeza nº. 219, Sala Nº Processo: PE.CSRA.0091.2015. Objeto: Pregão
orrente a repactuação do preço original, a partir de de Curso 2 - Prisma, Botafogo - Rio de Janeiro - RJ. sição de Produtos Químicos, com entrega nas
Contratual: 24 (vinte e quatro) meses. 6. Valor Janeiro e Campos / RJ. Total de Itens Licitados:
2,34. 7. Data de Assinatura: 11/09/2015. LUIZ FERNANDO DA COSTA E CUNHA
Gerente Divisão Compras 06/11/2015 de 08h00 às 11h30 e de 12h às 17h30.
do Pau da Fome, Nº 839, Taquara, Jacarepaguá -
tratual: 8000006921 - Aditamento nº 02. 2. Nome -RJ. Entrega das Propostas: a partir de 06/11/2015
atório Água e Terra Ltda. 3. Objeto: ALTERA- RESULTADO DE HABILITAÇÃO
SULAS 9ª - PREÇOS e 23 - VALOR DO CON- www.comprasnet.gov.br.. Abertura das Propostas:
assinatura: 26/10/2015. 1. CO.GCM.A.00011.2015. 2. Objeto: Contratação de ser- 14h00 site www.comprasnet.gov.br.
viços de infraestrutura, instalação de paineis e cablagem referente ao
SB.A.90068.2015 - Lote I 2. Instrumento Con- SINOCON, substituição de um banco de autotransformadores, troca (SIDEC - 05/11/2015) 926128-02015-2015NE015848
3. Nome da Empresa: TOTAL Equipamentos e de proteção de barra e melhorias nos serviços auxiliares da Su-
ME 4. Objeto: Aquisição de materiais elétricos bestação de Bandeirantes, localizada no estado de Goiás. 3. Empresas PREGÃO Nº 90092/2015 UASG 92612
ega na Subestação Brasília Sul, Brasília - DF. 5. Habilitadas: JB Construtora Ltda - EPP, Múltipla Engenharia Ltda -
32.059,70 6. Vigência do contrato: 60 (sessenta) Nº Processo: PE.CSRA.0092.2015. Objeto: Pregão
sinatura: 30/10/2015. ME, e SR Construções e Serviços Eireli. 4. Empresa Inabilitada:
Elmo Eletro Montagens Ltda - EPP. 5. Comunicamos que a abertura tratação de empresa especializada em transporte especi
E.CSS.A.00013.2015. 2. Instrumento Contratual: das Propostas de Preços das empresas habilitadas se dará às 10h do resolução do DNIT nº 11 de 2004, para prestação
da Empresa: P.A.S. Paint Anticorrosive System dia 19/11/2015, na Rua Real Grandeza nº. 219, Bloco C, sala 706 - movimentação interna na SE de Cachoeira Paulista
ntratação dos serviços de proteção anticorrosiva das Botafogo - Rio de Janeiro - RJ. reator com peso unitário de 43 toneladas sinistrado
e torres de energia elétrica, com pintura e/ou en- transporte e descarregamento de 01 (hum) reator com
ncreto, nas Linhas de Transmissão de 600 kV Foz do LUIZ FERNANDO DA COSTA E CUNHA
uitos 1, 2, 3 e 4 e nas Linhas de Transmissão de 750 26 toneladas da SE Adrianópolis - RJ para SE de
Gerente Divisão Compras ? SP em equipamento transportador hidropneumático
Preto circuitos 1 e 2, da Gerência de Produção São
lor da Contratação: R$ 2.075.000,00. 6. Prazo Con- com previsão para 1º quinzena de fevereiro de 2015.
RESULTADOS DE JULGAMENTOS
uatro) meses. 7. Data de Assinatura: 28/10/2015. Licitados: 00001. Edital: 06/11/2015 de 08h00 às
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

1. CS.GCC.E.0017.2015. 2. Nome da Empresa: A.Shunt En- 15h00. Endereço: Av Olindo S/n Nova Iguaçu Nova
.GCM.A.00021.2015. 2. Termo Contratual nº
me da Empresa: Construtora Bueno Ltda. 4. Ob- genharia Ltda . 3. Objeto: Contratação de serviços de Obras Civis e IGUACU - RJ. Entrega das Propostas: a partir
serviços de pintura em estruturas metálicas na Montagem Eletromecânica relativos ao deslocamento de 01 (uma) 08h00 no site www.comprasnet.gov.br.. Abertura
Força da UHE Marechal Mascarenhas de Mo- unidade de reserva de Autotransformador de 345/230 kv e Instalação 24/11/2015 às 09h00 site www.comprasnet.gov.br
Ibiraci/MG. 5. Prazo Contratual: 03 meses. 6. de 02 (dois) reatores reservas, sendo um de 500 kv e outro de 345 kv
ação: R$ 265.446,78. 7. Data de Assinatura: na Subestação Itumbiara/GO. 4. Valor: R$ 144.982,85. 5. Critério de (SIDEC - 05/11/2015) 926128-60516-2015NE015848
Julgamento: Menor Preço.
PREGÃO Nº 90093/2015 UASG 92612
VISOS DE LICITAÇÃO MARCELO CARNEIRO RENNO
LEILÃO Gerente de Construção Centro Nº Processo: PE.CSR.A900932015. Objeto: Pregão
necimento de Uniformes NR10 Total de Itens Licitado
104. tal: 06/11/2015 de 09h00 às 11h00 e de 13h às
is Eletricas S/A torna público que no dia 25 de No- 1.Licitação: Pregão Eletrônico PE.CSM.A.10046.15 - ITEM
ÚNICO: RUGOSÍMETRO. 2.Objeto: Aquisição de RUGOSÍMETRO Rodovia Br 393, Km 129, Nº 600 - Sitio Boa Vista
horas,realizará leilão público para venda 2 sucatas
de séries D582045 e D596259 monofasico fab ge s para realização de ensaios e avaliações, atendendo a solicitação da América Rj - RIO DE JANEIRO - RJ. Entrega das
sucata de reator shunt fab asea tensao nominal 525 DEAM.O (Divisão de Ensaios e Apoio à Manutenção), situada no de 06/11/2015 às 09h00 no site www.comprasnet.go
na Estrada dos Bandeirantes Nº10.639 Bairro Re- município de São José da Barra/MG. 3.Julgamento: Menor Preço das Propostas: 23/11/2015 às 09h00 site www.compra
Rio de Janeiro..Detralhes com o Leiloeiro Oficial Unitário. 4.Resultado: FRACASSADO
elefax (21) 3416-6350.Site www.joãoemilio.com.br.. SIMONE CORBICEIRO
MARCOS ALVES MORAIS Chefe de Divisão
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Portal da Transparê ncia - Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas http://www.portaltransparencia.gov.br/ceis/empresa/78533312000158
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Portal da Transparê ncia - Governo Federal - http: //www.portaltransparencia.g ov.br

V oc ê e stá e m :
Início » CE IS » E m p r e s a o u P e s s o a C o n s u lt a d a

E MP R E S A O U P E S S O A C O N S U L T A D A - C E I S

T ip o d e P e s s o a : J urídica
CNPJ : 78.533.312/0001- 58
N o m e in fo rm a d o p e lo Órg ã o s a n c io n a d o r : Plansul - Planejamento e Consultoria Ltda
R a z ã o S o c ia l - C a d a s tr o R e c e ita : PLANS UL PLANE J AME NTO E CONS ULTOR IA E IR E LI
N o m e F a n t a s ia - C a d a s t ro R e c e it a : PLANS UL PLANE J AME NTO E CONS ULTOR IA E IR E LI
Q u a n t id a d e d e r e g is tr o s e n c o n t r a d o s : 1 D a t a d a c o n s u lta : 25/04/2016 H o ra d a c o n s u lt a : 14: 50: 09
Últ im a a t u a liz a çã o d o S is t e m a : D a t a d a a t u a liz a çã o : 25/04/2016 H o ra d a a t u a liz a çã o : 14: 10: 57

D e t a lh a m e n t o d a S a n çã o A p lic a d a
T ip o d a s a n çã o : S uspensã o - Lei de Licitações
F u n d a m e n t a çã o le g a l: Art. 87, inciso III, Lei 8666/1993
Pela inexecuçã o total ou parcial do contrato a Administraçã o poderá, g arantida a prév ia defesa, aplicar ao
D e s c riçã o d a fu n d a m e n t a çã o le g a l: contratado as seg uintes sanções: III - suspensã o temporária de participaçã o em licitaçã o e impedimento de
contratar com a Administraçã o, por prazo nã o superior a 2 ( dois) anos;
D a t a d e in íc io d a s a n çã o : 06/11/2015
D a t a d e fim d a s a n çã o 20/10/2016
D a t a d e p u b lic a çã o s a n çã o : 06/11/2015
P u b lic a çã o Diário Oficial da Uniã o S eçã o 3 Pag ina 186 D e t a lh a m e n t o d o m e io d e p u b lic a çã o :
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

D a t a d o t râ n s it o e m j u lg a d o : **
N ú m e ro d o p r o c e s s o : Contrato nº 15353
A b r a n g ê n c ia d e fin id a e m d e c is ã o j u d ic ia l: **
Ór g ã o s a n c io n a d o r : Furnas Centrais E létricas S . A.
C o m p le m e n t o d o ór g ã o s a n c io n a d o r:
U F d o ór g ã o s a n c io n a d o r: RJ
O r ig e m d a in fo r m a çã o : Furnas Centrais E létricas S . A. E n d e r e ço : .
C o n t a t o s d a o rig e m d a in fo rm a çã o : . ceis@ cg u. gov.br
D a t a d a in fo rm a çã o : 13/11/2015
** Informaçã o nã o disponível, fav or v erificar junto ao órgã o sancionador

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ATE NÇ Ã O
Este cadastro v isa dar publicidade à s sanções administrativas aplicadas contra licitantes e fornecedores. As informações aqui v eiculadas sã o de inteira responsabilidade das
entidades que as prestaram, nã o podendo a Uniã o ser responsabilizada pela v eracidade e/ou autenticidade de tais informações nem pelos eventuais danos diretos ou indiretos
que delas resultem causados a terceiros.
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2 de 2 25/04/2016 14:50
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Documento nº 8:
Principais peças da Ação Ordinária nº
0025918-86.2009.8.19.0001 (proposta para
anular a rescisão administrativa e a execução
da carta fiança): Petição inicial, contestação,
reconvenção, contestação à reconvenção e
réplica.
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Rodovia SC 401, 4765 – Office Park – Bloco 2, Ático – CEP 88032-005 – Florianópolis/SC – Tel. +55 48. 3039-9999.
www.mnadvocacia.com.br

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XAVIER, 11 ERNARDES, I In
RAGANÇA
Sociedade de Advogados

Alberto Xavier
Maria Regina Mangabcira A. Lynch EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR J1 DE
Ia° Afonso da Silveira de Assis
Horacio Bernardas Neto
Alberto de Orleans e Bragança
Roberto Liesegang
DIREITO DA sr
VARA CÍVEL DA COMARCk.,,DA
'a ., ,
Nasci Gama
Marcos Coelho da Rocha
Roberto Duque Estrada
CAPITAL DO RIO DE JANEIRO
Ana Luisa C. C. Derenusson
João Claudio De Loca Junior
Sabine Ingrid Schuttoff
Sergio André Limbo Marques
Mareio Barbosa Cordeiro Filho
Latis Augusto Roux Azevedo
Cecilia Vidigal M. de Barros

João Agripino Maia


Renata Emery r de-pe n)c-1.A AO ?Szto Esso ta .° e2COg . 034 ..56 41 --1
Denise de Sousa e S. Alvarenga
Maristela Sabbag Abla Rosseni
Ruth P. e C. Lunardelli Costa
Claudia Derenusson Riedel
Fernando Gomes dos Reis Lobo
Luciana Andrade Domelles
Leopoldo Ubiratan C. Pagono
•hereza Maria Sarfen F. Montoro
Leonardo Viveiros de Castro
Ana Beatriz M. P. de Almeida Lobo
Kathryn Ozon PLANSUL PLANEJAMENTO E
Ana Beatriz de Arruda Santos
Guilherme B. M. Filardi
Pedro Schiesser Bemardini CONSULTORIA LTDA, pessoa jurídica de direito privado, com
Davi° Denardi Jr.
Mariana Martins Ribeiro
Paula Sus-crus de Carvalho sede na Rua Joaquim Costa n.° 270, casa, Agronômica, em

se co' C852 20080480963604/12/0815: 24: 0712520601/26696


André Luiz de Castro Martins
Camila Spirtelli Gadioli
Rafael de Ponti Afonso
Patricia Lynch Papo
Florianópolis, Santa Catarina, inscrita no CNPJ/MF sob o n.°
Rafael Moerbeck de A. Rego
Hemani Carvalho Jr.
Flennano Notaroberto Barbosa
78.533.312/0001-58, vem à presença de Vossa Excelência,
Julio Barreto
Angela Nami Haddad Saade
Alexandra Costa Pires mediante advogados regularmente constituídos (Doc. 01), com
Marta C. C. Ferreira exultar
Bruno Ramos de Sousa
Fabiana Torres de A. Paiva escritório nesta cidade do Rio de Janeiro, na Av. Rio Branco, 1,
Flávio Tudiseo
Evelyn Balassiano
Lidia Spitz 14. 0 andar, onde receberão as intimações processuais emanadas
André Rodrigues Schioser
Bruno Oliveira Maggi
Clarissa Druniani de Almeida
Mariana Fontoura Marques
desde D. Juízo, com fundamento nos artigos 282 e seguintes do
Bianca Wien Prado
Alberto de Medeiros Filho
Juliana Mata Daniel
Código de Processo Civil e demais disposições legais aplicáveis,
Thiago Augusto de C. Pellegrini
Fernando de Lima Cauanã°
Helena Kovach de Sá
propor a presente
Flavio Naidin
Paula Rocco Barboza
Adriana Capobianco May: Zaidan
Francisco A. Prado de A. Coutinho
Valéria Corrêa Mayer B. Lima
Carolina Nicolau Leandro ACÃO ORDINÁRIA
Gabriel Rocha Barreto

Mariana Nascimento Pereira


Renata Toma e Pupo
Juliana Andrade Costa
Guilherme Mama Martins
Luis Guilherme Alves e Cruz
contra FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A., sociedade de
Leandro A. Fragoso Bauch
Pedro Henrique Cabral Braile
economia mista concessionária de serviço público de energia
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Mariana Souza Campos


Tatiana Enchi Ayrosa
Thiago Rodrigues de Paiva
Visor Rozenthal elétrica com sede na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de
Luciana Pratas Caldas Cordeiro
Thais Fontoura Lipinski
Rogério Casar Marques Janeiro, na Rua Real Grandeza n° 219, inscrita no CNPJ/IvrF sob o
Carolina França de Noronha
Lusa Salame Pantoja
Luciana Abreu Ribeiro Machado n.° 23.274.194/0001-19, pelo que passa a expor e a requerer o
Patricia Martins Conceição
Ana Loira de Siqueira Campos
Bruno Batista Rodrigues
Luciana Rodrigues Nunes
quanto se segue:

RIO DE JANEIRO Av. Rio Branco 1. 14 A 20090-003 Rio de Janeiro Brasil Tel.: +55 (21)22729200 Fax -1-55(21)2283 0023
SAO PAULO Av. Brasil 1008 01430-000 São Paulo Brasil Tel.: +55 (t1)3069 43C0 Fax: +55 (I 1)3069 4301
BRASRIA SAS Q. SEI. K Ed. OK Office Tower 501-507 70070-050 Brasília Brasil Tel.: +55 (61)3323 3865 Faie +55 (61)3323 2504

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XAVIER, ERNARDES, IL RAGANÇA


Sociedade de Advogados

L -PREVENÇÃO

Em razão da distribuição de medida cautelar preparatória ao d.


Juízo da 52' Vara Cível da Comarca da Capital, realizada em 06 de novembro de 2008,
autuada sob o n.° 2008.001.364165-1, requer a Autora seja reconhecida a prevenção
para o julgamento e análise da presente ação ordinária ao referido d. Juízo.

II- RESUMO DOS FATOS

4P
A Autora firmou com a Ré, em 1°.11.2004, o Contrato n.° 15.353
("Contrato", Doc. 02), o qual, nos termos da cláusula 1', tinha por objeto o
fornecimento de mão-de-obra para a execução de serviços de apoio técnico e
administrativo para atendimento às Diretorias de Relações Institucionais — DI e de
Gestão Corporativa — DG da Ré.

As cláusulas sexta e sétima do Contrato versam sobre o que se


convencionou designar fundo de provisão dispondo o seguinte:

Cláusula 6"- Preços


FURNAS a ará à contratada selos servi os ob'eto deste CONTRATO as
seguintes parcelas de preços:
I — primeira parcela mensal de preço, através do fundo de provisão
estabelecida na Cláusula 7° correspondente ao valor das despesas
referentes ao cumprimento de suas obrigações legais e contratuais, como
empregadora de mão-de-obra alocada neste CONTRATO, tais como:
salários, férias, horas extras, encargos sociais, verbas rescisórias, vale
alimentação/refeição, vale transporte, plano de saúde médico-
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

hospitalar/odontológico, creche, adicionais (de transferência, noturno,


perciculosidade, penosidade, insalubridade e outros), seguro de vida em
grupo e CPMF incidente sobre a referida parcela; (...)(grifou-se)

Cláusula 7"— Fundo de Provisão


Mensalmente, até o dia 10 de cada mês, a contratada fará uma previsão
das despesas para cobrir a primeira parcela de preço indicada no inciso 1
da cláusula sexta e encaminhará a FURNAS, acompanhada de
demonstrativo detalhado da sua composição para que seja efetuado
depósito por FURNAS, na conta corrente específica do fundo de provisão,
especialmente e exclusivamente para uso da contratada, das suas despesas

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XAVIER, IÊ ERNARDES, 11) RAGANÇA


Sociedade de Advogados
,N... 4
: 0.7._
v. u
;s1
°,4% 11( C•
4

como empregadora referentes ao pessoal alocado nesse Contrato. (grifo - 'ta

se) o a io o

Em complemento, o § 1° da cláusula sétima prevê:

Após análise e aprovação da previsão acima e desde que os serviços já


tenham sido iniciados (no caso do depósito do primeiro mês) e que já
tenham sido comprovados os pagamentos das despesas acima, relativas ao
mês anterior (no caso dos depósitos dos demais meses), FURNAS efetuará
o depósito em até cinco dias úteis anteriores à data da realização da
despesa. (grifou-se)

41. E, para arrematar, o § 3° da mesma cláusula contratual


prescreve:

Para cada saque efetuado pela contratada, esta se obriga a apresentar um


levantamento histórico relativo às importâncias já sacadas no saldo
existente do fundo de provisão.

Para fazer jus à parcela mensal do preço mencionada no inciso I


da cláusula sexta do Contrato, a Autora era obrigada, mensalmente, a (i) prestar contas
dos valores pagos pela Ré, relativamente ao mês anterior, (ii) apresentar previsão quanto
aos dispêndios a serem incorridos no mês subseqüente e (iii) apresentar um
levantamento histórico referente às importâncias sacadas do chamado fundo de
provisão. A Ré somente realizaria o depósito seguinte depois de analisar e aprovar
a prestação de contas apresentada pela Autora relativamente ao mês anterior.

Ou seja, o Contrato conferia prerrogativa expressa à Ré de,


quanto a uma parcela do preço ajustado, realizar os pagamentos à Autora mensalmente
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

somente se não houvesse na prestação de contas apresentada pela Autora erro ou


dúvida, podendo a Ré reter a parcela controversa e pagá-la somente após a solução final
do conflito, no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da data em que as dúvidas fossem
solucionadas e a fatura fosse definitivamente aprovada (cláusula oitava, aliena `i',
do Contrato

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3
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XAVIER, L ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados
1:0
, v-
k"
liE:

Ademais, quando da assinatura do Contrato, e em atendimento %


disposições da cláusula 12, a Autora prestou garantia quanto às obrigações contratuais,
consubstanciada na carta fiança n.° 325424, emitida pelo Banco Pottencial (Doc. 04), no
valor de R$ 1.651.567,81 (um milhão, seiscentos e cinqüenta e um mil, quinhentos e
sessenta e sete reais e oitenta e um centavos), com validade até 31.10.2008.

Surpreendentemente, no penúltimo mês de execução do


Contrato, a Ré comunicou à Autora, por meio do oficio DAP G.E. 923.2008 (Doc. 05),

1P. datado de 12.09.2008, que apurou diferenças e incorreções nas prestações de contas
realizadas pela Autora. Em resposta, a Autora encaminhou, dentre outras, a carta de
13.10.2008 (Doc. 07), na qual é solicitado "documentos, tais como relatório de
auditoria, planilhas, pareceres jurídicos e outros"que fundamentaram a conclusão da
Ré para que os mesmos pudessem ser esclarecidos pela Autora.

Após trocas de correspondências mútuas entre as partes (Docs. 04


ao 10), a Ré, em 31.10.2008, último dia do prazo do Contrato, encaminhou o oficio
DAP.G.E. 1203 2008 à Autora (Doc. 11), comunicando que "o entendimento de que a
Plansul cumpriu de forma irregular a obrigação contida na cláusula 4' — Obrigações
da Contratada, inciso I, aliena 'h' (que versa sobre a prestação de contas para o
pagamento do "fundo de provisão"). Na mesma carta, a Ré ressalta que a rescisão do
Contrato importava na aplicação das seguintes penalidades:

1 - Multa por Inadimplemento — Cláusula 16, § 1° - Multa correspondente a


I% (um por cento) do último valor mensal do faturamento da segunda
parcela de preço, até o limite de 5% (cinco por cento) do valor contrato. O
valor dessa multa é de R$ 1.499.939,95.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

2 - Conseqüências da Rescisão — Cláusula 18, § I° - Multa correspondente a


5% (cinco) por cento do valor atualizado do contrato. Sendo o seu valor de
R$ 3.129.173,91.

3 - Execução da Garantia Contratual — Cláusula 12 §§ 5° e 6° - Execução do


instrumento de garantia tanto para o abatimento do valor das multas
aplicáveis, quanto dos prejuízos causados pela Plansul.

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XAVIER, 1. EIÚWARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

.4
Em ato continuo, a Ré resolveu executar, por sUposto
descumprimento de obrigação contratual, a carta de fiança oferecida pela Autora em
garantia às disposições do Contrato, nos termos do oficio encaminhado ao Banco
Pottencial no dia 30.10.2008 (Doc. 11), in verbis:

"A execução ora pleiteada ocorre em razão do não cumprimento


da obrigação contratual contida na Cláusula 4"— Obrigações da
Contratada, Inciso I, alínea 'h '"

'IP Esta flagrante ilegalidade cometida pela Ré foi exemplarmente


afastada por V.Exa. quando da análise do pedido liminar nos autos da medida cautelar
n.° 2008.001.364165-1 (Doc. 12), que impediu a imediata execução da carta fiança, em
decisão irretocável (Doc. 13), in verbis:

"Furnas pretende executar a carta de fiança, de imediato, sem discutir os


valores pretendidos. Executar a carta de fiança sem discutir a leRalidade
da cobranca fere o direito da Requerente do contraditório e da ampla
defesa." (grifou-se)

Desta forma, tendo a Autora a possibilidade de exercer seu direito


ao contraditório e ampla defesa por meio da presente, visando afastar qualquer
possibilidade da Ré de execução da garantia contratual oferecida, requer a Autora, ao
"140
final, o reconhecimento por este D. Juizo da inexistência de descumprimento de
obrigação contratual, conforme adiante exposto.

III - DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS


(i) A impossibilidade jurídica dos pedidos externados pela Ré nos ofícios DAP.G.E.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

1201 2008 e DAP.G.E 1203 2008/Furnas

A Ré pretende rescindir o Contrato n° 15.353 (Doc. 02), sob a


alegação de que a Autora teria cumprido "de forma irregular a obrigação contida na
cláusula 4"— Obrigações da Contratada, inciso I, aliena 'h"'(Doc. 11).

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5 17
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XAVIER, IL ERNARDES, IL RAGANÇA


Sociedade de Advogados

Registre-se que o Contrato foi firmado no dia 1° de nove


2004, pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses — nos termos da cláusula 20 — e, de acordo
com a cláusula quarta do Aditamento n° 01, estendeu-se por 48 (quarenta e oito meses)
contados de 1° de novembro de 2004, encerrando-se em 31 de outubro de 2008. Isto é,
conforme já reconhecido por V.Exa. na r. decisão liminar nos autos da medida cautelar
n.° 2008.001.364165-1, o Contrato extinguiu-se normalmente, pelo exaurimento do
prazo, no dia 31 de outubro de 2008 (Doc. 14).

Vê-se, portanto, que não cabe discussão quanto à rescisão do


Contrato, por meio do oficio DAP.G.E 1203 2008/Furnas, de 31 de outubro 2008,
quando o mesmo foi extinto pelo decurso do tempo.

Sobre o assunto, leiam-se as lições de LÚCIA VALLE


FIGUEIREDO:

Se determinado Contrato for celebrado por prazo certo — e se a prestação


contratual só puder ser executada durante este prazo -, o termo final do
prazo extinguirá, ipso jure, o Contrato, sem, pois, qualquer ato unilateral
da Administração Pública. (FIGUEIREDO, Lúcia Valle. Extinção dos
Contratos Administrativos. 2. ed. São Paulo: Malheiros, 1998. p. 32 — grifou-
se)

No corpo da decisão que deferiu a liminar em sede de ação


cautelar inominada, Vossa Excelência, com acuidade, concluiu:

"O Contrato findou por decurso do prazo, sendo inaplicáveis à espécie os


artigos 77 e 78 da Lei n°8.666/93." (grifos nossos)
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Desta forma, sabendo-se que o Contrato n.° 15.353 extinguiu- se


pelo decurso do tempo, inaplicáveis à hipótese os artigos 77 e 78 da Lei n.° 8.666/93,
verificando-se impossível, portanto, a pretensão da Ré de decretar a rescisão do contrato
por ato unilateral da Administração.

Por via de conseqüência, uma vez inaplicáveis à espécie os


artigos 77 e 78 da Lei n.° 8.666/93, os efeitos decorrentes de eventual rescisão listados
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XAVIER, 11 ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados
lek

11%
*i•
no artigo 80 da Lei n.° 8.666/93 também não se observam, entre eles, a possibili
execução da garantia contratual para ressarcir a Administração de multa, hipótese
inciso III do supracitado dispositivo.

Desta forma, as medidas pretendidas pela Ré são todas


juridicamente impossíveis. O que deve ser declarado nos autos desta ação, (i) seja pela
impossibilidade de rescindir o Contrato n° 15.333, já extinto pelo decurso do prazo
contratual; (ii) seja pela impossibilidade de observação de quaisquer efeitos decorrentes
da rescisão do Contrato, entre eles, a possível execução da carta de fiança para o
ressarcimento de multas contratuais, como pretendeu a Ré por meio do oficio DAP.G.E
1203 2008/Furnas, de 31.10.2008

(ii) Ausência de descumprimento pela Autora de obrigações do Contrato

Independentemente da prejudicialidade quanto às pretensões da


Ré externadas no oficio DAP.G.E 1203 2008/Furnas, de 31 de outubro de 2008, certo é
que durante os 4 (quatro) anos de vigência contratual, mês a mês, a Autora apresentou
à Ré, adotando procedimento idêntico não modificado no curso do Contrato, a
prestação de contas, com o levantamento histórico das importâncias sacadas do
cedek fundo de provisão, possibilitando novo depósito pela Ré, nos termos das Cláusulas
Sexta e Sétima do Contrato. Ato contínuo, após aprovação das despesas relativas ao
mês anterior, a Ré efetuava novo depósito em favor da Autora.

Assim disciplinava a alínea "i" da Cláusula 8' do Contrato "na


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

hipótese de ocorrência de erro ou de haver dúvida nos documentos de cobrança que


acompanham a solicitação de pagamento, FURNAS fitél pagará apenas a parcela
não controvertida no prazo contratual, ficando a parcela restante para ser paga após
a solução final da controvérsia, no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da data em
que as dúvidas forem solucionadas e a fatura for aprovada por FURNAS". (grifos
nossos)

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XAVIER, ERNARDIES, 11:) RAGANÇA


Sociedade de Advogados

Desta forma, caberia à Ré, nas hipóteses de dúvida ou er


quanto aos documentos de cobrança apresentados pela Autora, imediatamente apontá-
los, pagando apenas a parcela não controvertida e, somente após a solução da
controvérsia, é que a deveria efetuar o pagamento do restante, uma vez constatada a
correção na cobrança apresentada pela Autora.

Ou seja, a Ré aprovou, sem ressalvas, todas as prestações de


contas apresentadas pela Autora, realizando o pagamento integral de todas as
faturas, dado que esta (i) nunca ergueu qualquer objeção aos documentos apresentados
pela Autora, (ii) nunca fez qualquer apontamento ou advertência, (iii) nunca solicitou
qualquer modificação na sistemática de elaboração da prestação de contas, e (iv) sempre
realizoua os depósitos mensais em favor da Autora, atendendo às condições do
Contrato.

Ao realizar os pagamentos, durante os quase 4 (quatro) anos do


Contrato, a Ré não verificou erro ou dúvida nas prestações de contas da Autora que se
mostrassem suficientes para a realização de todos os pagamentos a ele inerentes.

Por via de conseqüência, mesmo que não fosse a hipótese de


extinção do Contrato pelo decurso do prazo, o que prejudica as pretensões da Ré
externadas no oficio DAP.G.E 1203 2008/Furnas, de 31 de outubro de 2008, é temerário
afirmar que a Autora não apresentou devidamente as prestações de contas, não
havendo, portanto, a motivação para a rescisão do Contrato por descumprimento
da cláusula 4a, inciso I, aliena 'h', a ensejar (i) a execução da garantia contratual (carta
de fiança), como intentou a Ré, por meio de comunicação diretamente ao banco
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

garantidor e (ii) a aplicação de outras penalidades contratuais.

Assim, no último dia de vigência do Contrato, a Ré por meio


do oficio DAP.G.E. 1203 2008, de 31 de outubro de 2008 (Doc. 11), tentou impor à
Autora uma suposta rescisão unilateral do Contrato. Dispõe o inciso I, aliena 'h' da
Cláusula 48 do Contrato:

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.79)

XAVIER, ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

"Cláusula 4"— Obrigações da Contratada


1- Constituem obrigações da CONTRATADA, além de outras previstas nes
CONTRATO:
h) fornecer, mensalmente, a FURNAS uma prestação de contas da utilização
do Fundo de Provisão, Cláusula 7' através da apresentação da
documentação comprobatória dos pazamentos efetuados no mês anterior,
de forma a possibilitar a liberação, por FURNAS, de novo depósito no
referido FUNDO."

É inevitável o reconhecimento de que a Autora cumpriu com


a sua obrigação de prestar contas, seja pela vasta documentação 'que encaminhou
fie
à Ré ao longo de todo o Contrato (vide Doc. 03, seja pelo fato de que a Ré realizou
mensalmente os pagamentos contratuais com base na assertiva de que as contas
prestadas estavam corretas e que não lhe imputaram qualquer tipo de dúvida.

É fato incontroverso que as contas foram prestadas pela Autora e


aceitas pela Ré, conforme previsto no inciso I, aliena 'h' da Cláusula 4a do
Contrato, não havendo, portanto motivo para rescisão do Contrato, ainda que este não
tivesse com o prazo expirado.

Frise-se que mesmo após o inicio das discussões sobre as contas


prestadas, a Ré continuou efetuando todos os pagamentos devidos, inclusive no
fechamento do Contrato, quando transferiu à Autora os recursos necessários para fazer
frente à rescisão dos Contratos de trabalho dos seus empregados que estavam à
disposição da Ré.

Por todo o exposto, verifica-se que a Autora cumpriu a obrigação


contida na alínea "h", inciso I, da Cláusula 4' do Contrato, e, portanto, não há motivos
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

para lhe imputar qualquer tipo de exação.

IV - PEDIDO

Diante do todo exposto, é a presente para requer:

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9
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.80)

XAVIER, ERNARDES, 1RAGANÇA


Sociedade de Advogados

(i) seja o presente feito distribuído por dependência à a


cautelar n° 2008.001.364165-1, em trâmite perante a 52 Vara
Cível desta Comarca.

(ii) a citação da Ré, no endereço indicado no cabeçalho, para,


querendo, contestar a ação, sob pena de ser-lhe decretado o
estado de revelia.

(iii) ao final, seja reconhecida a procedência da presente ação


para declarar (a) a impossibilidade da pretensão da Ré externada
no oficio DAP.G.E. 1203/2008, de 31 de outubro de 2008, em
rescindir o Contrato n°. 15.333, já extinto pelo decurso do prazo;
(b) a impossibilidade da verificação de quaisquer efeitos
decorrentes da rescisão do Contrato n°. 15.353, conforme
externado pela Ré no supra referido ofício, entre eles a execução
da carta de fiança para o ressarcimento de multas contratuais; (c)
o cumprimento pela Autora da obrigação contratual prevista no
inciso I, aliena "h", da Cláusula 4' do Contrato n°. 15.353 quanto
à prestação de contas devidas a Ré;

(iv) seja condenada a Ré a arcar com as verbas sucumbenciais,


incluindo honorários advocatícios.

Requer a produção de todas as provas admitidas em Direito,


notadamente a documental complementar.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Requer, ainda, que sejam as intimações atinentes ao presente feito


efetuadas em nome dos Drs. JOÃO AFONSO DE ASSIS, inscrito na OAB/12J 1.906-A,
RAFAEL MOERBECK DE ALMEIDA REGO, inscrito na OAB/RJ sob n.° 125.771,
GABRIEL ROCHA BARRETO OAB/RJ sob n.° 142.554, sob pena de nulidade das
mesmas.

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.81)


XAVIER, ERNARDES, RAGANÇA
Sociedade de Advogados

Dá à causa o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais


devidos fins de direito.

Termos em que,
Pede deferimento.
Rio de Janeiro, 1° de dezembro de 2008.

DE E
OA

119,110 IAL t(À 1


RAF L MOERBECK DE ALMEIDA REGO
OAB/RJ 125.771

GABRIEL ROCHA BARRETO


OAB/RJ 142.554
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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA sr VARA CiVEL DA COMARCA DA


CAPITAL — RJ.

Processo n°: 2009.001.026206-0

FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A, concessionária de


serviço público de energia elétrica, com sede na Rua Real Grandeza, n° 219,
Botafogo, CEP: 22283-900, Rio de Janeiro — RJ, endereço que indica para fins do
artigo 39, I, do Código de Processo Civil, inscrita no CNPJ/MF sob o n°
23.274.194/0001-19, nos autos da Ação Ordinária ajuizada por PLANSUL
PLANEJAMENTO E CONSULTORIA LTDA, vem, pela procuradora que
subscreve a presente com fundamento nos artigos 300 e seguintes do Código de
Processo Civil, apresentar

CONTESTAÇÃO

Pelos fatos e fundamentos a seguir aduzidos:


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DOS FATOS

As partes celebraram em 29 de outubro de 2004, o contrato n°


15.353, tendo como objeto principal a prestação sob o regime de Empreitada por
Preços Unitários, de serviços de apoio técnico e administrativo, em diversas
aéreas de FURNAS, para o atendimento dos órgãos das Diretorias de Relações
Institucionais — Dl e de Gestão Corporativa — DG.
Porém, cabe destacar que o Departamento de Suporte e
110
Administração de Pessoal de Fumas — DAP.G, identificou e apurou a existência de
diferenças nas prestações de contas realizadas pela PLANSUL, no valor de R$
11.343.096,41 (Onze milhões, trezentos e quarenta e três mil, noventa e seis
reais e quarenta e um centavos), valor atualizado em 27 de março de 2009,
conforme demonstra a planilha em anexo (Doc. 01).
Cabe destacar que o contrato se regia da seguinte forma:
mensalmente, até o dia 10 de cada mês, a CONTRATADA fazia uma previsão das
despesas, para cobrir a primeira parcela de preço indicada no inciso I da Cláusula
6a — PREÇOS (valor das despesas referentes ao cumprimento das obrigações
legais e contratuais), e a encaminhará a FURNAS, acompanhada do
demonstrativo detalhado da sua composição, para que seja efetuado o depósito,
ilk por FURNAS, na conta corrente específica do "Fundo de Provisão", especialmente
e exclusivamente para uso, pela CONTRATADA, das suas despesas, como
empregadora, referentes ao pessoal alocado neste contrato.
Cumpre salientar que a contratada não adimpliu o contrato em
relação ao disposto na cláusula 4a, 1, alínea h do contrato n° 15.353, que dispõe
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

da seguinte forma:

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FURNAS 'tlf (.3

CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

"CLÁUSULA 48 — OBRIGAÇÕES DA
CONTRATADA:
1— Quanto à prestação dos serviços:
h) fornecer, mensalmente a FURNAS, uma
prestação de contas da utilização do Fundo
de Provisão, Cláusula 78, através da
apresentação da documentação
comprobatória dos pagamentos efetuados no
mês anterior, de forma a possibilitar a
liberação, por FURNAS, de novo depósito
no referido fundo".

Infere-se, após a realização de auditoria interna por Fumas e


elaboração de planilha demonstrando que existem diversas diferenças a serem
apuradas, mês a mês, entre os valores liberados por Fumas para o fundo de
provisão e os valores efetivamente gastos pela Plansul no custeio do objeto do
contrato n° 15353. Cabe ressaltar ainda que os valores apurados por FURNAS,
são resultado da análise da auditoria interna da ré, e foi baseada em todos os
documentos apresentados pela autora em suas próprias prestações de contas,
portanto de conhecimento e domínio da Plansul.
Cabe transcrever o disposto na cláusula 7a que versa acerca
do ajustado entre as partes no que tange ao Fundo de Provisão, in verbis:

CLÁUSULA 78: FUNDO DE PROVISÃO:


"Mensalmente, até o dia 10 de cada mês,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

a CONTRATADA fará uma previsão das


despesas, para cobrir a primeira parcela de
preço indicada no inciso I da Cláusula 68 —
PREÇOS, e a encaminhará a FURNAS,

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acompanhada de demonstrativo detalhado


da sua composição pata que seja efetuado
depósito por FURNAS, na conta corrente
específica do "Fundo de Provisão",
especialmente e exclusivamente para uso,
pela CONTRATADA, das suas despesas,
como empregadora, referentes ao pessoal
alocado neste CONTRATO.
§ 1°: Após análise e aprovação da previsão
acima e desde que os serviços já tenham
sido iniciados (no caso do depósito do
primeiro mês) e que já tenham sido 1

comprovados os pagamentos das despesas


acima, relativas ao mês anterior ( no caso do
depósito para os demais meses), FURNAS
efetuará o depósito em até 5 (cinco) dias
úteis anteriores à data da realização das
despesas.
§ 2°: A CONTRATADA fica, desde já,
constituída como fiel depositária dos valores
do " Fundo de Provisão", devendo apresentar
a FURNAS, juntamente com a primeira
previsão das despesas, o Termo de Fiel
Depositária, constante do Anexo V deste
instrumento, assumindo a plena, total e
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

exclusiva responsabilidade legal pelos


valores, até que se efetue a respectiva
comprovação de sua aplicação.

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94 CO4c4

FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

§ 3°: Para cada saque efetuado pela


CONTRATADA, esta se obriga a apresentar
um Levantamento Histórico relativo às
importâncias já sacadas e ao saldo existente
no "Fundo de Provisão".

Cabe destacar que a contratada infringiu o disposto na Cláusula


6a , inciso I, do Contrato, visto que não efetuou de forma correta e discriminada o
pagamento dos direitos dos funcionários vinculados ao citado contrato. Cabe
transcrever o disposto na Cláusula 6a do Contrato n° 15.353, in verbis

"CLÁUSULA 6a: PREÇOS:


I — primeira parcela mensal de preço através
do fundo de provisão estabelecida na
Cláusula 7a, correspondente ao valor das
despesas referentes ao cumprimento das
suas obrigações legais e contratuais, como
empregadora da mão de obra alocada neste
CONTRATO, tais como salários, férias, horas
extras, encargos sociais, verbas rescisórias,
vale alimentação/refeição, vale transporte,
plano de saúde médico
hospitalar/odontológico, creche, adicionais de
transferência noturno, periculosidade,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

penosidade, insalubridade e outros, seguro


de vida em grupo e CPMF incidente sobre a
referida parcela.

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o
?U o
FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

II — a segunda parcela do preço mensal


correspondente à quantidade de empregados
alocados no mês ao presente CONTRATO,
multiplicado pelos respectivos preços
mensais por nível, conforme apresentado na
tabela abaixo.
§ I°: O preço mensal por nível, relativo à
segunda parcela, corresponde a lucro,
prepostos, tributos, outros encargos,
despesas indiretas, contribuições parafiscais
e tudo mais que decorrer da prestação dos
serviços que constitui o objeto deste
CONTRATO.
§ 2°: Os preços dos níveis estabelecidos na
segunda parcela são fixos e irreajustáveis,
salvo se a cada período de 12 meses,
contados do mês da apresentação da
proposta, as condições de qualidade e de
preço, no mercado, quando aplicáveis,
determinarem a sua revisão para mais ou
para menos, na forma da legislação vigente.
§ 3 0 : Para os empregados que forem
admitidos ou demitidos no decorrer do mês,
a parcela de preço mencionada no inciso
acima, será calculado pio rata dias.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

É conveniente realizar um histórico dos fatos ocorrido no Contrato n°


15.353 celebrado entre as partes:

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

No início de 2008, foi constatado que a Plansul estava apresentando


as prestações de contas mensais do Fundo de Provisão no custeio do objeto do
contrato sem a indicação dos saldos inicial e remanescente no respectivo mês.
Além disso, apresentava à Furnas em suas planilhas de prestação de contas, itens
de despesas tributárias que eram improcedentes, além de valores majorados de
outras despesas.
Ressalta-se que em Fevereiro de 2008, foi realizado por Fumas a
prestação de contas mensais decorrentes da utilização do fundo de provisão,

tendo sido apresentado à PLANSUL o saldo a favor de FURNAS no valor de R$
879.847,90 (oitocentos e setenta e nove mil, oitocentos e quarenta e sete reais e
noventa centavos), no período de novembro de, 2004 a janeiro de 2008,
exclusivamente relativos à apuração do saldo mediante comparação dos valores
liberados e os apresentados como gastos pela Plansul, portanto, sem qualquer
inferência de qualidade das informações para os valores apresentados como
despesas.
Cabe destacar que em resposta às considerações de Fumas acerca
do saldo apurado, reapresentou novas considerações acerca das prestações de
contas nas quais indicava saldo a favor de Fumas no valor de R$ 542.117,42
(Quinhentos e quarenta e dois mil, cento e dezessete reais e quarenta e dois
• centavos).
Em Abril de 2008, de acordo com o saldo do montante já
incontroverso pela Plansul, foi efetuada uma glosa no valor solicitado pela Plansul
para o fundo de provisão, correspondente ao valor acima e novamente tivemos
que analisar o levantamento apresentado pela Plansul para analisar a sua
validade.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Ainda no mesmo mês, em relação à prática da Plansul referente à


questão tributária do contrato, tendo em vista a prática em restituir nas prestações
de contas mensais, dos valores retidos à título de impostos federais (PIS,
COFINS, CSSL e IR) e INSS, tendo a mesma encaminhado à FURNAS, em 28 de

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

abril de 2008, pedido de reequilíbrio econômico e financeiro, a fim de incorporar


parcelas de tributos à sua remuneração.
Cabe destacar que em Maio de 2008, foi efetuada uma nova glosa
no valor de R$ 179.902,86 (Cento e setenta e nove mil, novecentos e dois reais e
oitenta e seis centavos), valor este solicitado pela autora para o fundo de
provisão, limitados pelo risco de falta de recursos na provisão mensal para
custeio do objeto do contrato.
Ressalta-se que em Junho de 2008, foi efetuada uma nova glosa no
valor de R$ 611.957,10 (Seiscentos e onze reais, novecentos e cinquenta e sete
mil e dez centavos) solicitado pela autora, sobre o pedido de recursos para o
Fundo de Provisão.
Cumpre informar que durante os meses de Julho e Agosto de 2008,
foram efetuadas novas glosas nos valores de R$ 300.000,00 (Trezentos mil reais)
e R$ 438.420,44 (Quatrocentos e trinta e oito mil, quatrocentos e vinte reais e
quarenta e quatro centavos), respectivamente para reduzir os recursos em poder
da Plansul no fundo de provisão.
Em setembro de 2008, mediante parecer de FURNAS, foi respondido
negativamente à PLANSUL sobre o seu pedido de reequilíbrio econômico e
financeiro do contrato, sendo certo de que a questão tributária relativa aos tributos
retidos deveria ser vista como valores a serem incorporados no saldo do fundo de
provisão, portanto devidos à FURNAS.
No que conceme à questão relativa aos tributos, cabe esclarecer o
seguinte de acordo com o disposto na Cláusula 21 do citado contrato, in verbis:

CLÁUSULA 21— TRIBUTOS:


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Todos os tributos, encargos e contribuições


parafiscais devidos pela execução dos
serviços objeto deste CONTRATO, correm
por conta exclusiva da CONTRATADA, que

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também se responsabiliza pelo perfeito e


exato cumprimento de todas as obrigações e
formalidades que a lei a ele atribua.
§ 1°: Os tributos e contribuições, quando
devidos na fonte, serão retidos na forma da
lei, fazendo-se os pagamentos à
CONTRATADA por seu valor liquido.
§ 2°: Caso sejam criados, após a assinatura
do CONTRATO, novos tributos, encargos ou
contribuições parafiscais, ou modificados à
base de cálculo e/ou aliquotas dos atuais, de
forma a aumentar ou diminuir o ônus da
CONTRATADA, com repercussão na
economia contratual, será o preço revisado,
de modo a cobrir as diferenças comprovadas
dessas alterações.
§ 3°: A CONTRATADA, não obstante o
acima disposto, obriga-se a, caso venha a
ser autuada pela Fazenda federal, Estadual
ou Municipal, no que conceme ao objeto
deste CONTRATO, defender-se com
empenho e zelo perante as autoridades
competentes.
§4: Face ao disposto no "caput" desta
Cláusula, FURNAS não se reponsabiliza pelo
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

ressarcimento de quaisquer multas, correção


monetária, penalidade, juros e outras
despesas resultantes da não observância de

AOLI.G.0035

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

obrigações tributárias, trabalhistas e


previdenciárias pela CONTRATADA.

Cabe destacar o que ocorria no citado contrato: Quando da liberação


do adiantamento solicitado, a divisão de Controle de Pagamentos — DCPG.F,
retém, em nome da Contratada, os seguintes percentuais/ encargos: 13,00% -
INSS; 0,65% - PIS; 3,00% - COFINS; 1,00% - CSSL e 4,80% - IR.
Desde Janeiro de 2006, a DCPG.F passou a reter apenas os
11111k percentuais decorrentes de INSS, CSSL e IR, tendo em vista que a
Contratada obteve liminar que a isentava da retenção de PIS e COFINS.
Porém, cabe destacar que na Prestação de Contas efetuada
mensalmente pela contratada à FURNAS, prevista na Cláusula 7, já
transcrita, onde a Contratada executava mensalmente uma prestação de contas
da utilização do Fundo de Provisão, através da apresentação da documentação
comprobatória dos pagamentos efetuados no mês anterior, de forma a possibilitar
a liberação por FURNAS, de um novo depósito no referido Fundo, foram
detectadas inúmeras irregularidades, a saber:
Na composição das prestações de contas referentes aos
adiantamentos concedidos, a Contratada incluiu, INDEVIDAMENTE, os
valores correspondentes às retenções realizadas por FURNAS (INSS, PIS,
COFINS, CSSL e IR) como despesas pertencentes à Parcela 1, e portanto,
como parcelas reembolsáveis, integrantes do Fundo de Provisão.
Porém, cabe destacar que os valores integrantes de tais
parcelas foram retidos por FURNAS e recolhidos à Receita Federal e INSS,
em nome da Contratada, calculados com base nos seguintes percentuais:
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

13,00% - INSS, 0,65% - PIS, 3,00% - COFINS, 1,00 % - CSSL e 4,80% - IR.
Cumpre ressaltar que a partir de Maio de 2006, FURNAS passou
a reter apenas os percentuais devidos a título de INSS, CSSL E IR, em
virtude de obtenção, pela CONTRATADA, de liminar que a isentou de

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

retenção de PIS e COFINS (Apelação/ Reexame Necessário do Mandado de


Segurança n° 2005.72.00.011138-0).
Todavia, mesmo obtendo a liminar a Contratada manteve o
procedimento indevido de inclusão dos valores de PIS e COFINS nas suas
prestações de contas.
Oportunamente, cabe destacar que a modificação da base de cálculo
do PIS e COFINS gera inequívoco desequilíbrio contratual, em desfavor desta
concessionária, com o que, após o trânsito em julgado da decisão favorável à
erk PLANSUL, deve o preço contratual ser revisto.
Cabe registrar que na composição de contas referentes aos
adiantamentos concedidos, a PLANSUL, incluiu os valores correspondentes às
retenções realizadas por FURNAS como despesas pertencentes à Parcela 01 e,
portanto reembolsáveis, integrantes do Fundo de Provisão, mantendo tal
procedimento após a suspensão das retenções obtida através de liminar.
Registra-se que a PLANSUL apresentou à FURNAS valores relativo
aos impostos de forma indevida, acarretando prejuízos ao reú, que depositou por
diversos meses quantia superior no Fundo de Provisãci.
Cabe destacar que pela análise da apuração do saldo do fundo de
provisão relativos aos valores majorados pela PLANSUL, nas despesas de custeio
• do objeto do contrato, fundamentalmente no custeio dos benefícios
destinados aos empregados desse contrato, foi formalizado à PLANSUL, em
setembro de 2008, que existia uma importância no valor de R$ 3.772.762,27
(Três milhões, setecentos e setenta e dois mil, setecentos e sessenta e dois reais
e vinte e sete centavos), sem a devida comprovação de sua utilização e gasto,
conforme se verifica pela correspondência DAP.G.E.923.2008.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Informa-se que o saldo devedor da PLANSUL no total de R$


9.111.043,18 (Nove milhões, cento e onze mil, quarenta e três reais e dezoito
centavos), os quais foram devidamente informados à PLANSUL, em
correspondência emitida em outubro de 2008. Cabe registrar que nesta

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1 t"
FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

correspondência foi informado que o valor corrigido monetariamente do contrato


15.353, equivalia ao total de R$ 11.343.096,41 (Onze milhões, trezentos e
quarenta e três mil, noventa e seis reais e quarenta e um centavos), de acordo
com o disposto nas correspondências DAP.G.E. 1031.2008 e DAP.G.E.
1122.2008.
No mais, cabe destacar que a vigência do contrato da PLANSUL
encerrou-se no dia 31 de outubro de 2008, tendo FURNAS através da
correspondência n° DAP.G.I. 1122.2008, solicitado à PLANSUL, pelo aceite da
presente dívida no prazo de 05 (cinco) dias com o objetivo da PLANSUL efetuar a
quitação integral deste montante perante FURNAS, a fim de viabilizar a
prorrogação deste contrato pelo período permitido na Lei n° 8.666/93.
Cabe salientar que em correspondência emitida à autora em 16 de
outubro de 2008, FURNAS disponibilizou mais uma vez a planilha com a
demonstração das diferenças apuradas, mês a mês, entre os valores liberados por
FURNAS para o fundo de provisão e os valores efetivamente gastos pela Plansul
no custeio do objeto do contrato n° 15.353. Tais valores expressos na citada
planilha são resultado da análise da auditoria interna e foram obtidos pelos
documentos apresentados pela PLANSUL em suas próprias prestações de contas,
sendo de conhecimento e domínio da autora. A ré fixou prazo até o dia 20 de
outubro para a autora apresentar a sua resposta.
No entanto, a autora não ofereceu resposta à FURNAS, não
restando outra alternativa à ré a não ser rescindir unilateralmente o contrato
celebrado entre as partes em 29.10.2004, prerrogativa esta da Administracão
Pública Indireta, conforme se depreende do disposto no artigo 78, I e 79. I,
ambos da Lei n° 8.666/93.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Ressalta-se que o motivo que ensejou a rescisão unilateral do


contrato foi o descumprimento da Cláusula 4a, inciso I, alínea "h", que
preceitua o seguinte, in verbis:

AOM.G.0035

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o
Q G
FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

CLÁUSULA 4a — OBRIGA ÕES DA


CONTRATADA:
Constituem obrigações da CONTRATADA,
além de outra previstas neste CONTRATO:
"h') fornecer, mensalmente, a FURNAS uma
prestação de contas da utilização do Fundo
de Provisão, Cláusula 73, através da
documentação comprobatória dos
pagamentos efetuados no mês anterior, de
fomia a possibilitar a liberação, por FURNAS,
de novo depósito no referido Fundo.

Tal irregularidade restou por configurar um saldo devedor da


Contratada, no montante de R$ 11.343.096,41 (Onze milhões, trezentos e
quarenta e três mil, noventa e seis reais e quarenta e um centavos), valor
atualizado em 27 de março de 2009.
110 Cabe destacar que a autora alega em sua petição inicial que
FURNAS ao manifestar o seu interesse em rescindir o contrato, pelo
descumprimento da Cláusula 4a, 1, "h", não concedeu a autora prazo para
DEFESA. Porém, cabe destacar que tal alegação feita pela autora È FALSA,
conforme se verifica pelo documento acostado, que demonstra de forma
clara que a autora apresentou defesa quanto ao ato de rescisão unilateral
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

por parte de FURNAS.


Ademais, em relação à aplicação da multa em virtude da rescisão
contratual, sabe-se que esta é cabível conforme se verifica pela leitura das
cláusulas 16, e 12 que versam acerca da garantia de cumprimento do

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

contrato, cabendo destacar que no contrato ora analisado foi prestada Carta
de Fiança n° 325.424, do BANCO POTTENCIAL S/A, no valor de R$
1.651.567,81 (Um milhão, seiscentos e cinquenta e um mil, quinhentos e
sessenta e sete reais e oitenta e um centavos), que deveria ter sido
executada por FURNAS para viabilizar o abatimento do valor total devido
pela autora à FURNAS.

II— DO DIREITO

Cabe destacar que é manifesta a inadimplência da contratada,


cabendo a FURNAS promover a rescisão unilateral do ajuste, de acordo com o
disposto nos artigos 78, II, e artigo 79, inciso I, da Lei n° 8.666/93, bem como as
cláusulas 15 e 17, alíneas "a" do instrumento contratual. Cabe transcrever o
disposto nesses artigos de lei, in verbis:

"Art. 78. Constituem motivo para rescisão do


contrato:
II — o cumprimento irregular de cláusulas
contratuais, especificações, projetos e
prazos.

Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser


1— determinada por ato unilateral e escrito
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

da Administração, nos casos enumerados


nos incisos I a XII do artigo anterior

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4
O f' •

FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

"Cláusula 15 - INADIMPLEMENTO DA
CONTRATADA:
A CONTRATADA será considerada
inadimplente na ocorrência de quaisquer
fatos abaixo discriminados:
a) inobservância ou cumprimento irregular
de quaisquer disposições contidas neste
CONTRATO

"Cláusula 17- RESCISÃO


São motivos para a rescisão deste
CONTRATO:
a) o inadimplemento da CONTRATADA,
conforme Cláusula 15.

Cabe destacar que em virtude do inadimplemento contratual, é cabível a


aplicação da multa constante no parágrafo 10 da Cláusula 16, que versa acerca da
Multa por Inadimplemento, em virtude do descumprimento da exigência prevista
na alínea "h", inciso I, da Cláusula 48, in verbis:

"Cláusula 16 - MULTAS POR


INADIMPLEMENTO:
§ 1°: Na hipótese de descumptimento das
exigências constantes das alíneas "g" e "h"
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

do inciso I da Cláusula 4 a - Obrigações da


Contratada e das alíneas "u" e "y" do inciso
III da cláusula 48, FURNAS aplicará, a partir
do momento de sua ocorrência, uma multa

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

diária correspondente a 1% (um por cento)do


último valor mensal do faturamento da
segunda parcela de preço (conforme
Cláusula 6a — PREÇOS) até o limite de 5%(
cinco por cento) do valor do CONTRATO.

Não obstante a aplicação da penalidade por inadimplemento


• contratual, há ainda, no presente caso, a incidência da multa rescisória,
prevista no § 10 da Cláusula 18 — Consequencias da Rescisão, cuja
cumulação é prevista no § 5 0 da Cláusula 16 — Multas por lnadimplemento, in
verbis:
CLÁUSULA 16 — A CONTRATADA ficará
sujeita a multas por inadimplemento,
conforme prevêem os parágrafos desta
Cláusula.
§ 5°: As multas previstas nos parágrafos
anteriores serão aplicadas
independentemente da multa rescisória
prevista na Cláusula 18 — Consequências da
rescisão.

CLAÚSULA 18 — CONSEQUENCIAS DA
RESCISÃO:
A rescisão contratual, com base nas
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

hipóteses previstas nas alíneas "a" a "e" e "k"


da Cláusula 17 — Rescisão, sujeitará a
CONTRATADA ao pagamento de multa
correspondente a 5% ( Cinco por cento) do

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4
1"21

FURNAS 3o 01-\
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

valor atualizado deste CONTRATO


(Cláusula 23) cobrável mediante execução,
sem prejuízo da aplicação das penalidades
previstas na Cláusula 16 — Multas por
lnadimplemento.

No que tange ao direito concedido à FURNAS acerca da fiscalização do


contrato, cabe destacar que de acordo com o disposto na Cláusula 10 do Contrato

ora analisado, a contratante poderá a qualquer tempo fiscalizar a execução do
contrato, bem como a fiscalização da prestação de contas efetuada pela
contratada, conforme se verifica pelo disposto na Cláusula 10, in verbis:

Cláusula 10— FISCALIZAÇÃO:


FURNAS terá o direito de exercer ampla
fiscalização sobre a prestação dos serviços
objeto do presente CONTRATO, por
intermédio de prepostos seus, devidamente
credenciados, aos quais deverá a

• CONTRATADA facilitar o pleno exercício de


suas funções, não importando isso em
supressão ou mesmo atenuação das
responsabilidades desta, por quaisquer
erros, falhas ou omissões ocorridas.
§ 1°: FURNAS credenciará perante a
CONTRATADA, um representante investido
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

de plenos poderes para, diretamente ou


através de auxiliares, exercer a fiscalização
geral e total dos serviços ora contratados,

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

tendo como atribuições precípuas as


seguintes:
a) exigir da CONTRATADA a estrita
obediência às estipulações deste
CONTRATO, à documentação a ele
anexa, às normas de FURNAS e a
melhor técnica consagrada pelo uso
para a execução dos serviços objeto
deste instrumento;
§ 2°: A CONTRATADA obriga — se a, sempre
que solicitada pela Fiscalização de FURNAS,
comprovar todo e qualquer pagamento de
salários dos seus empregados diretamente
envolvidos na execução dos serviços.

Infere-se portanto, que FURNAS tem o direito de fiscalizar o contrato


a qualquer momento, não obstante já tenha analisado as planilhas apresentadas
mensalmente.
Cabe destacar que a autora alega em sua petição inicial que
FURNAS mensalmente analisava e aprovava as contas prestadas pela autora,
fato este que não relata o que realmente ocorria, visto que a ré possui o direito de
fiscalizar a prestação de contas apresentada à autora a qualquer tempo, conforme
ocorreu no caso ora analisado em que a ré " desconfiou" dos valores
apresentados pela PLANSUL durante a execução do contrato n° 15.353,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

requerendo que fosse realizada então uma auditoria interna para apurar tais
valores, quando foi constatada que a PLANSUL apresentava quantias indevidas
para FURNAS realizar o depósito no Fundo de Provisão.

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FURNAS
CENTRAIS ELETRICAS SÁ

Ressalte-se que a contratada alega que "contava sempre com a


aprovação de FURNAS, dado que esta (i) nunca erguera qualquer objeção aos
documentos apresentados pela PLANSUL, (II) nunca fizera qualquer apontamento
ou advertência e (III) sempre realizara os depósitos mensais em favor da
PLANSUL, atendendo às condições do contrato".
Cabe destacar que a ré jamais emitiu pronunciamento formal da
regularidade das contas apresentadas. Prova disso é que a Contratada não
apresentou qualquer documento neste sentido. A falta de objeção de Fumas
não implica em sua anuência ou aprovação, face ao disposto na Cláusula 24 —
NOVAÇÃO, in verbis:

" CLÁUSULA 24— NOVAÇÃO


'A não utilização, por FURNAS, de quaisquer
dos direitos a ela assegurados neste
CONTRATO ou na lei, em geral, ou a não
aplicação de quaisquer sanções nele
previstas, não importa em novação quanto
aos seus termos, não devendo, portanto, ser

• interpretada como renúncia ou desistência de


aplicação ou de ações futuras. Todos os
recursos postos à disposição de FURNAS,
neste contrato, serão considerados como
cumulativos e não alternativos, inclusive em
relação a dispositivos legais".
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Cabe registrar novamente que o contrato ora analisado foi rescindido


por FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A, em virtude do inadimplemento
contratual, e não em decorrência da expiração do prazo que ocorreu em 31 de
outubro de 2008. É mister esclarecer que a Contratada foi formalmente

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FURNAS
CENTRAIS ELETRICAS SA

comunicada acerca das irregularidades apontadas como motivo ensejador da


rescisão contratual, como demonstram as correspondências anexadas a esta peça
de bloqueio.

Cabe destacar que para ocorrer a extinção do contrato pelo


decurso do tempo, é imprescindível que FURNAS forneça à contratada o
respectivo "Termo de Recebimento Definitivo", fato este que não ocorreu no
contrato ora analisado, pois FURNAS rescindiu o instrumento contratual de
111
forma unilateral. Cumpre transcrever o disposto na Cláusula 26, que versa
acerca da emissão do Termo de Recebimento Definitivo, in verbis:

CLÁUSULA 26: RECEBIMENTOS DOS


SERVIÇOS:
Em até 30 (trinta) dias corridos, após o prazo
de conclusão dos serviços objeto deste
instrumento contratual, FURNAS emitirá
termo circunstanciado de recebimento


definitivo, que será assinado pelas partes.
O Termo de Recebimento só será
fornecido após cumpridas todas as
obrigações contratuais, assim entendidos
todos os pagamentos . devidos aos
empregados etc. (Grifos nossos).

Logo, visto que FURNAS não emitiu o Termo de Recebimento


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Definitivo no referido contrato, este não foi extinto pelo termo do prazo, conforme
alega a autora, e sim pela rescisão unilateral por parte de Fumas.

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FURNAS
CENTRAIS ELETRICAS SA

Em relação à Carta de Fiança emitida a fim de garantir a execução


do contrato, cabe destacar o disposto na Cláusula 12 que dispõe acerca da
Garantia do Cumprimento do Contrato, in verbis:

"CLÁUSULA 12 — GARANTIA DE
CUMPRIMENTO DO CONTRATO:
Para garantir o fiel e perfeito cumprimento de
todas as obrigações assumidas neste
CONTRATO, a CONTRATADA, dentro de
10 (dez) dias de sua assinatura fará entrega
a FURNAS de uma das garantias abaixo
discriminadas, correspondente a 5% (Cinco
por cento) do valor do contrato:
a) Caução em dinheiro a ser depositada na
Tesouraria de FURNAS;

b) Fiança Bancária, emitida por instituição


bancária aceita por FURNAS e
consoante modelo por esta última -
estipulado;

c) Seguro Garantia, feito junto à entidade


autorizada pela Superintendência de
Seguros Privados SUSEP, aceita por
FURNAS, e de acordo com modelo
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

também por esta apresentada;

§ 1 0: A Garantia terá validade até a emissão,


por FURNAS, do Termo de Recebimento

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D A Co,

3
FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Definitivo deste CONTRATO, previsto na


Cláusula 26 — RECEBIMENTO DOS
SERVIÇOS.
§ 2°: Nenhum pagamento será feito à
CONTRATADA, até que seja aceita, por
FURNAS, a Garantia de que trata o "caput"
desta Cláusula.
§ 3 0 : A Garantia referida nesta Cláusula terá o
seu valor atualizado sempre que ocorrer
qualquer alteração nos preços contratados de
tal modo que seja mantido o percentual de
5%( cinco por cento) sobre o valor do
CONTRATO, devendo a CONTRATADA
providenciar, às suas custas, a respectiva
atualização da Garantia, sob pena de bloqueio
dos pagamentos devidos.
§ 40 Caso ocorra o vencimento da Garantia
antes do encerramento das obrigações
contratuais, a CONTRATADA deverá
providenciar às suas custas, a respectiva
renovação, sob pena de bloqueio dos
pagamentos devidos.
§5:FURNAS poderá deduzir da Garantia
multas e penalidades previstas neste
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

CONTRATO, bem como o valor dos


prejuízos que lhe foram causados.
§ 6 0: No caso de execução da Garantia, em
decorrência do disposto no parágrafo anterior,
a CONTRATADA se obriga a complementá-la,

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O
FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

às suas expensas, no prazo máximo de 10


(dez) dias, que se contará do aviso escrito de
FURNAS.
§ 7°: A Garantia será devolvida à
CONTRATADA, após a emissão do Termo de
Recebimento Definitivo a que se refere ao §
1°desta Cláusula, em até 05 (cinco) dias após
sua solicitação pela CONTRATADA.

Infere-se da leitura da cláusula acima citada, e dos fatos expostos


nesta peça de bloqueio que FURNAS tem direito de executar a Carta de Fiança,
em razão do não cumprimento do estipulado na Cláusula 4 3, inciso I, alínea "h", já
transcrita, do Contrato n° 15.353, sendo também aplicado ao presente caso o
disposto no artigo 80, III, da Lei n° 8.666/93, in verbis:

Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I


do artigo anterior acarreta as seguintes
consequências, sem prejuízo das sanções
previstas nesta Lei:
III — execução da garantia contratual, para
ressarcimento da Administração, e dos
valores das multas e indenizações a ela
devidos."
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Assim, em que pese o valor da garantia não ser suficiente para cobrir
o saldo devedor, a Contratada fica obrigada a cobrir a diferença, razão pela qual
a Fiança Bancária deveria ter sido executada em razão da aplicação da multa
contratual prevista na Cláusula 10, 4 3°, em virtude do inadimplemento da
contratada. Cabe destacar que o saldo devedor da PLANSUL no referido

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

contrato equivale ao montante de R$ 11.343.096,41 (Onze milhões, trezentos


e quarenta e três mil, noventa e seis reais e quarenta e um centavos).

Infere-se, portanto, que a execução da referida Fiança Bancária


seria útil para realizar o abatimento do valor das multas aplicáveis, e dos
prejuízos causados pela contratada.

Cabe destacar que o referido contrato foi rescindido


unilateralmente por FURNAS, e em virtude do inadimplemento da contratada
pelo descumprimento do disposto na Cláusula 4a, inciso I, alínea "h" do
citado contrato.

Nesse sentido, cabe transcrever entendimento jurisprudêncial deste


Egrégio Tribunal de Justiça acerca do cabimento da multa contratual em
decorrência da rescisão unilateral de Fumas pelo inadimplemento contratual, in
verbis:

MANDADO DE SEGURANÇA. RESCISÃO


UNILATERAL DE CONTRATO DE
CONVÊNIO. PRERROGATIVA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. LEI n°
8.666/93. Rescisão unilateral de contrato de
convênio sob alegação de irregularidades na
gestão comprovadas por sindicâncias e
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

inquéritos administrativos. Descumprimento


do contrato com relação à prestação de
contas e relatório sobre aplicação das verbas
do Sistema Único de Saúde — SUS — autoriza
a administração pública a rescindir

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

unilateralmente do contrato, na forma do que


dispõe o artigo 80 da Lei n° 8.666/93. O
perigo iminente de paralização dos serviços
prestados à população, na área de saúde, dá
ensejo à imediata intervenção e ocupação do
local e instalações, dispensando a
notificação contratualmente estabelecida.
(Mandado de Segurança n° 2004.004.01116,
7 a Câmara Cível, Des. Marco Aurélio Froes,
j. 05/04/2005).

DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO


ADMINISTARTIVO. CONTRATO DE
EXECUÇÃO DE SERVIÇO DE OPERAÇÃO,
MANUTEÇÃO, CONTROLE E GUARDA DE
VEÍCULOS NOS ESTACIONAMENTOS EM
LOGRADOUROS PÚBLICOS DO
MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS. Rescisão do
contrato unilateralmente pela administração.
Interesse público primário. Cláusula
exorbitante. Prova pericial constatando
infração contratual pela apelante. Ausência
de violação ao princípio do contraditório e da
ampla defesa. Manutenção da sentença. Na
lição de José dos Santos Carvalho Filho "
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

cláusulas exorbitantes sãos as prerrogativas


especiais conferidas à Administração na
relação do contrato administrativo em virtude
de sua posição de supremacia em relação

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

em relação à parte contratada. Tais cláusulas


constituem verdadeiros princípios de direito
público, e, se antes eram apenas enunciados
pelos estuidiosos do assunto, atualmente
transparecem no texto legal sob a
nomenclatura de prerrogativas (art. 58 do
Estatuto). "(Manual de Direito Administrativo,
Editora Lumen Jutis, 148 Edição, pág 160).
Rescisão Unilateral do Contrato. A admi
istração rescindiu unilateralmente o
contrato celebrado ao argumento de que a
contratada não cumpriu com algumas
cláusulas contratuais, mormente com a
cláusula que determinava o pagamento
mínimo. A prova pericial foi robusta em
concluir que, por diversos meses, os valores
pagos à apelada eram inferiores ao mínimo
ajustado. Ademais, na ação ajuizada pela
própria, esta confessa que houve queda na
arrecadação, em razão da inadimplência dos
usuários. Princípios do contraditório e da
ampla defesa. Violação. Inexistência. A
Administração Pública possibilitou tais
exercícios diante do processo administrativo
instaurado. Desprovimento do recurso.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

(Apelação Cíveln° 2008.001.44723, 6a


Câmara Cível, Des. Nagib Slaibi. Julg.
03/12/2008).

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

No caso ora analisado, cabe destacar que o contrato foi


rescindido unilateralmente pela Administração Pública indireta em virtude do
inadimolemento contratual da contratada, sendo portanto devida a aplicação da
multa devida e também a execução da garantia contratual, no caso, a Fiança
Bancária, a fim de deduzir o valor de R$ 1.651.567,81 (Um milhão, seiscentos e
cinquenta e um mil, quinhentos e sessenta e sete reais e oitenta e um centavos),
dos preiuízos causados pela PLANSUL durante a execução do Contrato n°
15.353.

Cabe destacar que a autora está agindo de má-fé, ao


sustentar que o término do contrato se deu pela extinção do prazo contratual,
patrocinando assim a inequívoca ofensa à noção da boa fé objetiva, princípio este
que as partes devem guardar nas negociações prévias, na formalização, na
execução e, inclusive, no período pós contratual, além da função social do
contrato, cabendo transcrever o disposto nos artigos 113 e 442 do Código Civil, in
verbis:
Art. 113. "Os negócios jurídicos devem ser
interpretados conforme a boa fé e os usos do
lugar de sua celebração"

Art. 422: " Os contratantes são obrigados a


guardar, assim na conclusão do contrato,
como em sua execução, os princípios de
probidade e boa fé.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

No mais, a conduta realizada pela autora além de ferir os


princípios da boa fé objetiva e função social dos contratos, está acarretando um
enriquecimento sem causa à contratada, devendo ao presente caso serem

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aplicadas as penas da litigância de má fé previstas no artigo 17, li c/c 14, I e II do


Código de Processo Civil.

Isto posto, requer o seguinte a V. Exa:

I — que o pedido requerido pela autora na presente ação ordinária seja julgado
totalmente improcedente;
II — que a autora seja condenada nas penas da litigância de má fe, com esteio nos

artigos 17, II c/c artigo 14, I e II, todos do CPC;
III — que a autora seja condenada ao pagamento de custas e honorários
advocatícios a serem arbitrados por V. Exa.
IV — requer, ainda a produção de todos os meios de prova em direito admitidas.

Nestes Termos,
Pede deferimento,

Rio de Janeiro, 02 de abril de 2009.

a In ee-u
JULIANA SALES MONTEIRO DE BARROS
OAB/RJ 103.815
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 52 VARA CÍVEL DA COMARCA DA


CAPITAL — RJ.

1. Processo n°: 2009.001.026206-0

FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A, concessionária de


serviço público de energia elétrica, com sede na Rua Real Grandeza, n° 219,
Botafogo, CEP: 22283-900, Rio de Janeiro — RJ, endereço que indica para fins do
artigo 39, I, do Código de Processo Civil, inscrita no CNPJ/MF sob o n°
23.274.194/0001-19, nos autos da Ação Ordinária ajuizada por PLANSUL
PLANEJAMENTO E CONSULTORIA LTDA, vem, por meio de seu advogado in
411, fine assinado, com fundamento nos artigos 315 e seguintes do Código de
Processo Civil, apresentar

RECONVENÇÃO
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

pelos fatos e fundamentos a seguir aduzidos:

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

DOS FATOS

As partes celebraram em 29 de outubro de 2004, o contrato n°


15.353, tendo como objeto principal a prestação sob o regime de Empreitada por
Preços Unitários, de serviços de apoio técnico e administrativo, em diversas áreas
de FURNAS, para o atendimento dos órgãos das Diretorias de Relações

• Institucionais — Dl e de Gestão Corporativa — DG.

O contrato se regia da seguinte forma: mensalmente, até o dia


10 de cada mês, a CONTRATADA fazia uma previsão das despesas, para cobrir a
primeira parcela de preço indicada no inciso I da Cláusula 6a — PREÇOS (valor
das despesas referentes ao cumprimento das obrigações legais e contratuais), e a
encaminhava a FURNAS, acompanhada do demonstrativo detalhado da sua
composição, para que fosse efetuado o depósito, por FURNAS, na conta corrente
específica do "Fundo de Provisão", especialmente e exclusivamente para uso,
pela CONTRATADA, das suas despesas, como empregadora, referentes ao
pessoal alocado neste contrato.

Ocorre que, após a realização de auditoria interna por Fumas


baseada nos documentos apresentados pela Reconvinda em suas próprias
prestações de contas, portanto de conhecimento e domínio da Plansul, ficou
comprovada e identificada a existência de diferenças nas prestações de contas
realizadas, no valor R$ 11.343.096,41 (Onze milhões, trezentos e quarenta e
três mil, noventa e seis reais e quarenta e um centavos), valor atualizado em
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

27 de março de 2009.

Desta forma, a contratada não adimpliu o contrato em relação


ao disposto na cláusula 48, 1, alínea h do contrato n° 15.353, que dispõe da
seguinte forma:

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FURNAS
CENTRAIS ELETRICAS SA

"CLÁUSULA 4a — OBRIGAÇÕES DA
CONTRATADA:
1— Quanto à prestação dos serviços:
h) fornecer, mensalmente a FURNAS, uma
prestação de contas da utilização do Fundo
de Provisão, Cláusula 7a, através da
apresentação da documentação
comprobatória dos pagamentos efetuados no
mês anterior, de forma a possibilitar a
liberação, por FURNAS, de novo depósito
no referido fundo".

Cabe também transcrever o disposto na cláusula 7a que versa


acerca do ajustado entre as partes no que tange ao Fundo de Provisão, in verbis:

CLÁUSULA 78: FUNDO DE PROVISÃO:


"Mensalmente, até o dia 10 de cada mês,


a CONTRATADA fará uma previsão das
despesas, para cobrir a primeira parcela de
preço indicada no inciso I da Cláusula 68 —
PREÇOS, e a encaminhará a FURNAS,
acompanhada de demonstrativo detalhado
da sua composição para que seja efetuado
depósito por FURNAS, na conta corrente
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

específica do " Fundo de PIDViSãO",


especialmente e exclusivamente para uso,
pela CONTRATADA, das suas despesas,
como empregadora, referentes ao pessoal
alocado neste CONTRATO.

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FURNAS
CENTRAIS ELETRICAS SA

§ 1°: Após análise e aprovação da previsão


acima e desde que os serviços já tenham
sido iniciados (no caso do depósito do
primeiro mês) e que já tenham sido
comprovados os pagamentos das despesas
acima, relativas ao mês anterior ( no caso do
depósito para os demais meses), FURNAS
efetuará o depósito em até 5 (cinco) dias
úteis anteriores à data da realização das
despesas.
§ 2°: A CONTRATADA fica, desde já,
constituída como fiel depositária dos valores
do "Fundo de Provisão", devendo apresentar
a FURNAS, juntamente com a primeira
previsão das despesas, o Termo de Fiel
Depositária, constante do Anexo V deste
instrumento, assumindo a plena, total e
exclusiva responsabilidade legal pelos
valores, até que se efetue a respectiva
comprovação de sua aplicação.
§ 3°: Para cada saque efetuado pela
CONTRATADA, esta se obriga a apresentar
um Levantamento Histórico relativo às
importâncias já sacadas e ao saldo existente
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

no "Fundo de Provisão".

Percebe-se que a Reconvinda infringiu o disposto na Cláusula


6a, inciso I, do Contrato, visto que não efetuou de forma correta e discriminada o

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

pagamento dos direitos dos empregados vinculados ao citado contrato. Cabe


transcrever o disposto na Cláusula 6a do Contrato n° 15.353, in verbis

"CLÁUSULA 66: PREÇOS:


I — primeira parcela mensal de preço através
do fundo de provisão estabelecida na
Cláusula 79, correspondente ao valor das
despesas referentes ao cumprimento das
suas obrigações legais e contratuais, como
empregadora da mão de obra alocada neste
CONTRATO, tais como salários, férias, horas
extras, encargos sociais, verbas rescisórias,
vale alimentação/refeição, vale transporte,
plano de saúde médico
hospitalar/odontológico, creche, adicionais de
transferência noturno, periculosidade,
penosidade, insalubridade e outros, seguro
de vida em grupo e CPMF incidente sobre a
referida parcela.
II — a segunda parcela do preço mensal
correspondente à quantidade de empregados
alocados no mês ao presente CONTRATO,
multiplicado pelos respectivos preços
mensais por nível, conforme apresentado na
tabela abaixo.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

§ 1 0 : O preço mensal por nível, relativo à


segunda parcela, corresponde a lucro,
prepostos, tributos, outros encargos,
despesas indiretas, contribuições parafiscais

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

e tudo mais que decorrer da prestação dos


serviços que constitui o objeto deáte
CONTRATO.
§ 2°: Os preços dos níveis estabelecidos na
segunda parcela são fixos e in-eajustáveis,
salvo se a cada período de 12 meses,
contados do mês da apresentação da
proposta, as condições de qualidade e de
preço, no mercado, quando aplicáveis,
determinarem a sua revisão para mais ou
para menos, na forma da legislação vigente.
§ 3°: Para os empregados que forem
admitidos ou demitidos no decorrer do mês,
a parcela de preço mencionada no inciso II,
acima, será calculado pro rata dias.

É conveniente realizar um histórico dos fatos ocorrido no Contrato n°


15.353 celebrado entre as partes:

No início de 2008, foi constatado que a Plansul estava apresentando


as prestações de contas mensais do Fundo de Provisão no custeio do objeto do
contrato sem a indicação dos saldos inicial e remanescente no respectivo mês,
conforme § 3 0 , cláusula 7.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Além disso, apresentava à Fumas em suas planilhas de prestação de


contas, itens de despesas tributárias que eram improcedentes, além de valores
majorados de outras despesas.

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Ressalta-se que em Fevereiro de 2008, foi realizado por Fumas a


prestação de contas mensais decorrentes da utilização do fundo de provisão,
tendo sido apresentado à PLANSUL o saldo a favor de FURNAS no valor de R$
879.847,90 (oitocentos e setenta e nove mil, oitocentos e quarenta e sete
reais e noventa centavos), decorrente do período de novembro de 2004 a janeiro
de 2008, exclusivamente relativos à apuração do saldo mediante comparação dos
valores liberados e os apresentados como gastos pela Plansul, portanto, sem
qualquer inferência de qualidade das informações para os valores apresentados

como despesas.
Cabe destacar que em resposta às considerações de Fumas acerca
do saldo apurado, reapresentou novas considerações acerca das prestações de
contas nas quais reconhecia e indicava saldo a favor de Fumas no valor de R$
542.117,42 (quinhentos e quarenta e dois mil, cento e dezessete reais e
quarenta e dois centavos).
Em Abril de 2008, de acordo com o saldo do montante já
incontroverso pela Plansul, foi efetuada uma glosa no valor solicitado pela Plansul
para o fundo de provisão, correspondente ao valor acima e novamente foi
analisado o levantamento apresentado pela Plansul para atestar a sua validade.
Ainda no mesmo mês, em relação à prática da Plansul referente à
• questão tributária do contrato, tendo em vista a prática em restituir nas prestações
de contas mensais, dos valores retidos a título de impostos federais (PIS,
COFINS, CSSL e IR) e INSS, tendo a mesma encaminhado à FURNAS, em 28 de
abril de 2008, pedido de reequilíbrio econômico e financeiro, a fim de incorporar
parcelas de tributos à sua remuneração.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Cabe destacar que em Maio de 2008, foi efetuada uma nova glosa
no valor de R$ 179.902,86 (cento e setenta e nove mil, novecentos e dois reais e
oitenta e seis centavos), valor este solicitado pela Plansul para o fundo de
provisão, limitados pelo risco de falta de recursos na provisão mensal para
custeio do objeto do contrato.

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200 5"

FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Ressalta-se que em Junho de 2008, foi efetuada uma nova glosa no


valor de R$ 611.957,10 (seiscentos e onze reais, novecentos e cinquenta e sete
mil e dez centavos) solicitado também pela Plansul, sobre o pedido de recursos
para o Fundo de Provisão.
Cumpre informar que durante os meses de Julho e Agosto de 2008,


foram efetuadas novas glosas nos valores de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais)
e R$ 438.420,44 (quatrocentos e trinta e oito mil, quatrocentos e vinte reais e
quarenta e quatro centavos), respectivamente para reduzir os recursos em poder
da Plansul no fundo de provisão.
Em setembro de 2008, mediante parecer de FURNAS, foi respondido
negativamente à PLANSUL sobre o seu pedido de reequilíbrio econômico e
financeiro do contrato, sendo certo de que a questão tributária' relativa aos tributos
retidos deveria ser vista como valores a serem incorporados no saldo do fundo de
provisão, portanto devidos à FURNAS.
No que conceme à questão relativa aos tributos, cabe esclarecer o
seguinte de acordo com o disposto na Cláusula 21 do citado contrato, in verbis:

CLÁUSULA 21— TRIBUTOS:


Todos os tributos, encargos e contribuições
parafiscais devidos pela execução dos
serviços objeto deste CONTRATO, correm
por conta exclusiva da CONTRATADA, que
também se responsabiliza pelo perfeito e
exato cumprimento de todas as obrigações e
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

formalidades que a lei a ele atribua.


§ 1°: Os tributos e contribuições, quando
devidos na fonte, serão retidos na forma da
lei, fazendo-se os pagamentos à
CONTRATADA por seu valor líquido.

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

§ 2°: Caso sejam criados, após a assinatura


do CONTRATO, novos tributos, encargos ou
contribuições parafiscais, ou modificados à
base de cálculo e/ou aliquotas dos atuais, de
forma a aumentar ou diminuir o ônus da
CONTRATADA, com repercussão na
economia contratual, será o preço revisado,
de modo a cobrir as diferenças comprovadas
dessas alterações.
§ 3°: A CONTRATADA, não obstante o
acima disposto, obriga-se a, caso venha a
ser autuada pela Fazenda federal, Estadual
ou Municipal, no que conceme ao objeto
deste CONTRATO, defender-se com
empenho e zelo perante as autoridades •
competentes.
§4: Face ao disposto no "caput" desta
Cláusula, FURNAS não se reponsabiliza pelo
ressarcimento de quaisquer multas, correção
monetária, penalidade, juros e outras
despesas resultantes da não observância de
obrigações tributárias, trabalhistas e
previdenciárias pela CONTRATADA.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Cabe destacar o que ocorria no citado contrato: Quando da liberação


do adiantamento solicitado, a divisão de Controle de Pagamentos — DCPG.F,
retém, em nome da Reconvinda, os seguintes percentuais/ encargos: 13,00% -
INSS; 0,65% - PIS; 3,00% - COFINS; 1,00% - CSSL e 4,80% - IR.

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA '

Desde Janeiro de 2006, a DCPG.F passou a reter apenas os


percentuais decorrentes de INSS, CSSL e IR, tendo em vista que a
Contratada obteve liminar que a isentava da retenção de PIS e COFINS.

Porém, cabe destacar que na Prestação de Contas efetuada


mensalmente pela contratada à FURNAS, prevista na Cláusula 7a, já
transcrita, onde a Contratada executava mensalmente uma prestação de contas
da utilização do Fundo de Provisão, através da apresentação da documentação
comprobatória dos pagamentos efetuados no mês anterior, de forma a possibilitar
a liberação por FURNAS, de um novo depósito no referido Furido, foram
detectadas inúmeras irregularidades, a saber: na composição das
prestações de contas referentes aos adiantamentos concedidos, a
Contratada incluiu, INDEVIDAMENTE, os valores correspondentes às
retenções realizadas por FURNAS (INSS, PIS, COFINS, CSSL e IR) como
despesas pertencentes à Parcela 1, e portanto, como parcelas
6
reembolsáveis, integrantes do Fundo de Provisão.
L,
Contudo, cumpre salientar que os valores integrantes de tais
parcelas foram retidos por FURNAS e recolhidos à Receita Federal e INSS,
em nome da Contratada, calculados com base nos seguintes percentuais:
13,00% - INSS, 0,65% - PIS, 3,00% - COFINS, 1,00 % - CSSL e 4,80% - IR.
Cumpre ressaltar que a partir de Maio de 2006, FURNAS passou
a reter apenas os percentuais devidos a título de INSS, CSSL E IR, em
virtude de obtenção, pela CONTRATADA, de liminar que a isentou de
retenção de PIS e COFINS ( Apelação/ Reexame Necessário do Mandado de
Segurança n° 2005.72.00.011138-0).
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Todavia, mesmo obtendo a liminar a Contratada manteve o


procedimento indevido de inclusão dos valores de PIS e COFINS nas suas
prestações de contas.

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cc.5.•
Cr
C
.›

t.0
ta.

FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Oportunamente, cabe destacar que a modificação da base de cálculo


do PIS e COFINS gera inequívoco desequilíbrio contratual, em desfavor desta
concessionária, com o que, após o trânsito em julgado da decisão favorável à
PLANSUL, deve o preço contratual ser revisto.
Cabe registrar que na composição de contas referentes aos
adiantamentos concedidos, a PLANSUL, incluiu os valores correspondentes às
retenções realizadas por FURNAS como despesas pertencentes à Parcela 01 e,
portanto reembolsáveis, integrantes do Fundo de Provisão, mantendo tal
procedimento após a suspensão das retenções obtida através de liminar.
Registra-se que a PLANSUL apresentou à FURNAS valores relativo
aos impostos de forma indevida, acarretando prejuízos ao Reconvinte, que
depositou por diversos meses quantia superior no Fundo de Provisão. -
Cabe destacar que pela análise da apuração do saldo do fundo de
provisão relativo aos valores majorados pela PLANSUL, nas despesas de custeio
do objeto do contrato, fundamentalmente no custeio dos benefícios
destinados aos empregados desse contrato, foi formalizado à PLANSUL, em
setembro de 2008, que existia uma importância no valor de R$ 3.772.762,27 (três
milhões, setecentos e setenta e dois mil, setecentos e sessenta e dois reais
e vinte e sete centavos), sem a devida comprovação de sua utilização e
41k gasto, conforme se verifica pela correspondência DAP.G.E.923.2008.
Informa-se que o saldo devedor da PLANSUL é de R$
11.343.096,41 (Onze milhões, trezentos e quarenta e três mil, noventa e seis
reais e quarenta e um centavos), atualizado em 27 de março de 2009,
conforme comprova a planilha juntada em anexo (Doc. 01).
Cabe estacar de acordo com o disposto na correspondência
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

DAP.G.E.103.2008 e DAP.G.E.1122.2008, que o saldo devedor da PLANSUL, em


outubro de 2008, equivalia ao montante de R$ 10.194.164,43 ( Dez milhões, cento
e noventa e quatro mil, cento e sessenta e quatro reais e quarenta e três
centavos).

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

No mais, cabe destacar que a vigência do contrato da PLANSUL


encerrou-se no dia 31 de outubro de 2008, tendo FURNAS através da
correspondência n° DAP.G.I. 1122.2008, solicitado à PLANSUL, pelo aceite da
presente dívida no prazo de 05 (cinco) dias com o objetivo da PLANSUL efetuar a
quitação integral deste montante perante FURNAS, a fim de viabilizar a
prorrogação deste contrato pelo período permitido na Lei n° 8.666/93.

Cabe salientar que em correspondência emitida à autora em 16 de
outubro de 2008, FURNAS disponibilizou mais uma vez a planilha com a
demonstração das diferenças apuradas, mês a mês, entre os valores liberados por
FURNAS para o fundo de provisão e os valores efetivamente gastos pela Plansul
no. custeio do objeto do contrato n° 15.353. Tais valores expressos na citada
planilha são resultado da análise da auditoria interna e foram obtidos pelos
documentos apresentados pela PLANSUL em suas próprias prestações de contas,
sendo de conhecimento e domínio da autora. A ré fixou prazo até o dia 20 de
outubro para a autora apresentar a sua resposta.
No entanto, a autora não ofereceu resposta à FURNAS, não
restando outra alternativa à Reconvinte a não ser rescindir unilateralmente o
contrato celebrado entre as partes em 29.10.2004, prerrogativa esta da
Administração Pública Indireta, conforme se depreende do disposto no
artigo 78, I e 79. I, ambos da Lei n° 8.666/93.
Ressalta-se que o motivo que ensejou a rescisão unilateral do contrato foi o
descumprimento da Cláusula 4a, inciso I, alínea "h", já mencionada
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

As irregularidades realizadas pela Reconvinda restou por configurar


um saldo devedor da Contratada, no montante de R$ 11.343.096,41 (Onze
milhões, trezentos e quarenta e três mil, noventa e seis reais e quarenta e um
centavos), conforme já comprovado.

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Cabe destacar que a Reconvinda alega em sua petição inicial


que FURNAS ao manifestar o seu interesse em rescindir o contrato, pelo
descumprimento da Cláusula 4a, I, "h", não concedeu prazo para DEFESA.
Porém, cabe destacar que tal alegação feita pela autora É FALSA, conforme
se verifica pelo documento acostado, que demonstra de forma clara que a
Reconvinda apresentou defesa quanto ao ato de rescisão unilateral por parte
de FURNAS.
Apenas por amor ao debate, em relação à aplicação da multa em
virtude da rescisão contratual, sabe-se que esta é cabível conforme se verifica
pela leitura das cláusulas 16, e 12 que versam acerca da garantia de
cumprimento do contrato, cabendo destacar que no contrato ora analisado
foi prestada Carta de Fiança n° 325.424, do BANCO POTTENCIAL S/A, no
valor de R$ 1.651.567,81 (um milhão, seiscentos e cinquenta e um mil,
quinhentos e sessenta e sete reais e oitenta e um centavos), que deveria ter
sido executada por FURNAS para viabilizar o abatimento do valor total
devido pela autora à FURNAS.

II— DO DIREITO

Cabe destacar que é manifesta a inadimplência da contratada,


cabendo a FURNAS promover a rescisão unilateral do ajuste, de acordo com o
disposto nos artigos 78, II, e artigo 79, inciso I, da Lei n° 8.666/93, bem como as
cláusulas 15 e 17, alíneas "a" do instrumento contratual. Cabe transcrever o
disposto nesses artigos de lei, in verbis:
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

"Art. 78. Constituem motivo para rescisão do


contrato:

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

II - o cumprimento irregular cio cláusulas


contratuais, especificações, projetos e
prazos.

Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:


I - determinada por ato unilateral e escrito
da Administração, nos casos enumerados
nos incisos I a XII do artigo anterior

"Cláusula 15 - INADIMPLEMENTO DA
CONTRATADA:
A CONTRATADA será considerada
inadimplente na ocorrência de quaisquer
fatos abaixo discriminados:
a) inobservância ou cumprimento irregular
de quaisquer disposições contidas neste
CONTRATO

"Cláusula 17- RESCISÃO


São motivos para a rescisão deste
CONTRATO:
a) o inadimplemento da CONTRATADA,
conforme Cláusula 15.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Cabe destacar que em virtude do inadimplemento contratual, é cabível a


aplicação da multa constante no parágrafo 1° da Cláusula 16, que versa acerca da
Multa por Inadimplemento, em virtude do descumprimento da exigência prevista
na alínea "h", inciso I, da Cláusula 4a, in verbis:

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"Cláusula 16 - MULTAS POR


INADIMPLEMENTO:
§ 1°: Na hipótese de descumprimento das
exigências constantes das alíneas "g" e "h"
do inciso I da Cláusula 4a - Obrigações da
Contratada e das alíneas "u" e "y" do inciso
III da cláusula 4, FURNAS aplicará, a partir
do momento de sua ocorrência, uma multa
diária correspondente a 1% (um por cento)do
último valor mensal do faturamento da
segunda parcela de preço (conforme
Cláusula 6a - PREÇOS) até o limite de 5%(
cinco por cento) do valor do CONTRATO.

Não obstante a aplicação da penalidade por inadimplemento


contratual, há ainda, no presente caso, a incidência da multa rescisória,
prevista no § 10 da Cláusula 18 - Consequencias da Rescisão, cuja
cumulação é prevista no § 5° da Cláusula 16 - Multas por Inadimplemento, in
verbis:
CLÁUSULA 16- A CONTRATADA ficará
sujeita a multas por inadimplemento,
confonne prevêem os parágrafos desta
Cláusula.
§ 5°: As multas previstas nos parágrafos
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

anteriores serão aplicadas


independentemente da multa rescisório
prevista na Cláusula 18 - Consequências da
rescisão.

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FURNAS
CENTRAIS ELETRICAS SA

CLAÚSULA 18 — CONSEQUENCIAS DA
RESCISÃO:
A rescisão contratual, com base nas
hipóteses previstas nas alíneas "a" a "e" e "k"
da Cláusula 17 — Rescisão, sujeitará a
CONTRATADA ao pagamento de multa
correspondente a 5% ( Cinco por cento) do
valor atualizado deste CONTRATO (
Cláusula 23) cobrável mediante execução,
sem prejuízo da aplicação das penalidades
previstas na Cláusula 16 — Multas por
Inadimplemento.

No que tange ao direito concedido à FURNAS acerca da fiscalização do


contrato, cabe destacar que de acordo com o disposto na Cláusula 10 do Contrato
ora analisado, a contratante poderá a qualquer tempo fiscalizar a execução do
contrato, bem como a fiscalização da prestação de contas efetuada pela
1111 contratada, conforme se verifica pelo disposto na Cláusula 10, in verbis:

Cláusula 10— FISCALIZAÇÃO:


FURNAS terá o direito de exercer ampla
fiscalização sobre a prestação dos serviços
objeto do presente CONTRATO, por
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

intermédio de prepostos seus, devidamente


credenciados, aos quais deverá a
CONTRATADA facilitar o pleno exercício de
suas funções, não importando isso em

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41)4
'
FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SÁ

supressão ou mesmo atenuação das


responsabilidades desta, por quaisquer
erros, falhas ou omissões ocorridas.
§ 1 0: FURNAS credenciará perante a
CONTRATADA, um representante investido
de plenos poderes para, diretamente ou
através de auxiliares, exercer a fiscalização
geral e total dos serviços ora contratados,
tendo como atribuições precfpuas as
seguintes:
a) exigir da CONTRATADA a estrita
obediência às estipulações deste
CONTRATO, à documentação a ele
anexa, às normas de FURNAS e a
melhor técnica consagrada pelo uso
para a execução dos serviços objeto
deste instrumento;
§ 2°: A CONTRATADA obriga — se a, sempre
que solicitada pela Fiscalização de FURNAS,
comprovar todo e qualquer pagamento de
salários dos seus empregados diretamente
envolvidos na execução dos serviços.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Infere-se portanto, que FURNAS tem o direito de fiscalizar o contrato


a qualquer momento, não obstante já tenha analisado as planilhas apresentadas
mensalmente, sendo certo que conforme a cláusula 24 — NOVAÇÃO, a falta de
objeção de Fumas não implica sua anuência ou aprovação.

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,2r)

-r

FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

Cabe registrar novamente que o contrato ora analisado foi


rescindido por FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A, em virtude do
inadimplemento contratual, e não em decorrência da expiração do prazo que
ocorreu em 31 de outubro de 2008. È mister esclarecer que a Contratada foi
formalmente comunicada acerca das irregularidades apontadas como motivo


ensejador da rescisão contratual, como demonstram as correspondências
anexadas a esta peça.

Cabe destacar que para ocorrer a extinção do contrato


pelo decurso do tempo, é imprescindível que FURNAS forneça à contratada
o respectivo "Termo de Recebimento Definitivo", fato este que não ocorreu
no contrato ora analisado, pois FURNAS rescindiu o instrumento contratual
de forma unilateral, se aplicando ao caso a Cláusula 26 do contrato.

Logo, visto que FURNAS não emitiu o Termo de Recebimento


Definitivo no referido contrato, este não foi extinto pelo término do prazo.

Desta forma, de acordo com os fatos expostos, Fumas faz jus ao


recebimento dos valores depositados a maior no Fundo de Provisão e bem como
• tem direito de executar a Carta de Fiança, em razão do não cumprimento do
estipulado na Cláusula 4a, inciso I, alínea "h", já transcrita, do Contrato n° 15.353,
sendo também aplicado ao presente caso o disposto no artigo 80, III, da Lei n°
8.666/93, in verbis:

Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

do artigo anterior acarreta as seguintes


consequências, sem prejuízo das sanções
previstas nesta Lei:

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

III — execução da garantia contratual, para


ressarcimento da Administração, e dos
valores das multas e indenizações a ela
devidos."

Assim, em que pese o valor da garantia não ser suficiente para cobrir
o saldo devedor, a Contratada fica obrigada a cobrir a diferença, razão pela qual
a Fiança Bancária deveria ter sido executada em razão da aplicação da multa
contratual prevista na Cláusula 10, § 3°, em virtude do inadimplemento da
contratada. Cabe destacar que o saldo devedor da PLANSUL no referido
contrato equivale ao montante de R$ 11.343.096,41( Onze milhões, trezentos
e quarenta e três mil, noventa e seis reais e quarenta e um centavos).

Infere-se, portanto, que a execução da referida Fiança Bancária


seria útil para realizar o abatimento do valor das multas aplicáveis, e dos
prejuízos causados pela contratada.

Cabe destacar que o referido contrato foi rescindido


unilateralmente por FURNAS, e em virtude do inadimplemento da contratada
pelo descumprimento do disposto na Cláusula 4a. inciso I. alínea "h" do
citado contrato.
Nesse sentido, cabe transcrever entendimento jurisprudencial deste
Egrégio Tribunal de Justiça acerca do cabimento da multa contratual em
decorrência da rescisão unilateral de Fumas pelo inadimplemento contratual, in
verbis:
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

MANDADO DE SEGURANÇA. RESCISÃO


UNILATERAL DE CONTRATO DE
CONVÊNIO. PRERROGATIVA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. LEI n°

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EA
o
o
v

FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

8.666/93. Rescisão unilateral de contrato de


convênio sob alegação de irregularidades na
gestão comprovadas por sindicâncias e
inquéritos administrativos. Descumprimento
do contrato com relação à prestação de
contase relatório sobre aplicação das verbas
do Sistema Único de Saúde - SUS - autoriza
a administração pública a rescindir
unilateralmente do contrato, na forma do que
dispõe o artigo 80 da Lei n° 8.666/93. O
perigo iminente de paralização dos serviços
prestados à população, na área de saúde, dá
ensejo à imediata intervenção e ocupação do
local e instalações, dispensando a
notificação contratualmente estabelecida.
(Mandado de Segurança n° 2004.004.01116,
7 a Câmara Cível, Des. Marco Aurélio Froes,
j. 05/04/2005).

DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO


ADMINISTARTIVO. CONTRATO DE
EXECUÇÃO DE SERVIÇO DE OPERAÇÃO,
MANUTEÇÃO, CONTROLE E GUARDA DE
VEÍCULOS NOS ESTACIONAMENTOS EM
LOGRADOUROS PÚBLICOS DO
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS. Rescisão do


contrato unilateralmente pela administração.
Interesse público primário. Cláusula
exorbitante. Prova pericial constatando

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

infração contratual pela apelante. Ausência


de violação ao princípio do contraditório e da
ampla defesa. Manutenção da sentença. Na
lição de José dos Santos Carvalho Filho "
cláusulas exorbitantes sãos as prerrogativas
especiais conferidas à Administração na
relação do contrato administrativo em virtude
de sua posição de supremacia em relação
em relação à parte contratada. Tais cláusulas
constituem verdadeiros princípios de direito
público, e, se antes eram apenas enunciados
pelos estuidiosos do assunto, atualmente
transparecem no texto legal sob a
nomenclatura de prerrogativas (art. 58 do
Estatuto)."(Manual de Direito Administrativo,
Editora Lumen Juris, 14 Edição, pág 160).
Rescisão Unilateral do Contrato. A admi
istração rescindiu unilateralmente o
contrato celebrado ao argumento de que a
contratada não cumpriu com algumas
cláusulas contratuais, mormente com a
cláusula que determinava o pagamento
mínimo. A prova pericial foi robusta em
concluir que, por diversos meses, os valores
pagos à apelada eram inferiores ao mínimo
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

ajustado. Ademais, na ação ajuizada . pela


própria, esta confessa que houve queda na
arrecadação, em razão da inadimplência dos
usuários. Princípios do contraditório e da

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

ampla defesa. Violação. Inexistência. A


Administração Pública possibilitou tais
exercícios diante do processo administrativo
instaurado. Desprovimento do recurso.
(Apelação Cíveln° 2008.001.44723, 6a
Câmara Cível, Des. Nagib Slaibi. Julg.
03/12/2008). •

No caso ora analisado, cabe destacar que o contrato foi


rescindido unilateralmente pela Administração Pública indireta em virtude do
inadimplemento contratual da contratada, sendo portanto devida a aplicação da
multa devida e também a execução da garantia contratual, no caso, a Fiança
Bancária, a fim de deduzir o valor de R$ 1.651.567,81 ( Um milhão, seiscentos e
cinquenta e um mil, quinhentos e sessenta e sete reais e oitenta e um centavos),
dos prejuízos causados pela PLANSUL durante a execução do Contrato n°
15.353.

Cabe destacar que ainda que a Reconvinda violou a boa-fé


objetiva, princípio este que as partes devem guardar nas negociações prévias, na
4111i formalização, na execução e, inclusive, no período pós contratual, além da função
social do contrato, normas basilares das relações contratuais.

No mais, a conduta realizada pela Plansul está acarretando


um enriquecimento sem causa.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Isto posto, requer o seguinte a V. Exa:

I — seja a reconvenção julgada PROCEDENTE se condenando ao pagamento dos


valores apurados bem como execução da carta de Fiança

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FURNAS
CENTRAIS ELÉTRICAS SA

II — que a autora seja condenada ao pagamento de custas e honorários


advocatícios a serem arbitrados por V. Exa.

Nestes Termos,
Pede deferimento,

Rio de Janeiro, 02 de abril de 2009.

‘014 (iv16-
LIANA SALES MONTEIRO DE BA ROS
4? f

k,0 hi . (tiljtÀ

l OAB/ J 103.815

PAULO HE RIQ DE SOUSA AZEVEDO


OA 100.311
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

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14

XAsnER, II
ERNARDES,
lin
RAGANÇA
Sociedade de Advogados

Alberto Xavier
Ivraria Regina Mangabeira A. Lyuch EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 52' VARA CÍVEL DA
.loão Afonso da Silveira de.kssis
Horacio Bernardas Neto COMARCA DA CAPITAL — RIO DE JANEIRO
Alberto de Orleans e Bragança
Robalo Liesegang
Nane' Gama
Marcos Coelho da Rocha
Roberto Duque Egrada
Ana Luisa C. C. 1 lerenumon
João Claudio De Luedunior
Subiam Ingrid SchuttolT

SeCAPCU52200401992862 12105109 15: 55: 541270 0601/303411


Sergio André Laclau Marques
Mareio Barbosa Cordeiro Filho


Luis Augusto Rota Azevedo
CecildiplM.deBotron os

João Agripino Maia


Renata Emery
Denise de Sousa c S. Ahmenga
Maristela Sabbog Abla Rossetti
Ruth P c C. Lunar:leni Custa
Claudia Derenusson Rimlel
Fernando Gumes das Reis Lobo
Luciana Andrade Domelles
Leopoldo Ubiratan C. Pagotto Processo n9 2009.001.026206-0
'Rema Maria Urrei E Montom
Leonardo 41veiros de Castro
Aos Beatriz M. R de Almeida Lobo
KaIhryn Deo°
Ana Banda de Arruda Santos
Guilhonon Filandi
Pedro Solaram Bertrardini
Délvio Denardi lr.
!Andana Manias Ribeiro
Pilai Saraus de Carvalho
Andre Luiz de Como Martins
Camila Spinelli Gadioli
Rafael de Parti Afonso PLANSUL PLANEJAMENTO E
Patricia Lynch Papo
Rafael Muerbeck de A. Rego
I [ornara Carvalho Jr. CONSULTORIA LTDA., já qualificada nos autos da Ação Ordinária
Herman° Notanabeno Barbosa
lobo Bailare
Ana Carolina Crepoldi A. Penteado em epígrafe, que move em face de FURNAS CENTRAIS
Angela Nanai Haddad Saatlé
Ahntandra Costa Pires
Marta C. C. Fenein Cachar ELÉTRICAS S.A., vem, por seus advogados abaixo assinados,
Bruno Ramos de Soma
Fabiana Tones de A. Paiva
Flavio Tudisco
Evelyn Balassiano
apresentar CONTESTAÇÃO à reconvenção, pelos fatos e
Lidia Saiu
Andrê Rodrigues Schioser fundamento que passa expor.
Bruno Oliveint Maggi
Clarissa Dandani de Almeida
Mariana Fontoura Mamou
Banca Wien Prado
Alberto de Medeiros Filho
Thiago Mango de C. Pellegrini (i) Tem pestividade:
Fernando de Lima Capellão
Helena Ranch de Sal
Flavio Naidin
Paula Rocco Borbota
Adriana Capobianco May Zaidan
Francireo A. Prado de A. Cominho A Reconvinda foi intimada a se manifestar sobre a
Valthla COIlie Mayer B. Lima
Carolina Nicolau Leandro
Gabriel Rocha 13arotto Reconvenção de FURNAS por meio do r. despacho publicado no dia
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Remia Toma e Popo


Juliana Andrade Costa
27.04.2009, iniciando seu prazo de 15 (quinze) dias em 28.04.2009, nos
Guilherme Mamo Martins
Luis Guilherme Abem e Ova
Leandro A. Fragoso &má
termos do artigo 316 do Código de Processo Civil ("CPC"), e se
Pedro Henrique Cabral Brade
Marima Souza Campos
Tatiana Enchi Ayrosa
encerrando em 12.05.09 (terça-feira).
Thiago Rodrigues de Paiva
Vitor Rozenthal
Luciana Pratas Caldas Cordeiro
Thais Pontoam Lipinski
Rogério Cear Marques
Carolina França de Noronha
Lana Salame %areja
Patricia Martins Conceição
131111%) Batista Rabigues
Luciana Roehigum Nunes RIO DE JANEIRO Av. Rio Branco 1.14 A 20090-003 Rio de Janeiro Brasil Tal 4-55 (21)2272 9200 Fax; .55 (21) 2283 0023
Marina Franco Mendonça
SÃO PAULO Av. Brasil 1008 01430-000 São Paulo Brasil Tia 1-55 (11)3069 4300 Fax: +55 (I 1)3%9 4301
(*.comia Menezes Gomes
Rapine! B. T N. R. Canina BRASII1A SAS Q. 501 K Ed. OK Office Tossem 501-507 70070-050 Brasília Brasil Ta +55 (61)3323 3865 Fax: +55 (61) 3323 2504

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XAVIER, Il■ ERNARDES, :RAGANÇA


Sociedade de Advogados

Desta forma, tem-se manifestamente tempestiva a presente contestação


à reconvenção protocolada nesta data.

A - PRELIMINARMENTE

(ii) Inépcia da Inicial. Ausência de atribuição de valor à causa:

A Reconvinte não atribuiu valor à reconvenção, por efeito do que


descumpriu a norma estatuída no artigo 258 do CPC. Vossa Excelência deve determinar a
emenda da inicial, com fundamento no artigo 284, do mesmo diploma legislativo, sob pena de
extinguir o processo sem resolução do mérito, à vista do inciso I do artigo 267 do CPC.

A propósito, o valor da causa em reconvenção deve corresponder ao


beneficio patrimonial pretendido pelo Reconvinte. Como se extraí da reconvenção, a
Reconvinte pretende cobrar R$ 11.343.096,41 (onze milhões, trezentos e quarenta e três mil,
noventa e seis reais e quarenta e um centavos), em razão de suposto inadimplemento da
Reconvinda diante do Contrato Administrativo n° 15.535, firmado entre ambas. Assim o
sendo, com amparo no inciso I do artigo 259 do CPC, Vossa Excelência, caso entenda não ser
a hipótese de aplicação de imediato do disposto no art. 267, inciso I, deve determinar à
Reconvinte que atribua à causa o valor do beneficio patrimonial pretendido e este d. Juízo
solicite as suas serventias confirmação, após este emenda, que as custas recolhidas pela
Reconvinte são adequadas ao eventual valor atribuído à esta causa.

(iii) Ausência de interesse jurídico da Reconvinte em relação à execução da carta fiança:


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

A Reconvinte formulou pedido para a execução da carta fiança e


para a cobrança de valores supostamente devidos a ela pela Reconvinda.

A Reconvinte não goza de interesse jurídico para propor


reconvenção com o fito de executar a carta fiança. Isso porque a carta fiança deveria ser

2
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XAVIER, IL ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

executada administrativamente, após a devida instalação do contraditório e ao respeito do


comezinho princípio da ampla defesa.
O que impede a execução da carta de fiança, além da extinção do
próprio contrato, é a liminar deferida por Vossa Excelência nos autos da ação cautelar. A
pretensão da Reconvinte é cassar a liminar para executar a carta de fiança, sem que haja

• qualquer utilidade-necessidade para a Reconvinte fazê-lo em ação própria ou por meio da


presente reconvenção. Trataria-se do efeito normal e imediato de suposta e improvável
improcedência dos pedidos formulados pela Reconvinda nas ações cautelar e ordinária,
embora, como V.Exa. já reconheceu, a execução da carta fiança é impossível porque o
contrato foi extinto pelo tempo, não podendo ser aplicado à espécie o disposto nos artigos
77, 78 e 80 da Lei n.° 8.666/93.

Desta forma, não há, em relação a execução da carta fiança, a


reconvenção deve ser extinta sem julgamento do mérito, a teor do inciso IV do artigo 267
do CPC.

(iv) Extinção liminar da reconvenção. Ausência de conexão com a ação ordinária:

O artigo 315 do CPC prescreve que "O Réu pode reconvir ao autor no
mesmo processo, toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o
fundamento da defesa." (grifo acrescido). Por sua vez, o artigo 103, também da Lei
Processual, esclarece "reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o
objeto ou a causa de pedir." No caso em tela, não há resquício de identidade entre os objetos
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

e as causas de pedir da ação ordinária e da reconvenção, por efeito do que esta deve ser
rejeitada preliminarmente.

Com efeito, a Reconvinda propôs ação ordinária com objetivo de


Vossa Excelência declarar (i) a impossibilidade de FURNAS executar carta de fiança
oferecida em garantia ao Contrato Administrativo n° 15.535, sem discutir em
procedimento administrativo próprio o suposto inadimplemento contratual; (ii)

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XAVIER, 1. ERNA1RDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

impossibilidade da verificação de quaisquer efeitos decorrentes da rescisão do Contrato


n.° 15.353, conforme externado pela Reconvinte em correspondência de fls.184 da ação
ordinária, entre elas a execução de carta de fiança para ressarcimento de multas
contratuais; e (iii) o cumprimento pela Reconvinda da obrigação contratual prevista no
inciso I, alínea "h", da Cláusula 4' do Contrato n° 15.353, quanto à prestação de contas
devidas pela Reconvinte.

Por sua vez, a reconvenção tem por objeto (i) a cobrança de valores
apurados unilateralmente pela Reconvinte e supostamente devidos pela. Reconvinda e (ii)
a execução da carta-fiança dada em garantia pela Reconvinda quanto às suas obrigações
assumidas no Contrato n° 15.353.

Quanto ao pedido de cobrança, evidentemente que não possui


relação com o pedido declaratório formulado pela Reconvinda na ação ordinária, que, em
síntese, tem como pilar central, a declaração quanto a inexistência de descumprimento
contratual por parte da Reconvinda no tocante a periódica prestação de contas, o que, na
remota hipótese de sua observação, não justificaria, por si só, uma ação para a cobrança de
diferenças apuradas unilateralmente pela Reconvinte.

Quanto ao segundo pedido desta reconvenção, insista-se que a


Reconvinte não goza de interesse jurídico para pleitear em reconvenção a execução da
carta fiança, na medida que este é o efeito imediato de eventual improcedência do
pedido formulado pela Reconvinda na ação cautelar. Dessa sorte, o que a Reconvinte
anseia com a reconvenção, é cobrar valores da Reconvinda, unilateralmente apurados, o
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

que demandaria distribuição de uma ação própria.

De mais a mais, os fundamentos delineados pela Reconvinda na


ação ordinária são (i) que o Contrato já havia sido extinto pelo tempo antes do ato da
Reconvinte que instaurou processo administrativo para rescindí-lo e (ii) que ela
apresentou todas as prestações de contas, mês a mês, o que foi comprovado

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XAVIER, ERNARDES, IRAGANÇA


Sociedade de Advogados

documentalmente e, inclusive, objeto de pagamento pela Reconvinte mensalmente e sem


questionamentos ao longo de 4 (quatro) anos. O fundamento alardeado pela Reconvinte
para a cobrança de valores supostamente devidos em razão da prestação de serviços pela
Reconvinda repousa na simples existência de tais valores apurados por meio de novos
cálculos de responsabilidade de auditoria interna da Reconvinte. Ou seja, as causas de

• pedir também são completamente diferentes.

Nesse sentido, a jurisprudência é uníssona. A titulo ilustrativo, leia-


se ementa do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro:

"AGRAVO INOMINADO. RECONVENÇÃO. AUSÊNCIA DE CONEXÃO


COM A AÇÃO PRINCIPAL. INADMISSIBILIDADE. I. Além das condições
genéricas para o regular exercício do direito de ação e dos pressupostos de
existência e desenvolvimento válido do processo, há requisitos específicos
para a admissibilidade da reconvencão, que estão previstos no art. 315 da
lei processual civil. 2. In casu, a demanda originária proposta pelo aRravado
encerra relação jurídica diversa daquela deduzida pelo Reconvinteu-
Reconvinte, ora ~avante, na medida em que o pedido deduzido pelo
Reconvinteu na reconvencão não se insere no mesmo contexto jurídico-
material em que se situa o do autor na "ação de consiRnacão".
Desprovimento do recurso." 2006.002.06509 - AGRAVO DE
INSTRUMENTO DES. JOSE CARLOS PAES - Julgamento: 06/06/2006 -
DECIMA QUARTA CAMARA CIVEL.

No caso em tela, não há identidade entre os objetos e as causas de


pedir, pelo que não se pode reconhecer conexão entre a ação ordinária e a reconvenção.
Logo, a reconvenção deve ser extinta preliminarmente, com força no inciso IV do artigo 267
do CPC.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

(v) Inexistência de descumprimento contratual. A Reconvinda sempre prestou as contas


no âmbito do Contrato n.° 15.353:

A Reconvinte alega que a Reconvinda descumpriu a alínea h do


inciso I da cláusula 4' do contrato porque ela supostamente não prestou contas ou prestou

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XAVIER, ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

de modo inadequado. A Reconvinda juntou aos autos da ação ordinária cópia de todas as
prestações de contas (fls. 19 a 156), pelo que a alegação da Reconvinte é improcedente.

As contas foram prestadas. Não há dúvida. A Reconvinte talvez, a


essa altura, depois de executado o contrato, não concorde com elas. Entretanto, ela não

• pode alegar que a Reconvinda descumpriu a alínea h do inciso I da cláusula 4a do


contrato.

Aliás, de acordo com a alínea h do inciso I da cláusula 4a do


contrato, a Reconvinte somente poderia realizar os pagamentos após aprovada a
prestação de contas. Ou seja, se ela não tivesse concordado com as prestações de contas,
não deveria ter realizado os pagamentos. E o fato é que a Reconvinte sempre realizou os
pagamentos, até o término da execução do contrato.

Desta forma, é no mínimo contraditória a posição da Reconvinte de (i)


receber as prestações de contas, (ii) realizar os pagamentos de forma incontesti durante os 4
(quatro) anos do contrato e, faltando 1 (um) dia para o término de sua vigência, iniciar a
execução da garantia contratual com base em suposto descumprimento de medidas que se
reproduziram periodicamente ao longo de toda a relação processual.

Não há que se questionar que tal comportamento da Reconvinte faz


com que certas atitudes que poderiam ser exigidas originalmente nos termos do contrato
(contestar a prestação de contas) passam a não mais poderem ser exigidas na sua forma
original, por ter se criado uma expectativa legítima na Reconvinda de que aquelas disposições
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

iniciais não poderiam mais lhe ser imputadas.

Outrossim, não há que se falar em descumprimento contratual


tendo em vista que foi com base nas prestações de contas apresentadas pela
Reconvinda que a Reconvinte apurou o débito que entende ser devido.

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XAVIER, ERNARDES, Ii RAGANÇA


Sociedade de Advogados

Nesse sentido, conforme já alegado pela Reconvinda, havendo


eventuais dúvidas ou discordância por parte da Reconvinte, à época das contas prestadas,
tinha esta a obrigação contratual de reter os pagamentos correspondentes à parcela
controversa, até que seus questionamentos fossem solucionados, nos termos da alínea 'i',
da cláusula 8', do contrato de prestação de serviços celebrado entre as partes. Como é que

• agora, ao fim do contrato, se conclui que as contas não foram prestadas pela Reconvinda
se a Reconvinte jamais se insurgiu quanto as prestações de contas mensalmente
formalizadas, e, por conseguinte, pagando os valores correspondentes à contraprestação
dos serviços executados? Ou seja, é inconcebível alegar neste momento que a obrigação
contratual de prestar contas não foi cumprida!

(vi) A execução da carta fiança é impossível porque o contrato foi extinto pelo tempo:

Registre-se que o Contrato n° 15.353 foi firmado no dia 1° de


novembro de 2004, pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses — nos termos da cláusula 20 — e,


de acordo com a cláusula quarta do Aditamento n.° 01, estendeu-se por 48 (quarenta e oito
meses) contados de 1° de novembro de 2004, encerrando-se em 31 de outubro de 2008. Isto é,
conforme já reconhecido por V.Exa. na r. decisão liminar nos autos da medida cautelar n.°
2008.001.364165-1, o Contrato extinguiu-se normalmente, pelo exaurimento do prazo,
no dia 31 de outubro de 2008.

Vê-se, portanto, que não cabe discussão quanto à rescisão do Contrato


por meio do oficio DAP.G.E 1203 2008/Furnas, de 31 de outubro 2008. Quando o mesmo
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

foi extinto pelo decurso do tempo.

Sobre o assunto, leiam-se as lições de LÚCIA VALLE FIGUEIREDO:

Se determinado Contrato for celebrado por prazo certo — e se a prestação


contratual só puder ser executada durante este prazo -, o termo final do prazo
extinEuird, ipso jure, o Contrato, sem, pois, qualquer ato unilateral da
Administração Pública. (FIGUEIREDO, Lúcia Valle. Extinção dos Contratos
Administrativos. 2. ed. São Paulo: Malheiros, 1998. p. 32 — grifou-se)

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XAVIER, 1. ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

:.„

No corpo da decisão que deferiu a liminar em sede de ação cautelar


inominada, Vossa Excelência, com acuidade, concluiu:

"O Contrato findou por decurso do prazo, sendo inaplicáveis à espécie os artiRos
77 e 78 da Lei n°8.666/93." (grifos nossos)

• Desta forma, sabendo-se que o Contrato n.° 15.353 extinguiu- se pelo


decurso do tempo, inaplicáveis à hipótese os artigos 77 e 78 da Lei n.° 8.666/93,
verificando-se impossível, portanto, a pretensão da Reconvinte de decretar a rescisão do
contrato por ato unilateral da Administração.

Por via de conseqüência, uma vez inaplicáveis à espécie Os artigos 77 e


78 da Lei n.° 8.666/93, os efeitos decorrentes de eventual rescisão listados no artigo 80 da Lei
n.° 8.666/93 também não se observam, entre eles, a possibilidade de execução da garantia
contratual para ressarcir a Administração de multa, hipótese do inciso III do supracitado
dispositivo.

• Desta forma, as medidas pretendidas pela Reconvinte são todas


juridicamente impossíveis, o que deve ser declarado nos autos desta ação, (i) seja pela
impossibilidade de rescindir o Contrato n° 15.333, já extinto pelo decurso do prazo
contratual; (ii) seja pela impossibilidade de observação de quaisquer efeitos decorrentes da
rescisão do Contrato, entre eles, a possível execução da carta de fiança para o ressarcimento
de multas contratuais, como pretendeu a Ré por meio do ofício DAP.G.E 1203 2008/Furnas,
de 31.10.2008
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

(vii) A inobservância por parte da Reconvinte do devido processo legal, contraditório e


ampla defesa:

A Reconvinte alega que deu cumprimento ao devido processo legal, ao


contraditório e à ampla defesa, o que não é verdadeiro.

8
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- • ro" l■ • •

XAVIER, II ERNA1RDES, 1RAGANÇA


Sociedade de Advogados

A Reconvinte reconhece na inicial da reconvenção que não houve o


cumprimento do contraditório e da ampla defesa ao afirmar que as diferenças nas prestações
de contas foram apuradas pelo Departamento de Suporte à Administração de Pessoal —
DAP.G (fls. 218) e por auditoria interna de FURNAS (fls. 219), sem comprovar, no
entanto, que estas diferenças apuradas foram apresentadas à Reconvinda de forma que

• pudessem ser efetivamente esclarecidas ou impugnadas.

Conforme amplamente demonstrado na exordial e por meio de


documentos, a Reconvinte comunicou a Reconvinda sobre o valor do débito que tinha
unilateralmente apurado com intuito de formalizar o que entendia ser um reconhecimento de
divida, o que jamais poderia ocorrer por meio de vaga comunicação na qual não apresentou
quaisquer elementos à Autora que levaram a Reconvinte a entender como devido este débito.

Em 31.10.2008 a Reconvinte comunicou à Reconvinda seu


entendimento quanto ao suposto descumprimento contratual e a sua intenção de aplicar as
seguintes penalidades: (i) a rescisão contratual, (ii) multas por inadimplemento, (iii) multa
pela rescisão e (iv) execução da carta de fiança, conforme correspondência de FURNAS de
fls. 84. Na mesma oportunidade, a Reconvinte concedeu o prazo até o dia 7 de novembro
de 2008 para a Reconvinda apresentar resposta, nos termos da Cláusula 10, § 3°, do Contrato
15.353.

No entanto, infringindo brutalmente o referido prazo contratual de 5


(cinco) dias previsto na Cláusula 10, § 3°, do Contrato, em 30.10.2008, a Reconvinte
determinou ao BANCO PurrENGAL que efetuasse o pagamento em seu favor do valor
constante na Carta de Fiança n.° 325.424, oferecida pela Reconvinda em garantia ao Contrato
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Administrativo n° 15.353, conforme se verifica na correspondência de fls. 87.

Salta aos olhos que a Reconvinte não cumpriu o devido processo legal.
Ela executou a carta fiança e depois concedeu o prazo para a defesa, em completa inversão da
ordem dos atos, o que afronta a própria lógica.

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.142)

OA COt•

XAVIER, I ERNARDES, RAGANÇA • k


Sociedade de Advogados
1

De igual modo, o relatório de auditoria no qual se baseou FURNAS,


que tinha como objetivo "confirmar e documentar também, o levantamento anteriormente
realizado pelo Departamento de Suporte à Administração de Pessoal — DAP-G, que
identificou e apurou a existência de diferenças nas prestações de contas realizadas pela
PLANSUL" (grifou se) só foi concluído em 31.10.2008, ou seja, 1 (um) dia após o próprio
-

pedido de execução da carta fiança. Cabe destacar, por oportuno, que e a Autora só tomou

• ciência do referido relatório guando da sua apresentação por FURNAS nos autos da
Ação Ordinária n° 2009.001.026206-0 (fls. 443/451).

Ou seja, o Departamento de Suporte à Administração Pessoal de


Reconvinte determinou que o BANCO POTTENCIAL efetuasse a execução da carta de fiança
antes mesmo de comunicar a Reconvinda de eventual descumprimento contratual,
guando existia dentro da própria Reconvinte uma auditoria para confirma e
documentar as supostas diferenças encontradas pelo referido departamento e que
jamais foram reconhecidas pela Reconvinda. Note se que, pela data do término da -

auditoria, tem-se que a Reconvinda seria executada prematuramente quando nem a própria
Reconvinte tinha concluído sobre os débitos apurados pelo seu Departamento, o que denota

• não só uma flagrante violação ao principio do contraditório, mas verdadeira arbitrariedade por
parte de FURNAS.

B- MÉRITO

(viii)Da inexistência de débito por parte Reconvinda:


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

A Reconvinte alega que a Reconvinda deve-lhe R$ 11.343.096,41


(onze milhões, trezentos e quarenta e três mil, noventa e seis reais e quarenta e um centavos)
decorrentes de pagamentos realizados em duplicidade à Reconvinda pertinentes a tributos
retidos na fonte (INSS, PIS, COFINS, CSSL e IR).

Pela sistemática do Contrato, o pagamento realizado pela Reconvinte à


Reconvinda dividia-se em 2 (duas) parcelas. Leia-se os seguintes trechos extraídos do
Instrumento de Contrato:
10
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.143)

XAVIER, IIERNARDES, IRAGANÇA


Sociedade de Advogados

Cláusula C- Preços

FURNAS pagará à contratada, pelos serviços objeto deste


CONTRATO, as seguintes parcelas de precos:

I — primeira parcela mensal de preço, através do fundo de provisão


estabelecida na Cláusula 7° correspondente ao valor das despesas
referentes ao cumprimento de suas obrigacães legais e contratuais,
como empregadora de mão-de-obra alocada neste CONTRATO, tais
como: salários, férias, horas extras, encargos sociais, verbas
rescisórias, vale alimentação/refeição, vale transporte, plano de saúde
médico-hospitalar/odontológico, creche, adicionais (de transferência,
noturno, perciculosidade, penosidade, insalubridade e outros), seguro
de vida em grupo e CPMF incidente sobre a referida parcela; (...)
(grifou-se)

— a segunda parcela do preço mensal correspondente à quantidade


de empregados alocados no mês ao presente CONTRATO,
multiplicado pelos respectivos preços mensais por nível, conforme
apresentado na tabela abaixo.

§ 1°. O preço mensal por nível, relativo à segunda parcela,


corresponde a lucro, prepostos, tributos, outros encargos, despesas
indiretas, contribuições parafiscais e tudo mais que decorrer da
prestação dos serviços que constitui o objeto deste contrato.

Cláusula 73 Fundo de Provisão


Mensalmente até o dia 10 de cada mês, a contratada fará uma


previsão das despesas para cobrir a primeira parcela de preço
indicada no inciso I da cláusula sexta e encaminhará a FURNAS,
acompanhada de demonstrativo detalhado da sua composição, para
que seja efetuado depósito por FURNAS, na conta corrente especifica
do fundo de provisão, especialmente e exclusivamente para uso da
contratada, das suas despesas como empregadora referentes ao
pessoal alocado nesse contrato. (grifou se)
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

A Reconvinda tinha a obrigação de indicar na primeira parcela todos os


custos diretamente relacionados à mão-de-obra. A segunda parcela, conforme se depreende do
§ 1° da cláusula 6°, diz respeito à remuneração da Reconvinda propriamente dita e aos custos
indiretos, abrangendo, então, lucro, prepostos, tributos, outros encargos, despesas indiretas e
contribuições parafiscais.

11
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XAVIER, ERNARDES, BRAGANÇA


Sociedade de Advogados

É importante ressaltar, com amparo no item II da cláusula sexta do


Contrato, que a segunda parcela é determinada por preço estabelecido já na proposta. Trata-se
de valor pré-determinado por cada profissional posto à disposição da Reconvinte pela
Reconvinda. A composição da segunda parcela só varia na medida em que sejam modificados
qualitativamente ou quantitativamente os profissionais postos à disposição da Reconvinte.

• Sob esse prisma, a segunda parcela não variava proporcionalmente ao


valor da primeira parcela. Por exemplo, se fosse contratado um profissional de nível salarial
baixo e com vários dependentes, o custo direto da Reconvinda poderia ser majorado em
patamar até superior ao da sua própria remuneração. Isso porque, quanto mais dependentes
tivesse o profissional posto à disposição da Reconvinte, maior a despesa da Reconvinda com
plano de saúde, que era devido a todos os dependentes de seus prepostos. Entretanto, sempre
deve-se ter em mente que o valor base por cada "tipo" de profissional posto à disposição da
Reconvinte ensejava remuneração estabelecida de antemão e invariável.

Esclareça-se, continuando com o exemplo, que a Reconvinda era


indenizada pelas despesas diretas como plano de saúde, valor este indicado na primeira

• parcela. Entretanto, os tributos a serem pagos pela Reconvinda eram majorados,porque


os valores totais despendidos por ela eram majorados, sem qualquer acréscimo na
segunda parcela, que corresponde, insista-se, propriamente, à remuneração da
Reconvinda e aos custos indiretos.

A título ilustrativo, em outubro de 2005, o valor da primeira parcela foi


de R$ 894.362,26 (oitocentos e noventa e quatro mil, trezentos e sessenta e dois reais e vinte e
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

seis centavos) e o da segunda R$ 83.123,17 (oitenta e três mil, cento e vinte e três reais e
dezessete centavos). Já em novembro de 2005, o valor da primeira parcela foi de R$
1.444.882,40 (hum milhão, quatrocentos e quarenta e quatro mil, oitocentos e oitenta e dois
reais e quarenta centavos) e o da segunda os mesmos R$ 83.123,17 (oitenta e três mil, cento
e vinte e três reais e dezessete centavos), o que comprova que a segunda parcela não era
necessariamente majorada em razão da majoração da primeira parcela.

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XAVIER, Ii ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

De acordo com a Reconvinte, todos os tributos deveriam estar inseridos


na segunda parcela do preço, ou seja, arcados pela Reconvinda. Caso esta lógica fosse
adotada, valores superiores a R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais), pagos em tributos
relativos a outubro de 2005, ou próximo a R$ 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais), pagos
em tributos em novembro de 2005, deveriam ter sidos abrangidos pela segunda parcela, meses
em Que a Reconvinda só recebeu R$ 83.123,17 (oitenta e três mil, cento e vinte e três

• reais e dezessete centavos. É evidente que a conta de Reconvinte não fecha.

Sem embargo, os tributos, à exceção do INSS, que somam 15,05%


(quinze vírgula zero cinco por cento) incidiam sobre o valor total da primeira parcela dos
quais 9,45% (nove vírgula quarenta e cinco por cento) eram retidos e pagos pela Reconvinte
nas seguintes proporções: Imposto de Renda (4,8%); Contribuição Social sobre o Lucro (1%);
PIS (3%) e COFINS (0,65%). Esses valores retidos e pagos por FURNAS nunca foram
repassados à Reconvinda.

Em outubro de 2005, o valor total recolhido de tributos ultrapassa R$


140.000,00 (cento e quarenta mil Reais). Em novembro do mesmo ano, ultrapassou R$
220.000,00 (duzentos e vinte mil Reais). E o valor percebido pela Reconvinda,
correspondente à segunda parcela, nesses 2 (dois) meses, foi o mesmo, R$ 83.123,17
(oitenta e três mil, cento e vinte e três Reais e dezessete centavos).

Na interpretação da Reconvinda, os valores dos tributos retidos pela


Reconvinte deveriam ser inseridos na primeira parcela. Portanto, tomando como exemplo
novembro de 2005, 9,45% dos R$ 1.444.882,40 referentes à primeira parcela dizem respeito
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

aos tributos retidos na fonte pela Reconvinte. O restante, 5,6%, recolhido pela Reconvinda,
era absorvido na segunda parcela.

Assim, o contrato mantinha equilíbrio econômico-financeiro necessário


à prestação.

Caso seja aplicável a interpretação da Reconvinte, de que todos os


tributos deveriam ser abrangidos pela segunda parcela, a Reconvinda teria

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.146)

XAVIER. ILERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

irremediáveis prejuízos todos os meses, pagando para prestar serviços à Reconvinte, o


que é inadmissível.

A Reconvinte dá a entender que recolheu na fonte os 9,45% (nove


virgula quarenta e cinco por cento) sobre o total da primeira parcela e pagou esse montante


também diretamente à Reconvinda. Isto nunca ocorreu. Segundo esta lógica, se o valor da
primeira parcela fosse de R$ 1.000.000,00 (hum milhão de Reais), R$ 94.500,00 (noventa e
quatro mil e quinhentos reais) era recolhido pela Reconvinte e descontado do recebido pela
Reconvinda.

A argumentação de Reconvinte, completamente descabida, é que a


Reconvinda recebeu esses R$ 94.500,00 (noventa e quatro mil e quinhentos reais) na segunda
parcela. No entanto, basta passar os olhos nos cálculos da própria Reconvinte, o valor da
segunda parcela, em média, não alcançava R$ 80.000,00, destinados a cobrir a parte dos
tributos não retidos pela Reconvinda, prepostos, lucro e outras despesas.

A Reconvinda não recebeu os valores retidos pela Reconvinte. A


segunda parcela jamais se prestou a isto. As alegações da Reconvinte são falsas.

A interpretação da Reconvinda sempre foi que os tributos retidos na


fonte deveriam ser indicados na primeira parcela. A proposta apresentada pela Reconvinda na
licitação já partia desta premissa. E o fato é que a Reconvinte aceitou e classificou a proposta
da Reconvinda. Logo, endossou tal interpretação. Ademais, adjudicou o objeto da licitação e a
homologou. Assinou o contrato, e sempre, durante anos de contrato, não ergueu objeção às
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

reiteradas prestações de contas da Reconvinda. Quer dizer que a Reconvinte sempre


compartilhou o mesmo entendimento da Reconvinda.

Trata-se de lógica matemática pura e simples: o pagamento de R$


80.000,00 (oitenta mil reais) não cobre tributo de R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais),
acrescido dos custos pertinentes à manutenção de prepostos, outras despesas indiretas e lucro.

14
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.147)

XAVIER, IÈ ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

De todo modo, esse ponto é fundamental, independentemente da


interpretação, se os valores retidos na fonte deveriam ser indicados na primeira ou na segunda
parcela, eles nunca foram unos diretamente à Reconvinda. A remuneração percebida pela
Reconvinda nunca foi majorada em razão de valores retidos na fonte.


Soma-se a alegação da Reconvinte de que a Reconvinda continuou a
indicar na primeira parcela os valores pertinentes ao PIS e COF1NS mesmo depois de medida
liminar que lhe isentou do recolhimento das mesmas, nos autos da Apelação/Reexame
necessário no mandado de segurança n.° 2005.72.00.011138-0.

Ocorre que a liminar tem caráter precário razão pela qual continuou
incluindo em sua prestação de contas o valor total referente ao recolhimento de PIS/COFINS,
pois a Reconvinda é a responsável tributária e recairá sobre si esta obrigação, caso revertida a
decisão judicial que, até o momento, lhe é favorável. Portanto, caso a liminar seja revertida, a
Reconvinda terá que realizar os respectivos pagamentos e, assim, a obtenção da liminar nunca
eximiu em definitivo a Reconvinda de recolher PIS e COFINS sobre o faturamento.

• Aliás, o referido processo hoje tramita no E. Superior Tribunal de


Justiça (STJ), e trata-se do Recurso Especial n.° 971.066 (Doc. 01), cujo julgamento foi
suspenso em razão de pedido de vista, porém que conta com 2 (dois) votos a favor da Fazenda
Pública. Logo, há grande possibilidade da Reconvinda ter que realizar os respectivos
recolhimentos de PIS e COFINS, considerando o período desde a data de concessão da supra
referida liminar.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

(vii) Pedido

Em face do exposto, requer a Vossa Excelência: (i) que determine a


emenda da inicial, nos termos do art. 284 do CPC, para que a Reconvinte atribua valor à
causa, que deve corresponder, com amparo no inciso 1 do artigo 259 do CPC, ao montante por
ela cobrado da Reconvinda, sob pena de extinção, nos termos do art. 267, inciso I, do CPC;
(ii) rejeite preliminarmente, sem apreciação do mérito, o pedido da Reconvinte para a
execução da carta fiança à vista da ausência de interesse de agir; (iii) rejeite preliminarmente,

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XAviER, EMARDIES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

sem apreciação do mérito, a reconvenção em apreciação, face à ausência de conexão dela com
a ação ordinária; (iv) a produção de todas as provas admitidas em Direito, especialmente a
realização de perícia contábil; (v) a improcedência do pedido deduzido na reconvenção, caso
ultrapassadas as preliminares aduzidas.

• Nestes termos,
Pede defe *mento.
Ri de Janeiro, io de 2

att,k-AN tideljr
EL MOERBECK DE ALMEIDA REGO
.1490-A 1 1 OAB/RJ 125.771

GARrÉL ROCHA BARRETO


OAB/R1 142.554


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

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XAviER, ERNARDES, Ii
RAGANÇA
Sociedade de Advogados

Alberto Xavier
Maria Regina Mangabeira A. Lynch EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 52' VARA CÍVEL DA

: 03: 47125 9801/3061.8


João Afonso da Silveira de Assis
Bondo Bernardas Neto COMARCA DA CAPITAL — RIO DE JANEIRO
Alberto de Odeans e Bragança
Roberto Liesegang
Nanai Gama
Marcos Coelho da Rocha
Roberto Duque Estrada
Ana largo C. C. Daremos:o
João Claudio De Loca Junior
&bine Ingrid Schuttolf
Sergio André Laclau Marques
Mareio Barbosa Cordeiro Filho
Luis Autuam Rota Azevedo
Cecilia Vidipl M. de Barros

SCCAPC0522009095006104/05/09
lobo Agripino Moia
Renata Emery
Denise de Sorna e S. Alvarenga Processo n2 2009.001.026206-0
Maristela Sabbag Abla Rossetti
Reis P. e C. Lanardelli Costa
Claudia Dennusson Ride'
Fernando Cornes dos Reis Lobo
Luciana Andrade Dornelles
Leopoldo Ubbatras C. Pagara
Tereza Maria Sarfert F. Montam
Leonardo Viveiros de CUIM PLANSUL PLANEJAMENTO E CONSULTORIA
Ana Betará M. P. de Almeida Lobo
Kathryn Ozon
Arar Maria de Amala Santos LTDA., já qualificada nos autos da Ação Ordinária em epígrafe, que
Guilhame Filardi
Pedro Sobrou= Bernanfoi
Davi° Derardi Jr. move em face de FURNAS CENTRAIS. ELÉTRICAS S.A., vem,
Mariana Martins Ribeiro
Paula Sumas de Carvalho
Andre Luiz de Castro Martins por seus advogados abaixo assinados, apresentar RÉPLICA à
Camila Spinelli Gadioli
Rafael de Ponti Afonso
Patricia Lyoc.ir Papo contestação de fls. 212/239, pelos fatos e fundamento que passa expor.
Rafael Moerbeek deA. Rego
Hawai Carvalho Ir
Honram Notaroberto Barbosa
Adio Barreto
Ana Carolina Crepaldi A. Penteado
Angela Nassa Haddad Saadé 1. A presente ação ordinária foi interposta pela Autora com
Almadra Costa Pios
Mana C. C. Foreira Cachar
Bruno Ramos de Sousa objetivo de V.Exa. declarar (i) a impossibilidade de FURNAS
Fabiana Torres de A. Paiva
Flávio Tudisco
Evelyn Balassiano executar carta de fiança oferecida em garantia ao Contrato
Lidia SOO
André Rodrigo:a Schioser
Bruno Oliveira Maggi Administrativo n° 15.535, sem discutir em procedimento
Clarissa Doarias i de Almeida
Mariatta Fontoura Marques
Bianca Wien Prado administrativo próprio o suposto inadimplemento contratual (ii) a
Alberto de Medeiros Filho
Thiago Augado de C. Pellegrini
Fernando de Lima Capeai° impossibilidade da verificação de quaisquer efeitos decorrentes da
Helena Kovach de Sá
Flavio Nadá
Paula Rouco Babosa rescisão do Contrato n° 15.353, conforme externado pela Ré em
Achana Capubioreo May Zaidan
Francisco A. Prado de A. Cadinho
Valtria Correra Mayer B. Lima correspondência de fls.184, entre elas a execução de carta de fiança
Carolina Nicolan Leandro
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Gabriel Rocha Barreto


para ressarcimento de multas contratuais, e (iii) cumprimento pela
Renata Tema e Papo
Juliana Andrade Costa
Guilherme Macro Martins Autora da obrigação contratual prevista no inciso I, alínea "h", da
Luis Guilherme Alves e Cruz
Lombo A. Fragoso BAtiell
Pohn Henrique Cabral Baile Cláusula 4a do Contrato n° 15.353, quanto à prestação de contas
Mariola Souza Campos
Tarjaras Enchi Ayrosa
Thiago Rodrigues de Paiva devidas pela Ré.
Visor Rosado/
Luciana Pratas Caldas Cordeiro
Miais Formara Lminski
Rogério Coar Manares
Carolina França de Noronha
Lura Salame Pantoja
Patricia Martins Conceição
Bruno Batista Rodrigues
Luciana Rodrigues Nono Rio DE JANEmo Av. Rio Branco I -14 A 20090-003 Rio de Janeiro Brasil Tel.: +55 (21)2272 9200 Fav: +55 (21)2283 0023
Marina Franco Mendonça
Georgia Menezes Gomes SÃO PAULO Av. Brasil 1008 01430-000 São Podo Brasil Tel.: +55 (11)3069 4300 Faz: +55 (I 1)3069 4301
Raphael 11. T. N. R. Goda BRASILIA SAS Q. 5 BI. K Ed. OK Office Tower 501.507 70070-050 Brasília Brasil Tel.: -s55 (61)3323 3865 Fax: +55 (61)3323 2504

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XAVIER, II ERNARDES, IL RAGANÇA


Sociedade de Advogados

2. Intimada a se manifestar, a Ré apresentou a contestação de fls. 212/239


onde alega, essencialmente, que: (i) o Departamento de Suporte e Administração de
Pessoal — DAP.G e auditoria interna de FURNAS apuraram diferenças nas prestações de
contas realizadas pela Autora; (ii) a Autora infringiu disposição contratual por não ter
efetuado de forma correta e discriminada as prestação de contas; e, (iii) a Autora não teria
se manifestado quanto aos valores apresentados por FURNAS.

3. Primeiramente, cabe destacar que a presente ação ordinária não tem


como objetivo discutir a existência de débito referente ao Contrato Administrativo e
15.353, como pretende a Ré em sua contestação, o que será tratado pela Autora em
impugnação à Reconvenção apresentada pela Ré (fls. 408/430).

5. • Quanto à alegação da Ré de que não houve por parte da Autora de forma


correta e discriminada o cumprimento das prestações de contas, cumpre destacar que tal
obrigação está prevista na alínea "h" da Cláusula 4° do Contrato Administrativo n° 15.353
da seguinte forma:

"Cláusula 4°— Obrigações da Contratada


1- Constituem obrigações da CONTRATADA, além de outras previstas neste
CONTRATO:
h) fornecer, mensalmente, a FURNAS uma prestação de contas da utilização
do Fundo de Provisão, Cláusula 7°, através da apresentação da documentação
comprobatória dos pagamentos efetuados no mês anterior, de forma a
possibilitar a liberação, por FURNAS, de novo depósito no referido FUNDO."
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

6. Desta forma, de acordo com o aludido dispositivo contratual, é inevitável o


reconhecimento de que a Autora cumpriu com a sua obrigação de prestar contas,
seja pela vasta documentação que encaminhou à Ré ao longo de todo o Contrato (fls.
19/156), sela pelo fato de que a Ré realizou mensalmente, durante quase os 4 (quatrol
anos de vigência do Contrato, todos os pagamentos contratuais que só eram
realizados após a verificação destas prestações de contas.

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XAVIER, ERNTA.RDES,
Sociedade de Advogados

7. Ademais, não há que se falar em descumprimento contratual tendo em vista


que foi com base nas nestas prestações de contas que a Ré apurou o débito que
entende ser devido. Ainda que existissem eventuais diferenças nas prestações de contas,
estas diferenças deveriam ter sido colocadas à Autora de forma que pudessem ser
esclarecidas ou impugnadas, o que também não ensejaria necessariamente a rescisão

• unilateral do Contrato.

8. Nesse sentido, conforme já alegado pela Autora na exordial, havendo


eventuais dúvidas ou discordância por parte da Ré, à época das contas prestadas, tinha esta
a prerrogativa contratual de reter os pagamentos correspondentes à parcela controversa,
até que seus questionamentos fossem solucionados, nos termos da alínea 'i', da cláusula
8a, do contrato de prestação de serviços celebrado entre as partes . Ao fim do contrato,
como é que se conclui que as contas não foram prestadas pela Autora se a Ré jamais se
insurgiu quanto as prestações de contas mensalmente formalizadas, e, por conseguinte,
pagando os valores correspondentes à contraprestação dos serviços executados? Ou seja, é
inconcebível alegar neste momento que a obrigação contratual de prestar contas não foi
cumprida!

9. Ressalte-se, ainda, que o Contrato Administrativo n.° 15.353 extinguiu-se


pelo decurso do tempo, em 31.10.2008, sendo inaplicáveis à hipótese os artigos 77 e
78 da Lei n.° 8.666/93, o que já foi reconhecido por este d. Juizo, conforme a r.
decisão liminar de fls. 93, nos autos da medida cautelar n.° 2008.001.364165-1 em
apenso. Assim, não merece respaldo a pretensão da Ré de decretar a rescisão do contrato
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

por ato unilateral da Administração com base em inadimplemento contratual.

10. Cumpre destacar, por fim, que a Ré em sua contestação afirma que a Autora
não teria se manifestado quanto aos valores apresentados por FURNAS, o que teria
ensejado a execução da carta de fiança.

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XAVIER, ERNARD1ES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

11. Ocorre que, tal informação não corresponde à realidade. Em 24.10.2008, a


Autora encaminhou correspondência à Ré (fls. 176) informando ser improcedente os
valores apurados unilateralmente por FURNAS. No entanto, de forma arbitrária e
em desrespeito ao principio do contraditório e da ampla de defesa, a Ré solicitou ao
BANCO POTTENCIAL que fosse pago em seu favor o valor constante na Carta de
Fiança n.° 325.424, conforme se depreende da correspondência de fls. 181.

12. Desta forma, verifica-se que alegação da Ré de inadimplemento contratual


nada mais foi do que uma forma encontrada para executar prematuramente a carta de
fiança para compensar débitos apurados unilateralmente por ela.

13. Diante de todo exposto, bem como se reportando integralmente as razões


expostas na exordial, reitera a Autora que a presente ação ordinária •seja julgada
procedente, com objetivo de declarar (i) a impossibilidade de FURNAS executar carta de
fiança oferecida em garantia ao Contrato Administrativo n° 15.535, sem discutir em
procedimento administrativo próprio o suposto inadimplemento contratual (ii) a
impossibilidade da verificação de quaisquer efeitos decorrentes da rescisão do Contrato n°
15.353, conforme extemado pela Ré na correspondência de fis.184, entre elas a execução
de carta de fiança para ressarcimento de multas contratuais, e (iii) o cumprimento pela
Autora da obrigação contratual prevista no inciso I, alínea "h", da Cláusula 4' do Contrato
n° 15.353, quanto à prestação de contas devidas pela Ré.

Nestes termos,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Pede s er ento.
Rio de Janeir 30 d abri de 2009
,

JOÃO AFONSO DE ASSIS RAF EL MOERBECK DE ALMEIDA REGO


OAB/RJ.1490-A OAB/RJ 125.771

GABRIEL • OC ETO
OAB/RJ 142.554

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Documento nº 9:
Principais peças da Ação Ordinária nº
0235731-56.2009.8.19.0001 (proposta
posteriormente para anular a penalidade
administrativa): Petição Inicial, contestação,
réplica, laudo pericial e alegações finais)
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Rodovia SC 401, 4765 – Office Park – Bloco 2, Ático – CEP 88032-005 – Florianópolis/SC – Tel. +55 48. 3039-9999.
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eto
XAVIER, Ri

Sociedade de Advogados

Alberto Xavier
Maria Regina Mangabeira A. Lynch EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOTOR JUIZ DE DIREITO DA 520
João Manso da Silveira de Assis
[torneio Bernardas Neto
Alberto de Orleans e Bragança
Roberto Liesegang
VARA Cá/EL DA COMARCA DADAPITAL DO ESTADO DO RIO DE
Nanai Gama
Marcos Coelho da Rocha
JANEIRO
Roberto Duque Estrada
Ana Luisa C. C. Derenusson
João Claudio De Luas Junior
\z>•.8-$Z- XV--‘
Sabine Ingrid Schuttoff
Sergio André Laclau Marques
Marcio Barbosa Cordeiro Filho
Luis Augusto Roux.Azevedo
Cecilia Vidigal M. de Barros

João Agripino Maio


Renata Emcry
Denise de Sousa e S. Alvarenga
Maristela Sabbag Abla Rossáti
Processo n° 2009.001.026206-C
Ruth P. e C, Lunardelli Costa
. Claudia Derenusson Riedel
(Distribuição por dependência)' Maria Chiistina Board° tick,
Foliando Gomes dos Reis Lobo
Luciana Andrade Dornelles JtizdeDireito
Leopoldo Ubiratan C. Pagotto
Thereza Maria Sarfert P. Montom ;

Leonardo Viveiros de Castro


Ana Beatáz NI. P. de Almeida Lobo
Kathrytt Ozon
Ana Beatriz de Arruda Santos
Guilherme B. M. Filardi
Pedro Schiesser Bornal:dial PLANSUL PLANEIAMENTO E CONSULTORIA
Délvio Donardi Jr.
Mariana Martins Ribeiro
Paula Surerus de Carvalho LTDA, pessoa jurídica de lireito privado, com sede na Rua
André Luiz de Castro Martins
Camila Spinelli Gadioli
Rafael de Ponti Afonso
Patricia Lynch Pupo
Joaquim Costa, n. ° 270, ca, Agronômica, em Florianópolis,
Rafael Mocrbeck de A. Rego
I femani Carvalho Jr.
Hermano Notaroberto Barbosa Santa Catarina, inscrita no PJ/MF sob o n.° 78.553.312/0001-
Julio Barreto
Angáa Nami Haddad Saade
Alexandra Costa Pires 58, vem à presença de Vcssa Excelência, por seus advogados
Marta C. C. Ferreira Cuellar
Bruno Ramos de Sousa
Fabiana Torres de A. Paiva abaixo assinados, com fundanento nos artigos 282 e seguintes do
Flávio Tudisco
Evelyn Balassiano
Lidia Spitz Código de Processo Civil el demais disposições legais aplicáveis,
André Rodrigues Schioser

C05220090402636901/09/ 09ff:05: 2512571601/25957


Bruno Oliveira Maggi
Clarissa Damiani de Almeida
Mariana Fontoura Marques
propor a presente
Bianca Wien Prado
Alberto de Medeiros Filho
Juliana Maia Daniel
Thiago Augusto de C. Pellegrini
Fernando de Lima Capellão
Helena Kovach de Sá AÇÃO ORDINÁRIA
Flavio Naidin
Paula Rocco Barbam
Adriana Capobianco May Zaidan
Francisco A, Prado de A. Cota inho
Com Pedido de Tutela Antecipada
Valéria Corrèa Mayer B. Lima
Carolina Nicolau Leandro
Gabriel Rocha Barreto

Mariana Nascimento Pereira


Renata Toma e Papo
contra FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A., sociedade de
Juliana Andrade Costa
Guilhenne Marco Martins
Luis Guilhemte Alves e Cruz economia mista, concessionária de serviço público de energia
Leandro A. Fragoso Bauch
Pedro Henrique Cabral Braile
Madona &UM Campos elétrica, com sede na Cidade e Estado do Rio de Janeiro, na Rua
Tatiana Fochi Ayrosa
Thiago Rodrignes de Paiva
Real Grandeza, n.° 219, inscrita no CNPJ/MF sob o n.°
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

Vitor Rozenthal
Luciana Panes Caldas Cordeiro
Thais Fontoura Lipinski
Rogério Casar Marques 23.274.194/0001-19, pelo que passa a expor e a requerer o quanto
ry-zCAP

Carolina França de Noronha


Luna Salame Pantoja
Luciana Abreu Ribeiro Machado
Patrícia Martins Conceição
se segue:
Ana Luiza de Siqueira Campos
Bruno Batista Rodrigues
Luciana Rodrigues Nunes

RIO DE JANEIRO Av. Rio Branco I - 14 A 20090 - 003 Rio de Janeiro Brasil Tel.:+55 (2I) 2272 9200 Fax: +55 (21)2283 0023
SÃO PAULO Av. Brasil 1008 01430-000 São Paulo Brasil Tel.:+55 (11) 3069 4300 Fax: +55 (11)3069 4301
BRASÍLIA SAS Q. 5 BI. K Ed. OK Office Tower 501-507 70070-050 Brasil ia Brasil Tel.: *55(61)3323 3865 Fax: *55(61) 3323 2504

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tc3`
XAVIER, ERNARDES, RAGANÇA
Sociedade de Advogados

DA PREVENCÃO

1. A Autora ajuizou perante este d. juizo a Ação Ordinária n.° 2009.001.026206-


O que tem por objeto a declaração de inexistência de inadimplemento do Contrato

Administrativo n.° 15.353, celebrado entre a Autora e a Ré, em 1°.11.2004, para o
fornecimento de mão-de-obra para a execução de serviços de apoio técnico e
administrativo à Ré ("Contrato" — Doc. 01).

2. Além da mencionada ação ordinária, tramita perante este d. juizo 2 (duas)


ações cautelares: (i) a Ação Cautelar n.° 2008.001.364165-1, que tem por objeto o
afastamento da execução prematura da carta de fiança oferecida pela Autora no âmbito
do referido Contrato n° 15.353 (Doc. 02), e (ii) a Ação Cautelar n° 2009.001.205507-0,
que tem por objeto afastar a aplicação imediata de quaisquer efeitos do inadimplemento
do Contrato n° 15.353 (Doc. 03).

3. A presente ação ordinária é conexa às mencionadas ações, opondo-se de igual


modo aos atos praticados pela Ré envolvendo o suposto inadimplemento da Autora ao
Contrato n° 15.353 e aplicação de penalidade administrativa de suspensão temporária ao
direito de licitar, pelo prazo de 2 (dois) anos, decorrente deste inadimplemento.

4. A Ação Ordinária n.° 2009.001.026206-0 visa a declaração deste d. juizo de


inexistência de inadimplemento do Contrato n° 15.353. A Autora naquela ação
• comprova que cumpriu todas as obrigações previstas no Contrato, notadamente a de
prestar contas. Na presente ação ordinária, a Autora requer que este d. juizo declare a
nulidade do processo administrativo no qual a Ré aplicou a multa prevista no artigo 87,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

inciso III, da Lei n° 8.666/1993 com base em suposta rescisão contratual, mesmo com o
contrato já extinto, pelo término normal de seu prazo de vigência, conforme já
reconhecido por este d. Juizo em oportunidade anterior.

5. Nesse sentido, a jurisprudência afirma que o objetivo de 2 (duas) ações ou


mais serem conexas é de evitar a existência de 2 (duas) decisões contraditórias sobre a
mesma questão, in verbis:

2
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.157)

XAVIER, IL ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

"PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÕES


CONEXAS. IDENTIDADE QUANTO AO PEDIDO. JULGAMENTO
CONJUNTO. SEGURANÇA JURÍDICA. COMARCAS DIVERSAS.
CITAÇÃO VÁLIDA. INEXISTÊNCIA. CRITÉRIO SUBSIDIÁRIO:
MOMENTO DA PROPOSITURA DA AÇÃO.
1. Constatada a conexão, a orientação jurisprudencial assente nesta
Corte, em homenagem à segurança jurídica, é para que selam
reunidos os processos a fim de que tenham julgamento simultâneo,
evitando-se, assim, decisões contraditórias.
2. Ausente citação válida em qualquer das ações, esta Corte
estabeleceu critérios subsidiários para dirimir controvérsia sobre
prevenção: entre juízos da mesma comarca, o momento do primeiro
despacho, ou seja, é prevento aquele juiz que despachou em primeiro
lugar; entre juízos de comarcas diversas, o momento da propositura
da demanda. Esse entendimento, aplicável à hipótese em comento, se
funda no fato de ser a propositura da ação o momento pelo qual se
obtém a estabilidade da competência, nos termos do artigo 87 do
Código de Processo Civil.
Conflito conhecido para declarar a competência do juízo suscitante
para processamento e julgamento das ações conexas propostas."
(CC 43.426/DF, Rel. Ministro CASTRO FILHO, SEGUNDA
SEÇÃO, julgado em 09/11/2005, DJ 21/11/2005 p. 122— grifou-se)

6. Desta forma, requer a Autora a distribuição da presente ação ordinária por


dependência à Ação Ordinária n° 2009.001.026206-0.

RESUMO DOS FATOS

7. Conforme anteriormente mencionado, a Autora celebrou com a Ré o Contrato


administrátivo n° 15.353. Após 4 (quatro) anos de regular execução do mencionado
Contrato, no penúltimo mês de vigência do Contrato, a Ré comunicou à Autora que
havia apurado diferenças e incorreções nas prestações de contas prestadas pela Autora,
conforme determinava a cláusula 6 e 7' do Contrato.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

8. Poucos dias após a referida comunicação, sem qualquer fundamento e sem


respeitar o contraditório e a ampla defesa, resolveu a Ré executar prematuramente a
carta de fiança oferecida pela Autora com base em suposto inadimplemento contratual
da Autora que teria sido verificado pela falta da referida prestação de contas.

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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.158)

XAVIER, ERNARDES, RA.GANÇA


Sociedade de Advogados

9. Ocorre que, tal ilegalidade foi exemplarmente afastada por este d. juizo por
meio da r. decisão liminar proferida nos autos da Ação Cautelar n°2008.001.364165-1,
in verbis

"Pretende a Requerente obter liminar para impedir a Requerida de


executar a carta de fiança prestada pela Requerente em razão do
contrato firmado com a Requerida até que sobrevenha decisão final
na ação principal que será proposta para declarar a inexistência de
descumprimento contratual, a ensejar a execução, em definitivo, da
carta de fiança prestada em garantia ao contrato.
(.)

Furnas pretende executar a carta de fiança, de imediato, sem discutir


os valores pretendidos. Executar a carta de fiança sem discutir a
lezalidade da cobrança fere o direito da Requerente do
contraditório e da ampla defesa." (Doc. 02 — fls. 93)

10. Na mesma oportunidade, este d. juizo destacou que "o Contrato findou por
. decurso do prazo, sendo inaplicáveis à espécie os artiRos 77 e 78 da Lei n° 8.666/93",
afastando, portanto, a pretensão da Ré de decretar a rescisão do contrato por ato
unilateral da Administração.

11. Após afastar a referida execução prematura da garantia, a Autora ajuizou


perante este d. juizo a Ação Ordinária n.° 2009.001.026206-0, que tem por objeto a
declaração de inexistência de inadimplemento contratual da Autora. Nos mesmos autos
da mencionada ação ordinária, a Ré ajuizou reconvenção para que este d. juizo
reconheça o inverso - o inadimplemento da Autora ao Contrato n.° 15.353 - e a
conseqüente cobrança de suposto débito apurado pela Ré.

12. Não satisfeita com todas as medidas arbitrarias até então praticadas, a Ré, em
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

24.07.2009, endereçou a Mensagem DCAF.G.179.2009 à Autora, comunicando-lhe


• sobre a instauração de processo administrativo para aplicar à Autora a penalidade
de suspensão temporária, na forma do inciso III do artigo 87 da Lei n° 8.666/93 (Doc.
05), com base, frise-se, no inadimplemento do mesmo contrato n.° 15.353.

'A Ré interpôs o Agravo de Instrumento n.° 2009.002.12825 contra esta decisão, o qual o Egrégio
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou provimento.
4
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.159)

CJA
XAVIER, ERNARDES, RA.GANÇA
Sociedade de Advogados

13. O referido processo desde a sua instauração teve apenas um objetivo: afastar a
participação da Autora da nova licitação n.° 247544 promovida pela Ré, por meio do
Edital - Pregão Eletrônico - PE.DAQ.G.0110.2009 (Doc. 06).

14. A Autora ingressou na referida licitação e foi classificada em segundo lugar.


Como a primeira colocada foi desclassificada, a Autora assumiria a primeira colocação
caso a Ré não lhe aplicasse a penalidade de suspensão temporária com base no
artificioso inadimplemento do Contrato n.° 15.353.

15. Na tentativa de afastar tal ilegalidade a tempo, a Autora propôs a ação cautelar
n° 2009.001.205507-0 perante este d. juizo, visando afastar qualquer penalidade que
emanasse do suposto inadimplemento do Contrato n.° 15.353. No entanto, antes que
fossem ultrapassadas todos os trâmites processuais de distribuição e autuação dos autos,
em 07.08.2009, a Ré proferiu decisão no âmbito do referido processo administrativo
SUSPENDENDO a Autora da participação em licitações com FURNAS (Ré), com base
no dispositivo da Lei n.° 8.666/93.

16. A d juíza substituta da 52a Vara Cível, Dra. Tania Paim Caldas de Abreu,
proferiu a r. decisão apontando, essencialmente, que não identificou o requisito do
fumus boni iuris uma vez que não poderia impedir que a administração pública aplicasse
a sanção que entende devida, in verbis:

"O sistema de controle judicial dos atos administrativos é posterior.


Depois que o ato administrativo ingressa no mundo jurídico é que o
judiciário atua, examinado a legalidade ou não destes atos.

A Administração Pública tem a seu favor a presunção de legitimidade


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

e auto-executoriedade de seus atos e decisões. Assim, não há amparo


leRal para simplesmente impedir que a administração pública após
processo administrativo aplique a sanção que entenda devida. Da
mesma forma, não é licito sob pena de invasão competência obstar
até decisão final do processo judicial a prática de atos inerentes ao
exercício da função administrativa." (Doc. 3.1)

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XAVIE,R, 11, ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

17. Ocorre que, data maxima venha, equivocou-se a d. juíza uma vez que não
haveria usurpação da competência pois o a matéria quanto ao inadimplemento
contratual já se encontrava preclusa na esfera administrativa, conforme reconhecido
pela própria Ré (Doc. 05 2), confirmado ainda pelo entendimento de V.Exa. de que não
podem emanar efeitos de um contrato já extinto pelo decurso de seu prazo de vigência.
. Além do mais, a Ré teve a oportunidade de agir de acordo com a sua competência,
porém, como não respeitou os princípios constitucionais do contraditório e da ampla
defesa teve seus atos afastados por este d. juízo (Doc. 2.1).

18. Contra a referida r. decisão, a Autora interpôs o Agravo de Instrumento n°


2009.002.32957, que no momento aguarda o julgamento pela 10a Câmara Cível do
TJERJ.

19. Não obstante as medidas tomadas pela Autora, em 19.08.2009, a Ré


comunicou à Autora, por meio da correspondência n° DCCP.G. 114.2009 (Doc. 05), o
não provimento da defesa prévia apresentada pela Autora na esfera administrativa
contra a decisão que aplicou a penalidade de suspensão na forma do artigo 87 da lei
8.666/93. Esta decisão foi objeto de recurso sem efeito suspensivo, na forma do art. 109
• da Lei n.° 8.666/93, e que ainda aguarda pronunciamento por parte da Ré.

20. O processo administrativo e os atos praticados pela Ré, que culminaram na


aplicação da penalidade de suspensão temporária à Autora, contêm vícios insanáveis
merecendo a imediata suspensão de seus efeitos e sua anulação, conforme será a seguir
exposto.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

NULIDADES DOS ATOS PRATICADOS PELA RÉ

(i) Impossibilidade de aplicação de penalidade por rescisão contratual quando o


Contrato já foi extinto pelo decurso do tempo.

2 Decisão FURNAS - DCAF.G.I85.2009 de 07.08.09.

6
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XAVIER, 1L ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

21. O Contrato n° 15.353 foi firmado no dia 1° de novembro de 2004, pelo prazo
de 24 (vinte e quatro) meses — nos termos da cláusula 20 — e, de acordo com a cláusula
quarta do Aditamento n° 01, estendeu-se por 48 (quarenta e oito meses) contados de 10
de novembro de 2004, encerrando-se em 31 de outubro de 2008. Isto é, conforme já
reconhecido por V.Exa. na r. decisão liminar nos autos da medida cautelar n.°
2008.001.64165-1, o Contrato extinguiu-se normalmente, pelo exaurimento do
prazo, no dia 31 de outubro de 2008 (Doc. 01).

22. Nos termos da lição de Lúcia Valle 3 "se determinado Contrato for celebrado
por prazo certo e se a prestação contratual só puder ser executada durante este prazo
-

- , o termo final do prazo extinguirá, ipso jure, o Contrato, sem, pois, qualquer ato
unilateral da Administração Pública".

23. Desconsiderando por completo o fato do Contrato ter sido extinto pelo decurso
do tempo, a Ré aplicou a penalidade à Autora com base em descumprimento de
obrigação contratual e pelo não pagamento de multa que seria devida apenas no caso da
rescisão contratual.

24. Desta forma, verifica-se a nulidade do ato praticado pela Ré para penalizar a

Os Autoraprazo,
com base em rescisão contratual após a extinção do Contrato pelo decurso do
o que, inclusive, motivou este d. Juízo a proferir a r. decisão concessiva em sede
liminar nos autos da Ação Cautelar n.° 2008.001.364165-1.

(ii) Violação ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa


Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

25. Ainda que fosse ultrapassada a questão do Contrato ter sido extinto pelo
decurso do tempo, é necessário observar que a Ré, para aplicar a penalidade por rescisão
contratual, impreterivelmente deve cumprir o procedimento legal para apuração do fato
que gerou esta rescisão, respeitando os princípios constitucionais do contraditório e da
ampla defesa.

3
FIGUEIREDO, Lúcia Valle. Extinção dos Contratos Administrativos. 2. ed. São Paulo: Malheiros,
1998. p. 32.

7
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XAVIER, E1RNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

26. Conforme anteriormente informado, a Ré tentou executar prematuramente a


carta de fiança oferecida pela Autora com intuito de cobrar um suposto débito que havia
sido apurado unilateralmente e multa por rescisão contratual da Autora. A Ré só não
concretizou esta medida arbitrária porque V. Exa. proferiu a r. decisão de fls. 95 nos
auto da medida cautelar n°2008.001.364165-1.

27. Como este d. juizo proferiu a r. decisão afastando a pretensão da Ré de


executar prematuramente a carta de fiança, a Ré deu prosseguimento ao processo
4111P administrativo, de forma mecânica e descompromissada, para então aplicar a penalidade
de suspensão temporária ao direito da Autora de licitar com órgão da Administração
(art. 87. inciso III, da Lei n.° 8.666/93), "motivada pela Rescisão do Contrato 15353,
devido ao descumprimento de cláusulas, com agravante inadimplência pelo pagamento
da Multa Rescisória" (Doc. 05).

28. Ora se num primeiro momento foi afastada a execução da carta de fiança
porque o suposto débito foi apurado unilateralmente pela Ré por meio de auditoria
interna e apresentado à Autora por meio de planilha meramente indicativa do somatório
do débito de cada mês (Doc. 04 4), como poderia então a Ré entender que cumpriu o
procedimento legal para apuração de inadimplemento contratual a justificar a rescisão
do Contraio e a aplicação de penalidade administrativa?

29. A Ré aponta em sua decisão proferida em 07.08.09 (Doc. 05) que cumpriu o
contraditório e a ampla defesa para penalizar a Autora. No entanto, conforme
amplamente demonstrado, a Ré até o presente momento não demonstrou com um
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

mínimo grau de clareza a origem do débito que segundo Autora reflete por si só o
imediato inadimplemento contratual. Simplesmente alega que o direito da Autora de
recorrer sobre a caracterização do inadimplemento no contrato administrativo n.° 15.353
já encontra-se precluso em esfera administrativa.

4 Vice Correspondência de FURNAS de 16 de outubro de 2008— DAP.G.E.1157.2008.


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' XAVIER, ERNARDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

30. Ou seja, não foi oportunizado o devido contraditório e ampla defesa a Autora
em esfera administrativa, pois a Ré simplesmente deu ciência à Autora de sua decisão
de suspendê-la do direito de licitar com FURNAS pelo prazo de 2 (dois) anos, como já
havia tentando fazer quanto a execução da carta fiança, só afastada por intervenção
deste d. Juízo.

31. A Mensagem DCAF.G.179.2009 da Ré (Doc. 05) simplesmente serviu para


comunicar à Autora que lhe seria aplicada a penalidade de suspensão temporária.
Entretanto, nesta mensagem, em mais uma subversão as mínimas regras do processo
administrativo, não indica a Ré com o mínimo grau de precisão e detalhamento os fatos
que levariam à aplicação da citada penalidade. Pura e simplesmente, a Mensagem faz
referência ("tomamos conhecimento") a suposto inadimplemento do contrato n°
15.353, sem descrevê-lo ou indicá-lo de modo especifico.

32. É sabido que o processo administrativo cerca-se de uma série de formalidades


em prol dos acusados, tudo com o escopo de assegurar o contraditório e a ampla defesa,
princípios máximos de alçada constitucional. Dentre tais formalidades, frisa-se que é
fundamental descrever com detalhe os fatos atribuídos aos acusados, para que eles
possam contrapô-los. Os acusados não podem ser forçados a presumirem os fatos que
dão ensejo ao processo, o que compromete as suas defesas. Nessa toada, tem-se que o
processo administrativo em questão é eivado de ilegalidade insanável, pelo que se
impõe sua imediata anulação.

33. A decisão que aplicou a penalidade administrativa afirma que houve


motivação para tanto. Alega que o ato instaurador do processo administrativo enuncia
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

como motivo o inadimplemento da Autora. No entanto, salta aos olhos, indicar que
houve inadimplemento não constitui motivação suficiente. O ato inaugural, a partir
do qual a Autora elaborou sua defesa, deveria apontar especificamente o
inadimplemento, isto é, que cláusula contratual foi descumprida, sob quais
circunstâncias e quais pressupostos.

9
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XAV111F,R, ERINARDES, RAGANÇA


Ii

Sociedade de Advogados

34. A afirmação singela de que houve inadimplemento, é evidente, não atende ao


' requisito legal da motivação.

35. De mais a mais, a decisão que aplicou a penalidade parte da premissa de que a
matéria relativa ao suposto inadimplemento da Autora é preclusa, na medida em que já
discutida no pretenso processo administrativo que, também pretensamente, havia
determinado a rescisão do contrato. Ou seja, perpetuou-se a falta do contraditório e da
ampla defesa sobre os fatos imputados à Autora.

36. Em sentido oposto, é cediço que os processos administrativos de rescisão e


aplicação de penalidade são autônomos e completamente independentes. Se assim não
fosse, não, seria necessário instaurar processo administrativo para aplicar a penalidade;
ela seria conseqüência automática da rescisão. Nesse passo, é imanente ao exercício do
direito de defesa que a acusada alegue e discuta os fatos que emprestam suporte à
acusação. Sem isto não há sequer resquício de defesa e exatamente isto que a Autora se
vê privada nesta discussão.

37. A Autora goza do direito de discutir o suposto inadimplemento que lhe é


imputado como imperativo de aplicação de qualquer penalidade. Neste sentido,
reconhecer a ela o direito de produzir prova - no caso em tela prova pericial -, nos
moldes do requerimento formulado na defesa prévia, sob pena de violação, mais uma
vez, aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa.

38. A Autora apresentou todas as prestações de contas mês a mês conforme


determinava o Contrato durante os 4 (quatro) anos de sua execução. Desta forma, é
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

inexorável o reconhecimento de que houve o cumprimento da obrigação contratual. Se


houve alguma eventual diferença, é evidente que esta suposta diferença deveria ter sido
verificada por meio de prova pericial conforme requerida nos autos do processo
administrativo no qual foi discutida a rescisão contratual, conforme requerido pela a
Autora, mas que foi recusado pela Ré.

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A'3
XAVIER, I t ERNARDES 9 IL RAGANÇA
Sociedade de Advogados
(Y

39. Destaca-se que o artigo 29 da Lei n° 9.784/99 exalta o "direito dos


interessados de propor atuações probatórias".Nessa linha, o artigo 38 da mesma Lei
determina que "o interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão,
' juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir
alegações referentes à matéria objeto do processo".

40. Ademais, o § 1° do mesmo artigo estabelece que "os elementos probatórios


deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão".Em seguida, o § 2°

o do mesmo artigo 38 estatui que "somente poderão ser recusadas, mediante decisão
fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas,
impertinentes, desnecessárias ou protelatórias".

41. Encerrada a instrução, em conformidade com o artigo 44, "o interessado terá
o direito de manifestar-se no prazo máximo de dez dias, salvo se outro prazo for
legalmente fixado."

• 42. Por fim, o artigo 50 da mesma Lei preconiza que os atos administrativos que
afetem ou que importem restrição a direitos de terceiros devem ser motivados.

43. Sobre o assunto, MARÇAL JUSTEN FILHO tece comentários:


Illt
"(...) deverão produzir as provas sempre com a participação do
particular. Não se admite a realização de uma perícia sem que o
particular possa indicar um representante e o vício não será suprido
através da posterior comunicação ao interessado do conteúdo da
perícia." (JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações
e Contratos Administrativos. Dialética, 5. ed., 1998, p. 566 - grifou-
se)
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

44. Vê-se, portanto, que o processo administrativo que culminou na aplicação da


penalidade de suspensão temporária à Autora é absolutamente nulo, uma vez que
descumpriu preceitos comezinhos e imprescindíveis para o exercício do contraditório e
da ampla defesa. Não houve individualização dos fatos que ensejaram a instauração do
processo administrativo e a aplicação da sanção de suspensão temporária ao direito de
licitar (com base no artigo 87, inciso III, da Lei n.° 8.666/93), apenas remissão genérica

II
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XAVIER, ERNARDES, lb) IRAGANÇA


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a suposto inadimplemento da Autora, o que comprometeu irreversivelmente a sua


defesa.

45. Na mesma linha, a Ré negou à Autora a instrução probatória oportunamente


requerida, sob a disparatada alegação de que se operou preclusão anteriormente à
própria defesa, pautando-se apenas em relatórios de auditoria interna, apurados
unilateralmente, sem qualquer participação da Autora.

(iii) Desproporcionalidade da penalidade aplicada à autora. Ausência de


1111 dosimetria.

46. À Autora foi aplicada a penalidade de suspensão temporária em seu prazo


máximo, que é de 2 (dois) anos. Ainda que, por suposição, a Autora tivesse cometido
algum ilícito, é de toda evidência que a penalidade que lhe foi aplicada seria excessiva
e, por isso, vulneraria o princípio da proporcionalidade.

47. O princípio da proporcionalidade requer adequação entre os meios e os fins


dos atos tomados pela Administração. Logo, ele tem a ver com a gradação, com a
potência, com a intensidade dos atos administrativos. Trata-se da necessária
proporcionalidade entre as causas e os efeitos. 5

48. A título ilustrativo, supõe-se que agentes administrativos, diante de fraude


cometida por contratado, devem imputar a ele sanção administrativa. Sem embargo, os
agentes administrativos devem avaliar qual a sanção é mais apropriada e, sobremodo,
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

5 Celso Antônio Bandeira de Mello, ao comentar o princípio vertente, anota: "As competências
administrativas só podem ser validamente exercidas na extensão e intensidade proporcionais ao que seja
realmente demandado para cumprimento da finalidade de interesse público a que estão atreladas. Segue-se
que os atos cujos conteúdos ultrapassem o necessário para alcançar o objetivo que justifica o uso da
competência ficam maculados de ilegitimidade, porquanto desbordam do âmbito da competência; ou seja,
superam os limites que naquele caso lhes corresponderiam (.) Quando a Administração restringe situação
jurídica dos' administrados além do que caberia, por imprimir às medidas tornadas uma intensidade ou
extensão supérfulas, prescindendas, ressalta a ilegalidade de sua conduta. É que ninguém deve estar
obrigado a suportar constrições em sua liberdade ou propriedade que não sejam indispensáveis à
satisfação do interesse público". (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito
Administrativo. São Paulo: Malheiros. p. 93.)

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XAVEER, ERNARDES IL RAGANÇA


Sociedade de Advogados

qual a medida da penalidade da sanção a ser aplicada. A sanção deve ser aplicada de
acordo com o grau de reprovação do comportamento do contratado e, se for o caso, dos
prejuízos causados por ele à Administração. Em vista disso, os agentes administrativos,
antes de aplicar as sanções administrativas, devem sopesar as especificidades de cada
caso concreto, analisando em detalhe as condutas dos apenados, para impor a eles
sanções que lhes sejam proporcionais. Os agentes administrativos não podem aplicar
sanções aleatoriamente, sem ponderar e adequar a intensidade delas.

49. O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA já se posicionou a respeito em


acórdão cuja ementa ora se transcreve:

Mandado de segurança. Declaração de inidone idade.


Descumprimento de contrato administrativo. Culpa da empresa
contratada. Impossibilidade de aplicaçã o da penalidade mais trave a
comportamento que não é o mais Rrave. Ressalvada a aplicação de
outra sanção pelo Poder Público.
Não é lícito ao Poder Público, diante da imprecisão da lei, aplicar os
incisos do artigo 87 sem qualquer critério. Embora não esteja o
administrador submetido ao princípio da pena especifica, vigora no
Direito Administrativo o princípio da proporcionalidade. Não se
questiona, pois, a responsabilidade civil da empresa pelos danos, mas
apenas a necessidade de imposição da mais grave sanção a conduta
que, embora tenha causado grande prejuízo, não é o mais grave
comportamento. (Grifo acrescido. Superior Tribunal de Justiça, MS n°
7311-DF).

50. O princípio da proporcionalidade aplica-se sobre todo o Direito Administrativo


e, com bastante ênfase, em relação às sanções administrativas. No que tange às sanções
administrativas tocantes às licitações e aos contratos administrativos, o princípio é ainda
mais importante, haja vista que o legislador fixou na lei penalidades com larga margem
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

de amplitude.

51. Por exemplo, de acordo com o texto do inciso III do artigo 87 da Lei n°
8.666/93, a suspensão temporária é de até 2 (dois) anos. A penalidade aplicada pode ser
de 1 (um) ou 2 (dois) meses. Pode ser de 1 (um) ano. Até 2 (dois) anos, o máximo, para

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XAVIER, lÊ ERNAR1DES, It RAGANÇA


Sociedade de Advogados

as condutas verdadeiramente reprováveis, para as situações em que o apenado agiu com


aberta má-fé.

52. Ou seja, a variação da amplitude e intensidade da suspensão temporária é


enorme, o que enseja abusos. Repita-se, a medida da penalidade deve ser proporcional à
gravidade da conduta do apenado e aos prejuízos causados por ele à Administração
Pública. Não é qualquer falta, menos grave, que autoriza a penalidade mais grave. A
penalidade máxima, por obséquio ao princípio da proporcionalidade, somente pode ser
fixada diante de situações extremamente graves e excepcionais.

53. Ao fixar a penalidade, a Administração deve analisar os antecedentes, os


prejuízos causados, a boa ou má-fé, os meios utilizados, etc. Se a pessoa sujeita à
penalidade sempre se comportou adequadamente, nunca cometeu qualquer falta, a
penalidade já não deve ser a mais grave. A penalidade mais grave, nesse caso, é sintoma
de violação ao princípio da proporcionalidade.

54. Na mesma linha, se a falta não produziu prejuízo à Administração, a


penalidade também não deve ser a mais grave. Também se deve levar em conta se o
sujeito agiu com boa ou má-fé. Por vezes, o contratado comete falta, agindo de boa-fé,

le k sem ter consciência da ilicitude do seu comportamento. Nesses casos, a penalidade


também não deve ser a mais grave. E, enfim, é interessante questionar os meios
utilizados para a ação que enseja a aplicação da sanção. Se o contratado engana, mente,
sonega ou esconde informações, a penalidade deve ser majorada. Se ele não se utiliza
desses subterfúgios, que visam a obscurecer o seu comportamento e dificultar a
apuração dos fatos por parte da Administração, então a sanção deve ser minorada. Tudo
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

isso, insista-se, em nome do princípio da proporcionalidade.

55. No caso em tela, afirma-se à exaustão, ainda que, por mera argumentação, a
Autora tivesse cometido algum ilícito, a suspensão temporária aplicada em seu grau
máximo seria ostensivamente indevida, excessiva e desproporcional.

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XAVIER, I t ERNTAIRDES, I 11) RAGANÇA


Sociedade de Advogados

56. Rememora-se que o motivo apontado pela Ré para a aplicação da sanção


repousa no suposto inadimplemento da Autora, que remete à interpretação do edital e do
contrato. Tanto que a Autora, durante os 4 (quatro) anos de vigência do contrato, todos
os meses, sempre prestou contas e a Ré sempre as aceitou. A Autora sempre agiu de
boa-fé, sempre abriu todas as suas contas e todas as suas operações. Nunca escondeu
nada.

57. A Autora jamais sofreu gravame moral deste naipe, jamais sofreu penalidade
deste naipe. Os antecedentes da Autora revelam que ela sempre atuou com boa-fé e
sempre cumpriu suas obrigações Em síntese, os anos e anos de experiência da Autora,
sempre com conduta ilibada, não poderiam ter sido desprezados pela Ré. Por mais essa
razão, a suspensão temporária não poderia ser aplicada em seu grau máximo,
mostrando-se excessiva.

58. Convém enfatizar que o ato administrativo que declarou a Autora inidônea não
tece qualquer consideração sobre a gravidade do comportamento atribuído a ela, sobre
os prejuízos eventualmente causados, sobre os antecedentes dela, etc. O ato
administrativo, pura e simplesmente, recusa a defesa da Autora, e, de cambulhada,
aplica a penalidade de suspensão temporária em seu grau máximo. Não há qualquer
ponderação ou justificativa para a aplicação de penalidade tão severa. Não houve
dosimetria.

59. JOEL DE MENEZES NIEBUHR tece considerações sobre o assunto:

Sobre esse quadro, seria muito importante que os agentes


administrativos motivem adequadamente os atos por meio dos quais
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

aplicam as sanções administrativas. Não basta indicar os fatos, o


ocorrido, e o fundamento legal da penalidade. É necessário mais do
que isso: expor os detalhes do acontecido, a culpabilidade, a
reprovação ao comportamento do apenado, os prejuízos causados,
etc. Isso é imprescindível para que se possa aferir o respeito ou não
ao princípio da proporcionalidade.
A falta de motivação adequada pode ser utilizada pelo apenado como
argumento para impugnar a sanção que lhe foi aplicada, sob a
alegação de violação ao princípio da proporcionalidade. Sucede que,

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XAVIER, ERNAIRIDES, RAGANÇA


Sociedade de Advogados

nessa situação, se nada fora dito em contrário, deve-se pressupor que


o agente agiu de boa-fé ou que a culpabilidade, a reprovação ao
comportamento e os prejuízos foram mínimos. E, se assim for, a
penalidade também teria que ser fixada proporcionalmente em
padrões mínimos. (NIEBUHR, Joel de Menezes. Licitação Pública e
Contrato Administrativo. Curitiba: Zênite, p. 627)

60. A violação ao principio da proporcionalidade é patente. A Ré, singelamente,


não ponderou, não levou em consideração às especificidades do caso em tela nem a
situação da Autora. A Ré, de cambulhada, aplicou a penalidade de suspensão temporária

o em seu grau máximo, sem declinar quaisquer razões de reprimenda tão grave, como se
não fosse necessário declinar tais razões, como se não houvesse a possibilidade de
aplicar medida mais branda e adequada, como se o grau máximo de suspensão
temporária fosse conseqüência automática de qualquer inadimplemento contratual.

DA TUTELA ANTECIPADA

61. A aplicação da penalidade causa à Autora abalo moral irreparável, pois


permite que quaisquer terceiros, inclusive os inúmeros clientes da Autora, tomem
conclusões errôneas sobre suas ações.

62. A Autora é uma empresa respeitada, que atua em todo país e luta arduamente
411 durante anos para construir sua reputação. Sua atuação é concentrada na prestação de
serviços aos mais diversos órgãos e entidades públicos fruto de licitações em que se
sagrou vencedora, sem nunca ter sofrido uma penalidade desta natureza, não havendo
sequer uma mácula contra sua exemplar reputação.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

63. É certo que a aplicação da penalidade de suspensão temporária à Autora é


absolutamente nefasta, injusta e deve ser reparada até que se permita ampla discussão,
não podendo este d. Juizo corroborar com tal ato, flagrantemente arbitrário, em claro
abuso as prerrogativas que devem ser, se for o caso, cautelosamente aplicadas pela
Administração, o que não se observa no presente caso.

16
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no'
XAVIER, II ERNARDES, III) RAGANÇA W
Sociedade de Advogados

64. A falta de pronta manifestação deste d Juízo a respeito das ilegalidades


perpetradas pela Ré poderá causar gravíssimos risco a saúde financeira da Autora,
causando danos irreparáveis a sua imagem e em suas atividades, considerando que a
- penalidade aplicada pela Ré comporta gravidade que só se justifica em casos
excepcionais onde é flagrante a responsabilidade por parte do administrado.

65. É certo que ao ver limitado o seu direito de contratar com órgãos da
Administração, coloca-se em risco também a manutenção de seus 7.000 (sete mil)
empregados, sobretudo, porque a Ré informa ainda que prontamente comunicará aos
demais agentes do setor elétrico a respeito de sua decisão de suspensão temporária ao
direito de licitar da Autora.

66. A propósito, também é certo que a Autora já sofre prejuízo concreto advindo
da aplicação da penalidade ora impugnada, pois, como relatado, foi a Autora
indevidamente alijada do Pregão Eletrônico - PE.DAQ.G..0110.2009, promovido pela
Ré, em razão da penalidade de suspensão temporária que lhe foi injustamente imposta.

67. A Autora foi a vencedora do certame e, pois, faz jus à adjudicação, na forma
do caput do artigo 50 da Lei n° 8.666/93, cujo texto prescreve que a Administração não
poderá celebrar contrato com preterição da ordem de classificação das propostas (..).
A Autora é preterida, o direito dela é descaradamente atirado às favas.

68. E tudo isto por força de processo administrativo ostensivamente nulo,


dada a ausência de motivação adequada e o indeferimento do requerimento para a
produção de provas indispensáveis e fundamentais, sendo manifesta a presença do
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

fumus boni iuris.

69. Cabe ressaltar, ainda, que não há periculum in mora inverso na hipótese de
concessão da tutela antecipada uma vez que não há nenhum prejuízo em permitir
. que a Autora participe das licitações até que se decida sobre a regularidade do
processo administrativo que aplicou a ela a penalidade de suspensão temporária.

17
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STJ-Petição Eletrônica recebida em 26/04/2016 14:43:02 (e-STJ Fl.172)

XAVIER,l Ê =ARDES, 1 RAGANÇA


Sociedade de Advogados

No entanto, o contrário, a mantença da penalidade de suspensão temporária, pode causar


grave lesão ao direito da Autora e a sua reputação.

70. Por fim, todas as afirmações da Autora sustentam-se em provas documentais,


que acompanham esta peça vestibular.

PEDIDO

71. Comprovado o seu direito, e para evitar a ocorrência de lesão grave ou de


11,
difícil reparação, a Autora requer:

(i) a concessão de tutela antecipada para afastar de imediato os efeitos da


aplicação de penalidade de suspensão temporária à Autora pela Ré, na
forma do art. 87, inciso III, da Lei n° 8.666/93, sob pena de multa diária de R$
20.000,00 (vinte mil reais), até o julgamento final da presente ação
ordinária.

(ii) a concessão de tutela antecipada para impedir a Ré de desclassificar a


Autora da licitação n.° 247544, Edital - Pregão Eletrônico -
PE.DAO.G..0110.2009, condenando-a a dar prosseguimento normal ao certame,
levando-se em consideração a proposta da Autora, sob pena de multa diária de
R$ 20.000,00 (vinte mil reais), ou, sucessivamente, suspender a aludida
licitação, bem como todos os atos que lhe são decorrentes e praticados após o
ato que indevidamente desclassificou a Autora, como adjudicação,
homologação, assinatura e execução do respectivo contrato.
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

(ii) a citação da Ré, para, querendo, contestar a ação, sob pena de ser-lhe
decretado o estado de revelia

(ii) a declaração de nulidade do processo administrativo e dos atos praticados


pela Ré para aplicar à Autora a penalidade de suspensão de participação em
licitação, na forma prevista no artigo 87 da Lei n.° 8.666/93.

18 6........."
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XAVIER, ERNTARDES,
Sociedade de Advogados
RAGANÇA
fr

72. Requer a produção de todas as provas admitidas em direito, a serem indicadas


oportunamente.

73. Por fim, requer a procedência da ação para declarar inválidos os atos
praticados pela Ré, bem como para condenar a Ré ao pagamento das custas e honorários
de sucumbências a serem arbitrados por V.Exa.

74. Dá à causa o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), para os devidos fins de
Direito.

Nestes termos,
pede deferimento.
Rio de Janeiro, 01 de setembro de 20

JOÃO AFONSO DE ASSIS JOEL DE ENEZES NIEBUHR


jAB46,L
O 906-A OAB/SC 12.639

411~1121"1"3
RAFAEL MOERBE K DE ALMEIDA REG IEL ROCHA BARRETO
OAB/RJ 125.771 11147OAB/RJ 142.554
Petição Eletrônica protocolada em 26/04/2016 14:57:41

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