Вы находитесь на странице: 1из 74

O significado, o meio, e a manifestação da salvação da alma: o

significado é negar-se, o meio é a cruz, e a manifestação é o Reino


esfera da salvação do crente, o segredo de uma vida vitoriosa, e a fé
pela qual tal vida é vivida.
1 - Seu Significado: Negar-se a Si Mesmo

"E o próprio Deus de paz vos santifique completamente;


e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso
Senhor Jesus Cristo." (I Tessalonicenses 5:23)

Falando resumidamente, o espírito é a faculdade através da qual o


homem está apto a comungar com Deus.
A alma, por outro lado, é o órgão do pensamento, vontade e emoção
no homem
Por último, o corpo que é a parte do homem que se comunica com o
mundo material.
-o que significa a salvação da alma?

"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer


vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e
síga-me; pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-
á. Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo
inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em
troca da sua vida? Porque o Filho do homem há de vir
na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá
a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo,
alguns dos que aqui estão de modo nenhum provarão a
morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino."
(Mateus 16:24 a 28)

"Se alguém quer vir após mim," - Isto é, se alguém quiser seguir o
Senhor. "Siga-me" dá a solução para as condições que estão estabelecidas
logo depois.
"Negue-se a si mesmo"- Negar-se a si mesmo Renunciar-se a si
mesmo denota o pôr de lado o seu eu para buscar a mente de Deus, para
que em todas as coisas não siga a própria mente nem a própria
centralidade. Somente este tipo de pessoa pode seguir o Senhor.
"Tome a sua cruz, e siga-me"- Tomar a cruz é obedecer a Deus. Tomar
a cruz significa aceitar tudo o que Deus decidiu para a pessoa e desejar
sofrer de acordo com a vontade de Deus.
"Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida
por amor de mim, achá-la-á" –
O Senhor explica que se por amor a Ele alguém desejar abandonar
todos os prazeres da alma e sofrer de acordo com a vontade de Deus,
encontrará sua alma. Isto simplesmente significa que aquele que deseja
por amor ao Senhor negar seus próprios pensamentos e desejos e não estar
satisfeito com as coisas do mundo mas pelo contrário passar por muitos
sofrimentos, ele receberá do Senhor nesta vida e em outro tempo a vida
eterna
a salvação da alma significa a vida eterna , então o perder a alma
teria que indicar o ir para o lago de fogo.
"Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua
vida? ou que dará o homem em troca da sua vida?"
mas pelo contrário faz as coisas de acordo com o desejo da sua alma
para satisfazê-la, então virá o tempo quando ele perderá sua alma embora
o homem possa ter ganho o mundo inteiro.
"Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus
anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras”
"Segundo suas obras" significa de acordo com o que cada um faz na
vida presente.
E quando isto acontecerá? Na hora da Sua volta.
Deixemos perfeitamente claro que se alguém cuida das coisas da
carne, satisfaz seu próprio prazer, e recusa-se a sofrer por Cristo, ele
receberá a reprovação do Senhor ao invés de receber a glória do Senhor e
poderá até chorar e ranger seus dentes na volta do Senhor.
Mas se ele desejar perder seus próprios direitos, ser completamente
separado do mundo, e ser fielmente obediente à vontade de Deus, ele será
louvado pelo Senhor e gozará a alegria do Senhor para a completa
satisfação de seu coração.
Uma classe nega-se a si mesmo e toma a cruz: a outra classe não
nega-se a si mesmo e não toma a sua cruz.
Para que a alma seja salva uma pessoa precisa ter primeiro o espírito
vivo atraves do espirito santo
é ser constrangido pelo amor e por amor de jesus e do evangelho e a
busca pelo reino.

Isto aponta para o tempo do arrebatamento.


Por amor ao Senhor devemos abandonar tudo o que não é de acordo
com a vontade de Deus, abandonar tudo o que nos amarra, e abandonar
tudo o que possa impedir nossos corações de pensar nas coisas de cima.

O que significa perder a alma? Podemos obter uma explicação plena


e clara ao lermos a seguinte parábola do evangelho de Lucas:

Novamente a palavra "vida" aqui é "alma" no texto original.


ganhar a alma significa fazer a alma desfrutar, ser feliz, e ser
satisfeita.
Em relação ao contrário, no entanto, perder a alma significa fazer a
alma sofrer - ser afligida e pobre. Este homem rico, devido à abundância
dos seus grãos e bens, deu à sua alma desfrute, prazer, e satisfação no
presente.
A alma é o lugar dos nossos desejos naturais. Ela nos habilita a
sentir e desfrutar. Como é difícil para os jovens abandonarem os prazeres
deste mundo. Muitos buscam encontrar satisfação em uma moradia
especial, em comida, roupa, diversão, e outras coisas mais.
Estas coisas podem ser legítimas, no entanto nem todas as coisas
legítimas são proveitosas. Por esta razão é que Paulo diz 'Todas as coisas
me são lícitas, mas nem todas as coisas convém". Seja ela roupa, comida, ou
moradia, não devemos buscá-las para o nosso próprio desfrute. Devemos
fazer todas as coisas para a glória de Deus.
Já que o pecado entrou no mundo, não devemos buscar nada deste
mundo pecador.
A AMIZADE DO MUNDO É PIOR DO QUE A PERSEGUIÇÃO DO
MUNDO
O mundo, porém, tenta seduzir o povo de Deus com seus encantos e com
seu relativismo moral. Deus nos dá três alertas acerca da cautela que
precisamos ter com o mundo:
1) NÃO AME O MUNDO (1Jo 2.15);
2) NÃO SEJA AMIGO DO MUNDO (Tg 4.4);
3) NÃO SE CONFORME COM O MUNDO (Rm 12.2).

Meio: a Cruz

Vamos continuar com nosso estudo da salvação da alma. "Não


penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada." (Mateus
10:34).
se refere a certas situações e relacionamentos na família.
Significa ela terá dificuldades como se fosse uma espada
traspassando por sua alma.
Por isso o que o Senhor está tentando dizer é que Ele veio não para
nos fazer desfrutar mas para nos ferir.
"Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra
sua mãe, e a nora contra sua sogra;" (Mateus 10:35) este relacionamento agora
será marcado pela alienação.
"E assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa." (verso 36).
Ter um inimigo é ter amargura.
"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não e digno de mim;
e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não e digno de mim."
(verso 37).
Se no mundo você ama mais uma pessoa do que o Senhor, você não
está pronto para ser Seu discípulo. Para ser discípulo de Cristo você
precisa amar completamente o Senhor. Esta é a condição para ser Seu
discípulo.
"E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de
mim." (verso 38).
esta é a cruz! O que significa tomar a cruz?
está sujeita à escolha da pessoa e portanto pode ser evitada.
Deve ser parecida com o que o Senhor mesmo disse: "Meu Pai... seja
feita a tua vontade". Isto é a cruz.
Tomar a cruz é escolher a vontade que o Pai decidiu.
Posso dizer sinceramente que se nós não escolhemos a cruz
DIARIAMENTE, não temos cruz para carregar.
"esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se
semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si
mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz". (Filipenses
2:7 e 8).
De acordo com o mesmo princípio, nossa cruz deve ser alguma coisa
a qual nós mesmos escolhemos.
Nas áreas de nossas roupas, comidas, e moradias nós também temos
escolha.
Qualquer coisa que supra suas necessidades é permitida por Deus.
Roupa, comida, e abrigo são coisas legítimas.
Todos os requerimentos naturais devem ser supridos; mas a luxuria
proveniente da carne não deve ser satisfeita. Nada deve ser em excesso.
O que então significa tomar a cruz?
Significa que uma pessoa perde sua vida da alma por amor a Cristo,
é ferida em seu coração por amor a Cristo e sofre angustia e tristeza - tudo
isto é o perder da alma.
Algumas pessoas se recusam sofrer ou disciplinar seu desejo
emocional; e por permitirem que suas almas desfrutem excessivamente,
certamente perderão suas almas.
perder a alma por amor ao Senhor denota a recusa de permitir que a
alma seja gratificada e favorecida.
Caso você ame roupas, comidas, e amigos e tem tudo isto para
satisfação de sua alma, deixe-me dizer-lhe com a autoridade do Senhor
que você perderá a glória do reino. "Bem-aventurados vós, que agora tendes
fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis
de rir." diz o Senhor, mas "Aí de vós, os que agora estais fartos!" (Lucas 6:21 e
25).
"Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a
irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo."
(Lucas 14:26. Ele primeiro menciona o pai e a mãe e esposa e filhos e
irmãos e irmãs; então Ele menciona a alma
O que Ele disse é que se deve livrar-se da vida natural para reunir
todo seu amor para então amar mais o Senhor.
Isto é um dever. Antes de um homem começar a segui-Lo, uma
barreira formidável é colocada diante dele pelo Senhor.
Se ele puder superar esta barreira, ele estará apto para vencer
qualquer coisa no futuro. O Senhor não espera para pôr esta barreira
depois que se entrou pela porta.
Não, a barreira está ali logo no início. E aquele que supera esta
barreira está pronto para ser discípulo do Senhor.
Então o Senhor apresenta três parábolas para ilustrar o levar a cruz.

1 - Parábola da edificação de uma torre (versos 28 a 30)

"Pois qual de vós, querendo edífícar uma torre, não se senta


primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?" (verso
28).
Aquele que guarda amor para outros não está pronto para amar a
Cristo. Deve-se aborrecer seu próprio pai e mãe e esposa e filho e irmãos e
irmãs - e até mesmo sua própria vida - com a finalidade de tirá-los para
fora do seu coração.
Cristo pergunta se ela deu tudo a Ele.
Este será o fim daquele que não deseja amar o Senhor totalmente.
Ele tem que parar de construir a torre depois de ter posto os alicerces
porque guardou um pouco para si e não deseja dar tudo para o Senhor.
2 - A parábola da guerra (versos 31 e 32)

"Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta
primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele
com vinte mil?" (verso 31). Mobilizar dez mil não significa que dez mil são
todos os soldados que o rei tem. Isto simplesmente significa que ele deseja
usar somente dez mil. Se ele mobilizar a nação inteira sem dúvida será
vitorioso.
Por isto o não guardar nada para si é a cruz. Devemos colocar tudo
sobre a cruz."Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo
quanto possuí, não pode ser meu discípulo." (verso 33).
Quão freqüentemente queremos ambos; estamos como que
divididos entre amar o mundo por um lado e amar o Senhor por outro.

3 - A parábola do sal (versos 34 a 35)

"Bom e o sal; mas se o sal se tornar ínsípído, com que se há de restaurar-lhe


o sabor?" (verso 34). O sal é bom, porque é proveitoso para o homem. O
sabor significa o ser posto a parte e ser santificado. Como é de tremenda
importância para o cristão ser separado do mundo.
Precisamos ao invés disto amar o Senhor -e de todo nosso coração.
De outra forma, não teremos parte no reino.
Vamos nos consagrar ao Senhor hoje, porque poderá ser muito tarde
quando aquele dia (o dia da Sua volta) chegar.

O Reino

"Pela vossa perseverança ganhareis as vossas almas."


(Lucas 21:19)
"Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a
perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da
alma." (Hebreus 10:39)

Sempre que a Bíblia fala sobre salvação, ela enfatiza a fé. Aqui, no
entanto, é dito que pela perseverança ganhamos nossa alma.
Perseverança é obra, não fé.
Neste último assunto, os discípulos são responsabilizados. Quando
todos estes sofrimentos e perseguições vierem sobre eles, eles precisam
manter sua perseverança.

Todas as vezes que o obedecemos, devemos nos pôr de lado. Não


teremos sucesso em buscar obedecer a vontade do Senhor se amamos
nossas próprias almas?
Quão freqüentemente somos apegados a uma pessoa ou a uma coisa
a ou uma questão.
Muitos são cercados por amigos; eles recusam deixar suas almas
caminharem insatisfeitas.
Não precisamos mencionar muitas coisas obviamente erradas pois
somos bem conscientes de que elas são pecaminosas
Mas as coisas as quais normalmente tiramos grande prazer são
coisas sobre as quais somos apegados a elas.
Amar sua vida é não deixá-la sofrer.
Quão intimamente enlaçada está a nossa alma ao mundo! Amar a
alma neste mundo é gratificar-se a si mesmo neste mundo.
Vamos notar que o Senhor odeia duas coisas: primeira, Ele odeia
nosso pecado; e segunda, Ele odeia nossa alma - o que equivale dizer,
nossa vida da alma.
Pela purificação da alma pondo de lado a sua vida (alma), o homem
pode entrar no reino.
Como é fácil para nós cairmos no molde deste mundo através da
forma como vestimos ou comemos ou moramos.
Todas as coisas no mundo exceto a cruz era tomado emprestado
pelo Senhor. Entretanto como somos muito diferentes dEle!
É certo que todo aquele que vence o pecado entra no céu e todo
aquele que vence o mundo entra no reino. Deus nos chama para
abandonarmos o mundo e buscar o reino, odiar a nossa própria vida e
amar o reino.

"Mas o justo viverá da fé" (Verso 38a). Viver pela fé significa que deve
viver dia a dia pela fé.
"E se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele." (verso 38b)
"Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas
daqueles que crêem para a conservação da alma." (verso 39
O que um crente faz na terra deverá ser recompensado. Contudo, se
ele recuar, ele sofrerá perda. Mesmo que ele tenha pregado no nome do
Senhor, expulsado demônios no nome do Senhor, e feito muitas
maravilhas e milagres em nome do Senhor, o Senhor não o reconhecerá
mas ao contrário Ele lhe dirá, "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós
que praticais a iniqüidade." (Mateus 7:23).
Isto é a fé que salva a alma, a fé através da qual o justo vive.

uma pessoa pode ter nascido de novo e a sua alma pode ainda não
ser salva
Deus nos dá esta palavra implantada a qual é o Evangelho do reino.
Ele nos diz que precisamos perder nossa alma hoje.
Como dissemos repetidamente, não podemos fazer nada; no
entanto, se desejamos deixar o Espírito Santo trabalhar, Ele é bem apto
para fazer todas as coisas.
Na realidade os princípios por traz do possuir a vida eterna e o da
salvação da alma são os mesmos.
De fato, "quem quiser, receba de graça a água da vida." (Apocalipse
22:17);
A menos que peçamos ao Senhor que nos faça desejar perder nossa
alma, Ele não pode fazer nada por nós.
"Na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo
necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da
vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo
fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a
quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo,
exultais com gozo inefável e cheio de glória," (versos 6 a 8). Estes versos
explicam como, em vista da salvação a ser revelada no futuro, podemos
nos regozijar grandemente com alegria no meio de ardentes tentações.
"Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas." (verso
9).
Para os salvos, o último destino é o mesmo, mas haverá diferenças
no reino. Verdadeiramente somos salvos por crer no Senhor.

As concupiscências da carne lutam contra a alma para bloquear a


sua (da alma) salvação.

Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas


ao fiel Criador, praticando o bem." (I Pedro 4:17 a 19). Podemos
verdadeiramente guardar a palavra de Deus.
Já nos tornamos casa de Deus; e ainda assim o julgamento deve
começar pela casa de Deus. Alguns dos justos são escassamente salvos!
Por isso nós os que sofremos de acordo com a vontade de Deus vamos
confiar nossas almas ao fiel Criador!
Vamos ser mais pobres, vamos ser feridos, vamos sofrer mais e
abandonar todas as coisas por amor ao Senhor.

Como ser salvo - Ryle


"Porfiai”, Ele disse, “por entrar pela porta estreita”. Quer tenham
muitos salvos ou poucos, a sua ordem é clara: faça todo esforço para
entrar. Agora é o tempo. O dia salvação é agora. Chegará o dia em que
muitos procurarão entrar, mas já será tarde e não conseguirão.
Tais palavras nos ensinam claramente a poderosa verdade de que é
de nossa inteira responsabilidade a salvação de nossas almas, mostram o
grande perigo em deixar de lado a necessidade de nos tornarmos
verdadeiros cristãos
I. Eis aqui uma "descrição” para se chegar à salvação. Jesus a
chama de “porta estreita”. Existe uma porta que nos leva ao
perdão, à paz com Deus e ao céu. Quem entrar por essa porta
será salvo.
Ele construiu uma porta à custa de Seus próprios sangue e corpo.
Ele ergueu uma escada na terra, cujo topo alcançava o céu. Ele fez
uma porta pela qual os piores dos pecadores pudessem entrar na
santa presença de Deus .
Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á" (João 10:9).
"Eu sou o caminho, ninguém vem ao Pai senão por mim”

O PODER LATENTE DA ALMA

Após ser criado por Deus, Adão foi dotado com grandes poderes em
sua alma, porem ao cair em desobediência, seus poderes não foram
perdidos; eles apenas passaram a um estado de “sono” ou “latente”
dentro do homem. Desde então, 3 Deus tem rejeitado usar tais habilidades
da alma em sua obra. Satanás ao contrario tem procurado despertar estes
poderes adormecidos no homem. Seu alvo é falsificar as operações do
Espírito Santo, levando o homem a crer que tudo provém da alma
humana.
O que é o espírito? Aquilo que nos dá consciência de Deus e nos
relaciona com Ele. O que é a alma? Aquilo que nos relaciona conosco
mesmos e nos dá a autoconsciência. O que é o corpo? Aquilo que nos leva
a estar relacionados com o mundo.
Satanás tenta romper a casca carnal e liberar o poder latente na
alma do homem, a fim de obter o controle sobre ele. Muitos não
entendem esta estratégia e são enganados, aceitando-a como sendo de
Deus.
Em outras palavras, a alma vivente, que é resultante da união do
espírito e do corpo, possui um poder sobrenatural incalculável.
Entretanto, na queda, o poder que diferenciava Adão de nós foi perdido.
o fato é evidente. Por exemplo: no budismo e no taoísmo, e
igualmente em algumas seitas do cristianismo, poder especial
sobrenatural está disponível a todos eles, para efetuar milagres na cura de
doenças e na predição do futuro.
Estes fenômenos miraculosos na religião e na ciência são apenas a
manifestação do poder latente do homem, o qual, por sua vez, é usado
pelo espírito maligno.
Todos eles seguem uma regra comum: romper o cativeiro da carne e
liberar o poder da alma.
A diferença entre nós (os cristãos) e eles, encontra-se no fato de que
todos os nossos milagres são realizados por Deus através do Espírito
Santo.
Satanás usa a força da alma do homem para manifestar sua força ou
levar o homem a confiar na sua força
Muitos não entendem esta estratégia e são enganados,
aceitando-a como sendo de Deus.
A atitude do cristão
Deus, entretanto, nunca opera com o poder da alma, pois é sem
utilidade para Ele. Quando nascemos de novo, nós nascemos do
Espírito Santo. Deus opera pelo Espírito Santo em nosso espírito
renovado.
Ele não tem nenhum desejo de usar o poder da alma. Desde a queda
Deus proibiu o homem de usar novamente seu poder original da alma.
Deus deseja que nós, hoje, não usemos este poder de modo algum.
Como cristãos, devemos ser cautelosos nesta última era, para não
despertarmos a energia latente da alma, seja proposital ou
involuntariamente.
Satanás está utilizando agora este poder da alma para servir como
um substituto para o evangelho de Deus e seu poder.
Se a obra profunda da cruz não for aplicada à nossa vida adâmica, e
se pelo Espírito Santo uma união de vida real não for realizada com o
Senhor ressurreto, podemos inconscientemente desenvolver nosso poder
na alma
A única segurança para o filho de Deus é um conhecimento
experimental da vida de união com Cristo, onde ele habita com Cristo em
Deus, acima dos ares envenenados, nos quais o príncipe das potestades do
ar realiza seu trabalho. Somente o Sangue de Cristo para purificação, a
Cruz de Cristo para identificação na morte e o poder do Senhor
Ressurreto e Assunto pelo Espírito Santo
Não devemos usar o poder que provém de nós, devemos antes, usar
o poder que procede do Espírito Santo.
Satanás sabia que havia tal força que produzia maravilhas no
homem e, por isso, tentou o homem levando-o a declarar sua
independência de Deus.
a)Ele será capaz de cumprir sua promessa original feita ao homem
de que "vós sereis como Deus".
Em sua habilidade de operar muitas maravilhas, os homens se
considerarão como deuses e adorarão não a Deus, mas a si mesmos.
(b) Ele quer que os homens pensem que são capazes de fazer tudo o
que o Senhor Jesus fez. . Ele deseja levar a humanidade a crer que todos os
milagres na Bíblia são apenas psicológicos em sua origem, rebaixando, desse
modo, o seu valor. Ele quer que os homens pensem que são capazes de fazer
tudo o que o Senhor Jesus fez.
(c) Ele confundirá a obra do Espírito Santo.
O Espírito Santo trabalha no homem através do espírito humano, mas
agora Satanás forja na alma do homem muitos fenômenos semelhantes às
operações do Espírito Santo, levando-os a experimentarem falsos
arrependimentos, falsa salvação, falsa regeneração, falso reavivamento, falsa
alegria e outras imitações das experiências do Espírito Santo. Operar pelo
poder da alma, ainda que as pessoas chorem, tomem resoluções e se
tornem zelosas é, praticamente falando, igual a nada.

(d) Ele usará o homem como seu instrumento na oposição final


contra o plano de Deus nesta última era.
O Espírito Santo é o poder operador dos milagres de Deus, mas a
alma do homem é o poder operador de milagres de Satanás. O Espírito
Santo é o poder operador dos milagres de Deus, mas a alma do homem é o
poder operador de milagres de Satanás. Os últimos três anos e meio (durante a
grande tribulação), será um período de grandes maravilhas realizadas pela alma
do homem sob a direção de Satanás.
Satanás só pode operar na alma e pelo poder da alma.
tem um princípio comum por trás de todas as aparentes
diferenças em todas as religioes falsas: subjugar a carne exterior com
a finalidade de libertar o poder da alma

Ao invés de dirigir sua oração a Deus, se concentra no seu


pensamento, sua expectativa e seu desejo e os envia como uma força.
Sua oração é como um arco que atira seu pensamento, desejo e
anseio como flechas em direção ao seu objectivo

Poder para o serviço: Precisamos discernir numa reunião se o


poder de alguém ê psíquico ou espiritual.
Por causa do desenvolvimento da força latente da alma, os
prodígios estão aumentando atualmente. Muitos deles são altamente
sobrenaturais, ou Miraculosos, entretanto tudo isso é apenas
manifestação do poder latente da alma.

Todos os cristãos devem se esforçar para desenvolverem igualmente


quatro aspectos de crescimento, a fim de que não haja uma situação
desequilibrada:
1 buscar o conhecimento adequado da Bíblia.
2 - Desejar fazer progresso na vida espiritual: vitória, santidade, amor
perfeito e assim por diante. Isto é muito importante.
3 - Ser ardentes no ganhar almas.
4 - Confiar em Deus com singeleza de fé para que possamos ver Deus
operando milagres.

Métodos psíquicos são em pregados nas reuniões dos crentes para


estimular os ouvintes. Estes são métodos e táticas mas não o poder do
Espírito Santo.
O espírito, por outro lado, não apenas está vivo mas além disso dá
vida aos outros.
É por isso que declaro com tanta ênfase que precisamos dar de mão
do nosso poder da alma. Tudo o que é da alma não tem valor
Não devemos trabalhar segundo a força psíquica visto que ela não
pode salvar nem ser útil a ninguém.
Como devemos recusar qualquer coisa que venha da nossa alma.
Pois ela não apenas não pode ajudar os outros como também é empecilho
para a obra de Deus. Ela ofende a Deus como também O priva da Sua
glória.
Deus só trabalha com Sua própria força; consequentemente
devemos pedir nEle para amarrar nossa vida da alma.
Cada vez que trabalhamos para Deus precisamos primeiro tratar
conosco mesmos, nos colocando à parte.
Devemos por de lado nossos talentos e pontos fortes, e pedir a Deus
para amarrar estas coisas.
Devemos dizer a Ele: "Ó Deus, quero que Tu operes; não quero
depender do meu talento e poder. Peço-Te que operes, porque de mim
mesmo nada posso fazer:"
Usando a própria sabedoria, método, força ou habilidade natural,
bloqueiam a manifestação do poder de Deus.
Aprendamos portanto, a não usar nosso próprio poder a fim de que
possamos dar muito fruto.
O que precisamos é não de maior poder mas de morte mais
profunda.
Precisamos resistir a todo poder natural. Aquele que não perdeu sua
vida da alma, não conhece nada de poder. Porém aquele que passou pela
morte da alma está de posse da vida. Qualquer que perde sua vida da
alma, à semelhança do grão de trigo que cai na terra e morre, crescerá na
vida de Deus e produzirá muito fruto.
"Tudo o que tenho é Teu; eu mesmo nada tenho. Fora de Ti eu estou
verdadeiramente desamparado e desesperançado:" Devemos ter uma
atitude de dependência para com o Senhor, como se não pudéssemos
inalar e exalar sem Ele. Qualquer coisa que temos vem dEle. Oh como
Deus Se deleita em nos ver chegando a Ele desamparados e
desesperançados.
Jesus é tão perfeito, todavia em toda a Sua vida Ele demonstrou ser
desamparado e desesperançado em Si mesmo, dependendo somente de
Deus.
Ele veio ao mundo para fazer a vontade do Pai em todas as coisas.
Nós que somos apenas uma partícula de pó, na verdade não somos nada.
Devemos por de lado a força psíquica e recusar qualquer coisa que venha
do poder da alma, antes que possamos trabalhar com força espiritual e
produzir muito fruto.

LIBERAÇÃO DO ESPIRITO
Que o espirito santo ache um mínimo de impedimento em
nós, e que o seu Espirito Santo possa ser plenamente liberado
através do nosso espírito vivificado e controlado.
Certamente é esta a hora em que o campo da batalha está na
alma. Ao passo que o Senhor está procurando trabalhar através do
espírito vivificado, Satanás está procurando trabalhar através da
vida natural, a da alma que não foi submetida ao controle do
Espírito.
Isso obriga a necessidade total do quebrantamento.
Chamando o espírito do homem de "homem interior"; à alma
do homem, chama de "homem exterior" e para o corpo emprega o
termo "homem periférico." Deus, ao planejar o homem
originalmente, pretendeu que o espírito do homem fosse Seu lar ou
Sua residência. Assim, o Espírito Santo, formando uma união com o
espírito humano, deveria governar a alma, e o espírito e a alma,
usariam o corpo como meio de expressão.

A alma, ao invés de
funcionar independentemente,
deve tornar-se o instrumento ou
vaso do espírito.

É exatamente o problema de muitas pessoas, se somente o soubessem.


Há uma diferença entre uma vida de supressão e uma vida de serviço. A
submissão, a sujeição e a posição de Servo no caso de Cristo, diante do Pai,
não era uma vida de destruição da alma, mas, sim, de descanso e de deleite.
é necessário que a alma receba um golpe fatal mediante a
morte de Cristo, quanto às suas forças próprias e autogoverno.
Como um instrumento, a alma deve ser conquistada,
dominada e regida com relação aos caminhos mais sublimes e
diferentes de Deus.
É mencionada tão frequentemente nas Escrituras como sendo
algo sobre o qual devemos obter e exercer a autoridade.”
a alma (o homem exterior) seja quebrantada, dominada, e
renovada para o espírito usá-lo.
Deste modo, a alma é essencial para a plenitude da alegria, e DEVE
ser trazida através da escuridão e da morte da sua própria capacidade a fim
de aprender as realidades mais altas e profundas para as quais o espírito é o
primeiro órgão e faculdade." *

Ao encontrarmos o segredo da vida frutífera para ELE. Não


cair na armadilha, conforme tantas pessoas caíram, de procurar
reprimir sua alma ou desprezá-la; seja, pelo contrário, forte de
espírito, de modo que sua alma seja ganha, salva e levada a servir à
Sua plena alegria.
O Senhor Jesus determinou que achemos descanso para as
nossas almas - e isto, diz Ele , vem por meio do Seu jugo, - o símbolo
da união e do serviço.
Apreciaremos, então, como a alma acha seu maior valor em
servir, não em dominar. É verdade que, até que seja quebrantada, a
alma quer ser "senhor". Através da Cruz, pode tornar-se um "servo"
muito útil.
A IMPORTÂNCIA DO
QUEBRANTAMENTO
Qualquer pessoa que serve a Deus descobrirá, mais cedo ou
mais tarde, que o grande impedimento para a sua obra não são
outras pessoas mas, sim, ela mesma.
Descobrirá que seu homem exterior e seu homem interior
não estão em harmonia, pois os dois tendem para direções opostas.
Sentirá, também, a incapacidade do seu homem exterior submeter-
se ao controle do espírito, tornando-o, assim, incapaz de obedecer
aos mandamentos mais sublimes de Deus.
Perceberá rapidamente que a maior dificuldade acha-se no
seu homem exterior, pois este o impede de fazer uso do seu espírito.
Muitos dos servos de Deus nem sequer conseguem fazer as
obras mais elementares. Normalmente, devem ser capacitados pelo
exercício do seu espírito a conhecer a palavra de Deus, a discernir a
condição espiritual doutra pessoa, entregar as mensagens de Deus
com unção e receber as revelações de Deus. Mesmo assim, devido às
distrações do homem exterior, parece que seu espírito não funciona
apropriadamente.
Conforme veremos, há apenas um só tratamento que pode
capacitar o homem a ser útil diante de Deus: o quebrantamento.

O Homem Interior e o Homem Exterior


Note como a Bíblia divide o homem em duas partes: "Porque,
no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus" (Rm 7: 22).
Nosso homem interior deleita-se na Lei de Deus. ". . . que sejais
fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior" (Ef
3:16). E Paulo também nos informa: "Mesmo que o nosso homem
exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em
dia" (2 Co 4:16).
Quando Deus vem habitar em nós mediante o Seu Espirito, a
Sua vida e o Seu poder, entra em nosso espírito, que estamos
chamando de "homem interior." Fora deste homem interior há a
alma, na qual funcionam nossos pensamentos, nossas emoções e
nossa vontade. O homem periférico é nosso corpo físico. Assim,
falaremos do homem interior como sendo o espírito, do homem
exterior como sendo a alma, e do homem periférico como sendo o
corpo.
Devemos saber que aquele que pode trabalhar para Deus, é
aquele cujo homem interior pode ser liberado.
A dificuldade básica de um servo de Deus acha-se no fracasso
do homem interior de irromper pelo homem exterior. Logo,
devemos reconhecer diante de Deus que a primeira dificuldade que
enfrentamos na obra não está nos outros mas, sim, em nós mesmos.
Então, a questão aqui não é se há vida dentro, mas, sim, se a
casca externa foi rachada.
A Escritura continua, dizendo: "Quem ama a sua vida
(Grego, alma) perde-a; mas aquele que odeia a sua vida (Grego,
alma) neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna" (v. 25). O
Senhor nos mostra aqui que a casca externa é nossa própria vida (a
vida da nossa alma
Para permitir que a vida interior se manifeste, é imperativo
que a vida exterior seja substituída. Se o exterior permanecer intato,
o interior nunca poderá aparecer.
como permitir que esta vida apareça. Quando dizemos que
temos necessidade de que o Senhor nos quebrante, não é
meramente um modo de falar, nem é apenas uma doutrina. É vital
que sejamos quebrantados pelo Senhor
O Espírito Santo não cessou de operar. Um evento após outro,
uma coisa após outra, vem a nós. Cada operação disciplinar tem um
só propósito: quebrar nosso homem exterior a fim de que nosso
homem interior possa se manifestar.
O quebrantamento é o caminho da benção, o caminho da
fragrância, o caminho da frutificação, mas também é um caminho
salpicado de sangue
Uma pessoa tem em grande estima sua habilidade, pensando
que é bem importante; outra valoriza suas próprias emoções, e se
estima como pessoa importante; outras têm alta consideração por si
mesmas, e sentem que são melhores do que as demais, que sua
eloquência ultrapassa a das demais, que sua rapidez de ação e
exatidão de julgamento são superiores, e assim por diante
O Senhor emprega dois meios diferentes para quebrar nosso
homem exterior; um é paulatino, o outro é repentino
A cronologia está na mão dEle. Não podemos encurtar o
tempo, embora certamente o possamos prolongar.
, ofereço-me sem condições, sem reservas, nas Tuas mãos. Senhor,
deleito-me em oferecer-me a Ti e estou disposto a deixar-Te fazer toda a
Tua vontade através de mim."

O Significado da Cruz

Quando realmente compreendermos a cruz, veremos que


significa o quebrantamento do homem exterior. A cruz reduz o
homem exterior à morte; racha a casca humana e a abre. A cruz
deve quebrar tudo quanto pertence ao nosso homem exterior —
nossas opiniões, nossos modos, nossa habilidade, nosso amor-
próprio, nosso tudo.
Não devemos apegar-nos às fracas características da nossa
alma
Não: devemos deixar o Senhor forjar um caminho em nossas
vidas.
Duas Razões para Não Ser Quebrantado
Precisamos ter esta luz para ver, seja o que o Senhor fez,
aceitamos e cremos; o Senhor nada pode fazer de errado.
A primeira é que muitos que vivem nas trevas não estão
vendo a mão de Deus. Enquanto Deus está operando, enquanto
Deus está quebrantando, não reconhecem que é da parte dEle. Estão
destituídos de luz, e, somente veem homens que se opõem a eles.
Imaginam que se o meio-ambiente é realmente difícil demais, que as
circunstâncias são as culpadas. Assim, continuam nas trevas e no
desespero.
A segunda razão, outro grande impedimento à obra de
quebrar o homem exterior é o amor-próprio. Devemos pedir que
Deus remova o coração do amor-próprio. À medida em que Ele lida
conosco em reposta à nossa oração, devemos adorar e dizer: "Ó
Senhor, se isto for da Tua mão, que eu o aceite do meu coração."
Lembremo-nos de que a única razão para todo mal entendido, toda
a irritação, todo o descontentamento, é que secretamente amamos a
nós mesmos. Assim, planejamos um modo mediante o qual
podemos livrar a nós mesmos. Muitas vezes, os problemas surgem
porque procuramos uma via de escape — uma fuga da operação da
cruz.
Aquele que subiu à cruz e que se recusa a beber o vinho com
fel é aquele que conhece o Senhor. Muitos sobem à cruz com certa
relutância, ainda pensando em beber o vinho com fel para aliviar
suas dores. Todos aqueles que dizem: "Não beberei, porventura, o
cálice que o Pai me deu?"
Nossa única esperança é que o Senhor marque um caminho
para fora, quebrando o homem exterior de tal maneira que o
homem interior possa surgir e ser visto. Isto é precioso, e é o
caminho daqueles que servem ao Senhor.
O quebrantamento do homem exterior é a experiência de
todos aqueles que servem a Deus. Deve acontecer antes que Ele
possa nos usar de modo eficaz.
Quando alguém está trabalhando para Deus, duas
possibilidades podem surgir. Primeiramente, é possível que, com o
homem exterior intato, o espírito da pessoa seja inerte e incapaz de
funcionar. Se for uma pessoa habilidosa, sua mente governa seu
trabalho; se for uma pessoa compassiva, as emoções controlam suas
ações. Tal trabalho pode parecer bem sucedido, mas não pode trazer
as pessoas a Deus. Em segundo lugar, o espírito pode aparecer
revestido dos pensamentos ou das emoções da própria pessoa. O
resultado é misturado e impuro. Tal obra trará os homens para uma
experiência mista e impura. Estas duas condições enfraquecem
nosso serviço a Deus.
devemos reconhecer que, basicamente, "é o Espírito que
vivifica.
Não importa quantas pessoas você pode atrair com seus
pensamentos ou emoções. O homem pode ser trazido para a vida
somente pelo Espírito
Quando o espírito é liberado, os pecadores podem nascer de
novo e os santos podem ser estabelecidos. Quando a vida é
comunicada através do canal do espírito, aqueles que a recebem
nascem de novo.
No momento em que nosso espírito humano é ressuscitado
do estado da morte, recebemos o Espírito Santo. O Espírito Santo e
nosso espírito se combinaram tanto, que embora cada um seja
individual, não são facilmente distinguidos.
Deste modo, a liberação do espírito, é a liberação do espírito
humano, bem como a do Espírito Santo, que está no espírito do
homem. Visto que o Espírito Santo e o nosso espírito, são unidos em
um só (1 Co 6:17), podem ser distinguidos somente no nome, e não
no fato. E visto que a liberação de um importa na liberação dos dois,
outros podem tocar o Espírito Santo quando tocam o nosso espírito.
Graças a Deus porque à medida em que você deixa as pessoas
entrarem em contato com o seu espírito, deixa-as terem contato com
Deus.
A liberação do espírito nos possibilita permanecer cada vez
mais em Deus. Tocamos o espírito da revelação na Bíblia. Sem
esforço, nosso espírito pode receber a revelação divina. Quando
estamos testemunhando ou pregando, transmitimos a palavra de
Deus através do nosso espírito. Além disto, podemos muito
espontaneamente entrar em contato com o espírito dos outros,
mediante o nosso espírito.
devemos primeiramente resolver a questão do
quebrantamento do homem exterior.
Visto que nem nossa emoção nem nosso pensamento tem a
mesma natureza que Deus, não podem ser juntados com Ele.
Somente nosso espírito é da mesma natureza de Deus; logo, pode
ser eternamente unido com Ele.
Se procurarmos chegar a obter a presença de Deus por meio
de dirigir nosso pensamento, então, quando não estamos nos
concentrando, Sua presença parece ser perdida. Além disto, se
procurarmos usar nossa emoção para conclamar a presença de
Deus, então, tão logo que nossa emoção se relaxa, Sua presença
parece ter ido embora.
Tanto nossos pensamentos quanto nossas emoções são
energias humanas. Todas as atividades devem chegar ao fim. Se
procurarmos manter a presença de Deus com a atividade, então,
quando a atividade cessa, Sua presença termina. A presença de
Deus requer uma natureza igual à dEle. Somente o homem interior
é da mesma natureza de Deus. Através dele, exclusivamente, a
presença de Deus pode ser manifestada. Quando o homem exterior
está em atividades, estas podem perturbar o homem interior, mas, o
homem exterior não é um ajudador, e, sim, um perturbador.
Quando o homem exterior é quebrantado, o homem interior
desfruta de paz diante de Deus.
Deus nos deu o espírito para nos capacitar a corresponder a
Ele. O homem exterior, no entanto, sempre está correspondendo às
coisas de fora, e daí nos priva da presença de Deus. Não podemos
destruir todas as coisas do lado de fora, mas podemos quebrantar o
homem exterior.
Aprendera a comungar no seu espírito e desconsiderar a vida
da sua alma.
devido à obra da graça em nossas vidas, não estamos
influenciados de modo algum pelas coisas que fazem pressões sobre
nosso homem exterior. Podemos ficar diante de Deus em tais
ocasiões tanto quanto, quando estivermos orando sozinhos.
Uma vez que o homem exterior é quebrantado, a pessoa já não
precisa retrair-se em direção de Deus, pois sempre está na presença
de Deus
Quando o homem exterior é quebrado, as coisas de fora serão
conservadas fora, e o homem interior viverá diante de Deus
continuamente. O problema de muitas pessoas é que seu homem
exterior e seu homem interior estão juntos, de modo que o que
influencia o externo influencia o interno. Através da operação
misericordiosa de Deus, o homem exterior e o homem interior
devem ser separados
a capacidade de usar nosso espírito depende da obra dupla de
Deus: o quebrantamento do homem exterior e a divisão entre o
espírito e a alma, ou seja: a separação do nosso homem interior do
exterior. Somente depois de Deus ter realizado estes dois processos
em nossa vida é que poderemos exercitar nosso espírito. O homem
exterior é quebrantado mediante a disciplina do Espirito Santo; é dividido
do homem interior pela revelação do Espírito Santo (Hb 4:12).
Nosso homem exterior tem seus próprios interesses, apetites,
preocupações e labutas religiosas.

A Força Limitada do Homem Exterior


Aqueles que fixam suas intenções nas coisas espirituais ficam
sujeitos à força do Espírito Santo. Nossas forças mentais estão
sujeitos à força do Espírito Santo. Nossas forças mentais estão
limitadas. Se as esgotarmos nas coisas da carne, achar-nos-emos
mentalmente inadequados para as coisas do Espírito.
Reconhecemos, portanto, que assim como nossas forças físicas
estão limitadas, assim acontece com as forças da alma, as do nosso
homem exterior. Enquanto tivermos "coisas em mãos" não podemos
fazer a obra de Deus. De acordo com o número de coisas em mãos,
as forças para servir a Deus diminuem ou aumentam

Enquanto o homem exterior está tão carregado e tão exausto,


com "as coisas em mãos", poucas forças sobram para qualquer
exercício espiritual. É necessário, pois, ver a força limitada do
homem exterior. Embora quebrantado, deve existir uma sabedoria
para usar estas forças. Quão necessário, pois, é termos "mãos
vazias"!

O que o Espírito Faz de um Homem Exterior


Quebrantado?

Ao lidar com o homem, o Espírito de Deus nunca passa por


cima do espírito do homem. Nem nosso espírito pode passar por
cima do homem exterior. Este é um princípio muito importante
para ser compreendido. Assim como o Espírito Santo não passa por
cima do espírito do homem, assim também nosso espírito não
desconsidera o homem exterior, para então passar a funcionar
diretamente. A fim de tocar em outras vidas, nosso espírito deve
passar através do homem exterior. Logo, quando as forças deste
último forem consumidas mintas coisas em mãos, Deus não pode
realizar Sua obra através de nós. Não há saída para o espírito
humano nem para o Espírito Santo. O homem interior não pode
fluir porque é resistindo e bloqueado pelo homem exterior. este
homem exterior deve ser quebrantado.

Antes de seu homem exterior ser quebrantado, você está


ocupado com suas próprias coisas, anda no seu próprio caminho, e
ama sua própria gente. Se Deus quiser usar seu amor para amar os
irmãos, Ele deve primeiramente quebrantar seu homem exterior.
Este amor que você tem, passa assim, a ficar maior. O homem
interior deve amar, mas tem de amar através do homem exterior. Se
o homem exterior estiver ocupado com a coisa em mãos, o interior
será privado do seu canal apropriado para amar.
Mais uma vez: quando o homem interior precisa usar sua
vontade, descobre que ela está agindo independentemente, já
ocupada pela coisa em mãos. Para quebrantar nossa vontade, Deus
deve dar-nos um golpe pesado até que nos prostremos no pó e
digamos: "Senhor, não ouso pensar, não ouso pedir, não ouso
resolver por conta própria. Em toda e qualquer coisa preciso de Ti."
Ao sermos feridos, devemos aprender que nossa vontade não deve
agir independentemente.
Não podemos trazer os homens à salvação, meramente com a
mensagem em nosso espírito; esta deve ser expressa através da
nossa mente. A mensagem do homem interior deve ser expressa
pelo homem exterior. Sem pronunciamento, é impossível tornar
conhecida aos outros a Palavra de Deus. As palavras do homem não
são as de Deus, mas as últimas devem ser comunicadas pelas
primeiras. Quando o homem tem as palavras de Deus, Deus pode
falar; quando o homem não as tem, Deus não pode falar. O
problema hoje é que, embora nosso homem interior esteja
disponível a Deus — capaz de receber a mensagem de Deus —
nosso homem exterior é impulsionado por tais pensamentos
múltiplos e confusos desde a manhã até à noite que nosso espírito
não pode achar saída.
Deste modo, Deus deve esmagar nosso homem exterior.
Quebra nossa vontade tirando as coisas da "mão", de modo que a
nossa vontade não possa agir independentemente. Não a fim de que
não tenhamos mente, mas, sim, a fim de que não pensemos segundo
a carne, de acordo com nossas imaginações que divagam. Não para
que sejamos destituídos de emoções, mas, sim, a fim de que todas as
nossas emoções estejam sob o controle e a restrição do homem
interior. Isto dá ao homem interior uma vontade, uma mente, e
emoções que podem ser usadas.
Deus quer que nosso espírito use nosso homem exterior para
amar, para pensar, e para decidir
Depois de alguém ser salvo, no entanto, é a intenção de Deus
que experimente a inversão desta ordem.
Assim como seu homem exterior controlava o interior antes
de ser salvo, assim agora seu homem interior deve ter domínio
absoluto sobre o exterior.
Quão triste é que alguns ainda imaginam que se apenas
pudessem absorver mais ensino, acumular mais matéria para
pregação, e assimilar mais exposição bíblica, seriam mais
proveitosos para Deus. Esta ideia está totalmente errada. A mão de
Deus está sobre você para quebrantá-lo — não segundo a sua
vontade, mas, sim, a dEle; não segundo os seus pensamentos, mas,
sim, os dEle; não segundo sua decisão, mas a dEle.
Se apenas procurássemos a iluminação, aprendêssemos a
submeter-nos à Sua mão, e obedecêssemos à Sua lei, descobriríamos
que o resultado seria a própria bênção pela qual ansiamos.

Uma Lei Que Não É Afetada pela Oração

Há uma lei imutável de Deus operando em nós: Seu


propósito específico está quebrantando e liberando nosso espírito
para seu livre exercício.
A fim de se manifestar, o homem interior deve passar pelo
exterior. Até que nosso homem exterior seja espatifado,
simplesmente não pode fluir. O orar nunca poderá transformar a lei
de Deus.
O caminho da obra espiritual acha-se quando Deus se
manifesta através de nós. Este é o único caminho que Deus
ordenou. Curvemo-nos totalmente diante de Deus. Obedecer a lei
de Deus é muito melhor do que dizer muitas orações
Se apenas procurássemos a iluminação, aprendêssemos a
submeter-nos à Sua mão, e obedecêssemos à Sua lei, descobriríamos
que o resultado seria a própria bênção pela qual ansiamos.

CAPÍTULO 4

COMO CONHECER O HOMEM


Nossa eficácia no serviço está estreitamente relacionada com
nosso discernimento da condição espiritual do homem. Se o Espírito
de Deus nos capacita através do nosso espírito a conhecer a
condição da pessoa diante de nós, podemos, então, oferecer a
palavra certa.
Nenhum médico pode usar a mesma receita para todo, os seus
pacientes
O Quebrantamento — A Maneira de Deus Operar

como o quebrantamento do homem exterior afetará nosso


modo de ler a Bíblia, nosso modo de ser ministros da Sua Palavra, e
nossa pregação do evangelho.
(1) Lendo a Bíblia: o que somos, determina o proveito que
tiramos da Bíblia. Quão frequentemente o homem, na sua soberba,
depende da sua mente não renovada e confusa para ler a Bíblia.
O fruto é nada senão seu próprio pensamento. Não toca o
espírito das Sagradas Escrituras. Se esperamos encontrar o Senhor
na Sua Palavra, nossos pensamentos devem primeiramente ser
quebrantados por Deus.
seu pensamento deve ser engrenado com o pensamento dele.
Isto permitirá ao Espírito que lhe dê o significado exato das
Escrituras.
Para unir nosso pensamento com o pensamento da Bíblia, é
necessário que nosso homem exterior seja quebrantado. Não pense
que nossa leitura bíblica é fraca por causa de falta de instrução. O
defeito está muito mais em nós, porque nossos pensamentos não
foram subjugados por Deus.
O aspecto mais destacado da Bíblia é que o Espírito de Deus
é liberado através deste Livro.
Não há somente pensamentos na Bíblia; o próprio espirito se
manifesta através d'Ela. Assim, é somente quando seu espírito pode
sair e tocar o espírito da Bíblia, que você pode entender o que a
Bíblia está dizendo.
(2) O Ministério da PalavraEstá igualmente solícito para
colocar Sua Palavra como mensagem dinâmica em nosso espírito de
modo que possamos usá-la para ministrar à igreja. Em Atos 6:4
lemos: "Ministério" significa servir. Assim, o ministério da palavra
significa servir as pessoas com a palavra de Deus.
É principalmente através do ministério da Palavra de Deus
que Sua vida e Seu poder são fornecidos. A não ser que você tenha
seu homem interior liberado, as pessoas podem ouvir sua voz; não
podem tocar a vida. Você pode ter uma palavra para dar, mas
outras pessoas deixam de recebê-la; você não tem meios de
expressão.
A dificuldade é que a vida que há dentro, deixa de fluir.
Deus não tem um livre caminho através de você.
(3) Pregando o Evangelho: Há um conceito geral, falso, de
que as pessoas creem no evangelho porque, ou foram mentalmente
convictas da exatidão doutrinária, ou emocionalmente comovidas
pelo seu apelo. Na realidade, os que correspondem ao evangelho
por qualquer destas duas razões não permanecem nEle. O intelecto
e a emoção precisam ser alcançados, mas estes sozinhos, são
insuficientes.
A mente pode encontrar-se com a mente, e a emoção pode
alcançar a emoção, mas a salvação sonda mais profundamente. O
espírito deve tocar o espírito. Somente quando o espírito do
pregador floresce e brilha é que os pecadores caem e se rendem a
Deus. Este é o espírito apropriado e necessário para a pregação do
evangelho.

Pregar o evangelho é puramente uma questão de ter o homem


exterior quebrantado de modo que o homem interior possa fluir e
tocar outros. Quando seu espírito toca o espírito de outra pessoa, o
Espírito de Deus vivifica aquele espírito que está em trevas de
modo que aquela pessoa possa ser maravilhosamente salva. Se,
porém, seu espírito estiver amarrado pelo homem exterior, Deus
não tem via de saída através de você, e o evangelho fica bloqueado
Para o evangelho entrar nos homens, devemos permitir que
Deus seja manifestado em nós. Assim como a pregação eficaz do
evangelho requer mais poder, assim também os mensageiros do
evangelho devem pagar um preço mais alto. Devemos colocar tudo
sobre o altar.
Se esperamos que a eficácia do evangelho seja plenamente
recuperada, a consagração deve ser total. Devemos consagrar-nos a
Deus assim como na igreja primitiva. Que Deus tenha uma via de
saída através de nós.
. A consagração é meramente uma expressão da nossa
disposição para estar nas mãos de Deus, e pode ocorrer em apenas
uns poucos minutos
Embora estejamos dispostos a oferecer-nos completamente a
Deus, estamos apenas no começo da estrada espiritual. É como
entrar pelo portão. Depois da consagração, deve haver a disciplina
do Espírito Santo para nos tornar em vasos dignos para o uso do
Mestre.
Aqui, pois, há uma distinção vital: nossa consagração
somente pode ser de acordo com a medida do nosso discernimento
espiritual e da nossa compreensão, mas o Espírito Santo disciplina
de acordo com Suas próprias luzes. Realmente não sabemos o
quanto a nossa consagração envolve.
A exigência excede a tudo quanto temos a possibilidade de
consagrar — pelo menos, no nosso entendimento limitado. A
disciplina do Espírito Santo, por outro lado, nos é medida conforme
nossa necessidade vista na própria luz de Deus. Ele conhece nossa
necessidade especial e, portanto, pelo Seu Espírito, ordena nossas
circunstâncias de tal maneira que leva a efeito o quebrantamento do
homem exterior.
Visto que o Espírito Santo opera conforme a luz de Deus, Sua
disciplina é eficiente e completa. A disciplina que Ele ordena
transcende nosso entendimento. A partir do momento em que O
recebemos, Ele tem ordenado nossas circunstâncias para nosso
proveito de acordo com Seu conhecimento de nós.
A operação do Espírito Santo em nossas vidas tem seu lado
positivo bem como negativo — ou seja, há tanto um lado
construtivo quanto um destrutivo. Depois de nascermos de novo, o
Espírito Santo habita em nós, mas nosso homem exterior mui
frequentemente O priva da Sua liberdade
Seu método é utilizar meios externos para diminuir nosso
homem exterior
A providência de Deus é de acordo com Seu conhecimento das
nossas necessidades, e tem em mira o despedaçar do nosso homem
exterior
o Espírito Santo começa a distribuir disciplina; mas não pode
agir livremente até que nossa consagração seja completa, ama a si
mesma mais do que a Deus, o Espírito Santo, mesmo assim, está
operando para trazê-la sob controle e quebrantar seu homem
exterior, a fim de que, Ele possa operar sem impedimento.
Na luz vaga que você possui, você vem para Deus e diz:
"Consagro-me a Ti. Quer venha a vida, quer venha a morte, entrego-
me nas Tuas mãos
depois de você ter-se colocado assim incondicionalmente nas
Suas mãos, o Espírito Santo pode operar livremente em você. Para
resolver de todo o coração que seguirá ao Senhor, você deve prestar
bastante atenção à obra disciplinar do Espírito Santo.

O Maior Meio de Graça

A oração e o escutar uma mensagem são dois exemplos,


porque através destes meios, podemos aproximar-nos de Deus e
receber graça. Este termo descritivo: "os meios de graça," têm sido
universalmente aceitos pela Igreja no decurso dos séculos.
Recebemos graça através das reuniões, das mensagens, das orações,
e assim por diante. Mas decerto o maior meio de graça que não
podemos nos dar ao luxo de negligenciar, é a disciplina do Espírito
Santo.
Nestes tratamentos, você pode finalmente reconhecer a
eficiência do Espírito Santo. Coisas há mui esquecidas, são trazidas
à mente pelo Senhor. As obras de Deus são perfeitas, e nada menos
do que a perfeição pode satisfazer a Ele
Embora sejam bem comuns as dificuldades com os
pensamentos e emoções, a dificuldade maior e mais prevalecente é
com a vontade. Nossas emoções são desregradas por que nossa
vontade não foi tratada. A raiz está em nossa vontade. A mesma
coisa diz respeito a nossos pensamentos. Talvez possamos
pronunciar com a boca as palavras: "Não se faça a minha vontade, e,
sim, a tua," mas quantas vezes realmente deixamos o Senhor
assumir o controle quando as coisas acontecem
Então, você se rende e diz: "Deus, não ouso pensar, não ouso
decidir." Esta é a disciplina do Espírito Santo:
O fornecimento da palavra de Deus, o poder da oração, a
comunhão dos crentes — nenhuma destas coisas pode substituir a
disciplina do Espírito Santo. É porque você precisa não somente ser
edificado; precisa também ser quebrantado, de ser livrado de todas
as numerosas coisas na sua vida que não podem ser levadas para a
eternidade.

A Cruz em Operação

Devemos ser feridos uma vez após outra até que nos
rendamos e já não somos orgulhosos. Nunca suponhamos que isto
se realiza meramente por meio de seguir o ensino de um
determinado irmão.
Mediante a operação da cruz, aprenderemos a depender da
graça de Deus, não da nossa memória. Quer lembremos, quer não,
permanece o fato de que Ele está realizando uma obra que é
fidedigna e duradoura. Anteriormente, o homem exterior e o
interior não podiam ficar de mãos dadas; mas agora o homem
exterior espera meigamente, com temor e tremor, diante de Deus.
Cada um de nós tem necessidade desta disciplina da parte do
Senhor. Ao passarmos em revista a história do nosso passado, não
podemos deixar de ver a mão de Deus lidando com a
independência, o orgulho, e o egoísmo do nosso homem exterior.
Descobrimos o significado das coisas que nos aconteceram.

Visto que nosso maior problema é com esta impureza, Deus


deve operar em nossa vida de tal maneira que nosso homem
exterior fique quebrantado e nós fiquemos refinados das nossas
impurezas. Enquanto Deus está quebrando nossa casca exterior,
dura, também está fazendo a obra do refinamento. Deste modo,
vemos Seu tratamento duplo da nossa pessoa: quebranta o homem
exterior, e divide-o do espírito

Aventurando-se e Recolhendo-se

Uma vez que o homem exterior tenha sido quebrantado, o


espírito do homem muito naturalmente, permanece na presença de
Deus sem cessar.
Bíblia diz: "Orai sem cessar", e eles mudaram a expressão
para "Orai toda hora." procurando manter a presença de Deus por
meio da nossa memória. O senso da Sua presença flutua de acordo
com a nossa memória. Quando nós nos lembramos, há a consciência
da Sua presença; senão, não há nenhuma. Isto é pura tolice, pois a
presença de Deus está no espírito e não na memória.
Para solucionar este problema, devemos primeiramente
resolver a questão do quebrantamento do homem exterior. Visto
que nem nossa emoção nem nosso pensamento tem a mesma
natureza que Deus, não podem ser juntados com Ele.
Torna-se evidente que o quebrantamento do homem exterior
é a base para desfrutar da presença de Deus
Aprendera a comungar no seu espírito e desconsiderar a vida
da sua alma.
os que conhecem a Deus não precisam voltar, porque nunca
se ausentaram. Desfrutam da presença de Deus quando consagram
um dia à oração, e desfrutam da mesma presença em grau muito
semelhante quando estão ativamente ocupados nas tarefas da vida
diária.
Suponhamos, por exemplo, que estamos pregando o
evangelho ou procurando edificar as pessoas. Depois de certo
tempo, temos vontade de nos ajoelhar para orar. Mas temos alguma
ideia de que primeiramente devemos nos recolher em Deus.
A Divisão entre o Homem Exterior e o Interior

Quando o homem exterior é quebrado, as coisas de fora serão


conservadas fora, e o homem interior viverá diante de Deus
continuamente. O problema de muitas pessoas é que seu homem
exterior e seu homem interior estão juntos, de modo que o que
influencia o externo influencia o interno. Através da operação
misericordiosa de Deus, o homem exterior e o homem interior
devem ser separados. Então, aquilo que afeta o homem exterior não
poderá alcançar o interior. Embora o homem exterior esteja
ocupado numa conservação, o homem interior está tendo
comunhão com Deus.
A pessoa pode levar a efeito suas atividades, entrar em
contato com o mundo através do homem exterior, mas, mesmo
assim, o homem interior permanece sem ser afetado porque ainda
vive diante de Deus.
Sempre que a necessidade seu homem interior pode fluir
com força e manifestar-se diante de outras pessoas. Desfruta da
presença ininterrupta Deus. Perguntemos a nós mesmos: Sou uma
pessoa "única" ou "dupla"? Faz toda a diferença, realmente, se o
homem exterior é dividido do interior.

"A coisa em mãos" é a coisa que o filho está fazendo antes de


receber as ordens do seu pai. Imediatamente, reconhecemos que
temos aquelas "coisas em nossas mãos" que nos estorvam em nosso
andar com Deus.. Nosso homem exterior tem seus próprios
interesses, apetites, preocupações e labutas religiosas. Deste modo,
quando o Espírito de Deus se movimenta em nosso espírito, nosso
homem externo não pode responder à chamada de Deus. Assim é "a
coisa em mãos" que bloqueia o caminho para a utilidade espiritual.

A Força Limitada do Homem Exterior

Se, por exemplo, alguém desse profusamente todo o seu


amor aos pais, não lhe Sobraria forças para amar seus irmãos, sem
mencionar outras pessoas. Ao esgotar assim as forças (da sua alma),
nada sobra dirigir aos outros.
Assim acontece com nossa força mental. Se a atenção da
pessoa for focalizada em certa questão, e esgotar todo o seu tempo
só pensando nela, não lhe sobrarão forças para pensar em outras
coisas. Em outras palavras, a lei do Espírito da vida opera
eficazmente somente para os que são espirituais, ou seja já: os que
cuidam das coisas do Espírito. Quem são estes? São os que não
andam segundo a carne. Isto é, não são dominados pelos deleites da
carne.Nossas forças mentais estão sujeitos à força do Espírito Santo.
Nossas forças mentais estão limitadas. Se as esgotarmos nas coisas
da carne, achar-nos-emos mentalmente inadequados para as coisas
do Espírito.
Reconhecemos, portanto, que assim como nossas forças
físicas estão limitadas, assim acontece com as forças da alma, as do
nosso homem exterior. Enquanto tivermos "coisas em mãos" não
podemos fazer a obra de Deus. De acordo com o número de coisas
em mãos, as forças para servir a Deus diminuem ou aumentam.
Logo, a coisa em mãos fica realmente um impedimento, e este, não
de tamanho pequeno.
Além disto, a pessoa pode ter muitas coisas em mãos,
emocionalmente.Com tantas coisas em mãos, quando Deus pede a
uma pessoa que Lhe dê sua afeição, a pessoa não pode
corresponder, porque já gastou toda a sua emoção. Se já esgotou um
suprimento de dois dias de recursos emocionais, terá que passar
igual período de tempo antes de poder voltar a sentir e falar de
modo adequado. Desta maneira, quando a emoção for desperdiçada
em coisas secundárias, não pode ser usada de modo irrestrito para
Deus.
Há, todavia, pessoas que manifestam uma vontade de ferro,
uma personalidade forte cujos poderes de volição parecem
ilimitados. Nas coisas de Deus, porém, são incapazes de tomarem
uma decisão; com frequência as pessoas mais fortes vacilam nas
suas decisões diante de Deus. Porque é isto? Antes de
respondermos, consideremos alguém que está cheio de ideias.
Embora pareça que nunca está perplexo para concepção de novos
planos, quando se trata de discernir a vontade de Deus nas coisas
espirituais, está totalmente destituído de luz. Por que é assim?
Enquanto o homem exterior está tão carregado e tão exausto,
com "as coisas em mãos", poucas forças sobram para qualquer
exercício espiritual. É necessário, pois, ver a força limitada do
homem exterior. Embora quebrantado, deve existir uma sabedoria
para usar estas forças. Quão necessário, pois, é termos "mãos
vazias"!

A Pessoa Quebrantada, Não Apenas Ensinada

A lição básica que devemos aprender e sermos


transformados em vasos apropriados para o uso do Mestre. Isto
pode ser feito somente mediante o quebrantamento do homem
exterior.
Deus está operando incessantemente em nossa vida. Muitos
anos de sofrimentos, provações, e impedimentos — trata-se da mão
de Deus, que dia após dia procura levar a efeito Sua obra de nos
quebrantar.
O asno reconheceu a mão de Deus que proibia, mas aquele
que se chamava de profeta não a reconheceu. Devemos ter a
consciência de que o quebrantamento é o modo de Deus agir em
nossa vida.

Nós Somos a Sua Instrumentalidade

Ao diagnosticar um caso, um médico pode apelar a muitos


instrumentos de medicina.
Como, pois, discernimos se um irmão está espiritualmente
doente, ou determinamos a natureza do seu distúrbio? É
maravilhoso que Deus nos projetou para sermos "termómetros"
para a medição. Mediante a Sua operação em nossa vida, Ele deseja
equipar-nos para discernir o que "aflige" uma pessoa. Como os
"médicos" espirituais do Senhor, devemos ter um preparo interior
eficiente. Devemos ter profunda consciência do peso da nossa
responsabilidade.
Nós somos os termómetros, os instrumentos. Devemos
passar por treinamento eficiente e disciplina rigorosa, pois tudo
quanto for deixado intocado em nós será deixado intocado em
outras pessoas.
Além disto, não podemos ajudar outros a aprender lições que
nós mesmos não aprendemos diante de Deus, Quanto mais eficiente
for o nosso treinamento, tanto maior será nossa utilidade na obra de
Deus.
Semelhantemente, quanto o mais nos poupamos — nosso
orgulho, nossa estreiteza, nossa felicidade — tanto menor a nossa
utilidade. Se encobrirmos estas coisas em nós mesmos, não
poderemos descobri-las nos outros.
Um médico pode curar a outros sem curar a si mesmo, mas
isto dificilmente pode ocorrer no âmbito espiritual.
O obreiro é, em primeiro lugar, ele mesmo um paciente; ele
deve ser curado antes de poder curar os outros.
Na obra de Deus, somos "médicos" bem como "instrumentos
médicos." Quão importante é que passemos no teste dEle.

A Chave para Perceber o Espírito do Paciente

Ao conhecer a condição de um paciente, devemos considerar


tanto o lado do paciente quanto nosso lado. Se você quiser saber o
que aflige uma pessoa, deve primeiramente reconhecer seu aspecto
mais destacado. Destacar-se-á de modo tão notável
a natureza da pessoa fará com que certa impressão específica
seja deixada.
Algumas pessoas são apressadas no seu espírito; outras são
endurecidas no seu espírito; ainda outras tem um espírito tristonho.
Podemos dizer que uma pessoa tem um espírito altaneiro, outra tem
um espírito deprimido, e assim por diante. De onde vêm estas
condições diferentes do espírito?
É projetado simplesmente para manifestar o Espírito de
Deus. Como pode ser, pois, que se fala do espírito como sendo
duro, ou orgulhoso, ou altivo, ou implacável, ou ciumento? A
resposta é a seguinte: o homem exterior e o interior não estão
divididos, e, assim, a condição do homem exterior fica sendo a do
interior. O espírito é duro porque está revestido da dureza do
homem exterior, ou orgulhoso por que está revestido com o orgulho
do homem exterior, ou ciumento por causa do ciúme do homem
exterior.
Originalmente, o espírito é neutro na sua natureza, mas pode
adotar o caráter do homem exterior se este último não for
quebrantado.
Nosso espírito emana de Deus. Desta maneira, originalmente
é puro, antes de ser afetado pelo estado impuro do homem exterior.
Torna-se, porém, orgulhoso ou duro totalmente por causa da falta
de quebrantamento do homem exterior.
Assim, para purificar o espírito, a pessoa deve lidar, não com
o espírito, mas, sim, com o homem exterior. Devemos reconhecer
que o problema se acha, não com o espírito, mas, sim, com o homem
exterior. Podemos perceber, pelo tipo de espírito que flui, que o
homem não foi quebrantado.
O segredo de conhecer o homem está nas manifestações do
seu espírito — ao sentir aquilo do qual está revestido.
À medida em que o espírito flui, revela a natureza do homem
exterior: se ele foi quebrantado ou não, porque nosso espírito toma
seu colorido do homem exterior ao manifestar-se.
Quando alguém está forte num aspecto específico, é
semelhante a alguma coisa que se destaca diante de você. É só
estender a mão e tocá-lo. Se você o tocar, saberá o que é.
Reconhecerá que esta coisa é o homem exterior dele, ainda intato

Se, em algum aspecto, não fomos quebrantados não


podemos, de modo algum, suprir aquela necessidade do nosso
irmão. Justamente naquele ponto, nosso espírito é insensível e
incapaz.
Quanto mais a pessoa é quebrantada, tanto mais sensível ela
é. Quanto mais perdas a pessoa sofrer, tanto mais tem para dar.
Onde quer que desejamos salvar a nós mesmos, naquele mesmo
ponto ficamos espiritualmente inúteis. Sempre que nos
conservamos e nos desculpamos, naquele ponto estamos privados
de sensibilidade e suprimento espirituais
Qualquer atraso na aprendizagem importa num atraso no
servir. Se Deus colocou um desejo no seu coração para servir a Ele,
você deve procurar entender em que isso implica. O caminho do
serviço acha-se no quebrantamento, ao aceitar a disciplina do
Espírito Santo. quanto mais Ele lida com você, tanto mais aguçada é
sua percepção do homem. Quanto mais você é disciplinado pelo
Espírito Santo, tanto mais prontamente o seu espírito poderá tocar
em outro.
É muito importante lembrar-nos de que, embora o Espírito de
Deus seja dado a nós, os crentes, uma vez para sempre, em nosso
espírito, devemos continuar a aprender enquanto a vida durar.
Assim, quanto mais aprendemos, tanto mais podemos discernir. É
uma fonte de mágoa para nós que tantos irmãos e irmãs no Senhor
não sabem exercer o discernimento espiritual.
Muitas pessoas não diferenciam entre aquilo que é do
Senhor e aquilo que é da natureza humana. Somente à medida em
que temos experiência da maneira severa do Senhor lidar conosco
em certa questão, é que podemos perceber, até mesmo o seu
surgimento em outras pessoas. Não precisamos esperar que o
problema se multiplique. Podemos discernir muito tempo antes da
sua proliferação. Deste modo, nossa sensibilidade espiritual é
conquistada paulatinamente através do experimentar a mão de
Deus sobre nós.
(A "aflição" descreve mais apropriadamente tal sensibilidade
interior).
A sensibilidade espiritual é realizada através de muitos
tratamentos. Realmente tiramos proveito quando preservamos a nós
mesmos?
Para tocar o espírito de um homem, devemos esperar até que
ele abra sua boca e fale. Poucos chegam à posição, em qualquer
tempo, em que podem tocar o espírito do homem sem
primeiramente ouvir o que ele tem para dizer.
A Palavra de Deus diz: "Porque a boca fala do que está cheio o
coração" (Mateus 12:34). Seja qual for sua intenção real, seu espírito é
revelado por aquilo que sua boca fala. Se for altivo, um espírito
altivo se manifestará; se for hipócrita, um espírito hipócrita ficará
em evidência; ou se for invejoso, um espírito de ciúme.

Entre os cristãos, o certo e o errado é julgado, não somente


pela ação, mas também pelo espírito.
A questão verdadeira está com o espírito.
Diante de Deus, o certo ou o errado não é determinado tanto
pelo ato quanto pelo espírito.
Que possamos dizer com Paulo: "Daqui por diante, a ninguém
conhecemos segundo a carne" (2 Co 5:16). Não conhecemos o homem
segundo a carne, mas, sim, segundo o espírito.

CAPÍTULO 5

A IGREJA E A OBRA DE DEUS


É verdade que Deus é muito impedido pelo homem.
Desde o Dia do Pentecoste até ao tempo presente, a obra de
Deus tem sido levada a efeito através da igreja. Pense na
responsabilidade tremenda da igreja! A igreja, porém, pode
restringir a obra de Deus ou limitar Sua manifestação.
Jesus de Nazaré é o próprio Deus. Seu ser inteiro, de dentro
para fora, é revelar a Deus. Suas emoções refletem as emoções de
Deus; Seus pensamentos revelam os pensamentos de Deus. Deste
modo, Deus escolheu a igreja para ser Seu vaso hoje — o vaso
daquilo que Ele fala, para a manifestação do Seu poder e da Sua
operação.
O ensino básico dos Evangelhos é a presença de Deus e em
um Homem, ao passo que o das Epístolas é a de Deus na igreja. Que
nossos olhos sejam abertos ao fato glorioso: Deus anteriormente
habitava no Homem Jesus Cristo, mas agora Deus está somente na
igreja, e não em qualquer outra coisa.
O que Deus espera hoje é que este mesmo poder possa
permanecer intato à medida em que Ele reside na igreja. Ele deve
ficar tão livre para manifestar-Se na igreja quanto o era em Cristo.
Qualquer restrição ou incapacidade na igreja invariavelmente
limitará a Deus
Deus precisa ter um caminho através de nós. Que ninguém
pense que estamos interessados apenas na experiência espiritual.
Nossa solicitude é o caminho de Deus e Sua obra.

O QUEBRANTAMENTO E A
DISCIPLINA
Para o homem exterior ser quebrantado, é imperativo uma
plena consagração. Mesmo assim, devemos entender que este ato de
crise por si só, não resolverá a totalidade do nosso problema no
serviço.
A consagração é meramente uma expressão da nossa
disposição para estar nas mãos de Deus, e pode ocorrer em apenas
uns poucos minutos.
Não pense que Deus pode acabar Seus tratos conosco neste
tempo tão curto. Embora estejamos dispostos a oferecer-nos
completamente a Deus, estamos apenas no começo da estrada
espiritual.
É como entrar pelo portão. Depois da consagração, deve
haver a disciplina do Espírito Santo para nos tornar em vasos
dignos para o uso do Mestre. Sem consagração, o Espírito Santo
encontra dificuldade em nos disciplinar. Mesmo assim, a
consagração não pode servir como substituto da Sua disciplina.
Aqui, pois, há uma distinção vital: nossa consagração
somente pode ser de acordo com a medida do nosso discernimento
espiritual e da nossa compreensão, mas o Espírito Santo disciplina
de acordo com Suas próprias luzes.
Realmente não sabemos o quanto a nossa consagração
envolve. Nossa luz é tão limitada que, quando nos parece que está
no seu auge, aos olhos de Deus é negra como breu.
A disciplina do Espírito Santo, por outro lado, nos é medida
conforme nossa necessidade vista na própria luz de Deus. Ele
conhece nossa necessidade especial e, portanto, pelo Seu Espírito,
ordena nossas circunstâncias de tal maneira que leva a efeito o
quebrantamento do homem exterior. Veja até que ponto a disciplina
do Espírito Santo transcende nossa consagração.
Visto que o Espírito Santo opera conforme a luz de Deus, Sua
disciplina é eficiente e completa. Frequentemente estranhamos as
coisas que nos acontecem, mas, se fôssemos deixados por conta
própria, poderíamos enganar-nos com a melhor das nossas
escolhas. A disciplina que Ele ordena transcende nosso
entendimento. Quão frequentemente somos apanhados
despreparados e concluímos que, decerto, uma coisa tão drástica
não é nossa necessidade. Muitas vezes, Sua disciplina desce sobre
nós repentinamente, sem recebermos aviso prévio! Talvez
insistamos que estamos vivendo "na luz", mas o Espírito Santo está
tratando conosco de acordo com a luz de Deus. A partir do
momento em que O recebemos, Ele tem ordenado nossas
circunstâncias para nosso proveito de acordo com Seu
conhecimento de nós.
A operação do Espírito Santo em nossas vidas tem seu lado
positivo bem como negativo — ou seja, há tanto um lado
construtivo quanto um destrutivo. Depois de nascermos de novo, o
Espírito Santo habita em nós, mas nosso homem exterior mui
frequentemente O priva da Sua liberdade. É como procurar andar
com um par de sapatos do tamanho errado. Porque nosso homem
exterior e o interior estão em desacordo entre si, Deus tem de
empregar quaisquer meios que considera eficaz em demolir
qualquer fortaleza sobre a qual nosso homem interior não tem
controle algum.
Podemos, portanto, ter certeza de que todas as nossas
circunstâncias são ordenadas por Deus. Nada é acidental.
A providência de Deus é de acordo com Seu conhecimento
das nossas necessidades, e tem em mira o despedaçar do nosso
homem exterior. Sabendo que uma certa coisa externa nos afetará
assim, Ele dispõe a situação a fim de nos fazer encontrar com ela
uma vez, duas vezes, e talvez até mais vezes. Você não percebe que
todos os eventos da sua vida durante os últimos cinco anos ou dez
anos foram ordenados por Deus para sua educação?
não pode agir livremente até que nossa consagração seja
completa.
vem um momento em que você percebe que não pode viver
por si só e para si mesmo. Na luz vaga que você possui, você vem
para Deus e diz: "Consagro-me a Ti. Quer venha a vida, quer venha
a morte, entrego-me nas Tuas mãos." Isto fortalecerá a obra do
Espírito Santo na sua vida. Nisto acha-se a importância da
consagração: deixa o Espírito Santo operar sem restrição. Você disse
ao Senhor: "Senhor! Faz o que achas melhor na minha vida." Agora,
depois de você ter-se colocado assim incondicionalmente nas Suas
mãos, o Espírito Santo pode operar livremente em você. Para
resolver de todo o coração que seguirá ao Senhor, você deve prestar
bastante atenção à obra disciplinar do Espírito Santo.

O Maior Meio de Graça

As maneiras pelas quais podemos receber graça da parte de


Deus são chamadas os "meios de graça."
decerto o maior meio de graça que não podemos nos dar ao
luxo de negligenciar, é a disciplina do Espírito Santo. Nada pode ser
comparado com este meio de graça — nem a oração, nem as leituras
bíblicas, nem as reuniões, nem as mensagens, nem a meditação,
nem o louvor. Entre todos os meios de graça dados por Deus,
parece que este é o mais importante.
Se não tiramos proveito deste maior meio de graça, sofremos
uma perda terrível. Nenhum dos outros meios pode substituí-lo,
por mais preciosos que sejam. As mensagens nos alimentam, a
oração nos restaura, a Palavra de Deus nos refrigera, e ajudar aos
outros libera nosso espírito. Mas se nosso homem exterior
permanecer forte, damos a todos aqueles que entram em contato
conosco, a impressão de sermos mistos e impuros.
As pessoas reconhecerão nosso zelo mas também nossos
motivos mistos, nosso amor para com o Senhor, mas também nosso
amor para conosco. Sentem que somos um irmão precioso, porém
difícil, pois nosso homem exterior não foi quebrantado. Não nos
esqueçamos que, embora sejamos edificados através de mensagens,
da oração, e da Bíblia, o maior meio de edificação é a disciplina do
Espírito Santo.
A partir de então deve haver, da nossa parte, uma
consagração completa de modo que devemos submete-nos àquilo
que o Espírito Santo ordena. Semelhante submissa traz bênçãos para
nós. Se, ao invés disto, disputamos com Deus e seguimos nossas
próprias inclinações, perderemos o caminho da Sua bênção. Uma
vez que reconhecemos que todas as providências de Deus são para
nosso máximo proveito —até mesmo coisas que nos são
desagradáveis — e estamos dispostos a aceitar estas coisas como
medidas disciplinares da parte d'Ele, veremos como o Espírito Santo
fará uso de todas estas coisas ao lidar conosco.

Tratamentos de Vários Tipos

Nem seque trivialidades tais como as vestes, o comer e o


beber podem escapar à mão cuidadosa do Espírito Santo. Ele não
negligenciará uma só área na sua vida. Você pode até mesmo
ignorar sua afinidade por uma certa coisa, mas Ele sabe, e trata dela
de modo muitíssimo eficiente. Até que venha o dia em que todas
estas coisas são destruídas, você não conhece liberdade perfeita.
Coisas há mui esquecidas, são trazidas à mente pelo Senhor. As
obras de Deus são perfeitas, e nada menos do que a perfeição pode
satisfazer a Ele. Às vezes, tratará com você através d'outras pessoas,
planejando para você ficar junto com uma pessoa com quem está
zangado, ou a quem você despreza, ou de quem tem ciúmes; ou,
muito frequentemente, é através daqueles que você ama. Antes
disto, você não sabia quão impuro e misturado você era, mas depois
você reconhece quanto "lixo" havia em você. Você pensava que era
totalmente do Senhor, mas, depois de receber a disciplina do
Espírito Santo, começa a reconhecer os efeitos de longo alcance que
as coisas externas tinham sobre você.
Descobrimos que nossos pensamentos são confusos,
independentes, descontrolados. Fingimos ter mais sabedoria do que
outros. É então que o Senhor nos deixa colidir com um muro ou
espatifar-nos até o pó - tudo para nos mostrar que não devemos ter
a ousadia de usar nossos pensamentos desordenadamente. Uma vez
que tenhamos sido iluminados nisto, temeremos nossos próprios
pensamentos como o fogo. Da maneira como se recolhe a mão
imediatamente diante da chama, assim nós também nos
recolheremos instantaneamente quando encontramos nossos
pensamentos descontrolados. Lembraremos a nós mesmos: "Não é
assim que devo pensar; estou com medo de seguir meus próprios
pensamentos."
Além disto, Deus assim disporá nossas circunstâncias de
modo que possa lidar com nossas emoções. Algumas pessoas são
extremamente emotivas. Quando estão jubilosas, não podem se
conter; quando estão deprimidas, não podem ser consoladas. A
totalidade da vida delas gira em torno das suas emoções, e seu
júbilo resulta em dissipação, e sua depressão em inatividade. Como
Deus retifica esta situação?
podem depender da graça de Deus e viver pela Sua
misericórdia, não pelas suas emoções instáveis.
Embora sejam bem comuns as dificuldades com os
pensamentos e emoções, a dificuldade maior e mais prevalecente é
com a vontade. Nossas emoções são desregradas por que nossa
vontade não foi tratada. A raiz está em nossa vontade. A mesma
coisa diz respeito a nossos pensamentos. Talvez possamos
pronunciar com a boca as palavras: "Não se faça a minha vontade, e,
sim, a tua," mas quantas vezes realmente deixamos o Senhor
assumir o controle quando as coisas acontecem? Quanto menos
você conhece a si mesmo, tanto mais facilmente pronuncia tais
palavras. Quanto menos iluminado você está, tanto mais fácil a
submissão a Deus parece ser. Aquele que fala com facilidade barata
comprovou que nunca pagou o preço.
Somente quando somos tratados por Deus é que realmente
vemos quão endurecidos somos e quão dispostos a termos nossa
própria opinião. Deus precisa tratar conosco para tornar nossa
vontade terna e dócil. Pessoas resolutas estão convictas de que seus
sentimentos, modos e julgamentos sempre estão certos. Considere
como Paulo recebeu esta graça registrada em Filipenses: "Não
confiamos na carne" (3:3). Nós, também, devemos ser levados por
Deus a uma situação em que não ousamos confiar em nosso próprio
julgamento. Deus permitirá que cometamos engano após engano até
compreendermos que este será nosso padrão para o futuro,
também. Realmente precisamos da graça do Senhor.
Frequentemente o Senhor permite que ceifemos consequências
sérias dos nossos julgamentos.
"Temo meus próprios julgamentos assim como temo o fogo
do inferno. Senhor, tendo a cometer enganos. A não ser que Tu sejas
misericordioso comigo, a não ser que Tu me apoies, a não ser que
Tu me detenhas com Tua mão, errarei mais uma vez". Este é o
começo da destruição do homem exterior: quando você já não ousa
confiar em si mesmo. Suas opiniões usualmente lhe vêm facilmente
até que você tenha sido tratado por Deus repetidas vezes e tenha
sofrido muitos fracassos. Então, você se rende e diz: "Deus, não
ouso pensar, não ouso decidir." Esta é a disciplina do Espírito Santo:
quando todos os tipos de coisas e todos os tipos de pessoas estão
fazendo pressões de todas as direções.
Não pense que haverá qualquer relaxamento desta lição!
Muitas vezes, o fornecimento da palavra de Deus pode estar em
falta, ou outro meio de graça pode ser insuficiente, mas este meio de
graça especial — a disciplina do Espírito Santo - sempre está
conosco.
O fornecimento da palavra de Deus, o poder da oração, a
comunhão dos crentes — nenhuma destas coisas pode substituir a
disciplina do Espírito Santo. É porque você precisa não somente ser
edificado; precisa também ser quebrantado, de ser livrado de todas
as numerosas coisas na sua vida que não podem ser levadas para a
eternidade.

A SEPARAÇÃO E A REVELAÇÃO
Deus deseja não somente quebrantar o homem exterior, como
também separá-lo de tal maneira que o homem interior já não seja
emaranhado nas atividades do homem exterior. Ou podemos
simplesmente dizer que Deus quer dividir nosso espírito da nossa
alma.
Quão raro é achar um espírito puro nestes dias. Geralmente
quando nosso espírito aparece, nossa alma aparece também; estão
misturados. Assim, a primeira exigência na obra de Deus é um
espírito puro, não um espírito poderoso. Aqueles que descuidam
deste fato, embora sua obra talvez seja feita com poder, a acharão
destruída devido à falta de pureza. Embora possuam
verdadeiramente o poder de Deus, mesmo assim, por causa de ser
misto o seu espírito, estão destruindo aquilo que edificam. Vamos
ver se podemos compreender como isto acontece.
Quanto melhor conhecemos a Deus, tanto melhor
conhecemos e amamos um espírito puro — pureza esta que não
permite nenhuma mistura entre o exterior e o interior. Aquele cujo
homem exterior não foi tratado não pode esperar que o poder que
flui de dentro dele seja puro. Se o poder espiritual é misturado à
medida em que sai da pessoa, ainda que os resultados pareçam
bons, trata-se de um pecado diante de Deus.
Quão frequentemente nosso zelo na labuta é misturado com
prazer natural. Estamos fazendo a vontade de Deus porque
acontece que coincide com a nossa.
Visto que nosso maior problema é com esta impureza, Deus
deve operar em nossa vida de tal maneira que nosso homem
exterior fique quebrantado e nós fiquemos refinados das nossas
impurezas. Enquanto Deus está quebrando nossa casca exterior,
dura, também está fazendo a obra do refinamento. Deste modo,
vemos Seu tratamento duplo da nossa pessoa: quebranta o homem
exterior, e divide-o do espírito. O primeiro é realizado através da
disciplina do Espírito Santo, ao passo que o segundo é através da
revelação do Espírito.

A Necessidade de Ser Quebrantado e Dividido

O homem exterior precisa ser quebrantado para o espírito ser


liberado. Quando, porém, o espírito emergir não deve ser anuviado
pelo homem exterior. Este problema nos leva mais longe do que a
liberação do espírito, porque diz respeito à limpeza ou pureza do
espírito.
Se alguém não for esclarecido quanto à natureza do homem
exterior, e, portanto, não for julgado rigorosamente diante de Deus,
seu homem exterior automaticamente sairá juntamente com seu
espírito.
Pode exibir a Deus, mas também exibe seu próprio- eu não
julgado. Nosso homem exterior não julgado projetará seu ponto
mais forte sobre outras pessoas. Como você pode esperar que se
tornará espiritual no púlpito se não for espiritual no seu quarto?
Se você realmente deseja ser liberto, Deus terá de tratar do
seu ponto forte de modo básico, não apenas superficialmente.
Somente depois de Ele ter quebrantado você neste aspecto, é que
seu espírito poderá ser liberado sem suas impurezas serem
impostas sobre outras pessoas.
Frequentemente, tocamos tanto a vida como a morte em
nosso irmão. Achamos a Deus, mas também ao próprio-eu, um
espírito meigo, mas também a teimosia, ao Espírito Santo, mas
também a carne — tudo na mesma pessoa.
Quando se levanta para falar, impressiona os outros com um
espírito misto, um espírito que não é limpo. Assim, para Deus usar
você como um ministro da Sua palavra, para você ser Seu porta-
voz, você deve buscar Sua graça por meio da oração: "Ó Deus, faze
uma obra em mim, para quebrantar e dividir meu homem exterior."
Senão, o Nome do Senhor sofrerá dano
O Nome do Senhor não sofre porque você tem uma falta de
vida, mas, sim, por causa do seu fluxo de impurezas.

A disciplina do Espírito Santo pode anteceder Sua revelação,


ou pode segui-la. Não há nenhuma ordem fixa; com alguns, pode
começar com Sua disciplina, noutros, com Sua revelação
Estamos nos referindo, naturalmente, à experiência dos filhos
de Deus, e não á doutrina. Para a maioria, parecerá que a disciplina
desempenha um papel muito maior do que a revelação.

Como a Palavra Viva Divide

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que


qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e
espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e
propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua
presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos
olhos daquele a quem temos de prestar contas" (Hb 4: 12, 13).
A primeira coisa a ser notada é que a palavra de Deus é viva.
Sua palavra certamente estará viva quando a virmos assim.
Talvez tenhamos lido as palavras da Bíblia, mas se não
tocarmos em algo vivo, não vemos a palavra de Deus.
João 3: 16 diz: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que
deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna."
visto que a palavra de Deus é viva, aquele que escuta e não
vive, não ouviu a palavra de Deus.
Não somente a palavra de Deus é viva; é também eficaz.
"Viva" indica sua natureza, ao passo que "eficaz" indica sua
capacidade de realizar a obra do homem.
A palavra de Deus não pode voltar vazia; prevalecerá e
realizará seu propósito.
Não é mera palavra, mas, sim, a palavra que operará de tal
maneira que trará resultados.
Penetra e divide. É mais cortante do que qualquer espada de
dois gumes.
Seu corte é demonstrado nisto: "penetra até ao ponto de
dividir alma e espírito, juntas e medulas." Note a analogia aqui: a
espada de dois gumes contra juntas e medulas,
é a Palavra de Deus contra a alma e o espírito.

Semelhantemente, nós somos totalmente incapazes de


distinguir entre o que é alma e o que é espírito.
também é "apta para discernir os pensamentos e os
propósitos do coração."
"Pensamentos" se refere àquilo que deliberamos em nosso
coração e "propósitos" tem referência aos nossos motivos.
Desta maneira, a Palavra de Deus é capaz de discernir tanto o
que pensamos como o que motiva os pensamentos.
Consequentemente, podemos facilmente identificar aquilo
que vem do homem exterior. Confessamos bem levianamente:
"Aquilo foi da alma, porque veio do próprio-eu." Mas não "vemos"
realmente o que é a alma ou o próprio-eu. Depois, certo dia, a
misericórdia de Deus vem a nós, a Sua luz brilha sobre nós, e Sua
voz nos anuncia de modo severo e solene: "O que você
frequentemente chama do seu próprio-eu é você mesmo! Você falou
acerca da carne de modo leviano e fácil. Você deve "ver" como Deus
odeia isto e não permitirá que assim continue."
Antes deste "ver", temos conseguido falar de modo jocoso
acerca da carne; mas uma vez tendo sido feridos com a luz,
confessaremos: "Ah! é isto! É acerca disto que tenho falado." Assim,
temos mais do que uma divisão intelectual. É a Palavra de Deus que
vem sobre nós para nos indicar aquilo que pensamos e propomos
em nosso coração. Recebemos uma dupla iluminação: como nossos
pensamentos têm sua origem na carne, e como nossas intenções são
inteiramente egoístas.
Para ilustrar este fato, consideremos duas pessoas não
convertidas. Uma delas tem consciência de ser um pecador.
Frequentou muitas reuniões e escutou muitas mensagens sobre o
pecado. A pregação clara levou-o a reconhecer-se pecador. Quando,
porém, se refere assim a si mesmo, pode mencionar o fato com risos,
como se realmente não importasse. Outro pecador escuta a mesma
mensagem, e a luz de Deus raia sobre ele. O Espírito o convence de
tal maneira que se prostra no chão e ora: "Oh! é isto que eu sou —
um pecador" Não somente ouviu pela Palavra de Deus que é um
pecador, como também "viu" que esta é a sua verdadeira condição.
Condenasse a si mesmo. Está abatido até ao chão. Iluminado desta
maneira, pode confessar seu pecado e receber a salvação da parte do
Senhor. A partir de agora, nunca falará leviana ou jocosamente
acerca do pecado que "viu." Mas o primeiro, que pode descrever-se
jocosamente como pecador, não "viu" e, portanto, não é salvo.
Como você reage hoje a esta mensagem de que seu homem
exterior interfere seriamente com Deus e deve ser quebrantado por
Ele? Se você começa a falar sobre ela de modo livre e fácil, com
certeza não tocou em você. Se, por outro lado, você for iluminado
por ela, você dirá: "Ó Senhor, hoje começo a conhecer a mim
mesmo. Até agora, não tinha reconhecido meu homem exterior." E à
medida em que a luz de Deus o cerca, descobrindo seu homem
exterior, você cai no chão, sem poder mais ficar de pé.
Imediatamente, você "vê" o que você é.
Certa vez, você disse que amava ao Senhor, mas, sob a luz de
Deus, descobre que não é assim — é a você mesmo que você
realmente ama. Esta luz realmente divide você e o coloca à parte.
Está internamente separado, não pela sua mentalidade, nem por
meros ensinos, mas, sim, pela luz de Deus. Certa vez, você disse que
era zeloso pelo Senhor, mas agora a luz de Deus demonstra que seu
zelo era inteiramente movido pela sua própria carne e sangue. Você
pensava que amava os pecadores enquanto pregava o evangelho,
mas agora veio a luz, e você descobre que sua pregação do
evangelho tem sua origem principalmente do seu amor à atividade,
do seu deleite em falar, da sua inclinação natural. Quanto mais
profundamente esta luz divina brilha, tanto mais são revelados os
pensamentos e propósitos do seu coração. Certa vez, você supunha
que seus propósitos e intenções eram do Senhor, mas nesta luz
penetrante, você sabe que são inteiramente de você mesmo. Esta luz
humilha você diante do Senhor.
Consequentemente, aquilo que supúnhamos ser do Senhor
revela que é de nós mesmos. Embora tínhamos proclamado que
nossas mensagens eram dadas pelo Senhor, agora a luz do céu nos
compele a confessar que o Senhor não nos falou, ou, se falou, quão
pouco Ele disse.
Este desvendar da natureza verdadeira das coisas, ilumina-
nos para termos o conhecimento verdadeiro daquilo que é de nós
mesmos e daquilo que é do Senhor, quanto vem da alma e quanto do
espírito.
Quão maravilhoso seria se pudéssemos anunciar: a Sua luz
brilhou, nosso espírito e nossa alma estão divididos, e os
pensamentos e propósitos do nosso coração são discernidos.
Todos os esforços para distinguir o que é do próprio-eu e o
que é do Senhor, para separar as coisas que são do homem exterior
daquelas que são do homem interior — até ao ponto de alistá-las
item por item e depois decorá-las — revelaram-se como nada mais
do que esforços desperdiçados. Você continua a comportar-se
exatamente como de costume, pois não pode ver-se livre do seu
homem exterior.
Talvez você possa condenar a carne, talvez se orgulhe de
poder identificar tal e tal coisa como pertencente à carne, mas ainda
não está liberto dela.
A liberação vem da luz de Deus. Quando aquela luz brilhar,
você imediatamente verá quão superficial e carnal foi sua negação
da carne, quão natural foi sua crítica daquilo que é natural.
Mas agora o Senhor desnudou diante dos seus olhos os
pensamentos e os propósitos do seu coração.

Assim acontece que até mesmo nossa negação do nome


exterior e nossa firme resolução no sentido de rejeitá-lo, em nada
ajudará. Sim, até mesmo a própria confissão do nosso pecado dá em
nada, e nossas lágrimas de arrependimento precisam ser lavadas no
sangue.
Somente na Sua Luz é que "veremos" e seremos
desmascarados. Deve ser Sua obra pelo Espírito, não nossos
esforços da alma – ou seja, não da nossa própria mente. Este é o
único caminho de Deus.
Como é que ela divide'.' Por meio de revelar os pensamentos
e os propósitos do coração. Nós não conhecemos nosso próprio
coração. Amados, somente aqueles que estão na luz, conhecem seu
próprio coração.
Quando, porém, vier a palavra de Deus, nós, "vemos." Somos
desmascarados como sendo egocêntricos, procurando apenas a
gratificação, a glória, a proeminência e o prestígio para nós mesmo.
Quão bendita é aquela luz que nos leva a cair aos Seus pés.

O Que É uma Revelação?

: "E não há criatura que não seja manifesta na sua presença;


pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos
daquele a quem temos de prestar contas." Aqui, o Senhor nos dá o
padrão ou o critério para a divisão. O que se constitui em revelação
pelo Espírito Santo?
A revelação nos capacita a ver o que Deus vê. Todas as coisas
estão descobertas e patentes aos Seus olhos.
Qualquer venda está em nossos próprios olhos, não nos de
Deus.
Quando Deus abre nossos olhos a fim de que saibamos o
propósito do nosso coração e nosso pensamento mais profundo na
medida em que Ele mesmo nos conhece — esta é revelação.
Assim como somos descobertos e patentes diante dEle, assim
o somos diante de nós mesmos quando recebemos a revelação. Esta
é a revelação: termos permissão de ver o que nosso Senhor vê.
Se Deus nos for misericordioso e nos outorgar até mesmo
uma pequena medida da revelação, de modo que possamos nos ver
como somos vistos por Ele, seremos imediatamente prostrados em
terra.
Não precisamos fazer esforço para sermos humildes.
Aqueles que vivem na luz não podem ser orgulhosos.
É somente enquanto vivemos nas trevas que podemos ser
orgulhosos. Fora da luz de Deus, os homens podem ser arrogantes e
altivos; mas sob a revelação da luz somente podem prostrar-se
diante dEle.
Se você desejar ser usado por Deus, mais cedo ou mais tarde
você deixará a luz brilhar sobre você.
Antes de você receber iluminação, você pode dizer que é um
pecador, mas falta-lhe a contrição do pecador; talvez você pense que
odeia a si mesmo, mas não tem nenhum senso real de
aborrecimento de si; talvez você diga que nega a si mesmo, mas
falta o senso de abnegação. Uma vez que a luz vem, a cobertura da
superfície é arrancada, e aquilo que é "real" ou "original" é revelado.
Que desvendamento, ver que somente amo a mim mesmo; ver que
estou logrado, e enganando o Senhor; ver que não amo a Ele!
Esta luz mostra a você o que você é e o que você tem feito.
Doravante, você terá o conhecimento interior daquilo que pertence
ao próprio-eu. Sem este julgamento pela luz, você nem sequer pode
imitar, mas agora, à medida em que a luz de Deus julga, o espírito e
a alma são divididos; a imitação é impossível.
O que o Senhor faz é penetrar para dentro do nosso homem
interior com uma luz intensa.
Esta luz incomparável nos mostra quanto pertence a nós
mesmos. Revela-nos que quase nada que procede de nós mesmos
vem da parte do Senhor.
Na conversação, nas atividades, nas obras, no zelo, na
pregação, na ajuda aos outros - em todos os campos da vida, nosso
próprio-eu permeia tudo.
Uma vez, porém, que nosso próprio-eu oculto é trazido â luz,
nossa condenação do homem exterior será espontânea.
É somente depois de tal iluminação que somos capazes de
dividir o espírito da alma. Doravante, viveremos diante do Senhor
com nosso espírito liberado. É puro agora, e não oferece dificuldade
alguma ao Senhor.
Desta maneira, a divisão do espírito e da alma depende da
iluminação; ou seja: podemos ver como Deus vê.
Somos cegos àquilo que é de nós mesmos, e pensamos que é
de Deus quando realmente não é. O que professamos ser bom,
agora condenamos segundo aquela luz.
Aquilo que considerávamos certo, agora o rejeitamos.
Aquilo que passava por espiritual, agora reconhecemos como
sendo da alma.
E aquilo que pensávamos que era de Deus, agora
reconhecemos como sendo do próprio eu.
Confessamos: "Senhor! Agora chego a conhecer a mim
mesmo. Estive cego durante vinte ou trinta anos, e não o percebia.
Não tenho visto conforme Tu tens visto."
Semelhante visão liberta você do peso morto do próprio- eu.
Ver é o tratamento dEle. A Palavra de Deus é eficaz, porque o
ilumina ao ponto de poder despir o homem exterior.
Não é que depois de você ter ouvido a Palavra de Deus que
paulatinamente se transforma, como se a visão fosse um passo, e o
despojar, outro passo
Não: a própria iluminação é um despojar; as duas coisas
ocorrem simultaneamente.
Tão logo a luz atinge, a carne está morta. Nenhuma carne
pode viver naquela luz.
No momento em que alguém entra na luz, prostra-se. A luz
secou a sua carne. Amados, isto é eficácia. Realmente, a Palavra
passa a esperar que você produza.
A Sua palavra é eficaz na sua vida. Que o Senhor abra os
nossos olhos para vermos a importância da disciplina do Espírito
Santo e Sua revelação.
Estes dois dão as mãos para tratarem de modo eficaz em
nosso homem exterior.
Dependamos de Deus para recebermos Sua graça que nos
capacitará a colocar-nos sob Sua luz e sermos iluminados ao ponto
de nos curvar diante dEle

Para fazermos a obra do Senhor não depende tanto das


nossas palavras ou ações, mas, sim, daquilo que vem saindo de nós.
Aquilo que emana de nós é uma consideração importante.
Frequentemente dizemos que nossa impressão de certa
pessoa é boa ou má.
O que os outros sentem em nós é nossa característica mais
destacada.
Talvez possamos controlar nossas palavras ou nossas ações,
mas não podemos refrear aquilo que expressa nossa natureza

Se este quebrantamento não for realizado, outras pessoas


encontram o impacto do nosso homem exterior. Sempre que
estamos na presença delas, sentem-se constrangidas por nosso amor
próprio, ou por nosso orgulho, ou obstinação, ou habilidade, ou
eloquência. Talvez a impressão que deixamos seja favorável, mas
Deus está sendo satisfeito?
Amados, a plena intenção de Deus requer que nosso espírito
seja liberado. É imperativo para o crescimento da igreja.
Ao invés de ressaltar o ensino, coloquemos mais ênfase sobre
aquilo que sai de nós, como é trágico quando meramente
impressionamos o homem exterior mas não transmitimos nada de
impressão viva ao homem interior!
Uma vez após outra, Deus dispõe nossas circunstâncias para
quebrantar-nos em nosso ponto forte.
Deste modo, o ouvir frequentemente antecede o verdadeiro
entrar na vida. Através da disciplina do Espírito Santo, porém,
percebemos a verdade mais rapidamente, e assim a possuímos.
Como é estranho que captamos mero conhecimento através de uma
mensagem muito mais rapidamente do que aprendemos a realidade
através da disciplina!
Uma vez que ouvimos, nos lembramos.
O dia em que a disciplina realiza seu propósito é o dia em
que você realmente "vê" a verdade e entra na sua realidade. Assim,
a obra do Espírito Santo é demoli-lo de um lado, e reedificá-lo do
outro lado.

A Obra Notável de Morrer Através da Dominação

Além da disciplina, haverá a iluminação. Às vezes estas duas


são usadas simultaneamente, às vezes alternadamente.
Às vezes a disciplina é demonstrada em circunstâncias que
visam o nivelamento da nossa característica destacada: noutras
vezes, Deus graciosamente brilha sobre nós para nos iluminar.
A carne, conforme sabemos, jaz oculta nas trevas
Uma vez que a Sua luz nos revela a carne, trememos, e não
ousamos movimentar-nos.
Observamos especialmente este fato em tempos em que a
igreja está rica na palavra de Deus. Quando o ministério da Sua
palavra é forte, e não há falta de ministério profético, a luz aparece,
clara e forte. Em tal luz, você chega a reconhecer que até mesmo a
condenação do seu orgulho é em si mesma orgulho. Na realidade,
sua própria maneira de falar contra seu orgulho é jactanciosa. Deste
modo, tão logo que você vê o orgulho na luz, você certamente dirá:
"Ai de mim! Então isto é orgulho — quão repugnante e impuro ele
é!" O orgulho visto à luz da revelação é completamente diferente do
orgulho acerca do qual se fala tão levianamente. A iluminação
desmascara a condição verdadeira. Imediatamente raia sobre você
que é dez mil vezes pior do que quaisquer das suas noções
preconcebidas acerca de si mesmo.
No mesmo momento, seu orgulho, seu próprio-eu, e sua
carne murcham de tudo e morrem sem esperança alguma da
sobrevivência.
Tudo quanto é revelado "na luz" é morto por ela. Isto é muito
maravilhoso.
caímos instantaneamente diante da vinda da luz. À medida
em que o Espírito Santo revela, recebemos nosso tratamento. A
revelação, portanto, inclui tanto o ver quanto o morrer. É o modo
sem igual de Deus tratar. Uma vez que a impureza é realmente
exposta, não poderá permanecer. Logo, a luz tanto revela quanto
mata.
Esta ação de ser morto pela luz é uma das experiências cristãs
mais necessárias. Paulo não foi correndo para a beira da estrada
para ajoelhar-se quando a luz brilhou sobre ele. Caiu em terra.
Poderíamos supor que Deus primeiramente ilumina nosso
entendimento e depois nos deixa para calcular tudo. Este não é o
modo de Deus agir.
Deus sempre nos mostra quão odiosos e poluídos somos, e
nossa resposta imediata é: "Ai de mim! Como sou miserável — tão
impuro, tão desprezível!" Se Deus revela nosso verdadeiro eu,
caímos como mortos.
O efeito daquela iluminação deixará sua marca sobre ela
durante todos os seus dias.
Do outro lado, este tempo de iluminação também é o tempo
para crer — não para pedir, mas para curvar-se até ao chão.
Deus segue o mesmo princípio ao salvar-nos como faz ao
operar em nós mais tarde.
De modo semelhante, na operação subsequente de Deus, tão
logo que a luz vem sobre nós, devemos imediatamente prostrar-nos
sob Sua luz e dizer ao Senhor: "Senhor, aceito a Tua sentença.
Concordo com Teu julgamento." Isto nos preparará para mais luz.
Naquela hora do desvendamento, até mesmo as ações nobres
— realizadas em nome dEle e por amor a Ele — de alguma maneira
perderão seu brilho. Em todo propósito sublime você perceberá a
inclinação mais vil. Aquilo que você considerava como sendo
inteiramente para Deus, agora parece crivado com o próprio-eu.
Mesmo assim, é necessária a revelação de Deus para
desmascarar a condição real do homem. Deus não parará até que
nos desnude a fim de que vejamos a nós mesmos
Mas uma vez que Deus nos revelou os pensamentos e
propósitos do nosso coração, então estamos descobertos diante de
nós mesmos. Como voltaremos a erguer nossa cabeça?
Procuramos em vão uma palavra adequada para descrever
nossa impureza e nossa condição desprezível. Nossa vergonha pesa
sobre nós, como se carregássemos a vergonha do mundo inteiro.
Como Jó, caímos diante do Senhor e nos arrependemos de nós
mesmos: "Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza."
Semelhante iluminação, semelhante aborrecimento de si mesmo,
semelhante vergonha e humilhação, semelhante arrependimento,
libertam-nos da escravidão de longos anos. Quando o Senhor
ilumina, liberta. A iluminação é a libertação, e o ver é a liberdade.
Somente assim é que nossa carne cessa de operar, e nossa casca
externa é quebrantada.

A Disciplina Comparada com a Revelação

Passemos agora a comparar a disciplina e a revelação do


Espírito Santo. A disciplina do Espírito Santo geralmente é um
processo mais lento, repetida uma vez após outra, talvez durante
anos até que a questão em pauta seja finalmente tratada a revelação
do Espírito Santo. Esta frequentemente vem rapidamente, dentro de
uns poucos dias ou, possivelmente, uns poucos minutos. Sob a luz
de Deus você verá em pouquíssimo tempo sua condição verdadeira
e quão inútil você é.
Depois, também, a revelação frequentemente vem através do
suprimento da Palavra de Deus.
É por isso que a revelação do Espírito Santo se multiplica
quando a igreja está forte e o ministério da Palavra de Deus é rico.
Ninguém, no entanto, deve imaginar que, na ausência de
semelhante ministério rico e de semelhante revelação transbordante,
então está livre para viver de acordo com seu homem exterior. É
importante lembrar-se de que a disciplina do Espírito Santo ainda
está operante. Embora alguém esteja privado do contato com outros
crentes por muitos anos, a presença do Espírito Santo com ele é uma
garantia de que possa chegar a uma boa condição espiritual, posto
que é responsivo à disciplina do Espírito. Embora a fraqueza da
igreja possa ter como resultado que alguns membros tenham falta
do suprimento da palavra de Deus, somente podem culpar a si
mesmos se deixam de perceber o valor da disciplina do Espírito.
Além disto, o fracasso deles não quer dizer que o Espírito Santo não
os disciplinou, nem os disciplina.
Pelo contrário, significa que os anos de disciplina não
produziram efeito algum. Embora o Senhor tenha ferido uma vez
após outra, permaneceram ignorantes do significado disto. Como
um cavalo ou mula, teimosos e destituídos de entendimento, parece
que não sondam a mente do Senhor
a disciplina é abundante em muitas vidas, mas reconhecer a
mão do Senhor naquela disciplina é realmente raro.
Quão frequentemente, quando o Senhor trata conosco, vemos
somente a mão do homem. Isto é inteiramente errado.
Ele predeterminou seu tempo, seus limites, e sua força, a fim
de quebrantar nossa característica destacada que é de difícil trato.
Oxalá tenhamos a graça suficiente para reconhecer o significado da
Sua mão ao procurar despedaçar este homem exterior.
Até que isto aconteça, as pessoas somente encontrarão
aquele próprio-eu imperioso quando entram em contato conosco.
Até que o quebrantamento seja levado a efeito, nosso espírito não
pode fluir livremente em direção a elas.
Oremos sinceramente no sentido de a igreja vir a conhecer a
Deus como nunca antes, a fim de que os filhos de Deus sejam cada
vez mais frutíferos para Ele.
O Senhor pretende trazer-nos para uma posição em que não
somente a mensagem do evangelho e nosso ministério do ensino
sejam correios, como também estejamos certos. A questão é: Deus
pode ser plenamente liberado através do nosso espírito? Quando o
espírito é liberado, supre as necessidades do mundo. Nenhuma
obra é mais importante ou mais eficiente do que esta, e nada pode
substituí-la. O Senhor não Se preocupa tanto com seus ensinos ou
sermões quanto com a impressão que você dá. O que é que vem de
você? Esta é a vara da medida final.
Amado, tenha certeza de que o Senhor presta muito mais
atenção àquilo que vem da sua vida interior do que àquilo que sai
da sua boca
AMEIGUICE NO
QUEBRANTAMENTO
O método de Deus quebrantar nosso homem exterior varia
de acordo com o alvo. Expliquemos o alvo da seguinte maneira:
com alguns, é seu amor-próprio; com outros, é seu orgulho. Há,
também, aqueles cuja autoconfiança e habilidade precisam ser
destruídas; tais pessoas se acharão em um predicamento após outro,
derrotadas a cada passo, até que aprendam a dizer: "Não vivemos
na sabedoria da carne, mas, sim, na graça de Deus."
Além disto, aqueles cuja característica destacada e a
subjetividade se acharão em circunstâncias peculiares à sua
necessidade.
E, além disto, há aqueles que sempre estão borbulhando com
ideias e opiniões.
Jactam-se de que podem fazer tudo, mas, estranhamente,
fracassam em todos os empreendimentos. As coisas que pareciam
tão fáceis desmontam-se nas suas mãos. Perplexos, perguntam "Por
que?" É esta a maneira de o Espírito Santo tratar com eles a fim de
atingir o alvo necessário. Tais ilustrações mostram como o alvo do
Espírito varia com o respectivo indivíduo.
Há, também, uma variação no ritmo dos tratamentos pelo
Espírito Santo. Às vezes, os golpes podem suceder-se um após
outro sem folga; ou pode haver períodos de calmaria.
Mas Deus disciplina todos aqueles a quem ama. Desta
maneira, os filhos de Deus têm feridas infligidas pelo Espírito Santo.
Embora a aflição possa variar, as consequências são as mesmas: o
próprio-eu por dentro está ferido. Assim Deus toca em nosso amor-
próprio, nosso orgulho, nossa habilidade ou nossa subjetividade,
seja qual destes se constitui em Seu alvo exterior.
Pretende com cada tiro contra o alvo enfraquecer-nos ainda
mais, até que venha o dia em que somos esmagados e maleáveis nas
Suas mios.
Quer o tratamento toque nossa afeição, quer nossos
pensamentos, o resultado final é produzir uma vontade
quebrantada.
Todos nós somos naturalmente obstinados. Esta vontade
teimosa é apoiada por nossos pensamentos, nosso amor-próprio,
nossa afeição, ou nossa habilidade. Este fato explica as variações nos
tratos do Espírito Santo conosco. Finalmente, é nossa vontade que
Deus quer atingir, pois é ela que representa nosso próprio-eu.
Deste modo, uma característica em comum destaca os que
foram iluminados e disciplinados — tornam-se meigos.
A meiguice é o sinal do quebrantamento. Todos aqueles que
são quebrantados por Deus são caracterizados pela meiguice.
Anteriormente, podíamos nos dar ao luxo de sermos obstinados,
porque éramos como uma casa bem apoiada em muitos pilares. À
medida em que Deus remove os pilares, um após outro, a casa
forçosamente há de ruir. Quando os apoios externos são demolidos,
o próprio-eu não pode deixar de cair.
Devemos, no entanto, aprender a reconhecer a verdadeira
meiguice.
Muitas vezes, uma vontade de ferro se esconde por detrás da
voz mais suave. A teimosia é uma questão de caráter, não da voz.
Alguns que aparentam ser mais mansos do que outros são — diante
de Deus — igualmente obstinados e egoístas.
Para os tais, somente pode haver a severidade do Seu
tratamento até que não ousem agir com presunção. Pelo desígnio de
Deus, os tratamentos que parecem ser externos tocam-nos até o
âmago; nunca poderemos levantar nossa cabeça nestas questões
específicas. É decidido irrevogavelmente que nestas questões não
podemos desobedecer ao Senhor; não ousamos insistir em nossa
opinião. O temor da mão do Senhor nos refreia. É o temor de Deus
que nos torna meigos. Quanto mais somos quebrantados através
dos tratamentos de Deus, tanto mais meigos nos tornamos.
Ver a verdadeira meiguice é contemplar o quebrantamento
interior.
Mas no que diz respeito ao Seu caráter, diz-se que Ele é como
uma pomba, meiga e mansa. O Espírito de Deus incorporará Sua
natureza em nós, pouco a pouco, até que nós, também, sejamos
caracterizados pela pomba. A meiguice, nascida do temor de Deus,
é o sinal do Espírito Santo para o quebrantamento.

Uma pessoa quebrantada pelo Espírito naturalmente possui a


meiguice. Seus contatos com as pessoas já não são marcados por
aquela teima, dureza e aspereza que são as marcas registradas de
um homem não quebrantado. Já foi trazido ao ponto em que sua
atitude é tão meiga quanto sua voz é mansa. O temor a Deus no seu
coração naturalmente acha expressão nas suas palavras e nas suas
maneiras.

(1) Abordável
é tão fácil ter contato com ela, falar com ela, e fazer perguntas
a ela. Confessa prontamente os seus pecados e derrama lágrimas
livremente.
Para alguns, é tão difícil derramar lágrimas. Não é que haja
qualquer valor especial nas lágrimas, mas naquele cujo pensamento,
vontade e emoção foram tratados por Deus, as lágrimas
frequentemente denotam sua disposição para ver e reconhecer sua
falta.
É fácil conversar com ele, porque sua casca exterior foi
quebrada. Aberto às opiniões dos outros, dá as boas-vindas às
instruções, e, nesta posição nova, pode ser edificado em todas as
coisas.

(2) Altamente Sensível


Além disso, aquele que é meigo está alerta ao seu meio
ambiente, visto que seu espírito pode facilmente sair e tocar o
espírito em cada um dos seus irmãos. O mínimo movimento no
espírito de outra pessoa não passa desapercebido por ele. Suas
ações são bem-consideradas, nem magoará os sentimentos dos
outros com falta de consideração.
Frequentemente persistimos em fazer coisas que, no espírito
de outras pessoas já foram condenadas. Outros sentem este fato,
mas nós, não. Considere como isto pode ocorrer nas reuniões de
oração, quando os irmãos e as irmãs podem sentir repugnância das
nossas orações. Mesmo assim, não cessamos de falar
monotonamente. Os espíritos dos demais irmãos clamam: "Parem
de orar," Mas permanecemos insensíveis. Não há correspondência
aos sentimentos dos outros. Não é assim com aquele cujo homem
exterior foi quebrantado. Porque o Espírito tocou naturalmente e
operou uma profunda sensibilidade e pode ser tocado também pelo
espírito de outros. Tal pessoa não ficará embotada diante das
reações dos outros.

(3) Pronto para uma Vida em Conjunto


Somente estes quebrantados sabem o que é o corpo de Cristo.
Sem a meiguice, dificilmente estariam prontos para participar da
vida no corpo. Começam a tocar o espírito do corpo, até mesmo os
sentimentos dos outros membros. O corpo inteiro sentiu este fato,
menos ele. Um quebrantado, no entanto, pode tocar a consciência
da igreja e perceber o seu sentimento, pois seu espírito está aberto
ao espírito da igreja para receber dela qualquer comunicação.
Quão preciosa é esta sensibilidade! Sempre que fazemos
qualquer coisa errada, imediatamente a sentimos. Embora não
estejamos livres de fazer coisas erradas, mesmo assim, possuímos
uma faculdade que rapidamente nos aferroa. Os irmãos e as irmãs
sabem que você está errado, mas mesmo antes de abrirem a boca
você é trazido de volta ao seu bom-senso pelo mero contato com
eles. Você tocou o espírito deles, e isto lhe indica se aprovam ou
desaprovam. O corpo de Cristo vive da mesma maneira que nosso
corpo físico. Nem há necessidade de discussões prolongadas; todos
os membros naturalmente possuem um sentimento em comum e
aquele sentimento expressa a mente do corpo.
(4) Facilmente Edificado
capacitar-nos a receber o suprimento da totalidade do corpo.
Nosso espírito então é liberado e aberto para receber a ajuda
espiritual de qualquer parte do corpo.
Está fechado pela parede da sua mente e parece que somente
poderá ser ajudado através da sua mente. Nesta condição, não pode
receber a edificação espiritual. Se, porém, o Senhor entrasse e
despedaçasse esta parede, mostrando-lhe a futilidade dos seus
próprios pensamentos, ele ficará atento como uma criança àquilo
que os outros dizem. Já não desprezará pessoas que parecem estar
abaixo das suas habilidades ou capacidades.
Ao escutar uma mensagem, fará uso do seu espírito para
entrar em contato com o espírito do pregador, ao invés de focalizar
sua atenção na pronúncia das palavras ou na apresentação da
doutrina. Quando o espírito do pregador é liberado com uma
palavra específica da parte do Senhor, o espírito deste ouvinte é
refrigerado e edificado. Se o espírito de alguém estiver livre e
aberto, recebe ajuda sempre que o espírito do seu irmão flui.
Lembre-se, porém, que esta não é a mesma coisa que ser
ajudado na doutrina. Quanto mais o espírito de um homem tem
sido tratado por Deus, tanto mais ajuda pode receber.
E é verdade, além disto, que sempre que o Espírito de Deus
Se movimenta pela doutrina, pelas palavras, ou pela eloquência.
Sua atitude está inteiramente mudada. É uma lei invariável: que à
medida em que alguém é ajudado depende da condição do seu
espírito.
Agora, devemos compreender claramente o que significa ser
edificado. Não pode significar pensamentos expandidos, nem
compreensão melhorada, nem maior acúmulo doutrinário.
Simplesmente significa que meu espírito mais uma vez entrou em
contato com o Espírito de Deus. Não importa através de que o
Espírito de Deus Se movimenta, seja na reunião, seja na comunhão
individual; não sou menos nutrido e vivificado. Meu espírito é bem
como um espelho, que é polido cada vez.
Expliquemos o assunto assim: tudo quanto procede do
espírito abrilhanta tudo quanto toca. Como indivíduos, somos
muito semelhantes a lâmpadas — lâmpadas de cores diferentes.
Assim acontece com nosso espírito; onde há o fluir do Seu
Espírito, esqueceremos a teologia que aprendemos. Tudo quanto
sabemos é que o Espírito veio. Ao invés do mero conhecimento,
temos uma 'luz interior." Estamos revificados e nutridos na Sua
presença.
Anteriormente, nossa intelectualidade nos tornava
impossíveis, mas agora podemos ser facilmente ajudados. Agora
compreendemos por que é difícil para outros receberem ajuda.
Entendemos que é necessário passar muito tempo em oração antes
de podermos tocá-los no espírito. Não há outra maneira de ajudar
uma pessoa obstinada. Conforme veremos na lição seguinte, há um
caminho que Deus designou para a eficácia verdadeira.

DOIS CAMINHOS MUITO


DIFERENTES
Devemos reconhecer dois caminhos muito diferentes que
existem diante de nós para recebermos a ajuda. Primeiramente, "há
um caminho que parece justo" em que a ajuda é recebida de fora —
através da mente — pela doutrina e pela sua exposição. Muitos até
mesmo declararão que foram grandemente ajudados por esta
maneira.
Mesmo assim, é uma "ajuda" muito diferente da ajuda que
Deus realmente pretende dar.
Em segundo lugar, devemos ver que o caminho de Deus é o
caminho do espírito que toca no espírito.
Ao invés de ter nossa mentalidade desenvolvida ou de
adquirir um armazém de conhecimento, é por este outro meio de
contato que nossa vida espiritual é edificada.
Que ninguém se engane; até que tenhamos achado este
caminho, não descobrimos o cristianismo verdadeiro. Somente este
é o caminho para a edificação e inspiração do nosso espírito.
A edificação não é uma questão de doutrina mas, sim, do
espírito? Se seu irmão fala através do espírito, você será lavado e
purificado cada vez que o espírito dele toca em você,
independentemente de quão familiar é o assunto ou de quantas
vezes você já ouviu aquele tema específico. Qualquer ensinamento
ou doutrina que não resulta na revificação do espírito pode somente
ser considerado preceito ineficaz.
Além disto, há algo bem notável em quem foi quebrantado.
Se você for alguém que realmente é quebrantado, você descobrirá
que não somente poderá prestar socorro, como também, ao assim
fazer você também é ajudado.
Alguém lhe faz uma pergunta, e ao respondê-la você é
ajudado. Você está orando com um pecador que está buscando ao
Senhor, e, mais uma vez, você está fortalecido no íntimo. Você pode
ser guiado a falar severamente com um irmão que deslizou; não
somente o espírito dele é revificado, mas você também é edificado.
Você pode receber ajuda de todo contato espiritual. Você fica
maravilhado porque o corpo inteiro está suprindo você como
membro. Qualquer membro do corpo pode suprir sua necessidade,
e você é ajudado. Você se torna um recipiente para o suprimento de
todo o corpo. Que maravilha! Verdadeiramente você pode
regozijar-se: "A riqueza do Cabeça é do corpo, e a do corpo é
minha." Quão grandemente isto difere do mero aumento do
conhecimento mental!
Esta capacidade de receber ajuda — deixando que o espírito
de outra pessoa toque em nosso espírito — é prova que a pessoa é
quebrantada.
A habilidade não impede de receber ajuda; mas é evidência
que a casca exterior é mais dura do que outras.
Na misericórdia do Senhor, uma pessoa habilidosa deve ser
tratada drasticamente, quebrantada muitas vezes e de muitas
maneiras até que, um dia, possa receber o suprimento da igreja
inteira.
Perguntemos a nós mesmos: "Podemos receber este
suprimento de outras pessoas?" Se não pudermos receber, é
provável que nossa casca dura impeça o encontro com o espírito do
nosso irmão que é liberado. Se, porém, formos quebrantados, somos
ajudados tão logo que o espírito dele se movimente.
A pergunta, portanto, não é quão poderosos são os espíritos,
mas sim: como os espírito se tocam um ao outro? É este contato
entre os espíritos que revifica e edifica a pessoa. Quão grande é a
necessidade, pois, para o homem exterior ser quebrantado! Não
pode haver dúvida de que isto se constitui em exigência básica para
sermos ajudados e para ajudarmos os outros.

A Comunhão no Espírito

Embora haja muitos tipos diferentes de comunhão, há a


comunhão espiritual que é muito mais do que o intercâmbio de
ideias e opiniões. É a interação de espíritos. Este tipo de comunhão é
possível somente depois de nosso homem exterior ter sido
despedaçado, sendo nosso espírito liberado desta maneira, para
tocar no espírito de outras pessoas.
Neste compartilhar do espírito, experimentamos a
comunhão dos santos e compreendemos o que as Escrituras querem
dizer com a "comunhão de espírito."
É verdadeiramente uma comunhão de espírito, e não um
intercâmbio de ideias. Mediante esta comunhão no espírito
podemos orar de comum acordo.
Porque muitos oram através da sua mente,
independentemente do seu espírito, é difícil para eles achar outra
pessoa com a mesma mente que pode orar em harmonia com eles.
Qualquer pessoa que nasceu de novo e que tem o Espírito
Santo habitando nela pode ter comunhão conosco.
Isto é possível porque nosso espírito está aberto para a
comunhão, pronto para receber o espírito do nosso irmão, e para ser
recebido por este. E, desta maneira, podemos tocar o corpo de
Cristo, pois nós somos o corpo. Podemos compreender quando
dizemos que nossos espíritos são o corpo de Cristo? Realmente,
"Um abismo chama outro abismo" (SI 42:7).
As profundezas do seu ser estão clamando por um toque das
minhas profundezas; e eu estou clamando por um toque das
profundezas da igreja inteira.

a meiguice fabricada pelos homens precisa ser destruída.


Devemos aprender de uma vez por todas, que o esforço humano
para imitar a meiguice é fútil.
Tudo deve ser do Espírito Santo, pois somente Ele conhece
nossa necessidade e disporá as circunstâncias que levarão ao
quebrantamento de nosso homem exterior.
É nossa responsabilidade pedir luz da parte de Deus a fim de
que possamos reconhecer a mão do Espírito Santo e, de boa mente,
submeter-nos a Ele, reconhecendo que tudo quanto Ele faz é certo.
Não sejamos sem entendimento. Pelo contrário, entreguemo-nos ao
Senhor para Ele operar em nós.
À medida em que você se entregar ao Senhor, descobrirá que
Sua obra realmente começou cinco ou dez anos antes, embora não
pareça que produziu qualquer fruto em você. Hoje, veio uma
mudança. Finalmente, você pode orar: "Senhor, eu era cego, sem
saber como Tu me estavas guiando. Agora, vejo que desejas
quebrantar-me. Para isto, entrego-me a Ti." Então, tudo que era
infrutífero durante cinco ou dez anos começa a dar fruto. Achamos
o Senhor entrando com perícia para destruir muitas coisas de cuja
existência nem sequer tínhamos consciência. Esta é Sua obra de
mestre: despojar-nos do orgulho, do amor-próprio, e da exaltação
de nós mesmos, a fim de que nosso espírito seja liberado e
exercitado para a utilidade.

Duas Perguntas Correlatas

Visto que o quebrantamento do homem exterior é a obra do


Espírito Santo que desafia as imitações feitas pelos homens,
devemos procurar por fim a qualquer ação da carne que
reconhecemos; ou devemos esperar passivamente até que maiores
luzes venham da parte do Espírito Santo, o Realizador da obra?
Decerto é correto e apropriado que acabemos com toda
atividade carnal, mas devemos ver como isto é vastamente diferente
de imitar a obra do Espírito.
Ilustrando: embora eu seja orgulhoso, devo recusar todo o
orgulho, mas não finjo ser humilde. Ou, posso perder a calma com
as pessoas, mas mantenho esta tendência sob controle; isto, porém,
não me torna manso.
Enquanto o negativo está lutando para ser reconhecido, devo
resisti-lo sem trégua.
Mesmo assim, não fingiria que possuo o positivo. Esta é a
distinção importante: o orgulho é uma coisa negativa, de modo que
devo tratar com ele;
a humildade é algo positivo; não posso, portanto, imitá-la.
Embora eu deva colocar ponto final em todas as atividades da carne
que me são conhecidas, não preciso imitar a virtude positiva.
Tudo quanto preciso fazer é entregar-me ao Senhor, dizendo:
"Senhor, não há razão para exercer minhas forças para imitar. Estou
confiando em Ti para fazer a obra." A imitação exterior não é de
Deus; é do homem.
Todos quantos buscam ao Senhor devem aprender de dentro,
e não apenas conformar-se exteriormente.
Devemos permitir que Deus termine Sua obra dentro de nós
antes de podermos esperar que a evidência dela seja manifestada do
lado de fora. Tudo quanto é fabricado externamente é irreal e
condenado à destruição. Quem possui uma coisa falsificada, sem o
saber, defrauda a outros bem como a si mesmo.
Frequentemente, é difícil convencê-la da sua irrealidade,
porque não pode distinguir o certo do errado. Logo, não devemos
procurar imitar exteriormente. É muito melhor ser natural; assim
fica aberto o caminho para Deus operar em nós. Sejamos singelos, e
não imitemos coisa alguma, tendo plena confiança de que o próprio
Senhor acrescentará Suas virtudes a nós.
A segunda pergunta é: Alguns são naturalmente dotados
com uma virtude tal qual a mansidão; há uma diferença entre a
mansidão natural e a mansidão que vem através da disciplina?
tudo que é natural é independente do espírito, ao passo que
tudo quanto vem através da disciplina do Espírito Santo está sob o
controle do espírito, e se move somente à medida em que o espírito
se move.
A mansidão natural realmente pode tornar-se um
impedimento para o espírito. A pessoa que é habitualmente mansa
é mansa em si mesma, e não "no Senhor."
Suponhamos que o Senhor queira que ela se levante e
pronuncie algumas palavras enérgicas. Sua mansidão natural a
impediria de seguir ao Senhor.
Diria, pelo contrário: "Ah, isto eu não posso fazer. Nunca na
minha vida pronunciei palavras tão duras. Que outra pessoa o faça.
Eu simplesmente não posso."
Você vê como sua mansidão natural não está sob o controle
do espírito. Qualquer coisa que é natural tem sua própria vontade e
é independente do espírito.
Aquela mansidão, no entanto, que vem através do
quebrantamento pode ser usada pelo espírito, porque não resiste
nem oferece sua própria opinião.
Em segundo lugar, uma pessoa naturalmente mansa é mansa
apenas enquanto você está de acordo com a vontade dela. Se você a
força a fazer o que não gosta de fazer, mudará de atitude. Nas assim
chamadas virtudes humanas, falta o elemento de abnegação. É
óbvio que o propósito de todas elas é construir e estabelecer a vida
do próprio-eu. Sempre que aquele próprio-eu é violado, as virtudes
humanas desaparecem, todas elas.
As virtudes que brotam da disciplina, do outro lado, somente
são possuídas depois da vida feia do nosso próprio-eu, ali é vista a
virtude verdadeira. Quanto mais o próprio-eu for ferido, tanto mais
fulgurosamente brilha a verdadeira mansidão.

Uma Exortação Final

Tendo ressaltado a importância de ser quebrantado o homem


exterior Devemos submeter-nos sob a mão poderosa de Deus,
aceitando todos os tratamentos necessários. À medida em que o
homem exterior é quebrantado, o interior é fortalecido. Alguns
talvez achem o homem interior ainda fraco.
Não ore por forças para corrigir este defeito, pois a Bíblia nos
ordena:
"Fortalecei-vos." Proclame que é seu alvo ser forte. A coisa
maravilhosa é que depois do seu homem exterior ter sido
quebrantado, você pode ser forte sempre que quiser.
O problema da força é resolvido com o problema do homem
exterior. Ao desejar ser forte, você é forte. Ninguém pode bloquear
seu caminho. O Senhor diz: "Sê forte." No Senhor você também diz:
"Sé forte." E você descobre que você é forte.
O homem interior é liberado somente depois de o homem
exterior ter sido quebrantado. Este é o caminho básico para o
serviço de Deus.

Por outro lado, individualmente, a salvação não é automática, mesmo para


aquele indivíduo que recebeu o chamado de Deus.

Ser salvo requer cooperação por parte daquele que crê (Mt 7.14; Lc 13.24; Fl
2.12; 3.13).

A Bíblia também esclarece (para quem quiser entender) que a salvação não é
obtida incondicionalmente, “de uma vez para sempre”, através de uma
experiência de conversão vivida só no passado.
Ela é uma dádiva condicional de Deus, e a Bíblia deixa isto claro através das
inúmeras advertências contra o perigo da apostasia por parte do cristão, que
é a única coisa capaz de levá-lo a perder a salvação (Dt 29.18-20; Ez 18.24; Jo
15.6; At 14.22; Rm 8.13; 1Co 15.1-2; Cl 1.21-23; 1Tm 4.16; Hb 2.1-3, 3.6,12-14,
6.4-6; Tg 5.19-20; 2Pe 2.20-22).
Porém o cristão fiel, firmado na verdadeira fé, pode ter plena certeza de sua
salvação (Jo 5.24, 6.37,47; Rm 8.38,39). Se a doutrina “uma vez salvo, sempre
salvo” fosse verdade, isto é, se a possibilidade de perder a salvação (pela
decisão individual de negar a fé) não fosse real, então a perseverança seria
uma tolice, e não uma virtude.
A salvação é um processo que envolve três etapas:
1. No passado: CONVERSÃO. A conversão genuína envolve o arrependimento
do pecado (Mc 1.15; Lc 13.1-5, 24.47; At 2.38, 3.19, 17.30; Hb 6.1; 2 Pe 3.9) e a
justificação pela fé (Mt 26.28; At 10.43; Rm 4.7-8, 6.6-7). O arrependimento é
a decisão de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação
divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por tê-lo
praticado, decidindo-se a abandoná-lo e confiando no perdão de Deus (Mt
3.2-8; 2Co 7.9-10; 2Pe 3.9). O complemento do arrependimento é a fé em
Deus e na Sua Palavra (Mt 15.28; Mc 11.22-24; Lc 17.5; Rm 1.16-17; Tt 1.4).
2. No presente: CONSAGRAÇÃO. A consagração envolve: obediência a Deus
(Mt 7.21; Hb 5.9; Tg 1.21; 1 Jo 2.4), santificação contra o pecado (Jo 17.17-19;
Rm 6.12-14,19, 12.1; Gl 5.16; Hb 12.14; 1 Jo 3.6; Ap 22.14) e perseverança nas
lutas (Mt 24.13; Jo 15.6; Hb 10.36-39; Tg 1.12; 2Pe 1.10-11; Ap 2.10). É muito
importante ressaltar aqui que a fonte de poder para a verdadeira consagração
é o próprio Cristo

A habitação do Espírito Santo em cada um de nós


essa habitação do Espírito Santo em nós que produz a regeneração do nosso
espírito (o novo nascimento) e desperta em nós o desejo de aprendermos mais
com Jesus e nos tornarmos mais parecidos com o Mestre.

Através da Sua habitação no cristão, o Espírito Santo nos leva à santificação


(1Co 6.19), testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16), nos ajuda na oração e
adoração a Deus (At 10.45-46; Rm 8.26-27; Fp 3.3), nos ensina toda a verdade
(Jo 14.26,16.13; 1Co 2.10-16), nos transmite o amor de Deus (Rm 5.5) e nos dá
consolação e alegria (Jo 14.16; Rm 14.17; 1Ts 1.6). Ele capacita com poder e
dons espirituais a todo o cristão que, com fervor, busca servir a Cristo e à Sua
Igreja (At 1.8, 2.39; 1Co 12.11).

O batismo no Espírito Santo


O Senhor Jesus Cristo é quem batiza seus discípulos no Espírito Santo, com o
propósito de capacitar-nos com o poder necessário para servi-lo (Mt 3.11; Lc
24.49; At 1.8).

O batismo no Espírito Santo está disponível para todos os cristãos, nascidos


de novo pela fé em Cristo, e que portanto receberam o Espírito Santo para
neles habitar.

O batismo no Espírito Santo é distinto da regeneração espiritual produzida


pelo mesmo Espírito no momento da conversão: p.ex., Jesus primeiramente
concedeu o Espírito Santo para regeneração dos discípulos (Jo 20.22) e
posteriormente os instruiu para receberem o batismo no Espírito Santo (Lc
24.49; At 1.5,8).

Trata-se de uma experiência especial, um dom recebido pela fé fervorosa,


numa atmosfera de ardente esperança e total entrega a Jesus Cristo, conforme
atestado pela experiência de milhões de cristãos pentecostais

O batismo no Espírito Santo concede ao cristão poder celestial para realizar


grandes obras em nome de Cristo e ser eficaz no seu testemunho e pregação
(At 1.8, 2.14-41, 4.31, 6.8; Rm 15.18-19; 1Co 2.4), além de torná-lo mais
sensível contra o pecado, mais desejoso de orar e interceder, tendo maior
amor e entendimento da Palavra de Deus.

Após ter recebido o batismo no Espírito Santo, o cristão deve conservá-lo e


renová-lo mediante uma vida santificada em oração, testemunho e adoração
(At 4.31,33; Ef 5.18-19).

Похожие интересы