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Introdu¸c˜ao a` L´ogica - An´alise e exemplos de argumentos

Samir Gorsky

23 de abril de 2014

Resumo

O presente texto ´e parte de um trabalho que apresenta de maneira did´atica

e resumida t´opicos relacinados `a disciplina de L´ogica tais como: no¸c˜oes b´asicas

de l´ogica, hist´oria da l´ogica, l´ogica sentencial, l´ogica de primeira ordem, l´ogicas

n˜ao-cl´assicas, etc.

Palavras-chaves: silogismo, premissa, termo m´edio, conte´udo e forma.

1 Bons e maus argumentos

Defini¸c˜ao 1 (Bom argumento). [CE09] Um bom argumento ´e aquele em que h´a boas raz˜oes para que as premissas sejam verdadeiras, e as premissas apresentam boas raz˜oes para que se acredite na verdade da conclus˜ao.

O conceito de “bom argumento” ´e mais abrangente do que o de “argumento v´alido”, por quˆe? Deve-se, contudo, analisar melhor o que se quer dizer por “boas raz˜oes”. Todo argumento convincente ´e bom? Todo argumento bom ´e convincente?

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Teste para verificar se um argumento ´e bom:

1) Existem boas raz˜oes para acreditarmos que as premissas s˜ao verdadeiras? 2) As premissas conduzem, sustentam, estabelecem a conclus˜ao?

Se a resposta ao teste 1 para saber se um argumento ´e bom for negativa ou tivermos

d´uvidas sobre ela, vale a pena passar para o teste 2? Justifique.

A an´alise de argumento, portanto, se divide em duas partes independentes: 1)

verifica¸c˜ao das premissas (saber se as premissas s˜ao verdadeiras) 2) verifica¸c˜ao da liga¸c˜ao da conclus˜ao com as premissas (saber se a conclus˜ao se segue das premissas). No m´aximo, os cientistas e as enciclop´edia s´o podem nos dizer o que ´e verdade factual. Eles n˜ao se comprometem com o que poderia ser verdade. Para inspecionar todas as circunstˆancias em que as premissas poderiam ser verdadeiras temos de usar a nossa imagina¸c˜ao.

Exemplo 1. As premissas e conclus˜ao s˜ao verdadeiras, mas as premissas n˜ao susten- tam a conclus˜ao. Seus av´os paternos tem um filho. Nem todas as pessoas tˆem um filho. Logo, seu professor ´e filho do pai dele.

Exemplo 2. As premissas sustentam a conclus˜ao, mas uma das premissas ´e falsa. Miau ´e um felino. Todos os felinos s˜ao bege. Miau ´e bege.

Defini¸c˜ao 2 (Afirma¸c˜ao d´ubia). Uma afirma¸c˜ao ´e d´ubia (ou implaus´ıvel) se n˜ao tiver- mos boas raz˜oes para acreditar que ela ´e verdadeira e, no entanto, n˜ao tivermos certeza que ´e falsa.

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Defini¸c˜ao 3 (Afirma¸c˜ao altamente plaus´ıvel). Uma afirma¸c˜ao ´e altamente plaus´ıvel se

for verdadeira ou se tivermos boas raz˜oes para acreditar que ´e verdadeira.

Proposi¸c˜ao 1. A conclus˜ao de um argumento v´alido ´e t˜ao plaus´ıvel quanto a sua

premissa menos plaus´ıvel.

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E poss´ıvel que argumentos v´alidos n˜ao sejam bons, pois pode acontecer que todas

as premissas de um argumento v´alido sejam falsas. Portanto:

Argumento v´alido

= Argumento bom.

Suponha que todos os casos em que um argumento tenha premissas verdadeiras

e conclus˜oes falsas sejam situa¸c˜oes disparatadas. Nesse caso, h´a boas raz˜oes para se

acreditar que a conclus˜ao se segue das premissas, mas falta-nos a certeza. Na maioria

dos casos analisados (ou nos casos relevantes) quando as premissas s˜ao verdadeiras a

conclus˜ao tamb´em ´e verdadeira.

Exemplo 3. [CE09] Suponha que ouvi dizer que h´a periquitos `a venda em uma loja

qualquer. Eu sei que o meu vizinho tem uma gaiola na garagem e pergunto-me se a

gaiola na garagem ser´a suficientemente grande para um desses periquitos. Eu racioc´ıno

ent˜ao do seguinte modo: todos os periquitos que todas as pessoas que eu conhe¸co viram,

ou de que ouviram falar, ou acerca dos quais leram algo, medem menos de 20cm. Logo,

os periquitos `a venda na loja medem menos de 20cm.

Defini¸c˜ao 4 (Argumentos fortes e fracos). Um argumento ´e forte sse ´e quase imposs´ıvel

que as premissas sejam verdadeiras e a conclus˜ao falsa.

Um argumento ´e fraco sse ´e prov´avel que as premissas sejam verdadeiras e a con-

clus˜ao falsa.

Obs: entre dois argumentos v´alidos, n˜ao h´a diferen¸ca nos graus de validade. Entre

argumentos forte pode haver diferen¸ca nos graus de for¸ca dos argumentos.

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Figura 1: An´alises de argumentos 1 Figura 2: An´alises de argumentos 2 2 Leituras complementares

Figura 1: An´alises de argumentos 1

Figura 1: An´alises de argumentos 1 Figura 2: An´alises de argumentos 2 2 Leituras complementares (Copi

Figura 2: An´alises de argumentos 2

2 Leituras complementares

(Copi 1968) A maior parte do presente cap´ıtulo est´a baesada nos livros: Copi, I. In- trodu¸c˜ao `a l´ogica [COP68] e (Carnielli e Epstein 2009) Carnielli, W e Epstein, R. Pensamento cr´ıtico.[CE09]

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(Branquinho, Murcho e Gomes 2006) Branquinho, J; Murcho, D. e Gomes, N. G. Enciclop´edia de termos l´ogico-filos´oficos. [BMG06] (Kneale e Kneale 1963) Kneale, M and Kneale, W. The Development of Logic.

[Kne63]

Referˆencias

[BMG06] J. Branquinho, D. Murcho, and N. G. Gomes. Enciclop´edia de termos l´ogico- filos´oficos. Martins Fontes, S˜ao Paulo, 2006.

[CE09]

W.A. CARNIELLI and R.L. EPISTEIN. PENSAMENTO CRITICO: PO- DER DA LOGICA E DA ARGUMENTAC¸ AO. RIDEEL, 2009.

[COP68]

I.M. COPI. INTRODUC¸ AO A LOGICA. MESTRE JOU, 1968.

[Kne63]

W. Kneale & M. Kneale. The Development of Logic. Clarendon Press, Oxford,

1963.

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