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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL


DISCIPLINA DE CONSTRUÇÃO CIVIL I

Estrutura de Concreto Armado -


Fôrmas
Profª Janaina Salustio
Introdução

 Para produzir peças em concreto armado deve-se seguir


um esquema básico de produção, como mostrado abaixo:
Introdução
Montagem das fôrmas

Armadura e embutidos
Introdução

Concretagem
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Funções das fôrmas:
 Dar forma ao concreto, sendo a
única responsável pela geometria
dos elementos estruturais;

 Conter o concreto fresco e


sustentá-lo até que tenha
resistência;
 Limitar a perda de água do
concreto, facilitando a sua cura;
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Funções das fôrmas

 Servir de suporte para o posicionamento


da armação e elementos de instalação;

 Servir de estrutura provisória para as


atividades de armação e concretagem,
devendo resistir as cargas do seu peso
próprio, além das de serviço (pessoas,
equipamentos e materiais);
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Importância
 Influência na qualidade da obra: o prumo, o nível, alinhamento e
esquadro das peças estruturais é consequência da correta utilização
da fôrma, influenciando no desempenho dos demais subsistemas que
compõe o edifício.
 Fissuras na estrutura: pode ser provocada pelo excesso de sobrecarga
devido a revestimentos com espessuras em excesso em decorrência de
uma estrutura mal moldada;

 Corrosão das Armaduras: pode ter origem na falha de estanqueidade


da fôrma. A perda da nata durante a concretagem expõem a armadura
aos agentes agressivos através dos vazios formados facilitando a sua
despassivação e comprometendo a durabilidade da estrutura de
concreto armado. Mesmo quando detectado a tempo, a sua recuperação
é sempre uma tarefa árdua e cara.
Produção das Fôrmas e Escoramento
Importância

 Influência no prazo de execução da obra: a execução da


estrutura consome, aproximadamente, 50 % do prazo total de
execução, sendo a fôrma responsável por 30% do prazo total do
empreendimento.

 Influência no custo da obra: O custo da estrutura de


empreendimento predial de porte médio (p.ex: 2 Subsolos,
Térreo e 15 pavimentos tipos) representa algo em torno de 20
%, e o da fôrma, entre 25% a 40 % da estrutura, equivalente a 5%
a 8 % do custo total.
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Elementos Constituintes

 Molde: é a parte do sistema que dá forma a peça entrando em contato com


a superfície de concreto;
 Cimbramento: é um conjunto de elementos que absorve ou transfere para
um local seguro as cargas que atuam nas fôrmas. Pode ser dividido em 4
grupos;
- escoramento: peças verticais sujeitas a esforços de compressão;
- vigamento: peças horizontais sujeitas aos esforços de flexão
originados pelos carregamentos verticais;
- travamento: peças verticais ou horizontais sujeitas a esforços
oriundos do carregamento horizontal;
- mão francesa: peças inclinadas para contenção horizontal;
 Outras: para auxílio da montagem do sistema de fôrma.
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Pilares
Molde: constitui de fôrmas laterais e de
fundo;

 Gastalho: tem a função de locar o pilar e


também conter o empuxo do concreto na
parte inferior da fôrma, caracterizando-se
como travamento.

 Tensores ou barras de ancoragem:


resistem a tração proveniente do empuxo do
concreto.

Gastalho
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Pilares
Pilares - Projeto
Pilares - Projeto
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Pilares
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Pilares
Verificação de Serviços - Pilares
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Vigas

sarrafos

Os painéis de viga podem ter estruturação longitudinal


(sarrafos paralelos na direção da viga), transversal
(sarrafos transversalmente a viga), ou mista.
Vigas - Projeto
Vigas - Projeto

Distribuição das
escoras de vigas
Produção das Fôrmas e Escoramento
Produção das Fôrmas e Escoramento

Parafuso do tipo sargento usado


para prender fundo de viga
Verificação de Serviço - Vigas
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Lajes
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Lajes - Tipos

Maciça
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Lajes - Tipos

Treliçada
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Lajes - Tipos
Produção das Fôrmas e Escoramento
 Lajes - Tipos

Nervurada ou
colméia
Verificação de Serviço - Lajes
Produção das Fôrmas e Escoramento
Características do Sistema

 Conhecido na bibliografia como sistema tramado (constituído pelo cruzamento


de elementos longitudinais e transversais;
 Uso intensivo de mão de obra;
 Produção essencialmente manual
 Elevados desperdícios de mão de obra, material e tempo;

Razões:
- Ausência de planejamento e projetos, cabendo aos operários muitas decisões
com relação a sua confecção e montagem;
Material das Fôrmas
Molde: normalmente é constituído por chapas de madeira compensada

– Por que?

• Pode ser obtida em grandes quantidades a preço competitivo, existindo


reservas para renovação do material;
• Pode ser produzida em peças com dimensões estruturais que podem ser
rapidamente desdobradas em peças de pequenas dimensões;
• Permite ser trabalhada com ferramentas simples e ser empregada várias
vezes;
• Foi o primeiro material empregado capaz de resistir tanto a esforços de
compressão como de tração;
• Tem baixa massa específica e alta resistência mecânica;
• Permite fáceis ligações e emendas;
• Não estilhaça quando golpeada. Sua resiliência permite absorver choques que
romperiam ou fendilhariam outro material.
Material das Fôrmas

Os compensados apresentam-se com diferentes espessuras, sendo as de maior


emprego como fôrmas de estrutura os de 6,0mm, 10,0mm, 12mm, 18mm, 20mm e
25mm. Quanto á sua largura e comprimento são modulados, sendo que os PAINÉIS
RESINADOS apresentam-se nas dimensões de 1,10m X 2,20m e os
PLASTIFICADOS com 1,22m X 2,44m.
 Resinada: material de proteção aplicado a
superfície da peça é de resina permeável, o que
limita sua reutilização em duas ou três vezes;

 Plastificadas: cuja resina aplicada em sua


superfície possibilita maior número de
reutilizações dos painéis, que pode variar de 10 a
40 vezes em função da espessura da película da
resina aplicada.
Material do Sistema de Fôrmas
Cimbramento

-Escoramento Metálico: tem boa capacidade de carga, podendo ser


selecionada para o carregamento a que forem solicitadas, possuem grande
durabiliade, boa precisão geométrica, facilidade de manuseio e atingem alturas
superiores ao escoramento de madeira;

- Travamento: devem resistir a esforços de tração e flexão,


sendo normalmente de madeira (sarrafos, pontaletes).

Travamento
Material do Sistema de Fôrmas
Cimbramento

-Mãos francesas : normalmente são constituídos por peças de madeira, tais


como sarrafos, pontaletes ou tábuas, mas também podem ser encontradas em
material metálico.

- Vigamentos: constituídos por chapas metálicas dobradas ou soldadas, sendo


bastante resistente a flexão ou ainda por peças de madeira.

Vigamento
Mão-francesa metálica
Recomendações Construtivas
 Pilar
 Antes da montagem das peças, deve-se
aplicar o desmoldante (conforme indicação
do fabricante).
 Fixar os sarrrafos do gabarito (gastalho) em
esquadro.
 As faces dos painéis dos pilares são
encaixadas nos gabaritos previamente
nivelados.
 Verificar a limpeza, fixação da armadura, a
colocação das cocadas.
 Colocar os parafusos de pressão ou tensores,
em seguida executar a fixação das fôrmas dos
pilares, em prumo
Recomendações Construtivas
 Vigas e lajes
 Os fundos de vigas são montados apoiados sobre garfos, cavaletes ou andaimes
metálicos, devendo fazer sua concordância com a boca de pilar através da
colocação de linhas de náilon niveladas a uma distância predeterminada, para
este fim.
 Em seguida é posicionado e alinhado os painéis laterias das vigas;
Recomendações Construtivas
 Vigas e lajes
 Posicionar e nivelar os pontaletes que servirão de apoio para os painéis das
lajes e/ou longarinas, prendendo-os nos garfos, ou outros pontaletes através de
sarrafos na horizontal. Colocar também os pontaletes de escora permanentes
(nas lajes e vigas) antes da concretagem ;

 Nivelar as vigas e lajes;


Escoras remanescentes
Prazos
Desmoldagem: é a retirada da fôrma, sem descimbrá-la. Recomenda-se,
mínimo de 60 horas para início desta atividade não se esquecendo da
necessidade da continuidade do processo de cura do concreto, mantendo-o
úmido pelo prazo estabelecido pela especificação pertinente e, também da
proteção com madeira nos trechos vulneráveis ao choque mecânico.

Descimbramento: é operação de retirada dos elementos portantes da fôrma,


e conseqüentemente da estrutura. Para possibilitar a reutilização das escoras
nas etapas seguintes são retirados prematuramente, porém, no prazo nunca
menor que 72 horas com confirmação da conformidade de
resistência aos 3 dias do concreto. Ao retirá-los, passamos os esforços
atuantes às escoras remanescentes já distribuídas. Estas, a partir deste
momento, tem a função de continuar sustentando a estrutura e absorver ou
repassar a seu apoio todas as cargas incidente. As escoras remanescentes
deverão ficar até completar os 28 dias de concretagem.
Montagem e Desmoldagem: Prazos
Outras bibliografias recomendam:

3 dias para a retirada das fôrmas laterais;


14 dias para retirada das fôrmas inferiores, permanecendo as escoras principais;
21 dias para retirada total de fôrmas e escoras.
Composição de Custos - Fôrmas
03110.8.3 Fôrma feita em obra para pilares, com chapa
compensada plastificada, e = 12 mm - unidade: m²
Aproveitamento = 5
Componentes unid Consumos
Ajudante de carpinteiro h 0,2
Carpinteiro h 0,8
Chapa compensada plastificada m² 0,27
Prego 17x21 com cabeça kg 0,04
Pontalete 3x3" m 1,24
Sarrafo 1x3" m 1,64
Desmoldante para fôrmas l 0,02
Prego 17x21 com cabeça dupla kg 0,2
Arame galvanizado kg 0,18

Ex: Projeto de uma escola de educação infantil, cuja área construída é de 304, 01 m². Do
projeto obteve-se uma área de fôrma de 127,98 m². Calcular o consumo dos materiais e
mdo necessários a produção, montagem e desmontagem das fôrmas.
Composição de Custos - Fôrmas

Fôrma feita em obra para pilares, com chapa


03110.8.3.3 compensada plastificada, e = 12 mm - unidade:

Aproveitamento = 5
Componentes unid Consumos Quantit. Total
Ajudante de carpinteiro h 0,2 127,98 25,60
Carpinteiro h 0,8 127,98 102,38
Chapa compensada plastificada m² 0,27 127,98 34,55
Prego 17x21 com cabeça kg 0,04 127,98 5,12
Pontalete 3x3" m 1,24 127,98 158,70
Sarrafo 1x3" m 1,64 127,98 209,89
Desmoldante para fôrmas l 0,02 127,98 2,56
Prego 17x21 com cabeça dupla kg 0,2 127,98 25,60
Arame galvanizado kg 0,18 127,98 23,04

Tipo 1: Orçamento pequeno porte, feito para um conhecido, por exemplo.


Fôrma feita em obra para pilares, com chapa compensada plastificada,
03110.8.3.3
e = 12 mm - unidade: m²
Aproveitamento = 5
Componentes unid Consumos Preço unit Subtotal 1

Ajudante de carpinteiro h 0,2 5,31 1,06


Carpinteiro h 0,8 8,11 6,49
Chapa compensada plastificada m² 0,27 13,25 3,58
Prego 17x21 com cabeça kg 0,04 4,6 0,18
Pontalete 3x3" m 1,24 2,5 3,10
Sarrafo 1x3" m 1,64 0,82 1,34
Desmoldante para fôrmas l 0,02 3,6 0,07
Prego 17x21 com cabeça dupla kg 0,2 0,00
Arame galvanizado kg 0,18 4,8 0,86
Subtotal 2 16,69
Leis Sociais - 135% 10,19
Custo Direto 26,88
BDI - 30 % R$ 8,07
Custo Total do Serviço R$ 34,95

Tipo 2: Composição unitária de preço de serviço usada em orçamento profissional.


Composição de Custos - Fôrmas

Custo
Descrição unidade Quantidade Unitário Total
Supraestrutura
Fôrma feita em obra para pilares, com chapa compensada plastificada, e = 12 mm
- unidade: m²
Fôrma m² 127,98 R$ 34,95 R$ 4.472,90
Referências

Apostila usp – Estruturas de concreto Armado


Apostila UFSC – tecnologia e gestão de sistemas construtivos
Sistema de fôrma para estrutura de concreto – Paulo Assahi
TCPO – Pini
Relatórios de Estágio supervisionado
Livro: A Técnica de Edificar