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INTRODUÇÃO

Friedrich Wilhem Nietzsche nasceu em Röcken – pertencente,


atualmente, à vila de Lützen, antigo Reino da Prússia e atual Alemanhã no dia
15 de outubro de 1844 e, faleceu na cidade alemã Weimar em 25 de agosto de
1900. Nietzsche é amplamente reconhecido na área da filosofia e filologia, com
trabalhos originários do século XIX, possuindo em seus trabalhos principais, a
construção critica à religião, a moral, a cultura contemporânea, filosofia e ciência
com qual expressava ampla preferência pela a construção textual por meio de
metáfora, ironia e aforismo.

Em suas obras, tratavam de forma categórica o perspectivismo, a vontade


de poder, a morte de Deus. Ponto filosófico principal é de “a afirmação da vida”
que questiona qualquer doutrina que gere uma drenagem expansiva da energia,
independentemente de ser socialmente predominante. Discorre radicalmente do
valor e da objetividade da verdade, exercendo influencia na tradição filosófica
continental e compreendendo o existencialismo, pós-modernidade e pós-
estruturalismo.

HISTÓRIA E FILOSOFIA DE NIETZSCHE

Nietzsche por influência familiar, ambos dos seus avôs eram pastores
protestantes, considera a carreira de pastor, mas a rejeitando ainda na
adolescência proveniente do seu contato com a filosofia, que o afastou da
carreira teológica. Iniciando a vida acadêmica na Universidade de Bonn em
Filologia Clássica. Transferindo em sequência para a Universidade de Leipzig
diante da transferência do professor Friedrich Wilhem Ritschl para a respectiva
instituição. Em sua vida acadêmica, tem como construção preliminar da sua
vocação filosófica por meio de Schopenhauer, tornando-se um aluno brilhante e
com uma formação clássica sólida, alcançou sua nomeação como professor de
Filologia na Universidade de Basileia, adotando, então, a nacionalidade suíça.
Desenvolveu, por um período de dez anos, a sua percepção filosófica a
partir do contato com o pensamento antigo grego, voltado para a linha pré-
socrática se destacando, em especial, Herácito e Empédocles e posterior,
assumiu a cadeira de Filologia Classica na Universidade de Basileia, com o
mérito de ser a pessoa mais jovem a ter alcançado tal posição.

Participou ligeiramente na Guerra Franco – Prussiana, comprometendo-


se como voluntário e sendo altamente afetado pela experiência profunda de
violência e a de sofrimento.

Em sua primeira grande obra, “O Nascimento da Tragédia”, Nietzsche


desempenha enorme reflexão filosófica acerca das relações que são
estabelecidas entre a arte e a verdade, que compõem um campo de forças do
tabuleiro da vida e a da morte. Em sua percepção, existe um simbolismo da arte
com a vida e, para assim, continuar vivendo. Por sua vez, Nietzsche apresenta
a vida, ou potência de viver como uma força subjetiva e base para todo o esforço
de criação. Por parte da subjetividade, se está o laço de encontro com a arte,
que experimenta a afirmação e exaltação da existência, de forma que essa
percepção condiz como fosse um remédio para o pessimismo, transformando a
horrenda e insuportável da morte com finalidade de transformar a vida digna e
justificável à eternidade. (CASTRO, 2008)

Em face dessa constatação, a pergunta é: Por que a verdade? Para qual


razão a filosofia busca incessantemente a verdade e não a resolução de outra
pergunta? Tornando o conhecimento em um impulso direcionado quase que
espontaneamente para a verdade.

Em sua abordagem, o filosofo diferencia a abordagem em questionar o


valor da verdade, em contraponto a filosofia metafísica – com a crença que a
verdade está não pertence a experiência e aos fenômenos e sim, se encontra
localizada em um mundo sensível, verdadeiramente antecessora da aparência,
colocando novos parâmetros o relacionamento entre a verdade e a moral,
negando o patamar de transcendência à existência e por fim, seriam frutos da
própria existência e criação do ser humano. (CAMARGO, 2008).
CAMARGO (2008) descreve que para o Filosofo tal fundamentação
metafísica precede a história, a existência prevê sua criação a partir do homem
e, portanto, Nietzsche tem como objetivo compreender o que guia o homem na
construção de complexas linhas de pensamento e, quando nos referimos a sua
natureza dinâmica e em desenvolvimento é possível estabelecer o ponto
contrário da natureza da verdade imutável qual sua posse é a base principal para
encaminhar o homem.

Essa contraposição ao conceito clássico da verdade, coloca uma linha de


estudo no passo de compreender a moral como recorrente à subjetividade
humana, inserindo um aspecto antropológico e indicativa para tal
questionamento além da maneira metafísica, preconceituosa no sentindo de
afastar a relação do ser humano da construção da verdade. Portanto, avaliar a
moral como uma representação simbólica compete a uma nova avaliação que
ela não prove de um conhecimento prévio qual se denomina, usualmente, de
verdade. (LOPES, 2008)

Partir disso, o Filosofo estabelece a compreensão da origem do ser


humano moral através da sua construção histórica, entretanto, sendo a verdade
obtido de um processo histórico, como seria possível essa construção e o que
seria a verdade? Em virtude que o seu valor é conceitualmente construído de
forma histórica, seria um erro o transformar como verdade, logo, a verdade seria
um erro com maior aceitação pela moral. (CAMARGO, 2008).

Contudo, essa avaliação recai ao conceito da subjetividade da arte para


com a finalidade de valorizar a vida, como um fim em si para a existência humana
e o que caracteriza a vontade de viver. Portanto, a verdade e sua busca está
atrelada a uma forma de autopreservação, com função reguladora moral do ser
humano. Em base disso, a moral é um conhecimento construído pelo o homem
e na medida que a construção remete a produção e, portanto, a sua criação, a
ideal de moral não pode residir na verdade proveniente da metafisica.
(CAMARGO, 2008; CASTRO, 2008).
Em 1879, em decorrência de sua condição clínica fez com que tenha que
deixar o cargo de professor. Sua voz, agora inaudível, causava afastamento por
parte dos alunos. Logo começou uma vida em mudanças viajando para várias
cidades com objetivo de encontrar um clima favorável à sua saúde, vivendo
longos períodos em reclusão e se ausentando da vida social, política e
intelectual, características que o marcaram definitivamente.

Em sua passagem pela França e a Itália, constrói admiração pela a


liberdade que acredita na modernidade, com a possibilidade de inovação através
das transformações de valores e ideias contraditórios, a construção do absoluto
para justificar preceitos e valores tornam-se fonte de suspeita. Incluindo as
práticas e as instituições, o declínio da moral e do ideal cristão são chave para o
momento crítico que permite uma nova reflexão da existência. Em vista disso,
Nietzsche compreende que a verdade está atrelada a natureza humana e,
portanto, se desloca de forma continua ao longo da história e agora, com a
construção moral que contempla a subjetividade do homem tem-se a viabilidade
de planificar o futuro homem e o preparar para uma nova era, rompendo com a
ideia de retorno ao ideal da antiguidade. Por sua vez, o homem moderno cultiva
a si mesmo, exercendo soberania sobre si. (ALVES, 2008)

Procedimento para transição da antiguidade para a modernidade será a


prova seletiva, para Nietzsche, o esforço reside em determinar o critério de
reconstrução dos valores que o conduz desde o estetismo ao vitalismo, com
base no pensamento que está alicerçado no valor da vida em si. Portanto, a arte
de viver onde a existência exige ser eternamente justificável, mesmo para o
sofrimento que o torna necessário com base em um moral que determina o seu
fim através da oposição do prazer, terá um destino decante.

Nietzsche encontra na matriz estóica a percepção de um homem que não


precisa renegar seus anseios e sua própria natureza, mas, atualizando, integra
a disciplina e fundando novamente uma ética sobre a natureza em contraposição
a moral utilitarista que escraviza ao não confrontar o sofrimento.
Assim, Nietzsche tem a reconstrução da existência com a superação do
niilismo e a renúncia ao ressentimento, ao desejo de vingança contra a vida
tornando a vida digna no que acontece fazendo com que coincida a vontade e o
destino, a liberdade e a necessidade.

CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS