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ninguém, entéio, fique em panico: as esco- las brasileiras vio continuar tendo como mis sio principal ¢ incontornével a de permit Por que “norma”? Por que Seulta”? alunos uma integragdo cada vex maior e iehor na cultura letrada, o que significa ( ras coisas, muito mais ao que confirma a regra’ de cidadiios pobres que, hoj pleno a cultura Jetrada e as formas restigiadas continuardo senclo zados ¢ mantidos bem distantes acesso & mobilidade social pa Bitisticos © niio lingiifsticos, como tradigo ¢ val ulturais (prestigio, elegincia, de uso corrente nui relativamente estabilizada pelas sociais vel, num mesmo campo de inves- wr um tinico termo para o que é elecido” e para o que & “uso corrente”? Diversos autores, realmente, desta- cam 0 fato de que do mesmo substantive nom ma derivam dois adjetivos — normal e norma- tivo — usados com sentidos bem distintos, 0 normal & o que descreve a acepeao 5 do dicio- niirio de Houaiss, enquanto a acepgio 4 se re- fere a0 normativo. 0 antropélogo canadense 8. Along assim define cada um deles (2001: 148): matemiético de freqiién- cia real dos comportamentos observados [srifos meus). se encontra nas refle- xGes do lingiiista francés A. Rey (2001: 116): tative de definir a “nor 4o lexicolégiea minima descobre por tris do termo dois conceitos, um atinente a observacio, 0 a ragdo de um tica, 0 outro a um feixe de (ivas. A mesma palavra, lente realizada, © & de conformidade @ uma regra, de juizo de va- lor, de finalidade designada. Essas oposigdes ficam muito claras quando apa- recem dispostas lado a lado: * preceitos * ideal + reflesio eonsciente cia ‘ tendéncia gorale habitual Use Poe ae a? oa cane strada no fe Rey, apa rece muito claramente no discurso das pessoas falam sobre a lingua, seja no campo da clo cientifica ou na abordagem leiga jorar a situagio, a palavra das vezes, é citada com isto 6, vem seguida de algum qualifiea te, Dos diversos adje professotes, 110s manuais de redagio das gr nas graméticas, sua ete. Mas 0 que essa norma culta? Ela se refere a0 normal, ao fre ao habitual) horado, & regr ‘A maior difienldade em lidar com a norma culta 6 precisamente o fato dela ter dade, o fato de por tris desse rétulo — norma culta — se esconderem dois eonceitos opostos erevemos. Vamos ver do que se trata, muito mais de conceito propriam seria esse? Eo preconceito de nica mancira “certa” de falar a seria aquele conjunto de regras e preceitos aparece estampado nos livros chamados gra ticas. Por sua vez, essas gramiitieas se basea- ipo peculiar dle ativi- ivamente escrita — de ‘mam ser chamados de “os elissicos”. Inspr: nas grandes obras lite- a Tingua de maneira “eorreta”, “ci ante” ete. Ki esse modelo que recebe mente, 0 nome de norma culta. Vamos ver, por exemplo, como alguns importantes iticos definem o seu trabalho e, dentro am 0 adjetivo culta. he Pa ove? a eb “HERE