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A ANTÁRTIDA

A Antártida, também denominada no Brasil por Antártica,(ver questão do nome) é o mais meridional e o
segundo menor dos continentes (maior apenas que a Austrália), com uma superfície de
quatorze milhões de quilômetros quadrados. Rodeia o polo Sul, e por esse motivo está quase
completamente coberta por enormes geleiras (glaciares), exceção feita a algumas zonas de
elevado aclive nas cadeias montanhosas e à extremidade norte da península Antártica. Sua
formação se deu pela separação do antigo supercontinente Gondwana há aproximadamente
100 milhões de anos e seu resfriamento aconteceu nos últimos 35 milhões de anos. [2]

É o continente mais frio, mais seco, com a maior média de altitude e de maior índice de ventos
fortes do planeta.[1] A temperatura mais baixa da Terra (-93,2 °C) foi registrada na Antártica,
sendo a temperatura média na costa, durante o verão, de -10 °C; no interior do continente, é
de -40 °C.[3] Muitos autores o consideram um grande deserto polar, pela baixa taxa
de precipitação no interior do continente.[4][5][6] A altitude média da Antártica é de
aproximadamente 2000 metros.[7] Ventanias com velocidades de aproximadamente 100 km/h
são comuns e podem durar vários dias.[3] Ventos de até 320 km/h já foram registrados na área
costeira.[6]

Juridicamente, a Antártica está sujeita ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações que
reivindicavam territórios no continente (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova
Zelândia e Reino Unido) concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente
à exploração científica.[8]

Por esse motivo, e pela dureza das condições climáticas, não tem população permanente,
embora tenha uma população provisória de cientistas e pessoal de apoio nas bases polares,
que oscila entre mil (no inverno) e quatro mil pessoas (no verão).[9] Dois destes assentamentos
com uma população regular (incluindo crianças) são Villa Las Estrellas (do Chile) e Base
Esperanza (da Argentina).[10]

TOPONÍMIA
O topônimo Antártica tem sua origem no latim tardio antarctĭcus que, por sua vez, deriva
do grego antigo ανταρκτικός, que significa, literalmente, "oposto ao Ártico" (antiártico).
Todavia, convencionalmente adotou-se a forma Antártida, tanto em Portugal como no Brasil,
mesmo que contraditória quanto à origem etimológica do topônimo. Uma explicação possível
seria a analogia com a mítica Atlântida,[11] algo que ocorre da mesma forma em castelhano, em
que também convivem as duas formas, Antártida e Antártica, sendo a primeira de uso mais
difundido.[12] Na língua italiana, por sua vez, existe apenas o registro de Antartide, também
cunhada sobre o modelo de Atlantide (Atlântida).[13]

Em Portugal, antes do Acordo Ortográfico de 1990, a única forma dicionarizada era Antárctida,
tomando então o adjetivo a forma antárctico/antárctica (substantivado em [Oceano]
Antárctico).[14][15][16]
No Brasil, a forma convencional era Antártida até meados da década de 1970,[17] quando a
forma Antártica passou a ganhar força após ser usada em obras acadêmicas sobre o
continente, como o livro Rumo à Antártica da geógrafa Teresinha de Castro, publicado
em 1976.[18]

HISTÓRIA
Como não há povos nativos da Antártica, a sua história é a da sua exploração. É muito provável
que os povos de regiões próximas ao continente tenham sido os primeiros a explorá-lo: os
povos Aush da Terra do Fogo, por exemplo, falam sobre o "país do gelo" e um chefe maori de
nome Ui-Te-Rangiora teria atingido a região em 650 d.C. [19][20] No entanto, esses povos não
deixaram vestígios de sua presença.

As primeiras expedições documentadas começam no século XVI. Américo Vespúcio relatou o


registro visual de terras a 52°S.[21] Várias expedições aproximaram-se gradativamente do
continente sem, no entanto, ter-se a certeza de que se tratava realmente de um continente ou
de um conjunto de ilhas, até às expedições de James Cook, o primeiro a circum-navegá-
lo entre 1772 e 1775 sem o avistar, devido à névoa e aos icebergs.[20]

A ocupação humana propriamente dita começa na primeira metade do século XIX, quando
navios baleeiros chegavam à região das Ilhas Sandwich do Sul. Nesse período, James
Weddell e James Clark Ross descobriram os mares que hoje levam seus nomes. Este último fez
uma viagem de exploração na qual descobriu ainda a Ilha de Ross, os montes Érebo e Terror e
a Terra de Vitória, retornando em 1843.[20] Realizados em 1895 e 1889, o sexto e o sétimo
Congresso Internacional de Geografia, respectivamente, obtêm relativo sucesso em seu
chamado pela exploração do continente meridional, firmando-se uma colaboração mútua de
Grã-Bretanha e Alemanha para a exploração científica da Antártica, resultando em diversas
expedições ao continente com o apoio e a participação de diferentes nações. [22]

No início do século XX, os exploradores se voltam para a conquista do polo Sul. Ernest Henry
Shackleton organizou uma expedição em 20 de outubro de 1908, sendo obrigado a retornar
sem atingir o polo. Seguem-se a ele Roald Amundsen e Robert Falcon Scot em uma verdadeira
corrida, pois partem com apenas duas semanas de diferença em outubro de 1911 a partir
da plataforma de Ross. Amundsen atinge o polo em 14 de dezembro de 1911, retornando em
janeiro. O grupo de Scot chega ao ponto em 17 de janeiro e encontra a bandeira norueguesa.
No caminho de volta, os cinco expedicionários morrem de fome e exaustão.[20]

Após a conquista do polo, restava ainda a façanha de atravessar o continente de costa a costa.
Shackleton assumiu a tarefa na Expedição Imperial Transantártica, em 1914, que não obteve
sucesso por uma série de dificuldades, a primeira delas foi os navios terem ficado presos
no gelo e afundado.[23]

Richard Evelyn Byrd, explorador dos Estados Unidos, foi o primeiro a sobrevoar o polo Sul 29 de
novembro de 1929 após o que conduziu diversas viagens de avião à Antártica nos anos 30 e
nos anos 40.[23] Ele também realizou extensas pesquisas geológicas e biológicas. Atualmente,
após o Tratado da Antártica, muitos países mantêm bases de pesquisa permanente e a
ocupação humana é constante.[1]

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