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Cidade de Deus

Capítulo 1

 Os falsos seguidores de Cristo, culpam-No pelos seus erros e esquecem-No em sua


glória
 Em momento algum os vencedores perdoavam os vencidos

*Referência aos ladrões: Diômedes e Ulisses, que roubaram a estátua de Minerva.

 Os deuses que eram considerados guardiões das cidades (as suas principais estórias
foram narradas por Virgílio) tendiam a perde-las, ao invés de guardá-las.
 Os lamentos e prantos em Tróia foram devidos à sua ‘’péssima relação com os
deuses’’, porém, nas basílicas apostólicas guardavam consigo uma paz que estava, de
longe, ao alcance da cidade.
 O poder romano era extremamente bélico, mas as basílicas apostólicas ajudavam
aqueles atormentados por esse poder.
 O castigar tanto pode ser realizado nos justos e nos injustos (quero dizer, o justo não
deixará de ser justo, mesmo ele sendo castigado por aquilo que não fez)
 *já que, como o ser bom ama o mundano, assim como o ser mau (refiro-me somente
ao amor e não à sua intensidade), aquele deve provar que, ama a Deus acima de toda
as coisas, de tal maneira, não recuará mesmo ante falsas acusações.
 Todo o sofrimento que acontece com o ser humano na terra pode e há de ser
convertido num bem, quando, e somente quando, esse merecer o céu.

‘’Ora, o fim da vida, reduz a igual medida a mais longa e a mais curta, pois coisa nenhuma é
melhor, ou pior, ou mais longa, ou mais curta, na igualdade do nada.’’

 Marco Atílio Régulo foi homem bravo que enfrentou uma das maiores e mais cruéis
punições que poderiam ocorrer com alguém, enviado para a troca de soldados
romanos, presos por guerra, por Cartígenes, Régulo, sabendo que havia falhado
retorna à Roma, onde é morto, como punição por sua falha.
 A santidade é mantida até mesmo quando tu és atacado corporalmente (relações
carnais não concedidas), contudo, não é mantida quando a alma sucumbe (inclusive
por onanismo).
 Lucrécia, que se matou por ter sido estuprada, estava completamente enganada,
Agostinho faz uma anotação, perguntando se: teria Lucrécia aproveitado a sensação
luxuosa e, consequentemente se arrependido depois?
 O mandamento de não matar não engloba a morte de animais e plantas enquanto que
estejam sob a nossa necessidade
 Marco Catão mesmo sob condição de escravo (enquanto estava sob controle dos
cartaginenses) não teria se matado, mas o realizou somente quando César teria
assumido o poder (afinal, Catão era opositor frívolo de seu governo.

*Agostinho faz uma comparação entre Marco Régulo e Marco Catão, afinal o primeiro
teria se suicidado quando seu opositor político assumira o poder, Régulo, entretanto,
encara sua morte aceitando ter falhado, coisa que não vemos em Catão, que morre
por covardia.
 Cipião de Nasica, o maior virtuoso de toda Roma prevê que Cartago cairá, mas junto a
ela, toda a virtude da civilização romana.
 Agostinho critica o teatro romano tal como Platão n’A República critica o teatro grego,
alegando ser um pacote de negligência e vício.

Capítulo 2
 Agostinho critica todos aqueles que durante seus estudos não reconhecem Cristo
 Os festivais romanos em celebração dos deuses nada mais é que um palco de pura
obscenidade, mudando somente o seu grau de acordo com o requerimento de cada
deus.
 Pérsio aproveitou as características que eram realmente consideradas como virtuosas
para Agostinho, sendo essas não vinculadas de maneira propriamente dita à ‘’virtude
romana’’

*vale lembrar que a última obra de Pérsio, paralisada devido à sua morte, foi
totalmente dedicada à sua mãe, Fúlvia Sisena, e, parcialmente a sua irmã e tia.

 Cícero no seu livro, A República, critica os versos das poesias que limitam e humilham
a imagem dos deuses
 Os jogos cênicos, tal qual as poesias, mostravam a negligência dos deuses ante os
ataques que humilhavam suas imagens.
 Labeão foi quem disse quanto aos tipos de ritual de cada deus, resumindo-se em:

*bons: jogos e festivais


*maus: preces e rituais tristonhos

 Os gregos e romanos possuíam discordâncias quanto a forma como os atores que


representavam os deuses deveriam ser tratados, para os primeiros, homens que
representavam os deuses deveriam ser honrados, enquanto que para os segundos,
devido às cenas de desonra, os atores não mereciam ter respeito algum, muito menos
dignidade
 Platão critica os jogos cênicos por não contribuir em nada com nossa elevação
espiritual, fazendo o contrário, ou seja, regredimos ao passo que representamos
nossas infâmias em peça

*nisso Labeão considera Platão como um semideus, enquanto que Agostinho o eleva
em condição divina, ou maior

 Uma grande parte dos deuses romanos foram criados como método de bajulação e
não como de adoração
 As leis morais romana foram roubadas de sua real origem (Atenas inclusive)

*Vale notar as leis de Sólon e Lacedemônia, obtidas por Pompílio

 As sabinas foram mulheres prometidas para casamento, mas não foram entregues
como o prometido, ocasionando seu rapto por soldados romanos
*vale notar aqui a relação entre sabinos e romanos de maneira desestruturada

 O rei Tarquínio (esposo de Lucrécia) foi expulso de Roma por Bruto, que alegava a
desonra do rei
 A Roma descrita por Salústio é revelada como uma terra do medo que na verdade, a
população (ainda sob domínio de Tarquínio) temia uma forte revolta de Cartago e/ou a
guerra proposta por Tarquínio contra os etruscos
 Com a primeira guerra púnica ocorre desestabilização social em Roma, fazendo com
que os patrícios tomassem de conta dessa, ocasionando mais temor na população
 Com a tomada do templo sagrado e Aventino, o povo consegue eleger tribunos que
passariam a chamar-se de plebe
 Com a segunda guerra púnica, temos maior descontrole social e, por conseguinte,
discórdia entre plebe e patrícios
 Foi tido na Roam antiga, um grande debate que ocasionou numa enorme discussão
quanto aos costumes, tal discussão foi entre Fílio (que defendia a injustiça, por não
enxergar na justiça coisas que somam o ser humano, apesar de considera-la boa) e
Lélio (que fundamentava a justiça e dela espalhava sua magnificência) ambos
discutiam quanto a posição da justiça e o estado

*Cipião adentra na discussão e nela acrescenta um elemento completamente


necessário, fazendo com que torne-se uma discussão não somente sobre o estado e a
justiça, mas sobre: o estado, a justiça e o povo (uma comunidade que partilha o
mesmo interesse num bem maior), além de demonstrar a perfeição da República e
desse Povo.

 Túlio e Cícero concordam que a República romana só existe e só consegue existir


devido a sua tradição
 Agostinho denota uma gigantesca contradição entre dois grandes homens
importantíssimos na história romana: Mário, o crudelíssimo, promotor e ministro de
guerra civil (ajudado pelos deuses) e Régulo, homem bom e virtuoso, comandante de
tropa do exército romano (esquecido pelos deuses)
 Mário, entregado a mão pelos minturnenses à deusa Marica, fazem com que o
ministro de guerra civil se tornasse um monstro desenfreado que não perdesse
qualquer batalha que tomava, logo, foi assim, que Mário começou com sua doutrina
sanguinária matando até mesmo concidadãos.
 Grande foi a batalha entre Mário e Sila (seu aprendiz de guerra) a batalha foi travado
principalmente pelas influências políticas de cada um, Mário era extremamente
voltado a uma criação sociológica focada em condições de direito favoráveis a uns
enquanto não existiam para outros, o que discordava Sila, por crer em uma República
com direitos iguais a todos os latinos

*A batalha travada entre os dois foi iniciada com o forte apoio que Silas recebeu de
patrícios romanos, Sula (como também era conhecido) planejou junto aos patrícios um
ataque político no consulado, a ação foi prevista por Mário que realizou um ataque
grandíssimo nas alas asiáticas, percebendo a investida, Sila ataca Roma, fazendo com
que Mário fuja para a África.
*Durante o período, Sila conseguiu colocar amigos de confiança nos cargos políticos e
adquiriu grandíssima influência em Roma, apesar de que, mesmo lutando contra as
forças de Mário vindas da Ásia, Sula não imaginava um contra-ataque político, sendo
assim, Mário retorna ao poder com um golpe no senado

*Apesar de todo o esforço, Mário acaba caindo novamente e Sula acaba tornando-se
um grandíssimo ditador romano

 Sila não ganhou a batalha contra Mário somente por questões estratégicas e políticas,
os rituais e sacristias estavam acima (de certa maneira)
 Lúcio Tício, o intermediário da guerra entre Mitridates e Sila revela que, Júpiter afirma
a vitória de Sila

*Sula, como forma de realizar uma oferenda e, por conseguinte um ritual em


agradecimento a Júpiter come um fígado de bode cru, simbolizando sua coroa de ouro,
o ritual foi realizado em Tarento e concordado por Postúmio

 Como sinal de vitória de Sila, o Capitólio pega fogo


 Em Campania, os deuses romanos travam batalhas contra os outros deuses, o que
aumenta o ego dos romanos, mas não se sabe ao certo se travavam batalhas ou não
 É comprovado na própria mitologia romana que os seus deuses são contra a castidade
e corrompidos pela libido

Capítulo 3

 Homero em sua obra mostra Apolo e Netuno enganados por Lameodonte


 Os adultérios na mitologia romana eram extremamente fortes, Vênus e Marte,
casados, traíram entre si, a primeira o traiu com Anquises, gerando Enéias, enquanto o
segundo, a traiu com Sílvia, gerando Rômulo, o adultério de Vênus foi perdoado,
diferentemente do adultério de Marte

*Sílvia era uma sacerdotisa vestal (mulher que guardava sua virgindade para os
deuses), filha de Nomutar, após ter dado luz a Rômulo, foi morta

 Fímbria, general de Mário, destrói Ílion (terra prometida a Sula pelos deuses e, por eles
mesmos destruída)
 Numa foi o único rei romano que teve um período longo de paz, que durou
aproximadamente 39-43 anos, entretanto, Agostinho questiona o porquê de somente
o reinado de Numa ter sido favorecido pelos deuses como um reinado pacífico,
enquanto que os outros não o tiveram
 O choro da estátua de Apolo de Cumas foi uma contradição entre os videntes da
Grécia (que afirmavam a vitória de seu reino) e os de Roma (que afirmavam a vitória
de seu reino), o último rei aristônico, Átalo III perde no seu avanço

*Os videntes gregos afirmavam que o choro da estátua era de felicidade pela vitória da
Grécia, enquanto que os videntes romanos afirmavam que o choro era de infelicidade
já que a estátua se situava em Cumas, prevendo então, a derrota da Grécia e dos
aqueus.

 Quanto mais Roma crescia, maior era a sua quantidade de deuses, desta forma, a
cidade ia se perdendo aos poucos, o principal responsável por tamanha calamidade foi
Numa Pompílio
 Com as guerras, genros e sogros acabavam matando-se (como foi o caso dos romanos
contra os albanos, tamanha foi a tristeza da perda de Albania, a cidade mãe e amiga de
Roma
 Salústio foi o homem que notou que quanto maior Roma ficava, maior era a sua
fraqueza
*que ficara somente maior com a derrota de Alba

 Com a derrota de Alba, vão-se os deuses da cidade e passam a tornar-se deuses de


Roma, assim, percebemos o grande destaque dos deuses como figurar tenebrosas,
onde, abandonaram Amúlio, que amava seu irmão, em prol de Rômulo, que o matara
 A morte de Cícero foi forjada pelo o senado, Júlio Próculo, foi o homem encarregado
de santificar Cícero, fazendo com que a população odiasse ao senado, o eclipse, que
significava a tristeza dos céus, ajudou na forja
 Cícero nunca concordou com a santificação de Rômulo, mas Túlio Hostílio (o terceiro
rei de Roma) explica que a sua santificação foi devido às suas grandiosas virtudes
 Foram estas as mortes dos reis romanos:
 Numa Pompílio e Anco Márcio; enfermidade
 Túlio Hostílio, destruidor de Alba, e família; mortos por raio
 Tarquínio Prisco, morto pelos filhos
 Sérvio Túlio, morto por Tarquínio, o soberbo, seu sobrinho
 Tarquínio, o parricida, sob os comandos de Júpiter ergue novamente o Capitólio
 Foi o filho de Tarquínio (Sexto) que estuprou Lucrécia, a população indignada não quis
mais saber dele, o homem nem ao menos sabia do caso e, mesmo assim, seus
soldados o deixaram
 Tarquínio passa então o resto da vida em Túsculo (seus últimos 14 anos)
 Tarquínio inclusive teve guerra com os etruscos, porém, quando foi destronado, Roma
perdeu a força
 Além da situação extremamente delicada de Tarquínio, Bruto faz com que Colatino
perca seu cargo de cônsul (narra Virgílio), Colatino morre na guerra contra os etruscos,
Bruto foi amigo de Colatino (que era esposo de Lucrécia) e reconhecido em toda Roma
 Diversos foram os cônsules romanos que acabaram morrendo, a lista é feita por:
 Lucrécio (eleito para substituir Bruto) morto por enfermidade
 Públio Valério, para substituir Colatino
 Marco Horácio, para substituir Lucrécio
 Quando os embaixadores romanos saíram para Atena em busca de uma mudança nas
leis, houve fome
 Além da fome, protestos foram organizados, em prol do trigo para todos, como o
protesto feito por Espúrio Melo (que ia contra o governo), morto por Quinto
Servílio, ordenado por Lúcio Quíncio
 Fúrio Camilo, defensor de Roma contra os vientinos e os gauleses acabou morto por
peste e, de modo consequente, esquecido pelos deuses (não ganhando mérito ou
destaque algum
 A vinda de Esculápio de Epidauro como deus dos médicos, já que Júpiter nada fazia
 São atacantes de Roma: lucanos, brúcios,samnitas, estruscos e gauleses.
 Um grande destaque daqueles que atacam a Roma fragilizada, foram os tarentinos,
que, coma a ajuda de Pirro, aumentaram suas forças
 Pirro recebeu uma visão de Apolo que significava a sua vitória, quando, na
verdade, era uma derrota
 Durante a guerra entre Roma, Grécia e os tarentinos, as mulheres dos três morriam
enquanto davam à luz, em boa parte devido à peste
 Com os deuses abandonando seus fiéis, grande foi a queda da fé nesses países,
inclusive os grandes templos de cada um foram esquecidos e pararam de ser
frequentados
 Durante a primeira guerra púnica, foram estes os acontecimentos :
1. O alagamento do Rio Tibre demonstrando a falta de eficácia dos deuses
romanos
2. O incêndio de Roma, provando a falta de magnificência da mitologia romana
3. A queima do Foro e o Templo de Vesta em Roma
4. As virgens que praticavam a religião veementemente tacavam-se no fogo para
salvar as imagens dos seus deuses, o mesmo aconteceu com Metelo, que fez o
mesmo
 Aníbal foi um forte soldado que desafiou Roma, durante suas batalhas enviou
alqueires de ouro que simbolizavam o número de soldados romanos que Roma teria
perdido
 Durante a guerra (excepcionalmente a púnica) os romanos tiveram que soltar os seus
escravos como método de conseguir mais soldados para a batalha
 Esses soldados acabaram que sendo armados com as próprias armas dos templos
romanos
 Durante a segunda guerra púnica, o alarde foi de tal tamanho que o próprio povo de
Roma teve de sustentar os gastos do exército
 Sagunto, a principal aliada de Roma, foi destruída durante a segunda guerra púnica e,
em forma de defesa, os romanos enviaram embaixadores a Cartago e diretamente a
Aníbal, as preces romanas não foram atendidas e Sagunto foi destruída
 Os saguntianos para não morrerem de fome, acabam se alimentando dos corpos
dos seus soldados mortos (resultado da batalha contra Cartago) e, logo após,
ateavam fogo na praça em prol dos deuses
 Cipião investe contra-ataques contra as forças de Aníbal e salva Roma do cartaginês, o
herói acaba passando o restante da sua vida em Literno (onde não queria ser
sepultado)
 Durante a terceira guerra púnica, Roma se encontrava sob ótima concórdia, enquanto
isso, Cartago criava a lei vocônia (que proibia mulheres de se tornarem herdeiras)
 Roma estava em paz durante a terceira guerra púnica, porém, Cesar Augusto retirava
a sua liberdade, ao passo que reprimia os avanços e ânsias de liberdades políticas do
povo, junto a ele, estava o cônsul Mancino, que, de igual modo, reprimia os avanços
 Com o decreto de Mitridates, todos os romanos estão sob pena de execução na Ásia
 Durante as guerras civis, os gracos se rebelaram contra a lei, o que provocou uma taxa
de morte com um número elevado
 Os gracos ocupavam-se bastante de cargos políticos, o pai dos dois irmãos gracos era
Tibério Graco, era homem público, tribuno da plebe, pretor, censor e duas vezes
cônsul, no seu primeiro consulado sufocou uma insurreição na região de Sardenha
 Os irmãos gracos, envolvidos na vida política aceitaram diversas propostas de
reformas agrárias, mas foram negadas devido à facção dos optimates manter
resistência
 Lúcio Opímio foi o homem responsável por cuidar das insurreições dos gracos, ficou
reconhecido por cobrar o preço por cabeça de cada graco
 Marco Fúlvio e os seus filhos morrem durante as batalhas de Lúcio contra os
gracos
 Após a morte de mais romanos, foi criado sobre seus cadáveres o templo da deusa
Concórdia, ironicamente, após a ereção do templo, maior foi o número de guerras que
sucedeu depois, ocasionados por Lúcio Saturnino; Caio Servílio e Marcos Druso
 Surgiu então a impopular guerra dos escravos, que acabou despovoando Sicília;
Macedônia e Costa Marítima
 Mortes durante a guerra de Mário e Sila
1. Otávio é colocado na tribuna
2. César e Fímbria foram assassinados em casa
3. Crassos (pai e filho) morrem por espadas
4. Bébio e Numitório morrem durante ceia
5. Catulo se mata envenenado
6. Mérule, flâmine de Júpiter, mata-se ao se cortar
 Mário, com sua enorme arrogância mandava matar todos aqueles que, sob sua
presença, mão apertassem sua mão como sinal de inferioridade
 Após a vitória de Silas, diversos foram os ‘’Mários’’ que acabaram morrendo, dentre
eles: Mário, o velho/ Mário, o jovem/ Carbon, do partido de Mário/ Mário Cévola
(degolado no templo de Vesta, neste momento, quase apaga o fogo que sempre ardia
no templo com seu próprio sangue no momento em que foi degolado)
 Com a vitória de Sila foi assinado um decreto para matar todos aqueles que
aprovassem Mário
 Poucos foram deixados com vida, somente devido às suas súplicas
 Nem mesmo o exército refugiado na colina do Capitólio contra os gauleses se compara
com a batalha entre Silas e Mário
 Os godos e gauleses pouparam a vida dos senadores e cidadãos, coisa que não
aconteceu durante a batalhe entre Mário e Sila
 As guerras que sucederam a de Mário e Sila
1. Sertório e Catilina
2. Lépido e Catulo, onde o primeiro queria abrrogar os feitos de Sila enquanto
seu adversário mantê-los
3. Pompeu e César, onde o primeiro era partidário de Sila e ficara tão forte
quanto esse
 Caio César derrotou Pompeu e conseguiu instaurar paz em Roma
 Antônio, seu provável sucessor, era homem corrupto, Cícero negava-o fortemente,
enquanto apoiava Augusto César
 Ocorreu uma disputa de poder entre César e Antônio, o primeiro apoiado por Cícero,
enquanto o segundo odiado por esse
 A impopularidade de Cícero cresceu com o passar do tempo, o que fomentou um
ataque de Antônio contra sua pessoa, ocasionando sua morte
 As desgraças que ocorriam em Roma não possuíam qualquer ligação com a vinda de
Cristo, afinal, as erupções, as pragas, as crises políticas, chuvas de pedra e
aquecimento de água já aconteceram antes de sua chegada.

Livro 4

 Varrão no seu livro ‘’sobre as coisas humanas e divinas’’, afirma que as artes cênicas
são humanas e não divinas
 Agostinho reafirma a importância da felicidade em compensação da vaidade
 Justino escreve (com a ajuda das anotações de Trago Pompeu que, o rei Nino atacou
vaidosamente os seus vizinhos
 Os deuses romanos ocupavam cargos de grande futilidade:
 Segécia, que era encarregado das messes
 Seia, dos grãos semeadores
 Tutelina, da conservação dos grãos
 Prosepina, tutora dos grãos em germe
 Nodoto, das gemas e dos colmos
 Volutina, envoltório da espiga
 Hostilina, igualadora das messes
 Flora, para florescer os frutos
 O culto a Júpiter possuía características tão duvidosas que até Varrão duvidava desse
 Sendo cada vez mais desvalorizado, devido ao aumento do culto dos deuses
menores
 Os quatro elementos não eram representados como deuses, muito menos suas
esposas, portanto, os casais: Juno + Júpiter; Salácia + Netuno; Proserpina + Plutão, não
possuíam força equivalente às teorias filosóficas elementais
 Agostinho realça uma dúvida que possui de Minerva, ora, se Júpiter saiu de Saturno e
dele é superior, por qual motivo, Minerva que saiu da própria cabeça (simbolizando a
mente) de Júpiter, não é a ele superior?
 Júpiter é extremamente considerado na religião, diferentemente de seu pai
 A terra na mitologia grega é dividida em elementos completamente incompreensíveis
 A deusa Vênus é dividida como três: a das virgens (que chamamos de Vesta), a dos
casados e a das meretrizes
 Não tem como os deuses pagãos serem um só, devido á complexidade dos cultos e sua
forma específica de adoração
 Não há como deus ser a alma do mundo, nem como esse ser a alma de deus, já que
caso o fosse, nada poderia existir como absoluto, logo a teoria de deus imanente de
Spinoza é completamente falsa
 É impossível os seres racionais serem partes de Deus, afinal, não faz qualquer sentido
de, quando punimos uma criança (uma palmada por exemplo) estaríamos batendo em
Deus
 A deusa Vitória seria a verdadeira responsável pela glória de Roma e não Júpiter
 Segundo Agostinho, a paz estabelecida entre aliados é muito melhor que uma vitória
contra inimigos em prol da paz
 Agostinho destaca mais três deuses em especial (devido à sua futilidade)
1. Agenoria, conduzia ao trabalho
2. Estímula, estimulava as atividades
3. Múrcia, ‘’murchava’’ o ser humano em suas atividades, voltado como um tipo
de descanso
 Esses deuses eram cultuados em locais diferentes, conhecidos como ‘’Quietudes’’.
 A deusa Fortuna não possui qualquer tipo de lógica em sua consistência como deusa,
afinal, se é uma deusa, portanto possui caráter objetivo em sua natureza, porém, a
fortuna não pode ser objetiva, já que nada mais é que uma probabilidade favorável
contida nas relações do afortunado com aquilo que deseja ou tem fortuna
 Os romanos também tinham o costume de honrar as virtudes como deuses: prudência,
justiça, fortaleza e temperança; coisa que não sabemos que podem sê-los, afinal, esses
são dons de Deus e não deuses
 Agostinho questiona não terem honrado a fé de igual maneira, afinal, ela sustenta
as virtudes
 Qual seria a necessidade de tantos deuses sendo que a deusa Felicidade já existia?
Afinal, segundo S.Agostinho, a felicidade é o sumo bem que o homem
incessantemente procura
 Varrão ensina como cultuar propriamente os deuses
 Por qual motivo Lúculo teria demorado tanto para construir o templo da deusa
Felicidade? (questiona S.Agostinho)
 Como sumo objetivo de conquista do ser humano, a deusa felicidade deveria ser
considerado como a deusa suprema, entretanto até a criação do seu templo foi adiada
(desde a época de Rômulo)
 As batalhas também ocorriam entre os deuses, por exemplo, Somênio x Júpiter, o
primeiro possuía o controle dos raios noturnos, já o segundo dos raios diurnos, porém
o primeiro perdeu sua fama para a estátuas erguidas em homenagem a Júpiter
 Tito Latino foi um coitado punido pelos deuses, afinal, quando iria começar o seu
trabalho de recomeçar as artes cênicas, ocorreu, no dia, uma tentativa de assassinato,
Latino, com medo do que poderia ocorrer decide não recomeçar no dia e perde seu
filho para os deuses como consequência
 O pontífice Cévola destaca os três gêneros dos deuses: dos poetas (que professam
muitas mentiras) dos filósofos (cujas verdades podem prejudicar a multidão) e da
cidade (que possuí o caráter político e de força da religião
 Agostinho anota que, o culto aos deuses de nada engrandeceu o império romano, ou
mudou seu destino
 Foram algumas vezes em que os deuses romanos cediam à força de outros povos:
1. A erupção dos gauleses
2. A conquista das cidades por Aníbal
3. Quando Adriano aumentou seu império persa com a Armênia, Mesopotâmia e
Assíria
 Cícero coloca destaque no embate entre superstição contra religião, onde a primeira
desvaloriza a segunda, esquecendo dos seus deuses, já a segunda, com ritos e
sacrifícios louva seus deuses
 Agostinho nota a hipocrisia de Cícero por falar disso e ser de religião romana
 Varrão questiona os julgamentos de outras religiões
 Mas é com o estudo do movimento dos astros e a razão que estuda sua própria
religião
 Varrão afirma que Deus é criador e não alma, entretanto os próprios preconceitos
advindos de sua religião o cega, além de que, descobre a falta de totalidade nos rituais
romanos que por mais de160 anos não cultuavam os deuses com simulacro
 Cultuar os deuses de maneira politeísta resultou numa impureza da religião
romana
 Varrão nota que um dos maiores erros da religião greco-romana foi empregar
como base os poetas

Capítulo 5

 A astrologia, segundo Agostinho, nada mais é que uma loucura que despreza o espaço-
tempo
 As teorias astrológicas não contribuem com a lógica em si, afinal, destaca uma
enorme diferença em pessoas que nasceram ao mesmo tempo e de mesma mãe,
mas destaca igualdades com pessoas que nunca se viram na vida
 É narrado por Cícero um debate entre o médico, Hipócrates, e o astrólogo, Possidônio,
é realizado por ambos um debate para falar a respeito das similaridades e diferenças
entre os gêmeos
 Segundo Hipócrates, a medicina conclui que, quando ocorre um caso de gêmeos, é
mais comum que ambos pareçam iguais, entretanto as situações comportamentais
vão depender dos hábitos de cada um
 Segundo Possidônio, as feições de cada um e destino seriam iguais devido que,
pelo curto intervalo de tempo, não existiria movimentação nos astros, contudo,
não soube explicar as diferenças comportamentais
 O argumento de Nigídio em defesa da astrologia, segundo S.Agostinho, é invalido,
afinal, é impossível que, pessoas que nasçam no mesmo período sejam tão diferentes,
enquanto pessoas que nascem em períodos opostos sejam tão próximas
 Os gêmeos Esaú e Jacó são uma prova de que nada possui sentido na astrologia, ora,
se são gêmeos, por qual motivo não apresentavam destinos idênticos? E, ora, se são
gêmeos, por qual motivo estariam com destinos concomitantes e não completamente
diferentes, como narra Nigídio?
 Mesmo com a igualdade dos astros, é comum nascer gêmeos de sexos opostos
 Não há como a astrologia ser fatalista se, entre o período de parto, houverem dias, ou
até mesmo situações em que não provoquem exatidão de quando a criança nasceu
 O movimento dos astros não pode acompanhar tudo, isso é claro, portanto, não faz
qualquer sentido crer que seja fatalista e, consequentemente narre sobre tudo de
maneira concisa
 Cícero, por negar a fatalidade, nega o movimento dos astros e não crê que tudo esteja
sob o conhecimento do divino, portanto, nega onisciência e assim, nega Deus
 A vontade humana não é submissa a nada, exceto a vontade do criador
 Argumento inválido segundo teorias de direito kantianas que pregavam
mesclagem e hierarquias da vontade no ser humano
 O império romano só conseguiu sobreviver durante tantas calamidades devido seu
anseio por glória
 Marco Catão e Caio César durante seus respectivos reinados, procuravam e não
deixavam de procurar a sua glória
 Salústio e Virgílio narram o porquê de Roma conseguir conquistar: para conseguir
conquistar algo é necessário ter uma ambição por glória e, para pô-la em prática,
necessita-se de virtude (coisa que os romanos tinham como deusa, mas não tinham na
prática)
 Catão tentava ao máximo praticar sua glória com a virtude, enquanto isso, César
utilizava sua armas em prol da glória
 Marco Túlio optava pelo menos torpe, a libido e a sede por glória
 Bruto matou seus filhos em nome da pátria
 Torquato mata seu filho após desobedecer a suas ordens
 Matou-o mesmo o filho lutando por Roma
 Existe uma pequena lista que demonstra as pessoas que morreram (sacrificando-se)
pela pátria romana
1. Fúrio Camilo
2. Múcio
3. Cúrcio
4. Marco Púlvilo
 Para os romanos, aqueles que morrem pela sua pátria partilham de mesma glória que
aqueles que se sacrificam em busca da cidade de Deus
 Cesar Nero fica enfermo
 Roma vence a guerra contra Ragadásio, pois as oferendes feitas para o demônio da
cidade destruída desagradavam a Deus
 O imperador Constantino foi um imperador cristão abençoado por virtudes
 Foram diversos acontecimentos que influenciaram as glórias únicas dos imperadores
cristãos, dentre elas, estavam:
1. A maior glória que Juviano possuiu em contraste da glória saturada de Juliano em
comparação a sua
2. Graciano morreu de maneira mais digna que Pompeu, morreu pela espada, foi
vingado por Teodásio e não por Catão
 Teodósio Augusto adota Valentiniano durante seu reinado, supostamente, o rapaz
adotado iria matá-lo
 O imperador derrota Máximo e Salústio (que durante o período estava enfermo)
comprovando as profecias do profeta João
 Teodósio executa uma proposta de derribar as estátuas dos ídolos romanos

Capítulo 6
 Os deuses com seus ofícios pequenos não podem garantir a imortalidade
 Varrão escreve 41 livros no total, 24 sobre a humanidade, 16 sobre os deuses e 1 em
resumo
 Em seus 16 livros descreve as falhas e hipocrisias das outras religiões, escrevendo
em ordem de homem para Deus, já que segundo Varrão, os homens criam falsas
religiões
 Varrão reconhece que a verdadeira religião não é feita em cidade terrena, mas em
celeste
 Segundo Varrão, existem três tipos de teologia
1. Fabulosa, criada pelos poetas, que deve ser censurada
2. Natural, criada pelos filósofos, que deve ser reservada
3. Civil, criada para a população, que deve ser praticada
 Os bacanais (festivais de orgias) eram realizados durante comemoração dos cultos de
Líbero e Líbera, contudo, isso foi abolido após decisão do senado
 Segundo Agostinho, Varrão possui vontade de desmascarar a teologia civil e não a
praticar
 Sêneca criticava a teologia civil e elogiava a natural, orava e guardava a liberdade
como senador romano
 Criticou os judeus que guardavam o sábado inutilmente

Capítulo 7

 Os deuses seletos não foram bem escolhidos, pois dentre eles, existem aqueles que
não possuem grande encargo
 Varrão afirma que a almas das pessoas são parte dos deuses
 Agostinho critica a teologia natural de Varrão
 Um destaque foi a crítica agostiniana contra as teorias de Varrão quando Deus ser
a alma do mundo, o que definitivamente não pode acontecer, afinal, nosso Deus
não é imanente, o argumento desmonta-se ainda mais quando propõe as divisões
da alma de Deus como: água, fogo, terra...
 Juno e Término sãos os deuses do início e do fim, respectivamente, mas, por qual
motivo não fazer desses dois um só?
 Segundo Varrão, Juno seria o corpo do mundo e Júpiter a alma do mundo, coisa que
não pode acontecer, já que não tem como deus ser corpo, logo, Juno não seria deusa,
mas somente parte de Júpiter
 A personificação e destaque dos deuses Rumino (como e por Júpiter) e Rumina (como
e por Juno) como deuses da amamentação, é de função tão baixa que nem ao menos
faz sentido algum
 Se todos os deuses são um só, qual seria a utilidade dos respectivos deuses:
 Mercúrio, significaria a palavra do criador
 Marte, significaria a guerra somente, portanto, não faria qualquer sentido
 A distribuição dos céus para os deuses é de maneira desequilibrada e injusta, afinal,
Júpiter possui uma estrela em sua homenagem/consideração, enquanto Juno não a
possui
 Minerva com sua sabedoria e Vesta com seu fogo brando, não são destaques na
astrologia, o que não faz o menor sentido
 Sendo pai, Saturno não poderia perder para Júpiter
 Júpiter é filho de Saturno, que é filho do céu, que é Júpiter, coisa assim não faz o
menor sentido
 Saturno seria a causa da semente (seja a humana ou a da natureza comum), mas
Júpiter seria tanto a semente (como filho de Saturno) como causa (como pai de
Saturno)
 Os mistérios eleusianos são solenidades em prol da fecundidade da terra, criados após
o rapto de Ceres Eleusina, pelo deus orco, onde a deusa da fecundidade da terra
encontra a alegria novamente
 Em Lavínio, os sacrifícios em honra a Líbero duravam cerca de 1 mês
 Nos rituais, os membros masculinos eram expostos publicamente e reverenciados
 Na parte máxima do ritual, uma estatueta em forma de pênis era erigida e coroada
pela dona da família
 Varrão destaca três tipos de alma: a que só nota a existência, a sensitiva e a de grau
supremo
 Se existem muitas características para um deus uno, qual é a lógica de suas
características ganharem identidade?
 Tellus é uma deusa do solo fértil, completamente inútil, já que o próprio humano
fertiliza o solo
 Átis era o deus castrado que representava a primavera
 Nos rituais em sua homenagem castravam-se os galos
 A mãe dos deuses trouxe eunucos para ‘’glorificar’’ os romanos
 A mitologia greco-romana foi criada por Evêmero e traduzida por Êno
 Varrão exemplifica e divide os deuses em duas formas, os deuses celestes e os deuses
terrenos
 Onde não explica o motivo dos deuses celestes: Netuno e Plutão; terem
habilidades e poderes tão voltados ao mundo, e, nem explica a deusa Minerva
como deusa terrena (já que era encarregada das ideias), ignorando-se a
capacidade de criação dos deuses celestes
 Varrão nota a importância das ideias, mas as releva, coisa que não acontece com
Platão, que afirma, serem as ideias os modelos tanto do céu como da terra
 Os escritos religiosos e misteriosos de Numa Pompílio foram queimados e
consequentemente, destruídos, pelo seu pretor, que afirmava imenso grau de
profanidade nesses
 Tanto Pitágoras quanto Numa Pompílio praticavam hidromancia, mas o último,
segundo boatos, teria se casado com a ninfa Eugéria, logo após

Capítulo 8

 Pitágoras era líder da escola itálica, enquanto que Tales de Mileto era líder da escola
jônica
 Descendência das escolas jônicas e ideais:
1. Tales, água e princípios individuais
2. Anaxímenes (discípulo de Tales), o ar
3. Anaximandro (discípulo de Anaxímenes), os deuses e as partículas
4. Diógenes (discípulo de Anaxímenes), o ar
5. Aquelau (discípulo de Anaximandro), as partículas possuem vida
 Aquelau foi o mestre de Sócrates
 Segundo Platão, a filosofia dividia-se em três partes: moral/ natural (contemplativa)/
racional
 Os estoicos denominaram de ‘’envia’’ a noção captada pela alma
 Os bens morais platônicos giravam em torno do bem para o corpo (um bem mais
efêmero) e o bem para a alma (um bem eterno)
 Foi impossível o encontro entre Platão e Jeremias já que as obras de ambas só
puderam ser requisitadas por Ptolomeu 60 anos depois de suas mortes
 No Timeu, Platão atribui a gênese a união do fogo e da água (coisa que acontece de
maneira semelhante na escritura com os céus e a terra), ocorre também mistura do ar
com a água, simbolizando o espírito de Deus
 Platão só aceita a honra aos bons deuses
 Para Apuleio de Madaura, o deus de Sócrates, segundo alusão platônica, nada mais era
que um demônio
 Das almas e locais de estadia
 Humanas, mortais e podem elevar-se, simbolizam a terra
 Demônios, imortais e não podem elevar-se, simbolizam o ar
 Deuses, imortais com sumo grau de perfeição, simbolizam o céu
 Os demônios funcionam como mensageiros entre humanos e demônios
 Apesar de simbolizarmos a terra, o elemento mais fraco na escala da ordem de força,
somos seres racionais e, consequentemente, estamos fora dessa ordem
 Contudo, os demônios como também o são, possuem maior força que nós, apesar
de que não podem evoluir, diferente dos humanos
 Segue a ordem de força dos elementos: fogo/ar/água/terra
 Segundo Apuleio, os demônios são em gênero: animais; em ânimos: passivos; em
mente: racionais; em corpo: aéreos; em tempo: eternos
 A animalidade é tida nos humanos e nos deuses também (afinal, esses por serem
elementos, também são considerados como animais)
 O seu quarto elemento é deles somente
 A sua quinta característica é deles e dos deuses
 Como pode os demônios serem mediadores dos deuses e humanos se esses são
completamente impuros?
 Apuleio acha completamente necessário, para o equilíbrio do mundo, as relações
entre demônios, humanos e deuses
 Por esse motivo considera o culto aos demônios
 Hermes Trimegisto explica que, o Deus supremo é celeste, enquanto os deuses são
partes desse Deus supremo
 Segundo Hermes (que compartilha opinião semelhante à de Varrão) os humanos criam
os seus próprios deuses, mas só fazem isso por não conhecerem de todo o verdadeiro
Deus, portanto, agindo com irracionalidade
 Foi Apuleio de Madaura que criou a relação humana, divina e demoníaca

Capítulo 9

 Apuleio critica os demônios, que, apesar de seus poderes são bem piores que um
velho sábio
 A ordem das escolas gregas após a morte de Platão foi: acadêmicos, periptatéticos e
platônicos
 Os estoicos recusam as paixões, diferentemente dos periptatéticos, platônicos e
acadêmicos, pois para esses, as paixões eram naturais para o indivíduo, mas não os
vícios
 Segundo Aulo Gélio no seu livro Epiteto, influenciado por teorias de Zenão, o maior
dos sábios pode tremer diante situações extremas
 As paixões para os cristãos funcionam como exercícios de virtude, logo, não há
maldade em ficar triste, mas pode haver maldade na causa que te torna triste
 A compaixão (prezar pela miséria alheia) é uma das maiores virtudes
 Segundo os platônicos, os demônios possuem alma sujeita a qualquer tipo de paixão
 Segundo Apuleio, os deuses falsos são demônios e a maioria deles é criada durante
episódios poéticos (em casos de guerra, por exemplo, em Tróia contra a Grécia,
durante isso, foi criada Vênus e Marte)
 Os platônicos quando falam da imortalidade dos deuses e dos demônios referem-se
aos corpos, não suas almas, pois já sabemos que a alma é imortal
 Segundo alguns platônicos, o corpo seria um tipo de prisão eterna ou temporária de
um condenado, entretanto, discorda Plotino, que afirma: o corpo é a nossa chance que
Deus nos dá para nos aproximarmos Dele
 Os demônios invejam o corpo dos humanos, pois o corpo nos dá chance de ficarmos
pertos de Deus
 Alguns platônicos acreditavam que após a morte nos transformamos em demônios, tal
como: deuses manés
 Diferentemente dos demônios ruins, alguns acreditavam que existiam demônios
que praticavam o bem, conhecidos como eudáimons
 Pertencem aos deuses: sublimidade do lugar/ eternidade de existência/ perfeição da
natureza
 Agostinho concorda com Apuleio que, para haver equilíbrio no demônio, devem haver
duas coisas, uma de extremo bom grau e outra de péssimo grau, a primeira é a
eternidade, enquanto a segunda é concupiscência
 Segundo Apuleio, os demônios se comunicam com os humanos devido ao fato de que
o encontro direto entre humanos e deuses seria danoso a esses
 Portanto, segundo Agostinho, os deuses seriam inferiores aos demônios
 Um mediador entre humanos e Deus deve ser Santo, logo, aquele que o é, é Jesus
 A semântica de anjo e demônio é bastante distorcida por Apuleio, ora, sabemos que
possuímos anjos bons e anjos maus, contudo, não possuímos demônios bons, somente
demônios maus
 Para que haja bondade, necessita-se de consciência e caridade, esta não está presente
no demônio

Capítulo 10

 Não existe nenhuma palavra grega que profira o verdadeiro significado de culto a Deus
 Latreã, significaria o culto específico a um deus
 Threskéia, significaria a religião, mas não necessariamente em homenagem a Deus
 Eusébia, a religião em sentido de louvar Deus
 Theosébia, uma outra forma de escrita de Eusébia
 Plotino afirma que a vontade máxima do ser humano é estar próximo de Deus e fazer
com que os outros estejam perto dele, de igual forma
 As homenagens para os homens são justas, mas somente é correto realizar sacrifício a
Deus
 Segundo Porfírio, é por meio das teletas (na teurgia, ou goécia) que podemos purificar
nossa alma, por intermédio de um anjo ou demônio
 Mas nega que isso seja necessário para alcançar a moradia ao lado dos anjos
 Porfírio concorda com Platão que os deuses moram num lugar superior, mas segundo
ele, os deuses também estão sujeito às perturbações de alma
 Porfírio põe em dúvida os poderes dos deuses para ceder às ameaças humanas
 Também questiona o motivo de uns seres corpóreos e outros não
 É dito por Porfírio que as teletas não purificam, precisa-se dos princípios
 Os princípios de Deus, completa Agostinho
 Um dos maiores erros de Porfírio foi elevar sua alma racional em compensação da
espiritual, provocado, de maneira muito provável, por suas amizades com teurgos
 Segundo Porfírio, somente com a virtude da continência poderíamos purificar nossa
alma de maneira verdadeira
 Platão e Plotino (com suas teorias órficas) assumem que as almas humanas podem
voltar em corpos de animais, contudo isso não é concordado por Porfírio, que assume
que as almas vão para outros corpos
 Somente com a alma purificada o homem pode descansar no leito dos deuses
(segundo Porfírio)
 Segundo alguns platônicos, nada além de Deus pode ser eterno, cousa essa
desmentida por Platão no livro ‘’Do Mundo’’ onde afirma Deus ter criado outros
deuses, que são, junto a Ele, eternos
 Entretanto, não são a Ele coeternos, tal coisa não teria o menor sentido
 Porfírio não consegue atingir a senda universal do cristianismo, mas nela
compreendendo e sabendo de sua existência, mas não nela crendo (nem se achava
digno de nela crer)