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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

PROGRAMA INTERDISCIPLINAR EM PERFORMANCES


CULTURAIS
Disciplina: Teorias e Práticas da Performance
Professor: Robson Corrêa de Camargo
Aluna: Dayse de Jesus Rocha

CAFÉ FILOSÓFICO - MULHERES EM TRANSFORMAÇÃO E HOMENS EM


CRISE

“É no campo da sexualidade que se afirma uma suposta identidade masculina. Isso é


contemporâneo”, afirma Maria Rita Kehl.

O papel e o lugar da mulher na sociedade no decorrer da história tinham


uns lócus em comum, o lar. A manutenção deste lar, seu funcionamento, a
educação dos filhos sempre foi de inteira responsabilidade da mulher. Durante o
tempo em que o regime nazista prevaleceu na Alemanha, o ditador Adolf Hitler
declarava em seus discursos carregados de preconceitos e eurocentrismo que
cabia a mulher a continuação da raça ariana. Desde o final do século XIX,
quando as mulheres começaram o questionamento a relação estabelecida entre
um suposto “eterno feminino” e o lugar que lhes era destinado, no epicentro da
vida doméstica, como esposas dedicadas, donas de casa e mães de família, os
padrões tradicionais de masculinidade foram afetados. O deslocamento
promovido pelas mulheres, bem como, as diferenças culturais entre homens e
mulheres, tanto na vida social quanto no que diz respeito a suas antigas
limitações sexuais, deslocou os homens de seus lugares e de suas certezas a
respeito do que é a masculinidade. A psicanalista Maria Rita Kehl descreve as
preocupações acerca da crise da masculinidade. Na vida pública, as mulheres
cada vez ocupam lugares que antes eram exclusivos dos homens. Esta mudança
de papel transformou profundamente o relacionamento entre homens e mulheres
também na vida privada. As conquistas das mulheres tiram os homens de seu
lugar original e geram o mal-estar da masculinidade.
A masculinidade foi posta em cheque a medida em que a mulher começou
a conquistar seu espaço. Assim, esta nova realidade coloca a masculinidade em
patamar de crise. Essa crise que se manifesta tanto por meio da insegurança de
alguns homens quanto por meio de um aumento preocupante de casos de
violência doméstica que de acordo com Kehl é um sintoma não elaborado, é
tributária do antigo conflito entre as mulheres, tomadas uma a uma enquanto
sujeitos desejantes, e o conjunto de atributos, limitações, estilos e papéis a que
se convencionou chamar de feminilidade. O empoderamento feminino de acordo
com Kehl se dá desde o uso de pílula anticoncepcional, o que atribui a mulher
uma escolha entre ser ou não ser mãe, até o voto, que consiste no
reconhecimento enquanto ser pensante e atuante na sociedade. Para Maria Rita
Kehl, o homem contemporâneo precisa se reinventar a partir dos valores
femininos. Ora, era posto a mulher que o desejo de casar-se e constituir uma
família deveria ser algo inerente ao seu instinto, sobretudo, esta ligação de amor
incondicional sentido da mãe para com o filho. Com sua emancipação foi lhe
dado o direito de decisão, outro fator comum e tem que tem crescido é a inversão
de papéis, mulheres saem para trabalhar e os homens ficam em casa cuidando
dos filhos e da casa.

Chama atenção o fato do vídeo de Kehl ser de quase vinte anos atrás,
pois tais assuntos abordados são tão recentes e se encontram na problemática
dos relacionamentos e conflitos entre homem e mulher. Ainda de acordo com a
psicanalista, a psicanálise contribuiu muito para a expansão das escolhas de
destino das mulheres.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

https://www.youtube.com/watch?v=b_K5BEdxCAc