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Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC

Pós-Graduação em Direito Civil e Processo Civil


Disciplina: Teoria das Relações Jurídicas
Professor: Me. Leonardo Dlugokenski
Acadêmico: Thailon Vinícius Cenci

EXPLANAÇÃO – CONTEÚDO MINISTRADO EM AULA (24/05)

No que tange às relações sociais, especificamente ao termo relação,


pode-se abordar uma significação que induz à coletividade, ao que é social.
Nesse diapasão, surge, como consequência da estruturação social – do anseio
pela ordem -, a figura da lei, que no âmbito das relações, como gênero, solidifica
a espécie relações jurídicas, haja vista que nestas relações, é uma constante a
presença de coercitividade, para que as obrigações e prestações recíprocas
sejam observadas e devidamente satisfeitas, seja na esfera privada, seja no
vínculo entre o indivíduo e o Estado.
Em síntese, a lei regula as relações sociais com vistas à manutenção
pacífica da espécie, observando-se que, o ser humano não é dotado de
mecanismos biológicos de sobrevivência hábeis. Daí, depreende-se que, as
normas jurídicas são instituídas com o intuito de preservar a ordem e o bem-
estar social, essenciais à convivência humana, e para tal é necessário que seu
cumprimento seja garantido. Eis que surge a figura da sanção, como ato dotado
de coercibilidade, e que age, em tese, como ato garantidor da observância do
texto de lei, ou seja, em sendo a conduta do indivíduo contrária ao ordenamento
jurídico, a sanção submeterá o agente infrator à determinada punição visando
sua reeducação e reparação em favor dos interesses coletivos.
Da abordagem do tema, fez-se necessária a compreensão acerca das
camadas, ou núcleos, que compõem a sociedade. Os denominados núcleos
sociais, possuem subdivisões, que remetem à alguns núcleos principais, quais
sejam: os familiares, vicinais, educacionais, religiosos, de lazer e profissionais.
De modo superficial, é possível caracterizar, quanto à sua função social,
os núcleos: a) familiar, como aquele responsável pela educação moral do
indivíduo; b) vicinal, inserção do indivíduo no meio social e convívio com as
diferenças. c) educacional, prima-se pelo desenvolvimento intelectual do
indivíduo, além de ser uma ponte para a interação com as diferenças. d)
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religioso, galgado num enorme subjetivismo, complexa e dificultosa se faz a sua


caracterização, porém, está indubitavelmente ligado à liberdade de pensamento
e de credo, fuga da realidade, muitas das vezes; e) o núcleo que faz referência
ao lazer, induz à necessidade do indivíduo de flexibilizar as regras impostas
cotidianamente com vistas ao equilíbrio físico e mental; f) Por fim, o aspecto
profissional, o qual pode ser observado por primas distintos, como sob a ótica do
Estado: em que o indivíduo, através do trabalho, contribui física e/ou
intelectualmente à sociedade, produzindo bens materiais e/ou conhecimento.
Sob a ótica do indivíduo, através do trabalho, ele pode alcançar satisfação
pessoal - material, emocional e/ou intelectual -, além da sua própria subsistência
financeira.
O surgimento da figura estatal fora outro assunto abarcado em aula,
partindo da definição e a reflexão dos aspectos relacionados à estruturação
social ao longo do tempo, desde às sociedades matrilineares e patrilineares,
transitando pelos clãs, etnias e nações, termos os quais correlacionam-se,
resultando no ente Soberano da forma que hoje conhecemos, qual seja, o
Estado.
O conceito de Estado sobrevoa por inúmeros vieses, voltados a aspectos
naturais (território, raça, língua), históricos (tradição, costumes, religião),
sociológicos (política e leis) e psicológicos (consciência nacional). Porém,
pragmaticamente, pode ser definido como sendo a personificação jurídica de
uma nação, dotada de organização estrutural própria.
Da leitura de trecho da obra Ciência Política, de Paulo Bonavides, em
referência à formação estatal, extrai-se que a existência de um Estado legítimo
está ligada a determinado condicionamento atribuído ao poder social para
elaborar ou modificar por direito próprio e originário uma ordem constitucional.
Ainda, depreende-se que o Estado como ente personificado é indivisível,
porém, é dividido quanto ao exercício do poder, ou seja, no que tange às formas
básicas de atividade estatal. Nessa conjuntura se insere a teoria tripartite,
proposta e difundida por Montesquieu, na qual o poder estatal é dividido em três
esferas principais, de acordo com suas respectivas funções, quais sejam: Poder
Legislativo – elaboração das leis - , Poder Executivo – gestão administrativa e
execução de leis - e o Poder Judiciário, com a finalidade de resolver os conflitos
postos perante à jurisdição estatal.
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O Estado Moderno, caracteriza-se pelos poderes conferidos as suas


instituições, poderes os quais, estão fundados na aprovação do grupo e não
obstante, surgem questionamentos acerca da legitimação do Estado no trato de
tais funções essenciais. Os órgãos estatais – instituições - responsáveis pelo
exercício das referidas atividades, muitas vezes incorrem em descrédito perante
o titular do poder soberano, qual seja, o povo, o que acarreta diversos problemas
de ordem moral, social e política, haja vista que o indivíduo passa a questionar
a legitimidade das obrigações que lhes sãos impostas, uma vez que o ente
impositivo não ostenta idoneidade ou resultados satisfatórios em relação aos
compromissos assumidos perante à sociedade.
Tal fenômeno jurídico, está intimamente ligado ao comportamento dos
indivíduos perante o meio social, irradiando instabilidades em diversos setores
da sociedade, observadas constantes ao longo dos séculos e que, conservadas
as devidas proporções e a pluralidade de contextos, estão inseridas no contexto
atual, sob diversas formas, como crises políticas (aversão a governos),
sonegação fiscal, índices elevados de criminalidade, conflitos ideológicos,
formas de discriminação, desigualdades econômicas, dentre outros.
Nota-se, que há uma linha tênue entre a legitimidade do poder e dos
ditames da lei e o que é imoral e ilegal, daí a instabilidade em relação às
respostas dadas pelos indivíduos aos comandos estatais.
Dessarte, importa salientar que, governos que iniciam suas atividades sob
à égide de estar praticando atos revolucionários, mediante golpes de Estado, por
vezes institucionalizados – alinhados à legislação vigente -, através de
mecanismos de articulação entre os poderes, carregam legitimação se
abraçados pelo sentimento nacional, o qual chancela o exercício do seu poder.
Uma vez viabilizado o exercício desse governo, a legitimidade ora conquistada,
induzirá, com o tempo a implementação de uma nova legalidade, que manter-
se-á até que ulteriores comoções populares ou interesses políticos, clamem por
intervenção súbita diante de crises imprevistas e do desequilíbrio político da
estrutura governamental vigente.